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Fisiologia do Sangue, circulação

Resumo sobre sangue: descreve componentes (plasma, hemácias/eritrócitos, leucócitos, plaquetas), composição (≈7% do peso corporal ≈5 L), funções e características celulares (hemoglobina até 34 g/100 mL, forma bicôncava, origem na medula, proteínas plasmáticas como albumina e fibrinogênio).

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SANGUE - PROBLEMA 6 Carolina N e Natalia K - XXVIII 
 
1 - DESCREVER OS COMPONENTES SANGUÍNEOS E SUA COMPOSIÇÃO 
 
COMPONENTES DO SANGUE: 
O volume total de sangue em uma pessoa saudável é de aproximadamente 7% do peso corporal, cerca de 5 
litros em um indivíduo com 70 kg de peso. 
O sangue é constituído pelo plasma, leucócitos (glóbulos brancos), plaquetas (fragmentos do tecido medular) 
e hemácias (eritrócitos). 
 
● Hemácias (eritrócitos): 
As hemácias desempenham outras funções: contem anidrase carbônica. A forma bicôncava dos eritrócitos 
normais proporciona grande superfície em relação ao volume, o que facilita as trocas de gases. Os eritrócitos 
são flexíveis, passando facilmente pelas bifurcações dos capilares mais finos, onde sofrem deformações 
temporárias, mas não se rompem. A concentração normal de eritrócitos no sangue é de aproximadamente 
homem - 5.200.000 e mulheres - 4.700.000 
As hemácias iniciam sua vidas da medula óssea, por meio de um tipo único de celular referido como 
célula-tronco hematopoiética pluripotente​, da qual derivam todas as células do sangue circulante. 
As hemácias têm capacidade de concentrar a hemoglobina: 
Hemoglobina: 
Estão no líquido celular por até 34 gramas em cada 100 mililitros de células. A concentração não ultrapassa 
esse valor por tratar-se do limite metabólico do mecanismo celular formador de hemoglobina. 
 
● Leucócitos 
Os leucócitos são incolores, de forma esférica quando em suspensão no sangue e têm a função de proteger o 
organismo contra infecções. São produzidos na medula óssea (assim como os eritrócitos) ou em tecidos 
linfoides e permanecem temporariamente no sangue. Diversos tipos de leucócitos utilizam o sangue como 
meio de transporte para alcançar seu destino final , os tecidos. São classificados em dois grupos, os 
granulócitos e os agranulócitos. 
 
● Plaquetas 
As plaquetas são corpúsculos anucleados, com a forma de disco, derivados de células gigantes e poliploides 
da medula óssea, os megacariócitos. As plaquetas promovem a coagulação do sangue e auxiliam a 
reparação da parede dos vasos sanguíneos, evitando perda de sangue. Nos esfregaços de sangue, as 
plaquetas tendem a aparecer em grupos (aglutinação). Elas apresentam uma parte transparente, azul clara, o 
hialomero, o qual contém grânulos corados em púrpura, que constituem o cromômero. 
 
● Plasma 
O plasma é uma solução aquosa que contém componentes de pequeno e de elevado peso molecular, que 
correspondem a 10% do seu volume. As proteínas plasmáticas correspondem a 
7% e os sais inorgânicos, a 0,9%, sendo o restante formado por compostos orgânicos diversos, tais como 
aminoácidos, vitaminas, hormônios e glicose. Os componentes de baixo peso molecular do plasma estão em 
equilíbrio, através das paredes dos capilares e das vênulas, com o líquido intersticial dos tecidos. Por isso, a 
composição do plasma é um indicador da composição do líquido extracelular. As principais proteínas do 
plasma são as albuminas, as alfa, beta e gama globulinas, as lipoproteínas e as proteínas que participam da 
coagulação do sangue, como protrombina e fibrinogênio. As albuminas, que são sintetizadas no fígado e 
muito abundantes no plasma sanguíneo, desempenham papel fundamental na manutenção da pressão 
osmótica do sangue 
 
