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1 
Processamento e Armazenagem de 
Produtos Agrícolas 
AERAÇÃO DE GRÃOS ARMAZENADOS 
2 
ÍNDICE 
1. INTRODUÇÃO 
2. OBJETIVOS DA AERAÇÃO 
2.1. Resfriar a Massa de Grãos. 
2.2. Inibir a Atividade de Insetos-praga e Ácaros. 
2.3. Inibir o Desenvolvimento da Microflora. 
2.4. Preservar a Qualidade dos Grãos. 
2.5. Uniformizar a Temperatura. 
2.6. Prevenir o Aquecimento dos Grãos. 
2.7. Promover a Secagem Dentro de Certos Limites. 
3 
ÍNDICE 
3. SISTEMA DE AERAÇÃO 
4. OPERAÇÃO DO SISTEMA DE AERAÇÃO 
4.1. Como Resfriar ou Aquecer uma Massa de 
Grãos 
5. SUCÇÃO OU INSUFLAÇÃO DO AR 
5.1. Ventilação positiva 
5.2. Ventilação negativa 
 
4 
ÍNDICE 
6. ACONDICIONAMENTO DO PRODUTO 
 
7. SISTEMA DE TERMOMETRIA 
7.1. Instalação do Sistema de Termometria 
7.2. Monitoramento do Produto Armazenado 
 
8. CÁLCULO DE UM SISTEMA DE AERAÇÃO 
5 
1. INTRODUÇÃO 
 Os grãos, como materiais biológicos vivos, estão 
sujeitos a transformações de naturezas distintas, 
oriundas da tecnologia aplicada ao sistema de pré-
processamento. 
 
 Em unidades armazenadoras mais antigas, é 
comum fazer a passagem da massa de grãos 
através do ar ambiente, quando se verifica qualquer 
problema de armazenagem ou de aquecimento que 
possa comprometer a qualidade do produto. A esse 
procedimento denomina-se "transilagem". 
6 
1. INTRODUÇÃO 
 A transilagem, apesar de resolver parcial ou 
totalmente os problemas, na prática, resulta em 
vários inconvenientes, como: 
 
 Eleva o índice de danos. 
 Necessita de muito tempo para ser executada e 
pode não apresentar bons resultados; 
 Apresenta elevado custo de instalação (uma célula 
ou silo de estocagem vazio); 
 Tem custo operacional mais elevado (tempo, 
número de equipamentos e energia). 
7 
 Diferentemente da "transilagem", com a aeração, 
mantém-se a qualidade dos grãos sem movimentá-los. 
 
 O processo de aeração tem como finalidades principais: 
 - resfriamento da massa de grãos, 
 - aeração de manutenção ou conservação, 
 - aeração secante ou seca-aeração, 
 - remoção de odores, e 
 - aplicação de fumigantes. 
 
1. INTRODUÇÃO 
8 
 A aeração, técnica de forçar pequenas quantidades de ar através 
dos grãos armazenados visando controlar sua temperatura, é 
utilizada para manter a qualidade inicial dos grãos durante o 
período de armazenamento. 
 
 Para atingir este objetivo, a aeração tem que reduzir ou eliminar 
as seguintes condições. 
 
1. Variações de Temperatura e de Umidade dentro da 
Massa de Grão 
 Assim que a célula de armazenamento estiver sendo 
carregada, os grãos variarão, provavelmente, em 
temperatura e conteúdo de umidade, por causa de 
variações em maturidade, condições climáticas e na 
secagem. Porções de grãos, quentes e deterioradas 
podem ser criadas dentro do silo mesmo que a condição 
média da massa de grão possa ser considerada 
adequada. 
 
1. INTRODUÇÃO 
9 
 
2. Grãos com Temperaturas Elevadas ou Quentes 
 Se a célula de armazenagem está cheia com 
grãos sob temperatura elevada ou ainda 
quentes, problemas podem surgir até mesmo se 
o conteúdo de umidade for baixo. 
 Alto calor de campo ou grãos inadequadamente 
esfriados depois de saírem do secador são as 
duas fontes produtoras de grãos quentes. 
1. INTRODUÇÃO 
10 
Diagrama de Conservação 
A melhor condição 
para armazenar os 
grãos é estabelecida 
pela delimitação da 
área no espaço inferior 
à linha A e à esquerda 
da linha B 
11 
 3. Variações de temperatura entre Massa de Grão e 
Condições do Ambiente Externo 
 
 Variação de temperaturas entre a massa de grão e as 
condições ambientais causam problemas de migração de 
umidade. A Figura representa uma migração típica de 
umidade causada por abaixamento da temperaturas 
externa. 
 
