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Princípios da Gestão Democrática na Escola

Caderno de atividades sobre princípios da gestão democrática na escola: apresenta conceitos de organização e gestão escolar, importância da gestão democrática, implicações para o trabalho escolar, referência ao projeto político‑pedagógico e às bases legais (CF/1988, LDB/1996).

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Estrutura e Organização da 
Educação Brasileira
Autor: Lindolfo Anderson Martelli
Tema 09
Princípios da Gestão 
Democrática na Escola
seç
ões
Tema 09
Princípios da Gestão Democrática na Escola
Como citar este material:
MARTELLI, Lindolfo Anderson. Estrutura e 
Organização da Educação Brasileira: Princípios 
da Gestão Democrática na Escola. Caderno de 
Atividades. Valinhos: Anhanguera Educacional, 
2014.
SeçõesSeções
Tema 09
Princípios da Gestão Democrática na Escola
5
CONTEÚDOSEHABILIDADES
Conteúdo
Nessa aula você estudará: 
•	 Organização e gestão, os objetivos de ensino e o trabalho dos professores.
•	 A importância da gestão democrática na escola.
•	 A gestão educacional e suas implicações para a organização e o desenvolvimento do 
trabalho escolar.
Introdução ao Estudo da Disciplina 
Caro(a) aluno(a).
Este Caderno de Atividades foi elaborado com base no livro Educação Escolar: Políticas, 
Estrutura e Organização, dos autores José Carlos Libâneo, João Ferreira de Oliveira e 
Mirza Seabra Toschi, editora Cortez, 2012, PLT 748.
Roteiro de Estudo:
Lindolfo Anderson MartelliEstrutura e Organização da Educação Brasileira 
6
CONTEÚDOSEHABILIDADES
Princípios da Gestão Democrática na Escola
A educação tem assumido em nossa sociedade uma complexidade crescente, o 
que reitera a necessidade de planejamento educacional em seus diferentes âmbitos. 
Para que o planejamento educacional seja executado adequadamente, é necessário que 
a organização escolar e a gestão estejam ligadas sistemicamente. Libâneo, Oliveira 
e Toschi (2012) destacam que o bom funcionamento da instituição escolar depende da 
organização e da gestão. A organização e a gestão significam o conjunto de normas, 
diretrizes, estrutura organizacional e procedimentos que asseguram a racionalização do 
uso de recursos humanos, materiais, financeiros e intelectuais de uma instituição, assim 
como a coordenação e o acompanhamento do trabalho das pessoas. A organização e a 
gestão da escola têm necessidade de alcançar condições e meios para a realização dos 
seguintes objetivos: prover condições para o ótimo funcionamento da escola; promover 
o envolvimento das pessoas no trabalho por meio da participação; garantir a realização 
da aprendizagem.
É muito importante que se entendam os princípios da gestão e da democracia para que 
ambas sejam conciliadas como uma prática necessária no espaço escolar. Da união desses 
dois conceitos emerge a gestão democrática, que não pode ser reduzida a mera busca 
de soluções para problemas cotidianos do processo educativo, ditos autoritários se feitos 
isoladamente, ou participativos quando feitos a partir de decisões tomadas por todos os 
segmentos sociais. Não basta haver uma gestão escolar com a qual as decisões são 
Habilidades 
Ao final, você deverá ser capaz de responder as seguintes questões:
•	 Na instituição de ensino, o que significa organização e gestão?
•	 Qual a importância da organização e da gestão no processo de ensino-aprendizagem?
•	 Quais são os princípios da gestão democrática?
LEITURAOBRIGATÓRIA
7
LEITURAOBRIGATÓRIA
legitimadas por educadores, pais, alunos e comunidade que comecem e terminem nelas 
mesmas, sem garantir o cumprimento de sua função social. 
Uma forma de garantir a gestão democrática no atendimento tanto aos pressupostos legais 
como aos teóricos e metodológicos é construir um projeto político-pedagógico como o 
instrumento balizador dos anseios da comunidade escolar. 
