A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
48 pág.
Cancer de Cabeça e Pescoço

Pré-visualização | Página 1 de 3

FISIOTERAPIA ONCOLÓGICA 
CÂNCER DE CABEÇA E PESCOÇO 
Ft. Ma. Bianca Bortot 
 
UMC 
 
Câncer de Cabeça e Pescoço 
FISIOTERAPIA ONCOLÓGICA 
 Após as cirurgias de câncer em cabeça e pescoço, 
pode ser necessário multimodalidades de tratamento, 
principalmente no caso de doença avançada. 
 A sobrevida, bem como o controle local nestes 
tipos de câncer pode ser aumentada, no entanto, 
aumentam também as seqüelas referentes ao tratamento. 
Estas, por vezes, acarretam desfigurações em áreas 
expostas da face, podendo ainda gerar disfunções 
permanentes em atividades essenciais como fala, 
deglutição, mastigação, olfato, movimento do ombro entre 
outras. 
 
 
 
 
 
 
Câncer de Cabeça e Pescoço 
FISIOTERAPIA ONCOLÓGICA 
 
 
 
 
 
 
Câncer de Cabeça e Pescoço 
FISIOTERAPIA ONCOLÓGICA 
 LINFEDEMA DE FACE 
 O linfedema de face é uma seqüela comum naqueles que 
realizam cirurgias por câncer de cabeça e pescoço (o câncer de 
laringe, por exemplo), mas muitas vezes não é reconhecido e evolui 
sem tratamento adequado. Artigos recentes relatam uma prevalência 
de aproximadamente 50% desta seqüela. 
 Pode afetar profundamente a funcionalidade do paciente, 
alterando ainda sua imagem corporal podendo levar ao isolamento 
social. 
 Alguns fatores podem contribuir para o aparecimento do 
linfedema na face, como: cicatrizes, por bloquear o fluxo linfático, 
radioterapia, que pode causar fibrose intersticial, e a própria evolução 
da doença através de metástases nos linfonodos regionais. 
 
 
 
 
Câncer de Cabeça e Pescoço 
REABILITAÇÃO 
 Outro fator importante na formação do linfedema é a 
realização do esvaziamento cervical, onde se faz a retirada dos 
linfonodos que podem estar comprometidos, bem como ser alvo de 
futuras metástases. 
 
 AVALIAÇÃO DO LINFEDEMA EM FACE E PESCOÇO 
 
 Dentre as técnicas descritas para avaliação do edema, 
encontram-se técnicas de compressão, mensuração de dobras 
cutâneas, técnicas de deslocamento de água e perimetria, estas 
consideradas métodos indiretos, pois o volume do membro é medido 
por sua imersão na água ou calculado através da medida 
circunferencial. 
 
 
Câncer de Cabeça e Pescoço 
REABILITAÇÃO 
 Embora esses métodos possam apresentar uma boa 
reprodutibilidade, eles são limitados aos membros e não 
proporcionam uma mensuração especificamente localizada, 
impossibilitando, desta forma, a sua aplicação em regiões como a 
cabeça, pescoço, ombro, tronco e virilha. 
 
 Outros dispositivos de mensuração incluem a impedância 
bioelétrica e exames de imagem, como a ultrassonografia e a 
ressonância magnética. Entretanto a impedância bioelétrica 
mensura a quantidade de líquido periférico e total do organismo, 
limitando, deste modo, a sua utilização. 
 
 
Câncer de Cabeça e Pescoço 
REABILITAÇÃO 
 As técnicas de imagem, fornecem dados precisos das 
mudanças em relação aos valores do edema, porém são valores de 
alto custo (ressonância magnética) e submetem o paciente ao risco 
de sucessivas exposições à radiação (tomografia computadorizada). 
 
 Com o mesmo objetivo, a ultrassonografia pode tembém ser 
utilizada, porém, este exame apresenta alterações na ecogenecidade 
(quanto de onda ultrassônica deixa passar ou reflete em órgão, tecido 
e líquido), em suas imagens, as quais não são específicas para as 
alterações na água da pele. Além de ser um exame de alto custo 
para ser realizado retineiramente. 
 
Câncer de Cabeça e Pescoço 
REABILITAÇÃO 
TÉCNICA DIELÉTRICA 
 
 A técnica dielétrica é uma possibilidade fidedigna de 
mensurar a quantidade de líquido acumulado. Esta técnica, é capaz 
de mensurar mudanças locais de água na pele e na gordura 
subcutânea em qualquer região do corpo. 
 