 As diferenças em temperatura criarão uma corrente 
convectiva, com o ar descendo pela camada de grãos frios 
ao longo e próximos das paredes do silo e subindo através 
das camadas de grãos quentes no centro do silo. 
 
1. INTRODUÇÃO 
12 
Migração de Umidade- Ambiente Frio 
13 
 À medida que o ar sobe pelo centro do silo, irá sendo 
aquecido e terá sua capacidade de absorver umidade 
aumentada e retirando água dos grãos. Entretanto, 
quando o ar estiver próximo da superfície superior e fria 
ele resfriará, perdendo capacidade de absorver umidade 
e transferindo a umidade adquirida anteriormente para a 
camada superior de grãos. Isto criará uma região de 
grãos úmidos no topo central do silo com grande 
potencial para deterioração. 
 
 Por ocasião da estação mais quente, ocorrerá um fluxo 
de ar oposto (Figura) por causa das temperaturas 
ambientais mais altas. A condensação com um potencial 
para deterioração acontecerá na região central no fundo 
do silo. 
 
1. INTRODUÇÃO 
14 
Migração de Umidade – Ambiente Quente 
15 
 O produto deve ser aerado o mais rápido possível depois de ter sido 
colocado no armazenamento. Esta operação é especialmente importante 
se existirem grandes variações de umidade e ou temperatura ou se a 
camada de grãos estiver quente ao iniciar o período de armazenagem. 
 
 Antes da estação fria, a massa de grãos deve ser resfriada para adequar 
às condições médias ambientais. A aeração deve começar sempre que a 
média da temperatura do ar ambiente for, pelo menos, 5°C inferior que a 
camada de grãos mais quente dentro do silo. 
 
 Continuar esfriando até que a diferença entre temperatura da massa e do 
ambiente esteja próxima de 0°C. Durante a estação quente, o 
aquecimento dos grãos é necessário se o armazenamento for continuado 
ou se a massa de grão estiver abaixo da média ambiental. 
 
 Se necessário, os ventiladores de aeração deveriam ser ligados assim que 
a média de temperatura externa seja 5-7°C acima da temperatura da 
massa de grãos. 
 Quando Ventilar os Grãos 
16 
Tempo Requerido para a Aeração 
 A aeração resfria ou aquece uma camada de grãos de modo 
semelhante ao processo de secagem em silos, que se dá por meio da 
frente de secagem. 
 
 Na aeração, a “Frente de aeração" se movimenta para cima ou para 
baixo através da massa de grãos segundo a direção do fluxo de ar. O 
tempo utilizado para que a “frente de aeração" atravesse a camada de 
grãos é o tempo de aeração. Este tempo depende do fluxo de ar por 
quantidade de grãos e da quantidade de calor a ser removida ou 
adicionada para esfriar ou aquecer o produto. 
 
 Uma vez iniciado, o processo de aeração deveria ser continuado (até 
mesmo por períodos de altas umidades) até que a frente de aeração 
tenha atravessado completamente a massa de grão. Terminada a 
aeração, a camada de grão estará relativamente uniforme e uma 
aeração continuada, especialmente durante longos períodos com 
umidades muito diferentes da umidade média da aeração prévia 
causará a formação de uma nova frente. 
17 
Fluxos de Ar para Aeração 
 Em geral, os fluxos de ar para aeração variam entre 0,06 a 0,12 
m3 de ar por minuto e por metro cúbico de grão (0,06 - 0,12 m-3 
min-1 m-3). Alguns sistemas com grandes capacidades usam fluxos 
de ar muito inferior (0.018 - 0.03 m-3 min-1 m-3), porém, requerem 
um gerenciamento mais aprimorado e instalações mais 
sofisticadas. 
 
 Altos fluxos de ar devem ser usados (0,12 - 0,36 m-3 min-1 m-3) se o 
produto for armazenado com teores de umidade mais altos ou se 
existirem grandes variações nos teores de umidade quando o 
produto estiversendo introduzido no silo. 
 
