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Prof. Robson P. Souza
Neoplasias Hematológicas – Bases 
Moleculares das Neoplasias 
Hematológicas
Hematopoese
STEM CELLS - CTH
AUTORRENOVAÇÃO
CÉLULAS DIFERENCIADAS
STEM CELLS - CTH
DIFERENCIAÇÃO
Oncogênese - Alterações Fundamentais
▪ Ausência de resposta aos mecanismos
regulatórios da proliferação, apoptose e
senescência celular
▪ Causados por mecanismos podem ser
intracelulares, dependentes da interação entre a
célula e o meio ambiente ou de interações célula-
célula.
✓Transformações aditivas – contribuem para a evasão de regulação
conferindo vantagens proliferativas e de sobrevivência
✓Alterações genéticas e epigenéticas
✓A maioria envolvem genes associados ao reparo do DNA
Linheng Li and William B. Neaves, 2006
https://drfelipeades.files.wordpress.com/2014/11/photo-2.gif
Resistência Adquirida a 
Sinais inibitórios de 
Proliferação Celular
Proliferação independente 
de Estímulos como Fatores 
de Crescimento
Resistência a Apoptose
Angiogênese
Habilidade Invasiva e de 
produzir Metástase
Instabilidade Genômica e 
Mutação
Hannah & Weinberg
Distúrbios da Regulação do Ciclo Celular
Nas neoplasias observam-se anormalidades nos genes controladores das 
etapas do ciclo celular;
Checkpoints - pausas das atividades onde observam-se dois eventos 
biológicos:
✓Fidelidade da duplicação da informação genética
✓Partição e duplicação adequada dos cromossomos para as células-
filhas
Genes vs Desenvolvimento de Neoplasias
Oncogenes
▪ Genes que quando ativados são capazes de
transformar uma célula normal em maligna –
proto-oncogenes
✓as oncoproteínas perderam a capacidade de ser controladas pelos
seus elementos regulatórios originais;
✓A sua produção não depende de fatores de crescimento ou sinais
externos, ou seja, torna-se autônoma
Genes vs Desenvolvimento de Neoplasias
Tipos de Oncogenes
▪ Uma grande variedade de proteínas que
participam da diferenciação e proliferação celular
é codificada por genes que podem incluir-se na
classificação funcional de oncogenes.
✓Fatores de crescimento
✓Receptores de fatores de crescimento
✓Proteínas Sinalizadoras
✓Fatores transcripcionais nucleares
✓Ciclinas e cinases ciclina-dependentes
Receptores dos Fatores de 
Crescimento
Proteínas Sinalizadoras
Fatores de Crescimento
Fatores Transcripcionais
nucleares
ONCOGENES
Translocações Cromossômicas
Mecanismos de Lesão Gênica no Câncer
Zago, 2013
Aneuplodias
Aberrações no número de cromossomos
Mutações Pontuais
Mecanismos de Lesão Gênica no Câncer
Zago, 2004
Classificação das Neoplasias Hematológicas
Sumário das Neoplasias Hematopoéticas
Linfóides
Leucemia Linfóide Aguda
Leucemias Linfóides Crônicas e doenças relacionadas
Linfomas não-Hodgkin
Linfoma de Hodgkin
Neoplasias plasmocitárias
Mielóides
Leucemia Mielóide Aguda
Leucemia Mielóide Crônica
Policetemia Vera
Trombocitopenia essencial
Mielofibrose com metaplasia mielóide
Sindromes Mielodisplásicas
Histiocitoses clonais
Histiocitoses de células de Langerhans
Localizada
Sistêmica
Histiocitose maligna
Doenças de mastócitos
Neoplasias Linfóides
Apresentam características clínicas e morfológicas bastante
variáveis.
Linfócitos T, B e NK – diferentes estágios de maturação
Neoplasias Mielóides
Coloração Citoquímica
Citoquímica é a aplicação de corantes bioquímicos à células do
sangue e medula óssea, de maneira a refletir sua composição
sem modificar apreciavelmente sua morfologia.
