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FFAACCUULLDDAADDEE DDEE PPAARRAAÍÍSSOO DDOO NNOORRTTEE -- FFAAPPAANN IINNSSTTIITTUUTTOO BBRRAASSIILLEEIIRROO DDEE FFOORRMMAAÇÇAAOO -- IIBBFF TTRRAABBAALLHHOO DDEE CCOONNCCLLUUSSÃÃOO DDEE CCUURRSSOO DDAANNIIEELL DDEE MMEEIIRRAA GGÓÓIISS BBAALLAANNCCEEAAMMEENNTTOO DDEE LLIINNHHAASS DDEE PPRROODDUUÇÇÃÃOO PPÓÓSS--GGRRAADDUUAAÇÇÃÃOO EEMM EENNGGEENNHHAARRIIAA DDEE PPRROODDUUÇÇÃÃOO EE GGEERREENNCCIIAAMMEENNTTOO DDEE PPRROOJJEETTOOSS PPÓÓSS--GGRRAADDUUAAÇÇÃÃOO LLAATTOO SSEENNSSUU CCAAXXIIAASS DDOO SSUULL // RRSS 22001199 2 FACULDADE DE PARAÍSO DO NORTE – FAPAN INSTITUO BRASILEIRO DE FORMAÇÃO - IBF CURSO DE PÓS GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO E GERENCIAMENTO DE PROJETOS MODALIDADE A DISTÂNCIA - EAD INFORMAÇÕES PESSOAIS NOME DO ALUNO ENDEREÇO CONTATO OBSERVAÇÃO DANIEL DE MEIRA GÓIS AV. SENADOR ALBERTO PASQUALINI, 928, SÃO CIRO, CEP: 95057-580, CAXIAS DO SUL / RS. E-mail: danielmgois@yahoo.com.br https://www.linkedin.com/in/daniel- góis-72057631 Celular: (54) 98131-9558 mailto:danielmgois@yahoo.com.br https://www.linkedin.com/in/daniel-góis-72057631 https://www.linkedin.com/in/daniel-góis-72057631 3 FACULDADE DE PARAÍSO DO NORTE – FAPAN INSTITUO BRASILEIRO DE FORMAÇÃO - IBF CURSO DE PÓS GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO E GERENCIAMENTO DE PROJETOS MODALIDADE A DISTÂNCIA - EAD TRABALHO ENTREGUE E APROVADO EM 05/12/2019 Trabalho de Conclusão de Curso - Artigo Científico: para aprovação do curso de Pós-Graduação MENG em Engenharia de Produção e Gerenciamento de Projetos. Conceito Final: 10 Aprovado Aprovado em: 10/12/2019 Banca Aprovadora: 4 FACULDADE DE PARAÍSO DO NORTE – FAPAN INSTITUO BRASILEIRO DE FORMAÇÃO - IBF CURSO DE PÓS GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO E GERENCIAMENTO DE PROJETOS MODALIDADE A DISTÂNCIA - EAD TERMO DE AUTORIZAÇÃO DE USO E APROVAÇÃO AUTOR: DANIEL DE MEIRA GÓIS BALANCEAMENTO DE LINHAS DE PRODUÇÃO Autorizo que o presente artigo científico apresentado ao Curso de Pós-Graduação Lato Sensu da FAPAN – Faculdade de Paraíso do Norte, como requisito parcial para obtenção do certificado de Especialista em ENGENHARIA DE PRODUÇÃO E GERENCIAMENTO DE PROJETOS, e aprovado pelos professores responsáveis pela orientação e sua aprovação, seja utilizado para pesquisas acadêmicas de outros participantes deste ou de outros cursos, a fim de aprimorar o ambiente acadêmico e a discussão entorno das temáticas aqui propostas. 5 FACULDADE DE PARAÍSO DO NORTE – FAPAN INSTITUO BRASILEIRO DE FORMAÇÃO - IBF CURSO DE PÓS GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO E GERENCIAMENTO DE PROJETOS MODALIDADE A DISTÂNCIA - EAD DANIEL DE MEIRA GÓIS BALANCEAMENTO DE LINHAS DE PRODUÇÃO Trabalho de Conclusão de Curso: apresentado como parte das exigências para aprovação do curso de Pós-Graduação em Engenharia de Produção e Gerenciamento de Projetos da Faculdade Paraíso do Norte através do Grupo IBF EAD e Quero Bolsas, orientado pelo Tutor Professor Especialista Adival José Reinert Junior. Caxias do Sul – RS 2019 6 FACULDADE DE PARAÍSO DO NORTE – FAPAN INSTITUO BRASILEIRO DE FORMAÇÃO - IBF CURSO DE PÓS GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO E GERENCIAMENTO DE PROJETOS MODALIDADE A DISTÂNCIA - EAD Dedico este TCC Artigo Científico a minha Querida família, esposa Taciana Cristi P. Góis e filha Olivia Helena Góis, por dar total apoio e incentivo, além do tempo disposto para mais esta conquista. 