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Diferentes tipos e estímulos dolorosos; Vias neuronais envolvidas no estimulo nocivo; Respostas do sistema nervoso – estímulos receptivos; Consequências sistêmicas da dor; Antecipação e reconhecimento da dor Melhor tratamento e manejo MECANISMO DE AÇÃO Nocicepção; Neuropática; DOR NOCICEPTIVA Ativação dos nociceptores; Tecidos superficiais e profundos; Estímulo nocivo; DOR NEUROPÁTICA Lesão da fibra nervosa – periférica ou central; Dor manifestação central mais difícil de ser tratada; MECANISMO DE AÇÃO A dor não envolve apenas todo aspecto da nocicepção mas também a experiência que o indivíduo tem, o animal vocaliza (uivando, latindo). Tem que avaliar o comportamento para detectar a dor; Envolvido com o aspecto fisiológico da dor; Considerando o aspecto entre dor, nocicepção e paciente anestesiado, esse paciente perde a consciência, mas as vias da dor para serem bloqueadas só com anestesia geral tem que levar o animal em um plano muito profundo para chegar a bloquear a via da dor; De forma geral, nenhum anestésico vai impedir que a nocicepção ocorra, mesmo pacientes sem consciência, relaxado; Analgésico dentro do protocolo é para prevenir que a sensibilização periférica (estímulo cirúrgico) culmine em uma sensibilização central, onde já tem vário neurônios centrais sensibilizados que quando o animal recuperar da anestesia, voltar a consciência, esses receptores estarão ativados e neurônios sensibilizados. Depois virá o estímulo doloroso; Por isso já trata a dor antes do estímulo cirúrgico, prevenindo principalmente que a sensibilização periférica se torne central; Desde a MPA já é considerado no protocolo o uso de alguns analgésicos, principalmente opioídes (α2 agonista pode entrar também), vai ter os nociceptores e a via da dor protegidos. Processar informações sobre a intensidade, localização e dinâmica dos estímulos danosos que ameaçam a integridade tecidual; Receptores, fibras aferentes primárias, tratos nociceptivos ascendentes, centros superiores, sistemas descendentes; Os nociceptores periféricos já vão ser sensibilizados a partir do estímulo nocivo; Na periferia já são liberadas várias substâncias que vão sensibilizar o neurônio de 1ª ordem para começar o trajeto da dor, então há TRANSDUÇÃO (terminações nervosas sensoriais) do sinal que ocorre através da sensibilização desses nociceptores já é feita a partir de uma lesão, de um estímulo nocivo na periferia. Há liberação de substâncias como prostaglandinas, histamina, bradicinina, considerada a sopa inflamatória que sensibiliza esses nociceptores, a desencadear essa primeira transmissão da dor para a região central; Na medula tem o envolvidos outros receptores importantes, neurotransmissores que vão continuar com a resposta de sensibilização central; A antecipação e reconhecimento da dor para entrar com tratamento e manejo adequado; Há a sensibilização periférica, que é através dos nociceptores que vão receber esse estímulo e ficar sensibilizado para mandar essa resposta já a nível central, a nível de medula; A partir dessas vias ascendentes de dor chega no centro superior (córtex), regiões que vão recebet essa dor e vai culminar na identificação da dor; Os animais vão dimensionar essa dor através do seu comportamento, que varia muito de espécie para espécie; Chega no trato superior, onde faz essa conexão com o córtex, região do tálamo, cerebelo para desencadear toda resposta fisiológica da dor. NOCICEPÇÃO – 4 FASES A. Percepção: Córtex cerebral; B. Modulação: Medula espinhal; C. Transmissão: Nervos sensoriais; D. Transdução: Nociceptores – terminações nervosas sensoriais. 