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DOENÇAS EXANTEMATICAS INTRODUÇÃO Grupo de enfermidades geralmente infectocontagiosas que causam erupções cutâneas (exantema ou rash). ETIOLOGIA Infecciosas (bacteriana, virais, fungos,) Medicamentosas Alérgica Alimentar Reumatolgica Inflamatória FISIOPATOLOGIA Invasão e multiplicação direta na própria pele – varicela zoster Ação de toxinas – escarlatina Ação imunoalérgica com expressão na pele Lesão vascular – meningococcemia CLASSIFICAÇÃO MACULOPAPULAR: manifestação cutânea mais comum nas doenças infecciosas sistêmicas. MORBILIFORME: pequenas maculopápulas eritematosas (3 a 10 mm), avermelhadas, lenticulares ou numulares, permeadas por pele sã, podendo confluir. É o exantema típico do sarampo. ESCARLATINIFORME: eritema difuso, puntiforme, vermelho-vivo, áspero (sensação de lixa), sem solução de continuidade, poupando a região perioral. Pode ser denominado micropapular. RUBEOLIFORME: semelhante ao morbiliforme, porém de coloração rósea, com pápulas um pouco menores. URTICARIFORME: erupção papuloeritematosa de contornos irregulares. PAPULOVESICULAR: presença de pápulas e lesões elementares de conteúdo líquido (vesículas). É comum a transformação sucessiva de maculopápulas em vesículas, vesicopústulas, pústulas e crostas. PETEQUIAL OU PURPÚRICO: alterações vasculares com ou sem distúrbios das plaquetas ou da coagulação. RUBÉOLA ETIOLOGIA E MEIO DE TRANSMISSÃO Doença viral aguda causada pelo rubivírus – vírus de RNA da família Togaviridae. Transmitida por contato por meio de secreções nasofaríngeas de pessoas infectadas. Na gestação é transmissível ao feto, podendo causar a síndrome da rubéola congênita. Acomete principalmente crianças e adultos jovens. QUADRO CLÍNICO Período de incubação de 14 a 23 dias; 25 a 50% dos casos são assintomáticos. Em crianças geralmente não há pródromos, nos adultos podem apresentar sintomas leves, predominando febre baixa, coriza, Linfadenopatias retroauricular cervical e occiptal, Enantema palatal hiperêmica (Sinal de Forchheimer), cefaleia e mal-estar, geralmente 5 dias antes do aparecimento do exantema. Fase exantemática: Exantema maculopapular róseo, difuso e discreto, distribuição craniocaudal (face no primeiro dia e tronco no segundo), máxima intensidade no 2o e 3o dias, desaparecendo até o 6o dia, sem descamação. TRANSMISSIBILIDADE De 5 a 7 dias antes ate 7 dias após o início do exantema. Contato com secreções nasofaríngeas de pessoas infectadas. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL Sorologia com IgM reagente (por ELISA) na fase aguda, ou títulos crescentes de IgG em amostras pareadas (fases aguda e convalescente). PREVENÇÃO E TRATAMENTO Não há tratamento específico. A vacina é a única forma eficaz de prevenção. Duas doses após o primeiro ano de vida conferem imunidade de 95 a 98%. Deve-se fazer reforço vacinal na adolescência e/ou em surtos. MMR (SRC) (rubéola + sarampo + caxumba); MMR-V (rubéola + varicela); Contra indicada em grávidas. COMPLICAÇOES Artrite (adolescentes e adultos) Púrpura e encefalites (raríssimos) Precauções: Grávidas e candidatas (além de outros: catarata congênita) PARVOVÍRUS B19 (ERITEMA INFECCIOSO) ETIOLOGIA E MEIO DE TRANSMISSÃO Doença viral causada pelo parvovírus humano B19, um vírus de DNA da família Parvoviridae, com replicação dentro dos precursores eritrocitários humanos. Transmissão por contato com secreções respiratórias, produtos sanguíneos ou através da placenta de mães infectadas. Surtos escolares no início da primavera são muito comuns. Acomete principalmente crianças após o 1o ano de vida (pré-escolar e escolar) e adolescentes. QUADRO CLÍNICO Período de incubação variável (4 a 10 dias). O quadro apresenta-se geralmente sem pródromo, podendo ocorrer sintomas inespecíficos como cansaço, febre, mialgia e cefaleia 7 a 10 dias antes do aparecimento do exantema. O exantema (VARIAS SEMANAS DE DURAÇAO) aparece na face, intenso, em forma de asa de borboleta ou lembrando o aspecto de face esbofeteada, distribuindo-se em seguida nos membros e tronco, variando entre exantema micropapular, petequial ou urticariforme. Pode reaparecer ou intensificar-se com irritantes cutâneos, alteração da temperatura ou exposição ao sol por semanas ou meses após a infecção. Não há descamação. A transmissibilidade é máxima antes do aparecimento do exantema. Após o início do rash, não há mais necessidade de isolamento escolar. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL Sorologia com IgM reagente (ELISA) em amostras de sangue de fase aguda ou incremento de títulos de IgG em sorologias de amostras pareadas (fases aguda e convalescente). PREVENÇÃO E TRATAMENTO Deve-se evitar a exposição de indivíduos infectados a outros indivíduos no período prodrômico. Não há vacina nem tratamento específico. EXANTEMA SÚBITO | ROSÉOLA INFANTIL ETIOLOGIA E MEIO DE TRANSMISSÃO Doença viral, causada pelos herpes-vírus humanos 6 e 7 (HHV6 e HHV7, membros da família Herpesviridae). Transmissão por meio de secreções de um portador assintomático a um contato próximo. Acomete crianças menores de 4 anos, principalmente entre 6 meses e 3 anos. QUADRO CLÍNICO Doença aguda com período médio de incubação entre 9 e 14 dias. O período prodrômico dura 3 a 4 dias com febre alta (> 39,5°C) e irritabilidade, bom estado geral e sem exantemas O exantema em geral maculopapular difuso não pruriginoso inicia-se no tronco logo após o desaparecimento da febre e dura no máximo 3 dias. Desaparece rapidamente, em questão de horas até 3 dias, sem descamação. As maculas desaparecem a digito pressão DIAGNÓSTICO LABORATORIAL São utilizados testes de imunofluorescência indireta (IFI) para detecção de IgM e IgG em amostras de sangue ou liquor coletadas nas fases aguda e convalescente. PREVENÇÃO E TRATAMENTO Tratamento de suporte; não há vacina. COMPLICAÇOES Convulsões Uso inadequado e desnecessário de antibióticos Uso inadequado de anti histamínicos SARAMPO ETIOLOGIA E MEIO DE TRANSMISSÃO Doença viral aguda, causada pelo morbilivírus (família Paramyxoviridae). A transmissão ocorre por contato com aerossóis respiratórios e gotículas. Pico de incidência no final do inverno e na primavera. QUADRO CLÍNICO Período de incubação entre 8 e 12 dias desde a exposição até o início dos sintomas. Período prodrômico característico, com 3 a 5 dias de febre alta, tosse, coriza, mialgia, cefaleia, Hiporexia, fotofobia, toximeia e conjuntivite. Pode haver anorexia e diarreia. Isolamento respiratório do 7º dia após exposição até 5º dia após desaparecimento do exantema O sinal de Koplik, caracterizado por pontos esbranquiçados circundados por uma aréola vermelha (enantema) na mucosa oral na altura do segundo molar inferior, geralmente precede o exantema em 2 a 3 dias e desaparecem 2 dias depois. O exantema maculopapular aparece entre o 3o e 7o dias de doença, é morbiliforme, com início atrás das orelhas, distribuição centrífuga para todo o corpo, porém sem acometer palmas e plantas, desaparecem a digito pressão. Intensidade máxima depois de 3 dias, dura de 4 a 7 dias e desaparece com descamação leve (furfurácea). A transmissibilidade estende-se desde 7 dias antes até 4 dias após o início do exantema. COMPLICAÇOES DIAGNÓSTICO LABORATORIAL Sorologia com IgM reagente (ELISA) em amostras de sangue da fase aguda ou incremento de títulos de IgG em sorologias de amostras pareadas (fases aguda e convalescente). Após 72 horas do surgimento do exantema, os títulos de IgM começam a declinar. É possível identificar o vírus em amostras de urina, saliva e liquor. PREVENÇÃO E TRATAMENTO Não há tratamento específico. A vacina é o único meio eficaz de prevenção. Uma dose confere imunidade de 95% e uma segunda dose, de 99%. O tratamento é sintomático: Pode ser utilizados antitérmicos, Hidratação oral, Higiene adequada dos