7 FACULDADE DE PARAÍSO DO NORTE – FAPAN INSTITUO BRASILEIRO DE FORMAÇÃO - IBF CURSO DE PÓS GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO E GERENCIAMENTO DE PROJETOS MODALIDADE A DISTÂNCIA - EAD AGRADECIMENTOS Através deste TCC conquisto mais uma etapa do aprendizado que servirá para a vida pessoal e profissional. Sendo assim agradeço a todos que de alguma forma colaboraram: Minha amada e querida esposa Taciana Góis por sempre ajudar de muitas formas, apoiando, encorajando e me compreendendo. A minha amada filha Olivia Helena Góis por entender que o papai tinha que dedicar tempo para estudar em vez de brincar. Também por ser companheira até altas horas da noite sentada olhando o papai estudar e falando que estava “estudando com o Papai”. A todos os demais familiares Pai, Madrasta, Sogra, Irmãos, Cunhadas e Sobrinha, que de alguma forma contribuíram. 8 FACULDADE DE PARAÍSO DO NORTE – FAPAN INSTITUO BRASILEIRO DE FORMAÇÃO - IBF CURSO DE PÓS GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO E GERENCIAMENTO DE PROJETOS MODALIDADE A DISTÂNCIA - EAD “A menos que modifiquemos a nossa maneira de pensar, não seremos capazes de resolver os problemas causados pela forma como nos acostumamos a ver o mundo.” (Albert Einstein) 9 FACULDADE DE PARAÍSO DO NORTE – FAPAN INSTITUO BRASILEIRO DE FORMAÇÃO - IBF CURSO DE PÓS GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO E GERENCIAMENTO DE PROJETOS MODALIDADE A DISTÂNCIA - EAD TÍTULO: BALANCEAMENTO DE LINHAS DE PRODUÇÃO AUTOR: Daniel de Meira Góis1 ORIENTADOR: Professor Especialista Adival José Reinert Junior RESUMO Este artigo tem como objetivo mostrar a metodologia de Balanceamento de linhas de produção. Sabendo que atualmente há uma grande necessidade de adaptação de todas as empresas para manterem-se ativas e competitivas no cenário econômico. Neste quesito de adaptação das empresas, o Engenheiro de Produção tem um papel fundamental para a execução de projetos bem robustos que incrementem valor ao processo que está inserido. PALAVRAS-CHAVE: BALANCEAMENTO, PRODUÇÃO. ABSTRACT This article aims to show the methodology of Balancing production lines. Knowing that today there is a great need for adaptation of all companies to remain active and competitive in the economic scenario. In this matter of adaptation of companies, the Production Engineer has a fundamental role for the execution of very robust projects that increase value to the process that is inserted. . KEYWORDS: BALANCING, PRODUCTION. 1 Aluno do curso de Pós-Graduação Latu Sensu em Engenharia de Produção e Gerenciamento de Projetos pela Faculdade Paraíso do Norte – FAPAN através do grupo IBF Pós e auxiliado pelo grupo Quero Bolsa, Pós-Graduado em MBA Administração, Finanças e Negócios pela Universidade Candido Mendes através do Grupo Educa Mais EAD e formado em Processos Gerenciais pela Universidade Anhanguera UNIDERP. 10 FACULDADE DE PARAÍSO DO NORTE – FAPAN INSTITUO BRASILEIRO DE FORMAÇÃO - IBF CURSO DE PÓS GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO E GERENCIAMENTO DE PROJETOS MODALIDADE A DISTÂNCIA - EAD 1. INTRODUÇÃO Para empresas que trabalham com arranjo físico por produto é grande a preocupação com a organização da produção, pois há influência direta nos custos da operação produtiva assim como nos resultados esperados. Portanto, é muito comum empresas se dedicarem ao balanceamento das linhas de produção, na tentativa de maximizar sua produtividade e reduzir seus gastos. Neste artigo, destacarei o balanceamento de linhas como consequência do layout por produto, porém focando principalmente no processo de balanceamento, seus métodos mais comuns e questões que devem ser observadas. Também mostrarei o entendimento dos objetivos e causas principais dessa ferramenta, bem como sua terminologia própria e seusconceitos técnicos. É interessante observar como as mudanças nos modelos produtivos e demandas sazonais podem alterar o processo produtivo, pedindo sempre uma analise do que cada empresa tem feito e o que pode vir a fazer para se adequar a essas novas necessidades, situações que estão diretamente ligadas ao setor de produção e seu balanceamento. 