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TEORIA DA RELAÇÃO JURÍDICA II  - 2º B - Prof. Rainer

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quirografários, como lesivos dos seus direitos.”
Art. 158, SS 2º: “Só os credores que já o eram ao tempo daqueles atos podem pleitear a anulação deles.”
Qualquer credor quirografário preexistente ao n.j que se pretenda anular
Art. 158, SS 1º: “Igual direito assiste aos credores cuja garantia se tornar insuficiente.”
A mesma ação caberá ao credor preferencial cuja garantia se torna insuficiente
2- legitimidade passiva: contra quem se propõe a demanda
Art. 161: “A ação, nos casos dos arts. 158 e 159, poderá ser intentada contra o devedor insolvente, a pessoa que com ele celebrou a estipulação considerada fraudulenta, ou terceiros adquirentes que hajam procedido de má-fé.”
A ação poderá (no sentido de dever) ser proposta contra o devedor insolvente e a pessoa que com ele negociou.
Art. 164: ”Presumem-se, porém, de boa-fé e valem os negócios ordinários indispensáveis à manutenção de estabelecimento mercantil, rural, ou industrial, ou à subsistência do devedor e de sua família.” 
Distinção clássica:
	FRAUDE CONTRA CREDORES:
	FRAUDE À EXECUÇÃO:
	Direito Material
	Direito Processual
	Pressuposto: devedor insolvente ou pré insolvente
	Pendência de uma demanda capaz de reduzir o réu devedor à insolvência
	Esvaziamento patrimonial
	Alienação patrimonial
	Ação pauliana (anulatória)
	Declaração de ineficácia para aquele processo
Invalidade do n.j:
Invalidade: recusar efeitos ao n.j porque ele está em desacordo com a lei. Ele não preenche os requisitos legais.
Plano de eficácia: limitadores dos efeitos de um n.j por interesse da(s) parte(s).
2 regimes de validade (sanções invalidantes):
1- nulidade: sanção invalidante mais grave. Ela retira do n.j qualquer possibilidade de produção de efeitos. O n.j nulo é o que viola norma jurídica de ordem pública.
2- anulabilidade: sanção invalidante menos grave. Em certas circunstancias o n.j meramente anulável pode produzir efeitos válidos. O n.j anulável viola norma que regula interesses privados.
2 classificações complementares:
1- invalidades originárias: defeito do n.j já está presente no momento de sua formação/celebração.
1.1- invalidades sucessiva: defeitos de execução/no cumprimento. Universo contratual (resilução/resolução/descumprimento.
2- invalidades totais: pode ser tanto nulidade, quanto anulabilidade. O defeito do n.j diz respeito a aspectos essenciais/fundamentais do n.j. Nada dele se salva.
2.1- invalidade parcial: o defeito do n.j atinge partes dele, mas não ele por inteiro.
Art. 184: “Respeitada a intenção das partes, a invalidade parcial de um n.j não o prejudicará na parte válida, se esta for separável; a invalidade da obrigação principal implica a das obrigações acessórias, mas a destas não induz a da obrigação principal.” – redução do n.j:
1ª metade: partes (cláusulas) válidas ------------- partes (cláusulas) invalidas
 Essência do negócio ---------------- Descartar
2ª metade: relação de acessoriedade (art. 92: “Principal é o bem que existe sobre si, abstrata ou concretamente; acessório, aquele cuja existência supõe a do principal”) 
Acessório segue o principal. O principal anula o acessório. O contrário não acontece.
Art. 183: “A invalidade do instrumento não induz a do n.j sempre que este puder provar-se por outro meio.” – invalidade instrumentária
Macete: ... quando este puder... -> ... apenas quando este puder.
Instrumento: meio físico no qual se fixa uma manifestação de vontade (papel-> escrito o contrato. Representar o n.j).
INSTRUMENTO N.J EM SI
Se determinado instrumento é essencial ao ato (é da substancia do ato) o n.j não pode provar-se por outro modo.
Escritura pública – n.j imobiliário – art. 108: “Não dispondo a lei em contrário, a escritura pública é essencial à validade dos n.j que visem à constituição, transferência, modificação ou renuncia de direitos reais sobre imóveis de valor superior a trinta vezes o maior salário mínimo vigente no País.”
