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PREFEITURA DE CONCÓRDIA 
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SISTEMATIZAÇÃO CURRICULAR DA REDE MUNICIPAL DE 
EDUCAÇÃO DE CONCÓRDIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Concórdia, 
2016 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
 
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE CONCÓRDIA 
 
Rua Marechal Deodoro, 1.280, sala 301, Edifício Golden Office 
CEP: 
Centro, Concórdia 
Brasil 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 DGI/DGCI - Divisão de Gestão de Conhecimento e Inovação 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FONTE: Elaborada pelos autores, 2016. 
 
 
Sistematização Curricular da Rede Municipal de 
Concórdia- SC- 2016. 
317 f. 
 
 
 
1. Educação. 2.Objetivos de Aprendizagem. 3. Educação 
Infantil. 4. Anos Iniciais. 5.Anos Finais. 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Educar em três tempos 
 
“Eu educo hoje, com os valores que 
recebi ontem, para as pessoas que são o 
amanhã. Os valores de ontem, os 
conheço. Os de hoje, percebo alguns. 
Dos de amanhã, não sei. Se só uso os de 
hoje, não educo: complico. Se só uso os 
de ontem, não educo: condiciono. Se só 
uso os de amanhã, não educo: faço 
experiências às custas das crianças. Por 
isso, educar é perder sempre sem 
perder-se. Educa quem for capaz de 
fundir ontens, hojes e amanhãs, 
transformando-os num presente onde o 
amor e o livre arbítrio sejam as bases.” 
 
 Arthur da Távola 
 
 
 
 
Chanaisa
Realce
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
SUMÁRIO 
 
APRESENTAÇÃO ........................................................................................................07 
INTRODUÇÃO .............................................................................................................10 
ESCOLAS MUNICIPAIS DO CAMPO ................................................................................................ 14 
EDUCAÇÃO EM TEMPO INTEGRAL ................................................................................................ 17 
EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS ............................................................................................. 19 
EDUCAÇÃO INFANTIL .............................................................................................16 
GRUPO I - CRIANÇAS DE 45 DIAS A 12 MESES ......................................................................................... 16 
GRUPO II - CRIANÇAS DE 1 A 2 ANOS ...................................................................................................... 23 
GRUPO III - CRIANÇAS DE 3 A 4 ANOS ..................................................................................................... 28 
GRUPO IV- CRIANÇAS DE 3 A 4 ANOS ..................................................................................................... 33 
EDUCAÇÃO INFANTIL- PRÉ-ESCOLA .................................................................44 
PRÉ-ESCOLA I ......................................................................................................................................... 44 
PRÉ-ESCOLA II .................................................................................................................................... 54 
ANOS INICIAIS - ENSINO FUNDAMENTAL .........................................................67 
1º ANO ................................................................................................................................................... 67 
2º ANO ................................................................................................................................................... 79 
3º ANO ................................................................................................................................................... 90 
4º ANO ................................................................................................................................................. 102 
5º ANO ................................................................................................................................................. 115 
LITERATURA DRAMATIZADA.............................................................................126 
GRUPO I E II ........................................................................................................................................ 129 
GRUPO III ........................................................................................................................................... 130 
GRUPO IV E PRÉ-ESCOLA I E I ........................................................................................................ 131 
1º ANO ................................................................................................................................................. 133 
2º ANO ................................................................................................................................................. 134 
3º ANO ................................................................................................................................................. 135 
4º ANO ................................................................................................................................................. 137 
5º ANO ................................................................................................................................................. 139 
XADREZ ......................................................................................................................142 
EDUCAÇÃO INFANTIL - PRÉ I ................................................................................................................ 145 
EDUCAÇÃO INFANTIL - PRÉ II ............................................................................................................... 145 
ENSINO FUNDAMENTAL- 1º ANO ........................................................................................................... 145 
ENSINO FUNDAMENTAL- 2º ANO ........................................................................................................... 145 
ENSINO FUNDAMENTAL- 3º ANO ........................................................................................................... 146 
ENSINO FUNDAMENTAL- 4º ANO ........................................................................................................... 146 
ENSINO FUNDAMENTAL- 5º ANO ........................................................................................................... 146 
LÍNGUA ESTRANGEIRA .........................................................................................148 
LÍNGUA ESTRANGEIRA - ESPANHOL ...............................................................148 
PRÉ- ESCOLA I E II ............................................................................................................................ 151 
1º ANO ................................................................................................................................................. 151 
2º ANO .................................................................................................................................................152 
3º ANO ................................................................................................................................................. 153 
4º ANO ................................................................................................................................................. 153 
5º ANO ................................................................................................................................................. 154 
6º ANO ................................................................................................................................................. 155 
7º ANO ................................................................................................................................................. 156 
8º ANO ................................................................................................................................................. 157 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
9º ANO ................................................................................................................................................. 158 
LÍNGUA ESTRANGEIRA - ITALIANO .................................................................161 
PRÉ-ESCOLA ..................................................................................................................................... 162 
1ºANO .................................................................................................................................................. 162 
2º ANO ................................................................................................................................................. 163 
3ºANO .................................................................................................................................................. 163 
4ºANO .................................................................................................................................................. 164 
5ºANO .................................................................................................................................................. 165 
6ºANO .................................................................................................................................................. 166 
7ºANO .................................................................................................................................................. 167 
8ºANO .................................................................................................................................................. 167 
9ºANO .................................................................................................................................................. 168 
EDUCAÇÃO FÍSICA .................................................................................................170 
PRÉ-ESCOLA ..................................................................................................................................... 172 
1º ANO ................................................................................................................................................. 173 
2º ANO ................................................................................................................................................. 174 
3º ANO ................................................................................................................................................. 175 
4º ANO ................................................................................................................................................. 177 
5º ANO ................................................................................................................................................. 179 
6º ANO ................................................................................................................................................. 181 
7º ANO ................................................................................................................................................. 183 
8º ANO ................................................................................................................................................. 186 
9º ANO ................................................................................................................................................. 189 
ARTE ............................................................................................................................193 
1º ANO ................................................................................................................................................. 197 
2º ANO ................................................................................................................................................. 197 
3º ANO ................................................................................................................................................. 198 
4º ANO ................................................................................................................................................. 199 
5º ANO ................................................................................................................................................. 200 
6º ANO ................................................................................................................................................. 201 
7º ANO ................................................................................................................................................. 202 
8º ANO ................................................................................................................................................. 203 
9º ANO ................................................................................................................................................. 204 
LÍNGUA PORTUGUESA ..........................................................................................207 
6º ANO ................................................................................................................................................. 210 
7° ANO ................................................................................................................................................ 213 
8° ANO ................................................................................................................................................ 216 
9º ANO ................................................................................................................................................. 220 
MATEMÁTICA ..........................................................................................................225 
6º ANO ................................................................................................................................................. 227 
7º ANO ................................................................................................................................................. 229 
8º ANO ................................................................................................................................................. 231 
9º ANO ................................................................................................................................................. 234 
CIÊNCIAS DA NATUREZA .....................................................................................237 
6º ANO ................................................................................................................................................. 242 
7º ANO .................................................................................................................................................243 
8º ANO ................................................................................................................................................. 245 
9º ANO ................................................................................................................................................. 246 
CIÊNCIAS HUMANAS: HISTÓRIA........................................................................249 
6º ANO ................................................................................................................................................. 250 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
7º ANO ................................................................................................................................................. 252 
8º ANO ................................................................................................................................................. 254 
9º ANO ................................................................................................................................................. 258 
CIÊNCIAS SOCIAIS – GEOGRAFIA .....................................................................262 
6º ANO ................................................................................................................................................. 265 
7º ANO ................................................................................................................................................. 266 
8º ANO ................................................................................................................................................. 267 
9º ANO ................................................................................................................................................. 268 
CIÊNCIAS SOCIAIS – ENSINO RELIGIOSO .......................................................270 
6º ANO ................................................................................................................................................. 271 
7º ANO ................................................................................................................................................. 272 
8º ANO ................................................................................................................................................. 272 
9º ANO ................................................................................................................................................. 273 
EDUCAÇÃO ESPECIAL ...........................................................................................276 
 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
 
Apresentação 
 
 ato de produzir conhecimento constitui-se num processo contínuo, 
fruto da ação humana nos mais distintos momentos históricos. À 
medida que a humanidade avança reconfiguram-se as concepções e 
as necessidades motivadas pelas diferentes fases de desenvolvimento histórico, político, 
econômico, social e cultural. As mudanças, nessa perspectiva, constituem-se numa 
característica regular na história do homem. Diante disso, podemos dizer que a 
sociedade atual é muito diferente do que há séculos atrás, dos contextos previsíveis e 
duráveis e do conhecimento visto como um produto que se adquire e se conserva para 
toda vida. 
A contemporaneidade é marcada por mudanças constantes e rápidas, pela 
crescente quantidade de informação e pela imprevisibilidade. Essas mudanças têm 
exigido que redirecionemos o olhar sobre nosso campo de atuação, no caso, a educação. 
Tal cenário exige novas formas de pensar e organizar o processo educativo. Isso exige 
que os tempos e os espaços escolares sejam reorganizados, do mesmo modo, faz-se 
necessário avaliarmos e reestruturarmos a proposta curricular a fim de atender as 
demandas sociais atuais. 
Nessa perspectiva, a Secretaria Municipal de Educação de Concórdia (SEMED) 
tem se empenhado em ouvir os professores da rede Pública Municipal de Ensino para 
viabilizar a (re)estruturação da proposta curricular da educação infantil e do ensino 
fundamental, considerando a legislação vigente, sobretudo a Lei de Diretrizes e Bases 
da Educação Nacional- LDBEN 9394/96, Diretrizes Curriculares Nacionais da 
Educação Básica- DCNEB 2013, Parâmetros Curriculares Nacionais- PCNs, Base 
Nacional Comum Curricular- BNCC, versões 1 e 2. 2015/ 2016, Resoluções do 
Conselho Municipal de Educação
1
 e os debates atuais no campo da educação. 
O trabalho de (re)estruturação curricular foi dinamizado de modo que todos os 
profissionais da rede pudessem contribuir no processo de produção do documento. 
Num primeiro momento constituiu-se grupos de comissões eleitos entre seus pares, para 
a sistematização do documento, a partir de seu respectivo ano de atuação e/ou 
disciplina. As comissões reuniram-se sistematicamente para realizar as leituras, estudar 
leis, trocar experiências, reelaborar conceitos e concepções e deste modo (re)elaborar a 
sistematização curricular em vigência (2010). 
 
1
 Fonte: <http://cme.concordia.sc.gov.br/> Acesso em: 17 de jun. 2016. 
O 
Chanaisa
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Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
 
Posterior aos vários encontros de estudo e organização do material, as comissões 
apresentaram o trabalho realizado para os seus pares no Seminário de Sistematização 
realizado em abril de 2016. Este momento, contou com a participação de mais de 800 
profissionais, que atuam em 18 Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) e 30 
unidades escolares. 
Após a realização do Seminário de Sistematização Curricular, vivenciamos um 
período marcado por novos encontros das comissões de sistematização curricular, 
permeados por leituras e discussões, considerando as proposições de seus pares quando 
do Seminário. Assim, a produção desse documento, considerou as discussões 
promovidas pelas comissões e seus pares de modo a contemplar as construções 
elaboradas por esses grupos, sistematizando e adequando os encaminhamentos nos 
encontros realizados na Secretaria Municipal de Educação. 
Assim, o documento que ora apresentamos é resultante de uma série de 
encontros de estudo realizados pelas comissões de professores e o grupo de formação 
continuada da SEMED. Deste modo, o documento sistematiza o trabalho coletivo de 
(re)estruturação curricular, realizado pelos profissionais da rede municipal de educação 
de Concórdia. É fruto de um longo período de estudos (2014 a 2016) e análises dos 
documentos legais atrelados as discussões promovidas pela Base Nacional Comum 
Curricular (BNCC, 2015/ 2016, versões 1 e 2) e pelos debates contemporâneos acerca 
da educação. Essa soma de esforços permitiu a produção desse documento, o qual 
considerou a linha pedagógica norteadora da rede municipal de ensino, o materialismo 
histórico-dialético. 
A opção pela concepção materialista histórico-dialética se ancora nas teses 
construídas pela rede municipal de ensino na I Conferência Municipal de Educação em 
2003, que assinala 
Que a construção do currículo seja orientada e organizada pela 
concepção teórica, metodológica e epistemológica do “materialismo 
histórico dialético” e, pelas concepções de sociedade, escola e homem 
expressas no PPP das Instituições Educacionais, onde as práticas 
educativas tenham como eixo central a intencionalidade da construção 
do processo: ação-reflexão-ação. Isso implica em possibilitar através 
dos conteúdos trabalhados e das relações vividas, que os alunos 
consigam compreender suas vidas, refletir sobre elas e buscar 
coletivamente,nos mais diversos grupos sociais, alternativas de 
mudanças na estrutura social, trabalhando conhecimentos científicos e 
politicamente comprometidos com a construção de uma sociedade 
democrática e da educação pública (Diretrizes da Política Educacional 
da Rede Municipal de Ensino, 2003). 
 
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Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
 
Tais fundamentos explicitam a concepção de homem, sociedade e educação, 
bem como a produção do conhecimento e a educação como construção social de homem 
e sociedade, embasado no método materialista histórico- dialético. 
Deste modo, trabalhamos na perspectiva de um projeto que compreende o 
desenvolvimento histórico dos homens a partir de um processo conflituoso, 
impulsionado pela luta de classes, num cenário amplamente marcado pela contradição 
entre o desenvolvimento das forças produtivas e as relações sociais de produção. Ainda, 
um projeto que compreenda a escola como situada no âmbito destas contradições e 
responsável pelo trabalho com os conhecimentos científicos. Desta forma, a função da 
escola e, consequentemente, dos professores centra-se no conhecimento, no ensinar, 
avaliar, refletir, fazer análises críticas e possibilitar que o processo de ensino e 
aprendizagem se efetive. 
Por certo, por ser uma construção coletiva, os professores terão em mãos um 
documento que vai subsidiar o planejamento pedagógico, tendo em vista a melhoria da 
aprendizagem do aluno, centro de nossas ações educativas. 
Como já mencionamos os textos introdutórios e os quadros sistemáticos de cada 
ano e/ou disciplina apresentados nesse documento é produto do trabalho desenvolvido 
desde o ano de 2014. Diante dessa construção, nesse momento, apresentamos a 
organização do documento. 
Na introdução destacamos, mais uma vez, a forma como foi organizado o 
trabalho de Sistematização Curricular para obtermos o documento que ora 
apresentamos. Na busca por atender as especificidades da rede municipal de ensino 
apontamos as Escolas do Campo, a Educação Integral e a Educação de Jovens e 
Adultos, enquanto modalidades de ensino com particularidades de atendimento. 
Enfatizamos que essas modalidades têm como premissa conteúdos e objetivos de 
aprendizagem da educação regular, no entanto, cabe à unidade educativa considerar e 
preservar pela particularidade de atendimento de cada uma delas. 
Na sequência apresentamos a Educação Infantil, considerando aspectos 
históricos, legislações vigentes, princípios básicos, direitos de aprendizagem, áreas do 
conhecimento e os campos de experiência. A Educação Infantil apresenta-se dividida 
em creche e pré-escola. 
Posteriormente, apresentamos os Anos Iniciais do Ensino Fundamental, com 
seus diversos anos de escolarização. Nesta parte, destacamos aspectos das legislações 
vigentes, os conteúdos e os objetivos de aprendizagem e as possíveis estratégias para o 
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Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
 
processo de ensino e aprendizagem. 
Seguindo apresentamos as disciplinas que são trabalhadas tanto na Educação 
Infantil quanto nos Anos Iniciais e Finais do Ensino Fundamental, como a Literatura 
dramatizada que está contemplada no currículo desde a educação infantil – creche, 
perpassando pela pré-escola e anos iniciais. Seguido pela disciplina de Xadrez, que está 
contemplada no currículo da pré-escola e dos anos iniciais. 
Em seguida apresentamos duas línguas estrangeiras- Espanhol e Italiano, que 
estão contempladas no currículo da pré-escola, anos iniciais e finais. Ressaltamos que 
ambas aparecem no currículo, mas que cada unidade educativa tem prevista em seu 
Projeto Político-Pedagógico apenas uma para compor as disciplinas que fazem parte do 
seu currículo. 
A Educação Física, está contemplada no currículo da pré-escola, anos iniciais e 
finais do ensino fundamental. Seguimos com a disciplina de Artes, sendo está prevista 
no currículo dos anos iniciais e finais. 
As disciplinas de Língua Portuguesa, Matemática, Ciências da Natureza, 
História, Geografia e Ensino Religioso estão presentes nos anos iniciais, atendendo as 
características e especificidades de atuação do professor dessas turmas, no caso, o 
pedagogo. Já para os anos finais, essas disciplinas foram organizadas contemplando as 
características e particularidades dos profissionais licenciados para atuarem com essas 
disciplinas respectivamente. 
E, por últimos apresentamos a Educação Especial, perpassando pela sala de 
recursos multifuncionais, sala de aula comum, atendimento pedagógico domiciliar, além 
das diversas deficiências e formas de atendimento das mesmas, além disso, trata das 
atribuições dos profissionais da educação especial. 
Deste modo, a Sistematização Curricular da rede municipal de ensino de 
Concórdia é o resultado do esforço, dedicação e compromisso de cada profissional que 
se engajou nesse processo de reestruturação. 
Agradecemos, imensamente, cada um desses profissionais que se dispuseram a 
tal trabalho, sem os quais não obteríamos uma proposta articulada, que prese pela 
formação integral dos indivíduos. 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
10 
 
Introdução 
 
 presente documento é fruto de um amplo processo de estudo, 
discussão e negociação entre os professores da rede municipal de 
ensino, constituindo-se em instrumento de gestão pedagógica. 
 A Sistematização Curricular do Município de Concórdia é uma referência para a 
organização do trabalho pedagógico dos espaços educativos. Este documento ancorou-
se na legislação vigente, em discussões contemporâneas sobre a educação e nas 
discussões da Base Nacional Comum Curricular. Considerando esses pressupostos a 
equipe pedagógica, o grupo de formação, os professores e as auxiliares de educação 
infantil da rede municipal de ensino deliberaram acerca dos conhecimentos/conteúdos a 
serem trabalhados em cada ano de escolarização e em cada disciplina, paralelo aos 
objetivos de aprendizagem. A definição dos conteúdos/ conhecimentos a serem 
trabalhados e os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento apontam o que os alunos 
devem ter acesso em seu processo de escolarização. Ao deixarmos claros os 
conhecimentos essenciais que os alunos têm direito a acesso e apropriação durante a sua 
trajetória escolar, desde o seu ingresso na creche até o final do ensino fundamental, 
buscamos a primazia da qualidade educativa. 
Elaborar coletivamente um currículo para a Rede Pública Municipal de Ensino 
de Concórdia tem como principal objetivo definir pressupostos teóricos, 
encaminhamentos metodológicos, conhecimentos/conteúdos, estratégias que se 
constituíram a partir da definição de uma concepção teórica (materialismo histórico-
dialético) que orienta todo o trabalho realizado nas unidades educativas. 
Destacamos que para o andamento de qualquer trabalho educativo, é necessária, 
além das condições físicas e de pessoal, uma proposta pedagógica, cujos princípios 
sustentem a Política de Educação Municipal. Assim, o Município tem como princípio 
uma proposta de Educação Democrática e Cidadã, por entender que a educação pública, 
preceito constitucional de gratuidade e igualdade, deve se estender a todos os alunos, 
indistintamente, respeitando o ser humano a partir da sua individualidade. 
(CONCÓRDIA, 2010, p. 5). 
Diante disso, compreendemos que o homem se faz homem por meio das relações 
que estabelece com os outros homens, com a natureza e com o mundo, sendo estas 
relações mediadas pela linguagem e pelo trabalho. Este processo de interação é fator 
determinante para a constituição do indivíduo como sersocial, histórico e concreto, que 
necessita ser entendido e trabalhado, portanto em todas as suas dimensões: ética, 
O 
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Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
11 
 
política, estética, afetiva, cognitiva, cultural para que o seu processo de 
desenvolvimentos possa de fato se efetivar. 
Nesta perspectiva, cabe-nos refletir sobre quais conhecimentos, quais saberes 
devemos privilegiar, neste momento histórico, no trabalho pedagógico para dar conta do 
desenvolvimento humano integral. Deste modo, faz-se necessário encontrarmos 
caminhos que respeitem o tempo de aprendizagem e a experiência de cada aluno, 
levando-o estabelecer relações entre o conhecimento empírico e o conhecimento 
científico trabalhado pela escola. 
Comungamos da ideia de Saviani (1984) quanto ao trabalho educativo. Para o 
autor 
[...] o trabalho educativo é o ato de produzir, direta e intencionalmente, em 
cada indivíduo singular, a humanidade que é produzida histórica e 
coletivamente pelo conjunto dos homens. Assim, o objeto da educação diz 
respeito, de um lado, à identificação dos elementos culturais que precisam ser 
assimilados pelos indivíduos da espécie humana para que eles se formem 
humanos e, de outro lado e concomitantemente, à descoberta das formas 
mais adequadas para atingir esse objetivo. 
Quanto ao primeiro aspecto (a identificação dos elementos culturais que 
precisam ser assimilados), trata-se de distinguir entre o essencial e o 
acidental, o principal e o secundário, o fundamental e o acessório. Aqui me 
parece de grande importância, em pedagogia, a noção de "clássico". 
O "clássico" não se confunde com o tradicional e também não se opõe, 
necessariamente, ao moderno e muito menos ao atual. O clássico é aquilo que 
se firmou como fundamental, como essencial. Pode, pois, se constituir num 
critério útil para a seleção dos conteúdos do trabalho pedagógico. 
Quanto ao segundo aspecto (a descoberta das formas adequadas de 
desenvolvimento do trabalho pedagógico), trata-se da organização dos meios 
(conteúdos, espaço, tempo e procedimentos) através dos quais, 
progressivamente, cada indivíduo singular realize, na forma da segunda 
natureza, a humanidade produzida historicamente. 
 
Diante dessas considerações, acreditamos que para ser possível a realização de 
um trabalho pedagógico escolar que contemple o desenvolvimento do ser humano 
torna-se imprescindível uma postura docente capaz de articular os conhecimentos, 
buscando nas raízes dos conteúdos a sua história, a sua importância, a sua aplicabilidade 
e as suas inter-relações. 
Neste sentido, a base metodológica para os encaminhamentos dos conteúdos 
selecionados para cada ano e/ou disciplina deve estar pautada no pensar rigoroso, 
reflexivo e articulado dos conhecimentos, rompendo com as metodologias que 
contemplam a reprodução, a cópia, e a fragmentação. 
Os textos produzidos pelos grupos foram apresentados e avaliados no Seminário 
de Sistematização Curricular realizado em abril de 2016, no qual os professores 
puderam refletir e contribuir com sugestões para avançarmos nas discussões do 
currículo. Na sequência, as comissões voltaram a refletir e discutir acerca dos 
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Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
12 
 
encaminhamentos realizados no Seminário, a fim de ajustar o documento em produção. 
Ao concluir o trabalho as comissões enviaram o documento produzido para o grupo de 
formação começar a organizar o material. Ao ter o material organizado foi encaminhada 
a Sistematização Curricular, para apreciação e parecer, ao Conselho Municipal de 
Educação. Com o retorno dado pelo Conselho Municipal de Educação, encaminhamos a 
Sistematização Curricular para as escolas em versão preliminar, com o objetivo de que 
todos os profissionais tivessem conhecimento dessa produção, e pudessem inferir 
novamente na elaboração deste documento. Posteriormente, apresentamos o documento 
para a aprovação em Conferência Municipal de Educação. 
A partir do trabalho organizado, temos expectativas de que a referida 
Sistematização Curricular da rede municipal de ensino de Concórdia possa efetivar um 
trabalho pedagógico com maior unidade, e mobilizar a realização das transformações 
sociais necessárias. 
A elaboração de uma Sistematização Curricular para a Rede Pública Municipal 
de Ensino de Concórdia se justifica pela necessidade de organizarmos teórica e 
metodologicamente o processo de ensino e aprendizagem que confira à direção do 
trabalho pedagógico e a consequente apropriação do conhecimento. Buscamos assegurar 
a efetivação dos objetivos de aprendizagem e desenvolvimento, traçados nesse 
documento, com vistas a potencializar uma educação humanizadora, crítica, integral, 
compreendida nas relações complexas que envolvem o homem e a sociedade, 
juntamente com os profissionais da educação, contribuindo para uma ação docente 
intencional, direcionada de forma criteriosa e consciente. 
Trabalhar com o conhecimento num processo educativo intencional implica em 
reconhecer a objetividade e universalidade do conhecimento; reconhecer o caráter 
histórico deste conhecimento, o tratamento científico do conhecimento na organização 
do currículo e a vinculação dos conteúdos com as exigências teóricas e práticas da 
formação do indivíduo. 
Deste modo, conforme postula Saviani, “o trabalho educativo é o ato de produzir 
direta e intencionalmente em cada indivíduo singular, a humanidade que é produzida 
histórica e coletivamente pelo conjunto dos homens” (SAVIANI, 1995, p.17). 
A seleção dos conhecimentos que se expressa nesse documento, por meio dos 
conteúdos das disciplinas concorrem tanto por fatores ditos externos, como aqueles 
determinados pelo regime sociopolítico, familiar e social, bem como as características 
culturais que envolvem esse universo. 
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Além desses fatores, estão os saberes acadêmicos, trazidos para os currículos 
escolares e neles tomando diferentes formas e abordagens em função de suas 
permanências e transformações. 
Diante disso, faz-se necessário encontrar caminhos que respeitem o tempo de 
aprendizagem e a experiência de vida dos que estão em busca de aperfeiçoamento, além 
de redefinir a lógica que organiza o trabalho docente, a aprendizagem do aluno, a 
participação da comunidade e a utilização do tempo escolar. 
Assim, torna-se imprescindível compreender o processo de desenvolvimento 
intelectual do ser humano, a forma como ele desenvolve as funções psicológicas que 
lhes permitirão integrar-se ao mundo da cultura, do conhecimento elaborado, da 
afetividade, fazendo uso da linguagem, da memória, da atenção voluntária, das 
diferentes percepções, na maioria das vezes, esquecidas em nossa cultura que cultua a 
supremacia da razão. 
Embora se compreendam as disciplinas escolares como indispensáveis no 
processo de socialização e sistematização dos conhecimentos, não se pode conceber 
esses conhecimentos restritos aos limites disciplinares. A valorização e o 
aprofundamento dos conhecimentos organizados nas diferentes disciplinas escolares são 
condição para se estabelecerem as relações interdisciplinares, entendidas como 
necessárias para a compreensão da totalidade. 
Nessa práxis, os professores participam ativamente da constante construção 
curricular e se fundamentam para organizar o trabalho pedagógico a partir dos 
conteúdos estruturantes de sua disciplina. 
Por serem históricos,os conteúdos estruturantes são frutos de uma construção 
que tem sentido social como conhecimento, ou seja, existe uma porção de 
conhecimentos que são produtos da cultura, estes devem ser disponibilizados como 
conteúdo, ao aluno, para que seja apropriado, dominado e usado. 
Dos conteúdos estruturantes organizam-se os conteúdos básicos a serem 
trabalhados em cada ano escolar e em cada disciplina, compostos tanto pelos assuntos 
mais estáveis e permanentes da disciplina quanto pelos que se apresentam em função do 
movimento histórico e das atuais relações sociais. Esses conteúdos, articulados entre si 
e fundamentados nas respectivas orientações teórico-metodológicas, farão parte dessa 
proposta pedagógica curricular das escolas. 
A partir dessa proposta pedagógica curricular, o professor elaborará o seu plano 
de trabalho docente, documento de autoria, vinculado à realidade e as necessidades de 
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suas diferentes turmas e em consonância com o projeto político-pedagógico – 
documento que deve estar vivo nas reflexões que o professor realiza. 
Buscando atender as especificidades da rede municipal de ensino de Concórdia, 
destacamos que as Escolas do Campo, a Educação de Jovens e Adultos e a Educação 
Integral seguirão as premissas traçadas no currículo levando em consideração as 
particularidades de seu atendimento. Seguindo essas premissas, a seguir 
contextualizaremos o atendimento a ser realizado por cada uma dessas modalidades. 
 
ESCOLAS MUNICIPAIS DO CAMPO 
 
As Escolas Municipais do Campo - EMC, são todas àquelas situadas em 
comunidades da zona rural e que são multisseriadas, ou seja, atendem os alunos dos 
anos iniciais do Ensino Fundamental numa mesma turma. Em geral, estão localizadas 
entre 08 e 40 quilômetros de distância do centro da cidade. Nessas escolas o professor é 
responsável pedagógico e administrativo pelo funcionamento da escola como um todo. 
Assim, as Escolas Municipais do Campo - EMC, constitui-se por turmas 
heterogêneas, com idades e níveis diferenciados atendidas juntas. 
Para Rabello & Goldenstein, 
 
As classes multisseriadas, por se caracterizarem pela diversidade e por serem 
heterogêneas, permitem usar este aspecto de modo positivo, buscando, na 
interação e na construção de relações das diferenças, a possibilidade de uma 
cooperação dentro do espaço escolar, com aprendizagens significativas 
(RABELLO & GOLDENSTEIN, 1986). 
 
 
Nessa perspectiva, nas EMCs procura-se valorizar o cotidiano em que a criança 
está inserida, promovendo ações que identifiquem o currículo e as atividades 
desenvolvidas considerando a especificidade do ambiente em que vivem, trabalhando 
conteúdos específicos para esse fim, atrelados aos conteúdos elencados, nesta 
Sistematização Curricular, relativos aos conhecimentos necessários nos anos que os 
alunos estejam. Por terem o número de alunos reduzido em relação à escola regular, as 
EMCs promovem a interação entre os diferentes anos de escolarização, para que haja 
uma aprendizagem mais significativa. 
Nesse sentido, a diversidade das atividades que é possibilitada e a cooperação 
mútua entre as turmas são elementos importantes para o êxito do trabalho pedagógico 
nessas escolas. 
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Para Vygtsky, a função da instituição escolar/cultural é promover a expansão 
da zona de desenvolvimento proximal, responsável diretamente pela aprendizagem 
mediada, assim o autor descreve o conceito de ZDP, como sendo 
 
[...] a distância entre o nível de desenvolvimento real, que se costuma 
determinar através da solução independente de problemas, e o nível de 
desenvolvimento potencial, determinado através da solução de problemas sob 
a orientação de um adulto ou em colaboração com companheiros mais 
capazes (VYGOTSKY, 1994, pg. 112). 
 
 
Assim, a valorização dos saberes vivenciais, considerando a forma com que 
estas crianças aprendem, suas características peculiares e jeitos próprios de ser e de 
viver, faz perceber que eles exigem outras formas de interação e apropriação dos 
saberes, que ainda lhes são estranhos ou distantes. Nesta ótica, é possível dizer que o 
conceito de ZDP acompanha todos os níveis de desenvolvimento escolar, pois sua 
amplitude não está atrelada a ‘idade’, ‘etapa’, mas sim às relações estabelecidas. 
Neste contexto, as classes multisseriadas, caracterizam-se pela continuidade do 
processo pedagógico, sendo enriquecida gradativamente pelas crianças que entram e 
que, ao mesmo tempo, aproveitam a riqueza daquelas que nela já estão (ou, até, das que 
já saíram). Os menores veem os grandes fazer, ler, escrever, medir, comunicar, 
experimentar etc., e isso proporciona uma imagem do que poderão ser quando “forem 
grandes”. Quando uma criança entra numa classe multisseriada no campo, ela não entra 
em um lugar separado de sua vida. Ela entra em um lugar que faz parte do alargamento 
de seus círculos, podendo se construir para participar de forma cada vez mais complexa 
de um grupo, para prosseguir com ele sua própria evolução. Ou seja, há uma dilatação 
progressiva e sem rupturas dos círculos relacionais da criança e a sua construção em um 
ambiente – físico e social – com o qual ela está em estreito contato. 
Ressalte-se que as escolas multisseriadas favorecem a aproximação entre os 
professores e as famílias dos alunos, bem como com os moradores de forma geral e suas 
organizações. As crianças podem aprender em relação com o seu meio, tecendo relações 
fortes e ricas de ensinamentos. 
Pesquisas apontam que caminhos como atividades multidisciplinares, devido à 
interação entre os diferentes níveis, oferecem vantagens pedagógicas, pois desse modo 
as crianças sempre apresentam desempenhos cognitivos superiores aos que mostrariam 
se realizassem as mesmas tarefas individualmente. Nessa perspectiva o MEC, a partir do 
Programa Escola Ativa (2009), também propõe formas alternativas de organização e de 
funcionamento de turmas multisseriadas, assim expresso 
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Que, mesmo que os (as) educandos (as) sejam organizados por série para 
melhor circulação de informações, se trabalhe alternadamente com grupos, 
com todas as séries e entre séries, para que as crianças possam exercitar 
diferentes possibilidades de cooperação, de comparação e de troca de 
experiências e conhecimentos. A presença de uma criança mais experiente 
em contato com crianças menores pode se tornar fonte de aprendizagens 
(SECAD/MEC, 2009, pg.40) 
 
 
Outro fator positivo é a presença da comunidade e das famílias, que estão mais 
próximas das escolas e auxiliam no desenvolvimento das atividades, valorizando o 
trabalho do professor, o que também apresenta reflexo no respeito que as crianças 
demonstram pelos docentes e pelo espaço de convivência. 
Compreende-se que a presença da escola nas comunidades rurais representa a 
vida ativa e intelectual destas, expressa na Proposta Municipal de Educação, quando da 
afirmação “foi necessário pensar uma educação voltada ao filho do pequeno agricultor, 
do agregado, do atingido pela barragem e do operário das agroindústrias, bem como da 
organização das escolas multisseriadas e suas necessidades”. (PROPOSTA DE 
EDUCAÇÃO, 2004, p. 05). 
Quanto à opção pela multisseriação a Secretaria Municipal de Educação, 
também atende aos preceitos contidos na Lei de Diretrizes e Bases (LDB), no que se 
refere à organização dos anos de escolarização.A educação básica poderá organizar-se em séries anuais, períodos semestrais, 
ciclos, alternância regular de períodos de estudos, grupos não seriados, com 
base na idade, na competência e em outros critérios, ou por forma diversa de 
organização, sempre que o interesse do processo de aprendizagem assim o 
recomendar (BRASIL, n° 9394,1996). 
 
 
Ainda, ressaltamos que a Secretaria de Educação ampara-se nos arts. 208 e 210 
da Carta Magna de 1988, que de alguma forma, aponta uma concepção de mundo rural 
enquanto espaço específico, diferenciado e, ao mesmo tempo, integrado no conjunto da 
sociedade. Por sua vez a LDB nº 9.394/96 estabelece que 
 
Art. 28. Na oferta da educação básica para a população rural, os sistemas de 
ensino promoverão as adaptações necessárias à sua adequação, às 
peculiaridades da vida rural e de cada região, especialmente. 
I - conteúdos curriculares e metodologias apropriadas às reais necessidades e 
interesses dos alunos da zona rural; 
II — organização escolar própria, incluindo a adequação do calendário 
escolar as fases do ciclo agrícola e as condições climáticas; 
III — adequação à natureza do trabalho na zona rural. 
 
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Nessa perspectiva, a Sistematização Curricular a partir dos conteúdos e objetivos 
de aprendizagens elencados para os anos iniciais do ensino fundamental, direciona o 
olhar para os processos de ensino e aprendizagem. Deste modo, as EMCs farão as 
adequações necessárias para assegurar o conhecimento a ser trabalhado atrelado as 
especificidades da vida rural, ou seja 
 
[...] trazer para dentro da escola as matrizes pedagógicas ligadas às práticas 
sociais; combinar estudo com trabalho, com cultura, com organização 
coletiva, com postura de transformar o mundo [...] se assim o for, a escola do 
campo será mais que escola, porque com uma identidade própria, mas 
vinculada a processos de formação bem mais amplos, que nem começam nem 
terminam nela mesma, e que também ajudam na tarefa grandiosa de fazer a 
terra ser mais que a terra. (CALDART, 2002, p. 35). 
 
Assim, os conhecimentos a serem trabalhados em cada ano, salienta-se que estes 
devem ser universais para que possam contemplar e equidade prevista na Base Nacional 
Comum Curricular. Compreende-se, assim, que a Escola do Campo é uma modalidade 
que se diferencia da escola regular apenas pela organização do tempo e do espaço, e, 
portanto, os conhecimentos a serem trabalhados estão relacionados aos anos e às 
mesmas áreas do conhecimento de uma escola regular, ressalvadas as adaptações, 
adequações necessárias para atender as peculiaridades do campo. Assim, os 
profissionais deverão buscar em cada ano da Sistematização Curricular os direitos e 
objetivos de aprendizagem que deverão ser considerados em cada etapa da 
escolarização. Ressalta-se que as áreas atendidas pelos professores itinerantes, podem e 
devem buscar as suas especificidades junto as suas áreas de discussão contemplada 
nesta Sistematização Curricular. 
 
EDUCAÇÃO EM TEMPO INTEGRAL 
 
A Educação em Tempo Integral visa atender crianças e adolescentes de 
determinadas regiões em torno de uma proposta pedagógica que responda às 
necessidades básicas dos alunos das escolas públicas municipais. As escolas passam a 
oferecer, além de educação no turno regular, oficinas pedagógicas no turno inverso, 
atendendo os estudantes de forma completa. Além de profissionais capacitados e 
materiais didáticos, cada estudante recebe no mínimo três refeições diárias, garantindo 
melhores condições para o seu aprendizado. O programa é destinado à crianças e 
adolescentes de baixo poder aquisitivo, oportunizando-lhes maior qualidade de ensino, 
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na medida em que são ampliadas as áreas do conhecimento a serem trabalhadas, com 
metodologias diversificadas. 
A essência deste projeto é a permanência da criança e do adolescente na escola, 
assistindo-o integralmente em suas necessidades básicas e educacionais, ampliando o 
aproveitamento escolar, resgatando a autoestima e capacitando-o para atingir 
efetivamente a aprendizagem, sendo alternativa para redução dos índices de evasão, de 
repetência e de distorção idade/série. 
Assim, a Educação em Tempo Integral está o tempo todo ao lado da comunidade 
contando com diversos programas com o objetivo 
 
[...] manter os estudantes com atividades, enquanto os pais buscam o sustento 
da família no mundo do trabalho; educar os alunos para o pleno exercício da 
cidadania, orientando-os para a vida; criar hábitos de estudos, aprofundando 
os conteúdos vivenciados no turno regular; vincular as atividades 
pedagógicas às rotinas diárias de alimentação, higiene, recreação e estudos 
complementares; orientar, com auxílio de profissional competente, pais e 
educandos da importância de cultivar bons hábitos alimentares e de higiene; 
suprir a falta de opções oferecidas pelos pais no campo social, cultural, 
esportivo e tecnológico; desenvolver as habilidades do educando desde o 
cultivo da terra à eletrônica, levando em consideração sua origem ou 
procedência, bem como suas tendências e habilidades; possibilitar aos 
estudantes, oriundos de famílias de baixa renda, ambiente adequado e 
assistência necessária para a realização de suas tarefas; incentivar a 
participação responsável da comunidade, buscando, através do seu 
engajamento no processo educacional, diminuir as desigualdades sociais e, 
consequentemente, reduzir os altos índices de violência; promover ampliação 
e humanização do espaço da sala de aula; adaptar à realidade econômica de 
cada região com a diversificação de culturas, visando à transformação 
qualitativa das estruturas produtivas já existentes (BRASIL, ). 
 
 Visando assegurar esses objetivos, esta Sistematização propõe que as escolas 
considerem os conteúdos e objetivos de aprendizagem elencados para cada ano de 
escolarização e/ou disciplina levando em consideração a especificidade de atendimento, 
adequando e adaptando os conhecimentos de modo assegurar os processos de ensino e 
aprendizagem. Para tanto, essa organização deve estar contemplada nos Projetos 
Político-Pedagógicos de cada unidade educacional, promovendo a ampliação de tempos, 
espaços e oportunidades educativas, de modo que a tarefa de educar seja dividida com 
os pais e a comunidade. 
Além das disciplinas obrigatórias, os estudantes contam também com disciplinas 
eletivas, que são escolhidas de acordo com o objetivo da unidade educacional, estas 
seguiram as premissas traçadas pelo Programa Mais Educação (2008) e também 
deverão estar contempladas no Projeto Político-Pedagógico da escola. 
 
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EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS 
 
 A diversidade, a complexidade e a dinâmica da realidade dos educandos da 
Educação de Jovens e Adultos, exige que o currículo seja de produção de saberes, 
propondo uma concepção mais abrangente do que àquela prevista para o ensino formal, 
relacionado aos saberes e ao conhecimento produzidos historicamente, rompendo com a 
divisão das tarefas e com conhecimentos compartimentados. 
 A partir da concepção de que o homem é um constante ser em transformação, e 
procurando incorporar os diversos aspectos da dimensão humana, o currículo deve 
buscar uma visão global que interprete a complexidade e as contradições da vida social. 
 Nesse sentido, o currículo deve levar em conta a realidade social dos educandos 
comoponto de partida para organização dos conhecimentos, pois a perspectiva 
histórico-dialética permite que os homens se construam nas relações de uns com os 
outros e estes com o mundo. Nessa perspectiva, Freire (2005, p. 100) propõe que o 
papel do educador não é falar sobre a sua visão de mundo, ou tentar impô-la aos 
educandos, mas dialogar com eles sobre uma e outra. O educador deve estar convencido 
de que a visão de mundo do educando, que se manifesta nas várias formas de sua ação, 
reflete a sua situação no mundo, no qual se constitui. 
 A partir da premissa que o homem é partícipe de sua história, é importante 
direcionar o trabalho da EJA através de uma metodologia que leve em conta a realidade, 
visto que, segundo Freire (2005, p. 101) “é na realidade mediatizadora, na consciência 
que dela tenhamos educadores e povo, que iremos buscar o conteúdo programático da 
educação”. Seguindo este pensamento freiriano é fundamental resgatarmos a 
preocupação do autor em buscar na realidade os saberes a serem trabalhados no âmbito 
da sala de aula e, que envolva o mundo do trabalho, cujo cotidiano expressa a forma 
contraditória de organização da sociedade capitalista. 
 Para o educador é fundamental que o conhecimento da realidade seja, de fato, 
compreendido no sentido de evitar falsas interpretações ou visões nebulosas da 
organização social, política e econômica do Brasil e do mundo. É preciso também que 
os jovens e adultos compreendam em que sociedade vivem, e como esta se organiza 
para desnudar a realidade. 
 A realidade da qual se fala é histórica e precisa ser analisada cotidianamente no 
sentido de perceber que os fatores que a interligam são, a priori, desconhecidos, mas 
logo passam a ser desnudados. Para tanto, a conscientização dessa realidade é outro 
elemento para a libertação humana, sendo que o trabalho humanizante não poderá ser 
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20 
 
outro senão o trabalho de desmistificação. Por isso mesmo a conscientização é o olhar 
mais crítico possível da realidade, que a desvela para conhecê-la. 
 Por isso que o trabalho na EJA, o qual envolve os processos educativos devem 
enfrentar a cultura do autoritarismo, da opressão, do silêncio e da exclusão, reagindo a 
tudo o que legitima o domínio de uma pessoa sobre a outra ou, ainda, de um grupo 
social sobre o outro. Só assim é que se estará proporcionando uma educação para a 
emancipação e para a libertação. Como Freire (2005, p. 68) afirma “ninguém educa 
ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo 
mundo”. 
 Andando na mesma direção e tomando outro princípio freiriano, é importante 
retomar, então, a discussão do diálogo como prática da liberdade. Para Freire (2005, p. 
40), 
A construção de relações dialógicas sob os fundamentos da ética universal 
dos seres humanos, enquanto prática especifica humana implica a 
conscientização dos seres humanos, para que possam de fato inserir-se no 
processo histórico como sujeitos fazedores de sua própria história. (FREIRE, 
2005, p.40). 
 
 Todo esse trabalho possui um alicerce maior, qual seja, a Proposta de Educação 
Democrática e Cidadã para Todos, desenvolvida pela Rede Municipal de Educação, 
desde o ano de 2005. Sendo assim, todo trabalho que envolve e se reflete nas bases da 
EJA deve levar em conta as premissas estabelecidas na Proposta. 
 Neste caminho e tomando por base a heterogeneidade que se apresenta, 
invariavelmente, nas turmas e escolas de EJA, torna-se importante nos voltarmos para 
as Diretrizes da Proposta Municipal e, principalmente, para aquela que argumenta sobre 
a construção do currículo. Nela está explícito que 
 
[...] a construção do currículo é orientada pela concepção teórica, 
metodológica e epistemológica do materialismo histórico dialético e as 
concepções expressas no Plano Político Pedagógico – PPP de cada 
instituição, no qual as práticas educativas tenham como eixo central a 
intencionalidade da construção do processo: ação – reflexão – ação. 
(MUNICÍPIO DE CONCÓRDIA, 2004). 
 
Na mesma Proposta e no mesmo viés são estabelecidas diretrizes para a seleção 
de conteúdos e a construção de estratégias de trabalho. Ambas, segundo o documento, 
devem ser orientadas de forma a atender as especificidades do público a ser educado. 
Sob esta perspectiva, 
 
O ponto de partida para seleção, planejamento e construção dos 
conhecimentos necessários à comunidade escolar se dá por um trabalho de 
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pesquisa local, através de investigação qualitativa e reflexão crítica, partindo 
dos sujeitos sociais concretos, de seu mundo de necessidade, de sua cultura, 
lutas, medos e suas diferenças reais (MUNICÍPIO DE CONCÓRDIA, 2004). 
 
