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aula1 Curso Total de Refino de Petróleorevisado2015NOVEMBRO

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Departamento de Engenharia
Engenharia de Petróleo e Gás
Refino do Petróleo e do Gás Natural 
Professor: Raul Santos
 
Salvador/BA MAIO/ 2015
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Sumário:
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1 – Apresentação do Professor
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2 – Apresentação dos Alunos
1 – Apresentação do Contrato e Empresa Contratada
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 Conteúdo da Disciplina
 Introdução
 Processamento primário do petróleo e gás natural
 Destilação atmosférica de estágio simples
 Destilação atmosférica de estágio duplo com Pré – flash
 Destilação atmosférica de estágio triplo ou a Vácuo
 Craqueamento Térmico:
 Catalítico
 Hidro – catalítico
 Tratamento Termoquímico, Eletrostático e desemulsificante do óleo
 Processamento do Gás Natural:
 Refrigeração simples
 Absorção refrigerada
1 – Apresentação do Contrato e Empresa Contratada
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2 – Apresentação Equipe Técnica CLIMABOM
 Continuação - Processamento do Gás Natural:
 Turbo expansão 
 Expansão Joule - Thompson
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3 – Cronograma de visitas
5- Referência Bibliográfica 
THOMAS, J.E. Fundamentos de Engenharia de Petróleo. Editora Interciência, 2a edição, Rio de Janeiro, 2001. - SZKLO, Alexandre Salem. Fundamentos do Refino de Petróleo, Editora Interciência. 2008 - CORRÊA, O. L. S. PETRÓLEO: Noções sobre exploração, perfuração, produção e microbiologia. Editora Interciência.
CORTEZ, Nestor . Curso de Formação de operadores de refinaria : Porcesso de refino. Editora PETROBRAS : UnicenP. Curitiba, 2002. Disponível em: <http://www.tecnicodepetroleo.ufpr.br/apostilas/petrobras/eletricidade.pdf> . Acesso em: 20 de junho de 2012. 
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OBRIGADO!!
O caminhar de uma jornada é mais importante que a chegada.
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Lei nº 9.478 de 6 de agosto de 1997
Petróleo:
	Todo e qualquer hidrocarboneto líquido em seu estado natural, a exemplo do óleo cru e condensado
Refino:
	Conjunto de processos destinados a transformar o petróleo em derivados de petróleo
O petróleo
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1.0 O PETRÓLEO
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Não existe apenas um tipo de petróleo
Suas características, juntamente com as necessidades do mercado, que vão determinar quais derivados podem ser melhor obtidos 
A refinaria irá operar de acordo com essas características
O petróleo
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6 CLASSIFICAÇÃO DO PETRÓLEO
A classificação do petróleo, em função dos seus constituintes, interessa desde os geoquímicos até os refinadores.
Os primeiros visam caracterizar o óleo para relacioná-lo à rocha-mãe e medir o seu grau de degradação. Os refinadores querem saber a quantidade das diversas frações que podem ser obtidas, assim como composição e propriedades físicas.
Dessa forma, óleos parafínicos são excelentes para a produção de querosene de aviação (QAV), diesel, lubrificantes e parafinas. Os óleos naftênicos produzem frações significativas de gasolina, nafta e lubrificantes. 
Enquanto óleos aromáticos são mais indicados para a produção de gasolina, solventes e asfalto.
 
 
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O petróleo - Composição
	O petróleo, no estado em que é extraído do solo, tem pouquíssimas aplicações. É uma mistura complexa de moléculas, compostas principalmente de carbono e hidrogênio – hidrocarbonetos – , além de algumas impurezas.
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4 – Escopo dos serviços de Manutenção Preventiva e Corretiva
 Introdução
 
