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MICROBIOLOGIA DA RAÇÃO
ALUNAS: LARISSA INÁCIO SOARES
JORDANA FERNANDES ROSA 
POLIANA MARIA DE OLIVEIRA
PROFESSORA: JULIANA BORGES PEREIRA
SUMÁRIO 
 Introdução
 Contaminação da matéria-prima 
 Fungos (bolores) que atacam no campo 
 Fungos (bolores) que atuam após a colheita 
 Análise da ração 
 Fungos produtores de toxinas 
 Micotoxinas e conseqüências para os animais 
 Controle de microrganismos na ração 
INTRODUÇÃO
 Ração é a mistura de uma série de ingredientes que tem por finalidade suprir as necessidades de mantença e crescimento dos animais.
 A matéria prima para sua composição provém do milho, sorgo, soja, amendoim, etc; 
 vitaminas, minerais e aditivos.
CONTAMINAÇÃO DA MATÉRIA-PRIMA 
 Raramente ocorre produção de micotoxinas nos vegetais antes da colheita, pois os fungos que produzem essas toxinas não conseguem penetrar nos tecidos vivos,
 muitas vezes os fungos só conseguem atacar após a colheita, quando há a quebra da cutícula (proteção natural das sementes).
 os fungos (bolores) elaboram metabólitos secundários, que são as micotoxinas, e quando ingeridas provocam intoxicações (micotoxicoses) 
CONTAMINAÇÃO DA MATÉRIA-PRIMA 
 O crescimento do bolor em um produto não indica necessariamente a produção de toxinas, pois o fungo não é obrigatoriamente toxigênico 
 Por outro lado, produtos que não apresentem crescimento visível de bolor podem conter quantidades suficientes de micotoxinas para causar intoxicação
 Por isso, é sempre aconselhável analisar qualquer matéria-prima 
CONTAMINAÇÃO DA MATÉRIA-PRIMA 
 Algumas micotoxinas, particularmente a aflatoxina, são capazes de afetar o sistema imune do animal, tornando-o suscetível a infecções por agentes oportunistas
 O alto teor de umidade facilita o crescimento dos fungos e a possível produção das micotoxinas 
Essa produção ocorre principalmente entre 18 a 26°C, com teores de umidade maiores que 15% e umidade relativa do ar entre 90 e 95%.
BOLORES QUE ATACAM NO CAMPO
 Gênero Alternaria 
Figura 1. Aspectos morfológicos de Alternaria sp. A. Hifa proliferando dando origem a três conidióforos. B. Ramificação do conidióforo e formação de conídios ainda imaturos. 
C. Conidióforo alongado. D. Conídios catenulados (em cadeia).
BOLORES QUE ATACAM NO CAMPO
 Gênero Fusaruim 
Figura 2. Aspectos morfológicos de Fusarium sp. A. Conídio navicular amerosseptado B. Agregamento de conidióforo. C. Clamidósporo.
BOLORES QUE ATACAM NO CAMPO
 Gênero Helminthosporium 
Figura 3. Aspectos morfológicos de Helminthosporium sp. A. Conidióforo curvado, B. Conídio retilíneo, C. conídios pseudo septados, D. conídios pseudo septados com atividade metabólica, E. hilo na região basal do conídio.
BOLORES QUE ATACAM NO CAMPO 
 Gênero Rhizopus 
Figura 4. Aspectos morfológicos de Rhizopus spp. A. Frutificações B. Rizóide dando origem a três esporangióforos, C. Rizóide e Esporângio,  D. Esporangiósforo, 
E. Rizóide, F. Esporângio Intacto.
BOLORES QUE ATACAM APÓS A COLHEITA 
 Gênero Aspergillus 
BOLORES QUE ATACAM APÓS A COLHEITA 
 Gênero Fusarium 
ANÁLISE DA RAÇÃO 
 A análise de micotoxinas é realizada nos ingredientes usados na preparação da ração, e também no produto final 
 A quantidade de amostra para realizar o exame micológico deve ser de 5%, colhido de vários pontos e homogeneizado. 
