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Prof. Robson P. Souza Neoplasias Hematológicas – Bases Moleculares das Neoplasias Hematológicas Hematopoese STEM CELLS - CTH AUTORRENOVAÇÃO CÉLULAS DIFERENCIADAS STEM CELLS - CTH DIFERENCIAÇÃO Oncogênese - Alterações Fundamentais ▪ Ausência de resposta aos mecanismos regulatórios da proliferação, apoptose e senescência celular ▪ Causados por mecanismos podem ser intracelulares, dependentes da interação entre a célula e o meio ambiente ou de interações célula- célula. ✓Transformações aditivas – contribuem para a evasão de regulação conferindo vantagens proliferativas e de sobrevivência ✓Alterações genéticas e epigenéticas ✓A maioria envolvem genes associados ao reparo do DNA Linheng Li and William B. Neaves, 2006 https://drfelipeades.files.wordpress.com/2014/11/photo-2.gif Resistência Adquirida a Sinais inibitórios de Proliferação Celular Proliferação independente de Estímulos como Fatores de Crescimento Resistência a Apoptose Angiogênese Habilidade Invasiva e de produzir Metástase Instabilidade Genômica e Mutação Hannah & Weinberg Distúrbios da Regulação do Ciclo Celular Nas neoplasias observam-se anormalidades nos genes controladores das etapas do ciclo celular; Checkpoints - pausas das atividades onde observam-se dois eventos biológicos: ✓Fidelidade da duplicação da informação genética ✓Partição e duplicação adequada dos cromossomos para as células- filhas Genes vs Desenvolvimento de Neoplasias Oncogenes ▪ Genes que quando ativados são capazes de transformar uma célula normal em maligna – proto-oncogenes ✓as oncoproteínas perderam a capacidade de ser controladas pelos seus elementos regulatórios originais; ✓A sua produção não depende de fatores de crescimento ou sinais externos, ou seja, torna-se autônoma Genes vs Desenvolvimento de Neoplasias Tipos de Oncogenes ▪ Uma grande variedade de proteínas que participam da diferenciação e proliferação celular é codificada por genes que podem incluir-se na classificação funcional de oncogenes. ✓Fatores de crescimento ✓Receptores de fatores de crescimento ✓Proteínas Sinalizadoras ✓Fatores transcripcionais nucleares ✓Ciclinas e cinases ciclina-dependentes Receptores dos Fatores de Crescimento Proteínas Sinalizadoras Fatores de Crescimento Fatores Transcripcionais nucleares ONCOGENES Translocações Cromossômicas Mecanismos de Lesão Gênica no Câncer Zago, 2013 Aneuplodias Aberrações no número de cromossomos Mutações Pontuais Mecanismos de Lesão Gênica no Câncer Zago, 2004 Classificação das Neoplasias Hematológicas Sumário das Neoplasias Hematopoéticas Linfóides Leucemia Linfóide Aguda Leucemias Linfóides Crônicas e doenças relacionadas Linfomas não-Hodgkin Linfoma de Hodgkin Neoplasias plasmocitárias Mielóides Leucemia Mielóide Aguda Leucemia Mielóide Crônica Policetemia Vera Trombocitopenia essencial Mielofibrose com metaplasia mielóide Sindromes Mielodisplásicas Histiocitoses clonais Histiocitoses de células de Langerhans Localizada Sistêmica Histiocitose maligna Doenças de mastócitos Neoplasias Linfóides Apresentam características clínicas e morfológicas bastante variáveis. Linfócitos T, B e NK – diferentes estágios de maturação Neoplasias Mielóides Coloração Citoquímica Citoquímica é a aplicação de corantes bioquímicos à células do sangue e medula óssea, de maneira a refletir sua composição sem modificar apreciavelmente sua morfologia. Colorações citoquímicas são auxiliares diagnósticos importantes em leucemias e em outras doenças hematológicas. É importante compreender