A história recente do Brasil retrata as diversas fases de sistema político e econômico. Após 
um tenso período ditatorial, emerge a democracia em sua forma representativa, como uma 
das grandes conquistas dos cidadãos brasileiros. Essa democracia representativa avança 
a cada dia à medida que os cidadãos se tornam conscientes da necessidade de atuação 
direta e participativa em todas as ações políticas que envolvem a sociedade. A democracia 
participativa que emerge é fruto do processo de emancipação dos sujeitos, conscientes dos 
seus direitos legais, que lutam e acompanham e controlam socialmente a execução desses 
direitos na mesma medida em que honram seus deveres como cidadãos. Um espaço 
privilegiado para a formação e atuação desses sujeitos deve ser a escola. 
Entre os princípios que devem nortear a educação escolar, encontra-se a gestão democrática 
do ensino público, previstos tanto na Carta Magna (CF/1988, art. 206) quanto na Lei de 
Diretrizes e Bases da Educação Nacional (1996), que prevê a autonomia da escola para 
promover uma gestão participativa. A LDB dispõe que:
Art. 14. Os sistemas de ensino definirão as normas de gestão democrática do 
ensino público na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e 
conforme os seguintes princípios:
I – participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto político-
pedagógico da escola;
II – participação das comunidades escolar e local em Conselhos Escolares 
ou equivalentes.
Como destaca Libâneo, Oliveira e Toschi (2012, p. 456), a autonomia da escola pública 
é relativa, pois não são organismos isolados, pelo contrário, integram um sistema escolar 
e dependem de políticas públicas e gestão públicas. Os recursos públicos asseguram os 
salários; as condições de trabalho e a formação dos profissionais não são originadas na 
própria instituição. 
Para que o trabalho realizado na escola tenha êxito, é necessário que ela possua uma 
equipe capacitada para o exercício da gestão e uma proposta organizacional que direcione 
8
as estratégias de ensino. A gestão da escola precisa estar aberta às inovações, investindo 
continuamente no crescimento pessoal e profissional de todos os envolvidos. Libâneo, 
Oliveira e Toschi (2012, p. 444-445) apontam que há duas modalidades de organização e 
processos de gestão da escola: i) a concepção técnico-científica que procura centralizar 
as decisões no gestor e que empresta dos modelos de gestão empresarial valores como 
hierarquia, objetividade, controle e eficiência; e ii) a concepção sociocrítica, segundo a qual 
a organização escolar é concebida como um sistema que agrega pessoas.
A gestão centrada na escola, na perspectiva neoliberal que minimiza a responsabilidade do 
estado sobre a escola, relega às comunidades e às escolas a iniciativa de planejar e avaliar 
os serviços educacionais. Em contrapartida a perspectiva sociocrítica valoriza as ações 
dos profissionais na escola e suas iniciativas; o espaço escolar torna-se o campo para a 
formação e a aprendizagem, em que profissionais assumem a tomada de decisões.
É importante ressaltar que não é somente os professores que realizam ações educativas, 
mas todas as pessoas que trabalham na escola, pois suas ações e atitudes têm caráter 
pedagógico tanto em seu aspecto formal como informal. A gestão da escola se traduz 
cotidianamente como ato político, de caráter coletivo, pois implica sempre uma tomada de 
posição dos atores sociais (pais, professores, funcionários, estudantes...). Para Libâneo, 
Oiveira e Toschi (2012, p. 438-446), existem quatro concepções distintas de gestão: 
centralizada, colegiada, participativa e a cogestão; bem como quatro estilos de gestão: 
técnico-científica, autogestionária, interpretativa e democrático-participativa. 
Dentre as concepções apresentadas, a democrático-participativa é aquela que, segundo os 
autores, precisa ser perseguida pela escola na contemporaneidade. Ou seja, a que enfatiza 
as relações humanas, que implica a participação e a responsabilidade dos indivíduos 
de forma consciente. Por intermédio da participação, é possível conhecer efetivamente 
os objetivos e as metas da escola, sua estrutura organizacional e sua dinâmica. Tanto 
no modelo autogestionário quanto no democrático-participativo, as relações entre os 
participantes da instituição escolar são mais integradas,por esse motivo seu modelo de 
organograma é circular. 
