A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
21 pág.
PDTA Resumo

Pré-visualização | Página 1 de 7

O que é epistemologia?
É a parte da filosofia que estuda o conhecimento. Os epistemólogos buscaram responder, desde a Grécia Antiga até os tempos atuais, a seguinte questão: como o homem chega ao conhecimento?
 
Diferentes correntes epistemológicas respondem a essa pergunta de maneira distinta:
1) Inatismo ⇒ a origem do conhecimento é endógena (interna); a ênfase está no desenvolvimento, no sujeito (S→O).
2) Empirismo ⇒ a origem do conhecimento é exógena (externa); a ênfase está na aprendizagem, no objeto (S←O).
3) Interacionismo ⇒ a origem do conhecimento é endógeno e exógeno; a ênfase está no desenvolvimento e na aprendizagem — sujeito e objeto (S↔O).
Essas correntes epistemológicas influenciaram procedimentos pedagógicos a partir de suas concepções filosóficas.
 
1) Pedagogia não diretiva: o aluno é o centro de todo o processo pedagógico (A→P).
2) Pedagogia diretiva: o professor é o centro de todo o processo pedagógico (A←P).
3) Pedagogia relacional: não existe uma relação polarizada; tanto o aluno quanto o professor têm importância durante o processo pedagógico, estabelecem uma relação de troca (A ↔ P).
 
As teorias psicológicas, da mesma maneira, exerceram influência nas práticas pedagógicas e, nos séculos passados como atualmente, os procedimentos pedagógicos estão pautados em estudos realizados por teóricos sobre a Psicologia do Desenvolvimento e da Aprendizagem do aluno.
 
Teorias de psicológicas:
• Abordagem tradicional
• Abordagem comportamental
• Abordagem humanista
• Abordagem psicanalítica
• Abordagem construtivista e sociocultural
• Abordagem sistêmica
• Abordagem da inteligência emocional
• Abordagem das inteligências múltiplas
O construtivismo de Piaget
Jean Piaget (1896-1980) procurou compreender como o adulto desenvolve o pensamento lógico-científico e, para isso, utilizou pressupostos teóricos da filosofia e o método de investigação e pesquisa da psicologia.
 
Ao longo de sua brilhante carreira, Piaget escreveu mais de 90 livros e centenas de trabalhos científicos. Na visão de Piaget, as crianças são as próprias construtoras ativas do conhecimento, constantemente criando e testando suas teorias sobre o mundo.
 
Formulou uma teoria que pressupõe a evolução progressiva do conhecimento por meio de estruturas de raciocínio que se integram umas às outras através de estádios de desenvolvimento. Isto significa que a lógica e as formas de pensar de uma criança são completamente diferentes da lógica e do pensamento dos adultos, recomendando aos adultos que adotem uma abordagem educacional diferente ao lidar com crianças.
 
Forneceu uma percepção sobre as crianças que serve como base de muitas linhas educacionais atuais; mas devemos ressaltar que os estudos de Jean Piaget não tinham um comprometimento direto com a educação e nem este autor lançou uma teoria pedagógica aplicável na educação escolar.
 
Está errada a escola que diz utilizar o ‘método de Piaget’. Apesar disso, não se pode negar que suas contribuições para as áreas da psicologia e da educação são incomensuráveis.
 
A teoria do desenvolvimento cognitivo ou da inteligência de Piaget está pautada nos pressupostos epistemológicos do construtivismo, superando algumas teorias clássicas como o racionalismo e o empirismo.
 
Segundo a teoria construtivista, o conhecimento ocorre a partir da interação do sujeito com o meio, de sua ação e levantamento de hipóteses, sendo um processo interativo em que a espontaneidade tem um papel importante.
 
Para entender a lógica do adulto, estudou o desenvolvimento do pensamento infantil, aplicando testes (provas operatórias) chegando a períodos que denominou de “estádios do desenvolvimento cognitivo”.
 
Epistemologia genética: área de pesquisa elaborada por Piaget, que estuda o desenvolvimento do pensamento da criança até a chegada ao raciocínio adulto (lógico-científico). Piaget pretendeu compreender como se desenvolvem não só os conhecimentos, como também a capacidade de conhecer.
 