2. LAYOUTS POR PRODUTO O arranjo físico por produto é assim denominado devido à sua organização em linha, onde são realizados uma série de trabalhos em sequência, divididos em postos de trabalho e comandados por operadores, com ou sem o auxílio de máquinas. Só é justificada a distribuição dos recursos conforme a sequencia de etapas de um processo, se ela é percorrida por um grande volume de fluxo. Ou seja, o arranjo físico por produto é mais adequado a operações que processam grandes volumes de fluxo e que percorrem uma sequência muito similar: empresas que produzem um ou poucos produtos em altos volumes ou que atendam a um grande número de clientes cujas necessidades passam por uma sequência comum de etapas no processo de atendimento. São geralmente produtos que encontram no preço seu principal fator de concorrência, necessitando, portanto, de reduzidos custos internos operacionais para resultar em margens de lucro favoráveis. Estas situações condizem com os arranjos físicos por produto, porque esse é o layout cujo fluxo ocorre com eficiência máxima: as unidades montadas passam, de uma em uma, de uma etapa do processo a outra - as etapas em geral encontram-se lado a lado-, num ritmo preestabelecido, de forma que sempre haja alguém agregando valor ao produto (CORRÊA; CORRÊA, 2004). A gama de produtos parcial ou completamente montados a partir desse formato é bastante extensa incluindo brinquedos, eletrodomésticos, automóveis e uma ampla variedade de componentes eletrônicos. Na verdade, é provavelmente seguro dizer que praticamente todo produto com peças múltiplas e produzido em grandes volumes utiliza linhas de montagem. Como a busca pela eficiência é máxima nesse tipo de layout, se está sempre buscando otimizar o tempo dos operadores e das máquinas. Um importante fator a ser considerado nesse estudo é o fator humano, que determina a velocidade com que os itens serão produzidos. Conforme Davis, Aquilano e Chase (2001), as 11 FACULDADE DE PARAÍSO DO NORTE – FAPAN INSTITUO BRASILEIRO DE FORMAÇÃO - IBF CURSO DE PÓS GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO E GERENCIAMENTO DE PROJETOS MODALIDADE A DISTÂNCIA - EAD primeiras linhas de montagem tinham seu andamento baseado nas máquinas, ou seja, elas moviam-se a um determinado ritmo, estando ou não concluído o trabalho em uma estação. Nessa estrutura, era comum a produção de produtos com defeito, decorrentes de eventuais atrasos. Nos últimos anos, as linhas de montagem com ritmo ditado pelos trabalhadores, defendidas inicialmente por fabricantes japoneses, substituíram linhas com andamento pela máquinas em muitas organizações. Com a linha sob o ritmo do trabalhador, este continua a trabalhar no produto até que a tarefa seja concluída satisfatoriamente, resultando em um significativo aumento na qualidade dos produtos. Como se sabe, as etapas do processo tecnológico e o volume de produção são determinadas pelas características do produto e pela demanda do mercado. Por sua vez, o número de trabalhadores, as máquinas e as ferramentas necessárias para atender a essa demanda, são fornecidas posteriormente pelo balanceamento de linha. A suposição comum é que existe alguma forma de ritmo, e o tempo de processamento é similar em todas as estações de trabalho, porém, dentro dessa definição ampla, existem inúmeras e importantes diferenças entre os tipos de linha. É devido a essa variedade de fatores que se faz importante o balanceamento, a fim de estudar o melhor meio de atender as necessidades produtivas da empresa com qualidade e produtividade totais. 