Colorações citoquímicas são auxiliares diagnósticos importantes
em leucemias e em outras doenças hematológicas.
É importante compreender que o estudo das células do sangue
e da medula, através técnicas especiais, é complementar ao
estudo clássico de suas morfologias (evidenciadas após
colorações hematológicas).
Coloração Citoquímica
Peroxidases são enzimas relativamente raras em tecidos
animais. São bastante comuns em tecidos vegetais. Em
humanos, peroxidases são encontradas nos microssomas
das células hepáticas e renais, e nos grânulos das células
mielóides e monocitóides.
A mieloperoxidase localiza-se nos grânulos azurófilos
primários. Os blastos primitivos, comprometidos com a
linhagem mielóide, demonstram atividade de peroxidase
em áreas como o retículo endoplasmático e a região do
Golgi.
Coloração Citoquímica
A reação do ácido periódico de Schiff (PAS) é importante
na histologia e na citoquímica de carboidratos. Reações
positivas indicam a presença de glicogênio, um polímero de
glicose e de outros 1,2-glicóis.
O Sudan Black tem a propriedade de corar os lipides
celulares e tissulares através do fenômeno de dissolução
do corante nestes lípides. A reação no citoplasma das
células apresenta uma coloração escura, semelhante a
peroxidade.
Coloração Citoquímica
Marcadores Imunofenotípicos
Marcadores Imunofenotípicos
Marcadores Imunofenotípicos
Marcadores Imunofenotípicos
DOENÇA HISTOQUÍMICA IMUNOFENOTIPAGEM ANOMALIAS 
CORMOSSÔMICAS
LMA, M0 TODAS NEGATIVAS CD13, CD33, CD34 -
LMA, M1,2 MPO E SUDAN CD13, CD33 t (8;21)
LMA, M3 MPO E SUDAN CD13, CD33 t (15;17)
LMA, M4 MPO , ANAE CD13, CD33 Inv 16
LMA, M5 ANAE CD11b, CD14 -
LMA, M6 PAS CD13, CD33 5q-, 7q-
LMA, M7 Antígeno do fator VIII CD13, CD33, CD41 -
LLA, Célula T PAS CD3, CD5, CD7 -
LLA, Célula B PAS CD10, CD19 t (9;22)
Prof. Robson P. Souza
Leucemias Agudas
Grupos de doenças caracterizadas pelo 
acúmulo de leucócitos malignos na 
medula óssea e no sangue
Leucemias Agudas
Doenças agressivas nas quais a 
transformação maligna ocorre em 
células-tronco da hematopoese ou 
em progenitores primitivos
Leucemias Agudas
Patogênese das Leucemias Agudas
Aumento da velocidade de produção
Diminuição da apoptose
Bloqueio na diferenciação celular
✓Insuficiência da MO
✓Infiltração Tecidual
✓Rapidamente fatais
✓Mais fáceis de curar
Hoffbrand, 2008
Patogênese das Leucemias Agudas
✓ > 20% de blastos no Sangue ou na 
Medula Óssea
✓Ou < 20% de blastos no caso de haver 
alterações genético-moleculares 
associadas a leucemia 
Hoffbrand, 2008
Classificação das Leucemias
Leucemias 
Agudas
Leucemias 
Crônicas
Leucemia Linfóide Aguda (LLA)
Leucemia Mielóide Aguda 
(LMA)
Leucemias Linfóides Crônicas 
(LLC)
Leucemias Mielóides Crônicas 
(LMC)
Hoffbrand, 2008
Classificação das Leucemias
Leucemias (Franco Americano Britânico - FAB)
LLA
L1 com blastos pequenos, uniformes, relação N/C alta
L2 com blastos maiores, heterogêneos, relação N/C mais baixa
