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TCC em letras inglês -artigo

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O ENSINO DE LÍNGUA INGLESA NAS ESCOLAS PÚBLICAS 
BRASILEIRAS 
Larissa Alvarenga Dias¹ 
Márcia Cristina de Faria² 
 
RESUMO 
Pretende-se neste artigo abordar aspectos referentes ao ensino de língua inglesa nas 
escolas públicas, um tema bem polêmico e que a sociedade precisa estar atento a ele. O 
objetivo deste estudo é apresentar fatos que ocorrem nas escolas públicas quanto ao 
ensino de Língua Inglesa. A pesquisa será baseada de acordo com as concepções de 
uma concludente do curso de Letras-Inglês da Universidade Estácio de Sá que de forma 
bibliográfica e também das experiências vividas nos estágios feitos nas escolas públicas. 
O poder público deve criar oportunidades para que a Língua Inglesa, assim como outras 
Línguas Estrangeiras venha receber um reconhecimento maior na rede pública de 
ensino; oferecendo cursos de capacitação aos professores, eventos na escola junto aos 
alunos, professores e toda comunidade mostrando a importância que a Língua Inglesa 
tem para a sociedade. Pode-se concluir com a pesquisa de acordo com os estudos 
bibliográficos realizados que ocorre diversos fatores que contribuem para o mau 
funcionamento das aulas de Língua Inglesa nas escolas públicas, como fator principal é 
o desinteresse do aluno pela disciplina. 
 
Palavras-chave: Ensino, Escolas Públicas, Sociedade, Língua Inglesa. 
 
 
 
 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
Quando pensamos em ensino da língua inglesa em escolas públicas, nos vem à 
mente sobre o que tem sido realizado nessas instituições para que os alunos se 
interessem em aprender outros idiomas. Quais incentivos ou até mesmo explicações tem 
recebido dos professores, para que os educandos se interessem pela disciplina e perceba 
o quão é importante para a trajetória dos mesmos. 
O ensino deste idioma é uma oportunidade de expandir o mercado de trabalho e por 
isso a teoria ensina ao aluno uma competência comunicativa para praticar e se 
desenvolver no ambiente cultural, social e laborativa. 
Siqueira (2005) explica que os professores de língua inglesa, são detectores de um 
saber expressivo para a expansão de um idioma determinante para o desenvolvimento 
das sociedades atuais. Para tanto, um responsável para a consolidação do domínio inglês 
como língua mundial. 
Então a oportunidade de se estudar a língua inglesa nas escolas públicas é de imensa 
importância para o crescimento intelectual de cada um deles. 
A Língua Inglesa nas Escolas Públicas Brasileiras é um tema que deve ser 
valorizado e debatido pela sociedade por profissionais da educação, alunos e toda a 
comunidade. 
Fatos históricos indicam que a Língua Inglesa esteve presente no nosso país desde 
1530 com a chegada do aventureiro Willian Hawkins ao Brasil que veio ao país com a 
intenção de comercializar. 
Em 1809 o príncipe regente Dom João VI oficializou o ensino de Língua Inglesa no 
Brasil com o objetivo de capacitar os brasileiros para o mercado de trabalho, o que é 
visado até hoje. 
A presente pesquisa tem por objetivo estudo apresentar fatos que ocorrem nas 
escolas públicas quanto ao ensino da Língua Inglesa. 
 
