AULA 4 e 5. METABOLISMO CHO   GLICOGENIO
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AULA 4 e 5. METABOLISMO CHO GLICOGENIO


Disciplina<strong>bioquimica</strong> Carboidraitos1 materiais28 seguidores
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METABOLISMO DOS 
CARBOIDRATOS 
PARTE II 
Profa; Roberta Barone 
DESTINOS DO PIRUVATO 
METABOLISMO 
GLICOGÊNIO 
GLICOGÊNESE, GLICOGENÓLISE E GLICONEOGÊNESE 
VISÃO GERAL 
A glicose sangüínea pode ser obtida de 3 fontes principais: 
 
\u2022 Dieta 
 
\u2022 Gliconeogênese (lenta) 
 
\u2022 Degradação do glicogênio = GLICOGENÓLISE 
VISÃO GERAL 
\u2022 Na ausência de uma fonte de glicose na alimentação, esse 
composto é rapidamente liberado a partir do glicogênio 
hepático. 
 
\u2022 No exercício físico , o glicogênio muscular é degradado sendo 
uma importante fonte energética ao músculo. 
 
\u2022 Quando os estoques de glicogênio se esgotam, determinados 
tecidos SINTETIZAM glicose \u201cde novo\u201d, usando aminoácidos 
das proteínas teciduais. 
\u2022 Contém de 11 a 18 unidades de glicose 
 
\u2022 Polissacarídeo de reserva animal 
 
\u2022 Responsável pela manutenção dos níveis de açúcar dentro 
da normalidade 
 
 
GLICOGÊNIO 
ESTRUTURA DO GLICOGÊNIO 
GLICOGÊNIO 
\u2022 Constitui a principal forma de reserva de polissacarídeos nos 
tecidos animais; 
 
\u2022 Maiores depósitos estão presentes no fígado e músculos 
esqueléticos; 
 
\u2022 É armazenado em grânulos intracelulares que também 
contêm as enzimas que catalisam as reações para a sua 
síntese e degradação. 
ARMAZENAMENTO GLICOSE 
\u2022 Glicogênio Hepático: reservatório de glicose para a corrente 
sanguínea com a distribuição para outros tecidos 
 
\u2022 Glicogênio Muscular: combustível para gerar ATP durante a 
atividade muscular aumentada 
A quantidade de Glicogênio armazenada depende 
Exercício DIETA 
Observação: 
 
Após uma noite de sono os estoques de glicogênio hepático 
podem até zerar, como podem alcançar valores de 500 mmol/Kg 
depois de uma refeição rica em carboidrato. 
\u2022 GLICOGÊNESE Gênese \u2013 formação/ Glico \u2013 glicogênio 
 síntese intracelular do glicogênio 
 
\u2022 GLICOGENÓLISE Lise \u2013 quebra/ Glicogeno \u2013 glicogênio 
 quebra da molécula de glicogênio em glicose 
 
\u2022 NEOGLICOGÊNESE Gênese \u2013 formação/ Glico \u2013 glicogênio/ Neo 
\u2013 \u201cnovo\u201d 
 síntese intracelular do glicogênio a partir de AA e LIP 
 
 
\u2022 É o processo bioquímico que transforma a glicose em 
glicogênio. 
\u2022 Ocorre virtualmente em todos os tecidos animais, mas é 
proeminente no fígado e músculos (os músculos apresentam 
cerca de 4 vezes mais glicogênio do que o fígado em razão de 
sua grande massa). 
\u2022 O músculo armazena apenas para o consumo próprio, e só 
utiliza durante o exercício quando há necessidade de energia 
rápida 
\u2022 O glicogênio é uma fonte imediata de glicose para os músculos 
quando há a diminuição da glicose sangüínea (hipoglicemia). 
\u2022 O glicogênio fica disponível no fígado e músculos, sendo 
consumido totalmente cerca de 24 horas após a última 
refeição. 
 
GLICOGÊNESE 
ETAPAS DO PROCESSO 
\u2022 As moléculas de glicogênio crescem por transferência de 
resíduos de glicose. 
 
\u2022 A transferência é catalisada pela glicogênio-sintase 
 
\u2022 O doador da glicose é o UDP-glicose que se forma a partir da 
glicose 1-fosfato. (UDP \uf0e0 uridina difosfato glicose) 
 
SÍNTESE GLICOGÊNIO 
\u2022 A Glicogênio sintase necessita de um \u201cprimer\u201d, ou seja, um 
resíduo, por onde começar, o qual deve ser formado por pelo 
menos quatro moléculas de glicose; 
 
\u2022 A proteína Glicogenina é a responsável pela formação desta 
pequena cadeia. A ela se liga o primeiro resíduo de glicose. 
 
\u2022 A Glicogênio sintase se liga à cadeia de glicogenina (que 
permanece unida àquele primeiro resíduo de glicose), 
estendendo a cadeia. 
 
\u2022 Quando o glicogênio estiver grande o bastante, a enzima 
Glicogênio sintase é deslocada. 
 