3. TERMINOLOGIA DA ANÁLISE DE LINHA DE PRODUÇÃO Antes de discutir o balanceamento de linhas de produção é interessante abordar alguns termos frequentes usados no desenvolvimento desse assunto, conforme modelo proposto por Gaither e Frazier (2002): 3.1. TAREFAS Elementos de trabalho; a execução de uma determinação prévia. 3.2. PRECEDÊNCIA DA TAREFA A sequência ou ordem em que as tarefas devem ser executadas. A precedência de uma tarefa é conhecida a partir de uma lista das tarefas que devem precedê-la imediatamente. 3.3. DURAÇÃO DA TAREFA: 12 FACULDADE DE PARAÍSO DO NORTE – FAPAN INSTITUO BRASILEIRO DE FORMAÇÃO - IBF CURSO DE PÓS GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO E GERENCIAMENTO DE PROJETOS MODALIDADE A DISTÂNCIA - EAD A quantidade de tempo necessária para que um trabalhador bem treinado ou máquina não assistida execute uma tarefa. São, normalmente, expressas em minutos. 3.4. TEMPO DE CICLO (C) O tempo em minutos entre cada produto que sai no final de uma linha de produção. Calcula-se usando a formula: Tempo de produção por dia C= Saída por dia (em unidades) 3.5. TEMPO PRODUTIVO POR HORA O número de minutos que uma estação de trabalho opera em média a cada hora. Uma estação de trabalho pode não estar em operação em situações como almoço, tempo pessoal, quebras, troca de ferramental e paralisações. 3.6. ESTAÇÃO DE TRABALHO Localização física onde um conjunto particular de tarefas é executado. As estações de trabalho normalmente são de dois tipos: tripulada, que contém um trabalhador que opera máquinas e/ou ferramentas, e não tripulada, que contém máquinas não assistidas, como robôs. Geralmente, elas são agrupamentos que não podem ser divididos na linha de montagem, sem pagar uma alta penalidade em movimentos-extra. 3.7. CENTRO DE TRABALHO Uma localização física onde duas ou mais estações de trabalho idênticas estão localizadas. É formado sempre que for necessário que mais de uma estação de trabalho ofereça capacidade de produção suficiente. Corresponde a um pequeno agrupamento de estações de trabalho idênticas, com cada estação de trabalho executando o mesmo conjunto de tarefas. 3.8. NÚMERO DE ESTAÇÕES DE TRABALHO EM FUNCIONAMENTO 13 FACULDADE DE PARAÍSO DO NORTE – FAPAN INSTITUO BRASILEIRO DE FORMAÇÃO - IBF CURSO DE PÓS GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO E GERENCIAMENTO DE PROJETOS MODALIDADE A DISTÂNCIA - EAD A quantidade de trabalho a ser feita no centro de trabalho; expressa em número de estações de trabalho em operação. 3.9. NÚMERO MÍNIMO DE ESTAÇÕES DE TRABALHO O menor número de estações de trabalho que podem fornecer a produção exigida. Calculado por: Soma de todos os tempos de tarefas Soma de todos os tempos de tarefas X Demanda por hora = Tempo de ciclo Tempo produtivo por hora 3.10. NÚMERO REAL DE ESTAÇÕES DE TRABALHO O número total de estações de trabalho necessárias na linha de produção inteira; calculadas como o próximo valor inteiro mais alto do número de estações de trabalho em funcionamento. 3.11. UTILIZAÇÃO A porcentagem de tempo que uma linha de produção trabalha. Isso normalmente é calculado por: Número mínimo de estações de trabalho X 100 Número real de estações de trabalho 3.12. GARGALO Quando o tempo de produção em uma estação excede a duração de ciclo prevista. O gargalo impede que a linha alcance sua taxa de produção desejada. 4. BALANCEAMENTO DE LINHAS DE PRODUÇÃO Em outras palavras, as tarefas envolvidas no arranjo por produto devem ser distribuídas em estações de trabalho de modo em que atinjam um fluxo de produção o mais suave possível. Essa distribuição das tarefas deve ser executada e por qual estação de trabalho é conhecidacomo balanceamento de linha, e impactará na distribuição das estações de trabalho. 