Para garantir que o processo de participação seja realmente democrático, é importante 
assegurar e implementar mecanismos que permitam o aprimoramento dos processos de 
provimento ao cargo de diretor, a criação e a consolidação de órgãos colegiados na escola 
como os Conselhos Escolares e Conselhos de Classe. A participação democrática depende 
da consolidação de grêmios estudantis, da construção coletiva do projeto político-pedagógico 
LEITURAOBRIGATÓRIA
9
da escola, da progressiva autonomia da escola, da discussão e da implementação de 
novas formas de organização e de gestão escolar e da garantia de financiamento público 
da educação e da escola nos diferentes níveis e modalidades de ensino
Para Libâneo, Oliveira e Toschi (2012, p. 451), a participação significa a intervenção dos 
profissionais da educação e dos usuários (alunos e pais) na gestão da escola. Todos devem 
contribuir para as finalidades do ensino, da qualidade dos processos de ensino-aprendizagem, 
objetivando sempre os melhores resultados de aprendizagem. Para os autores, a gestão 
democrática deve favorecer a preparação e a qualificação dos professores, a construção de 
um projeto pedagógico-curricular; um bom clima de trabalho; boa estrutura organizacional; 
direção e coordenação pedagógica articuladas com todos os professores; boas condições 
físicas e materiais; conteúdos bem selecionados e disponibilidades da equipe.
A organização e a gestão da escola são meios imprescindíveis para atingir objetivos 
educacionais. Além disso, os objetivos educacionais expressam os projetos sociais e 
culturais da sociedade, concretizando-se no currículo da escola e sendo efetivados por 
meio das atividades de ensino.
Os princípios e métodos da organização escolar originam-se de experiências administrativas 
em geral. Porém, a instituição escolar apresenta características que a diferenciam, 
principalmente pelo fato de estar voltada para a educação e a formação de pessoas. A 
instituição escolar caracteriza-se por ser um sistema de relações humanas e sociais com 
fortes características interativas, que a diferenciam das empresas convencionais. Segundo 
Libâneo, Oliveira e Toschi (2012, p. 437), ela deve ser definida como uma unidade social 
que reúne pessoas que interagem entre si, operando por meio de estruturas e de processos 
organizativos próprios. Fazem parte da estrutura e dos processos organizacionais as 
funções de planejamento, organização, direção e controle. 
Os autores entendem que as organizações escolares se caracterizam como unidades 
sociais organizadas formalmente, mas que são afetadas diretamente por outras unidades 
sociais organizadas informais. Dessa relação emerge a cultura organizacional. A cultura 
pode ser definida como um conjunto de conhecimentos, valores, crenças, costumes, modos 
de agir e de se comportar adquirido pelos seres humanos como membros de uma sociedade 
(LIBÂNEO; OLIVEIRA; TOSCHI, 2012, p. 439). Esse conjunto constitui o universo simbólico 
que forma o modo pelo qual as pessoas pensam, agem, atribuem valor e sentido as coisas. 
LEITURAOBRIGATÓRIA
10
São os aspectos de ordem cultural que diferenciam uma escola das outras, o que significa 
que, além das diretrizes, das normas, dos procedimentos operacionais e das rotinas 
administrativas, há aspectos de natureza cultural e subjetiva que caracterizam as escolas. 
Libâneo, Oliveira e Toschi (2012, p. 441) denominam de currículo oculto esses aspectos. 
Os autores reiteram ainda que a cultura organizacional aparece de duas formas: instituída e 
instituinte. A instituída refere-se às normas e à estrutura determinada pelos órgãos oficiais. 
A cultura instituinte seria criada pelos membros da escola.
Libâneo, Oliveira e Toschi (2012) pontuam que é possível resistir a formas conservadoras 
de organização e gestão. A participação é o principal meio para assegurar a gestão 
democrática, possibilitando o envolvimento de todos os integrantes na organização e no 
funcionamento da escola. Entre os principais princípios de uma gestão escolar participativa 
estão: a autonomia da escola e da comunidade no processo escolar; a relação orgânica 
entre a direção e a participação dos membros da equipe escolar; o envolvimento da 
comunidade escolar; o planejamento; a formação continuada; a avaliação compartilhada; 
as relações humanas produtivas e criativas.
