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Técnicas de demonstração Prof. Diego Brandão Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonceca (CEFET/RJ) Departamento Acadêmico de Informática (DEPIN) 2 de Maio de 2019 Diego Brandão (CEFET/RJ) Matemática Discreta 1 / 1 Roteiro Diego Brandão (CEFET/RJ) Matemática Discreta 2 / 1 Terminologia básica Um axioma é uma afirmação que é dada para ser verdade. Uma regra de inferência é uma regra lógica usada para deduzir uma declaração a partir de outra(s). Um teorema é uma proposição que pode ser provada usando definições, axiomas, outros teoremas e regras de inferência. Uma conjectura é um teorema que ainda não foi provado (nem refutado). Diego Brandão (CEFET/RJ) Matemática Discreta 3 / 1 Terminologia básica Um teorema é uma proposição do tipo p → q em que p e q são proposições (possivelmente compostas); p é denominada hipótese; q é denominada conclusão (ou tese). Técnicas de demonstração são usadas para comprovar a veracidade de teoremas. Diego Brandão (CEFET/RJ) Matemática Discreta 4 / 1 Quantificadores universal e existencial Em qualquer técnica de demonstração, deve-se ter especial atenção aos quantificadores envolvidos no teorema. provar a proposição (∀x ∈ A)p(x) isso significa provar para todo x ∈ A mostrar para um elemento a ∈ A é um exemplo e não uma prova. provar a proposição (∃x ∈ A)p(x) basta provar para algum a ∈ A aqui, um exemplo é uma prova (compare com o caso universal) Diego Brandão (CEFET/RJ) Matemática Discreta 5 / 1 Roteiro Diego Brandão (CEFET/RJ) Matemática Discreta 6 / 1 Demontração direta A demonstração direta é utilizada para provar declarações do tipo p → q, onde p e q são proposições possivelmente compostas. p é denominada hipótese; q é denominada conclusão; Essa técnica pressupõe verdadeira a hipótese e, a partir desta, prova ser verdadeira a conclusão. Na demonstração de que p → q, a hipótese p é suposta verdadeira, i.e., não deve ser demonstrada. Diego Brandão (CEFET/RJ) Matemática Discreta 7 / 1 Prova direta Exemplo Prove que a soma de dois números pares é um número par. Para aplicar a prova direta, devemos reescrever na forma de p → q: se n e m são dois números pares quaisquer, então n +m é um número par. Prova. Qualquer par n pode ser definido como n = 2r , para algum natural r . Suponha que n e m são dois pares quaisquer. Então existem r , s ∈ N tais que n = 2r e m = 2s. Portanto n +m = 2r + 2s = 2(r + s) A soma de dois naturais r + s é natural, n+m = 2(r + s). Logo, n+m é um número par. Diego Brandão (CEFET/RJ) Matemática Discreta 8 / 1 Prova direta Exemplo Prove que a soma de dois números pares é um número par. Para aplicar a prova direta, devemos reescrever na forma de p → q: se n e m são dois números pares quaisquer, então n +m é um número par. Prova. Qualquer par n pode ser definido como n = 2r , para algum natural r . Suponha que n e m são dois pares quaisquer. Então existem r , s ∈ N tais que n = 2r e m = 2s. Portanto n +m = 2r + 2s = 2(r + s) A soma de dois naturais r + s é natural, n+m = 2(r + s). Logo, n+m é um número par. Diego Brandão (CEFET/RJ) Matemática Discreta 8 / 1 Prova direta Exemplo Prove que a soma de dois números