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PAB PRÉ-NATAL Rede cegonha: Lançada em 2011 pelo governo federal e consiste em uma rede de cuidados que visa assegurar às mulheres e crianças o direito à atenção humanizada durante o pré-natal, parto/nascimento, puerpério, abortamento, planejamento reprodutivo e atenção infantil em todos os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). Quem realiza o pré-natal: Risco habitual e risco intermediário: Médico da ESF, enfermeiro e o GO; Alto risco: serviço de referência: ambulatório do HC ambulatório do HEL (Unidade Faria Lima) A estratificação de risco da gestante define a sua vinculação ao pré-natal e ao Hospital para o atendimento das suas intercorrências na gestação e no momento do parto. Sinais de presunção de gravidez: Atraso menstrual; Manifestações clínicas (náuseas, vômitos, tonturas, salivação excessiva, mudança de apetite, aumento da frequência urinária e sonolência); Modificações anatômicas (aumento do volume das mamas, hipersensibilidade nos mamilos, tubérculos de Montgomery, saída de colostro pelo mamilo, coloração violácea vulvar, cianose vaginal e cervical, aumento do volume abdominal). Pigmentação, aumento do tamanho e sensibilidade da mama. Sinais de certeza: Ultrassonografia: o saco gestacional pode ser observado por via transvaginal com apenas 4 a 5 semanas gestacionais e a atividade cardíaca é a primeira manifestação do embrião com 6 semanas gestacionais; Presença dos batimentos cardíacos fetais (BCF), que são detectados pelo sonar a partir de 12 semanas e pelo Pinard a partir de 20 semanas; Percepção dos movimentos fetais (de 18 a 20 semanas). Diagnostico de gravidez: Dosagem de gonadotrofina coriônica humana (ßHCG): entre 8 a 11 dias após a concepção; Uma das ações da Rede Cegonha foi a implantação do Teste Rápido de Gravidez (TRG) em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS). Teste Rápido de Gravidez: indicado para mulheres em idade fértil que apresentem atraso menstrual em sua maioria igual ou superior a sete dias. o TRG deverá ser realizado, preferencialmente, com a primeira urina do dia. Teste Imunológico de Gravidez (TIG): atraso menstrual de mais de 15 dias; Atraso menstrual superior a 12 semanas, o diagnóstico de gravidez poderá ser feito pelo exame clínico e torna-se desnecessária a solicitação do TIG. Divisão gestação: 1º trim: até 13 sem e 6 dias; 2º trim: 14 sem até 27 sem + 6 dias; 3º trim: 28 sem até 42 sem. Calendário de consultas pré-natal: 2 no 1º trim 2 no 2º trim 3 no 3º trim 1 no puerpério Não existe alta do pré-natal, as consultas devem ser realizadas normalmente, se o parto não ocorrer até 40S(41) encaminhar para avaliação do bem-estar fetal - maternidade Fluxo de atendimento gestante: Porta de entrada: UBS; captação até 12 semanas e acolhimento; Preenchimento do Cadastro da gestante no SisPreNatal e preenchimento do Cartão da Gestante; Garantia de pelo menos 6 consultas; Vacinas; Teste da mãezinha. Tratamento odontológico completo garantido: cárie dentária, a erosão no esmalte dentário, a mobilidade dentária, a gengivite e a periodontite; Garantia de vinculação ao hospital/maternidade, de acordo com a classificação de risco/gravidade; Visita domiciliar do binomio mãe-bebê na primeira semana de vida e consulta puerperal. Calculo idade gestacional: Quando a data da última menstruação (DUM) é conhecida e certa: Uso do calendário: some o número de dias do intervalo entre a DUM e a data da consulta, dividindo o total por sete (resultado em semanas); Uso de disco (gestograma): coloque a seta sobre o dia e o mês correspondentes ao primeiro dia e mês do último ciclo menstrual e observe o número de semanas indicado no dia e mês da consulta atual. Quando a data da última menstruação é desconhecida, mas se conhece o período do mês em que ela ocorreu: Se o período foi no início, meio ou fim do mês, considere como data da última menstruação os dias 5, 15 e 25, respectivamente. Proceda, então, à utilização de um