Se a escritura for inválida, o n.j nela contido também o será. Não se aplica o art. 183
Relação de crédito e débito
Emissão de cheque (título de crédito)
Rasura/borrão- invalida o cheque.
Nulidade: sanção invalidante + grave. Art. 166: “É nulo o n.j quando: I-celebrado por pessoa absolutamente incapaz; II- for ilícito, impossível ou indeterminável o seu objeto; III- o motivo determinante, comum a ambas as partes, for ilíito; IV- não revestir a forma prescrita em lei; V- for pretendida alguma solenidade que a lei considere essencial para a sua validade; VI- tiver por objetivo fraudar lei imperativa; VII- a lei taxativamente o declarar nulo, ou proibir-lhe a prática, sem cominar sanção.”
Forma (conceito pontual)- escritura pública (art. 108: “Não dispondo a lei em contrário, a escritura pública é essencial à validade dos n.j que visem à constituição, transferência, modificação ou renuncia de direitos reais sobre imóveis de valor superior a trinta vezes o maior salário mínimo vigente no País.”) – fiança escrita (art.819: “A fiança dar-se-á por escrito, e não admite interpretação extensiva.”)
Solenidade (conceito dinâmico)- rito/procedimento de celebração casamento (art. 1533: “Celebrar-se-á o casamento, no dia, hora e lugar previamente designados pela autoridade que houver de presidir o ato, mediante petição dos contraentes, que se mostrem habilitados com a certidão do art. 1531.”) – testamento (art. 1864: “São requisitos essenciais do testamento público: I- ser escrito por tabelião ou por seu substituto legal em seu livro de notas, de acordo com as declarações do testador, podendo este servir-se de minuta, notas ou apontamentos; II- lavrado o instrumento, ser lido em voz alta pelo tabelião ao testador e a duas testemunhas, a um só tempo, ou pelo testador, se o quiser, na presença destas e do oficial; III- ser o instrumento, em seguida à leitura, assinado pelo testador, pelas testemunhas e pelo tabelião.”)
VI- fraude à lei imperativa. Art. 1801, III: “Não podem ser nomeados herdeiros nem legatários: I- a pessoa que, a rogo, escreveu o testamento, nem o seu cônjuge ou companheiro, ou os seus ascendentes e irmãos; II- as testemunhas do testamento; III- o concubino do testador casado, salvo se este, sem culpa sua, estiver separado de fato do cônjuge há mais de cinco anos; IV- o tabelião, civil ou militar, ou o comandante ou escrivão, perante quem se fizer, assim como o que fizer ou aprovar o testamento.” – art. 1802: “São nulas as disposições testamentárias em favor de pessoas não legitimadas a suceder, ainda quando simuladas sob a forma de contrato oneroso, ou feitas mediante interposta pessoa.” disposição testamentária
VIII- a lei expressamente o declarar nulo. Ou proibir-lhe a pratica sem cominar sanção. Art. 548: “É nula a doação de todos os bens sem reserva de parte, ou renda suficiente para a subsistência do doador.” Art. 543: “Se o donatário foi absolutamente incapaz, dispensa-se a aceitação, desde que se trate de doação pura.” Art. 1749: “Ainda com a autorização judicial, não pode o tutor, sob pena de nulidade: I- adquirir por si, ou por interposta pessoa, mediante contrato particular, bens moveis ou imóveis pertencentes ao menor; II- dispor dos bens do menor a título gratuito; III- constituir-se cessionário de crédito ou de direito, contra o menor.”
Art. 168: “As nulidades dos artigos antecedentes podem ser alegadas por qualquer interessado, ou pelo MP, quando lhe couber intervir.” Art. 166: “É nulo o n.j quando: I- celebrado por pessoa absolutamente incapaz; II- for ilícito, impossível ou indeterminável o seu objeto; III- o motivo determinante, comum a ambas as partes, for ilícito; IV- não revestir a forma prescrita em lei; V- for preterida alguma solenidade que a lei considere essencial para a sua validade; VI- tiver por objetivo fraudar lei imperativa; VII- a lei taxativamente o declarar nulo, ou proibir-lhe a prática, sem cominar sanção.”Art. 167: “É nulo o n.j simulado, mas subsistirá o que se dissimulou, se válido for na substancia e na forma. SS1º Haverá simulação nos n.j quando: I- aparentarem