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AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTICA E SOMATOTIPO GEORGIA GALVÃO Mestre em Educação Médica (IUNIR-Argentina) Mestre em educação para o ensino da saúde (FPS/IMIP) Especialista em Gestão da Clínica nas Regiões de Saúde (IEP Sírio Libanês) Especialista em Gestão da PNAN (Fiocruz/UNB) Especialista em Saúde Pública (UPE) DISTRIBUIÇÃO DE GORDURA DISTRIBUIÇÃO DE GORDURA - ANDÓIDE Andros = ser humano, homem Óide = aparência, similaridade, aspecto, forma A obesidade Androide é caracterizada pelo acúmulo de gordura na porção superior do corpo. A maior parte da gordura se localiza nas costas e braços, deixando a parte inferior do corpo magros. Frequentemente está associada a hipertensão e problemas digestivos. gyne ̄ = mulher óide = aparência, similaridade, aspecto, forma A obesidade Ginóide é caracterizada pelo acúmulo de gordura na porção inferior do corpo. A maior parte da gordura se localiza nas coxas e culotes, deixando a parte superior do corpo magros. DISTRIBUIÇÃO DE GORDURA - GINÓIDE ÍNDICE DE CONICIDADE Esse índice baseia-se no pressuposto de que o perfil morfológico do corpo humano: • ao apresentar maior concentração de gordura na região central, apresenta um formato parecido com um duplo cone com uma base comum; • ao apresentar menores quantidades de gordura na região central do corpo, apresenta aparência similar a um cilindro (VALDEZ,1991). Sistema de classificação física com determinação de três componentes com significados distintos: Endomorfia, Mesomorfo e Ectomorfo. Dependente do tamanho, gênero, idade, histórico nutricional e de atividade física. • Foi proposto por Sheldon em 1940 e modificado por Heath y Carter em 1967. SOMATOTIPO QUAL SEU SOMATOTIPO??? ECTOMORFO A Ectomorfia pode ser identificado por uma linearidade corporal, com discreto volume muscular e pequena presença de tecido gorduroso, podendo ser considerado como componente da magreza. MESOMORFO A Mesomorfia é considerada como o segundo componente do somatório de Sheldon. • Dentre as principais características destacam-se o grande relevo muscular aparente, com contornos predominantes na região do trapézio, deltoide e abdome, bem como uma estrutura óssea mais maciça principalmente na região do punho e antebraço. • A presença de gordura corporal é pequena, permitindo uma boa visualização do arcabouço muscular. • Este tipo de estrutura corporal frequentemente é encontrado em atletas. ENDOMORFIA A Endomorfia apresenta como principal característica da estrutura física, o arredondamento das curvas corporais. Considera-se um indivíduo obeso um bom exemplo de endomorfia plena, pois o relevo muscular praticamente não é notado, mas aparecem grande volume abdominal, pescoço curto ombros quadrados. TRIÂNGULO DE REULEAUX ANTROPOMETRIA • Medida do tamanho corpóreo e suas proporções • É um indicador direto do estado nutricional. • Medidas mais utilizadas: peso, estatura, pregas cutâneas (PCB, PCT, PCSE, PCSI). Antropometria básica nos ciclos da vida PESO É considerado uma medida simples que representa a soma de todos os componentes corporais (água, gordura, ossos e músculos) e relaciona- se com o equilíbrio proteico energéticos do indivíduo. Utilizar o peso como única medida de avaliação pode ser um erro, principalmente em situações de retenção hídrica (edema e ascite), insuficiência renal, insuficiência cardíaca e desidratação. PESO ATUAL O peso atual (PA) é o peso verificado no momento da avaliação nutricional em uma balança calibrada, na qual o indivíduo é posicionado em pé́, descalço, no centro da plataforma. PESO IDEAL O peso ideal é o peso adequado em relação à idade, biótipo, gênero e estatura. Adequação do peso PESO USUAL O peso usual é utilizado como referência na avaliação de mudanças recentes de peso e na impossibilidade do atual. PERDA DE PESO • A mudança de peso (ou perda de peso) involuntária constitui importante informação para avaliar a gravidade do problema de saúde, visto que a perda de peso tem alta correlação com mortalidade. • A perda de peso maior que 10% do peso usual está relacionada com imunodeficiência e risco cirúrgico. PP = perda de peso; PA = peso atual; PU = peso usual. PESO AJUSTADO O peso ajustado (Paj), também chamado de peso ideal