que o estudo das células do sangue e da medula, através técnicas especiais, é complementar ao estudo clássico de suas morfologias (evidenciadas após colorações hematológicas). Coloração Citoquímica Peroxidases são enzimas relativamente raras em tecidos animais. São bastante comuns em tecidos vegetais. Em humanos, peroxidases são encontradas nos microssomas das células hepáticas e renais, e nos grânulos das células mielóides e monocitóides. A mieloperoxidase localiza-se nos grânulos azurófilos primários. Os blastos primitivos, comprometidos com a linhagem mielóide, demonstram atividade de peroxidase em áreas como o retículo endoplasmático e a região do Golgi. Coloração Citoquímica A reação do ácido periódico de Schiff (PAS) é importante na histologia e na citoquímica de carboidratos. Reações positivas indicam a presença de glicogênio, um polímero de glicose e de outros 1,2-glicóis. O Sudan Black tem a propriedade de corar os lipides celulares e tissulares através do fenômeno de dissolução do corante nestes lípides. A reação no citoplasma das células apresenta uma coloração escura, semelhante a peroxidade. Coloração Citoquímica Marcadores Imunofenotípicos Marcadores Imunofenotípicos Marcadores Imunofenotípicos Marcadores Imunofenotípicos DOENÇA HISTOQUÍMICA IMUNOFENOTIPAGEM ANOMALIAS CORMOSSÔMICAS LMA, M0 TODAS NEGATIVAS CD13, CD33, CD34 - LMA, M1,2 MPO E SUDAN CD13, CD33 t (8;21) LMA, M3 MPO E SUDAN CD13, CD33 t (15;17) LMA, M4 MPO , ANAE CD13, CD33 Inv 16 LMA, M5 ANAE CD11b, CD14 - LMA, M6 PAS CD13, CD33 5q-, 7q- LMA, M7 Antígeno do fator VIII CD13, CD33, CD41 - LLA, Célula T PAS CD3, CD5, CD7 - LLA, Célula B PAS CD10, CD19 t (9;22) Prof. Robson P. Souza Leucemias Agudas Grupos de doenças caracterizadas pelo acúmulo de leucócitos malignos na medula óssea e no sangue Leucemias Agudas Doenças agressivas nas quais a transformação maligna ocorre em células-tronco da hematopoese ou em progenitores primitivos Leucemias Agudas Patogênese das Leucemias Agudas Aumento da velocidade de produção Diminuição da apoptose Bloqueio na diferenciação celular ✓Insuficiência da MO ✓Infiltração Tecidual ✓Rapidamente fatais ✓Mais fáceis de curar Hoffbrand, 2008 Patogênese das Leucemias Agudas ✓ > 20% de blastos no Sangue ou na Medula Óssea ✓Ou < 20% de blastos no caso de haver alterações genético-moleculares associadas a leucemia Hoffbrand, 2008 Classificação das Leucemias Leucemias Agudas Leucemias Crônicas Leucemia Linfóide Aguda (LLA) Leucemia Mielóide Aguda (LMA) Leucemias Linfóides Crônicas (LLC) Leucemias Mielóides Crônicas (LMC) Hoffbrand, 2008 Classificação das Leucemias Leucemias (Franco Americano Britânico - FAB) LLA L1 com blastos pequenos, uniformes, relação N/C alta L2 com blastos maiores, heterogêneos, relação N/C mais baixa L3 com blastos vacuolizados, citoplasma basófilos (geralmente LLA-B) LMA M0 indiferenciada M1 sem maturação M2 com maturação granulocítica M3 promielocítica aguda M4 maturação granulocítica e monocítica M5 monoblástica (M5a) ou monocítica (M5b) M6 eritroleucemia M7 megacariocitoblástica Leucemia aguda bifenotípica – Características de LLA e LMA na mesma célula Leucemia aguda híbrida – Características de LLA e LMA em células diferentes Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) Acúmulo de Linfoblastos na MO ✓Comum na infância – pico de incidência entre 3 e 7 anos e adultos após os 40 anos ✓1 a 2 casos por mil habitantes ✓Associado a radiação ✓Infecções virais – HTLV1 – leucemia de células T e o vírus do Epstein Barr com o linfoma do