pares é um número par. Para aplicar a prova direta, devemos reescrever na forma de p → q: se n e m são dois números pares quaisquer, então n +m é um número par. Prova. Qualquer par n pode ser definido como n = 2r , para algum natural r . Suponha que n e m são dois pares quaisquer. Então existem r , s ∈ N tais que n = 2r e m = 2s. Portanto n +m = 2r + 2s = 2(r + s) A soma de dois naturais r + s é natural, n+m = 2(r + s). Logo, n+m é um número par. Diego Brandão (CEFET/RJ) Matemática Discreta 8 / 1 Roteiro Diego Brandão (CEFET/RJ) Matemática Discreta 9 / 1 Prova por contraposição Essa técnica se baseia no resultado denominado contraposição: p → q ⇔ ¬q → ¬p Como exercício, construa as tabelas verdades de ambos os lados da bicondicional acima para comprovar que a proposições correspondentes são realmente equivalentes. Diego Brandão (CEFET/RJ) Matemática Discreta 10 / 1 Prova por contraposição Prova por contraposição Por meio da técnica de demonstração por contraposição, para provar uma proposição do tipo p → q, prova-se ¬q → ¬p por prova direta. a partir de ¬q obter ¬p Diego Brandão (CEFET/RJ) Matemática Discreta 11 / 1 Prova por contraposição - exemplo Exemplo Prove que, para todos os inteiros m e n, se o produto de m e n é par, então m é par ou n é par. Vamos provar a contrapositiva da declaração fornecida: se m e n são ambos inteiros ímpares, então mn é ímpar. Prova. Suponha que m e n são inteiros ímpares arbitrários. Então m = 2a+ 1 e n = 2b + 1, onde a e b são inteiros. Então mn = (2a+ 1)(2b + 1) (substituição) 4ab + 2a+ 2b + 1 (leis associativa, distributiva e comutativa) 2(2ab + a+ b) + 1 (lei distributiva) Posto que mn é o dobro de um inteiro mais 1, então mn é ímpar. Diego Brandão (CEFET/RJ) Matemática Discreta 12 / 1 Prova por contraposição - exemplo Exemplo Prove que, para todos os inteiros m e n, se o produto de m e n é par, então m é par ou n é par. Vamos provar a contrapositiva da declaração fornecida: se m e n são ambos inteiros ímpares, então mn é ímpar. Prova. Suponha que m e n são inteiros ímpares arbitrários. Então m = 2a+ 1 e n = 2b + 1, onde a e b são inteiros. Então mn = (2a+ 1)(2b + 1) (substituição) 4ab + 2a+ 2b + 1 (leis associativa, distributiva e comutativa) 2(2ab + a+ b) + 1 (lei distributiva) Posto que mn é o dobro de um inteiro mais 1, então mn é ímpar. Diego Brandão (CEFET/RJ) Matemática Discreta 12 / 1 Prova por contraposição - exemplo Exemplo Prove que, para todos os inteiros m e n, se o produto de m e n é par, então m é par ou n é par. Vamos provar a contrapositiva da declaração fornecida: se m e n são ambos inteiros ímpares, então mn é ímpar. Prova. Suponha que m e n são inteiros ímpares arbitrários. Então m = 2a+ 1 e n = 2b + 1, onde a e b são inteiros. Então mn = (2a+ 1)(2b + 1) (substituição) 4ab + 2a+ 2b + 1 (leis associativa, distributiva e comutativa) 2(2ab + a+ b) + 1 (lei distributiva) Posto que mn é o dobro de um inteiro mais 1, então mn é ímpar. Diego Brandão (CEFET/RJ) Matemática Discreta 12 / 1 Prova por contraposição - exemplo Exemplo Prove que, para todos os inteiros m e n, se o produto de m e n é par, então m é par ou n é par. Vamos provar a contrapositiva da declaração