 O padrão aceitável de aflatoxina no produto final para os animais é de :
 100 ppb no Brasil
 50 ppb em outros países 
 FUNGOS PRODUTORES DE TOXINAS 
 Aspergillus flavus produz a aflatoxina 
Figura 5. Aspectos morfológicos de Aspergillus flavus. A. O crescimento do fungo em uma superfície, observa-se suas estruturas, B. conidióforo jovem e maduro, E. conídios esféricos. 
FUNGOS PRODUTORES DE TOXINAS 
 Fusarium spp. produz a zearalenona 
Figura 6. Aspectos morfológicos de Fusarium sp. A. Fusarium sp , B. Conídios, C. Célula conidiogênica, D. Clamidosporo, E. Esporodoquio
 FUNGOS PRODUTORES DE TOXINAS 
 Penicillium spp. produz a patulina 
Figura 7: Aspectos Morfológicos de Penicillium sp. A. Micélio. B. Estrutura vegetativa e célula conidiogênica. C. Conídios.
FUNGOS PRODUTORES DE TOXINAS
 Aspergillus nidulans produz a esterigmatocistina 
Figura 8. Aspectos morfológicos de Aspergillus nidulans. Células conidiógenas com disposição colunar.
MICOTOXINAS 
 São reconhecidos aproximadamente 350 espécies diferentes de bolores produtores de toxinas nos alimentos 
 as micotoxinas apresentam propriedades farmacológicas comparáveis com venenos 
 como elas possuem grande variedade na estrutura química, a detecção dos metabólitos nos produtos é uma tarefa difícil, 
 a ausência de micélios e esporos não elimina a presença de micotoxinas, pois elas podem ter sidos produzidas antes. Em função de algum tratamento térmico essas estruturas podem ter sido eliminadas, mas as toxinas ficam. 
MICOTOXINAS – Produtos quepodem sercontaminados
TOXINA
PRODUTO
Aflatoxina
Amendoim e derivados, milho e derivados, sorgo, arroz e derivados, rações, caroço de algodão
Zearalenona
Milho, trigo e derivados, rações
Ocratoxina
Milho e derivados, feijão, rações
Fumosininas
Milho e derivados, sorgo
AFLATOXINA PARA BOVINOS 
 Promove a queda na ingestão de alimentos,
 queda dos níveis de caroteno no sangue, 
 alterações no fígado (aumento de tamanho e cor alaranjada),
 redução na produção de leite e no ganho de peso,
 a toxina é eliminada no leite. 
 Dose letal: 1,8 mg/kg de peso vivo
OCRATOXINA PARA BOVINOS
 Neufrotóxica (tóxica aos rins)
 diminui a produção de leite
 toxina também é eliminada no leite. 
 Produzida pelos fungos do gênero Aspergillus e Penicillium 
 A. ochraceus 
 A. ostianus
P. palitans 
P. viricatum 
TRICOTECENOS PARA BOVINOS 
 Tóxica para as células da mucosa gástrica 
 causa a falta de apetite e irregularidade na coordenação muscular (ataxia)
 queda na produção de leite e essa toxina também é eliminada no leite
 Produzida pelos fungos do gênero Fusarium spp:
 F. graminearum
 F. moniliforme 
 F. culmorum 
NEUROTOXICOSE 
Aspergillus clavatus 
Figura 9: ​​Aspergillus clavatus. A. Colonias após 7 dias a 25°C, B-C. Macrofotografia de conidióforos. D-F Conidióforos. 
ZEARALENONA
Figura 10: Problemas reprodutivos causados por Zearalenona (aborto)
AFLATOXINA PARA AVES 
 redução no consumo de alimentos;
 redução no ganho de peso e na postura;
 redução da concentração de testosterona na circulação periférica 
 perda de peso e morte
AFLATOXINA PARA SUÍNOS 
 ingestão de rações contaminadas abaixo de 100 ppb: 
 intoxicação leve e perda na conversão alimentar 
Acima de 100 ppb:
causa hemorragia generalizada e morte 
AFLATOXINA PARA COELHOS 
 uma das espécies mais sensíveis a essa toxina 
 causa lesões no fígado 
 coagulação anormal 
TOXINAS PARA PEIXES 
 esterigmatocistina (SN)
 causa redução no crescimento e no ganho de peso 
 aumento da taxa de mortalidade 
 redução na proteína da carne 
 a carne apresenta indícios da toxina 
ESTERIGMATOCISTINA 
produzida por vários tipos de bolores:
 Aspergillus versicolor 
 A. nidulans 
 A. flavus 
 A. ustus
 Penincillium luteum 
Bipolaris sp. (entre outros)
 Aspergillus versicolor 
 fungo filamentoso de crescimento lento, encontrado em ambientes interiores úmidos
Bipolaris sp. 