Para atingir essas finalidades, as instituições determinam papéis e responsabilidades para 
o conselho da escola, a direção, o setor técnico-administrativo, o setor pedagógico, 
as instituições auxiliares e o corpo docente. Enfim, como toda instituição, as escolas 
buscam resultados, o que implica uma ação racional, estruturada e coordenada. Desse modo, 
constitui-se como desafio da escola a complexidade do processo de ensino, que, para seu 
desenvolvimento, faz-se necessário que o gestor saiba redistribuir funções, descentralizando 
atribuições, a fim de organizar cada setor, compartilhando responsabilidades e estimulando 
a equipe envolvida.
LEITURAOBRIGATÓRIA
11
Quer saber mais sobre o assunto? 
Então:
Sites
Acesso o arquivo do artigo “O Sistema de Organização e Gestão da Escola”, escrito por 
José Carlos Libâneo.
Disponível em: <http://www.acervodigital.unesp.br/bitstream/123456789/32/3/LDB_
Gest%C3%A3o.pdf>. Acesso em: 02 jan. 2014.
O autor apresenta alguns elementos básicos para o conhecimento da organização escolar 
e para a atuação dos professores e do pessoal técnico-administrativo. 
Leia o artigo “Gestão democrática como processo de alteração estrutural”, escrito por Carlos 
Antonio Ferreira Monteiro.
Disponível em: <http://rbep.inep.gov.br/index.php/RBEP/article/viewFile/503/514>. Acesso 
em: 02 jan. 2014.
O artigo foi construído a partir de questões discutidas em uma dissertação de mestrado 
a respeito do princípio constitucional da gestão democrática do ensino público. O artigo 
discute pontos como a gestão democrática, a autonomia, o conselho escolar, a participação 
e a tomada de decisão, categorias de análise que contextualizaram o tema e orientaram as 
técnicas utilizadas na investigação. 
Vídeos Importantes: 
Assista a entrevista com o professor Dr. Vitor Henrique Paro que discute a “Gestão Escolar 
Democrática”.
Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=WhvyRmJatRs>. Acesso em: 02 jan. 2014.
Nessa entrevista o prof. Paro discute muitos pontos relacionados à gestão democrática 
na escola, tais como: os princípios da administração e da gestão; a racionalização da 
LINKSIMPORTANTES
12
Instruções: 
Chegou a hora de você exercitar seu aprendizado por meio das resoluções 
das questões deste Caderno de Atividades. Essas atividades auxiliarão 
você no preparo para a avaliação desta disciplina. Leia cuidadosamente 
os enunciados e atente-se para o que está sendo pedido e para o modo de 
resolução de cada questão. Lembre-se: você pode consultar o Livro-Texto 
e fazer outras pesquisas relacionadas ao tema.
Questão 1:
A partir dos princípios da gestão participati-
va, destaque as competências da direção, 
do setor técnico-administrativo, do conse-
lho da escola, do setor pedagógico e das 
instituições auxiliares.
Questão 2:
A organização e a gestão são condições 
necessárias para assegurar o bom fun-
cionamento da instituição escolar. Marque 
verdadeiro (V) ou falso (F) para os objeti-
vos da organização e gestão.
a) ( ) Prover as condições, os meios e 
todos os recursos necessários ao ótimo 
funcionamento da escola e do trabalho em 
sala de aula.
b) ( ) Preparar professores por meio da 
formação continuada; porém, não é preci-
so ter clareza dos objetivos e conteúdos de 
ensino.
AGORAÉASUAVEZ
gestão escolar, a distinção entre gestão escolar e gestão empresarial, as influências da 
lógica capitalista na escola, os objetivos da escola, a culturacomo produção humana, a 
direção coletiva, a ética da administração escolar, o trabalho de coordenação, a eleição dos 
dirigentes, entre outros assuntos.