tipo Burkitt ✓ Patogênese é variada – in utero vs mutação pós-natal Hoffbrand, 2008 Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) Acúmulo de Linfoblastos na MO Cerca de 70% dos pacientes com LLA tem linfoblastos do tipo pré-célula B (CD19+) Schiffman, 2008 Leucemia Linfóide Aguda (LLA): Classificação LLA – L1 Blastos pequenos, uniformes, relaçãoN/C alta – citoplasma escasso. Contorno geralmente regular (linhagem B – a maior parte) ou mais irregular (linhagem T). Correspondem à maioria dos casos de LLA em crianças Oliveira, 2007;Hoffbrand, 2008 Leucemia Linfóide Aguda (LLA): Classificação LLA – L2 Com blastos maiores, heterogêneos, relação N/C bastante variável. Contorno nuclear mais irregular. Corresponde a cerca de 25% dos casos de LLA Oliveira, 2007;Hoffbrand, 2008 Leucemia Linfóide Aguda (LLA): Classificação LLA – L3 Com blastos maiores, heterogêneos, relação N/C mais baixa. Citoplasma fortemente basofílico e com múltiplos vacúolos (Células tipo Burkitt). Linhagem B Oliveira, 2007;Hoffbrand, 2008 Leucemia Linfóide Aguda (LLA): Classificação LLA – Variante granular (MPOc negativos) Com blastos maiores, heterogêneos, relação N/C mais baixa. com múltiplos vacúolos Oliveira, 2007;Hoffbrand, 2008 LLA – Aspectos Clínicos Insuficiência da medula óssea e Infiltração de órgãos LLA – Aspectos Clínicos Tumefação testicular Linfonodopatia LLA – Aspectos Clínicos Púrpura LLA – Aspectos Clínicos Massa mediastinal LLA – Aspectos Laboratoriais ✓Anemia normocítica e normocrômica ✓Trombocitopenia ✓A contagem de leucócitos baixa, normal ou aumentada > 200.000/μL – presença de blastos ✓↑Ácido Úrico, LDH ✓Hipercalcemia – variável Oliveira, 2007;Hoffbrand, 2008 LLA – Citogenética e Genética molecular TdT Deoxinucleotidil-transferase terminal nuclear HLA-DR / CD34 CD7 cCD3 LLA-T CD19 cCD22 LLA de precursores B CD13 CD33 LMA Células-Tronco Oliveira, 2007;Hoffbrand, 2008 A deoxinucleotidil-transferase terminal (TdT) é uma enzima de replicação (DNA polimerase) que se liga a desoxinucleotídeos na terminação 3’ do DNA e atua no rearranjo dos genes que codificam as imunoglobulinas e os receptores de células T. Prognóstico na LLA BOM MAU Leucócitos Baixa Alta (> 50.000/μL) Sexo Meninas Meninos Imunofenótipo LLA-B LLA-T (em crianças) Idade Criança Adulto (ou lactente < 2 anos) Citogenética Normal ou Hiperdiploidia (>50) Ph+, rearranjo 11q23 Tempo para eliminar os blastos no sangue < 1 semana > 1 semana Tempo até remissão < 4 semanas > 4 semanas Acometimento do SNC à apresentação Ausente Presente Doença residual mínima Negativa em 1-3 meses Ainda positiva em 3-6 meses Oliveira, 2007;Hoffbrand, 2008 Leucemia Mielóide Aguda (LMA) Grupo heterogêneo de doenças clonais que se caracteriza pelo acúmulo de Mieloblastos na MO e sangue periférico ✓Ocorre em todas as faixas etárias ✓É a forma comum de LA em adultos, e a incidência aumenta com a idade ✓10 a 15% das leucemias na infância ✓LMA primária – de novo ✓LMA secundária – mielodisplasia e outras doenças hematológicas (síndromes mieloproliferativas ou após tratamento quimioterápico prévio) ▪Marcadores genéticos e prognósticos diferentes Oliveira, 2007;Hoffbrand, 2008 Leucemia Mielóide Aguda (LMA) A heterogeneidade das LMA é refletida por: • diferenças na morfologia dos blastos, • por variações em sua apresentação na MO • Resposta ao tratamento A anormalidade mais comum é a presença de repetições internas do gene FLT-3 (CD-135) Alguns casos de LMA primárias demonstram as translocações cromossômicas inv(16) e t(8;21) Oliveira, 2007;Hoffbrand, 