 Morfologia de Bipolaris sp (Conidios grandes)
CONTROLE DE MICRORGANISMOS NA RAÇÃO
 dentre os vários métodos utilizados para a descontaminação e diminuição da carga bacteriana nas rações, podemos citar:
 uso do tratamento térmico (peletização)
 adição de antibióticos
 radiação ionizante 
 TRATAMENTO TÉRMICO (PELETIZAÇÃO)
reduz os microrganismos pela ação do calor
temperatura entre 70 a 90ºC, e se espera uma redução de 99% das bactérias totais 
 ADIÇÃO DE ANTIBIÓTICOS 
os antibióticos naturais ou sintéticos inibem o crescimento de alguns microrganismos em concentrações definidas,seu uso em alimentos foi uma prática adotada no passado, hoje em dia é inaceitável quando não utilizado com critérios microbiológicos,
 os microrganismos podem criar resistência aos antibióticos e eles podem se tornar inefetivos.
 ADIÇÃO DE ANTIBIÓTICOS 
 algumas bactérias que criam resistência podem ser capazes de transferi-la para outras bactérias 
 através dos plasmídeos (fragmentos de DNA) 
 compartilhando, assim, informações de resistência a um ou mais antibióticos 
 as bactérias que possuem estes plasmídeos são conhecidas como R+(com fator de resistência)
 ADIÇÃO DE ANTIBIÓTICOS 
 os antibióticos foram utilizados de diversas maneiras – após o seu sucesso terapêutico em 1940 – por exemplo:
 como conservador de alimentos e rações 
 protegendo contra a ação de microrganismos (entre 1945 e 1960)
 No final da década de 50 observaram-se casos de bactérias resistentes a esses antibióticos 
 Atualmente, natamicina e nisina são dois antibióticos sem fins terapêuticos utilizados para preservar alimentos 
 ADIÇÃO DE ANTIBIÓTICOS 
 A natamicina é produzida pelo Streptomyces natalensis 
 é capaz de inibir o crescimento de fungos produtores de micotoxinas em amendoim cru 
 alguns fungos porém (por exemplo, A. flavus) produzem grandes quantidades de enzimas que inativam a natamicina 
Streptomyces natalensis 
 são gram-positivos, encontrados no solo e na vegetação em decomposição, são conhecidos pelo seu odor “terra” 
Figura 11: Fenotipos morfológicos e ensaio de proliferação de micélio de Streptomyces natalensis 
 ADIÇÃO DE ANTIBIÓTICOS 
 A nisina também é produzida por uma bactéria, o Streptococcus lactis
 trata-se de um polipeptídio atóxico capaz de atuar somente sobre bactérias gram-positivas 
 porém não tem ação sobre os esporos microbianos 
Streptococcus lactis
são bactérias com forma de coco gram-positivas
RADIAÇÃO IONIZANTE 
 são radiações de pequeno comprimento de onda e de altíssima energia e penetrabilidade
consiste em submeter a ração a uma quantidade controlada de radiação, por um tempo determinado 
as radiações utilizadas nesse processo são: raios gama de alta energia, raios X e elétrons acelerados (radiação ionizante)
 essas radiações não possuem energia suficiente para provocar qualquer reação nuclear no alimento, e não deixam resíduos radiativos. 
Apesar dos tratamentos por calor e irradiação reduzirem a incidência de bactérias e fungos nas rações, 
essas práticas de processamento não apresentam nenhuma proteção residual que poderia prevenir uma nova contaminação

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