LINKSIMPORTANTES
13
c) ( ) Promover o envolvimento das pesso-
as no trabalho, por meio da participação, 
e fazer a avaliação e o acompanhamento 
dessa participação.
d) ( ) Garantir a realização da aprendiza-
gem para todos os alunos.
e) ( ) Promover ações e procedimentos 
destinados a reunir e articular, sem que 
ocorra a integração das atividades das 
pessoas que atuam na escola.
Questão 3:
A escola é afetada pela estrutura econô-
mica e social, assim como pelas decisões 
políticas. Essa relação mútua exerce forte 
influência e controle na formação da sub-
jetividade de professores e alunos. Desse 
modo, os futuros professores precisam:
I. Compreender as relações entre o 
espaço escolar, o sistema de ensino e 
o sistema social mais amplo.
II. Ter autonomia no fazer pedagógico, 
sem ter conhecimento das normas e 
diretrizes da instituição de ensino.
III. Ignorar o papel do Estado, das 
Secretarias da Educação e das normas 
do sistema de ensino.
IV. Saber como e por que são tomadas 
certas decisões no âmbito do sistema 
de ensino.
V. Ter consciência das determinações 
sociais e políticas, das relações de poder 
implícitas nas decisões administrativas 
e pedagógicas.
Das afirmativas apresentadas, estão corre-
tas apenas:
a) I, II, III e IV. 
b) I, IV e V. 
c) I e V. 
d) II e IV.
Questão 4:
Existem quatro concepções sobre organi-
zação e gestão escolar, sendo três delas 
integrantes da concepção sociocrítica. As-
sinale a alternativa correta:
a) Técnico-científica, autogestionária, 
interpretativa e crítica.
b) Técnico-científica, autogestionária, 
interpretativa e democrático- participativa. 
c) Técnico-científica, interpretativa, 
progressista e autogestionária.
d) Técnico-científica, progressista, 
interpretativa e autogestionária.
Questão 5:
A organização e os processos de gestão 
assumem diferentes modalidades, de acor-
AGORAÉASUAVEZ
14
do com a concepção que se tenha das 
finalidades sociais e políticas. Entre as 
concepções de gestão, citam-se: a técnico-
-científica e a sociocrítica. Sobre a pers-
pectiva sociocrítica, são corretas as afirma-
ções, exceto:
a) A organização escolar é concebida 
como um sistema que agrega pessoas, 
considerando o caráter intencional de 
suas ações e as interações sociais que 
estabelecem entre si e com o contexto 
sociopolítico.
b) O processo de tomada de decisões 
dá-se coletivamente, possibilitando aos 
membros do grupo discutir e deliberar em 
uma relação de colaboração.
c) A organização escolar não é algo 
objetivo, elemento neutro a ser observado, 
mas construção social levada a efeito 
pelos professores, alunos, pelos pais e até 
por integrantes da comunidade próxima.
d) A direção é centralizada em uma 
pessoa, as decisões vêm de cima 
para baixo e basta cumprir um plano 
previamente elaborado, sem a participação 
dos professores, especialistas, alunos e 
funcionários.
Questão 6:
Existem duas maneiras de ver a gestão 
educacional centrada na escola: a pers-
pectiva neoliberal e a sociocrítica. Quais 
concepções trazem cada perspectiva?
Questão 7:
A participação é um dos principais meios 
para assegurar a gestão democrática. Ex-
plique o papel da participação na gestão 
democrática.
Questão 8:
Destaque quatro princípios da concepção 
de gestão democrático-participativa.
Questão 9:
Apresente os elementos que compõem a 
estrutura organizacional de uma escola 
com gestão participativa.
Questão 10:
Destaque cinco características úteis para o 
bom funcionamento de uma escola.
AGORAÉASUAVEZ
15
Neste tema, você aprendeu que organização e gestão asseguram o bom funcionamento 
da instituição escolar, de modo que se alcancem os objetivos educacionais esperados. 
Também compreendeu que a participação é o principal meio para assegurar a gestão 
democrática, possibilitando o envolvimento de todos os integrantes na organização e no 
funcionamento da escola.