2008 Leucemia Mielóide Aguda (LMA): Classificação Blastos na LMA – Blastos tipo I Ausência de grânulos, tamanho variado, indistinguíveis e inclassificáveis. Relação N/C variada, nucléolos proeminentes e padrão de cromatina delicado Oliveira, 2007;Hoffbrand, 2008 Leucemia Mielóide Aguda (LMA): Classificação Blastos na LMA – Mieloblastos tipo II Apresentam poucos grânulos primários (azurófilos). Relação N/C é menor que os blastos tipo I, núcleo em posição central e ocasionalmente são observados bastonetes de AUER Oliveira, 2007;Hoffbrand, 2008 Leucemia Mielóide Aguda (LMA): Classificação Blastos na LMA – Mieloblastos tipo III Presença de numerosos grânulos azurófilos primários. Podem conter bastonetes de AUER Oliveira, 2007;Hoffbrand, 2008 Leucemia Mielóide Aguda (LMA): Classificação LMA – M0 – minimamente diferenciada Não apresentam grãos azurófilos nem bastonetes de Auer, MPOc negativos. Identificados por imunofenotipagem (CD13+, CD33+) ✓Apresentam baixo índice de remissão e sobrevida; ✓Cariótipos complexos (cromossomos 5 ou 7); ✓Trissomia 8 ou 13; ✓Pacientes idosos (>60 anos) Oliveira, 2007;Hoffbrand, 2008 Leucemia Mielóide Aguda (LMA): Classificação LMA – M1 – Sem maturação Poucos grânulos, mas podem apresentar bastonetes de Auer ✓10 a 20% dos casos de LMA ✓Comum em adultos – 45 e 50 anos ✓Leucemias sensíveis ao tratamento e têm bom prognóstico Oliveira, 2007;Hoffbrand, 2008 Leucemia Mielóide Aguda (LMA): Classificação LMA – M2 – Com maturação ✓30 a 40% dos casos de LMA M2 possuem alteração citogenética t(8;21)(q22;q22); ✓Forte expressão de antígenos mielóides (MPO, CD13, CD33) Blastos com inúmeros granulos primários bastonetes de AUER Oliveira, 2007;Hoffbrand, 2008 Leucemia Mielóide Aguda (LMA): Classificação LMA – M3 – Promielocítica aguda hipergranular ✓A maioria apresenta o cariótipo t(15;17) (q22;q11-12) ✓Associado à coagulação intravascular disseminada (CIVD) Promielócitos hipergranulares anormais, bastonetes de AUER Oliveira, 2007;Hoffbrand, 2008 Leucemia Mielóide Aguda (LMA): Classificação LMA – M4 – Promielomonocítica aguda hipergranular ✓Maior predileção para hematopoese extramedular – Hipertrofia gengival, infiltração cutânea e meningea Presença de células diferenciadas tanto para neutrófilos quanto para monócitos Oliveira, 2007;Hoffbrand, 2008 Leucemia Mielóide Aguda (LMA): Classificação LMA – M5a – Monocítica aguda sem maturação >80% dos blastos são monoblastos ✓Tendência a infiltração no fígado, baço e linfonodos Oliveira, 2007;Hoffbrand, 2008 Leucemia Mielóide Aguda (LMA): Classificação LMA – M5b – Monocítica aguda com maturação < 80% dos blastos são monoblastos Oliveira, 2007;Hoffbrand, 2008 Leucemia Mielóide Aguda (LMA): Classificação LMA – M6 – Eritróide aguda Precursores eritróides e mielóides Oliveira, 2007;Hoffbrand, 2008 Leucemia Mielóide Aguda (LMA): Classificação LMA – M7 – Megacariocítica aguda Presença de Megacioblastos demonstrados pelos marcadores CD41 e CD61 Oliveira, 2007;Hoffbrand, 2008 LMA – Aspectos Clínicos Gengivorragia Linfonodopatia LMA – Aspectos Clínicos Oliveira, 2007;Hoffbrand, 2008 Prof. Robson P. Souza Leucemias Crônicas Doenças Linfoproliferativas Crônicas (DLPC): Leucemia Linfóide Crônica, Tricoleucemia Prof. Robson P. Souza Leucemias Linfóides Crônicas (LLC) Conjunto de doenças caracterizadas por acúmulo de linfócitos no sangue de linfócitos maduros dos tipos B ou T. São incuráveis e costumam ter uma evolução crônica e flutuante ▪ A mais comum das leucemias linfóides – Células B (fraca expressão de IgM ou