Na visão de Piaget, as crianças são as próprias construtoras ativas do conhecimento, constantemente criando e testando suas teorias sobre o mundo.
O que é epistemologia?
É a parte da Filosofia que estuda o conhecimento. Os epistemólogos, desde a Grécia Antiga até os tempos atuais, buscam responder a seguinte questão: Como o homem chega ao conhecimento?
 
Diferentes correntes epistemológicas buscaram responder a esta pergunta ao longo do tempo e orientaram a compreensão sobre o conceito de inteligência bem como a construção de teorias psicológicas.
 
Uma visão construtivista da inteligência
De acordo com Macedo (2002), na visão construtivista a inteligência é o que possibilita ao sujeito, de modo estrutural e funcional, relacionar-se consigo mesmo e com o mundo de modo interdependente e reversível. Ou seja, uma relação em que os elementos interagem em um contexto sistêmico, sendo partes e todo ao mesmo tempo.
 
Ser inteligente em uma perspectiva construtivista é saber coordenar ações (físicas, motoras, afetivas, cognitivas) em direção a resolução de um problema ou situação. Sendo assim, a inteligência expressa como o sujeito pode compreender e realizar tarefas segundo os diferentes estádios do desenvolvimento.
 
Construtivismo significa que a inteligência não está pronta ou acabada, que o conhecimento não é dado como algo terminado. Nessa perspectiva, o conhecimento não depende unicamente das relações sociais ou da bagagem genética hereditária. O conhecimento é resultado da interação do sujeito com o objeto (meio físico, social, com os símbolos, signos pertencentes ao contexto socio-histórico em que está inserido o sujeito) que possibilitará a construção do conhecimento e desenvolvimento das estruturas de inteligência. Portanto, o conhecimento é resultado da dialética da interação sujeito-objeto.
 
De acordo com Becker (1993) epistemologicamente esta relação pode ser assim representada: S↔O e a Pedagogia que deriva desta concepção é a Relacional: A↔P.
 
Níveis de erros durante o processo de aprendizagem:
No construtivismo o erro é possível ou até necessário durante o processo de construção do conhecimento. Assim, Piaget classifica em níveis de desenvolvimento as respostas do sujeito:
Nível 1 - não há erro na perspectiva do sujeito, não compreende a existência do mesmo.
Nível 2 - o erro é percebido pelo sujeito, mas somente depois de ter errado, a posteriori, não havendo antecipação ou pré-correção do erro,
Nível 3 - existe a compreensão do erro e a possibilidade de antecipar, neutralizar, pré-corrigir.
ABORDAGEM SOCIOCULTURAL
Paulo Freire: vida e obra
Paulo Reglus Neves Freire, nasceu em 21 de setembro de 1921 em Recife, Pernambuco. De família humilde, enfrentou dificuldades desde cedo, especialmente aos 13 anos com a morte de seu pai e a crise econômica mundial em 1929. Aos 22 anos inicia o curso de Direito na Universidade Federal de Pernambuco, mas não seguiu a essa profissão, dedicou-se ao magistério, optou por lecionar língua portuguesa. Em 1946, assumiu a direção do Departamento de Educação e Cultura do Serviço Social de Pernambuco, onde passou a trabalhar com pobres analfabetos. Suas ideias pedagógicas surgiram a partir da observação da cultura dos alunos, em especial o uso da linguagem e do papel elitista da escola. Casou-se com a professora primária Elza Maia Costa Oliveira com quem teve 5 filhos.
Freire dedicou grande parte de sua vida à alfabetização e à educação da população pobre. Em 1961, como diretor do Departamento de Extensões Culturais da Universidade de Recife, montou uma equipe para alfabetizar 300 cortadores de cana em 45 dias. No ano de 1963, em Angicos, comandou este programa que alfabetizou os 300 adultos em 45 dias. Em função disso foi convidado pelo então presidente João Goulart a coordenar e multiplicar o Plano Nacional de Alfabetização, mas poucos meses após a implantação, o plano foi vetado pelos militares, que

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.