fornecida: se m e n são ambos inteiros ímpares, então mn é ímpar. Prova. Suponha que m e n são inteiros ímpares arbitrários. Então m = 2a+ 1 e n = 2b + 1, onde a e b são inteiros. Então mn = (2a+ 1)(2b + 1) (substituição) 4ab + 2a+ 2b + 1 (leis associativa, distributiva e comutativa) 2(2ab + a+ b) + 1 (lei distributiva) Posto que mn é o dobro de um inteiro mais 1, então mn é ímpar. Diego Brandão (CEFET/RJ) Matemática Discreta 12 / 1 Prova por contraposição - exemplo Exemplo Prove que, para qualquer inteiro a, se a2 é par, então a é par. Prova. Suponha que a é um inteiro ímpar arbitrário. Então a = 2k + 1, onde k é inteiro. Então aa = (2k + 1)(2k + 1) (substituição) 4k2 + 2k + 2k + 1 (leis associativa, distributiva e comutativa) 2(2k2 + 2k) + 1 (lei distributiva) Posto que a2 é o dobro de um inteiro mais 1, então a2 é ímpar. Repare que está declaração é um caso particular da declaração provada no exemplo anterior. Diego Brandão (CEFET/RJ) Matemática Discreta 13 / 1 Prova por contraposição - exemplo Exemplo Prove que, para qualquer inteiro a, se a2 é par, então a é par. Prova. Suponha que a é um inteiro ímpar arbitrário. Então a = 2k + 1, onde k é inteiro. Então aa = (2k + 1)(2k + 1) (substituição) 4k2 + 2k + 2k + 1 (leis associativa, distributiva e comutativa) 2(2k2+ 2k) + 1 (lei distributiva) Posto que a2 é o dobro de um inteiro mais 1, então a2 é ímpar. Repare que está declaração é um caso particular da declaração provada no exemplo anterior. Diego Brandão (CEFET/RJ) Matemática Discreta 13 / 1 Prova por contraposição - exemplo Exemplo Prove que, para qualquer inteiro a, se a2 é par, então a é par. Prova. Suponha que a é um inteiro ímpar arbitrário. Então a = 2k + 1, onde k é inteiro. Então aa = (2k + 1)(2k + 1) (substituição) 4k2 + 2k + 2k + 1 (leis associativa, distributiva e comutativa) 2(2k2 + 2k) + 1 (lei distributiva) Posto que a2 é o dobro de um inteiro mais 1, então a2 é ímpar. Repare que está declaração é um caso particular da declaração provada no exemplo anterior. Diego Brandão (CEFET/RJ) Matemática Discreta 13 / 1 Prova por contraposição - exercício Exercício Prove (usando a técnica de contraposição) que [n! > (n + 1)]→ (n > 2) Diego Brandão (CEFET/RJ) Matemática Discreta 14 / 1 Roteiro Diego Brandão (CEFET/RJ) Matemática Discreta 15 / 1 Demonstração por contradição (redução ao absurdo) Demonstração por contradição Para provar p → q por meio da técnica de demonstração por contradição, os passos são os seguintes: supor que a hipótese p é verdadeira supor que a negação da tese ¬q é verdadeira concluir uma contradição (em geral, q ou ¬q) Diego Brandão (CEFET/RJ) Matemática Discreta 16 / 1 Prova por contradição - exemplo Exemplo Prove que, se x e y são números reais, e que 5x + 25y = 1723, então x ou y não é inteiro. Prova. Considere que x e y são tais que 5x + 25y = 1723, e que x e y são inteiros. Pela propriedade distributiva, temos que 5(x + 5y) = 1723 Posto que x e y são inteiros, a implicação é que 5 divide 1723, o que claramente não é verdade. Essa contradição prova que não é verdade que x e y são ambos inteiros. Portanto, x ou y não é inteiro. Diego Brandão (CEFET/RJ) Matemática Discreta 17 / 1 Prova por