 Assim, com relação ao planejamento das aulas, tende-se que se deva pautar nos 
seguintes princípios: valorização da realidade, apresentação do conhecimento científico, 
análises, debates e sistematizações que permitem enredar o conhecimento de senso 
comum dos alunos com o conhecimento científico trabalhado em sala de aula. 
 Freire, base para o trabalho de EJA no Brasil, nos desafia para que todo projeto 
de Educação, que pretende ser libertadora, comece por sua própria coerência 
metodológica, que implica sua postura dialógica como fundamento primordial do 
processo libertador. O desafio freiriano é a construção de novos saberes a partir da 
situação dialógica que provoca a interação e a partilha de mundos diferentes, mas que 
comungam do sonho e da esperança de juntos construirmos “gente mais gente”. 
Ainda tratando-se dos conhecimentos a serem trabalhados em cada ano e 
disciplina, salienta-se que estes devem ser universais para que possam contemplar a 
equidade já prevista na Lei de Diretrizes e Bases, nas Diretrizes Curriculares e na Base 
Nacional Comum Curricular. Compreende-se assim que a EJA legislada pela Resolução 
06/2012 é uma modalidade que se diferencia do ensino regular apenas pela organização 
do tempo e do espaço, e, portanto, os conhecimentos a serem trabalhados neste 
momento, estão relacionados aos anos e às mesmas áreas do conhecimento principiadas 
pelo ensino regular, considerando as premissas apontadas anteriormente. Assim, os 
profissionais da EJA deverão buscar em cada ano e especificidade da organização da 
Sistematização Curricular Municipal, os direitos e objetivos de aprendizagem que 
precisam ser assegurados em cada etapa desta modalidade de escolarização. 
 
 
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EDUCAÇÃO INFANTIL 
CRECHE E PRÉ-ESCOLA 
 
O termo ‘Educação Infantil’ para crianças de zero a cinco anos, como política 
educacional no país, é um tema relativamente novo, se destacou na sociedade 
contemporânea a partir da Constituição Federal do Brasil de 1988, a qual reconheceu o 
direito à educação básica e atribuiu ao Estado a obrigação da oferta e garantia do 
processo pedagógico para crianças nesta faixa etária. 
Porém, o sentimento da sociedade em relação à infância nem sempre se 
constituiu dessa maneira, segundo Aries (1981) esse sentimento surgiu no final do 
século XVI e principalmente no século XVII, conhecidos ‘paparicação’ e 
‘moralização’. A ‘paparicação’ caracteriza-se pelo olhar diferenciado da família em 
relação a criança, em que a mesma passa a ganhar significado e importância para a 
constituição familiar, quando surge o apego e a preocupação. Referente a ‘moralização’ 
teve seu inicio, impulsionada pelos moralistas da época, em sua maioria religiosos,entendia-se que não haveria necessidade de tratar a criança diferentemente dos adultos, 
uma vez que as crianças não eram reconhecidas em suas especificidades. 
Para Kramer (1982) o sentimento em detrimento da infância, surge junto com a 
sociedade capitalista, urbano industrial, e na medida em que a sociedade se transforma, 
também mudam as inserções sociais, a autora reforça que “Se na sociedade feudal, a 
criança exercia um papel produtivo direto (“de adulto”) assim que ultrapassava o 
período de alta mortalidade, na sociedade burguesa ela passa a ser alguém que precisa 
ser cuidada, escolarizada e preparada para uma ação futura. Este conceito de infância é, 
pois, determinado historicamente pela modificação das formas de organização da 
sociedade ( p. 19). 
Quando reportamo-nos à construção histórica do sentimento de infância, é 
possível perceber a criança como sujeito de direitos no Brasil, a partir da Constituição 
Federal de 1988, em que o autor Kuhlmann Junior (1998, p. 32) ressalta que 
 
Pensar a criança na história significa considerá-la como sujeito histórico, e 
isso requer compreender o que se entende por sujeito histórico. Para tanto, é 
importante perceber que as crianças concretas, na sua materialidade, no seu 
nascer, no seu viver ou morrer, expressam a inevitabilidade da história e nela 
se fazem presentes, nos seus mais diversos momentos. 
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De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais (2013), um olhar 
diferenciado à infância iniciou na década de 1950, a partir de movimentos nacionais e 
internacionais, provocando discussões e encaminhamentos em relação ao assunto, o que 
suscitou em 1959 a Declaração Universal dos Direitos da Criança e do Adolescente. 
Essa ação serviu de subsídio para que, em 1988, fosse instituído no Artigo 227, da 
Constituição Federal o direito da criança. 
Dois anos depois, por meio da Lei 8.069/90, o Estatuto da Criança e do 
Adolescente foi implementado, a fim de regulamentar e garantir os direitos básicos de 
todas as crianças e adolescentes em âmbito nacional. Em 1996, a Lei de Diretrizes e 
Bases nº 9.394/96, estabelece a educação infantil como primeira etapa da educação 
básica, de modo a assegurar o caráter educativo para a primeira infância. Tendo como 
finalidade o desenvolvimento integral da criança de zero a cinco anos de idade em seus 
aspectos físico, afetivo, intelectual, linguístico e social, complementando a ação da 
família e da comunidade. Desse modo, o processo educacional tem por objetivo 
desenvolver o educando, assegurando-lhe a formação integral, indispensável para o 
exercício da cidadania, fornecendo-lhe meios para progredir em suas ações futuras. 
Nos anos posteriores, demais documentos permearam pela educação nacional 
com vistas a organização de políticas públicas e a estruturação do currículo para esta 
etapa educacional. Nesse sentido, menciona-se os Referenciais Curriculares Nacionais 
para a Educação Infantil (1998), Plano Nacional de Educação (2001/2014), Plano 
Municipal de Educação (2008-2018) e Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação 
Infantil (2009/2013), sendo que tais documentos compõem parte da legislação vigente 
que estabelece normas e diretrizes para as processo educacional referente à criança. 
As Diretrizes Curriculares da Educação Infantil (DCNEI)- Resolução CNE/CEB 
n° 05/09, em relação ao currículo em seu artigo 3º, estabelece que o mesmo acontece na 
“[...] articulação dos saberes e das experiências das crianças com o conjunto de 
conhecimento já sistematizados pela humanidade, ou seja, os patrimônios cultural, 
artístico, ambiental, cientifico e tecnológico [...] ”. Ou seja, a partir das experiências das 
crianças, torna-se possível aproximar o conhecimento sistematizado, dos saberes 
expressos na vida cotidiana, por meio das práticas pedagógicas realizadas nas ações da 
brincadeira e da interação social. 
O referido documento no Art. 4º estabelece que 
 
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18 
 
As propostas pedagógicas da Educação Infantil deverão considerar que a 
criança, centro do planejamento curricular, é sujeito histórico e de direitos 
que, nas interações, relações e práticas cotidianas que vivencia, constrói sua 
identidade pessoal e coletiva, brinca, imagina, fantasia, deseja, aprende, 
observa, experimenta, narra, questiona e constrói sentidos sobre a natureza e 
a sociedade, produzindo cultura (DCNEI, 2009). 
 
Nesse sentido, as diretrizes apontam para o direito de as crianças terem acesso a 
processos de apropriação, de renovação e de articulação de saberes e conhecimentos, 
como requisito para a formação humana, para a participação social e para a cidadania. 
Além disso, em ação complementar, com as famílias, a comunidade e o poder 
público, é imprescindível assegurar o direito das crianças à proteção, saúde, liberdade, 
confiança, respeito, dignidade, cultura, artes, brincadeira, convivência e a interação com 
outros/as meninos/as, levando sempre em conta os princípios éticos, políticos e 
estéticos. 
Os conceitos estabelecidos pela Sistematização Curricular da rede de Ensino do 
Município de Concórdia-SC, servem para nortear o trabalho pedagógico do profissional 
de educação infantil, sendo que não devem ser considerados conclusos, e sim ponto de 
partida, priorizando o cuidar e o educar, como ação indissociável no processo de 
aquisição do conhecimento. Ressalta-se que a Educação Infantil creche e pré-escolar 
deve garantir os direitos de aprendizagem para que as crianças aprendam a conviver, 
brincar, participar explorar, comunicar e conhecer-se. 
Para atender esses direitos de aprendizagem, o currículo para a Educação Infantil 
Creche e Pré-escola na rede municipal, foi elaborado primeiramente partindo das 
discussões iniciadas em 2005, quando resultou na Sistematização Curricular-2010. Em 
um segundo momento foi articulado com a Legislação vigente, dentre elas as Diretrizes 
Curriculares Nacionais da Educação Básica/2013, e o Documento Preliminar da Base 
Nacional Curricular Comum nas versões de 2015/2016, que aponta seis conceitos 
fundamentais para o trabalho educacional com as crianças da educação infantil creche e 
pré-escola, sendo eles 
 
CONVIVER e fruir das manifestações artísticas e culturais da sua 
comunidade e de outras culturas – artes plásticas, música, dança, teatro, 
cinema, folguedos e festas populares - ampliando a sua sensibilidade, 
desenvolvendo senso estético, empatia e respeito as diferentes culturas e 
identidades. BRINCAR com diferentes sons, ritmos, formas, cores, texturas, 
objetos, materiais, construindo cenários e indumentárias para brincadeiras de 
faz de conta, encenações ou para festas tradicionais, enriquecendo seu 
repertorio e desenvolvendo seu senso estético. PARTICIPAR de decisões e 
ações relativas a organização do ambiente (tanto no cotidiano como na 
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preparação de eventos especiais), a definição de temas e a escolha de 
materiais a serem usados em atividades lúdicas e teatrais, entrando em 
contato com manifestações do patrimônio cultural, artístico e tecnológico, 
apropriando se de diferentes linguagens. EXPLORAR variadas possibilidades 
de usos e combinações de materiais substancias, objetos e recursos 
tecnológicos para criar e recriar danças, artes visuais, encenações teatrais, 
musicas, escritas e mapas, apropriando-se de diferentes manifestações 
artísticas e culturais. EXPRESSAR, com criatividade e responsabilidade, 
suas emoções, sentimentos, necessidades e ideias brincando,cantando, 
dançando, esculpindo, desenhando, encenando, compreendendo e usufruindo 
o que e comunicado pelos demais colegas e pelos adultos. CONHECER-SE, 
no contato criativo com manifestações artísticas e culturais locais e de outras 
comunidades, identificando e valorizando o seu pertencimento etnicoracial, 
de gênero e de crença religiosa, desenvolvendo sua sensibilidade, 
criatividade, gosto pessoal e modo peculiar de expressão por meio do teatro, 
musica, dança, desenho e imagens. 
 
Os conceitos apresentados pelo documento preliminar da BNCC-2015/2016, 
apontam para um conjunto de princípios voltados à proposta pedagógica deste nível de 
ensino. Tais elementos devem ser considerados como ponto de partida para o processo 
ensino aprendizagem de crianças, de modo que a ação do profissional de educação 
infantil deverá estar voltada a considerar as experiências infantis, aportadas no lúdico, 
por meio de brincadeiras, da interação e da participação no sistema educacional. De 
modo a contribuir para que as crianças possam constituir seus saberes, articulados com 
os conhecimentos adquiridos ao longo do processo educativo. 
Desse modo, torna-se essencial para a reorganização da Sistematização 
Curricular, assinalar sobre o processo de avaliação na educação infantil uma vez que a 
Lei de Diretrizes e Bases nº 9.394 em seu Art. 31, estabelece que: “Na educação infantil 
a avaliação far-se-á mediante acompanhamento e registro de seu desenvolvimento, sem 
objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental” (BRASIL, 1996). 
As reflexões acerca da avaliação na educação infantil tem ganhado destaque em meio 
aos professores da área, observando o contexto da legislação, entende-se que essa 
avaliação deve estar atrelada com as experiências vivenciadas pela criança, analisada e 
registrada pelo professor. 
Quanto ao ‘acompanhamento e registro do desenvolvimento da criança’ 
mencionados no documento, compreende-se que ambos devem estar organizados de 
acordo com o planejamento do professor, devendo este conhecer acerca do 
desenvolvimento infantil, compreendendo as necessidades e os avanços de cada criança. 
Nesse sentido, a atuação do professor, consiste em ser o mediador, ou, utilizar-se de 
instrumentos em que propiciará condições para que a criança alcance a intenção 
planejada. A esse processo Vygotski (1998) denomina de Zona de Desenvolvimento 
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Real - ZDR (aquilo que a criança já conhece) Zona de Desenvolvimento Proximal-ZDP 
(a intencionalidade do professor). 
A segunda parte do Artigo 31, da LDB/1996 cita, ‘sem objetivo de promoção, 
mesmo para o acesso ao ensino fundamental’, desse modo compreende-se que a 
avaliação não é um fim, e sim um meio pelo qual se deseja algo. Assim, torna 
necessário discutir e realizar reflexões acerca da avaliação na educação infantil. Pode-se 
analisar, partindo de questões que subsidiarão o professor, quais sejam: qual o 
instrumento adequado para a avaliação, os relatórios, portfólios, fichas ou cadernos? 
Com que frequência o professor deve efetuar registros, diariamente, semanalmente, 
mensalmente, ao final do semestre? Quanto aos pais e ou responsáveis, em que 
momentos devem ser chamados pela equipe pedagógica para participar do processo? 
Quem ou o quê devem estar direcionados a avaliação; aos professores, à instituição, aos 
pais/responsáveis? E quanto a linguagem escrita/falada, o que deve ser considerado 
como adequando para cumprir com esses objetivos? 
A fim de responder a tais questionamentos, recorre-se ao estudo realizado por 
Hoffmann (1996), quando a autora reporta a avaliação na educação infantil em sua 
totalidade, bem como, apresenta para reflexão propostas avaliativas que surgem durante 
o processo de ensino aprendizagem para esta etapa da educação. 
Segundo Kramer (1989), a avaliação não compreende com exclusividade 
somente as crianças inseridas nos espaços escolares, e sim todos são objetos e sujeitos 
da avaliação, professores, diretores, crianças, pais e ou responsáveis. A autora reforça 
que a forma “clássica” de avaliar, partindo do principio de encontrar “erros” e 
“culpados”, deve ser substituída por um movimento capaz de apresentar subsídios de 
ordem crítica, a fim de contribuir de um lado para a melhoria do trabalho na unidade 
educativa, e de outro, possibilita a compreensão do sentido da avaliação para a 
comunidade escolar. 
Ao referir sobre os instrumentos a serem utilizados para a avaliação, 
Abramovicz e Wajskop (1999), orientam os professores de educação infantil, adotarem 
um método de construção de relatório individual ou em grupo. Por entenderem que o 
processo de educar faz parte de uma elaboração histórica, responsáveis por promover 
transformações nas ações, de modo a (re) significar sentidos e registrá-los. Assim, 
sugerem a utilização de diários para que o registro escrito ocorra, em um momento 
posterior esses registros servirão ao professor para a reflexão e revisão tanto em seu 
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planejamento, como da instituição educativa. Compreende-se que o processo de 
avaliação na educação infantil, dar-se-a mediante à: a) Planejamento educacional; b) 
Observação; c) Registro. 
 
Planejamento educacional 
A prática educativa do professor de educação infantil, conforme Saviani (2007), 
deve ter como eixo central a intencionalidade da construção do processo: ação- 
reflexão-ação, utilizando o lúdico como elemento fundamental durante o processo 
educativo, entendendo que a infância deve ser respeitada pelo adulto. Torna-se 
fundamental que no decorrer desse processo em que a criança tenha acesso e lhe sejam 
proporcionadas condições para que as ações educativas ocorram de maneira lúdica, 
respeitando o desenvolvimento da criança. 
A ação planejada do professor, partindo do estudo da realidade da criança, 
propiciará elementos necessários para a formação integral. Torna-se fundamental 
também o profissional avaliar como ocorreu esse processo e se conseguiu alcançar os 
objetivos propostos em seu planejamento 
Outro fator a ser constatado, trata do entendimento das famílias sobre a 
avaliação, uma vez que a educação infantil da atualidade tem seu caráter pedagógico, e 
não mais puramente assistencial. Nesse sentido, Hoffmann (1996) delimita alguns 
pressupostos básicos para o tema neste nível de ensino, sendo: 
 
a) Uma proposta pedagógica que vise levar em conta a diversidade de 
interesse e possibilidade de exploração do mundo pela criança, respeitando a 
sua própria identidade sociocultural e proporcionando-lhe um ambiente 
interativo, rico em materiais e situações experienciadas; b) um professor 
curioso e investigador do mundo da criança, agindo como mediador de suas 
conquistas, no sentido de apoiá-la, acompanhá-la e favorecer-lhe novos 
desafios; c) um processo avaliativo permanente de observação, registro e 
reflexão acerca do pensamento das crianças, de suas diferenças culturais e de 
desenvolvimento, embasador do repensar sobre o fazer pedagógico. (p.19) 
 
A autora menciona a importância de não tornar o processo de avaliação como 
meramente burocrático, pelo contrário, o processo deve possibilitar ao professor 
possibilidades de elencar as informações acerca da formação da criança, ressignificando 
a prática educativa, contemplando o contexto ao qual ela encontra-se inserida, sua 
realidade, seus avanços e dificuldades que surgiram ao longo da ação pedagógica. O 
planejamento educacional na educação infantil se constitui comoum instrumento de 
reflexão sobre a aquisição do conhecimento de maneira lúdica, em que a avaliação 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
22 
 
inserida neste processo, torna-se um elemento essencial, tanto na observação e analise 
referente ao desenvolvimento da criança, como do sistema educacional incluindo a 
instituição, a proposta pedagógica e a participação da família. 
 
Observação 
 A observação da criança nos espaços educativos tem por objetivo aportar os 
profissionais desse nível de ensino, em relação ao desenvolvimento integral da criança, 
bem como subsidiar os registros, sejam estes organizados em portifólios, fichas ou 
relatórios. Dar-se-á em todos os momentos, desde a chegada da criança na unidade 
educativa diariamente, até a sua retirada. Para tanto, torna-se imprescindível ao 
profissional da educação infantil planejar considerando elementos substanciais, dentre 
eles: a) o desenvolvimento da criança, considerando os princípios éticos, políticos e 
estéticos. c) os avanços da criança em relação à intencionalidade do professor; b) a 
Proposta Pedagógica da rede e da Unidade educativa. 
Segundo Dahlberg, Moss e Pense (2003, p. 192), apresentam a observação como 
documento pedagógico, e salientam como os enfoques podem ser diferentes, 
dependendo do ponto de intencionalidade do professor: “[...] a “observação da criança” 
diz respeito principalmente à avaliação do fato de ela estar adaptada a um conjunto de 
padrões. A “documentação pedagógica”.diz respeito principalmente à tentativa de 
enxergar e entender o que está acontecendo do trabalho pedagógico e o que a criança é 
capaz de fazer sem qualquer estrutura predeterminada de expectativa e normas.” 
Desse modo a observação pedagógica assume um papel fundamental e pode ser 
registrada, já a documentação selecionada para os registros, é uma construção social, 
determinada pelo processo e o conteúdo. Os autores Dahlberg, Moss e Pense (2003), 
definem o conteúdo como sendo : “ [...] o material que registra o que as crianças estão 
dizendo e fazendo, é o trabalho das crianças e a maneira como o pedagogo se relaciona 
com elas e o seu trabalho”. Já o processo “[...] envolve o uso desse material como um 
meio para refletir sobre o trabalho pedagógico e fazê-lo de uma maneira muito rigorosa, 
metódica e democrática” (p. 194). 
Frente a isso, o planejamento articulado possibilita ao professor condições de 
modo a considerar os avanços e as dificuldades apresentadas, sob a ótica da criança, da 
equipe pedagógica, e por outro ângulo, das famílias-pais/e ou responsáveis. Assim, por 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
23 
 
meio da observação sistematizada, torna-se possível estruturar o planejamento no 
sentido de tornar efetivo o processo de ensino e aprendizagem. 
 
Registros 
A avaliação na educação infantil por ser descritiva, exige que os professores se 
atentem a escolha dos instrumentos avaliativos. Os instrumentos frequentemente 
utilizados são conhecidos como os portfólios/dossiês e ou relatórios, uma vez que 
oportunizam aos professores maior visibilidade do processo ensino e aprendizagem, 
tanto sob o ponto de vista do acompanhamento em relação ao desenvolvimento integral 
da criança, bem como do planejamento e atuação do próprio professor. 
Para Barbosa (2004) os registros, são de suma importância no sentido de anotar 
as situações, as experiências, os avanços e as dificuldades do grupo, ou seja, direciona, 
o trabalho pedagógico, a partir dos registros realizados pelo professor, torna-se a 
memória da atuação pedagógica da turma, bem como institui-se para o planejamento e 
avaliação do trabalho pedagógico. 
A frequência para os registros deve-se ser analisada e estabelecida pelo 
professor, e realizada nas ocasiões em que este entender necessário, aproveitando a 
essência da criança em seu desenvolvimento. Ou seja, não há regras estabelecidas para 
que o educador possa efetuar registros. A tarefa de avaliar, de acordo com Ciasca e 
Mendes (2009, p. 293) não deve possuir somente o enfoque burocrático, e sim se 
transforma em instrumento de formação teórica que oferece condições de analisar o que 
acontece com a criança, por meio da observação sistematizada. 
Outro fator importante a ser considerado, é a presença da família ou dos 
responsáveis legais pela criança, referente ao processo pedagógico, cabe à instituição 
juntamente com a equipe pedagógica, desenvolver ações pedagógicas em conjunto com 
a família e responsáveis legais de modo avaliar os avanços e as dificuldades 
apresentadas pela criança, pelas famílias, e também da instituição de ensino, por meio 
da equipe pedagógica. 
Nesse sentido, a instituição de educação infantil como primeiro espaço de 
educação fora do contexto familiar, deve assumir sua responsabilidade na educação 
coletiva das crianças complementando a ação da família, promovendo a igualdade de 
oportunidades, a fim de tornar os ambientes espaços privilegiados de convivência, de 
construção de identidades e de ampliação de saberes e conhecimentos de diferentes 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
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naturezas. Corrobora com estes pressupostos o apontamento realizado pelo educador 
Paulo Freire quando escreve: “Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as 
possibilidades para sua produção ou a sua construção” (1996, p. 25). 
De modo a oferecer para as crianças, condições e recursos construídos 
culturamente ao longo da história, para que usufruam de seus direitos civis, humanos e 
sociais, bem como possam se manifestar e ver essas manifestações acolhidas, na 
condição de sujeitos de direitos; produzindo novas formas de sociabilidade e de 
subjetividades comprometendo-se com a cidadania, com a dignidade do ser humano, 
com o reconhecimento da necessidade de defesa do meio ambiente e com o rompimento 
de relações de dominação etária, socioeconômica, étnico-racial, de gênero, regional, 
linguística e religiosa que ainda marcam nossa sociedade. 
O documento que se apresenta, é o reflexo das discussões e encaminhamentos 
realizados pelas comissões dos profissionais da Educação Infantil que atuaram 
juntamente com professores da rede, durante o período de elaboração, discussão e 
reorganização curricular, nas unidades escolares e Centros Municipais de Educação 
Infantil - CMEI’s no período de 2015/2016, fruto de uma continuidade do trabalho. 
A Sistematização Curricular para a educação infantil – Creche e Pré - Escola 
encontra-se estruturada em: Quadro da Estrutura Organizacional; Eixos; Conteúdos e 
Objetivos de Aprendizagem, previamente definidos para o grupo/faixa etária da 
educação infantil–Creche e Educação Infantil Pré-Escolar I e II. Na sequencia 
apresentam-se as estratégias e ao final de cada Grupo/faixa etária, expõe-se as 
referências bibliográficas. 
 
Fonte: Elaborado pelas autoras a partir do Documento Preliminar da BNCC (2016). 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
25 
 
REFERÊNCIAS 
ABRAMOVICZ, A.; WAJSKOP, G. Educação infantil: creches, atividades para 
crianças de zero a seis anos. 2. ed. São Paulo: Moderna, 1999. 
 
BARBOSA, M.; HORN, M. G. S. Organização do espaço e do tempo na escola 
infantil. In: CRAIDY, M. C.; KAERCHER, G. E. P. da S. Educação infantil: pra que te 
quero? Porto Alegre: Artmed, 2004. 
 
BRASIL. LDB Diretrizes e Bases da educação Nacional. Disponível em: 
http://presrepublica.jusbrasil.com.br/legislacao/129047/lei-de-diretrizes-e-base-de-
1961-lei-4024-61. Acesso em 26 de janeiro de 2016 . 
 
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretrizes 
Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. Brasília, 2009.BRASIL, Base Nacional Comum Curricular – BNCC- Documento Preliminar, 
versões 1 e 2. Brasília, 2015/ 2016. 
 
CIASCA, M. I.: MENDES, D. L. Estudos de avaliação na educação infantil. Est. 
Aval. Educ., São Paulo, v. 20, n. 43, maio/ago. 2009. 
CONCÓRDIA-SC. Prefeitura Municipal. Secretaria de Educação 
Sistematização Curricular da Rede Municipal de Concórdia-SC. – 2. ed. – 
Concórdia-SC : Progressiva, 2010 
 
DAHLBERG, G.; MOSS, P.; PENCE, A. Qualidade na educação da primeira 
infância: perspectivas pós-modernas. Porto Alegre: Artmed, 2003. 
 
HOFFMANN, J. Avaliação na pré-escola: um olhar sensível e reflexivo sobre a 
criança. 8. ed. Porto Alegre: Mediação, 1996. 
KRAMER, S. A Política do pré-escolar no Brasil: a arte do disfarce. Rio de Janeiro: 
Achiamé, 1989. 
KUHLMANN JR, Moysés. Infância e educação infantil: uma abordagem histórica. 
Porto Alegre: Mediação, 1998. 
 
SAVIANI, D. Educação: do senso comum à consciência filosófica. São Paulo, 
Cortez/Autores Associados, 1944. Dermeval Saviani.-17.ed. revista - Campinas, SP: 
Autores Associados, 2007.- (Coleção educação contemporânea). 
 
VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos 
psicológicos superiores. 6. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998a. 191p. 
 
 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
16 
 
EDUCAÇÃO INFANTIL – CRECHE 
Grupo I - Crianças de 45 dias a 12 meses 
 
O trabalho em educação infantil se tornará efetivo se a criança for vista e 
considerada como sujeito de sua história, assim o processo de aprendizagem será 
significativo, uma vez que durante o desenvolvimento infantil considera-se os aspectos 
determinantes, sejam estes culturais, sociais, psicológicos ou orgânicos. 
Para desenvolvermos com os bebês um trabalho educativo coerente entre cuidar 
e educar, considerando que este deve ser o eixo principal quando se fala em educação 
infantil-creche, não podemos deixar de oportunizar as crianças o desenvolvimento da 
sua autonomia. Conceito este que precisa e deve ser estimulado no dia a dia, nos 
pequenos gestos e ações em que envolvem a criança e o adulto. Para tanto, observa-se e 
considera-se alguns aspectos importantes do grupo em questão como: idade, 
necessidades que apresentam, realidade social e cultural. 
Após a realização do diagnóstico da turma, o educador/mediador possui 
subsídios para planejar e organizar o seu trabalho, criando situações de aprendizagem 
nas quais as crianças, possam experimentar, testar e ousar, buscando em um ambiente 
estimulador e desafiador, de modo a proporcionar a interação criança- ambiente- adulto, 
e que esta interação seja um elemento determinante para o processo de desenvolvimento 
de ambos. 
O professor deve pensar o seu trabalho de maneira reflexiva, voltado a suprir as 
necessidades apresentadas, bem como propiciar a ampliação do conhecimento dos 
bebês, interagindo de maneira recíproca nesse processo. Outro ponto essencial a ser 
considerado, refere-se integrar a rotina como atividade educativa, ou seja, utilizar-se 
desses momentos, como elemento funcional e colaborador no processo ensino 
aprendizagem. 
Sob esta ótica, o trabalho educativo se efetiva no olhar e agir globalizado sobre 
os bebês, a fase do desenvolvimento em que se encontram sua identidade, suas 
necessidades, suas possibilidades de aprendizado, num constante buscar, fazer, avaliar e 
refazer. Buscando agregar tempo e espaço visando um crescimento coletivo. 
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16 
 
LINGUAGEM /ESCUTA, FALA, PENSAMENTO, SONS, CORES E IMAGENS 
 
O ser humano é um ser histórico e social por natureza, ou seja, faz parte da sua 
identidade a necessidade de comunicar-se para poder viver em grupo estabelecendo 
trocas de informações. Neste contexto a linguagem pode ser definida como a capacidade 
de comunicar-se com o outro, de transmitir algo a alguém, seja de maneira, oral, escrita, 
desenhada, gesticulada, enfim da forma com que cada um consiga fazer-se entender. 
Além de possibilitar uma convivência social, a linguagem cria e desperta emoções, 
sentimentos e memórias. No caso dos bebês um dos primeiros aspectos a aparecer é o 
choro. A linguagem como característica tipicamente humana, caracteriza-se pela criança 
conseguir articular o seu pensamento com o repertório de palavras constituídas ao longo 
da história. Sendo assim para que este recurso se desenvolva precisa ser estimulado, 
através do ouvir, imitar, repetir, experimentar para que tenha significação e se efetive 
como conceito. 
Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem 
L
in
g
u
a
g
em
 
Oralidade 
 Criar condições para que a criança seja capaz de estabelecer 
relação entre seu pensamento e a linguagem. 
 Viabilizar para que a criança consiga identificar características 
que os objetos e pessoas possuem para poder falar deles. 
 Possibilitar que - a criança consiga produzir comunicação 
expressiva, através da linguagem ampliando seu repertório e 
criando seu próprio discurso. 
 Estabelecer condições para que a criança conheça e distinga sons, 
vozes e barulhos a sua volta, bem como a diferenciação de tons 
como alto e baixo entre outros. 
Dramatização 
 Possibilitar para que - a criança perceba o seu corpo como parte 
do meio e como instrumento de comunicação e ação/movimento, 
expressando assim seus sentimentos e emoções. 
 Criar condições para a criança consiga usar seu corpo como 
instrumento e recurso de comunicação, integração bem como 
ação/movimento sobre o meio físico e social. 
 Possibilitar para que a criança seja capaz de observar, memorizar, 
imitar e produzir sons e ideias através do seu corpo, e dos recursos 
que o mesmo dispõe. 
 Estabelecer condições para que a criança consiga usar o seu 
corpo como elemento de posicionamento social, movimentando-se 
e explorando o espaço, agindo sobre o mesmo. 
Musicalidade 
 Viabilizar para que a criança tenha - contato com diferentes, 
ruídos, ambientes, sons, músicas- e instrumentos musicais. 
 Possibilitar para que - as crianças possam experimentar, testar e 
produzir sons brincando. 
 Criar condições para que as crianças conheçam e estabeleçam 
relações com a diversidade de gêneros, ritmos e culturas musicais. 
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17 
 
 Propiciar para que - a criança desenvolva - gosto pela música 
usufruindo de seus benefícios. 
 Utilizar a música como instrumento facilitador do processo 
ensino aprendizagem explorando seus recursos e contribuições. 
 Possibilitar para que a criança tenha condições de manifestar as 
representações já construídas pela mesma, através do movimento e 
da dança. 
Literatura 
 Viabilizar para que seja inserida no mundo letrado explorando a 
diversidade textual nas mais diversas faces em que a mesma se 
apresenta. 
 Possibilitar situações de contato direto da criança com as 
histórias, explorando, criando, inovando e mediando a inserção da 
criança no mundo do faz de conta, estimulando o gosto e o prazer 
pela leitura. 
 Disponibilizar diversos recursos que facilitem a apropriação das 
linguagens produzidas na sociedade, representando essas 
linguagens na sala de aula. 
 Criar ambientes adequados e estimulantes com recursos (livros, 
fantoches, adereços, cenários) que envolvam as crianças e as 
desafiem a movimentar-se explorando e aprendendo. 
Artes plásticas 
 Proporcionar situações de exploração de diversos materiais. 
 Mediar o contato e a exploração de variados materiais. 
 Utilizar as linguagens plásticas como ferramenta pedagógica, 
visando à aprendizagem integral da criança. 
 Possibilitar para que a criança consiga expressaras suas 
representações a partir das suas vivências na exploração e contato 
com os materiais disponibilizados. 
 Proporcionar o conhecimento das diversas culturas já produzidas. 
 
MATEMÁTICA / ESPAÇOS, TEMPOS, QUANTIDADES, TRAÇOS, 
RELAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES 
É uma característica básica do ser humano buscar explicações para os fatos, 
tentando compreender causas e consequências, e principalmente chegar a resultados ou 
conclusões exatas além das implicações. Nesta perspectiva, a matemática surge como 
uma ciência que visa esclarecer numa linguagem muito própria, pautada em 
possibilidades e alternativas o quanto as coisas que acontecem ou que vivenciamos tem 
significados não somente numa visão utilitarista, mas sim com encaminhamentos para 
um aprendizado significativo, construído histórica e socialmente como parte da 
atividade humana. Sob esta ótica a matemática está presente naturalmente na vida dos 
seres humanos desde a sua infância e mais especificamente ainda desde bebês, no 
sentido de que quando estabelecemos relações estamos criando hipóteses e 
consequentemente buscando confirmações para as mesmas, como também estamos 
elaborando e memorizando sequencias lógicas, entre outros conceitos que fazem parte 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
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desta ciência que quase que poeticamente está relacionada a tantas outras que 
constituem o pensamento e o aprendizado do sujeito. Podemos dizer que somos seres 
matemáticos por nos constituirmos num constante movimento de crescimento, evolução 
e aprendizados somando experiências e trocas num constante agir, extrair, atuar sob o 
mundo físico e social de maneira dialética. 
Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem 
M
a
te
m
á
ti
ca
 
Linguagem ou 
letramento 
matemático 
 Criar ou caracterizar um ambiente que seja funcional, seguro e 
alegre que permita as crianças brincar e explorar, enquanto mantém 
contato com o mundo letrado dos números e quantidades, bem 
como de uma ampla gama de elementos matemáticos. 
 Propiciar as crianças situações onde as mesmas sejam desafiadas 
a criar hipóteses e estabelecer relações de soluções. 
 Favorecer as crianças através de vivências, condições para que 
percebam-se como parte integrante do contexto onde estão 
inseridas. 
 Possibilitar para que as crianças gradativamente consigam 
ampliar seus conhecimentos primeiramente intuitivos, construindo 
e internalizando conceitos que possam auxiliá-las na resolução de 
problemas e consequentemente aumentarem sua compreensão. 
Geometria 
 Auxiliar para que as crianças ao interagir com o meio consigam 
perceber suas formas, cores e características. 
 Possibilitar para que ao explorar e manusear jogos, brinquedos e 
objetos possamos mediar a aproximação das crianças bem como o 
seu envolvimento com este objetos, no intuito de diferenciá-los, 
conhecê-los adquirindo assim novos conceitos. 
 Favorecer para que através do lúdico as crianças possam 
compreender e fazer uma leitura dos espaços e dos objetos dando 
ênfase as características matemáticas dos mesmos. 
 Explorar o próprio corpo percebendo semelhanças e diferenças 
com relação aos colegas. 
Localização 
espacial 
 Ajudar a criança a perceber-se com parte integrante do espaço 
físico e social, bem como da sua capacidade de agir sobre o 
mesmo. 
 Expor as crianças a situações onde as mesmas precisem agir 
sobre o espaço, buscando possibilidades. 
 Propiciar a articulação dos conhecimentos matemáticos na 
organização de brincadeiras e jogos. 
 Mostrar a ligação que existe entre a matemática e outras 
atividades que realizamos como música e dança, no sentido de 
sabermos nos posicionar e ter ritmo entre outras características que 
advêm da contagem, da sequência e de combinações. 
 Orientar no sentido de dividirmos o espaço com os outros 
respeitando limites, normas e regras. 
 Desenvolver o trabalho adequando envolvendo todas as crianças 
dentro de suas potencialidades educacionais, conhecendo e 
respeitando suas especificidades. 
Noções/ Usar a rotina como elemento facilitador na aquisição de 
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19 
 
Conceitos conceitos como, sequência, ordem, organização... 
 Oferecer materiais diversificados em características e 
quantidades, mediando a exploração dos mesmos, para que através 
destas práticas elaborem e adquiram conceitos como: grande, 
pequeno, dentro ,fora, em cima, embaixo, classificação, seriação, 
conservação, etc. 
 Observar as crianças no que elas já conseguem fazer e explorar 
sozinhas e intervir quando necessário para o crescimento, 
facilitando e explicando ao mesmo tempo em que desafiando as 
mesmas a pensarem. 
 Considerar o contexto sociocultural do grupo, para que se criem 
situações de aprendizagens significativas. 
 Incentivar as crianças a exercitarem o seu raciocínio criando 
problemas simples e envolvendo-os na solução. 
 
CIÊNCIAS NATURAIS/ CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS 
 O estudo do ser humano como sujeito histórico, participante ativo da 
construção da sua história, enquanto espécie, sua evolução e crescimento nos mais 
diversos aspectos vem sendo tema de inúmeras discussões há muito tempo, e quanto 
mais se discute, mais curiosidades surgem a cerca deste tema intrigante e ao mesmo 
tempo tão fascinante. O ser humano constitui-se historicamente num contexto cultural 
natural, sendo que o mesmo é resultado do ambiente do qual advém, dos elementos que 
constituem esse ambiente, bem como da maneira com que explora esse ambiente 
impulsionado pelas características naturais que o mapeiam e influenciado pelo contexto 
social e suas interferências. Pensar dentro deste contexto em como trabalhar ciências 
naturais no intuito de contribuir no processo de crescimento e descoberta, elaborar e 
efetivar ações pedagógicas que colaborem significativamente para o entendimento dos 
processos biológicos e culturais que compõe a criança e seu desenvolvimento. Esse 
deve ser o objetivo geral em desenvolver esse eixo nessa etapa da educação. 
Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem 
 
 
 
 
Corpo Humano 
 Observar e estimular as crianças diariamente, acompanhando a 
sua evolução, crescimento, postura e mediando o processo de 
conhecimento do seu corpo. 
 Através do lúdico, criar situações onde a criança tenha a 
oportunidade de perceber seu corpo, suas partes, e 
funcionalidades. 
 Desenvolver atividades que auxiliem o desenvolvimento das 
crianças, atividades físicas como: alongamento, massagem, enfim 
atividades que envolvam o toque e o movimento. 
Mediar o processo de conhecimento do seu corpo, oportunizando 
situações onde as crianças tenham a oportunidade de sentir e 
reconhecer seu corpo e partes, disponibilizando de diversos 
recursos como: espelho, gravuras, fotos, etc. 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
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 Conhecer e trabalhar na prática conceitos que facilitem e 
interfiram no desenvolvimento corporal, autocontrole dos 
movimentos, pra que a criança consiga gradativamente ampliar o 
seu leque de movimentos e habilidades. 
 Buscar o equilíbrio entre o gasto de energia e o descanso. 
Enfatizando a importância do sono na reposição de energia, bem 
estar, crescimento, autocontrole, bom humor enfim no 
desenvolvimento em geral. 
 Possibilitar o encontro das crianças com outros elementos da 
natureza, proporcionando o contato e a experimentação. 
Vislumbrando colaborar na formação da consciência de que 
somos parte de um contexto que precisa ser preservado. 
Higiene 
 Contribuirpara a aquisição de hábitos de higiene de maneira 
saudável e prazerosa, usando a rotina como fator facilitador. 
 Pensar e organizar o ambiente de maneira a enfatizar os 
cuidados com a higiene e segurança das crianças, zelando pelo seu 
bem estar. 
 Zelar pela saúde física, mental e intelectual das crianças 
garantindo-lhes um ambiente limpo e adequado para que esse 
processo aconteça. 
 Evitar ambientes muito carregados ou poluídos sonora e 
visualmente, para possibilitar a higiene mental dos bebês. 
 Reforçar e valorizar diariamente ações que fundamentem um 
estilo de vida saudável, aprimorando a qualidade dos serviços 
oferecidos as crianças no intuído de diminuir os riscos de 
contaminações e adoecimentos causados pelo contato com 
bactérias. 
Alimentação 
 Conhecendo e respeitando cada criança incentivar a ingestão de 
alimentos de maneira calma e adequada ao seu desenvolvimento. 
 Respeitar o tempo que cada criança precisa para aprender a 
comer e a aceitar a alimentação oferecida, num contexto de 
carinho e acolhida. 
 Com base no conhecimento científico da importância de uma 
alimentação variada e rica em nutrientes para o desenvolvimento 
global e saudável, variar as estratégias e recursos para estimular 
este aprendizado. 
 Em consonância com a família criar situações onde 
afetivamente possamos contribuir na aquisição de hábitos 
saudáveis de alimentação. 
 Traçar e seguir estratégias e rotinas que facilitem a disciplina na 
alimentação. 
 Fazer da hora do lanche um momento de alegria e prazer, com 
leveza evitando ansiedade e stress. 
 Como grande parte do nosso corpo é constituída por água, 
reforçar sempre a importância de adquirir o hábito da sua 
ingestão. 
Sentidos 
 Possibilitar a maior variedade de sensações possíveis, 
disponibilizando materiais com texturas e formas diferentes. 
 Buscar expor as crianças há diversos ambientes, para que 
possam ter contato com diferentes elementos da natureza. 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
21 
 
 Levar as crianças para banhos de sol, para que possam sentir o 
calor enquanto absorvem a vitamina que o mesmo proporciona. 
 Realizar atividades de estimulo e incentivo ao desenvolvimento 
dos sentidos: visão, tato, paladar, audição, olfato.* Criar situações 
onde as crianças possam desenvolver a sua percepção de 
sensações como frio, quente, molhado, entre outras que possam 
lhe causar desconforto ou prazer. 
Colaborar com o processo adaptativo da criança no meio social e 
ambiental, ajudando-as a expressar suas vontades, necessidades e 
desejos, conversando sempre com as mesmas, durante os 
procedimentos realizados. 
 Observar o choro dos bebês para tentar diagnosticar ou decifrar 
o que estão querendo comunicar. 
 
CIÊNCIAS HUMANAS/ O EU, O OUTRO E O NÓS 
O processo de socialização é compreendido como fundamental para o 
desenvolvimento humano, a mesma torna possível à criança a compreensão do mundo, 
por meio das experiências vividas, ocorrendo paulatinamente a necessária interiorização 
das regras afirmadas pela sociedade. Desta forma a educação infantil é um espaço de 
socialização, de vivências e de interações. A criança é um ser social que nasce com 
capacidades afetivas, emocionais e cognitivas. Tem desejo de estar próxima às pessoas e 
é capaz de interagir e aprender com elas de forma que possa compreender e influenciar 
o ambiente. 
Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem 
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 Socialização/ 
 Regras de 
Convivência 
 Estabelecer relações afetivas e de trocas entre pares 
(criança/criança, criança/adulto), permitindo assim uma maior 
comunicação e interação social. 
 Estabelecer relações afetivas e de trocas entre pares 
(criança/criança, criança/adulto), permitindo assim uma maior 
comunicação e interação social. 
 Internalizar na criança de forma particular valores, regras, 
comportamentos, entre outros. 
 Possibilitar para a criança situações que instiguem a 
colaboração e cooperação. 
 Construir gradativamente, por meio das interações sociais, 
regras de convivência. 
 Planejar e estabelecer regras e estratégias que garantam um 
processo de adaptação menos agressivo ao bebê, respeitando as 
características de cada um, bem como o tempo que cada um 
necessita para integrar-se ao grupo e a rotina da instituição. 
 Proporcionar à criança condições para expressar suas 
emoções, sentimentos, pensamentos, desejos e necessidades. 
 
 
 
 Dar condições a criança, para que a mesma desenvolva uma 
imagem positiva e autoconfiante de si. 
 Estimular a criança a reconhecer-se como sujeito de direitos e 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
22 
 
 
Identidade/ 
Autonomia 
deveres. 
 Levar a criança compreender-se como sujeito histórico do 
processo construindo e estabelecendo relações que vai realizar. 
 Criar condições para que a criança possa se desenvolver em 
sua totalidade, em seus aspectos físicos, cognitivo, afetivo e 
social. 
 Possibilitar para que a criança desenvolva a capacidade de 
expressar-se sozinha conquistando sua independência. 
Família 
 Conhecer as estruturas familiares. 
 Explorar os diferentes valores, crenças e cultura, respeitando 
as diversidades de cada família. 
 Incluir de forma significativa no trabalho educativo todas as 
famílias. 
 Reconhecer a estrutura de sua própria família. 
Relações culturais 
 Conhecer manifestações culturais, demonstrando interesses, 
respeitando e valorizando a diversidade cultural. 
 Instigar a criança a desenvolver habilidades necessárias para a 
convivência social, entre diferentes grupos culturais. 
 Proporcionar e ampliar o conhecimento das etnias sociais, 
buscando o respeito entre os diferentes. 
 
REFERÊNCIAS 
BESSA, Valéria da hora. Teorias da Aprendizagem. 2. Ed. Curitiba: IESDE Brasil S. 
A., 2011,264p. 
 
BRASIL, Base Nacional Comum Curricular – BNCC- Documento Preliminar, 
versões 1 e 2. Brasília, 2015/ 2016. 
 
CONCÓRDIA-SC. Prefeitura Municipal. Secretaria de Educação 
Sistematização Curricular da Rede Municipal de Concórdia-SC. – 2. ed. – 
Concórdia-SC : Progressiva, 2010 
 
CUNHO, Marisa Laporta. Fundamentos Biológicos do Desenvolvimento Infantil. 
Curitiba: IESDE Brasil S. A., 2009,144p. 
 
LIPPMANN, Luciane. Ensino da Matemática. Curitiba: IESDE Brasil S. A. 2009, 
220p. 
 
MENDONÇA, Fernando Wolff. Linguagem Oral e Escrita. Curitiba: IESDE Brasil S. 
A., 2012,76p. 
 
PROSSER, Seraphim Prosser. Ensino de Artes. Curitiba: IESDE Brasil S. A., 
2012,76p. 
 