Caro aluno, agora que o conteúdo dessa aula foi concluído, não se esqueça de acessar 
sua ATPS e verificar a etapa que deverá ser realizada. Bons estudos!
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: 
Senado Federal/Centro Gráfico, 1988.
_______. Lei n. 9.394/1996. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília: 
MEC, 1997.
DEL PINO, Mauro Augusto Burkert. Organização e gestão da educação pública: a cons-
trução. Trabalho & Educação, v. 17, n. 1, jan./abr. 2008. Disponível em: <http://www.portal.
fae.ufmg.br/seer/index.php/trabedu/article/viewFile/303/286>. Acesso em: 02 jan. 2014. 
DORNELLES, Vanéli do Carmo Dornelles; CAIMI, Flávia Eloisa. O sistema de organiza-
ção de gestão escolar na concepção democrático-participativa viabiliza o crescimento 
qualitativo da instituição? Simpósio Anpae, 2011. Disponível em: <http://www.anpae.org.
br/simposio2011/cdrom2011/PDFs/trabalhosCompletos/comunicacoesRelatos/0529.pdf>. 
Acesso em: 02 jan. 2014. 
REFERÊNCIAS
FINALIZANDO
16
REFERÊNCIAS
LIBÂNEO, José Carlos. O Sistema de Organização e Gestão da Escola. Disponível em: 
<http://www.acervodigital.unesp.br/bitstream/123456789/32/3/LDB_Gest%C3%A3o.pdf>. 
Acesso em: 02 jan. 2014. 
LIBÂNEO, José Carlos; OLIVEIRA, João Ferreira de; TOSCHI, Mirza Seabra. Educação 
Escolar: políticas, estrutura e organização. 10.ed. rev. ampl. São Paulo: Cortez, 2012.
MONTEIRO, Carlos Antonio Ferreira. Gestão democrática como processo de alteração 
estrutural. Revista brasileira de estudos pedagógicos. Brasília, v. 88, n. 219, p. 363-389, 
maio/ago. 2007. Disponível em: <http://rbep.inep.gov.br/index.php/RBEP/article/viewFi-
le/503/514>. Acesso em: 02 jan. 2014. 
Autonomia: a autonomia significa a capacidade de pessoas e grupos para a livre 
determinação de si próprios. A autonomia se opõe às formas autoritárias de tomada de 
decisão e sua realização concreta nas instituições dá-se pela participação na livre escolha 
de objetivos e processos de trabalho e na construção conjunta do ambiente de trabalho (Cf. 
LIBÂNEO; OLIVEIRA; TOSCHI, 2012, p. 451). 
Autogestionária: a gestão autogestionária baseia-se na responsabilidade coletiva, na 
ausência de direção centralizada e na acentuação da participação direta e por igual de 
todos os membros da instituição. Tende a recusar o exercício de autoridade e as formas 
mais sistematizadas de organização e gestão (Cf. LIBÂNEO; OLIVEIRA; TOSCHI, 2012, p. 
446). 
Conselhos Escolares: os conselhos escolares têm atribuições consultivas, deliberativas e 
fiscais definidas na legislação estadual ou municipal e no regimento escolar. As questões 
geralmente envolvem aspectos pedagógicos, administrativos e financeiros. Geralmente o 
Conselho é eleito no início do ano letivo, sendo composto por certa proporcionalidade de 
docentes, especialistas em educação, funcionários, alunos e pais. Em alguns lugares, o 
conselho é chamado de colegiado (Cf. LIBÂNEO; OLIVEIRA; TOSCHI, 2012, p. 445). 
GLOSSÁRIO
17
GLOSSÁRIO
Coordenação pedagógica: a coordenação pedagógica faz parte do setor pedagógico da 
escola. Sua atribuição prioritária é prestar assistência pedagógico-didática aos professores 
em suas respectivas disciplinas no que diz respeito ao trabalho interativo com os alunos. 
Dentre as atribuições do coordenador pedagógico, está o relacionamento com os pais e com 
a comunidade, especialmente no que se refere ao funcionamento pedagógico curricular e 
didático da escola, à comunicação das avaliações dos alunos e à interpretação feita por 
eles (LIBÂNEO; OLIVEIRA; TOSCHI, 2012, p. 467). 
