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ALTERAÇÕES PULPAPES E PERIAPICAIS
DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO
Rúbia Caus Pereira
Especialista em Endodontia – FOP/ UNICAMP
Mestranda em Endodontia – SL Mandic Campinas
INTRODUÇÃO
Na endodontia, muitas vezes temos dificuldade de fechar o correto diagnóstico das alterações pulpares e periapicais, pois não temos visão direta
Para um diagnóstico preciso, precisamos ter síntese do conhecimento científico, experiência clínica, intuição e bom senso.
SIQUEIRA JÚNIOR; RÔÇAS; LOPES, 2010
INTRODUÇÃO
A polpa , diante de um fator agressor, apresenta reações inflamatórias ou degenerativas. Estas podem ser do tipo, da frequência e da intensidade do agende irritante, assim como a resposta imune do paciente.
Se o agente agressor não for removido a polpa alterada ficará necrosada ou calcificada.
revodonto
wikiHow
SOUZA FILHO, 2010
AGENTES AGRESSORES DA CÂMARA PULPAR
FATORES FÍSICOS
- Calor gerado pelo preparo cavitário, reação de
presa dos materiais restauradores ou polimento
de restaurações
- Ação mecânicas das brocas
- Trauma, fratura
- Pressão durante moldagem
revodonto
SIQUEIRA JÚNIOR; RÔÇAS; LOPES, 2010
AGENTES AGRESSORES DA CÂMARA PULPAR
FATORES QUÍMICOS
- Toxicidade de materiais restauradores temporários e definitivos
- Condicionamento ácido
- Dessecantes e desinfetantes de cavidade
SIQUEIRA JÚNIOR; RÔÇAS; LOPES, 2010
AGENTES AGRESSORES DA CÂMARA PULPAR
FATORES BIOLÓGICOS
Infiltração bacteriana, cárie 
Agressão persistente
SIQUEIRA JÚNIOR; RÔÇAS; LOPES, 2010
medodedentista.com.br
DIAGNÓSTICO
ESTABELECER HISTÓRIA DENTAL
Qual o problema que o trouxe ao consultório?
 Quando o problema começou?
 Quais são os fatores determinantes e atenuantes?
 Qual é a frequência e a intensidade?
 Localização e duração da dor?
 A dor é estimulada ou espontânea?
definicion.mx
SIQUEIRA JÚNIOR; RÔÇAS; LOPES, 2010
DIAGNÓSTICO
EXAME RADIOLÓGICO
DIAGNÓSTICO
TESTES TÉRMICOS
Calor
Frio
NENHUMA RESPOSTA: necrose pulpa, calcificação excessiva, ápice imaturo, trauma recente
 RESPOSTA MODERADA TRANSITÓRIA: polpa considerada normal
 RESPOSTA DOLOROSA CESSANDO RAPIDAMENTE COM A REMOÇÃO DO ESTÍMULO: pulpite reversível 
 RESPOSTA DOLOROSA QUE PERMANECE APÓS A REMOÇÃO DO ESTÍMULO: pulpite irreversível inicial
 RESPOSTA DOLOROSA AUMENTADA PELO CALOR: pulpite irreversível avançada
SIQUEIRA JÚNIOR; RÔÇAS; LOPES, 2010
DIAGNÓSTICO
 PALPAÇÃO
- Verificar edema ou dor na região apical através de palpação digital próximo ao periápice dos dentes
SIQUEIRA JÚNIOR; RÔÇAS; LOPES, 2010
DIAGNÓSTICO
PERCUSSÃO
- Consiste em fazer um movimento de percussão (batida) no dente, com o dedo.