dos métodos descritos. Quando a data e o período da última menstruação são desconhecidos: Quando a data e o período do mês não forem conhecidos, a idade gestacional e a data provável do parto serão, inicialmente, determinadas por aproximação, basicamente pela medida da altura do fundo do útero e pelo toque vaginal, além da informação sobre a data de início dos movimentos fetais, que habitualmente ocorrem entre 18 e 20 semanas. Calculo da data provável do parto: 280 dias ou 40 semanas, a partir da DUM: disco (gestograma), coloque a seta sobre o dia e o mês correspondentes ao primeiro dia e mês da última menstruação e observe a seta na data (dia e mês) indicada como data provável do parto. Regra de Näegele: Somar sete dias ao primeiro dia da última menstruação e subtrair três meses ao mês em que ocorreu a última menstruação (ou adicionar nove meses, se corresponder aos meses de janeiro a março). Nos casos em que o número de dias encontrado for maior do que o número de dias do mês, passe os dias excedentes para o mês seguinte, adicionando 1 (um) ao final do cálculo do mês. Exames preconizados durante pré-natal: Teste do HIV – rastreamento e condutas: Realizar aconselhamento pré-teste e oferece: teste rápido ou sorologia HIV – 1ª consulta, 2º e 3º trim Aceitou colher: 1º resultado sorologia: Não reagente manter rotina pré-natal Reagente ou nova coleta agendar e coletar nova amostra na UBS 2º resultado reagente: agendar consulta no ambulatório DST/AIDS e pré-natal HC. 1º resultado teste rápido: Reagente fazer novo exame com outra metodologia diferente 2º resultado reagente: agendar consulta no ambulatório DST/AIDS e pré-natal HC. Não reagente: em caso de suspeita de infecção HIV, uma nova amostra deverá ser coletada 30 dias após a data da coleta desta amostra. Não aceitou: Orienta gestante que o exame estará disponível durante todo o período gestacional continuar a orientação até sua aceitação ou não se aceitar Teste rápido! TSH: rastreamento e condutas nas tireoidopatias Solicitar TSH na 1ª consulta pré-natal Parâmetro de valores TSH 0,1-2,5 (1º trim) 0,2-3,0 (2º trim) 0,3-3,0 (3º trim) TSH normal: Manter rotina de pré-natal TSH anormal: Solicitar T4 livre, encaminhar para consulta medica na UBS TSH ↓ T4 livre ↑ (hipertireoidismo): encaminhar para ambulatório de referencia. Se sintomática iniciar tratamento. TSH ↓ T4 livre normal (hipertireoidismo transitório da gestação): manter pré-natal na UBS e repetir TSH e T4L em 4-6 sem. TSH ↑ T4 livre ↓, ou TSH >10/ T4 livre normal (hipotireoidismo clinico): avaliação medica, com indicação para tratamento; repetir TSH mensal até o final da gestação; encaminhar para patologia obstétrica; manter TSH dentro da normalidade conforme trimestre da gestação. TSH ↑ T4 livre normal (hipotireoidismo subclinico): avaliação medica, com indicação para tratamento; repetir TSH mensal até o final da gestação; manter TSH dentro da normalidade conforme o trimestre da gestação. Tratamento do hipertireoidismo e hipotireoidismo: Hipertireoidismo sintomático: propiltiouracil 100-300mg/d Hipotireoidismo clinico, prévio a gestação: levotiroxina sódica e ajustar dose, com aumento empírico de 30% na 1ª consulta. Aumentando em 25 micrograma a cada 4 sem até atingir a dose suficiente para normalização do TSH. Hipotireoidismo subclinico: inicial levotiroxina sódica entre 25-50 micrograma. Hipotireoidismo clinico diagnosticado para gestação: levotiroxina sódica 1 a 2 micrograma/kg/d. Hipotireoidismo no purperio: Clinico: reduzir em 30% dose de levotiroxina, controle de TSH em 4 sem Subclinico: suspender levotiroxina no pp e repetir TSH em 6 sem. Urina I: Solicitar urina I na 1ª consulta, 2º trim e 3º trim Gestante assintomática: Proteinúria: se traços repetir em 15 dias, caso mantenha traços sem outros sinais manter rotina pré-natal; Se + controlar a PA e repetir o exame e creatinina; Se mantiver + encaminhar ao PN AR; Se a partir de (++) referenciar ao AR. Cilindruria: repetir exame, se persistir referir