 
CÉLULAS SANGUÍNEAS 
● Eritrócitos: 
Os eritrócitos, ou hemácias dos mamíferos, são anudeados e contêm grande quantidade de hemoglobina, 
uma proteína transportadora de O2 e CO2. Em condições normais, esses corpúsculos, ao contrárío dos 
leucócitos, não saem do sistema circulatório, permanecendo sempre no interior dos vasos. 
A forma bicôncava dos eritrócitos normais proporciona grande superfície em relação ao volume, o que facilita 
as trocas de gases. Os eritrócitos são flexíveis, passando facilmente pelas bifurcações dos capilares mais 
finos, onde sofrem deformações temporárias, mas não se rompem. Por serem ricos em hemoglobina, uma 
proteína básica, os eritrócitos são acidófilos, corando- se pela eosina. A forma bicôncava é mantida por 
proteínas estruturais do citoesqueleto e ligadas à membrana da hemácia, como, por exemplo, espectrina, 
anquirina, actina, proteína 4.1 e banda 3. 
 
A molécula da hemoglobina (proteína conjugada com ferro) é formada por quatro subunidades, cada uma 
contendo um grupo heme ligado a um polipeptidio. O grupo heme é um derivado porfirínico que contém Fe2'. 
Devido a variações nas cadeias polipeptidicas, distinguem-se vários tipos de hemoglobina, dos quais três são 
considerados normais - as hemoglobinas A1, A2 e F. 
A hemoglobina AI (Hb AI) representa cerca de 97% e a hemoglobina A2 (Hb A2), cerca de 2% da 
hemoglobina do adulto normal. O terceiro tipo de hemoglobina normal é característico do feto, sendo 
conhecido como hemoglobina fetal ou F (Hb F). Representa 100% da hemoglobina do feto e cerca de 80% da 
hemoglobina do recém-nascido, e sua taxa baixa progressivamente até o oitavo mês de idade, quando 
alcança 1%, porcentagem semelhante à encontrada no adulto. 
 
● Leucócitos 
Os leucócitos são incolores, de forma esférica quando em suspensão no sangue e têm a função de proteger o 
organismo contra infecções. São produzidos na medula óssea (assim como os eritrócitos) ou em tecidos 
linfoides e permanecem temporariamente no sangue. Diversos tipos de leucócitos utilizam o sangue como 
meio de transporte para alcançar seu destino final, os tecidos. São classificados em dois grupos, os 
granulócitos e os agranulócitos. Os granulócitos têm núcleo de forma irregular e mostrando no citoplasma 
grânulos específicos que, ao microscópio eletrônico, aparecem envoltos por membrana. De acordo com a 
afinidade tintorial dos grânulos específicos, distinguem-se três tipos de granulócitos: neutrófilos, eosinófilos e 
basófilos. Além dos grânulos específicos, essas células contêm grânulos azurófilos, que se coram em 
púrpura, e são lisossomos. O núcleo dos agranulócitos tem forma mais regular e o citoplasma não tem 
granulações especificas, podendo apresentar grânulos azurófilos, inespecíficos, presentes também em outros 
tipos celulares. Há dois tipos de agranulócitos: os linfócitos e os monócito. 
 
● Neutrófilos 
Os neutrófilos, ou leucócitos polimorfonucleares, são células arredondadas, têm núcleos formados por dois a 
cinco lóbulos ligados entre si por finas pontes de cromatina. A célula muito jovem tem núcleo não segmentado 
em lóbulos, sendo chamada de neutrófilo com núcleo em bastonete ou, simplesmente, bastonete. Nessas 
células, o núcleo tem a forma de um bastonete curvo. O citoplasma do neutrófilo apresenta 
predominantemente grânulos específicos e azurófilos. Enquanto os grânulos azurófilos (lisossomos) contêm 
proteínas e peptídios destinados à digestão e morte de microrganismos, os grânulos específicos, além de 
apresentar enzimas importantes no combate aos microrganismos, também têm componentes para reposição 
de membrana e auxiliam na proteção da célula contra agentes oxidantes. Os grânulos azurófilos contêm em 
seu interior uma matriz rica em proteoglicanos sulfatados, importantes para manter os diversos componentes 
do grânulo em estado quiescente. 
 