REDIN, Euclides. O espaço e o tempo da criança: se der tempo a gente brinca. 
Porto Alegre: Mediação. 1998, 85p. (Cadernos Educação Infantil, v.6). 
 
 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
23 
 
Grupo II - Crianças de 1 a 2 anos 
 
O desenvolvimento humano é um processo constante de transformação nos 
níveis físico, comportamental, cognitivo, emocional e social ao longo da vida. Segundo 
Gusso (2005), cada criança é um sujeito que se desenvolve integradamente com a 
interação social do meio em que vive. Este mesmo autor caracteriza o desenvolvimento 
da criança em fases, destacando a necessidade de adaptação as peculiares do 
desenvolvimento infantil durante esse processo. 
No desenvolvimento infantil, há a construção de esquema sensório-motor, que 
possibilita construir representações mentais cada vez mais complexas. Segundo Rabello 
apud Vygotsky (2016), este estágio compreende o período do nascimento aos dois anos 
de idade, quando a criança desenvolve um conjunto de “esquemas de ação” sobre o 
objeto a manipular, o que lhe permite construirum conhecimento físico da realidade. 
Saviani (2008), diz que a educação infantil, inserida nesta perspectiva, 
possibilita a compreensão do desenvolvimento integral da criança ao longo da 
formação, considerando para tanto a idade cronológica, o contexto familiar, as 
experiências vivenciadas, os valores culturais, sociais e econômicos, respeitando as 
especificidades da infância, numa proposta pedagógica de cuidar e educar. 
Neste sentido, França (2007) afirma que na medida em que a criança se 
desenvolve, aprimora a percepção de si, bem como, do outro e objetos integrados ao 
ambiente, compreendendo a sua integração com aquilo que percebe como do outro, 
possibilitando dividir o que entende como seu. Para tal, necessita desde bebê de uma 
rotina planejada, estruturada e organizada para que possa desenvolver-se integralmente. 
Desse modo, as experiências culturais e sociais vivenciadas pela criança na 
família/sociedade, serão o ponto de partida para que professor (a), possa planejar e 
organizar o currículo na educação infantil, de maneira a contemplar a criança como um 
ser histórico-cultural em formação, uma vez que a infância propicia aprender e 
compreender por meio da exploração do ambiente, da curiosidade, imitação e 
imaginação, conforme apronta Vasconcellos (2016). 
 Sendo assim, ressalta-se que quanto mais situações de aprendizagem vivenciadas 
pela criança, mais condições de formação serão oportunizados para que ocorra o 
desenvolvimento e a compreensão de indivíduo participando integradamente do 
ambiente. Em referência a isso, Batllori (2014), diz que o brincar é a atividade principal 
da criança, promovendo a atenção, a imitação, a memória, a movimentação, o equilíbrio 
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24 
 
e a imaginação; possibilitando compreender e diferenciar o que é real e o que não é, 
desenvolvendo a curiosidade, a confiança e a autoestima; desenvolvimento da memória, 
da mesma forma desenvolve um entendimento das sequencias de acontecimentos nas 
rotinas da instituição de ensino e de sua família. 
Frente a isso, foi estruturado o currículo da educação infantil para faixa etária de 
2 a 3 anos (Grupo II), considerando como características de desenvolvimento os 
aspectos: 1) Físico (controle e domínio do corpo); 2) Cognitivo (compreender, 
reconhecer e socializar-se com vínculos afetivos); 3) Linguagem (iniciação aos 
processos de comunicação). 
A seguir o quadro expressado os Campos de experiência, os Conteúdos e os 
Objetivos de aprendizagem. 
 
Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem 
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 Adaptação 
 Socialização 
 Regras de 
convivência 
 Autonomia 
 Rotina e 
organização 
 Identidade 
 Família 
 
 Explorar o próprio corpo a fim de conhecer partes e 
respectivos nomes. 
 Estabelecer relações e vínculos afetivos entre a criança e 
adultos. 
 Proporcionar condições a fim de estimular a capacidade de 
observação, identificação e localização da criança. 
 Estimular a criança a expressar suas emoções, de maneira a 
contribuir para seu desenvolvimento integral. 
 Favorecer a integração entre as crianças de outras turmas, de 
modo a possibilitar a interação social. 
 Vivenciar e compartilhar experiências, contribuindo para a 
interação social Enriquecer o vocabulário e desenvolver sua 
memória, possibilitando condições de em ampliar a 
comunicação verbal. 
 Promover a autonomia de ações próprias da criança, 
necessárias para o seu desenvolvimento. 
 Estimular o controle dos esfíncteres, em um consenso entre 
CMEI e a Família, contribuindo para a autonomia da criança. 
 Proporcionar condições para que a criança adquira noções do 
Eu, o Outro e do Nós. 
 Desenvolver em conjunto com as crianças as regras e os 
combinados da sala, de maneira que eles compreendam o 
significado das mesmas. 
 Criar condições para que a criança sinta-se segura no ambiente 
em todos os momentos. 
 Manter textos informativos e/ou explicativos CMEI x Família, 
a fim de criar vínculos afetivos. 
 Proporcionar condições para que a criança auxilie na 
organização do ambiente, a fim de adquirir noções de 
pertencimento. 
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25 
 
 Possibilitar ações pedagógicas de maneira que a criança possa 
superar medos diante de situações desconhecidas. 
 Desenvolver práticas a fim de estimular a percepção espacial e 
temporal em relação às pessoas e aos objetos. 
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 Expressão 
corporal 
 Coordenação 
motora (ampla e 
fina) 
 Lateralidade 
 Corporeidade 
 Necessidades 
do corpo 
(alimentação/higi
ene/ descanso) 
 Sentidos 
 
 Potencializar o desenvolvimento do sentido de equilíbrio, de 
modo a deixar a criança segura em sua ação de caminhar. 
 Possibilitar atividades para que a criança possa superar seus 
medos diante de situações desconhecidas. 
 Estimular a percepção espacial e temporal em relação às 
pessoas e aos objetos, de modo a criança adquirir noções de 
espaço. 
 Desenvolver habilidades de coordenação motora ampla e fina, 
a fim de contribuir para o processo de ensino aprendizagem. 
 Proporcionar condições de modo a desenvolver as percepções 
das distâncias no sentir, movimentos corporais, no ouvir e no 
ver. 
 Possibilitar condições educacionais, de modo a estimular a 
sensibilidade tátil e visual da criança. 
 Desenvolver e praticar hábitos de higiene (saudáveis) junto às 
crianças, a fim de contribuir para a aquisição do conhecimento 
sobre esse tema. 
 Auxiliar a criança há adquirir destreza e firmeza na 
coordenação óculo-manual em movimentos de precisão. 
• Incentivar bons hábitos alimentares, bem como o uso de 
talheres, de modo a contribuir no processo de interação da 
criança com o meio em que vive. 
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 Linguagem 
 Meios de 
comunicação 
 Concentração 
 Ludicidade (Faz 
de conta) 
 Tipologias 
textuais 
 Promover condições para que a criança desenvolva suas 
capacidades de ouvir e falar. 
 Possibilitar condições para que a criança possa ampliar a 
capacidade de concentração, de modo a auxilia-la no decorrer do 
processo educacional. 
 Proporcionar práticas educativas, a fim de estimular a criança 
a inventar e a fantasiar. 
 Desenvolver diferentes estratégias na contação de histórias, a 
fim de possibilitar na criança o entendimento da história. 
 Utilizar brincadeiras que desenvolvam a imaginação, a 
criatividade, capacidades emocionais, motoras e cognitivas, de 
modo a explorar o lúdico. 
 Interagir com diferentes meios de comunicação, a fim de 
possibilitar que as crianças tenha acesso às tecnologias. 
 Ampliar e socializar fatos associando a contextos próprios das 
crianças, de modo a desenvolver noções de espaço. 
 
 Textura 
 Cores 
 Musicalização 
 Possibilitar ações de modo que a criança possa distinguir 
diferentes texturas, figuras, cenárias. 
 Desenvolver atividades pedagógicas, estimulando a 
sensibilidade tátil, visual, auditiva e musical, na criança. 
Promover ações no sentido de a criança adquirir destreza e 
firmeza na coordenação óculo-manual em movimentos de 
precisão. 
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 Pintura, 
desenho e 
modelagem 
 Possibilitar práticas educacionais, de modo a aprimorar o 
conhecimento das cores dispostas nos diversos ambientes aos 
quais a criança perpassa. 
 Estimular a pintura e o desenho individuale em grupo, a fim 
de contribuir para que a criança possa expressar-se livremente, 
com a compreensão da intencionalidade do professor. 
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 Noção de tempo 
e espaço 
 Noção de 
formas 
 Estimulação 
cognitiva e 
perceptiva 
 Classificação e 
seriação 
 Repetição, 
memorização e 
associação 
 Contagem oral 
 Noções de 
grande, pequeno, 
em cima, 
embaixo, dentro, 
fora (tamanhos). 
 Promover ações a fim de estimular a capacidade de 
observação, identificação e localização, do Eu, do Outro e do 
Nós. 
 Estimular habilidades para manipular objetos e materiais, a 
fim de que a criança aprenda a identificar e nominar os devidos 
materiais. 
 Ampliar as capacidades e limitações da criança, a fim de que 
consiga resolver situações problemas; 
 Propiciar condições para que a criança aprenda a reconhecer e 
distinguir as formas, cores e espessuras, presentes no seu 
cotidiano. 
 Desenvolver noções de números através da contagem oral 
(cantigas de roda, histórias, vídeos, cultura popular), a fim de 
possibilitar para a criança o processo de interação dos valores 
culturais, construídos historicamente. 
Fonte: Elaborado pela comissão a partir da legislação vigente e do documento preliminar da BNCC 
(2016). 
REFERÊNCIAS 
BATLLORI. J.; ESCANDEL. V. 150 jogos para estimulação infantil. 2 Edição 2014. 
BRASIL, Base Nacional Comum Curricular – BNCC- Documento Preliminar, 
versões 1 e 2. Brasília, 2015/ 2016. 
CONCÓRDIA-SC. Prefeitura Municipal. Secretaria de Educação 
Sistematização Curricular da Rede Municipal de Concórdia-SC. – 2. ed. – 
Concórdia-SC : Progressiva, 2010. 
 
FRANÇA, J. L. Estimulação Precoce - Coleção Inteligência Emocional e Cognitiva. 
Grupo Cultural. Edição MMIX. Impressão Grecco & Melo. 2007. 
 
GUSSO S. F.K.; SCHUARTZ M. A. A criança e o lúdico: a importância do 
“brincar”<http://www.pucpr.br/eventos/educere/educere2005/anaisEvento/documentos
/com/TCCI057.pdf>. Acesso: 07 de jul. 2016. 
 
MACAGNAN, Manuela. Adolescência do Bebê: A Terrível Crise dos 02 Anos. 
Publicado em 11 de fev. 2015. 
<http://mdemulher.abril.com.br/familia/bebe/adolescencia-do-bebe-a-terrivel-crise-dos-
dois-anos> Acesso em: 28 abr. 2016 
 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
27 
 
RABELLO, Elaine. PASSOS, José Silveira.; PASSOS. J, S. Vygotsky e o 
Desenvolvimento Humano. 
Artigo.<http://www.josesilveira.com/artigos/vygotsky.pdf.> Acesso em: 07 jul. 2016. 
 
VASCONCELLOS, Maria de Fátima Barboza. As Fases do Desenvolvimento da 
Criança de 0 a 06 Anos. 
<http://www.ceap.br/material/MAT25092013113236.pdfhttp://www.ceap.br/material/M
AT25092013113236.pdf> Acesso em: 28 abr. 2016. 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
28 
 
Grupo III - Crianças de 3 a 4 anos 
 
Nessa faixa etária amplia-se a linguagem onde utilizam pequenas frases e 
comunicam-se a partir delas. Na autonomia cada vez mais começam a resolver seus 
conflitos por conta própria. Firmam o controle dos esfíncteres, maior autonomia no 
vestir e calçar, ampliam suas relações sociais no grupo, fazendo amigos e suas próprias 
escolhas. 
Reconhecem seus pertences e dos colegas, conseguem alimentar-se sozinhos, os 
movimentos do andar, correr, pular tornam-se harmoniosos, com destreza e de forma 
mais segura, pois a noção de tempo e espaço também evoluem consideravelmente. 
Apresentam mais consciência de si e do mundo e suas ações são desenvolvidas a partir 
deste conhecimento. Exibem maior coordenação para realizar desenhos, aparecendo as 
primeiras formas circulares. 
Nesse sentido, todas as ações devem ser observadas como: falar, andar, correr, 
pular, subir, descer, escorregar, cantar, dançar, desenhar, modelar, pintar, brincar, colar, 
amassar, rasgar, dobrar, encaixar, empilhar, abrir e fechar, brigar, chorar, isolar-se, 
preferir a companhia da professora a dos colegas, não querer se sujar, recusar-se a falar, 
pedir para ouvir repetidas vezes a mesma história, dispersar-se, não conseguir esperar 
sua vez... são aspectos importantes dessa fase que devem ser observados com atenção 
pelo educador, que darão indícios do que deve ser trabalhado nessa turma. 
Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem 
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 Oralidade. 
 Sequência e organização 
lógica de fatos. 
 Literatura infantil: 
Tipologias Textuais, 
histórias, poesias, cantigas, 
musicas. 
 Concentração – atenção. 
 Meios de comunicação e 
tecnologia. 
 Brincar: faz-de-conta. 
 Perceber a funcionalidade da escrita, nas diferentes 
situações do cotidiano. 
 Ampliar seu vocabulário e avançar progressivamente 
em relação ao pensamento conceitual, possibilitando 
uma compreensão cada vez maior de si e do meio em 
que vive. 
 Apropriar-se gradativamente dos diversos usos da 
linguagem oral e dos gêneros discursivos, 
desenvolvendo a capacidade de construir narrativas, 
bem como compreender o sentido dos diferentes textos 
orais. 
 Desenvolver postura de respeito e escuta a fala do 
outro, no sentido de aprender a ouvir e respeitar os 
turnos de fala. 
Possibilitar a participação de todas as crianças nas rodas 
de conversa, relatos de experiências e de contação de 
histórias, elaborando narrativas e compreensões, 
desenvolvendo seu pensamento, sua imaginação e as 
formas de expressá-los. 
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 Comunicar por meio da linguagem verbal desejos, 
necessidades, pontos de vista, ideias, sentimentos, 
informações, descobertas e duvidas, a fim de explorar o 
vocabulário da criança. 
 Brincar vocalizando ou verbalizando, com ou sem 
apoio de objetos, usando e ampliando seu repertório 
verbal. 
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 Corpo humano. 
 Partes do corpo. 
 Fases do 
desenvolvimento humano. 
 Necessidades do corpo. 
 Higiene. 
 Alimentação. 
 Hábitos alimentares e 
saúde. 
 Sentidos. 
 Sexualidade. 
 Relações de gênero. 
 Qualidade de vida. 
 Doenças. 
 Meio ambiente. 
 Relação do ser humano 
com o ambiente/separação 
e reutilização do lixo. 
 Estações do ano. 
 Água. 
 Animais. 
 Mudanças e 
transformações do meio. 
 Aprender a respeitar e preservar a natureza 
percebendo-se como parte integrante do ecossistema. 
 Conviver e explorar, diferentes objetos e materiais 
que tenham diversificadas propriedades e características 
físicas e, com eles, identificar, nomear, descrever e 
explicar fenômenos observados, enfatizando a 
responsabilidade de sobre o meio em que se vive, seja 
na instituição, na rua ou em casa. 
 Desenvolver o prazer da descoberta, por meio de 
perguntas, da curiosidade e da postura investigativa. 
 Brincar com indumentárias, acessórios, objetos 
cotidianos associados a diferentes papéis ou cenas 
sociais, e também com elementos da natureza que 
apresentam diversidade de formas, texturas, cheiros, 
cores, tamanhos, pesos, densidades, luminosidades, 
funcionalidade, procedência, e possibilidades de 
transformação, no sentido de compreender o mundo que 
vivem. 
 Conhecer-se e construir sua identidade pessoal e 
cultural, identificando os interesses na relação com o 
meio físico e social. 
 
 
 
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 Identidade/ Autonomia 
 Família: estruturas 
familiares e noções de 
parentesco 
 Convivência/Regras e 
limites/Direitos e deveres 
 Consumismo 
 Diversidade: éticas, 
culturais e sociais 
 Moradias 
 Mudanças nas relações 
decorrentes das 
transformações do meio 
 Localização no espaço 
 Coletividade/ 
Socialização 
 Rotinas 
 Proporcionar a formação de sua identidade por meio 
das significações socialmente construídas, 
compreendendo a diversidade de formas culturais 
existentes na sociedade; 
 Familiarizar-se com as manifestações culturais de sua 
cidade e com produções que fazem parte do patrimônio 
cultural da humanidade, como brincadeiras, histórias, 
músicas, jogos, obras de arte, a fim de ampliar o 
conhecimento do meio em que vive... 
 Reconhecer a si mesmo e ao outro como sujeitos de 
direitos e como seres sociais que atuam no tempo e no 
espaço, valorizando suas próprias características e as 
das outras crianças e adultos, superando visões racistas e 
discriminatórias. 
 Desenvolver a dimensão ética e estética em relação à 
construção de valores, bem como a 
afetividade/emoções, buscando uma convivência 
harmônica com as pessoas no meio social em que 
vivem. 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
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 Localização no espaço 
 Coletividade/ 
Socialização 
 Rotinas 
 Brinquedos e 
brincadeiras, história, 
evolução, antigos e atuais 
 
 Conviver de forma crítica com os processos globais, 
acompanhando, compreendendo e participando, dentro 
de suas possibilidades etárias, das conquistas e 
transformações tecnológicas, políticas, culturais, entre 
outras. 
 Explorar materiais, brinquedos, objetos, ambientes, 
entorno físico e social, identificando suas 
potencialidades, limites, interesses e desenvolver sua 
sensibilidade em relação aos sentimentos, às 
necessidades e às ideias dos outros com quem interage. 
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 Números/quantidade. 
 Classificação/sequencia/s
eriação. 
 Figuras geométricas. 
 Raciocínio lógico 
matemático. 
 Noções de quantidade. 
grande/pequeno, 
cheio/vazio. 
 Noções de juntas, 
repartir, retirar. 
 Orientações Espaciais: 
frente/atrás, no meio/entre, 
aberto/fechado, em 
cima/embaixo, longe/perto, 
em pé/deitado/sentado, 
direita/esquerda, 
dentro/fora. 
 Estruturas lógicas: 
discriminação -comparação 
- identificação - cor - forma 
- tamanho - conjunto -
quantidade. 
 Orientações Temporais: 
antes/depois, 
hoje/ontem/amanhã; 
 Gráficos. 
 Desenvolver noções de espaço temporais, tendo 
primeiramente seu corpo e suas ações como referência. 
 Participar da resolução de problemas cotidianos que 
envolvam quantidades, medidas, dimensões, tempos, 
espaços, comparações, transformações, buscando 
explicações, levantando hipóteses. 
 Apropriar-se de estratégias de contagem, de jogos, de 
brincadeiras e de resolução de problemas matemáticos 
do seu cotidiano. 
 Explorar as características de diversos elementos 
reagrupando-os e ordenando-os segundo critérios 
variados. 
 
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 Cor. 
 Forma. 
 Textura. 
 Artes plásticas/obras de 
arte. 
 Dança/ritmo 
(intencionalidade, 
coreografia, tempo, espaço, 
sentimentos, memorização). 
 Expressão corporal. 
 Musicalização (ritmo, 
intensidade, tempo). 
 
 Possibilitar acesso aos livros, imagens, filmes, 
fotografias, cenários naturais, museus, parques, galerias 
de arte, ampliando suas possibilidades de experiências 
estéticas. 
 Brincar com diferentes sons, ritmos, formas, cores, 
texturas, materiais sem forma, imagens, adereços, 
construindo cenários para o faz de conta. 
 Ampliar o universo sonoro, tendo acesso a um 
repertório diversificado de músicas, que inclua vários 
estilos, ritmos, harmonias e andamentos diversos, de 
modo a desenvolver o gosto pela música de diferentes 
gêneros... 
 Possibilitar o desenvolvimento da sensibilidade da 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
31 
 
 
 Música: Fazer musical. 
 Apreciação musical. 
 Interpretação musical. 
 Gêneros 
musicais/relaxamento, tom 
musical e harmonia. 
 Cultura: expressões 
orais, danças, histórias, 
músicas, tradições, 
costumes. 
capacidade de observação, da criatividade e do senso 
crítico das crianças. 
 Valorizar as produções das crianças garantindo sua 
autoria nas produções e favorecer para que estabeleçam 
uma relação de autoconfiança no que se refere a o que 
produziram e, manifestem atitude de respeito quanto à 
criação dos outros. 
 Comunicar com liberdade, criatividade e 
responsabilidade, seus sentimentos, necessidades e 
ideias, por meio das linguagens artísticas, 
desenvolvendo a capacidade de apreciação musical, 
refinando o gosto e a sensibilidade em relação à música. 
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 Estruturas psicomotoras 
de base: 
 Locomoção. 
 Manipulação. 
 Corporal. 
 Lateralidade. 
 Estimulação perceptiva e 
cognitiva. 
 Coordenação motora 
fina: lingual, labial, 
manual, digital, ocular, 
pedal. 
 Coordenação motora 
ampla: tônus, equilíbrio, 
coordenação, dissociação, 
ritmo, direção, freio 
inibitório, velocidade e 
força. 
 Esquema corporal: 
 Conhecimento do corpo, 
autonomia, projeção do 
corpo no espaço, imitação 
de postura, transcrição, 
figuração, representação, 
proprioceptividade, 
relaxamento, movimentos 
de respiração. 
 Noção de crescimento e 
desenvolvimento. 
 Expressividade. 
 Conhecimento e domínio 
espacial. 
 Linguagem corporal. 
 Concentração. 
 Possibilitar diversas atividades que envolvam o corpo 
através de mímicas, gestos e movimentos, utilizando 
seu corpo com liberdade e autonomia, para expressar 
seus sentimentos e emoções. 
 Ampliar o conhecimento de seu corpo, reconhecendo, 
nomeando e valorizando suas características pessoais e 
corporais, assim como das outras crianças e adultos, 
suas capacidades físicas, sensações e necessidades. 
 Brincar, utilizando criativamente práticas corporais 
para realizar jogos e brincadeiras, para criar e 
representar personagens no faz de conta, no (re) contar 
de histórias, em danças e dramatizações. 
 Conviver com crianças e adultos em espaços diversos 
e vivenciar movimentos e gestos que marcam sua 
cultura. 
 Valorizar as capacidades e possibilidades, motoras de 
cada indivíduo organizando ações que estimulem a 
participação de todos (inclusão-sócio-cultural). 
 
 
 
 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
32 
 
REFERÊNCIAS 
BRASIL, Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica/Ministério da 
Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Currículos e Educação Integral. 
Brasília: MEC, SEB, DICEI, 2013. 
 
BRASIL, Base Nacional Comum Curricular – BNCC- Documento Preliminar, 
versões 1 e 2. Brasília, 2015/ 2016. 
CONCÓRDIA-SC. Prefeitura Municipal. Secretaria de Educação 
Sistematização Curricular da Rede Municipal de Concórdia-SC. – 2. ed. – 
Concórdia-SC: Progressiva, 2010. 
 
 
 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
33 
 
Grupo IV- Crianças de 3 a 4 anos 
 
A proposta pedagógicanesta faixa etária tem como principal objetivo promover 
o desenvolvimento integral das crianças, e o acesso aos processos de contribuição de 
conhecimentos e aprendizagem de diferentes linguagens, conforme menciona a autora: 
“além da função comunicativa, é essencial no processo de transição do interpessoal em 
intrapessoal; na formação do pensamento e da consciência; na organização e 
planejamento da ação; na regulação do comportamento e, em todas as demais funções 
psíquicas superiores do sujeito, como vontade, memória e atenção” (SAYEGH, 2006, p. 
2 apud VYGOTSKI,1988). Neste processo de construção, as ações e reações 
vivenciadas nos aspectos cognitivos, sócio-afetivos e intelectuais, possibilitam a 
compreensão dos valores enquanto ser social e histórico, no contexto da 
hominilateralidade. Nesta etapa de desenvolvimento a criança compreende que suas 
ações podem interferir no meio que vive, dado que a aquisição do conhecimento ocorre 
em contextos de brincadeira e atividades direcionadas , quando a criança se envolve 
intensamente nas experiências que vivencia, através do contato com materiais diversos, 
e nas relações que estabelece com os outros (crianças e adultos), uma aprendizagem 
ativa. 
A designação não tem por objetivo compreender a realidade, mas de 
manipular simbolicamente pelos desejos da vida cotidiana. [...] Assim, o 
essencial de nosso léxico obedece não à lógica de uma designação científica 
dos fenômenos, mas ao uso cotidiano e social da linguagem, pressupondo 
interpretações e projeções sociais [...]. Assumir que cada contexto cria sua 
concepção não pode ser visto de modo simplista ou, empregar um termo não 
é um ato solitário, mas subentende todo um grupo social que o compreende, 
fala e pensa da mesma forma”. (KISHIMOTO, p. 107, 1994). 
 
 
As crianças dessa faixa etária começam a desenvolver aspectos básicos de 
responsabilidade, independência e fazer suas próprias escolhas. São menos egocêntricas, 
conseguem controlar os esfíncteres possuem autonomia para alimentar-se, vestirem-se , 
escovar os dentes, calçar os calçados e, (re) conhecer e organizar seus pertences. 
Percebe-se evidenciados aspectos do desenvolvimento de sua identidade e sentimento 
de autoestima e autoconfiança, em suas próprias habilidades. Ao reportar sobre a ação 
do imaginário na infância, Kishimoto menciona Vygotski (1988), e ressalta que 
“[...] o imaginário só se desenvolve quando se dispõe de experiências que se 
reorganizam. A riqueza dos contos, lendas e o acervo de brincadeiras 
constituirão o banco de dados de imagens culturais utilizados nas situações 
interativas. Dispor de tais imagens é fundamental para instrumentalizar a 
criança para a construção do conhecimento e sua socialização. Ao brincar a 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
34 
 
criança movimenta-se em busca de parceria e na exploração de objetos; 
comunica-se com seus pares; se expressa através de múltiplas linguagens; 
descobre regras e toma decisões.
2
 (KISHIMOTO, p. 1) 
 
Importante mencionar que possuem ainda boa desenvoltura motora no que tange 
ao equilíbrio, ao freio inibitório, a marcha firme; conseguem superar obstáculos, como 
correr e saltar, entre outras conquistas que lhe possibilitam explorar o mundo à sua 
volta. Isso contribui significativamente no seu desenvolvimento cognitivo, psíquico e 
emocional. São altamente ativas, criativas carinhosas e falantes. Os pais e professores 
são a principal referência, e nas ações e brincadeiras de faz de conta, imitam e se 
identificam com outras pessoas por vários motivos, incluindo laços de amizade, 
semelhanças físicas e psicológicas. 
 Pensando no desenvolvimento integral da criança, estruturou-se esse documento 
que visa nortear os professores de educação infantil de 3 a 4 anos, de forma lúdica 
envolvendo o cuidar e educar. A Sistematização encontra-se organizada em Eixos/ 
Campos de Experiência; Conteúdos; Objetivo de Aprendizagem e ao final apresenta-se 
as referencias bibliográficas. 
Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem 
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 Família 
 Identidade 
 Adaptação 
 Direitos e 
Deveres 
 Regras de 
Convivência 
 Sociedade 
 Jogos 
 Brincadeiras 
 Inter-relações 
 Autoestima 
 Valores 
culturais 
 Valores Sociais 
 Valores 
Econômicos 
 
 Oportunizar situações para que a criança possa entender as 
diferentes composições familiares, a fim de compreender a 
importância da família para a sociedade. 
 Criar situações para que a criança perceba a existência das 
diferentes estruturas familiares e sua (re) organização ao longo 
da história. 
 Levar a criança a compreender-se como um ser social, único, 
mas que depende do outro e do meio para construir sua história. 
 Promover momentos diversos a fim de que a criança 
entenda a adaptação como momento de firmar-se no meio e 
libertar-se do medo do novo. 
 Proporcionar às crianças a compreensão das regras de 
convivência, bem como dos hábitos e/ou normas acordadas 
entre pessoas de um grupo. Provocar ações de encorajamento 
que envolva a criança no dia a dia, a fim de elevar a autoestima. 
 Estimular a convivência e o respeito promovendo o fim do 
preconceito e discriminação em relação à cor, gênero, 
deficiência, e crença religiosa, que caracterizam os grupos que 
compõe a sociedade. 
 Fomentar a aquisição de conhecimentos sobre a importância 
da água, da chuva, do sol, como fonte de vida, bem como de 
todos os seres vivos (animais e vegetais) 
 
2
 Texto retirado do site: < http://www.labrimp.fe.usp.br/index.php?action=artigo&id=1>. Acesso em 16. 
Jun. de 2016. 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
35 
 
 
 Diversidade 
 Meio Ambiente 
(água, animais, 
moradia 
saneamento 
básico) 
 Inclusão Social 
 Etnias 
 Autonomia 
 Contexto 
 Consumismo 
 Promover a internalização de uma consciência solidária, que 
permita a inclusão social. 
 Levar a criança a conhecer as diversas etnias que compõem a 
nação brasileira, o estado, o município, o bairro (macro-micro) 
 Anunciar o conhecimento da história do município. 
 Desenvolver ações junto às crianças, a fim de que elas se 
percebam atuantes no contexto a que estão inseridas. 
 Proporcionar ações junto à criança e sua família, a fim de 
conscientizar sobre a importância de evitar o consumo 
exagerado de produtos desnecessários a fim de evitar acúmulo 
de lixo. 
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 Hábitos 
Alimentares 
 Hábitos de 
Higiene 
 Relações de 
Gênero 
 Mídias 
 Ritmos 
musicais 
 Expressão 
corporal 
 Brincadeiras de 
roda 
 Estruturas 
psicomotoras de 
base: locomoção, 
manipulação, 
tônus corporal, 
lateralidade, 
esquema 
corporal, 
equilíbrio, 
motricidade fina 
e ampla 
 
 Promover junto às crianças reflexões sobre as ações cotidianas 
relacionadas à saúde e ao bem estar individual e coletivo. 
 Ampliar na criança noções de hábitos de higiene e cuidados 
com o corpo, fazendo-a compreender que é dependente disso 
para a saúde perfeita. 
 Acrescer na criança noções de hábitos alimentares saudáveis e 
de qualidade. 
 Exercitar o consumo de modo consciente, articulando 
reflexões sobre o impacto da mídia, a fim de evitar a obesidade 
infantil, a violência e a erotização precoce. 
 Desenvolver ações e atividades que promovam o 
autoconhecimento e o conhecimento do outro em suas 
individualidades físicas. 
 Garantir para a criança, o acesso às tecnologias existentes a 
fim de perceber sua importância para a socializaçãodos saberes 
universais, levando o ser humano a ser um cidadão da sociedade. 
 Observar de que forma as crianças procuram responder ao 
processo de evolução da tecnologia moderna que contribui para 
o conforto e comodidade. 
 Oportunizar maneiras de expressão por meio do jogo, 
entendido como um modo de comunicação na tentativa de 
interagir com o universo do adulto. 
 Proporcionar o desenvolvimento físico motor adaptando os 
espaços, ao desenvolvimento das crianças, facilitando assim as 
brincadeiras espontâneas e interativas. 
 Ampliar noções de percepção do eu, no mundo e a maneira 
como as relações e interações que estabelecem com elas mesmas 
e com o outro, influenciam e contribuem para a interminável 
construção como seres humanos. 
 Possibilitar à criança o entendimento sobre a corporeidade, a 
partir da concepção de corpo, que é visto como um objeto, com 
funções motoras, intelectuais e afetivas. 
Oportunizar o acesso às novas experiências, de tal modo que, a 
capacidade de pensar, de criar, de enfrentar situações e resolver 
problemas, esteja intrínseca nas atividades de percepção e 
consciência corporal. 
 Apresentar à criança os padrões de beleza e estético estipulado 
pela mídia, bem como a preocupação em busca do corpo ideal e 
pela qualidade de vida. Observar a conduta das crianças e seus 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
36 
 
 
 pares na tendência ao desenvolvimento de hábitos não saudáveis 
para a saúde e para seu crescimento integral. 
 Verificar o enfoque e posicionamento das crianças sobre o 
desenvolvimento da identidade do próprio corpo, relacionado 
com os aspectos fisiológicos, afetivos e sociais. 
 Analisar o comportamento e expressão quanto a perspectivas e 
expectativas acerca do conceito de qualidade de vida e seus 
indicadores decorridos de confrontações no processo que estão 
inseridos. 
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 Valores e 
sentimentos 
 Faz de conta 
 Dramatização 
 Função Social 
da Escrita 
 Tecnologias 
 Literatura 
infantil 
 Contar e 
recontar histórias 
 Atenção, 
concentração 
 Oralidade 
 Diferentes 
formas de 
comunicação 
 Sequência e 
organização de 
fatos 
 Conhecer o 
alfabeto 
 Conhecer o 
vocabulário 
 Noções de 
causalidade e 
tempo 
 
 Oportunizar situações de faz de conta que permitam a criança 
se reconhecer no contexto em que vive. 
 Viabilizar espaços e momentos para que o faz de conta se 
torne aprazível à criança. 
 Identificar o próprio nome e as letras que o compõem. 
 Proporcionar momentos para que a criança possa se expressar 
melhor e perder a timidez de falar em público. 
 Oportunizar que a criança vivencie situações de leitura de 
diferentes gêneros textuais e ainda, utilizar-se de argumentos 
próprios para relatos desses textos. 
 Enriquecer o vocabulário por meio da ampliação de ideias 
sobre um assunto específico, ou, a partir do estabelecimento de 
relação com temas que têm proximidade. 
 Possibilitar momentos para que a criança possa explorar o 
próprio corpo, a fim de expressar-se e agir de maneira mais 
independente sobre o meio à sua volta. 
 Resgatar com as crianças o repertório das histórias que ouvem, 
uma vez que, se constituem em rica fonte de informação sobre as 
diversas formas culturais, contribuindo para a construção da 
subjetividade e da sensibilidade delas. 
 Oportunizar o acesso e exploração à boa literatura, dado que é 
nesse período que a criança dispõe de informação cultural, o que 
alimenta a imaginação e desperta o prazer pela leitura. 
 Aflorar por meio da literatura, diferentes habilidades, entre 
elas a linguagem, contribuindo para a ampliação do vocabulário 
e incentivando a criatividade e a vivência do mundo do faz de 
conta. 
 Desenvolver a linguagem por meio da interlocução com o 
adulto que, favorece esse processo, principalmente quando 
mediado pela literatura, pois oferece contato com a linguagem 
escrita, já que linguagem cotidiana dá acesso à norma-padrão da 
língua. 
Oportunizar momentos de leitura, contação e audição de 
histórias, pelas quais a criança pode conhecer diferentes formas 
de falar, viver, pensar e agir, além de um universo de valores, 
costumes e comportamentos de sua e de outras culturas situadas 
em tempos e espaços diversos do seu. 
 Ampliar a construção do seu conhecimento a respeito da 
linguagem escrita, que não se limita ao conhecimento das 
marcas gráficas, mas envolve gênero, estrutura textual, funções, 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
37 
 
 
 formas e recursos linguísticos. 
 Investigar se a criança sente a satisfação que as histórias 
provocam, aprende a estrutura delas e passa a ter consideração 
pela unidade e sequência do texto, assim como pelas estruturas 
linguísticas mais elaboradas, típicas da linguagem literária. 
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 Folclore 
Brasileiro 
 Bullying 
 Brinquedos e 
brincadeiras 
(antigas e Atuais) 
 Imitação e 
Representação 
 Construção de 
jogos e 
brinquedos 
 Cor, forma, 
textura 
 Artes Plásticas 
 Desenho 
 Sensibilidade 
 Ritmos 
Musicais 
 Danças, 
 Mímicas 
 Utilizar a leitura e a escrita para que a criança explore a 
riqueza dos textos do folclore nacional, a escrita numérica e 
resolução de problemas. 
 Exercitar na criança a fantasia, a imaginação e o corpo através 
da leitura de histórias, músicas, brincadeiras e textos folclóricos 
considerando-os como patrimônio que merece ser preservado. 
 Oportunizar o conhecimento sobre algumas manifestações 
culturais brasileiras, fundamentalmente, justificada pela busca da 
valorização das tradições e pelo desejo de que elas permaneçam 
no imaginário popular por muitas gerações. 
 Criar situações oportunas para a discussão acerca de valores 
morais, sentimentos e atitudes necessárias para uma convivência 
saudável, pacífica e solidária, combatendo o bullying e com base 
no desenvolvimento de valores morais sólidos. 
 Estimular a transmissão de valores e cultura da comunidade 
pela interação das gerações mais velhas com as mais novas, 
resgatando brinquedos e brincadeiras característicos das 
diferentes regiões. 
 Proporcionar momentos agradáveis, desenvolvendo a 
sensibilidade, o raciocínio lógico, a expressão corporal, a 
capacidade de concentração, a memória, a inteligência, o 
cuidado, o capricho e a criatividade. 
 Utilizar a expressão intencional do movimento nas situações 
cotidianas, em suas brincadeiras e nas estruturas rítmicas. 
 Resgatar a presença do teatro como forma de sensibilidade 
artística, e, por meio da arte cênica desenvolver a autoexpressão, 
atenção, observação, imaginação, o lúdico e a criatividade. 
 Desenvolver a atenção e a concentração aos gestos de um 
colega ou dos seus próprios gestos. 
 Apreciar e vivenciar a música que se traduz em sensações, 
sentimentos e pensamentos como forma de expressão. 
 Permitir que a criança aproxime sua produção à criatividade e 
a liberdade de interpretação, independente do modelo 
apresentado. 
 Orientação 
Temporal e 
Espacial 
 Jogos e 
 Construir com as crianças as especificidades dos espaços e a 
importância da localização do EU ativo nesse processo temporal 
e espacial. 
Promover o desenvolvimento das capacidades sensoriais, 
cognitivas, psicomotoras, sociais e afetivas, que levarão as 
crianças a expressar-se espontaneamente. 
 Levar as crianças a conhecer o meio em que vivem e 
compreender as transformações naturais e as promovidas pela 
ação do homem. 
 Viabilizar espaços segurose atraentes que permitam que a 
criança brinque e explore o mundo letrado dos números e 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
38 
 
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 Brincadeiras de 
Raciocínio 
 Localização no 
tempo e espaço 
 Numeração 
 Classificação 
 Sequencia e 
Seriação 
 Calendário 
 Noções de 
lateralidade 
 Estruturas 
lógicas 
 Tamanhos e 
Formas 
 Organização 
Espacial 
quantidades, a fim de promover a internalização dos elementos 
básicos dos conceitos matemáticos. 
 Promover momentos diversificados onde as crianças sejam 
desafiadas a criarem hipóteses e soluções para seus conflitos. 
 Viabilizar o manuseio do calendário, a fim de que as crianças 
estabeleçam relações e internalizem noções de sequencia quanto 
ao dia, mês e ano. 
 Promover situações e brincadeiras que levem as crianças a 
internalizar conceitos de lateralidade, grandeza, seriação e 
classificação, tais como direito, esquerdo, a frente, a trás, em 
cima, em baixo, grande, pequeno, dentro, fora...) 
 Observar o contexto sociocultural das crianças, partindo de sua 
realidade específica, a fim de promover a criação de situações de 
aprendizagem significativas. 
 Exercitar o pensamento, o raciocínio, o esperar a vez, trocar 
ideias com os colegas, respeitando a opinião dos mesmos, 
desafiados por situações novas. 
 
REFERÊNCIAS 
BRASIL, Base Nacional Comum Curricular – BNCC- Documento Preliminar, 
versões 1 e 2. Brasília, 2015/ 2016. 
CONCÓRDIA-SC. Prefeitura Municipal. Secretaria de Educação 
Sistematização Curricular da Rede Municipal de Concórdia-SC. – 2. ed. – 
Concórdia-SC : Progressiva, 2010. 
KISHIMOTO, T. M. O jogo e a educação infantil. Perspectiva, v. 12, n. 22, p. 105-128, 
1994. 
 
SAYEGH, Flávia. As Relações Entre Desenvolvimento e Aprendizagem Para Piaget e 
Vygotsky. Disponível em www.profala.com/artpsico60.htm> Publicado em 
13 de Novembro de 2006. Acesso em: 16 jun. de 2016. 
 
VYGOTSKI, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 2. Ed., 
1988. 
 