SIQUEIRA JÚNIOR; RÔÇAS; LOPES, 2010
drsolek.wordpress.com
ALTERAÇÕES PULPARES INFLAMATÓRIAS
PULPITE AGUDA SEROSA
 Vitalidade pulpar
A dor é: aguda, localizada ou difusa, pulsátil, exarcebada pelo frio, espontanea, reflexa, intermitente ou contínua, minimizada pelo calor 
Tratamento Conservador: proteção pulpar direta ou indireta, curetagem, pulpotomia
SIQUEIRA JÚNIOR; RÔÇAS; LOPES, 2010
ALTERAÇÕES PULPARES INFLAMATÓRIAS
PULPITE AGUDA SUPURADA
Vitalidade pulpar
A dor é: aguda, intolerável, pulsátil, exarcebada pelo calor, aliviada pelo frio, sensível a percussão vertical, espontânea, localizada, contínua
Aspectos macroscópicos da polpa vital (fase inicial): rósea, avermelhada, com consistência, hemorragia abundante, sangue de coloração vermelho rutilante
SIQUEIRA JÚNIOR; RÔÇAS; LOPES, 2010
ALTERAÇÕES PULPARES INFLAMATÓRIAS
PULPITE AGUDA SUPURADA
Aspectos macroscópicos da polpa em desintegração (fase final): consistência pastosa, liquefeita, sangramento de coloração escura ou muito clara, ausência de hemorragia
 Aspecto radiográfico periapical: aumento do espaço periodontal
 Tratamento indicado: biopulpectomia ou pulpotomia em dentes com rizogênese incompleta
Prognóstico endodonticamente favorável ao dente
SIQUEIRA JÚNIOR; RÔÇAS; LOPES, 2010
ALTERAÇÕES PULPARES CRÔNICAS
PULPITE ULCERATIVA
Presença de ulcera no fundo da cavidade da cárie, coberta por placa bacteriana.
Normalmente, ocorre em paciente mais jovens
Dor provocada na mastigação
Tratamento: Pulpectomia e para dentes com rizogenese incompleta é indicado a pulpotomia
SIQUEIRA JÚNIOR; RÔÇAS; LOPES, 2010
ALTERAÇÕES PULPARES CRÔNICAS
PULPITE HIPERPLÁSICA
Pólipo pulpar – projeção da polpa para dentro da cavidade de cárie (proliferação de tecido de granulação)
 Dor durante a mastigação
 Comum em jovens, pois possuem a câmara pulpar ampla e o metabolismo é intenso
 Tratamento: pulpectomia e para dentes com rizogenese incompleta é indicado a pulpotomia
SIQUEIRA JÚNIOR; RÔÇAS; LOPES, 2010
ALTERAÇÕES PULPARES DEGENERATIVAS
 ESCLEROSE PULPAR
comum em dentes idosos
 ocorre é a aceleração do processo fisiológico de formação de dentina circum pulpar, reduzindo as dimensões da câmara pulpar
SIQUEIRA JÚNIOR; RÔÇAS; LOPES, 2010
ALTERAÇÕES PULPARES DEGENERATIVAS
DEGENERAÇÃO HIALINA
resulta da ação de irritantes com intensidade moderada
caracteriza-se pela presença de massas translúcidas de formas redondas ou poligonais, com parte central calcificada
SIQUEIRA JÚNIOR; RÔÇAS; LOPES, 2010
ALTERAÇÕES PULPARES 
REABSORÇÃO INTERNA
decorrente de um processo inflamatório
 caracterizada pela reabsorção da superfície interna da cavidade pulpar
 desencadeada por um trauma ou uma pulpite crônica
 a coroa do dente pode apresentar coloração rósea se a reabsorção for no terço cervical
 Tratamento: pulpectomia
SIQUEIRA JÚNIOR; RÔÇAS; LOPES, 2010
ALTERAÇÕES PULPARES
NECROSE PULPAR
Ocorre quando o organismo não consegue mais controlar a infecção.
Caracteriza-se pela interrupção dos processos metabólicos da polpa, com perda estrutural do tecido
O dente não apresenta mais sensibilidade e não responde aos testes térmicos.
Tratamento: Pulpectomia
www.delanomaia.com.br
www.delanomaia.com.br
SIQUEIRA JÚNIOR; RÔÇAS; LOPES, 2010
ALTERAÇÕES PERIAPICAIS
 AGUDAS
CRÔNICAS
Pericementite
Abscesso dento- alveolar agudo
Granuloma apical
Cisto periodontal apical
Abscesso dento- alveolar crônico
ALTERAÇÕES PERIAPICAIS AGUDAS
PERICEMENTITE
RSBO Revista Sul-Brasileira de Odontologia 2011 8(4)
A pericementite pode ser causada por uma restauração com contato prematuro, onde a força oclusal incide sobre um único dente, causando inflamação ao ligamento periodontal.
