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PREPARATÓRIO CONCURSO AFFA - MAPA Tecnologia e Inspeção de Bovinos, Derivados e Embutidos MSc Fernanda C. K. Bortolotto Médica Veterinária Esp. Higiene e Inspeção de POA MSc em Ciência e Tecnologia de POA Doutoranda em Saúde, Tecnologia e Produção Animal Integrada LEGISLAÇÃO BASELEGISLAÇÃO BASELEGISLAÇÃO BASELEGISLAÇÃO BASE RIISPOARIISPOARIISPOARIISPOA � Decreto nº 9013, de 29 de março de 2017 � Lei nº 1283 de 18 de dezembro de 1950 �Lei nº 7889, de 23 de novembro de 1989 FLUXOGRAMA DE ABATE E INSPEÇÃO FLUXOGRAMA DE ABATE E INSPEÇÃO FLUXOGRAMA DE ABATE E INSPEÇÃO FLUXOGRAMA DE ABATE E INSPEÇÃO SANITÁRIA DE BOVINOSSANITÁRIA DE BOVINOSSANITÁRIA DE BOVINOSSANITÁRIA DE BOVINOS Inspeção ante-morten 1ª ETAPA 2ª ETAPA No momento da chegada dos animais no estabelecimento Uma hora antes do início do abate EXAME ANTE-MORTEM OBRIGATÓRIA E DEVE SER REALIZADA POR SERVIDOR COMPETENTE DO SIF DEVE-SE OBSERVAR: • Lote como um todo; • Movimentação dos animais: avaliação de comportamento; • Separa-se todos os animais que manifestem problemas de ordem sanitária perceptível ao exame visual; • Os que eventualmente foram separados, são conduzidos para currais de sequestro para exame clínico; • GTA e NF do produtor: devem acompanhar cada lote GTA: � Deve constar: procedência dos animais, proprietário, propriedade, nº de animais, marca, meio de transporte, destino, finalidade, espécie, raça, sexo, categoria de animais. ABATE FLUXOGRAMA DE ABATE 1. CURRAIS: � De chegada e Seleção: Destinam-se ao recebimento, apartação do gado, para formação de lotes, de acordo com sexo, idade e categoria. � De observação: Apenas para receber, para exame mais apurado, animais que na inspeção ante-mortem forem excluídos da matança normal por suspeita de doença �De matança: Receber animais aptos ao abate IMPORTANTE •ÁGUA POTÁVEL: • Deve ser oferecida aos animais à vontade durante todo o período de descanso •CAPACIDADE DOS CURRAIS: • Deve ser cerca de 2,5m²/animal, para que não ocorram superlotações, evitando assim problemas de estresse, brigas ou contusões. RELATIVO AO BEA Condições que podem resultar em hematomas: �Agressões diretas; �Manejo inadequado em embarque e desembarque; �Instalações inadequadas; �Transporte inadequado; �Gado muito reativo. “Qualidade da carne é prejudicada quando animal é mal manejado ou mal insensibilizado” FLUXOGRAMA DE ABATE 2. Departamento de necropsia: sala de necropsia + forno crematório 3. Banho de aspersão (limpeza e remoção de sujidades) 4. Rampa de acesso à matança 5. Seringa 6. Chuveiro 7. Box de atordoamento ou insensibilização: concussão cerebral Procedimentos para o abate humanitário IN n°3, de 17/01/2000 Conjunto de normas técnicas e científicas que garantam o bem-estar dos animais, desde a recepção até operação de sangria De acordo com BEA: �Apenas 5% dos animais podem receber 2 tiros, �95% devem ser insensibilizados no primeiro tiro. OBSERVA-SE: AUSÊNCIA DE RESPIRAÇÃO RÍTMICA, OLHOS FIXOS E SEM REFLEXOS, OLHOS SEM REFLEXOS PALPEBRAL OU CORNEAL �Pressão da pistola: 165 a 195lbs �Tempo entre insensibilização e sangria: até 1 minuto FACULTATIVO É facultado o abate de animais de acordo com preceitos religiosos, desde que seus produtos sejam destinados total ou parcialmente ao consumo por comunidade religiosa que os requeira ou ao comércio internacional com países que façam essa exigência. # ABATE SEM PRÉVIA INSENSIBILIZAÇÃO # KOSHER HALAL Abate sem insensibilização Jugulação = degola envolvendo pele, músculos do pescoço, traquéia, jugular e carótida FLUXOGRAMA DE ABATE 8.