L3 com blastos vacuolizados, citoplasma basófilos (geralmente 
LLA-B) 
LMA
M0 indiferenciada
M1 sem maturação
M2 com maturação granulocítica
M3 promielocítica aguda
M4 maturação granulocítica e monocítica
M5 monoblástica (M5a) ou monocítica (M5b)
M6 eritroleucemia
M7 megacariocitoblástica
Leucemia aguda bifenotípica – Características de LLA e LMA na mesma célula
Leucemia aguda híbrida – Características de LLA e LMA em células diferentes
Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA)
Acúmulo de Linfoblastos na MO
✓Comum na infância – pico de incidência entre 3 e 7 anos e 
adultos após os 40 anos
✓1 a 2 casos por mil habitantes
✓Associado a radiação
✓Infecções virais – HTLV1 – leucemia de células T e o vírus do 
Epstein Barr com o linfoma do tipo Burkitt
✓ Patogênese é variada – in utero vs mutação pós-natal
Hoffbrand, 2008
Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA)
Acúmulo de Linfoblastos na MO
Cerca de 70% dos pacientes com LLA tem linfoblastos do tipo 
pré-célula B (CD19+)
Schiffman, 2008
Leucemia Linfóide Aguda (LLA): 
Classificação
LLA – L1
Blastos pequenos, uniformes, relaçãoN/C alta – citoplasma 
escasso. Contorno geralmente regular (linhagem B – a maior 
parte) ou mais irregular (linhagem T). Correspondem à maioria 
dos casos de LLA em crianças
Oliveira, 2007;Hoffbrand, 2008
Leucemia Linfóide Aguda (LLA): 
Classificação
LLA – L2
Com blastos maiores, heterogêneos, relação N/C 
bastante variável. Contorno nuclear mais irregular. 
Corresponde a cerca de 25% dos casos de LLA
Oliveira, 2007;Hoffbrand, 2008
Leucemia Linfóide Aguda (LLA): 
Classificação
LLA – L3
Com blastos maiores, heterogêneos, 
relação N/C mais baixa. Citoplasma 
fortemente basofílico e com múltiplos 
vacúolos (Células tipo Burkitt). Linhagem B
Oliveira, 2007;Hoffbrand, 2008
Leucemia Linfóide Aguda (LLA): 
Classificação
LLA – Variante granular (MPOc negativos)
Com blastos maiores, heterogêneos, 
relação N/C mais baixa. com múltiplos 
vacúolos 
Oliveira, 2007;Hoffbrand, 2008
LLA – Aspectos Clínicos
Insuficiência da medula óssea e Infiltração de órgãos
LLA – Aspectos Clínicos
Tumefação testicular
Linfonodopatia
LLA – Aspectos Clínicos
Púrpura
LLA – Aspectos Clínicos
Massa mediastinal
LLA – Aspectos Laboratoriais
✓Anemia normocítica e normocrômica
✓Trombocitopenia
✓A contagem de leucócitos baixa, normal ou
aumentada > 200.000/μL – presença de
blastos
✓↑Ácido Úrico, LDH
✓Hipercalcemia –
variável
Oliveira, 2007;Hoffbrand, 2008
LLA – Citogenética e Genética 
molecular
TdT
Deoxinucleotidil-transferase
terminal nuclear
HLA-DR / CD34
CD7
cCD3
LLA-T
CD19
cCD22
LLA de precursores B
CD13
CD33
LMA
Células-Tronco
Oliveira, 2007;Hoffbrand, 2008
A deoxinucleotidil-transferase terminal (TdT) é uma enzima de replicação (DNA polimerase) que se liga a 
desoxinucleotídeos na terminação 3’ do DNA e atua no rearranjo dos genes que codificam as imunoglobulinas e 
os receptores de células T.