O QUE FAZER NESSA SITUAÇÃO?
Após a restauração definitiva, fazer o ajuste oclusal checando com o carbono e em alguns casos prescrever o uso de anti-inflamatórios.
ALTERAÇÕES PERIAPICAIS AGUDAS
ABSCESSO DENTO- ALVEOLAR AGUDO
RSBO Revista Sul-Brasileira de Odontologia 2011 8(4)
ALTERAÇÕES PERIAPICAIS CRÔNICAS
ABSCESSO DENTO- ALVEOLAR CRÔNICO
ALTERAÇÕES PERIAPICAIS CRÔNICAS
ABSCESSO FÊNIX
Lesão crônica que agudizou – aumento da virulencia, queda da resistencia orgânica 
“FLARE-UPS”
- Agudização de um processo, quando não se realiza a penetração desisnfectante e bacterias são “jogadas” para fora do conduto.
SIQUEIRA JÚNIOR; RÔÇAS; LOPES, 2010
ALTERAÇÕES PERIAPICAIS CRÔNICAS
GRANULOMA APICAL
ALTERAÇÕES PERIAPICAIS CRÔNICAS
CISTO PERIODONTAL APICAL
1) O teste térmico de vitalidade pulpar é um importante recurso diagnóstico para determinação de possíveis anormalidades da polpa dentária. Sobre a relação entre o estado da polpa e suas reações frente às variações térmicas, considere as afirmações abaixo. 
I - A polpa normal apresenta ligeira sensibilidade quando aplicado estímulo térmico, que cessa imediatamente quando este é removido. 
II - A polpa com inflamação aguda em fase inicial (pulpite irreversível inicial) apresenta resposta acentuada ao frio, que continua após a remoção do estímulo. 
III - A polpa com inflamação aguda em fase avançada (pulpite irreversível avançada) pode apresentar alívio da dor pelo frio e aumento da dor pelo calor. 
IV - A polpa necrótica não responde ao frio e, às vezes, responde dolorosamente ao calor, quando há comprometimento dostecidos periapicais. 
Estão corretas as afirmações: 
(A) I e II, apenas. 
(B) I e III, apenas. 
(C) II e III, apenas. 
(D) I, II e III, apenas. 
(E) I, II, III e IV.
2) Para o planejamento do tratamento restaurador de dentes tratados endodonticamente, deve-se considerar 
I. o protocolo utilizado na terapia endodôntica. 
II. a posição anatômica do dente no arco dental. 
III. as forças oclusais que incidem sobre o dente. 
IV. a quantidade de estrutura dental remanescente.
 
A) I e II
B) III e IV
C) I, II, III
D) I, II, IV
E) II, III, IV
3) A solução restauradora selecionada para um molar superior que teve seus canais radiculares tratados endodonticamente e que sofreu grande perda estrutural, com o comprometimento apenas da cúspide mesiovestibular, foi realizar restauração do tipo onlay resinoso. Após uma semana da cimentação definitiva da restauração, o paciente procurou o consultório com queixa de dor aguda durante a mastigação no dente tratado. Essa sensibilidade pode ter sido causada por 
A) falha no processo de cimentação da restauração
B) falha no selamento da entrada dos canais antes da cimentação
C) falha no tipo da escolha do tipo de restauração para o caso
D) falha na proteção das cúspides proporcionada por esse tipo de restauração
E) falha no ajuste oclusal, que levou ao contato oclusal prematuro entre a restauração e o dente antagonista.
4) Um paciente do gênero feminino, 37 idade, leucoderma e bruxonoma, procurou atendimento e relatou queixa de dor provocada na região do elemento 46, com início havia duas semanas. Ao exame intrabucal, observou-se uma restauração oclusodistal em resina composta. Considerando a elaboração do diagnóstico desse caso, avalie as afirmativas a seguir. 
