A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
16 pág.
tcc trabalho de conclusão de curso

Pré-visualização | Página 3 de 4

dela. 
Percebe-se nos relatos das famílias um impacto considerável em relação á essa transmissão da notícia e no próprio autismo em si, daí vem alguns questionamentos em mente: Será que esses médicos não estão preparados de fato para lidar com essas famílias ou simplesmente ignoram o fato por não ter conhecimento especifico do TEA? Embora, agora em um tempo mais recente há uma grande quantidade de profissionais da área que estão se preparando para dar um diagnóstico mais humano preparando a família e orientando sobre o transtorno e trazendo informações sobre as formas de intervenções, terapias e onde procurar seus direitos.
Em algumas conversas informais com algumas mães de autistas, elas relataram como foi muito difícil receber esse diagnóstico de como não sabiam por onde começar, pois, além da própria aceitação elas tinham medo da família e da sociedade rejeitar seus filhos. A notícia do TEA já provoca uma significativa mudança na rotina diária de todos, como por exemplo, no financeiro, no psicológico, emocionais entre outros aspectos. Após as intervenções e ajuda de psicólogos as mães começam a buscar mais ajuda para si e para seus filhos, por isso, que todas as intervenções feitas ajudam não somente o TEA, mas suas mães a enxergarem a vida á diante por um outro ângulo e perspectiva.
Há alguns métodos que são utilizados no tratamento do autismo pelos profissionais e que realmente são necessários para melhorar seu condicionamento aos poucos, atualmente há 15(quinze) métodos que tratam e ajudam no desempenho e melhora de vida de uma autista, claro que esses métodos não prometem cura, mesmo porque ainda não há uma cura para o TEA e sim melhora de sua condição de vida no seu dia a dia. Alguns dos métodos são: ABA, TEACCH, SON-RISE e DIR FLOORTIME. O ABA e o TEACCH serão especificados aqui, pois, são os mais usados aqui na cidade de Goiânia.
Método ABA: Análise do comportamento aplicada, é um termo advindo do campo científico do Behaviorismo, que observa, analisa e aplica a associação entre o ambiente , o comportamento humano e a aprendizagem. O livro citado nos mostra que o ABA foi desenvolvido através dos estudos de KHINNER que desenvolveu o Condicionamento Operante.
O condicionamento operante significa que um comportamento seguido por um estimulo reforçador resulta em uma probabilidade aumentada de que aquele comportamento ocorra no futuro.
Esse método ABA pode ser aplicado para a criança desde bem pequena, porém também pode ser trabalhada com jovens e adultos, pode ser aplicada na escola ou até mesmo em casa através da mãe recebendo instrução dos profissionais. Ele é um programa que concentra-se na premiação do comportamento desejado do individuo.
O currículo a ser efetivamente seguido depende de cada criança em particular, mas geralmente é amplo: cobrindo as habilidades acadêmicas, de linguagem, sociais, de cuidados pessoais , motoras e de brincar. O intensivo envolvimento da família no programa é uma grande contribuição para o seu sucesso.
Os métodos ABA são usados para aumentar e manter comportamentos adaptados e desejados e generalizar esses mesmos comportamentos a novos ambientes e situações.
Método TEACCH: é um modelo de ensino que através de uma “estrutura externa”, organização de espaço, materiais e atividades, permite criar mentalmente “estruturas internas” que devem ser transformadas pela própria criança em “estratégias” e, mais tarde, autorizadas de modo a funcionar fora da sala de aula em ambientes menos estruturados. O objetivo final é ajudar a criança com autismo a crescer da melhor maneira possível, de modo a atingir o máximo de autonomia na idade adulta.
Esse programa de intervenção tem como base a terapia comportamental e é um dos métodos mais comumente utilizados no tratamento do TEA, além de sua prática partir de evidências e ter como objetivo desenvolver as habilidades do individuo e tornar o ambiente mais adequado ás necessidades do paciente.
 
