RESUMÃO DAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA ADAPTADA
11 pág.

RESUMÃO DAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA ADAPTADA


DisciplinaTeoria e Prática da Educação Física Adaptada271 materiais2.586 seguidores
Pré-visualização6 páginas
EDUCAÇÃO FÍSICA ADAPTADA
ORIGEM 
Cerca de 3 mil anos a.C., em programas denominados Ginástica Médica, na China.
Da ginástica médica à primeira concepção mais clara e consistente de Educação Física adaptada, é adotada na década de 1950.
A partir dai programas foram desenvolvidos com os mais diversos nomes, como: 
DENOMINAÇÕES 
1- Educação Física Corretiva ou Ginástica Corretiva;
2- Educação física Preventiva;
3- Educação física Ortopédica;
4- Educação física reabilitativa e
5- Educação Física Terapêutica. 
Quando a Educação Física Adaptada assume uma identidade essencialmente educativa/pedagógica, outras denominações surgem: 
1- Educação Física Desenvolvimentista;
2- Ginastica Escolar Especial;
3- Educação Física Modificada;
4- Educação Física especial;
5- Educação Física adaptada. 
CONCEITO E DEFINIÇÃO
A Educação Física Adaptada é uma parte da educação física cujos objetivos são o estudo e a intervenção profissional no universo das pessoas que apresentam diferentes e peculiares condições para a prática das atividades físicas.
FOCO 
É o desenvolvimento da cultura corporal de movimento.
Suas atividades estão centradas em:
1- Ginástica;
2- Dança;
3- Jogos;
4- Esporte
5- Conteúdos de qualquer programa de atividade física, devem ser consideradas tendo em vista o potencial de desenvolvimento pessoal (e não a deficiência em si).
PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO
No Brasil a partir da década de 1980 e 1990.
Em 1986 foi realizado o I Simpósio Paulista de Educação Física Adaptada, na Universidade de São Paulo, e nos anos pares subsequentes ao referido este seria o evento que reuniria profissionais e estudantes da área.
Em 1988, foi criado o primeiro curso de especialização em Educação Física Adaptada, em Uberlândia, Minas Gerais. 
Em 1989, ocorre a primeira participação brasileira em um simpósio internacional: Internacional Symposium of Adapted Physical Activity (IFAPA \u2013 www.ifapa.net).
E a partir desta data, a cada ano ímpar, outros profissionais têm comparecido ao ISAPA. Q eu é realizado em diferentes países, participando e apresentando os resultados de estudos produzidos no Brasil.
Em 1991, surge as primeiras ideias sobre a criação de uma sociedade que auxiliasse a congregar os profissionais da área. 
Em 1994, é fundada a Sociedade Brasileira de Atividade Motora Adaptada (SOBAMA).
A partir de 1995, a SOBAMA assumiu a realização bianual dos congressos brasileiros de Atividade Motora Adaptada e investiu na idéia de publicar uma revista cientifica, a Revista SOBAMA. 
Várias outras iniciativas regionais, surge, como:
Simpósio SESC de Atividade Motora Adaptada. Organizado pelo SESC São Carlos. 
2- O Congresso de Atividade Motora Adaptada do Mercosul . Organizado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Contribuindo para a divulgação da Educação Física Adaptada no Brasil, propiciando maior acesso ao conhecimento e favorecendo a ampliação de serviços prestados à comunidade.
Aula 3
DEFICIÊNCIA VISUAL
Embora as pessoas com deficiência visual possuam, em comum, o comprometimento do órgão visual, há outras características que se diferenciam em suas necessidades educacionais especiais.
A singularidade das situações que se apresentam ao professor de Educação Física requer diagnóstico adequado e prescrição individualizada de exercícios e atividades motoras.
Aspectos Conceituais
A deficiência visual é caracterizada pela perda parcial ou total da capacidade visual, em ambos os olhos, levando o indivíduo a uma limitação em seu desempenho habitual.
A avaliação deve ser realizada após a melhor correção óptica ou cirúrgica. 