Área de vômito 9. Chuveiro para remoção de vômito 10. Sala de matança � Área de Sangria: Secção dos grandes vasos do pescoço, à altura da entrada do peito, depois de aberta sagitalmente a barbela. Sangue deve ser recolhido em canaleta própria “canaleta de sangria” SANGRIA � No máximo 1 minuto após a insensibilização �Tempo de sangria: 3 minutos �Sangue pode ser coletado para fins alimentícios �Troca de facas: cabos de cor diferente �Esterilizador de faca: mínimo de 82,2°C ESTIMULAÇÃO ELÉTRICA �Consiste em aplicar após a morte do bovino, um choque elétrico �Objetivos: �esgotar rapidamente o ATP (acelerando processo de aparecimento de rigor mortis), amaciar a carne devido aumento da atividade enzimática nos músculos dos animais estimulados, evitar encurtamento pelo frio que é um das maiores causas de endurecimento das carnes, acelerar envermelhamento da carne devido maior penetração de oxigênio nas carcaças estimuladas FLUXOGRAMA DE ABATE 10. Sala de Matança: � Esfola: com bovino pendurado em trilho � Serra de peito �Evisceração �DIF ESFOLA Etapa importante deve-se evitar a contaminação da carcaça por pelos ou resíduos fecais OCLUSÕES Depois da esfola são realizadas as seguintes oclusões: � oclusão de reto – � separá-lo de seus ligamentos, envolve-lo em saco plástico, amarrar e recoloca-lo novamente dentro da cavidade. � oclusão de porção anterior do esôfago – � separá-lo de suas ligações, com a traquéia e concluir com barbante ou grampo metálico. Essas operações diminuem a possibilidade de contaminação da carcaça com fezes e conteúdo ruminal INSPEÇÃO POST-MORTEM �Rotina para animais abatidos �Exame macroscópico de: • conjunto cabeça-língua; • superfície interna e externa da carcaça; • Vísceras abdominais; • Vísceras torácicas, • Vísceras pélvicas; • Linfonodos das cadeias linfáticas mais acessíveis INSPEÇÃO POST-MORTEM � Para estabelecimentos destinados à exportação internacional de carne in natura: obrigatório inspecionar superfícies inter-digital e peri-ungeal �Linhas de Inspeção: locais onde se realizam os exames LINHA A � EXAME DOS PÉS: para estabelecimentos exportadores � Visualização �Palpação �Corte linfonodo retro-mamário � LINHA A1: Exame de úbere (visualização e palpação) LINHA B � EXAME DE CABEÇA E LÍNGUA: �Incisão de masseteres e pterigoideos �Incisão de linfonodo parotídeo �Visualização de mucosas e demais órgãos da cabeça � Visualização e palpação de língua, somente se necessário incisar LINHA C �CRONOLOGIA DENTÁRIA: facultativo LINHA D � EXAME DO TGI: �Incisão de linfonodo gástrico + cadeia ganglionar �Visualização, palpação e incisão se necessário: baço, pâncreas, vesícula urinária e útero LINHA E �EXAME DO FÍGADO: � Visualização; �Palpação, fígado e vesícula biliar; � Incisão de linfonodos e sistema porta. LINHA F � EXAME DOS PULMÕES: � Visualização; �Palpação; �Incisão de linfonodos apical, esofagiano, mediastínico e traque-brônquico LINHA F � EXAME DO CORAÇÃO: � Visualização; �Palpação; �Incisão (abertura do coração) LINHA G � EXAME DOS RINS: �Visualização; �Palpação; �Incisão se necessário. LINHA H �EXAME EXTERNO E INTERNO DA CARCAÇA “TRASEIRO” �Incisão de linfonodos pré-crural, inguinal/retromamário, ilíaco, isquiático LINHA I �EXAME EXTERNO E INTERNO DA CARCAÇA “DIANTEIRO” �Incisão de linfonodos pré-escapulares LINHA J �CARIMBAGEM Coxão Ponta de Agulha Lombo Paleta Ao término do exame post mortem � Toda a carcaça, parte de carcaça ou órgãos, que apresentem lesões ou anormalidades, examinados nas linhas de inspeção, que possam ter implicações para a carcaça ou demais órgãos