ESTRATÉGIAS PARA EDUCAÇÃO INFANTIL – CRECHE 
 Ouvir, contar e recontar histórias, usando 
gêneros literários como contos, poesias, lendas, 
músicas, utilizando diferentes recursos e 
estratégias. 
 Construir uma ‘Bebeteca” - livros com diferentes 
texturas: tecido, plástico, figuras em relevo, 
páginas com dobraduras ou com espaços de 
interação. 
 Estimular a linguagem oral e a comunicação dos 
bebes, através de histórias em livros próprios para 
a idade, de pano ou emborrachados, alem de livros 
com gravuras grandes e coloridas, figuras em 3D e 
com sons de animais, carros, incentivando que a 
criança os repita, a fim de estimula-los. 
 Confeccionar álbuns de gravuras diversas. 
 Colar gravuras coloridas no chão e/ou ao alcance 
das crianças. 
 Dramatização, brincadeiras, imitação com 
fantoches e expressão corporal utilizando 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
39 
 
diferentes recursos (pequenos textos, canções, 
poemas, poesias, parlendas). 
 Oportunizar diferentes instrumentos musicais 
para a criança manusear e brincar. 
 Brincadeiras com músicas de diferentes ritmos. 
 Cantar canções variadas. 
 Proporcionar o contato com o mundo letrado 
utilizando diferentes e materiais como revistas, 
livros, jornais. 
 Registro de histórias e fatos através de painel 
coletivo e fotos. 
 Proporcionar atividades que proporcionem 
interação adulto/criança, criança/criança em 
diferentes brincadeiras. 
 Explorar o ambiente, pessoas, plantas, 
brinquedos e objetos, incentivando a curiosidade e 
o interesse. 
 Organizar a sala com recursos adicionais, 
painéis, fantoches e móbiles. 
 Incentivo e desenvolvimento da fala, em que o 
professor deverá conversar e estimular para que a 
criança consiga manifestar o que quer. 
 Ampliar o vocabulário das crianças, conversando 
diariamente, explorando aspectos do dia a dia. 
 Incentivar a fala da criança em todas as 
atividades possíveis, falando corretamente e 
inserido novas palavras ao vocabulário. 
 Demonstrar as tonalidades da voz para as 
crianças, diversificando as mesmas em 
consonância com o assunto a ser trabalhado. 
 Desenvolver brincadeiras, canções envolvendo o 
corpo humano e suas partes. 
 Levantar os braços e pernas, identificar as partes 
do corpo. Em frente ao espelho, apontar as partes 
do corpo na criança e no professor, incentivando 
que repitam (brincadeira do ‘Chefe Manda’). 
 Relacionar imagens as fases de desenvolvimento 
humano: bebê, criança, adolescente, adulto e 
velhice. 
 Estimulação de movimentos como se arrastar, 
engatinhar para buscar um objeto. Incentivar 
também o andar, segurando-o com as mãos. 
 Introdução de alimentos para as crianças, 
constantemente, principalmente para as que se 
encontram no período de adaptação. 
 Incentivar a comer alimentos diversificados, 
propostos pelo cardápio, bem como promover para 
que adquiram autonomia para se alimentar 
sozinhos. 
 Incentivar que segurem a mamadeira e os 
copinhos para água. 
 O controle dos esfíncteres, de forma gradativa e 
com paciência e estímulo/incentivo por parte do 
professor. 
 Na troca de fraldas: conversar, cantar, realizar 
massagens, brincar com o corpo, apontar e falar as 
partes dele, flexionar braços e pernas, levantar a 
criança menor, segurando-a pelas mãos até sentá-
la. 
 Realizar banhos agradáveis, acompanhados de 
conversas e músicas. 
 Levar as crianças para conhecerem o banheiro, o 
vaso sanitário, as torneiras e como utilizá-los. 
 Realizar massagens com músicas previamente 
selecionadas. 
 Estimulação visual, através de objetos coloridos, 
que permitam o manuseio com as mãos e a boca. 
 Músicas gestuais e cantigas de roda. 
 Exercícios com bolas e brinquedos de encaixe, 
quando a criança apresentar maturidade. 
 Imposição de limites, toda vez que a criança 
colocar em perigo a si mesmo ou aos coleguinhas. 
 Confeccionar uma arcada dentária com E.V.A ou 
outro material e realizar demonstrações de como 
escovar os dentes corretamente, deixar a criança 
brincar com o material. 
 Brincadeiras de imitar os adultos, como escovar 
os dentes, fazer comidinha, ir às compras, dar 
banho nas bonecas, etc. 
 Explorar o ambiente externo, mostrando árvores, 
pássaros, parquinho, ruas, carros, etc. 
 Rasgar e amassar, jornais e/ou revistas com 
diferentes tamanhos e espessuras. 
 Colagem utilizando diferentes materiais com 
diferentes texturas. 
 Identificar a criança, membros da família através 
de fotos e/ou nome. 
 Buscar histórico da vida da criança, da família. 
 Cantar músicas que falam o nome da criança. 
 Expor fotos das crianças e se possível da família, 
com objetivo de perceber as diferenças e 
semelhanças existentes. 
 Histórias de literatura infantil, sempre em 
concordância com o assunto que está sendo 
trabalhado. 
 Explorar músicas, danças e brincadeiras de faz 
de conta. 
 Incentivar a criança a vestir-se adequadamente 
conforme a o fator climático. 
 Construir regras de convívio e explorar esse tema 
com imagens, fotos, canções, histórias, juntamente 
com a família. 
 Organizar o ambiente da sala com cantos, 
brinquedos, imagens, painéis de acordo com o que 
está sendo estudado. 
 Acolher a criança e sua família no espaço de sala 
de aula. 
 Distribuir brinquedos para as crianças brincarem 
livremente, de acordo com o planejamento do 
professor, respeitando o tempo e o 
desenvolvimento da turma. 
 Confeccionar oucomprar móbiles e dispor na 
sala ou nos berços. 
 Apresentar fantoches para as crianças 
envolvendo em um enredo, cuidando para não 
assustar as crianças. 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
40 
 
 Disponibilizar chocalhos para as crianças 
brincar. 
 Possibilitar que as crianças maiores ergam-se 
sozinhas até sentar, engatinhar, caminhar. 
 Informar as crianças sobre as ações que estão 
sendo realizadas. 
 Dar pequenas ordens, para ver se a criança 
consegue compreender e realizar. Exemplo: “Pega 
a bola e leva para o coleguinha, por favor”. 
 Explorar a manipulação e exploração de objetos, 
brinquedos, figuras, modelagem. 
 Incentivar com os jogos de encaixe, empilhar, 
rolar, transvasar, encaixar, diferenciar tamanhos e 
cores. 
 Manipular e explorar objetos de diversas formas. 
 Contagem com as mãos através de músicas. 
 Proporcionar cantos com diversos sons, ritmos e 
mensagens. 
 Estimular a falar, o cantar, o imitar. 
 Propiciar a imaginação através do faz de conta. 
 Utilizar-se de expressões faciais e modificar o 
tom de voz, durante as canções e contação de 
histórias. 
 Forrar o chão com plástico grosso, preparar tintas 
com corantes comestíveis e deixar as crianças 
sentirem a textura. Possibilitar pincéis grossos e 
papeis para eles realizarem os primeiros traços. 
 Fixar papel na parede e distribuir tintas (afinar 
com água e engrossar com farinha se necessário) 
com diferentes texturas e cores e deixar a criança à 
vontade para produzir suas garatujas. 
 Garatujas: folhas em branco, papel pardo, muros 
da instituição, onde a criança poderá pintar com 
lápis, giz de cera ou tinta guache (tomando 
cuidado para perceber se as crianças possuem 
alergia ao material, e não levar a boca e aos olhos). 
 Registro fotográfico ou com portfólios das 
atividades realizadas. 
 Incentivar a fala em todas as atividades 
possíveis, usando de expressões corretas com a 
criança. 
 Mostrar a criança à conveniência de falar em 
voz baixa, trabalhando o saber escutar. 
 Utilizar o espelho como recurso da sala, para 
trabalhar questões do corpo humano, com música e 
outros recursos. 
 Relacionar imagens as fases de desenvolvimento 
humano: bebê, criança, adolescente, adulto e 
velhice. 
 Estimulação de movimentos como se arrastar, 
engatinhar para buscar um objeto. Incentivar 
também o andar, segurando-o com as mãos, e 
utilizando recursos como ‘puffs’, cadeirinhas, para 
as crianças que possuem dificuldades em 
caminhar. 
• Conversar com pais sobre a criança, espaço-
físico e profissionais. 
• Organizar um ambiente acolhedor e agradável 
aos olhos dos pais e das crianças. 
• Explorar o ambiente, pessoas e objetos 
incentivando a curiosidade e o interesse. 
• Desenvolver trabalhos e atividades em grupo. 
• Organizar diferentes brincadeiras (em todos os 
espaços). 
• Construir com as crianças regras de convivência 
usando de imagens que contemplem essas regras, 
fotos e/ou histórias. 
• Brincar de faz de conta com diversos materiais 
proporcionando brincadeiras livres. 
• Incentivar a vestir-se e alimentar-se sozinhos, 
mas com supervisão dos professores. 
• Cronograma de recepção (matutino /vespertino). 
• Manutenção de horários/ cronograma das 
atividades e rotinas. 
• Identificar seus pertences. 
• Reconhecer os familiares. 
• Cantigas de roda, músicas, histórias, roda de 
conversa, imagens, vídeos, imitação de sons 
(animais, natureza). 
• Possibilitar acesso a (rádio, diversidade musical, 
vídeos, sucatas, manipulação de revistas, textos e 
bilhetes informativos para famílias), gravuras e 
imagens de meios de comunicação, álbum de 
gravuras, confecção de brinquedos e gravuras com 
os pais. 
• Contação de histórias, músicas, imitação, roda de 
conversa, vídeos, atividades de rotina, manuseio de 
livros, jogos, atividades dirigidas, atividades 
coletivas. 
• Dramatização de histórias e brincadeiras, 
organização do espaço utilizando diversos 
materiais, brincadeira livre, exploração da 
criatividade, sucata. 
• Trava-línguas e poemas. 
• Incentivar a criança a falar em vários tons. 
 Utilização de fantoches. 
 Ouvir diferentes tipos de musicas e melodias. 
 Oportunizar diferentes instrumentos musicais 
para a criança manusear e brincar. 
 Criar instrumentos. 
 Uso de diversos instrumentos para pintura 
(esponja, pincel, legumes, lápis, carvão, giz...). 
 Uso de revistas (recorte/cole/folhar). 
 Manipular texturas diferentes (caixa surpresa/ 
tapete sensorial/ pintura na parede). 
 Álbuns de fotos. 
 Contagem utilizando as mãos, músicas, histórias. 
 Manipular e explorar objetos de diversas formas. 
 Receitas (trabalhar as quantidades). 
 Classificação (cores/formas/tamanhos). 
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41 
 
 Brincadeiras com cantigas de roda e rodas de 
conversa, utilizando o tema proposto. 
 Reconhecimento progressivo do próprio corpo 
por meio da exploração, das brincadeiras, do uso 
do espelho e da interação com os outros. 
 Rasgar e amassar papeis estimulando a 
coordenação motora. 
 Circuito com materiais variados (blocos de 
espuma, bambolês, cordas...). 
 Representação de histórias e músicas utilizando 
fantoches, inserindo as próprias crianças na 
contação de história. 
 Atividade sensorial com músicas apropriada, 
para que as crianças se sintam bem e seguras. 
 Estimular: a flexibilidade, agilidade, equilíbrio, a 
manipulação de diferentes objetos. 
 Colocar o bebê de bruços sobre o rolinho de 
espuma e estimulá-lo a pegar brinquedos ou outro 
objeto a sua frente. 
 Oferecer brinquedos de diferentes formas, 
tamanhos, texturas e sons. 
 Construir brinquedos com material reutilizável. 
 Utilizar diferentes materiais que as crianças 
possam sentir (texturas, botões, determinados 
grãos e alimentos), que proporcionem sons 
pedrinhas, tampinhas, água). 
 Situar-se e locomover-se explorando os espaços 
físicos e em diferentes visões e ângulos. 
 Passear pelo bairro e em outros espaços da 
instituição. 
 Pegar, soltar, encaixar, colocar e virar objetos- 
empilhar e comparar. 
 Rolar; pular; virar cambalhota, engatinhar, 
caminhar através de brincadeiras e/ou músicas. 
 Identificar o próprio nome e as letras que 
compõe. 
 Incentivar o reconhecimento do alfabeto em letra 
de forma. 
 Apresentação de crachás, fichas, cartazes, 
desenhos, jogos, brincadeiras e materiais 
pedagógicos. 
 Contato com o mundo letrado utilizando 
diferentes estratégias e materiais como revistas, 
livros, jornais. 
 Percepção da possibilidade de utilização de 
diferentes formas de contar a mesma historia. 
 Registro de informações pelas crianças através 
do desenho, para que o professor possa 
acompanhar o desenvolvimento da criança. 
 Desenhar as partes do corpo, demonstrando as 
semelhanças e diferenças entre crianças, homens, 
mulheres, animais. 
 Desenvolver hábitos de asseio: pedir para ir ao 
banheiro, lavar as mãos, limpar o nariz, etc. 
 Possibilitar manipular objetos de diversas 
texturas e tamanhos. 
 Utilizar pequenas habilidades manuais: com lã, 
barbante, corda, tecido, a fim de trabalhar a 
coordenação motora. 
 Realizar experiências diversas, possibilitando 
perceber o quente e o frio como fazer gelo e 
ascender um fósforo. 
 Trazer para sala objetos ou alimentos com 
diferentes odores e dispor para as crianças 
perceberem através do olfato o que é. Para isso o 
professor poderá vendar os olhos da criança. 
 Utilizar recurso como ‘Saco de surpresa’ ou a 
‘Caixa de surpresa’ para que o professor possa 
trabalhar de acordo com o assunto planejado. 
 Utilizar alimentos sólidos ou líquidos para 
degustação. 
 Realizarpesquisa das preferências alimentares, 
para que o professor possa atuar nas fragilidades e 
no consumo exacerbado de alimentos não 
recomendáveis. 
 Visita à cozinha entrevista com a agente de 
alimentação, palestra com a nutricionista. 
 Qualidade de vida: mural com alimentos 
saudáveis e não e cuidados com o meio em que 
vivemos. 
 Atividades que levam a criança a desenvolver a 
consciência quanto a economia de água, utilidades 
e poluição (substituição do copo por garrafinha). 
 Manifestar perante o meio ambiente atitudes de 
respeito e conservação. 
 Observar o meio físico e social, perceber e 
respeitar as diferenças. 
 Iniciar na observação e convívio com animais e 
plantas. 
 Promover oportunidades de contato com novas 
situações através de visitas a parques, outras 
escolas, passeios em novos ambientes. 
 Construção de um livro com a história da 
criança. 
 Oficina de bonecos das diferentes raças brancos, 
negros, pardos - envolver a família para esse 
trabalho. 
 Construção de linha do tempo com fotografias e 
ou imagens. 
 Procurar em jornais e revistas diferentes tipos de 
moradia e explorar as imagens. 
 Exposição das fotografias, perceber as diferenças 
existentes nos locais em que as crianças vivem. 
 Incentivar o lavar as mãos, escovar os dentes e ir 
ao banheiro sozinho, sempre que necessário. 
 Organização e construção de rotina, explorando 
imagens, de acordo com o desenvolvimento da 
turma. 
 Usar os diferentes espaços físicos do 
educandário, como parque, área coberta, quadras, 
pois a criança encontra-se em pleno 
desenvolvimento, dessa forma, as atividades 
devem ser curtas e com bastante 
estimulo/incentivo/movimento por parte do 
professor. 
 Habituar a criança a usar os clichês sociais, nas 
situações diárias. Exemplo: Por favor, muito 
obrigado, com licença, etc... 
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42 
 
 Proporcionar momentos de interação, das 
diferentes turmas, a fim de estimular o convívio 
dentro e fora da instituição. 
 Proporcionar atividades direcionadas durante o 
período em que as crianças permanecem na 
instituição incluindo a rotina, inseridos no 
planejamento pedagógico tanto do educandário 
como do professor. 
 Montar um calendário com a turma e promover a 
compreensão do dia e noite, o ontem, o hoje e 
amanhã, final de semana etc... 
 Construção e exploração de gráficos, sobre o 
assunto que está sendo trabalhado, utilizando como 
um recurso a mais para facilitar a compreensão das 
crianças. 
 Explorar jogos, como: memorização, quebra-
cabeça, dominó, de acordo como tema a ser 
trabalhado. 
 Inserir no planejamento recursos diversos dentre 
eles: blocos de madeira, peças de encaixe, dados, 
de acordo com as atividades propostas. 
 Utilizar e inserir no planejamento pedagógico 
materiais como: caixas de diversos tamanhos e 
formas, palitos de picolé, argila, massa de modelar 
(artificial e caseira), balões, com objetivo de 
proporcionar o lúdico para a criança, 
 Utilizar e inserir no planejamento pedagógico 
recursos audiovisuais: rádio, CD, TV, vídeos, 
músicas, histórias, contação de histórias. 
 Envolver a família e as crianças para a 
construção de um “mercadinho” com embalagens 
diversas, com isso explorar o material, trabalhando 
questões de consumismo, do que é saudável ou 
não, etc. 
 Agrupar objetos (peças de montar) de acordo 
com as cores, tamanho, forma. 
 Pesquisa sobre a construção de quantidade, de 
acordo com o desenvolvimento da turma. 
 Utilizar alimentos como frutas para mostrar à 
metade, o inteiro, a divisão, soma e subtração. 
 Contar os gomos ou pedaços das frutas, e dividir 
com todos da turma, trabalhando noções de divisão 
e também incentivo para que a criança deguste da 
fruta. 
 Utilizar a fila como momento de ludicidade, 
explorando canções de números, ordem de gênero 
(masculino-feminino), crescente e descente, ordem 
alfabética, cores das roupas e outras maneiras. 
 Em relação ao tempo e interessante o uso de 
calendário mostrando o dia, mês, ano e tempo 
meteorológico, e o aniversário das crianças da sala. 
 Identificação de números nos diferentes 
contextos que se encontram, nos passeios, placas 
de carros, número das residências. 
 Jogos que desenvolvam sequencia contagem, 
ordem classificação, seriação, associação, 
memorização, concentração. 
 Manipulação e exploração de objetos e 
brinquedos, em situações organizadas de forma a 
existir quantidades. 
 Através de jogos, músicas e atividades que 
incentivam o aprendizado da criança como 
movimento da esquerda para a direita, jogos de 
dentro para fora, etc. Incentivar e explorar o meio 
ambiente. 
 Através de objetos, sucatas e blocos lógicos, 
utilizando-os em jogos, a fim de identificar cor e 
forma/ iguais e diferentes. 
 Trabalhar composição/ mistura de cores das 
cores. 
 Apresentar obras de arte e realizar (re) leitura das 
mesmas. 
 Trabalho com origami: organizar atividades nas 
quais as crianças possam aprender os passos 
básicos para as dobraduras. 
 Desenvolver dobraduras de acordo com a 
história, ou o assunto a ser abordado, conforme o 
planejamento pedagógico. 
 Realizar máscaras e fantoches com as crianças, 
em concordância com o tema estudado. 
 Proporcionar brincadeiras com fantasias, roupas, 
acessórios diversos de acordo com o conteúdo 
programado. 
 Fazer massinha de modelar com as crianças, bem 
como outras massas, explorando receitas, em 
conjunto com a agente de alimentação e a família, 
a partir do tema abordado. 
 Construir em conjunto com as famílias um 
caderno de receitas, juntamente com um mascote 
da história contada, em que as crianças possam 
levar para casa, possibilitando assim a participação 
das famílias. 
 Montar teatrinhos, coreografias, em que as 
crianças possam expressar-se, trabalhando noções 
de ritmo, sequencia, tempo, tom. 
 Brincadeiras de rodas, imitação/improvisação de 
personagens, representação teatral de cantigas e 
histórias, mímicas. 
 Participação em brincadeiras e jogos cantados. 
 Construção de instrumentos musicais, 
proporcionar o saber sobre a origem dos mesmos. 
 Uso de materiais alternativos para confecção de 
instrumentos ( sucatas). 
 Explorar diferentes texturas para a escrita como 
lápis, pincel, carimbo, carvão, água, terra, parede, 
papelão. 
 Oportunizar a criança através do desenho a 
representação da sua realidade, transpondo para o 
papel objetos observados no dia a dia. 
 Ouvir diversos gêneros musicais, trabalhar no 
sentido de identificá-los. 
 Oportunizar para que as crianças ouçam 
diferentes gêneros musicais, dentre eles a música 
clássica: conhecer a historia dos principais autores 
clássicos. 
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43 
 
 Fazer uma seleção de musicas que as crianças 
gostam e entregar para suas famílias. 
 Conhecer as esculturas de Concórdia, ‘O 
Colono’ ( na rodoviária). ‘Leão Alado’ (calçadão) 
através de passeio. 
 Realizar movimentos e deslocamentos da língua, 
posições variadas/assoviar, assoprar, tirar sons de 
uma folha de papel. 
 Rasgar, picar, amassar, dobrar, contornar, fazer e 
desfazer nós, manusear objetos. 
 Trabalhar diferentes texturas com os pés 
descalços sobre botões, grama, lixa, cordas, tacos, 
areia, farinha, sagu...; Pegar objetos com o auxilio 
dos pés. 
 Desenvolver atividades de equilíbrio estático 
(permanência em pé, sentado, deitado, em 
diferentes apoios), dinâmicos (movimentos 
locomotores, equilíbrio recuperado). 
 Jogos de bola em rodas, promovendo a 
integração social, em que a criança deverá joga-la 
para o amigo, dizendo o nome (ou dito pelo 
professor).Desenvolver atividades de marchas, corridas, 
saltos, movimentos ritmados. 
 Diferenciar direita e esquerda. 
 Trabalhar atividades de ritmo, associando o bater 
palmas com o caminhar (coreografias). 
 Trabalhar situações de deslocamentos do corpo 
na imobilidade e mobilidade. Ex: rolar no chão, 
ficar estático, mudar de posição. 
 Contornar as partes do corpo no chão, no papel, 
em paredes e quadros, com giz. Completar com 
detalhes, identificando-os nos próprios desenhos. 
 Trabalhar atividades de relaxamento com música 
apropriada. 
 Desenvolver brincadeiras com os olhos vendados 
para estimulo dos sentidos (audição, visão, olfato, 
paladar). 
 Proporcionar exercícios de soprar, respirar, 
expirar-respiração diferenciada. 
 (Re) organizar espaços de brincadeiras e 
atividades físicas. 
 Proporcionar jogos como boliche, basquete, 
caçador, objetivando a utilização de objetos de 
suporte ao jogo. 
 Estimular o engatinhar, correr, balançar, pular, 
inclinar, dobrar, girar, agachar, rolar, parar, 
equilibrar-se com os dois pés, andar sobre linhas 
organizadas estrategicamente no espaço,m a fim de 
possibilitar melhor desenvoltura e equilíbrio para 
as crianças. 
 Brincadeiras ritmadas: vivo e morto, dança da 
laranja, batata quente, limão de mão em mão, ovo 
choco. 
 Brincadeiras de equilíbrio, exemplo: 
amarelinhas. 
 Locomoção, brincar de trem, transpor objetos, 
imitar animais. 
 Trabalhar com atividades em equipes e com 
regras, que desenvolvam a mente e o corpo com 
competições. 
 Organizar e reestruturar espaços localizando-se e 
situando-se. 
 Promover circuito onde a criança corra, pule 
sobre obstáculos, ande de motoca, passe no 
minhocão. 
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44 
 
EDUCAÇÃO INFANTIL- PRÉ-ESCOLA 
Pré-Escola I 
A proposta formativa curricular para a Educação Infantil – Pré I, que se encontra 
inserido nas escolas do município de Concórdia/SC, parte do princípio de que todos nós 
já fomos crianças e de que vivenciamos a nossa infância dentro de um período histórico 
e cultural agregando experiências sociais, que contribuíram na formação dos sujeitos 
que nós somos hoje. 
Neste contexto, podemos afirmar que o sentimento de infância, não é algo 
estático e constantemente passa por processos de construção, de reelaboração e de 
ressignificação, uma vez que recebeu diferentes interpretações ao longo da história, por 
ser um produto da cultura, com características bem específicas e que variam de acordo 
com a prática social de cada um e consequentemente com o modo que produzem sua 
existência. Este enfoque consiste numa abordagem recente. 
Historicamente encontramos inúmeras formas de percepção acerca da infância, 
em que se verificam indicativos de marginalização (social, cultural, econômica, 
inclusive educativa), uma vez que as crianças tinham as suas especificidades ignoradas 
e eram consideradas indignas de serem estudadas por seu próprio mérito. 
Durante séculos a sociedade não respeitou a criança, enquanto um “sujeito de 
direitos” ficando a margem da família, sob a ideia de um “vir a ser”, atrelando-as à 
imaturidade biológica. Se esta era “a influência predominante sobre as crianças, então 
suas experiências seriam semelhantes em qualquer sociedade e haveria pouco interesse 
para os cientistas sociais” (Heywood, 2004). 
Diante desse sucinto panorama histórico, nos questionamos em que consiste a 
infância na atualidade? 
 Primeiramente faz-se necessário, contextualizar a criança da atualidade e refletir 
sobre a oportunidade negligenciada às crianças de vivenciarem sua infância. Friedmann 
(2005) em artigo desenvolvido sobre a infância, provoca reflexões acerca de alguns 
padrões, considerados” normais” ao universo infantil mas que carregam uma certa 
patologia, como por exemplo: as agendas superlotadas com o intuito de tornar os 
sujeitos mais competitivos, aptos e polivalentes para disputar a escassez de vagas no 
mercado de trabalho futuramente ou simplesmente ofertar atividades para não deixar a 
criança sem “fazer nada”, terceirizando muitas vezes a sua atuação na participação e na 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
45 
 
educação dos filhos; a oferta de alfabetização precoce no intuito de desenvolver uma 
iniciação escolar preparatória para assegurar o sucesso escolar no ensino fundamental; a 
falta de convivência familiar pelo fato dos pais não encontrarem tempo para se 
dedicarem aos filhos; a falta de respeito a diversidade e a pluralidade cultural das 
crianças, entre tantas outras patologias, resultando no crescimento de crianças 
hiperativas, agressivas, deprimidas, ansiosas e insatisfeitas. 
É pertinente ressaltar ainda a convivência imediata, desde o nascimento das 
crianças, com as Tecnologias de Informação e de Comunicação (TIC), que no cenário 
atual fazem parte e ocupam um espaço determinante na vida das crianças, em que 
atualmente o brincar encontra-se condicionado as TIC. 
Partindo deste cenário, indagamos quem é a criança de 4 a 5 anos que 
frequenta a Educação Infantil – Pré I nas escolas do município de Concórdia? 
Com a aprovação da Resolução CME Nº 5/2015, que estabelece diretrizes para a 
matrícula e permanência de crianças na Educação Infantil das escolas pertencentes ao 
Sistema Municipal de Ensino, Art. 1º, se encontra previsto que “para o ingresso na Pré-
Escola, a criança deverá ter idade de 4 (quatro) anos completos até o dia 31 de março do 
ano que ocorrer a matrícula”, sendo que, no período em que antecedeu a homologação 
dessa resolução, a maioria dos pais/responsáveis optavam pela realização do Pré I de 
seus filhos nos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEI) pela oferta da vaga 
para a criança em tempo integral e também pela confiança já estabelecida nos 
profissionais que atuam nessas instituições. 
O ano de 2016 caracteriza-se pela inserção da criança de 4 anos, oriundas dos 
CMEIs e de uma outra parcela expressiva que não frequentaram unidades educacionais, 
visto que muitos pais, adotam outras medidas de cuidado e educação na faixa etária que 
antecede a inserção na escola, e que não se encontra vinculada a realização de matrícula 
em instituições formais de ensino, destacando-se a convivência familiar. 
As percepções sobre quem é essa criança que está na escola hoje, nessa faixa 
etária e em diferentes ciclos de desenvolvimento, foram apontadas pelas professoras que 
atuam na Educação Infantil – Pré I, durante o Seminário da Sistematização Curricular, 
promovido pela Secretaria Municipal de Educação, em meados do mês de abril de 2016, 
no qual as educadoras pertencentes a Comissão da Sistematização da Educação Infantil 
realizaram a apresentação e a implementação da trajetória construída com os pares, e 
por meio das discussões coletivas neste grupo, indicaram que: 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
46 
 
 As crianças que pertencem ao Pré I são “pequenas” considerando o 
desenvolvimento físico e intelectual, possuem maior nível de dependência do 
professor, visto que as questões relacionadas à autonomia encontram-se em processos 
iniciais de desenvolvimento, sendo dificultado pelo número de crianças nas salas de 
aula, pelas turmas serem mistas e pelo fato do professor realizar sozinho a sua atuação; 
 Algumas escolas não estão adaptadas a mudança da rotina (CMEI x ESCOLA) e 
ao funcionamento, organização dos espaços e tempos do ambiente escolar, sendo 
acentuadas por espaços e mobílias inadequados às crianças, como: banheiros e 
refeitórios distantes, escadarias, entre outros; 
 Com muita dificuldade de adaptação, considerando a ausência da mesma ou o 
tempo insuficiente destinado no início do ano letivo, sendoque tal situação interferiu 
negativamente nas construções iniciais do conceito de grupo e na inserção diante das 
regras de pertencimento a um novo grupo social. Vale ressaltar, que por ser um 
ambiente novo e com novos profissionais, a criança sente-se insegura, necessitando uma 
adaptação gradativa. 
 Sendo o brincar uma especificidade e uma necessidade desta faixa etária faz-se 
necessário a oferta de brinquedos e jogos adequados para a singularidade do seu 
desenvolvimento; 
 A aprendizagem e as experiências sociais contêm diferenças extremamente 
acentuadas em relação aos níveis de desenvolvimento humano, possuem necessidade de 
vivências concretas e significativas em todas as áreas do conhecimento. 
Partindo dos apontamentos realizados pelos educadores que atuam na Educação 
Infantil – Pré I, salientamos os principais aspectos que contribuem no desenvolvimento 
integral das crianças de 4 e 5 anos e que precisam ser contemplados nos fazeres 
pedagógicos dos educadores: 
1. Adaptação: o período inicial de recebimento das crianças na Educação Infantil 
– Pré I requer uma organização diferenciada por parte do professor e da escola por meio 
de um planejamento diferenciado que privilegie os gostos e as preferências, visando 
favorecer a acolhida das mesmas. Brasil (1998). Não podemos subjugar a criança e 
acreditar que todas possuem as mesmas estruturas afetivas e emocionais para 
separarem-se dos pais/responsáveis sem chorar, demonstrar apatia, perda do apetite ou 
mesmo através da manifestação de alguma doença psicossomática. 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
47 
 
A escola deve se organizar e dessa forma estabelecer um sistema gradativo de 
adaptação para as crianças, respeitando o direito daquelas que necessitam de um tempo 
maior para sentirem-se seguras e confiantes no novo espaço educativo com as 
professoras e com os seus pares. 
2. Interações Sociais: 
De acordo com Brasil (1998, p.31) 
 
a interação social em situações diversas é uma das estratégias mais 
importantes do professor para a promoção da aprendizagem das crianças. 
Assim cabe ao professor propiciar situações de conversa, brincadeiras ou de 
aprendizagens orientadas que garantam a troca entre as crianças, de forma a 
que possam comunicar-se e expressar-se, demonstrando seus modos de agir, 
de pensar e de sentir, em um ambiente acolhedor e que propicie a confiança e 
a autoestima. 
 
Neste sentido, é possível afirmar que o desenvolvimento humano, se dá por meio 
das situações de interação social, na qual as crianças encontram oportunidades de 
vivenciar conflitos, organizar seus sentimentos, organizar as suas ideias, seus 
pensamentos, agir, encontrar soluções para os problemas. Compete ao professor, pensar 
no ambiente educativo, organizações de espaços e tempos onde sejam possíveis as 
vivências dessas experiências. 
3. Espaços e Tempos: organizar as experiências do cotidiano das crianças na 
Educação Infantil pressupõe pensar que a delimitação que realizamos das propostas de 
atividades diárias a serem desenvolvidas com as crianças, resultam da forma como o 
educador realiza as “leituras” de seu grupo, estando atentas as necessidades de 
promoção do desenvolvimento a cada faixa etária, pois se constituem em espaços 
valiosos promotores do desenvolvimento integral da criança. 
 Questões importantes para pensar os espaços e tempos na educação infantil: 
de que e com o que as crianças brincam? Como estas brincadeiras são desenvolvidas? O 
que mais gostam de fazer? Em relação aos espaços, quais são as preferências das 
crianças? Em qual parte do dia estão mais calmas e mais agitadas? Que atividades 
podem ser realizadas nesses momentos? A criança intervém simultaneamente nos 
espaços e tempos propostos? 
 De acordo com Zabalza (1998), por ser uma especificidade da Educação Infantil, 
é vital pensar sobre estas questões e muitas outras que possam surgir, uma vez que as 
mesmas propiciam a realização e a vivência de intervenções pedagógicas significativas 
e em nenhuma etapa da educação existe essa necessidade tão evidente. 
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48 
 
4. Autonomia: Segundo o Referencial Curricular Nacional da Educação 
Infantil (RCNEI) é “a capacidade de se conduzir e de tomar decisões por si próprio, 
levando em conta regras, valores, a perspectiva pessoal, bem como a perspectiva do 
outro”. Mais do que autocuidado, saber vestir-se, cuidar e identificar seus pertences, 
calçar e amarrar seus sapatos, servir-se no lanche com destreza e saber expressar seus 
gostos, bem como cuidar da higiene pessoal, entre outros aspectos. Ter autonomia 
significa ter capacidade para compreender e expressar suas vontades e necessidades 
com coerência, ser competente para atuar no mundo em que vive. 
5. Pensamento e Linguagem: A linguagem exerce um papel importantíssimo na 
Educação Infantil, aonde por meio dela o pensamento vai sendo construído, a 
capacidade de compreender a realidade, as próprias experiências, ou seja, a capacidade 
de aprender, Zabalza (1998). 
Segundo Vygotsky (1984 apud REGO, 2002, p. 63 - 64), a aquisição da 
linguagem consiste num marco quando consideramos o desenvolvimento humano, 
 
Capacitação especificamente humana para a linguagem habilita as crianças a 
providenciarem instrumentos auxiliares na solução de tarefas difíceis, a 
superarem a ação impulsiva, a planejarem a solução para um problema antes 
da sua execução e a controlarem seu próprio comportamento. Signos e 
palavras constituem para as crianças, primeiro e acima de tudo um meio de 
contato social com outras pessoas, As funções cognitivas e comunicativas da 
linguagem tornam-se, então, a base de uma forma nova e superior de 
atividade nas crianças, distinguindo-as dos animais. 
 
Neste sentido, é possível afirmar que o domínio da linguagem promove 
mudanças que são de ordem extremamente significativas no desenvolvimento da 
criança, principalmente no seu modo de se relacionar com o seu meio, pois possibilita 
novas formas de comunicação com os indivíduos e de organização do seu modo de agir 
e de pensar, conforme expõe Rego (2002). 
6. Necessidade do concreto no desenvolvimento das aprendizagens: É 
fundamental que o professor desenvolva uma proposta pedagógica que integre o 
material concreto. Trata-se de criar condições de aprendizagens pertinentes a etapa da 
infância que permitam a inserção dos conceitos de forma clara e significativa, de modo 
que as crianças tenham maiores condições de compreender e apropriar-se do saber 
elaborado. 
O uso de materiais concretos como recurso de ensino e possibilitadores de 
aprendizagens promovem um aprender significativo no qual a criança pode ser 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
49 
 
estimulada a raciocinar, incorporar soluções alternativas acerca dos conhecimentos 
envolvidos nas situações e consequentemente, apreender. O professor precisa ser 
mediador das ações e articulador das situações experienciadas com o material concreto, 
uma vez que utilizar este material por si só, não garante a aprendizagem. 
7. Brincar: o brincar, principal atividade de compreensão da realidade pela 
criança, está ocupando um papel secundário. Na tentativa dos profissionais incluírem o 
brincar no processo educativo, oscilam entre a didatização e o abandono. 
É urgente a compreensão, por parte dos educadores que atuam na Educação 
Infantil, de que “o ensino sistemático não é o único fator responsável por alargar os 
horizontes da Zona de desenvolvimento proximal!” (Rego 2002, p.80). O brincar nessa 
perspectiva, exerce uma influência significativa na promoção do desenvolvimento. 
De acordo com Vygotsky, atravésdo brinquedo, a criança aprende a atuar numa 
esfera cognitiva que depende de motivações internas. Nessa fase (idade pré-escolar) 
ocorre uma diferenciação entre os campos de significado e da visão. O pensamento que 
antes era determinado pelos objetos do exterior passa a ser regido pelas ideias” (Rego, 
2002, p. 81) 
Entende-se que ao brincar - sendo este brincar uma ação planejada e mediada 
pelo educador - as crianças aprendem umas com as outras e se desenvolvem como seres 
sociais, que pensam, que possuem atitudes, que geram novas capacidades, que 
desenvolvem novas habilidades de descoberta do mundo. 
Por meio da garantia destes aspectos vitais ao desenvolvimento infantil, no 
planejamento do professor, acredita-se que asseguraremos espaços e tempos 
privilegiados as vivências reais, concretas e significativas que respeitem a criança, a 
infância e a concepção do que representa a educação infantil em suas principais 
singularidades e especificidades. 
Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem 
L
in
g
u
a
g
em
 
 Práticas de 
linguagem, 
considerando o 
repertório de 
gêneros e de 
recursos 
comunicativos e 
expressivos 
 
 Ampliar o vocabulário em situações práticas do cotidiano. 
 Aprimorar a fala através da interação com o outro: gestos, 
sinais e mímicas. 
 Perceber através das brincadeiras da fala: sons iniciais, finais e 
ritmo das palavras. 
 Elaborar e narrar sequências de ideias. 
 Participar de situações que envolvam a necessidade de explicar, 
argumentar idéias e elaborar perguntas e respostas. 
 Valorizar e participar de atividades que envolvam a leitura 
como fonte de prazer e conhecimento. 
 Promover espaços privilegiados de desenvolvimento da 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
50 
 
 
 
 
 
 
 Musicalização 
 
 
 
 
 
 Expressão 
corporal/ 
Dramatização 
 
 
 
 Linguagem 
como prática 
social 
 
 Práticas de 
linguagem escrita 
em diferentes 
contextos 
linguagem oral assegurando o desenvolvimeno e vivências da 
imaginação criadora. 
 Ampliar e ressignificar o repertório musical das crianças. 
 Explorar e estimular a linguagem musical em brincadeiras 
cantadas e rítmicas, expressando o silêncio, os sons da natureza e 
materiais sonoros. 
 Explorar, criar e reproduzir ludicamente a produção de sons. 
 Conhecer e explorar diferentes ritmos musicais, percepção de 
timbres e onomatopéias atraves de expressao corporal em 
situações do cotidiano. 
 Promover sistematicamente a alfabetização sonora estimulando 
as práticas auditivas. 
 Desenvolver a percepção sonora quanto a organização dos 
espaços e tempos. 
 Estabelecer comparativos que possibilitem a difrenciação do 
silêncio, ruído e sons. 
 Vivenciar o faz de conta, explorando diferentes situações de 
tempo e espaços. 
 Dramatizar situações sonoras diversas, integrando gestos, som e 
movimento. 
 Promover o reconto de diversos gêneros textuais. 
 Promover espaços de brincadeiras livre e dirigido. 
 Utilizar a linguagem oral, cumprindo a função social de 
comunicar-se em diferentes situações: transmissão de recados, 
verbalização de ideias, atendimento de solicitações. 
 Relatar vivências nas diversas situações de interação, 
considerando diferentes contextos. 
 Ouvir com atenção, desenvolvendo a escuta ativa. 
 Compreender as diferentes formas de comunicação. 
 Recontar, dramatizar, interpretar, construir e registrar histórias. 
 Reconhecer a prática da escrita como expressão de ideias: 
associação ideia-símbolo. 
 Diferenciar letras- números em diferentes contextos. 
 Reconhecer o próprio nome e o nome dos colegas e professoras. 
 Reconhecer, identificar e nomear as letras do alfabeto. 
 Estabelecer relações ludicamente entre fonema e grafema. 
 Observar e manusear diferentes portadores de texto: livros, 
jornais, revistas, bilhetes, cartazes, etc . 
 Explorar diversos gêneros textuais: quadrinhas populares, 
canções, lendas, poesias, notícias de jornais, bilhetes, receitas, 
rótulos, especialmente contos de fadas e parlendas. 
 Promover a curiosidade e descoberta, por meio da realização de 
pesquisas. 
 Promover a autonomia na escolha de livros para ler e apreciar. 
 Sistematizar situações do cotidiano tendo o professor enquanto 
escriba. 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
51 
 
C
iê
n
ci
a
s 
d
a
 N
a
tu
re
za
 
 Ser humano e 
qualidade de vida 
 
 
 
 Os animais e 
suas relações com 
o meio 
 
 
 
 
 Fenômenos 
naturais e físicos 
 
 Desenvolver a curiosidade na criança instigando-a: 
- Conhecer-se a si próprio. 
- Estabelecer relações com seus pares. 
- Compreender o meio onde vive e as consequências de suas 
ações neste meio. 
- Estabelecer relações de vivências práticas associando-as com os 
conhecimentos elaborados. 
 Promover o desenvolvimento da autonomia em relação à 
higiene pessoal. 
 Viabilizar o desenvolvimento da autonomia em relação à 
alimentação. 
 Aguçar a curiosidade por pequenos animais, promovendo a 
elaboração conceitual. 
 Elaborar conceitos relacionados à cadeia alimentar, de forma 
lúdica e representativa. 
 Promover pesquisas acerca dos animais e sua relação com o 
ecossistema. 
 Sensibilizar para o cuidado e proteção aos animais de pequeno 
porte (abandono). 
 Instigar a observação dos fenômenos da natureza, 
desenvolvendo a sensibilização dos sentidos em relação a sons, 
cores, transformações, textura e cheiros. 
 Investigar como ocorrem os principais fenômenos naturais e 
físicos que circundam o cotidiano. 
C
iê
n
ci
a
s 
H
u
m
a
n
a
s 
 Brinquedos e 
brincadeiras 
 Pluralidade 
cultural 
 Organização 
tempo e espaço 
 Evoluções 
tecnológicas e 
suas implicações 
sociais 
 Favorecer o desenvolvimento da consciência corporal utilizando 
o brincar como elemento mediador. 
 Compartilhar experiências de diferentes gerações, estabelecendo 
relações com as suas vivências. 
 Ensinar e incentivar as brincadeiras cantadas e cantigas de roda. 
 Conhecer situações que envolvam as diferentes culturas 
manifestadas nos grupos: família, escola, comunidade. 
 Participar ativamente da construção da rotina da sala de aula, 
escola, compreendendo que ela perpassa o cotidiano escolar. 
 Promover a participação ativa da criança no processo de 
construção de normas para a boa convivência em grupo, 
transcendendo para a vida em outros grupos. 
 Proporcionar situações lúdicas em diferentes espaços de 
brincadeiras que representem as diversas formas de organização 
da sociedade. 
 Conhecer a evolução tecnológica, situando-se diante das 
mesmas. 
 Fomentar o uso consciente da tecnologia. 
 Desenvolver o protagonismo infantil diante das evoluções 
tecnológicas, utilizando esses benefícios em favor de si e do 
outro, favorecendo assim a equidade social. 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
52 
 
M
a
te
m
á
ti
ca
 
 Elaboração 
conceitual de 
números e 
operações 
 Noções 
concretas de 
grandezas e 
medidas 
 Espaço e 
formas 
 Tratamento da 
Informação 
 Brinquedos, 
brincadeiras 
 Jogos na 
matemática 
 Promover situações concretas onde o uso da representação 
simbólica se faça presente no fomento da elaboração conceitual 
matemática. 
 Adquirir a percepção da linguagem numérica em conexão com 
a leitura da realidade, enfocando: 
- Conceito de número. 
- Sequência e formação numérica. 
- Diferença entre números e letras. 
- Seriação. 
- Ordenação. 
- Classificação. 
- Correspondência biunívoca. 
- Representação de quantidade. 
- Noçõesde juntar, acrescentar, tirar, comparar. 
 Promover aproximações lúdicas da criança com a história dos 
números. 
 Desenvolver ludicamente e concretamente noções das quatro 
operações e resolução de problemas. 
 Aprimorar a percepção e discriminação visual: semelhanças, 
diferenças, todo a partes, figura-fundo e detalhes. 
 Promover experiências lúdicas e concretas acerca dos sistemas 
de medidas: Tempo, (ênfase no calendário) massa e volume. 
 Desenvolver noções de inteiro e metade. 
 Desenvolver noções de Sequências lógicas. 
 Estabelecer associações das figuras geométricas no cotidiano. 
 Estabelecer aproximações iniciais de Gráficos: Leitura de 
gráficos, legenda, Interpretação de gráficos/tabela e receitas. 
 Utilizar linguagens lúdicas para explorar os conceitos 
matemáticos. 
 
REFERÊNCIAS 
 
BRASIL. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Ministério da 
Educação e do Desporto, Secretaria de Educação Fundamental. Brasília, MEC/SEF, v.1, 
1998. 
BRASIL, Base Nacional Comum Curricular – BNCC- Documento Preliminar, 
versões 1 e 2. Brasília, 2015/ 2016. 
CONCÓRDIA-SC. Prefeitura Municipal. Secretaria de Educação 
Sistematização Curricular da Rede Municipal de Concórdia-SC. – 2. ed. – 
Concórdia-SC : Progressiva, 2010. 
 
CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE CONCÓRDIA/SC. RESOLUÇÃO 
Nº 5, DE 20 DE NOVEMBRO DE 2015. 
 
FRIEDMANN, Adriana. O que é infância? Revista Pátio – Educação Infantil. Ano II, 
Nº 6, Dez 2004, Mar. 2005. 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
53 
 
 
HEYWOOD, Colin. Uma história da infância. Porto Alegre: Artmed, 2004. 
 
REGO, Tereza Cristina. Vygotsky: Uma perspectiva histórico cultural da educação. 
Petrópolis: Vozes, 2002. 
 
ZABALZA, Miguel A. Qualidade em educação infantil. Porto Alegre: Artmed, 1998. 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
54 
 
PRÉ-ESCOLA II 
 
A Educação Infantil compreende a primeira etapa da Educação Básica e possui o 
objetivo de oportunizar o desenvolvimento integral das crianças, nos seus aspectos 
físicos, afetivo, intelectual, linguístico e social, conforme o artigo 29 da Lei de 
Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n° 9394/96). Por isso, é possível afirmar 
que esta etapa se constitui enquanto base do desenvolvimento humano. 
Na proposta curricular do Município de Concórdia, a filosofia que norteia todas 
as ações educativas é o Materialismo Histórico-Dialético. Por este motivo, entende-se 
que a criança se constitui por meio de relações sociais, situada histórica e culturalmente. 
Ao encontro disso, segundo as Diretrizes Curriculares Nacionais (2013, p.86), “a 
criança, centro do planejamento curricular, é sujeito histórico e de direitos, que se 
desenvolve nas interações, relações e práticas cotidianas a ela disponibilizadas e por ela 
estabelecidas com adultos e crianças de diferentes idades, nos grupos e contextos 
culturais nos quais se insere”. Desse modo, enfatiza-se a importância de que, na 
educação infantil e, especificamente no Pré-escolar II, sejam oportunizadas diferentes 
práticas cotidianas, vivências e experiências significativas, lúdicas e concretas, para que 
as crianças construam conhecimentos, aprendam diferentes linguagens, adquiram 
capacidades e, consequentemente, apropriem-se dos conhecimentos já sistematizados 
pela humanidade. 
É válido mencionar a importância do equilíbrio entre o cuidar e o educar 
Educar de modo indissociado do cuidar é dar condições para as crianças 
explorarem o ambiente de diferentes maneiras [...] e construírem sentidos 
pessoais e significados coletivos, à medida que vão se constituindo como 
sujeitos e se apropriando de um modo singular das formas culturais de agir, 
sentir e pensar. Isso requer do professor ter sensibilidade e delicadeza no 
trato de cada criança, e assegurar atenção especial conforme as necessidades 
que identifica nas crianças (DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS, 
2013). 
 