AR. Hematúria: descartar sangramento genital;pensar em litíase ou cistite; fazer nova coleta com tampão vaginal se hematúria for isolada. Leucocituria: avaliação medica para indicação de tratamento. ITU em gestante é grave e desencadeia parto prematuro, é recomendado que gestantes com queixa urinaria (disúria, polaciúria, urgência miccional, nicturia, estranguria, dor retropubica, suprapubica ou abd) sempre investigar corrimento vaginal, contração uterina e solicitar urina I e urocultura com urgência com resultado e conduta medica para o mesmo dia. Tratamento IU na gravidez: Cefalexina: 1cp, 500mg VO de 6 em 6h por 7-10 dias. Nitrofurantoina: 1 cp, 100mg VO de 6 em 6h por 7-10 dias. Amoxicilina: 1 cp, 500mg VO de 8 em 8h por 7-10 dias. Toxoplasmose rastreamento e conduta antes da 16ª sem: Solicitar toxoplasmose (IgM e IgG) 1ª consulta IgM não reagente e IgG reagente (infecção antiga – gestante IMUNE): não há necessidade de novas sorologias para toxoplasmose. IgM reagente e IgG reagente (possível infecção durante gestação) Avidez IgG forte infecção adquirida há mais de 4 meses (antes gestação) manter rotina de pré-natal Avidez IgG fraca ou intermediaria infecção adquirida há menos de 4 meses (durante gestação) espiramicina (cp 500mg ou 1.500.000 UI) 2cp de 8/8h até 16 sem notificar viligancia epidemiológica, encaminhar para ambulatório de referencia, investigar RN. IgM reagente e IgG não reagente (infecção aguda ou IgM falso +): iniciar tratamento com espiramicina repetir sorologia em 3 semanas IgG e IgM positivo manter tratamento e referenciar para ambulatório de alto risco IgG e IgM negativo suspender tratamento, orientar prevenção primaria e repetir sorologias por trimestre. IgM não reagente e IgG não reagente (gestante suscetível): orientar medidas de prevenção primaria e repetir sorologias no 2º e 3º trim. Toxoplasmose – rastreamento e conduta após 16ª sem: Solicitar toxoplasmose (IgM e IgG) IgM não reagente e IgG reagente (infecção antiga – gestante IMUNE): não há necessidade de novas sorologias para toxoplasmose. IgM reagente e IgG reagente (possível infecção durante gestação) Iniciar tratamento imediato: pirimetamina dose de ataque: nos primeiros 2 dias - 100mg/d (2cp VO 12/12h) e dose de manutenção: a partir do 3º dia – 50mg/d (2cp VO dose única dia); Sulfadiazina 2cp 500mg VO 6/6h; Ác. Folinico 1cp 15mg VO dia. Notificar, encaminhar e investigar RN! IgM reagente e IgG não reagente (infecção aguda ou IgM falso +) Espiramicina 2cp 500mg de 8/8h repetir sorologia em 3 sem IgG e IgM positivo Iniciar tratamento imediato: pirimetamina dose de ataque: nos primeiros 2 dias - 100mg/d (2cp VO 12/12h) e dose de manutenção: a partir do 3º dia – 50mg/d (2cp VO dose única dia); Sulfadiazina 2cp 500mg VO 6/6h; Ác. Folinico 1cp 15mg VO dia. Notificar, encaminhar e investigar RN! IgG e IgM negativo suspender tratamento, orientar prevenção e repetir sorologia por trimestre. IgM não reagente e IgG não reagente (gestante suscetível): orientar medidas de prevenção primaria e repetir sorologias no 2º e 3º trim. Diagnostico laboratorial de sífilis: Os testes sorológicos permanecem sendo os mais importantes para a triagem e diagnóstico da sífilis. Há dois tipos principais de testes sorológicos para sífilis: não treponêmicos e treponêmicos. Testes não treponemicos: VDRL e RPR – são testes não específicos que podem ser expressos de forma quantitativa (títulos), utilizados para triagem e monitoramento da infecção. Reaginicos VDRL: teste quantitativo, e resultado se dá em diluições (1:8, 1:16, 1:32, etc.). É de fácil realização e baixo custo, mas deve ser cuidadosamente interpretado. Nas fases primária e secundária: títulos mais altos. Na fase latente: queda progressiva dos títulos, ao longo dos anos, mesmo sem tratamento. Pode ser negativos nas infecções maternas muito recentes. Após tratamento eficaz, há tendência à negativação, que é tanto mais rápida quanto mais precoce for o estágio da doença e menores os títulos iniciais. Evolução