Prognóstico na LLA
BOM MAU
Leucócitos Baixa Alta (> 50.000/μL)
Sexo Meninas Meninos
Imunofenótipo LLA-B LLA-T (em crianças)
Idade Criança Adulto (ou lactente < 2 anos)
Citogenética Normal ou Hiperdiploidia
(>50)
Ph+, rearranjo 11q23
Tempo para eliminar os 
blastos no sangue
< 1 semana > 1 semana
Tempo até remissão < 4 semanas > 4 semanas
Acometimento do SNC à 
apresentação
Ausente Presente
Doença residual mínima Negativa em 1-3 meses Ainda positiva em 3-6 meses
Oliveira, 2007;Hoffbrand, 2008
Leucemia Mielóide Aguda (LMA)
Grupo heterogêneo de doenças clonais que se 
caracteriza pelo acúmulo de Mieloblastos na MO 
e sangue periférico
✓Ocorre em todas as faixas etárias
✓É a forma comum de LA em adultos, e a incidência aumenta com a idade
✓10 a 15% das leucemias na infância
✓LMA primária – de novo
✓LMA secundária – mielodisplasia e outras doenças hematológicas 
(síndromes mieloproliferativas ou após tratamento quimioterápico prévio)
▪Marcadores genéticos e prognósticos diferentes
Oliveira, 2007;Hoffbrand, 2008
Leucemia Mielóide Aguda (LMA)
A heterogeneidade das LMA é refletida por:
• diferenças na morfologia dos blastos, 
• por variações em sua apresentação na MO
• Resposta ao tratamento
A anormalidade mais comum é a presença de repetições internas 
do gene FLT-3 (CD-135)
Alguns casos de LMA primárias demonstram as translocações 
cromossômicas inv(16) e t(8;21)
Oliveira, 2007;Hoffbrand, 2008
Leucemia Mielóide Aguda (LMA): 
Classificação
Blastos na LMA – Blastos tipo I
Ausência de grânulos, tamanho variado, 
indistinguíveis e inclassificáveis. Relação 
N/C variada, nucléolos proeminentes e 
padrão de cromatina delicado
Oliveira, 2007;Hoffbrand, 2008
Leucemia Mielóide Aguda (LMA): 
Classificação
Blastos na LMA – Mieloblastos tipo II
Apresentam poucos grânulos primários (azurófilos). Relação 
N/C é menor que os blastos tipo I, núcleo em posição central e 
ocasionalmente são observados bastonetes de AUER
Oliveira, 2007;Hoffbrand, 2008
Leucemia Mielóide Aguda (LMA): 
Classificação
Blastos na LMA – Mieloblastos tipo III
Presença de numerosos grânulos azurófilos primários. Podem 
conter bastonetes de AUER
Oliveira, 2007;Hoffbrand, 2008
Leucemia Mielóide Aguda (LMA): 
Classificação
LMA – M0 – minimamente diferenciada
Não apresentam grãos azurófilos nem 
bastonetes de Auer, MPOc negativos. 
Identificados por imunofenotipagem 
(CD13+, CD33+)
✓Apresentam baixo índice de
remissão e sobrevida;
✓Cariótipos complexos
(cromossomos 5 ou 7);
✓Trissomia 8 ou 13;
✓Pacientes idosos (>60 anos)
Oliveira, 2007;Hoffbrand, 2008
Leucemia Mielóide Aguda (LMA): 
Classificação
LMA – M1 – Sem maturação
Poucos grânulos, mas podem apresentar 
bastonetes de Auer
✓10 a 20% dos casos de LMA
✓Comum em adultos – 45 e 50
anos
✓Leucemias sensíveis ao
tratamento e têm bom
prognóstico
Oliveira, 2007;Hoffbrand, 2008
Leucemia Mielóide Aguda (LMA): 
Classificação
LMA – M2 – Com maturação
✓30 a 40% dos casos de LMA
M2 possuem alteração
citogenética t(8;21)(q22;q22);
✓Forte expressão de antígenos
mielóides (MPO, CD13, CD33)