Além disso, o professor enquanto mediador do processo de ensino e 
aprendizagem precisa respeitar, em sua prática pedagógica, os diferentes ritmos e níveis 
de aprendizagem das crianças, bem como os princípios éticos, políticos e estéticos, 
conforme constam nas Diretrizes Curriculares Nacionais (PCN, 2013). 
O currículo, descrito na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), visa atender 
os direitos das crianças, em função de suas necessidades, onde, através de experiências 
significativas, elas possam conviver e interagir com respeito à diversidade, aprender e se 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
55 
 
desenvolver através de brincadeiras, participar como protagonista de sua história, 
explorar o mundo em sua volta, se comunicar através de diferentes linguagens e 
construir, com seus pares, a sua identidade pessoal e cultural. Neste sentido, através da 
participação de experiências e de vivências significativas, a criança terá condições de 
ampliar suas capacidades. Este direito também é reconhecido nas Diretrizes 
Curriculares Nacionais (2013), no qual o currículo “é concebido como um conjunto de 
práticas que buscam articular as experiências e os saberes das crianças com os 
conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural, artístico, científico, e 
tecnológico”. 
Seguindo as contribuições da Base Nacional Comum Curricular, 
especificamente dos campos de experiências, os conteúdos da Pré-escola II foram 
organizados em quatro eixos: Linguagem, Matemática, Ciências da Natureza e Ciências 
Sociais, com seus respectivos sub-eixos. O Eixo Linguagem contempla os sub-eixos 
“Linguagem verbal (oral e escrita) e língua de sinais”, “Práticas de Leitura”, “Arte”, 
“Movimento” e “Brincar”. O eixo Ciências da Natureza aborda os sub-eixos “Ser 
humano” e “Eu, a natureza e as transformações”. Já o eixo Ciências Humanas, é 
constituído pelo sub-eixo “Eu, o mundo social, cultural e histórico”. E, no eixo 
Matemática, tem-se o sub-eixo “Noções matemáticas”. 
Ao encontro dos eixos e sub-eixos, tem-se os temas integradores, os quais 
abordam questões pertinentes à formação das crianças e, por isso, são necessários 
constar na prática pedagógica dos professores. Eles são: Sustentabilidade; Ética, 
Direitos Humanos e Cidadania; Consumo e Educação Financeira; Tecnologias Digitais 
e Culturas Indígenas e Africanas. Outro elemento que permeia a prática pedagógica na 
Educação Infantil é interdisciplinaridade, a qual possibilita o estabelecimento de 
relações entre os eixos, favorecendo a compreensão e contextualização dos 
conhecimentos, bem como a aprendizagem significativa. Como afirma Nogueira (2001, 
p.27 apud DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS, 2013), a 
interdisciplinaridade pode ser entendida como uma “[...] abordagem teórico-
metodológica em que a ênfase incide sobre o trabalho de integração das diferentes áreas 
do conhecimento, um real trabalho de cooperação e troca, aberto ao diálogo e ao 
planejamento”. 
Cabe ressaltar, ainda, a importância do brincar como um elemento essencial no 
desenvolvimento integral da criança na educação infantil. Conforme encontra-se nas 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
56 
 
Diretrizes Curriculares Nacionais (2013), “brincar dá a criança oportunidade para imitar 
o conhecido e para construir o novo, conforme ela reconstrói o cenário para que sua 
fantasia se aproxime ou se distancie da realidade vivida, assumindo personagens e 
transformando objetos pelo uso que deles faz”. 
Neste contexto, estão organizados, no quadro abaixo, os eixos, sub-eixos, 
conteúdos e objetivos de aprendizagem que deverão nortear o trabalho pedagógico do 
Pré-escolar II. 
Linguagem 
Eixo Conteúdos Objetivosde aprendizagem 
L
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g
u
a
g
em
 v
er
b
a
l 
(o
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e 
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cr
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lí
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g
u
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e 
si
n
a
is
 
 Apropriação da língua 
portuguesa 
 Ampliação do 
vocabulário 
 Uso lúdico dos jogos 
verbais, explorando 
sonoridade, ritmo e 
memorização 
 Representação 
simbólica 
 Comunicação verbal e 
não-verbal 
 Noções sobre a 
existência de diferentes 
linguagens (Libras, 
Braille, Línguas 
Estrangeiras) Audição da 
leitura textual 
 Diversidade textual 
 Argumentação de 
ideias 
 Sequência lógica dos 
fatos 
 História da Escrita 
 Alfabeto 
 Direção da escrita 
 Função social da escrita 
 Escrita do nome 
 Grafismo 
 Símbolos gráficos 
 Noções sobre a relação 
entre fonema e grafema 
 Relação fala x escrita 
 Rimas 
 
 Compreender a linguagem enquanto meio de apreensão, 
verbalização, representação, expressão, interação, 
negociação e comunicação do ser humano com o mundo. 
 Comunicar sentimentos, desejos, ideias, descobertas, 
necessidades, opiniões e dúvidas, utilizando a linguagem 
verbal ou de Libras. 
 Utilizar e ampliar o repertório verbal/vocabulário por 
meio de experiências lúdicas e/ou cotidianas. 
 Participar de situações lúdicas envolvendo a 
comunicação e/ou diálogo que contribuam para o 
desenvolvimento da expressão oral, da argumentação de 
ideias e da sequência lógica dos fatos. 
 Conhecer e reproduzir oralmente diferentes jogos 
verbais. 
 Estimular o desenvolvimento da sonoridade, ritmo e 
memorização por meio de estratégias diversificadas. 
 Relatar experiências e situações cotidianas por meio de 
diferentes estratégias de comunicação. 
 Descrever personagens e cenas de histórias infantis. 
 Narrar fatos, histórias e experiências pessoais 
considerando a temporalidade e a causalidade. 
 Vivenciar situações envolvendo a comunicação verbal e 
não-verbal. 
 Participar da audição da leitura de textos diversificados. 
 Participar da construção de textos coletivos, onde o 
professor é organizador e escriba. 
 Conhecer a história da escrita. 
 Reconhecer a função social da escrita. 
 Entender o significado e a função do alfabeto. 
 Conhecer a direção da escrita (esquerda para direita. 
cima para baixo) e o espaçamento existente entre as 
palavras. 
 Diferenciar números, letras, palavras, símbolos e 
desenhos. 
 Observar a representação de imagens e pensamentos por 
meio da escrita. 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
57 
 
 
 Iniciar o processo de grafismo em letras caixa alta. 
 Realizar tentativas de registros escritos (escrita 
espontânea), incluindo o próprio nome / elaborar as 
primeiras escritas não convencionais ou convencionais. 
 Identificar diferentes letras (inclusive os diferentes tipos 
de letras: caixa alta, script, cursiva) ou palavras trabalhadas 
de maneira contextualizada. 
 Verificar, por meio de diferentes palavras, a semelhança 
existente na letra inicial, no número de letras e nos 
elementos sonoros. 
 Explorar o significado e o sentido das palavras. 
 Estimular o desenvolvimento do pensamento e da 
imaginação. 
 Explorar os diferentes símbolos que fazem parte da 
nossa sociedade, aprendendo a ler imagens, desenvolvendo 
a leitura de mundo e a noção de representação. 
 Vivenciar situações que estimulem a consciência de que 
as palavras são constituídas por sons diversos, podendo ser 
divididas em unidades menores. 
 Explorar materiais e/ou experiências que visem a 
correspondência entre fonema e grafema. 
 Estimular o desenvolvimento da memória auditiva e da 
atenção. 
 Identificar sons similares e desiguais. 
 Reconhecer e produzir rimas e sons consonantais 
semelhantes. 
P
rá
ti
ca
s 
d
e 
le
it
u
ra
 
 Interações com 
práticas de leitura 
 Uso significativo de 
diferentes gêneros 
textuais 
 Noções sobre as 
características de 
tipologia textual 
 Aspectos sonoros da 
linguagem 
 Explorar diferentes materiais pedagógicos visando a 
leitura incidental. 
 Identificar as funções e diferenças das embalagens e 
rótulos utilizados cotidianamente. 
 Estimular a noção de estruturação da leitura (começo, 
meio e fim). 
 Realizar a prática da pseudoleitura. 
 Estimular o desenvolvimento da memória auditiva e 
visual. 
 Participar de situações que requeiram a atenção e escuta 
do outro. 
 Escutar a leitura do professor / ouvir diferentes textos. 
Identificar as formas e os aspectos sonoros da linguagem 
(ritmos, rimas, entonação) por meio de diferentes gêneros 
textuais / jogos verbais. 
 Conhecer as características dos gêneros textuais para 
então diferenciá-los. 
 Reconhecer o próprio nome/letras/números nas diversas 
vivências pessoais. 
Conhecer a estrutura dos livros (nome do autor, título e 
outros elementos). 
 Participar ativamente de momentos que envolvam as 
práticas de leitura. 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
58 
 
 
 Experienciar as múltiplas formas de leitura e escrita, 
como instrumento de comunicação, respeitando sua função 
social. 
A
rt
e 
 
 Noção da história da 
Arte 
 Arte Rupestre 
 Diversidade Cultural 
por meio de diferentes 
manifestações artísticas 
 Patrimônio artístico, 
cultural e tecnológico 
 Representação 
simbólica, 
experimentação e 
elaboração de produções 
por meio de linguagens 
artísticas: desenho, 
pintura, dobradura, 
modelagem, música, 
dança, dramatizações 
 Elementos formais das 
artes visuais: linha, 
ponto, cor, volume, 
superfície, forma, 
texturas 
 Cores e mistura de 
cores 
 Figura e fundo 
 Música 
 Expressão e 
sensibilização 
 História da música 
(noção) 
 Diferença entre Som e 
música 
 Sons do corpo 
 Percepção do ritmo 
 Gêneros musicais 
 Dramatização 
 Movimento criativo do 
corpo 
 Entonação da voz 
 Expressão corporal 
 Expressão facial 
 Representação de 
enredos e personagens 
através da linguagem não 
verbal 
 Conhecer algumas noções básicas sobre a história da 
Arte. 
 Explorar e elaborar produções com diferentes 
linguagens artísticas. 
 Conhecer e apreciar gradativamente o patrimônio 
artístico, cultural e tecnológico. 
 Conhecer diferentes gêneros das artes visuais (pintura, 
modelagem, escultura). 
 Valorizar diferentes manifestações artísticas e culturais. 
 Estimular o desenvolvimento da sensibilidade, da 
criatividade e da imaginação, superando a utilização 
exclusiva de materiais estereotipados (desenhos prontos). 
 Ampliar os sentidos, explorando diferentes texturas, 
cores, formas, traços, sons e imagens. 
 Produzir desenhos, modelagens, pinturas, colagens, 
dobraduras. 
 Comunicar-se, de maneira criativa, por meio da 
linguagem artística. 
 Construir, de maneira coletiva, cenários para o faz de 
conta. 
 Conhecer diferentes artistas e suas obras de arte. 
 Manipular diferentes objetos e materiais, explorando 
suas características e propriedades de manuseio. 
 Estimular o desenvolvimento da coordenação 
visomotora. 
 Participar de vivências lúdicas que envolvam a música. 
Construir, por meio da contação de histórias, a imagem 
mental. 
 Ampliar a capacidade de comunicação através do uso 
significativo da música, compreendendo esta como uma 
linguagem universal. 
 Diferenciar som e música, percebendo as diferentes 
fontes sonoras que nos rodeiam. 
Explorar o corpo como elemento criador de som e de 
música. 
 Desenvolver o gosto por diferentes estilos musicais, 
potencializando a expressão criativa e a sensibilidade da 
criança. 
 Desenvolver o ritmo musical. 
 Apreciar a cultura da infância, resgatando cantigas de 
roda,brincadeiras cantadas, parlendas e músicas infantis. 
 Auxiliar no desenvolvimento motor, trabalhando o 
movimento do corpo com ritmo e sincronia. 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
59 
 
M
o
v
im
en
to
 
 Esquema Corporal 
 Consciência Corporal 
 Expressão corporal 
 Figura humana 
 Capacidade motora 
(Agilidade, Resistência, 
Equilíbrio, Força, 
Flexibilidade, 
Velocidade e 
Coordenação Motora) 
 Coordenação Motora 
ampla e fina 
 Freio Inibitório 
 Lateralidade 
 Habilidades motoras 
 Coordenação 
visomotora 
 Noção de tempo e 
espaço 
Jogos cooperativos e de 
socialização 
 Exercitar a capacidade de representação simbólica 
através de dramatizações. 
 Descobrir várias formas de se movimentar, construindo 
conceitos e ideias sobre o movimento e suas ações. 
 Conhecer seu corpo, as suas limitações, enfrentar 
desafios, desenvolvendo capacidades físicas e intelectuais. 
 Desenvolver a capacidade de expressão corporal de 
forma lúdica e espontânea. 
 Ampliar a comunicação interagindo com outras 
crianças, expressando seus sentimentos, estabelecendo 
relações de afeto. 
 Reconhecer o corpo e suas partes por meio do 
movimento e do desenho da figura humana. 
 Verificar a interdependência das partes para o 
funcionamento do corpo humano como um todo. 
 Expressar-se por meio de diferentes gestos, ritmos e 
posturas, envolvendo movimentos nas situações de 
brincadeiras e demais situações cotidianas. 
 Estimular o desenvolvimento de diversas capacidades 
motoras, tais como agilidade, resistência, equilíbrio, força, 
flexibilidade, velocidade e coordenação motora. 
 Perceber as potencialidades e limites do próprio corpo. 
 Estimular o desenvolvimento da coordenação motora 
ampla e fina, por meio de vivências lúdicas. 
 Participar de situações de movimento que estimulem o 
uso do freio inibitório. 
 Participar de situações que possibilitem a definição da 
lateralidade. 
 Participar de vivências lúdicas que contribuam para o 
desenvolvimento das habilidades motoras, tais como 
andar, correr, saltar, segurar, chutar, lançar, equilibrar-se, 
rolar, girar, entre outras). 
 Promover o desenvolvimento motor perceptivo, 
especificamente a coordenação visomotora, ou seja, 
integrar o movimento do corpo com a visão. 
 Construir, gradativamente, a noção de tempo e espaço. 
 Participar de vivências que permitam a orientação no 
espaço em relação à objetos, pessoas ou ao próprio corpo, 
e a identificação de pontos de referência para se situar. 
 Descrever, oralmente ou graficamente, pequenos 
trajetos ou pontos de referência localizados próximo da 
residência ou da unidade escolar. 
Participar de brincadeiras e jogos que favoreçam a 
socialização, cooperação, ajuda mútua e respeito entre os 
colegas. 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
60 
 
B
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 A diversidade nas 
brincadeiras e brinquedos 
 Jogo simbólico/ Faz de 
conta 
 Brincadeiras em equipe 
 Cantigas e parlendas 
 Brincadeiras dirigidas 
 Brincadeiras 
espontâneas 
 Brincadeiras 
tradicionais e populares: 
brincadeiras de perseguir, 
procurar, pegar, correr, 
pular, atirar,de agilidade, 
destreza e força, de roda, 
de adivinhar e, com 
brinquedos construídos 
 Jogos de regras 
 
 Estimular o desenvolvimento da socialização e interação 
entre as crianças. 
 Representar e simbolizar emoções, medos, crenças e 
contexto. 
 Reconhecer valores que fazem parte da cultura e da 
sociedade atual e antiga. 
 Expressar-se por meio da linguagem infantil. 
 Comunicar sentimentos e ideias por meio de signos. 
 Conhecer as brincadeiras em sua diversidade, ou seja, as 
diferentes maneiras de brincar e os diferentes brinquedos 
utilizados por crianças de contextos culturais e históricos. 
 Representar objetos ausentes ou situações fictícias. 
 Vivenciar diferentes papéis, para compreender e dar 
sentido ao mundo que a cerca. 
 Estimular a verbalização e o processo de alfabetização 
por meio da ludicidade. 
 Construir brinquedos que favoreçam o desenvolvimento 
da criatividade. 
 Oportunizar situações que fomentem a autonomia em 
casos de conflitos interpessoais. 
 Promover o autoconhecimento. 
 Estimular o desenvolvimento cognitivo, linguístico, 
afetivo, físico-motor, social, espiritual e moral. 
 Participar da elaboração de regras e da ressignificação 
de brincadeiras. 
 Coordenar pontos de vistas diferentes. 
 Estimular a habilidade de escuta. 
 Entender a importância do cumprimento de regras. 
 Resgatar historicamente brincadeiras tradicionais e 
populares, as quais fazem parte do patrimônio lúdico e 
constitui a cultura da infância. 
 
Matemática 
Eixo Conteúdos Objetivos de Aprendizagem 
 Conceito de número; 
 História dos números; 
 Função social dos 
números; 
 Sequência numérica; 
 Classificação; 
 Seriação; 
 Ordenação; 
 Formas geométricas 
básicas; 
 Representação de 
quantidades; 
 
 Participar de experiências lúdicas que envolvam a 
resolução de problemas matemáticos. 
 Estimular o desenvolvimento do raciocínio lógico e do 
pensamento abstrato. 
 Construir, gradativamente, o conceito de número. 
 Conhecer a história dos números. 
 Entender a função social dos números (como e porque 
são utilizados cotidianamente). 
 Entender que os números apresentam uma sequência. 
 Distinguir os objetos conforme determinadas 
características para, na sequência, agrupá-los. 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
61 
 
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 Sequência lógica dos 
fatos; 
 Calendários e Relógios; 
 Unidades de tempo; 
 Representação gráfica 
dos números; 
 Contagem dos 
números; 
 Correspondência termo 
a termo ou 
correspondência 
biunívoca (combinação 
de números à 
quantidade); 
 Noção do sistema de 
grandezas e medidas; 
 Noção do sistema 
monetário brasileiro; 
 Construção e leitura de 
gráficos simples. 
 
 Ordenar e estabelecer as diferenças existentes entre 
determinados objetos, de maneira crescente ou decrescente, 
de acordo com suas características (peso, espessura, 
tamanho, cor). 
 Reconhecer e nomear as formas geométricas (quadrado, 
triângulo, círculo e retângulo). 
 Relacionar as formas geométricas com objetos ou 
instrumentos utilizados cotidianamente. 
 Explorar agrupamentos que possibilitem desenvolver a 
noção de quantidades (mais, menos ou igual). 
 Observar que os fatos apresentam uma sequência de 
acontecimentos, reconhecendo o que acontece antes e 
depois, ontem ou hoje. 
 Observar a passagem do tempo em diferentes 
calendários e relógios. 
 Estimular o desenvolvimento gradativo e mental da 
passagem do tempo. 
 Criar noção das unidades de tempo (dias e semanas, 
manhã, tarde e noite). 
 Realizar tentativas de representação gráfica dos 
números. 
 Praticar, de maneira lúdica, a memorização da contagem 
oral dos números. 
 Participar de vivências em que seja possível realizar a 
correspondência biunívoca/termo a termo, a qual ocorre 
quando cada elemento do primeiro conjunto corresponde a 
um elemento do segundo conjunto (exemplo: bonecas e 
camas, meninos e bonés, bonecas e vestidos). 
 Construir noção do sistema de medidas simples 
(medidas não convencionais e convencionais – barbante, 
lápis/metros e quilos). 
 Construir noção de grandezas (tamanho, largura, altura, 
distância, espessura). 
 Estimular o desenvolvimento das noções de frente/atrás, 
perto/longe, abaixo/acima, pequeno/grande, cheio/vazio, 
maior/menor. 
 Conhecer, por meio de atividades lúdicas, as cédulas e 
valores do sistema monetário brasileiro,relacionando-o 
com as vivências cotidianas. 
 Participar da construção de gráficos simples, bem como 
da leitura dos mesmos. 
 
Ciências da Natureza 
Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem 
 Características 
pessoais e corporais 
 Cuidados pessoais e 
necessidades do corpo 
 Conhecer e nomear as características pessoais e 
corporais. 
 Conhecer e aguçar os sentidos (tato, audição, visão, 
paladar e olfato). 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
62 
 
S
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(higiene, alimentação, 
saúde, prevenção de 
acidentes, sexualidade, 
autonomia) 
 Necessidades básicas 
de sobrevivência 
 Fases do 
desenvolvimento 
humano 
 Percepção corporal 
 Autoconhecimento 
 Valorizar a diversidade humana, considerando 
semelhanças e diferenças entre si e os demais colegas. 
 Participar de atividades que envolvam o corpo e os 
cuidados pessoais. 
 Explorar algumas necessidades básicas de sobrevivência 
do ser humano (moradia, alimentação, vestuário, laços 
afetivos). 
 Conhecer as fases de desenvolvimento do ser humano. 
 Estimular o desenvolvimento da liberdade e autonomia 
para o cuidado de si. 
 Explorar algumas necessidades do corpo humano 
envolvendo saúde, alimentação, higiene, sexualidade e 
prevenção de acidentes. 
 Comunicar, por meio do corpo, sensações, emoções, 
sentimentos e representações. 
 Explorar movimentos com o corpo que permitam a 
descoberta dos diferentes modos de ocupação e uso do 
espaço com o corpo. 
 Estimular o desenvolvimento de habilidades 
psicomotoras (coordenação motora fina e ampla, 
coordenação viso motora, freio inibitório, lateralidade, 
orientação espacial). 
 Estimular o desenvolvimento de habilidades cognitivas 
(memorização, atenção, concentração). 
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 Elementos da natureza; 
 Relação do ser humano 
com a natureza; 
 Preservação do meio 
ambiente; 
 Elementos da natureza; 
Relação do ser humano 
com a natureza; 
 Preservação do meio 
ambiente; 
 Sustentabilidade; 
Noção de transformação: 
mudanças que ocorrem 
naturalmente x 
mudanças provocadas 
pela ação humana e suas 
respectivas 
consequências para os 
seres vivos; 
 Fenômenos físicos. 
 Relação entre 
diferentes elementos da 
natureza (animais, 
vegetação, clima...) 
 
 Brincar, criar e representar personagens no faz de conta, 
em dramatizações, danças e reconto de histórias. 
 Conhecer aspectos do ambiente em que vivem e suas 
características. 
 Explorar os usos e a procedência de diferentes 
elementos e fenômenos da natureza. 
 Conhecer aspectos do ambiente em que vivem e suas 
características. 
 Explorar os usos e a procedência de diferentes elementos 
e fenômenos da natureza. 
 Explorar objetos e materiais que apresentem 
propriedades e características físicas diversificadas. 
 Despertar a curiosidade do como e o porquê das coisas. 
 Oportunizar situações que contextualizem e estimulem 
práticas de cuidado e respeito do ser 
 humano para com a natureza, especificamente a 
preservação do meio ambiente e a sustentabilidade. 
 Observar os fenômenos físicos, as mudanças que 
ocorrem naturalmente e as que ocorrem pela ação humana 
na natureza. 
 Observar os diferentes elementos que compõem a 
paisagem: montanhas, mar, campo, rios, vegetações, 
florestas. 
Verificar a relação existente entre os diferentes elementos 
da natureza (animais, vegetação, clima, entre outros). 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
63 
 
 
 Uso consciente dos 
recursos naturais: 
economia, reciclagem... 
 Noção de espaço; 
 Estações do ano; 
 Natureza e cultura; 
 Água; 
 Curiosidades sobre 
animais e plantas; 
 Estimular o uso consciente dos recursos naturais. 
 Participar de vivências que mobilizem a preservação da 
natureza. 
 Resolver problemas cotidianos envolvendo quantidades, 
medidas, dimensões, tempos, espaços, comparações, 
transformações, buscando hipóteses e explicações. 
 Estimular o desenvolvimento da noção de espaço: em 
cima, embaixo, perto, longe, na frente, atrás, dentro, fora. 
 Identificar as principais características das estações 
do ano, diferenciando-as. 
 Conhecer a relação entre os fenômenos da natureza de 
regiões diferentes com os costumes, crenças e tradições dos 
grupos sociais e de pertencimento. 
 Identificar a importância da água para a vida do Planeta 
(incluindo todos os seres vivos). 
 Conhecer algumas características ou curiosidades de 
animais e plantas. 
 
Ciências Humanas 
Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem 
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 Identidade pessoal e 
coletiva; 
 História de vida; 
 Família e diferentes 
grupos sociais; 
 O eu e os outros; 
 Respeito à diversidade 
cultural (diferentes 
manifestações culturais, 
costumes, crenças e 
tradições); 
 Diferentes grupos 
sociais: família, igreja, 
escola, clubes; 
 Diferentes grupos 
étnico-raciais; 
 Socialização; 
 Valores; 
 Regras de convívio; 
 Tecnologias; 
 Calendário (algumas 
datas comemorativas 
tradicionais, estações do 
ano, entre outros); 
 Contato com 
manifestações do 
patrimônio cultural; 
 Oportunizar situações que favoreçam a construção da 
identidade pessoal e coletiva. 
 Conhecer a sua história de vida (nome, documentos, 
organização familiar). 
 Conhecer diferentes grupos sociais e modos de vida, por 
meio de narrativas e do contato com outras culturas 
(alimentação, moradia, vestuário, costumes, educação, 
festividades, músicas, danças, concepção de infância, entre 
outros). 
 Verificar a diversidade da constituição familiar; 
 Entender e respeitar diferentes culturas e pontos de vista, 
contrários ou a favor de sua opinião. 
 Conviver, de maneira harmônica, e respeitar as pessoas 
com deficiência, superdotação e transtornos globais do 
desenvolvimento, bem como os ritmos, interesses e desejos 
das outras crianças. 
 Estimular o desenvolvimento da autonomia e o senso de 
autocuidado, solidariedade e o sentido do singular e do 
coletivo. 
 Valorizar o eu, superando visões racistas, 
discriminatórias, desfazendo estereótipos. 
 Conhecer e valorizar as contribuições das culturas 
afrodescendentes, indígenas, asiáticas, europeias, entre 
outras, para a constituição da nossa identidade (pessoal 
e/ou coletiva). 
 Construir uma imagem positiva de si, fortalecendo a 
autoestima. 
 Promover a socialização e o convívio com os outros. 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
64 
 
 
 Rotina escolar: 
organização do tempo e 
espaço; 
 Cultura da infância; 
Trânsito; 
 
 Oportunizar situações que favoreçam a construção e 
prática de valores (amizade, empatia, tolerância, respeito, 
solidariedade). 
 Construir e praticar as regras de convívio existentes na 
sala de aula, na unidade escolar, na sociedade. 
 Inserir a criança no universo tecnológico, utilizando-o 
enquanto instrumento de socialização e pesquisa, bem 
como participando em jogos educativos. 
 Construir noção dos motivos pelos quais comemoram- 
se algumas datas tradicionais, explorando o calendário. 
 Oportunizar a participação em eventos escolares que 
ressaltem a cultura. 
 Oportunizar situações que viabilizem o contato com 
manifestações do patrimônio cultural. 
Conhecer a rotina escolar, de modo a entender sua 
importância para a organização do tempo e do espaço, bem 
como para a adaptação. 
 Contribuir para a criação, valorização e promoção dacultura da infância. 
 Conhecer características do trânsito por meio de 
atividades lúdicas ou situações concretas, tendo em vista 
contribuir para a segurança pessoal e coletiva. 
 
REFERÊNCIAS 
ARRIBAS, Teresa Lleixà. Educação Infantil: desenvolvimento, currículo e organização 
escolar. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2004. 
 
BRASIL, Base Nacional Comum Curricular – BNCC- Documento Preliminar, 
versões 1 e 2. Brasília, 2015/ 2016. 
______. Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica. Brasília, DF: 
MEC, SEB, DICEI, 2013. 562 p. 
 
______. Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da 
Educação Nacional. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 
1996. 
 
______. Parâmetros Curriculares Nacionais: introdução aos parâmetros curriculares 
nacionais. Secretaria de Educação Fundamental. Brasília, DF: MEC/SEF, 1997. 126 p. 
 
CONCÓRDIA-SC. Prefeitura Municipal. Secretaria de Educação 
Sistematização Curricular da Rede Municipal de Concórdia-SC. – 2. ed. – 
Concórdia-SC : Progressiva, 2010. 
 
NOGUEIRA, Nilbo. R.. Pedagogia dos Projetos: uma jornada interdisciplinar ruma ao 
desenvolvimento das múltiplas inteligências. São Paulo: Érica, 2001. Apud Parecer 
CNE/CEB no07/2010. Op. cit., 2010. 
ESTRATÉGIAS PARA EDUCAÇÃO INFANTIL- PRÉ-ESCOLA 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
65 
 
 Gráfico das brincadeiras, construir regras das 
brincadeiras. 
 Conhecer diferentes ritmos de músicas através 
de concentrações. 
 Registro de experiências, passeios e visitas. 
 Ouvir diferentes histórias, curtas, longas, 
contos de fadas, assombrações, originais e versões. 
 Roda de conversa. 
 Pesquisa de jornais e revistas. 
 Combinados coletivos. 
 Brincadeiras livres (para observar o 
desenvolvimento e dificuldades da turma), 
orientadas e organizadas com a intervenção do 
professor ou não, utilizando e organizando 
diferentes espaços: a sala, o parque, os corredores, 
o bosque, terrenos livres e limpos do bairro. 
 Construir regras de convivência para cada 
brincadeira, diferenciando ou retomando regras 
estabelecidas. 
 Utilizar livros, figuras ou desenhos. 
 Dialogar sobre filmes e histórias, (re) contá-los. 
 Brincadeira do telefone sem fio e telefone 
mudo. 
 Realizar relatos orais e escritos. 
 Uso do dicionário. 
 Registro de experiências, passeios e visitas. 
 Confecção de livrinho e mural informativo. 
 Contato com a pesquisa utilizando revistas 
jornais, livros de referência, entrevistas, pesquisa 
na internet, em casa. 
 Ouvir, contar e recontar diferentes histórias. 
 Conhecer e reconhecer as manifestações 
folclóricas. 
 Conhecer manifestações e músicas de outros 
povos/nações. 
 Dramatizar histórias e lendas. 
 Utilizar diferentes formas de registro valendo-
se de músicas, jogos, passeios, fotografias, painéis, 
teatros e pesquisa. 
 Criar rimas e poesias. 
 Analisar informações e fatos em fotografias e 
gravuras. 
 Contato com o mundo letrado utilizando 
diferentes estratégias. 
 Sequência lógica de ideias. 
 Realizar movimentos e deslocamentos da 
língua, posições variadas. 
 Assoviar, assoprar, tirar sons de uma folha de 
papel. 
Prática de análise linguística 
 Alfabeto como conjunto de letras. 
 Relação fala e escrita. 
 Formulação e analise de hipóteses de leitura e 
escrita. 
 Utilização do computador e outras tecnologias. 
 Participar de jogos dramáticos. 
 Registro de receitas, informações. 
 Registro de pequenos bilhetes de forma 
individual e/ou coletiva. 
 Organização e construção de rotinas de comum 
acordo com o grupo. 
 Registro de combinados tanto individual como 
coletivo, através de desenhos, textos coletivos, em 
cartaz, painel, vídeo. 
 Utilização de jogos em que as regras 
estabelecidas sejam postas em prática. Analise 
coletiva das situações enfrentadas. 
 Conhecer o grupo, as pessoas da escola, suas 
funções, diversificando formas de contato e 
registro. Formulando e reformulando conceitos. 
Como o ser humano é: 
 Desenhar as partes do corpo. 
 Brincadeiras envolvendo as partes do corpo. 
 Cantigas sobre o corpo. 
 Desenhar o corpo inteiro com cada nome dos 
membros. 
 Jogos de quebra cabeça sobre o corpo humano. 
 Esquema corporal. 
 Brincadeiras envolvendo o esquema corporal. 
 Trabalhar atividades de ritmo, associando o 
bater palmas com o caminhar (coreografias). 
 Trabalhar situações de deslocamentos do corpo 
na imobilidade e mobilidade. Ex: rolar no chão, 
ficar estático, mudar de posição. 
 Contornar as partes do corpo no chão, papel, 
parede e quadro. 
 Completar com detalhes, identificando-os nos 
próprios desenhos. 
 Registros fotográficos e audiovisuais sobre as 
partes do corpo, através de coreografias e musica o 
reconhecimento dos componentes e das funções do 
corpo a partir do outro. 
Alimentação: 
 Realizar diferentes experiências com sementes 
da região. 
 Gráficos dos resultados após a fruta plantada. 
 Percepção do tempo da colheita e plantio. 
 Pesquisa com frutas e alimentos para explorar 
as vitaminas. 
 Recorte e colagem com exploração de receitas, 
envolver a família. 
 Melhoramentos genéticos em alimentos. 
 Hábitos alimentares e saúde. 
 Gastronomia da região. 
 O cardápio da escola. 
 Qualidade de vida. 
 Desenvolvimento sustentável (rua, bairro, 
cidade). 
A criança enquanto sujeito: 
 Utilização com fotos e nomes construindo um 
cartaz de presença, valorizando a chegada e a saída 
das crianças. 
 Pesquisa do nome e sobrenome e história da 
criança. 
 Autorretrato. 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
66 
 
 Músicas com o nome das crianças e colegas. 
 História da criança (nome, família, diferentes 
constituições familiares), documentos pessoais ( 
registro de nascimento, carteira de identidade, livro 
da vida, carteirinha da biblioteca). 
 A casa de cada criança (modelo, cor, 
arquitetura, pontos de referencia, maquete). 
 Passeio pelo bairro e centro da cidade. 
 Exploração de fotografias antigas e atuais, 
livros e pinturas, observando costumes, vestuário, 
alimentação. 
 Construção de linha do tempo através de 
fotografias, desenhos ou outros materiais 
ilustrativos, percebendo os fatos históricos que 
influenciam a vida do homem. 
 Pesquisa em biblioteca, internet, livros, jornais 
e outros materiais. 
 Conhecer as diferentes etnias que compõe o 
município e sua origem. 
 Exploração de mapas. 
 Criação de maquetes e planta baixa da estrutura 
em que cada criança reside, localização do sol, 
pontos de localização. 
 Historicidade dos fatos; entrevistas com 
moradores antigos e atuais. 
 Visita ao museu. 
 TV, DVD, vídeo, internet aprender a utilizá-las 
 Jogos e brincadeiras dirigidos: lógicos, da 
memória, quebra-cabeça, dominó, trilha, jogo da 
velha, ludo, gato e rato, amarelinha, jogo de 
varetas, UNO, massa de modelar, argila, jogos de 
encaixe, boliche, peteca. 
 Problematizações orais, com material concreto, 
manusea-lo. 
 Analisar, construir hipóteses. 
 Recorte e colagem/desenho. 
 Brincar com blocos lógicos - montar e 
desmontar, materiais concretos. 
 Utilizar pneus, almofadas para auxiliar a sentar 
e trabalhar na reutilização de materiais recicláveis. 
 Utilizar caixas de vários tamanhos para as 
crianças brincarem explorarem dentro/ fora, 
grande/ pequeno, em cima /embaixo. 
 Adivinhas matemáticas e lógicas. 
 Construir diferentes gráficos usando número do 
sapato, altura, peso, número de pessoas na família, 
entre outras. 
 Exploração do calendário e da sequencia de 
cardápio na escola.Organização de pauta ou agenda de atividades. 
 Cantar diferentes músicas observando escala de 
tempo, ritmo, tom, harmonia. 
 Brincar com materiais que tenham diferentes 
texturas. 
 Realizar passeios de observação verificar 
formas, cores, diferentes tamanhos. 
 Organizar e seriar. 
 Registrar estas atividades com linguagem 
matemática. 
 Exploração de receitas: medidas e quantidades 
 Usar diferentes formas de registro para discutir 
o pensamento lógico matemático. 
 Registro de quantidades e procedimentos. 
 Pesquisa sobre a construção da ideia de registro 
de quantidades e valores. 
A criança e o movimento 
 Trabalhar atividades de relaxamento com 
música. 
 Brincadeiras com os olhos vendados para 
estimulo dos sentidos. (audição, visão, olfato, 
paladar). 
 Organizar e reorganizar espaços de 
brincadeiras e atividades físicas. 
 Mímicas, rir, fazer caretas, piscar. 
 Brincadeiras ritmadas: vivo e morto, dança da 
laranja, batata quente, limão de mão em mão, ovo 
choco. 
 Organizar e reestruturar espaços localizando-se 
e situando-se. 
 Promover circuito onde a criança corra, pule 
sobre obstáculos, ande de motoca, passe no 
minhocão. 
 Criar obstáculos com diferentes materiais 
(circuito). 
 Brincar com bolas, cordas, bambolês, 
colchonetes, túneis, objetos que permitam variados 
movimentos. 
 Trabalhar com diferentes tipologias musicais 
explorando os movimentos através da expressão 
corporal. 
 Colocar objetos dentro de outro, cubos de 
encaixe, caixas, potes de diversos tamanhos. 
 Rasgar, picar, amassar, dobrar, contornar, fazer 
e desfazer nós e manusear objetos. 
 Trabalhar diferentes texturas com os pés 
descalços sobre botões, grama, lixa, cordas, tacos, 
areia, farinha, sagu. Pegar objetos com o auxilio 
dos pés. 
 Desenvolver atividades de equilíbrio estático 
(permanência em pé, sentado, deitado, em 
diferentes apoios), dinâmicos (movimentos 
locomotores, equilíbrio recuperado). 
 Desenvolver atividades de marchas, corridas, 
saltos, movimentos ritmados. 
 Diferenciar direita, esquerda, mãos e pés. 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
67 
 
ANOS INICIAIS - ENSINO FUNDAMENTAL 
1º ANO 
O trabalho pedagógico no 1º ano do Ensino Fundamental deve levar em conta as 
especificidades da infância e o caráter histórico do desenvolvimento humano, pois se 
considera a criança como um sujeito que pensa, age, se comunica, que constrói saberes 
e os socializa a partir das interações que estabelece com seus pares. Desta forma, o 
trabalho pedagógico nesta etapa da escolarização precisa, necessariamente, dar 
continuidade ao desenvolvido na Educação Infantil, ou seja, considerar a ludicidade 
como metodologia para a alfabetização e o letramento, visto que no ato de brincar a 
criança desenvolve a criatividade, a imaginação, o raciocínio lógico, a psicomotricidade, 
ou seja, “[...] através do brinquedo, a criança aprende a atuar numa esfera cognitiva que 
depende das motivações internas” (REGO, 1995). 
 A centralidade na aprendizagem na disciplina de Língua Portuguesa, nesta etapa 
da escolaridade, se refere à apropriação do sistema de escrita alfabético que contempla o 
conhecimento das letras do alfabeto, a compreensão dos princípios de funcionamento do 
sistema e o domínio das correspondências entre letras ou grupo de letras e seu valor 
sonoro. Esse processo se dá a partir da mediação, ou seja, a interação com o outro que 
pode se configurar na pessoa do professor, colega ou material didático. Neste processo, 
a aprendizagem se efetiva, pois a criança tem a oportunidade de interagir dialeticamente 
com o objeto de conhecimento de forma autônoma e crítica. 
 Vale ressaltar que o processo de alfabetização precisa estar articulado à 
aprendizagem da leitura e produção de textos, tendo em vista que a leitura e a escrita é 
que proporcionam o acesso aos bens culturais e a compreensão dos conteúdos das 
demais áreas do conhecimento, além de significar também o acesso aos veículos onde o 
conhecimento se encontra registrado – entre eles, o livro. 
Para Saviani (2008), 
 
A escola existe, pois, para propiciar a aquisição dos instrumentos que 
possibilitam o acesso ao saber elaborado, bem como o próprio acesso aos 
rudimentos desse saber. As atividades da escola básica devem organizar-se a 
partir desta questão. Se chamarmos isso de currículo, poderemos então 
afirmar que é a partir do saber sistematizado se estrutura o currículo da escola 
elementar. Ora, o saber sistematizado, a cultura erudita, é uma cultura letrada. 
Daí que a primeira exigência para o acesso a esse tipo de saber seja aprender 
a ler e a escrever. 
 Partindo desse pressuposto, fica eminente a necessidade de proporcionar às 
crianças inúmeras experiências relacionadas à leitura, à oralidade, à escrita e à análise 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
68 
 
linguística. Para tanto, o contato com a diversidade de gêneros textuais é 
imprescindível. Deste modo, o investimento no trabalho a partir do uso dos gêneros 
textuais, estará facilitando a apropriação dos usos da língua. Neste ponto, é importante 
lembrar que o professor por adotar um livro ou mesmo por produzir ou selecionar os 
textos, transforma-se, necessariamente, no corresponsável pelo ensino e 
encaminhamento para tornar o aluno leitor e escritor. Assim, pode-se inferir que vários 
gêneros textuais podem ser trabalhados nesta etapa da escolarização como instrumento 
de leitura e produção de textos, dentre eles: 
 Textos literários ficcionais: contos, lendas, fábulas... 
 Textos do patrimônio oral, poemas e letras de músicas: trava-línguas, parlendas, 
quadrinhas, adivinhas, provérbios. 
 Textos com a finalidade de divulgar produtos e/ou serviços - e promover 
campanhas educativas no setor da publicidade: cartazes educativos, anúncios 
publicitários, placas, faixas, rótulos. 
 Textos com a finalidade de orientar a organização do tempo e do espaço nas 
atividades individuais e coletivas necessárias à vida em sociedade: agendas, 
cronogramas, calendários, quadros de horários, folhinhas e os mapas. 
 Textos epistolares utilizados para as mais diversas finalidades: cartas pessoais, 
bilhetes... 
 Textos não verbais: histórias em quadrinhos só com imagens, charges, pinturas, 
esculturas e algumas placas de trânsito. 
É pertinente salientar que a organização escolar e o desenvolvimento das 
linguagens precisam permitir às crianças a expressão da pluralidade de saberes, sua 
diversidade de raça e etnia, de gêneros, de valores morais e religiosos, de sentimentos, 
desejos e fantasias, pois a criança se constitui nas relações existentes nos grupos sociais 
em que está inserida. 
 No que se refere ao ensino da matemática, vale ressaltar que as crianças que 
ingressam no 1º ano do Ensino Fundamental trazem consigo noções informais sobre 
numeração, medida, espaço e forma, construídas em sua vida cotidiana, posto que, 
observam a mãe fazendo compras, os horários das atividades da família, os cálculos que 
elas mesmas fazem na soma de pontos de um jogo, controle de quantidade de 
brinquedos e até mesmo as referências que conseguem estabelecer quando estão 
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69 
 
próximos ou distantes de algo, serão transformadas em objeto de reflexão em suas 
primeiras atividades escolares. Vigotski apud Gasparin (2009) afirma 
 
Em essência a escola nunca começa no vazio. Toda aprendizagem com que a 
criança se depara na escola tem sempre uma pré-história. Por exemplo, a 
criança começa estudar aritmética na escola. Entretanto, muito antes de 
ingressar na escola ela já tem certa experiência no que se refere a quantidade: 
já tevea oportunidade de realizar essa ou aquela operação, de dividir, de 
determinar grandeza, de somar, de diminuir (...) a aprendizagem escolar 
nunca começa no vazio, mas sempre se baseia em determinado estágio de 
desenvolvimento, percorrido pela criança antes de entrar na escola. 
 
 Desta forma, compreendendo a alfabetização num sentido amplo, pode-se inferir 
que o processo de apropriação de práticas sociais em que a escrita tem um papel 
decisivo, o professor precisa assumir o compromisso de desenvolver uma ação 
pedagógica que, a partir da bagagem de conhecimento que a criança traz consigo, 
auxilie a criança a compreender os modos como essa sociedade se organiza, descreve, 
aprecia e analisa o mundo. 
 Para tanto, o ensino da Matemática, além se preocupar com práticas 
diversificadas de leitura e escrita, precisa contemplar as relações de espaço e forma, 
processos de medição, registro e uso de medidas, bem como estimular as estratégias de 
contagem, reunião, organização, abstração, composição e decomposição, análise de 
informação, comparação e ordenação. 
 Para Viana e Rolkouski apud Brasil (2014), “os alunos no ciclo de alfabetização 
possuem entre 06 e 08 anos de idade e, portanto, são crianças. (...) E, ainda que muitos 
pensem ao contrário, não desejamos que pensem como adultos; queremos sim contribuir 
para ampliar suas possibilidades de entendimento de mundo”. 
 Neste contexto, é importante destacar que o ato de brincar pode ser um mediador 
do conhecimento e de representações sociais da Linguagem, da Matemática, das 
Ciências Sociais e Naturais e, por consequência, o brincar pode se tornar uma 
importante estratégia de ensino, pois reproduz o contexto sociocultural e destaca-se 
como fonte primeira de produção de conhecimento do aluno. 
 Por fim, é imprescindível salientar que o ato de ler e escrever precisa permear 
todas as áreas do conhecimento que podem ser trabalhadas numa perspectiva 
interdisciplinar, pois, sem dúvida a alfabetização é uma condição necessária à formação 
do cidadão autônomo capaz de buscar o conhecimento e ter necessidade dele, participar 
ativamente do meio social buscando a sua transformação. 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
70 
 
Língua Portuguesa 
Eixo Conteúdo Objetivos de aprendizagem 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A
n
á
li
se
 l
in
g
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ís
ti
ca
 
 Direcionamento 
da escrita 
 Relação fonema/ 
grafema 
 Ordem alfabética 
 Diferentes tipos 
de letras 
 Análise 
fonológica (sílabas) 
 Sonoridade das 
palavras: rimas 
 Composição 
silábica 
 Escrita de 
palavras, frases e 
textos 
 R e RR associados 
ao regionalismo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Compreender a ordem e direcionamento da escrita. 
 Compreender o funcionamento do sistema de escrita alfabética. 
 Escrever o próprio nome e utilizá-lo como referência para 
escrever e ler outras palavras, construindo a correspondência 
fonema/grafema. 
 Reconhecer e nomear as letras do alfabeto. 
 Diferenciar letras de números e outros símbolos. 
 Conhecer a ordem alfabética e seus usos em diferentes 
gêneros. 
 Conhecer o uso de variados tipos de letras, de suportes e 
instrumentos de escrita (papel, lápis/caneta, tela/teclado). 
 Reconhecer diferentes tipos de letras em textos de diferentes 
gêneros e suportes textuais. 
 Usar diferentes tipos de letras em situações de escrita de 
palavras e textos. 
 Compreender que as palavras diferentes compartilham certas 
letras. 
 Perceber que palavras diferentes variam quanto ao número, 
repertório e ordem de letras. 
 Realizar análise fonológica de palavras, segmentando-as 
oralmente em unidades menores (partes de palavras, sílabas) 
identificando rimas, alterações, observando a função sonora que 
os fonemas assumem nas palavras, relacionando os elementos 
sonoros com sua representação escrita. 
 Reconhecer palavras em textos, a partir de alguns índices 
sonoros e suas correspondências gráficas. 
 Segmentar oralmente as sílabas de palavras, e comparar as 
palavras quanto ao tamanho. 
 Identificar semelhanças sonoras em sílabas e em rimas. 
 Reconhecer que as sílabas variam quanto à sua combinação 
entre consoantes e vogais (CV, CCV, CVV, CVC, V, VC, VCC, 
CCVCC) e que as vogais estão presentes em todas as sílabas. 
 Ler, ajustando a pauta sonora ao escrito. 
 Dominar as correspondências entre as letras ou grupos de letras 
e seu valor sonoro, de modo a ler e escrever palavras e textos. 
 Compreender que as alterações na ordem escrita dos grafemas 
provocam alterações na composição da palavra. 
 Ler palavras e textos, apoiando-se em imagens. 
 Após leitura silenciosa, ler oralmente textos familiares e curtos 
(títulos de histórias, manchetes, quadrinhas, entre outros). 
 Escrever palavras e textos, segundo sua compreensão do 
sistema alfabético, ainda que não convencionalmente. 
 Reconhecer palavras e frases frequentes em textos, sem a 
necessidade de decodificação. 
 Usar o R e RR aplicado ao regionalismo. 
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71 
 
Discursividade, 
Textualidade e 
Normatividade 
 Gêneros textuais 
 Coesão textual 
 Relação 
fonema/grafema 
 Letra maiúscula 
e minúscula 
Segmentação de 
palavras em textos 
 
 
 Analisar adequações de um texto (lido, escrito ou escutado) 
aos interlocutores e à formalidade do contexto ao qual se destina. 
 Conhecer e usar diferentes suportes textuais, tendo em vista 
suas características: finalidade, esfera de circulação, tema, forma 
de composição, estilo, etc. 
 Reconhecer gêneros textuais e seus contextos de produção. 
 Conhecer e usar palavras ou expressões que retomam 
coesivamente o que já foi escrito (pronomes pessoais, sinônimos 
e equivalentes). 
 Conhecer e fazer uso das grafias de palavras com 
correspondências regulares diretas entre letras e fonemas (P, B, 
T, D, F, V). 
 Identificar e fazer uso de letra maiúscula e minúscula nos 
textos produzidos, segundo as convenções, adequando ao nível 
da turma. 
 Segmentar palavras em textos. 
O
ra
li
d
a
d
e 
 Debates 
 Situações de 
escuta e fala 
(contação de 
histórias, 
bilhetes...) 
 Produção de 
textos orais: 
entrevistas, 
narrativas, relatos 
de experiências... 
 Textos de 
tradição oral: 
lendas, trava-
línguas, adivinhas, 
parlendas... 
 Participar de interações orais em sala de aula, questionando, 
sugerindo, argumentando e respeitando os turnos de fala. 
 Escutar com atenção textos de diferentes gêneros, sobretudo 
os mais formais, comuns em situações públicas. 
 Produzir textos orais de diferentes gêneros (entrevistas, 
narrativas, relatos de experiência e passeios de estudo). 
 Valorizar os textos de tradição oral, reconhecendo-os como 
manifestações culturais. 
P
ro
d
u
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o
 d
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te
x
to
s Produção de 
textos coletivos 
 Vocabulário 
adequado ao gênero 
 Produção de 
textos individuais 
(frases, textos de 
memória, relatos, 
narrativas...) 
 Revisão de textos 
 Planejar a escrita de textos considerando o contexto de 
produção: organizar roteiros, planos gerais para atender a 
diferentes finalidades, com ajuda de escriba e/ou com 
autonomia. 
 Produzir textos de diferentes gêneros, atendendo a diferentes 
finalidades, por meio da atividade de um escriba e/ou com 
autonomia. 
 Utilizar vocabulário diversificado e adequado ao gênero e às 
finalidades propostas. 
 Revisar coletivamente os textos durante o processo de escritaem que o professor é o escriba, retomando as partes já escritas e 
planejando os trechos seguintes. 
 