 Não se pode esperar que um sistema de aeração seja usado para 
secagem. Geralmente, os fluxos de ar recomendados para 
secagem são dez a quinze vezes superiores aos recomendados 
para aeração. 
18 
Direção do Fluxo de Ar 
 O ar de aeração pode mover para cima ou abaixo 
através da massa de grãos. A maioria dos ventiladores 
tem a possibilidade de insuflar (pressão positiva) ou 
succionar o ar (pressão negativa). Porém, quantidades 
de fluxos de ar e potências necessárias para o 
movimento do ar mudarão frequentemente com 
segundo direção do fluxo. 
 
 Resumindo, quaisquer das duas direções funcionarão 
no sentido de promover a aeração da massa de grãos. 
Os fatores mais importantes, entretanto, são: 
entendimento do método e do monitoramento cada 
sistema. 
19 
Direção do fluxo de ar 
20 
Preparo do Produto para Aeração 
 Material fino, sementes de erva daninha e outros 
materiais estranhos irão afetar negativamente a 
aeração, especialmente, se estes materiais 
estiverem concentrados em um determinado local da 
unidade armazenadora. 
 
 Considerando que na aeração é usado pequenos 
fluxos de ar, qualquer aumento na resistência ao 
fluxo terá grandes efeitos na sua trajetória. Como 
resultado, será necessário mais tempo para a frente 
de aeração (ou de secagem) atravessar a região 
com concentração de materiais finos (Figura). 
21 
Velocidade de Aeração 
22 
Concentração de Finos (Solução) 
 Um ou mais dos seguintes procedimentos podem ser 
considerados: 
 
 1. Faça uma limpeza correta antes de carregar a célula de 
armazenagem. 
 
 2. Empeça que o produto caia com alta velocidade para 
reduzir o número de quebrados e finos. 
 
 3. Na impossibilidade de boa limpeza, distribua, 
uniformemente, o produto (inclusive os materiais estranhos e 
finos) ao longo da célula armazenadora. A distribuição uniforme 
da "resistência" causará uma densidade global mais alta no silo 
aumentando a resistência geral ao fluxo de ar. 
 
23 
 4. Após o carregamento, tente remover um pouco 
do produto do centro do silo. Esse procedimento 
ajudaria a eliminar parte do material "resistente" 
acumulado no centro do silo. O material central 
removido será, consequentemente, substituído por um 
produto mais limpo. 
 
 5. Certifique-se de que a frente de aeração tenha 
percorrido toda a massa de grãos. Ou seja: ventilar 
por um tempo mais prolongado, usar um ventilador de 
maior capacidade ou diminuir a altura da camada de 
grãos. 
Solução (continuação) 
24 
 Se aerações sucessivas resultarem em formação de 
blocos de grãos e concentração de finos, que 
dificultam a passagem do ar, deve-se corrigir o 
problema com a técnica de TRANSILAGEM e 
passando o produto pelo sistema de limpeza. 
 
 A armazenagem a granel por longos períodos torna-
se muito difícil sem a prática da aeração. 
Solução (continuação) 
25 
Esquema da Aeração 
26 
2. OBJETIVOS DA AERAÇÃO 
 2.1. Inibir a atividade de insetos: 
 
 - A maioria dos insetos que infestam os grãos 
armazenados é de origem tropical e subtropical. 
 
 - As condições ideais para desenvolvimento dos 
insetos são definidas entre 23° e 35° C e com 
umidade relativa próxima de 70%. 
27 
2.2. Inibir o desenvolvimento da microflora: 
 
 - O teor de umidade, a temperatura e a umidade relativa na 
massa de grãos influenciam o desenvolvimento da microflora. 
 
 - Grãos com umidade de até 15% (b.u.) podem ser 
armazenados, se a temperatura for baixa (8 a 10oC) com 
umidade relativa inferior a 70%. 
 
 - Em regiões de clima tropical e subtropical, é difícil estabelecer 
estas condições por meio de aeração. 
2. OBJETIVOS DA AERAÇÃO 
28 
 2.3. Preservar a qualidade dos grãos: 
 
 - Grãos cuja viabilidade é reduzida são mais 
vulneráveis a infestação de fungos e, portanto, mais 
susceptíveis ao processo de deterioração. 
 