devem ser desviados para o DIF – Departamento de Inspeção Final, para que sejam examinados, julgados e tenham devida destinação. FLUXOGRAMA DE ABATE 11. Divisão meia carcaça 12. Toalete 13. Lavagem das meias carcaças 14. Resfriamento 15. Expediçãoe transporte PARTICULARIDADES �Na inspeção ante mortem, se forem identificados animais suspeitos de zoonoses ou enfermidades infectocontagiosas, ou animais que apresentem reações inconclusivas ou positivas em testes diagnósticos para essas enfermidades, o abate deve ser realizado em separado dos demais animais � Na inspeção ante mortem, se forem constatados casos isolados de doenças não contagiosas que permitam aproveitamento condicional ou condenação total, este deve ser abatido por último ANIMAIS REATIVOS POSITIVOS PARA BRUCELOSE • Devem ser abatidos no final da matança, com manipulação por profissionais providos de EPIs, sendo carcaças, órgãos e vísceras encaminhados obrigatoriamente para o DIF. • O serviço de inspeção oficial deve ser notificado da chegada destes animais com antecedência mínima de 12 horas. São obrigações dos estabelecimentos � Adotar medidas para evitar maus-tratos aos animais e aplicar ações que visem à proteção e ao BEA, desde o embarque até o momento do abate MORTE ACIDENTAL � Lotes de animais onde se verifique qualquer caso de morte natural, só deve ser abatido esse lote depois do resultado de necropsia �Morte acidental no estabelecimento de abate: desde que imediatamente sangrados, podem ser destinados ao aproveitamento condicional, após exame post-mortem a critério do AFFA, Médico Veterinário É PROIBIDO O abate de animais que não tenham permanecido em descanso, jejum e dieta hídrica! ABATE DE EMERGÊNCIA � Imediata: �a qualquer momento, no matadouro sanitário ou junto com matança normal (fraturas) �Mediata: �animais suspeitos de doenças infecciosas ou parasitáias (Departamento de necrópsia) “ Animais que chegam ao estabelecimento em condições precárias de saúde, impossibilitados ou não de atingirem a dependência de abate por seus próprios meios, e os que foram excluídos do abate normal após exame ante mortem, devem ser submetidos ao abate de emergência” MRE � É obrigatória a remoção, segregação e a inutilização dos Materiais de Risco Específico – MRE para encefalopatias espongiformes transmissíveis de todos os ruminantes destinados ao abate MRE: Material de Risco Específico (medula, cérebro, tonsilas, porção terminal do íleo) Normativa n°15, de 2003 do MA FRIO �Após abate, a temperatura interna das carcaças varia entre 30 - 39°C �Câmaras frias devem manter temperaturas entre -4 – 0°C, para que temperatura interna das carcaças reduza para 7°C ou menos �Processo leva de 24 a 48horas VELOCIDADE DE REFRIGERAÇÃO DE CARCAÇAS Pode variar de acordo com: � Calor específico da carcaça; � Peso; � Quantidade de gordura externa; � Condutividade térmica; � Temperatura da câmara de refrigeração; � Velocidade de circulação do ar Câmara fria com temperatura de 0°C, 90-95% de umidade relativa, ventilação de 2-3m/s Tempo de resfriamento = 24h Quebra de peso = 1 a 1,5% Prazo de vida comercial dos quartos = 7 dias CARNES RESFRIADAS Câmara fria com temperatura mais baixa (- 3°C), 90-95% de umidade relativa, ventilação de 2-3m/s Tempo de resfriamento nunca inferior a 3 horas, prazo de vida comercial = 3 a 4 semanas CARNES REFRIGERADAS TRANSFORMAÇÃO DO MÚSCULO EM CARNE RIGOR MORTIS SE INSTALA ALGUMAS HORAS APÓS O ABATE (Bovinos 6 a 12h) CARCAÇA RETOMA MACIEZ DEPOIS DE 5 – 24 HORAS, PELO AUMENTO DA ACIDEZ (QUEDA DO pH) QUEDA DO pH = Ácido Lático pH do músculo vivo = próximo neutralidade pH abaixo de 6,0 = carne boa para processamento e consumo pH entre 6,0 e 6,2 = carne para consumo imediato pH acima de 6,4 = início de decomposição da carne CARNES CONGELADAS • Conservação por tempo prolongado • Ponto de congelamento: próximo a -1°C • Importante: após descongelamento, devem ser consumidas rapidamente pois enzimas e Mos não são destruídos pelas baixas temperaturas • Ideal: congelamento rápido e descongelamento lento PADRÕES DE IDENTIDADE E QUALIDADE �Os RTIQs comtemplarão: definição dos produtos tecnologia de fabricação ingredientes autorizados parâmetros microbiológicos parâmetros físico-químicos requisitos de rotulagem CARNES E DERIVADOS MIÚDOS: são órgãos e partes de animais de abate julgados aptos ao consumo humano pela inspeção veterinária oficial BOVINOS: encéfalo, língua, coração, fígado, rins, rúmen, retículo, omaso, rabo e mocotó (Art, 278) Podem ainda ser aproveitados para consumo direto, de acordo com hábito regionais ou de países importadores: pulmões, baço, medula espinhal, glândula mamária, testículos, lábios, bochechas, cartilagens, desde que não se constituam em material especificado de risco. PRODUTOS DE TRIPARIA � Vísceras abdominais utilizadas como envoltórios naturais � Intestinos, bexiga, estômagos, peritônio parietal, serosa do esôfago, epíplon = após tratamento tecnológico específico PRODUTOS CÁRNEOS “ Aqueles obtidos de carnes, miúdos e partes comestíveis das diferentes espécies animais, com as propriedades originais das matérias-primas, modificadas por meio de tratamento físico, químico ou biológico, ou ainda pela combinação destes métodos em processos que podem envolver a adição de ingredientes, aditivos ou coadjuvantes de tecnologia” CARNE TEMPERADA Seguida da especificação que couber, é o produto cárneo obtido dos cortes ou de carnes de diferentes espécies animais, condimentado, com adição ou não de ingredientes. especiarias aditivos Instrução Normativa MAPA nº 51 de 29/12/2006 Regulamento Técnico de Atribuição de Aditivos, e seus Limites das seguintes Categorias de Alimentos 8: Carne e Produtos Cárneos ATRIBUIÇÕES DE ADITIVOS GRUPO 8 - CARNES E PRODUTOS CÁRNEOS Aditivo: Aditivo Aditivos: Número Função/ Nome Concentração máxima INS g/100g EMBUTIDOS Produtos cárneos elaborados com carne ou com órgãos comestíveis, curados ou não, condimentados, cozidos ou não, defumados e dessecados ou não, tendo como envoltório a tripa, a bexiga ou outra membrana animal. EMBUTIDOS Permite-se o emprego de envoltórios artificiais, desde que previamente aprovados pelo órgão regulador da saúde. PRODUTOS DEFUMADOS Produtos cárneos, que após processo de cura, são submetidos à defumação, para lhes dar cheiro e sabor característico, além de um maior prazo de vida comercial por desidratação parcial. QUENTE FRIO DEFUMAÇÃO • Queima de madeiras não resinosas, secas e duras CARNE COZIDA Seguida da especificação que couber, é o produto cárneo obtido de carne das diferentes espécies de animais, desossada ou não, com adição ou não de ingredientes, e submetida a processo térmico específico. ESTERILIZADOS Produtos cárneos obtidos a partir de carnes ou de miúdos das diferentes espécies animais, com adição ou não de ingredientes, embalados hermeticamente e submetidos à esterilização comercial ALMÔNDEGA Produto cárneo obtido a partir da carne moída de uma ou mais espécies animais, moldado na forma arredondada, com adição ou não de ingredientes, e submetido a processo tecnológico específico. IN 20, 31/07/2000 HAMBÚRGUER Produto cárneo obtido de carne moída das diferentes espécies