 Diferentes 
tipologias textuais 
 Finalidade dos 
textos 
 
 Ler textos não verbais, em diferentes suportes. 
 Compreender textos lidos por outras pessoas, de diferentes 
gêneros e com diferentes propósitos. 
 Reconhecer finalidade de textos lidos pelo professor ou pelas 
crianças. 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
72 
 
 
Matemática 
Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem 
G
eo
m
et
ri
a
 
 
 Localização de 
pessoas e objetos 
no espaço (pontos 
de referência, 
lateralidade, 
localização, 
direcionamento) 
 Figuras 
geométricas planas 
Noções de figuras 
geométricas 
espaciais (cubo, 
bloco retangular, 
pirâmide, cone, 
cilindro e esfera) 
 Função social do 
número 
 Relação número 
e quantidade 
 Identificar e descrever deslocamentos e localização de pessoas 
e objetos no espaço, considerando pontos de referência, 
desenvolvendo noções de tamanho, lateralidade, localização, 
direcionamento, de sentido e de vistas (direita e esquerda, frente 
e atrás, embaixo e em cima); 
 Descrever, comparar e classificar verbalmente figuras 
geométricas planas por características comuns, apresentadas em 
diferentes posições. 
 Elaborar noções de representações de figuras geométricas 
espaciais, como: cubo, bloco retangular, pirâmide, cone, cilindro 
e esfera, relacionando-as com objetos do mundo físico. 
 Identificar números nos diferentes contextos em que se 
encontram em suas diferentes funções: indicador de quantidades 
de elementos, medidas de grandezas (2 quilos, 3 dias), indicador 
de posição (número ordinal) e códigos (número de telefone, 
placa de carros...). 
 
 
 Sucessor e 
antecessor 
 Unidade e dezena 
 Utilizar diferentes estratégias para quantificar e comunicar 
quantidades de elementos de uma coleção, utilizando a 
linguagem oral, o numeral correspondente e/ou registros não 
L
ei
tu
ra
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 L
ei
tu
ra
 Informações 
explícitas no texto 
 Leitura oral 
 Intertextualidade 
 Textos verbais e 
não verbais 
 Manuseio de 
livros diversos 
 
 Localizar informações explícitas nos textos de diferentes 
gêneros, temáticas, lidos pelo professor ou outro leitor 
experiente, ou ainda com autonomia. 
 Ler textos, em voz alta (poemas, canções, tirinhas, textos de 
tradição oral, dentre outros), construindo autonomia na leitura. 
 Realizar inferências em textos de diferentes gêneros e 
temáticas, lidos pelo professor ou outro leitor experiente ou 
ainda com autonomia. 
 Estabelecer relações lógicas entre partes de textos de 
diferentes gêneros e temáticas, lidos pelo professor ou outro 
leitor experiente, ou ainda com autonomia. 
 Apreender assuntos/temas tratados em diferentes gêneros, 
lidos pelo professor ou outro leitor experiente, ou ainda com 
autonomia. 
 Interpretar frases e expressões em textos de diferentes gêneros 
e temáticas, lidos pelo professor ou outro leitor experiente, ou 
ainda com autonomia. 
 Relacionar textos verbais e não verbais, construindo sentidos. 
 Manusear adequadamente livros didáticos e de literatura, e 
outros suportes frequentes no contexto social. 
 Compreender a necessidade de organização do cantinho de 
leitura. 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
73 
 
N
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m
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 Situações 
problemas de 
adição e subtração 
 Dúzia, meia 
dúzia 
 Dezena e meia 
dezena 
convencionais. 
 Associar a denominação do número a sua respectiva 
representação simbólica. 
Identificar posição de um objeto ou número numa série, 
explicitando a noção de sucessor e antecessor. 
 Comparar ou ordenar quantidades por contagem, pela 
formulação de hipóteses sobre a grandeza numérica, pela 
identificação de quantidades de algarismos e da posição ocupada 
por eles na escrita numérica (unidade e dezena). 
 Compor e decompor números. 
 Resolver e elaborar problemas de adição e subtração em 
linguagem oral (com o suporte de imagem ou material de 
manipulação) com os significados de juntar, acrescentar, separar, 
retirar, comparar e completar quantidades, utilizando estratégias 
próprias (por meio de desenho, decomposição numérica ou 
oralmente). 
 Reconhecer termos como dúzia e meia dúzia, dezena e meia 
dezena. 
G
ra
n
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ez
a
s 
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m
ed
id
a
s 
 Sistema de 
medidas: 
comprimento, 
massa, capacidade 
e tempo. 
 Sistema 
monetário: cédulas 
e moedas 
brasileiras. 
 Estimar, realizar e comparar medições de comprimentos 
horizontais, verticais e de contornos formados por linhas retas, 
utilizando unidades de medida não convencionais (ex: palmo, 
passo, lápis, pedaço de barbante). 
 Comparar objetos, sem o uso de medidas convencionais, para 
identificar: maior, menor, igual, mais alto, mais baixo, mais 
comprido, mais curto, mais grosso, mais fino, etc. 
 Comparar grandezas de mesma natureza, por meio de estratégias 
pessoais e uso de instrumentos de medidas conhecidos (fita métrica, 
balança, recipientes de um litro, etc). 
 Identificar ordem de eventos em programações diárias, usando 
palavras como antes e depois. 
 Elaborar noções de unidades de tempo (dia, semana, mês, ano) e 
estabelecer relações entre elas. 
 Reconhecer cédulas e moedas que circulam no Brasil e de 
possíveis trocas entre cédulas e moedas em função de seus valores 
em experiências com dinheiro em brincadeiras ou em situações de 
interesse da criança. 
 Introduzir leitura de horas nas situações cotidianas do espaço 
escolar (hora do recreio, início da aula, final da aula...). 
T
ra
ta
m
en
to
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a
 
in
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 Tabelas simples 
 Gráficos de 
barras 
 Anúncio 
 Propagandas 
 Ler, interpretar e transpor informações em diversas situações e 
diferentes configurações (do tipo: anúncios, gráficos, tabelas, 
propagandas), utilizando-as na compreensão de fenômenos 
sociais e na comunicação, agindo de forma efetiva na realidade 
em que vivem; 
 Formular questões sobre aspectos familiares, cotidianos, que 
gerem pesquisas e observações para coletar dados quantitativos e 
qualitativos; 
 Coletar, organizar, classificar, ordenar e construir 
representações próprias para a comunicação de dados coletados, 
interpretando e elaborando listas, tabelas simples e gráficos de 
barras, a fim de divulgar a informação obtida. 
 
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74 
 
Ciências Naturais 
Eixo Conteúdos Objetivos da aprendizagem 
A
m
b
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n
te
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 s
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es
 v
iv
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s 
 
 Plantas: partes da 
planta, utilidades, 
necessidades 
 Animais: habitat, 
necessidades, 
domésticos e 
selvagens, 
classificação: 
vertebrados e 
invertebrados. 
 Práticas de 
investigação 
 Identificar processos de transformação de materiais que 
ocorrem no dia a dia. 
 Representar, por meio de desenhos, processos de 
transformação de materiais. 
 Ex: Observação do apodrecimento de uma fruta, aparecimento 
de mofo, germinação das sementes. 
 Reconhecer as partes da planta, suas necessidades e utilidades 
(INTRODUZIR). 
 Reconhecer diferentes habitat dos animais, bem como suas 
necessidades. 
 Ter noções da classificação dos animais vertebrados e 
invertebrados atendendo sua curiosidade (INTRODUZIR). 
B
em
 e
st
a
r 
e 
sa
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d
e 
 
 Noções de 
sistemas que 
compõem o corpo 
humano; 
 Órgãos dos 
sentidos; 
 Alimentação; 
 Higiene; 
 Atividade físicae 
prevenção de 
doenças. 
 Identificar as principais partes do corpo humano, 
reconhecendo seu esquema corporal e as relações entre as partes 
que o compõem (introduzir). 
 Reconhecer a importância da alimentação saudável 
desenvolvendo bons hábitos alimentares. 
 Reconhecer etapas de transformação de materiais e fazer 
perguntas sobre o que está ocorrendo. 
 Ex: Acompanhar processos de produção de alimentos (bolo, 
pão...). 
 Compreender a interação com o meio em que se vive por meio 
dos sentidos. 
 Fazer comparações entre as diferentes características físicas e 
de capacidades - contexto dos colegas (altura, cor dos olhos, 
necessidades especiais), reconhecendo que estas dependem das 
nossas condições físicas e de saúde. 
 Expressar por desenhos e encenações diferentes possibilidades 
de empregos dos sentidos. 
 Reconhecer que as sensações das interações do cotidiano são 
diferentes entre indivíduos. Ex: Apresentação de fotos e objetos 
que provocam sensações diferentes: medo, carinho, angústia... 
 Reconhecer símbolos e gestos que representam nossas 
sensações em situações cotidianas, bem como práticas e 
cuidados pessoais de higiene. 
 Reconhecer a importância da participação no meio social para 
prevenção de doenças epidemiológicas (dengue, gripe). 
P
re
se
rv
a
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o
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 c
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n
-
se
rv
a
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b
ie
n
ta
l 
 
 Destino correto 
de resíduos 
produzidos na 
escola e na família; 
 Utilidade e 
preservação. 
 Reconhecer a importância do descarte adequado de lixo 
doméstico, relacionando-o a cuidados com a saúde. 
 Observar e classificar os diferentes tipos de resíduos 
produzidos pela escola e pela família. 
Reconhecer materiais de uso cotidiano identificando do que são 
feitos e como são utilizados nas atividades humanas. 
 Compreender a necessidade do uso consciente da água e a 
preservação dos mananciais. 
 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
75 
 
Ciências Humanas- História 
Eixo Conteúdo Objetivos de aprendizagem 
S
u
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e 
g
ru
p
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a
is
 
 
RELAÇÃO 
HOMEM 
SOCIEDADE 
 Sujeito e identidade 
(eu e o outro) 
 História de cada um 
 Diferentes 
constituições 
familiares 
 Escola 
 Representações do 
tempo 
 Direitos e deveres 
 Família 
 Política e cidadania 
 Exercitar a curiosidade, a socialização e o registro de 
vivências e situações cotidianas por meio de rodas de 
conversas, desenhos, relatos orais ou escritos. 
 Apresentar, manipular e discutir sobre objetos e sobre 
documentos pessoais como fontes e suporte na produção de 
memória. 
 Compreender que as normas de convivência existentes nas 
relações familiares são construídas e reconstruídas temporal 
e espacialmente, bem como diferenciadas. 
 Reconhecer a história da escola, identificando mudanças 
nos espaços, além de compreenderem o respeito nas relações. 
 Identificar o nome e o sobrenome como elementos de 
construção da identidade, reconhecendo-se como membro de 
um grupo social que tem uma história constituída e 
reconstruída nas relações sociais. 
 Identificar as várias formas de organização familiar 
aprendendo a respeitar e acolher as diversas configurações 
que 
as famílias podem ter. 
 Definir coletivamente regras de convivência no espaço 
escolar enquanto prática de participação cidadã. 
Ciências Humanas - Geografia 
Eixo Conteúdo Objetivos de aprendizagem 
S
u
je
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o
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 o
 m
u
n
d
o
 
 
RELAÇÃO TEMPO-
ESPAÇO 
 Espaços de 
convivência: família e 
escola 
 O lugar e o mundo 
 Trânsito 
 Meios de transporte 
 Meios de 
comunicação 
 Linguagens e o 
mundo 
 Responsabilidade e o 
mundo 
 Reconhecer-se como sujeito como parte integrante dos 
lugares de vivência e dos diversos grupos sociais aos quais 
pertence. 
 Descrever as características da paisagem local e fazer 
comparações. 
 Conhecer e valorizar as relações entre as pessoas e o lugar: 
os elementos da cultura, as relações afetivas e de identidade 
com o lugar onde vive. 
 Identificar as razões e os processos pelos quais os grupos 
locais e a sociedade transformam a natureza ao longo do 
tempo, observando as técnicas e as formas de apropriação da 
natureza e seus recursos. 
 Construir referenciais espaciais para observação e 
posicionamentos a partir da corporeidade. 
 Exercitar a imaginação elaborando registros e linguagens 
variadas, sobre lugares, pessoas, fenômenos, fatos 
geográficos e grupos sociais a partir de obras artísticas, 
literárias, brincadeiras e jogos. 
 Desenvolver atitudes cuidadosas e solidárias com as outras 
pessoas e com os lugares de vivências, como: casa, escola e 
trânsito. 
Conhecer os meios de transporte e comunicação, bem como 
as suas utilidades nos espaços de vivência. 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
76 
 
Ciências Humanas - Ensino Religioso 
Eixo Conteúdo Objetivos de aprendizagem 
S
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n
o
 
 Relações 
familiares e sociais 
 Respeito às 
diferenças 
 Valores 
 Diferenças e 
igualdades 
 Regras de 
convivência 
 Direitos e deveres 
 Perceber-se como pessoa dependente de outras pessoas e 
das relações que se estabelecem no coletivo familiar, escolar, 
na instância religiosa, comunitária e no meio ambiente. 
Reconhecer que o “eu” estabelece relações com a natureza e 
com a sociedade mediadas pelo corpo, pelas linguagens e 
pelas especificidades histórico-sociais. 
 Reconhecer-se como membro de um núcleo de 
convivência familiar e de organizações sociais, onde 
coexistem diferentes corporeidades, identidades, crenças, 
práticas, costumes, cada qual com suas necessidades, 
sentimentos, desejos, opções, sonhos, carências, fragilidades 
e potencialidades. 
 Entender as singularidades constituintes dos seres 
humanos, que conferem dignidade, independente de suas 
diferenças físicas, étnicas, culturais, religiosas, de posição 
social, de modos de ser e de se apresentar. 
 Perceber que tanto o “outro” quanto o “eu” possuem 
sentimentos, lembranças, memórias, símbolos, valores, 
saberes e crenças que se constituem como referências para a 
construção da identidade pessoal e coletiva, e que merecem 
consideração e reconhecimento. 
Sugestões de estratégias pedagógicas 
 Leitura de diferentes tipos de textos (cantigas, 
anúncios, classificados, poesia, notícias, cartas, 
bilhetes, paródias e instruções); 
 Trabalho com rótulos, nomes; 
 Listas (mesmo grupo semântico); 
 Relação entre a realidade e a fantasia nas 
histórias; 
 Textos de memória; (situações de intercâmbio 
oral: Falar e ouvir / formulação de hipóteses de 
leitura e escrita); 
 Histórias em quadrinhos; 
 Análise e registro de programas infantis 
(desenhos animados) e imagens televisivas; 
 Registros, textos dos alunos, bilhetes, avisos da 
escola (formalidade x informalidade); 
 Descrições de cenas cotidianas e imaginárias; 
 Análises de reportagens jornalísticas; 
 Dramatização de histórias e análise de grupos; 
 Gravar a fala da criança (diferença da fala e da 
escrita); 
 Registro, comparações de diferentes formas de 
dizer a mesma coisa com palavras diferentes; 
 Ler, ouvir, contar histórias; 
 Escrever e reescrever pequenos textos, 
paródias, intertextos sobre mesma temática; 
 Produção em diversas tipologias: científicos, 
poéticos, narrativos; 
 Construções de gráficos; 
 Confecções de cartazes; 
 Relatos do dia a dia, pauta da aula, quantia de 
meninos e meninas que estão na sala; 
 Transcrição de imagens; 
 Cantigas, orações, relatos, regras de jogo, 
brincadeiras e experiências; 
 Receitas (confecções de alimentos,tintas); 
 Literatura infantil, contos tradicionais e 
clássicos e histórias contemporâneas; 
 Analisar diferentes obras de arte: focos, 
imagens, inter-relação, o que representa; 
 Textos de memória: Cantigas, trava-línguas, 
parlendas; 
 Produção de livrinhos; 
 Reescrita de textos; 
 Diferentes tipos de texto coletivo: relatos, 
bilhetes, cartas, poesias, paródias; 
 Narrações: recontar histórias ouvidas, filmes, 
fazer e contar pequenas pesquisas; 
 Relatórios de experiências, de visitas ou 
passeios; 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
77 
 
 Laboratório de informática: Utilizar o editor de 
textos para ditados, formação de frases e 
produções de pequenos textos; 
 Diferentes formas de cruzadas (com lista, 
quantia de letras, com desenhos); 
 Diferentes tipos de ditados; 
 Trabalho com: rótulos, placas, caça-palavras, 
símbolos, parlendas, outdoors, cartas enigmáticas, 
agenda, construção de alfabeto de rótulos, 
acrósticos, adivinhas, trava-língua; 
 Hipótese de escrita (gramatical); 
 Reestruturação de textos de diferentes 
tipologias; 
 Reestruturação de frases; 
 Escrita, reescrita, reestruturação e segmentação 
de textos em diferentes tipologias. 
 Relação espaço e tempo; 
 Linha do tempo com fotos desde o nascimento 
até os dias atuais; 
 Linha do tempo com fotos da comunidade - 
antigas e atuais; 
 Confecção de cartazes sobre um determinado 
aspecto físico da comunidade (rio, por exemplo), 
antigamente e hoje; 
 Confecção de livro baseado nas histórias: 
 Ninguém é igual a ninguém, “O lúdico no 
conhecimento do ser” 
 Otero/Regina Renno; 
 Árvore genealógica; 
 Histórias sobre famílias; 
 Painéis com gravuras de diferentes 
constituições familiares; 
 Uma família parecida com a da gente - autora: 
Rosa Amanda Strausz; 
 Um Amor de Família- autor: Ziraldo; 
 As famílias do mundinho- autora Ingrid; 
 O livro da família TOOD. 
 Música: Gente Tem Sobrenome, Toquinho. 
 -Pintores que retrataram famílias: 
 Tarsila do Amaral; 
 Botero; 
 Picasso; 
 Lasar Segall; 
 Portinari; 
 Romero Britto; 
 Linha do tempo com fatos marcantes da 
história da comunidade; 
 Visita ao Museu; 
 Pesquisa das variadas profissões existentes na 
comunidade e confecções de gráficos; 
 Maquete da casa, da comunidade, do entorno, 
da escola; 
 Textos informativos sobre atualidades; 
 Localização da comunidade nos mapas 
(município, estado, país, mundo); 
 Paródias; 
 Entrevistas com moradores antigos da 
comunidade; 
 Pesquisa sobre diferentes formas de lazer da 
comunidade: como os pais brincavam? Como as 
crianças brincam hoje? 
 Confecção de brinquedos de antigamente. 
 Painéis coletivos com gravuras demonstrando 
os meios de transportes antigos e atuais; 
 Confecção de meios de transportes com 
material de sucata; 
 Passeio para identificar as principais ruas da 
comunidade, observar placas e sinalizações de 
trânsito existentes na comunidade; 
 Dramatizações demonstrando postura correta 
enquanto pedestre, passageiro, ciclista; 
 Confecção de jogo para percorrer certo 
caminho, obedecendo a sinalização; 
 Visita à FABET; 
 Pesquisas na internet; 
 Visita ao correio; 
 Pesquisa com os avós para saber como era a 
forma de produção antigamente; 
 Visita ao Memorial Atílio Fontana (máquinas 
antigas); 
 Confecção de maquete do meio rural e urbano. 
 
REFERÊNCIAS 
BRASIL. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. 
Pacto nacional pela alfabetização na idade certa: apresentação. Ministério da 
Educação, Secretaria de Educação Básica, Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. -- 
Brasília: MEC, SEB, 2014. 
 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
78 
 
BRASIL. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. 
Pacto nacional pela alfabetização na idade certa:o trabalho com os diferentes 
gêneros textuais na sala de aula : diversidade e progressão escolar andando juntas: 
ano 03, unidade 05 / Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, Diretoria 
de Apoio à Gestão Educacional. -Brasília : MEC, SEB, 2012. 
 
BRASIL, Base Nacional Comum Curricular – BNCC- Documento Preliminar, 
versões 1 e 2. Brasília, 2015/ 2016. 
CONCÓRDIA-SC. Prefeitura Municipal. Secretaria de Educação 
Sistematização Curricular da Rede Municipal de Concórdia-SC. – 2. ed. – 
Concórdia-SC : Progressiva, 2010. 
 
GASPARIN, J. L. Uma didática para pedagogia histórico-crítica. 5ª ed. Campinas –
SP: Autores Associados, 2009. 
 
REGO, T. C. Vygotsky: uma perspectiva histórico-cultural da educação. 13ª ed. 
Petrópolis: Vozes, 2002. 
 
ROMÃO, J. LIMA, I. C. (org.) Multiculturalismo e a pedagogia multirracial e 
popular. Série Pensamento Negro em Educação – Vol. 8. Florianópolis, SC: Atilende, 
2009. 
 
SAVIANI, D. Pedagogia histórico-crítica: primeiras aproximações. 10ª ed. Campinas, 
SP: Autores Associados, 2008. 
 
SILVA, E.T. da. O ato de ler: fundamentos psicológicos para uma nova pedagogia da 
leitura. 8ª ed. São Paulo: Cortez, 2000. 
 
ZOTTI, S. A. Sociedade, educação e currículo no Brasil: dos jesuítas aos anos 1980. 
Campinas, SP: Autores Associados, 2004. 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
79 
 
Anos Iniciais - Ensino Fundamental 
2º ANO 
Um dos desafios que se apresenta aos professores do 2º ano é compreender a 
educação como prática social que visa o desenvolvimento de cidadãos conscientes, 
autônomos, emancipados e capazes de transformar a realidade cumprindo o seu papel de 
cidadão no mundo, como Rodrigues (1986, p. 81) já nos dizia, “possibilitar à todos a 
compreensão elaborada da realidade social, política e econômica do momento vivido 
pelos educandos; o desenvolvimento de suas habilidades intelectuais e físicas para a 
intervenção nessa realidade, e a posse da cultura letrada e dos instrumentos mínimos 
para o acesso às formas modernas do trabalho [...]”. 
Desta forma, aprender significa estabelecer relações dos diversos ramos da 
ciência com o cotidiano, de forma a possibilitar a reflexão, análise e síntese. Segundo 
Vygotsky (1984, p. 101), “a compreensão é evidenciada quando o aluno consegue 
transpor o conteúdo escolar para explicar cientificamente os fenômenos com os quais se 
depara diariamente, ou seja, quando o pensamento ascende ao concreto”. 
A escola enquanto instituição responsável pela sistematização do conhecimento 
científico deve reconhecer que a criança tem sempre uma história (individual e 
coletiva). 
Diante disso, a intervenção pedagógica deve estar pautada naquilo que a criança 
sabe (Zona de Desenvolvimento Real), propondo estratégias metodológicas para 
ampliar sua rede de informações e atribuir significados aos conhecimentos trabalhados. 
Neste contexto, faz-se necessário um trabalho pedagógico que priorize a construção de 
conceitos que transpõem os conteúdos escolares. 
No 2º ano, a criança continua o processo de alfabetização. No entanto, não é possível 
deixar de desafiar a criança para, a partir do que sabe ampliar as possibilidades de 
aprendizagem. 
O Plano Nacional de Educação (2014-2024) em conformidade com as Diretrizes 
Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica, com o objetivo de sinalizar 
percursos de aprendizagem e desenvolvimento dos estudantes ao longo da Educação 
Básica, aponta na Base Nacional Curricular Comum: direitos e objetivos de 
aprendizagem e desenvolvimento, prevendo, também a parte diversificada como 
complemento para oportunizar a formação integral dos estudantes nos diversos 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
80 
 
contextos em que seinserem as escolas e que serão apontados nos Planos Políticos-
Pedagógicos (PPP) de cada Unidade Escolar. 
O eixo do processo ensino e aprendizagem precisa contribuir na formação dos 
estudantes nos aspectos culturais, antropológicos, econômicos e políticos, considerando 
as diferenças que marcam os sujeitos que possuem necessidades e potencialidades 
diferentes, garantindo espaço para seu pleno desenvolvimento, tanto no sentido pessoal 
quanto no social. O respeito às diferenças deve marcar o processo educativo. 
Sendo assim, a Política Municipal Curricular do 2º ano também ao ser organizada, 
considera estes instrumentos norteadores para a seleção dos conhecimentos, sem deixar 
de prever as características regionais e locais, da cultura, da economia, da sociedade e 
da comunidade escolar, constituindo-se em parâmetros mínimos daquilo que a criança 
deve saber neste segmento de ensino, possibilitando desta forma o acesso ao saber 
sistematizado, contribuindo, sobremaneira, para consolidar a aprendizagem, com o 
propósito de organizar e tornar efetivo o processo educativo. Tornando-se assim, um 
instrumento político, cultural e científico, fruto de uma seleção de conhecimentos, 
concepções culturais, aprendizagens e saberes, formulado com base em uma construção 
coletiva. 
O Plano de Desenvolvimento da Educação Básica – PDE, engloba uma série de 
ações que são necessárias para que a educação em âmbito nacional avance em 
qualidade. Para tanto, uma das primeiras metas definidas pelo referido plano tem a 
seguinte redação: Alfabetizar as crianças até, no máximo, os oito anos de idade, 
aferindo os resultados por exame periódico específico. (MEC/PDE, 2008). 
Atualmente, o Ministério da Educação – MEC disponibiliza a Provinha Brasil, 
que tem como objetivo contribuir para realizar uma avaliação diagnóstica do 
conhecimento dos alunos em processo de alfabetização para auxiliar com o 
planejamento do professor. A partir do entendimento de que o segundo ano constitui 
parte do ciclo da infância, o MEC por meio de seu órgão normatizador, o Conselho 
Nacional de Educação – CNE emitiu parecer posicionando-se acerca do assunto. Dentre 
os principais apontamentos o parecer diz que 
 
Os três anos iniciais são importantes para a qualidade da Educação Básica 
voltados à alfabetização e ao letramento, é necessário que a ação pedagógica 
assegure, nesse período, o desenvolvimento das diversas expressões e o 
aprendizado das áreas de conhecimento estabelecidas nas Diretrizes 
Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental. 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
81 
 
– A avaliação, tanto no primeiro ano do Ensino Fundamental, com as 
crianças de seis anos de idade, quanto no segundo e no terceiro anos, com 
as crianças de sete e oito anos de idade, tem de observar alguns princípios 
essenciais: 
– A avaliação tem de assumir forma processual, participativa, formativa, 
cumulativa e diagnóstica e, portanto, redimensionadora da ação 
pedagógica; 
 – A avaliação nesses três anos iniciais não pode repetir a prática tradicional 
limitada a avaliar apenas os resultados finais traduzidos em notas ou 
conceitos; 
 – A avaliação, nesse bloco ou ciclo, não pode ser adotada como mera 
verificação de conhecimentos visando ao caráter classificatório; 
– É indispensável a elaboração de instrumentos e procedimentos de 
observação, de acompanhamento contínuo, de registro e de reflexão 
permanente sobre o processo de ensino e de aprendizagem; 
 – A avaliação, nesse período, constituir-se-á, também, em um momento 
necessário à construção de conhecimentos pelas crianças no processo de 
alfabetização. (Parecer CNE/CEB 04/08) 
 
Apesar de o parecer apontar as possibilidades oferecidas pelo ciclo da infância, 
entende-se que muitas crianças cuja realidade educacional anterior proporcionou 
desenvolvimento, não necessitam esperar dois ou três anos para alfabetizarem-se. 
Assim, é possível entender que, para muitas crianças, esperar esse período é limitá-la as 
possibilidades do acesso ao conhecimento universal, uma vez que suas experiências 
educacionais e trajetória cultural já lhes ofereceram um legado significativo na 
aprendizagem. No entanto, este mesmo parecer oportuniza a criança uma possibilidade 
a mais para a continuidade dos estudos, desde que a escola, por meio do seu PPP, 
planeje ações que possam superar as dificuldades de aprendizagem dos alunos nesta 
série. 
Nos primeiros anos do Ensino Fundamental, em continuidade à Educação 
Infantil, ao lado do acolhimento integral à criança e do apoio a sua 
socialização, a alfabetização e a introdução aos conhecimentos 
sistematizados pelas diferentes áreas do conhecimento deve se dar em 
articulação com atividades lúdicas, como brincadeiras e jogos, artísticas, 
como o desenho e o canto, e científicas, como a exploração e compreensão de 
processos naturais e sociais. Por essa razão a orientação curricular para essas 
etapas precisa integrar as muitas áreas do conhecimento, centradas no 
letramento e na ação alfabetizadora. (BNCC, 2015,p. 9) 
 
O letramento e a alfabetização, nesse contexto, caracteriza-se pela ação de 
ensinar e aprender a ler e escrever, resultando na ação de usar essas habilidades em 
práticas sociais. Nesse sentido, como são muitos e variados os usos que fazemos da 
leitura e da escrita, é importante levarmos em conta os níveis de letramento, dos mais 
elementares aos mais complexos, tendo em vista as diferentes funções da línguas 
escrita. 
 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
82 
 
Língua Portuguesa 
Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem 
L
ei
tu
ra
 
 Textos verbais e 
não-verbais 
Fluência, entonação 
 Compreensão e 
interpretação de 
textos 
 Intertextualidade 
 Correspondência 
fonema/grafema na 
leitura 
 
 Reconhecer a finalidade dos textos lidos que fazem parte do 
seu cotidiano. (textos informativos, cantigas, parlendas, piadas, 
tirinhas, trava-línguas, receita, bilhetes, poemas, textos 
informativos, charges, imagens, notícias, convite, histórias 
infantis, adivinhas...). 
 Ler em voz alta, com fluência, boa dicção e entonação os 
diferentes tipos de textos. 
Compreender e interpretar textos lidos com autonomia e por 
outras pessoas, localizando informações explícitas e 
apreendendo a ideia central. Realizar inferências (dedução por 
raciocínio) entre textos de diferentes gêneros, lidos com 
autonomia e por outro leitor. 
 Estabelecer relações de intertextualidade. 
 Estabelecer relações lógicas entre partes de textos de 
diferentes gêneros (lidos com autonomia e por outro leitor). 
 Dominar, progressivamente, a fala e a leitura fazendo a 
correspondência entre letras ou grupos de letras e seu valor 
sonoro, construindo a correspondência fonema/grafema – 
grafema/fonema, de modo a ler palavras e textos. 
 Ouvir canções ou histórias e assistir apresentações teatrais ou 
filmes, desenvolvendo a atenção, concentração e interesse. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 A
n
á
li
se
 l
in
g
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ti
ca
 
 
 Alfabeto: ordem 
alfabética, vogais, 
consoantes 
 Letras e fonemas 
 Tipos de letras 
 Coesão 
 Coerência 
 Singular e plural 
 Sinônimos/Antôn
imos 
 Adjetivos 
 Pronomes 
 Letras maiúsculas 
e minúsculas 
 Pontuação 
 Segmentação 
 Uso do dicionário 
 Acentuação 
 Ortografia 
 Separação 
silábica 
 Ler e escrever palavras com estruturas silábicas diversas, 
compreendendo a correspondência entre letras/grafemas e 
fonemas. 
 Reconhecer e usar diferentes tipos de letras em situações de 
escrita. 
 Conhecer e usar palavras que estabelecem a coesão como:progressão do tempo, marcação do espaço e relação de 
causalidade. 
 Conhecer e usar palavras que retomam coesivamente o que já 
foi escrito. 
 Usar adequadamente a concordância nominal e verbal nas 
produções. 
 Conhecer e fazer uso das grafias de palavras com 
correspondências regulares entre letras e fonemas. 
 Conhecer e fazer uso das grafias de palavras com 
correspondência entre letras ou grupos de letras, 
compreendendo sua função, organização e seu valor sonoro 
(c/gu, g/gu, r/rr, s/ss, o/u, e/i em sílaba final, m/n, nh, ã e ão) . 
 Fazer uso de letras maiúsculas e minúsculas, segundo as 
convenções. 
 - Introduzir o uso dos sinais de pontuação: ponto final, 
interrogação, exclamação, dois pontos, travessão e vírgula. 
 Trabalhar com as dificuldades ortográficas da turma. 
 Segmentar palavras em frases e textos. 
 Iniciar o uso do dicionário, compreendendo sua organização e 
função. 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
83 
 
 Reconhecer e fazer uso dos sinais de acentuação: acento 
agudo, circunflexo, til, cedilha (nomenclatura correta). 
Compreender e fazer uso da separação correta das palavras. 
O
ra
li
d
a
d
e 
 Turnos de fala 
 Tempo 
cronológico 
(passagem de 
tempo) 
 Relato e reconto 
 Coerência e 
coesão 
 Dicção, fluência 
e entonação 
 
 Dominar progressivamente, a fala e a leitura fazendo a 
correspondência entre letras ou grupos de letras e seu valor 
sonoro, construindo a correspondência fonema/grafema – 
grafema/fonema, de modo a ler palavras e textos. 
 Escutar, produzir e ler oralmente, com fluência textos 
familiares e curtos, de diferentes gêneros e propósitos e 
palavras com estruturas silábicas diversas, compreendendo 
regras contextuais que explicam o valor sonoro de grafemas. 
 Manusear adequadamente livros, folhetos, jornais, 
compreendendo as formas de sequenciação ou organização em 
seções. 
 Valorizar os textos de tradição oral, reconhecendo-os como 
manifestações culturais. 
 Participar de interações orais, questionando, sugerindo, 
argumentando e respeitando os turnos de fala. 
 Relatar ou recontar, com coerência, fatos vividos ou histórias 
ouvidas, usando elementos que marquem a passagem do tempo. 
 Formular perguntas pertinentes ao tema abordado. 
 Estimular a pronúncia correta das palavras. 
P
ro
d
u
çã
o
 e
sc
ri
ta
 
 
 Sílabas simples e 
complexas 
 Estrutura de 
diferentes frases 
 Pontuação 
 Produção textual 
de diferentes 
gêneros (coletivo e 
individual) 
 Função social da 
escrita 
 Paragrafação 
 
 Produzir sílabas (simples e complexas) e palavras 
identificando cada fonema (individual e coletivamente). 
 Produzir frases, ordenando palavras, pontuação e 
sequenciação (começo, meio e fim). 
 Produzir diferentes gêneros textuais (coletivamente, tendo o 
professor como escriba) e posteriormente iniciar a produção 
individual, conforme a possibilidade dos educandos. 
 Reconhecer as finalidades de cada gênero de texto. 
 Utilizar vocabulário diversificado, adequado ao gênero, como 
também a gramática. 
 Melhorar e ampliar a capacidade de expressão através da 
escrita, percebendo que, em alguns casos, não se escreve do 
modo como se pronuncia. 
 Introduzir o uso do parágrafo nas produções. 
 
Matemática 
Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem 
 Leitura e escrita dos 
números 
 Ordem crescente e 
decrescente 
 
 Identificar números em diferentes contextos e 
compreender as suas funções. 
 Contar, comparar e estimar quantidades, apresentando o 
resultado por meio de gestos, oralmente e através do registro 
(desenhos, símbolos, numerais). 
 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
84 
 
N
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 Antecessor e 
sucessor 
 Sinais matemáticos 
 Composição e 
decomposição 
 Unidade, dezena e 
centena 
 Dúzia, meia dúzia 
 Números pares e 
ímpares 
 Números ordinais 
 Adição e subtração 
(simples e com 
reagrupamento) 
 Multiplicação 
 Dobro, triplo 
(quantidades) 
 Ideia de dividir e 
repartir 
 Metade, meio 
 Construção da 
tabuada (até o 5) 
 Reconhecer números associando-os à quantidades. 
 Compor e decompor números para compreender a sua 
formação. 
 Compreender o que é antecessor e sucessor, identificando 
objetos e números numa série. 
 Identificar sinais matemáticos e saber utilizá-los. (>, <, =, 
+, -, x, : ...). 
 Ampliar a capacidade de interpretar, elaborar e resolver 
problemas utilizando diferentes estratégias (desenho, 
cálculo, escrita...). 
 Construir o conceito de multiplicação e divisão utilizando 
material concreto. 
 Compreender o significado e fazer uso das expressões 
dobro, triplo, metade, em situações reais do dia a dia. 
 Estimular o cálculo mental e o raciocínio lógico através 
de jogos, brincadeiras e atividades diversas. 
Compreender a organização e a importância da tabuada, 
estimulando o raciocínio. 
G
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 Medidas de 
comprimento 
 Medidas de massa 
 Medidas de 
capacidade 
 Medida de tempo 
 Sistema monetário 
 Figuras e formas 
geométricas (planas e 
espaciais) 
 Localização e 
deslocamento 
 
 Realizar medições de comprimentos horizontais, verticais 
e de contorno, utilizando unidades de medida não 
convencionais: palmo, passo, pedaço de barbante... 
 Comparar comprimentos de dois ou mais objetos para 
identificar: maior, menor, igual, mais alto, mais baixo, mais 
curto, mais fino, mais grosso... 
 Comparar grandezas de mesma natureza, por meio de 
estratégias pessoais e uso de instrumentos de medida 
conhecidos: fita métrica, balança, recipientes de um litro, 
etc. 
 Comparar intuitivamente a capacidade de recipientes de 
diferentes tamanhos e formas. 
 Identificar formas de comunicar uma medição e como 
podemos registrá-las de forma escrita. 
 Selecionar e utilizar instrumentos de medida apropriados à 
grandeza a ser medida. 
 Identificar unidades de tempo: dia, semana, mês, bimestre, 
trimestre, semestre, ano, sabendo utilizar o calendário. 
 Ordenar e relacionar as unidades de tempo. 
 Ler, identificar e registrar horas em relógios analógicos e 
digitais. 
 Reconhecer e nomear as cédulas e moedas do sistema 
monetário brasileiro, estabelecendo equivalências e 
possíveis trocas em função de seus valores. 
 Estabelecer pontos de referência, deslocar-se e localizar-
se no espaço; 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
85 
 
G
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m
et
ri
a
 
 Identificar, descrever, classificar, compor e decompor as 
principais formas geométricas planas (círculo, triângulo, 
quadrado e retângulo); 
 Identificar formas geométricas espaciais e compará-las 
com objetos do cotidiano (esfera, cilindro, pirâmide, cone, 
cubo, paralelepípedo); 
 Perceber a geometria nas práticas sociais (cultura), como 
também identificá-la nos espaços sociais e na natureza; 
 Desenvolver habilidades de percepção espacial; 
 Utilizar a geometria como algo fundamental para leitura 
de mundo e compreensão dos espaços; 
Permitir que os educandos possam estabelecer conexão entre 
a matemática e as demais áreas do conhecimento. 
T
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 Gráficos e tabelas 
 Leitura e 
interpretação de dados 
 
 Ler, interpretar, transpor informações e elaborar: listas, 
tabelas simples, gráficos, identificando diferentes categorias 
e configurações, em diversas situações de forma efetiva na 
realidade em que vive. 
 Analisar de forma coletiva as informações de gráficos e 
tabelas fazendo registros. 
 Resolver, produzirproblemas e textos a partir das 
informações dos gráficos e tabelas de forma coletiva. 
 Classificar, organizar, ordenar e construir representações 
próprias para a comunicação de dados coletados. 
 
Ciências da Natureza 
Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem 
 
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 Fases da vida 
 Corpo humano: partes do 
corpo 
 Higiene: tipos de higiene 
 Sentidos 
 Alimentação 
 Origem dos alimentos 
 Alimentação saudável 
 
 
 
 
 Estudar as diferentes fases de desenvolvimento do 
ser humano, reconhecendo as alterações, 
transformações e as necessidades básicas em cada 
fase. 
 Conhecer o funcionamento do corpo humano como 
um todo e suas necessidades básicas. 
 Compreender a importância dos hábitos de higiene 
para a manutenção da saúde. 
Compreender que os sentidos nos permitem conhecer 
e explorar o mundo e que são fundamentais para 
nossa sobrevivência. 
Conhecer a origem dos alimentos, buscando 
informações sobre sua produção, conservação e 
qualidade. 
 Questionar hábitos alimentares e atividades físicas, 
relacionando-os à saúde. 
 
 Meio ambiente e recursos 
naturais 
 Água: ciclo da água 
 Biodiversidade 
 Animais: classificação dos 
 Reconhecer os recursos naturais como bens 
indispensáveis para a sobrevivência dos seres vivos. 
 Conhecer as características dos seres vivos, sua 
diversidade e as condições dos ambientes onde 
vivem. 
 Identificar e relacionar elementos naturais e 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
86 
 
A
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vertebrados características, 
locomoção, alimentação, 
habitat 
 Invertebrados (noções) 
 Plantas: partes, suas funções e 
utilidades (alimentação, 
remédio, ornamentação, 
matéria prima para indústria...) 
 Resíduos sólidos: tipos de 
lixo, destino correto. 
 Terra 
 Movimento de rotação (dia e 
noite) e translação (estações do 
ano) 
 Pontos cardeais 
 Doenças (epidemias) 
humanos em diferentes paisagens e ambientes. 
 Desenvolver atividades de conscientização e 
preservação do meio ambiente. 
 Relacionar consequências provocadas pelas 
transformações e as interferências dos seres humanos 
no ambiente. 
 Aprofundar os conhecimentos sobre as partes das 
plantas, funções e suas utilidades. 
 Debater e verificar o destino correto do lixo 
produzido em casa, na escola e no bairro, 
despertando atitudes para evitar o desperdício e 
reduzir o consumo. 
 Relacionar o fenômeno do dia e da noite com o 
movimento de rotação da Terra. 
 Compreender o movimento de rotação e (noção) 
de translação da Terra utilizando exemplos concretos. 
 Compreender o movimento das posições do Sol, 
utilizando diferentes pontos de referência. 
 Identificar as posições do Sol, introduzindo o 
conhecimento sobre os pontos cardeais. 
Oportunizar discussões sobre doenças epidêmicas, 
estudando formas de prevenção, reconhecendo os 
sintomas e formas de tratamento. 
 
 
 
Ciências Humanas- História 
Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem 
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 Eu, identidade; 
 História de vida; 
 Família: constituição e 
descendência; 
 Vivências e situações 
cotidianas 
 Fatos históricos da 
comunidade em que vive 
(História do bairro/ 
comunidade); 
 Organizações sociais; 
 Produtos, objetos, 
mercadorias e serviços; 
 Atividades produtivas: 
agricultura, indústria, 
comércio 
 Relações de trabalho 
 Papéis sociais e atividades 
desenvolvidas 
 
 Construir sua identidade como sujeito histórico, 
individual e coletivo. 
 Trabalhar com elementos importantes para a 
construção da identidade. 
 Estabelecer relações entre o presente, o passado e o 
futuro através da linha de tempo. 
 Identificar o próprio grupo de convívio e reconhecê-
lo como grupo social. 
 Conhecer e respeitar as manifestações de cultura de 
grupos sociais diferentes. 
 Exercitar a curiosidade e o estranhamento, a 
socialização e o registro de vivências e situações 
cotidianas. 
 Utilizar diferentes documentos como suporte à 
produção de memória para compreender sua própria 
história, de grupos sociais e da comunidade em que 
vive, tendo como ponto de referência o bairro em que a 
escola está inserida. 
 Compreender as diferentes organizações sociais 
existentes na comunidade em que vive, percebendo as 
permanências e as transformações ocorridas ao longo 
do tempo. 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
87 
 
 
 Manifestações culturais 
 Prática de participação 
cidadã 
 Relacionar a história do bairro com a do município 
Relacionar produtos, objetos, mercadorias e 
serviços.aos resultados do trabalho humano, 
considerando as mudanças e as permanências ao longo 
do tempo. 
 Identificar diferenças e semelhanças entre as 
atividades produtivas, tais como agricultura, indústria, 
comércio existentes na comunidade em que vive e em 
outras comunidades, e as relações possíveis entre essas 
atividades. 
Identificar diferenças e semelhanças entre relações de 
trabalho, tais como livre e compulsório, remunerado e 
não remunerado, existentes na comunidade em que 
vive e em outras comunidades.Identificar os diversos 
papéis sociais e atividades desenvolvidas pelas pessoas 
em uma mesma coletividade, valorizando e respeitando 
as individualidades. 
 Identificar, vivenciar e valorizar as manifestações 
culturais constituídas historicamente na comunidade. 
 Definir, coletivamente, regras de convivência no 
espaço escolar, enquanto prática de participação 
cidadã. 
 
