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INSULINA E AGENTES HIPOGLICEMIANTES ORAIS Tratamento Farmacológico- parte 2 Prof. Me. Anny Granzoto1 INSULINOTERAPIAANTIDIABÉTICOS ORAIS 2 TRATAMENTO FARMACOLÓGICO ANTIDIABÉTICOS ORAIS 3 4 5 São capazes Utilizados pelos diabéticos Funciona como uma chave ativadora... para dentro das células 6 Ou seja, pacientes com comprometimento das células beta dificilmente os medicamentos vão funcionar Os hipoglicemiantes orais promovem a liberação de insulina nas células beta 7 8 Sensibilizadores da insulina São prescritas com maior frequência quando comparadas às de primeira geração, uma vez que apresentam efeitos colaterais mais brandos e um número menor de interações medicamentosas. 9 glitazonas) 10 11 SULFONILURÉIA 12 13 Mecanismo de ação O que diferencia uma geração da outra é o aumento da potência relativa da sulfoniluréia em estimular as células beta a produzirem mais insulina Ex.: a glipizide é 75 x mais potente que a tolbutamida Esses medicamentos não são capazes de estimular a produção de insulina nas células beta mais potencializam a sua liberação por tais células 14 Estimulam a síntese de Insulina pelas células Beta do Pâncreas; Estimula o aumento de receptores para a insulina nos tecidos periféricos, principalmente nos tecidos adiposos Inibe a liberação de glicose pelo fígado. 15 2ª geração Farmacocinética 16 • Seus efeitos duram cerca de 1 dia e em 4 horas atinge sua concentração máxima • Rápida absorção GI • Alta taxa de ligação às ptns plasmáticas (90%) • Metabolizada pelo fígado • Metabólitos inativos são excretados via renal (renal) e biliar (50%) • Metabólitos ativos formados no fígado podem se acumular na IR por isso: EVITAR A PRESCRIÇÃO DA GLIBENCLAMIDA PARA PACIENTES IDOS OU COM ALTO GRAU DE COMPROMETIMENTO RENAL 17 18 Efeitos Colaterais Hipoglicemia – ajustar a dose Aumento de peso por estímulo do apetite Desconforto Gastrintestinal BIGUANIDAS 19 SENSIBILIZADORES DE INSULINA Biguanidas 20 Não promovem a liberação de insulina e apresentam Potenciais hipoglicemiantes mais brandos. Principais representantes: • Metformina • Tiazolidinodionas ou glitazonas • Fármacos inibidores da enzima alfa glicosidase INTESTINAL Metformina 21 Fármaco de primeira escolha no tratamento do DM2 Por que? • Não causa aumento de peso • Baixo potencial hipoglicemiante ( diminui as possibilidades de quedas drásticas de glicemia) OU SEJA CONTROLA A HIPERGLICEMIA SEM REDUZIR A TAXA GLICÊMICA A NIVEIS ABAIXO DO ESPERADO Indicado nos casos em que o tratamento com a dieta não apresenta resultado efetivo e reduzem os níveis circulantes de VLDL e LDL 22 Diferentemente dos agentes hipoglicemiantes, a metformina independe da presença de células beta funcionantes • Elevam a captação de glicose nos mms e adipócitos por aumentar a migração de vesículas contendo transportadores de glicose (GLT4) para as mbs celulares (diminuem resistência à insulina) • Reduzem os níveis circulantes de VLDL e LDL • Reduzem a produção hepática de glicose (gliconeogênese) • Reduzem a absorção de carboidratos pelo intestino Mecanismo de ação SENSIBILIZADORES DE INSULINA Biguanidas ⇩ Metformina 23 Dosagem recomendada: 500-850mg 2 x ao dia. Administrada 30 min antes da 1ª refeição Absorvida integralmente no ID e não sofre metabolismo hepático LPP = Inexistente, circula de forma livre Excretado de forma inalterada pela urina (90% da dose é eliminada e 10%são eliminados lentamente ficando no organismo de 9 a 12 horas) Pacientes com insuficiência renal tem sua meia-vida aumentada, expondo-os ao risco de acumulação 24 25 26 Efeitos Colaterais Náuseas Anorexia Diarreia Vômito Desconforto abdominal e Flatulência Seu uso prolongado é capaz de diminuir a absorção da Vit. B12 e folatos no intestino– 30% dos casos Pode ser revertido com suplementos de cálcio 27 GLITAZONA 28 (PIPARGAMA) NO NÚCLEO DA CÉLULA E CAUSAM O E CAUSAM O .... OS EFEITOS DA GLICEMIA SÃO LENTOS... 29 Efeitos Colaterais Edema Ganho de peso Anemia leve Alterações do tecido cardíaco 30 Miméticos das incretinas Novas opções terapêuticas 31 Principais Fármacos • Exenatida • Liraglutida • Sitagliptina • Saxagliptina • Linagliptina • Alogliptina (não tem registro no Brasil) 32 A glicose administrada por VO resulta em maior secreção de insulina do que quando uma mesma quantidade de glicose é administrada por EV. Esse efeito é referido como “ efeito incretina” e está fortemente reduzido no diabetes 2. O efeito incretina ocorre pq o intestino libera hormônios incretina (GIP, GLP1) responsáveis por 60-70% da secreção pós-prandial de insulina. exenatida liraglutida 33 enquanto que as células L presentes no íleo e no cólon produzem e secretam o GLP-1- peptídeo glucagon símili 1 As células K presentes no duodeno e no jejuno produzem e secretam o GIP-peptídeo insulinotrópico glucagon símili São substâncias produzidos pelo intestino para regular o metabolismo de glicose 34 Mecanismo de ação Os incretinamiméticos são análogos do GLP1 e exercem sua atividade atuando como agonista de receptores de GLP1. • Estes fármacos não só melhoram a secreção de insulina glicose dependente, mas também retardam o esvaziamento gástrico, diminuem a ingesta alimentar • Diminuem a secreção pós-prandial de glucagon • Promovem a proliferação das células beta • Consequentemente diminuem o ganho de massa corporal, a hiperglicemia pós-prandial e os níveis de hemoglobina glicada Resumindo... Atuam imitando os hormônios incretinas que o corpo produz naturalmente para estimular a liberação de insulina em resposta a uma alimento. 