esperada de títulos, em testes não treponemicos após tratamento da sífilis: Testes treponemicos: hemaglutinação passiva (TPHA), imunofluorescência indireta (FTA-Abs), ensaio imunoenzimatico (ELISA), ensaio quimioluminescente (ECLIA) e teste rápido treponemico – detectam anticorpos específicos contra o treponema pallidum, podendo ser usados como triagem ou confirmação de resultados, dependendo da sensibilidade do teste empregado. Persistem reagentes por vários após tratamento, sem, contudo, significar a presença de infecção ou necessidade de novo tratamento. Não servem para controle de tratamento! Teste rápido para sífilis: teste treponêmico, porém não distingue se é uma doença ativa ou cicatriz sorológica. Portanto, há necessidade de se realizar um teste não treponêmico, como VDRL ou RPR, para a confirmação de doença atual, instituição de tratamento adequado para sífilis e seguimento do tratamento. Para diagnostico de sífilis devem ser usados: 1 teste treponemico (teste rápido ou FTA-Abs) + 1 teste não treponemico (VDRL ou RPR) Em gestante deve-se iniciar o tratamento com apenas um teste reagente, treponemico ou não treponemico, sem aguardar o resultado do 2º teste! Gestante com historia previa de sífilis, tratada ou não, não é recomendada ou necessária realização do teste rápido, pois o mesmo certamente será positivo. Neste caso, recomenda-se realizar VDRL quantitativo para avaliar necessidade ou não de tratamento! Interpretação de Resultados de Triagens realizadas a partir do Teste Rápido ou de Teste Treponêmico Sérico, em gestante SEM histórico prévio Interpretação de Resultados em gestante COM histórico prévio de sífilis Interpretação de Resultados de triagens realizadas a partir do VDRL Tratamento sífilis: Sífilis primaria, secundaria e latente recente (< 1 ano). Penicilina G benzatina 2,4 milhoes UI, IM, dose única. Alternativo: doxiciclina 100mg, VO, 2x/d por 15 dias. Sífilis latente tardia (> 1 ano) ou latente com duração ignorada, e sífilis terciaria. Penicilina G benzatina 2,4 milhoes UI, IM, semanal por 3 sem. Alternativa: doxiciclina 100mg, VO, 2x/d por 30 dias. Neurossifilis Penicilina cristalina 18-24 milhoes UI/d, IV, doses de 3-4 milhoes UI a cada 4h ou infusão continua por 14 dias. Alternativa: ceftriaxona, 2g IV ou IM, 1x/d por 10-14 dias. Considerado tratamento adequado da sífilis na gestante: Tratamento completo e documentado, adequado ao estagio da doença, feito com penicilina G benzatina; Parceiro sexual com sífilis tratado concomitantemente; Gestante ter apresentado queda de duas titulações em sorologia não treponemica (VDRL) ou títulos estáveis de sorologia não treponemica se o titulo inicial era menor ou igual a 1:4. Tratamento do parceiro sexual: Deverão ser tratados todos os parceiros sexuais expostos nos últimos 90 dias precedentes ao diagnostico de sífilis primaria, secundaria ou latente precoce da gestante, mesmo com resultados de provas sorológicas não reagentes, portando, devem ser tratados presumidamente. Os parceiros sexuais expostos há mais de 90 dias as mesmas circunstancias devem ser tratados, mesmo se o resultado dos testes não estiver imediatamente disponível. Parceiros sexuais antigos de pacientes com sífilis latente devem ser avaliados clinica e sorologicamente e tratatos de acordo com os achados diagnósticos. Considera-se tratamento concomitante do parceiro sexual aquele que ocorrer entre a data de inicio do tratamento da gestante até a data de aplicação da ultima dose de tratamento da gestante. USG 1º trimestre: USG (10S a 13S) 2º semestre: USG morfológico s/n (20S a 24S) 3º semestre: USG (34S a 36S) Vacinação da gestante Vacinas com indicação universal (rotina) para gestantes Dupla bacteriana (dT): Gestante não vacinada anteriormente com nenhuma vacina contento toxoides tetânicos e diftéricos (tetravalente, DPT, TT, dT ou DT) aplicar 2 doses vacina dT IM deste a primeira vinda ao pré-natal, com 30 a 60 dias entre as doses. Completar esquema com 1 dose de dTPa entre 