Corpo docente: o corpo docente é o conjunto dos professores em exercício na escola, cuja 
função básicaconsiste em atribuir para o objetivo prioritário da instituição, o processo de 
ensino-aprendizagem. 
Currículo: no geral, compreende-se o currículo como um modo de seleção da cultura 
produzida pela sociedade, para a formação dos alunos; é tudo o que se espera que seja 
aprendido e ensinado na escola (Cf. LIBÂNEO; OLIVEIRA; TOSCHI; 2012, p. 489). 
Currículo oculto: são normas e valores, passados do professor para o aluno, de forma 
contida em uma proposição, sem que estejam expressos em termos precisos.
Direção: o significado do termo direção, no contexto escolar, difere de outros processos 
direcionais, especialmente empresariais. Direção vai além da mobilização das pessoas 
para a realização eficaz das atividades, pois implica intencionalidade, definição de um 
rumo educativo, tomada de posição ante objetivos escolares sociais e políticos, em uma 
sociedade concreta. 
Democrático-participativa: baseia-se na relação orgânica entre direção e participação 
dos membros da equipe. Acentua a importância da busca de objetivos comuns assumidos 
por todos. Defende uma forma coletiva de tomada de decisões. Entretanto, advoga que, 
uma vez tomadas as decisões coletivamente, cada membro da equipe assuma sua parte 
no trabalho, admitindo a coordenação e a avaliação sistemática da operacionalização das 
deliberações. 
Gestão: a gestão é a atividade pela qual são mobilizados meios e procedimentos para 
atingir os objetivos das organizações, envolvendo, basicamente, os aspectos gerenciais e 
técnico-administrativos (Cf. LIBÂNEO; OLIVEIRA; TOSCHI, 2012, p. 438). 
18
Gestão escolar: expressão relacionada à atuação que objetiva promover a organização, 
a mobilização e a articulação de todas as condições materiais e humanas necessárias 
para garantir o avanço dos processos socioeducacionais dos estabelecimentos de ensino, 
orientados para a promoção efetiva da aprendizagem pelos alunos.
Instituições auxiliares: paralelamente à estrutura organizacional, muitas escolas mantêm 
instituições auxiliares, como a Associação de Pais e Mestres (APM), o Grêmio Estudantil, a 
Caixa Escolar, entre outras. 
Interpretativa: a concepção de gestão interpretativa considera como elemento prioritário 
a análise dos processos de organização e gestão os significados subjetivos, as intenções 
e a interação entre as pessoas. O enfoque interpretativo vê as práticas organizativas como 
uma construção social baseada nas experiências subjetivas e nas interações sociais. Este 
tipo de concepção recusa a possibilidade de conhecimento mais preciso dos modos de 
funcionamento de determinada organização e, em consequência da existência de certas 
normas, estratégias e procedimentos organizativos (ESCUDERO; GOZÁLEZ, 1994 apud 
LIBÂNEO; OLIVEIRA; TOSCHI, 2012, p. 447). 
Organização escolar: segundo Libâneo, Oliveira e Toschi (2012, p. 436), organizar 
significa dispor de forma ordenada, dar uma estrutura, planejar uma ação e prover as 
condições necessárias para realizá-la. A organização escolar refere-se aos princípios e 
procedimentos relacionados à ação de planejar o trabalho da escola, racionalizar o uso de 
recursos (materiais, financeiros, intelectuais) e coordenar e avaliar o trabalho das pessoas, 
tendo em vista a consecução de objetivos. 
Planejamento: é uma ferramenta que possibilita perceber a realidade, avaliar os caminhos, 
construir um referencial futuro, estruturando o trâmite adequado, e reavaliar todo o processo 
a que o planejamento se destina, sendo, portanto, o lado racional da ação. Trata-se de um 
processo de deliberação abstrato e explícito que escolhe e organiza ações, antecipando os 
resultados esperados. Essa deliberação busca alcançar, da melhor forma possível, alguns 
objetivos predefinidos.