2.5. Leis que facilitam e norteiam a vida de uma criança com deficiência
A lei de n° 8.069, de 13 de julho de 1990 diz no artigo 11:
Art 11. É assegurado acesso integral ás linhas de cuidado voltadas á saúde da criança e do adolescente, por intermédio do Sistema Único de Saúde, observando p princípio da equidade no acesso a ações e serviços para promoção, proteção e recuperação da saúde.
§ 1° A criança e o adolescente com deficiência serão atendidos, sem descriminação ou segregação, em suas necessidades gerais de saúde e específicas de habilitação e reabilitação. 
§ 2° Incumbe ao poder público fornecer gratuitamente, áqueles que necessitam, medicamentos, órteses, próteses e outras tecnologias assistivas relativas ao tratamento, habilitação ou reabilitação para crianças e adolescentes, de acordo com ás linhas de cuidado voltadas ás suas necessidades específicas.
Como bem sabemos, ainda não existe uma lei especifica para a pessoa que possui o transtorno do autismo, então, logo, ele está enquadrado na lei do deficiente.
O que diz a lei para os portadores de deficiência n° 10.845 de 5 março de 2004:
Art 1º Fica intitulado, no âmbito do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE, Programa de Complementação ao Atendimento Educacional Especializado ás Pessoas Portadoras de Deficiência, PAED, em cumprimento no disposto inciso:
ǁ garantir, progressivamente, a inserção dos educandos portadores de deficiência nas classes comum de ensino regular.
Em nossa sociedade o que ainda é muito precário é a busca de informações das famílias em relação aos direitos de seus filhos com o transtorno, o autismo tem muitos direitos garantidos por lei, porém, que são por desconhecimento de seus pais. Que são alguns deles: Descontos em passagem aérea, Comprar veículo novo com até 30% de desconto, Atendimento multiprofissional pelo SUS, Cobertura do Plano de Saúde, Atendimento preferencial, Jornada de trabalho reduzida para Pais de Autistas, Matrícula em qualquer instituição de ensino, Benefício Previdenciário, Acompanhante especializado nas instituições de ensino.
3. Considerações Finais
Autismo, uma palavra tão pequena, tão simples de pronuncia, porém com uma enorme complexidade no entendimento de suas funções, é um grupo de desordens de origem neurobiológica que possui um impacto considerável na vida do indivíduo com o TEA. Quando o autismo vem no sexo feminino esse impacto é maior, pois, vem com mais comprometimentos do que nos meninos, apesar de que há um maior número de meninos com o transtorno, por isso a cor do autismo é azul por ter maior quantidade de casos nos homens, estima-se que a proporção seja de quatro meninos com o TEA para cada menina nascida. Porém nos casos em meninos ou em meninas se tem os graus leve, moderado e o severo.
Foi na década de 40 que Leo Kanner descreveu seus primeiros casos de autismo, antes o TEA era visto como esquizofrênico, mas isso mudou com os estudos de Kanner, mudou também a questão dos nomes que antes eram vistos como: síndrome de Rett, síndrome de asperger, transtorno autístico, transtorno desinterativo da infância, hoje atualmente essas nomenclaturas mudaram agora é Transtorno do Espectro Autista.
Hoje na atualidade, os estudos sobre o autismo estão bem avançados muito já sabemos sobre o TEA, mas ainda não há uma cura para o transtorno, terapias novas, intervenções novas, métodos muito eficazes tratam do autismo, como a terapia ABA, a terapia TEACCH são as mais utilizadas no momento pelos profissionais da área. Houve também uma melhora no quesito diagnóstico, com profissionais preocupados com essas famílias, claro não deixando de falar dos profissionais mau preparados para realizar esse proceder com as famílias. Se cada pai e mãe de um autista procurar os profissionais capacitados/habilitados para trabalhar com seu autista há uma enorme chance de aproximar o mais perto do normal ou melhorar muito sua condição de vida.
.
4. Referências 
ASSUNPÇÃO Júnior, Francisco Baptista. EVELYN Kuczynski. Autismo Infantil: Novas Tendências e Perspectivas. 2º edição. São Paulo:

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.