1. TRANSDUÇÃO Transformação do estímulo nocivo em atividade elétrica nas terminações sensoriais (nociceptores); Inicialmente desencadeada perifericamente com a sensibilização dos nociceptores que estão em praticamente todas as regiões do nosso organismo; Pele, músculo, tendões, polpa dentária, vísceras/fáscias, vasos sanguíneos, peritônio/pleura, articulações, cortical/medula/periósteo. NOCICEPTORES Terminações nervosas livres das fibras aferentes (sensoriais); Codificação de energia mecânica, química e térmica; Impulsos elétricos (potencial de ação). CLASSIFICAÇÃO Diâmetro, mielinização e velocidade de condução; Fibras Aβ: Mielinizada espessa – tato, pressão; (inicialmente não nocivas e se transformam) Fibras Aδ: Mielinizada fina – rápida, “primeira dor”; Dor aguda e retração reflexa Pisar no prego e retirar rapidamente (proteção) Dor “benéfica”, organismo se protege do estímulo nocivo Se estimulada constantemente se torna patológica. Fibras C: Amielinizadas – “segunda dor” – lenta; As fibras C e δ são elas quem transmitem informações nociceptivas; Fibras Aδ também envolvidas com o estímulo térmico, químico, mecânico Fibras C também, mais a coceira, temperatura inócua; Tipo de estímulo que desperta sua resposta Hiperalgesia secundária – distante da imjúria Hiperalgesia primária – Local da injúria RECEPTORES POLIMODAIS OU INESPECÍFICOS (FIBRAS C ) 80 a 90% Estímulos mecânico, térmico e químico; Dor fraca e prolongada. RECEPTORES ESPECÍFICOS (FIBRAS Aδ) Mecanorreceptores – Aδ tipo 1 Limiar elevado para estímulo térmico ( 5 – 1000x > tato); Sensíveis ao estímulo mecânico; Termorreceptores – Aδ tipo 2 Menor limiar ao estímulo térmico – calor; Estímulo mecânico intenso. RESPOSTA DOS NOCICEPTORES – 3 FATORES I. Estimulçao direta: Influência noradrenérgica – sistema simpático ( FC, P.A, pupila dilatada) II. Liberação de substâncias algogênicas (inflamação) Liberadas por células do tecido lesado; Mastócito, macrófago, linfócito; Trauma/isquemia/inflamação Essas substâncias são importantes para sensibilização dos nociceptores, principalmente a prostaglandina; Antiflamatório na MPA, antes da lesão, já previne essa dor periférica que é a sensibilização dos nociceptores pelas prostaglandinas; III. Efeitos da microcirculação local Transdução; Sensibilização periférica : Ativação dos receptores de limiar alto estímulo mecânico ou térmico limiar nociceptores; Mudança no padrão da resposta – estímulo prolongado fator tempo mais importante que a intensidade; Depende da liberação de aminas vasoativas e neuropeptídios que também desencadeiam em sensibilização central; Nociceptores químico – sensitivos também envolvidos na sensibilização periférica que é considerado como “SOPA INFLAMATÓRIA”; Substâncias algogênicas; Alterações neuroquímicas causadas por lesões teciduais e inflamação no local da injúria e tecidos circundantes – HIPERALGESIA PRIMÁRIA (Dor aguda) SOPA INFLAMATÓRIA Substâncias algogênicas ativadoras que sensibilizam; Íons (K+, H+), bradicinina (BK), hiatmina (vasodilatação), serotonina (plaquetas), ATP, adenosina. Ativam os nociceptores Ativam as fibra aferentes primárias neurônio de primeira ordem, que muda o potencial de ação fazendo com que o estímulo passe para a medula e região central; Substâmcias algigênicas sensibilizadoras: Prostaglandinas e leucotrienos (ác. Araquidônico), noradrenalina, neurocinina A, óxido nítrico, substância P (pain). SENSIBILIZAÇÃO CENTRAL Neurônios do corno dorsal passam a responder a estímulos inóculos (ALODÍNIA); Alteração de excitabilidade dos neurônios da medula espinhal; Excede os impulsos nociceptivos aferentes; Fibras Aβ passão a transmitir impulsos dolorosos; Células do corno dorsal respondem a áreas periféricas mais amplas; Hipersensibilidade a dor fora da aréa da hiperalgesia primária HIPERALGESIA 2ª “WIN – UP” – SNC hiperativo e reogarnizado – processo contínuo de dor dor contínua, inflexível e intratável; VIAS DA DOR – ANALGÉSICO (onde atuam) Periferia Anestésico locas e AINES; Centralmente anéstiso local, cetamina, opioídes, α2. Na medula tem todos od receptores que estão envolvidos no mecanismo de ação desses fármacos; Cetamina como analgésico é usada em doses subanestésicas , senão ela passa a ser anestesia dissociativa. SNC Opioídes e α2agonistas. Substâncias (íon H, histamina, purinas, citocinas, prostaglandinas ...) sendo liberadas perifericamente. A sopa inflamatória e estimulando os nociceptores, as fibras Aβ, Aδ, C, onde vai esta já com o limiar aumentado inicialmente para o aspecto de tato, estímulo mecânico, pressão só que devido a liberação dessas substâncias que sensibilizam os nociceptores ele vai acabar