olhos, da pele e das vias aéreas superiores Isolamento do paciente até o 4o dia após o início do rash é mandatório. Se o paciente for hospitalizado, o isolamento aéreo é necessário. Uso de uma dose elevadae única de vitamina A nas pessoas: Sarampo e suas complicações, Indivíduos com imunodeficiências, Evidência de xeroftalmia, Desnutrição e Problemas de absorção intestinal. ESCARLATINA ETIOLOGIA E MEIO DE TRANSMISSÃO (*BACTERIANA*) Causada pelo Streptococcus pyogenes, bactéria b-hemolítica do grupo A, produtora de toxina eritrogênica. A transmissão se dá por contato com secreções respiratórias. Acomete principalmente crianças de 3 a 10 anos de idade, com reincidência na adolescência. QUADRO CLÍNICO Período de incubação de 2 a 5 dias. Concomitante ou após faringoamigdalite membranosa, apresenta-se com febre alta e mal-estar, exantema eritematoso puntiforme (pele áspera como uma lixa, palidez peribucal (sinal de Filatov), linhas marcadas nas dobras de flexão (sinal de Pastia), enantema no palato e língua em framboesa. Descamação extensa nas mãos e nos pés (em dedos de luva) que tem início após 1 semana. Fase podromica – 12h a 2 dias, febra alta, faringotinsilite estreptoccocia, petéquias em palato (Sinal de Forchheimer), odinofagia, amidalas aumentadas Fase exantemática – Inicio: 24/48 hrs após inicio dos pródromos, exantema pruriginoso, pele de ganso (áspera), pápulas puntiformes difusas, descamação de extremidades e tronco Transmissibilidade de 10 a 21 dias em pacientes não tratados e sem complicações. As complicações podem ocorrer dentro de 1 a 5 semanas e incluem glomerulonefrite aguda, abscesso periamigdaliano e febre reumática aguda. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL Hemograma, SWAB, ASLO PREVENÇÃO E TRATAMENTO EBV (VÍRUS EPSTEIN-BARR), MONONUCLEOSE INFECCIOSA ETIOLOGIA E MEIO DE TRANSMISSÃO Doença viral causada pelo vírus Epstein-Barr, um herpes-vírus. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa por meio de contato com saliva de pessoas infectadas. Crianças pequenas podem infectar-se por contato com saliva em objetos ou mãos. O beijo facilita a transmissão. Acomete crianças e adolescentes. QUADRO CLÍNICO Em 50% dos casos a infecção é subclínica ou assintomática. Em pacientes com a forma clínica, o pródromo é muito discreto ou ausente. O quadro clínico típico é de febre persistente, linfadenopatia principalmente cervical, amigdalite membranosa e esplenomegalia. Pode haver um exantema variável e inconstante que está associado ao uso de antibióticos (penicilinas, cefalosporinas e seus derivados). O hemograma pode apresentar atipia linfocitária, anemia e plaquetopenia. O acometimento medular pelo EBV pode cursar com síndrome hemofagocítica, anemia hemolítica, agranulocitose e trombocitopenia. As complicações de SNC costumam ser graves e com sequelas importantes: meningite asséptica, neurite óptica, mielite transversa, encefalite e síndrome de Guillain-Barré. Período de incubação de 4 a 6 semanas. O período de transmissibilidade estende-se por 1 ano ou mais. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL Sorologia para detecção de anticorpos IgM contra o antígeno de capsídio viral em sangue coletado na fase aguda (1a e 2a semanas de doença) e IgG antiantígeno nuclear em sangue da fase convalescente (após 2a e 3a semanas de doença). Um teste de anticorpos (monoteste) é capaz de diagnosticar a doença crianças maiores de 4 anos. PREVENÇÃO E TRATAMENTO Não há tratamento específico. O uso de corticosteroides (prednisona, 1 mg/kg/dia) por curto período em pacientes com inflamação amigdaliana importante, esplenomegalia maciça, miocardite, anemia hemolítica ou síndrome hemofagocítica tem sido indicado. Não há vacina. Orientar os contatos próximos, minimizar o contato com saliva do indivíduo com mononucleose e evitar esportes de contato são as medidas de precaução mais importantes. VARICELA (CATAPORA) ETIOLOGIA