● Eosinófilos 
Os eosinófilos são muito menos numerosos do que os neutrófilos,constituindo apenas 1 a 3% do total de 
leucócitos. Essas células têm aproximadamente o mesmo tamanho dos neutrófilos, ou são ligeiramente 
maiores. Seu núcleo em geral é bilobulado. No eosinófilo o retículo endoplasmático, as mitocôndrias e o 
complexo de Golgi são pouco desenvolvidos. A principal característica para a identificação do eosinófilo são 
granulações ovoides que se coram pela eosina (granulações acidófilas). 
 
● Basófilos 
O basófilo tem núcleo volumoso, com forma retorcida e irregular, geralmente com o aspecto da letra S. O 
citoplasma é carregado de grânulos maiores do que os dos outros granulócitos, os quais muitas vezes 
obscurecem o núcleo. Ao microscópio eletrônico os grânulos dos basófilos são muito elétron-densos e 
frequentemente contêm filamentos ou partículas alongadas. Os basófilos constituem menos de 2% dos 
leucócitos do sangue, e, por isso, é difícil encontrá-los nos esfregaços. 
 
● Linfócitos 
Os linfócitos são responsáveis pela defesa imunológica do organismo. Essas células reconhecem moléculas 
estranhas existentes em diferentes agentes infecciosos combatendo-as por meio de resposta humoral 
(produção de imunoglobulinas) e resposta citotóxica mediada por células. Os linfócitos constituem uma família 
de células esféricas. O linfócito pequeno tem núcleo esférico, às vezes com uma chanfradura. Sua cromatina 
se dispõe em grumos grosseiros. de modo que o núcleo aparece escuro nos preparados usuais, característica 
que favorece a identificação do linfócito. O citoplasma do linfócito pequeno é muito escasso, aparecendo nos 
esfregaços como um anel delgado em volta do núcleo. Apresenta basofilia discreta, corando-se em azul-claro. 
Pode conter grânulos azurófilos, que não são exclusivos dos linfócitos, pois aparecem também nos monócitos 
e granulócitos. Embora os linfócitos tenham morfologia semelhante, dependendo das moléculas localizadas 
em sua superfície, podem ser separados em dois tipos principais, linfócitos B e T, com diversos subtipos. Ao 
contrário dos outros leucócitos que não retornam ao sangue depois de migrarem para os tecidos, os linfócitos 
voltam dos tecidos para o sangue, recirculando continuamente. 
 
● Monócitos 
Os monócitos são os maiores leucócitos circulantes. Têm o núcleo ovoide, em forma de rim ou de ferradura, 
geralmente excêntrico. Devido ao arranjo pouco denso de sua cromatina, o núcleo dos monócitos é mais claro 
do que o dos linfócitos. O núcleo do monócito contém dois ou três nucléolos, que algumas vezes podem ser 
vistos nos esfregaços comuns. O citoplasma do monócito é basófilo e contém grânulos azurófilos 
(lisossomos) muito finos, alguns dos quais estão no limite de resolução do microscópio óptico. Esses grânulos 
podem preencher todo o citoplasma, conferindo-lhe uma coloração acinzentada. O citoplasma contém 
pequena quantidade de polirribossomos e retículo endoplasmático granuloso pouco desenvolvido. Há muitas 
mitocôndrias pequenas e o complexo de Golgi é grande, participando da formação dos grânulos azurófilos. A 
superfície celular mostra muitas microvilosidades e vesículas de pinocitose. 
 
● Plaquetas 
As plaquetas são corpúsculos anucleados, com a forma de disco, derivados de células gigantes e poliploides 
da medula óssea, os megacariócitos. As plaquetas promovem a coagulação do sangue e auxiliam a 
reparação da parede dos vasos sanguíneos, evitando perda de sangue. Nos esfregaços de sangue, as 
plaquetas tendem a aparecer em grupos (aglutinação). Elas apresentam uma parte transparente, azul-clara, o 
hialômero, o qual contém grânulos corados em púrpura, que constituem o cromômero. 
 