14 FACULDADE DE PARAÍSO DO NORTE – FAPAN INSTITUO BRASILEIRO DE FORMAÇÃO - IBF CURSO DE PÓS GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO E GERENCIAMENTO DE PROJETOS MODALIDADE A DISTÂNCIA - EAD A análise de linhas determinará quantas estações de trabalho serão necessárias e quais serão as tarefas de cada uma, a fim de minimizar o número de trabalhadores e máquinas. A configuração das estações de trabalho deve ser tal que os tempos ociosos e os efeitos negativos provenientes de engargalamentos, sejam reduzidos ao máximo ao longo de todo o processo de produção. Porém, delegar as tarefas de maneira tão igualitária quanto possível nas estações de trabalho pode acabar sendo bastante complicado, devido às relações entre as tarefas impostas pelo projeto do produto e pelas tecnologias envolvidas no processo. É a chamada relação de precedência, a qual especifica a ordem na qual as tarefas devem ser executadas no processo de montagem. Para facilitar a visualização de toda a sequência de atividades pode-se elaborar um diagrama de precedência, onde os elementos de trabalho são indicados por círculos e com o tempo necessário para executar o trabalho indicado logo abaixo. As setas conduzem dos predecessores imediatos ao próximo elemento de trabalho. ELEMENTO DE TRABALHO DESCRIÇÃO TEMPO (s.) PREDECESSORES IMEDIATOS A Parafusar a caçamba na estrutura 40 Nenhum B Inserir o eixo propulsor 30 A C Instalar o eixo 50 A D Instalar o agitador 40 B E Instalar o dispositivo motorizado 6 B F Instalar a roda livre 25 C G Montar o suporte para estacionamento 15 C H Instalar os controles 20 D, E I Colocar a placa de identificação 18 F, G Total 244 Fonte: RITZMAN; KRAJEWSKI, 2004. Tabela 1: Fabricação de adubadeira-semeadeira. Figura 1: Diagrama de procedência para tabela 1. Fonte: RITZMAN; KRAJEWSKI, 2004. 4.1. ETAPAS DO BALANCEAMENTO DE LINHAS DE MONTAGEM A D H C F G I B E 40 50 25 15 18 6 20 40 30 15 FACULDADE DE PARAÍSO DO NORTE – FAPAN INSTITUO BRASILEIRO DE FORMAÇÃO - IBF CURSO DE PÓS GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO E GERENCIAMENTO DE PROJETOS MODALIDADE A DISTÂNCIA - EAD O processo de balanceamento pode ser realizado em vários momentos: quando uma linha é instalada inicialmente, quando é rebalanceada para alterar seu índice de produção horário ou ainda quando se altera o produto ou o processo. A sequência de etapas necessárias para balancear a linha de montagem é bastante objetiva: a) Especificar a relação sequencial entre as tarefas através do diagrama de precedência. b) Estimar a duração de cada tarefa. c) Determinar o tempo de ciclo necessário (C). d) Determinar o número mínimo teórico de estações de trabalho (N) requerido para satisfazer a restrição de tempo de ciclo. e) Selecionar uma regra com base na qual as tarefas serão alocadas em cada estação. f) Delegar tarefas, uma de cada vez, à primeira estação até que a soma dos tempos de tarefas seja igual ao tempo de ciclo, ou nenhuma outra tarefa seja viável devido a restrições de tempo ou sequência. Repetir o processo em todas as estações de trabalho até que todas as tarefas sejam designadas. g) Avaliar a eficiência da linha de montagem resultante, utilizando a formula: Soma dos tempos das tarefas (T) Eficiência = Número real de estações de trabalho (N) X Tempo de ciclo (C) h) Se a eficiência é insatisfatória, rebalancear a linha utilizando uma regra diferente de decisão (DAVIS; AQUILANO; CHASE, 2001). Geralmente, a tarefa mais longa é aquela que dita o tempo de ciclo mais curto possível para a linha de produção. Esse tempo de tarefa torna-se o