Blastos com inúmeros granulos primários 
bastonetes de AUER
Oliveira, 2007;Hoffbrand, 2008
Leucemia Mielóide Aguda (LMA): 
Classificação
LMA – M3 – Promielocítica aguda hipergranular
✓A maioria apresenta o
cariótipo t(15;17) (q22;q11-12)
✓Associado à coagulação
intravascular disseminada
(CIVD)
Promielócitos hipergranulares anormais, 
bastonetes de AUER
Oliveira, 2007;Hoffbrand, 2008
Leucemia Mielóide Aguda (LMA): 
Classificação
LMA – M4 – Promielomonocítica aguda hipergranular
✓Maior predileção para
hematopoese extramedular –
Hipertrofia gengival, infiltração
cutânea e meningea
Presença de células diferenciadas tanto 
para neutrófilos quanto para monócitos
Oliveira, 2007;Hoffbrand, 2008
Leucemia Mielóide Aguda (LMA): 
Classificação
LMA – M5a – Monocítica aguda sem maturação
>80% dos blastos são monoblastos
✓Tendência a infiltração no
fígado, baço e linfonodos
Oliveira, 2007;Hoffbrand, 2008
Leucemia Mielóide Aguda (LMA): 
Classificação
LMA – M5b – Monocítica aguda com maturação
< 80% dos blastos são monoblastos
Oliveira, 2007;Hoffbrand, 2008
Leucemia Mielóide Aguda (LMA): 
Classificação
LMA – M6 – Eritróide aguda
Precursores eritróides e mielóides
Oliveira, 2007;Hoffbrand, 2008
Leucemia Mielóide Aguda (LMA): 
Classificação
LMA – M7 – Megacariocítica aguda
Presença de Megacioblastos 
demonstrados pelos marcadores CD41 e 
CD61
Oliveira, 2007;Hoffbrand, 2008
LMA – Aspectos Clínicos
Gengivorragia
Linfonodopatia
LMA – Aspectos Clínicos
Oliveira, 2007;Hoffbrand, 2008
Prof. Robson P. Souza
Leucemias Crônicas
Doenças Linfoproliferativas Crônicas (DLPC): Leucemia 
Linfóide Crônica, Tricoleucemia
Prof. Robson P. Souza
Leucemias Linfóides Crônicas (LLC)
Conjunto de doenças caracterizadas por 
acúmulo de linfócitos no sangue de linfócitos 
maduros dos tipos B ou T. São incuráveis e 
costumam ter uma evolução crônica e 
flutuante
▪ A mais comum das leucemias linfóides – Células B (fraca expressão de IgM ou IgD 
de superfície)
▪ Etiologia desconhecida – Comum no Ocidente e rara no Oriente
▪ Células acumuladas no sangue, baço, fígado, linfonodos e na MO são resultados 
de sobrevida prolongada com diminuição da apoptose
Pettit, 2008; Oliveira, 2007
Classificação das leucemias linfóides crônicas e 
Síndromes leucemia/linfoma (OMS)
ZAGO, 2013
Células B Células T ou NK
Leucemias Linfóides Crônicas
Leucemia Linfocítica Crônica (LLC)
Leucemia prolinfocítica crônica 
(LPC)
Tricoleucemia
Síndromes leucemia/linfoma
Linfoma esplênico com linfócitosvilosos
Linfoma folicular
Linfoma de células do manto
Linfoma linfoplasmocítico
Linfoma de Células grandes
Leucemia de linfócitos grandes e 
granulares
Leucemia prolinfocítica de células T 
(LPL-T)
Síndrome de Sézary
Leucemia / Linfoma de células T do 
adulto
Linfomas de células grandes
LLC: Características Clínicas
A LLC-B é a mais comum das doenças linfoproliferativas crônicas
A doença acomete pessoas idosas – apenas 15% dos casos antes dos 50
anos de idade
2 a 6 casos /100 mil habitantes aos 65 anos e a 30 casos / 100 mil
habitantes acima dos 80 anos