diminuindo o limiar da sensação tato, da pressão da dor. Além disso tem o aspecto da resposta simpática e da inflamação. Fibras centrais ficam mais sensíveis e há um processo contínuo da estimulação da dor, onde se não houver um tratamento adequado essa dor aguda, vai poder virar uma dor crônica e essa sensibilização central se perpetuar por mais tempo. Quando se fala de tratar a dor do animal que está indo para um procedimento cirúrgico é justamente para prevenir que essa dor que seria de alto limiar acabe diminuindo o limiar e essa sensação que seria inócua, acabe se tornando nociva. TRATAMENTO ANALGÉSICO: Objetivo: Deixar a dor fisiológica intacta (proteção) Prevenir desenvolvimento da dor clínica ( analgesia preemptiva) A analgesia preemptiva consiste em um tratamento farmacológico iniciado antes do procedimento cirúrgico, a fim de prevenir a hiperalgesia. Tratar a dor de um paciente que está indo para a cirurgia para prevenir a dor; No transoperatório o objetivo principalmente é evitar que a sensibilização periférica se torne central, quando o animal recuperar a consciência, acorde sem dor porque se não tratar a dor durante a anestesia, quando ele dispertar ele vai ter a consciência da dor, sob o aspecto do estímulo cirúrgico; A importância da dor no protocolo analgésico/anestésico é para evitar esses estimulo nocivo constante, considerando a recuperação do animal do pós operatório. O animal com dor deixa de comer, cicatrização pe comprometida, tem queda no sistema imunológico; O objetivo da recuperação da anestesia, o animal se recuperar de forma tranquila, livre de excitação e o mais rápido possível. O animal demora mais de se recuperar se estiver hipotenso, hipotérmico, em apnéia ... Implicações da sensibilazação; Deflagrada pela ativação dos nociceptores; Mais fácil de prevenir que tratar; Prevenção de ocorrência de alterações. ESCALA DA DOR a. Dor intensa: Não opioídes + opioídes fortes (coadjuvantes); b. Dor moderada: Não opioídes + opioídes fracos (coadjuvantes); c. Dor leve: Não opioídes (coadjuvantes). FISIOLOGIA Sensibilização períferica: Estimulados por mediadores inflamatórios; Diminui o limiar dos nociceptores; ANALGESIA PREVENTIVA – PERIFÉRICA Anestésicos locais: previnem o estímulo nocivo. AINES: Diminui a produção de prostaglandinas; Diminui a sensibilização das terminações nervosas; Opioídes periféricos : (ex: articulações) Diminuição do efeito de neuropeptídeos locais. SENSIBILIZAÇÃO CENTRAL Neurônios do corno dorsal passam a responder á estímulos inócuos; Fibras Aβ passam a transmitir impulsos dolorosos; Células do corno dorsal respondem a áreas periféricas mais amplas; Resposta + longa e prolongada; ANALGESIA PREVENTIVA – CEREBRAL Opioídes agem na pré e pós sinapse: Diminui a liberação de neurotrasmissores ; Hiperpolarizam a membrana do núcleo dorsal da rafe; Necessário doses mais altas para suprimir a sensibilização central do que prevenir; Auxiliam em termos de escolha/tratamento da dor; Dor leve pode até descartar opioíde e usar outro tipo de analgésico para tratar a dor; Coadjuvantes são terapias adicionais, ex: fisioterapia, acupuntura, gelo ... Antagonista α2 adrenoreceptor; Agem em receptores da medula espinhal. TRATAMENTO: ANALGÉSICOS SNC e periférico; Prevenir sensibilização central Tratar a dor antes da nocicepção; Prevenir o impulso aferente; Prevenir a sensibilização dos neurônios do corno dorsal; Interromper o ciclo se a dor já esta estabelecida Prevenir a continuidade; AGENTE ANALGÉSICOS Opioídes; Antinflamatórios não esteroidais; Anestésico local; Agentes α2 agonista adrenérgicos Dexmedetomidina bastante empregada em pequenos e grandes, em termos de dor ela tem um efeito analgésico bem superior, além de manter a hemodinâmica mais estável quando comparada a xilazina que é deletéria para o sistema cardiovascular em pequenos animais. Opioíde Anestesia Local AINES Uso desses agentes já estará prevenindo que a sensibilização periférica se torne central; Não é para esperar que a sensibilização central se instale, e sim prevenir que ela ocorra. DOR Sensibilização periférica e central. Esses são os fármacos mais empregados no tratamento de dor.