27-36ª sem.Gestante vacinada anteriormente com 1 dose aplicar 1 dose de dT IM. Completar esquema com 1 dose de dTPa entre 20-36ª sem. Gestante vacinada anteriormente com 2 doses não fazer nenhuma dose de dTPa. Completar o esquema com 1 dose de dTPa entre 20-36ª sem. Vacina adsorvida difteria, tétano e coqueluche (pertussis acelular) tipo adulto – dTPa: Independente da situação vacinal anterior com dT ou dTPa adm 1 dose dTPa, entre 20-36ª sem. Caso pré-natal tenha iniciado tardiamente, recomendado que vacina seja aplicada no mínimo 20 dias antes do parto. Hepatite B: Gestante não vacinada com nenhuma dose anterior aplicar 3 doses IM em qualquer período gestacional, com intervalo de 0, 1 e 3 meses. Se inicio do pré-natal for tardio, esquema deve ser completado independente de o parto ter ocorrido. Gestante vacinada anteriormente com menos de 3 doses completar esquema respeitando intervalo de 5 meses entre 2ª e 3ª dose a partir da 13ª sem. Gestante com esquema vacinal completo de 3 doses imune Influenza: Independente na vacinação em anos anteriores vacinar conforme orientação no MS. Vacinas com uso restrito na gestação: Vacina contra raiva humana: Em situação de pós-exposição não é contraindicada durante gestação. Vacina contra febre amarela (atenuada): Em situação de surto, se a gestante reside ou vai se deslocar para área com recomendação de vacinação, ela deve ser vacinada. Vacinas vivas: sarampo, rubéola, caxumba, varicela: Não recomendadas em situações normais Opta-se pela vacinação em situações de risco se o beneficio for maior que o possível risco. Exame físico Exame físico geral: Peso, avaliação nutricional; PA (hipertensa se PA ≥ 140/90 em 3 ocasiões diferentes) Inspeção pele e mucosas Pesquisa de edema (face, tronco e membros) Exame de MMII para verificar edema, varizes e outras alt. Exame físico especifico: gineco-obstétrico: Exame clinico das mamas Altura do fundo uterino no abd (após 12 sem), técnica de MacDonald, com correção da altura uterina/idade gestacional. Ausculta batimentos cardiofetais (acima da 12ª sem com auxilio do sonar doppler e após 24ª sem com pinard) Identificação da situação e apresentação fetal, no 3º trim, através das manobras de palpação obstétrica (manobras de Leopold-Zweifel) Inspeção genital externo Registro dos mov fetais Teste de estimulo sonoro simplificado Toque vaginal e outros exames, se necessários. Método para medida da altura uterina: Posicionar a gestante em decúbito dorsal com o abdômen descoberto. Delimitar a borda superior da sínfise púbica e o fundo uterino. Fixar a extremidade inicial zero cm da fita métrica sobre a borda superior da sínfise púbica, passando o mesmo entre os dedos indicador e médio; Proceder à leitura quando a extremidade cubital da mão atingir o fundo uterino; Anotar a medida em cm no cartão e marcar o ponto na curva altura uterina/ idade gestacional. Ausculta dos batimentos cardio fetais: Após a 12ª semana com uso do detector ultrassônico de batimento cardíaco fetal, conhecido como Sonar e após 20ª semana com o estetoscópio de Pinard. frequência cardíaca fetal nl: 120 a 160 bpm. Atividade fetal: Primigestas sentem movimentos fetais pela primeira vez com 18 a 20 semanas e multíparas com 16 a 20 semanas. Os movimentos fetais são máximos entre 28 e 34 semanas. Ganho de peso durante gestação: Ganho de peso recomendado na gestação segundo estado nutricional inicial: Distúrbios hipertensivos associados a gravidez: Incidência e epidemiologia. Os distúrbios hipertensivos são uma causa importante de morbidade e mortalidade maternas, respondendo por 15 a 20% das mortes maternas no mundo todo. Hipertensão crônica. Hipertensão arterial que precede a gravidez ou diagnosticada antes da 20ª semana de gestação. Hipertensão gestacional: caracterizada por HAS detectada após a 20ª semana, sem proteinúria, podendo ser definida como “transitória” (quando ocorre normalização após o parto) ou “crônica” (quando persistir a hipertensão). Pré-eclâmpsia: aparecimento de