limite mínimo de tempo, a menos que seja possível dividir essa tarefa em duas ou mais estações de trabalho. Quando a duração de uma tarefa é superior ao tempo de ciclo existem diversas alternativas para trabalhá-la: Dividir a tarefa de maneira que sejam processadas em duas ou mais estações de trabalho. Duplicar a tarefa em duas estações, assim o tempo efetivo de tarefa é reduzido pela metade. Caso haja necessidade de diminuir mais ainda o tempo, pode-se delegar a mesma tarefa a estações adicionais. Geralmente com essa abordagem, diversas tarefas podem ser combinadas em uma estação para elevar a eficiência. Compartilhar a tarefa: verificar se a tarefa pode ser de alguma maneira compartilhada, de forma que uma estação de trabalho adjacente possa contribuir com o processo. Isso difere da forma dividida da primeira opção, porque a estação adjacente atua para auxiliar em algum ponto, não para fazer as tarefas daquela estação de forma completa. Utilizar um colaborador mais qualificado: Quando uma tarefa excede o tempo limite, uma possível alternativa é substituir o trabalhador por outro mais capaz de cumprir o tempo exigido. Execução de horas-extras. 16 FACULDADE DE PARAÍSO DO NORTE – FAPAN INSTITUO BRASILEIRO DE FORMAÇÃO - IBF CURSO DE PÓS GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO E GERENCIAMENTO DE PROJETOS MODALIDADE A DISTÂNCIA - EAD Reprojetar o produto pra reduzir levemente o tempo de tarefa. Existem algumas outras possibilidades para reduzir o tempo de execução das tarefas, tais como melhorar o equipamento, utilizar de um ajudante casual, trocar os materiais. O balanceamento perfeito será obtido quando a soma das durações dos elementos de trabalho de cada estação for igual ao tempo de duração do ciclo. Mesmo que, normalmente, seja inatingível na prática, por causa da desigualdade dos elementos de trabalho e da inflexibilidade das necessidades de precedência, o balanceamento determina um benchmark ou meta para o menor número de estações possível, pois fixando o tempo de ciclo é possível reduzir o tempo ocioso e maximizar a eficiência e consequentemente, “uma vez que o desbalanceamento é o valor pelo qual a eficiência não atinge 100%” (RITZMAN; KRAJEWSKI, 2004, p. 211), contribuir para reduzi-lo. O balanceamento da linha de montagem resulta, frequentemente, de tempos de estações de trabalho desiguais. Na verdade, quanto mais curto o tempo de ciclo, maior a possibilidade de gargalos. Layouts de linha flexíveis podem ser uma maneira simples e eficiente para melhorar o desempenho. Figura 2: Layouts de linha flexíveis Fonte: HALL, 1987 apud DAVIS; AQUILANO; CHASE, 2001. 4.2. Regras Heurísticas para Balanceamento de Linhas 17 FACULDADE DE PARAÍSO DO NORTE – FAPAN INSTITUO BRASILEIRO DE FORMAÇÃO - IBF CURSO DE PÓS GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO E GERENCIAMENTO DE PROJETOS MODALIDADE A DISTÂNCIA - EAD Existem vários métodos que podem ser usados para o balanceamento de linha, como é o caso da programação linear, da programação dinâmica e de vários outros modelos matemáticos. Porém, os mais simples de serem abordados neste trabalho, a título de exemplificação, são os métodos heurísticos, que têm sido usados no desenvolvimento de soluções simples e bastante satisfatórias. Moreira (2004) cita dois exemplos: 4.2.1. Método de Hegelson e Bernie Também conhecido como técnica do peso da posição. Consiste em dar um peso a cada tarefa, que será igual ao seu tempo de execução somado aos tempos de todas as tarefas que lhe seguem. 4.2.2. Método de Kilbridge e Webster Também chamado de regra da tarefa de mais longa duração. Para cada tarefa é contado o número total de tarefas precedentes. São alocadas, então, as tarefas em ordem crescente do número de predecessores. Se existirem duas ou mais tarefas com o mesmo número de predecessores, aloca-se primeiro aquela com maior duração, assim sucessivamente. 