Predomínio do sexo masculino 2:1
Diagnosticado durante exames de rotina. Geralmente assintomática
Hepatoesplenomegalia nos estágios tardios
Imunossupressão - hipogamaglobulinemia
ZAGO, 2013
LLC: Características Clínicas
Pettit, 2008
Linfonodopatia cervical 
bilateral
Infecção por herpes zoster
LLC: Achados Laboratoriais
ZAGO, 2013; PETTIT, 2008, 
• Linfocitose > 5000/mm3 ( 25 a 95%)
• Medula Óssea: substituição dos elementos mielóides normais por
linfócitos
• Imunofenotipagem dos linfócitos mostra que são células B (CD19+
na superfície), baixa expressão de imunoglobulinas de superfície
IgM ou IgD;
• Proliferação linfocítica é monoclonal
• São também positivas para CD5 e CD23 de superfície
• Anemia normocítica normocrômica ou trombocitopenia em 20%
dos casos
• Hipogamaglobulinemia (50%)
• Comum o desenvolvimento de autoimunidade - AHAI
LLC: Achados Laboratoriais
Pettit, 2008
Presença de Manchas de Grumprecht (restos nucleares)
LLC: Achados Laboratoriais
Citogenética e Biologia Molecular
Pettit, 2008
✓ Deleção 13q14 (50 – 60%)
✓ Trissomia 12 (16 – 30%)
✓ Deleção 1q23 (18%)
LLC: Achados Laboratoriais
Citogenética e Biologia Molecular
Fonte:http://www2.hawaii.edu/~johnb/micro/micro161/T_and_B_activation_chap10/T_and_B_activation_chap10.htm
Fenótipo das Células Tumorais: Expressão aberrante da
protéina ZAP-70
Fatores Prognósticos na LLC
Variáveis Bom Mau
Sexo Feminino Masculino
Tempo de Duplicação 
dos linfócitos
Lento Rápido
Aspecto da biópsia da 
MO
Nodular Difusa
Genes VH de 
imunoglobulina
Hipermutados Não-mutados
Expressão de ZAP-70 Baixa Alta
Expressão de CD38 Negativa Positiva
LDH Normal Alta
Pettit, 2008
A mediana de sobrevida é de 60 meses
Leucemia Prolinfocítica (LPL): 
Diagnóstico
É uma DPLC monoclonal rara e agressiva, sendo 
80% de fenótipo B maduro e 20% de fenótipo 
Inicialmente assemelha-se a LLC.
▪ Acima dos 60 anos de idade
▪ Pode originar-se da LLC
▪ Apresenta-se com contagem de linfócitos alta e rapidamente crescente
▪ Anemia é sinal de mau prognóstico
Pettit, 2008; Oliveira 2007
Leucemia Prolinfocítica (LPL): 
Diagnóstico
Oliveira, 2007
Leucemia Prolinfocítica (LPL): 
Diagnóstico
Oliveira, 2007
Leucemia de Célula Pilosa: 
Tricoleucemia
É uma DPLC clonal de células B e representa 2 -
4% das Leucemias Linfóides.
Do inglês Hairy cell leukemia
▪ Incidência acima da quarta e da sexta década de vida
▪ Sexo masculino (M/F de 4:1)
Pettit, 2008; Giglio & Kaliks 2007
Tricoleucemia: Quadro Clínico
✓Deriva da pancitopenia – anemia,
manifestações hemorrágicas e infecções
bacterianas
✓Esplenomegalia em 90% dos casos e
hepatomegalia em cerca de 35%
✓Adenomegalia rara
Zago, 2004
Tricoleucemia: Diagnóstico 
Laboratorial
http://www.pathpedia.com/Education/eAtlas/Histopathology/blood_cells/hairy_cell_leukemia_classic.aspx
Tricoleucemia: Diagnóstico 
Laboratorial
http://www.pathpedia.com/Education/eAtlas/Histopathology/blood_cells/hairy_cell_leukemia_classic.aspx
Tricoleucemia: Diagnóstico 
Laboratorial - Imunofenotipagem
CD 19
CD20
CD37
CD 103 na maioria dos casos. 