Ciências Humanas- Geografia 
Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem 
N
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 Noções de alfabetização 
cartografia 
 Localização geográfica 
 Relações espaciais 
 Transformações ambientais 
 Pontos de referência 
 Relações topológicas 
 Área urbana e rural 
 Tipos de bairros 
 Trânsito 
 Moradia 
 Serviços essenciais: luz, água, 
esgoto coleta de lixo, transporte e 
comunicação 
 Inserir a noção cartográfica relacionando ao 
espaço da casa, escola, bairro, município, país, 
planeta. 
 Reconhecer seu próprio espaço e se localizar 
geograficamente dentro do seu bairro. 
 Compreender as diferenças e as relações entre 
os espaços mais próximos. 
 Adquirir noções de transformações ocorridas na 
natureza através da ação humana, como também 
da preservação ambiental. 
 Conseguir se localizar através de um ponto de 
referência no espaço vivido. 
 Estabelecer relações espaciais a partir do seu 
próprio corpo e no espaço próximo, usando 
referências elementares como: dentro, fora, ao 
lado, a frente, perto, longe, direita, esquerda, etc. 
 Identificar as diferenças entre os bairros 
comerciais, industriais, residenciais e as áreas 
rurais. 
 Desenvolver a educação para o trânsito nos 
diferentes espaços relacionando ao cotidiano 
(regras, postura, responsabilidades). 
 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
88 
 
Ciências Humanas- Ensino Religioso 
Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem 
S
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 Ser Humano 
 Valores e atitudes: respeito, 
solidariedade, amizade, ajuda, 
gratidão, responsabilidade, etc. 
 Direito e deveres 
 Autoestima 
 Bullyng 
 
 Promover a percepção das diferenças e 
semelhanças entre as pessoas e a importância de 
cada um na sociedade. 
 Identificar o conjunto de lembranças e símbolos 
sociofamiliares e comunitários que integram, 
identificam e diferenciamas pessoas em suas 
culturas. 
 Trabalhar as relações intra e interpessoais 
elevando a autoestima. 
 Sensibilizar os alunos e alertá-los sobre as 
diferentes formas de preconceito e discriminação 
e as consequências que as mesmas trazem na vida 
das pessoas. 
 
ESTRATÉGIAS 
 Contação de histórias; 
 Leituras diversificadas (oral, coletiva, 
alternada...); 
 Apresentação de diversidade textual: história em 
quadrinhos, poesias, bilhetes, avisos, notícias, 
convites, trava-línguas, filmes, narrativas, 
parlendas, lendas, fábulas, contos de fada, textos 
científicos, cantigas, agenda, texto instrucional, 
tirinhas, propagandas, relatórios, listas, folders, 
cartazes, entrevistas, receitas; 
 Grupos de leitura (dividir a turma em pequenos 
grupos e a cada dia um grupo faz a leitura oral, 
enfatizando: fluência, entonação, ritmo e 
pontuação); 
 Pesquisas na Internet; 
 Dramatizações com diferentes recursos 
(fantasias, fantoches, máscaras...); 
 Debates e discussões sobre temas diversos, 
incentivando para que dissertem as opiniões, 
comentários e relações com o cotidiano; 
 Gravar a fala e transcrever observando as 
diferenças da coloquial e culta; 
 Histórias em quadrinho e letras de música que 
destacam diferenças regionais na expressão; 
 Cruzadinhas, caça-palavras, ditados, bingos, 
jogos e brincadeiras variadas, textos lacunados e 
fatiados; 
 Construção coletiva de regras; 
 Acompanhamento sistemático do professor na 
escrita dos alunos; 
 Produção, interpretação e reestruturação de 
textos (coletivos e individuais); 
 Intercambio de cartas; 
 Produção de livros; 
 Utilização do dicionário; 
 Classificação e agrupamentos de palavras e 
figuras (quanto ao número de sílabas, letras, 
sons...); 
 Utilização da Informática (textos no Word, 
power point); 
 Confecção do boneco com as partes do corpo; 
 Construção da linha do tempo com fatos e fotos; 
 Brincadeiras envolvendo os órgãos dos sentidos; 
 Observação, explicação com o planetário, 
relatórios e pesquisas; 
 Experiências/relatórios, viagens e passeios de 
estudo; 
 Certidão de Nascimento/Identidade; 
 História do Nome/Pesquisa; 
 Desenhos/ Fotos; 
 Recorte, colagem, pintura, massa de modelar, 
dobradura; 
 Maquetes e plantas das construções (casa, sala de 
aula...); 
 Vídeos educativos (Turma da Mônica, Cid 
Educativo e outros do youtube); 
 Produção e interpretação de gráficos e tabelas; 
 Palestras; 
 Trabalho com mapas; 
 Construções com sucatas; 
 Construção da tabuada; 
 Observação e exposição de objetos que lembram 
formas geométricas; 
 Tangran, mosaicos; 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
89 
 
 Quadro de valor, quadro de pregas; 
 Material dourado e alternativos (concretos); 
 Confecção de metro; 
 Produção e interpretação de problemas 
utilizando material concreto e desenhos; 
 Mercadinho, confecção de cédulas, moedas; 
 Faturas (água, luz, telefone, recibos, cheques, 
nota fiscal); 
 Confecção e análise de embalagens e rótulos; 
 Números e letras móveis; 
 Pesagem e medidas de alunos; 
 Confecção do relógio, calendário; 
 
REFERÊNCIAS 
BRASIL, Base Nacional Comum Curricular – BNCC- Documento Preliminar, 
versões 1 e 2. Brasília, 2015/ 2016. 
BRASIL. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. 
Pacto nacional pela alfabetização na idade certa: apresentação. Ministério da 
Educação, Secretaria de Educação Básica, Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. -- 
Brasília: MEC, SEB, 2014. 
 
CONCÓRDIA-SC. Prefeitura Municipal. Secretaria de Educação 
Sistematização Curricular da Rede Municipal de Concórdia-SC. – 2. ed. – 
Concórdia-SC : Progressiva, 2010. 
 
RODRIGUES, Neidson. Por uma nova escola: o transitório e o permanente na 
educação. São Paulo: Cortez; Autores Associados, 1986. 
VYGOTSKY, L. S. Pensamento e linguagem. São Paulo: Livraria Martins Fontes, 
1989. 
______. Formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1984 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
90 
 
Anos Iniciais - Ensino Fundamental 
3º ANO 
Para se pensar sobre o 3º ano do Ensino fundamental e traçar perspectivas 
educacionais futuras, é imprescindível que se olhe para o passado e se analise o 
presente. Para Sacristán (2000), só é possível construir o futuro, no sentido de prevê-lo e 
de querer que seja um e não outro, por meio de significados que as imagens do passado 
e do presente nos oferecem. Considerando que a educação hoje, envolve o confronto 
simultâneo entre questões psicológicas, sociais, econômicas e culturais, plurais e 
contraditórias tendo em vista a busca das formas de liberdade, solidariedade, dignidade 
e bem-estar social. 
 O Ensino Fundamental é espaço-tempo de práticas integradoras que exigem 
aprofundamento sobre os sujeitos que o constituem. Entre esses diferentes contextos, o 
3º ano do Ensino Fundamental, vai sendo tecido no conjunto dos componentes 
curriculares, isso implica uma prática dialógica entre os sujeitos do processo de ensino e 
aprendizagem. Nesse sentido Freire (2003, p. 78) argumenta que o diálogo é um ato de 
valentia, humildade e liberdade. 
 Enquanto educadores do Ensino Fundamental, buscamos fundamentação nas 
recentes pesquisas sobre infâncias, juventudes, famílias, culturas, currículos e vários 
processos que constituem o Ensino Fundamental com o objetivo de construir parâmetros 
que visem numa perspectiva multidimensional, subsidiar e implementar ações 
reflexivas para o segmento. 
O Ministério da Educação (MEC) define como função do Ensino Fundamental a 
formação de cidadão. Isso implica educar para a democracia, integrando as práticas 
pedagógicas cotidianas às novas tecnologias e a pluralidade de linguagens que 
constituem o mundo. Assim, não se pode desvincular a formação das crianças e jovens 
da singularidade, da autonomia, da liberdade e da capacidade de intervir socialmente. 
Considerando as questões apresentadas, assumimos neste currículo a tarefa de 
repensar o Ensino Fundamental e construir um documento para nortear e contribuir no 
processo pedagógico significativo para o segmento do 3º ano, um eixo alinhado ao 
compromisso social e cultural de gerações inteiras. Isso implica a construção de 
currículos não discriminatórios e não excludentes, capazes de produzir uma escola que 
consiga trabalhar e potencializar as diferenças, com todas as complexidades. 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
91 
 
No contexto escolar, aprender é exercício político por natureza, envolve pontos 
de vista, construção e revisão de paradigmas, suscitando diálogos e negociação de 
sentidos entre sujeitos do processo, geralmente professor/aluno. O processo de ensino e 
aprendizagem, qualifica ações, procedimentos e estratégias para significar o conceito, 
que, ao ensinarmos, aprendemos em um movimento conjugado, em que as ações são 
convergentes e complementares do ato formativo e social que envolve a educação, que 
acontece fora e dentro dos muros escolares. Constitui-se em um conjunto de práticas e 
métodos utilizados com o intuito de mobilizar os estudantes para a construção do 
conhecimento para a promoção da autonomia, da identidade e do senso critico. 
Diante disso, entende-se que currículo para o 3º ano é um ato fundamental na 
vida dos sujeitos em formação, assim, buscamos ensinar na multiplicidade das culturas, 
das interpretações e da interminável diferenciação e multiplicação das perspectivas, 
assim, como aprender nas possibilidades múltiplas de sujeitos multifacetados, vazados 
por muitas linguagens e significados. Nesse contexto, as fronteirasentre conhecimento 
científico e cotidiano são cada vez mais tênues, pois a ênfase não está no que se 
aprende, mas como se aprende, por que se aprende e quais os efeitos dessa 
aprendizagem para as crianças e os jovens. Nessa perspectiva, não basta saber mais, mas 
sim produzir saberes pertinentes. 
Partindo da ideia de que existe um processo de maturação do organismo, e 
tomando o funcionamento intelectual como essencialmente sócio-histórico, 
VIGOTSKY (1984, p.10) situa a aprendizagem como “um aspecto necessário e 
universal do processo de desenvolvimento das funções psicológicas culturalmente 
organizadas e especificamente humanas”. Assim, a aprendizagem, no percurso de 
desenvolvimento intelectual, possibilita o despertar dos processos internos de 
desenvolvimento que são impulsionados pelos ambientes culturais. 
Se, para compreender os mecanismos da aprendizagem escolar é importante 
conhecer como se dá o desenvolvimento intelectual, é fundamental considerar que a 
aprendizagem escolar é elemento fundamental no desenvolvimento dos estudantes. 
Ensinar e aprender exige hoje muito mais flexibilidade espaço-temporal, pessoal e de 
grupo, menos conteúdos fixos e processos mais abertos de pesquisa e de comunicação. 
Uma das dificuldades atuais é conciliar a extensão da informação, a variedade das 
fontes de acesso, com o aprofundamento da sua compreensão, em espaços menos 
rígidos, menos engessados, temos informações demais e dificuldade em escolher quais 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
92 
 
são significativas para nós e em conseguir integrá-la dentro da nossa mente e da nossa 
vida (MORAN, 2000, p. 29). 
Desta forma, a formação dos educadores na ação deve ser contextualizada nas 
suas experiências, conhecimentos e práticas, fazendo com que a sistematização 
curricular torne-se uma ferramenta importante para o seu trabalho, quando estas por sua 
vez, sejam bem empregadas, fundamentando-se neste instrumento de trabalho, pois o 
mesmo se constitui num artefato de formação de sujeitos. 
Este documento destina-se aos professores que atuam na rede de educação 
básica do município de Concórdia assegurando uma educação de qualidade como 
direito social e fundamental, conforme estabelecida na Constituição Federal e 
reafirmado no Plano Nacional de Educação (PNE), no Estatuto da Criança e do 
Adolescente (ECA), na Lei nº 9.394/96 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) 
e no Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos (PNEDH), no Decreto nº 
6.094/07. 
Língua Portuguesa 
Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem 
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 Prática de leitura 
 Expressão corporal: leitura com 
entonação de voz 
 Ordem cronológica dos fatos 
 Tipologias textuais 
 Regras 
 Receitas 
 Convites 
 Panfletos 
 Brincadeiras 
 Histórias em quadrinho 
 Relatar, com objetividade, episódios vividos 
ou conhecidos, respeitando a ordem de 
apresentação dos fatos, selecionando temas 
principais e secundários. 
 Dialogar com colegas e professores, 
reconhecendo os turnos da fala e o espaço 
público escolar, sabendo tomar e manter a 
palavra no momento certo, incorporando temas 
novos ao diálogo. 
 Produzir, individual e coletivamente, 
receitas e instruções diversas (montagem de 
objetos, brincadeiras e jogos etc.). 
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 Textos literários 
 Recontar histórias de forma 
autônoma 
 Fala direta e indireta 
 Poemas 
 Piadas 
 Rimas 
Características do texto: começo, 
meio e fim Recursos linguísticos 
 Variações linguísticas 
 Analisar textos, fatos situações 
 Gêneros textuais através da leitura 
 
 Ler, apreciar e refletir sobre textos literários 
tradicionais, da cultura popular, afro-brasileira, 
africana, indígena e de outros povos, 
comentando temas e imagens. 
 Ouvir canções e histórias lidas de maior 
extensão e assistir a apresentações teatrais, 
desenvolvendo atenção e interesse. 
 Recontar histórias, apropriando-se das 
características do texto fonte. 
 Reconhecer, em textos narrativos, recursos 
para marcar a fala direta de personagens. 
 Inferir resposta de uma adivinha lida ou 
ouvida, a partir de pistas de conteúdo dadas no 
texto. 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
93 
 
 
 Sequência lógica que o texto 
apresenta 
 Observar os aspectos rítmicos e sonoros de 
poemas infantis. Produzir poemas, 
parafraseando os poemas conhecidos. 
 Produzir início e desfecho para narrativas 
literárias, utilizando recursos linguísticos 
apreendidos em histórias lidas e contadas. 
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 Prática de produção escrita 
 Produzir textos com argumentação 
 Coesão e coerência 
 Reestruturação e reescrita de textos 
 Sinais de pontuação e funções no 
texto 
 
 Levantar argumentos que ajudem a defender 
determinado ponto de vista, acerca do tema 
dos direitos humanos. 
 Identificar e compreender argumentos em 
cartas de reclamação ou de reivindicação, 
oriundas do universo de sociabilidade das 
crianças. 
 Produzir textos voltados à organização da 
vida escolar, como campanha educativa, em 
forma de folhetos instrucionais. 
 Reconhecer e compreender recursos de 
persuasão e de convencimento que compõem 
os textos publicitários. 
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 Recursos tecnológicos Utilizar recursos de gravação em áudio e 
vídeo para entrevistar professores/as, pais e 
familiares. 
 Produzir textos multimodais – perfis, linhas 
de tempo, portfólios – utilizando as 
ferramentas das mídias digitais que 
proporcionam o registro, o apagamento, o 
armazenamento e o arquivamento de 
informações. 
 
 
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 Prática de análise linguística 
 Ampliação de vocabulário (uso do 
dicionário) 
 Utilizar corretamente recursos 
linguísticos (conectivos) 
 Parágrafo: organização de ideias 
 Concordância nominal e verbal/no 
texto 
Coesão (organização de elementos no 
texto) e coerência (associar ao 
contexto) 
 Estrutura das frases: o que, o que 
fez, como, quando, etc... 
 Expor trabalhos oralmente e ouvir com 
atenção a exposição de colegas, percebendo 
que o tempo de manutenção da fala é mais 
longo nessa situação. 
 Reconhecer que existem critérios de 
organização da informação em textos como 
fichas informativas, tabelas, verbetes de 
divulgação científica para crianças. 
 Compreender enunciados de exercícios e 
tarefas, realizados em diferentes componentes 
curriculares. 
Registrar, por meio de cartazes e fichas 
informativas que conjuguem texto escrito e 
imagem, os resultados de trabalhos realizados. 
 Utilizar os meios digitais para buscar, a 
partir de palavras-chave, informações 
relevantes. 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
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 Sinais de pontuação 
 Parágrafo 
 Coerência e coesão 
 Acentuação 
 Consoantes e vogais 
 Linguagem formal e coloquial 
 Flexões das palavras: plural e 
singular/masculino e feminino e 
noções de concordância simples 
 Uso de R e RR, aplicados a 
regionalismos 
 Passado, presente e futuro (no 
contexto) 
 Ortografia 
 Compreender e utilizar convenções 
ortográficasrelativas às regularidades 
contextuais. 
 Escrever palavras irregulares que aparecem 
com frequência nos textos lidos. 
 Reconhecer e utilizar diferentes tipos de 
letras em diferentes contextos-suportes e 
gêneros textuais. 
 Reconhecer, com rapidez, palavras 
frequentes em textos. 
 Compreender que algumas marcas (acentos) 
podem modificar a tonicidade das palavras e 
que a tonicidade nem sempre é marcada por 
acento gráfico. 
 Escrever e ler palavras cujas sílabas variam 
quanto à sua combinação entre consoantes e 
vogais (CV, CCV, CVV, CVC, V,VC, VCC, 
CCVCC). 
 Registrar e ler adequadamente palavras com 
marcas de nasalidade (til, m, n). 
 Perceber que não se escreve do modo como 
se pronuncia. 
 
Matemática 
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 Leitura de números 
 Aprofundar: antecessor, sucessor, 
números pares e ímpares, ordem 
crescente e decrescente 
 Composição e decomposição do 
Número 
 Unidade, dezena, centena simples e 
classe do milhar 
 Introduzir números: ordinais, 
cardinais e romanos 
 Adição 
 Subtração 
 Multiplicação simples e por dezena 
 Tabuada 
 Dobro, metade, triplo 
 Divisão simples com números 
exatos 
 Prova real nas 4 operações 
 Situações problemas envolvendo as 
quatro operações 
Raciocínio lógico Matemático 
 Ler, escrever, comparar e ordenar números 
até 1.000, associando o registro em algarismos 
ao registro em Língua Materna. 
 Compor e decompor números até 1.000 
(exemplo: 168 = 100 + 60 + 8 ou 168 = 50 + 
50 + 50 + 18). 
 Identificar relações entre dúzia e meia dúzia. 
dezena e meia dezena; centena e meia 
centena. 
 Resolver e elaborar problemas de adição e 
de subtração, envolvendo os significados de 
juntar, acrescentar, separar, retirar, comparar e 
completar quantidades, utilizando o cálculo 
mental. 
 Solucionar e elaborar problemas de 
multiplicação, envolvendo as ideias de adição 
de parcelas iguais, elementos apresentados em 
disposição retangular, proporcionalidade, 
dobro e triplo. 
 Resolver e elaborar problemas de divisão 
(repartir uma coleção em partes iguais, 
determinar quantas vezes uma quantidade 
cabe em outra, metade e terça parte), em 
linguagem verbal, com o suporte de imagens 
ou materiais de manipulação. 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
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 Conhecer e identificar letras e valores do 
sistema de numeração romana. 
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 Medidas de tempo: hora, minutos, 
segundos, dia, semana, mês e ano; 
 Aprofundar o sistema Monetário-
Números decimais: adição, 
subtração. 
 Formulação, interpretação e 
resolução de situações-problema 
envolvendo o Sistema Monetário 
Brasileiro (reconhecimento e 
utilização de cédulas e moedas para 
somar e subtrair valores monetários 
em situações de compra e venda) 
 Educação financeira 
 Medidas de comprimento: metro, 
centímetro 
 Medidas de massa: quilograma, 
grama 
 Medidas de capacidade: litro 
 Situações problemas envolvendo as 
grandezas de medidas 
 Estimar, fazer medições, comparar e ordenar 
comprimentos, massas e capacidades, 
utilizando unidades não convencionais de 
medida e unidades convencionais mais usuais. 
 Comparar áreas de duas figuras planas, 
recorrendo às relações entre elas ou à 
decomposição e à composição. 
 Ler, identificar e registrar horas (hora, meia 
hora e quarto de hora) e duração de eventos 
(horário de início e fim) em relógios 
analógicos e digitais. 
 Reconhecer e comparar valores de moedas e 
cédulas e estabelecer equivalências de um 
mesmo valor, utilizando diferentes cédulas e 
moedas do sistema monetário brasileiro. 
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 Figuras geométricas planas 
 Linhas e curvas (contornos das 
figuras) 
 Escala (quantidade, estatura, 
desenhos, imagens, etc) 
 Mosaicos e tangran (estratégia) 
 Figuras geométricas espaciais 
(cubo, paralelepípedo ou bloco 
retangular, pirâmide, esfera, cilindro, 
cone), associando com objetos do dia 
a dia 
 Simetria 
 Identificar e descrever a localização 
(considerando mais de um ponto de 
referência) e deslocamentos (incluindo 
mudanças de direção) de pessoas e objetos no 
espaço. 
 Reconhecer e nomear as representações de 
figuras geométricas espaciais (cubo, bloco 
retangular, pirâmide, cone, cilindro e esfera), 
relacionando-as com objetos do mundo físico 
e associando prismas e pirâmides a suas 
planificações. 
 Descrever, comparar, nomear e classificar 
figuras planas (círculo, triângulo, quadrado, 
retângulo, trapézio e paralelogramo) por 
características comuns, mesmo que 
apresentadas em diferentes posições, ou seja, 
com e sem lados paralelos às bordas da folha 
de papel. 
 Reconhecer figuras iguais (congruentes), 
usando sobreposição, desenhos em malhas 
quadriculadas ou triangulares, utilizando 
tecnologias digitais. 
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 Fracionamento da unidade para 
representar partilha: metade (meio) e 
metade da metade (quarto em 
situação do cotidiano) 
 Noção de frações com material 
concreto 
 Sentenças matemáticas 
 Organizar sequências ordenadas de números 
naturais, resultantes da realização de adições 
ou subtrações sucessivas, por um mesmo 
número, e descrever a regra de formação da 
sequência. 
 Escrever diferentes sentenças de adições ou 
subtrações de dois números naturais que 
resultem na mesma soma ou diferença. 
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 Problemas 
 Tabelas 
 Gráficos 
 Probabilidade 
 
 Interpretar e comparar dados apresentados 
em uma tabela simples, gráficos de barras ou 
de colunas. 
 Coletar dados de duas variáveis, 
organizando-os em tabelas, gráfico de colunas 
simples, com ou sem uso de tecnologias 
digitais. 
 
Ciências Naturais 
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 Recursos naturais disponíveis 
 Utilização dos recursos naturais 
ÁGUA 
 Água no ambiente 
 A importância da água para os 
seres vivos 
 Utilidades da água 
 Estados físicos da água: líquido, 
gasoso e sólido 
 Preservação e cuidados com a água 
SOLO 
 Características do solo 
 Importância do solo 
 Ocupação do solo 
PLANTAS 
 Necessidades das plantas 
 Estrutura de um vegetal (plantas) 
raiz, caule, folha, flor, fruto e 
semente e suas funções; Relação 
entre os vegetais e os seres vivos 
(alimentação, abrigo) 
CORPO HUMANO 
 Retomar órgãos do sentido 
Estrutura do corpo humano: cabeça, 
tronco, membros inferiores e 
superiores 
 Sistema ósseo 
 Reconhecer em diferentes ambientes os 
recursos naturais disponíveis e o uso que se 
faz deles. 
ÁGUA 
 Compreender o ciclo da água na natureza e 
sua importância para a vida na Terra. 
 Reconhecer a importância da água para os 
seres vivos e atividades humanas. 
 Conhecer os estados físicos da água e os 
cuidados para a preservação da mesma. 
SOLO 
 Perceber a importância do solo para os seres 
vivos e as formas de ocupação do mesmo. 
PLANTAS 
 Compreender a importância e necessidades 
das plantas no ambiente. 
 Conhecer a estrutura de um vegetal e suas 
funções. 
 Estabelecer relação entre os seres vivos e os 
vegetais. 
 Identificar as partes do corpo humano e suas 
principais funções. 
 Compreender a importância dos hábitos de 
higiene para a saúde.Introduzir o sistema ósseo. 
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 Higiene do corpo e saúde 
ANIMAIS 
 Classificação dos animais: 
vertebrados e invertebrados 
 Vertebrados: aves, peixes, anfíbios, 
repteis e mamíferos 
 Habitat 
 Modo de vida 
 Alimentação 
 Reprodução: vivíparos e ovíparos 
ANIMAIS 
 Conhecer e diferenciar os animais 
vertebrados dos invertebrados. 
 Investigar e reconhecer características de 
determinados animais em relação a seu papel 
no ambiente e a fases de seu desenvolvimento. 
 Comparar as diferenças entre os animais, 
com relação à alimentação, à locomoção, à 
reprodução e ao habitat. 
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AR 
 Ar no ambiente 
 Importância do ar para os seres 
vivos 
 Consequências das ventanias 
Brinquedos movidos a ar 
AR 
 Perceber o vento como ar em movimento. 
 Compreender a importância do vento no 
cotidiano. 
 Reconhecer danos decorrentes das ventanias. 
 Construir e utilizar objetos e brinquedos que 
dependem da movimentação do ar. 
 
 
 
Ciências Humanas - História 
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MUNICÍPIO 
 História do município 
 Origem das famílias 
(descendências) 
 Costumes e tradições do povo 
 Movimento migratório e 
desenvolvimento do município 
 A cidade e seus espaços históricos 
 A população do município 
 Governantes do Município 
(passado e presente) 
 Os três poderes: executivo, 
legislativo e judiciário (município) 
Símbolos do município 
 Questionar as diferentes realidades 
vivenciadas, por meio de rodas de conversas, 
desenhos, relatos orais ou escritos, exercitando 
a curiosidade e o estranhamento diante do 
mundo. 
 Pesquisar os principais fatos relacionados 
ao seu lugar de vivência em diferentes épocas. 
 Identificar e descrever diferentes formas de 
registro da experiência cultural de sua 
comunidade ao longo do tempo. 
 Identificar, vivenciar e valorizar as 
manifestações culturais constituídas 
historicamente na comunidade. 
 Identificar e questionar as diferenças entre 
realidades vivenciadas e outras realidades, 
como por exemplo, tradições e costumes de 
diferentes períodos. 
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 Relação espaço, tempo (linha de 
tempo) de períodos históricos 
 Acontecimentos históricos de 
nosso município 
 Pontos históricos do município 
 
 Estabelecer relações entre fatos históricos 
e transformações na comunidade em que vive, 
percebendo causalidade. 
 Estabelecer relações entre fatos históricos 
e transformações na comunidade em que vive. 
 
 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
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 Resgate histórico das atividades 
econômicas e a integração entre o 
espaço rural e o espaço urbano. 
 Avanços tecnológicos do 
município 
 
 
 Entender os diversos papeis sociais e 
atividades desenvolvidas pelas pessoas, 
valorizando e respeitando as individualidades. 
 Identificar a existência, as mudanças e a 
permanência de diferentes atividades 
econômicas na comunidade ao longo tempo. 
 
 
Ciências Humanas – Geografia 
Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem 
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 Localização geográfica 
 Limites territoriais do município 
 Movimento migratório e 
desenvolvimento do município 
 A cidade: bairros, comunidades e 
distritos 
 Processo de industrialização do 
município 
 Produção e consumo 
 Tecnologia e trabalho no espaço 
rural e urbano 
 Meios de comunicação local 
 Meios de transporte utilizados no 
município 
 Avanços tecnológicos e o aumento 
da produção 
 Elaborar conexões entre lugares de vivências 
e territórios dos grupos aos quais pertence. 
 Conhecer a formação natural, cultural e 
histórica e as principais características 
geográficas do território onde estão situados 
lugares e grupos de vivência. 
 Reconhecer a inter-relação e a 
interdependência entre trabalho, consumo e 
vida cotidiana. 
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 Cidade e campo: as diferentes 
paisagens 
 Paisagem natural e construída 
 Relevo, hidrografia, clima, 
vegetação do município 
 Espaço rural: agricultura, pecuária 
 Espaço urbano: indústria e 
comércio 
 Trabalho: da matéria prima ao 
produto final 
 Compreender como os processos naturais e 
históricos atuam na transformação das 
paisagens. 
 Identificar a relação entre as atividades 
produtivas desenvolvidas em seu território de 
referência, as demandas próprias desses 
lugares e de outros lugares e grupos. 
 Compreender a interdependência campo- 
cidade, no que se refere à produção 
agropecuária, e industrial. 
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 Leitura e interpretação de mapas, 
legendas, gráficos, tabelas, entre 
outros 
 Localização e pontos de referência 
 Pontos turísticos 
 
 Explorar diferentes referenciais e saberes 
para orientação, posicionamentos e 
deslocamentos nos lugares de vivências. 
 Compreender, por meio de observações e de 
análises, a paisagem como expressão das 
práticas humanas nas relações com as 
dinâmicas da natureza. 
 
 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
99 
 
Ciências Humanas - Ensino Religioso 
Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem 
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 Família, escola e sociedade 
Valores: respeito, cidadania, 
autoestima, convivência, 
responsabilidade, cooperação, 
tolerância, justiça, diálogo, 
solidariedade, afetividade, amizade, 
companheirismo, fraternidade, amor, 
colaboração, autonomia entre outros 
 Bullying 
 Regimento escolar 
 Compreender a importância do bom 
relacionamento com o outro respeitando e 
aceitando as diferenças. 
 Conhecer, entender e respeitar as regras e 
normas estabelecidas pelas unidades escolares. 
 
ESTRATÉGIAS 
 Construir linha do tempo para organizar a 
história da cidade e se possível uma linha paralela 
com a história do bairro. 
 Visita ao museu, prefeitura municipal e câmara 
de vereadores. 
 Pesquisa sobre os costumes e tradições do povo 
concordiano. 
 Estudar e interpretar o Hino do Município. 
 Relacionar a bandeira do município com a 
história. 
 Pesquisar quem foram e quem são os 
governantes do município. 
 Visitar os pontos turísticos do nosso município. 
 Organizar uma visita a um colecionador da 
cidade. 
 Organizar entrevistas com pessoas mais velhas 
do bairro, estabelecendo relações entre o passado e 
o presente. 
 Construir maquetes focando os diferentes 
espaços (rural e urbano) 
 Leituras de gibis, coletâneas, revistas e jornais. 
 Prática diária de diferentes textos com 
entonação para melhor fluência. 
 Construção das regras de convivência da turma. 
 Confecção de livros de receitas e brincadeiras 
prediletas dos alunos. 
 Elaboração de histórias em quadrinhos sobre 
livros lidos retirados da biblioteca escolar. 
 Exposição dos trabalhos (livros e histórias em 
quadrinho). 
 Confecção de convites (pode-se fazer o convite 
da exposição que será realizada). 
 Roda de biblioteca (empréstimo de livros, 
apreciação da qualidade literária, comentários, 
indicações aos colegas). 
 Trabalhar rimas emversos e poesias. 
 Reescrever poesias e poemas através das já 
conhecidas. 
 Utilizar recursos como Google Maps e mapas. 
 Estabelecer um paralelo entre as indústrias 
passadas e atuais bem como sua evolução na 
tecnologia utilizada. 
 Organizar visita a uma indústria do município. 
 Levar os alunos ao laboratório de informática 
para pesquisas. 
 Pesquisar os meios de comunicação utilizados 
no passado e os utilizados atualmente. 
 Organizar exposição dos meios de comunicação 
antigos e atuais. 
 Utilizar recursos tecnológicos para mostrar a 
evolução dos meios de comunicação e de 
transporte. 
 Construir meios de transporte e de comunicação 
com materiais alternativos. 
 Reconhecer através de imagens aspectos do 
ambiente natural como suporte das paisagens 
rurais e urbanas a avaliar seu uso e 
aproveitamento. 
 Visita a uma propriedade rural. 
 Confecção de cartazes. 
 Após visitas e passeios de estudo fazer registro 
dos trajetos percorridos, estabelecendo mapa. 
 Fazer o desenho do trajeto da casa do aluno até 
a escola. Estabelecendo pontos de referência. 
 Utilizar recursos como: 
 Bingo, 
 Material dourado, 
 Loterias, 
 Mosaicos, 
 Tangran 
 Trabalhar a tabuada com malha quadriculada. 
 Construir estratégias de cálculo mental. 
 Confecção de relógios com materiais 
alternativos. 
 Leitura de calendários. 
 Construir mercadinho em sala de aula. 
 Construir através de pesquisa a linha do tempo 
do sistema monetário brasileiro. 
 Elaborar coletivamente situações problemas 
vivenciados na compra e venda de produtos do 
mercadinho. 
 Resolver problemas que envolvam a análise de 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
100 
 
escrita numérica. 
 Construir estratégias de cálculos utilizando 
encartes de lojas e supermercados. 
 Leituras de gibis, coletâneas, revistas e jornais. 
 Prática diária de diferentes textos com 
entonação para melhor fluência. 
 Construção das regras de convivência da turma. 
 Confecção de livros de receitas e brincadeiras 
prediletas dos alunos. 
 Elaboração de histórias em quadrinhos sobre 
livros lidos retirados da biblioteca escolar. 
 Exposição dos trabalhos (livros e histórias em 
quadrinho). 
 Confecção de convites (pode-se fazer o convite 
da exposição que será realizada). 
 Roda de biblioteca (empréstimo de livros, 
apreciação da qualidade literária, comentários, 
indicações aos colegas). 
 Trabalhar rimas em versos e poesias. 
 Reescrever poesias e poemas através das já 
conhecidas. 
 Usar o dicionário em diferentes situações 
(dúvidas, ditados...). 
 Utilizar desenhos de uma história em sequencia 
para a criança produzir textos. 
 Utilizar textos recortados para que a criança 
organize a sequência correta. 
 Entregar ao aluno textos onde falte o começo, o 
meio ou o fim, escrevendo a parte faltante. 
 Levar os alunos para laboratório de informática 
utilizando os recursos para reescrita de textos, 
poesias, poemas. 
 Trabalhar os sinais de pontuação no contexto 
explorando-os para que a criança entenda a função 
de cada um. 
 Criar diálogos. 
 Confeccionar jogos para trabalhar flexões das 
palavras. 
 Recortar de jornais ou revistas, palavras que 
contenham grafia duvidosa. 
 Formar frases com as palavras 
 Confecção de: 
 Cartazes, 
 Livrinhos, 
 Textos, 
 Informações (folder) 
 Sobre a utilização e importância da água para os 
seres vivos. 
 Experiências sobre os e estados físicos da água. 
 Pesquisar sobre a qualidade da água do principal 
rio que atravessa por nossa cidade. 
 Realizar pesquisa sobre características do solo. 
 Coletar amostras de solo em diferentes locais da 
escola. Fazendo o registro descritivo sobre as 
características (granulação, cor, mistura ou não de 
matéria orgânica). 
 Cruzadinhas 
 Caça-palavras 
 Levar para sala de aula produtos que os alunos 
possam visualizar, tocar, cheirar e degustar, 
enfocando e retomando sobre os órgãos do sentido. 
 Confecção de esqueleto de papel. 
 Confecção de cartazes 
 Recortes de gravuras de animais, classificando-
os. 
 Promover uma atividade na escola onde os 
alunos possam levar seus animais de estimação. 
 Confeccionar jogos sobre o conteúdo abordado. 
 Elaborar panfletos informativos sobre o tema. 
 Textos informativos 
 Vídeos (Youtube e/ou outros) 
 Realizar experiências sobre o ar 
 Confeccionar cata-vento, biruta... 
 Textos 
 Pesquisas 
 Dinâmicas 
 Confecção de cartazes 
 Desenhos 
 Músicas 
 Pintura de faixas 
 Produção de textos 
 Construir um terrário. 
 Contação de histórias.
 
REFERÊNCIAS 
BRASIL, Base Nacional Comum Curricular – BNCC- Documento Preliminar, 
versões 1 e 2. Brasília, 2015/ 2016. 
BRASIL. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. 
Pacto nacional pela alfabetização na idade certa: apresentação. Ministério da 
Educação, Secretaria de Educação Básica, Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. -- 
Brasília: MEC, SEB, 2014. 
 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
101 
 
CONCÓRDIA-SC. Prefeitura Municipal. Secretaria de Educação 
Sistematização Curricular da Rede Municipal de Concórdia-SC. – 2. ed. – 
Concórdia-SC : Progressiva, 2010. 
 
FREIRE. P. Educação e mudança, 2 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 1979 educação e 
comunicação vol .1. 
 
FREIRE P. Pedagogia do oprimido, 36 ed. São Paulo: paz e terra 2003. 
FREIRE P. Pedagogia da autonomia, Saberes necessários à prática educativa 29, ed. 
São Paulo: paz e terra, 2004. 
 
MORAN JOSÉ. MANUEL. Novas Tecnologias e Mediações Pedagógicas. 3 ed. 
Campinas são Paulo: Papirus 2000. 
 
OLIVEIRA. M. K .Vigotsky: Aprendizado e Desenvolvimento: Um processo sócio 
Histórico. São Paulo: Scipione 1993. 
 
SILVA T.T. Documentos de Identidade, Uma instrução às teorias do currículo. Belo 
Horizonte: Autentica. 2007. 
 
SACRISTÁN, José Gimeno. A educação que temos, a educação que queremos. In: 
IMBERNÓN, Francisco (Org.). A educação do século XXI: os desafios do futuro 
imediato. 2.ed. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000. 
 
VIGOTSKY.L.S. A Formação Social da mente. São Paulo: Martins fontes, 1984. 
VIGOTSKY L. S. Pensamento e Linguagem, São Paulo: Martins Fontes 1987. 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
102 
 
Anos Iniciais - Ensino Fundamental 
4º ANO 
O aluno de 4º ano é uma criança com possibilidades, conhecimentos e 
habilidades, as quais são adquiridas por meio de processos sociais, históricos, culturais e 
educacionais. Em seu percurso escolar, necessita que lhe seja garantido e ofertado 
conhecimentos clássicos contextualizados, possibilitando-lhe, abstrair e apropriar-se de 
conceitos e conhecimentos inerentes ao seu desenvolvimento. 
Nesta perspectiva, a teoria sociointeracionista detalha posicionamentos que 
direcionam as ações pedagógicas, já que esta compreende o aluno do 4º ano como um 
sujeito que interage a partir de interações sociais, constrói conhecimentos a partir de 
conexões entre experiências e conhecimentos anteriores, é observador, experimentador, 
problematizador, argumentador, aprendendo a partir do que lhe é significativo. Por isso, 
deve ser instigado a buscar diferentes respostas para o mesmo problema. Sendo assim a 
escola torna-se espaço fundamental para estas experiências. 
Desta forma, segundo Moreira (apud MOITA LOPES, 2002, p.03) a escola, 
 
... tem sido vista como um dos mais importantes espaços institucionais na 
construção de quem somos. É um dos primeiros espaços em que a criança se 
situa, distante do convívio e da vigilância da família. A criança tem, então, 
acesso a outros modosde ser e de agir diferentes dos que encontra no mundo 
familiar. 
 
Por isso, é necessário que este espaço seja desafiador, onde se organize e 
promova o acesso ao conhecimento, a aprendizagem e o desenvolvimento, visando à 
autonomia intelectual do aluno. Deste modo, a escola passa a ser um espaço para a 
participação, que propicia a superação dos níveis de conscientização do educando sobre 
si próprio e sobre a sociedade. 
De acordo com a matriz epistemológica do materialismo histórico dialético, o 
erro deve ser compreendido como parte do processo de ensino e aprendizagem, deve ser 
entendido como ponto de partida para a reconstrução da prática. Faz parte da etapa do 
processo de aquisição do conhecimento que permite ao aluno reformular hipóteses, 
servindo como base para reflexão sobre o planejamento do professor. 
Isto significa que, planejar é antecipar ações para atingir objetivos e metas, que 
vem de necessidades preestabelecidas, e, sobre tudo, agir de acordo com estas ideias 
antecipadas. 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
103 
 
O planejamento do professor deve levar em conta a realidade da escola e dos 
alunos. Em termos gerais isso significa considerar aspectos sociais, situações problemas 
e necessidades locais e, por fim, a diversidade no contexto da sala de aula. A questão da 
diversidade vai além das questões sociais, econômicas e culturais. Inclui diferentes 
graus de conhecimento entre os alunos sobre determinados conteúdos, de acordo com as 
características da turma e o nível prévio de conhecimento. 
Para tal, a avaliação do processo de ensino e aprendizagem no enfoque 
sociointerracionista, necessita ser contínua e possibilitar a inserção de uma prática 
mediadora. Deve ser compreendida como um conjunto de ações pedagógicas 
desenvolvidas a partir do diagnóstico da aprendizagem do aluno. 
Segundo Souza, 
 
“(...) Avaliar não é só medir, mas é acima de tudo possibilitar o 
desenvolvimento do educando (...) o processo avaliativo inclui a medida, mas 
não se esgota nela. A medida revela o quanto o aluno possui determinada 
habilidade e a avaliação informa sobre o valor desta habilidade”, ( SOUZA 
apud POPHAN, 1993, p.54). 
 
A avaliação é constituída de instrumentos de diagnóstico, que levam a uma 
intervenção, visando à melhoria, da aprendizagem. Deve ultrapassar o conceito 
meramente classificatório e mensurável, atingindo uma função social. A avaliação não 
deve priorizar apenas o resultado ou o processo, mas deve como prática de investigação, 
interrogar a relação ensino e aprendizagem e buscar identificar os conhecimentos 
construídos e as dificuldades de uma forma dialógica. 
Desta forma a avaliação deve ser contínua, cumulativa e sistemática com o 
objetivo de diagnosticar a situação de aprendizagem de cada aluno, conforme prevê o 
artigo 24 da LDB 9394/96: “Avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, 
com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao 
longo do período sobre os de eventuais provas finais”. 
A avaliação precisa ter a função de diagnosticar e orientar a prática educativa, 
sobrepondo aspectos qualitativos aos quantitativos, ou seja, deve ser um instrumento 
para o professor verificar o processo de internalização dos conteúdos trabalhados. 
Neste sentido, é necessário que a escola propicie e desenvolva nos educandos o 
domínio dos conteúdos culturais essenciais, da leitura e da escrita, das ciências, das 
artes, das letras. Estas aprendizagens são imprescindíveis para que o aluno exerça seus 
direitos de cidadania. 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
104 
 
A escola, por intermédio do conhecimento tem, portanto, o compromisso social 
de ir além da transmissão do conhecimento sistematizado, e sim preocupar-se em 
possibilitar ao aluno a capacidade de buscar informações segundo as exigências de seu 
campo profissional ou de acordo com as necessidades de desenvolvimento individual e 
social. 
Desta maneira, a escola tem como objetivo primordial formar alunos capazes de 
modificar o seu meio e a si próprios, que sejam atuantes em diferentes contextos sociais, 
aptos a refletirem criticamente, que exerçam sua autonomia e sejam sujeitos de sua 
própria história de forma consciente e participativa. 
 
LINGUAGEM 
Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem 
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 Classes essenciais de palavras: 
substantivos, adjetivos e verbos/ no 
texto e em contexto de uso. 
 Flexão das palavras, (retomar 
masculino/feminino, plural e 
singular), 
 Uso de pronomes pessoais e 
possessivos 
 Tempos verbais: presente, passado 
e futuro, aplicados a situações 
comunicativas orais e escritas. 
 Acentuação gráfica – nova regra 
ortográfica (tonicidade/agudo e 
circunflexo). 
 Relatar, com objetividade, episódios 
vividos ou conhecidos, respeitando a ordem 
de apresentação dos fatos, selecionando 
temas principais e secundários. 
 Compreender e utilizar convenções sociais 
de uso da fala, tais como os padrões de 
tomada de turnos da fala e formas de 
tratamento que variam de acordo com o grau 
de formalidade da situação social. 
 