4.3. BALANCEAMENTO DE LINHA DE MODELO MISTO “A metodologia para balancear a linha é a mesma da linha de um só produto, considerando-se tempo de ciclo o tempo ponderado em função da quantidadea produzir de cada modelo” (MARTINS; LAUGENI, 2005, p. 147). Quando mais de um modelo é produzido na mesma linha surgem diversas questões a cerca do lote de produção para cada modelo e a sequência ou ordem em que serão colocados em produção. No caso de lotes muito grandes, há o risco de o estoque de alguns bens em processo ficar muito elevado enquanto outros estão muito reduzidos. Por outro lado, se os lotes de produção forem muito pequenos haverá um certo tumulto decorrente das frequentes mudanças na manufatura, podendo elevar os custos de produção. Existem empresas que solucionam o problema da quantidade a produzir, dividindo o número de cada modelo de produto incluído no plano de produção mensal pelo número de dias trabalhados no mês. Isso dá o número médio de cada modelo a ser produzido a cada dia. Esse número é então dividido diversas vezes durante o dia e colocado em sequência com outros modelos . Para ilustrar a situação Davis, Aquilano e Chase (2001) colocam o exemplo da Toyota Motor Corporation cujas linhas de montagem finais são compostas por produtos mistos e onde a média da produção por dia é feita tomando-se o número de veículos na programação da produção mensal, classificada por especificações e dividindo-o pelo número de dias de trabalho. Com relação a sequência de produção de durante cada dia, o tempo de ciclo de cada veículo de especificação é calculado e, a fim de que todos os veículos de 18 FACULDADE DE PARAÍSO DO NORTE – FAPAN INSTITUO BRASILEIRO DE FORMAÇÃO - IBF CURSO DE PÓS GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO E GERENCIAMENTO DE PROJETOS MODALIDADE A DISTÂNCIA - EAD especificação apareçam em seu próprio tempo de ciclo, os veículos de especificação são ordenados para que um siga o outro. Porém, nem sempre os modelos se encaixam em períodos de tempo comuns e há altura da demanda, o que torna o projeto de uma linha de produtos mistos bastante difícil e não existe uma técnica que forneça uma distribuição ótima das tarefas nas estações de trabalho. A razão é que a linha de modelos mistos envolve tamanho, sequenciamento e tempos de setup diferentes para cada lote e ainda divergências quanto as estações de trabalho ao longo da linha, com variações nas tarefas. O principal desafio está em esquematizar a linha de montagem e estações de trabalho e designar exatamente quais serão as tarefas de cada uma. Os objetivos de um projeto de uma linha de modelos mistos são minimizar o tempo ocioso e as ineficiências causadas pela mudança de modelo para modelo. Os pesquisadores têm utilizado programação inteira, técnicas branch and bound e simulação. Eles ainda não são capazes de encontrar a solução ótima para um problema de tamanho realístico, do mundo real (DAVIS; AQUILANO; CHASE, 2001, p. 275). 