2 - RELACIONAR COM AS PRINCIPAIS FUNÇÕES DE CADA COMPONENTE DO SANGUE 
 
Hemácias: eritrócitos 
A principal função das hemácias consiste no transporte de hemoglobina que leva oxigênio oxigênio para os 
pulmões. Quando livre no plasma, cerca de 3% total da hemoglobina extravasam através das membranas dos 
capilares para os espaços intersticiais ou através das membranas glomerulares do rim para o filtrado 
glomerular, a cada vez que o sangue passa pelos capilares 
FUNÇÕES : 
● Hemácias - transporte de oxigênio e gás carbônico no sangue. (tempo de vida: 120 dias) 
● Plaquetas -​ participam do processo de coagulação. (tempo de vida: 8 e 10 dias) 
● Neutrófilos - agem contra bactérias através de processos de fagocitose, sempre são as primeiras a 
chegar ao local da infecção por serem mais abundantes pois correspondem cerca de 60 a 70% dos 
leucócitos. (tempo de vida: 4 a 8 horas no sangue; 4 a 5 dias nos tecidos). 
● Eosinófilos - eliminação de parasitas como protozoários e vermes, processo através de fagocitose e 
pela produção da proteína peregrina que abre espaços na membrana celular da célula do patógeno. 
Correspondem cerca de 2 a 4% dos leucócitos. (tempo de vida igual a neutrófilo) 
● Basófilos - produção e acúmulo de mediadores da inflamação, principalmente a histamina 
relacionada a processo alérgico, correspondem cerca de 0.5 a 1%. (tempo de vida igual a 
neutrófilo) 
● Monócitos - agem contra bactérias através da fagocitose, possuem a capacidade fagocítica 
mais eficiente do organismo, são células específicas. Correspondem cerca de 3 a 8%. (tempo 
de vida 10 a 20 horas no sangue; meses a anos nos tecidos - macrófagos) 
● Linfócitos - possuem formato esférico com núcleo grande ocupando quase todo o citoplasma. 
Os linfócitos T são produzidos no tecido linfoide e sofrem maturação no timo (glândula situada no 
pescoço), possuem os T4 que são responsáveis pelo controle das funções do sistema imunológico 
como ativação dos macrófagos e transformação de linfócitos B em plasmócitos, esse controle ocorre 
pela produção por parte dos linfócitos T4 de substâncias denominadas citocinas que são de 3 tipos: 
(interleucinas - ativando ou inibindo as demais células de defesa; interferons - produzidos por células T 
infectadas por vírus; TNFs - são fatores de necrose tumoral que estimulam ação de células de defesa 
contra células cancerosas); os T8 são denominados linfócitos T citotóxicos, também recebem o nome 
de linfócitos NK, agem contra células infectadas por vírus e células cancerosas. Os linfócitos B sofrem 
maturação nos órgãos linfáticos espalhados pelo corpo, tem a função de se transformar em 
plasmócitos que possuem a função de produzir anticorpos. Correspondem a 20 a 30%. (tempo de 
vida: semana a anos) 
 
 
 
3 - DESCREVER HEMATOPOIESE 
 
 
HEMATOPOIESE 
As hemácias iniciam sua vida na medula óssea por meio de um tipo único de células referido como 
célula-tronco hematopoiética pluripotente (PHSC), da qual derivam todas as células do sangue circulante. 
À medida que essas células se reproduzem, uma pequena parcela permanece como as células 
pluripotentes originais, retidas na medula óssea. As células em estágio intermediário são parecidas com 
as células tronco pluripotentes, apesar de já estarem comprometidas à uma certa linhagem de células, 
sendo referida como células-tronco comprometidas. 
As diferentes células tronco comprometidas, quando crescem produzem colônias de tipos específicos 
de células sanguíneas. A célula tronco comprometida produtora de hemácias é referida como unidade 
formadora de colônia de eritrócitos e a sigla CFU-E (colony formingunit-erythrocyte) é usada para 
designar esse tipo de célula. 
 