corrigido, é calculado e utilizado quando o indivíduo apresenta a adequação do peso superior a 110% ou inferior a 90% do considerado ideal Antropometria Peso atual ajustado na retenção hídrica ANTROPOMETRIA – PESO AJUSTADO NA RETENÇÃO HÍDRICA ESTIMATIVA DE PESO PESO AO NASCIMENTO PESO AO NASCER RECÉM NASCIDO – IDADE GESTACIONAL RECÉM NASCIDO – IDADE GESTACIONAL P ES A N D O U M B EB Ê P ES A N D O U M B EB Ê P ES A N D O U M B EB Ê B A LA N Ç A A N TR O P O M ÉT R IC A B A LA N Ç A A N TR O P O M ÉT R IC A B A LA N Ç A A N TR O P O M ÉT R IC A ALTURA • A altura é uma medida prática de simples execução e muito útil na avaliação antropométrica. • É aferida utilizando-se o Estadiômetro de haste móvel ou fixa ou também por meio de um antropômetro A FE R IN D O A A LT U R A A FE R IN D O A A LT U R A A FE R IN D O A A LT U R A M ED IN D O U M B EB Ê M ED IN D O U M B EB Ê • O indivíduo deve estar em posição supina ou sentado o mais próximo possível da extremidade da cadeira, com o joelho esquerdo flexionado em ângulo de 90°. • Medir o comprimento entre o calcanhar e a superfície anterior da perna (cabeça da fíbula) na altura do joelho. ESTIMATIVA DE ALTURA • Estimativa da altura para adultos e idosos Envergadura Meia envergadura x 2 Estatura recumbente ESTIMATIVA DE ALTURA ESTIMATIVA DE ALTURA ESTIMATIVA DE ALTURA EM CRIANÇAS INDICADORES PARA CRIANÇAS – CURVAS DE CRESCIMENTO CLASSIFICAÇÃO CLASSIFICAÇÃO CLASSIFICAÇÃO VELOCIDADE DE CRESCIMENTO ALVO PARENTAL GESTANTE • A antropometria é o método mais acessível, não invasivo, rápido e recomendado para se avaliar o estado nutricional durante a gestação. • Identifica-se o peso pré-gestacional • Utiliza-se a curva de IMC de acordo com a idade gestacional (Atalah et al, 1997). SEMANA GESTACIONAL Curva de IMC/idade gestacional GANHO DE PESO MATERNO Ganho de peso gestacional Classificação do estado nutricional pré-gestacional e recomendação de ganho de peso IMC pré-gestacional Ganho de peso total (Kg) Ganho de peso semanal (2 e 3 trimestre) <18,5 12,5 a 18 510g (440 a 580g) 18,5 a 24,9 11,5 a 16 420g (350 a 500g) 25,0 a 29,9 7,0 a 11,5 280g (230 a 330g) > 30 5,0 a 9,0 220g (170 a 270g) Ganho de peso gemelares Ganho de peso semanal em gemelares Idade gestacional Baixo peso eutrofia Sobrepeso 0 a 20 semanas 570 a 790g 450 a 680g 340 a 450g 20 a 28 semanas 680 a 790g 570 a 790g 340 a 570g > 28 semanas 570g 450g 340g IMC IMC- adulto IMC IDOSO CIRCUNFERÊNCIAS As circunferências aferidas isoladamente ou em conjunto com outra medida antropométrica são utilizadas para verificação do tamanho de secções transversais e dimensões do corpo, indicam crescimento, estabelecendo o padrão muscular, e verificam a distribuição de gordura corporal. São empregadas também para verificar a predisposição de gordura corporal localizada e a distribuição da gordura corporal. Constituem importante instrumento de diagnóstico do estado nutricional. CIRCUNFERÊNCIAS Circunferências: indicam estado nutricional e padrão de gordura corporal. • Circunferência da cintura (CC) • Circunferência do quadril (CQ) • Circunferência abdominal (CA) • Circunferência do braço (CB) • Circunferência da panturrilha (CP) A FE R IÇ Ã O D E C IR C U N FE R ÊN C A A FE R IÇ Ã O D E C IR C U N FE R ÊN C A A FE R IÇ Ã O D E C IR C U N FE R ÊN C A CIRCUNFERÊNCIAS • Indicador isolado de magreza. • Circunferência do braço: reflete a composição corpórea total. • Circunferência muscular do braço: utilizada para estimar a massa corpórea magra. CIRCUNFERÊNCIAS Classificação do estado nutricional de acordo com adequação da Circunferência do braço: CB: soma das áreas constituídas pelos tecidos ósseo, muscular, adiposo do braço. CIRCUNFERÊNCIAS • Classificação do estado nutricional de acordo com adequação da circunferência muscular do braço CIRCUNFERÊNCIAS Circunferência da panturrilha • Marcador da reserva muscular; • Utilizado na avaliação do estado nutricional de idosos • Valores inferiores a 31 são marcadores da depleção muscular em idosos. CIRCUNFERÊNCIAS • Circunferência da cintura (CC) e circunferência abdominal (CA) • Usada em crianças, adolescentes e adultos. • São parâmetros utilizados para detecção da gordura visceral; • CA: cicatriz umbilical • CC: altura da cintura natural. • Circunferência do quadril • Usada para