 
2. HISTÓRIA DA LÍNGUA INGLESA NO BRASIL 
 
O relacionamento entre o Brasil e Inglaterra é algo bem antigo pois a presença da 
cultura britânica sempre esteve atrelada ao desenvolvimento do país. Segundo alguns 
historiadores Willian Hawkins, um aventureiro é considerado o primeiro inglês a ter um 
contato com o Brasil por volta de 1530, veio para o Brasil na tentativa de comercializar 
entre o Brasil e a Inglaterra , chegando a arriscar várias coisas como: navio, dinheiro e 
até mesmo a sua própria vida para chegar em terras brasileiras, o mesmo traficava 
escravos, e enquanto se estabeleceu no Brasil teve um bom relacionamento comercial 
com os índios brasileiros. 
O interesse na Língua Inglesa apareceu em 1808 quando a Inglaterra se tornou um 
dos maiores parceiros comerciais do Brasil, devido à abertura dos portos. 
O ensino da Língua Inglesa foi oficializada por Dom João VI, pelo decreto de 22 de 
junho de 1809 em que neste decreto mandava criar uma cadeira de língua francesa e 
outra cadeira de língua inglesa; no mesmo ano o Príncipe Regente de Portugal mandou 
criar uma escola de língua inglesa e em 9 de setembro de 1809 Dom João VI nomeou o 
padre irlandês Jean Joyce professor de inglês com ordenado de equivalente a 400 
cruzeiros anuais. 
Segundo Souza Campos ( 1954) no documento de nomeação do padre Jean Joyce 
vinha a seguinte explanação: “é necessário criar nesta capital uma cadeira de língua 
inglesa porque por seu número, riqueza e assuntos escritos nessa língua é grandemente 
conveniente ao aumento e prosperidade de instrução pública.” 
Nesta época os professores aplicavam em suas classes o Método Clássico ou 
Método da Tradução e Gramática, que era o único método de ensino de línguas 
estrangeiras de que se conhecia na época em que a leitura era vista como principal 
objetivo para o aprendizado da língua estrangeira. 
Em 2 de dezembro 1837 foi criado pelo Ministro da Justiça e Interino Bernardo 
Pereira de Vasconcelllos o Colégio Pedro II no Rio de Janeiro em homenagem ao 
Imperador Dom Pedro II e desde o seu início teve a Língua Inglesa como parte do seu 
currículo escolar como também o francês, o latim e o grego. O curso neste colégio seria 
feito em 8 anos, mas com a alteração do regulamento n° 62 de 1° de fevereiro de 1841 o 
curso passou a possuir 7 anos de duração. O inglês era utilizado com o foco na leitura e 
na tradução de textos. 
A Reforma Couto Ferraz em 1854 trouxe muitas mudanças na instrução primária e 
segunda da Corte, possuindo em seu currículo: duas cadeiras de latim, uma cadeira de 
grego, uma cadeira de inglês, uma cadeira de francês e uma cadeira de alemão. A partir 
da Reforma Cunha Figueiredo em 1876 as línguas modernas perderam o seu lugar no 
currículo escolar e passou a ocupar 6 anos de estudo respectivamente. 
No ano de 1889, após a Proclamação da República, o Ministro da Instrução pública 
Benjamin Constant Botelho de Magalhães realizou muitas reformas na área 
educacional, uma delas foi a exclusão das línguas modernas no currículo obrigatório 
escolar, entre elas a língua inglesa. Benjamin propôs um currículo de caráter científico 
de forma em que os alunos ao invés de decorar o conteúdo, eles deveriam aprender 
através de dedução. 
Em 1892 Benjamin Constant foi afastado do cargo de Ministro da Instrução Pública 
e logo após Amaro Cavalcante assumiu o ministério, e as línguas modernas que haviam 
sido excluídas do currículo obrigatório escolar voltaram a ter espaço no currículo. 
Em 1934 foi criada a primeira escola Binacional , chamada de Escola Paulista de 
Letras Inglesa com o objetivo de se tornar um centro de integração cultural entre a Grã-
Bretanha e o Brasil; mais tarde o nome da escola de idiomas passou a ser o que até hoje 
é chamada de Cultura Inglesa. 
Durante a Era Vargas em 1942, Gustavo Capanema foi nomeado como Ministro da 
Educação e Saúde, o mesmo fez uma reforma no sistema educacional brasileiro, que foi 
marcada em articulação com os ideias nacionalistas de Getúlio Vargas, ou seja, uma 
educação a serviço da nação brasileira. 
Durante o governo Vargas os imigrantes da região sul concentraram-se em zonas 
rurais que existia uma baixa urbanização que favoreceu os mesmos a viverem em um 
local que os possibilitasse viver como no seu país de origem. O uso da língua alemã foi 
tomada como traição nacional, este episódio foi marcado por xenofobia e muita 
intolerância no Brasil. 
“Desde o século 18 até meados do século 20 (e até hoje na maioria das escolas de 
ensino médio) a metodologia predominante foi sempre tradução e gramática. Esta 
abordagem

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