 COMPOSIÇÃO DO PETRÓLEO BRUTO
Carbono - 84% 
Hidrogênio - 14% 
Enxofre - de 1 a 3% (sulfeto de hidrogênio, sulfetos, dissulfetos, enxofre elementar) 
Nitrogênio - menos de 1% (compostos básicos com grupos amina) 
Oxigênio - menos de 1% (encontrado em compostos orgânicos como o dióxido de carbono, fenóis, cetonas e ácidos carboxílicos) 
Metais - menos de 1% (níquel, ferro, vanádio, cobre, arsênio) 
Sais - menos de 1% (cloreto de sódio, cloreto de magnésio, cloreto de cálcio) 
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A composição elementar média do petróleo é estabelecida da seguinte forma:
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O petróleo
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Cadeia produtiva do petróleo
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Assim, os tipos de hidrocarbonetos presentes ou originários do
petróleo são agrupados da seguinte forma:
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Parafínicos - cadeia aberta
Naftênicos - cadeia fechada
Aromáticos - aquele que possui, em sua molécula, pelo menos um anel de benzeno ( C6H6 ). 
1.1 CONSTITUINTES DO PETRÓLEO
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O petróleo - Composição
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Hidrocarbonetos Parafínicos
(75% ou mais de parafinas)
Fórmula geral: CnH2n+2 (n é um número inteiro, geralmente de 1 a 20). 
As moléculas são cadeias ramificadas ou não. 
Em temperatura ambiente podem ser gases ou líquidos, dependendo da molécula. 
Exemplos: metano, etano, propano, butano, isobutano, pentano, hexano .
São os óleos leves, fluidos ou de alto ponto de fluidez com densidade inferior a 0.85, teor de resinas e asfaltenos menor que 10% e viscosidade baixa. A maior parte dos óleos produzidos no Nordeste brasileiro é parafínica.
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CONSTITUINTES DO PETRÓLEO
- Parafinas:
Fórmula geral: CnH2n+2
Temperatura ambiente podem ser gases ou líquidos.
Exemplos: metano, etano, propano, butano, isobutano, pentano, hexano.
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Hidrocarbonetos Aromáticos
Fórmula geral: C6H5-Y (Y é uma molécula mais longa e não ramificada que se conecta a anéis benzênicos). 
Estruturas em anel, com um ou mais anéis.  
Os anéis contêm seis átomos de carbono, com ligações duplas e simples alternando-se entre os carbonos. 
Geralmente são líquidos.  
Exemplos: benzeno, naftaleno 
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- Aromáticos: 
Fórmula geral: C6H5 - Y (Y é uma molécula mais longa e não ramificada que se conecta a anéis benzênicos)
Estruturas em anel, com um ou mais anéis geralmente são líquidos  
Exemplos: benzeno, naftaleno
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Hidrocarbonetos Naftênicos
Fórmula geral: CnH2n (n é um número inteiro, geralmente de 1 a 20). 
Estruturas em anel, com um ou mais anéis.  
Os anéis contêm apenas ligações simples entre os átomos de carbono. 
Em temperatura ambiente, geralmente são líquidos. 
Exemplos: ciclohexano, metilciclopentano 
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 - Naftenos ou cicloalcanos 
Fórmula geral: CnH2n 
Estruturas em anel, com um ou mais anéis em temperatura ambiente, geralmente são líquidos. 
Exemplos: ciclohexano, metilciclopentano 
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4 – Escopo dos serviços de Manutenção Preventiva e Corretiva
- Alcenos 
Fórmula geral: CnH2n 
Podem apresentar-se nos estados líquido ou gasoso.
Exemplos: etileno, buteno, isobuteno 
- Dienos e Alcinos 
Fórmula geral: CnH2n-2 
Podem apresentar-se nos estados líquido ou gasoso. 
Exemplos: acetileno, butadieno 
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2.0 O Refino de Petróleo
Fontes: BP Statistical Review of World Energy 2008; ANP/SDP (Tabela 1.4)
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O refino de petróleo no Mundo
Capacidade de refino, segundo regiões geográficas em 31/12/2007 (milhões de barris/dia)
Fontes: BP Statistical Review of World Energy 2008; ANP/SDP (Tabela 1.4)
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Participação de países selecionados na capacidade total efetiva de refino - 2007
Fontes: BP Statistical Review of World Energy 2008; para o Brasil, ANP/SRP (Tabela 1.4).
¹Capacidade de destilação atmosférica em barris por calendário-dia.
Capacidade total efetiva de refino¹:
87.920 mil barris/dia
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Histórico do Refino no Brasil
1ª Destilaria – Rio Grande, 1934
1ª Refinaria – Ipiranga, 1937
No ano de 1936 foram inauguradas duas refinarias: Ipiranga de São Paulo, com capacidade de oitenta metros cúbicos e a do Rio Grande
1ª Refinafia gde porte – RLAM em 1959, Mataripe,BA
Mercado consumidor insipiente
Produção interna baixa
1950 - 1960
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Histórico do Refino no Brasil
- Manguinhos,1950			- RPBC, 1955 	
- RLAM, 1950			- REMAN, 1956
- RECAP, 1954			- REDUC, 1961
1950 - 1960
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Construção de novas refinarias e ampliação das refinarias existentes
Crescimento acelerado: milagre econômico
1ª Crise do Petróleo: 1973
2ª Crise do Petróleo: 1979
Criação do Pró-Álcool
Aumento das importações de petróleo
1960 - 1980