Zago, 2004
Prof. Robson P. Souza
Leucemia Mielóide Crônica (LMC)
Leucemia Mielóide Crônica (LMC)
Doença proliferativa de células-mãe
pluripotentes que mantém sua capacidade de
diferenciação e amadurecimento para linhagem
mielóide – grande aumento de granulócitos no
sangue
▪ 20% das leucemias em adultos jovens – 35 a 45 anos ambos os
sexos
▪ Fases mieloproliferativa crônica, aceleração e transformação
blástica (terminal)
▪ Em 70 a 75% dos casos, a LMC agudiza para uma LMA (blastos de
qualquer linhagem). 20 a 30% agudiza para uma LLA
Pettit, 2008; Oliveira, 2007
Desordem clonal decorrente da t(9;22)(q24;q11) –
cromossomo Filadélfia (Ph1) – oncogene
BCR/ABL+
FISH (Fluorescent In Situ Hybridization)
Leucemia Mielóide Crônica (LMC): Fase 
Crônica (início)
Sem sinais e sintomas, descoberta ao acaso
Oliveira, 2007
LEUCÓCITOS 76200 /μL
% /μL
Neutrófilos 88,5 67437
Segmentados 52,5 40005
Bastonetes 10,5 8001
Metamielócitos 7,0 5334
Mielócitos 18,5 14097
Promielócitos 1,0 762
Blastos 1,0 762
Linfócitos 3,0 2286
Monócitos 1,5 1143
Eosinófilos 2,0 1524
Basófilos 3,0 2286
Leucemia Mielóide Crônica (LMC): Fase 
Crônica Clássica
Início de sinais e sintomas: leve a moderada
anemia, esplenomegalia (maioria dos casos) ou
hepatomegalia.
Oliveira, 2007
LEUCÓCITOS 234.300 /μL
% /μL
Neutrófilos 83,5 195641
Segmentados 33,5 78491
Bastonetes 17,5 41003
Metamielócitos 10,0 23430
Mielócitos 22,5 52718
Promielócitos 3,0 7029
Blastos 3,0 7029
Linfócitos 1,0 2343
Monócitos 1,0 2343
Eosinófilos 2,5 5858
Basófilos 6,0 14058
Leucemia Mielóide Crônica (LMC): Fase 
Acelerada (WHO)
Presença de um ou mais dos seguintes critérios:
▪ Blastos entre 10 – 19% no sangue periférico ou na MO
▪ Basófilos > 20% no sangue periférico
▪ Plaquetopenia (<100.000 plaquetas/μL) persistente, não
relacionada a terapia;
▪ Plaquetose (> 100.000 plaquetas/ μL) persistente mesmo
com terapia adequada;
▪ Aumento da contagem de leucócitos, da esplenomegalia,
sem resposta terapêutica;
▪ Evidências de alterações cromossômicas adicionais
Oliveira, 2007
Leucemia Mielóide Crônica (LMC): Fase 
Acelerada (WHO)
Oliveira, 2007
LEUCÓCITOS 170.000 /μL
% /μL
Neutrófilos 58,0 98600
Segmentados 13,5 22950
Bastonetes 7,5 12750
Metamielócitos 6,0 10200
Mielócitos 31,0 52700
Promielócitos 7,0 11900
Blastos 10,0 17000
Linfócitos 0,5 850
Monócitos 0,5 850
Eosinófilos 1,0 1700
Basófilos 23,0 39100
Leucemia Mielóide Crônica (LMC): Fase 
Blástica(WHO)
Deve ser evidenciada por um dos critérios a
seguir:
▪ Blastos ≥ 20% no sangue periférico ou na medula óssea
▪ Quando há proliferação extramedular dos blastos
▪ Quando existir grandes agregados de blastos à biopsia de
medula
Oliveira, 2007
Leucemia Mielóide Crônica (LMC): Fase 
Blástica (WHO)
Oliveira, 2007
LEUCÓCITOS 184.780 /μL
% /μL
Neutrófilos 2,0 3696
Segmentados 1,0 1848
Bastonetes 1,0 1848
Metamielócitos 0,0 0
Mielócitos 0,0 0
Promielócitos 0,0 0
Blastos 97,0 179237
Linfócitos 1,0 1848
Monócitos 0,0 0
Eosinófilos 0,0 0
Basófilos 0,0 0

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