HAS e proteinúria (> 300 mg/24h) após a 20ª semana de gestação em mulheres previamente normotensas; Eclâmpsia: pré-eclâmpsia complicada por convulsões que não podem ser atribuídas a outras causas. Intercorrências clinicas e obstétricas mais frequentes: Anemia: Hb abaixo de 11g/dl. Doença falciforme: mutação genética que ao invés de produzir a hemoglobina A, produz a hemoglobina S. maior risco de abortamento, natimorto, prematuridade, toxemia grave, placenta prévia e descolamento prematuro de placenta, entre outras. Diabetes gestacional: alteração no metabolismo dos carboidratos, resultando em hiperglicemia de intensidade variável, que é diagnosticada pela primeira vez ou se inicia durante a gestação, podendo ou não persistir após o parto. Fatores de risco: ≥ 35 anos Sobrepeso Obesidade ou ganho excessivo na gestação atual Deposição central excessiva de gordura corporal Baixa estatura (≤1,50cm) Crescimento fetal excessivo, polidrâmnio, hipertensão ou pré-eclampsia na gravidez atual Antecedentes obstétricos de abortamento de repetição Malformações, morte fetal ou neonatal Macrossomia (≥ 4,5kg) ou DMG, HF de DM em parentes de 1º grau SOP Rastreamento e conduta do diabetes gestacional 1º trim: Solicitar glicemia de jejum 1ª consulta ≤ 91mg/dl solicitar: TTG 75g jejum/1h/2h (preferência entre 24-28 sem) ≥ 92 mg/dl repetir exame de glicemia (até 1 sem) resultado 2ª glicemia em jejum ≤ 91mg/dl (normal): solicitar: TTG 75g jejum/1h/2h (preferência entre 24-28 sem) 92-125mg/dl (DM gestacional): encaminhar p/ patologia obstétrica e consulta odontológica, orientar dieta e ativ física, após 7 dias realizar um dia de perfil glicêmico completo (jejum≤ 95; pré≤ 95; 2h≤ 120) Normal: manter orientação; manter consulta quinzenal na UBS até inicio de seguimento em ambu referencia; manter controle de HGT 3x/sem (se valor HGT normais solicitar perfil glicêmico 24-28sem, se alt... ↓) ≥ 2 valores alterados: manter consulta quinzenal USB até inicio segmento em ambu referencia; avaliar indicação de tratamento; se usa metformina manter controle HGT 1x/d ou a cada 2 dias; se uso de insulina controle HGT min 3x/d. ≥ 126mg/dl (DM2 previa, com diagnostico na gestação): encaminhar p/ ambu de alto risco e consulta odonto; orientar dieta e ativ física; fazer Hb1AC; fazer perfil glicêmico, após 2 dias de dieta: Normal: manter orientação; manter consulta quinzenal na UBS até inicio de seguimento em ambu referencia; manter controle de HGT 3x/sem (se valor HGT normais solicitar perfil glicêmico 24-28sem, se alt... ↓) ≥ 2 valores alterados: manter consulta quinzenal USB até inicio segmento em ambu referencia; avaliar indicação de tratamento; se usa metformina manter controle HGT 1x/d ou a cada 2 dias; se uso de insulina controle HGT min 3x/d. Estreptococo do grupo B: coloniza o trato gastrointestinal, vagina ou a uretra, de forma assintomática. 1:2000 recém-nascidos têm a infecção (respiratória, sépsis ou meningite) na primeira semana de vida. A infecção é transmitida pela mãe durante a passagem pelo canal de parto. Infecção do trato urinário: muito frequente; Está associada à rotura prematura de membranas, aborto, trabalho de parto prematuro, corioamnionite, baixo peso, infecção neonatal, além de ser uma das principais causas de septicemia na gravidez. Cerca de 2% a 10% apresentam bacteriúria assintomática; Solicitar estreptococo B entre 35-37ª sem EGB negativo manter rotina pré-natal EGB positivo registrar no cartão da gestante e anexar resultado Urocultura com presença de Streptococcus B: Urocultura ≤ 10.000 UFC (negativo) sem indicação p/ tratamento; notif no cartão da gestante, pois condição de EGB na urina dispensa swab anal e vaginal entre 35-37ª sem. Indicado profilaxia intraparto na maternidade. Urocultura ≥ 10.000 UFC (positivo) tratamento imediato (penicilina, cefalosporina ou clindamicina); notif no cartão da gestante, pois condição de EGB na urina dispensa swab anal e vaginal entre 35-37ª sem. Indicado profilaxiaintraparto na maternidade.