 Uma onda eletromagnética de alta frequência (acima de 100 
MHZ) é gerada pela unidade de controle e é transmitida por meio de 
uma sonda colocada sobre a pele e então transmitida para dentro 
dela e do tecido subcutâneo, onde a absorção de energia acontece 
principalmente com a água. 
 
 
 
 
Câncer de Cabeça e Pescoço 
REABILITAÇÃO 
 Dessa forma, tem – se como resultado uma onda refletida que 
contêm informações da constante dielétrica do tecido (CDT), ou seja, 
do conteúdo de água local do tecido abaixo da sonda utilizada na 
mensuração. 
 
Câncer de Cabeça e Pescoço 
REABILITAÇÃO 
 Quando o campo eletromagnético interage com um tecido 
biológico, parte da energia incidente é absorvida pelo tecido, 
enquanto o restante é refletido de volta por uma onda, a qual 
contém informações sobre o conteúdo de água do tecido, 
originando dois parâmetros elétricos que podem ser calculados: a 
condutividade e a CDT. 
 
 REABILITAÇÃO 
 O tratamento do linfedema de face requer uma avaliação 
adequada e um profissional habilitando para estabelecer a melhor 
conduta, objetivando redução do edema, diminuição de fibrose, 
melhor aspecto da cicatriz e movimentos mandibulares, 
favorecendo uma melhor qualidade de vida ao paciente. 
 
 
 
 
 
 
Câncer de Cabeça e Pescoço 
REABILITAÇÃO 
 Durante o pós – operatório imediato, é adequado que o 
paciente mantenha-se com o decúbito elevado quando deitado e 
que a colocação de travesseiros ocorra atrás dos ombros e não 
somente atrás do pescoço, a fim de evitar a obstrução de canais 
de drenagem cervical. 
 
 FISIOTERAPIA COMPLEXA DESCONGESTIVA 
 A Fisioterapia Complexa Descongestiva (FCD) é o padrão 
ouro no tratamento do Linfedema, indicado pela Sociedade 
Internacional de Linfologia. 
 A técnica é composta por drenagem linfática manual, 
enfaixamento compressivo, exercícios e cuidados com a pele.. 
 
Câncer de Cabeça e Pescoço 
REABILITAÇÃO 
 A FCD é composta de duas fases, a primeira é intensiva, 
objetivando a máxima redução de volume da área e a segunda 
fase é a de manutenção, onde o objetivo é manter os ganhos da 
primeira fase, e na qual o paciente tem uma importante 
participação. 
 A técnica traz bons resultados, no entanto, pouca aderência 
por parte dos pacientes, principalmente na fase de manutenção, 
onde é necessário o uso de máscaras compressivas. 
 
Câncer de Cabeça e Pescoço 
REABILITAÇÃO 
 DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL 
 A Drenagem Linfática Manual (DLM) é um dos principais 
componentes da Fisioterapia Complexa Descongestiva e pode ser 
utilizada isoladamente nos tratamentos dos linfedemas de face. 
 O objetivo da DLM é direcionar o edema para vias que se 
mantém íntegras após as incisões cirúrgicas, as axilares por 
exemplo, podendo, então, ser reabsorvido. 
 A DLM tem seu início na região supraclavicular e progride 
para tronco, pescoço e face. 
 A linfa pode ser movimentada para a região anterior e 
posterior através das anastomoses, no entanto irá depender da 
extensão da cicatriz. 
 
Câncer de Cabeça e Pescoço 
REABILITAÇÃO 
 As anastomoses anteriores são mais utilizadas nos pacientes 
que realizaram somente a radioterapia, e naqueles que foram 
tratados cirurgicamente, a via posterior é mais indicada por conta da 
cicatriz. 
 A drenagem linfática manual deve ser realizada por 
fisioterapeutas com formação específica na técnica. 
 
Câncer de Cabeça e Pescoço 
REABILITAÇÃO 
 AUTO-MASSAGEM LINFÁTICA 
 Durante e após o tratamento fisioterapêutico para o 
Linfedema, o paciente deverá realizar a automassagem de drenagem 
linfática, com o objetivo de acelerar a reabsorção do líquido 
congestionado na face. 
 A auto massagem deve ser realizada com a ativação dos 
linfonodos axilares, supra e infraclaviculares,