contradição - exemplo Exemplo Prove que, se x e y são números reais, e que 5x + 25y = 1723, então x ou y não é inteiro. Prova. Considere que x e y são tais que 5x + 25y = 1723, e que x e y são inteiros. Pela propriedade distributiva, temos que 5(x + 5y) = 1723 Posto que x e y são inteiros, a implicação é que 5 divide 1723, o que claramente não é verdade. Essa contradição prova que não é verdade que x e y são ambos inteiros. Portanto, x ou y não é inteiro. Diego Brandão (CEFET/RJ) Matemática Discreta 17 / 1 Prova por contradição - exemplo Exemplo Prove que √ 2 é um número irracional. Prova. Essa prova se baseia no fato de que qualquer número racional pode ser escrito como a/b, onde a e b são primos entre si (i.e., não possuem fatores em comum). Suponha que √ 2 é racional, de modo que podemos escrever √ 2 = m/n (1) onde m e n são primos entre si. Eleve ao quadrado ambos os lados da Eq (??) e então multiplique ambos por n2: 2n2 = m2. (2) Diego Brandão (CEFET/RJ) Matemática Discreta 18 / 1 Prova por contradição - exemplo Exemplo Prove que √ 2 é um número irracional. Prova. Essa prova se baseia no fato de que qualquer número racional pode ser escrito como a/b, onde a e b são primos entre si (i.e., não possuem fatores em comum). Suponha que √ 2 é racional, de modo que podemos escrever √ 2 = m/n (1) onde m e n são primos entre si. Eleve ao quadrado ambos os lados da Eq (??) e então multiplique ambos por n2: 2n2 = m2. (2) Diego Brandão (CEFET/RJ) Matemática Discreta 18 / 1 Prova por contradição - exemplo (cont.) Exemplo (cont.) Obviamente m2 é par, sendo assim m é par. Sendo assim, m = 2k para algum inteiro k e a Eq. (??) se torna 2n2 = 4k2. Divida ambos os lados por 2 para encontrar n2 = 2k2 Pelo mesmo raciocínio, temos que n é par. Em resumo, se a Eq. (??) for verdadeira, então tanto m quanto n são pares, uma contradição ao fato de que m e n não compartilham fatores. Concluímos que a Eq. (??) não pode ser verdadeira, e que √ 2 é irracional. Diego Brandão (CEFET/RJ) Matemática Discreta 19 / 1 Roteiro Diego Brandão (CEFET/RJ) Matemática Discreta 20 / 1 Princípio da Indução Matemática Princípio da Indução Matemática Uma propriedade P qualquer é válida para ∀n ≥ n0,n,n0 ∈ Z, se for possível provar que: 1 P(n0) é válida; 2 ∀k ∈ Z tal que k ≥ n0, P(k)→ P(k + 1). Diego Brandão (CEFET/RJ) Matemática Discreta 21 / 1 Princípio da Indução Matemática Uma analogia: a escada infinita. Diego Brandão (CEFET/RJ) Matemática Discreta 22 / 1 Princípio da Indução Matemática Outra analogia: a cadeia de dominós. Diego Brandão (CEFET/RJ) Matemática Discreta 23 / 1 Princípio da indução matemática A indução matemática pode ser resumida na seguinte regra de inferência. Regra de inferência (P(n0) ∧ ∀k(P(k)→ P(k + 1))→ ∀nP(n) Diego Brandão (CEFET/RJ) Matemática Discreta 24 / 1 Prova por indução matemática Prova por indução matemática (procedimento geral de aplicação): Passo 1 (base da indução): corresponde a mostrar que P(n0) é verdadeira. Observação: n0 é usualmente um número pequeno (e.g., 0 ou 1), ao menos que uma faixa de valores a considerar seja especificada. Passo 2 (hipótese indutiva): considere que P(k) é verdadeira. Passo 3 (passo indutivo): mostre que