Prévia do material em texto
PREFEITURA DE CONCÓRDIA SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO SISTEMATIZAÇÃO CURRICULAR DA REDE MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE CONCÓRDIA Concórdia, 2016 Sistematização Curricular do Município de Concórdia SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE CONCÓRDIA Rua Marechal Deodoro, 1.280, sala 301, Edifício Golden Office CEP: Centro, Concórdia Brasil DGI/DGCI - Divisão de Gestão de Conhecimento e Inovação FONTE: Elaborada pelos autores, 2016. Sistematização Curricular da Rede Municipal de Concórdia- SC- 2016. 317 f. 1. Educação. 2.Objetivos de Aprendizagem. 3. Educação Infantil. 4. Anos Iniciais. 5.Anos Finais. Sistematização Curricular do Município de Concórdia Educar em três tempos “Eu educo hoje, com os valores que recebi ontem, para as pessoas que são o amanhã. Os valores de ontem, os conheço. Os de hoje, percebo alguns. Dos de amanhã, não sei. Se só uso os de hoje, não educo: complico. Se só uso os de ontem, não educo: condiciono. Se só uso os de amanhã, não educo: faço experiências às custas das crianças. Por isso, educar é perder sempre sem perder-se. Educa quem for capaz de fundir ontens, hojes e amanhãs, transformando-os num presente onde o amor e o livre arbítrio sejam as bases.” Arthur da Távola Chanaisa Realce Sistematização Curricular do Município de Concórdia SUMÁRIO APRESENTAÇÃO ........................................................................................................07 INTRODUÇÃO .............................................................................................................10 ESCOLAS MUNICIPAIS DO CAMPO ................................................................................................ 14 EDUCAÇÃO EM TEMPO INTEGRAL ................................................................................................ 17 EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS ............................................................................................. 19 EDUCAÇÃO INFANTIL .............................................................................................16 GRUPO I - CRIANÇAS DE 45 DIAS A 12 MESES ......................................................................................... 16 GRUPO II - CRIANÇAS DE 1 A 2 ANOS ...................................................................................................... 23 GRUPO III - CRIANÇAS DE 3 A 4 ANOS ..................................................................................................... 28 GRUPO IV- CRIANÇAS DE 3 A 4 ANOS ..................................................................................................... 33 EDUCAÇÃO INFANTIL- PRÉ-ESCOLA .................................................................44 PRÉ-ESCOLA I ......................................................................................................................................... 44 PRÉ-ESCOLA II .................................................................................................................................... 54 ANOS INICIAIS - ENSINO FUNDAMENTAL .........................................................67 1º ANO ................................................................................................................................................... 67 2º ANO ................................................................................................................................................... 79 3º ANO ................................................................................................................................................... 90 4º ANO ................................................................................................................................................. 102 5º ANO ................................................................................................................................................. 115 LITERATURA DRAMATIZADA.............................................................................126 GRUPO I E II ........................................................................................................................................ 129 GRUPO III ........................................................................................................................................... 130 GRUPO IV E PRÉ-ESCOLA I E I ........................................................................................................ 131 1º ANO ................................................................................................................................................. 133 2º ANO ................................................................................................................................................. 134 3º ANO ................................................................................................................................................. 135 4º ANO ................................................................................................................................................. 137 5º ANO ................................................................................................................................................. 139 XADREZ ......................................................................................................................142 EDUCAÇÃO INFANTIL - PRÉ I ................................................................................................................ 145 EDUCAÇÃO INFANTIL - PRÉ II ............................................................................................................... 145 ENSINO FUNDAMENTAL- 1º ANO ........................................................................................................... 145 ENSINO FUNDAMENTAL- 2º ANO ........................................................................................................... 145 ENSINO FUNDAMENTAL- 3º ANO ........................................................................................................... 146 ENSINO FUNDAMENTAL- 4º ANO ........................................................................................................... 146 ENSINO FUNDAMENTAL- 5º ANO ........................................................................................................... 146 LÍNGUA ESTRANGEIRA .........................................................................................148 LÍNGUA ESTRANGEIRA - ESPANHOL ...............................................................148 PRÉ- ESCOLA I E II ............................................................................................................................ 151 1º ANO ................................................................................................................................................. 151 2º ANO .................................................................................................................................................152 3º ANO ................................................................................................................................................. 153 4º ANO ................................................................................................................................................. 153 5º ANO ................................................................................................................................................. 154 6º ANO ................................................................................................................................................. 155 7º ANO ................................................................................................................................................. 156 8º ANO ................................................................................................................................................. 157 Sistematização Curricular do Município de Concórdia 9º ANO ................................................................................................................................................. 158 LÍNGUA ESTRANGEIRA - ITALIANO .................................................................161 PRÉ-ESCOLA ..................................................................................................................................... 162 1ºANO .................................................................................................................................................. 162 2º ANO ................................................................................................................................................. 163 3ºANO .................................................................................................................................................. 163 4ºANO .................................................................................................................................................. 164 5ºANO .................................................................................................................................................. 165 6ºANO .................................................................................................................................................. 166 7ºANO .................................................................................................................................................. 167 8ºANO .................................................................................................................................................. 167 9ºANO .................................................................................................................................................. 168 EDUCAÇÃO FÍSICA .................................................................................................170 PRÉ-ESCOLA ..................................................................................................................................... 172 1º ANO ................................................................................................................................................. 173 2º ANO ................................................................................................................................................. 174 3º ANO ................................................................................................................................................. 175 4º ANO ................................................................................................................................................. 177 5º ANO ................................................................................................................................................. 179 6º ANO ................................................................................................................................................. 181 7º ANO ................................................................................................................................................. 183 8º ANO ................................................................................................................................................. 186 9º ANO ................................................................................................................................................. 189 ARTE ............................................................................................................................193 1º ANO ................................................................................................................................................. 197 2º ANO ................................................................................................................................................. 197 3º ANO ................................................................................................................................................. 198 4º ANO ................................................................................................................................................. 199 5º ANO ................................................................................................................................................. 200 6º ANO ................................................................................................................................................. 201 7º ANO ................................................................................................................................................. 202 8º ANO ................................................................................................................................................. 203 9º ANO ................................................................................................................................................. 204 LÍNGUA PORTUGUESA ..........................................................................................207 6º ANO ................................................................................................................................................. 210 7° ANO ................................................................................................................................................ 213 8° ANO ................................................................................................................................................ 216 9º ANO ................................................................................................................................................. 220 MATEMÁTICA ..........................................................................................................225 6º ANO ................................................................................................................................................. 227 7º ANO ................................................................................................................................................. 229 8º ANO ................................................................................................................................................. 231 9º ANO ................................................................................................................................................. 234 CIÊNCIAS DA NATUREZA .....................................................................................237 6º ANO ................................................................................................................................................. 242 7º ANO .................................................................................................................................................243 8º ANO ................................................................................................................................................. 245 9º ANO ................................................................................................................................................. 246 CIÊNCIAS HUMANAS: HISTÓRIA........................................................................249 6º ANO ................................................................................................................................................. 250 Sistematização Curricular do Município de Concórdia 7º ANO ................................................................................................................................................. 252 8º ANO ................................................................................................................................................. 254 9º ANO ................................................................................................................................................. 258 CIÊNCIAS SOCIAIS – GEOGRAFIA .....................................................................262 6º ANO ................................................................................................................................................. 265 7º ANO ................................................................................................................................................. 266 8º ANO ................................................................................................................................................. 267 9º ANO ................................................................................................................................................. 268 CIÊNCIAS SOCIAIS – ENSINO RELIGIOSO .......................................................270 6º ANO ................................................................................................................................................. 271 7º ANO ................................................................................................................................................. 272 8º ANO ................................................................................................................................................. 272 9º ANO ................................................................................................................................................. 273 EDUCAÇÃO ESPECIAL ...........................................................................................276 Sistematização Curricular do Município de Concórdia Apresentação ato de produzir conhecimento constitui-se num processo contínuo, fruto da ação humana nos mais distintos momentos históricos. À medida que a humanidade avança reconfiguram-se as concepções e as necessidades motivadas pelas diferentes fases de desenvolvimento histórico, político, econômico, social e cultural. As mudanças, nessa perspectiva, constituem-se numa característica regular na história do homem. Diante disso, podemos dizer que a sociedade atual é muito diferente do que há séculos atrás, dos contextos previsíveis e duráveis e do conhecimento visto como um produto que se adquire e se conserva para toda vida. A contemporaneidade é marcada por mudanças constantes e rápidas, pela crescente quantidade de informação e pela imprevisibilidade. Essas mudanças têm exigido que redirecionemos o olhar sobre nosso campo de atuação, no caso, a educação. Tal cenário exige novas formas de pensar e organizar o processo educativo. Isso exige que os tempos e os espaços escolares sejam reorganizados, do mesmo modo, faz-se necessário avaliarmos e reestruturarmos a proposta curricular a fim de atender as demandas sociais atuais. Nessa perspectiva, a Secretaria Municipal de Educação de Concórdia (SEMED) tem se empenhado em ouvir os professores da rede Pública Municipal de Ensino para viabilizar a (re)estruturação da proposta curricular da educação infantil e do ensino fundamental, considerando a legislação vigente, sobretudo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional- LDBEN 9394/96, Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica- DCNEB 2013, Parâmetros Curriculares Nacionais- PCNs, Base Nacional Comum Curricular- BNCC, versões 1 e 2. 2015/ 2016, Resoluções do Conselho Municipal de Educação 1 e os debates atuais no campo da educação. O trabalho de (re)estruturação curricular foi dinamizado de modo que todos os profissionais da rede pudessem contribuir no processo de produção do documento. Num primeiro momento constituiu-se grupos de comissões eleitos entre seus pares, para a sistematização do documento, a partir de seu respectivo ano de atuação e/ou disciplina. As comissões reuniram-se sistematicamente para realizar as leituras, estudar leis, trocar experiências, reelaborar conceitos e concepções e deste modo (re)elaborar a sistematização curricular em vigência (2010). 1 Fonte: <http://cme.concordia.sc.gov.br/> Acesso em: 17 de jun. 2016. O Chanaisa Realce Chanaisa Realce Chanaisa Realce Chanaisa Realce Sistematização Curricular do Município de Concórdia Posterior aos vários encontros de estudo e organização do material, as comissões apresentaram o trabalho realizado para os seus pares no Seminário de Sistematização realizado em abril de 2016. Este momento, contou com a participação de mais de 800 profissionais, que atuam em 18 Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) e 30 unidades escolares. Após a realização do Seminário de Sistematização Curricular, vivenciamos um período marcado por novos encontros das comissões de sistematização curricular, permeados por leituras e discussões, considerando as proposições de seus pares quando do Seminário. Assim, a produção desse documento, considerou as discussões promovidas pelas comissões e seus pares de modo a contemplar as construções elaboradas por esses grupos, sistematizando e adequando os encaminhamentos nos encontros realizados na Secretaria Municipal de Educação. Assim, o documento que ora apresentamos é resultante de uma série de encontros de estudo realizados pelas comissões de professores e o grupo de formação continuada da SEMED. Deste modo, o documento sistematiza o trabalho coletivo de (re)estruturação curricular, realizado pelos profissionais da rede municipal de educação de Concórdia. É fruto de um longo período de estudos (2014 a 2016) e análises dos documentos legais atrelados as discussões promovidas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC, 2015/ 2016, versões 1 e 2) e pelos debates contemporâneos acerca da educação. Essa soma de esforços permitiu a produção desse documento, o qual considerou a linha pedagógica norteadora da rede municipal de ensino, o materialismo histórico-dialético. A opção pela concepção materialista histórico-dialética se ancora nas teses construídas pela rede municipal de ensino na I Conferência Municipal de Educação em 2003, que assinala Que a construção do currículo seja orientada e organizada pela concepção teórica, metodológica e epistemológica do “materialismo histórico dialético” e, pelas concepções de sociedade, escola e homem expressas no PPP das Instituições Educacionais, onde as práticas educativas tenham como eixo central a intencionalidade da construção do processo: ação-reflexão-ação. Isso implica em possibilitar através dos conteúdos trabalhados e das relações vividas, que os alunos consigam compreender suas vidas, refletir sobre elas e buscar coletivamente,nos mais diversos grupos sociais, alternativas de mudanças na estrutura social, trabalhando conhecimentos científicos e politicamente comprometidos com a construção de uma sociedade democrática e da educação pública (Diretrizes da Política Educacional da Rede Municipal de Ensino, 2003). Chanaisa Realce Chanaisa Realce Chanaisa Realce Chanaisa Realce Sistematização Curricular do Município de Concórdia Tais fundamentos explicitam a concepção de homem, sociedade e educação, bem como a produção do conhecimento e a educação como construção social de homem e sociedade, embasado no método materialista histórico- dialético. Deste modo, trabalhamos na perspectiva de um projeto que compreende o desenvolvimento histórico dos homens a partir de um processo conflituoso, impulsionado pela luta de classes, num cenário amplamente marcado pela contradição entre o desenvolvimento das forças produtivas e as relações sociais de produção. Ainda, um projeto que compreenda a escola como situada no âmbito destas contradições e responsável pelo trabalho com os conhecimentos científicos. Desta forma, a função da escola e, consequentemente, dos professores centra-se no conhecimento, no ensinar, avaliar, refletir, fazer análises críticas e possibilitar que o processo de ensino e aprendizagem se efetive. Por certo, por ser uma construção coletiva, os professores terão em mãos um documento que vai subsidiar o planejamento pedagógico, tendo em vista a melhoria da aprendizagem do aluno, centro de nossas ações educativas. Como já mencionamos os textos introdutórios e os quadros sistemáticos de cada ano e/ou disciplina apresentados nesse documento é produto do trabalho desenvolvido desde o ano de 2014. Diante dessa construção, nesse momento, apresentamos a organização do documento. Na introdução destacamos, mais uma vez, a forma como foi organizado o trabalho de Sistematização Curricular para obtermos o documento que ora apresentamos. Na busca por atender as especificidades da rede municipal de ensino apontamos as Escolas do Campo, a Educação Integral e a Educação de Jovens e Adultos, enquanto modalidades de ensino com particularidades de atendimento. Enfatizamos que essas modalidades têm como premissa conteúdos e objetivos de aprendizagem da educação regular, no entanto, cabe à unidade educativa considerar e preservar pela particularidade de atendimento de cada uma delas. Na sequência apresentamos a Educação Infantil, considerando aspectos históricos, legislações vigentes, princípios básicos, direitos de aprendizagem, áreas do conhecimento e os campos de experiência. A Educação Infantil apresenta-se dividida em creche e pré-escola. Posteriormente, apresentamos os Anos Iniciais do Ensino Fundamental, com seus diversos anos de escolarização. Nesta parte, destacamos aspectos das legislações vigentes, os conteúdos e os objetivos de aprendizagem e as possíveis estratégias para o Chanaisa Realce Chanaisa Realce Sistematização Curricular do Município de Concórdia processo de ensino e aprendizagem. Seguindo apresentamos as disciplinas que são trabalhadas tanto na Educação Infantil quanto nos Anos Iniciais e Finais do Ensino Fundamental, como a Literatura dramatizada que está contemplada no currículo desde a educação infantil – creche, perpassando pela pré-escola e anos iniciais. Seguido pela disciplina de Xadrez, que está contemplada no currículo da pré-escola e dos anos iniciais. Em seguida apresentamos duas línguas estrangeiras- Espanhol e Italiano, que estão contempladas no currículo da pré-escola, anos iniciais e finais. Ressaltamos que ambas aparecem no currículo, mas que cada unidade educativa tem prevista em seu Projeto Político-Pedagógico apenas uma para compor as disciplinas que fazem parte do seu currículo. A Educação Física, está contemplada no currículo da pré-escola, anos iniciais e finais do ensino fundamental. Seguimos com a disciplina de Artes, sendo está prevista no currículo dos anos iniciais e finais. As disciplinas de Língua Portuguesa, Matemática, Ciências da Natureza, História, Geografia e Ensino Religioso estão presentes nos anos iniciais, atendendo as características e especificidades de atuação do professor dessas turmas, no caso, o pedagogo. Já para os anos finais, essas disciplinas foram organizadas contemplando as características e particularidades dos profissionais licenciados para atuarem com essas disciplinas respectivamente. E, por últimos apresentamos a Educação Especial, perpassando pela sala de recursos multifuncionais, sala de aula comum, atendimento pedagógico domiciliar, além das diversas deficiências e formas de atendimento das mesmas, além disso, trata das atribuições dos profissionais da educação especial. Deste modo, a Sistematização Curricular da rede municipal de ensino de Concórdia é o resultado do esforço, dedicação e compromisso de cada profissional que se engajou nesse processo de reestruturação. Agradecemos, imensamente, cada um desses profissionais que se dispuseram a tal trabalho, sem os quais não obteríamos uma proposta articulada, que prese pela formação integral dos indivíduos. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 10 Introdução presente documento é fruto de um amplo processo de estudo, discussão e negociação entre os professores da rede municipal de ensino, constituindo-se em instrumento de gestão pedagógica. A Sistematização Curricular do Município de Concórdia é uma referência para a organização do trabalho pedagógico dos espaços educativos. Este documento ancorou- se na legislação vigente, em discussões contemporâneas sobre a educação e nas discussões da Base Nacional Comum Curricular. Considerando esses pressupostos a equipe pedagógica, o grupo de formação, os professores e as auxiliares de educação infantil da rede municipal de ensino deliberaram acerca dos conhecimentos/conteúdos a serem trabalhados em cada ano de escolarização e em cada disciplina, paralelo aos objetivos de aprendizagem. A definição dos conteúdos/ conhecimentos a serem trabalhados e os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento apontam o que os alunos devem ter acesso em seu processo de escolarização. Ao deixarmos claros os conhecimentos essenciais que os alunos têm direito a acesso e apropriação durante a sua trajetória escolar, desde o seu ingresso na creche até o final do ensino fundamental, buscamos a primazia da qualidade educativa. Elaborar coletivamente um currículo para a Rede Pública Municipal de Ensino de Concórdia tem como principal objetivo definir pressupostos teóricos, encaminhamentos metodológicos, conhecimentos/conteúdos, estratégias que se constituíram a partir da definição de uma concepção teórica (materialismo histórico- dialético) que orienta todo o trabalho realizado nas unidades educativas. Destacamos que para o andamento de qualquer trabalho educativo, é necessária, além das condições físicas e de pessoal, uma proposta pedagógica, cujos princípios sustentem a Política de Educação Municipal. Assim, o Município tem como princípio uma proposta de Educação Democrática e Cidadã, por entender que a educação pública, preceito constitucional de gratuidade e igualdade, deve se estender a todos os alunos, indistintamente, respeitando o ser humano a partir da sua individualidade. (CONCÓRDIA, 2010, p. 5). Diante disso, compreendemos que o homem se faz homem por meio das relações que estabelece com os outros homens, com a natureza e com o mundo, sendo estas relações mediadas pela linguagem e pelo trabalho. Este processo de interação é fator determinante para a constituição do indivíduo como sersocial, histórico e concreto, que necessita ser entendido e trabalhado, portanto em todas as suas dimensões: ética, O Chanaisa Realce Chanaisa Realce Sistematização Curricular do Município de Concórdia 11 política, estética, afetiva, cognitiva, cultural para que o seu processo de desenvolvimentos possa de fato se efetivar. Nesta perspectiva, cabe-nos refletir sobre quais conhecimentos, quais saberes devemos privilegiar, neste momento histórico, no trabalho pedagógico para dar conta do desenvolvimento humano integral. Deste modo, faz-se necessário encontrarmos caminhos que respeitem o tempo de aprendizagem e a experiência de cada aluno, levando-o estabelecer relações entre o conhecimento empírico e o conhecimento científico trabalhado pela escola. Comungamos da ideia de Saviani (1984) quanto ao trabalho educativo. Para o autor [...] o trabalho educativo é o ato de produzir, direta e intencionalmente, em cada indivíduo singular, a humanidade que é produzida histórica e coletivamente pelo conjunto dos homens. Assim, o objeto da educação diz respeito, de um lado, à identificação dos elementos culturais que precisam ser assimilados pelos indivíduos da espécie humana para que eles se formem humanos e, de outro lado e concomitantemente, à descoberta das formas mais adequadas para atingir esse objetivo. Quanto ao primeiro aspecto (a identificação dos elementos culturais que precisam ser assimilados), trata-se de distinguir entre o essencial e o acidental, o principal e o secundário, o fundamental e o acessório. Aqui me parece de grande importância, em pedagogia, a noção de "clássico". O "clássico" não se confunde com o tradicional e também não se opõe, necessariamente, ao moderno e muito menos ao atual. O clássico é aquilo que se firmou como fundamental, como essencial. Pode, pois, se constituir num critério útil para a seleção dos conteúdos do trabalho pedagógico. Quanto ao segundo aspecto (a descoberta das formas adequadas de desenvolvimento do trabalho pedagógico), trata-se da organização dos meios (conteúdos, espaço, tempo e procedimentos) através dos quais, progressivamente, cada indivíduo singular realize, na forma da segunda natureza, a humanidade produzida historicamente. Diante dessas considerações, acreditamos que para ser possível a realização de um trabalho pedagógico escolar que contemple o desenvolvimento do ser humano torna-se imprescindível uma postura docente capaz de articular os conhecimentos, buscando nas raízes dos conteúdos a sua história, a sua importância, a sua aplicabilidade e as suas inter-relações. Neste sentido, a base metodológica para os encaminhamentos dos conteúdos selecionados para cada ano e/ou disciplina deve estar pautada no pensar rigoroso, reflexivo e articulado dos conhecimentos, rompendo com as metodologias que contemplam a reprodução, a cópia, e a fragmentação. Os textos produzidos pelos grupos foram apresentados e avaliados no Seminário de Sistematização Curricular realizado em abril de 2016, no qual os professores puderam refletir e contribuir com sugestões para avançarmos nas discussões do currículo. Na sequência, as comissões voltaram a refletir e discutir acerca dos Chanaisa Realce Chanaisa Realce Chanaisa Realce Chanaisa Realce Chanaisa Realce Chanaisa Realce Chanaisa Realce Sistematização Curricular do Município de Concórdia 12 encaminhamentos realizados no Seminário, a fim de ajustar o documento em produção. Ao concluir o trabalho as comissões enviaram o documento produzido para o grupo de formação começar a organizar o material. Ao ter o material organizado foi encaminhada a Sistematização Curricular, para apreciação e parecer, ao Conselho Municipal de Educação. Com o retorno dado pelo Conselho Municipal de Educação, encaminhamos a Sistematização Curricular para as escolas em versão preliminar, com o objetivo de que todos os profissionais tivessem conhecimento dessa produção, e pudessem inferir novamente na elaboração deste documento. Posteriormente, apresentamos o documento para a aprovação em Conferência Municipal de Educação. A partir do trabalho organizado, temos expectativas de que a referida Sistematização Curricular da rede municipal de ensino de Concórdia possa efetivar um trabalho pedagógico com maior unidade, e mobilizar a realização das transformações sociais necessárias. A elaboração de uma Sistematização Curricular para a Rede Pública Municipal de Ensino de Concórdia se justifica pela necessidade de organizarmos teórica e metodologicamente o processo de ensino e aprendizagem que confira à direção do trabalho pedagógico e a consequente apropriação do conhecimento. Buscamos assegurar a efetivação dos objetivos de aprendizagem e desenvolvimento, traçados nesse documento, com vistas a potencializar uma educação humanizadora, crítica, integral, compreendida nas relações complexas que envolvem o homem e a sociedade, juntamente com os profissionais da educação, contribuindo para uma ação docente intencional, direcionada de forma criteriosa e consciente. Trabalhar com o conhecimento num processo educativo intencional implica em reconhecer a objetividade e universalidade do conhecimento; reconhecer o caráter histórico deste conhecimento, o tratamento científico do conhecimento na organização do currículo e a vinculação dos conteúdos com as exigências teóricas e práticas da formação do indivíduo. Deste modo, conforme postula Saviani, “o trabalho educativo é o ato de produzir direta e intencionalmente em cada indivíduo singular, a humanidade que é produzida histórica e coletivamente pelo conjunto dos homens” (SAVIANI, 1995, p.17). A seleção dos conhecimentos que se expressa nesse documento, por meio dos conteúdos das disciplinas concorrem tanto por fatores ditos externos, como aqueles determinados pelo regime sociopolítico, familiar e social, bem como as características culturais que envolvem esse universo. Chanaisa Realce Chanaisa Realce Chanaisa Realce Sistematização Curricular do Município de Concórdia 13 Além desses fatores, estão os saberes acadêmicos, trazidos para os currículos escolares e neles tomando diferentes formas e abordagens em função de suas permanências e transformações. Diante disso, faz-se necessário encontrar caminhos que respeitem o tempo de aprendizagem e a experiência de vida dos que estão em busca de aperfeiçoamento, além de redefinir a lógica que organiza o trabalho docente, a aprendizagem do aluno, a participação da comunidade e a utilização do tempo escolar. Assim, torna-se imprescindível compreender o processo de desenvolvimento intelectual do ser humano, a forma como ele desenvolve as funções psicológicas que lhes permitirão integrar-se ao mundo da cultura, do conhecimento elaborado, da afetividade, fazendo uso da linguagem, da memória, da atenção voluntária, das diferentes percepções, na maioria das vezes, esquecidas em nossa cultura que cultua a supremacia da razão. Embora se compreendam as disciplinas escolares como indispensáveis no processo de socialização e sistematização dos conhecimentos, não se pode conceber esses conhecimentos restritos aos limites disciplinares. A valorização e o aprofundamento dos conhecimentos organizados nas diferentes disciplinas escolares são condição para se estabelecerem as relações interdisciplinares, entendidas como necessárias para a compreensão da totalidade. Nessa práxis, os professores participam ativamente da constante construção curricular e se fundamentam para organizar o trabalho pedagógico a partir dos conteúdos estruturantes de sua disciplina. Por serem históricos,os conteúdos estruturantes são frutos de uma construção que tem sentido social como conhecimento, ou seja, existe uma porção de conhecimentos que são produtos da cultura, estes devem ser disponibilizados como conteúdo, ao aluno, para que seja apropriado, dominado e usado. Dos conteúdos estruturantes organizam-se os conteúdos básicos a serem trabalhados em cada ano escolar e em cada disciplina, compostos tanto pelos assuntos mais estáveis e permanentes da disciplina quanto pelos que se apresentam em função do movimento histórico e das atuais relações sociais. Esses conteúdos, articulados entre si e fundamentados nas respectivas orientações teórico-metodológicas, farão parte dessa proposta pedagógica curricular das escolas. A partir dessa proposta pedagógica curricular, o professor elaborará o seu plano de trabalho docente, documento de autoria, vinculado à realidade e as necessidades de Chanaisa Realce Chanaisa Realce Sistematização Curricular do Município de Concórdia 14 suas diferentes turmas e em consonância com o projeto político-pedagógico – documento que deve estar vivo nas reflexões que o professor realiza. Buscando atender as especificidades da rede municipal de ensino de Concórdia, destacamos que as Escolas do Campo, a Educação de Jovens e Adultos e a Educação Integral seguirão as premissas traçadas no currículo levando em consideração as particularidades de seu atendimento. Seguindo essas premissas, a seguir contextualizaremos o atendimento a ser realizado por cada uma dessas modalidades. ESCOLAS MUNICIPAIS DO CAMPO As Escolas Municipais do Campo - EMC, são todas àquelas situadas em comunidades da zona rural e que são multisseriadas, ou seja, atendem os alunos dos anos iniciais do Ensino Fundamental numa mesma turma. Em geral, estão localizadas entre 08 e 40 quilômetros de distância do centro da cidade. Nessas escolas o professor é responsável pedagógico e administrativo pelo funcionamento da escola como um todo. Assim, as Escolas Municipais do Campo - EMC, constitui-se por turmas heterogêneas, com idades e níveis diferenciados atendidas juntas. Para Rabello & Goldenstein, As classes multisseriadas, por se caracterizarem pela diversidade e por serem heterogêneas, permitem usar este aspecto de modo positivo, buscando, na interação e na construção de relações das diferenças, a possibilidade de uma cooperação dentro do espaço escolar, com aprendizagens significativas (RABELLO & GOLDENSTEIN, 1986). Nessa perspectiva, nas EMCs procura-se valorizar o cotidiano em que a criança está inserida, promovendo ações que identifiquem o currículo e as atividades desenvolvidas considerando a especificidade do ambiente em que vivem, trabalhando conteúdos específicos para esse fim, atrelados aos conteúdos elencados, nesta Sistematização Curricular, relativos aos conhecimentos necessários nos anos que os alunos estejam. Por terem o número de alunos reduzido em relação à escola regular, as EMCs promovem a interação entre os diferentes anos de escolarização, para que haja uma aprendizagem mais significativa. Nesse sentido, a diversidade das atividades que é possibilitada e a cooperação mútua entre as turmas são elementos importantes para o êxito do trabalho pedagógico nessas escolas. Chanaisa Realce Chanaisa Realce Chanaisa Realce Chanaisa Realce Sistematização Curricular do Município de Concórdia 15 Para Vygtsky, a função da instituição escolar/cultural é promover a expansão da zona de desenvolvimento proximal, responsável diretamente pela aprendizagem mediada, assim o autor descreve o conceito de ZDP, como sendo [...] a distância entre o nível de desenvolvimento real, que se costuma determinar através da solução independente de problemas, e o nível de desenvolvimento potencial, determinado através da solução de problemas sob a orientação de um adulto ou em colaboração com companheiros mais capazes (VYGOTSKY, 1994, pg. 112). Assim, a valorização dos saberes vivenciais, considerando a forma com que estas crianças aprendem, suas características peculiares e jeitos próprios de ser e de viver, faz perceber que eles exigem outras formas de interação e apropriação dos saberes, que ainda lhes são estranhos ou distantes. Nesta ótica, é possível dizer que o conceito de ZDP acompanha todos os níveis de desenvolvimento escolar, pois sua amplitude não está atrelada a ‘idade’, ‘etapa’, mas sim às relações estabelecidas. Neste contexto, as classes multisseriadas, caracterizam-se pela continuidade do processo pedagógico, sendo enriquecida gradativamente pelas crianças que entram e que, ao mesmo tempo, aproveitam a riqueza daquelas que nela já estão (ou, até, das que já saíram). Os menores veem os grandes fazer, ler, escrever, medir, comunicar, experimentar etc., e isso proporciona uma imagem do que poderão ser quando “forem grandes”. Quando uma criança entra numa classe multisseriada no campo, ela não entra em um lugar separado de sua vida. Ela entra em um lugar que faz parte do alargamento de seus círculos, podendo se construir para participar de forma cada vez mais complexa de um grupo, para prosseguir com ele sua própria evolução. Ou seja, há uma dilatação progressiva e sem rupturas dos círculos relacionais da criança e a sua construção em um ambiente – físico e social – com o qual ela está em estreito contato. Ressalte-se que as escolas multisseriadas favorecem a aproximação entre os professores e as famílias dos alunos, bem como com os moradores de forma geral e suas organizações. As crianças podem aprender em relação com o seu meio, tecendo relações fortes e ricas de ensinamentos. Pesquisas apontam que caminhos como atividades multidisciplinares, devido à interação entre os diferentes níveis, oferecem vantagens pedagógicas, pois desse modo as crianças sempre apresentam desempenhos cognitivos superiores aos que mostrariam se realizassem as mesmas tarefas individualmente. Nessa perspectiva o MEC, a partir do Programa Escola Ativa (2009), também propõe formas alternativas de organização e de funcionamento de turmas multisseriadas, assim expresso Chanaisa Realce Chanaisa Realce Chanaisa Realce Sistematização Curricular do Município de Concórdia 16 Que, mesmo que os (as) educandos (as) sejam organizados por série para melhor circulação de informações, se trabalhe alternadamente com grupos, com todas as séries e entre séries, para que as crianças possam exercitar diferentes possibilidades de cooperação, de comparação e de troca de experiências e conhecimentos. A presença de uma criança mais experiente em contato com crianças menores pode se tornar fonte de aprendizagens (SECAD/MEC, 2009, pg.40) Outro fator positivo é a presença da comunidade e das famílias, que estão mais próximas das escolas e auxiliam no desenvolvimento das atividades, valorizando o trabalho do professor, o que também apresenta reflexo no respeito que as crianças demonstram pelos docentes e pelo espaço de convivência. Compreende-se que a presença da escola nas comunidades rurais representa a vida ativa e intelectual destas, expressa na Proposta Municipal de Educação, quando da afirmação “foi necessário pensar uma educação voltada ao filho do pequeno agricultor, do agregado, do atingido pela barragem e do operário das agroindústrias, bem como da organização das escolas multisseriadas e suas necessidades”. (PROPOSTA DE EDUCAÇÃO, 2004, p. 05). Quanto à opção pela multisseriação a Secretaria Municipal de Educação, também atende aos preceitos contidos na Lei de Diretrizes e Bases (LDB), no que se refere à organização dos anos de escolarização.A educação básica poderá organizar-se em séries anuais, períodos semestrais, ciclos, alternância regular de períodos de estudos, grupos não seriados, com base na idade, na competência e em outros critérios, ou por forma diversa de organização, sempre que o interesse do processo de aprendizagem assim o recomendar (BRASIL, n° 9394,1996). Ainda, ressaltamos que a Secretaria de Educação ampara-se nos arts. 208 e 210 da Carta Magna de 1988, que de alguma forma, aponta uma concepção de mundo rural enquanto espaço específico, diferenciado e, ao mesmo tempo, integrado no conjunto da sociedade. Por sua vez a LDB nº 9.394/96 estabelece que Art. 28. Na oferta da educação básica para a população rural, os sistemas de ensino promoverão as adaptações necessárias à sua adequação, às peculiaridades da vida rural e de cada região, especialmente. I - conteúdos curriculares e metodologias apropriadas às reais necessidades e interesses dos alunos da zona rural; II — organização escolar própria, incluindo a adequação do calendário escolar as fases do ciclo agrícola e as condições climáticas; III — adequação à natureza do trabalho na zona rural. Chanaisa Realce Chanaisa Realce Chanaisa Realce Chanaisa Realce Chanaisa Realce Chanaisa Realce Chanaisa Realce Chanaisa Realce Sistematização Curricular do Município de Concórdia 17 Nessa perspectiva, a Sistematização Curricular a partir dos conteúdos e objetivos de aprendizagens elencados para os anos iniciais do ensino fundamental, direciona o olhar para os processos de ensino e aprendizagem. Deste modo, as EMCs farão as adequações necessárias para assegurar o conhecimento a ser trabalhado atrelado as especificidades da vida rural, ou seja [...] trazer para dentro da escola as matrizes pedagógicas ligadas às práticas sociais; combinar estudo com trabalho, com cultura, com organização coletiva, com postura de transformar o mundo [...] se assim o for, a escola do campo será mais que escola, porque com uma identidade própria, mas vinculada a processos de formação bem mais amplos, que nem começam nem terminam nela mesma, e que também ajudam na tarefa grandiosa de fazer a terra ser mais que a terra. (CALDART, 2002, p. 35). Assim, os conhecimentos a serem trabalhados em cada ano, salienta-se que estes devem ser universais para que possam contemplar e equidade prevista na Base Nacional Comum Curricular. Compreende-se, assim, que a Escola do Campo é uma modalidade que se diferencia da escola regular apenas pela organização do tempo e do espaço, e, portanto, os conhecimentos a serem trabalhados estão relacionados aos anos e às mesmas áreas do conhecimento de uma escola regular, ressalvadas as adaptações, adequações necessárias para atender as peculiaridades do campo. Assim, os profissionais deverão buscar em cada ano da Sistematização Curricular os direitos e objetivos de aprendizagem que deverão ser considerados em cada etapa da escolarização. Ressalta-se que as áreas atendidas pelos professores itinerantes, podem e devem buscar as suas especificidades junto as suas áreas de discussão contemplada nesta Sistematização Curricular. EDUCAÇÃO EM TEMPO INTEGRAL A Educação em Tempo Integral visa atender crianças e adolescentes de determinadas regiões em torno de uma proposta pedagógica que responda às necessidades básicas dos alunos das escolas públicas municipais. As escolas passam a oferecer, além de educação no turno regular, oficinas pedagógicas no turno inverso, atendendo os estudantes de forma completa. Além de profissionais capacitados e materiais didáticos, cada estudante recebe no mínimo três refeições diárias, garantindo melhores condições para o seu aprendizado. O programa é destinado à crianças e adolescentes de baixo poder aquisitivo, oportunizando-lhes maior qualidade de ensino, Chanaisa Realce Sistematização Curricular do Município de Concórdia 18 na medida em que são ampliadas as áreas do conhecimento a serem trabalhadas, com metodologias diversificadas. A essência deste projeto é a permanência da criança e do adolescente na escola, assistindo-o integralmente em suas necessidades básicas e educacionais, ampliando o aproveitamento escolar, resgatando a autoestima e capacitando-o para atingir efetivamente a aprendizagem, sendo alternativa para redução dos índices de evasão, de repetência e de distorção idade/série. Assim, a Educação em Tempo Integral está o tempo todo ao lado da comunidade contando com diversos programas com o objetivo [...] manter os estudantes com atividades, enquanto os pais buscam o sustento da família no mundo do trabalho; educar os alunos para o pleno exercício da cidadania, orientando-os para a vida; criar hábitos de estudos, aprofundando os conteúdos vivenciados no turno regular; vincular as atividades pedagógicas às rotinas diárias de alimentação, higiene, recreação e estudos complementares; orientar, com auxílio de profissional competente, pais e educandos da importância de cultivar bons hábitos alimentares e de higiene; suprir a falta de opções oferecidas pelos pais no campo social, cultural, esportivo e tecnológico; desenvolver as habilidades do educando desde o cultivo da terra à eletrônica, levando em consideração sua origem ou procedência, bem como suas tendências e habilidades; possibilitar aos estudantes, oriundos de famílias de baixa renda, ambiente adequado e assistência necessária para a realização de suas tarefas; incentivar a participação responsável da comunidade, buscando, através do seu engajamento no processo educacional, diminuir as desigualdades sociais e, consequentemente, reduzir os altos índices de violência; promover ampliação e humanização do espaço da sala de aula; adaptar à realidade econômica de cada região com a diversificação de culturas, visando à transformação qualitativa das estruturas produtivas já existentes (BRASIL, ). Visando assegurar esses objetivos, esta Sistematização propõe que as escolas considerem os conteúdos e objetivos de aprendizagem elencados para cada ano de escolarização e/ou disciplina levando em consideração a especificidade de atendimento, adequando e adaptando os conhecimentos de modo assegurar os processos de ensino e aprendizagem. Para tanto, essa organização deve estar contemplada nos Projetos Político-Pedagógicos de cada unidade educacional, promovendo a ampliação de tempos, espaços e oportunidades educativas, de modo que a tarefa de educar seja dividida com os pais e a comunidade. Além das disciplinas obrigatórias, os estudantes contam também com disciplinas eletivas, que são escolhidas de acordo com o objetivo da unidade educacional, estas seguiram as premissas traçadas pelo Programa Mais Educação (2008) e também deverão estar contempladas no Projeto Político-Pedagógico da escola. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 19 EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS A diversidade, a complexidade e a dinâmica da realidade dos educandos da Educação de Jovens e Adultos, exige que o currículo seja de produção de saberes, propondo uma concepção mais abrangente do que àquela prevista para o ensino formal, relacionado aos saberes e ao conhecimento produzidos historicamente, rompendo com a divisão das tarefas e com conhecimentos compartimentados. A partir da concepção de que o homem é um constante ser em transformação, e procurando incorporar os diversos aspectos da dimensão humana, o currículo deve buscar uma visão global que interprete a complexidade e as contradições da vida social. Nesse sentido, o currículo deve levar em conta a realidade social dos educandos comoponto de partida para organização dos conhecimentos, pois a perspectiva histórico-dialética permite que os homens se construam nas relações de uns com os outros e estes com o mundo. Nessa perspectiva, Freire (2005, p. 100) propõe que o papel do educador não é falar sobre a sua visão de mundo, ou tentar impô-la aos educandos, mas dialogar com eles sobre uma e outra. O educador deve estar convencido de que a visão de mundo do educando, que se manifesta nas várias formas de sua ação, reflete a sua situação no mundo, no qual se constitui. A partir da premissa que o homem é partícipe de sua história, é importante direcionar o trabalho da EJA através de uma metodologia que leve em conta a realidade, visto que, segundo Freire (2005, p. 101) “é na realidade mediatizadora, na consciência que dela tenhamos educadores e povo, que iremos buscar o conteúdo programático da educação”. Seguindo este pensamento freiriano é fundamental resgatarmos a preocupação do autor em buscar na realidade os saberes a serem trabalhados no âmbito da sala de aula e, que envolva o mundo do trabalho, cujo cotidiano expressa a forma contraditória de organização da sociedade capitalista. Para o educador é fundamental que o conhecimento da realidade seja, de fato, compreendido no sentido de evitar falsas interpretações ou visões nebulosas da organização social, política e econômica do Brasil e do mundo. É preciso também que os jovens e adultos compreendam em que sociedade vivem, e como esta se organiza para desnudar a realidade. A realidade da qual se fala é histórica e precisa ser analisada cotidianamente no sentido de perceber que os fatores que a interligam são, a priori, desconhecidos, mas logo passam a ser desnudados. Para tanto, a conscientização dessa realidade é outro elemento para a libertação humana, sendo que o trabalho humanizante não poderá ser Sistematização Curricular do Município de Concórdia 20 outro senão o trabalho de desmistificação. Por isso mesmo a conscientização é o olhar mais crítico possível da realidade, que a desvela para conhecê-la. Por isso que o trabalho na EJA, o qual envolve os processos educativos devem enfrentar a cultura do autoritarismo, da opressão, do silêncio e da exclusão, reagindo a tudo o que legitima o domínio de uma pessoa sobre a outra ou, ainda, de um grupo social sobre o outro. Só assim é que se estará proporcionando uma educação para a emancipação e para a libertação. Como Freire (2005, p. 68) afirma “ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo”. Andando na mesma direção e tomando outro princípio freiriano, é importante retomar, então, a discussão do diálogo como prática da liberdade. Para Freire (2005, p. 40), A construção de relações dialógicas sob os fundamentos da ética universal dos seres humanos, enquanto prática especifica humana implica a conscientização dos seres humanos, para que possam de fato inserir-se no processo histórico como sujeitos fazedores de sua própria história. (FREIRE, 2005, p.40). Todo esse trabalho possui um alicerce maior, qual seja, a Proposta de Educação Democrática e Cidadã para Todos, desenvolvida pela Rede Municipal de Educação, desde o ano de 2005. Sendo assim, todo trabalho que envolve e se reflete nas bases da EJA deve levar em conta as premissas estabelecidas na Proposta. Neste caminho e tomando por base a heterogeneidade que se apresenta, invariavelmente, nas turmas e escolas de EJA, torna-se importante nos voltarmos para as Diretrizes da Proposta Municipal e, principalmente, para aquela que argumenta sobre a construção do currículo. Nela está explícito que [...] a construção do currículo é orientada pela concepção teórica, metodológica e epistemológica do materialismo histórico dialético e as concepções expressas no Plano Político Pedagógico – PPP de cada instituição, no qual as práticas educativas tenham como eixo central a intencionalidade da construção do processo: ação – reflexão – ação. (MUNICÍPIO DE CONCÓRDIA, 2004). Na mesma Proposta e no mesmo viés são estabelecidas diretrizes para a seleção de conteúdos e a construção de estratégias de trabalho. Ambas, segundo o documento, devem ser orientadas de forma a atender as especificidades do público a ser educado. Sob esta perspectiva, O ponto de partida para seleção, planejamento e construção dos conhecimentos necessários à comunidade escolar se dá por um trabalho de Chanaisa Realce Chanaisa Realce Chanaisa Realce Chanaisa Realce Chanaisa Realce Chanaisa Realce Sistematização Curricular do Município de Concórdia 21 pesquisa local, através de investigação qualitativa e reflexão crítica, partindo dos sujeitos sociais concretos, de seu mundo de necessidade, de sua cultura, lutas, medos e suas diferenças reais (MUNICÍPIO DE CONCÓRDIA, 2004). Assim, com relação ao planejamento das aulas, tende-se que se deva pautar nos seguintes princípios: valorização da realidade, apresentação do conhecimento científico, análises, debates e sistematizações que permitem enredar o conhecimento de senso comum dos alunos com o conhecimento científico trabalhado em sala de aula. Freire, base para o trabalho de EJA no Brasil, nos desafia para que todo projeto de Educação, que pretende ser libertadora, comece por sua própria coerência metodológica, que implica sua postura dialógica como fundamento primordial do processo libertador. O desafio freiriano é a construção de novos saberes a partir da situação dialógica que provoca a interação e a partilha de mundos diferentes, mas que comungam do sonho e da esperança de juntos construirmos “gente mais gente”. Ainda tratando-se dos conhecimentos a serem trabalhados em cada ano e disciplina, salienta-se que estes devem ser universais para que possam contemplar a equidade já prevista na Lei de Diretrizes e Bases, nas Diretrizes Curriculares e na Base Nacional Comum Curricular. Compreende-se assim que a EJA legislada pela Resolução 06/2012 é uma modalidade que se diferencia do ensino regular apenas pela organização do tempo e do espaço, e, portanto, os conhecimentos a serem trabalhados neste momento, estão relacionados aos anos e às mesmas áreas do conhecimento principiadas pelo ensino regular, considerando as premissas apontadas anteriormente. Assim, os profissionais da EJA deverão buscar em cada ano e especificidade da organização da Sistematização Curricular Municipal, os direitos e objetivos de aprendizagem que precisam ser assegurados em cada etapa desta modalidade de escolarização. Chanaisa Realce Sistematização Curricular do Município de Concórdia 16 EDUCAÇÃO INFANTIL CRECHE E PRÉ-ESCOLA O termo ‘Educação Infantil’ para crianças de zero a cinco anos, como política educacional no país, é um tema relativamente novo, se destacou na sociedade contemporânea a partir da Constituição Federal do Brasil de 1988, a qual reconheceu o direito à educação básica e atribuiu ao Estado a obrigação da oferta e garantia do processo pedagógico para crianças nesta faixa etária. Porém, o sentimento da sociedade em relação à infância nem sempre se constituiu dessa maneira, segundo Aries (1981) esse sentimento surgiu no final do século XVI e principalmente no século XVII, conhecidos ‘paparicação’ e ‘moralização’. A ‘paparicação’ caracteriza-se pelo olhar diferenciado da família em relação a criança, em que a mesma passa a ganhar significado e importância para a constituição familiar, quando surge o apego e a preocupação. Referente a ‘moralização’ teve seu inicio, impulsionada pelos moralistas da época, em sua maioria religiosos,entendia-se que não haveria necessidade de tratar a criança diferentemente dos adultos, uma vez que as crianças não eram reconhecidas em suas especificidades. Para Kramer (1982) o sentimento em detrimento da infância, surge junto com a sociedade capitalista, urbano industrial, e na medida em que a sociedade se transforma, também mudam as inserções sociais, a autora reforça que “Se na sociedade feudal, a criança exercia um papel produtivo direto (“de adulto”) assim que ultrapassava o período de alta mortalidade, na sociedade burguesa ela passa a ser alguém que precisa ser cuidada, escolarizada e preparada para uma ação futura. Este conceito de infância é, pois, determinado historicamente pela modificação das formas de organização da sociedade ( p. 19). Quando reportamo-nos à construção histórica do sentimento de infância, é possível perceber a criança como sujeito de direitos no Brasil, a partir da Constituição Federal de 1988, em que o autor Kuhlmann Junior (1998, p. 32) ressalta que Pensar a criança na história significa considerá-la como sujeito histórico, e isso requer compreender o que se entende por sujeito histórico. Para tanto, é importante perceber que as crianças concretas, na sua materialidade, no seu nascer, no seu viver ou morrer, expressam a inevitabilidade da história e nela se fazem presentes, nos seus mais diversos momentos. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 17 De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais (2013), um olhar diferenciado à infância iniciou na década de 1950, a partir de movimentos nacionais e internacionais, provocando discussões e encaminhamentos em relação ao assunto, o que suscitou em 1959 a Declaração Universal dos Direitos da Criança e do Adolescente. Essa ação serviu de subsídio para que, em 1988, fosse instituído no Artigo 227, da Constituição Federal o direito da criança. Dois anos depois, por meio da Lei 8.069/90, o Estatuto da Criança e do Adolescente foi implementado, a fim de regulamentar e garantir os direitos básicos de todas as crianças e adolescentes em âmbito nacional. Em 1996, a Lei de Diretrizes e Bases nº 9.394/96, estabelece a educação infantil como primeira etapa da educação básica, de modo a assegurar o caráter educativo para a primeira infância. Tendo como finalidade o desenvolvimento integral da criança de zero a cinco anos de idade em seus aspectos físico, afetivo, intelectual, linguístico e social, complementando a ação da família e da comunidade. Desse modo, o processo educacional tem por objetivo desenvolver o educando, assegurando-lhe a formação integral, indispensável para o exercício da cidadania, fornecendo-lhe meios para progredir em suas ações futuras. Nos anos posteriores, demais documentos permearam pela educação nacional com vistas a organização de políticas públicas e a estruturação do currículo para esta etapa educacional. Nesse sentido, menciona-se os Referenciais Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (1998), Plano Nacional de Educação (2001/2014), Plano Municipal de Educação (2008-2018) e Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Infantil (2009/2013), sendo que tais documentos compõem parte da legislação vigente que estabelece normas e diretrizes para as processo educacional referente à criança. As Diretrizes Curriculares da Educação Infantil (DCNEI)- Resolução CNE/CEB n° 05/09, em relação ao currículo em seu artigo 3º, estabelece que o mesmo acontece na “[...] articulação dos saberes e das experiências das crianças com o conjunto de conhecimento já sistematizados pela humanidade, ou seja, os patrimônios cultural, artístico, ambiental, cientifico e tecnológico [...] ”. Ou seja, a partir das experiências das crianças, torna-se possível aproximar o conhecimento sistematizado, dos saberes expressos na vida cotidiana, por meio das práticas pedagógicas realizadas nas ações da brincadeira e da interação social. O referido documento no Art. 4º estabelece que Chanaisa Realce Sistematização Curricular do Município de Concórdia 18 As propostas pedagógicas da Educação Infantil deverão considerar que a criança, centro do planejamento curricular, é sujeito histórico e de direitos que, nas interações, relações e práticas cotidianas que vivencia, constrói sua identidade pessoal e coletiva, brinca, imagina, fantasia, deseja, aprende, observa, experimenta, narra, questiona e constrói sentidos sobre a natureza e a sociedade, produzindo cultura (DCNEI, 2009). Nesse sentido, as diretrizes apontam para o direito de as crianças terem acesso a processos de apropriação, de renovação e de articulação de saberes e conhecimentos, como requisito para a formação humana, para a participação social e para a cidadania. Além disso, em ação complementar, com as famílias, a comunidade e o poder público, é imprescindível assegurar o direito das crianças à proteção, saúde, liberdade, confiança, respeito, dignidade, cultura, artes, brincadeira, convivência e a interação com outros/as meninos/as, levando sempre em conta os princípios éticos, políticos e estéticos. Os conceitos estabelecidos pela Sistematização Curricular da rede de Ensino do Município de Concórdia-SC, servem para nortear o trabalho pedagógico do profissional de educação infantil, sendo que não devem ser considerados conclusos, e sim ponto de partida, priorizando o cuidar e o educar, como ação indissociável no processo de aquisição do conhecimento. Ressalta-se que a Educação Infantil creche e pré-escolar deve garantir os direitos de aprendizagem para que as crianças aprendam a conviver, brincar, participar explorar, comunicar e conhecer-se. Para atender esses direitos de aprendizagem, o currículo para a Educação Infantil Creche e Pré-escola na rede municipal, foi elaborado primeiramente partindo das discussões iniciadas em 2005, quando resultou na Sistematização Curricular-2010. Em um segundo momento foi articulado com a Legislação vigente, dentre elas as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica/2013, e o Documento Preliminar da Base Nacional Curricular Comum nas versões de 2015/2016, que aponta seis conceitos fundamentais para o trabalho educacional com as crianças da educação infantil creche e pré-escola, sendo eles CONVIVER e fruir das manifestações artísticas e culturais da sua comunidade e de outras culturas – artes plásticas, música, dança, teatro, cinema, folguedos e festas populares - ampliando a sua sensibilidade, desenvolvendo senso estético, empatia e respeito as diferentes culturas e identidades. BRINCAR com diferentes sons, ritmos, formas, cores, texturas, objetos, materiais, construindo cenários e indumentárias para brincadeiras de faz de conta, encenações ou para festas tradicionais, enriquecendo seu repertorio e desenvolvendo seu senso estético. PARTICIPAR de decisões e ações relativas a organização do ambiente (tanto no cotidiano como na Chanaisa Realce Chanaisa Realce Chanaisa Realce Sistematização Curricular do Município de Concórdia 19 preparação de eventos especiais), a definição de temas e a escolha de materiais a serem usados em atividades lúdicas e teatrais, entrando em contato com manifestações do patrimônio cultural, artístico e tecnológico, apropriando se de diferentes linguagens. EXPLORAR variadas possibilidades de usos e combinações de materiais substancias, objetos e recursos tecnológicos para criar e recriar danças, artes visuais, encenações teatrais, musicas, escritas e mapas, apropriando-se de diferentes manifestações artísticas e culturais. EXPRESSAR, com criatividade e responsabilidade, suas emoções, sentimentos, necessidades e ideias brincando,cantando, dançando, esculpindo, desenhando, encenando, compreendendo e usufruindo o que e comunicado pelos demais colegas e pelos adultos. CONHECER-SE, no contato criativo com manifestações artísticas e culturais locais e de outras comunidades, identificando e valorizando o seu pertencimento etnicoracial, de gênero e de crença religiosa, desenvolvendo sua sensibilidade, criatividade, gosto pessoal e modo peculiar de expressão por meio do teatro, musica, dança, desenho e imagens. Os conceitos apresentados pelo documento preliminar da BNCC-2015/2016, apontam para um conjunto de princípios voltados à proposta pedagógica deste nível de ensino. Tais elementos devem ser considerados como ponto de partida para o processo ensino aprendizagem de crianças, de modo que a ação do profissional de educação infantil deverá estar voltada a considerar as experiências infantis, aportadas no lúdico, por meio de brincadeiras, da interação e da participação no sistema educacional. De modo a contribuir para que as crianças possam constituir seus saberes, articulados com os conhecimentos adquiridos ao longo do processo educativo. Desse modo, torna-se essencial para a reorganização da Sistematização Curricular, assinalar sobre o processo de avaliação na educação infantil uma vez que a Lei de Diretrizes e Bases nº 9.394 em seu Art. 31, estabelece que: “Na educação infantil a avaliação far-se-á mediante acompanhamento e registro de seu desenvolvimento, sem objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental” (BRASIL, 1996). As reflexões acerca da avaliação na educação infantil tem ganhado destaque em meio aos professores da área, observando o contexto da legislação, entende-se que essa avaliação deve estar atrelada com as experiências vivenciadas pela criança, analisada e registrada pelo professor. Quanto ao ‘acompanhamento e registro do desenvolvimento da criança’ mencionados no documento, compreende-se que ambos devem estar organizados de acordo com o planejamento do professor, devendo este conhecer acerca do desenvolvimento infantil, compreendendo as necessidades e os avanços de cada criança. Nesse sentido, a atuação do professor, consiste em ser o mediador, ou, utilizar-se de instrumentos em que propiciará condições para que a criança alcance a intenção planejada. A esse processo Vygotski (1998) denomina de Zona de Desenvolvimento Chanaisa Realce Chanaisa Realce Chanaisa Realce Chanaisa Realce Chanaisa Realce Sistematização Curricular do Município de Concórdia 20 Real - ZDR (aquilo que a criança já conhece) Zona de Desenvolvimento Proximal-ZDP (a intencionalidade do professor). A segunda parte do Artigo 31, da LDB/1996 cita, ‘sem objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental’, desse modo compreende-se que a avaliação não é um fim, e sim um meio pelo qual se deseja algo. Assim, torna necessário discutir e realizar reflexões acerca da avaliação na educação infantil. Pode-se analisar, partindo de questões que subsidiarão o professor, quais sejam: qual o instrumento adequado para a avaliação, os relatórios, portfólios, fichas ou cadernos? Com que frequência o professor deve efetuar registros, diariamente, semanalmente, mensalmente, ao final do semestre? Quanto aos pais e ou responsáveis, em que momentos devem ser chamados pela equipe pedagógica para participar do processo? Quem ou o quê devem estar direcionados a avaliação; aos professores, à instituição, aos pais/responsáveis? E quanto a linguagem escrita/falada, o que deve ser considerado como adequando para cumprir com esses objetivos? A fim de responder a tais questionamentos, recorre-se ao estudo realizado por Hoffmann (1996), quando a autora reporta a avaliação na educação infantil em sua totalidade, bem como, apresenta para reflexão propostas avaliativas que surgem durante o processo de ensino aprendizagem para esta etapa da educação. Segundo Kramer (1989), a avaliação não compreende com exclusividade somente as crianças inseridas nos espaços escolares, e sim todos são objetos e sujeitos da avaliação, professores, diretores, crianças, pais e ou responsáveis. A autora reforça que a forma “clássica” de avaliar, partindo do principio de encontrar “erros” e “culpados”, deve ser substituída por um movimento capaz de apresentar subsídios de ordem crítica, a fim de contribuir de um lado para a melhoria do trabalho na unidade educativa, e de outro, possibilita a compreensão do sentido da avaliação para a comunidade escolar. Ao referir sobre os instrumentos a serem utilizados para a avaliação, Abramovicz e Wajskop (1999), orientam os professores de educação infantil, adotarem um método de construção de relatório individual ou em grupo. Por entenderem que o processo de educar faz parte de uma elaboração histórica, responsáveis por promover transformações nas ações, de modo a (re) significar sentidos e registrá-los. Assim, sugerem a utilização de diários para que o registro escrito ocorra, em um momento posterior esses registros servirão ao professor para a reflexão e revisão tanto em seu Chanaisa Realce Chanaisa Realce Sistematização Curricular do Município de Concórdia 21 planejamento, como da instituição educativa. Compreende-se que o processo de avaliação na educação infantil, dar-se-a mediante à: a) Planejamento educacional; b) Observação; c) Registro. Planejamento educacional A prática educativa do professor de educação infantil, conforme Saviani (2007), deve ter como eixo central a intencionalidade da construção do processo: ação- reflexão-ação, utilizando o lúdico como elemento fundamental durante o processo educativo, entendendo que a infância deve ser respeitada pelo adulto. Torna-se fundamental que no decorrer desse processo em que a criança tenha acesso e lhe sejam proporcionadas condições para que as ações educativas ocorram de maneira lúdica, respeitando o desenvolvimento da criança. A ação planejada do professor, partindo do estudo da realidade da criança, propiciará elementos necessários para a formação integral. Torna-se fundamental também o profissional avaliar como ocorreu esse processo e se conseguiu alcançar os objetivos propostos em seu planejamento Outro fator a ser constatado, trata do entendimento das famílias sobre a avaliação, uma vez que a educação infantil da atualidade tem seu caráter pedagógico, e não mais puramente assistencial. Nesse sentido, Hoffmann (1996) delimita alguns pressupostos básicos para o tema neste nível de ensino, sendo: a) Uma proposta pedagógica que vise levar em conta a diversidade de interesse e possibilidade de exploração do mundo pela criança, respeitando a sua própria identidade sociocultural e proporcionando-lhe um ambiente interativo, rico em materiais e situações experienciadas; b) um professor curioso e investigador do mundo da criança, agindo como mediador de suas conquistas, no sentido de apoiá-la, acompanhá-la e favorecer-lhe novos desafios; c) um processo avaliativo permanente de observação, registro e reflexão acerca do pensamento das crianças, de suas diferenças culturais e de desenvolvimento, embasador do repensar sobre o fazer pedagógico. (p.19) A autora menciona a importância de não tornar o processo de avaliação como meramente burocrático, pelo contrário, o processo deve possibilitar ao professor possibilidades de elencar as informações acerca da formação da criança, ressignificando a prática educativa, contemplando o contexto ao qual ela encontra-se inserida, sua realidade, seus avanços e dificuldades que surgiram ao longo da ação pedagógica. O planejamento educacional na educação infantil se constitui comoum instrumento de reflexão sobre a aquisição do conhecimento de maneira lúdica, em que a avaliação Sistematização Curricular do Município de Concórdia 22 inserida neste processo, torna-se um elemento essencial, tanto na observação e analise referente ao desenvolvimento da criança, como do sistema educacional incluindo a instituição, a proposta pedagógica e a participação da família. Observação A observação da criança nos espaços educativos tem por objetivo aportar os profissionais desse nível de ensino, em relação ao desenvolvimento integral da criança, bem como subsidiar os registros, sejam estes organizados em portifólios, fichas ou relatórios. Dar-se-á em todos os momentos, desde a chegada da criança na unidade educativa diariamente, até a sua retirada. Para tanto, torna-se imprescindível ao profissional da educação infantil planejar considerando elementos substanciais, dentre eles: a) o desenvolvimento da criança, considerando os princípios éticos, políticos e estéticos. c) os avanços da criança em relação à intencionalidade do professor; b) a Proposta Pedagógica da rede e da Unidade educativa. Segundo Dahlberg, Moss e Pense (2003, p. 192), apresentam a observação como documento pedagógico, e salientam como os enfoques podem ser diferentes, dependendo do ponto de intencionalidade do professor: “[...] a “observação da criança” diz respeito principalmente à avaliação do fato de ela estar adaptada a um conjunto de padrões. A “documentação pedagógica”.diz respeito principalmente à tentativa de enxergar e entender o que está acontecendo do trabalho pedagógico e o que a criança é capaz de fazer sem qualquer estrutura predeterminada de expectativa e normas.” Desse modo a observação pedagógica assume um papel fundamental e pode ser registrada, já a documentação selecionada para os registros, é uma construção social, determinada pelo processo e o conteúdo. Os autores Dahlberg, Moss e Pense (2003), definem o conteúdo como sendo : “ [...] o material que registra o que as crianças estão dizendo e fazendo, é o trabalho das crianças e a maneira como o pedagogo se relaciona com elas e o seu trabalho”. Já o processo “[...] envolve o uso desse material como um meio para refletir sobre o trabalho pedagógico e fazê-lo de uma maneira muito rigorosa, metódica e democrática” (p. 194). Frente a isso, o planejamento articulado possibilita ao professor condições de modo a considerar os avanços e as dificuldades apresentadas, sob a ótica da criança, da equipe pedagógica, e por outro ângulo, das famílias-pais/e ou responsáveis. Assim, por Sistematização Curricular do Município de Concórdia 23 meio da observação sistematizada, torna-se possível estruturar o planejamento no sentido de tornar efetivo o processo de ensino e aprendizagem. Registros A avaliação na educação infantil por ser descritiva, exige que os professores se atentem a escolha dos instrumentos avaliativos. Os instrumentos frequentemente utilizados são conhecidos como os portfólios/dossiês e ou relatórios, uma vez que oportunizam aos professores maior visibilidade do processo ensino e aprendizagem, tanto sob o ponto de vista do acompanhamento em relação ao desenvolvimento integral da criança, bem como do planejamento e atuação do próprio professor. Para Barbosa (2004) os registros, são de suma importância no sentido de anotar as situações, as experiências, os avanços e as dificuldades do grupo, ou seja, direciona, o trabalho pedagógico, a partir dos registros realizados pelo professor, torna-se a memória da atuação pedagógica da turma, bem como institui-se para o planejamento e avaliação do trabalho pedagógico. A frequência para os registros deve-se ser analisada e estabelecida pelo professor, e realizada nas ocasiões em que este entender necessário, aproveitando a essência da criança em seu desenvolvimento. Ou seja, não há regras estabelecidas para que o educador possa efetuar registros. A tarefa de avaliar, de acordo com Ciasca e Mendes (2009, p. 293) não deve possuir somente o enfoque burocrático, e sim se transforma em instrumento de formação teórica que oferece condições de analisar o que acontece com a criança, por meio da observação sistematizada. Outro fator importante a ser considerado, é a presença da família ou dos responsáveis legais pela criança, referente ao processo pedagógico, cabe à instituição juntamente com a equipe pedagógica, desenvolver ações pedagógicas em conjunto com a família e responsáveis legais de modo avaliar os avanços e as dificuldades apresentadas pela criança, pelas famílias, e também da instituição de ensino, por meio da equipe pedagógica. Nesse sentido, a instituição de educação infantil como primeiro espaço de educação fora do contexto familiar, deve assumir sua responsabilidade na educação coletiva das crianças complementando a ação da família, promovendo a igualdade de oportunidades, a fim de tornar os ambientes espaços privilegiados de convivência, de construção de identidades e de ampliação de saberes e conhecimentos de diferentes Sistematização Curricular do Município de Concórdia 24 naturezas. Corrobora com estes pressupostos o apontamento realizado pelo educador Paulo Freire quando escreve: “Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para sua produção ou a sua construção” (1996, p. 25). De modo a oferecer para as crianças, condições e recursos construídos culturamente ao longo da história, para que usufruam de seus direitos civis, humanos e sociais, bem como possam se manifestar e ver essas manifestações acolhidas, na condição de sujeitos de direitos; produzindo novas formas de sociabilidade e de subjetividades comprometendo-se com a cidadania, com a dignidade do ser humano, com o reconhecimento da necessidade de defesa do meio ambiente e com o rompimento de relações de dominação etária, socioeconômica, étnico-racial, de gênero, regional, linguística e religiosa que ainda marcam nossa sociedade. O documento que se apresenta, é o reflexo das discussões e encaminhamentos realizados pelas comissões dos profissionais da Educação Infantil que atuaram juntamente com professores da rede, durante o período de elaboração, discussão e reorganização curricular, nas unidades escolares e Centros Municipais de Educação Infantil - CMEI’s no período de 2015/2016, fruto de uma continuidade do trabalho. A Sistematização Curricular para a educação infantil – Creche e Pré - Escola encontra-se estruturada em: Quadro da Estrutura Organizacional; Eixos; Conteúdos e Objetivos de Aprendizagem, previamente definidos para o grupo/faixa etária da educação infantil–Creche e Educação Infantil Pré-Escolar I e II. Na sequencia apresentam-se as estratégias e ao final de cada Grupo/faixa etária, expõe-se as referências bibliográficas. Fonte: Elaborado pelas autoras a partir do Documento Preliminar da BNCC (2016). Sistematização Curricular do Município de Concórdia 25 REFERÊNCIAS ABRAMOVICZ, A.; WAJSKOP, G. Educação infantil: creches, atividades para crianças de zero a seis anos. 2. ed. São Paulo: Moderna, 1999. BARBOSA, M.; HORN, M. G. S. Organização do espaço e do tempo na escola infantil. In: CRAIDY, M. C.; KAERCHER, G. E. P. da S. Educação infantil: pra que te quero? Porto Alegre: Artmed, 2004. BRASIL. LDB Diretrizes e Bases da educação Nacional. Disponível em: http://presrepublica.jusbrasil.com.br/legislacao/129047/lei-de-diretrizes-e-base-de- 1961-lei-4024-61. Acesso em 26 de janeiro de 2016 . BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. Brasília, 2009.BRASIL, Base Nacional Comum Curricular – BNCC- Documento Preliminar, versões 1 e 2. Brasília, 2015/ 2016. CIASCA, M. I.: MENDES, D. L. Estudos de avaliação na educação infantil. Est. Aval. Educ., São Paulo, v. 20, n. 43, maio/ago. 2009. CONCÓRDIA-SC. Prefeitura Municipal. Secretaria de Educação Sistematização Curricular da Rede Municipal de Concórdia-SC. – 2. ed. – Concórdia-SC : Progressiva, 2010 DAHLBERG, G.; MOSS, P.; PENCE, A. Qualidade na educação da primeira infância: perspectivas pós-modernas. Porto Alegre: Artmed, 2003. HOFFMANN, J. Avaliação na pré-escola: um olhar sensível e reflexivo sobre a criança. 8. ed. Porto Alegre: Mediação, 1996. KRAMER, S. A Política do pré-escolar no Brasil: a arte do disfarce. Rio de Janeiro: Achiamé, 1989. KUHLMANN JR, Moysés. Infância e educação infantil: uma abordagem histórica. Porto Alegre: Mediação, 1998. SAVIANI, D. Educação: do senso comum à consciência filosófica. São Paulo, Cortez/Autores Associados, 1944. Dermeval Saviani.-17.ed. revista - Campinas, SP: Autores Associados, 2007.- (Coleção educação contemporânea). VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. 6. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998a. 191p. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 16 EDUCAÇÃO INFANTIL – CRECHE Grupo I - Crianças de 45 dias a 12 meses O trabalho em educação infantil se tornará efetivo se a criança for vista e considerada como sujeito de sua história, assim o processo de aprendizagem será significativo, uma vez que durante o desenvolvimento infantil considera-se os aspectos determinantes, sejam estes culturais, sociais, psicológicos ou orgânicos. Para desenvolvermos com os bebês um trabalho educativo coerente entre cuidar e educar, considerando que este deve ser o eixo principal quando se fala em educação infantil-creche, não podemos deixar de oportunizar as crianças o desenvolvimento da sua autonomia. Conceito este que precisa e deve ser estimulado no dia a dia, nos pequenos gestos e ações em que envolvem a criança e o adulto. Para tanto, observa-se e considera-se alguns aspectos importantes do grupo em questão como: idade, necessidades que apresentam, realidade social e cultural. Após a realização do diagnóstico da turma, o educador/mediador possui subsídios para planejar e organizar o seu trabalho, criando situações de aprendizagem nas quais as crianças, possam experimentar, testar e ousar, buscando em um ambiente estimulador e desafiador, de modo a proporcionar a interação criança- ambiente- adulto, e que esta interação seja um elemento determinante para o processo de desenvolvimento de ambos. O professor deve pensar o seu trabalho de maneira reflexiva, voltado a suprir as necessidades apresentadas, bem como propiciar a ampliação do conhecimento dos bebês, interagindo de maneira recíproca nesse processo. Outro ponto essencial a ser considerado, refere-se integrar a rotina como atividade educativa, ou seja, utilizar-se desses momentos, como elemento funcional e colaborador no processo ensino aprendizagem. Sob esta ótica, o trabalho educativo se efetiva no olhar e agir globalizado sobre os bebês, a fase do desenvolvimento em que se encontram sua identidade, suas necessidades, suas possibilidades de aprendizado, num constante buscar, fazer, avaliar e refazer. Buscando agregar tempo e espaço visando um crescimento coletivo. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 16 LINGUAGEM /ESCUTA, FALA, PENSAMENTO, SONS, CORES E IMAGENS O ser humano é um ser histórico e social por natureza, ou seja, faz parte da sua identidade a necessidade de comunicar-se para poder viver em grupo estabelecendo trocas de informações. Neste contexto a linguagem pode ser definida como a capacidade de comunicar-se com o outro, de transmitir algo a alguém, seja de maneira, oral, escrita, desenhada, gesticulada, enfim da forma com que cada um consiga fazer-se entender. Além de possibilitar uma convivência social, a linguagem cria e desperta emoções, sentimentos e memórias. No caso dos bebês um dos primeiros aspectos a aparecer é o choro. A linguagem como característica tipicamente humana, caracteriza-se pela criança conseguir articular o seu pensamento com o repertório de palavras constituídas ao longo da história. Sendo assim para que este recurso se desenvolva precisa ser estimulado, através do ouvir, imitar, repetir, experimentar para que tenha significação e se efetive como conceito. Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem L in g u a g em Oralidade Criar condições para que a criança seja capaz de estabelecer relação entre seu pensamento e a linguagem. Viabilizar para que a criança consiga identificar características que os objetos e pessoas possuem para poder falar deles. Possibilitar que - a criança consiga produzir comunicação expressiva, através da linguagem ampliando seu repertório e criando seu próprio discurso. Estabelecer condições para que a criança conheça e distinga sons, vozes e barulhos a sua volta, bem como a diferenciação de tons como alto e baixo entre outros. Dramatização Possibilitar para que - a criança perceba o seu corpo como parte do meio e como instrumento de comunicação e ação/movimento, expressando assim seus sentimentos e emoções. Criar condições para a criança consiga usar seu corpo como instrumento e recurso de comunicação, integração bem como ação/movimento sobre o meio físico e social. Possibilitar para que a criança seja capaz de observar, memorizar, imitar e produzir sons e ideias através do seu corpo, e dos recursos que o mesmo dispõe. Estabelecer condições para que a criança consiga usar o seu corpo como elemento de posicionamento social, movimentando-se e explorando o espaço, agindo sobre o mesmo. Musicalidade Viabilizar para que a criança tenha - contato com diferentes, ruídos, ambientes, sons, músicas- e instrumentos musicais. Possibilitar para que - as crianças possam experimentar, testar e produzir sons brincando. Criar condições para que as crianças conheçam e estabeleçam relações com a diversidade de gêneros, ritmos e culturas musicais. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 17 Propiciar para que - a criança desenvolva - gosto pela música usufruindo de seus benefícios. Utilizar a música como instrumento facilitador do processo ensino aprendizagem explorando seus recursos e contribuições. Possibilitar para que a criança tenha condições de manifestar as representações já construídas pela mesma, através do movimento e da dança. Literatura Viabilizar para que seja inserida no mundo letrado explorando a diversidade textual nas mais diversas faces em que a mesma se apresenta. Possibilitar situações de contato direto da criança com as histórias, explorando, criando, inovando e mediando a inserção da criança no mundo do faz de conta, estimulando o gosto e o prazer pela leitura. Disponibilizar diversos recursos que facilitem a apropriação das linguagens produzidas na sociedade, representando essas linguagens na sala de aula. Criar ambientes adequados e estimulantes com recursos (livros, fantoches, adereços, cenários) que envolvam as crianças e as desafiem a movimentar-se explorando e aprendendo. Artes plásticas Proporcionar situações de exploração de diversos materiais. Mediar o contato e a exploração de variados materiais. Utilizar as linguagens plásticas como ferramenta pedagógica, visando à aprendizagem integral da criança. Possibilitar para que a criança consiga expressaras suas representações a partir das suas vivências na exploração e contato com os materiais disponibilizados. Proporcionar o conhecimento das diversas culturas já produzidas. MATEMÁTICA / ESPAÇOS, TEMPOS, QUANTIDADES, TRAÇOS, RELAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES É uma característica básica do ser humano buscar explicações para os fatos, tentando compreender causas e consequências, e principalmente chegar a resultados ou conclusões exatas além das implicações. Nesta perspectiva, a matemática surge como uma ciência que visa esclarecer numa linguagem muito própria, pautada em possibilidades e alternativas o quanto as coisas que acontecem ou que vivenciamos tem significados não somente numa visão utilitarista, mas sim com encaminhamentos para um aprendizado significativo, construído histórica e socialmente como parte da atividade humana. Sob esta ótica a matemática está presente naturalmente na vida dos seres humanos desde a sua infância e mais especificamente ainda desde bebês, no sentido de que quando estabelecemos relações estamos criando hipóteses e consequentemente buscando confirmações para as mesmas, como também estamos elaborando e memorizando sequencias lógicas, entre outros conceitos que fazem parte Sistematização Curricular do Município de Concórdia 18 desta ciência que quase que poeticamente está relacionada a tantas outras que constituem o pensamento e o aprendizado do sujeito. Podemos dizer que somos seres matemáticos por nos constituirmos num constante movimento de crescimento, evolução e aprendizados somando experiências e trocas num constante agir, extrair, atuar sob o mundo físico e social de maneira dialética. Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem M a te m á ti ca Linguagem ou letramento matemático Criar ou caracterizar um ambiente que seja funcional, seguro e alegre que permita as crianças brincar e explorar, enquanto mantém contato com o mundo letrado dos números e quantidades, bem como de uma ampla gama de elementos matemáticos. Propiciar as crianças situações onde as mesmas sejam desafiadas a criar hipóteses e estabelecer relações de soluções. Favorecer as crianças através de vivências, condições para que percebam-se como parte integrante do contexto onde estão inseridas. Possibilitar para que as crianças gradativamente consigam ampliar seus conhecimentos primeiramente intuitivos, construindo e internalizando conceitos que possam auxiliá-las na resolução de problemas e consequentemente aumentarem sua compreensão. Geometria Auxiliar para que as crianças ao interagir com o meio consigam perceber suas formas, cores e características. Possibilitar para que ao explorar e manusear jogos, brinquedos e objetos possamos mediar a aproximação das crianças bem como o seu envolvimento com este objetos, no intuito de diferenciá-los, conhecê-los adquirindo assim novos conceitos. Favorecer para que através do lúdico as crianças possam compreender e fazer uma leitura dos espaços e dos objetos dando ênfase as características matemáticas dos mesmos. Explorar o próprio corpo percebendo semelhanças e diferenças com relação aos colegas. Localização espacial Ajudar a criança a perceber-se com parte integrante do espaço físico e social, bem como da sua capacidade de agir sobre o mesmo. Expor as crianças a situações onde as mesmas precisem agir sobre o espaço, buscando possibilidades. Propiciar a articulação dos conhecimentos matemáticos na organização de brincadeiras e jogos. Mostrar a ligação que existe entre a matemática e outras atividades que realizamos como música e dança, no sentido de sabermos nos posicionar e ter ritmo entre outras características que advêm da contagem, da sequência e de combinações. Orientar no sentido de dividirmos o espaço com os outros respeitando limites, normas e regras. Desenvolver o trabalho adequando envolvendo todas as crianças dentro de suas potencialidades educacionais, conhecendo e respeitando suas especificidades. Noções/ Usar a rotina como elemento facilitador na aquisição de Sistematização Curricular do Município de Concórdia 19 Conceitos conceitos como, sequência, ordem, organização... Oferecer materiais diversificados em características e quantidades, mediando a exploração dos mesmos, para que através destas práticas elaborem e adquiram conceitos como: grande, pequeno, dentro ,fora, em cima, embaixo, classificação, seriação, conservação, etc. Observar as crianças no que elas já conseguem fazer e explorar sozinhas e intervir quando necessário para o crescimento, facilitando e explicando ao mesmo tempo em que desafiando as mesmas a pensarem. Considerar o contexto sociocultural do grupo, para que se criem situações de aprendizagens significativas. Incentivar as crianças a exercitarem o seu raciocínio criando problemas simples e envolvendo-os na solução. CIÊNCIAS NATURAIS/ CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS O estudo do ser humano como sujeito histórico, participante ativo da construção da sua história, enquanto espécie, sua evolução e crescimento nos mais diversos aspectos vem sendo tema de inúmeras discussões há muito tempo, e quanto mais se discute, mais curiosidades surgem a cerca deste tema intrigante e ao mesmo tempo tão fascinante. O ser humano constitui-se historicamente num contexto cultural natural, sendo que o mesmo é resultado do ambiente do qual advém, dos elementos que constituem esse ambiente, bem como da maneira com que explora esse ambiente impulsionado pelas características naturais que o mapeiam e influenciado pelo contexto social e suas interferências. Pensar dentro deste contexto em como trabalhar ciências naturais no intuito de contribuir no processo de crescimento e descoberta, elaborar e efetivar ações pedagógicas que colaborem significativamente para o entendimento dos processos biológicos e culturais que compõe a criança e seu desenvolvimento. Esse deve ser o objetivo geral em desenvolver esse eixo nessa etapa da educação. Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem Corpo Humano Observar e estimular as crianças diariamente, acompanhando a sua evolução, crescimento, postura e mediando o processo de conhecimento do seu corpo. Através do lúdico, criar situações onde a criança tenha a oportunidade de perceber seu corpo, suas partes, e funcionalidades. Desenvolver atividades que auxiliem o desenvolvimento das crianças, atividades físicas como: alongamento, massagem, enfim atividades que envolvam o toque e o movimento. Mediar o processo de conhecimento do seu corpo, oportunizando situações onde as crianças tenham a oportunidade de sentir e reconhecer seu corpo e partes, disponibilizando de diversos recursos como: espelho, gravuras, fotos, etc. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 20 C iê n ci a s n a tu ra is / C o rp o , g es to e m o v im en to Conhecer e trabalhar na prática conceitos que facilitem e interfiram no desenvolvimento corporal, autocontrole dos movimentos, pra que a criança consiga gradativamente ampliar o seu leque de movimentos e habilidades. Buscar o equilíbrio entre o gasto de energia e o descanso. Enfatizando a importância do sono na reposição de energia, bem estar, crescimento, autocontrole, bom humor enfim no desenvolvimento em geral. Possibilitar o encontro das crianças com outros elementos da natureza, proporcionando o contato e a experimentação. Vislumbrando colaborar na formação da consciência de que somos parte de um contexto que precisa ser preservado. Higiene Contribuirpara a aquisição de hábitos de higiene de maneira saudável e prazerosa, usando a rotina como fator facilitador. Pensar e organizar o ambiente de maneira a enfatizar os cuidados com a higiene e segurança das crianças, zelando pelo seu bem estar. Zelar pela saúde física, mental e intelectual das crianças garantindo-lhes um ambiente limpo e adequado para que esse processo aconteça. Evitar ambientes muito carregados ou poluídos sonora e visualmente, para possibilitar a higiene mental dos bebês. Reforçar e valorizar diariamente ações que fundamentem um estilo de vida saudável, aprimorando a qualidade dos serviços oferecidos as crianças no intuído de diminuir os riscos de contaminações e adoecimentos causados pelo contato com bactérias. Alimentação Conhecendo e respeitando cada criança incentivar a ingestão de alimentos de maneira calma e adequada ao seu desenvolvimento. Respeitar o tempo que cada criança precisa para aprender a comer e a aceitar a alimentação oferecida, num contexto de carinho e acolhida. Com base no conhecimento científico da importância de uma alimentação variada e rica em nutrientes para o desenvolvimento global e saudável, variar as estratégias e recursos para estimular este aprendizado. Em consonância com a família criar situações onde afetivamente possamos contribuir na aquisição de hábitos saudáveis de alimentação. Traçar e seguir estratégias e rotinas que facilitem a disciplina na alimentação. Fazer da hora do lanche um momento de alegria e prazer, com leveza evitando ansiedade e stress. Como grande parte do nosso corpo é constituída por água, reforçar sempre a importância de adquirir o hábito da sua ingestão. Sentidos Possibilitar a maior variedade de sensações possíveis, disponibilizando materiais com texturas e formas diferentes. Buscar expor as crianças há diversos ambientes, para que possam ter contato com diferentes elementos da natureza. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 21 Levar as crianças para banhos de sol, para que possam sentir o calor enquanto absorvem a vitamina que o mesmo proporciona. Realizar atividades de estimulo e incentivo ao desenvolvimento dos sentidos: visão, tato, paladar, audição, olfato.* Criar situações onde as crianças possam desenvolver a sua percepção de sensações como frio, quente, molhado, entre outras que possam lhe causar desconforto ou prazer. Colaborar com o processo adaptativo da criança no meio social e ambiental, ajudando-as a expressar suas vontades, necessidades e desejos, conversando sempre com as mesmas, durante os procedimentos realizados. Observar o choro dos bebês para tentar diagnosticar ou decifrar o que estão querendo comunicar. CIÊNCIAS HUMANAS/ O EU, O OUTRO E O NÓS O processo de socialização é compreendido como fundamental para o desenvolvimento humano, a mesma torna possível à criança a compreensão do mundo, por meio das experiências vividas, ocorrendo paulatinamente a necessária interiorização das regras afirmadas pela sociedade. Desta forma a educação infantil é um espaço de socialização, de vivências e de interações. A criança é um ser social que nasce com capacidades afetivas, emocionais e cognitivas. Tem desejo de estar próxima às pessoas e é capaz de interagir e aprender com elas de forma que possa compreender e influenciar o ambiente. Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem C iê n ci a s h u m a n a s Socialização/ Regras de Convivência Estabelecer relações afetivas e de trocas entre pares (criança/criança, criança/adulto), permitindo assim uma maior comunicação e interação social. Estabelecer relações afetivas e de trocas entre pares (criança/criança, criança/adulto), permitindo assim uma maior comunicação e interação social. Internalizar na criança de forma particular valores, regras, comportamentos, entre outros. Possibilitar para a criança situações que instiguem a colaboração e cooperação. Construir gradativamente, por meio das interações sociais, regras de convivência. Planejar e estabelecer regras e estratégias que garantam um processo de adaptação menos agressivo ao bebê, respeitando as características de cada um, bem como o tempo que cada um necessita para integrar-se ao grupo e a rotina da instituição. Proporcionar à criança condições para expressar suas emoções, sentimentos, pensamentos, desejos e necessidades. Dar condições a criança, para que a mesma desenvolva uma imagem positiva e autoconfiante de si. Estimular a criança a reconhecer-se como sujeito de direitos e Sistematização Curricular do Município de Concórdia 22 Identidade/ Autonomia deveres. Levar a criança compreender-se como sujeito histórico do processo construindo e estabelecendo relações que vai realizar. Criar condições para que a criança possa se desenvolver em sua totalidade, em seus aspectos físicos, cognitivo, afetivo e social. Possibilitar para que a criança desenvolva a capacidade de expressar-se sozinha conquistando sua independência. Família Conhecer as estruturas familiares. Explorar os diferentes valores, crenças e cultura, respeitando as diversidades de cada família. Incluir de forma significativa no trabalho educativo todas as famílias. Reconhecer a estrutura de sua própria família. Relações culturais Conhecer manifestações culturais, demonstrando interesses, respeitando e valorizando a diversidade cultural. Instigar a criança a desenvolver habilidades necessárias para a convivência social, entre diferentes grupos culturais. Proporcionar e ampliar o conhecimento das etnias sociais, buscando o respeito entre os diferentes. REFERÊNCIAS BESSA, Valéria da hora. Teorias da Aprendizagem. 2. Ed. Curitiba: IESDE Brasil S. A., 2011,264p. BRASIL, Base Nacional Comum Curricular – BNCC- Documento Preliminar, versões 1 e 2. Brasília, 2015/ 2016. CONCÓRDIA-SC. Prefeitura Municipal. Secretaria de Educação Sistematização Curricular da Rede Municipal de Concórdia-SC. – 2. ed. – Concórdia-SC : Progressiva, 2010 CUNHO, Marisa Laporta. Fundamentos Biológicos do Desenvolvimento Infantil. Curitiba: IESDE Brasil S. A., 2009,144p. LIPPMANN, Luciane. Ensino da Matemática. Curitiba: IESDE Brasil S. A. 2009, 220p. MENDONÇA, Fernando Wolff. Linguagem Oral e Escrita. Curitiba: IESDE Brasil S. A., 2012,76p. PROSSER, Seraphim Prosser. Ensino de Artes. Curitiba: IESDE Brasil S. A., 2012,76p. REDIN, Euclides. O espaço e o tempo da criança: se der tempo a gente brinca. Porto Alegre: Mediação. 1998, 85p. (Cadernos Educação Infantil, v.6). Sistematização Curricular do Município de Concórdia 23 Grupo II - Crianças de 1 a 2 anos O desenvolvimento humano é um processo constante de transformação nos níveis físico, comportamental, cognitivo, emocional e social ao longo da vida. Segundo Gusso (2005), cada criança é um sujeito que se desenvolve integradamente com a interação social do meio em que vive. Este mesmo autor caracteriza o desenvolvimento da criança em fases, destacando a necessidade de adaptação as peculiares do desenvolvimento infantil durante esse processo. No desenvolvimento infantil, há a construção de esquema sensório-motor, que possibilita construir representações mentais cada vez mais complexas. Segundo Rabello apud Vygotsky (2016), este estágio compreende o período do nascimento aos dois anos de idade, quando a criança desenvolve um conjunto de “esquemas de ação” sobre o objeto a manipular, o que lhe permite construirum conhecimento físico da realidade. Saviani (2008), diz que a educação infantil, inserida nesta perspectiva, possibilita a compreensão do desenvolvimento integral da criança ao longo da formação, considerando para tanto a idade cronológica, o contexto familiar, as experiências vivenciadas, os valores culturais, sociais e econômicos, respeitando as especificidades da infância, numa proposta pedagógica de cuidar e educar. Neste sentido, França (2007) afirma que na medida em que a criança se desenvolve, aprimora a percepção de si, bem como, do outro e objetos integrados ao ambiente, compreendendo a sua integração com aquilo que percebe como do outro, possibilitando dividir o que entende como seu. Para tal, necessita desde bebê de uma rotina planejada, estruturada e organizada para que possa desenvolver-se integralmente. Desse modo, as experiências culturais e sociais vivenciadas pela criança na família/sociedade, serão o ponto de partida para que professor (a), possa planejar e organizar o currículo na educação infantil, de maneira a contemplar a criança como um ser histórico-cultural em formação, uma vez que a infância propicia aprender e compreender por meio da exploração do ambiente, da curiosidade, imitação e imaginação, conforme apronta Vasconcellos (2016). Sendo assim, ressalta-se que quanto mais situações de aprendizagem vivenciadas pela criança, mais condições de formação serão oportunizados para que ocorra o desenvolvimento e a compreensão de indivíduo participando integradamente do ambiente. Em referência a isso, Batllori (2014), diz que o brincar é a atividade principal da criança, promovendo a atenção, a imitação, a memória, a movimentação, o equilíbrio Sistematização Curricular do Município de Concórdia 24 e a imaginação; possibilitando compreender e diferenciar o que é real e o que não é, desenvolvendo a curiosidade, a confiança e a autoestima; desenvolvimento da memória, da mesma forma desenvolve um entendimento das sequencias de acontecimentos nas rotinas da instituição de ensino e de sua família. Frente a isso, foi estruturado o currículo da educação infantil para faixa etária de 2 a 3 anos (Grupo II), considerando como características de desenvolvimento os aspectos: 1) Físico (controle e domínio do corpo); 2) Cognitivo (compreender, reconhecer e socializar-se com vínculos afetivos); 3) Linguagem (iniciação aos processos de comunicação). A seguir o quadro expressado os Campos de experiência, os Conteúdos e os Objetivos de aprendizagem. Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem O e u , o o u tr o e o n ó s Adaptação Socialização Regras de convivência Autonomia Rotina e organização Identidade Família Explorar o próprio corpo a fim de conhecer partes e respectivos nomes. Estabelecer relações e vínculos afetivos entre a criança e adultos. Proporcionar condições a fim de estimular a capacidade de observação, identificação e localização da criança. Estimular a criança a expressar suas emoções, de maneira a contribuir para seu desenvolvimento integral. Favorecer a integração entre as crianças de outras turmas, de modo a possibilitar a interação social. Vivenciar e compartilhar experiências, contribuindo para a interação social Enriquecer o vocabulário e desenvolver sua memória, possibilitando condições de em ampliar a comunicação verbal. Promover a autonomia de ações próprias da criança, necessárias para o seu desenvolvimento. Estimular o controle dos esfíncteres, em um consenso entre CMEI e a Família, contribuindo para a autonomia da criança. Proporcionar condições para que a criança adquira noções do Eu, o Outro e do Nós. Desenvolver em conjunto com as crianças as regras e os combinados da sala, de maneira que eles compreendam o significado das mesmas. Criar condições para que a criança sinta-se segura no ambiente em todos os momentos. Manter textos informativos e/ou explicativos CMEI x Família, a fim de criar vínculos afetivos. Proporcionar condições para que a criança auxilie na organização do ambiente, a fim de adquirir noções de pertencimento. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 25 Possibilitar ações pedagógicas de maneira que a criança possa superar medos diante de situações desconhecidas. Desenvolver práticas a fim de estimular a percepção espacial e temporal em relação às pessoas e aos objetos. C o rp o , g es to s e m o v im en to s Expressão corporal Coordenação motora (ampla e fina) Lateralidade Corporeidade Necessidades do corpo (alimentação/higi ene/ descanso) Sentidos Potencializar o desenvolvimento do sentido de equilíbrio, de modo a deixar a criança segura em sua ação de caminhar. Possibilitar atividades para que a criança possa superar seus medos diante de situações desconhecidas. Estimular a percepção espacial e temporal em relação às pessoas e aos objetos, de modo a criança adquirir noções de espaço. Desenvolver habilidades de coordenação motora ampla e fina, a fim de contribuir para o processo de ensino aprendizagem. Proporcionar condições de modo a desenvolver as percepções das distâncias no sentir, movimentos corporais, no ouvir e no ver. Possibilitar condições educacionais, de modo a estimular a sensibilidade tátil e visual da criança. Desenvolver e praticar hábitos de higiene (saudáveis) junto às crianças, a fim de contribuir para a aquisição do conhecimento sobre esse tema. Auxiliar a criança há adquirir destreza e firmeza na coordenação óculo-manual em movimentos de precisão. • Incentivar bons hábitos alimentares, bem como o uso de talheres, de modo a contribuir no processo de interação da criança com o meio em que vive. E sc u ta , fa la , p en sa m en to e im a g in a çã o Linguagem Meios de comunicação Concentração Ludicidade (Faz de conta) Tipologias textuais Promover condições para que a criança desenvolva suas capacidades de ouvir e falar. Possibilitar condições para que a criança possa ampliar a capacidade de concentração, de modo a auxilia-la no decorrer do processo educacional. Proporcionar práticas educativas, a fim de estimular a criança a inventar e a fantasiar. Desenvolver diferentes estratégias na contação de histórias, a fim de possibilitar na criança o entendimento da história. Utilizar brincadeiras que desenvolvam a imaginação, a criatividade, capacidades emocionais, motoras e cognitivas, de modo a explorar o lúdico. Interagir com diferentes meios de comunicação, a fim de possibilitar que as crianças tenha acesso às tecnologias. Ampliar e socializar fatos associando a contextos próprios das crianças, de modo a desenvolver noções de espaço. Textura Cores Musicalização Possibilitar ações de modo que a criança possa distinguir diferentes texturas, figuras, cenárias. Desenvolver atividades pedagógicas, estimulando a sensibilidade tátil, visual, auditiva e musical, na criança. Promover ações no sentido de a criança adquirir destreza e firmeza na coordenação óculo-manual em movimentos de precisão. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 26 T ra ço s, so n s, c o re s e im a g en s Imagens Pintura, desenho e modelagem Possibilitar práticas educacionais, de modo a aprimorar o conhecimento das cores dispostas nos diversos ambientes aos quais a criança perpassa. Estimular a pintura e o desenho individuale em grupo, a fim de contribuir para que a criança possa expressar-se livremente, com a compreensão da intencionalidade do professor. E sp a ço s, t em p o s, q u a n ti d a d es , re la çõ es e tr a n sf o rm a çõ es Noção de tempo e espaço Noção de formas Estimulação cognitiva e perceptiva Classificação e seriação Repetição, memorização e associação Contagem oral Noções de grande, pequeno, em cima, embaixo, dentro, fora (tamanhos). Promover ações a fim de estimular a capacidade de observação, identificação e localização, do Eu, do Outro e do Nós. Estimular habilidades para manipular objetos e materiais, a fim de que a criança aprenda a identificar e nominar os devidos materiais. Ampliar as capacidades e limitações da criança, a fim de que consiga resolver situações problemas; Propiciar condições para que a criança aprenda a reconhecer e distinguir as formas, cores e espessuras, presentes no seu cotidiano. Desenvolver noções de números através da contagem oral (cantigas de roda, histórias, vídeos, cultura popular), a fim de possibilitar para a criança o processo de interação dos valores culturais, construídos historicamente. Fonte: Elaborado pela comissão a partir da legislação vigente e do documento preliminar da BNCC (2016). REFERÊNCIAS BATLLORI. J.; ESCANDEL. V. 150 jogos para estimulação infantil. 2 Edição 2014. BRASIL, Base Nacional Comum Curricular – BNCC- Documento Preliminar, versões 1 e 2. Brasília, 2015/ 2016. CONCÓRDIA-SC. Prefeitura Municipal. Secretaria de Educação Sistematização Curricular da Rede Municipal de Concórdia-SC. – 2. ed. – Concórdia-SC : Progressiva, 2010. FRANÇA, J. L. Estimulação Precoce - Coleção Inteligência Emocional e Cognitiva. Grupo Cultural. Edição MMIX. Impressão Grecco & Melo. 2007. GUSSO S. F.K.; SCHUARTZ M. A. A criança e o lúdico: a importância do “brincar”<http://www.pucpr.br/eventos/educere/educere2005/anaisEvento/documentos /com/TCCI057.pdf>. Acesso: 07 de jul. 2016. MACAGNAN, Manuela. Adolescência do Bebê: A Terrível Crise dos 02 Anos. Publicado em 11 de fev. 2015. <http://mdemulher.abril.com.br/familia/bebe/adolescencia-do-bebe-a-terrivel-crise-dos- dois-anos> Acesso em: 28 abr. 2016 Sistematização Curricular do Município de Concórdia 27 RABELLO, Elaine. PASSOS, José Silveira.; PASSOS. J, S. Vygotsky e o Desenvolvimento Humano. Artigo.<http://www.josesilveira.com/artigos/vygotsky.pdf.> Acesso em: 07 jul. 2016. VASCONCELLOS, Maria de Fátima Barboza. As Fases do Desenvolvimento da Criança de 0 a 06 Anos. <http://www.ceap.br/material/MAT25092013113236.pdfhttp://www.ceap.br/material/M AT25092013113236.pdf> Acesso em: 28 abr. 2016. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 28 Grupo III - Crianças de 3 a 4 anos Nessa faixa etária amplia-se a linguagem onde utilizam pequenas frases e comunicam-se a partir delas. Na autonomia cada vez mais começam a resolver seus conflitos por conta própria. Firmam o controle dos esfíncteres, maior autonomia no vestir e calçar, ampliam suas relações sociais no grupo, fazendo amigos e suas próprias escolhas. Reconhecem seus pertences e dos colegas, conseguem alimentar-se sozinhos, os movimentos do andar, correr, pular tornam-se harmoniosos, com destreza e de forma mais segura, pois a noção de tempo e espaço também evoluem consideravelmente. Apresentam mais consciência de si e do mundo e suas ações são desenvolvidas a partir deste conhecimento. Exibem maior coordenação para realizar desenhos, aparecendo as primeiras formas circulares. Nesse sentido, todas as ações devem ser observadas como: falar, andar, correr, pular, subir, descer, escorregar, cantar, dançar, desenhar, modelar, pintar, brincar, colar, amassar, rasgar, dobrar, encaixar, empilhar, abrir e fechar, brigar, chorar, isolar-se, preferir a companhia da professora a dos colegas, não querer se sujar, recusar-se a falar, pedir para ouvir repetidas vezes a mesma história, dispersar-se, não conseguir esperar sua vez... são aspectos importantes dessa fase que devem ser observados com atenção pelo educador, que darão indícios do que deve ser trabalhado nessa turma. Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem L in g u a g em / es cu ta , fa la , p en sa m en to e im a g in a çã o Oralidade. Sequência e organização lógica de fatos. Literatura infantil: Tipologias Textuais, histórias, poesias, cantigas, musicas. Concentração – atenção. Meios de comunicação e tecnologia. Brincar: faz-de-conta. Perceber a funcionalidade da escrita, nas diferentes situações do cotidiano. Ampliar seu vocabulário e avançar progressivamente em relação ao pensamento conceitual, possibilitando uma compreensão cada vez maior de si e do meio em que vive. Apropriar-se gradativamente dos diversos usos da linguagem oral e dos gêneros discursivos, desenvolvendo a capacidade de construir narrativas, bem como compreender o sentido dos diferentes textos orais. Desenvolver postura de respeito e escuta a fala do outro, no sentido de aprender a ouvir e respeitar os turnos de fala. Possibilitar a participação de todas as crianças nas rodas de conversa, relatos de experiências e de contação de histórias, elaborando narrativas e compreensões, desenvolvendo seu pensamento, sua imaginação e as formas de expressá-los. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 29 Comunicar por meio da linguagem verbal desejos, necessidades, pontos de vista, ideias, sentimentos, informações, descobertas e duvidas, a fim de explorar o vocabulário da criança. Brincar vocalizando ou verbalizando, com ou sem apoio de objetos, usando e ampliando seu repertório verbal. C iê n ci a s n a tu ra is / re la çõ es e t ra n sf o rm a çõ es Corpo humano. Partes do corpo. Fases do desenvolvimento humano. Necessidades do corpo. Higiene. Alimentação. Hábitos alimentares e saúde. Sentidos. Sexualidade. Relações de gênero. Qualidade de vida. Doenças. Meio ambiente. Relação do ser humano com o ambiente/separação e reutilização do lixo. Estações do ano. Água. Animais. Mudanças e transformações do meio. Aprender a respeitar e preservar a natureza percebendo-se como parte integrante do ecossistema. Conviver e explorar, diferentes objetos e materiais que tenham diversificadas propriedades e características físicas e, com eles, identificar, nomear, descrever e explicar fenômenos observados, enfatizando a responsabilidade de sobre o meio em que se vive, seja na instituição, na rua ou em casa. Desenvolver o prazer da descoberta, por meio de perguntas, da curiosidade e da postura investigativa. Brincar com indumentárias, acessórios, objetos cotidianos associados a diferentes papéis ou cenas sociais, e também com elementos da natureza que apresentam diversidade de formas, texturas, cheiros, cores, tamanhos, pesos, densidades, luminosidades, funcionalidade, procedência, e possibilidades de transformação, no sentido de compreender o mundo que vivem. Conhecer-se e construir sua identidade pessoal e cultural, identificando os interesses na relação com o meio físico e social. C iê n ci a s S o ci a is /E u , o o u tr o e o n ó s Identidade/ Autonomia Família: estruturas familiares e noções de parentesco Convivência/Regras e limites/Direitos e deveres Consumismo Diversidade: éticas, culturais e sociais Moradias Mudanças nas relações decorrentes das transformações do meio Localização no espaço Coletividade/ Socialização Rotinas Proporcionar a formação de sua identidade por meio das significações socialmente construídas, compreendendo a diversidade de formas culturais existentes na sociedade; Familiarizar-se com as manifestações culturais de sua cidade e com produções que fazem parte do patrimônio cultural da humanidade, como brincadeiras, histórias, músicas, jogos, obras de arte, a fim de ampliar o conhecimento do meio em que vive... Reconhecer a si mesmo e ao outro como sujeitos de direitos e como seres sociais que atuam no tempo e no espaço, valorizando suas próprias características e as das outras crianças e adultos, superando visões racistas e discriminatórias. Desenvolver a dimensão ética e estética em relação à construção de valores, bem como a afetividade/emoções, buscando uma convivência harmônica com as pessoas no meio social em que vivem. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 30 Localização no espaço Coletividade/ Socialização Rotinas Brinquedos e brincadeiras, história, evolução, antigos e atuais Conviver de forma crítica com os processos globais, acompanhando, compreendendo e participando, dentro de suas possibilidades etárias, das conquistas e transformações tecnológicas, políticas, culturais, entre outras. Explorar materiais, brinquedos, objetos, ambientes, entorno físico e social, identificando suas potencialidades, limites, interesses e desenvolver sua sensibilidade em relação aos sentimentos, às necessidades e às ideias dos outros com quem interage. C o n h ec im en to s ló g ic o m a te m á ti co s/ E sp a ço s, t em p o s e q u a n ti d a d es Números/quantidade. Classificação/sequencia/s eriação. Figuras geométricas. Raciocínio lógico matemático. Noções de quantidade. grande/pequeno, cheio/vazio. Noções de juntas, repartir, retirar. Orientações Espaciais: frente/atrás, no meio/entre, aberto/fechado, em cima/embaixo, longe/perto, em pé/deitado/sentado, direita/esquerda, dentro/fora. Estruturas lógicas: discriminação -comparação - identificação - cor - forma - tamanho - conjunto - quantidade. Orientações Temporais: antes/depois, hoje/ontem/amanhã; Gráficos. Desenvolver noções de espaço temporais, tendo primeiramente seu corpo e suas ações como referência. Participar da resolução de problemas cotidianos que envolvam quantidades, medidas, dimensões, tempos, espaços, comparações, transformações, buscando explicações, levantando hipóteses. Apropriar-se de estratégias de contagem, de jogos, de brincadeiras e de resolução de problemas matemáticos do seu cotidiano. Explorar as características de diversos elementos reagrupando-os e ordenando-os segundo critérios variados. A rt es /T ra ço s, s o n s, c o re s e im a g en s Cor. Forma. Textura. Artes plásticas/obras de arte. Dança/ritmo (intencionalidade, coreografia, tempo, espaço, sentimentos, memorização). Expressão corporal. Musicalização (ritmo, intensidade, tempo). Possibilitar acesso aos livros, imagens, filmes, fotografias, cenários naturais, museus, parques, galerias de arte, ampliando suas possibilidades de experiências estéticas. Brincar com diferentes sons, ritmos, formas, cores, texturas, materiais sem forma, imagens, adereços, construindo cenários para o faz de conta. Ampliar o universo sonoro, tendo acesso a um repertório diversificado de músicas, que inclua vários estilos, ritmos, harmonias e andamentos diversos, de modo a desenvolver o gosto pela música de diferentes gêneros... Possibilitar o desenvolvimento da sensibilidade da Sistematização Curricular do Município de Concórdia 31 Música: Fazer musical. Apreciação musical. Interpretação musical. Gêneros musicais/relaxamento, tom musical e harmonia. Cultura: expressões orais, danças, histórias, músicas, tradições, costumes. capacidade de observação, da criatividade e do senso crítico das crianças. Valorizar as produções das crianças garantindo sua autoria nas produções e favorecer para que estabeleçam uma relação de autoconfiança no que se refere a o que produziram e, manifestem atitude de respeito quanto à criação dos outros. Comunicar com liberdade, criatividade e responsabilidade, seus sentimentos, necessidades e ideias, por meio das linguagens artísticas, desenvolvendo a capacidade de apreciação musical, refinando o gosto e a sensibilidade em relação à música. M o v im en to / C o rp o , g es to s e m o v im en to s Estruturas psicomotoras de base: Locomoção. Manipulação. Corporal. Lateralidade. Estimulação perceptiva e cognitiva. Coordenação motora fina: lingual, labial, manual, digital, ocular, pedal. Coordenação motora ampla: tônus, equilíbrio, coordenação, dissociação, ritmo, direção, freio inibitório, velocidade e força. Esquema corporal: Conhecimento do corpo, autonomia, projeção do corpo no espaço, imitação de postura, transcrição, figuração, representação, proprioceptividade, relaxamento, movimentos de respiração. Noção de crescimento e desenvolvimento. Expressividade. Conhecimento e domínio espacial. Linguagem corporal. Concentração. Possibilitar diversas atividades que envolvam o corpo através de mímicas, gestos e movimentos, utilizando seu corpo com liberdade e autonomia, para expressar seus sentimentos e emoções. Ampliar o conhecimento de seu corpo, reconhecendo, nomeando e valorizando suas características pessoais e corporais, assim como das outras crianças e adultos, suas capacidades físicas, sensações e necessidades. Brincar, utilizando criativamente práticas corporais para realizar jogos e brincadeiras, para criar e representar personagens no faz de conta, no (re) contar de histórias, em danças e dramatizações. Conviver com crianças e adultos em espaços diversos e vivenciar movimentos e gestos que marcam sua cultura. Valorizar as capacidades e possibilidades, motoras de cada indivíduo organizando ações que estimulem a participação de todos (inclusão-sócio-cultural). Sistematização Curricular do Município de Concórdia 32 REFERÊNCIAS BRASIL, Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica/Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Currículos e Educação Integral. Brasília: MEC, SEB, DICEI, 2013. BRASIL, Base Nacional Comum Curricular – BNCC- Documento Preliminar, versões 1 e 2. Brasília, 2015/ 2016. CONCÓRDIA-SC. Prefeitura Municipal. Secretaria de Educação Sistematização Curricular da Rede Municipal de Concórdia-SC. – 2. ed. – Concórdia-SC: Progressiva, 2010. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 33 Grupo IV- Crianças de 3 a 4 anos A proposta pedagógicanesta faixa etária tem como principal objetivo promover o desenvolvimento integral das crianças, e o acesso aos processos de contribuição de conhecimentos e aprendizagem de diferentes linguagens, conforme menciona a autora: “além da função comunicativa, é essencial no processo de transição do interpessoal em intrapessoal; na formação do pensamento e da consciência; na organização e planejamento da ação; na regulação do comportamento e, em todas as demais funções psíquicas superiores do sujeito, como vontade, memória e atenção” (SAYEGH, 2006, p. 2 apud VYGOTSKI,1988). Neste processo de construção, as ações e reações vivenciadas nos aspectos cognitivos, sócio-afetivos e intelectuais, possibilitam a compreensão dos valores enquanto ser social e histórico, no contexto da hominilateralidade. Nesta etapa de desenvolvimento a criança compreende que suas ações podem interferir no meio que vive, dado que a aquisição do conhecimento ocorre em contextos de brincadeira e atividades direcionadas , quando a criança se envolve intensamente nas experiências que vivencia, através do contato com materiais diversos, e nas relações que estabelece com os outros (crianças e adultos), uma aprendizagem ativa. A designação não tem por objetivo compreender a realidade, mas de manipular simbolicamente pelos desejos da vida cotidiana. [...] Assim, o essencial de nosso léxico obedece não à lógica de uma designação científica dos fenômenos, mas ao uso cotidiano e social da linguagem, pressupondo interpretações e projeções sociais [...]. Assumir que cada contexto cria sua concepção não pode ser visto de modo simplista ou, empregar um termo não é um ato solitário, mas subentende todo um grupo social que o compreende, fala e pensa da mesma forma”. (KISHIMOTO, p. 107, 1994). As crianças dessa faixa etária começam a desenvolver aspectos básicos de responsabilidade, independência e fazer suas próprias escolhas. São menos egocêntricas, conseguem controlar os esfíncteres possuem autonomia para alimentar-se, vestirem-se , escovar os dentes, calçar os calçados e, (re) conhecer e organizar seus pertences. Percebe-se evidenciados aspectos do desenvolvimento de sua identidade e sentimento de autoestima e autoconfiança, em suas próprias habilidades. Ao reportar sobre a ação do imaginário na infância, Kishimoto menciona Vygotski (1988), e ressalta que “[...] o imaginário só se desenvolve quando se dispõe de experiências que se reorganizam. A riqueza dos contos, lendas e o acervo de brincadeiras constituirão o banco de dados de imagens culturais utilizados nas situações interativas. Dispor de tais imagens é fundamental para instrumentalizar a criança para a construção do conhecimento e sua socialização. Ao brincar a Sistematização Curricular do Município de Concórdia 34 criança movimenta-se em busca de parceria e na exploração de objetos; comunica-se com seus pares; se expressa através de múltiplas linguagens; descobre regras e toma decisões. 2 (KISHIMOTO, p. 1) Importante mencionar que possuem ainda boa desenvoltura motora no que tange ao equilíbrio, ao freio inibitório, a marcha firme; conseguem superar obstáculos, como correr e saltar, entre outras conquistas que lhe possibilitam explorar o mundo à sua volta. Isso contribui significativamente no seu desenvolvimento cognitivo, psíquico e emocional. São altamente ativas, criativas carinhosas e falantes. Os pais e professores são a principal referência, e nas ações e brincadeiras de faz de conta, imitam e se identificam com outras pessoas por vários motivos, incluindo laços de amizade, semelhanças físicas e psicológicas. Pensando no desenvolvimento integral da criança, estruturou-se esse documento que visa nortear os professores de educação infantil de 3 a 4 anos, de forma lúdica envolvendo o cuidar e educar. A Sistematização encontra-se organizada em Eixos/ Campos de Experiência; Conteúdos; Objetivo de Aprendizagem e ao final apresenta-se as referencias bibliográficas. Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem O E u , o o u tr o e o n ó s Família Identidade Adaptação Direitos e Deveres Regras de Convivência Sociedade Jogos Brincadeiras Inter-relações Autoestima Valores culturais Valores Sociais Valores Econômicos Oportunizar situações para que a criança possa entender as diferentes composições familiares, a fim de compreender a importância da família para a sociedade. Criar situações para que a criança perceba a existência das diferentes estruturas familiares e sua (re) organização ao longo da história. Levar a criança a compreender-se como um ser social, único, mas que depende do outro e do meio para construir sua história. Promover momentos diversos a fim de que a criança entenda a adaptação como momento de firmar-se no meio e libertar-se do medo do novo. Proporcionar às crianças a compreensão das regras de convivência, bem como dos hábitos e/ou normas acordadas entre pessoas de um grupo. Provocar ações de encorajamento que envolva a criança no dia a dia, a fim de elevar a autoestima. Estimular a convivência e o respeito promovendo o fim do preconceito e discriminação em relação à cor, gênero, deficiência, e crença religiosa, que caracterizam os grupos que compõe a sociedade. Fomentar a aquisição de conhecimentos sobre a importância da água, da chuva, do sol, como fonte de vida, bem como de todos os seres vivos (animais e vegetais) 2 Texto retirado do site: < http://www.labrimp.fe.usp.br/index.php?action=artigo&id=1>. Acesso em 16. Jun. de 2016. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 35 Diversidade Meio Ambiente (água, animais, moradia saneamento básico) Inclusão Social Etnias Autonomia Contexto Consumismo Promover a internalização de uma consciência solidária, que permita a inclusão social. Levar a criança a conhecer as diversas etnias que compõem a nação brasileira, o estado, o município, o bairro (macro-micro) Anunciar o conhecimento da história do município. Desenvolver ações junto às crianças, a fim de que elas se percebam atuantes no contexto a que estão inseridas. Proporcionar ações junto à criança e sua família, a fim de conscientizar sobre a importância de evitar o consumo exagerado de produtos desnecessários a fim de evitar acúmulo de lixo. C o rp o , g es to s e m o v im en to Hábitos Alimentares Hábitos de Higiene Relações de Gênero Mídias Ritmos musicais Expressão corporal Brincadeiras de roda Estruturas psicomotoras de base: locomoção, manipulação, tônus corporal, lateralidade, esquema corporal, equilíbrio, motricidade fina e ampla Promover junto às crianças reflexões sobre as ações cotidianas relacionadas à saúde e ao bem estar individual e coletivo. Ampliar na criança noções de hábitos de higiene e cuidados com o corpo, fazendo-a compreender que é dependente disso para a saúde perfeita. Acrescer na criança noções de hábitos alimentares saudáveis e de qualidade. Exercitar o consumo de modo consciente, articulando reflexões sobre o impacto da mídia, a fim de evitar a obesidade infantil, a violência e a erotização precoce. Desenvolver ações e atividades que promovam o autoconhecimento e o conhecimento do outro em suas individualidades físicas. Garantir para a criança, o acesso às tecnologias existentes a fim de perceber sua importância para a socializaçãodos saberes universais, levando o ser humano a ser um cidadão da sociedade. Observar de que forma as crianças procuram responder ao processo de evolução da tecnologia moderna que contribui para o conforto e comodidade. Oportunizar maneiras de expressão por meio do jogo, entendido como um modo de comunicação na tentativa de interagir com o universo do adulto. Proporcionar o desenvolvimento físico motor adaptando os espaços, ao desenvolvimento das crianças, facilitando assim as brincadeiras espontâneas e interativas. Ampliar noções de percepção do eu, no mundo e a maneira como as relações e interações que estabelecem com elas mesmas e com o outro, influenciam e contribuem para a interminável construção como seres humanos. Possibilitar à criança o entendimento sobre a corporeidade, a partir da concepção de corpo, que é visto como um objeto, com funções motoras, intelectuais e afetivas. Oportunizar o acesso às novas experiências, de tal modo que, a capacidade de pensar, de criar, de enfrentar situações e resolver problemas, esteja intrínseca nas atividades de percepção e consciência corporal. Apresentar à criança os padrões de beleza e estético estipulado pela mídia, bem como a preocupação em busca do corpo ideal e pela qualidade de vida. Observar a conduta das crianças e seus Sistematização Curricular do Município de Concórdia 36 pares na tendência ao desenvolvimento de hábitos não saudáveis para a saúde e para seu crescimento integral. Verificar o enfoque e posicionamento das crianças sobre o desenvolvimento da identidade do próprio corpo, relacionado com os aspectos fisiológicos, afetivos e sociais. Analisar o comportamento e expressão quanto a perspectivas e expectativas acerca do conceito de qualidade de vida e seus indicadores decorridos de confrontações no processo que estão inseridos. E sc u ta , fa la , p en sa m en to e i m a g in a çã o Valores e sentimentos Faz de conta Dramatização Função Social da Escrita Tecnologias Literatura infantil Contar e recontar histórias Atenção, concentração Oralidade Diferentes formas de comunicação Sequência e organização de fatos Conhecer o alfabeto Conhecer o vocabulário Noções de causalidade e tempo Oportunizar situações de faz de conta que permitam a criança se reconhecer no contexto em que vive. Viabilizar espaços e momentos para que o faz de conta se torne aprazível à criança. Identificar o próprio nome e as letras que o compõem. Proporcionar momentos para que a criança possa se expressar melhor e perder a timidez de falar em público. Oportunizar que a criança vivencie situações de leitura de diferentes gêneros textuais e ainda, utilizar-se de argumentos próprios para relatos desses textos. Enriquecer o vocabulário por meio da ampliação de ideias sobre um assunto específico, ou, a partir do estabelecimento de relação com temas que têm proximidade. Possibilitar momentos para que a criança possa explorar o próprio corpo, a fim de expressar-se e agir de maneira mais independente sobre o meio à sua volta. Resgatar com as crianças o repertório das histórias que ouvem, uma vez que, se constituem em rica fonte de informação sobre as diversas formas culturais, contribuindo para a construção da subjetividade e da sensibilidade delas. Oportunizar o acesso e exploração à boa literatura, dado que é nesse período que a criança dispõe de informação cultural, o que alimenta a imaginação e desperta o prazer pela leitura. Aflorar por meio da literatura, diferentes habilidades, entre elas a linguagem, contribuindo para a ampliação do vocabulário e incentivando a criatividade e a vivência do mundo do faz de conta. Desenvolver a linguagem por meio da interlocução com o adulto que, favorece esse processo, principalmente quando mediado pela literatura, pois oferece contato com a linguagem escrita, já que linguagem cotidiana dá acesso à norma-padrão da língua. Oportunizar momentos de leitura, contação e audição de histórias, pelas quais a criança pode conhecer diferentes formas de falar, viver, pensar e agir, além de um universo de valores, costumes e comportamentos de sua e de outras culturas situadas em tempos e espaços diversos do seu. Ampliar a construção do seu conhecimento a respeito da linguagem escrita, que não se limita ao conhecimento das marcas gráficas, mas envolve gênero, estrutura textual, funções, Sistematização Curricular do Município de Concórdia 37 formas e recursos linguísticos. Investigar se a criança sente a satisfação que as histórias provocam, aprende a estrutura delas e passa a ter consideração pela unidade e sequência do texto, assim como pelas estruturas linguísticas mais elaboradas, típicas da linguagem literária. T ra ço s, s o n s co re s e im a g en s Folclore Brasileiro Bullying Brinquedos e brincadeiras (antigas e Atuais) Imitação e Representação Construção de jogos e brinquedos Cor, forma, textura Artes Plásticas Desenho Sensibilidade Ritmos Musicais Danças, Mímicas Utilizar a leitura e a escrita para que a criança explore a riqueza dos textos do folclore nacional, a escrita numérica e resolução de problemas. Exercitar na criança a fantasia, a imaginação e o corpo através da leitura de histórias, músicas, brincadeiras e textos folclóricos considerando-os como patrimônio que merece ser preservado. Oportunizar o conhecimento sobre algumas manifestações culturais brasileiras, fundamentalmente, justificada pela busca da valorização das tradições e pelo desejo de que elas permaneçam no imaginário popular por muitas gerações. Criar situações oportunas para a discussão acerca de valores morais, sentimentos e atitudes necessárias para uma convivência saudável, pacífica e solidária, combatendo o bullying e com base no desenvolvimento de valores morais sólidos. Estimular a transmissão de valores e cultura da comunidade pela interação das gerações mais velhas com as mais novas, resgatando brinquedos e brincadeiras característicos das diferentes regiões. Proporcionar momentos agradáveis, desenvolvendo a sensibilidade, o raciocínio lógico, a expressão corporal, a capacidade de concentração, a memória, a inteligência, o cuidado, o capricho e a criatividade. Utilizar a expressão intencional do movimento nas situações cotidianas, em suas brincadeiras e nas estruturas rítmicas. Resgatar a presença do teatro como forma de sensibilidade artística, e, por meio da arte cênica desenvolver a autoexpressão, atenção, observação, imaginação, o lúdico e a criatividade. Desenvolver a atenção e a concentração aos gestos de um colega ou dos seus próprios gestos. Apreciar e vivenciar a música que se traduz em sensações, sentimentos e pensamentos como forma de expressão. Permitir que a criança aproxime sua produção à criatividade e a liberdade de interpretação, independente do modelo apresentado. Orientação Temporal e Espacial Jogos e Construir com as crianças as especificidades dos espaços e a importância da localização do EU ativo nesse processo temporal e espacial. Promover o desenvolvimento das capacidades sensoriais, cognitivas, psicomotoras, sociais e afetivas, que levarão as crianças a expressar-se espontaneamente. Levar as crianças a conhecer o meio em que vivem e compreender as transformações naturais e as promovidas pela ação do homem. Viabilizar espaços segurose atraentes que permitam que a criança brinque e explore o mundo letrado dos números e Sistematização Curricular do Município de Concórdia 38 E sp a ço s, t em p o s, q u a n ti d a d es , re la çõ es e tr a n sf o rm a çõ es Brincadeiras de Raciocínio Localização no tempo e espaço Numeração Classificação Sequencia e Seriação Calendário Noções de lateralidade Estruturas lógicas Tamanhos e Formas Organização Espacial quantidades, a fim de promover a internalização dos elementos básicos dos conceitos matemáticos. Promover momentos diversificados onde as crianças sejam desafiadas a criarem hipóteses e soluções para seus conflitos. Viabilizar o manuseio do calendário, a fim de que as crianças estabeleçam relações e internalizem noções de sequencia quanto ao dia, mês e ano. Promover situações e brincadeiras que levem as crianças a internalizar conceitos de lateralidade, grandeza, seriação e classificação, tais como direito, esquerdo, a frente, a trás, em cima, em baixo, grande, pequeno, dentro, fora...) Observar o contexto sociocultural das crianças, partindo de sua realidade específica, a fim de promover a criação de situações de aprendizagem significativas. Exercitar o pensamento, o raciocínio, o esperar a vez, trocar ideias com os colegas, respeitando a opinião dos mesmos, desafiados por situações novas. REFERÊNCIAS BRASIL, Base Nacional Comum Curricular – BNCC- Documento Preliminar, versões 1 e 2. Brasília, 2015/ 2016. CONCÓRDIA-SC. Prefeitura Municipal. Secretaria de Educação Sistematização Curricular da Rede Municipal de Concórdia-SC. – 2. ed. – Concórdia-SC : Progressiva, 2010. KISHIMOTO, T. M. O jogo e a educação infantil. Perspectiva, v. 12, n. 22, p. 105-128, 1994. SAYEGH, Flávia. As Relações Entre Desenvolvimento e Aprendizagem Para Piaget e Vygotsky. Disponível em www.profala.com/artpsico60.htm> Publicado em 13 de Novembro de 2006. Acesso em: 16 jun. de 2016. VYGOTSKI, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 2. Ed., 1988. ESTRATÉGIAS PARA EDUCAÇÃO INFANTIL – CRECHE Ouvir, contar e recontar histórias, usando gêneros literários como contos, poesias, lendas, músicas, utilizando diferentes recursos e estratégias. Construir uma ‘Bebeteca” - livros com diferentes texturas: tecido, plástico, figuras em relevo, páginas com dobraduras ou com espaços de interação. Estimular a linguagem oral e a comunicação dos bebes, através de histórias em livros próprios para a idade, de pano ou emborrachados, alem de livros com gravuras grandes e coloridas, figuras em 3D e com sons de animais, carros, incentivando que a criança os repita, a fim de estimula-los. Confeccionar álbuns de gravuras diversas. Colar gravuras coloridas no chão e/ou ao alcance das crianças. Dramatização, brincadeiras, imitação com fantoches e expressão corporal utilizando Sistematização Curricular do Município de Concórdia 39 diferentes recursos (pequenos textos, canções, poemas, poesias, parlendas). Oportunizar diferentes instrumentos musicais para a criança manusear e brincar. Brincadeiras com músicas de diferentes ritmos. Cantar canções variadas. Proporcionar o contato com o mundo letrado utilizando diferentes e materiais como revistas, livros, jornais. Registro de histórias e fatos através de painel coletivo e fotos. Proporcionar atividades que proporcionem interação adulto/criança, criança/criança em diferentes brincadeiras. Explorar o ambiente, pessoas, plantas, brinquedos e objetos, incentivando a curiosidade e o interesse. Organizar a sala com recursos adicionais, painéis, fantoches e móbiles. Incentivo e desenvolvimento da fala, em que o professor deverá conversar e estimular para que a criança consiga manifestar o que quer. Ampliar o vocabulário das crianças, conversando diariamente, explorando aspectos do dia a dia. Incentivar a fala da criança em todas as atividades possíveis, falando corretamente e inserido novas palavras ao vocabulário. Demonstrar as tonalidades da voz para as crianças, diversificando as mesmas em consonância com o assunto a ser trabalhado. Desenvolver brincadeiras, canções envolvendo o corpo humano e suas partes. Levantar os braços e pernas, identificar as partes do corpo. Em frente ao espelho, apontar as partes do corpo na criança e no professor, incentivando que repitam (brincadeira do ‘Chefe Manda’). Relacionar imagens as fases de desenvolvimento humano: bebê, criança, adolescente, adulto e velhice. Estimulação de movimentos como se arrastar, engatinhar para buscar um objeto. Incentivar também o andar, segurando-o com as mãos. Introdução de alimentos para as crianças, constantemente, principalmente para as que se encontram no período de adaptação. Incentivar a comer alimentos diversificados, propostos pelo cardápio, bem como promover para que adquiram autonomia para se alimentar sozinhos. Incentivar que segurem a mamadeira e os copinhos para água. O controle dos esfíncteres, de forma gradativa e com paciência e estímulo/incentivo por parte do professor. Na troca de fraldas: conversar, cantar, realizar massagens, brincar com o corpo, apontar e falar as partes dele, flexionar braços e pernas, levantar a criança menor, segurando-a pelas mãos até sentá- la. Realizar banhos agradáveis, acompanhados de conversas e músicas. Levar as crianças para conhecerem o banheiro, o vaso sanitário, as torneiras e como utilizá-los. Realizar massagens com músicas previamente selecionadas. Estimulação visual, através de objetos coloridos, que permitam o manuseio com as mãos e a boca. Músicas gestuais e cantigas de roda. Exercícios com bolas e brinquedos de encaixe, quando a criança apresentar maturidade. Imposição de limites, toda vez que a criança colocar em perigo a si mesmo ou aos coleguinhas. Confeccionar uma arcada dentária com E.V.A ou outro material e realizar demonstrações de como escovar os dentes corretamente, deixar a criança brincar com o material. Brincadeiras de imitar os adultos, como escovar os dentes, fazer comidinha, ir às compras, dar banho nas bonecas, etc. Explorar o ambiente externo, mostrando árvores, pássaros, parquinho, ruas, carros, etc. Rasgar e amassar, jornais e/ou revistas com diferentes tamanhos e espessuras. Colagem utilizando diferentes materiais com diferentes texturas. Identificar a criança, membros da família através de fotos e/ou nome. Buscar histórico da vida da criança, da família. Cantar músicas que falam o nome da criança. Expor fotos das crianças e se possível da família, com objetivo de perceber as diferenças e semelhanças existentes. Histórias de literatura infantil, sempre em concordância com o assunto que está sendo trabalhado. Explorar músicas, danças e brincadeiras de faz de conta. Incentivar a criança a vestir-se adequadamente conforme a o fator climático. Construir regras de convívio e explorar esse tema com imagens, fotos, canções, histórias, juntamente com a família. Organizar o ambiente da sala com cantos, brinquedos, imagens, painéis de acordo com o que está sendo estudado. Acolher a criança e sua família no espaço de sala de aula. Distribuir brinquedos para as crianças brincarem livremente, de acordo com o planejamento do professor, respeitando o tempo e o desenvolvimento da turma. Confeccionar oucomprar móbiles e dispor na sala ou nos berços. Apresentar fantoches para as crianças envolvendo em um enredo, cuidando para não assustar as crianças. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 40 Disponibilizar chocalhos para as crianças brincar. Possibilitar que as crianças maiores ergam-se sozinhas até sentar, engatinhar, caminhar. Informar as crianças sobre as ações que estão sendo realizadas. Dar pequenas ordens, para ver se a criança consegue compreender e realizar. Exemplo: “Pega a bola e leva para o coleguinha, por favor”. Explorar a manipulação e exploração de objetos, brinquedos, figuras, modelagem. Incentivar com os jogos de encaixe, empilhar, rolar, transvasar, encaixar, diferenciar tamanhos e cores. Manipular e explorar objetos de diversas formas. Contagem com as mãos através de músicas. Proporcionar cantos com diversos sons, ritmos e mensagens. Estimular a falar, o cantar, o imitar. Propiciar a imaginação através do faz de conta. Utilizar-se de expressões faciais e modificar o tom de voz, durante as canções e contação de histórias. Forrar o chão com plástico grosso, preparar tintas com corantes comestíveis e deixar as crianças sentirem a textura. Possibilitar pincéis grossos e papeis para eles realizarem os primeiros traços. Fixar papel na parede e distribuir tintas (afinar com água e engrossar com farinha se necessário) com diferentes texturas e cores e deixar a criança à vontade para produzir suas garatujas. Garatujas: folhas em branco, papel pardo, muros da instituição, onde a criança poderá pintar com lápis, giz de cera ou tinta guache (tomando cuidado para perceber se as crianças possuem alergia ao material, e não levar a boca e aos olhos). Registro fotográfico ou com portfólios das atividades realizadas. Incentivar a fala em todas as atividades possíveis, usando de expressões corretas com a criança. Mostrar a criança à conveniência de falar em voz baixa, trabalhando o saber escutar. Utilizar o espelho como recurso da sala, para trabalhar questões do corpo humano, com música e outros recursos. Relacionar imagens as fases de desenvolvimento humano: bebê, criança, adolescente, adulto e velhice. Estimulação de movimentos como se arrastar, engatinhar para buscar um objeto. Incentivar também o andar, segurando-o com as mãos, e utilizando recursos como ‘puffs’, cadeirinhas, para as crianças que possuem dificuldades em caminhar. • Conversar com pais sobre a criança, espaço- físico e profissionais. • Organizar um ambiente acolhedor e agradável aos olhos dos pais e das crianças. • Explorar o ambiente, pessoas e objetos incentivando a curiosidade e o interesse. • Desenvolver trabalhos e atividades em grupo. • Organizar diferentes brincadeiras (em todos os espaços). • Construir com as crianças regras de convivência usando de imagens que contemplem essas regras, fotos e/ou histórias. • Brincar de faz de conta com diversos materiais proporcionando brincadeiras livres. • Incentivar a vestir-se e alimentar-se sozinhos, mas com supervisão dos professores. • Cronograma de recepção (matutino /vespertino). • Manutenção de horários/ cronograma das atividades e rotinas. • Identificar seus pertences. • Reconhecer os familiares. • Cantigas de roda, músicas, histórias, roda de conversa, imagens, vídeos, imitação de sons (animais, natureza). • Possibilitar acesso a (rádio, diversidade musical, vídeos, sucatas, manipulação de revistas, textos e bilhetes informativos para famílias), gravuras e imagens de meios de comunicação, álbum de gravuras, confecção de brinquedos e gravuras com os pais. • Contação de histórias, músicas, imitação, roda de conversa, vídeos, atividades de rotina, manuseio de livros, jogos, atividades dirigidas, atividades coletivas. • Dramatização de histórias e brincadeiras, organização do espaço utilizando diversos materiais, brincadeira livre, exploração da criatividade, sucata. • Trava-línguas e poemas. • Incentivar a criança a falar em vários tons. Utilização de fantoches. Ouvir diferentes tipos de musicas e melodias. Oportunizar diferentes instrumentos musicais para a criança manusear e brincar. Criar instrumentos. Uso de diversos instrumentos para pintura (esponja, pincel, legumes, lápis, carvão, giz...). Uso de revistas (recorte/cole/folhar). Manipular texturas diferentes (caixa surpresa/ tapete sensorial/ pintura na parede). Álbuns de fotos. Contagem utilizando as mãos, músicas, histórias. Manipular e explorar objetos de diversas formas. Receitas (trabalhar as quantidades). Classificação (cores/formas/tamanhos). Sistematização Curricular do Município de Concórdia 41 Brincadeiras com cantigas de roda e rodas de conversa, utilizando o tema proposto. Reconhecimento progressivo do próprio corpo por meio da exploração, das brincadeiras, do uso do espelho e da interação com os outros. Rasgar e amassar papeis estimulando a coordenação motora. Circuito com materiais variados (blocos de espuma, bambolês, cordas...). Representação de histórias e músicas utilizando fantoches, inserindo as próprias crianças na contação de história. Atividade sensorial com músicas apropriada, para que as crianças se sintam bem e seguras. Estimular: a flexibilidade, agilidade, equilíbrio, a manipulação de diferentes objetos. Colocar o bebê de bruços sobre o rolinho de espuma e estimulá-lo a pegar brinquedos ou outro objeto a sua frente. Oferecer brinquedos de diferentes formas, tamanhos, texturas e sons. Construir brinquedos com material reutilizável. Utilizar diferentes materiais que as crianças possam sentir (texturas, botões, determinados grãos e alimentos), que proporcionem sons pedrinhas, tampinhas, água). Situar-se e locomover-se explorando os espaços físicos e em diferentes visões e ângulos. Passear pelo bairro e em outros espaços da instituição. Pegar, soltar, encaixar, colocar e virar objetos- empilhar e comparar. Rolar; pular; virar cambalhota, engatinhar, caminhar através de brincadeiras e/ou músicas. Identificar o próprio nome e as letras que compõe. Incentivar o reconhecimento do alfabeto em letra de forma. Apresentação de crachás, fichas, cartazes, desenhos, jogos, brincadeiras e materiais pedagógicos. Contato com o mundo letrado utilizando diferentes estratégias e materiais como revistas, livros, jornais. Percepção da possibilidade de utilização de diferentes formas de contar a mesma historia. Registro de informações pelas crianças através do desenho, para que o professor possa acompanhar o desenvolvimento da criança. Desenhar as partes do corpo, demonstrando as semelhanças e diferenças entre crianças, homens, mulheres, animais. Desenvolver hábitos de asseio: pedir para ir ao banheiro, lavar as mãos, limpar o nariz, etc. Possibilitar manipular objetos de diversas texturas e tamanhos. Utilizar pequenas habilidades manuais: com lã, barbante, corda, tecido, a fim de trabalhar a coordenação motora. Realizar experiências diversas, possibilitando perceber o quente e o frio como fazer gelo e ascender um fósforo. Trazer para sala objetos ou alimentos com diferentes odores e dispor para as crianças perceberem através do olfato o que é. Para isso o professor poderá vendar os olhos da criança. Utilizar recurso como ‘Saco de surpresa’ ou a ‘Caixa de surpresa’ para que o professor possa trabalhar de acordo com o assunto planejado. Utilizar alimentos sólidos ou líquidos para degustação. Realizarpesquisa das preferências alimentares, para que o professor possa atuar nas fragilidades e no consumo exacerbado de alimentos não recomendáveis. Visita à cozinha entrevista com a agente de alimentação, palestra com a nutricionista. Qualidade de vida: mural com alimentos saudáveis e não e cuidados com o meio em que vivemos. Atividades que levam a criança a desenvolver a consciência quanto a economia de água, utilidades e poluição (substituição do copo por garrafinha). Manifestar perante o meio ambiente atitudes de respeito e conservação. Observar o meio físico e social, perceber e respeitar as diferenças. Iniciar na observação e convívio com animais e plantas. Promover oportunidades de contato com novas situações através de visitas a parques, outras escolas, passeios em novos ambientes. Construção de um livro com a história da criança. Oficina de bonecos das diferentes raças brancos, negros, pardos - envolver a família para esse trabalho. Construção de linha do tempo com fotografias e ou imagens. Procurar em jornais e revistas diferentes tipos de moradia e explorar as imagens. Exposição das fotografias, perceber as diferenças existentes nos locais em que as crianças vivem. Incentivar o lavar as mãos, escovar os dentes e ir ao banheiro sozinho, sempre que necessário. Organização e construção de rotina, explorando imagens, de acordo com o desenvolvimento da turma. Usar os diferentes espaços físicos do educandário, como parque, área coberta, quadras, pois a criança encontra-se em pleno desenvolvimento, dessa forma, as atividades devem ser curtas e com bastante estimulo/incentivo/movimento por parte do professor. Habituar a criança a usar os clichês sociais, nas situações diárias. Exemplo: Por favor, muito obrigado, com licença, etc... Sistematização Curricular do Município de Concórdia 42 Proporcionar momentos de interação, das diferentes turmas, a fim de estimular o convívio dentro e fora da instituição. Proporcionar atividades direcionadas durante o período em que as crianças permanecem na instituição incluindo a rotina, inseridos no planejamento pedagógico tanto do educandário como do professor. Montar um calendário com a turma e promover a compreensão do dia e noite, o ontem, o hoje e amanhã, final de semana etc... Construção e exploração de gráficos, sobre o assunto que está sendo trabalhado, utilizando como um recurso a mais para facilitar a compreensão das crianças. Explorar jogos, como: memorização, quebra- cabeça, dominó, de acordo como tema a ser trabalhado. Inserir no planejamento recursos diversos dentre eles: blocos de madeira, peças de encaixe, dados, de acordo com as atividades propostas. Utilizar e inserir no planejamento pedagógico materiais como: caixas de diversos tamanhos e formas, palitos de picolé, argila, massa de modelar (artificial e caseira), balões, com objetivo de proporcionar o lúdico para a criança, Utilizar e inserir no planejamento pedagógico recursos audiovisuais: rádio, CD, TV, vídeos, músicas, histórias, contação de histórias. Envolver a família e as crianças para a construção de um “mercadinho” com embalagens diversas, com isso explorar o material, trabalhando questões de consumismo, do que é saudável ou não, etc. Agrupar objetos (peças de montar) de acordo com as cores, tamanho, forma. Pesquisa sobre a construção de quantidade, de acordo com o desenvolvimento da turma. Utilizar alimentos como frutas para mostrar à metade, o inteiro, a divisão, soma e subtração. Contar os gomos ou pedaços das frutas, e dividir com todos da turma, trabalhando noções de divisão e também incentivo para que a criança deguste da fruta. Utilizar a fila como momento de ludicidade, explorando canções de números, ordem de gênero (masculino-feminino), crescente e descente, ordem alfabética, cores das roupas e outras maneiras. Em relação ao tempo e interessante o uso de calendário mostrando o dia, mês, ano e tempo meteorológico, e o aniversário das crianças da sala. Identificação de números nos diferentes contextos que se encontram, nos passeios, placas de carros, número das residências. Jogos que desenvolvam sequencia contagem, ordem classificação, seriação, associação, memorização, concentração. Manipulação e exploração de objetos e brinquedos, em situações organizadas de forma a existir quantidades. Através de jogos, músicas e atividades que incentivam o aprendizado da criança como movimento da esquerda para a direita, jogos de dentro para fora, etc. Incentivar e explorar o meio ambiente. Através de objetos, sucatas e blocos lógicos, utilizando-os em jogos, a fim de identificar cor e forma/ iguais e diferentes. Trabalhar composição/ mistura de cores das cores. Apresentar obras de arte e realizar (re) leitura das mesmas. Trabalho com origami: organizar atividades nas quais as crianças possam aprender os passos básicos para as dobraduras. Desenvolver dobraduras de acordo com a história, ou o assunto a ser abordado, conforme o planejamento pedagógico. Realizar máscaras e fantoches com as crianças, em concordância com o tema estudado. Proporcionar brincadeiras com fantasias, roupas, acessórios diversos de acordo com o conteúdo programado. Fazer massinha de modelar com as crianças, bem como outras massas, explorando receitas, em conjunto com a agente de alimentação e a família, a partir do tema abordado. Construir em conjunto com as famílias um caderno de receitas, juntamente com um mascote da história contada, em que as crianças possam levar para casa, possibilitando assim a participação das famílias. Montar teatrinhos, coreografias, em que as crianças possam expressar-se, trabalhando noções de ritmo, sequencia, tempo, tom. Brincadeiras de rodas, imitação/improvisação de personagens, representação teatral de cantigas e histórias, mímicas. Participação em brincadeiras e jogos cantados. Construção de instrumentos musicais, proporcionar o saber sobre a origem dos mesmos. Uso de materiais alternativos para confecção de instrumentos ( sucatas). Explorar diferentes texturas para a escrita como lápis, pincel, carimbo, carvão, água, terra, parede, papelão. Oportunizar a criança através do desenho a representação da sua realidade, transpondo para o papel objetos observados no dia a dia. Ouvir diversos gêneros musicais, trabalhar no sentido de identificá-los. Oportunizar para que as crianças ouçam diferentes gêneros musicais, dentre eles a música clássica: conhecer a historia dos principais autores clássicos. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 43 Fazer uma seleção de musicas que as crianças gostam e entregar para suas famílias. Conhecer as esculturas de Concórdia, ‘O Colono’ ( na rodoviária). ‘Leão Alado’ (calçadão) através de passeio. Realizar movimentos e deslocamentos da língua, posições variadas/assoviar, assoprar, tirar sons de uma folha de papel. Rasgar, picar, amassar, dobrar, contornar, fazer e desfazer nós, manusear objetos. Trabalhar diferentes texturas com os pés descalços sobre botões, grama, lixa, cordas, tacos, areia, farinha, sagu...; Pegar objetos com o auxilio dos pés. Desenvolver atividades de equilíbrio estático (permanência em pé, sentado, deitado, em diferentes apoios), dinâmicos (movimentos locomotores, equilíbrio recuperado). Jogos de bola em rodas, promovendo a integração social, em que a criança deverá joga-la para o amigo, dizendo o nome (ou dito pelo professor).Desenvolver atividades de marchas, corridas, saltos, movimentos ritmados. Diferenciar direita e esquerda. Trabalhar atividades de ritmo, associando o bater palmas com o caminhar (coreografias). Trabalhar situações de deslocamentos do corpo na imobilidade e mobilidade. Ex: rolar no chão, ficar estático, mudar de posição. Contornar as partes do corpo no chão, no papel, em paredes e quadros, com giz. Completar com detalhes, identificando-os nos próprios desenhos. Trabalhar atividades de relaxamento com música apropriada. Desenvolver brincadeiras com os olhos vendados para estimulo dos sentidos (audição, visão, olfato, paladar). Proporcionar exercícios de soprar, respirar, expirar-respiração diferenciada. (Re) organizar espaços de brincadeiras e atividades físicas. Proporcionar jogos como boliche, basquete, caçador, objetivando a utilização de objetos de suporte ao jogo. Estimular o engatinhar, correr, balançar, pular, inclinar, dobrar, girar, agachar, rolar, parar, equilibrar-se com os dois pés, andar sobre linhas organizadas estrategicamente no espaço,m a fim de possibilitar melhor desenvoltura e equilíbrio para as crianças. Brincadeiras ritmadas: vivo e morto, dança da laranja, batata quente, limão de mão em mão, ovo choco. Brincadeiras de equilíbrio, exemplo: amarelinhas. Locomoção, brincar de trem, transpor objetos, imitar animais. Trabalhar com atividades em equipes e com regras, que desenvolvam a mente e o corpo com competições. Organizar e reestruturar espaços localizando-se e situando-se. Promover circuito onde a criança corra, pule sobre obstáculos, ande de motoca, passe no minhocão. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 44 EDUCAÇÃO INFANTIL- PRÉ-ESCOLA Pré-Escola I A proposta formativa curricular para a Educação Infantil – Pré I, que se encontra inserido nas escolas do município de Concórdia/SC, parte do princípio de que todos nós já fomos crianças e de que vivenciamos a nossa infância dentro de um período histórico e cultural agregando experiências sociais, que contribuíram na formação dos sujeitos que nós somos hoje. Neste contexto, podemos afirmar que o sentimento de infância, não é algo estático e constantemente passa por processos de construção, de reelaboração e de ressignificação, uma vez que recebeu diferentes interpretações ao longo da história, por ser um produto da cultura, com características bem específicas e que variam de acordo com a prática social de cada um e consequentemente com o modo que produzem sua existência. Este enfoque consiste numa abordagem recente. Historicamente encontramos inúmeras formas de percepção acerca da infância, em que se verificam indicativos de marginalização (social, cultural, econômica, inclusive educativa), uma vez que as crianças tinham as suas especificidades ignoradas e eram consideradas indignas de serem estudadas por seu próprio mérito. Durante séculos a sociedade não respeitou a criança, enquanto um “sujeito de direitos” ficando a margem da família, sob a ideia de um “vir a ser”, atrelando-as à imaturidade biológica. Se esta era “a influência predominante sobre as crianças, então suas experiências seriam semelhantes em qualquer sociedade e haveria pouco interesse para os cientistas sociais” (Heywood, 2004). Diante desse sucinto panorama histórico, nos questionamos em que consiste a infância na atualidade? Primeiramente faz-se necessário, contextualizar a criança da atualidade e refletir sobre a oportunidade negligenciada às crianças de vivenciarem sua infância. Friedmann (2005) em artigo desenvolvido sobre a infância, provoca reflexões acerca de alguns padrões, considerados” normais” ao universo infantil mas que carregam uma certa patologia, como por exemplo: as agendas superlotadas com o intuito de tornar os sujeitos mais competitivos, aptos e polivalentes para disputar a escassez de vagas no mercado de trabalho futuramente ou simplesmente ofertar atividades para não deixar a criança sem “fazer nada”, terceirizando muitas vezes a sua atuação na participação e na Sistematização Curricular do Município de Concórdia 45 educação dos filhos; a oferta de alfabetização precoce no intuito de desenvolver uma iniciação escolar preparatória para assegurar o sucesso escolar no ensino fundamental; a falta de convivência familiar pelo fato dos pais não encontrarem tempo para se dedicarem aos filhos; a falta de respeito a diversidade e a pluralidade cultural das crianças, entre tantas outras patologias, resultando no crescimento de crianças hiperativas, agressivas, deprimidas, ansiosas e insatisfeitas. É pertinente ressaltar ainda a convivência imediata, desde o nascimento das crianças, com as Tecnologias de Informação e de Comunicação (TIC), que no cenário atual fazem parte e ocupam um espaço determinante na vida das crianças, em que atualmente o brincar encontra-se condicionado as TIC. Partindo deste cenário, indagamos quem é a criança de 4 a 5 anos que frequenta a Educação Infantil – Pré I nas escolas do município de Concórdia? Com a aprovação da Resolução CME Nº 5/2015, que estabelece diretrizes para a matrícula e permanência de crianças na Educação Infantil das escolas pertencentes ao Sistema Municipal de Ensino, Art. 1º, se encontra previsto que “para o ingresso na Pré- Escola, a criança deverá ter idade de 4 (quatro) anos completos até o dia 31 de março do ano que ocorrer a matrícula”, sendo que, no período em que antecedeu a homologação dessa resolução, a maioria dos pais/responsáveis optavam pela realização do Pré I de seus filhos nos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEI) pela oferta da vaga para a criança em tempo integral e também pela confiança já estabelecida nos profissionais que atuam nessas instituições. O ano de 2016 caracteriza-se pela inserção da criança de 4 anos, oriundas dos CMEIs e de uma outra parcela expressiva que não frequentaram unidades educacionais, visto que muitos pais, adotam outras medidas de cuidado e educação na faixa etária que antecede a inserção na escola, e que não se encontra vinculada a realização de matrícula em instituições formais de ensino, destacando-se a convivência familiar. As percepções sobre quem é essa criança que está na escola hoje, nessa faixa etária e em diferentes ciclos de desenvolvimento, foram apontadas pelas professoras que atuam na Educação Infantil – Pré I, durante o Seminário da Sistematização Curricular, promovido pela Secretaria Municipal de Educação, em meados do mês de abril de 2016, no qual as educadoras pertencentes a Comissão da Sistematização da Educação Infantil realizaram a apresentação e a implementação da trajetória construída com os pares, e por meio das discussões coletivas neste grupo, indicaram que: Sistematização Curricular do Município de Concórdia 46 As crianças que pertencem ao Pré I são “pequenas” considerando o desenvolvimento físico e intelectual, possuem maior nível de dependência do professor, visto que as questões relacionadas à autonomia encontram-se em processos iniciais de desenvolvimento, sendo dificultado pelo número de crianças nas salas de aula, pelas turmas serem mistas e pelo fato do professor realizar sozinho a sua atuação; Algumas escolas não estão adaptadas a mudança da rotina (CMEI x ESCOLA) e ao funcionamento, organização dos espaços e tempos do ambiente escolar, sendo acentuadas por espaços e mobílias inadequados às crianças, como: banheiros e refeitórios distantes, escadarias, entre outros; Com muita dificuldade de adaptação, considerando a ausência da mesma ou o tempo insuficiente destinado no início do ano letivo, sendoque tal situação interferiu negativamente nas construções iniciais do conceito de grupo e na inserção diante das regras de pertencimento a um novo grupo social. Vale ressaltar, que por ser um ambiente novo e com novos profissionais, a criança sente-se insegura, necessitando uma adaptação gradativa. Sendo o brincar uma especificidade e uma necessidade desta faixa etária faz-se necessário a oferta de brinquedos e jogos adequados para a singularidade do seu desenvolvimento; A aprendizagem e as experiências sociais contêm diferenças extremamente acentuadas em relação aos níveis de desenvolvimento humano, possuem necessidade de vivências concretas e significativas em todas as áreas do conhecimento. Partindo dos apontamentos realizados pelos educadores que atuam na Educação Infantil – Pré I, salientamos os principais aspectos que contribuem no desenvolvimento integral das crianças de 4 e 5 anos e que precisam ser contemplados nos fazeres pedagógicos dos educadores: 1. Adaptação: o período inicial de recebimento das crianças na Educação Infantil – Pré I requer uma organização diferenciada por parte do professor e da escola por meio de um planejamento diferenciado que privilegie os gostos e as preferências, visando favorecer a acolhida das mesmas. Brasil (1998). Não podemos subjugar a criança e acreditar que todas possuem as mesmas estruturas afetivas e emocionais para separarem-se dos pais/responsáveis sem chorar, demonstrar apatia, perda do apetite ou mesmo através da manifestação de alguma doença psicossomática. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 47 A escola deve se organizar e dessa forma estabelecer um sistema gradativo de adaptação para as crianças, respeitando o direito daquelas que necessitam de um tempo maior para sentirem-se seguras e confiantes no novo espaço educativo com as professoras e com os seus pares. 2. Interações Sociais: De acordo com Brasil (1998, p.31) a interação social em situações diversas é uma das estratégias mais importantes do professor para a promoção da aprendizagem das crianças. Assim cabe ao professor propiciar situações de conversa, brincadeiras ou de aprendizagens orientadas que garantam a troca entre as crianças, de forma a que possam comunicar-se e expressar-se, demonstrando seus modos de agir, de pensar e de sentir, em um ambiente acolhedor e que propicie a confiança e a autoestima. Neste sentido, é possível afirmar que o desenvolvimento humano, se dá por meio das situações de interação social, na qual as crianças encontram oportunidades de vivenciar conflitos, organizar seus sentimentos, organizar as suas ideias, seus pensamentos, agir, encontrar soluções para os problemas. Compete ao professor, pensar no ambiente educativo, organizações de espaços e tempos onde sejam possíveis as vivências dessas experiências. 3. Espaços e Tempos: organizar as experiências do cotidiano das crianças na Educação Infantil pressupõe pensar que a delimitação que realizamos das propostas de atividades diárias a serem desenvolvidas com as crianças, resultam da forma como o educador realiza as “leituras” de seu grupo, estando atentas as necessidades de promoção do desenvolvimento a cada faixa etária, pois se constituem em espaços valiosos promotores do desenvolvimento integral da criança. Questões importantes para pensar os espaços e tempos na educação infantil: de que e com o que as crianças brincam? Como estas brincadeiras são desenvolvidas? O que mais gostam de fazer? Em relação aos espaços, quais são as preferências das crianças? Em qual parte do dia estão mais calmas e mais agitadas? Que atividades podem ser realizadas nesses momentos? A criança intervém simultaneamente nos espaços e tempos propostos? De acordo com Zabalza (1998), por ser uma especificidade da Educação Infantil, é vital pensar sobre estas questões e muitas outras que possam surgir, uma vez que as mesmas propiciam a realização e a vivência de intervenções pedagógicas significativas e em nenhuma etapa da educação existe essa necessidade tão evidente. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 48 4. Autonomia: Segundo o Referencial Curricular Nacional da Educação Infantil (RCNEI) é “a capacidade de se conduzir e de tomar decisões por si próprio, levando em conta regras, valores, a perspectiva pessoal, bem como a perspectiva do outro”. Mais do que autocuidado, saber vestir-se, cuidar e identificar seus pertences, calçar e amarrar seus sapatos, servir-se no lanche com destreza e saber expressar seus gostos, bem como cuidar da higiene pessoal, entre outros aspectos. Ter autonomia significa ter capacidade para compreender e expressar suas vontades e necessidades com coerência, ser competente para atuar no mundo em que vive. 5. Pensamento e Linguagem: A linguagem exerce um papel importantíssimo na Educação Infantil, aonde por meio dela o pensamento vai sendo construído, a capacidade de compreender a realidade, as próprias experiências, ou seja, a capacidade de aprender, Zabalza (1998). Segundo Vygotsky (1984 apud REGO, 2002, p. 63 - 64), a aquisição da linguagem consiste num marco quando consideramos o desenvolvimento humano, Capacitação especificamente humana para a linguagem habilita as crianças a providenciarem instrumentos auxiliares na solução de tarefas difíceis, a superarem a ação impulsiva, a planejarem a solução para um problema antes da sua execução e a controlarem seu próprio comportamento. Signos e palavras constituem para as crianças, primeiro e acima de tudo um meio de contato social com outras pessoas, As funções cognitivas e comunicativas da linguagem tornam-se, então, a base de uma forma nova e superior de atividade nas crianças, distinguindo-as dos animais. Neste sentido, é possível afirmar que o domínio da linguagem promove mudanças que são de ordem extremamente significativas no desenvolvimento da criança, principalmente no seu modo de se relacionar com o seu meio, pois possibilita novas formas de comunicação com os indivíduos e de organização do seu modo de agir e de pensar, conforme expõe Rego (2002). 6. Necessidade do concreto no desenvolvimento das aprendizagens: É fundamental que o professor desenvolva uma proposta pedagógica que integre o material concreto. Trata-se de criar condições de aprendizagens pertinentes a etapa da infância que permitam a inserção dos conceitos de forma clara e significativa, de modo que as crianças tenham maiores condições de compreender e apropriar-se do saber elaborado. O uso de materiais concretos como recurso de ensino e possibilitadores de aprendizagens promovem um aprender significativo no qual a criança pode ser Sistematização Curricular do Município de Concórdia 49 estimulada a raciocinar, incorporar soluções alternativas acerca dos conhecimentos envolvidos nas situações e consequentemente, apreender. O professor precisa ser mediador das ações e articulador das situações experienciadas com o material concreto, uma vez que utilizar este material por si só, não garante a aprendizagem. 7. Brincar: o brincar, principal atividade de compreensão da realidade pela criança, está ocupando um papel secundário. Na tentativa dos profissionais incluírem o brincar no processo educativo, oscilam entre a didatização e o abandono. É urgente a compreensão, por parte dos educadores que atuam na Educação Infantil, de que “o ensino sistemático não é o único fator responsável por alargar os horizontes da Zona de desenvolvimento proximal!” (Rego 2002, p.80). O brincar nessa perspectiva, exerce uma influência significativa na promoção do desenvolvimento. De acordo com Vygotsky, atravésdo brinquedo, a criança aprende a atuar numa esfera cognitiva que depende de motivações internas. Nessa fase (idade pré-escolar) ocorre uma diferenciação entre os campos de significado e da visão. O pensamento que antes era determinado pelos objetos do exterior passa a ser regido pelas ideias” (Rego, 2002, p. 81) Entende-se que ao brincar - sendo este brincar uma ação planejada e mediada pelo educador - as crianças aprendem umas com as outras e se desenvolvem como seres sociais, que pensam, que possuem atitudes, que geram novas capacidades, que desenvolvem novas habilidades de descoberta do mundo. Por meio da garantia destes aspectos vitais ao desenvolvimento infantil, no planejamento do professor, acredita-se que asseguraremos espaços e tempos privilegiados as vivências reais, concretas e significativas que respeitem a criança, a infância e a concepção do que representa a educação infantil em suas principais singularidades e especificidades. Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem L in g u a g em Práticas de linguagem, considerando o repertório de gêneros e de recursos comunicativos e expressivos Ampliar o vocabulário em situações práticas do cotidiano. Aprimorar a fala através da interação com o outro: gestos, sinais e mímicas. Perceber através das brincadeiras da fala: sons iniciais, finais e ritmo das palavras. Elaborar e narrar sequências de ideias. Participar de situações que envolvam a necessidade de explicar, argumentar idéias e elaborar perguntas e respostas. Valorizar e participar de atividades que envolvam a leitura como fonte de prazer e conhecimento. Promover espaços privilegiados de desenvolvimento da Sistematização Curricular do Município de Concórdia 50 Musicalização Expressão corporal/ Dramatização Linguagem como prática social Práticas de linguagem escrita em diferentes contextos linguagem oral assegurando o desenvolvimeno e vivências da imaginação criadora. Ampliar e ressignificar o repertório musical das crianças. Explorar e estimular a linguagem musical em brincadeiras cantadas e rítmicas, expressando o silêncio, os sons da natureza e materiais sonoros. Explorar, criar e reproduzir ludicamente a produção de sons. Conhecer e explorar diferentes ritmos musicais, percepção de timbres e onomatopéias atraves de expressao corporal em situações do cotidiano. Promover sistematicamente a alfabetização sonora estimulando as práticas auditivas. Desenvolver a percepção sonora quanto a organização dos espaços e tempos. Estabelecer comparativos que possibilitem a difrenciação do silêncio, ruído e sons. Vivenciar o faz de conta, explorando diferentes situações de tempo e espaços. Dramatizar situações sonoras diversas, integrando gestos, som e movimento. Promover o reconto de diversos gêneros textuais. Promover espaços de brincadeiras livre e dirigido. Utilizar a linguagem oral, cumprindo a função social de comunicar-se em diferentes situações: transmissão de recados, verbalização de ideias, atendimento de solicitações. Relatar vivências nas diversas situações de interação, considerando diferentes contextos. Ouvir com atenção, desenvolvendo a escuta ativa. Compreender as diferentes formas de comunicação. Recontar, dramatizar, interpretar, construir e registrar histórias. Reconhecer a prática da escrita como expressão de ideias: associação ideia-símbolo. Diferenciar letras- números em diferentes contextos. Reconhecer o próprio nome e o nome dos colegas e professoras. Reconhecer, identificar e nomear as letras do alfabeto. Estabelecer relações ludicamente entre fonema e grafema. Observar e manusear diferentes portadores de texto: livros, jornais, revistas, bilhetes, cartazes, etc . Explorar diversos gêneros textuais: quadrinhas populares, canções, lendas, poesias, notícias de jornais, bilhetes, receitas, rótulos, especialmente contos de fadas e parlendas. Promover a curiosidade e descoberta, por meio da realização de pesquisas. Promover a autonomia na escolha de livros para ler e apreciar. Sistematizar situações do cotidiano tendo o professor enquanto escriba. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 51 C iê n ci a s d a N a tu re za Ser humano e qualidade de vida Os animais e suas relações com o meio Fenômenos naturais e físicos Desenvolver a curiosidade na criança instigando-a: - Conhecer-se a si próprio. - Estabelecer relações com seus pares. - Compreender o meio onde vive e as consequências de suas ações neste meio. - Estabelecer relações de vivências práticas associando-as com os conhecimentos elaborados. Promover o desenvolvimento da autonomia em relação à higiene pessoal. Viabilizar o desenvolvimento da autonomia em relação à alimentação. Aguçar a curiosidade por pequenos animais, promovendo a elaboração conceitual. Elaborar conceitos relacionados à cadeia alimentar, de forma lúdica e representativa. Promover pesquisas acerca dos animais e sua relação com o ecossistema. Sensibilizar para o cuidado e proteção aos animais de pequeno porte (abandono). Instigar a observação dos fenômenos da natureza, desenvolvendo a sensibilização dos sentidos em relação a sons, cores, transformações, textura e cheiros. Investigar como ocorrem os principais fenômenos naturais e físicos que circundam o cotidiano. C iê n ci a s H u m a n a s Brinquedos e brincadeiras Pluralidade cultural Organização tempo e espaço Evoluções tecnológicas e suas implicações sociais Favorecer o desenvolvimento da consciência corporal utilizando o brincar como elemento mediador. Compartilhar experiências de diferentes gerações, estabelecendo relações com as suas vivências. Ensinar e incentivar as brincadeiras cantadas e cantigas de roda. Conhecer situações que envolvam as diferentes culturas manifestadas nos grupos: família, escola, comunidade. Participar ativamente da construção da rotina da sala de aula, escola, compreendendo que ela perpassa o cotidiano escolar. Promover a participação ativa da criança no processo de construção de normas para a boa convivência em grupo, transcendendo para a vida em outros grupos. Proporcionar situações lúdicas em diferentes espaços de brincadeiras que representem as diversas formas de organização da sociedade. Conhecer a evolução tecnológica, situando-se diante das mesmas. Fomentar o uso consciente da tecnologia. Desenvolver o protagonismo infantil diante das evoluções tecnológicas, utilizando esses benefícios em favor de si e do outro, favorecendo assim a equidade social. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 52 M a te m á ti ca Elaboração conceitual de números e operações Noções concretas de grandezas e medidas Espaço e formas Tratamento da Informação Brinquedos, brincadeiras Jogos na matemática Promover situações concretas onde o uso da representação simbólica se faça presente no fomento da elaboração conceitual matemática. Adquirir a percepção da linguagem numérica em conexão com a leitura da realidade, enfocando: - Conceito de número. - Sequência e formação numérica. - Diferença entre números e letras. - Seriação. - Ordenação. - Classificação. - Correspondência biunívoca. - Representação de quantidade. - Noçõesde juntar, acrescentar, tirar, comparar. Promover aproximações lúdicas da criança com a história dos números. Desenvolver ludicamente e concretamente noções das quatro operações e resolução de problemas. Aprimorar a percepção e discriminação visual: semelhanças, diferenças, todo a partes, figura-fundo e detalhes. Promover experiências lúdicas e concretas acerca dos sistemas de medidas: Tempo, (ênfase no calendário) massa e volume. Desenvolver noções de inteiro e metade. Desenvolver noções de Sequências lógicas. Estabelecer associações das figuras geométricas no cotidiano. Estabelecer aproximações iniciais de Gráficos: Leitura de gráficos, legenda, Interpretação de gráficos/tabela e receitas. Utilizar linguagens lúdicas para explorar os conceitos matemáticos. REFERÊNCIAS BRASIL. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Ministério da Educação e do Desporto, Secretaria de Educação Fundamental. Brasília, MEC/SEF, v.1, 1998. BRASIL, Base Nacional Comum Curricular – BNCC- Documento Preliminar, versões 1 e 2. Brasília, 2015/ 2016. CONCÓRDIA-SC. Prefeitura Municipal. Secretaria de Educação Sistematização Curricular da Rede Municipal de Concórdia-SC. – 2. ed. – Concórdia-SC : Progressiva, 2010. CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE CONCÓRDIA/SC. RESOLUÇÃO Nº 5, DE 20 DE NOVEMBRO DE 2015. FRIEDMANN, Adriana. O que é infância? Revista Pátio – Educação Infantil. Ano II, Nº 6, Dez 2004, Mar. 2005. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 53 HEYWOOD, Colin. Uma história da infância. Porto Alegre: Artmed, 2004. REGO, Tereza Cristina. Vygotsky: Uma perspectiva histórico cultural da educação. Petrópolis: Vozes, 2002. ZABALZA, Miguel A. Qualidade em educação infantil. Porto Alegre: Artmed, 1998. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 54 PRÉ-ESCOLA II A Educação Infantil compreende a primeira etapa da Educação Básica e possui o objetivo de oportunizar o desenvolvimento integral das crianças, nos seus aspectos físicos, afetivo, intelectual, linguístico e social, conforme o artigo 29 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n° 9394/96). Por isso, é possível afirmar que esta etapa se constitui enquanto base do desenvolvimento humano. Na proposta curricular do Município de Concórdia, a filosofia que norteia todas as ações educativas é o Materialismo Histórico-Dialético. Por este motivo, entende-se que a criança se constitui por meio de relações sociais, situada histórica e culturalmente. Ao encontro disso, segundo as Diretrizes Curriculares Nacionais (2013, p.86), “a criança, centro do planejamento curricular, é sujeito histórico e de direitos, que se desenvolve nas interações, relações e práticas cotidianas a ela disponibilizadas e por ela estabelecidas com adultos e crianças de diferentes idades, nos grupos e contextos culturais nos quais se insere”. Desse modo, enfatiza-se a importância de que, na educação infantil e, especificamente no Pré-escolar II, sejam oportunizadas diferentes práticas cotidianas, vivências e experiências significativas, lúdicas e concretas, para que as crianças construam conhecimentos, aprendam diferentes linguagens, adquiram capacidades e, consequentemente, apropriem-se dos conhecimentos já sistematizados pela humanidade. É válido mencionar a importância do equilíbrio entre o cuidar e o educar Educar de modo indissociado do cuidar é dar condições para as crianças explorarem o ambiente de diferentes maneiras [...] e construírem sentidos pessoais e significados coletivos, à medida que vão se constituindo como sujeitos e se apropriando de um modo singular das formas culturais de agir, sentir e pensar. Isso requer do professor ter sensibilidade e delicadeza no trato de cada criança, e assegurar atenção especial conforme as necessidades que identifica nas crianças (DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS, 2013). Além disso, o professor enquanto mediador do processo de ensino e aprendizagem precisa respeitar, em sua prática pedagógica, os diferentes ritmos e níveis de aprendizagem das crianças, bem como os princípios éticos, políticos e estéticos, conforme constam nas Diretrizes Curriculares Nacionais (PCN, 2013). O currículo, descrito na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), visa atender os direitos das crianças, em função de suas necessidades, onde, através de experiências significativas, elas possam conviver e interagir com respeito à diversidade, aprender e se Sistematização Curricular do Município de Concórdia 55 desenvolver através de brincadeiras, participar como protagonista de sua história, explorar o mundo em sua volta, se comunicar através de diferentes linguagens e construir, com seus pares, a sua identidade pessoal e cultural. Neste sentido, através da participação de experiências e de vivências significativas, a criança terá condições de ampliar suas capacidades. Este direito também é reconhecido nas Diretrizes Curriculares Nacionais (2013), no qual o currículo “é concebido como um conjunto de práticas que buscam articular as experiências e os saberes das crianças com os conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural, artístico, científico, e tecnológico”. Seguindo as contribuições da Base Nacional Comum Curricular, especificamente dos campos de experiências, os conteúdos da Pré-escola II foram organizados em quatro eixos: Linguagem, Matemática, Ciências da Natureza e Ciências Sociais, com seus respectivos sub-eixos. O Eixo Linguagem contempla os sub-eixos “Linguagem verbal (oral e escrita) e língua de sinais”, “Práticas de Leitura”, “Arte”, “Movimento” e “Brincar”. O eixo Ciências da Natureza aborda os sub-eixos “Ser humano” e “Eu, a natureza e as transformações”. Já o eixo Ciências Humanas, é constituído pelo sub-eixo “Eu, o mundo social, cultural e histórico”. E, no eixo Matemática, tem-se o sub-eixo “Noções matemáticas”. Ao encontro dos eixos e sub-eixos, tem-se os temas integradores, os quais abordam questões pertinentes à formação das crianças e, por isso, são necessários constar na prática pedagógica dos professores. Eles são: Sustentabilidade; Ética, Direitos Humanos e Cidadania; Consumo e Educação Financeira; Tecnologias Digitais e Culturas Indígenas e Africanas. Outro elemento que permeia a prática pedagógica na Educação Infantil é interdisciplinaridade, a qual possibilita o estabelecimento de relações entre os eixos, favorecendo a compreensão e contextualização dos conhecimentos, bem como a aprendizagem significativa. Como afirma Nogueira (2001, p.27 apud DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS, 2013), a interdisciplinaridade pode ser entendida como uma “[...] abordagem teórico- metodológica em que a ênfase incide sobre o trabalho de integração das diferentes áreas do conhecimento, um real trabalho de cooperação e troca, aberto ao diálogo e ao planejamento”. Cabe ressaltar, ainda, a importância do brincar como um elemento essencial no desenvolvimento integral da criança na educação infantil. Conforme encontra-se nas Sistematização Curricular do Município de Concórdia 56 Diretrizes Curriculares Nacionais (2013), “brincar dá a criança oportunidade para imitar o conhecido e para construir o novo, conforme ela reconstrói o cenário para que sua fantasia se aproxime ou se distancie da realidade vivida, assumindo personagens e transformando objetos pelo uso que deles faz”. Neste contexto, estão organizados, no quadro abaixo, os eixos, sub-eixos, conteúdos e objetivos de aprendizagem que deverão nortear o trabalho pedagógico do Pré-escolar II. Linguagem Eixo Conteúdos Objetivosde aprendizagem L in g u a g em v er b a l (o ra l e es cr it a ) e lí n g u a d e si n a is Apropriação da língua portuguesa Ampliação do vocabulário Uso lúdico dos jogos verbais, explorando sonoridade, ritmo e memorização Representação simbólica Comunicação verbal e não-verbal Noções sobre a existência de diferentes linguagens (Libras, Braille, Línguas Estrangeiras) Audição da leitura textual Diversidade textual Argumentação de ideias Sequência lógica dos fatos História da Escrita Alfabeto Direção da escrita Função social da escrita Escrita do nome Grafismo Símbolos gráficos Noções sobre a relação entre fonema e grafema Relação fala x escrita Rimas Compreender a linguagem enquanto meio de apreensão, verbalização, representação, expressão, interação, negociação e comunicação do ser humano com o mundo. Comunicar sentimentos, desejos, ideias, descobertas, necessidades, opiniões e dúvidas, utilizando a linguagem verbal ou de Libras. Utilizar e ampliar o repertório verbal/vocabulário por meio de experiências lúdicas e/ou cotidianas. Participar de situações lúdicas envolvendo a comunicação e/ou diálogo que contribuam para o desenvolvimento da expressão oral, da argumentação de ideias e da sequência lógica dos fatos. Conhecer e reproduzir oralmente diferentes jogos verbais. Estimular o desenvolvimento da sonoridade, ritmo e memorização por meio de estratégias diversificadas. Relatar experiências e situações cotidianas por meio de diferentes estratégias de comunicação. Descrever personagens e cenas de histórias infantis. Narrar fatos, histórias e experiências pessoais considerando a temporalidade e a causalidade. Vivenciar situações envolvendo a comunicação verbal e não-verbal. Participar da audição da leitura de textos diversificados. Participar da construção de textos coletivos, onde o professor é organizador e escriba. Conhecer a história da escrita. Reconhecer a função social da escrita. Entender o significado e a função do alfabeto. Conhecer a direção da escrita (esquerda para direita. cima para baixo) e o espaçamento existente entre as palavras. Diferenciar números, letras, palavras, símbolos e desenhos. Observar a representação de imagens e pensamentos por meio da escrita. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 57 Iniciar o processo de grafismo em letras caixa alta. Realizar tentativas de registros escritos (escrita espontânea), incluindo o próprio nome / elaborar as primeiras escritas não convencionais ou convencionais. Identificar diferentes letras (inclusive os diferentes tipos de letras: caixa alta, script, cursiva) ou palavras trabalhadas de maneira contextualizada. Verificar, por meio de diferentes palavras, a semelhança existente na letra inicial, no número de letras e nos elementos sonoros. Explorar o significado e o sentido das palavras. Estimular o desenvolvimento do pensamento e da imaginação. Explorar os diferentes símbolos que fazem parte da nossa sociedade, aprendendo a ler imagens, desenvolvendo a leitura de mundo e a noção de representação. Vivenciar situações que estimulem a consciência de que as palavras são constituídas por sons diversos, podendo ser divididas em unidades menores. Explorar materiais e/ou experiências que visem a correspondência entre fonema e grafema. Estimular o desenvolvimento da memória auditiva e da atenção. Identificar sons similares e desiguais. Reconhecer e produzir rimas e sons consonantais semelhantes. P rá ti ca s d e le it u ra Interações com práticas de leitura Uso significativo de diferentes gêneros textuais Noções sobre as características de tipologia textual Aspectos sonoros da linguagem Explorar diferentes materiais pedagógicos visando a leitura incidental. Identificar as funções e diferenças das embalagens e rótulos utilizados cotidianamente. Estimular a noção de estruturação da leitura (começo, meio e fim). Realizar a prática da pseudoleitura. Estimular o desenvolvimento da memória auditiva e visual. Participar de situações que requeiram a atenção e escuta do outro. Escutar a leitura do professor / ouvir diferentes textos. Identificar as formas e os aspectos sonoros da linguagem (ritmos, rimas, entonação) por meio de diferentes gêneros textuais / jogos verbais. Conhecer as características dos gêneros textuais para então diferenciá-los. Reconhecer o próprio nome/letras/números nas diversas vivências pessoais. Conhecer a estrutura dos livros (nome do autor, título e outros elementos). Participar ativamente de momentos que envolvam as práticas de leitura. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 58 Experienciar as múltiplas formas de leitura e escrita, como instrumento de comunicação, respeitando sua função social. A rt e Noção da história da Arte Arte Rupestre Diversidade Cultural por meio de diferentes manifestações artísticas Patrimônio artístico, cultural e tecnológico Representação simbólica, experimentação e elaboração de produções por meio de linguagens artísticas: desenho, pintura, dobradura, modelagem, música, dança, dramatizações Elementos formais das artes visuais: linha, ponto, cor, volume, superfície, forma, texturas Cores e mistura de cores Figura e fundo Música Expressão e sensibilização História da música (noção) Diferença entre Som e música Sons do corpo Percepção do ritmo Gêneros musicais Dramatização Movimento criativo do corpo Entonação da voz Expressão corporal Expressão facial Representação de enredos e personagens através da linguagem não verbal Conhecer algumas noções básicas sobre a história da Arte. Explorar e elaborar produções com diferentes linguagens artísticas. Conhecer e apreciar gradativamente o patrimônio artístico, cultural e tecnológico. Conhecer diferentes gêneros das artes visuais (pintura, modelagem, escultura). Valorizar diferentes manifestações artísticas e culturais. Estimular o desenvolvimento da sensibilidade, da criatividade e da imaginação, superando a utilização exclusiva de materiais estereotipados (desenhos prontos). Ampliar os sentidos, explorando diferentes texturas, cores, formas, traços, sons e imagens. Produzir desenhos, modelagens, pinturas, colagens, dobraduras. Comunicar-se, de maneira criativa, por meio da linguagem artística. Construir, de maneira coletiva, cenários para o faz de conta. Conhecer diferentes artistas e suas obras de arte. Manipular diferentes objetos e materiais, explorando suas características e propriedades de manuseio. Estimular o desenvolvimento da coordenação visomotora. Participar de vivências lúdicas que envolvam a música. Construir, por meio da contação de histórias, a imagem mental. Ampliar a capacidade de comunicação através do uso significativo da música, compreendendo esta como uma linguagem universal. Diferenciar som e música, percebendo as diferentes fontes sonoras que nos rodeiam. Explorar o corpo como elemento criador de som e de música. Desenvolver o gosto por diferentes estilos musicais, potencializando a expressão criativa e a sensibilidade da criança. Desenvolver o ritmo musical. Apreciar a cultura da infância, resgatando cantigas de roda,brincadeiras cantadas, parlendas e músicas infantis. Auxiliar no desenvolvimento motor, trabalhando o movimento do corpo com ritmo e sincronia. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 59 M o v im en to Esquema Corporal Consciência Corporal Expressão corporal Figura humana Capacidade motora (Agilidade, Resistência, Equilíbrio, Força, Flexibilidade, Velocidade e Coordenação Motora) Coordenação Motora ampla e fina Freio Inibitório Lateralidade Habilidades motoras Coordenação visomotora Noção de tempo e espaço Jogos cooperativos e de socialização Exercitar a capacidade de representação simbólica através de dramatizações. Descobrir várias formas de se movimentar, construindo conceitos e ideias sobre o movimento e suas ações. Conhecer seu corpo, as suas limitações, enfrentar desafios, desenvolvendo capacidades físicas e intelectuais. Desenvolver a capacidade de expressão corporal de forma lúdica e espontânea. Ampliar a comunicação interagindo com outras crianças, expressando seus sentimentos, estabelecendo relações de afeto. Reconhecer o corpo e suas partes por meio do movimento e do desenho da figura humana. Verificar a interdependência das partes para o funcionamento do corpo humano como um todo. Expressar-se por meio de diferentes gestos, ritmos e posturas, envolvendo movimentos nas situações de brincadeiras e demais situações cotidianas. Estimular o desenvolvimento de diversas capacidades motoras, tais como agilidade, resistência, equilíbrio, força, flexibilidade, velocidade e coordenação motora. Perceber as potencialidades e limites do próprio corpo. Estimular o desenvolvimento da coordenação motora ampla e fina, por meio de vivências lúdicas. Participar de situações de movimento que estimulem o uso do freio inibitório. Participar de situações que possibilitem a definição da lateralidade. Participar de vivências lúdicas que contribuam para o desenvolvimento das habilidades motoras, tais como andar, correr, saltar, segurar, chutar, lançar, equilibrar-se, rolar, girar, entre outras). Promover o desenvolvimento motor perceptivo, especificamente a coordenação visomotora, ou seja, integrar o movimento do corpo com a visão. Construir, gradativamente, a noção de tempo e espaço. Participar de vivências que permitam a orientação no espaço em relação à objetos, pessoas ou ao próprio corpo, e a identificação de pontos de referência para se situar. Descrever, oralmente ou graficamente, pequenos trajetos ou pontos de referência localizados próximo da residência ou da unidade escolar. Participar de brincadeiras e jogos que favoreçam a socialização, cooperação, ajuda mútua e respeito entre os colegas. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 60 B ri n ca r A diversidade nas brincadeiras e brinquedos Jogo simbólico/ Faz de conta Brincadeiras em equipe Cantigas e parlendas Brincadeiras dirigidas Brincadeiras espontâneas Brincadeiras tradicionais e populares: brincadeiras de perseguir, procurar, pegar, correr, pular, atirar,de agilidade, destreza e força, de roda, de adivinhar e, com brinquedos construídos Jogos de regras Estimular o desenvolvimento da socialização e interação entre as crianças. Representar e simbolizar emoções, medos, crenças e contexto. Reconhecer valores que fazem parte da cultura e da sociedade atual e antiga. Expressar-se por meio da linguagem infantil. Comunicar sentimentos e ideias por meio de signos. Conhecer as brincadeiras em sua diversidade, ou seja, as diferentes maneiras de brincar e os diferentes brinquedos utilizados por crianças de contextos culturais e históricos. Representar objetos ausentes ou situações fictícias. Vivenciar diferentes papéis, para compreender e dar sentido ao mundo que a cerca. Estimular a verbalização e o processo de alfabetização por meio da ludicidade. Construir brinquedos que favoreçam o desenvolvimento da criatividade. Oportunizar situações que fomentem a autonomia em casos de conflitos interpessoais. Promover o autoconhecimento. Estimular o desenvolvimento cognitivo, linguístico, afetivo, físico-motor, social, espiritual e moral. Participar da elaboração de regras e da ressignificação de brincadeiras. Coordenar pontos de vistas diferentes. Estimular a habilidade de escuta. Entender a importância do cumprimento de regras. Resgatar historicamente brincadeiras tradicionais e populares, as quais fazem parte do patrimônio lúdico e constitui a cultura da infância. Matemática Eixo Conteúdos Objetivos de Aprendizagem Conceito de número; História dos números; Função social dos números; Sequência numérica; Classificação; Seriação; Ordenação; Formas geométricas básicas; Representação de quantidades; Participar de experiências lúdicas que envolvam a resolução de problemas matemáticos. Estimular o desenvolvimento do raciocínio lógico e do pensamento abstrato. Construir, gradativamente, o conceito de número. Conhecer a história dos números. Entender a função social dos números (como e porque são utilizados cotidianamente). Entender que os números apresentam uma sequência. Distinguir os objetos conforme determinadas características para, na sequência, agrupá-los. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 61 N o çõ es m a te m á ti ca s Sequência lógica dos fatos; Calendários e Relógios; Unidades de tempo; Representação gráfica dos números; Contagem dos números; Correspondência termo a termo ou correspondência biunívoca (combinação de números à quantidade); Noção do sistema de grandezas e medidas; Noção do sistema monetário brasileiro; Construção e leitura de gráficos simples. Ordenar e estabelecer as diferenças existentes entre determinados objetos, de maneira crescente ou decrescente, de acordo com suas características (peso, espessura, tamanho, cor). Reconhecer e nomear as formas geométricas (quadrado, triângulo, círculo e retângulo). Relacionar as formas geométricas com objetos ou instrumentos utilizados cotidianamente. Explorar agrupamentos que possibilitem desenvolver a noção de quantidades (mais, menos ou igual). Observar que os fatos apresentam uma sequência de acontecimentos, reconhecendo o que acontece antes e depois, ontem ou hoje. Observar a passagem do tempo em diferentes calendários e relógios. Estimular o desenvolvimento gradativo e mental da passagem do tempo. Criar noção das unidades de tempo (dias e semanas, manhã, tarde e noite). Realizar tentativas de representação gráfica dos números. Praticar, de maneira lúdica, a memorização da contagem oral dos números. Participar de vivências em que seja possível realizar a correspondência biunívoca/termo a termo, a qual ocorre quando cada elemento do primeiro conjunto corresponde a um elemento do segundo conjunto (exemplo: bonecas e camas, meninos e bonés, bonecas e vestidos). Construir noção do sistema de medidas simples (medidas não convencionais e convencionais – barbante, lápis/metros e quilos). Construir noção de grandezas (tamanho, largura, altura, distância, espessura). Estimular o desenvolvimento das noções de frente/atrás, perto/longe, abaixo/acima, pequeno/grande, cheio/vazio, maior/menor. Conhecer, por meio de atividades lúdicas, as cédulas e valores do sistema monetário brasileiro,relacionando-o com as vivências cotidianas. Participar da construção de gráficos simples, bem como da leitura dos mesmos. Ciências da Natureza Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem Características pessoais e corporais Cuidados pessoais e necessidades do corpo Conhecer e nomear as características pessoais e corporais. Conhecer e aguçar os sentidos (tato, audição, visão, paladar e olfato). Sistematização Curricular do Município de Concórdia 62 S er h u m a n o (higiene, alimentação, saúde, prevenção de acidentes, sexualidade, autonomia) Necessidades básicas de sobrevivência Fases do desenvolvimento humano Percepção corporal Autoconhecimento Valorizar a diversidade humana, considerando semelhanças e diferenças entre si e os demais colegas. Participar de atividades que envolvam o corpo e os cuidados pessoais. Explorar algumas necessidades básicas de sobrevivência do ser humano (moradia, alimentação, vestuário, laços afetivos). Conhecer as fases de desenvolvimento do ser humano. Estimular o desenvolvimento da liberdade e autonomia para o cuidado de si. Explorar algumas necessidades do corpo humano envolvendo saúde, alimentação, higiene, sexualidade e prevenção de acidentes. Comunicar, por meio do corpo, sensações, emoções, sentimentos e representações. Explorar movimentos com o corpo que permitam a descoberta dos diferentes modos de ocupação e uso do espaço com o corpo. Estimular o desenvolvimento de habilidades psicomotoras (coordenação motora fina e ampla, coordenação viso motora, freio inibitório, lateralidade, orientação espacial). Estimular o desenvolvimento de habilidades cognitivas (memorização, atenção, concentração). E u , a n a tu re za e a s tr a n sf o rm a çõ es Elementos da natureza; Relação do ser humano com a natureza; Preservação do meio ambiente; Elementos da natureza; Relação do ser humano com a natureza; Preservação do meio ambiente; Sustentabilidade; Noção de transformação: mudanças que ocorrem naturalmente x mudanças provocadas pela ação humana e suas respectivas consequências para os seres vivos; Fenômenos físicos. Relação entre diferentes elementos da natureza (animais, vegetação, clima...) Brincar, criar e representar personagens no faz de conta, em dramatizações, danças e reconto de histórias. Conhecer aspectos do ambiente em que vivem e suas características. Explorar os usos e a procedência de diferentes elementos e fenômenos da natureza. Conhecer aspectos do ambiente em que vivem e suas características. Explorar os usos e a procedência de diferentes elementos e fenômenos da natureza. Explorar objetos e materiais que apresentem propriedades e características físicas diversificadas. Despertar a curiosidade do como e o porquê das coisas. Oportunizar situações que contextualizem e estimulem práticas de cuidado e respeito do ser humano para com a natureza, especificamente a preservação do meio ambiente e a sustentabilidade. Observar os fenômenos físicos, as mudanças que ocorrem naturalmente e as que ocorrem pela ação humana na natureza. Observar os diferentes elementos que compõem a paisagem: montanhas, mar, campo, rios, vegetações, florestas. Verificar a relação existente entre os diferentes elementos da natureza (animais, vegetação, clima, entre outros). Sistematização Curricular do Município de Concórdia 63 Uso consciente dos recursos naturais: economia, reciclagem... Noção de espaço; Estações do ano; Natureza e cultura; Água; Curiosidades sobre animais e plantas; Estimular o uso consciente dos recursos naturais. Participar de vivências que mobilizem a preservação da natureza. Resolver problemas cotidianos envolvendo quantidades, medidas, dimensões, tempos, espaços, comparações, transformações, buscando hipóteses e explicações. Estimular o desenvolvimento da noção de espaço: em cima, embaixo, perto, longe, na frente, atrás, dentro, fora. Identificar as principais características das estações do ano, diferenciando-as. Conhecer a relação entre os fenômenos da natureza de regiões diferentes com os costumes, crenças e tradições dos grupos sociais e de pertencimento. Identificar a importância da água para a vida do Planeta (incluindo todos os seres vivos). Conhecer algumas características ou curiosidades de animais e plantas. Ciências Humanas Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem E u , o m u n d o s o ci a l, c u lt u ra l e h is tó ri co Identidade pessoal e coletiva; História de vida; Família e diferentes grupos sociais; O eu e os outros; Respeito à diversidade cultural (diferentes manifestações culturais, costumes, crenças e tradições); Diferentes grupos sociais: família, igreja, escola, clubes; Diferentes grupos étnico-raciais; Socialização; Valores; Regras de convívio; Tecnologias; Calendário (algumas datas comemorativas tradicionais, estações do ano, entre outros); Contato com manifestações do patrimônio cultural; Oportunizar situações que favoreçam a construção da identidade pessoal e coletiva. Conhecer a sua história de vida (nome, documentos, organização familiar). Conhecer diferentes grupos sociais e modos de vida, por meio de narrativas e do contato com outras culturas (alimentação, moradia, vestuário, costumes, educação, festividades, músicas, danças, concepção de infância, entre outros). Verificar a diversidade da constituição familiar; Entender e respeitar diferentes culturas e pontos de vista, contrários ou a favor de sua opinião. Conviver, de maneira harmônica, e respeitar as pessoas com deficiência, superdotação e transtornos globais do desenvolvimento, bem como os ritmos, interesses e desejos das outras crianças. Estimular o desenvolvimento da autonomia e o senso de autocuidado, solidariedade e o sentido do singular e do coletivo. Valorizar o eu, superando visões racistas, discriminatórias, desfazendo estereótipos. Conhecer e valorizar as contribuições das culturas afrodescendentes, indígenas, asiáticas, europeias, entre outras, para a constituição da nossa identidade (pessoal e/ou coletiva). Construir uma imagem positiva de si, fortalecendo a autoestima. Promover a socialização e o convívio com os outros. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 64 Rotina escolar: organização do tempo e espaço; Cultura da infância; Trânsito; Oportunizar situações que favoreçam a construção e prática de valores (amizade, empatia, tolerância, respeito, solidariedade). Construir e praticar as regras de convívio existentes na sala de aula, na unidade escolar, na sociedade. Inserir a criança no universo tecnológico, utilizando-o enquanto instrumento de socialização e pesquisa, bem como participando em jogos educativos. Construir noção dos motivos pelos quais comemoram- se algumas datas tradicionais, explorando o calendário. Oportunizar a participação em eventos escolares que ressaltem a cultura. Oportunizar situações que viabilizem o contato com manifestações do patrimônio cultural. Conhecer a rotina escolar, de modo a entender sua importância para a organização do tempo e do espaço, bem como para a adaptação. Contribuir para a criação, valorização e promoção dacultura da infância. Conhecer características do trânsito por meio de atividades lúdicas ou situações concretas, tendo em vista contribuir para a segurança pessoal e coletiva. REFERÊNCIAS ARRIBAS, Teresa Lleixà. Educação Infantil: desenvolvimento, currículo e organização escolar. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2004. BRASIL, Base Nacional Comum Curricular – BNCC- Documento Preliminar, versões 1 e 2. Brasília, 2015/ 2016. ______. Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica. Brasília, DF: MEC, SEB, DICEI, 2013. 562 p. ______. Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 1996. ______. Parâmetros Curriculares Nacionais: introdução aos parâmetros curriculares nacionais. Secretaria de Educação Fundamental. Brasília, DF: MEC/SEF, 1997. 126 p. CONCÓRDIA-SC. Prefeitura Municipal. Secretaria de Educação Sistematização Curricular da Rede Municipal de Concórdia-SC. – 2. ed. – Concórdia-SC : Progressiva, 2010. NOGUEIRA, Nilbo. R.. Pedagogia dos Projetos: uma jornada interdisciplinar ruma ao desenvolvimento das múltiplas inteligências. São Paulo: Érica, 2001. Apud Parecer CNE/CEB no07/2010. Op. cit., 2010. ESTRATÉGIAS PARA EDUCAÇÃO INFANTIL- PRÉ-ESCOLA Sistematização Curricular do Município de Concórdia 65 Gráfico das brincadeiras, construir regras das brincadeiras. Conhecer diferentes ritmos de músicas através de concentrações. Registro de experiências, passeios e visitas. Ouvir diferentes histórias, curtas, longas, contos de fadas, assombrações, originais e versões. Roda de conversa. Pesquisa de jornais e revistas. Combinados coletivos. Brincadeiras livres (para observar o desenvolvimento e dificuldades da turma), orientadas e organizadas com a intervenção do professor ou não, utilizando e organizando diferentes espaços: a sala, o parque, os corredores, o bosque, terrenos livres e limpos do bairro. Construir regras de convivência para cada brincadeira, diferenciando ou retomando regras estabelecidas. Utilizar livros, figuras ou desenhos. Dialogar sobre filmes e histórias, (re) contá-los. Brincadeira do telefone sem fio e telefone mudo. Realizar relatos orais e escritos. Uso do dicionário. Registro de experiências, passeios e visitas. Confecção de livrinho e mural informativo. Contato com a pesquisa utilizando revistas jornais, livros de referência, entrevistas, pesquisa na internet, em casa. Ouvir, contar e recontar diferentes histórias. Conhecer e reconhecer as manifestações folclóricas. Conhecer manifestações e músicas de outros povos/nações. Dramatizar histórias e lendas. Utilizar diferentes formas de registro valendo- se de músicas, jogos, passeios, fotografias, painéis, teatros e pesquisa. Criar rimas e poesias. Analisar informações e fatos em fotografias e gravuras. Contato com o mundo letrado utilizando diferentes estratégias. Sequência lógica de ideias. Realizar movimentos e deslocamentos da língua, posições variadas. Assoviar, assoprar, tirar sons de uma folha de papel. Prática de análise linguística Alfabeto como conjunto de letras. Relação fala e escrita. Formulação e analise de hipóteses de leitura e escrita. Utilização do computador e outras tecnologias. Participar de jogos dramáticos. Registro de receitas, informações. Registro de pequenos bilhetes de forma individual e/ou coletiva. Organização e construção de rotinas de comum acordo com o grupo. Registro de combinados tanto individual como coletivo, através de desenhos, textos coletivos, em cartaz, painel, vídeo. Utilização de jogos em que as regras estabelecidas sejam postas em prática. Analise coletiva das situações enfrentadas. Conhecer o grupo, as pessoas da escola, suas funções, diversificando formas de contato e registro. Formulando e reformulando conceitos. Como o ser humano é: Desenhar as partes do corpo. Brincadeiras envolvendo as partes do corpo. Cantigas sobre o corpo. Desenhar o corpo inteiro com cada nome dos membros. Jogos de quebra cabeça sobre o corpo humano. Esquema corporal. Brincadeiras envolvendo o esquema corporal. Trabalhar atividades de ritmo, associando o bater palmas com o caminhar (coreografias). Trabalhar situações de deslocamentos do corpo na imobilidade e mobilidade. Ex: rolar no chão, ficar estático, mudar de posição. Contornar as partes do corpo no chão, papel, parede e quadro. Completar com detalhes, identificando-os nos próprios desenhos. Registros fotográficos e audiovisuais sobre as partes do corpo, através de coreografias e musica o reconhecimento dos componentes e das funções do corpo a partir do outro. Alimentação: Realizar diferentes experiências com sementes da região. Gráficos dos resultados após a fruta plantada. Percepção do tempo da colheita e plantio. Pesquisa com frutas e alimentos para explorar as vitaminas. Recorte e colagem com exploração de receitas, envolver a família. Melhoramentos genéticos em alimentos. Hábitos alimentares e saúde. Gastronomia da região. O cardápio da escola. Qualidade de vida. Desenvolvimento sustentável (rua, bairro, cidade). A criança enquanto sujeito: Utilização com fotos e nomes construindo um cartaz de presença, valorizando a chegada e a saída das crianças. Pesquisa do nome e sobrenome e história da criança. Autorretrato. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 66 Músicas com o nome das crianças e colegas. História da criança (nome, família, diferentes constituições familiares), documentos pessoais ( registro de nascimento, carteira de identidade, livro da vida, carteirinha da biblioteca). A casa de cada criança (modelo, cor, arquitetura, pontos de referencia, maquete). Passeio pelo bairro e centro da cidade. Exploração de fotografias antigas e atuais, livros e pinturas, observando costumes, vestuário, alimentação. Construção de linha do tempo através de fotografias, desenhos ou outros materiais ilustrativos, percebendo os fatos históricos que influenciam a vida do homem. Pesquisa em biblioteca, internet, livros, jornais e outros materiais. Conhecer as diferentes etnias que compõe o município e sua origem. Exploração de mapas. Criação de maquetes e planta baixa da estrutura em que cada criança reside, localização do sol, pontos de localização. Historicidade dos fatos; entrevistas com moradores antigos e atuais. Visita ao museu. TV, DVD, vídeo, internet aprender a utilizá-las Jogos e brincadeiras dirigidos: lógicos, da memória, quebra-cabeça, dominó, trilha, jogo da velha, ludo, gato e rato, amarelinha, jogo de varetas, UNO, massa de modelar, argila, jogos de encaixe, boliche, peteca. Problematizações orais, com material concreto, manusea-lo. Analisar, construir hipóteses. Recorte e colagem/desenho. Brincar com blocos lógicos - montar e desmontar, materiais concretos. Utilizar pneus, almofadas para auxiliar a sentar e trabalhar na reutilização de materiais recicláveis. Utilizar caixas de vários tamanhos para as crianças brincarem explorarem dentro/ fora, grande/ pequeno, em cima /embaixo. Adivinhas matemáticas e lógicas. Construir diferentes gráficos usando número do sapato, altura, peso, número de pessoas na família, entre outras. Exploração do calendário e da sequencia de cardápio na escola.Organização de pauta ou agenda de atividades. Cantar diferentes músicas observando escala de tempo, ritmo, tom, harmonia. Brincar com materiais que tenham diferentes texturas. Realizar passeios de observação verificar formas, cores, diferentes tamanhos. Organizar e seriar. Registrar estas atividades com linguagem matemática. Exploração de receitas: medidas e quantidades Usar diferentes formas de registro para discutir o pensamento lógico matemático. Registro de quantidades e procedimentos. Pesquisa sobre a construção da ideia de registro de quantidades e valores. A criança e o movimento Trabalhar atividades de relaxamento com música. Brincadeiras com os olhos vendados para estimulo dos sentidos. (audição, visão, olfato, paladar). Organizar e reorganizar espaços de brincadeiras e atividades físicas. Mímicas, rir, fazer caretas, piscar. Brincadeiras ritmadas: vivo e morto, dança da laranja, batata quente, limão de mão em mão, ovo choco. Organizar e reestruturar espaços localizando-se e situando-se. Promover circuito onde a criança corra, pule sobre obstáculos, ande de motoca, passe no minhocão. Criar obstáculos com diferentes materiais (circuito). Brincar com bolas, cordas, bambolês, colchonetes, túneis, objetos que permitam variados movimentos. Trabalhar com diferentes tipologias musicais explorando os movimentos através da expressão corporal. Colocar objetos dentro de outro, cubos de encaixe, caixas, potes de diversos tamanhos. Rasgar, picar, amassar, dobrar, contornar, fazer e desfazer nós e manusear objetos. Trabalhar diferentes texturas com os pés descalços sobre botões, grama, lixa, cordas, tacos, areia, farinha, sagu. Pegar objetos com o auxilio dos pés. Desenvolver atividades de equilíbrio estático (permanência em pé, sentado, deitado, em diferentes apoios), dinâmicos (movimentos locomotores, equilíbrio recuperado). Desenvolver atividades de marchas, corridas, saltos, movimentos ritmados. Diferenciar direita, esquerda, mãos e pés. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 67 ANOS INICIAIS - ENSINO FUNDAMENTAL 1º ANO O trabalho pedagógico no 1º ano do Ensino Fundamental deve levar em conta as especificidades da infância e o caráter histórico do desenvolvimento humano, pois se considera a criança como um sujeito que pensa, age, se comunica, que constrói saberes e os socializa a partir das interações que estabelece com seus pares. Desta forma, o trabalho pedagógico nesta etapa da escolarização precisa, necessariamente, dar continuidade ao desenvolvido na Educação Infantil, ou seja, considerar a ludicidade como metodologia para a alfabetização e o letramento, visto que no ato de brincar a criança desenvolve a criatividade, a imaginação, o raciocínio lógico, a psicomotricidade, ou seja, “[...] através do brinquedo, a criança aprende a atuar numa esfera cognitiva que depende das motivações internas” (REGO, 1995). A centralidade na aprendizagem na disciplina de Língua Portuguesa, nesta etapa da escolaridade, se refere à apropriação do sistema de escrita alfabético que contempla o conhecimento das letras do alfabeto, a compreensão dos princípios de funcionamento do sistema e o domínio das correspondências entre letras ou grupo de letras e seu valor sonoro. Esse processo se dá a partir da mediação, ou seja, a interação com o outro que pode se configurar na pessoa do professor, colega ou material didático. Neste processo, a aprendizagem se efetiva, pois a criança tem a oportunidade de interagir dialeticamente com o objeto de conhecimento de forma autônoma e crítica. Vale ressaltar que o processo de alfabetização precisa estar articulado à aprendizagem da leitura e produção de textos, tendo em vista que a leitura e a escrita é que proporcionam o acesso aos bens culturais e a compreensão dos conteúdos das demais áreas do conhecimento, além de significar também o acesso aos veículos onde o conhecimento se encontra registrado – entre eles, o livro. Para Saviani (2008), A escola existe, pois, para propiciar a aquisição dos instrumentos que possibilitam o acesso ao saber elaborado, bem como o próprio acesso aos rudimentos desse saber. As atividades da escola básica devem organizar-se a partir desta questão. Se chamarmos isso de currículo, poderemos então afirmar que é a partir do saber sistematizado se estrutura o currículo da escola elementar. Ora, o saber sistematizado, a cultura erudita, é uma cultura letrada. Daí que a primeira exigência para o acesso a esse tipo de saber seja aprender a ler e a escrever. Partindo desse pressuposto, fica eminente a necessidade de proporcionar às crianças inúmeras experiências relacionadas à leitura, à oralidade, à escrita e à análise Sistematização Curricular do Município de Concórdia 68 linguística. Para tanto, o contato com a diversidade de gêneros textuais é imprescindível. Deste modo, o investimento no trabalho a partir do uso dos gêneros textuais, estará facilitando a apropriação dos usos da língua. Neste ponto, é importante lembrar que o professor por adotar um livro ou mesmo por produzir ou selecionar os textos, transforma-se, necessariamente, no corresponsável pelo ensino e encaminhamento para tornar o aluno leitor e escritor. Assim, pode-se inferir que vários gêneros textuais podem ser trabalhados nesta etapa da escolarização como instrumento de leitura e produção de textos, dentre eles: Textos literários ficcionais: contos, lendas, fábulas... Textos do patrimônio oral, poemas e letras de músicas: trava-línguas, parlendas, quadrinhas, adivinhas, provérbios. Textos com a finalidade de divulgar produtos e/ou serviços - e promover campanhas educativas no setor da publicidade: cartazes educativos, anúncios publicitários, placas, faixas, rótulos. Textos com a finalidade de orientar a organização do tempo e do espaço nas atividades individuais e coletivas necessárias à vida em sociedade: agendas, cronogramas, calendários, quadros de horários, folhinhas e os mapas. Textos epistolares utilizados para as mais diversas finalidades: cartas pessoais, bilhetes... Textos não verbais: histórias em quadrinhos só com imagens, charges, pinturas, esculturas e algumas placas de trânsito. É pertinente salientar que a organização escolar e o desenvolvimento das linguagens precisam permitir às crianças a expressão da pluralidade de saberes, sua diversidade de raça e etnia, de gêneros, de valores morais e religiosos, de sentimentos, desejos e fantasias, pois a criança se constitui nas relações existentes nos grupos sociais em que está inserida. No que se refere ao ensino da matemática, vale ressaltar que as crianças que ingressam no 1º ano do Ensino Fundamental trazem consigo noções informais sobre numeração, medida, espaço e forma, construídas em sua vida cotidiana, posto que, observam a mãe fazendo compras, os horários das atividades da família, os cálculos que elas mesmas fazem na soma de pontos de um jogo, controle de quantidade de brinquedos e até mesmo as referências que conseguem estabelecer quando estão Sistematização Curricular do Município de Concórdia 69 próximos ou distantes de algo, serão transformadas em objeto de reflexão em suas primeiras atividades escolares. Vigotski apud Gasparin (2009) afirma Em essência a escola nunca começa no vazio. Toda aprendizagem com que a criança se depara na escola tem sempre uma pré-história. Por exemplo, a criança começa estudar aritmética na escola. Entretanto, muito antes de ingressar na escola ela já tem certa experiência no que se refere a quantidade: já tevea oportunidade de realizar essa ou aquela operação, de dividir, de determinar grandeza, de somar, de diminuir (...) a aprendizagem escolar nunca começa no vazio, mas sempre se baseia em determinado estágio de desenvolvimento, percorrido pela criança antes de entrar na escola. Desta forma, compreendendo a alfabetização num sentido amplo, pode-se inferir que o processo de apropriação de práticas sociais em que a escrita tem um papel decisivo, o professor precisa assumir o compromisso de desenvolver uma ação pedagógica que, a partir da bagagem de conhecimento que a criança traz consigo, auxilie a criança a compreender os modos como essa sociedade se organiza, descreve, aprecia e analisa o mundo. Para tanto, o ensino da Matemática, além se preocupar com práticas diversificadas de leitura e escrita, precisa contemplar as relações de espaço e forma, processos de medição, registro e uso de medidas, bem como estimular as estratégias de contagem, reunião, organização, abstração, composição e decomposição, análise de informação, comparação e ordenação. Para Viana e Rolkouski apud Brasil (2014), “os alunos no ciclo de alfabetização possuem entre 06 e 08 anos de idade e, portanto, são crianças. (...) E, ainda que muitos pensem ao contrário, não desejamos que pensem como adultos; queremos sim contribuir para ampliar suas possibilidades de entendimento de mundo”. Neste contexto, é importante destacar que o ato de brincar pode ser um mediador do conhecimento e de representações sociais da Linguagem, da Matemática, das Ciências Sociais e Naturais e, por consequência, o brincar pode se tornar uma importante estratégia de ensino, pois reproduz o contexto sociocultural e destaca-se como fonte primeira de produção de conhecimento do aluno. Por fim, é imprescindível salientar que o ato de ler e escrever precisa permear todas as áreas do conhecimento que podem ser trabalhadas numa perspectiva interdisciplinar, pois, sem dúvida a alfabetização é uma condição necessária à formação do cidadão autônomo capaz de buscar o conhecimento e ter necessidade dele, participar ativamente do meio social buscando a sua transformação. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 70 Língua Portuguesa Eixo Conteúdo Objetivos de aprendizagem A n á li se l in g u ís ti ca Direcionamento da escrita Relação fonema/ grafema Ordem alfabética Diferentes tipos de letras Análise fonológica (sílabas) Sonoridade das palavras: rimas Composição silábica Escrita de palavras, frases e textos R e RR associados ao regionalismo Compreender a ordem e direcionamento da escrita. Compreender o funcionamento do sistema de escrita alfabética. Escrever o próprio nome e utilizá-lo como referência para escrever e ler outras palavras, construindo a correspondência fonema/grafema. Reconhecer e nomear as letras do alfabeto. Diferenciar letras de números e outros símbolos. Conhecer a ordem alfabética e seus usos em diferentes gêneros. Conhecer o uso de variados tipos de letras, de suportes e instrumentos de escrita (papel, lápis/caneta, tela/teclado). Reconhecer diferentes tipos de letras em textos de diferentes gêneros e suportes textuais. Usar diferentes tipos de letras em situações de escrita de palavras e textos. Compreender que as palavras diferentes compartilham certas letras. Perceber que palavras diferentes variam quanto ao número, repertório e ordem de letras. Realizar análise fonológica de palavras, segmentando-as oralmente em unidades menores (partes de palavras, sílabas) identificando rimas, alterações, observando a função sonora que os fonemas assumem nas palavras, relacionando os elementos sonoros com sua representação escrita. Reconhecer palavras em textos, a partir de alguns índices sonoros e suas correspondências gráficas. Segmentar oralmente as sílabas de palavras, e comparar as palavras quanto ao tamanho. Identificar semelhanças sonoras em sílabas e em rimas. Reconhecer que as sílabas variam quanto à sua combinação entre consoantes e vogais (CV, CCV, CVV, CVC, V, VC, VCC, CCVCC) e que as vogais estão presentes em todas as sílabas. Ler, ajustando a pauta sonora ao escrito. Dominar as correspondências entre as letras ou grupos de letras e seu valor sonoro, de modo a ler e escrever palavras e textos. Compreender que as alterações na ordem escrita dos grafemas provocam alterações na composição da palavra. Ler palavras e textos, apoiando-se em imagens. Após leitura silenciosa, ler oralmente textos familiares e curtos (títulos de histórias, manchetes, quadrinhas, entre outros). Escrever palavras e textos, segundo sua compreensão do sistema alfabético, ainda que não convencionalmente. Reconhecer palavras e frases frequentes em textos, sem a necessidade de decodificação. Usar o R e RR aplicado ao regionalismo. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 71 Discursividade, Textualidade e Normatividade Gêneros textuais Coesão textual Relação fonema/grafema Letra maiúscula e minúscula Segmentação de palavras em textos Analisar adequações de um texto (lido, escrito ou escutado) aos interlocutores e à formalidade do contexto ao qual se destina. Conhecer e usar diferentes suportes textuais, tendo em vista suas características: finalidade, esfera de circulação, tema, forma de composição, estilo, etc. Reconhecer gêneros textuais e seus contextos de produção. Conhecer e usar palavras ou expressões que retomam coesivamente o que já foi escrito (pronomes pessoais, sinônimos e equivalentes). Conhecer e fazer uso das grafias de palavras com correspondências regulares diretas entre letras e fonemas (P, B, T, D, F, V). Identificar e fazer uso de letra maiúscula e minúscula nos textos produzidos, segundo as convenções, adequando ao nível da turma. Segmentar palavras em textos. O ra li d a d e Debates Situações de escuta e fala (contação de histórias, bilhetes...) Produção de textos orais: entrevistas, narrativas, relatos de experiências... Textos de tradição oral: lendas, trava- línguas, adivinhas, parlendas... Participar de interações orais em sala de aula, questionando, sugerindo, argumentando e respeitando os turnos de fala. Escutar com atenção textos de diferentes gêneros, sobretudo os mais formais, comuns em situações públicas. Produzir textos orais de diferentes gêneros (entrevistas, narrativas, relatos de experiência e passeios de estudo). Valorizar os textos de tradição oral, reconhecendo-os como manifestações culturais. P ro d u çã o d e te x to s Produção de textos coletivos Vocabulário adequado ao gênero Produção de textos individuais (frases, textos de memória, relatos, narrativas...) Revisão de textos Planejar a escrita de textos considerando o contexto de produção: organizar roteiros, planos gerais para atender a diferentes finalidades, com ajuda de escriba e/ou com autonomia. Produzir textos de diferentes gêneros, atendendo a diferentes finalidades, por meio da atividade de um escriba e/ou com autonomia. Utilizar vocabulário diversificado e adequado ao gênero e às finalidades propostas. Revisar coletivamente os textos durante o processo de escritaem que o professor é o escriba, retomando as partes já escritas e planejando os trechos seguintes. Diferentes tipologias textuais Finalidade dos textos Ler textos não verbais, em diferentes suportes. Compreender textos lidos por outras pessoas, de diferentes gêneros e com diferentes propósitos. Reconhecer finalidade de textos lidos pelo professor ou pelas crianças. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 72 Matemática Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem G eo m et ri a Localização de pessoas e objetos no espaço (pontos de referência, lateralidade, localização, direcionamento) Figuras geométricas planas Noções de figuras geométricas espaciais (cubo, bloco retangular, pirâmide, cone, cilindro e esfera) Função social do número Relação número e quantidade Identificar e descrever deslocamentos e localização de pessoas e objetos no espaço, considerando pontos de referência, desenvolvendo noções de tamanho, lateralidade, localização, direcionamento, de sentido e de vistas (direita e esquerda, frente e atrás, embaixo e em cima); Descrever, comparar e classificar verbalmente figuras geométricas planas por características comuns, apresentadas em diferentes posições. Elaborar noções de representações de figuras geométricas espaciais, como: cubo, bloco retangular, pirâmide, cone, cilindro e esfera, relacionando-as com objetos do mundo físico. Identificar números nos diferentes contextos em que se encontram em suas diferentes funções: indicador de quantidades de elementos, medidas de grandezas (2 quilos, 3 dias), indicador de posição (número ordinal) e códigos (número de telefone, placa de carros...). Sucessor e antecessor Unidade e dezena Utilizar diferentes estratégias para quantificar e comunicar quantidades de elementos de uma coleção, utilizando a linguagem oral, o numeral correspondente e/ou registros não L ei tu ra L ei tu ra Informações explícitas no texto Leitura oral Intertextualidade Textos verbais e não verbais Manuseio de livros diversos Localizar informações explícitas nos textos de diferentes gêneros, temáticas, lidos pelo professor ou outro leitor experiente, ou ainda com autonomia. Ler textos, em voz alta (poemas, canções, tirinhas, textos de tradição oral, dentre outros), construindo autonomia na leitura. Realizar inferências em textos de diferentes gêneros e temáticas, lidos pelo professor ou outro leitor experiente ou ainda com autonomia. Estabelecer relações lógicas entre partes de textos de diferentes gêneros e temáticas, lidos pelo professor ou outro leitor experiente, ou ainda com autonomia. Apreender assuntos/temas tratados em diferentes gêneros, lidos pelo professor ou outro leitor experiente, ou ainda com autonomia. Interpretar frases e expressões em textos de diferentes gêneros e temáticas, lidos pelo professor ou outro leitor experiente, ou ainda com autonomia. Relacionar textos verbais e não verbais, construindo sentidos. Manusear adequadamente livros didáticos e de literatura, e outros suportes frequentes no contexto social. Compreender a necessidade de organização do cantinho de leitura. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 73 N ú m er o s e o p er a çõ es Situações problemas de adição e subtração Dúzia, meia dúzia Dezena e meia dezena convencionais. Associar a denominação do número a sua respectiva representação simbólica. Identificar posição de um objeto ou número numa série, explicitando a noção de sucessor e antecessor. Comparar ou ordenar quantidades por contagem, pela formulação de hipóteses sobre a grandeza numérica, pela identificação de quantidades de algarismos e da posição ocupada por eles na escrita numérica (unidade e dezena). Compor e decompor números. Resolver e elaborar problemas de adição e subtração em linguagem oral (com o suporte de imagem ou material de manipulação) com os significados de juntar, acrescentar, separar, retirar, comparar e completar quantidades, utilizando estratégias próprias (por meio de desenho, decomposição numérica ou oralmente). Reconhecer termos como dúzia e meia dúzia, dezena e meia dezena. G ra n d ez a s e m ed id a s Sistema de medidas: comprimento, massa, capacidade e tempo. Sistema monetário: cédulas e moedas brasileiras. Estimar, realizar e comparar medições de comprimentos horizontais, verticais e de contornos formados por linhas retas, utilizando unidades de medida não convencionais (ex: palmo, passo, lápis, pedaço de barbante). Comparar objetos, sem o uso de medidas convencionais, para identificar: maior, menor, igual, mais alto, mais baixo, mais comprido, mais curto, mais grosso, mais fino, etc. Comparar grandezas de mesma natureza, por meio de estratégias pessoais e uso de instrumentos de medidas conhecidos (fita métrica, balança, recipientes de um litro, etc). Identificar ordem de eventos em programações diárias, usando palavras como antes e depois. Elaborar noções de unidades de tempo (dia, semana, mês, ano) e estabelecer relações entre elas. Reconhecer cédulas e moedas que circulam no Brasil e de possíveis trocas entre cédulas e moedas em função de seus valores em experiências com dinheiro em brincadeiras ou em situações de interesse da criança. Introduzir leitura de horas nas situações cotidianas do espaço escolar (hora do recreio, início da aula, final da aula...). T ra ta m en to d a in fo rm a çã o Tabelas simples Gráficos de barras Anúncio Propagandas Ler, interpretar e transpor informações em diversas situações e diferentes configurações (do tipo: anúncios, gráficos, tabelas, propagandas), utilizando-as na compreensão de fenômenos sociais e na comunicação, agindo de forma efetiva na realidade em que vivem; Formular questões sobre aspectos familiares, cotidianos, que gerem pesquisas e observações para coletar dados quantitativos e qualitativos; Coletar, organizar, classificar, ordenar e construir representações próprias para a comunicação de dados coletados, interpretando e elaborando listas, tabelas simples e gráficos de barras, a fim de divulgar a informação obtida. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 74 Ciências Naturais Eixo Conteúdos Objetivos da aprendizagem A m b ie n te e s er es v iv o s Plantas: partes da planta, utilidades, necessidades Animais: habitat, necessidades, domésticos e selvagens, classificação: vertebrados e invertebrados. Práticas de investigação Identificar processos de transformação de materiais que ocorrem no dia a dia. Representar, por meio de desenhos, processos de transformação de materiais. Ex: Observação do apodrecimento de uma fruta, aparecimento de mofo, germinação das sementes. Reconhecer as partes da planta, suas necessidades e utilidades (INTRODUZIR). Reconhecer diferentes habitat dos animais, bem como suas necessidades. Ter noções da classificação dos animais vertebrados e invertebrados atendendo sua curiosidade (INTRODUZIR). B em e st a r e sa ú d e Noções de sistemas que compõem o corpo humano; Órgãos dos sentidos; Alimentação; Higiene; Atividade físicae prevenção de doenças. Identificar as principais partes do corpo humano, reconhecendo seu esquema corporal e as relações entre as partes que o compõem (introduzir). Reconhecer a importância da alimentação saudável desenvolvendo bons hábitos alimentares. Reconhecer etapas de transformação de materiais e fazer perguntas sobre o que está ocorrendo. Ex: Acompanhar processos de produção de alimentos (bolo, pão...). Compreender a interação com o meio em que se vive por meio dos sentidos. Fazer comparações entre as diferentes características físicas e de capacidades - contexto dos colegas (altura, cor dos olhos, necessidades especiais), reconhecendo que estas dependem das nossas condições físicas e de saúde. Expressar por desenhos e encenações diferentes possibilidades de empregos dos sentidos. Reconhecer que as sensações das interações do cotidiano são diferentes entre indivíduos. Ex: Apresentação de fotos e objetos que provocam sensações diferentes: medo, carinho, angústia... Reconhecer símbolos e gestos que representam nossas sensações em situações cotidianas, bem como práticas e cuidados pessoais de higiene. Reconhecer a importância da participação no meio social para prevenção de doenças epidemiológicas (dengue, gripe). P re se rv a çã o e c o n - se rv a çã o a m b ie n ta l Destino correto de resíduos produzidos na escola e na família; Utilidade e preservação. Reconhecer a importância do descarte adequado de lixo doméstico, relacionando-o a cuidados com a saúde. Observar e classificar os diferentes tipos de resíduos produzidos pela escola e pela família. Reconhecer materiais de uso cotidiano identificando do que são feitos e como são utilizados nas atividades humanas. Compreender a necessidade do uso consciente da água e a preservação dos mananciais. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 75 Ciências Humanas- História Eixo Conteúdo Objetivos de aprendizagem S u je it o s e g ru p o s so ci a is RELAÇÃO HOMEM SOCIEDADE Sujeito e identidade (eu e o outro) História de cada um Diferentes constituições familiares Escola Representações do tempo Direitos e deveres Família Política e cidadania Exercitar a curiosidade, a socialização e o registro de vivências e situações cotidianas por meio de rodas de conversas, desenhos, relatos orais ou escritos. Apresentar, manipular e discutir sobre objetos e sobre documentos pessoais como fontes e suporte na produção de memória. Compreender que as normas de convivência existentes nas relações familiares são construídas e reconstruídas temporal e espacialmente, bem como diferenciadas. Reconhecer a história da escola, identificando mudanças nos espaços, além de compreenderem o respeito nas relações. Identificar o nome e o sobrenome como elementos de construção da identidade, reconhecendo-se como membro de um grupo social que tem uma história constituída e reconstruída nas relações sociais. Identificar as várias formas de organização familiar aprendendo a respeitar e acolher as diversas configurações que as famílias podem ter. Definir coletivamente regras de convivência no espaço escolar enquanto prática de participação cidadã. Ciências Humanas - Geografia Eixo Conteúdo Objetivos de aprendizagem S u je it o e o m u n d o RELAÇÃO TEMPO- ESPAÇO Espaços de convivência: família e escola O lugar e o mundo Trânsito Meios de transporte Meios de comunicação Linguagens e o mundo Responsabilidade e o mundo Reconhecer-se como sujeito como parte integrante dos lugares de vivência e dos diversos grupos sociais aos quais pertence. Descrever as características da paisagem local e fazer comparações. Conhecer e valorizar as relações entre as pessoas e o lugar: os elementos da cultura, as relações afetivas e de identidade com o lugar onde vive. Identificar as razões e os processos pelos quais os grupos locais e a sociedade transformam a natureza ao longo do tempo, observando as técnicas e as formas de apropriação da natureza e seus recursos. Construir referenciais espaciais para observação e posicionamentos a partir da corporeidade. Exercitar a imaginação elaborando registros e linguagens variadas, sobre lugares, pessoas, fenômenos, fatos geográficos e grupos sociais a partir de obras artísticas, literárias, brincadeiras e jogos. Desenvolver atitudes cuidadosas e solidárias com as outras pessoas e com os lugares de vivências, como: casa, escola e trânsito. Conhecer os meios de transporte e comunicação, bem como as suas utilidades nos espaços de vivência. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 76 Ciências Humanas - Ensino Religioso Eixo Conteúdo Objetivos de aprendizagem S er h u m a n o Relações familiares e sociais Respeito às diferenças Valores Diferenças e igualdades Regras de convivência Direitos e deveres Perceber-se como pessoa dependente de outras pessoas e das relações que se estabelecem no coletivo familiar, escolar, na instância religiosa, comunitária e no meio ambiente. Reconhecer que o “eu” estabelece relações com a natureza e com a sociedade mediadas pelo corpo, pelas linguagens e pelas especificidades histórico-sociais. Reconhecer-se como membro de um núcleo de convivência familiar e de organizações sociais, onde coexistem diferentes corporeidades, identidades, crenças, práticas, costumes, cada qual com suas necessidades, sentimentos, desejos, opções, sonhos, carências, fragilidades e potencialidades. Entender as singularidades constituintes dos seres humanos, que conferem dignidade, independente de suas diferenças físicas, étnicas, culturais, religiosas, de posição social, de modos de ser e de se apresentar. Perceber que tanto o “outro” quanto o “eu” possuem sentimentos, lembranças, memórias, símbolos, valores, saberes e crenças que se constituem como referências para a construção da identidade pessoal e coletiva, e que merecem consideração e reconhecimento. Sugestões de estratégias pedagógicas Leitura de diferentes tipos de textos (cantigas, anúncios, classificados, poesia, notícias, cartas, bilhetes, paródias e instruções); Trabalho com rótulos, nomes; Listas (mesmo grupo semântico); Relação entre a realidade e a fantasia nas histórias; Textos de memória; (situações de intercâmbio oral: Falar e ouvir / formulação de hipóteses de leitura e escrita); Histórias em quadrinhos; Análise e registro de programas infantis (desenhos animados) e imagens televisivas; Registros, textos dos alunos, bilhetes, avisos da escola (formalidade x informalidade); Descrições de cenas cotidianas e imaginárias; Análises de reportagens jornalísticas; Dramatização de histórias e análise de grupos; Gravar a fala da criança (diferença da fala e da escrita); Registro, comparações de diferentes formas de dizer a mesma coisa com palavras diferentes; Ler, ouvir, contar histórias; Escrever e reescrever pequenos textos, paródias, intertextos sobre mesma temática; Produção em diversas tipologias: científicos, poéticos, narrativos; Construções de gráficos; Confecções de cartazes; Relatos do dia a dia, pauta da aula, quantia de meninos e meninas que estão na sala; Transcrição de imagens; Cantigas, orações, relatos, regras de jogo, brincadeiras e experiências; Receitas (confecções de alimentos,tintas); Literatura infantil, contos tradicionais e clássicos e histórias contemporâneas; Analisar diferentes obras de arte: focos, imagens, inter-relação, o que representa; Textos de memória: Cantigas, trava-línguas, parlendas; Produção de livrinhos; Reescrita de textos; Diferentes tipos de texto coletivo: relatos, bilhetes, cartas, poesias, paródias; Narrações: recontar histórias ouvidas, filmes, fazer e contar pequenas pesquisas; Relatórios de experiências, de visitas ou passeios; Sistematização Curricular do Município de Concórdia 77 Laboratório de informática: Utilizar o editor de textos para ditados, formação de frases e produções de pequenos textos; Diferentes formas de cruzadas (com lista, quantia de letras, com desenhos); Diferentes tipos de ditados; Trabalho com: rótulos, placas, caça-palavras, símbolos, parlendas, outdoors, cartas enigmáticas, agenda, construção de alfabeto de rótulos, acrósticos, adivinhas, trava-língua; Hipótese de escrita (gramatical); Reestruturação de textos de diferentes tipologias; Reestruturação de frases; Escrita, reescrita, reestruturação e segmentação de textos em diferentes tipologias. Relação espaço e tempo; Linha do tempo com fotos desde o nascimento até os dias atuais; Linha do tempo com fotos da comunidade - antigas e atuais; Confecção de cartazes sobre um determinado aspecto físico da comunidade (rio, por exemplo), antigamente e hoje; Confecção de livro baseado nas histórias: Ninguém é igual a ninguém, “O lúdico no conhecimento do ser” Otero/Regina Renno; Árvore genealógica; Histórias sobre famílias; Painéis com gravuras de diferentes constituições familiares; Uma família parecida com a da gente - autora: Rosa Amanda Strausz; Um Amor de Família- autor: Ziraldo; As famílias do mundinho- autora Ingrid; O livro da família TOOD. Música: Gente Tem Sobrenome, Toquinho. -Pintores que retrataram famílias: Tarsila do Amaral; Botero; Picasso; Lasar Segall; Portinari; Romero Britto; Linha do tempo com fatos marcantes da história da comunidade; Visita ao Museu; Pesquisa das variadas profissões existentes na comunidade e confecções de gráficos; Maquete da casa, da comunidade, do entorno, da escola; Textos informativos sobre atualidades; Localização da comunidade nos mapas (município, estado, país, mundo); Paródias; Entrevistas com moradores antigos da comunidade; Pesquisa sobre diferentes formas de lazer da comunidade: como os pais brincavam? Como as crianças brincam hoje? Confecção de brinquedos de antigamente. Painéis coletivos com gravuras demonstrando os meios de transportes antigos e atuais; Confecção de meios de transportes com material de sucata; Passeio para identificar as principais ruas da comunidade, observar placas e sinalizações de trânsito existentes na comunidade; Dramatizações demonstrando postura correta enquanto pedestre, passageiro, ciclista; Confecção de jogo para percorrer certo caminho, obedecendo a sinalização; Visita à FABET; Pesquisas na internet; Visita ao correio; Pesquisa com os avós para saber como era a forma de produção antigamente; Visita ao Memorial Atílio Fontana (máquinas antigas); Confecção de maquete do meio rural e urbano. REFERÊNCIAS BRASIL. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. Pacto nacional pela alfabetização na idade certa: apresentação. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. -- Brasília: MEC, SEB, 2014. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 78 BRASIL. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. Pacto nacional pela alfabetização na idade certa:o trabalho com os diferentes gêneros textuais na sala de aula : diversidade e progressão escolar andando juntas: ano 03, unidade 05 / Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. -Brasília : MEC, SEB, 2012. BRASIL, Base Nacional Comum Curricular – BNCC- Documento Preliminar, versões 1 e 2. Brasília, 2015/ 2016. CONCÓRDIA-SC. Prefeitura Municipal. Secretaria de Educação Sistematização Curricular da Rede Municipal de Concórdia-SC. – 2. ed. – Concórdia-SC : Progressiva, 2010. GASPARIN, J. L. Uma didática para pedagogia histórico-crítica. 5ª ed. Campinas – SP: Autores Associados, 2009. REGO, T. C. Vygotsky: uma perspectiva histórico-cultural da educação. 13ª ed. Petrópolis: Vozes, 2002. ROMÃO, J. LIMA, I. C. (org.) Multiculturalismo e a pedagogia multirracial e popular. Série Pensamento Negro em Educação – Vol. 8. Florianópolis, SC: Atilende, 2009. SAVIANI, D. Pedagogia histórico-crítica: primeiras aproximações. 10ª ed. Campinas, SP: Autores Associados, 2008. SILVA, E.T. da. O ato de ler: fundamentos psicológicos para uma nova pedagogia da leitura. 8ª ed. São Paulo: Cortez, 2000. ZOTTI, S. A. Sociedade, educação e currículo no Brasil: dos jesuítas aos anos 1980. Campinas, SP: Autores Associados, 2004. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 79 Anos Iniciais - Ensino Fundamental 2º ANO Um dos desafios que se apresenta aos professores do 2º ano é compreender a educação como prática social que visa o desenvolvimento de cidadãos conscientes, autônomos, emancipados e capazes de transformar a realidade cumprindo o seu papel de cidadão no mundo, como Rodrigues (1986, p. 81) já nos dizia, “possibilitar à todos a compreensão elaborada da realidade social, política e econômica do momento vivido pelos educandos; o desenvolvimento de suas habilidades intelectuais e físicas para a intervenção nessa realidade, e a posse da cultura letrada e dos instrumentos mínimos para o acesso às formas modernas do trabalho [...]”. Desta forma, aprender significa estabelecer relações dos diversos ramos da ciência com o cotidiano, de forma a possibilitar a reflexão, análise e síntese. Segundo Vygotsky (1984, p. 101), “a compreensão é evidenciada quando o aluno consegue transpor o conteúdo escolar para explicar cientificamente os fenômenos com os quais se depara diariamente, ou seja, quando o pensamento ascende ao concreto”. A escola enquanto instituição responsável pela sistematização do conhecimento científico deve reconhecer que a criança tem sempre uma história (individual e coletiva). Diante disso, a intervenção pedagógica deve estar pautada naquilo que a criança sabe (Zona de Desenvolvimento Real), propondo estratégias metodológicas para ampliar sua rede de informações e atribuir significados aos conhecimentos trabalhados. Neste contexto, faz-se necessário um trabalho pedagógico que priorize a construção de conceitos que transpõem os conteúdos escolares. No 2º ano, a criança continua o processo de alfabetização. No entanto, não é possível deixar de desafiar a criança para, a partir do que sabe ampliar as possibilidades de aprendizagem. O Plano Nacional de Educação (2014-2024) em conformidade com as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica, com o objetivo de sinalizar percursos de aprendizagem e desenvolvimento dos estudantes ao longo da Educação Básica, aponta na Base Nacional Curricular Comum: direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento, prevendo, também a parte diversificada como complemento para oportunizar a formação integral dos estudantes nos diversos Sistematização Curricular do Município de Concórdia 80 contextos em que seinserem as escolas e que serão apontados nos Planos Políticos- Pedagógicos (PPP) de cada Unidade Escolar. O eixo do processo ensino e aprendizagem precisa contribuir na formação dos estudantes nos aspectos culturais, antropológicos, econômicos e políticos, considerando as diferenças que marcam os sujeitos que possuem necessidades e potencialidades diferentes, garantindo espaço para seu pleno desenvolvimento, tanto no sentido pessoal quanto no social. O respeito às diferenças deve marcar o processo educativo. Sendo assim, a Política Municipal Curricular do 2º ano também ao ser organizada, considera estes instrumentos norteadores para a seleção dos conhecimentos, sem deixar de prever as características regionais e locais, da cultura, da economia, da sociedade e da comunidade escolar, constituindo-se em parâmetros mínimos daquilo que a criança deve saber neste segmento de ensino, possibilitando desta forma o acesso ao saber sistematizado, contribuindo, sobremaneira, para consolidar a aprendizagem, com o propósito de organizar e tornar efetivo o processo educativo. Tornando-se assim, um instrumento político, cultural e científico, fruto de uma seleção de conhecimentos, concepções culturais, aprendizagens e saberes, formulado com base em uma construção coletiva. O Plano de Desenvolvimento da Educação Básica – PDE, engloba uma série de ações que são necessárias para que a educação em âmbito nacional avance em qualidade. Para tanto, uma das primeiras metas definidas pelo referido plano tem a seguinte redação: Alfabetizar as crianças até, no máximo, os oito anos de idade, aferindo os resultados por exame periódico específico. (MEC/PDE, 2008). Atualmente, o Ministério da Educação – MEC disponibiliza a Provinha Brasil, que tem como objetivo contribuir para realizar uma avaliação diagnóstica do conhecimento dos alunos em processo de alfabetização para auxiliar com o planejamento do professor. A partir do entendimento de que o segundo ano constitui parte do ciclo da infância, o MEC por meio de seu órgão normatizador, o Conselho Nacional de Educação – CNE emitiu parecer posicionando-se acerca do assunto. Dentre os principais apontamentos o parecer diz que Os três anos iniciais são importantes para a qualidade da Educação Básica voltados à alfabetização e ao letramento, é necessário que a ação pedagógica assegure, nesse período, o desenvolvimento das diversas expressões e o aprendizado das áreas de conhecimento estabelecidas nas Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 81 – A avaliação, tanto no primeiro ano do Ensino Fundamental, com as crianças de seis anos de idade, quanto no segundo e no terceiro anos, com as crianças de sete e oito anos de idade, tem de observar alguns princípios essenciais: – A avaliação tem de assumir forma processual, participativa, formativa, cumulativa e diagnóstica e, portanto, redimensionadora da ação pedagógica; – A avaliação nesses três anos iniciais não pode repetir a prática tradicional limitada a avaliar apenas os resultados finais traduzidos em notas ou conceitos; – A avaliação, nesse bloco ou ciclo, não pode ser adotada como mera verificação de conhecimentos visando ao caráter classificatório; – É indispensável a elaboração de instrumentos e procedimentos de observação, de acompanhamento contínuo, de registro e de reflexão permanente sobre o processo de ensino e de aprendizagem; – A avaliação, nesse período, constituir-se-á, também, em um momento necessário à construção de conhecimentos pelas crianças no processo de alfabetização. (Parecer CNE/CEB 04/08) Apesar de o parecer apontar as possibilidades oferecidas pelo ciclo da infância, entende-se que muitas crianças cuja realidade educacional anterior proporcionou desenvolvimento, não necessitam esperar dois ou três anos para alfabetizarem-se. Assim, é possível entender que, para muitas crianças, esperar esse período é limitá-la as possibilidades do acesso ao conhecimento universal, uma vez que suas experiências educacionais e trajetória cultural já lhes ofereceram um legado significativo na aprendizagem. No entanto, este mesmo parecer oportuniza a criança uma possibilidade a mais para a continuidade dos estudos, desde que a escola, por meio do seu PPP, planeje ações que possam superar as dificuldades de aprendizagem dos alunos nesta série. Nos primeiros anos do Ensino Fundamental, em continuidade à Educação Infantil, ao lado do acolhimento integral à criança e do apoio a sua socialização, a alfabetização e a introdução aos conhecimentos sistematizados pelas diferentes áreas do conhecimento deve se dar em articulação com atividades lúdicas, como brincadeiras e jogos, artísticas, como o desenho e o canto, e científicas, como a exploração e compreensão de processos naturais e sociais. Por essa razão a orientação curricular para essas etapas precisa integrar as muitas áreas do conhecimento, centradas no letramento e na ação alfabetizadora. (BNCC, 2015,p. 9) O letramento e a alfabetização, nesse contexto, caracteriza-se pela ação de ensinar e aprender a ler e escrever, resultando na ação de usar essas habilidades em práticas sociais. Nesse sentido, como são muitos e variados os usos que fazemos da leitura e da escrita, é importante levarmos em conta os níveis de letramento, dos mais elementares aos mais complexos, tendo em vista as diferentes funções da línguas escrita. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 82 Língua Portuguesa Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem L ei tu ra Textos verbais e não-verbais Fluência, entonação Compreensão e interpretação de textos Intertextualidade Correspondência fonema/grafema na leitura Reconhecer a finalidade dos textos lidos que fazem parte do seu cotidiano. (textos informativos, cantigas, parlendas, piadas, tirinhas, trava-línguas, receita, bilhetes, poemas, textos informativos, charges, imagens, notícias, convite, histórias infantis, adivinhas...). Ler em voz alta, com fluência, boa dicção e entonação os diferentes tipos de textos. Compreender e interpretar textos lidos com autonomia e por outras pessoas, localizando informações explícitas e apreendendo a ideia central. Realizar inferências (dedução por raciocínio) entre textos de diferentes gêneros, lidos com autonomia e por outro leitor. Estabelecer relações de intertextualidade. Estabelecer relações lógicas entre partes de textos de diferentes gêneros (lidos com autonomia e por outro leitor). Dominar, progressivamente, a fala e a leitura fazendo a correspondência entre letras ou grupos de letras e seu valor sonoro, construindo a correspondência fonema/grafema – grafema/fonema, de modo a ler palavras e textos. Ouvir canções ou histórias e assistir apresentações teatrais ou filmes, desenvolvendo a atenção, concentração e interesse. A n á li se l in g u ís ti ca Alfabeto: ordem alfabética, vogais, consoantes Letras e fonemas Tipos de letras Coesão Coerência Singular e plural Sinônimos/Antôn imos Adjetivos Pronomes Letras maiúsculas e minúsculas Pontuação Segmentação Uso do dicionário Acentuação Ortografia Separação silábica Ler e escrever palavras com estruturas silábicas diversas, compreendendo a correspondência entre letras/grafemas e fonemas. Reconhecer e usar diferentes tipos de letras em situações de escrita. Conhecer e usar palavras que estabelecem a coesão como:progressão do tempo, marcação do espaço e relação de causalidade. Conhecer e usar palavras que retomam coesivamente o que já foi escrito. Usar adequadamente a concordância nominal e verbal nas produções. Conhecer e fazer uso das grafias de palavras com correspondências regulares entre letras e fonemas. Conhecer e fazer uso das grafias de palavras com correspondência entre letras ou grupos de letras, compreendendo sua função, organização e seu valor sonoro (c/gu, g/gu, r/rr, s/ss, o/u, e/i em sílaba final, m/n, nh, ã e ão) . Fazer uso de letras maiúsculas e minúsculas, segundo as convenções. - Introduzir o uso dos sinais de pontuação: ponto final, interrogação, exclamação, dois pontos, travessão e vírgula. Trabalhar com as dificuldades ortográficas da turma. Segmentar palavras em frases e textos. Iniciar o uso do dicionário, compreendendo sua organização e função. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 83 Reconhecer e fazer uso dos sinais de acentuação: acento agudo, circunflexo, til, cedilha (nomenclatura correta). Compreender e fazer uso da separação correta das palavras. O ra li d a d e Turnos de fala Tempo cronológico (passagem de tempo) Relato e reconto Coerência e coesão Dicção, fluência e entonação Dominar progressivamente, a fala e a leitura fazendo a correspondência entre letras ou grupos de letras e seu valor sonoro, construindo a correspondência fonema/grafema – grafema/fonema, de modo a ler palavras e textos. Escutar, produzir e ler oralmente, com fluência textos familiares e curtos, de diferentes gêneros e propósitos e palavras com estruturas silábicas diversas, compreendendo regras contextuais que explicam o valor sonoro de grafemas. Manusear adequadamente livros, folhetos, jornais, compreendendo as formas de sequenciação ou organização em seções. Valorizar os textos de tradição oral, reconhecendo-os como manifestações culturais. Participar de interações orais, questionando, sugerindo, argumentando e respeitando os turnos de fala. Relatar ou recontar, com coerência, fatos vividos ou histórias ouvidas, usando elementos que marquem a passagem do tempo. Formular perguntas pertinentes ao tema abordado. Estimular a pronúncia correta das palavras. P ro d u çã o e sc ri ta Sílabas simples e complexas Estrutura de diferentes frases Pontuação Produção textual de diferentes gêneros (coletivo e individual) Função social da escrita Paragrafação Produzir sílabas (simples e complexas) e palavras identificando cada fonema (individual e coletivamente). Produzir frases, ordenando palavras, pontuação e sequenciação (começo, meio e fim). Produzir diferentes gêneros textuais (coletivamente, tendo o professor como escriba) e posteriormente iniciar a produção individual, conforme a possibilidade dos educandos. Reconhecer as finalidades de cada gênero de texto. Utilizar vocabulário diversificado, adequado ao gênero, como também a gramática. Melhorar e ampliar a capacidade de expressão através da escrita, percebendo que, em alguns casos, não se escreve do modo como se pronuncia. Introduzir o uso do parágrafo nas produções. Matemática Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem Leitura e escrita dos números Ordem crescente e decrescente Identificar números em diferentes contextos e compreender as suas funções. Contar, comparar e estimar quantidades, apresentando o resultado por meio de gestos, oralmente e através do registro (desenhos, símbolos, numerais). Sistematização Curricular do Município de Concórdia 84 N ú m er o s e o p er a çõ es Antecessor e sucessor Sinais matemáticos Composição e decomposição Unidade, dezena e centena Dúzia, meia dúzia Números pares e ímpares Números ordinais Adição e subtração (simples e com reagrupamento) Multiplicação Dobro, triplo (quantidades) Ideia de dividir e repartir Metade, meio Construção da tabuada (até o 5) Reconhecer números associando-os à quantidades. Compor e decompor números para compreender a sua formação. Compreender o que é antecessor e sucessor, identificando objetos e números numa série. Identificar sinais matemáticos e saber utilizá-los. (>, <, =, +, -, x, : ...). Ampliar a capacidade de interpretar, elaborar e resolver problemas utilizando diferentes estratégias (desenho, cálculo, escrita...). Construir o conceito de multiplicação e divisão utilizando material concreto. Compreender o significado e fazer uso das expressões dobro, triplo, metade, em situações reais do dia a dia. Estimular o cálculo mental e o raciocínio lógico através de jogos, brincadeiras e atividades diversas. Compreender a organização e a importância da tabuada, estimulando o raciocínio. G ra n d ez a s e m ed id a s Medidas de comprimento Medidas de massa Medidas de capacidade Medida de tempo Sistema monetário Figuras e formas geométricas (planas e espaciais) Localização e deslocamento Realizar medições de comprimentos horizontais, verticais e de contorno, utilizando unidades de medida não convencionais: palmo, passo, pedaço de barbante... Comparar comprimentos de dois ou mais objetos para identificar: maior, menor, igual, mais alto, mais baixo, mais curto, mais fino, mais grosso... Comparar grandezas de mesma natureza, por meio de estratégias pessoais e uso de instrumentos de medida conhecidos: fita métrica, balança, recipientes de um litro, etc. Comparar intuitivamente a capacidade de recipientes de diferentes tamanhos e formas. Identificar formas de comunicar uma medição e como podemos registrá-las de forma escrita. Selecionar e utilizar instrumentos de medida apropriados à grandeza a ser medida. Identificar unidades de tempo: dia, semana, mês, bimestre, trimestre, semestre, ano, sabendo utilizar o calendário. Ordenar e relacionar as unidades de tempo. Ler, identificar e registrar horas em relógios analógicos e digitais. Reconhecer e nomear as cédulas e moedas do sistema monetário brasileiro, estabelecendo equivalências e possíveis trocas em função de seus valores. Estabelecer pontos de referência, deslocar-se e localizar- se no espaço; Sistematização Curricular do Município de Concórdia 85 G eo m et ri a Identificar, descrever, classificar, compor e decompor as principais formas geométricas planas (círculo, triângulo, quadrado e retângulo); Identificar formas geométricas espaciais e compará-las com objetos do cotidiano (esfera, cilindro, pirâmide, cone, cubo, paralelepípedo); Perceber a geometria nas práticas sociais (cultura), como também identificá-la nos espaços sociais e na natureza; Desenvolver habilidades de percepção espacial; Utilizar a geometria como algo fundamental para leitura de mundo e compreensão dos espaços; Permitir que os educandos possam estabelecer conexão entre a matemática e as demais áreas do conhecimento. T ra ta m en to d a in fo rm a çã o Gráficos e tabelas Leitura e interpretação de dados Ler, interpretar, transpor informações e elaborar: listas, tabelas simples, gráficos, identificando diferentes categorias e configurações, em diversas situações de forma efetiva na realidade em que vive. Analisar de forma coletiva as informações de gráficos e tabelas fazendo registros. Resolver, produzirproblemas e textos a partir das informações dos gráficos e tabelas de forma coletiva. Classificar, organizar, ordenar e construir representações próprias para a comunicação de dados coletados. Ciências da Natureza Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem S er h u m a n o e s a ú d e Fases da vida Corpo humano: partes do corpo Higiene: tipos de higiene Sentidos Alimentação Origem dos alimentos Alimentação saudável Estudar as diferentes fases de desenvolvimento do ser humano, reconhecendo as alterações, transformações e as necessidades básicas em cada fase. Conhecer o funcionamento do corpo humano como um todo e suas necessidades básicas. Compreender a importância dos hábitos de higiene para a manutenção da saúde. Compreender que os sentidos nos permitem conhecer e explorar o mundo e que são fundamentais para nossa sobrevivência. Conhecer a origem dos alimentos, buscando informações sobre sua produção, conservação e qualidade. Questionar hábitos alimentares e atividades físicas, relacionando-os à saúde. Meio ambiente e recursos naturais Água: ciclo da água Biodiversidade Animais: classificação dos Reconhecer os recursos naturais como bens indispensáveis para a sobrevivência dos seres vivos. Conhecer as características dos seres vivos, sua diversidade e as condições dos ambientes onde vivem. Identificar e relacionar elementos naturais e Sistematização Curricular do Município de Concórdia 86 A m b ie n te e s er es v iv o s vertebrados características, locomoção, alimentação, habitat Invertebrados (noções) Plantas: partes, suas funções e utilidades (alimentação, remédio, ornamentação, matéria prima para indústria...) Resíduos sólidos: tipos de lixo, destino correto. Terra Movimento de rotação (dia e noite) e translação (estações do ano) Pontos cardeais Doenças (epidemias) humanos em diferentes paisagens e ambientes. Desenvolver atividades de conscientização e preservação do meio ambiente. Relacionar consequências provocadas pelas transformações e as interferências dos seres humanos no ambiente. Aprofundar os conhecimentos sobre as partes das plantas, funções e suas utilidades. Debater e verificar o destino correto do lixo produzido em casa, na escola e no bairro, despertando atitudes para evitar o desperdício e reduzir o consumo. Relacionar o fenômeno do dia e da noite com o movimento de rotação da Terra. Compreender o movimento de rotação e (noção) de translação da Terra utilizando exemplos concretos. Compreender o movimento das posições do Sol, utilizando diferentes pontos de referência. Identificar as posições do Sol, introduzindo o conhecimento sobre os pontos cardeais. Oportunizar discussões sobre doenças epidêmicas, estudando formas de prevenção, reconhecendo os sintomas e formas de tratamento. Ciências Humanas- História Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem Id en ti d a d e, f a m íl ia e c o m u n id a d e Eu, identidade; História de vida; Família: constituição e descendência; Vivências e situações cotidianas Fatos históricos da comunidade em que vive (História do bairro/ comunidade); Organizações sociais; Produtos, objetos, mercadorias e serviços; Atividades produtivas: agricultura, indústria, comércio Relações de trabalho Papéis sociais e atividades desenvolvidas Construir sua identidade como sujeito histórico, individual e coletivo. Trabalhar com elementos importantes para a construção da identidade. Estabelecer relações entre o presente, o passado e o futuro através da linha de tempo. Identificar o próprio grupo de convívio e reconhecê- lo como grupo social. Conhecer e respeitar as manifestações de cultura de grupos sociais diferentes. Exercitar a curiosidade e o estranhamento, a socialização e o registro de vivências e situações cotidianas. Utilizar diferentes documentos como suporte à produção de memória para compreender sua própria história, de grupos sociais e da comunidade em que vive, tendo como ponto de referência o bairro em que a escola está inserida. Compreender as diferentes organizações sociais existentes na comunidade em que vive, percebendo as permanências e as transformações ocorridas ao longo do tempo. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 87 Manifestações culturais Prática de participação cidadã Relacionar a história do bairro com a do município Relacionar produtos, objetos, mercadorias e serviços.aos resultados do trabalho humano, considerando as mudanças e as permanências ao longo do tempo. Identificar diferenças e semelhanças entre as atividades produtivas, tais como agricultura, indústria, comércio existentes na comunidade em que vive e em outras comunidades, e as relações possíveis entre essas atividades. Identificar diferenças e semelhanças entre relações de trabalho, tais como livre e compulsório, remunerado e não remunerado, existentes na comunidade em que vive e em outras comunidades.Identificar os diversos papéis sociais e atividades desenvolvidas pelas pessoas em uma mesma coletividade, valorizando e respeitando as individualidades. Identificar, vivenciar e valorizar as manifestações culturais constituídas historicamente na comunidade. Definir, coletivamente, regras de convivência no espaço escolar, enquanto prática de participação cidadã. Ciências Humanas- Geografia Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem N o çõ es e r el a çõ es g eo g rá fi ca s Noções de alfabetização cartografia Localização geográfica Relações espaciais Transformações ambientais Pontos de referência Relações topológicas Área urbana e rural Tipos de bairros Trânsito Moradia Serviços essenciais: luz, água, esgoto coleta de lixo, transporte e comunicação Inserir a noção cartográfica relacionando ao espaço da casa, escola, bairro, município, país, planeta. Reconhecer seu próprio espaço e se localizar geograficamente dentro do seu bairro. Compreender as diferenças e as relações entre os espaços mais próximos. Adquirir noções de transformações ocorridas na natureza através da ação humana, como também da preservação ambiental. Conseguir se localizar através de um ponto de referência no espaço vivido. Estabelecer relações espaciais a partir do seu próprio corpo e no espaço próximo, usando referências elementares como: dentro, fora, ao lado, a frente, perto, longe, direita, esquerda, etc. Identificar as diferenças entre os bairros comerciais, industriais, residenciais e as áreas rurais. Desenvolver a educação para o trânsito nos diferentes espaços relacionando ao cotidiano (regras, postura, responsabilidades). Sistematização Curricular do Município de Concórdia 88 Ciências Humanas- Ensino Religioso Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem S er h u m a n o Ser Humano Valores e atitudes: respeito, solidariedade, amizade, ajuda, gratidão, responsabilidade, etc. Direito e deveres Autoestima Bullyng Promover a percepção das diferenças e semelhanças entre as pessoas e a importância de cada um na sociedade. Identificar o conjunto de lembranças e símbolos sociofamiliares e comunitários que integram, identificam e diferenciamas pessoas em suas culturas. Trabalhar as relações intra e interpessoais elevando a autoestima. Sensibilizar os alunos e alertá-los sobre as diferentes formas de preconceito e discriminação e as consequências que as mesmas trazem na vida das pessoas. ESTRATÉGIAS Contação de histórias; Leituras diversificadas (oral, coletiva, alternada...); Apresentação de diversidade textual: história em quadrinhos, poesias, bilhetes, avisos, notícias, convites, trava-línguas, filmes, narrativas, parlendas, lendas, fábulas, contos de fada, textos científicos, cantigas, agenda, texto instrucional, tirinhas, propagandas, relatórios, listas, folders, cartazes, entrevistas, receitas; Grupos de leitura (dividir a turma em pequenos grupos e a cada dia um grupo faz a leitura oral, enfatizando: fluência, entonação, ritmo e pontuação); Pesquisas na Internet; Dramatizações com diferentes recursos (fantasias, fantoches, máscaras...); Debates e discussões sobre temas diversos, incentivando para que dissertem as opiniões, comentários e relações com o cotidiano; Gravar a fala e transcrever observando as diferenças da coloquial e culta; Histórias em quadrinho e letras de música que destacam diferenças regionais na expressão; Cruzadinhas, caça-palavras, ditados, bingos, jogos e brincadeiras variadas, textos lacunados e fatiados; Construção coletiva de regras; Acompanhamento sistemático do professor na escrita dos alunos; Produção, interpretação e reestruturação de textos (coletivos e individuais); Intercambio de cartas; Produção de livros; Utilização do dicionário; Classificação e agrupamentos de palavras e figuras (quanto ao número de sílabas, letras, sons...); Utilização da Informática (textos no Word, power point); Confecção do boneco com as partes do corpo; Construção da linha do tempo com fatos e fotos; Brincadeiras envolvendo os órgãos dos sentidos; Observação, explicação com o planetário, relatórios e pesquisas; Experiências/relatórios, viagens e passeios de estudo; Certidão de Nascimento/Identidade; História do Nome/Pesquisa; Desenhos/ Fotos; Recorte, colagem, pintura, massa de modelar, dobradura; Maquetes e plantas das construções (casa, sala de aula...); Vídeos educativos (Turma da Mônica, Cid Educativo e outros do youtube); Produção e interpretação de gráficos e tabelas; Palestras; Trabalho com mapas; Construções com sucatas; Construção da tabuada; Observação e exposição de objetos que lembram formas geométricas; Tangran, mosaicos; Sistematização Curricular do Município de Concórdia 89 Quadro de valor, quadro de pregas; Material dourado e alternativos (concretos); Confecção de metro; Produção e interpretação de problemas utilizando material concreto e desenhos; Mercadinho, confecção de cédulas, moedas; Faturas (água, luz, telefone, recibos, cheques, nota fiscal); Confecção e análise de embalagens e rótulos; Números e letras móveis; Pesagem e medidas de alunos; Confecção do relógio, calendário; REFERÊNCIAS BRASIL, Base Nacional Comum Curricular – BNCC- Documento Preliminar, versões 1 e 2. Brasília, 2015/ 2016. BRASIL. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. Pacto nacional pela alfabetização na idade certa: apresentação. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. -- Brasília: MEC, SEB, 2014. CONCÓRDIA-SC. Prefeitura Municipal. Secretaria de Educação Sistematização Curricular da Rede Municipal de Concórdia-SC. – 2. ed. – Concórdia-SC : Progressiva, 2010. RODRIGUES, Neidson. Por uma nova escola: o transitório e o permanente na educação. São Paulo: Cortez; Autores Associados, 1986. VYGOTSKY, L. S. Pensamento e linguagem. São Paulo: Livraria Martins Fontes, 1989. ______. Formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1984 Sistematização Curricular do Município de Concórdia 90 Anos Iniciais - Ensino Fundamental 3º ANO Para se pensar sobre o 3º ano do Ensino fundamental e traçar perspectivas educacionais futuras, é imprescindível que se olhe para o passado e se analise o presente. Para Sacristán (2000), só é possível construir o futuro, no sentido de prevê-lo e de querer que seja um e não outro, por meio de significados que as imagens do passado e do presente nos oferecem. Considerando que a educação hoje, envolve o confronto simultâneo entre questões psicológicas, sociais, econômicas e culturais, plurais e contraditórias tendo em vista a busca das formas de liberdade, solidariedade, dignidade e bem-estar social. O Ensino Fundamental é espaço-tempo de práticas integradoras que exigem aprofundamento sobre os sujeitos que o constituem. Entre esses diferentes contextos, o 3º ano do Ensino Fundamental, vai sendo tecido no conjunto dos componentes curriculares, isso implica uma prática dialógica entre os sujeitos do processo de ensino e aprendizagem. Nesse sentido Freire (2003, p. 78) argumenta que o diálogo é um ato de valentia, humildade e liberdade. Enquanto educadores do Ensino Fundamental, buscamos fundamentação nas recentes pesquisas sobre infâncias, juventudes, famílias, culturas, currículos e vários processos que constituem o Ensino Fundamental com o objetivo de construir parâmetros que visem numa perspectiva multidimensional, subsidiar e implementar ações reflexivas para o segmento. O Ministério da Educação (MEC) define como função do Ensino Fundamental a formação de cidadão. Isso implica educar para a democracia, integrando as práticas pedagógicas cotidianas às novas tecnologias e a pluralidade de linguagens que constituem o mundo. Assim, não se pode desvincular a formação das crianças e jovens da singularidade, da autonomia, da liberdade e da capacidade de intervir socialmente. Considerando as questões apresentadas, assumimos neste currículo a tarefa de repensar o Ensino Fundamental e construir um documento para nortear e contribuir no processo pedagógico significativo para o segmento do 3º ano, um eixo alinhado ao compromisso social e cultural de gerações inteiras. Isso implica a construção de currículos não discriminatórios e não excludentes, capazes de produzir uma escola que consiga trabalhar e potencializar as diferenças, com todas as complexidades. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 91 No contexto escolar, aprender é exercício político por natureza, envolve pontos de vista, construção e revisão de paradigmas, suscitando diálogos e negociação de sentidos entre sujeitos do processo, geralmente professor/aluno. O processo de ensino e aprendizagem, qualifica ações, procedimentos e estratégias para significar o conceito, que, ao ensinarmos, aprendemos em um movimento conjugado, em que as ações são convergentes e complementares do ato formativo e social que envolve a educação, que acontece fora e dentro dos muros escolares. Constitui-se em um conjunto de práticas e métodos utilizados com o intuito de mobilizar os estudantes para a construção do conhecimento para a promoção da autonomia, da identidade e do senso critico. Diante disso, entende-se que currículo para o 3º ano é um ato fundamental na vida dos sujeitos em formação, assim, buscamos ensinar na multiplicidade das culturas, das interpretações e da interminável diferenciação e multiplicação das perspectivas, assim, como aprender nas possibilidades múltiplas de sujeitos multifacetados, vazados por muitas linguagens e significados. Nesse contexto, as fronteirasentre conhecimento científico e cotidiano são cada vez mais tênues, pois a ênfase não está no que se aprende, mas como se aprende, por que se aprende e quais os efeitos dessa aprendizagem para as crianças e os jovens. Nessa perspectiva, não basta saber mais, mas sim produzir saberes pertinentes. Partindo da ideia de que existe um processo de maturação do organismo, e tomando o funcionamento intelectual como essencialmente sócio-histórico, VIGOTSKY (1984, p.10) situa a aprendizagem como “um aspecto necessário e universal do processo de desenvolvimento das funções psicológicas culturalmente organizadas e especificamente humanas”. Assim, a aprendizagem, no percurso de desenvolvimento intelectual, possibilita o despertar dos processos internos de desenvolvimento que são impulsionados pelos ambientes culturais. Se, para compreender os mecanismos da aprendizagem escolar é importante conhecer como se dá o desenvolvimento intelectual, é fundamental considerar que a aprendizagem escolar é elemento fundamental no desenvolvimento dos estudantes. Ensinar e aprender exige hoje muito mais flexibilidade espaço-temporal, pessoal e de grupo, menos conteúdos fixos e processos mais abertos de pesquisa e de comunicação. Uma das dificuldades atuais é conciliar a extensão da informação, a variedade das fontes de acesso, com o aprofundamento da sua compreensão, em espaços menos rígidos, menos engessados, temos informações demais e dificuldade em escolher quais Sistematização Curricular do Município de Concórdia 92 são significativas para nós e em conseguir integrá-la dentro da nossa mente e da nossa vida (MORAN, 2000, p. 29). Desta forma, a formação dos educadores na ação deve ser contextualizada nas suas experiências, conhecimentos e práticas, fazendo com que a sistematização curricular torne-se uma ferramenta importante para o seu trabalho, quando estas por sua vez, sejam bem empregadas, fundamentando-se neste instrumento de trabalho, pois o mesmo se constitui num artefato de formação de sujeitos. Este documento destina-se aos professores que atuam na rede de educação básica do município de Concórdia assegurando uma educação de qualidade como direito social e fundamental, conforme estabelecida na Constituição Federal e reafirmado no Plano Nacional de Educação (PNE), no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), na Lei nº 9.394/96 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e no Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos (PNEDH), no Decreto nº 6.094/07. Língua Portuguesa Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem P rá ti ca s d a v id a c o ti d ia n a Prática de leitura Expressão corporal: leitura com entonação de voz Ordem cronológica dos fatos Tipologias textuais Regras Receitas Convites Panfletos Brincadeiras Histórias em quadrinho Relatar, com objetividade, episódios vividos ou conhecidos, respeitando a ordem de apresentação dos fatos, selecionando temas principais e secundários. Dialogar com colegas e professores, reconhecendo os turnos da fala e o espaço público escolar, sabendo tomar e manter a palavra no momento certo, incorporando temas novos ao diálogo. Produzir, individual e coletivamente, receitas e instruções diversas (montagem de objetos, brincadeiras e jogos etc.). P rá ti ca s a rt ís ti co -l it er á ri a s Textos literários Recontar histórias de forma autônoma Fala direta e indireta Poemas Piadas Rimas Características do texto: começo, meio e fim Recursos linguísticos Variações linguísticas Analisar textos, fatos situações Gêneros textuais através da leitura Ler, apreciar e refletir sobre textos literários tradicionais, da cultura popular, afro-brasileira, africana, indígena e de outros povos, comentando temas e imagens. Ouvir canções e histórias lidas de maior extensão e assistir a apresentações teatrais, desenvolvendo atenção e interesse. Recontar histórias, apropriando-se das características do texto fonte. Reconhecer, em textos narrativos, recursos para marcar a fala direta de personagens. Inferir resposta de uma adivinha lida ou ouvida, a partir de pistas de conteúdo dadas no texto. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 93 Sequência lógica que o texto apresenta Observar os aspectos rítmicos e sonoros de poemas infantis. Produzir poemas, parafraseando os poemas conhecidos. Produzir início e desfecho para narrativas literárias, utilizando recursos linguísticos apreendidos em histórias lidas e contadas. P rá ti ca s p o lí ti co -c id a d ã s Prática de produção escrita Produzir textos com argumentação Coesão e coerência Reestruturação e reescrita de textos Sinais de pontuação e funções no texto Levantar argumentos que ajudem a defender determinado ponto de vista, acerca do tema dos direitos humanos. Identificar e compreender argumentos em cartas de reclamação ou de reivindicação, oriundas do universo de sociabilidade das crianças. Produzir textos voltados à organização da vida escolar, como campanha educativa, em forma de folhetos instrucionais. Reconhecer e compreender recursos de persuasão e de convencimento que compõem os textos publicitários. P rá ti ca s cu lt u ra is d a s te cn o lo g ia s d ig it a is Recursos tecnológicos Utilizar recursos de gravação em áudio e vídeo para entrevistar professores/as, pais e familiares. Produzir textos multimodais – perfis, linhas de tempo, portfólios – utilizando as ferramentas das mídias digitais que proporcionam o registro, o apagamento, o armazenamento e o arquivamento de informações. P rá ti ca s in v es ti g a ti v a s Prática de análise linguística Ampliação de vocabulário (uso do dicionário) Utilizar corretamente recursos linguísticos (conectivos) Parágrafo: organização de ideias Concordância nominal e verbal/no texto Coesão (organização de elementos no texto) e coerência (associar ao contexto) Estrutura das frases: o que, o que fez, como, quando, etc... Expor trabalhos oralmente e ouvir com atenção a exposição de colegas, percebendo que o tempo de manutenção da fala é mais longo nessa situação. Reconhecer que existem critérios de organização da informação em textos como fichas informativas, tabelas, verbetes de divulgação científica para crianças. Compreender enunciados de exercícios e tarefas, realizados em diferentes componentes curriculares. Registrar, por meio de cartazes e fichas informativas que conjuguem texto escrito e imagem, os resultados de trabalhos realizados. Utilizar os meios digitais para buscar, a partir de palavras-chave, informações relevantes. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 94 A p ro p ri a çã o d o s is te m a d e es cr it a a lf a b ét ic o / o rt o g rá fi co e t ec n o lo g ia s d a e sc ri ta Sinais de pontuação Parágrafo Coerência e coesão Acentuação Consoantes e vogais Linguagem formal e coloquial Flexões das palavras: plural e singular/masculino e feminino e noções de concordância simples Uso de R e RR, aplicados a regionalismos Passado, presente e futuro (no contexto) Ortografia Compreender e utilizar convenções ortográficasrelativas às regularidades contextuais. Escrever palavras irregulares que aparecem com frequência nos textos lidos. Reconhecer e utilizar diferentes tipos de letras em diferentes contextos-suportes e gêneros textuais. Reconhecer, com rapidez, palavras frequentes em textos. Compreender que algumas marcas (acentos) podem modificar a tonicidade das palavras e que a tonicidade nem sempre é marcada por acento gráfico. Escrever e ler palavras cujas sílabas variam quanto à sua combinação entre consoantes e vogais (CV, CCV, CVV, CVC, V,VC, VCC, CCVCC). Registrar e ler adequadamente palavras com marcas de nasalidade (til, m, n). Perceber que não se escreve do modo como se pronuncia. Matemática Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem N ú m er o s e o p er a çõ es Leitura de números Aprofundar: antecessor, sucessor, números pares e ímpares, ordem crescente e decrescente Composição e decomposição do Número Unidade, dezena, centena simples e classe do milhar Introduzir números: ordinais, cardinais e romanos Adição Subtração Multiplicação simples e por dezena Tabuada Dobro, metade, triplo Divisão simples com números exatos Prova real nas 4 operações Situações problemas envolvendo as quatro operações Raciocínio lógico Matemático Ler, escrever, comparar e ordenar números até 1.000, associando o registro em algarismos ao registro em Língua Materna. Compor e decompor números até 1.000 (exemplo: 168 = 100 + 60 + 8 ou 168 = 50 + 50 + 50 + 18). Identificar relações entre dúzia e meia dúzia. dezena e meia dezena; centena e meia centena. Resolver e elaborar problemas de adição e de subtração, envolvendo os significados de juntar, acrescentar, separar, retirar, comparar e completar quantidades, utilizando o cálculo mental. Solucionar e elaborar problemas de multiplicação, envolvendo as ideias de adição de parcelas iguais, elementos apresentados em disposição retangular, proporcionalidade, dobro e triplo. Resolver e elaborar problemas de divisão (repartir uma coleção em partes iguais, determinar quantas vezes uma quantidade cabe em outra, metade e terça parte), em linguagem verbal, com o suporte de imagens ou materiais de manipulação. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 95 Conhecer e identificar letras e valores do sistema de numeração romana. G ra n d ez a s e m ed id a s Medidas de tempo: hora, minutos, segundos, dia, semana, mês e ano; Aprofundar o sistema Monetário- Números decimais: adição, subtração. Formulação, interpretação e resolução de situações-problema envolvendo o Sistema Monetário Brasileiro (reconhecimento e utilização de cédulas e moedas para somar e subtrair valores monetários em situações de compra e venda) Educação financeira Medidas de comprimento: metro, centímetro Medidas de massa: quilograma, grama Medidas de capacidade: litro Situações problemas envolvendo as grandezas de medidas Estimar, fazer medições, comparar e ordenar comprimentos, massas e capacidades, utilizando unidades não convencionais de medida e unidades convencionais mais usuais. Comparar áreas de duas figuras planas, recorrendo às relações entre elas ou à decomposição e à composição. Ler, identificar e registrar horas (hora, meia hora e quarto de hora) e duração de eventos (horário de início e fim) em relógios analógicos e digitais. Reconhecer e comparar valores de moedas e cédulas e estabelecer equivalências de um mesmo valor, utilizando diferentes cédulas e moedas do sistema monetário brasileiro. G eo m et ri a Figuras geométricas planas Linhas e curvas (contornos das figuras) Escala (quantidade, estatura, desenhos, imagens, etc) Mosaicos e tangran (estratégia) Figuras geométricas espaciais (cubo, paralelepípedo ou bloco retangular, pirâmide, esfera, cilindro, cone), associando com objetos do dia a dia Simetria Identificar e descrever a localização (considerando mais de um ponto de referência) e deslocamentos (incluindo mudanças de direção) de pessoas e objetos no espaço. Reconhecer e nomear as representações de figuras geométricas espaciais (cubo, bloco retangular, pirâmide, cone, cilindro e esfera), relacionando-as com objetos do mundo físico e associando prismas e pirâmides a suas planificações. Descrever, comparar, nomear e classificar figuras planas (círculo, triângulo, quadrado, retângulo, trapézio e paralelogramo) por características comuns, mesmo que apresentadas em diferentes posições, ou seja, com e sem lados paralelos às bordas da folha de papel. Reconhecer figuras iguais (congruentes), usando sobreposição, desenhos em malhas quadriculadas ou triangulares, utilizando tecnologias digitais. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 96 Á lg eb ra e fu n çõ es Fracionamento da unidade para representar partilha: metade (meio) e metade da metade (quarto em situação do cotidiano) Noção de frações com material concreto Sentenças matemáticas Organizar sequências ordenadas de números naturais, resultantes da realização de adições ou subtrações sucessivas, por um mesmo número, e descrever a regra de formação da sequência. Escrever diferentes sentenças de adições ou subtrações de dois números naturais que resultem na mesma soma ou diferença. E st a tí st ic a e p ro b a b il id a d e Leitura, análise e interpretação de: Problemas Tabelas Gráficos Probabilidade Interpretar e comparar dados apresentados em uma tabela simples, gráficos de barras ou de colunas. Coletar dados de duas variáveis, organizando-os em tabelas, gráfico de colunas simples, com ou sem uso de tecnologias digitais. Ciências Naturais Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem A m b ie n te s re cu rs o s e re sp o n sa b il id a d es Recursos naturais disponíveis Utilização dos recursos naturais ÁGUA Água no ambiente A importância da água para os seres vivos Utilidades da água Estados físicos da água: líquido, gasoso e sólido Preservação e cuidados com a água SOLO Características do solo Importância do solo Ocupação do solo PLANTAS Necessidades das plantas Estrutura de um vegetal (plantas) raiz, caule, folha, flor, fruto e semente e suas funções; Relação entre os vegetais e os seres vivos (alimentação, abrigo) CORPO HUMANO Retomar órgãos do sentido Estrutura do corpo humano: cabeça, tronco, membros inferiores e superiores Sistema ósseo Reconhecer em diferentes ambientes os recursos naturais disponíveis e o uso que se faz deles. ÁGUA Compreender o ciclo da água na natureza e sua importância para a vida na Terra. Reconhecer a importância da água para os seres vivos e atividades humanas. Conhecer os estados físicos da água e os cuidados para a preservação da mesma. SOLO Perceber a importância do solo para os seres vivos e as formas de ocupação do mesmo. PLANTAS Compreender a importância e necessidades das plantas no ambiente. Conhecer a estrutura de um vegetal e suas funções. Estabelecer relação entre os seres vivos e os vegetais. Identificar as partes do corpo humano e suas principais funções. Compreender a importância dos hábitos de higiene para a saúde.Introduzir o sistema ósseo. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 97 C o n st it u iç ã o e re p ro d u çã o Higiene do corpo e saúde ANIMAIS Classificação dos animais: vertebrados e invertebrados Vertebrados: aves, peixes, anfíbios, repteis e mamíferos Habitat Modo de vida Alimentação Reprodução: vivíparos e ovíparos ANIMAIS Conhecer e diferenciar os animais vertebrados dos invertebrados. Investigar e reconhecer características de determinados animais em relação a seu papel no ambiente e a fases de seu desenvolvimento. Comparar as diferenças entre os animais, com relação à alimentação, à locomoção, à reprodução e ao habitat. S en ti d o s: p er ce p çã o e in te ra çõ es AR Ar no ambiente Importância do ar para os seres vivos Consequências das ventanias Brinquedos movidos a ar AR Perceber o vento como ar em movimento. Compreender a importância do vento no cotidiano. Reconhecer danos decorrentes das ventanias. Construir e utilizar objetos e brinquedos que dependem da movimentação do ar. Ciências Humanas - História Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem P ro ce d im en to s d e p es q u is a e re p re se n ta çõ es d o t em p o MUNICÍPIO História do município Origem das famílias (descendências) Costumes e tradições do povo Movimento migratório e desenvolvimento do município A cidade e seus espaços históricos A população do município Governantes do Município (passado e presente) Os três poderes: executivo, legislativo e judiciário (município) Símbolos do município Questionar as diferentes realidades vivenciadas, por meio de rodas de conversas, desenhos, relatos orais ou escritos, exercitando a curiosidade e o estranhamento diante do mundo. Pesquisar os principais fatos relacionados ao seu lugar de vivência em diferentes épocas. Identificar e descrever diferentes formas de registro da experiência cultural de sua comunidade ao longo do tempo. Identificar, vivenciar e valorizar as manifestações culturais constituídas historicamente na comunidade. Identificar e questionar as diferenças entre realidades vivenciadas e outras realidades, como por exemplo, tradições e costumes de diferentes períodos. R ep re se n ta çõ es d o t em p o Relação espaço, tempo (linha de tempo) de períodos históricos Acontecimentos históricos de nosso município Pontos históricos do município Estabelecer relações entre fatos históricos e transformações na comunidade em que vive, percebendo causalidade. Estabelecer relações entre fatos históricos e transformações na comunidade em que vive. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 98 D im en sã o p o lí ti co c id a d ã Resgate histórico das atividades econômicas e a integração entre o espaço rural e o espaço urbano. Avanços tecnológicos do município Entender os diversos papeis sociais e atividades desenvolvidas pelas pessoas, valorizando e respeitando as individualidades. Identificar a existência, as mudanças e a permanência de diferentes atividades econômicas na comunidade ao longo tempo. Ciências Humanas – Geografia Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem O s u je it o e o m u n d o Localização geográfica Limites territoriais do município Movimento migratório e desenvolvimento do município A cidade: bairros, comunidades e distritos Processo de industrialização do município Produção e consumo Tecnologia e trabalho no espaço rural e urbano Meios de comunicação local Meios de transporte utilizados no município Avanços tecnológicos e o aumento da produção Elaborar conexões entre lugares de vivências e territórios dos grupos aos quais pertence. Conhecer a formação natural, cultural e histórica e as principais características geográficas do território onde estão situados lugares e grupos de vivência. Reconhecer a inter-relação e a interdependência entre trabalho, consumo e vida cotidiana. O l u g a r e o m u n d o Cidade e campo: as diferentes paisagens Paisagem natural e construída Relevo, hidrografia, clima, vegetação do município Espaço rural: agricultura, pecuária Espaço urbano: indústria e comércio Trabalho: da matéria prima ao produto final Compreender como os processos naturais e históricos atuam na transformação das paisagens. Identificar a relação entre as atividades produtivas desenvolvidas em seu território de referência, as demandas próprias desses lugares e de outros lugares e grupos. Compreender a interdependência campo- cidade, no que se refere à produção agropecuária, e industrial. L in g u a g en s e o m u n d o Leitura e interpretação de mapas, legendas, gráficos, tabelas, entre outros Localização e pontos de referência Pontos turísticos Explorar diferentes referenciais e saberes para orientação, posicionamentos e deslocamentos nos lugares de vivências. Compreender, por meio de observações e de análises, a paisagem como expressão das práticas humanas nas relações com as dinâmicas da natureza. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 99 Ciências Humanas - Ensino Religioso Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem S er h u m a n o Família, escola e sociedade Valores: respeito, cidadania, autoestima, convivência, responsabilidade, cooperação, tolerância, justiça, diálogo, solidariedade, afetividade, amizade, companheirismo, fraternidade, amor, colaboração, autonomia entre outros Bullying Regimento escolar Compreender a importância do bom relacionamento com o outro respeitando e aceitando as diferenças. Conhecer, entender e respeitar as regras e normas estabelecidas pelas unidades escolares. ESTRATÉGIAS Construir linha do tempo para organizar a história da cidade e se possível uma linha paralela com a história do bairro. Visita ao museu, prefeitura municipal e câmara de vereadores. Pesquisa sobre os costumes e tradições do povo concordiano. Estudar e interpretar o Hino do Município. Relacionar a bandeira do município com a história. Pesquisar quem foram e quem são os governantes do município. Visitar os pontos turísticos do nosso município. Organizar uma visita a um colecionador da cidade. Organizar entrevistas com pessoas mais velhas do bairro, estabelecendo relações entre o passado e o presente. Construir maquetes focando os diferentes espaços (rural e urbano) Leituras de gibis, coletâneas, revistas e jornais. Prática diária de diferentes textos com entonação para melhor fluência. Construção das regras de convivência da turma. Confecção de livros de receitas e brincadeiras prediletas dos alunos. Elaboração de histórias em quadrinhos sobre livros lidos retirados da biblioteca escolar. Exposição dos trabalhos (livros e histórias em quadrinho). Confecção de convites (pode-se fazer o convite da exposição que será realizada). Roda de biblioteca (empréstimo de livros, apreciação da qualidade literária, comentários, indicações aos colegas). Trabalhar rimas emversos e poesias. Reescrever poesias e poemas através das já conhecidas. Utilizar recursos como Google Maps e mapas. Estabelecer um paralelo entre as indústrias passadas e atuais bem como sua evolução na tecnologia utilizada. Organizar visita a uma indústria do município. Levar os alunos ao laboratório de informática para pesquisas. Pesquisar os meios de comunicação utilizados no passado e os utilizados atualmente. Organizar exposição dos meios de comunicação antigos e atuais. Utilizar recursos tecnológicos para mostrar a evolução dos meios de comunicação e de transporte. Construir meios de transporte e de comunicação com materiais alternativos. Reconhecer através de imagens aspectos do ambiente natural como suporte das paisagens rurais e urbanas a avaliar seu uso e aproveitamento. Visita a uma propriedade rural. Confecção de cartazes. Após visitas e passeios de estudo fazer registro dos trajetos percorridos, estabelecendo mapa. Fazer o desenho do trajeto da casa do aluno até a escola. Estabelecendo pontos de referência. Utilizar recursos como: Bingo, Material dourado, Loterias, Mosaicos, Tangran Trabalhar a tabuada com malha quadriculada. Construir estratégias de cálculo mental. Confecção de relógios com materiais alternativos. Leitura de calendários. Construir mercadinho em sala de aula. Construir através de pesquisa a linha do tempo do sistema monetário brasileiro. Elaborar coletivamente situações problemas vivenciados na compra e venda de produtos do mercadinho. Resolver problemas que envolvam a análise de Sistematização Curricular do Município de Concórdia 100 escrita numérica. Construir estratégias de cálculos utilizando encartes de lojas e supermercados. Leituras de gibis, coletâneas, revistas e jornais. Prática diária de diferentes textos com entonação para melhor fluência. Construção das regras de convivência da turma. Confecção de livros de receitas e brincadeiras prediletas dos alunos. Elaboração de histórias em quadrinhos sobre livros lidos retirados da biblioteca escolar. Exposição dos trabalhos (livros e histórias em quadrinho). Confecção de convites (pode-se fazer o convite da exposição que será realizada). Roda de biblioteca (empréstimo de livros, apreciação da qualidade literária, comentários, indicações aos colegas). Trabalhar rimas em versos e poesias. Reescrever poesias e poemas através das já conhecidas. Usar o dicionário em diferentes situações (dúvidas, ditados...). Utilizar desenhos de uma história em sequencia para a criança produzir textos. Utilizar textos recortados para que a criança organize a sequência correta. Entregar ao aluno textos onde falte o começo, o meio ou o fim, escrevendo a parte faltante. Levar os alunos para laboratório de informática utilizando os recursos para reescrita de textos, poesias, poemas. Trabalhar os sinais de pontuação no contexto explorando-os para que a criança entenda a função de cada um. Criar diálogos. Confeccionar jogos para trabalhar flexões das palavras. Recortar de jornais ou revistas, palavras que contenham grafia duvidosa. Formar frases com as palavras Confecção de: Cartazes, Livrinhos, Textos, Informações (folder) Sobre a utilização e importância da água para os seres vivos. Experiências sobre os e estados físicos da água. Pesquisar sobre a qualidade da água do principal rio que atravessa por nossa cidade. Realizar pesquisa sobre características do solo. Coletar amostras de solo em diferentes locais da escola. Fazendo o registro descritivo sobre as características (granulação, cor, mistura ou não de matéria orgânica). Cruzadinhas Caça-palavras Levar para sala de aula produtos que os alunos possam visualizar, tocar, cheirar e degustar, enfocando e retomando sobre os órgãos do sentido. Confecção de esqueleto de papel. Confecção de cartazes Recortes de gravuras de animais, classificando- os. Promover uma atividade na escola onde os alunos possam levar seus animais de estimação. Confeccionar jogos sobre o conteúdo abordado. Elaborar panfletos informativos sobre o tema. Textos informativos Vídeos (Youtube e/ou outros) Realizar experiências sobre o ar Confeccionar cata-vento, biruta... Textos Pesquisas Dinâmicas Confecção de cartazes Desenhos Músicas Pintura de faixas Produção de textos Construir um terrário. Contação de histórias. REFERÊNCIAS BRASIL, Base Nacional Comum Curricular – BNCC- Documento Preliminar, versões 1 e 2. Brasília, 2015/ 2016. BRASIL. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. Pacto nacional pela alfabetização na idade certa: apresentação. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. -- Brasília: MEC, SEB, 2014. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 101 CONCÓRDIA-SC. Prefeitura Municipal. Secretaria de Educação Sistematização Curricular da Rede Municipal de Concórdia-SC. – 2. ed. – Concórdia-SC : Progressiva, 2010. FREIRE. P. Educação e mudança, 2 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 1979 educação e comunicação vol .1. FREIRE P. Pedagogia do oprimido, 36 ed. São Paulo: paz e terra 2003. FREIRE P. Pedagogia da autonomia, Saberes necessários à prática educativa 29, ed. São Paulo: paz e terra, 2004. MORAN JOSÉ. MANUEL. Novas Tecnologias e Mediações Pedagógicas. 3 ed. Campinas são Paulo: Papirus 2000. OLIVEIRA. M. K .Vigotsky: Aprendizado e Desenvolvimento: Um processo sócio Histórico. São Paulo: Scipione 1993. SILVA T.T. Documentos de Identidade, Uma instrução às teorias do currículo. Belo Horizonte: Autentica. 2007. SACRISTÁN, José Gimeno. A educação que temos, a educação que queremos. In: IMBERNÓN, Francisco (Org.). A educação do século XXI: os desafios do futuro imediato. 2.ed. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000. VIGOTSKY.L.S. A Formação Social da mente. São Paulo: Martins fontes, 1984. VIGOTSKY L. S. Pensamento e Linguagem, São Paulo: Martins Fontes 1987. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 102 Anos Iniciais - Ensino Fundamental 4º ANO O aluno de 4º ano é uma criança com possibilidades, conhecimentos e habilidades, as quais são adquiridas por meio de processos sociais, históricos, culturais e educacionais. Em seu percurso escolar, necessita que lhe seja garantido e ofertado conhecimentos clássicos contextualizados, possibilitando-lhe, abstrair e apropriar-se de conceitos e conhecimentos inerentes ao seu desenvolvimento. Nesta perspectiva, a teoria sociointeracionista detalha posicionamentos que direcionam as ações pedagógicas, já que esta compreende o aluno do 4º ano como um sujeito que interage a partir de interações sociais, constrói conhecimentos a partir de conexões entre experiências e conhecimentos anteriores, é observador, experimentador, problematizador, argumentador, aprendendo a partir do que lhe é significativo. Por isso, deve ser instigado a buscar diferentes respostas para o mesmo problema. Sendo assim a escola torna-se espaço fundamental para estas experiências. Desta forma, segundo Moreira (apud MOITA LOPES, 2002, p.03) a escola, ... tem sido vista como um dos mais importantes espaços institucionais na construção de quem somos. É um dos primeiros espaços em que a criança se situa, distante do convívio e da vigilância da família. A criança tem, então, acesso a outros modosde ser e de agir diferentes dos que encontra no mundo familiar. Por isso, é necessário que este espaço seja desafiador, onde se organize e promova o acesso ao conhecimento, a aprendizagem e o desenvolvimento, visando à autonomia intelectual do aluno. Deste modo, a escola passa a ser um espaço para a participação, que propicia a superação dos níveis de conscientização do educando sobre si próprio e sobre a sociedade. De acordo com a matriz epistemológica do materialismo histórico dialético, o erro deve ser compreendido como parte do processo de ensino e aprendizagem, deve ser entendido como ponto de partida para a reconstrução da prática. Faz parte da etapa do processo de aquisição do conhecimento que permite ao aluno reformular hipóteses, servindo como base para reflexão sobre o planejamento do professor. Isto significa que, planejar é antecipar ações para atingir objetivos e metas, que vem de necessidades preestabelecidas, e, sobre tudo, agir de acordo com estas ideias antecipadas. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 103 O planejamento do professor deve levar em conta a realidade da escola e dos alunos. Em termos gerais isso significa considerar aspectos sociais, situações problemas e necessidades locais e, por fim, a diversidade no contexto da sala de aula. A questão da diversidade vai além das questões sociais, econômicas e culturais. Inclui diferentes graus de conhecimento entre os alunos sobre determinados conteúdos, de acordo com as características da turma e o nível prévio de conhecimento. Para tal, a avaliação do processo de ensino e aprendizagem no enfoque sociointerracionista, necessita ser contínua e possibilitar a inserção de uma prática mediadora. Deve ser compreendida como um conjunto de ações pedagógicas desenvolvidas a partir do diagnóstico da aprendizagem do aluno. Segundo Souza, “(...) Avaliar não é só medir, mas é acima de tudo possibilitar o desenvolvimento do educando (...) o processo avaliativo inclui a medida, mas não se esgota nela. A medida revela o quanto o aluno possui determinada habilidade e a avaliação informa sobre o valor desta habilidade”, ( SOUZA apud POPHAN, 1993, p.54). A avaliação é constituída de instrumentos de diagnóstico, que levam a uma intervenção, visando à melhoria, da aprendizagem. Deve ultrapassar o conceito meramente classificatório e mensurável, atingindo uma função social. A avaliação não deve priorizar apenas o resultado ou o processo, mas deve como prática de investigação, interrogar a relação ensino e aprendizagem e buscar identificar os conhecimentos construídos e as dificuldades de uma forma dialógica. Desta forma a avaliação deve ser contínua, cumulativa e sistemática com o objetivo de diagnosticar a situação de aprendizagem de cada aluno, conforme prevê o artigo 24 da LDB 9394/96: “Avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais”. A avaliação precisa ter a função de diagnosticar e orientar a prática educativa, sobrepondo aspectos qualitativos aos quantitativos, ou seja, deve ser um instrumento para o professor verificar o processo de internalização dos conteúdos trabalhados. Neste sentido, é necessário que a escola propicie e desenvolva nos educandos o domínio dos conteúdos culturais essenciais, da leitura e da escrita, das ciências, das artes, das letras. Estas aprendizagens são imprescindíveis para que o aluno exerça seus direitos de cidadania. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 104 A escola, por intermédio do conhecimento tem, portanto, o compromisso social de ir além da transmissão do conhecimento sistematizado, e sim preocupar-se em possibilitar ao aluno a capacidade de buscar informações segundo as exigências de seu campo profissional ou de acordo com as necessidades de desenvolvimento individual e social. Desta maneira, a escola tem como objetivo primordial formar alunos capazes de modificar o seu meio e a si próprios, que sejam atuantes em diferentes contextos sociais, aptos a refletirem criticamente, que exerçam sua autonomia e sejam sujeitos de sua própria história de forma consciente e participativa. LINGUAGEM Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem P rá ti ca s d a V id a C o ti d ia n a Classes essenciais de palavras: substantivos, adjetivos e verbos/ no texto e em contexto de uso. Flexão das palavras, (retomar masculino/feminino, plural e singular), Uso de pronomes pessoais e possessivos Tempos verbais: presente, passado e futuro, aplicados a situações comunicativas orais e escritas. Acentuação gráfica – nova regra ortográfica (tonicidade/agudo e circunflexo). Relatar, com objetividade, episódios vividos ou conhecidos, respeitando a ordem de apresentação dos fatos, selecionando temas principais e secundários. Compreender e utilizar convenções sociais de uso da fala, tais como os padrões de tomada de turnos da fala e formas de tratamento que variam de acordo com o grau de formalidade da situação social. P rá ti ca s a rt ís ti co -l it er á ri a s Leitura oral e silenciosa, Leitura com entonação de voz, expressões corporais, entre outros recursos.Textos de memória, Fala direta e indireta, Registro de narrativas literárias, utilizando de falas diretas, Produzir textos produção textual Reescrever textos, Coesão e coerência textual Sinais de pontuação Acentuação de palavras (nova regra ortográfica) Linguagem coloquial e verbal (transcrição do oral para o escrito) Rimas Sentido figurado Recursos de sonoridade Ler, apreciar e refletir sobre textos literários tradicionais clássicos, da cultura popular, afro-brasileira, africana, indígena e de outros povos, compreendendo algumas de suas características. Recontar fábulas, apropriando-se das características do texto fonte. Ouvir/assistir, com atenção e interesse, canções, histórias lidas de maior extensão e encenação de peças teatrais de maior duração. Recontar oralmente histórias lidas, utilizando-se de alguns recursos próprios da performance de contadores de histórias (entonação, modulação de voz segundo personagem). Recitar textos e poemas, de memória, planejando situações de apresentação em saraus e recitais. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 105 Reconhecer, em textos narrativos, recursos para marcar a fala indireta de personagens. Produzir narrativa literária, usando adequadamente as marcas de discurso direto nas falas de personagens. Inferir sentidos de humor, relacionando textos e imagens, em história em tirinhas e quadrinhos. Apreender sentido de poemas, compreendendo o uso de palavras ou expressões de sentido figurado. Produzir poemas, utilizando-se de rimas e recursos de sonoridade. P rá ti ca s P o lí ti co -c id a d ã s Introduzir a compreensão de: Textos publicitários Textos jornalísticos Textos argumentativos Recursos de persuasão Levantar argumentos que ajudem a defender Argumentar defendendo determinado ponto de vista, na defesa de e direitos. Compreender reportagens e outros textos jornalísticos, identificando o tema e quem escreve. Produzir, coletivamente, sob orientação do professor/a, cartas abertas, usando recursos argumentativos, justificando a importância do tema tratadonas cartas. Compreender os recursos de persuasão e de convencimento em textos publicitários. P rá ti ca s in v es ti g a ti v a s Oralidade Tipologias textuais Análise de tabelas, gráficos, quadro, entre outros. Introdução à pesquisa Expor oralmente trabalhos ou pesquisas, apoiando-se em recursos escritos e/ou imagens. Ouvir com atenção e interesse a exposição de colegas. Estabelecer relações entre informações, a partir da leitura de diferentes textos com temática comum. Compreender enunciados com vocabulário menos usual, relativos aos diferentes componentes curriculares. Registrar resultados de estudo/pesquisa, por meio de diários de campo, relatos, fichas informativas, tabelas, quadros, gráficos. P rá ti ca s cu lt u ra is d a s te cn o lo g ia s d ig it a is Recursos tecnológicos utilizados e aplicados aos diferentes conteúdos trabalhados em sala. Produção de textos através dos recursos tecnológicos que permitem arquivar, apagar e armazenar informações. Simular programas de telejornalismo com temáticas que interessam às crianças, utilizando pautas e modos de registro e organização da informação. Produzir textos multimodais – perfis, linhas de tempo, portfólios – utilizando as ferramentas das mídias digitais que proporcionam o registro, o apagamento, o armazenamento e o arquivamento de informações. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 106 MATEMÁTICA Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem N ú m er o s e o p er a çõ es Retomar adição, subtração utilizando a milhar; Retomada: sistema de numeração: arábico, cardinal, ordinal e romano; Composição e Decomposição do número; Retomada de números antecessores/sucessores; par/ímpar; Multiplicação usando a milhar; Tabuada; Situações Problemas utilizando as quatro operações; Leitura de números; Divisão com dois e três números; Divisão exata e não exata; Números decimais: adição, subtração, multiplicação e noções de divisão; Número e algarismo: valor posicional dos algarismos Alguns símbolos utilizados na matemática: =, ≠, ˂/˂; ( ). Expressões numéricas (somente adição e subtração, utilizando ( ). Frações: numerador /denominador/comparação; Equivalência de frações; Adição e subtração com frações com mesmo denominador; Situações problemas envolvendo frações Compor e decompor números de diferentes maneiras, relacionando o valor posicional do zero à sua decomposição polinomial (exemplo: 504 = 5 x 100 + 0 x 10 + 4 x 1 ou 504 = 2 x 250 + 4). Resolver e elaborar problemas de adição e subtração com números naturais, envolvendo seus diferentes significados, utilizando ou não o cálculo mental. Relacionar adição e subtração, multiplicação e divisão, como operações inversas. Resolver e elaborar problemas de multiplicação, com números naturais, envolvendo as ideias de adição de parcelas iguais, elementos apresentados em disposição retangular, proporcionalidade e a ideia de combinatória. Resolver e elaborar problemas envolvendo ideias de divisão, com números naturais, utilizando diferentes estratégias baseadas na decomposição de números (por exemplo: 384÷3 = (300÷3) + (60÷3) + (24÷3) = 100 + 20 + 8 = 128). Reconhecer e representar frações usuais de quantidades contínuas e discretas, relacionando-as às frações unitárias. Reconhecer que, em uma unidade dividida em 10 partes iguais, cada parte corresponde a um décimo e que, em uma unidade dividida em 100 partes iguais, cada parte corresponde a um centésimo, representando simbolicamente décimos e centésimos, bem como elaborando composições e decomposições de números decimais (décimos e centésimos). G ra n d ez a s e m ed id a s Medidas de tempo: hora, minuto, segundo Sistema Monetário. Educação financeira. Medidas de comprimento: metro, centímetro. Introduzir milímetro e quilômetro. Medidas de massa: quilograma, grama. Introduzir miligrama, tonelada e arroba. Medidas de capacidade: litro, mililitro. Estimar, fazer medições, comparar e ordenar comprimentos, massa e capacidade, utilizando as unidades convencionais mais usuais. Compreender a noção de perímetro e medir o perímetro de uma figura plana simples. Compreender a noção de área e comparar medidas de áreas de figuras planas desenhadas em malha quadriculada pela contagem de quadradinhos e metade de quadradinhos, reconhecendo que duas figuras com formatos diferentes podem ter a mesma medida de área. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 107 Ler, identificar e registrar horas em relógios analógicos e digitais e calcular intervalos de tempo. Reconhecer temperatura como grandeza, identificando termômetros como instrumento de medida e o grau Celsius como unidade. Compreender e utilizar termos empregados (troco, lucro, prejuízo) em situações que envolvem o sistema monetário (compra, venda, formas de pagamento). G eo m et ri a Construir figuras por reflexão e translação em malhas (quadriculadas ou triangulares), usando tecnologias digitais e desenhar figuras poligonais, utilizando régua e esquadros. Ponto, Linha, reta, semirreta e segmento; Figuras planas; Perímetro de figuras planas. Área (quadrado, retângulo). Aprofundar figuras geométricas espaciais: cubo, bloco retangular, cone, cilindro, esfera. Introduzir o conceito de escala: Redução e ampliação de figuras. Simetrias Identificar e descrever localização e movimentação de objetos no espaço, mudança de direção, usando termos, tais como: paralelas, transversais, perpendiculares, intersecção, direita e esquerda. Analisar, nomear e comparar figuras espaciais por seus atributos (exemplo: número de vértices, de faces e de arestas, formato da face), mesmo que apresentadas em diferentes posições, associando figuras geométricas espaciais com suas planificações. Reconhecer ângulos em figuras planas (poligonais) e identificar o ângulo reto. Á lg eb ra e f u n çõ es Introduzir o conceito de porcentagem. Sequencias ordenada, Noções de possibilidade e probabilidade. Combinações. Criar e descrever sequências ordenadas de números naturais menores que 50, para os quais as divisões por determinado número (2, 3, 4 ou 5) resultem em restos iguais (exemplo: sequência dos números menores que 30 cujo resto da divisão por 5 é 3). Completar sequências com elementos ausentes, descrevendo os critérios adotados. Descrever o que ocorre com o resultado da adição ou da subtração de dois números, ao se adicionar um número qualquer a um de seus termos. Resolver e elaborar problemas simples que envolvam igualdades matemáticas com uma operação (adição, subtração, multiplicação ou divisão) em que um dos termos é desconhecido (Exemplo: 30 ÷ ? = 6). Sistematização Curricular do Município de Concórdia 108 E st a tí st ic a e p ro b a b il id a d e Gráficos. Tabelas. Interpretação dos dados e legenda. Identificar dentre eventos cotidianos aqueles que têm maior chance probabilidade de ocorrência. Ler e interpretar tabelas de dupla entrada, gráficos de colunas e de barras. Coletar e comunicar dados de uma pesquisa (variáveiscategóricas ou numéricas), usando tabelas, inclusive as de dupla entrada, com ou sem uso de tecnologias digitais. CIÊNCIAS NATURAIS Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem A m b ie n te , re cu rs o s e r es p o n sa b il id a d es Corpo humano: sistema digestório, circulatório. Alimentação saudável, (cardápio escolar). Nutrientes: carboidratos, proteínas, gorduras ou lipídios, vitaminas e sais minerais. Classificação dos alimentos, grupos (reguladores, energéticos e construtores) Pirâmide alimentar; Origem dos alimentos. Acesso aos alimentos. Alimentos naturais e industrializados. Processo de industrialização. Validade dos alimentos. Cuidados com a higiene na preparação dos alimentos. ANIMAIS Classificação dos animais: retomar vertebrados: mamíferos, répteis, aves, peixes e anfíbios; e invertebrados: insetos, aracnídeos, moluscos e crustáceos. Alimentação dos animais: produtores, consumidores e decompositores. Cadeia alimentar. Equilíbrio biológico. SOLO Hidrosfera, biosfera e atmosfera. A utilização do solo. Camadas da superfície (crosta, manto e núcleo) e composição do solo. Degradação: erosão e desertificação. ALIMENTOS Conhecer as formas de obtenção e armazenamento de alimentos e seus nutrientes. Levantar e tratar analisar informações sobre a produção de alimento e seu acesso pela população. ANIMAIS Evidenciar a necessidade básica dos seres vivos com relação ao alimento, como forma de manter em equilíbrio e em funcionamento o seu organismo e o meio ambiente. Conhecer as formas de alimentação dos animais produtores, consumidores, (onívoros, herbívoros e carnívoros) e decompositores como seres importantes e sua importância na constituição de uma cadeia alimentar. Reconhecer aspectos de diferentes cadeias alimentares e a importância dessas cadeias para o equilíbrio ecológico. SOLO Diferenciar e entender hidrosfera, biosfera e atmosfera. Entender como se divide a superfície da terra. Reconhecer que os seres vivos dependem do solo para sobreviver e as consequências do manejo do solo. PLANTAS Entender as partes dos vegetais, suas funções e como acontece a reprodução dos vegetais e seu desenvolvimento. ÁGUA Identificar os estados físicos da água. Reconhecer a importância da água na nossa vida e as mudanças nos estados físicos da água. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 109 Manejo do solo (curvas de nível e irrigação). PLANTAS Retomar as partes da planta. Reprodução e desenvolvimento. AR Propriedades do ar (ocupa espaço, peso e exerce pressão)- experiências. Poluição – efeito estufa. ÁGUA Aprofundar conceitos dos estados físicos da água. Mudanças nos estados físicos da água (fusão, vaporização, solidificação ou condensação). LIXO Pesquisar a produção do lixo e suas principais destinações, destacando a reciclagem e o aterro sanitário. Pesquisar os impactos ambientais provocados pelo tempo de decomposição de alguns materiais. B em -e st a r e sa ú d e Conhecer as bactérias e fungos. Bactérias: Relacionar a alimentação (lactobacilos), utilidades e doenças. Fungos: Relacionar à alimentação (decomposição). Observar a ação dos fungos nos alimentos, com experiência prática. Decomposição dos alimentos. Doenças e epidemias. Prevenção de doenças. História da vacina. Remédios: antibióticos, antissépticos; história (avanços tecnológicos), utilidade, indicações e contra indicações, bula. Plantas medicinais. Conhecer as doenças causadas por fungos e bactérias e as formas de prevenção e controle. Conhecer a história dos antibióticos, antissépticos e de vacinas para a prevenção e tratamento de doenças. Investigar sobre as principais doenças passíveis de serem prevenidas por vacinas e como elas foram desenvolvidas. Coletar, tratar e divulgar dados relativos a doenças e vacinas, (profilaxia/prevenção e tratamento). T er ra , co n st it u iç ã o e m o v im en to Estações do ano. Rotação e translação. Recursos para medir o tempo, relógio, relógio de sol, calendário, entre outros. Fases da lua. Compreender que o tempo pode ser medido por eventos cíclicos. Reconhecer que o movimento da Lua é cíclico e que pode ser usado para marcar a passagem do tempo. Conhecer os diversos equipamentos que foram construídos para medir o tempo desde tempos remotos até a atualidade. Investigar as mudanças de fase da Lua buscando compreender as suas diferentes formas. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 110 Ciências Sociais- História Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem P ro ce d im en to s d e p es q u is a O ESTADO Fatos históricos. Patrimônios históricos. Capital do estado. Símbolos que representam o município (retomar) e estado. Principais características de seu município, estado. Medida de tempo (calendário). Migração e imigração (início do desenvolvimento do estado). Indústria e comércio. Economia Utilizar tecnologias para acesso às fontes históricas (dados, registros, documentos e narrativas) em pesquisas sobre os acontecimentos passados; Formular e socializar questionamentos a partir de diferentes realidades vivenciadas utilizando registros orais, escritos ou iconográficos, de modo a exercitar a curiosidade e o estranhamento diante do mundo; Conhecer e compreender, por meio da confrontação das diversas narrativas- registros iconográficos, escritos e orais-, o processo de criação e de desenvolvimento do Estado em que vive; Elaborar narrativas – registros iconográficos, escritos, orais e audiovisuais – sobre a história do estado, utilizando fontes históricas. R ep re se n ta çõ es d o t em p o Organização do espaço vivido ao longo do tempo. Processos de intervenção na paisagem natural local e a construída. Modo de vida dos migrantes europeus, afrodescendentes e indígenas e suas contribuições no modo de vida de nossa sociedade. Cultura: tradições e costumes Identificar diferenças e semelhanças entre as formas de organização (bairros, regiões, zonas), ao longo do tempo, do Estado em que vive. Perceber mudanças e permanências no desenvolvimento do Estado a partir dos processos de ocupação, por meio do estudo dos grupos sociais que viveram e vivem nesse território e dos processos de intervenção na paisagem natural local. Contextualizar a história de sua própria família em relação à história do município e estado, identificando as origens de seu grupo familiar, a partir de fontes diversas: relatos orais, fotos e objetos. C a te g o ri a s, n o çõ es e co n ce it o s Governantes. Organização política: Poder legislativo, executivo e judiciário. Eleições e sua história. Estabelecer nexos de causalidade entre os fatos históricos que demarcam mudanças e permanências políticas, sociais, culturais, econômicas e ambientais no Estado em que vive, relacionando-as a outros lugares de vivências; Conhecer a organização política municipal e estadual compreendendo o funcionamento e as relações entreas instituições relacionadas aos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 111 D im en sã o p o lí ti co -c id a d ã Fatores que influenciam a vida das pessoas. Ética e cidadania. Grupos sociais e étnicos – culturais. Patrimônio cultural material e imaterial. Convívio em sociedade. Legislação. Direitos e deveres. Entender que os direitos e deveres são regulamentados pela legislação, por meio do estudo de documentos como a Declaração Universal dos Direitos da Criança, identificando mudanças e permanências com relação a concepção de direitos e deveres ao longo do tempo Entender que as relações de consumo são regulamentadas pela legislação, por meio de estudos de documentos como o Código de Defesa do Consumidor, identificando mudanças e permanências nessas relações ao longo do tempo. Conhecer o patrimônio municipal, material e imaterial, compreendendo sua preservação e seu uso como exercícios de cidadania. Definir coletivamente, regras de convivência no espaço escolar, enquanto prática de participação politico-cidadã. Ciências Sociais- Geografia Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem O s u je it o e o m u n d o O ESTADO História do estado (Contestado). Localização (Espaço geográfico - político). População (descendência das famílias). Trabalho: modos de vida. Economia. Indústria. Comércio. Cidade e campo: trabalho, produção, relações. Situar seu lugar de vivência, em relação a recortes espaciais diferenciados, identificando sua localização em dimensões político- administrativas. Identificar convergências e divergências de limites espaciais entre dimensões político- administrativas, territórios étnico-culturais e socioambientais. Identificar, valorizar e respeitar tipos de trabalho e de trabalhadores em relação à produção econômica e à história, nos seus Meios de transporte. Agricultura; Agropecuária; (tirei da história e coloquei aqui) lugares de vivências. O l u g a r e o m u n d o Características ambientais (clima, relevo, vegetação, hidrografia). População do centro e interior do estado. Relações entre cidade e campo. Cidade e campo: as paisagens. Características e modo de intervenção humana no ambiente vivido. Conhecer as principais características e os processos ambientais (clima, relevo, vegetação, hidrografia), reconhecendo suas influências nos modos de vida. Reconhecer como a circulação de ideias, de informações, de pessoas, de coisas, afeta o cotidiano das sociedades. Compreender os aspectos físicos, observando a superfície do planeta, a distribuição espacial dos fenômenos da paisagem e a dinâmica de interação com a atmosfera e o universo. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 112 L in g u a g en s e o m u n d o Mapas. Gráficos (Interpretação e construção). Tabelas. Escala geográfica. Legendas contidas nos mapas. Observar, coletar e sistematizar informações em gráficos, mapas, tabelas e textos que possibilitem compreender fenômenos naturais e sociais. Pesquisar elementos geográficos de outros lugares e temporalidades que se relacionam com seu município, seu estado, região e federação. Compreender as relações entre escalas geográficas, aplicando-as às leituras espaciais. R es p o n sa b il id a d es e o m u n d o Problemas urbanos. Fenômenos naturais e sociais. Relações entre município, estado e federação. Desenvolvimento científico e tecnológico. Problemas ambientais (poluição, aquecimento global, efeito estufa, derretimento das geleiras, entre outros). Identificar e compreender afinidades, conflitos e tensões entre pessoas e grupos como dinâmicas sociais que contribuem para definição e disputa de territórios. Identificar instâncias do poder público e canais de participação social relativas a questões socioambientais e étnico-culturais. Expressar, em diversas linguagens, modos de vida de migrantes, indígenas e afrodescendentes e as suas contribuições na sociedade de seu estado e de sua região. Entender a relação entre a terra e seus habitantes, analisando tanto características físicas como humanas. ENSINO RELIGIOSO Eixo Conteúdos Objetivos de Aprendizagem Família (Diferentes Constituições). Relações família, escola e sociedade. Diferentes religiões. Aprimorar a importância dos valores humanos nos educandos para promover-se uma educação voltada para a ética, respeito mútuo, solidariedade, pluralidade cultural, etnias, ideologias, religiões, dentre outras, S er h u m a n o Direitos humanos; (bullying, gênero, preconceito, racismo). Valores: Respeito e cidadania, ética, autoestima, convivência, responsabilidade, cooperação, tolerância, justiça, solidariedade, afetividade, amizade, companheirismo, fraternidade, amor, colaboração, autonomia, entre outros. Constituição Federal, ECA, Declaração dos Direitos e Deveres da Criança, Regimento Escolar e diante destas suas histórias no que diz respeito aos direitos e deveres dos cidadãos. Formas de discriminação e injustiça. Situações de conflito. destacando-se a importância destes nas relações cotidianas da escola, família e sociedade, voltando-se para a internalização dos conceitos e prática dos mesmos. Discutir as legislações e as características históricas, socialmente e culturalmente construídas, que determinam a forma como os sujeitos se comportam, interagem com outros indivíduos e com o meio ambiente, físico e social, considerando que nem tudo acontece como queremos, mas de acordo com os interesses coletivos. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 113 ESTRATÉGIAS LINGUAGEM Hora do Conto. Leitura diária de diferentes gêneros textuais pelo professor (enfatizando o gênero a aprofundar). Leitura pelo aluno de gibis, enciclopédias, jornais (para buscar informações, se divertir e aprender sobre o tema). Roda de biblioteca (empréstimo de livros, apreciação da qualidade literária, comentários, indicação aos colegas, compartilhamento de Impressões sobre o livro, lembrança de trechos...). Interpretar textos buscando as informações implícitas e as explícitas. Ler livros do mesmo autor e perceber que gênero ele escreve. Pesquisar um autor. Ler sua biografia. Ler outras biografias para se aproximar do gênero. Realizar um levantamento do repertório de poesias. Levar os alunos a perceber repetições, rimas e outros efeitos sonoros. Coletar poemas que a comunidade conhece. Apresentar diferentes poesias e diferentes autores para aumentar o repertório das crianças. Escrever, revisar e reescrever poemas. Pesquisas na Internet. Relatórios de experiências, de visitas ou passeios. Utilização da informática (utilizar o editor de texto para ditados, formação de frases e produções de textos Word, Power point). Produção de textos práticos, informativos, literários individualmente ou em duplas. Leitura para refletir sobre a sua produção escrita (reconhecer os recursos linguísticos). Saraus literários (narração, reconto de contos conhecidos, declamação de poesias... ). Escrever uma carta, por no correio. Corresponder-se com os colegas da escola.Criar um correio na escola. Eleger um carteiro (diário ou semanal) na sala para distribuir as cartas. Trabalhar a gramática nas reescritas, nas interpretações de texto... Uso constante do dicionário. Recortar palavras, escrevê-las, construir frases. - Trabalhos em grupos. CIÊNCIAS NATURAIS Cruzadas, pesquisas, experiências... Construir com figuras de revistas, recortadas pelas crianças, uma pirâmide alimentar. Observar o cardápio da escola, a organização, a variedade. Entrevista com a cozinheira da escola enfatizando os cuidados com a higiene na preparação dos alimentos. Observar a ação dos fungos nos alimentos, com experiência prática. Pesquisar explicações para a decomposição, contrastando as informações com a prática, e fazer um registro escrito. Chuva ácida nas plantas: regar dois vasos com água pura e os outros dois com água misturada ao vinagre, comparar e anotar as considerações. Textos informativos. Vídeos. Realizar experiências sobre o ar, o vento (cata- vento, biruta). Construir um terrário. MATEMÁTICA Entregar cópia de situações problemas para as crianças. Realizar a leitura compartilhada, destacando os principais dados numéricos e as questões a ser respondidas. Construir estratégias de cálculo mental. Jogos. Utilizar os diferentes recursos para a resolução de problemas. Dramatizar a história da moeda. Situações problemas utilizando panfletos de lojas. Leitura do livro Como se Fosse Dinheiro, autora Ruth Rocha. Fazer uma coletânea de moedas antigas, identificar e realizar uma exposição. Realizar atividades que oriente as crianças a estabelecer relações entre horas e minutos. Propor aos alunos situações que envolvam medições efetivas, como a quantidade de água em recipientes e a altura dos colegas... Propor o trabalho com jarras medidoras de líquido. Apresentar à turma a fita métrica para que a numeração seja observada em detalhes. Construção da fita métrica. Propor às crianças problemas que estimulem o trabalho com medição, aproximação ou cálculo para determinar ou comparar o perímetro de figuras geométricas planas. Utilização de diferentes instrumentos de medidas, medindo sala de aula, mesa, lápis, porta,... Propor a construção de maquetes utilizando escala. Utilizar espelhos ou reflexos na água para iniciar a observação da simetria. Folhas com desenhos para completar simetricamente. Com papel quadriculado pode-se trabalhar as faixas Sistematização Curricular do Município de Concórdia 114 decorativas desenhadas e coloridas simetricamente. Observar e manejar as figuras planas na sala de aula. Com material de sucata estudar, observar construir, desconstruir as figuras espaciais. Em papel quadriculado ditar linhas e sequências que a criança deverá seguir descrever as formas e utilizar o vocabulário correto. Levar algumas receitas em que apareçam frações. Fazer com os alunos algumas receitas em que sejam usadas frações. Jogos de frações, mosaicos... Construir um mercadinho ou brechó escolar, para simular venda e compra de mercadorias. Criação de diferentes tipos de gráficos. Propor à turma uma pesquisa sobre gráficos em jornais e revistas. Certifique-se que os gráficos escolhidos tratem de temas que os alunos tenham familiaridade: número de alunos na escola, dados sobre desmatamento, população etc. Realizar a leitura e interpretação dos gráficos. CIÊNCIAS HUMANAS- HISTÓRIA E GEOGRAFIA Construir uma linha do tempo evidenciando os aspectos históricos do estado e paralelamente uma linha do tempo com os fatos importantes que aconteceram no município na mesma época. Interpretar a letra do Hino de Santa Catarina e relacionar aspectos geográficos e históricos do estado. Estabelecer as relações entre a letra do hino e identificar sua importância para a construção de imagens e símbolos sobre o estado. Conhecer o modo de vida e da produção cultural dos moradores através de reportagens de jornais, revistas, fotografias, mapas. Com fotos antigas e recentes de diferentes bairros da cidade em que fica a escola, estimular os alunos a observar as principais mudanças ocorridas no espaço. Resgatar brincadeiras e tradições populares do estado. Mostrar o mapa político do estado onde reside, dividido em municípios, por que dessa da divisão. Propor aos alunos o levantamento de informações sobre a origem e organização da própria cidade. Entrevistar um vereador sobre a forma de organização da cidade, o trabalho de um vereador, do prefeito. Elaborar uma eleição com as crianças. Construir maquetes. Apresentar aos alunos imagens de rios de planícies e de planalto, poluídos e não poluídos. Pesquisas em sites, livros, publicações locais. Registrar em texto as suas observações. Identificar os problemas ambientais da região, depois do estado. Pesquisar notícias em jornais e revistas sobre o meio ambiente ou algo relacionado a problemas ambientais. Construir maquetes. Debates sobre assuntos da atualidade. REFERÊNCIAS BRASIL, Base Nacional Comum Curricular – BNCC- Documento Preliminar, versões 1 e 2. Brasília, 2015/ 2016. BRASIL, Lei n° 9394 de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDBEN 9394/96. CONCÓRDIA-SC. Prefeitura Municipal. Secretaria de Educação Sistematização Curricular da Rede Municipal de Concórdia-SC. – 2. ed. – Concórdia-SC : Progressiva, 2010. MOREIRA, Antonio Flavio B. Currículo e gestão: propondo uma parceria. www.scielo.br/pdf/ensaio/v21n80/a09v21n80.pdf, p. 553. Publicado em 05/08/2013. SOUZA. Carilza Prado de. (org) Avaliação do rendimento escolar. Campinas SP. 2ed. Papirus, 1993. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 115 Anos Iniciais - Ensino Fundamental 5º ANO Os conhecimentos acumulados pelo ser humano são construídos historicamente. Por sua constante renovação, os grupos sociais compartilham suas experiências e saberes às novas gerações em tempos e contextos diferentes de forma dinâmica e contínua. Os saberes que cada sociedade foi construindo evoluíram e surge, então, a escola, que tem como objetivo dinamizar os conhecimentos produzidos ao longo da história aos que chegam a tempos seguintes ao que os fatos ocorreram. Esse saber produzido historicamente pode ser transmitido de forma oral ou escrita. Em razão do grande desenvolvimento intelectual, os conhecimentos gerados em cada sociedade foram sendo registrados para maior aproveitamento deles e sem o risco da perda de importantes informações, descobertas ou experiências organizadas ao longo da história. Com o advento da era moderna e das tecnologias, diferentes maneiras de registro do saber foram sendo criadas, oportunizando o acesso desses conhecimentos aos membros da sociedade. Assim, os processos de ensino e aprendizagem estão inevitavelmente interligados entre o ser humano e todo seu contexto social, como assevera Vigotski (2003, p. 75), “[...] toda educação tem inevitavelmente um caráter social”. A aprendizagem é um processo interno e complexo, portanto não ocorre de uma hora para outra. Por ser processual, precisa de tempo de maturação, tempo esse que não se mede pelo tempo cronológico, mas sim pelo de quem aprende. Nesse contexto, podemos dizer então que o ensino é a prática de contextualizar os saberes teóricos constituídos pela sociedade ao longo do tempo, e aprendizagem é a apropriação desses conhecimentospor parte daqueles que chegaram a outro tempo histórico, por isso compreendemos a escola como “uma instituição cujo papel consiste na socialização do saber sistematizado” (SAVIANI, 2000, p. 18), ou seja, esse processo de ensinar e aprender faz parte efetivamente da construção do ser humano em que o ensino só se concretiza quando o aluno contextualizar sua aprendizagem. Na atualidade, a estruturação escolar é fundamentada na separação de anos e níveis de ensino. Cada ano, por conseguinte, está separada em disciplinas e cada uma delas subdividida em conteúdos. O currículo escolar determina essa divisão disciplinar e respectivos saberes, organizando quais recortes do conhecimento serão contemplados em cada ano. Nesse estudo nos propomos a reorganizar o currículo do 5º ano Sistematização Curricular do Município de Concórdia 116 considerando as especificidades que o ensino de nove anos trouxe bem como as características dos alunos que passam por essa etapa. Os currículos do Ensino Fundamental de acordo com a LDB (BRASIL, 2014c), no artigo 26, devem ter uma base nacional comum e ser complementadas por uma parte diversificada, sem, portanto, constituir-se de blocos distintos, sendo, entretanto, planejadas de tal modo que perpassem a proposta curricular desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. Esse mesmo artigo preconiza no §1º que “os currículos devem abranger, obrigatoriamente, o estudo da língua portuguesa e da matemática, o conhecimento do mundo físico e natural e da realidade social e política, especialmente do Brasil” (BRASIL, 2014c). Acrescenta ainda a arte e a educação física bem como o ensino de pelo menos uma língua estrangeira na parte diversificada. Essa organização tem como finalidade delinear os processos do ensino e da aprendizagem no seu contexto formal e que são dinamizados pela escola. Sendo assim, a especificidade da escola é [...] a transmissão-assimilação do saber sistematizado. Este é o fim a atingir. É aí que cabe encontrar a fonte natural para elaborar os métodos e as formas de organização do conjunto das atividades da escola, isto é, do currículo. E aqui nós podemos recuperar o conceito abrangente de currículo (organização do conjunto das atividades nucleares distribuídas no espaço e tempo escolares). Um currículo é, pois, uma escola funcionando, quer dizer, uma escola desempenhando a função que lhe é própria (SAVIANI, 2000, p. 23). Nesse sentido, a escola é compreendida como insubstituível e incontestável, diferentemente das outras instituições, ela tem um papel essencial para a sociedade. Ela precisa organizar metodologias adequadas para que o conhecimento seja organizado para os membros que nela chegam. A teoria e a prática educativa são elementos importantes aos professores, pois a correlação entre ambas, além de dar sentido ao fazer docente, também contribui para o processo de aprendizagem do aluno. Nesse sentido Lazzarin (2015, p.39) aponta que “torna-se imprescindível que os professores tenham clareza de suas bases epistemológicas, uma vez que são estas que organizarão a prática educativa” e, por conseguinte oportunizarão a apropriação do conhecimento. Os processos do ensino e da aprendizagem são orientados por teorias e modelos epistemológicos, seja de maneira explícita, seja implícita. Considerando a sociedade da aprendizagem da qual fazemos parte, bem como as transformações que vivenciamos na área educacional, torna-se evidente que uma prática pedagógica meramente técnica e instrucional, não mais responde aos problemas que enfrentamos, é Sistematização Curricular do Município de Concórdia 117 importante à realização de um processo de reflexão e indagação acerca das práticas pedagógicas o que não se restringe a expor os conhecimentos de uma disciplina ou de um conjunto de disciplinas, mas de organizar programas de ensino em torno de problemas científicos e de caráter pedagógico que correspondem às necessidades da sociedade e aos interesses dos estudantes. Nesse contexto, não cabe mais uma educação pautada no professor como mero transmissor de conhecimentos, em que o objetivo do processo educativo é treinar técnicas e decorar fórmulas prontas, como se o conteúdo fosse uma verdade que não se vivencia, e a rotina está em memorizar o que o instrutor ensina, repetindo fielmente seus ensinamentos. Portanto, os processos do ensino e da aprendizagem precisam ser desenvolvidos de forma dinâmica, na qual o aluno tenha oportunidade de compreender e contextualizar o mundo que o cerca, posicionando-se sem preconceitos e desenvolvendo uma postura de participação na sociedade. Assim assinala o documento “Sistematização Curricular da Rede Municipal de Concórdia – SC” Não estamos falando de um currículo que parte do cotidiano e aí se esgota, mas de um currículo para a formação humana que parte do cotidiano e introduz novos conhecimentos, que amplie a visão de mundo, que permita que o aluno perceba a realidade e consiga estabelecer relações com outras realidades e assim passa a tomar posições frente à sociedade em que vive, desenvolvendo a sua consciência, o seu comprometimento e a sua participação na dinâmica social (CONCÓRDIA, 2010, p. 48). Nesse sentido, uma atividade de aprendizagem requer um movimento interno de construção de conhecimento entre sujeitos sociais, históricos e culturais, pois está articulada na linguagem, na troca de experiências e no conhecimento científico. Assim é relevante que os educadores disponham de sensibilidade, diálogo e afetividade, proporcionando ambientes, linguagens e metodologias em que o aluno se reconheça no contexto da aprendizagem. Desse modo, por meio do diálogo e da afetividade, os educadores se aproximam do mundo cultural do educando, proporcionando-lhe um sentimento de autoria e pertença no processo do aprender. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 118 Linguagem Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem P rá ti ca d a p ro d u çã o e sc ri ta Textos: instrucionais, jornalísticos, ficcionais de narrativa longa, de memória, poéticos, tiras, propagandas, artigos de opinião, carta de reclamação, narrativa mítica, relato pessoal, exposição de pesquisa, análise e síntese, uso da pontuação associada aos diferentes textos. Ler, interpretar e produzir textos estudados. Identificar título, tema, personagens e ações do texto. Refletir sobre as informações apresentadas em textos científicos e relacioná-los com o cotidiano. Diferenciar textos observando características de cada gênero. Reestruturar os textos ampliando os conhecimentos sobre sua produção. P rá ti ca d e p ro d u çã o o ra l Narrativas orais Comentários Entrevista Noticias Exposição de curiosidades Debates Ler os textos com ritmo e entonação correta respeitando sinais de pontuação. Traduzir e interpretar o vocabulário dos textos aplicando-o em outras frases. Relatar com clareza fatos acontecidos ampliando seu vocabulário. Comentar aspectos estudados relacionados ao cotidiano. Entrevistar pessoas relatando as informações obtidas. Apresentar notícias veiculadas nos meios de comunicação. Expor informações e curiosidades do cotidiano. Participar ativamente de debates opinando e argumentando sob seu ponto de vista. Expressar-se oralmente com desenvoltura. Valorizar a leitura como forma de aquisição de conhecimento, lazer e função estética. P rá ti cad e a n á li se li n g u ís ti ca ( g ra m á ti ca ) O alfabeto, letra e fonema. Encontros vocálicos, consonantais e dígrafos. Formação de palavras (composição e derivação) Uso do dicionário Sílaba tônica: acento agudo e circunflexo. Sinais de pontuação Classes de palavras: adjetivos (grau comparativo) Interjeição Grafar corretamente as letras empregando adequadamente maiúsculas e minúsculas. Reconhecer palavras com hiato, ditongo e tritongo. Identificar e empregar corretamente os dígrafos. Entender a formação das palavras e suas derivações. Usar o dicionário com destreza. Acentuar corretamente as palavras conforme regras. Identificar o grau comparativo do adjetivo em textos. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 119 Pronome pessoal Pronome possessivo Substantivos (primitivos e derivados, simples e compostos, concretos e abstratos, coletivos). Artigos Verbo (noção) Conjugação nos três tempos (presente, passado e futuro). Perceber a função das interjeições no texto. Pontuar frases e textos usando todos os sinais adequadamente. Destacar os pronomes pessoais, de tratamento, demonstrativos e possessivos na produção escrita. Identificar em textos as diferentes formas do substantivo (gênero, número e grau) Identificar e empregar os artigos definidos e indefinidos. Identificar os verbos nas frases. Evidenciar os tempos do verbo para identificação do tempo. O rt o g ra fi a Trabalho específico com a grafia de palavras duvidosas Letras C, Ç, S, SS, SC, SÇ, XC e Z. Uso do Re RR e regionalismos Terminações ICE e ISSE Terminações ESA e EZA Letras LH e LI Sons da letra X Homônimos Uso do porque, por que, porquê e por quê Palavras têm, tem, vêm, vem Palavra traz e trás, há e a, haja e aja, houve e ouve, meio e meia. Palavras mal e mau, mas e mais, onde e aonde, mesmo e mesma, obrigada e obrigado, próprio e própria, para eu e para mim, Fonética: sílaba, noção de ditongo e hiato. Tonicidade e acentuação Acentuação de palavras: proparoxítonas, paroxítonas e oxítonas. Realizar atividades que esclareçam a grafia de cada uma das palavras duvidosas. Esclarecer em atividades específicas o regionalismo no uso da letra R. Destacar a significância dos homônimos. Em atividades baseadas em textos esclarecer o uso de cada PORQUE, TEM e VEM com suas diferenças e usos. Evidenciar os sons das letras e dos dígrafos na ortografia. Contextualizar os aspectos gramaticais estudados. Trabalhar cotidianamente a fonética como base para acentuação correta. Matemática Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem Figuras geométricas planas Ponto, linha, reta Estudar as formas geométricas presentes no ambiente (círculo quadrado, triângulo e retângulo). Classificar os quadriláteros pela formação de linhas e ângulos. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 120 G eo m et ri a ( es p a ço e f o rm a ) Ângulos: reto, agudo, obtuso em polígonos Esfera, círculo, e circunferência, conceito de raio e diâmetro Uso de compasso Perímetro Área de figuras planas Redução e ampliação de figuras Construção de eixos de simetria Tangram Formas geométricas espaciais: cone, cilindro, esfera. Conceituar raio e diâmetro da circunferência. Calcular área e perímetro das figuras geométricas mais comuns no cotidiano (retângulo e quadrado). Ampliar e reduzir figuras (parceria com artes) Construir conceito de simetria (parceria com artes). Confeccionar Tangram identificando figuras geométricas. Identificar as formas geométricas espaciais (cone, cilindro e esfera). G ra n d ez a s e m ed id a s Medidas de tempo (segundo, minuto, hora, semanas, meses, anos, décadas, século e milênio) Sistema Monetário (dinheiro em cédulas e moedas, cheque e cartão) Educação financeira (orçamento e planejamento) Medidas de comprimento: metro, centímetro, milímetro e quilômetro. Medidas de superfície: quilometro, metro e centímetros quadrados. Medidas de massa: quilograma, grama, tonelada, arroba. Medidas de capacidade: litro, mililitro. Aparelhos de medida de temperatura. Usar as medidas de tempo em diferentes contextos. Identificar a moeda oficial e desenvolver habilidades de uso do sistema monetário. Realizar atividades de educação financeira no cotidiano. Desenvolver cálculos de situações de uso das medidas de capacidade, massa, superfície e comprimento. E st a tí st ic a e p ro b a b il id a d e (t ra ta m en to d a i n fo rm a çã o ) Gráficos Tabelas -Interpretação dos dados e legenda e escala Aplicar informações em tabelas e gráficos identificando e interpretando dados na legenda fazendo as análises dos dados. Sistematização Curricular do Município de Concórdia 121 N ú m er o s e o p er a çõ es Sistema de numeração decimal (classes e ordens dos milhões e bilhões). Retomada da adição e subtração utilizando a milhar Multiplicação usando a milhar Tabuada até dez / múltiplos de um nº As quatro operações e suas regras. Divisão utilizando a unidade de milhar Divisores e números primos Critérios de divisibilidade por 0,1,2, 5 e 10. Números decimais: adição, subtração, multiplicação, divisão em situações problema do cotidiano. Uso e entendimento da calculadora. Expressões numéricas. Identificar a forma de representação dos números em classes. Realizar operações de adição, subtração, divisão e multiplicação em situações problema do cotidiano. Desenvolver jogos em sala e na informática para memorização da tabuada. Entender a situação de uso dos numerais decimais e seus procedimentos operatórios. Utilizar a calculadora como instrumento de aferição dos resultados. Cálculo mental Á lg eb ra e f u n çõ es Frações: Leitura de representação fracional. Nnumerador /denominador/ comparação Mínimo múltiplo comum Equivalência Simplificações Frações de quantidade. Adição e subtração Multiplicação e divisão (noção) Situações problemas envolvendo frações Porcentagem Identificar a formação das frações e sua aplicabilidade no cotidiano. Entender a equivalência de frações. Calcular o mínimo múltiplo comum. Realizar cálculos de frações em problemas contextualizados. Identificar a porcentagem como decorrência de fração. Ciências da Natureza Eixo Conteúdos Objetivos de aprendizagem Ar: camadas da atmosfera, aquecimento global e chuva ácida, fenômenos (ciclones e tornados Identificar a importância do ar para a vida dos seres vivos. Reconhecer a composição do ar e os gases que constituem a atmosfera bem como suas Sistematização Curricular do Município de Concórdia 122 A m b ie n te e s er es v iv o s Água: composição, propriedades e fenômenos (granizo, geada e neve). Solo: Fenômeno do terremoto e vulcão. Plantas: características e Funções (fotossíntese e respiração) características. Conhecer as principais