 
 
4 - RELACIONAR HEMATOPOIESE (LOCAL) COM AS FASES DA VIDA HUMANA 
 
Nas primeiras semanas da vida embrionária, hemácias nucleadas primitivas são produzidas no saco vitelino. 
Durante o segundo trimestre da gestação, o fígado passa a constituir o principal órgão de produção de 
hemácias, embora número razoável também seja produzido pelo baço e pelos linfonodos. Posteriormente, 
durante o último mês de gestação e após o nascimento, as hemácias são produzidas exclusivamente na 
medula óssea. A medula óssea de praticamente todos os ossos produz hemácias até que a pessoa atinja a 
idade de 5 anos. A medula óssea dos ossos longos, exceto pelas porções proximais do úmero e da tíbia, fica 
muito gordurosa, deixando de produzir hemácias aproximadamente aos 20 anos de idade. Após essa idade, a 
maioria das hemácias continua a ser produzida na medula óssea dos ossos membranosos, como vértebras, 
esterno, costelas e íleo. Mesmo nesses ossos, a medula passa a ser menos produtiva com o avanço da 
idade. 
 
 
 
5 - CARACTERIZAR O HEMOGRAMA COMPLETO (VALORES DE REFERÊNCIA)
 
Hemograma Completo - O exame consiste na medição dos níveis de glóbulos vermelhos (hemácias), brancos 
(leucócitos) e plaquetas. Esse exame não pode ser considerado como um teste de sangue comum, pois, para 
sua realização, é preciso que o médico especifique o que deve ser analisado. O hemograma analisa as 
principais células constituintes do sangue, detectando diversos distúrbios como anemia, doenças autoimunes, 
doenças infecciosas e leucemia, entre diversas outras. 
As células analisadas pelo hemograma são as três principais presentes no sangue, são elas: 
* Hemácias: glóbulos vermelhos, responsáveis pelo transporte de oxigênio pelo organismo; 
* Leucócitos: glóbulos brancos, responsáveis pelo sistema de defesa do organismo, auxiliam no combate a 
infecções; 
* Plaquetas: fragmentos de células que são produzidos na medula óssea, responsáveis pela coagulação do 
sangue. 
 
O exame é realizado em ​três etapas, chamadas eritrograma, leucograma e plaquetas​. Tais etapas analisam 
as seguintes características: 
-Contagem de Leucócitos: neutrófilos, linfócitos, monócitos e basófilos; 
-Contagem de Hemácias; 
-Hemoglobina; 
-Hematócrito; 
-VGM (Volume Corpuscular Médio); 
-HGM (Hemoglobina Corpuscular Média); 
-Concentração de CHCM (concentração de hemoglobina corpuscular média); 
-RDW; 
-Contagem de Plaquetas; 
-MPV. 
 
Valores de referência​: 
 
 
 