animais, com adição ou não de ingredientes, moldado na forma de disco ou na forma oval, e submetido a e processo tecnológico específico. IN 20, 31/07/2000 QUIBE Produto cárneo obtido de carne bovina ou ovina moída, com adição de trigo integral, moldado e acrescido de ingredientes. Pode ser utilizada carne de outras espécies em sua fabricação desde que declarado no rótulo. IN 20, 31/07/2000 LINGUIÇA Produto cárneo obtido de carnes cominuídas das diferentes espécies de animais, condimentado, com adição de ingredientes, embutido em envoltório natural ou artificial, e submetidoa processo tecnológico específico. IN 4, 31/03/2000 MORCELA Produto cárneo embutido, elaborado principalmente a partir do sangue, com adição de toucinho moído ou não, condimentado e cozido. MORTADELA Produto cárneo obtido da emulsão de carnes de diferentes espécies animais, com adição ou não de toucinho, de pele, de miúdos, e de partes animais comestíveis, e de condimentos específicos, embutido em envoltório natural ou artificial, de diferentes formas, e submetido a processo térmico característico. IN 4, 31/03/2000 SALSICHA Produto cárneo obtido da emulsão de carne de uma ou mais espécies de animais, com adição ou não de gordura, de pele, de miúdos, e de partes animais comestíveis, com adição de ingredientes e condimentos específicos, embutido em envoltório natural ou artificial, submetido a processo térmico característico. IN 4, 31/03/2000 FIAMBRE Produto cárneo obtido de carne de uma ou mais espécies animais, com adição ou não de miúdos, e partes animais comestíveis, transformados em massa, condimentado, com adição de ingredientes e submetido a processo térmico específico. IN 20, 31/07/2000 PASTA OU PATÊ Produto cárneo obtido a partir de carnes, de miúdos, das diferentes espécies animais, ou de produtos cárneos, transformados em pasta, com adição de ingredientes, e submetido a processo térmico específico. IN 21, 31/07/2000 CALDO DE CARNE Produto líquido resultante do cozimento de carnes , filtrado, esterilizado e envasado. Este pode ser concentrado e condimentado. CHARQUE Produto cárneo obtido de carne bovina, com adição de sal e submetido a processo de dessecação. JERKED BEEF Carne bovina salgada curada dessecada = produto cárneo obtido de carne bovina, com adição de sal e agentes de cura, submetido a processo de dessecação. IN 22, 31/07/2000 COTA HILTON • Produto de melhor qualidade e melhor preço • Exportação de carne bovina para EU • Carne fresca ou resfriada, sem osso e com alto padrão de qualidade • Animais: 22-24 meses, no máximo 2 dentes incisivos permanentes, alimentados exclusivamente a pasto, peso de abate não superior a 460Kg • Necessidade de “certificado de autenticidade” • Obrigatoriedade de rastreabilidade QUESTÕES PARA ESTUDO Segundo o RIISPOA, é proibido o abate em comum de animais que no ato da inspeção ante-mortem sejam suspeitos das seguintes zoonoses: a) babesiose, tétano, pasteurelose; b) Carbúnculo hemático, mormo, dermatite; c) Peste suína, raiva, otite; d) Pasteurelose, doença de New Castle e Salmonelose Em um matadouro-frigorífico, um animal que tenha morrido no Curral de observação (ou em qualquer outro) ou durante transporte, chegando morto ao estabelecimento, será encaminhado para: a) Sala de resfriamento; b) Sala de sangria; c) Sala de matança; d) Forno crematório; e) Departamento de necrópsia As conservas de carne depois de enlatadas em recipientes hermeticamente fechados são esterilizadas e em seguida esfriadas. Assim é correto afirmar: a) O esfriamento das latas de conserva é feito com aspersão de água