 - Modificações químicas durante a armazenagem 
são muito lentas ou insignificantes, em baixa 
temperatura. 
2. OBJETIVOS DA AERAÇÃO 
29 
 2.3. Preservar a qualidade dos grãos 
 
 - Desde que o processo não resulte em perda de 
qualidade, as condição de aparente inatividade deve 
ser mantida pelo maior tempo possível 
 
 - A introdução de uma massa de ar com temperatura 
baixa é uma técnica benéfica à conservação dos 
grãos, em estado de repouso, por período de tempo 
mais prolongado. 
2. OBJETIVOS DA AERAÇÃO 
30 
GRÃO COM ALTA QUALIDADE 
31 
 2.3. Preservar a qualidade dos grãos 
 
 - Um dos maiores problemas decorrentes da migração 
de umidade consiste na mistura das camadas 
contaminadas com o restante da massa, quando o 
produto estocado é movimentado por qualquer 
motivo. 
 
 - Dentre os danos causados, o mais preocupante é a 
contaminação por FUNGOS produtores de toxinas. 
2. OBJETIVOS DA AERAÇÃO 
32 
 2.4. Uniformizar a temperatura 
 
 - Objetivo importante da aeração, principalmente para as 
regiões onde existem grandes flutuações de temperatura 
e quando a aplicação desta técnica for para prevenir ou 
evitar a migração de umidade. 
 
 - A aeração é feita para promover a uniformização da 
temperatura na massa de grãos, evitando os focos de 
aquecimento, sem, necessariamente, cumprir o objetivo 
de resfriamento. 
2. OBJETIVOS DA AERAÇÃO 
33 
Migração de Umidade 
34 
 2.5. Prevenir o aquecimento dos grãos 
 
 Esta vantagem aplica-se frequentemente à 
armazenagem, em silo pulmão ou em moegas, com grãos 
recém-colhidos, aguardando a secagem. 
 
 1 - O produto deve passar por uma operação de pré-
limpeza. 
 
 2 - O operador deve estar atento e consultar a tabela 
sobre o tempo permissível para a armazenagem do 
produto 
 
2. OBJETIVOS DA AERAÇÃO 
35 
Tempo permissível para armazenagem 
Temperatura 
(ºC) 
Teor de água (% b.u.) 
15 16 17b 19b 21 23 25 
0 c c c 377 206 131 92 
4 c c 448 197 108 68 48 
10 491 265 155 69 39 26 21 
16 275 148 85 39 22 16 10 
21 154 83 49 22 12 8 5 
27b 86 47 28 12 7 4 3 
32 48 26 15 7 4 2 2 
38 27 15 9 4 3 1 1 
Notas: b aeração contínua, com fluxo de 30 a 60 m3 h-1 t-1, durante o período em que o milho foi 
mantido com 18% b.u. e, ou à temperatura de 27 ºC. c mais que dois anos. 
Fonte: Steele et al.; Thompson; Friday, citados por Noyes & Navarro (2002). 
36 
 2.6. Promover a Secagem 
 
 O fluxo de ar mínimo recomendado para secagem, 
dependendo das condições ambientais, é 15 a 25 
vezes maior que o fluxo utilizado para a aeração de 
resfriamento. 
 
2. OBJETIVOS DA AERAÇÃO 
37 
 2.7. Remover os odores 
 
 - A aeração pode ser utilizada para remover, além 
desses odores, os gases resultantes do combate às 
pragas e devolver aos grãos o cheiro característico. 
 
2. OBJETIVOS DA AERAÇÃO 
38 
SISTEMA DE AERAÇÃO 
• O sistema de aeração consiste de um conjunto de 
equipamentos necessários à perfeita conservação do 
produto armazenado. 
 
• É composto por: 
 Ventilador com motor. 
 Dutos 
 Silos 
 Dispositivos para monitoramento 
 Dutos para distribuição de ar 
 
39 
Equipamentos Necessários 
40 
SISTEMA DE AERAÇÃO 
 Dutos 
 
 Em unidades armazenadoras cilíndricas podem ser usados 
uns dos seguintes sistemas: 
 1. um único duto perfurado. 
 2. um arranjo de dutos. 
 3. dutos em forma de V. 
 4. uma chapa retangular e perfurada localizada no meio 
do piso do silo. 
 5. um piso falso confeccionado em chapa perfurada. 
41 
Dutos 
42 
Dutos 
 Os dutos geralmente estão localizadosabaixo do nível do piso do silo. 
Dutos abaixo do piso permitem o uso fácil de roscas varredoras que 
reduzem a mão-de-obra durante a descarga final da unidade 
armazenadora. 
 
 As principais dimensões de um sistema de dutos são: 
a) Tamanho; 
b) Área superficial; 
c) Espaçamento entre dutos. 
 