GLICOGÊNIO SINTASE 
ENZIMA RAMIFICADORA 
\u2022 Atua sobre cadeias lineares de glicogênio com pelo menos 11 glicoses. 
\u2022 A enzima ramificadora: amilo(1,4 -->1,6)-transglicosilase) transfere 
segmentos terminais de glicogênio de cerca de 7 resíduos de glucose 
para o grupo OH no carbono 6 de um resíduo de glucose (que pode estar 
na mesma ou noutra cadeia). 
\u2022 As ramificações devem estar a pelo menos 4 resíduos de distância uma 
da outra. 
GLICOGÊNESE 
Glucose-6-phosphate 
Fosfoglicomutase 
Glucose-1-phosphate 
Uridine diphosphate glucose 
Glicogênio sintase 
Glycogen 
Fornece energia 
para a 
biossíntese 
\u2022 Glicogênio degradado para obter glicose, entra nas rotas 
oxidativas e obtém energia; 
 
\u2022 Possui controle endócrino; 
 
\u2022 Glicogênio degradado por 3 enzimas: 
\u2022 Glicogênio fosforilase, 
\u2022 \u3b1 1,6 glicosidase 
\u2022 fosfoglicomutase 
 
GLICOGENÓLISE 
GLICOGENÓLISE 
GLICOGENÓLISE 
\u2022 A rota degradativa não é uma reversão das reações sintéticas 
\u2022 O produto primário é a glicose 1-fosfato, obtida pela hidrólise 
das ligações glicosídicas a(1\uf0e04) 
\u2022 Glicose livre é liberada a partir das ligações a(1 \uf0e0 6) 
\u2022 A glicogênio fosforilase (enzima que requer o piridoxal fosfato 
como coenzima) cliva as ligações a(1 \uf0e0 4) entre os resíduos 
glicosil nas extremidades não-redutoras das cadeias de 
glicogênio por simples fosforólise 
\u2022 É uma fosfotransferase que degrada sequencialmente as 
cadeias de glicogênio em suas extremidades não-redutoras 
até que restem quatro unidades glicosil em cada cadeia, antes 
de um ponto de ramificação, resultando em uma dextrina 
\u2022 A fosforilase não pode degradá-la além disso 
 
Coenzima: 
Piridoxal Fosfato 
(B6) 
ENZIMA DESRAMIFICADORA 
FOSFOGLICOMUTASE 
Reação reversível 
MÚSCULO FÍGADO 
REGULAÇÃO DO GLICOGÊNIO 
\u2022 O glicogênio é a reserva de energia mais rapidamente 
disponível; 
 
 
REGULAÇÃO DO GLICOGÊNIO 
\u2022 A glicogénio fosforilase é activada por uma sequência de 
reações de ativação desencadeadas pela ligação de uma 
hormônio a um receptor membranar específico. Os 
hormônios responsáveis pelo processo são diferentes no 
fígado e no músculo: 
\u2022 Músculo: 
\u2022 não há glicose-6-fosfatase, por isso é uma reserva de glucose-6-P 
para consumo próprio em situações de emergência. 
\u2022 A sua degradação é estimulada pela ligação de uma hormônio 
que sinaliza situações de perigo: a adrenalina (também chamada 
epinefrina). 
REGULAÇÃO DO GLICOGÊNIO 
\u2022 Fígado: 
\u2022 possui glucose-6-fosfatase, e pode por isso transformar a glucose-
6-P (que não pode sair da célula) em glucose (que pode sair das 
células). 
\u2022 Glicogênio: reserva de glicose para utilização por outras células 
em períodos de carência de glucose. 
\u2022 A sua degradação é estimulada pela ligação de uma hormona 
libertada pelo pâncreas quando os níveis de glicose no sangue 
estão baixos: o glucagon. 
 
 
DOENÇAS HEREDITÁRIAS 
GLICONEOGÊNESE 
\u2022 Síntese de glicose a partir de diferentes substratos 
\u2022 Rota essencialmente de JEJUM 
\u2022 90% Hepática 
\u2022 Produz Glicose para ser lançada a circulação 
\u2022 Mantém a glicemia em níveis mínimos normais 
GLICOGÊNIO 
LACTATO 
AA\u2019S 
GLICONEOGÊNICOS 
GLICEROL 
SUBSTRATOS 
NEOGLICOGÊNICOS 
BIOTINA 
RESPIRAÇÃO CELULAR 
CICLO DE KREBS E FOSFORILAÇÃO OXIDATIVA 
CATABOLISMO 
Após a glicólise... 
OXIDAÇÃO DO PIRUVATO 
\u2022 Envolve ação sequencial de três enzimas, e cinco cofatores: tiamina pirofosfato 
(TPP), FAD, Coenzima A (CoA), NAD e lipoato 
\u2022 Quatro vitaminas: tiamina (TPP), riboflavina (FAD), niacina (NAD) e 
pantotenato (CoA) 
TPP, lipoato, 
FAD 
Complexo 
piruvato 
desidrogenase 
CICLO DO ÁCIDO CÍTRICO 
\u2022 Também chamado de Ciclo de Krebs ou Ciclo do ácido 
Tricarboxílico 
\u2022 Tem papel central no metabolismo 
\u2022 Destino do Piruvato, aminoácidos