4.4. QUESTÕES ACERCA DO BALANCEAMENTO DE LINHA Um dos problemas relacionados ao balanceamento de linhas é que, na prática, nem sempre se dispõe de todos os dados para a realização dos cálculos necessários, alguns são simplesmente deduzidos utilizando-se um ponto de vista lógico. Porém, basear-se em um dado que não é real pode afetar os resultados do balanceamento, como é o caso da duração do ciclo. Com a duração dos ciclos mais longa, equivale a um volume de produção mais baixo, podendo gerar número menor de estações de trabalho, menos usinagem e maquinário, o que pode diminuir os custos de produção. Essa tática pode exigir a manutenção de um estoque maior de produtos prontos, podendo se esgotar em períodos de grande demanda. Por outro lado, uma duração de ciclo mais breve, equivale a um volume de produção mais alto, podendo, na teoria, diminuir os tempos ociosos e custos de produção. Dessa forma, é aconselhável uma experimentação com diferentes durações de ciclo a fim de que eles resultem tanto em baixos custos de produção como em menos investimento de capital em máquinas e ferramentas. Mudanças na demanda por produto, modificações de máquinas, variações no aprendizado e treinamento de empregados e outras mudanças podem levar a linhas de produção desbalanceadas ou com capacidade insuficiente ou excessiva. Em todos esse casos, as linhas de produção devem ser rebalanceadas. Esse rebalanceamento significa certa dose de interrupção na produção, porque muitas funções dos trabalhadores na linha precisarão ser repensadas, prejudicando temporariamente a produtividade e algumas vezes até exigindo um novo arranjo físico detalhado para algumas estações. Porém, continuar operando uma linha de produção desatualizada e desbalanceada com a capacidade incorreta pode causar custos de produção elevados, mau serviço ao cliente e estoques excessivos. Também pode acabar sendo menos problemático eliminar completamente um turno sempre que a demanda cai e o estoque torna-se excessivo do que diminuir a quantidade produzida. Há até mesmo situações em que os gerentes optam por acrescentar turnos para aumentar a utilização dos equipamentos, em especial 19 FACULDADE DE PARAÍSO DO NORTE – FAPAN INSTITUO BRASILEIRO DE FORMAÇÃO - IBF CURSO DE PÓS GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO E GERENCIAMENTO DE PROJETOS MODALIDADE A DISTÂNCIA - EAD quando houve investimento intensivo de capital nesse setor. Porém isso só é viável quando a demanda corresponde, caso contrário os altos gastos com salários e o estoque excessivo podem acabar se tornando um grande problema. 5. CONCLUSÃO Com este trabalho vimos que a análise e o balanceamento de uma linha de produção impactam diretamente sobre os custos de produção que a instituição sofrerá se não adequar a sua estrutura conforme a demanda e tendências de mercado, modificações nos produtos fabricados, novas tecnologias, alterações nas matérias-primas, etc. Pois para cada uma dessas possíveis alterações é sugerido uma nova análise do balanceamento da linha de produção, criando assim um menor tempo ocioso, maior ganho, melhor aproveitamento de maquinário e pessoal, visando assim o aumento do lucro da instituição. Vimos também diversas técnicas de balanceamento, através delas deve ser uma feita uma análise técnica e teórica a fim de encontrar o processo adequado ao estilo de produção da empresa. Com isso chegamos à conclusão que o balanceamento da linha de produção é de extrema importância para evolução da organização dentro de um mercado competitivo. 6. REFERÊNCIAS MARTINS, Petrônio G.; LAUGENI, Fernando Piero. Administração da produção. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2005. GAITHER, Norman; FRAZIER, Greg. Administração da produção e operações. 8. ed. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2002. MOREIRA, Daniel A. Administração da produção e operações. São Paulo: Pioneira, 2004. RITZMAN, Larry P.; KRAJEWSKI, Lee J. Administração da produção e operações. São Paulo: Prentice Hall, 2004. CORRÊA, Henrique L.; CORRÊA, Carlos A. Administração de produção e operações. São Paulo: Atlas, 2004. DAVIS, Mark M.; AQUILANO, Nicholas J.; CHASE, Richard B. Fundamentos da administração da produção. 3. ed. Porto Alegre: Bookman Editora, 2001.