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IRRADIAÇÃO DE ALIMENTOS Sarah Maria Marllon Luiz Henrique Waner Samara Como surgiu a ideia de utilizar radiação ionizante para esterilização de alimentos? A partir de 1895, com a descoberta da radioatividade, a radiação ionizante passou a ser utilizada como técnica de conservação de alimentos. O uso da radiação em alimentos é conhecido desde a antiguidade, quando se costumava preservar carnes, peixes, frutas e vegetais através da energia solar. Neste mesmo ano, uma publicação alemã, sugeriu que o uso da energia ionizante destruía os micro-organismos patogênicos e deteriorantes em alimentos, contribuindo para o interesse no avanço dos estudos sobre irradiação de alimentos. No início de 1900, essa tecnologia foi patenteada nos Estados Unidos da América (EUA) e Reino Unido. A era moderna da aplicação de irradiação iniciou-se após a II Guerra Mundial, quando outras fontes ionizantes tornaram-se disponíveis. Provada sua viabilidade técnica e comercial em alimentos, iniciou-se novas pesquisas visando à segurança e a aplicabilidade. No Brasil, a primeira pesquisa sobre irradiação em alimentos data de 1968, por pesquisadores do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA/USP), surgindo, logo em seguida, em 1973, a primeira regulamentação sobre seu uso. Benefícios da irradiação dos alimentos Diminuir a quantidade de fungos e bactéria. Aumento do tempo de conservação do alimento. Classificação A irradiação de alimentos pode ser subdividida em três categorias classificadas pela quantidade de radiação aplicada: Radurização, Radiciação e Radapertização. Radurização É um processo pelo qual o alimento é submetido a doses baixas de radiação (<1kGy). Radiciação Radiciação ou radiopasteurização é o tratamento do alimento com uma dose intermediária de energia ionizante suficiente para que ocorra a redução de bactérias e fungos presentes na superfície ou no interior dos alimentos. (1kGy - 10kGy) Radapertização Produz um efeito semelhante ao da esterilização comercial. Consiste na aplicação de uma dose mais alta de radiação (10kGy – 45 kGy) que permite a destruição de populações de microrganismos que promovem o estrago de alimentos, destruição de patógenos. Radapertização Esse processo é utilizado na conservação de carnes, dietas e outros produtos. Compreendendo Irradiação; Processos fisiológicos; Parasitas e pragas. Brotamento Brotamento Maturação Envelhecimento Condições de autorização para irradiação de alimentos Ponto de vista tecnológico; Inofensiva a saúde; Benéfica ao consumidor; Não substituição de normas sanitárias. Objetivos da irradiação Redução de doenças; Redução na alteração dos gêneros alimentícios; Redução por amadurecimento; Libertar os gêneros alimentícios de organismos prejudiciais. Processo Submetê-los a radiação controlada, embalados ou a granel. Impede a multiplicação de microrganismos que causam deterioração do alimento, tais como bactérias e fungos pela alteração de sua estrutura molecular. Radiação As radiações ionizantes usadas são os raios gama, obtidos por meio de fontes radioativas como o Cobalto 60 e o Césio 137, e aparelhos especiais como o irradiador Japonês. Muitas pessoas ainda tem certo receio no consumo de alimentos irradiados temendo que a radiação a que o alimento é submetido lhe seja passada. O processo radioativo não pode aumentar o nível de radioatividade normal dos alimentos, ou seja, após a exposição á radiação gama, os alimentos não ficam radiantes, independentemente do tempo de exposição ou da dose absorvida, e não fazem mal algum á saúde, estando prontos para consumo. Vantagens da irradiação de alimentos Aumenta a durabilidade dos alimentos, promove a eliminação parcial ou total de microrganismos patogênicos ou parasitos presentes na estrutura física dos alimentos, evitando suas ações espoliativas, tóxicas, mecânicas, traumáticas, inflamatórias e enzimáticas, de modo a melhorar a eficiência nos tratamentos de doentes crônicos, proporcionando ainda a redução de tempo de internação e custos hospitalares. A irradiação de alimentos é uma técnica que viabiliza o controle e a redução de diversos problemas. Benefícios que a esterilização traz aos alimentos A esterilização consiste no aquecimento de alimentos a uma temperatura elevada, durante minutos ou segundos, com a finalidade de destruir todos os microrganismos presentes e inativar as enzimas capazes de deteriorar o alimento durante a estocagem . Combinações tempo-temperatura utilizadas Neste tipo de processamento térmico causam efeitos na maioria dos pigmentos naturais presentes nos alimentos, na textura, aroma e viscosidade. Para contornar tais alterações indesejáveis são adicionados corantes, amaciantes e outros aditivos químicos sintéticos. Processamento O processamento térmico causa hidrólise dos lipídeos e carboidratos, mas estes nutrientes continuam presentes e o valor nutricional final em relação a estes micronutrientes não é afetado. Em relação às proteínas, pode ocorrer perda de 10 a 20% dos aminoácidos durante o tratamento térmico. Referências UNIPAMPA. Estevãn Martins de Oliveira. 2008. Disponível em < http://cursos.unipampa.edu.br/cursos/engenhariadealimentos/files/2014/05/ENGENH ARIA-DE-ALIMENTOS-E-BIOQU%C3%8DMICA-aula-4.pdf>. Acesso em: 30 de ago. 2019 REVISTA VIRTUAL DE QUÍMICA. Luiz Queiroz. 2015. Disponível em < http://rvq.sbq.org.br/imagebank/pdf/v7n1a13.pdf>. Acesso em: 06 de set. 2019. http://cursos.unipampa.edu.br/cursos/engenhariadealimentos/files/2014/05/ENGENHARIA-DE-ALIMENTOS-E-BIOQU%C3%8DMICA-aula-4.pdf http://cursos.unipampa.edu.br/cursos/engenhariadealimentos/files/2014/05/ENGENHARIA-DE-ALIMENTOS-E-BIOQU%C3%8DMICA-aula-4.pdf http://cursos.unipampa.edu.br/cursos/engenhariadealimentos/files/2014/05/ENGENHARIA-DE-ALIMENTOS-E-BIOQU%C3%8DMICA-aula-4.pdf http://rvq.sbq.org.br/imagebank/pdf/v7n1a13.pdf