I. Na ausência de dor à palpação e à percussão, dor desencadeada por estímulo frio, presença de uma linha radiolúcida na interface dente/ restauração e aspecto de normalidade do ligamento periodontal no exame radiográfico do 46, o diagnóstico é de pulpite reversível. 
II. Na ausência de dor à palpação, dor desencadeada à percussão e exacerbada após aplicação de calor, presença de linha radiolúcida na interface dente/restauração e aspecto de normalidade do ligamento periodontal no exame radiográfico do 46, o diagnóstico é de abcesso periapical. 
III. Diante de uma resposta positiva ao teste de sensibilidade pulpar, aumento volumétrico com tecido avermelhado, mobilidade, sensação de dente extruído, profundidade de sondagem do sulco gengival de 7 mm e perda óssea vertical no exame radiográfico do 46, o diagnóstico é de abscesso peridontal. 
IV. Na presença de dor à palpação e atividade funcional dos músculos elevadores da mandíbula, ausência de cárie e(ou) uma linha radiolúcida na interface dente/restauração e aspecto de normalidade do ligamento periodontal no exame radiográfico dos dentes 45-48, o diagnóstico é de dor miofascial referida para a região dos dentes posteriores da mandíbula. 
É correto apenas o que se afirma em:
A) I e II. 
B) II e III. 
C) III e IV. 
D) I, II e IV. 
E) I, III e IV.
5) Em uma criança do sexo masculino, 7 anos de idade, durante a remoção de tecido cariado no elemento dentário 55, ocorre exposição pulpar, ainda permanecendo dentina cariada em volta da polpa exposta. O dente apresenta dor à mastigação, não havendo evidência clínica e/ou radiográfica de alteração patológica irreversível da polpa. Qual a conduta a ser seguida? 
(A) Tratamento expectante com óxido de zinco e eugenol. 
(B) Capeamento pulpar direto com hidróxido de cálcio e restauração definitiva. 
(C) Pulpotomia e restauração definitiva. 
(D) Pulpectomia e restauração definitiva. 
(E) Exodontia e confecção de mantenedor de espaço.
6) Um paciente de 38 anos de idade procurou atendimento odontológico para tratamento protético do dente 12. Finalizada a anamnese e o exame físico, foi constatada ausência de sintomatologia nesse dente e observou-se hiperplasia gengival na região palatina. O paciente relatou que, há mais de três meses, caiu a restauração provisória retida a pino. No exame radiográfico, observou-se tratamento endodôntico com obturação no limite apical adequado em remanescente dentário de 21,0 mm de comprimento. 
Para o caso apresentado acima, qual o plano de tratamento mais adequado?
A) Gengivectomia, confecção de pino com preparo intrarradicular de 14 mm e coroa protética. 
B) Gengivectomia, descontaminação do espaço radicular protético, confecção de pino com preparo intrarradicular de 16 mm e coroa protética. 
C) Descontaminação do espaço radicular protético, gengivectomia, confecção de pino com preparo intrarradicular de 14 mm e coroa protética. 
D) Retratamento endodôntico, gengivectomia, confecção de pino com preparo intrarradicular de 16 mm e coroa protética.
 E) Gengivectomia, retratamento endodôntico, confecção de pino com preparo intrarradicular de 14 mm e coroa protética.
7) Ao exame clínico, paciente apresenta extensa lesão cariosa e presença de bolsa de 12 milímetros apenas no sítio mesiovestibular do elemento 11. Os elementos adjacentes apresentam periodonto normal, e o elemento 11 respondeu negativamente ao teste de vitalidade pulpar. Quais são o diagnóstico e o plano de tratamento indicado, respectivamente? 
(A) Lesão periodontal primária e tratamento periodontal, somente. 
(B) Lesão periodontal primária com envolvimento endodôntico secundário, tratamento endodôntico e periodontal. 
(C) Lesão endopério verdadeira, tratamento endodôntico e periodontal. 
(D) Lesão endodôntica primária com envolvimento periodontal secundário, tratamento endodôntico e periodontal. 
(E) Lesão endodôntica primária e tratamento endodôntico, somente.