A terminologia para se referir à pessoa que apresenta deficiência visual tem sido alvo de intermináveis discussões:
1- Deficiente visual;
2- Cego;
3- Portador de deficiência visual;
4- Pessoa com baixa visão;
5- Portador de visão subnormal; 
Avaliação da Deficiência Visual
Baseado em classificações da Organização Mundial de Saúde, foi elaborado o Guide for the evaluation of visual impairment. (Guia para a avaliação da deficiência visual)
De acordo com o documento, o estudo do funcionamento visual pode ser abordado a partir de quatro aspectos:
Dois relativos ao órgão visual e
dois relativos à pessoa.
Aspectos Relativos ao órgão visual
Referem-se a alterações anatômicas e estruturais que levam a mudanças funcionais, desencadeando alterações nas funções visuais.
Aspectos relativos à pessoa
Referem-se a modificações na capacidade de aproveitamento da visão, ou seja, na habilidade visual do indivíduo.
Esses podem gerar consequências em maior ou menor grau de desvantagem social e econômica, conforme as alterações na visão funcional.
Segundo Eichstaedt e Kalakian, o indivíduo leva desvantagem na medida em que a deficiência visual o impede de viver como deseja.
Se o deficiente visual, desejar participar de jogos, alguns esportes ele leva desvantagem, como o voleibol ou o tênis de campo.
Porém, para os que escolher nadar ou jogar futebol, terá maior vantagem. Pois, o voleibol e o tênis ainda não se encontram adaptadas às necessidades de pessoas nessas condições.
Funções visuais
Algumas das funções visuais, são também referência para diferentes tipos de classificação da deficiência visual, tais como: A acuidade visual e o Campo visual.
Essas são medidas quantitativas e padronizadas. Tendo sensibilidade à luz, a sensibilidade ao contraste e a visão para cores. (Binocularidade) 
ACUIDADE VISUAL
Pode ser definida como a capacidade de distinguir detalhes. Esta é tomada a partir da relação entre o tamanho do objeto e a distância onde está situado. 
E para avaliar a acuidade visual, depende de procedimentos básico, onde apresenta uma sequencia de estímulos padronizados progressivamente menores, a partir de distâncias também padronizadas. 
Campo visual
É avaliado a partir da fixação do olhar, quando é determinada a área circundante visível ao mesmo tempo.
O campo visual monocular se estende a aproximadamente 100º lateralmente, 60º superiormente e 75º inferiormente. 
Alterações campimétricas podem levar a hemianopsias (perda da metade do campo visual) e escotomas desencadeando perda visual central ou periférica.
O que é binocularidade
É a capacidade de fusão da imagem proveniente de ambos os olhos em convergência ideal, o que proporciona a noção de profundidade, ou seja, a percepção da relação entre os diferentes objetos e sua disposição no espaço.
A sensibilidade à luz corresponde à capacidade de adaptação frente aos diferentes níveis de luminosidade do ambiente, enquanto a sensibilidade ao contraste consiste na habilidade para discernir pequenas diferenças na luminosidade de superfícies adjacentes.
A visão para cores baseia-se na capacidade de distinguir tons e nuances das cores.
Visão funcional
A avaliação dos aspectos relativos à pessoa leva em consideração a habilidade de o indivíduo conviver com o impedimento visual.
No caso de pessoas com baixa visão, constatou-se que indivíduos com medidas semelhantes nas funções visuais podem apresentar grandes diferenças quanto à visão funcional.
A funcionalidade visual pode ser avaliada pela estimativa de habilidade a partir da avaliação das funções visuais em escalas, em associação à descrição direta da habilidade.
Conhecendo a visão funcional de cada aluno, o professor de Educação Física pode identificar que tipo de estímulo (brilho, cores ou padrões de contraste) é mais eficiente em cada caso; determinar em que região do campo visual esse estímulo deverá ser apresentado; estipular a que distância o educando é capaz de identificar visualmente um objeto estático, ou uma bola em movimento; indicar qual é a luminosidade mais adequada para os ambientes esportivos, de acordo com as diferentes etiologias.
Classificação
Na tentativa de minimizar as desvantagens decorrentes da visão funcional de cada individuo, tem sido estabelecidas algumas categorias