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 Leitura oral e silenciosa, 
 Leitura com entonação de voz, 
expressões corporais, entre outros 
recursos.Textos de memória, 
 Fala direta e indireta, 
 Registro de narrativas literárias, 
utilizando de falas diretas, 
 Produzir textos produção textual 
 Reescrever textos, 
 Coesão e coerência textual 
 Sinais de pontuação 
 Acentuação de palavras (nova regra 
ortográfica) 
 Linguagem coloquial e verbal 
(transcrição do oral para o escrito) 
 Rimas 
 Sentido figurado 
 Recursos de sonoridade 
 Ler, apreciar e refletir sobre textos literários 
tradicionais clássicos, da cultura popular, 
afro-brasileira, africana, indígena e de outros 
povos, compreendendo algumas de suas 
características. 
 Recontar fábulas, apropriando-se das 
características do texto fonte. 
 Ouvir/assistir, com atenção e interesse, 
canções, histórias lidas de maior extensão e 
encenação de peças teatrais de maior 
duração. 
 Recontar oralmente histórias lidas, 
utilizando-se de alguns recursos próprios da 
performance de contadores de histórias 
(entonação, modulação de voz segundo 
personagem). 
 Recitar textos e poemas, de memória, 
planejando situações de apresentação em 
saraus e recitais. 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
105 
 
 
 Reconhecer, em textos narrativos, 
recursos para marcar a fala indireta de 
personagens. 
 Produzir narrativa literária, usando 
adequadamente as marcas de discurso direto 
nas falas de personagens. 
 Inferir sentidos de humor, relacionando 
textos e imagens, em história em tirinhas e 
quadrinhos. 
 Apreender sentido de poemas, 
compreendendo o uso de palavras ou 
expressões de sentido figurado. 
 Produzir poemas, utilizando-se de rimas e 
recursos de sonoridade. 
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 Introduzir a compreensão de: 
 Textos publicitários 
 Textos jornalísticos 
 Textos argumentativos 
 Recursos de persuasão 
 
 Levantar argumentos que ajudem a 
defender Argumentar defendendo 
determinado ponto de vista, na defesa de e 
direitos. 
 Compreender reportagens e outros textos 
jornalísticos, identificando o tema e quem 
escreve. 
 Produzir, coletivamente, sob orientação do 
professor/a, cartas abertas, usando recursos 
argumentativos, justificando a importância 
do tema tratadonas cartas. 
 Compreender os recursos de persuasão e de 
convencimento em textos publicitários. 
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 Oralidade 
 Tipologias textuais 
 Análise de tabelas, gráficos, 
quadro, entre outros. 
 Introdução à pesquisa 
 Expor oralmente trabalhos ou pesquisas, 
apoiando-se em recursos escritos e/ou 
imagens. 
 Ouvir com atenção e interesse a exposição 
de colegas. 
 Estabelecer relações entre informações, a 
partir da leitura de diferentes textos com 
temática comum. 
 Compreender enunciados com vocabulário 
menos usual, relativos aos diferentes 
componentes curriculares. 
 Registrar resultados de estudo/pesquisa, por 
meio de diários de campo, relatos, fichas 
informativas, tabelas, quadros, gráficos. 
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 Recursos tecnológicos utilizados e 
aplicados aos diferentes conteúdos 
trabalhados em sala. 
 Produção de textos através dos 
recursos tecnológicos que permitem 
arquivar, apagar e armazenar 
informações. 
 Simular programas de telejornalismo com 
temáticas que interessam às crianças, 
utilizando pautas e modos de registro e 
organização da informação. 
 Produzir textos multimodais – perfis, linhas 
de tempo, portfólios – utilizando as 
ferramentas das mídias digitais que 
proporcionam o registro, o apagamento, o 
armazenamento e o arquivamento de 
informações. 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
106 
 
MATEMÁTICA 
Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem 
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 Retomar adição, subtração 
utilizando a milhar; 
 Retomada: sistema de numeração: 
arábico, cardinal, ordinal e romano; 
 Composição e Decomposição do 
número; 
 Retomada de números 
antecessores/sucessores; par/ímpar; 
 Multiplicação usando a milhar; 
 Tabuada; 
 Situações Problemas utilizando as 
quatro operações; 
 Leitura de números; 
 Divisão com dois e três números; 
 Divisão exata e não exata; 
 Números decimais: adição, 
subtração, multiplicação e noções de 
divisão; 
 Número e algarismo: valor 
posicional dos algarismos 
 Alguns símbolos utilizados na 
matemática: 
 =, ≠, ˂/˂; ( ). 
 Expressões numéricas (somente 
adição e subtração, utilizando ( ). 
 Frações: numerador 
/denominador/comparação; 
 Equivalência de frações; Adição e 
subtração com frações com mesmo 
denominador; 
 Situações problemas envolvendo 
frações 
 Compor e decompor números de diferentes 
maneiras, relacionando o valor posicional do 
zero à sua decomposição polinomial 
(exemplo: 504 = 5 x 100 + 0 x 10 + 4 x 1 ou 
504 = 2 x 250 + 4). 
 Resolver e elaborar problemas de adição e 
subtração com números naturais, envolvendo 
seus diferentes significados, utilizando ou 
não o cálculo mental. 
 Relacionar adição e subtração, 
multiplicação e divisão, como operações 
inversas. 
 Resolver e elaborar problemas de 
multiplicação, com números naturais, 
envolvendo as ideias de adição de parcelas 
iguais, elementos apresentados em disposição 
retangular, proporcionalidade e a ideia de 
combinatória. 
 Resolver e elaborar problemas envolvendo 
ideias de divisão, com números naturais, 
utilizando diferentes estratégias baseadas na 
decomposição de números (por exemplo: 
384÷3 = (300÷3) + (60÷3) + (24÷3) = 100 + 
20 + 8 = 128). 
 Reconhecer e representar frações usuais de 
quantidades contínuas e discretas, 
relacionando-as às frações unitárias. 
 Reconhecer que, em uma unidade dividida 
em 10 partes iguais, cada parte corresponde a 
um décimo e que, em uma unidade dividida 
em 100 partes iguais, cada parte corresponde 
a um centésimo, representando 
simbolicamente décimos e centésimos, bem 
como elaborando composições e 
decomposições de números decimais 
(décimos e centésimos). 
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 Medidas de tempo: hora, minuto, 
segundo 
 Sistema Monetário. 
 Educação financeira. 
 Medidas de comprimento: metro, 
centímetro. Introduzir milímetro e 
quilômetro. 
 Medidas de massa: quilograma, 
grama. Introduzir miligrama, 
tonelada e arroba. 
 Medidas de capacidade: litro, 
mililitro. 
 
 Estimar, fazer medições, comparar e 
ordenar comprimentos, massa e capacidade, 
utilizando as unidades convencionais mais 
usuais. 
 Compreender a noção de perímetro e medir 
o perímetro de uma figura plana simples. 
 Compreender a noção de área e comparar 
medidas de áreas de figuras planas 
desenhadas em malha quadriculada pela 
contagem de quadradinhos e metade de 
quadradinhos, reconhecendo que duas figuras 
com formatos diferentes podem ter a mesma 
medida de área. 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
107 
 
 
 
 
 
 Ler, identificar e registrar horas em 
relógios analógicos e digitais e calcular 
intervalos de tempo. 
 Reconhecer temperatura como grandeza, 
identificando termômetros como instrumento 
de medida e o grau Celsius como unidade. 
 Compreender e utilizar termos empregados 
(troco, lucro, prejuízo) em situações que 
envolvem o sistema monetário (compra, 
venda, formas de pagamento). 
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 Construir figuras por reflexão e 
translação em malhas (quadriculadas 
ou triangulares), usando tecnologias 
digitais e desenhar figuras 
poligonais, utilizando régua e 
esquadros. 
 Ponto, Linha, reta, semirreta e 
segmento; 
 Figuras planas; 
 Perímetro de figuras planas. 
 Área (quadrado, retângulo). 
 Aprofundar figuras geométricas 
espaciais: cubo, bloco retangular, 
cone, cilindro, esfera. 
 Introduzir o conceito de escala: 
Redução e ampliação de figuras. 
 Simetrias 
 Identificar e descrever localização e 
movimentação de objetos no espaço, 
mudança de direção, usando termos, tais 
como: paralelas, transversais, 
perpendiculares, intersecção, direita e 
esquerda. 
 Analisar, nomear e comparar figuras 
espaciais por seus atributos (exemplo: 
número de vértices, de faces e de arestas, 
formato da face), mesmo que apresentadas 
em diferentes posições, associando figuras 
geométricas espaciais com suas 
planificações. 
 Reconhecer ângulos em figuras planas 
(poligonais) e identificar o ângulo reto. 
 
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 Introduzir o conceito de 
porcentagem. 
 Sequencias ordenada, 
 Noções de possibilidade e 
probabilidade. 
 Combinações. 
 Criar e descrever sequências ordenadas de 
números naturais menores que 50, para os 
quais as divisões por determinado número (2, 
3, 4 ou 5) resultem em restos iguais 
(exemplo: sequência dos números menores 
que 30 cujo resto da divisão por 5 é 3). 
 Completar sequências com elementos 
ausentes, descrevendo os critérios adotados. 
 Descrever o que ocorre com o resultado da 
adição ou da subtração de dois números, ao se 
adicionar um número qualquer a um de seus 
termos. 
 Resolver e elaborar problemas simples que 
envolvam igualdades matemáticas com uma 
operação (adição, subtração, multiplicação ou 
divisão) em que um dos termos é 
desconhecido (Exemplo: 30 ÷ ? = 6). 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
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 Gráficos. 
 Tabelas. 
 Interpretação dos dados e legenda. 
 
 Identificar dentre eventos cotidianos 
aqueles que têm maior chance probabilidade 
de ocorrência. 
 Ler e interpretar tabelas de dupla entrada, 
gráficos de colunas e de barras. 
 Coletar e comunicar dados de uma pesquisa 
(variáveiscategóricas ou numéricas), usando 
tabelas, inclusive as de dupla entrada, com ou 
sem uso de tecnologias digitais. 
 
CIÊNCIAS NATURAIS 
Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem 
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 Corpo humano: sistema 
digestório, circulatório. 
 Alimentação saudável, (cardápio 
escolar). 
 Nutrientes: carboidratos, 
proteínas, gorduras ou lipídios, 
vitaminas e sais minerais. 
 Classificação dos alimentos, 
grupos (reguladores, energéticos e 
construtores) Pirâmide alimentar; 
 Origem dos alimentos. 
 Acesso aos alimentos. 
 Alimentos naturais e 
industrializados. 
 Processo de industrialização. 
 Validade dos alimentos. 
 Cuidados com a higiene na 
preparação dos alimentos. 
ANIMAIS 
 Classificação dos animais: 
retomar vertebrados: mamíferos, 
répteis, aves, peixes e anfíbios; e 
invertebrados: insetos, aracnídeos, 
moluscos e crustáceos. 
 Alimentação dos animais: 
produtores, consumidores e 
decompositores. 
 Cadeia alimentar. 
 Equilíbrio biológico. 
SOLO 
 Hidrosfera, biosfera e atmosfera. 
 A utilização do solo. 
 Camadas da superfície (crosta, 
manto e núcleo) e composição do 
solo. 
 Degradação: erosão e 
desertificação. 
ALIMENTOS 
 Conhecer as formas de obtenção e 
armazenamento de alimentos e seus nutrientes. 
 Levantar e tratar analisar informações sobre 
a produção de alimento e seu acesso pela 
população. 
ANIMAIS 
 Evidenciar a necessidade básica dos seres 
vivos com relação ao alimento, como forma de 
manter em equilíbrio e em funcionamento o 
seu organismo e o meio ambiente. 
 Conhecer as formas de alimentação dos 
animais produtores, consumidores, (onívoros, 
herbívoros e carnívoros) e decompositores 
como seres importantes e sua importância na 
constituição de uma cadeia alimentar. 
 Reconhecer aspectos de diferentes cadeias 
alimentares e a importância dessas cadeias 
para o equilíbrio ecológico. 
SOLO 
 Diferenciar e entender hidrosfera, biosfera e 
atmosfera. 
 Entender como se divide a superfície da 
terra. 
 Reconhecer que os seres vivos dependem 
do solo para sobreviver e as consequências do 
manejo do solo. 
PLANTAS 
 Entender as partes dos vegetais, suas 
funções e como acontece a reprodução dos 
vegetais e seu desenvolvimento. 
ÁGUA 
 Identificar os estados físicos da água. 
 Reconhecer a importância da água na nossa 
vida e as mudanças nos estados físicos da 
água. 
 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
109 
 
 
 Manejo do solo (curvas de nível e 
irrigação). 
PLANTAS 
 Retomar as partes da planta. 
 Reprodução e desenvolvimento. 
AR 
 Propriedades do ar (ocupa espaço, 
peso e exerce pressão)- 
experiências. 
 Poluição – efeito estufa. 
ÁGUA 
 Aprofundar conceitos dos estados 
físicos da água. 
Mudanças nos estados físicos da 
água (fusão, vaporização, 
solidificação ou condensação). 
LIXO 
 Pesquisar a produção do lixo e suas 
principais destinações, destacando a 
reciclagem e o aterro sanitário. 
 Pesquisar os impactos ambientais 
provocados pelo tempo de decomposição de 
alguns materiais. 
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 Conhecer as bactérias e fungos. 
 Bactérias: Relacionar a 
alimentação (lactobacilos), 
utilidades e doenças. 
 Fungos: Relacionar à alimentação 
(decomposição). Observar a ação 
dos fungos nos alimentos, com 
experiência prática. 
 Decomposição dos alimentos. 
 Doenças e epidemias. 
 Prevenção de doenças. 
 História da vacina. 
 Remédios: antibióticos, 
antissépticos; história (avanços 
tecnológicos), utilidade, indicações e 
contra indicações, bula. 
Plantas medicinais. 
 Conhecer as doenças causadas por fungos e 
bactérias e as formas de prevenção e controle. 
 Conhecer a história dos antibióticos, 
antissépticos e de vacinas para a prevenção e 
tratamento de doenças. 
 Investigar sobre as principais doenças 
passíveis de serem prevenidas por vacinas e 
como elas foram desenvolvidas. 
 Coletar, tratar e divulgar dados relativos a 
doenças e vacinas, (profilaxia/prevenção e 
tratamento). 
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 Estações do ano. 
 Rotação e translação. 
 Recursos para medir o tempo, 
relógio, relógio de sol, calendário, 
entre outros. 
 Fases da lua. 
 Compreender que o tempo pode ser medido 
por eventos cíclicos. 
 Reconhecer que o movimento da Lua é 
cíclico e que pode ser usado para marcar a 
passagem do tempo. 
 Conhecer os diversos equipamentos que 
foram construídos para medir o tempo desde 
tempos remotos até a atualidade. 
 Investigar as mudanças de fase da Lua 
buscando compreender as suas diferentes 
formas. 
 
 
 
 
 
 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
110 
 
Ciências Sociais- História 
Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem 
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O ESTADO 
 Fatos históricos. 
 Patrimônios históricos. 
 Capital do estado. 
 Símbolos que representam o 
município (retomar) e estado. 
 Principais características de seu 
município, estado. 
 Medida de tempo (calendário). 
 Migração e imigração (início do 
desenvolvimento do estado). 
 Indústria e comércio. 
 Economia 
 Utilizar tecnologias para acesso às fontes 
históricas (dados, registros, documentos e 
narrativas) em pesquisas sobre os 
acontecimentos passados; 
 Formular e socializar questionamentos a 
partir de diferentes realidades vivenciadas 
utilizando registros orais, escritos ou 
iconográficos, de modo a exercitar a 
curiosidade e o estranhamento diante do 
mundo; 
 Conhecer e compreender, por meio da 
confrontação das diversas narrativas- registros 
iconográficos, escritos e orais-, o processo de 
criação e de desenvolvimento do Estado em 
que vive; 
 Elaborar narrativas – registros 
iconográficos, escritos, orais e audiovisuais – 
sobre a história do estado, utilizando fontes 
históricas. 
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 Organização do espaço vivido ao 
longo do tempo. 
 Processos de intervenção na 
paisagem natural local e a 
construída. 
 Modo de vida dos migrantes 
europeus, afrodescendentes e 
indígenas e suas contribuições no 
modo de vida de nossa sociedade. 
 Cultura: tradições e costumes 
 Identificar diferenças e semelhanças entre as 
formas de organização (bairros, regiões, 
zonas), ao longo do tempo, do Estado em que 
vive. 
Perceber mudanças e permanências no 
desenvolvimento do Estado a partir dos 
processos de ocupação, por meio do estudo 
dos grupos sociais que viveram e vivem nesse 
território e dos processos de intervenção na 
paisagem natural local. 
 Contextualizar a história de sua própria 
família em relação à história do município e 
estado, identificando as origens de seu grupo 
familiar, a partir de fontes diversas: relatos 
orais, fotos e objetos. 
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 Governantes. 
 Organização política: Poder 
legislativo, executivo e judiciário. 
 Eleições e sua história. 
 
 Estabelecer nexos de causalidade entre os 
fatos históricos que demarcam mudanças e 
permanências políticas, sociais, culturais, 
econômicas e ambientais no Estado em que 
vive, relacionando-as a outros lugares de 
vivências; 
 Conhecer a organização política municipal e 
estadual compreendendo o funcionamento e as 
relações entreas instituições relacionadas aos 
poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
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 Fatores que influenciam a vida das 
pessoas. 
 Ética e cidadania. 
 Grupos sociais e étnicos – 
culturais. 
 Patrimônio cultural material e 
imaterial. 
 Convívio em sociedade. 
 Legislação. 
 Direitos e deveres. 
 Entender que os direitos e deveres são 
regulamentados pela legislação, por meio do 
estudo de documentos como a Declaração 
Universal dos Direitos da Criança, 
identificando mudanças e permanências com 
relação a concepção de direitos e deveres ao 
longo do tempo 
 Entender que as relações de consumo são 
regulamentadas pela legislação, por meio de 
estudos de documentos como o Código de 
Defesa do Consumidor, identificando 
mudanças e permanências nessas relações ao 
longo do tempo. 
 Conhecer o patrimônio municipal, material 
e imaterial, compreendendo sua preservação e 
seu uso como exercícios de cidadania. 
 Definir coletivamente, regras de convivência 
no espaço escolar, enquanto prática de 
participação politico-cidadã. 
 
Ciências Sociais- Geografia 
Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem 
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O ESTADO 
 História do estado (Contestado). 
 Localização (Espaço geográfico - 
político). 
 População (descendência das 
famílias). 
 Trabalho: modos de vida. 
 Economia. 
 Indústria. Comércio. Cidade e 
campo: trabalho, produção, relações. 
 Situar seu lugar de vivência, em relação a 
recortes espaciais diferenciados, identificando 
sua localização em dimensões político-
administrativas. 
 Identificar convergências e divergências de 
limites espaciais entre dimensões político-
administrativas, territórios étnico-culturais e 
socioambientais. 
 Identificar, valorizar e respeitar tipos de 
trabalho e de trabalhadores em relação à 
produção econômica e à história, nos seus 
 
 Meios de transporte. 
 Agricultura; 
 Agropecuária; 
(tirei da história e coloquei aqui) 
lugares de vivências. 
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 Características ambientais (clima, 
relevo, vegetação, hidrografia). 
 População do centro e interior do 
estado. 
 Relações entre cidade e campo. 
 Cidade e campo: as paisagens. 
 Características e modo de 
intervenção humana no ambiente 
vivido. 
 Conhecer as principais características e os 
processos ambientais (clima, relevo, 
vegetação, hidrografia), reconhecendo suas 
influências nos modos de vida. 
 Reconhecer como a circulação de ideias, de 
informações, de pessoas, de coisas, afeta o 
cotidiano das sociedades. 
 Compreender os aspectos físicos, 
observando a superfície do planeta, a 
distribuição espacial dos fenômenos da 
paisagem e a dinâmica de interação com a 
atmosfera e o universo. 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
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 Mapas. 
 Gráficos (Interpretação e 
construção). 
 Tabelas. 
 Escala geográfica. 
 Legendas contidas nos mapas. 
 Observar, coletar e sistematizar 
informações em gráficos, mapas, tabelas e 
textos que possibilitem compreender 
fenômenos naturais e sociais. 
 Pesquisar elementos geográficos de outros 
lugares e temporalidades que se relacionam 
com seu município, seu estado, região e 
federação. 
 Compreender as relações entre escalas 
geográficas, aplicando-as às leituras espaciais. 
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 Problemas urbanos. 
 Fenômenos naturais e sociais. 
 Relações entre município, estado 
e federação. 
 Desenvolvimento científico e 
tecnológico. 
 Problemas ambientais (poluição, 
aquecimento global, efeito estufa, 
derretimento das geleiras, entre 
outros). 
 
 Identificar e compreender afinidades, 
conflitos e tensões entre pessoas e grupos 
como dinâmicas sociais que contribuem para 
definição e disputa de territórios. 
 Identificar instâncias do poder público e 
canais de participação social relativas a 
questões socioambientais e étnico-culturais. 
 Expressar, em diversas linguagens, modos 
de vida de migrantes, indígenas e 
afrodescendentes e as suas contribuições na 
sociedade de seu estado e de sua região. 
 Entender a relação entre a terra e seus 
habitantes, analisando tanto características 
físicas como humanas. 
 
ENSINO RELIGIOSO 
Eixo Conteúdos Objetivos de Aprendizagem 
 Família (Diferentes Constituições). 
 Relações família, escola e 
sociedade. 
 Diferentes religiões. 
 
 Aprimorar a importância dos valores 
humanos nos educandos para promover-se 
uma educação voltada para a ética, respeito 
mútuo, solidariedade, pluralidade cultural, 
etnias, ideologias, religiões, dentre outras, 
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 Direitos humanos; (bullying, 
gênero, preconceito, racismo). 
 Valores: Respeito e cidadania, 
ética, autoestima, convivência, 
responsabilidade, cooperação, 
tolerância, justiça, solidariedade, 
afetividade, amizade, 
companheirismo, fraternidade, amor, 
colaboração, autonomia, entre 
outros. 
 Constituição Federal, ECA, 
Declaração dos Direitos e Deveres 
da Criança, Regimento Escolar e 
diante destas suas histórias no que 
diz respeito aos direitos e deveres 
dos cidadãos. 
 Formas de discriminação e 
injustiça. 
 Situações de conflito. 
destacando-se a importância destes nas 
relações cotidianas da escola, família e 
sociedade, voltando-se para a internalização 
dos conceitos e prática dos mesmos. 
 Discutir as legislações e as características 
históricas, socialmente e culturalmente 
construídas, que determinam a forma como os 
sujeitos se comportam, interagem com outros 
indivíduos e com o meio ambiente, físico e 
social, considerando que nem tudo acontece 
como queremos, mas de acordo com os 
interesses coletivos. 
 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
113 
 
ESTRATÉGIAS 
 
 LINGUAGEM 
 Hora do Conto. 
 Leitura diária de diferentes gêneros textuais pelo 
professor (enfatizando o gênero a aprofundar). 
 Leitura pelo aluno de gibis, enciclopédias, 
jornais (para buscar informações, se divertir e 
aprender sobre o tema). 
 Roda de biblioteca (empréstimo de livros, 
apreciação da qualidade literária, comentários, 
indicação aos colegas, compartilhamento de 
Impressões sobre o livro, lembrança de trechos...). 
 Interpretar textos buscando as informações 
implícitas e as explícitas. 
 Ler livros do mesmo autor e perceber que gênero 
ele escreve. 
 Pesquisar um autor. Ler sua biografia. Ler outras 
biografias para se aproximar do gênero. 
 Realizar um levantamento do repertório de 
poesias. 
 Levar os alunos a perceber repetições, rimas e 
outros efeitos sonoros. 
 Coletar poemas que a comunidade conhece. 
 Apresentar diferentes poesias e diferentes autores 
para aumentar o repertório das crianças. 
 Escrever, revisar e reescrever poemas. 
 Pesquisas na Internet. 
 Relatórios de experiências, de visitas ou 
passeios. 
 Utilização da informática (utilizar o editor de 
texto para ditados, formação de frases e produções 
de textos Word, Power point). 
 Produção de textos práticos, informativos, 
literários individualmente ou em duplas. 
 Leitura para refletir sobre a sua produção escrita 
(reconhecer os recursos linguísticos). 
 Saraus literários (narração, reconto de contos 
conhecidos, declamação de poesias... ). 
 Escrever uma carta, por no correio. 
Corresponder-se com os colegas da escola.Criar 
um correio na escola. Eleger um carteiro (diário ou 
semanal) na sala para distribuir as cartas. 
 Trabalhar a gramática nas reescritas, nas 
interpretações de texto... 
 Uso constante do dicionário. 
 Recortar palavras, escrevê-las, construir frases. 
 - Trabalhos em grupos. 
 
 CIÊNCIAS NATURAIS 
 Cruzadas, pesquisas, experiências... 
 Construir com figuras de revistas, recortadas 
pelas crianças, uma pirâmide alimentar. 
 Observar o cardápio da escola, a organização, a 
variedade. 
 Entrevista com a cozinheira da escola 
enfatizando os cuidados com a higiene na 
preparação dos alimentos. 
 Observar a ação dos fungos nos alimentos, com 
experiência prática. 
 Pesquisar explicações para a decomposição, 
contrastando as informações com a prática, e fazer 
um registro escrito. 
 Chuva ácida nas plantas: regar dois vasos com 
água pura e os outros dois com água misturada ao 
vinagre, comparar e anotar as considerações. 
 Textos informativos. 
 Vídeos. 
 Realizar experiências sobre o ar, o vento (cata-
vento, biruta). 
 Construir um terrário. 
 
 MATEMÁTICA 
 Entregar cópia de situações problemas para as 
crianças. Realizar a leitura compartilhada, 
destacando os principais dados numéricos e as 
questões a ser respondidas. 
 Construir estratégias de cálculo mental. 
 Jogos. 
 Utilizar os diferentes recursos para a resolução 
de problemas. 
 Dramatizar a história da moeda. 
 Situações problemas utilizando panfletos de 
lojas. 
 Leitura do livro Como se Fosse Dinheiro, autora 
Ruth Rocha. 
 Fazer uma coletânea de moedas antigas, 
identificar e realizar uma exposição. 
 Realizar atividades que oriente as crianças a 
estabelecer relações entre horas e minutos. 
 Propor aos alunos situações que envolvam 
medições efetivas, como a quantidade de água em 
recipientes e a altura dos colegas... 
 Propor o trabalho com jarras medidoras de 
líquido. 
 Apresentar à turma a fita métrica para que a 
numeração seja observada em detalhes. 
 Construção da fita métrica. 
 Propor às crianças problemas que estimulem o 
trabalho com medição, aproximação ou cálculo 
para determinar ou comparar o perímetro de 
figuras geométricas planas. 
 Utilização de diferentes instrumentos de 
medidas, medindo sala de aula, mesa, lápis, 
porta,... 
 Propor a construção de maquetes utilizando 
escala. 
 Utilizar espelhos ou reflexos na água para iniciar 
a observação da simetria. Folhas com desenhos 
para completar simetricamente. Com papel 
quadriculado pode-se trabalhar as faixas 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
114 
 
decorativas desenhadas e coloridas 
simetricamente. 
 Observar e manejar as figuras planas na sala de 
aula. 
 Com material de sucata estudar, observar 
construir, desconstruir as figuras espaciais. 
 Em papel quadriculado ditar linhas e sequências 
que a criança deverá seguir descrever as formas e 
utilizar o vocabulário correto. 
 Levar algumas receitas em que apareçam 
frações. 
 Fazer com os alunos algumas receitas em que 
sejam usadas frações. 
 Jogos de frações, mosaicos... 
 Construir um mercadinho ou brechó escolar, para 
simular venda e compra de mercadorias. 
 Criação de diferentes tipos de gráficos. 
 Propor à turma uma pesquisa sobre gráficos em 
jornais e revistas. Certifique-se que os gráficos 
escolhidos tratem de temas que os alunos tenham 
familiaridade: número de alunos na escola, dados 
sobre desmatamento, população etc. 
 Realizar a leitura e interpretação dos gráficos. 
 
 CIÊNCIAS HUMANAS- HISTÓRIA E 
GEOGRAFIA 
 
 Construir uma linha do tempo evidenciando os 
aspectos históricos do estado e paralelamente uma 
linha do tempo com os fatos importantes que 
aconteceram no município na mesma época. 
 Interpretar a letra do Hino de Santa Catarina e 
relacionar aspectos geográficos e históricos do 
estado. 
 Estabelecer as relações entre a letra do hino e 
identificar sua importância para a construção de 
imagens e símbolos sobre o estado. 
 Conhecer o modo de vida e da produção cultural 
dos moradores através de reportagens de jornais, 
revistas, fotografias, mapas. 
 Com fotos antigas e recentes de diferentes 
bairros da cidade em que fica a escola, estimular os 
alunos a observar as principais mudanças ocorridas 
no espaço. 
 Resgatar brincadeiras e tradições populares do 
estado. 
 Mostrar o mapa político do estado onde reside, 
dividido em municípios, por que dessa da divisão. 
 Propor aos alunos o levantamento de 
informações sobre a origem e organização da 
própria cidade. 
 Entrevistar um vereador sobre a forma de 
organização da cidade, o trabalho de um vereador, 
do prefeito. 
 Elaborar uma eleição com as crianças. 
 Construir maquetes. 
 Apresentar aos alunos imagens de rios de 
planícies e de planalto, poluídos e não poluídos. 
 Pesquisas em sites, livros, publicações locais. 
 Registrar em texto as suas observações. 
 Identificar os problemas ambientais da região, 
depois do estado. 
 Pesquisar notícias em jornais e revistas sobre o 
meio ambiente ou algo relacionado a problemas 
ambientais. 
 Construir maquetes. 
 Debates sobre assuntos da atualidade. 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
BRASIL, Base Nacional Comum Curricular – BNCC- Documento Preliminar, 
versões 1 e 2. Brasília, 2015/ 2016. 
BRASIL, Lei n° 9394 de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da 
Educação Nacional – LDBEN 9394/96. 
 
CONCÓRDIA-SC. Prefeitura Municipal. Secretaria de Educação 
Sistematização Curricular da Rede Municipal de Concórdia-SC. – 2. ed. – 
Concórdia-SC : Progressiva, 2010. 
 
MOREIRA, Antonio Flavio B. Currículo e gestão: propondo uma 
parceria. www.scielo.br/pdf/ensaio/v21n80/a09v21n80.pdf, p. 553. Publicado 
em 05/08/2013. 
 
SOUZA. Carilza Prado de. (org) Avaliação do rendimento escolar. Campinas SP. 
2ed. Papirus, 1993. 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
115 
 
Anos Iniciais - Ensino Fundamental 
5º ANO 
Os conhecimentos acumulados pelo ser humano são construídos historicamente. 
Por sua constante renovação, os grupos sociais compartilham suas experiências e 
saberes às novas gerações em tempos e contextos diferentes de forma dinâmica e 
contínua. Os saberes que cada sociedade foi construindo evoluíram e surge, então, a 
escola, que tem como objetivo dinamizar os conhecimentos produzidos ao longo da 
história aos que chegam a tempos seguintes ao que os fatos ocorreram. Esse saber 
produzido historicamente pode ser transmitido de forma oral ou escrita. Em razão do 
grande desenvolvimento intelectual, os conhecimentos gerados em cada sociedade 
foram sendo registrados para maior aproveitamento deles e sem o risco da perda de 
importantes informações, descobertas ou experiências organizadas ao longo da história. 
Com o advento da era moderna e das tecnologias, diferentes maneiras de registro do 
saber foram sendo criadas, oportunizando o acesso desses conhecimentos aos membros 
da sociedade. Assim, os processos de ensino e aprendizagem estão inevitavelmente 
interligados entre o ser humano e todo seu contexto social, como assevera Vigotski 
(2003, p. 75), “[...] toda educação tem inevitavelmente um caráter social”. 
 A aprendizagem é um processo interno e complexo, portanto não ocorre de uma 
hora para outra. Por ser processual, precisa de tempo de maturação, tempo esse que não 
se mede pelo tempo cronológico, mas sim pelo de quem aprende. Nesse contexto, 
podemos dizer então que o ensino é a prática de contextualizar os saberes teóricos 
constituídos pela sociedade ao longo do tempo, e aprendizagem é a apropriação desses 
conhecimentospor parte daqueles que chegaram a outro tempo histórico, por isso 
compreendemos a escola como “uma instituição cujo papel consiste na socialização do 
saber sistematizado” (SAVIANI, 2000, p. 18), ou seja, esse processo de ensinar e 
aprender faz parte efetivamente da construção do ser humano em que o ensino só se 
concretiza quando o aluno contextualizar sua aprendizagem. 
 Na atualidade, a estruturação escolar é fundamentada na separação de anos e 
níveis de ensino. Cada ano, por conseguinte, está separada em disciplinas e cada uma 
delas subdividida em conteúdos. O currículo escolar determina essa divisão disciplinar e 
respectivos saberes, organizando quais recortes do conhecimento serão contemplados 
em cada ano. Nesse estudo nos propomos a reorganizar o currículo do 5º ano 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
116 
 
considerando as especificidades que o ensino de nove anos trouxe bem como as 
características dos alunos que passam por essa etapa. 
 Os currículos do Ensino Fundamental de acordo com a LDB (BRASIL, 2014c), 
no artigo 26, devem ter uma base nacional comum e ser complementadas por uma parte 
diversificada, sem, portanto, constituir-se de blocos distintos, sendo, entretanto, 
planejadas de tal modo que perpassem a proposta curricular desde a Educação Infantil 
até o Ensino Médio. Esse mesmo artigo preconiza no §1º que “os currículos devem 
abranger, obrigatoriamente, o estudo da língua portuguesa e da matemática, o 
conhecimento do mundo físico e natural e da realidade social e política, especialmente 
do Brasil” (BRASIL, 2014c). Acrescenta ainda a arte e a educação física bem como o 
ensino de pelo menos uma língua estrangeira na parte diversificada. 
Essa organização tem como finalidade delinear os processos do ensino e da 
aprendizagem no seu contexto formal e que são dinamizados pela escola. Sendo assim, 
a especificidade da escola é 
 
[...] a transmissão-assimilação do saber sistematizado. Este é o fim a atingir. 
É aí que cabe encontrar a fonte natural para elaborar os métodos e as formas 
de organização do conjunto das atividades da escola, isto é, do currículo. E 
aqui nós podemos recuperar o conceito abrangente de currículo (organização 
do conjunto das atividades nucleares distribuídas no espaço e tempo 
escolares). Um currículo é, pois, uma escola funcionando, quer dizer, uma 
escola desempenhando a função que lhe é própria (SAVIANI, 2000, p. 23). 
 
Nesse sentido, a escola é compreendida como insubstituível e incontestável, 
diferentemente das outras instituições, ela tem um papel essencial para a sociedade. Ela 
precisa organizar metodologias adequadas para que o conhecimento seja organizado 
para os membros que nela chegam. A teoria e a prática educativa são elementos 
importantes aos professores, pois a correlação entre ambas, além de dar sentido ao fazer 
docente, também contribui para o processo de aprendizagem do aluno. Nesse sentido 
Lazzarin (2015, p.39) aponta que “torna-se imprescindível que os professores tenham 
clareza de suas bases epistemológicas, uma vez que são estas que organizarão a prática 
educativa” e, por conseguinte oportunizarão a apropriação do conhecimento. 
 Os processos do ensino e da aprendizagem são orientados por teorias e 
modelos epistemológicos, seja de maneira explícita, seja implícita. Considerando a 
sociedade da aprendizagem da qual fazemos parte, bem como as transformações que 
vivenciamos na área educacional, torna-se evidente que uma prática pedagógica 
meramente técnica e instrucional, não mais responde aos problemas que enfrentamos, é 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
117 
 
importante à realização de um processo de reflexão e indagação acerca das práticas 
pedagógicas o que não se restringe a expor os conhecimentos de uma disciplina ou de 
um conjunto de disciplinas, mas de organizar programas de ensino em torno de 
problemas científicos e de caráter pedagógico que correspondem às necessidades da 
sociedade e aos interesses dos estudantes. 
 Nesse contexto, não cabe mais uma educação pautada no professor como mero 
transmissor de conhecimentos, em que o objetivo do processo educativo é treinar 
técnicas e decorar fórmulas prontas, como se o conteúdo fosse uma verdade que não se 
vivencia, e a rotina está em memorizar o que o instrutor ensina, repetindo fielmente seus 
ensinamentos. Portanto, os processos do ensino e da aprendizagem precisam ser 
desenvolvidos de forma dinâmica, na qual o aluno tenha oportunidade de compreender e 
contextualizar o mundo que o cerca, posicionando-se sem preconceitos e desenvolvendo 
uma postura de participação na sociedade. Assim assinala o documento “Sistematização 
Curricular da Rede Municipal de Concórdia – SC” 
 
Não estamos falando de um currículo que parte do cotidiano e aí se esgota, 
mas de um currículo para a formação humana que parte do cotidiano e 
introduz novos conhecimentos, que amplie a visão de mundo, que permita 
que o aluno perceba a realidade e consiga estabelecer relações com outras 
realidades e assim passa a tomar posições frente à sociedade em que vive, 
desenvolvendo a sua consciência, o seu comprometimento e a sua 
participação na dinâmica social (CONCÓRDIA, 2010, p. 48). 
 
 Nesse sentido, uma atividade de aprendizagem requer um movimento interno 
de construção de conhecimento entre sujeitos sociais, históricos e culturais, pois está 
articulada na linguagem, na troca de experiências e no conhecimento científico. Assim é 
relevante que os educadores disponham de sensibilidade, diálogo e afetividade, 
proporcionando ambientes, linguagens e metodologias em que o aluno se reconheça no 
contexto da aprendizagem. Desse modo, por meio do diálogo e da afetividade, os 
educadores se aproximam do mundo cultural do educando, proporcionando-lhe um 
sentimento de autoria e pertença no processo do aprender. 
 
 
 
 
 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
118 
 
Linguagem 
Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem 
P
rá
ti
ca
 d
a
 
p
ro
d
u
çã
o
 e
sc
ri
ta
 
 
 Textos: instrucionais, 
jornalísticos, ficcionais de 
narrativa longa, de memória, 
poéticos, tiras, propagandas, 
artigos de opinião, carta de 
reclamação, narrativa mítica, 
relato pessoal, exposição de 
pesquisa, análise e síntese, uso 
da pontuação associada aos 
diferentes textos. 
 Ler, interpretar e produzir textos estudados. 
 Identificar título, tema, personagens e ações do 
texto. 
 Refletir sobre as informações apresentadas em 
textos científicos e relacioná-los com o cotidiano. 
 Diferenciar textos observando características de 
cada gênero. 
 Reestruturar os textos ampliando os 
conhecimentos sobre sua produção. 
P
rá
ti
ca
 d
e 
p
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u
çã
o
 o
ra
l 
 
 Narrativas orais 
 Comentários 
 Entrevista 
 Noticias 
 Exposição de curiosidades 
 Debates 
 Ler os textos com ritmo e entonação correta 
respeitando sinais de pontuação. 
 Traduzir e interpretar o vocabulário dos textos 
aplicando-o em outras frases. 
 Relatar com clareza fatos acontecidos ampliando 
seu vocabulário. 
 Comentar aspectos estudados relacionados ao 
cotidiano. 
 Entrevistar pessoas relatando as informações 
obtidas. 
 Apresentar notícias veiculadas nos meios de 
comunicação. 
 Expor informações e curiosidades do cotidiano. 
 Participar ativamente de debates opinando e 
argumentando sob seu ponto de vista. 
 Expressar-se oralmente com desenvoltura. 
 Valorizar a leitura como forma de aquisição de 
conhecimento, lazer e função estética. 
P
rá
ti
cad
e 
a
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á
li
se
 
li
n
g
u
ís
ti
ca
 (
g
ra
m
á
ti
ca
) 
 O alfabeto, letra e fonema. 
 Encontros vocálicos, 
consonantais e dígrafos. 
 Formação de palavras 
(composição e derivação) 
 Uso do dicionário 
 Sílaba tônica: acento agudo 
e circunflexo. 
 Sinais de pontuação 
 Classes de palavras: 
adjetivos (grau comparativo) 
 Interjeição 
 Grafar corretamente as letras empregando 
adequadamente maiúsculas e minúsculas. 
 Reconhecer palavras com hiato, ditongo e 
tritongo. 
 Identificar e empregar corretamente os dígrafos. 
 Entender a formação das palavras e suas 
derivações. 
 Usar o dicionário com destreza. 
 Acentuar corretamente as palavras conforme 
regras. 
 Identificar o grau comparativo do adjetivo em 
textos. 
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119 
 
 
 Pronome pessoal 
 Pronome possessivo 
Substantivos (primitivos e 
derivados, simples e compostos, 
concretos e abstratos, coletivos). 
 Artigos 
 Verbo (noção) 
 Conjugação nos três tempos 
(presente, passado e futuro). 
 Perceber a função das interjeições no texto. 
 Pontuar frases e textos usando todos os sinais 
adequadamente. 
Destacar os pronomes pessoais, de tratamento, 
demonstrativos e possessivos na produção escrita. 
 Identificar em textos as diferentes formas do 
substantivo (gênero, número e grau) 
 Identificar e empregar os artigos definidos e 
indefinidos. 
 Identificar os verbos nas frases. 
 Evidenciar os tempos do verbo para 
identificação do tempo. 
O
rt
o
g
ra
fi
a
 
 
 Trabalho específico com a 
grafia de palavras duvidosas 
 Letras C, Ç, S, SS, SC, SÇ, 
XC e Z. 
 Uso do Re RR e 
regionalismos 
 Terminações ICE e ISSE 
 Terminações ESA e EZA 
 Letras LH e LI 
 Sons da letra X 
 Homônimos 
 Uso do porque, por que, 
porquê e por quê 
 Palavras têm, tem, vêm, vem 
 Palavra traz e trás, há e a, 
haja e aja, houve e ouve, meio e 
meia. 
Palavras mal e mau, mas e mais, 
onde e aonde, mesmo e mesma, 
obrigada e obrigado, próprio e 
própria, para eu e para mim, 
 Fonética: sílaba, noção de 
ditongo e hiato. 
 Tonicidade e acentuação 
 Acentuação de palavras: 
proparoxítonas, paroxítonas e 
oxítonas. 
 Realizar atividades que esclareçam a grafia de 
cada uma das palavras duvidosas. 
 Esclarecer em atividades específicas o 
regionalismo no uso da letra R. 
 Destacar a significância dos homônimos. 
 Em atividades baseadas em textos esclarecer o 
uso de cada PORQUE, TEM e VEM com suas 
diferenças e usos. 
 Evidenciar os sons das letras e dos dígrafos na 
ortografia. 
 Contextualizar os aspectos gramaticais 
estudados. 
 Trabalhar cotidianamente a fonética como base 
para acentuação correta. 
 
 
Matemática 
Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem 
 Figuras geométricas planas 
 Ponto, linha, reta 
 Estudar as formas geométricas presentes no 
ambiente (círculo quadrado, triângulo e retângulo). 
 Classificar os quadriláteros pela formação de 
linhas e ângulos. 
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120 
 
G
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m
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ri
a
 (
es
p
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ço
 e
 f
o
rm
a
) 
 
 Ângulos: reto, agudo, obtuso 
em polígonos 
Esfera, círculo, e circunferência, 
conceito de raio e diâmetro Uso 
de compasso 
 Perímetro 
 Área de figuras planas 
 Redução e ampliação de 
figuras 
 Construção de eixos de 
simetria 
 Tangram 
 Formas geométricas espaciais: 
cone, cilindro, esfera. 
 Conceituar raio e diâmetro da circunferência. 
 Calcular área e perímetro das figuras 
geométricas mais comuns no cotidiano 
(retângulo e quadrado). 
 Ampliar e reduzir figuras (parceria com artes) 
 Construir conceito de simetria (parceria com 
artes). 
 Confeccionar Tangram identificando figuras 
geométricas. 
 Identificar as formas geométricas espaciais 
(cone, cilindro e esfera). 
G
ra
n
d
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a
s 
e 
m
ed
id
a
s 
 Medidas de tempo (segundo, 
minuto, hora, semanas, meses, 
anos, décadas, século e milênio) 
 Sistema Monetário (dinheiro 
em cédulas e moedas, cheque e 
cartão) 
 Educação financeira 
(orçamento e planejamento) 
 Medidas de comprimento: 
metro, centímetro, milímetro e 
quilômetro. 
 Medidas de superfície: 
quilometro, metro e centímetros 
quadrados. 
 Medidas de massa: 
quilograma, grama, tonelada, 
arroba. 
 Medidas de capacidade: litro, 
mililitro. 
 Aparelhos de medida de 
temperatura. 
 Usar as medidas de tempo em diferentes 
contextos. 
 Identificar a moeda oficial e desenvolver 
habilidades de uso do sistema monetário. 
 Realizar atividades de educação financeira no 
cotidiano. 
 Desenvolver cálculos de situações de uso das 
medidas de capacidade, massa, superfície e 
comprimento. 
 
E
st
a
tí
st
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 p
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a
b
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a
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to
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rm
a
çã
o
) 
 
 Gráficos 
 Tabelas 
 -Interpretação dos dados e 
legenda e escala 
 
 Aplicar informações em tabelas e gráficos 
identificando e interpretando dados na legenda 
fazendo as análises dos dados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sistematização Curricular do Município de Concórdia 
121 
 
N
ú
m
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o
s 
e
 o
p
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a
çõ
es
 
 Sistema de numeração 
decimal (classes e ordens 
dos milhões e bilhões). 
 Retomada da adição e 
subtração utilizando a milhar 
 Multiplicação usando a 
milhar 
 Tabuada até dez / múltiplos 
de um nº 
 As quatro operações e suas 
regras. 
 Divisão utilizando a unidade 
de milhar 
 Divisores e números primos 
 Critérios de divisibilidade 
por 0,1,2, 5 e 10. 
 Números decimais: adição, 
subtração, multiplicação, divisão 
em situações problema do 
cotidiano. 
 Uso e entendimento da 
calculadora. 
 Expressões numéricas. 
 Identificar a forma de representação dos números 
em classes. 
 Realizar operações de adição, subtração, divisão 
e multiplicação em situações problema do 
cotidiano. 
 Desenvolver jogos em sala e na informática para 
memorização da tabuada. 
 Entender a situação de uso dos numerais 
decimais e seus procedimentos operatórios. 
 Utilizar a calculadora como instrumento de 
aferição dos resultados. 
 Cálculo mental 
 
Á
lg
eb
ra
 e
 f
u
n
çõ
es
 
 
 Frações: 
 Leitura de representação 
fracional. 
 Nnumerador /denominador/ 
comparação 
 Mínimo múltiplo comum 
 Equivalência 
 Simplificações 
 Frações de quantidade. 
 Adição e subtração 
 Multiplicação e divisão 
(noção) 
 Situações problemas 
envolvendo frações 
 Porcentagem 
 Identificar a formação das frações e sua 
aplicabilidade no cotidiano. 
 Entender a equivalência de frações. 
 Calcular o mínimo múltiplo comum. 
 Realizar cálculos de frações em problemas 
contextualizados. 
 Identificar a porcentagem como decorrência de 
fração. 
 
 
Ciências da Natureza 
Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem 
 Ar: camadas da atmosfera, 
aquecimento global e chuva 
ácida, fenômenos (ciclones e 
tornados 
 Identificar a importância do ar para a vida dos 
seres vivos. 
 Reconhecer a composição do ar e os gases que 
constituem a atmosfera bem como suas 
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A
m
b
ie
n
te
 e
 s
er
es
 v
iv
o
s 
 
 Água: composição, 
propriedades e fenômenos 
(granizo, geada e neve). 
 Solo: Fenômeno do 
terremoto e vulcão. 
 Plantas: características e 
Funções (fotossíntese e 
respiração) 
características. Conhecer as principais

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