NFPSS   TRF5   PARTE II
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NFPSS TRF5 PARTE II


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NÃO FAÇA A PROVA SEM SABER | TRF5 
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PARTE II 
 
 SUMÁRIO 
DIREITO ADMINISTRATIVO ................................................................................................ 3 
DIREITO CONSTITUCIONAL .............................................................................................. 38 
DIREITO CIVIL .................................................................................................................. 77 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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DIREITO ADMINISTRATIVO1 
 
 
\uf0b7 PRIMEIRO SETOR: está o Estado (setor público), compreendendo a Administração Direta e a Indireta; 
\uf0b7 SEGUNDO SETOR: está o mercado (setor privado), espaço dedicado à iniciativa privada, em que a atuação dos 
agentes econômicos é voltada para a obtenção de lucro; 
\uf0b7 TERCEIRO SETOR (setor público não estatal): é composto por organizações de natureza privada, sem objetivo 
de lucro, que, embora não integrem a Administração Pública, dedicam-se à consecução de objetivos sociais ou 
públicos. Essas entidades são também chamadas de públicas não estatais. São públicas porque prestam serviço 
de interesse público; são \u201cnão estatais\u201d porque não integram a Administração Pública direta ou indireta. 
o EXEMPLOS DO TERCEIRO SETOR: entidades declaradas de utilidade pública, os serviços sociais autônomos 
(como SESI, SESC, SENAI), organizações sociais (OS) e as organizações da sociedade civil de interesse 
público (OSCIP). 
o CARACTERÍSTICAS DO TERCEIRO SETOR: 
\uf0a7 (i) Não são criadas pelo Estado, ainda que algumas delas tenham sido autorizadas por lei; 
\uf0a7 (ii) Em regra, desempenham atividade privada de interesse público (serviços sociais não exclusivos do 
Estado); 
\uf0a7 (iii) Recebem algum tipo de incentivo do Poder Público; 
\uf0a7 (iv) Muitas possuem algum vínculo com o Poder Público e, por isso, são obrigadas a prestar contas dos 
recursos públicos à Administração Pública e ao Tribunal de Contas; 
\uf0a7 (v) Possuem regime jurídico de direito privado, porém derrogado parcialmente por normas direito 
público; 
\uf0a7 (vi) Integram o Terceiro Setor porque não se enquadram inteiramente como entidades privadas e 
também porque não integram a Administração Pública Direta ou Indireta. 
 
\uf0b7 QUARTO SETOR: Está relacionado ao comércio informal e, também, ao exercício de atividades ilícitas como o 
tráfico de drogas, a corrupção, a lavagem de dinheiro. 
\uf0b7 QUINTO SETOR: excluídos sociais, isto é, aquela parcela mais pobre da sociedade, que vagueia na marginalidade. 
 
 
 
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Por Samuel Porfirio. 
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1. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA COMO FUNÇÃO DO ESTADO. PRINCÍPIOS REGENTES DO DIREITO ADMINISTRATIVO 
CONSTITUCIONAIS E LEGAIS, EXPLÍCITOS E IMPLÍCITOS. A REFORMA DO ESTADO BRASILEIRO. OS QUATRO 
SETORES E SUAS CARACTERÍSTICAS. A PUBLICIZAÇÃO DO TERCEIRO SETOR (AS ORGANIZAÇÕES SOCIAIS E AS 
OSCIPS). 
#COLANARETINA: Vamos começar lendo a Lei 9.637 e depois a Lei 9.790. 
Art. 1o O Poder Executivo poderá qualificar como organizações sociais pessoas jurídicas de direito privado, sem 
fins lucrativos, cujas atividades sejam dirigidas ao ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento 
tecnológico, à proteção e preservação do meio ambiente, à cultura e à saúde, atendidos aos requisitos 
previstos nesta Lei. 
Art. 2o São requisitos específicos para que as entidades privadas referidas no artigo anterior habilitem-se à 
qualificação como organização social: 
I - comprovar o registro de seu ato constitutivo, dispondo sobre: 
 
 
 
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b) finalidade não-lucrativa, com a obrigatoriedade de investimento de seus excedentes financeiros no 
desenvolvimento das próprias atividades; 
d) previsão de participação, no órgão colegiado de deliberação superior, de representantes do Poder Público e 
de membros da comunidade, de notória capacidade profissional e idoneidade moral; 
f) obrigatoriedade de publicação anual, no Diário Oficial da União, dos relatórios financeiros e do relatório de 
execução do contrato de gestão (TAMBÉM CHAMADO DE ACORDO-PROGRAMA); 
h) proibição de distribuição de bens ou de parcela do patrimônio líquido em qualquer hipótese, inclusive em 
razão de desligamento, retirada ou falecimento de associado ou membro da entidade; 
II - haver aprovação, quanto à conveniência e oportunidade de sua qualificação como organização social, do 
Ministro ou titular de órgão supervisor ou regulador da área de atividade correspondente ao seu objeto social e 
do Ministro de Estado da Administração Federal e Reforma do Estado. 
Art. 1o Podem qualificar-se como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público as pessoas jurídicas de 
direito privado sem fins lucrativos que tenham sido constituídas e se encontrem em funcionamento regular 
há, no mínimo, 03 anos, desde que os respectivos objetivos sociais e normas estatutárias atendam aos 
requisitos instituídos por esta Lei. (Redação dada pela Lei nº 13.019, de 2014) (Vigência) 
§ 1o Para os efeitos desta Lei, considera-se sem fins lucrativos a pessoa jurídica de direito privado que não 
distribui, entre os seus sócios ou associados, conselheiros, diretores, empregados ou doadores, eventuais 
excedentes operacionais, brutos ou líquidos, dividendos, bonificações, participações ou parcelas do seu 
patrimônio, auferidos mediante o exercício de suas atividades, e que os aplica integralmente na consecução do 
respectivo objeto social. 
§ 2o A outorga da qualificação prevista neste artigo é ato vinculado ao cumprimento dos requisitos instituídos 
por esta Lei. 
Art. 4º Atendido o disposto no art. 3º, exige-se ainda, para qualificarem-se como Organizações da Sociedade 
Civil de Interesse Público, que as pessoas jurídicas interessadas sejam regidas por estatutos cujas normas 
expressamente disponham sobre: 
Parágrafo único. É permitida a participação de servidores públicos na composição de conselho ou diretoria de 
Organização da Sociedade Civil de Interesse Público. 
Art. 7o Perde-se a qualificação de Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, a pedido ou mediante 
decisão proferida em processo administrativo ou judicial, de iniciativa popular ou do Ministério Público, no 
qual serão assegurados, ampla defesa e o devido contraditório. 
Art. 8o Vedado o anonimato, e desde que amparado por fundadas evidências de erro ou fraude, qualquer 
cidadão, respeitadas as prerrogativas do Ministério Público, é parte legítima para requerer, judicial ou 
administrativamente, a perda da qualificação instituída por esta Lei. 
Art. 9o Fica instituído o Termo de Parceria (NÃO CONTRATO GESTÃO), assim considerado o instrumento 
passível de ser firmado entre o Poder Público e as entidades qualificadas como organizações da sociedade civil 
de interesse público destinado à formação de vínculo de cooperação entre as partes, para o fomento e a 
execução das atividades de interesse público