avaliação da relação cintura/quadril • CA isolada é mais fortemente relacionada a gordura corporal total que a razão cintura/quadril CIRCUNFERÊNCIAS Risco de doença cardiovascular: CIRCUNFERÊNCIA ABDOMINAL • Pode-se realizar a medida no maior perímetros abdominal entre a última costela e a crista ilíaca, segundo recomendações da OMS. • I Diretriz Brasileira de Diagnóstico e Tratamento da Síndrome Metabólica recomenda medir a circunferência abdominal no ponto médio entre o rebordo costal inferior e a crista ilíaca. De acordo com o National Cholesterol Education Program (NCEP) – Adult Treatment Panel III (ATP-III): • 102 cm para homens • 88 cm para mulheres. PERÍMETRO CEFÁLICO E DO TÓXAX A relação circunferência do tórax/circunferência cefálica tem ligação com o diagnóstico de desnutrição. • Geralmente, essa relação é igual a 1 até o sexto mês de vida (CT/PC = 1) • Após essa idade, espera-se relação maior que 1. • Quando é menor que 1, torna-se indicativo DOBRAS CUTÂNEAS • Baseia-se na correlação entre a gordura localizada nos depósitos adiposos subcutâneos e a gordura corporal total. • As pregas cutâneas mais usadas são a subescapular, tricipital, bicipital, supra ilíaca e da coxa. DOBRAS CUTÂNEAS - triciptal AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL PELAS DOBRAS CUTANEAS: Pela Dobra Cutânea Tricipital (DCT/PCT): É a mais rotineiramente usada na prática clínica. Sua medida isolada é comparada ao padrão de referência * e a adequação é calculada pela equação: DOBRAS CUTÂNEAS - triciptal Classificação do estado nutricional de acordo com adequação da prega cutânea tricipital DOBRAS CUTÂNEAS - biciptal DOBRAS CUTÂNEAS – supra ilíaca DOBRAS CUTÂNEAS - subescapular DOBRAS CUTÂNEAS - abdominal DOBRAS CUTÂNEAS – axilar média DOBRAS CUTÂNEAS - supraespinhal DOBRAS CUTÂNEAS - peitoral DOBRAS CUTÂNEAS – medial coxa DOBRAS CUTÂNEAS - panturrilha PROTOCOLOS - página 152 a 181 do livro BIOIMPEDÂNCIA A bioimpedância, baseia-se no corpo humano ser compodto por água e íons condutores elétricos • O tecido adiposo impõe resistência a passagem da corrente elétrica • O tecido muscular esquelético, rico em água, é um bom condutor A impedância é calculada com base na composição de dois vetores: • A resistência é a restrição ou a voltagem perdida na passagem da corrente elétrica através do corpo e depende da quantidade de água • A reatância é outra força resistiva caracterizada pelo armazenamento da corrente durante a passagem pelas membranas e pelo meio intracelular. BIOIMPEDÂNCIA Pode ser influenciado: • temperatura ambiente • realização de atividade física • consumo de alimentos e bebidas • menopausa, • ciclo menstrual, Devendo ser realizado com jejum de pelo menos 4 h, sem atividades físicas por 12 horas, com abstinência alcoólica por 24 horas, preferencialmente sem uso de diuréticos por 7 dias, e as mulheres devem realizar entre o 7o e 21°dia do ciclo menstrual. OUTRAS FORMAS DE AVALIAÇÃO • Pesagem hidrostática (peso submerso), • Composição corporal por absorciometria com raios-X de dupla energia (DEXA) • Técnicas de imagem como ressonância magnética, tomografia computadorizada, mas apresentam custo elevado e uso limitado na prática clínica. TOMOGRAFIA A tomografia computadorizada e a ressonância magnética estimam a quantidade de gordura visceral medida pela área de gordura na altura de L4-L5 ou por avaliação volumétrica por múltiplos cortes abdominais em tomografia espiral de L1-L4. Estudos mais recentes propõem um corte único 5 a 10 cm acima de L4-L5 ou em L2-L3. ULTRASSONOGRAFIA • Medir a espessura do tecido adiposo e tecidos mais profundos nas diferentes regiões corporais. CALORIMETRIA INDIRETA • É um método muito pouco disponível, mas que pode ser útil na avaliação de desequilíbrios do balanço energético. • Pode identificar indivíduos com taxa metabólica de repouso baixa, que seria um indicador de risco para ganho de peso, em pacientes hipometabólicos. • Fornece o quociente respiratório (QR), que é indicativo do substrato energético que está sendo oxidado. • Pacientes com QR mais elevado oxidam preferencialmente carboidratos (oxidam proporcionalmente menos gordura) e têm menor “flexibilidade metabólica”, maior resistência à insulina e mais lipídeos intramiocelulares. Estudem tudo para a aula prática!