P(k)→ P(k + 1), para todos os números naturais k tais que k ≥ n0. Diego Brandão (CEFET/RJ) Matemática Discreta 25 / 1 Roteiro Diego Brandão (CEFET/RJ) Matemática Discreta 26 / 1 Demonstração por casos Demonstração por casos A demonstração por casos consiste em dividir a conjectura que se deseja provar em diversas partes (casos) com o propósito de modularizar (simplificar) a tarefa de demonstração. Após essa subdivisão, alguma técnica de demonstração previamente vista pode ser aplicada a cada caso em particular. Diego Brandão (CEFET/RJ) Matemática Discreta 27 / 1 Demonstração por casos - exemplo Exemplo Prove que existem números irracionais x e y tais que xy é racional. Prova. Considere o número √ 2 √ 2 . Esse número ou é racional ou é irracional. Sendo assim, temos dois casos a analisar: 1) ( √ 2 √ 2 é racional). Nesse caso, a prova está completa. 2) ( √ 2 √ 2 é irracional). Nesse caso, faça x = √ 2 √ 2 e y = √ 2. Dessa forma, xy = ( √ 2 √ 2 ) √ 2 = ( √ 2)2 = 2. Em ambos os casos, existem números irracionais x e y tais que xy é racional. CQD. Diego Brandão (CEFET/RJ) Matemática Discreta 28 / 1 Demonstração por casos - exemplo Exemplo Prove que existem números irracionais x e y tais que xy é racional. Prova. Considere o número √ 2 √ 2 . Esse número ou é racional ou é irracional. Sendo assim, temos dois casos a analisar: 1) ( √ 2 √ 2 é racional). Nesse caso, a prova está completa. 2) ( √ 2 √ 2 é irracional). Nesse caso, faça x = √ 2 √ 2 e y = √ 2. Dessa forma, xy = ( √ 2 √ 2 ) √ 2 = ( √ 2)2 = 2. Em ambos os casos, existem números irracionais x e y tais que xy é racional. CQD. Diego Brandão (CEFET/RJ) Matemática Discreta 28 / 1 Demonstração por casos - exemplo Exemplo Prove que, se n é um inteiro, então 3n2 + n + 14 é par. Prova. Seja n ∈ Z . Vamos analisar dois casos: n é par e n é ímpar. Caso 1. n é par. Podemos escrever n = 2k , onde k ∈ Z . Então 3n2 + n + 14 = 3(2k)2 + 2k + 14 = 12k2 + 2k + 14 = 2(6k2 + k + 7) Já que 6k2 + k + 7 é um inteiro, 3n2 + n + 14 é par se n for par. Diego Brandão (CEFET/RJ) Matemática Discreta 29 / 1 Demonstração por casos - exemplo Exemplo Prove que, se n é um inteiro, então 3n2 + n + 14 é par. Prova. Seja n ∈ Z . Vamos analisar dois casos: n é par e n é ímpar. Caso 1. n é par. Podemos escrever n = 2k , onde k ∈ Z . Então 3n2 + n + 14 = 3(2k)2 + 2k + 14 = 12k2 + 2k + 14 = 2(6k2+ k + 7) Já que 6k2 + k + 7 é um inteiro, 3n2 + n + 14 é par se n for par. Diego Brandão (CEFET/RJ) Matemática Discreta 29 / 1 Demonstração por casos - exemplo Exemplo (cont.) Caso 2. n é ímpar. Podemos escrever n = 2k + 1, onde k ∈ Z. Então 3n2 + n + 14 = 3(2k + 1)2 + (2k + 1) + 14 = 3(4k2 + 4k + 1) + (2k + 1) + 14 = 12k2 + 12k + 3 + 2k + 1 + 14 = 12k2 + 14k + 18 = 2(6k2 + 7k + 9) Já que 6k2 + 7k + 9 é um inteiro, 3n2 + n + 14 é par se n é ímpar. Em ambos os casos 3n2 + n + 14 é par. Segue que se n é um inteiro, então 3n2 + n + 14 é par. CQD. Diego Brandão (CEFET/RJ) Matemática Discreta 30 / 1 Demonstração por casos - exercício Exercício Provar de que se n é qualquer número inteiro que não é divisível por 5, então n2 deixa resto igual a 1 ou 4 quando é dividido por 5. Diego Brandão (CEFET/RJ) Matemática Discreta 31 / 1