43 
Dutos (guia para dimensionamento do sistema) 
Adaptado de http://www.omafra.gov.on.ca – Grain aeration 
44 
Unidades Armazenadoras 
 Permitem a proteção da massa de grãos contra os agentes de 
deterioração. Esta estrutura pode ser vertical ou horizontal e 
depende das características técnicas e da relação entre a altura e 
o diâmetro ou altura e largura da estrutura. 
 
 Pequenas unidades armazenadoras de grãos ou pequenos silos 
podem ser ventilados ou aerados com o uso de sistema portátil, 
construído com tubos perfurados e que podem ser montados 
dentro do silo. Um pequeno ventilador para aeração é acoplado 
na ponta do tubo. 
 
 Para unidades armazenadoras de maiores dimensões, sistemas 
mais complexos são requeridos. 
 
 
 
45 
Monitoramento do Produto 
 Para manejar corretamente o produto, o operador deve estar 
apto a determinar as temperaturas da massa de grãos em 
vários pontos do silo. Especial atenção deve ser dada na 
obtenção das temperaturas das últimas partes a serem 
atingidas pela frente de aeração. 
 
 Em silos pequenos, pode-se trabalhar, razoavelmente, com 
sondas simples, porém, em silos com grandes dimensões, um 
sistema de termometria eficiente é altamente recomendado. 
 
 Caso seja necessário a entrado do operador no silo, para o 
monitoramento das condições do produto, devem ser usadas 
medidas de segurança adequadas como: 
 
 1. nunca entrar no silo durante o descarregamento. 
46 
Monitoramento do Produto 
 2. se parte do silo foi descarregada, fique atento de que um 
produto compactado pode esconder uma cavidade que se 
desmorona facilmente provocando sérios acidentes. 
 
 3. escadas especiais devem ser instaladas nas paredes do 
silo para permitir acesso fácil e seguro. Uma corda de 
segurança, bem ajustada, deve ser usada se houver 
necessidade o operador deixar a escada ou ter que liberar uma 
das mãos. 
 
 4. Mesmo usando equipamentos de segurança e com 
iluminação adequada, nunca entre em um silo sem estar 
acompanhado de um auxiliar. 
 
47 
Sistema de Controle 
 Indicam as condições do ambiente interno 
e externo da massa de grãos e, em alguns 
casos, podem acionar ou ligar o sistema de 
ventilação em função daquelas condições. 
48 
Sistema de Controle 
49 
Sistema de Controle 
50 
Seleção de Ventiladores 
 O ventilador é a máquina utilizada para movimentar o ar através 
da massa de grãos. Ventiladores tubo-axial e centrífugo são 
usados para aeração. O primeiro, entretanto, é o mais comum. 
Os ventiladores devem ser selecionados com base nos fluxos 
de ar requeridos e nas pressões estáticas oferecidas pelos 
produtos. 
 
 O ventilador deve fornecer a quantidade de ar necessária ao 
resfriamento do produto e ser capaz de vencer a resistência 
oferecida à passagem deste ar pela massa de grãos 
armazenada 
 
 A pressão estática é dependente da taxa de aeração desejada, 
profundidade da camada de grãos e tipo de grão (Tabela 3). 
 
 
51 
Rotores para ventilador 
Siroco 
Centrífugo 
Axial 
52 
Tipos de Ventiladores 
Tubo axial Centrífugo 
53 
Ventilador 
 Fluxo de ar: O ventilador deve-se fornecer uma 
quantidade de ar, determinada como: 
 
 a) m3 de ar por minuto por m3 de grãos ou 
 b) m3 de ar por minuto por tonelada de grãos. 
 
 Para silos verticais, pode variar entre 0,05 e 0,1 
m3 min-1. t-1 de grãos. 
 Para estruturas horizontais, entre 0,1 e 0,20 m3. 
min-1. t-1 de grãos. 
54 
Fluxos de ar para aeração 
 
 
 Fluxo de ar (m3 min-1. t-1 de grãos) 
Tipo de unidade e finalidade Região fria Região quente 
Horizontal / grão seco 0,06 a 0,12 0,12 a 0,20 
Vertical / grão seco 0,02 a 0,05 0,03 a 0,10 
Pulmão / grãos úmidos 0,30 a 0,60 0,30 a 0,60 
Seca-aeração 0,50 a 1,00 0,50 a 1,00 
55 
Ventilador 
 Pressão estática: o ventilador deve vencer a 
resistência à passagem do fluxo de ar, isto é, ter 
pressão superior à pressão estática do sistema 
(resistência que os grãos e o sistema de distribuição 
oferecem à passagem do ar). 
 