35 Exenatida Aplicada SC 2 x ao dia, antes do café da manhã e antes do jantar Caneta injetora: 5-10 mcg Pode ser associado a metformina e glimepirida Efeitos colaterais • Náuseas • Vômito • Perca de peso 36 Liraglutina Aplicada SC 1 x ao dia Caneta injetora: 0,6; 1,2 a 1,8 mg /dose Melhora os níveis da PA e do colesterol Efeitos colaterais • Náuseas • Vômito • Perca de peso 37 38 INIBIDORES DAS ALFA-GLICOSILASES A enzima é responsável pela hidrólise dos oligossacarídeos em glicose e outros açucares. Consequentemente, o aumento pós-prandial de glicose é bloqueado. • Administrado VO – 50 a 100 mg • Café, almoço e jantar – logo após a primeira bocada ( no início das refeições) • Diferentemente dos outros hipoglicemiantes, esses fármacos não estimulam a liberação de insulina nem aumentam a sua ação nos tecidos alvo. Assim, como monoterapia, não causam hipoglimia. Contudo, se usados com sulfoniluréias e insulina pode ocorrer a hipoglicemia 39 Retardam a digestão dos carboidratos resultando em níveis glicêmicos pós- prandiais mais baixos. reversivelmente E fe it o s C o la te ra is Devido a ocorrência de mortes por hepatotoxicidade é recomendado que seja dosado os níveis de enzimas hepáticas sejam mensuradas antes do inicio do tratamento e periodicamente após o início Pode ocorrer o aumento da massa corporal (retenção de líquido que pode agravar ou causar insuficiência cardíaca) Osteopenia (fraturas) Cefaleia, anemia e podem provocar o reinício de ovulação em algumas mulheres que não ovulam São contra indicados pacientes que apresentam Doença Inflamatória Intestinal Obstrução Intestinal Insuficiência Renal 41 42Pq as célulasbeta são incapazes de produzir a insulina 43 44 Como as células beta fazem a A insulina tende a ↓ e permanecer em um platô cte As cel. Beta não precisam da glicose para sintetizar a insulina, elas produzem e armazenam nas vesículas, mas a liberação depende dos estímulos, por isso ao ingerir o alimento há um aumento da quantidade de insulina circulante no plasma. No tratamento da DM1 o que se pretende é simular o mais próximo possível esse gráfico, ou seja, a insulina vai ↑ rapidamente no plasma mas não se mantém alta durante todo o tratamento, ela precisa reduzir os seus níveis basais, mas precisa se manter no platô capaz de regular a glicemia por longo tempo. A quantidade de insulina é muito menor do que a inicial, já que a insulina produzida de forma basal vai depender da insulina recém sintetizada pela cel. Beta. 45 No mercado estão disponíveis 4 tipos de insulina Insulina de ação rápida Insulina de ação curta Insulina de ação intermediária Insulina de ação prolongada O que difere uma da outra é o seu início e duração de ação As insulinas podem ser obtidas do porco ou mais comumente, as insulinas recombinantes- obtidas através de bactérias que receberam o gene humano que codifica a molécula da insulina. 46 No mercado estão disponíveis 4 tipos de insulina Insulina de ação rápida Insulina de ação curta Insulina de ação intermediária Insulina de ação prolongada • Insulina regular • Insulina lispro • Insulina asparte • Insulina glulisina NPH Nunca EV Glargina Detemir A insulina regular em geral em casos emergenciais pode ser administrada por EVTodas as formulações de ação rápida pode ser administrada por EV 47 (Associada às refeições) (emergenciais) (controla a glicemia basal: jejum) Tipos de Insulina 48 Insulinas humanas Utilizada hospital e emergências. (Humana/porco) É a mais utilizada. (Humana/porco) (Humana) Lispro é administrada 15 min antes ou imediatamente após refeição Asparte usada imediatamente antes ou até 15 min após refeição 49 Protamina é uma ptn tirada do esperma do salmão que é capaz de precipitar ptn e quando misturada a insulina é capaz de retardar a absorção da insulina pelo tecido subcutâneo. Proporção: (Mais utilizada) (pq tem o inicio de ação lento para situações emergenciais) 50 A adição das argininas diminui a solubilidade da insulina em pH neutro, por conta disso, as preparações são levemente acidificadas para manter a solubilidade. (ação prolongada) Houve uma substituição da asparagina pela glicina Desenvolvida por engenharia a partir da alteração da sequência de aa. na cadeia B houve a inclusão de duas argininas. 51 Serão absorvidos de forma lenta. Tem o início de ação muito lento mas duração prolongada comparada aos outros tipos de insulina 52 Administração antes de cada refeição da IR ( não tem início de ação muito rápido mas tem duração de ação um pouco maior do que a IUR). À noite ao deitar – NPH pois tem tempo de ação mais prolongado Administração antes de cada refeição da IUR (tem início e término de ação muito rápido) podendo haver hiperglicemia por isso, entre a lispro ( ação intermediária) administrar a NPH pois tem tempo de ação mais prolongado. Administração da lispro