IgD de superfície) ▪ Etiologia desconhecida – Comum no Ocidente e rara no Oriente ▪ Células acumuladas no sangue, baço, fígado, linfonodos e na MO são resultados de sobrevida prolongada com diminuição da apoptose Pettit, 2008; Oliveira, 2007 Classificação das leucemias linfóides crônicas e Síndromes leucemia/linfoma (OMS) ZAGO, 2013 Células B Células T ou NK Leucemias Linfóides Crônicas Leucemia Linfocítica Crônica (LLC) Leucemia prolinfocítica crônica (LPC) Tricoleucemia Síndromes leucemia/linfoma Linfoma esplênico com linfócitosvilosos Linfoma folicular Linfoma de células do manto Linfoma linfoplasmocítico Linfoma de Células grandes Leucemia de linfócitos grandes e granulares Leucemia prolinfocítica de células T (LPL-T) Síndrome de Sézary Leucemia / Linfoma de células T do adulto Linfomas de células grandes LLC: Características Clínicas A LLC-B é a mais comum das doenças linfoproliferativas crônicas A doença acomete pessoas idosas – apenas 15% dos casos antes dos 50 anos de idade 2 a 6 casos /100 mil habitantes aos 65 anos e a 30 casos / 100 mil habitantes acima dos 80 anos Predomínio do sexo masculino 2:1 Diagnosticado durante exames de rotina. Geralmente assintomática Hepatoesplenomegalia nos estágios tardios Imunossupressão - hipogamaglobulinemia ZAGO, 2013 LLC: Características Clínicas Pettit, 2008 Linfonodopatia cervical bilateral Infecção por herpes zoster LLC: Achados Laboratoriais ZAGO, 2013; PETTIT, 2008, • Linfocitose > 5000/mm3 ( 25 a 95%) • Medula Óssea: substituição dos elementos mielóides normais por linfócitos • Imunofenotipagem dos linfócitos mostra que são células B (CD19+ na superfície), baixa expressão de imunoglobulinas de superfície IgM ou IgD; • Proliferação linfocítica é monoclonal • São também positivas para CD5 e CD23 de superfície • Anemia normocítica normocrômica ou trombocitopenia em 20% dos casos • Hipogamaglobulinemia (50%) • Comum o desenvolvimento de autoimunidade - AHAI LLC: Achados Laboratoriais Pettit, 2008 Presença de Manchas de Grumprecht (restos nucleares) LLC: Achados Laboratoriais Citogenética e Biologia Molecular Pettit, 2008 ✓ Deleção 13q14 (50 – 60%) ✓ Trissomia 12 (16 – 30%) ✓ Deleção 1q23 (18%) LLC: Achados Laboratoriais Citogenética e Biologia Molecular Fonte:http://www2.hawaii.edu/~johnb/micro/micro161/T_and_B_activation_chap10/T_and_B_activation_chap10.htm Fenótipo das Células Tumorais: Expressão aberrante da protéina ZAP-70 Fatores Prognósticos na LLC Variáveis Bom Mau Sexo Feminino Masculino Tempo de Duplicação dos linfócitos Lento Rápido Aspecto da biópsia da MO Nodular Difusa Genes VH de imunoglobulina Hipermutados Não-mutados Expressão de ZAP-70 Baixa Alta Expressão de CD38 Negativa Positiva LDH Normal Alta Pettit, 2008 A mediana de sobrevida é de 60 meses Leucemia Prolinfocítica (LPL): Diagnóstico É uma DPLC monoclonal rara e agressiva, sendo 80% de fenótipo B maduro e 20% de fenótipo Inicialmente assemelha-se a LLC. ▪ Acima dos 60 anos de idade ▪ Pode originar-se da LLC ▪ Apresenta-se com contagem de linfócitos alta e rapidamente crescente ▪ Anemia é sinal de mau prognóstico Pettit, 2008; Oliveira 2007 Leucemia Prolinfocítica (LPL): Diagnóstico Oliveira, 2007 Leucemia Prolinfocítica (LPL): Diagnóstico Oliveira, 2007 Leucemia de Célula Pilosa: Tricoleucemia É uma DPLC clonal de células B e representa 2 - 4% das Leucemias Linfóides. Do inglês Hairy cell leukemia ▪ Incidência acima da quarta e da sexta década de vida ▪ Sexo masculino (M/F de 4:1) Pettit, 2008; Giglio & Kaliks 2007 Tricoleucemia: Quadro Clínico ✓Deriva da pancitopenia – anemia, manifestações hemorrágicas e infecções bacterianas ✓Esplenomegalia em 90% dos casos e hepatomegalia em cerca de 35% ✓Adenomegalia rara Zago, 2004 Tricoleucemia: Diagnóstico Laboratorial http://www.pathpedia.com/Education/eAtlas/Histopathology/blood_cells/hairy_cell_leukemia_classic.aspx Tricoleucemia: Diagnóstico Laboratorial http://www.pathpedia.com/Education/eAtlas/Histopathology/blood_cells/hairy_cell_leukemia_classic.aspx Tricoleucemia: Diagnóstico Laboratorial - Imunofenotipagem CD 19 CD20 CD37 CD 103 na maioria dos casos. Zago, 2004 Prof. Robson P. Souza Leucemia Mielóide Crônica (LMC) Leucemia Mielóide Crônica (LMC) Doença proliferativa de células-mãe pluripotentes que mantém sua capacidade de diferenciação e amadurecimento para linhagem mielóide – grande aumento de granulócitos no sangue ▪ 20% das leucemias em adultos jovens – 35 a 45 anos ambos os sexos ▪ Fases mieloproliferativa crônica, aceleração e transformação blástica (terminal) ▪ Em 70 a 75% dos casos, a LMC agudiza para uma LMA (blastos de qualquer linhagem). 20 a 30% agudiza para uma LLA Pettit, 2008; Oliveira, 2007 Desordem clonal decorrente da t(9;22)(q24;q11) – cromossomo Filadélfia (Ph1) – oncogene BCR/ABL+ FISH (Fluorescent In Situ Hybridization) Leucemia Mielóide Crônica (LMC): Fase Crônica (início) Sem sinais e sintomas, descoberta ao acaso Oliveira, 2007 LEUCÓCITOS 76200 /μL % /μL Neutrófilos 88,5 67437 Segmentados 52,5 40005 Bastonetes 10,5 8001 Metamielócitos 7,0 5334 Mielócitos 18,5 14097 Promielócitos 1,0 762 Blastos 1,0 762 Linfócitos 3,0 2286 Monócitos 1,5 1143 Eosinófilos 2,0 1524 Basófilos 3,0 2286 Leucemia Mielóide Crônica (LMC): Fase Crônica Clássica Início de sinais e sintomas: leve a moderada anemia, esplenomegalia (maioria dos casos) ou hepatomegalia. Oliveira, 2007 LEUCÓCITOS 234.300 /μL % /μL Neutrófilos 83,5 195641 Segmentados 33,5 78491 Bastonetes 17,5 41003 Metamielócitos 10,0 23430 Mielócitos 22,5 52718 Promielócitos 3,0 7029 Blastos 3,0 7029 Linfócitos 1,0 2343 Monócitos 1,0 2343 Eosinófilos 2,5 5858 Basófilos 6,0 14058 Leucemia Mielóide Crônica (LMC): Fase Acelerada (WHO) Presença de um ou mais dos seguintes critérios: ▪ Blastos entre 10 – 19% no sangue periférico ou na MO ▪ Basófilos > 20% no sangue periférico ▪ Plaquetopenia (<100.000 plaquetas/μL) persistente, não relacionada a terapia; ▪ Plaquetose (> 100.000 plaquetas/ μL) persistente mesmo com terapia adequada; ▪ Aumento da contagem de leucócitos, da esplenomegalia, sem resposta terapêutica; ▪ Evidências de alterações cromossômicas adicionais Oliveira, 2007 Leucemia Mielóide Crônica (LMC): Fase Acelerada (WHO) Oliveira, 2007 LEUCÓCITOS 170.000 /μL % /μL Neutrófilos 58,0 98600 Segmentados 13,5 22950 Bastonetes 7,5 12750 Metamielócitos 6,0 10200 Mielócitos 31,0 52700 Promielócitos 7,0 11900 Blastos 10,0 17000 Linfócitos 0,5 850 Monócitos 0,5 850 Eosinófilos 1,0 1700 Basófilos 23,0 39100 Leucemia Mielóide Crônica (LMC): Fase Blástica(WHO) Deve ser evidenciada por um dos critérios a seguir: ▪ Blastos ≥ 20% no sangue periférico ou na medula óssea ▪ Quando há proliferação extramedular dos blastos ▪ Quando existir grandes agregados de blastos à biopsia de medula Oliveira, 2007 Leucemia Mielóide Crônica (LMC): Fase Blástica (WHO) Oliveira, 2007 LEUCÓCITOS 184.780 /μL % /μL Neutrófilos 2,0 3696 Segmentados 1,0 1848 Bastonetes 1,0 1848 Metamielócitos 0,0 0 Mielócitos 0,0 0 Promielócitos 0,0 0 Blastos 97,0 179237 Linfócitos 1,0 1848 Monócitos 0,0 0 Eosinófilos 0,0 0 Basófilos 0,0 0