Projeto pedagógico-curricular: segundo Libâneo, Oliveira e Toschi (2012, p. 483), é um 
documento que reflete as intenções, os objetivos, as aspirações e os ideais da equipe escolar. 
O projeto pedagógico confere maior amplitude à ideia de um planejamento abrangente de 
todo o conjunto das atividades escolares, e não apenas do currículo. Ele deve ser pensado, 
GLOSSÁRIO
19
discutido e formulado coletivamente, também como forma de construção da autonomia da 
escola por meio da qual toda a equipe é envolvida nos processos de tomada de decisões 
sobre aspectos da organização escolar e pedagógico-curriculares. 
Setor técnico-administrativo: o setor técnico-administrativo da escola responde pelos 
meios de trabalho que asseguram o atendimento dos objetivos e das funções da escola. 
Responde também pelos serviços auxiliares (zeladoria, vigilância e atendimento ao público) 
e pelo setor de multimeios (biblioteca, laboratórios, brinquedoteca, etc.) (LIBÂNEO; 
OLIVEIRA; TOSCHI, 2012, p. 465). 
Setor pedagógico: o setor pedagógico compreende as atividades de coordenação 
pedagógica e orientação educacional. As funções dos especialistas na área variam conforme 
a legislação estadual e municipal e em muitos lugares suas atribuições são unificadas em 
apenas uma pessoa ou são desempenhadas por professores. 
Técnico-científica: a gestão sob o aspecto técnico-científico é baseada na hierarquia de 
cargos e funções, nas regras e procedimentos administrativos para a racionalização do 
trabalho e a eficiência dos serviços escolares. A versão mais conservadora dessa concepção 
é denominada de administração clássica ou burocrática. A versão mais recente é conhecida 
como modelo da gestão da qualidade total, com grande ênfase nos métodos e práticas de 
gestão da administração empresarial.
GLOSSÁRIO
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GABARITO
Questão 1
Resposta: Direção – organiza e gerencia todas as atividades da escola; setor técnico-
administrativo – assegura o entendimento dos objetivos e das funções da escola e responde 
pelos serviços auxiliares; conselho da escola – tem atribuições consultivas deliberativas 
e ficais; setor pedagógico –compreende as atividades de coordenação pedagógica e de 
orientação educacional; instituições auxiliares – entre suas funções está a de controle da 
utilização dos recursos financeiros recebidos pela instituição.
Questão 2
Resposta: As alternativas verdadeiras e falsas são: “a) V; b) F; c) V; d) V; e) F”.
Questão 3
Resposta: Alternativa B.
Questão 4
Resposta: Alternativa B.
Questão 5
Resposta: Alternativa D.
Questão 6
Resposta: Na perspectiva neoliberal, colocar a escola no centro representa liberar boa parte 
das responsabilidades do Estado, deixando para a comunidade e a escola o planejamento, 
a organização e a avaliação do serviço educacional. Na perspectiva sociocrítica, significa 
valorizar as ações dos profissionais na escola, seus interesses e interações, em razão do 
interesse público dos serviços educacionais, se, com isso, desobrigar o Estado de suas 
responsabilidades.
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Questão 7
Resposta: Possibilita o envolvimento de todos os integrantes da escola no processo de 
tomada de decisões e no funcionamento da organização escolar. Além disso, a participação 
proporciona conhecer os objetivos e as metas da escola, sua estrutura e suas relações com 
a comunidade.
Questão 8
Resposta: Entre os princípios da gestão democrático-participativa estão: autonomia da 
escola e da comunidade educativa; relação orgânica entre a direção e a participação dos 
membros da equipe escolar; envolvimento da comunidade no processo escolar.
Questão 9
Resposta: São elementos da estrutura organizacional básica os seguintes setores: conselho 
da escola, direção, setor técnico-administrativo, setor pedagógico, instituições auxiliares, 
corpo docente e alunos.
Questão 10
Resposta: Professores preparados; disponibilidade de condições físicas e materiais; 
a existência de projeto pedagógico-curricular; um bom clima de trabalho e estrutura 
organizacional.
GABARITO

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