E MEIO DE TRANSMISSÃO Infecção causada pelo vírus varicela-zóster (Vírus Herpesvirus varicellae) da família dos herpes-vírus. Maior incidência na primavera e no inverno. Pode ocorrer em qualquer idade, mas a incidência é maior entre 2 e 8 anos. Infância: curso benigno, agudo, autolimitado, induz a imunidade duradoura. Adultos/imunodeprimidos: grave TRANSMISSAO A transmissão ocorre por contato direto com o conteúdo das vesículas ou por transmissão respiratória. Pode haver transmissão placentária, causando sérias complicações ao feto. Varicela: contaminante de 1-2 dias antes do exantema até a última crosta Vírus inalado pela respiração (gotículas) Contato íntimo (mãos e roupas) Adquire-se a doença: Se transmissor tem zoster: contato direto com as lesões Se tem varicela, contato direto ou secreções respiratórias. QUADRO CLÍNICO Sintomas prodrômicos como febre e astenia geralmente surgem junto com o exantema vesicopapular típico (“gotas de orvalho sobre pétala de rosa”), variando desde poucas lesões até mais de 500 que podem ser restritas à pele ou acometer diversas mucosas e órgão. Lesoes pruriginosas As lesões costumam ser centrípetas, com evolução em surtos e diferentes estágios de evolução até que todas virem crostas, geralmente após o 5o dia de início do rash. O período de incubação é de 14 a 21 dias, podendo se estender até 28 dias em pacientes que receberam profilaxia com imunoglobulina antivaricela-zóster ou IGIV. O vírus é inoculado na mucosa respiratorias superior e começa a se replicar. Nos recém-nascidos de mães com varicela ativa na hora do parto, o período de incubação da varicela neonatal é de 1 a 16 dias após o parto. Geralmente não deixam marcas, apenas quando há infecção secundaria. Imunidade geralmente permanente. COMPLICAÇÕES Cutâneas (infecção bacteriana secundária) Contaminação por Estafilococos ou Estreptococos Impetigo, erisipela, celulite, septicemia Neurológicas Encefalite aguda Convulsões; coma Pneumonia Manifestação clínica – tosse, dispnéia, cianose, hemoptise Mais freqüente em adultos PREVENÇÃO E TRATAMENTO Anti – histamínico VO (prurido) Antipiréticos (AAS proibido SINDROME DE REYE) Isolamento respiratório até todas as lesões virarem crosta Infecções secundárias: Prevenção: Compressas / Banhos com soluções anti-sépticas Tratamento: (nas infecções secundárias) Aciclovir (VO- IV) Capaz de alterar curso da doença Imunocomprometidos (prevenir complicações) Adolescentes >13 anos e adultos Neonato infectado (<1 mês) Higiene pós contato com lesões potencialmente infecciosas PROFILAXIA Pré exposição – vacina, vírus atenuado, alta eficácia em reduzir a incidência da doença Vacina antivaricela com esquema de duas doses de vacina após o primeiro ano de vida. Para pacientes expostos à varicela, indica-se o uso da vacina ou imunoglobulina antivaricela (VZIG) como meio de bloqueio até 96 horas após a exposição. Diagnostico clinico ou ELISA sangue nas fases aguda e convalescente – IgM/IgG DOENÇA MÃO–PÉ–BOCA ETIOLOGIA E MEIO DE TRANSMISSÃO Doença infecciosa causada pelos vírus enterovírus não pólio: Coxsackie A (24 sorotipos) e menos frequentemente pelo enterovírus 71. Altamente infecciosa e contagiosa em crianças, com transmissão fecal-oral e respiratória e fômites. Surtos escolares são bastante comuns. Principalmente lactentes e pré-escolares. QUADRO CLÍNICO Período de incubação é de 3 a 6 dias. Início do quadro com sintomas gerais como mal-estar, náuseas, vômitos e inapetência. A febre é de intensidade variável, mas alguns casos não a exibem. Quando a sintomatologia típica da doença mão–pé–boca se instala, a criança passa a apresentar manchas vermelhas com vesículas branco-acinzentadas no centro na boca, nas amígdalas e na faringe que podem evoluir para ulcerações muito dolorosas de estomatite (aftas) e linfonodos aumentados no pescoço. Surgem, a seguir, nos pés e nas mãos, lesões vesiculares branco-acinzentadas com base avermelhada, não pruriginosas e indolores. As lesões podem aparecer também na área das fraldas. Alguns pacientes apresentam um exantema micropapular difuso não pruriginoso no tronco e membros. Na maioria dos casos, o curso é benigno, regredindo em 5 a 7 dias de doença. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL É possível isolar o vírus por meio de cultura celular de sangue,urina, fezes, secreção de orofaringe e liquor. A identicação viral por PCR é possível no liquor, sendo mais rápido e mais sensível em comparação com a cultura. PREVENÇÃO E TRATAMENTO Não existe terapia antiviral específica. Instituem-se medidas de suporte sintomático para alívio da dor e febre. Nos casos em que ocorre o comprometimento grave de mucosa oral com prejuízo da hidratação e alimentação, deve-se realizar internação para prover hidratação intravenosa. Não existe vacina. KAWASAKI Doença multissistêmica, caracterizada por intenso processo inflamatório principalmente em artérias de pequeno e médio calibre com infiltração de células inflamatórias e depósito de imunoglobulinas. ETIOLOGIA Desconhecida, intensa estimulação do sistema imune Faixa etária – 6 meses a 5 anos, maior frequência em meninos MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS Febre alta e prolongada Hiperemia Conjuntival Bilateral não-supurativa Alterações em mucosa oral e/ou lábios Eritema de Orofaringe Descamação Língua em Framboesa Alterações das extremidades, eritema / Edema de palmas e plantas Adenomegalia Cervical > 1,5cm Exantema polimórfico DIAGNÓSTICO Clínico Febre Persistente > 5 dias + 4 dos 5: Hiperemia conjuntival bilateral Adenomegalia Exantema Característico Alterações na mucosa oral / lábios Alterações de extremidades Exames complementares Ecocardiograma: Risco de aneurismas Hemograma: Plaquetose Diagnóstico Precoce imprescindível Complicações Cardiovasculares Diagnóstico Diferencial Sarampo Escarlatina Tratamento AAS Fase Aguda: 80-100 mg/kg/dia (anti-inflamatória) Após 3-7 dias afebril: 3-5 mg/kg/dia (anti-plaquetária) 3 a 4 semanas Imunoglobulina EV 2 g/kg dose única Prevenção de complicações cardiovasculares FEBRE MACULOSA ETIOLOGIA Doença infecciosa febril aguda, de gravidade variável, cujas apresentações clínicas podem variar de formas leves, atípicas até formas graves, apresentando elevada letalidade. É causada por uma bactéria do gênero Rickettsia. Transmitida pela picada do carrapato infectado com Rickettsia. QUADRO CLÍNICO De início abrupto, febre elevada, cefaleia, mialgia intensa e/ou prostração. Entre o 2º e o 5º dia da doença surge o exantema maculopapular, de evolução centrípeta e predomínio nos membros inferiores, podendo acometer regiões palmar e plantar, que pode evoluir para petéquias equimoses e hemorragias. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL Realizado através da identificação de anticorpos por imunofluorescência indireta (RIFI) em amostras colhidas a partir do 7º dia do início dos sintomas. PREVENÇÃO E TRATAMENTO Tratamento de suporte e administração de antibióticos. Orientar a população sobre a exposição em áreas com a presença de carrapatos. ENTEROVIROSES (NÃO POLIO) ETIOLOGIA Geralmente associado aos vírus ECHO ou Coxsackie A e B. Transmissão fecal-oral ou respiratória. GRUPO ETÁRIO Mais frequente em crianças de baixa idade. QUADRO CLÍNICO Período de incubação de 3-6 dias. Apresentação mais comum como uma doença febril não-específica. Podem ocorrer manifestações respiratórias (resfriado,pneumonia), neurológicas (meningite asséptica) e cutâneas (exantema). O exantema discreto, ocorre em 50% das infecções, podendo ser rubeoliforme, escarlatiniforme ou morbiliforme. Excreção viral pelas fezes pode persistir por várias semanas após infecção. PREVENÇÃO E TRATAMENTO Não há tratamento específico nem vacina. Orientações para lavagem de mãos após manipulação de indivíduo infectado, sobretudo após troca de fraldas.