 - Normalmente este valor é dado em milímetros de 
coluna de água (mmca) ou Pascal (Pa). 
 
 - A pressão estática varia com a altura da camada de 
grãos e com a velocidade com que o ar atravessa esta 
camada. 
56 
Pressão Estática aproximada (Pascal) 
Grão 
Profundidade 
de grão (m) 
Taxa de Aeração ( m3.min-1.m-3 ) 
0,156 0,078 0,039 
Milho 
e 
Soja 
3 125 110 100 
4.5 150 140 125 
6 190 160 140 
9 250 200 160 
Trigo 
Aveia 
Sorgo 
3 290 250 240 
4.5 380 310 260 
6 540 400 300 
9 750 510 360 
57 
Pressão Estática 
58 
3. OPERAÇÃO DA AERAÇÃO 
 Antes de optar pelo uso da aeração, deve-se 
avaliar as condições climáticas, para atender aos 
objetivos propostos: conservação dos grãos 
durante a armazenagem. 
 
 Um diagrama que relaciona temperatura e teor de 
umidade da massa de grãos armazenado é usado 
para prever as características de conservação 
durante o armazenamento. 
59 
Diagrama de Conservação 
A melhor condição para 
armazenar os grãos é 
estabelecida pela 
delimitação da área no 
espaço inferior à linha 
A e à esquerda da 
linha B 
60 
Diagrama indicativo de aeração 
 Para umidade relativa superior a 90%, a aeração é 
recomendada quando a diferença de temperatura 
entre os grãos e o ar for superior a 6,5 oC. 
 
 Para umidade relativa inferior ou igual a 60%, a 
aeração só é recomendada para grãos úmidos ou 
que estejam aquecidos a uma temperatura muito 
superior à do ar (Poderá haver supersecagem). 
61 
Indicativo de Aeração 
62 
Indicativo de Aeração 
 Resfriamento inferior a 3oC torna a aeração 
desnecessária. 
 
 Resfriamento entre 3 e 5oC torna a aeração 
recomendável. 
 
 Resfriamento com gradiente de temperatura superior 
a 7oC torna a aeração possível, porém pode provocar 
condensação do vapor d'água na superfície da massa 
e nas paredes do silo. 
63 
Como Resfriar o Produto 
 O conceito de frente de resfriamento, assim como se 
entende o conceito de frente de secagem, é 
importante para se entender a técnica da aeração. 
 
 O funcionamento do sistema de ventilação por umas 
poucas horas não irá resfriar toda a massa de grãos, 
a não ser que o silo esteja carregado com uma fina 
camada do produto. 
PRÓXIMO 
64 
Como Resfriar o Produto 
 Em um silo com carga superior a 2 m de 
espessura, os grãos próximos da entrada de ar 
serão resfriados à temperatura do ar, enquanto a 
temperatura dos grãos nas camadas superiores 
permanecerá praticamente nas condições iniciais, 
exceto em uma faixa onde está acontecendo a 
frente de resfriamento. 
65 
Frente de Resfriamento 
66 
Como Resfriar o Produto 
 E necessário continuar a operação de aeração até que a 
camada superior tenha sido resfriada e atingido valor 
igual à temperatura do ar. 
 
 Com a interrupção prematura da aeração, as diferenças 
de temperatura entre as camadas resfriadas, a frente de 
resfriamento e as camadas superiores (temperatura 
inicial) são suficientes para provocar a migração de 
umidade e acelerar a deterioração do produto. 
 
 Deve-se operar o ventilador sempre que a temperatura 
externa for 7oC inferior à temperaturados grãos. 
67 
SUCÇÃO OU INSUFLAÇÃO DO AR 
 A forma de passar o fluxo pela massa de grãos pode 
gerar algumas características muito importantes para 
o sistema de aeração. 
 Quando o movimento de ar é ascendente e o 
ventilador encontra-se instalado na base do silo, o 
sistema é conhecido como insuflação ou ventilação 
positiva. 
 Em sentido contrário, a ventilação é chamada de 
sucção ou ventilação negativa. 
68 
SUCÇÃO OU INSUFLAÇÃO DO AR 
 A insuflação poderá adicionar muito calor ao ar devido à 
ineficiência dos ventiladores. 
 
