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Contratos em Geral P1

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- Acessórios: dependem da existência de outros contratos, em geral, servem para dar
garantia ao cumprimento do contrato principal (ex: fiança)
- Derivados: tem por objeto direitos estabelecidos em outro contrato (ex: sublocação –
aluga a sua locação). Os direitos do contrato derivado estão ligados ao principal, não tem
a ver com garantia.
A nulidade do contrato principal implica a nulidade do acessório, mas não o oposto.
A prescrição da pretensão da obrigação principal implica a da acessória, mas não o
oposto.
2. Quanto à forma:
- Solene: devem obedecer a forma prescrita em lei, sob pena de nulidade (ex: escritura
pública em imóvel acima de 30 salários-mínimos).
- Não solene: forma livre, bastando o consentimento.
- Consensuais: formação diretamente pelo acordo de vontades.
- Reais: formação com a entrega da coisa. Não basta apenas o consentimento para o
contrato ter início, necessita a entrega da coisa.
3. Quanto ao objeto:
- Preliminares: tem por objeto a elaboração de um contrato efetivo. Pré-contrato. Ex:
promessa de compra e venda.
- Definitivos: vários objetos são possíveis, variando de acordo com a natureza da coisa.
4. Quanto à designação (nome):
- Nominados: designação própria. Tem nome específico (ex: compra e venda, locação).
- Inominados: sem designação própria. Pode ser qualquer coisa, as partes escolhem as
obrigações como quiserem, basta o respeito às regras e princípios básicos do direito
contratual.
- Típicos: previstos em lei, estando no CC e derivados. Necessariamente tem nome, o que
é típico é nominado, mas não o oposto.
- Atípicos: não estão previstos em lei.
- Mistos: combinação de um contrato típico com cláusulas criadas pelas partes. Misturam
contratos diferentes. Compilação de contratos previstos na lei. Ex: a hospedagem não
está na lei, mas é um mix de contratos (depósito, locação, etc).
- Coligados: pluralidade de contratos interligados. Contratos típicos que estão ligados
entre si. Ex: venda, aluguel e transporte em um só contrato para o mesmo fim.
- União de contratos: vários contratos sem conexão entre eles, mas contratando no
mesmo instrumento. Contratos que não tem nada a ver dentro do mesmo instrumento.
Formação dos contratos – prova.
1. Manifestação da vontade: fundamental, porque o contrato é negócio jurídico.
- Vontade humana (subjetivo).
- Declaração (objetivo) expressão da vontade.
- Expressa (verbal, escrito, gesto) ou tácita.
2. Negociações preliminares:
- Fase da pontuação: negociações prévias ao contrato, sondagens, conversas. Em regra,
se não houver celebração, não existe responsabilidade, porém, se um contratante incute
a legítima expectativa de contratar e não o fizer, a outra parte pode pedir indenização por
perdas e danos.
- Boa fé objetiva: em todas as fases do contrato, pré contrato e pós contrato, conclusão e
execução.
3. Proposta:
- Contrato = proposta + aceitação.
- Proposta: declaração de vontade de uma parte com o objetivo de provocar a adesão de
outra. Procura de alguém que aceite a proposta.
- A proposta deve conter os elementos essenciais do negócio a ser celebrado. Se alguém
aceitar, o proponente é obrigado a cumprir com as obrigações, se vincula.
- Em regra, a porposta obriga o proponente.
Exceções:
1. Cláusula expressa: quando o proponente e reserva o direito de desfazer a proposta;
2. Estoque: a oferta se limita ao estoque, se acaba o estoque, o proponente não está mais
vinculado a cumprir com as obrigações.
- Oferta ao público: mesma coisa que proposta, mas se limita a um estoque. No CDC, a
oferta obriga o fornecedor a se vincular, o preço proposto tem que ser cumprido.
4. Aceitação: concordância com os termos da proposta
- A aceitação deve ser pura e simples, pode ser expressa ou tácita.
- Contraproposta: modificação na proposta.
- Hipóteses que a aceitação não tem força vinculante (não forma contrato)
1. Aceitação expedida a tempo, mas chega tarde ao conhecimento do proponente.
2. A retratação chega antes ou junto com a aceitação.
5. Momento de conclusão do contrato:
- Entre presentes: momento em que o aceitante aceita a proposta. Contrato simultâneo.
- Entre ausentes (e-mail, carta) duas teorias: informação/cognição e declaração/arguição.
1. Teoria da informação (não aceita).
- O contrato se forma com a chegada da resposta ao conhecimento do proponente.
- Ou seja, o início do contrato se dá com a leitura da resposta do aceitante pelo
proponente.
- Deixa ao árbitro de uma das partes quando será o momento de formação do contrato.
2. Teoria da declaração.
2.1 – Teoria da declaração propriamente dita: o contrato se forma no momento em que
escreve a aceitação da proposta. Teoria não aceita. Fica sob o árbitro da parte aceitante.
2.2 – Teoria da expedição: não basta a redação da resposta aceitando a proposta, mas
sim a expedição. No momento em que expediu a aceitação (ex: enviou a carta aceitando).
2.3. - Teoria da recepção: além de redigida e expedida a resposta, exige que a proposta
seja entregue ao proponente. Este tem que receber a aceitação.
6. Lugar de celebração do contrato:
- Em regra, se dá no local da proposta.
- Se a proposta for online, é no país em que o site está hospedado.
- Se proposta ação aqui, o direito aplicado será o do país do site.
* LEVAR CÓDIGO CIVIL NA PROVA.

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