gelada b) Na fabricação de toda conserva enlatada a carne é pré- cozida em autoclaves. c) Na fabricação das conservas enlatadas sempre é feita a adição de nitrito à carne d) Toda conserva de carne deve ser esterilizada a uma temperatura superior a 100 graus centígrados. São considerados fatores ante-mortem que influenciam na qualidade da carne, exceto: a) Estimulação elétrica da carcaça; b) Efeito do estresse; c) Genética; d) Alimentação; e) Idade O valor final do pH da carne influi na conservação e propriedades tecnológicas da carne. Uma acidificação adequada da carne corresponde a valores de pH entre: a) 6,4 a 6,8 b) 5,4 a 5,8 c) 4,4 a 4,8 d) 3,4 a 3,8 Miúdos são órgãos e vísceras comestíveis obtidos durante o abate dos animais de açougue. É correto afirmar: a) A localização ideal da seção de miúdos é sobre o piso da sala de matança. b) A rabada não é considerada corte de carne e sim miúdo, podendo ser comercializa inteira ou fracionada. c) Todas as partes do estômago bovino são comestíveis e consideradas miúdos, entretanto não são trabalhadas na seção de miúdos. d) Como regra, após sua obtenção e inspeção, os miúdos sofrem uma limpeza seguida de lavagem em água corrente podendo sofrer ou não escorrimento e cozimento. Posteriormente são embalados e congelados. Em relação as afirmações abaixo, assinale a correta: a) A inspeção ”post-mortem” consiste no exame de todos os órgãos e tecidos, abrangendo a observação e apreciação de seus caracteres externos, sua palpação e abertura dos nodos linfáticos correspondentes, além de cortes sobre o parênquima dos órgãos, quando necessário. (Art. 147) b) A inspeção post-mortem, consiste no exame da cabeça, coração, fígado, rins, intestinos, estômagos, língua. c) A inspeção “post-mortem”, consiste em observar através de cortes do parênquima, quando necessário a palpação nas linhas de inspeção. d) A inspeção post-mortem, consiste em observar os animais desde os currais de chegada e seleção separando- os quando for o caso para um exame detalhado que irá complementar o exame dos órgãos, vísceras e carcaças aplicando as técnicas de inspeção configuradas nas Normas de Bovinos do MAPA. Um caminhão, transportando gado bovino para abate, acidentou-se no trajeto da fazenda para o matadouro-frigorífico. Em conseqüência dos problemas ocorridos, chegaram ao estabelecimento de abate, que funciona sob inspeção federal, alguns animais mortos e outros apresentando contusões em graus variados. Em face dessa situação, julgue os itens que se seguem à luz da legislação pertinente. 1) Os animais mortos devem ser enterrados imediatamente, em vala profunda, na área do próprio matadouro-frigorífico, nas proximidades dos currais. 2) Suponha que entre os animais acidentados o médico veterinário tenha encontrado uma vaca que, além de uma ferida acidental no costado direito, mostrou, ao exame, estado adiantado de gestação — último terço do período de gestação. Então, nesse caso, a vaca em questão deve ser encaminhada para o abate de emergência, juntamente com os outros animais contundidos. 3) Os animais apresentando contusões generalizadas e(ou) fraturas devem ser destinados ao abate de emergência. 4) O médico veterinário, responsável pela inspeção do estabelecimento, deve determinar que as carnes obtidas dos animais apresentando pequenas contusões sejam destinadas unicamente à fabricação de charque — carne bovina salgada e dessecada. 5) As carnes obtidas de animais abatidos de emergência jamais poderão ser aproveitadas para o consumo humano, in natura ou mesmo sob a forma de produtos industrializados.