 A escolha da insuflação poderá ser uma alternativa correta, 
se a umidade da massa de grãos estiver acima da ideal para 
comercialização. 
 
 A adição de calor provocará secagem do produto, caso a 
umidade do grão esteja acima da umidade de equilíbrio com a 
nova umidade relativa do ar. 
 
 Em se considerando o controle de pó, devido principalmente 
a problemas ambientais e de segurança, o uso da sucção ou 
ventilação negativa é a opção correta. 
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SUCÇÃO OU INSUFLAÇÃO DO AR 
 Outro fator que pode ser considerado na adoção de 
ventilação positiva ou negativa é a posição do foco de 
aquecimento. 
 
 Se o ventilador estiver instalado na base do silo e o foco 
quente estiver na parte superior da camada de grãos, a 
ventilação deve ser ascendente. 
 
 Caso o foco esteja nas camadas inferiores, o fluxo deve ser 
descendente. 
 
 
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SUCÇÃO OU INSUFLAÇÃO DO AR 
FA – foco de aquecimento 
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Vantagens da Insuflação 
 Facilita a avaliação da temperatura da massa de grão, em 
caso da inexistência do sistema de termometria; 
 
 O calor gerado pela radiação solar no teto da unidade 
armazenadora não é incorporado à massa; 
 
 O aquecimento do ar pelo ventilador causará redução em 
sua umidade relativa reduzida antes de entrar na massa 
de grãos, sem perigo de aumentar o teor de umidade do 
produto 
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Vantagens da Sucção 
 Menor probabilidade de ocorrência de condensação na 
superfície da massa de grãos e no teto da unidade 
armazenadora; 
 
 Os odores característicos que indicam a deterioração 
podem ser facilmente detectados na saída do ventilador; 
 
 O calor proveniente do ventilador e do sistema de 
distribuição de ar não é transferido para a massa de grãos; 
e, 
 
 No caso de se usar ventiladores com motores trifásicos, 
basta usar uma chave de reversão para mudar o sentido do 
fluxo de ar. 
 
73 
 
SISTEMA DE TERMOMETRIA 
 
 Conceitos 
 Termopar: Uma corrente elétrica é estabelecida ao longo de 
dois fios de metais diferentes quando as junções de suas 
extremidades são expostas a duas temperaturas diferentes. 
 
 f.e.m.: A corrente gerada é chamada de corrente termelétrica 
e, devido à diferença de temperatura, a força eletromotriz 
existente entre as duas junções é chamada de termo-força 
eletromotriz. 
 
 A f.e.m. gerada nos termopares é dada em mV e depende 
da temperatura da junção de trabalho, da resistência e do 
tipo do termopar empregado. 
 
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Escolha do Termopar 
 Na escolha do termopar devem-se levar em 
consideração o custo, a finalidade ou faixa de 
temperatura a ser medida, as condições ambientais, 
o esforço físico a que será submetido e a precisão 
da medida. 
 
 Na prática, o termopar “cobre-constantan” é o 
mais utilizado para monitorar temperaturas em 
sistemas de aeração grãos. 
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Instalação da Termometria 
 A instalação é feita com fixação dos cabos em pontos 
estratégicos na massa de grãos. O espaçamento 
entre os cabos e entre os pontos é determinado por 
critérios técnicos e econômicos, estabelecendo-se 
uma distância máxima de 6,0 m entre cabos e 2,0 m 
entre os pontos de cada cabo. 
 
 Além dos fios condutores, o sistema é composto por 
cabos de aço com capacidade para suportar esforços 
de tração provenientes do escoamento dos grãos 
durante a descarga. 
 
76 
Instalação da Termometria 
 
 O sistema de leitura pode ser feito por instrumentos 
(potenciômetros) portáteis, próprios para pequenas 
instalações, ou mesas computadorizadas, próprias 
para grandes unidades armazenadoras, cujos pontos 
de medição são identificados em quadros sinópticos. 
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Cabos Termométricos 
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Cabo Termométrico 
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Cabo Termométrico 
Tipo E Tipo J 
Tipo K 
Tipo T 
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INSTALAÇÃO DA TERMOMETRIA 
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INSTALAÇÃO DA TERMOMETRIA 
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COCARI - PA 
 COCARI – Um caso de sucesoo 
 
 https://www.youtube.com/watch?v=Xf8GrhOcKN0 
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