6 - RELACIONAR A ERITROPOETINA COM A FUNÇÃO RENAL E O SANGUE 
 
A massa total de células sanguíneas da linhagem vermelha no sistema circulatório é regulada dentro de 
limites estreitos, de modo que (1) número adequado de hemácias sempre esteja disponível para o transporte 
adequado de oxigênio dos pulmões para os tecidos, (2) as células não sejam tão numerosas a ponto de 
impedir o fluxo sanguíneo. Qualquer condição que cause diminuição da quantidade de oxigênio transportado 
para os tecidos normalmente aumenta a intensidade da produção de hemácias. Assim, quando a pessoa fica 
extremamente anêmica, como consequência de hemorragia ou de outra condição, a medula óssea, de 
imediato, inicia a produção de grande quantidade de hemácias. Nas grandes altitudes, onde a quantidade de 
oxigênio no ar está bastante diminuída, o oxigênio é transportado para os tecidos em quantidade insuficiente 
e ocorre aumento significativo da produção de hemácias. Nesse caso, não é a concentração de hemácias no 
sangue que controla sua produção, mas sim a quantidade de oxigênio transportado para os tecidos, em 
relação à demanda tecidual por oxigênio. 
Diversas patologias circulatórias que causam a redução do fluxo sanguíneo tecidual e particularmente as que 
promovem redução da absorção de oxigênio pelo sangue, quando passa pelos pulmões, podem também 
aumentar a intensidade de produção de hemácias. Nas grandes altitudes, onde a quantidade de oxigênio no 
ar está bastante diminuída, o oxigênio é transportado para os tecidos em quantidade insuficiente e ocorre 
aumento significativo da produção de hemácias. Nesse caso, não é a concentração de hemácias no sangue 
que controla sua produção, mas sim a quantidade de oxigênio transportado para os tecidos, em relação à 
demanda tecidual por oxigênio. Diversas patologias circulatórias que causam a redução do fluxo sanguíneo 
tecidual e particularmente as que promovem redução da absorção de oxigênio pelo sangue, quando passa 
pelos pulmões, podem também aumentar a intensidade de produção de hemácias. Isso é especialmente 
aparente na insuficiência cardíaca crônica e em muitas doenças pulmonares, nas quais a hipóxia tecidual, 
resultante dessas condições, aumenta a produção das hemácias, com o consequente aumento do 
hematócrito e em geral do volume total de sangue. 
Função Renal: 
Normalmente, cerca de 90% de toda eritropoetina é produzida pelos rins, sendo o restante formado em sua 
maior parte no fígado. Não se sabe exatamente onde, nos rins, a eritropoetina é produzida. Alguns estudos 
sugerem que a eritropoetina seja secretada, principalmente, por células intersticiais semelhantes a fibroblasto, 
em torno dos túbulos do córtex e medula exterior e secrete onde ocorre grande parte do consumo renal de 
oxigênio. É provável que outras células, incluindo as células do epitélio renal em si, também secretem a 
eritropoetina em resposta à hipóxia. A hipóxia do tecido renal leva ao aumento dos níveis teciduais do fator 
induzível por hipoxia-1 (HIF-1), que serve como fator de transcrição para grande número de genes induzíveis 
por hipóxia, incluindo o gene da eritropoetina. O HIF-1 se liga a elemento de resposta a hipóxia, residente no 
gene da eritropoetina, induzindo a transcrição de mRNA e, por último, aumentando síntese de eritropoetina. 
Algumas vezes, a hipóxia, em outras partes do organismo, mas não nos rins, também estimula a secreção 
renal de eritropoetina, o que sugere a existência de algum tipo de sensor não renal que envia sinal adicional 
para os rins, para a produção desse hormônio. Em particular, tanto a norepinefrina como a epinefrina, além de 
diversas prostaglandinas, estimulam a produção de eritropoetina. Quando os dois rins são removidos ou 
destruídos por doença renal, a pessoa invariavelmente fica muito anêmica, visto que os 10% de eritropoetina 
normal produzidos em outros tecidos (principalmente no fígado) só são suficientes para estimular de um terço 
à metade da produção eritrocitária necessária ao organismo. 
 
 
7 - DESCREVER A HEMOSTASIA PRIMÁRIA (CICATRIZAÇÃO) - FATORES PLAQUETÁRIOS E 
VASCULARES 
 
A hemostasia evita a perda de sangue dos vasos danificados 
A hemostasia pode ser definida simplesmente como o processo que o sangue coagula em todos os locais de 
lesão vascular. Ela é essencial para a vida e está desregulada em uma ampla gama de distúrbios, que podem 
ser divididos em dois grupos: 
● Nos distúrbios hemorrágicos - sangramento excessivo 
● Distúrbios trombóticos - coágulos de sangue formam-se dentro dos vasos sanguíneos intactos ou 
dentro das câmaras cardíacas 
A hemostasia é um processo precisamenteorquestrado, envolvendo plaquetas, os fatores de coagulação e o 
endotélio, que ocorre no local da lesão vascular e culmina na formação do tampão fibrinoplaquetário, que 
serve para prevenir ou limitar a extensão do sangramento. A hemostasia possui três passos principais: 
1. Vasoconstrição, 
2. Bloqueio temporário por tampão plaquetário 
3. Coagulação - a formação de um coágulo que sela o orifício até que o tecido seja reparado. 
Patologia - Robbins 
Vasoconstrição arteriolar ocorre imediatamente e reduz o fluxo sanguíneo na área lesionada. Ela é mediada 
por mecanismos reflexos neurogênicos e incrementada pela secreção local de fatores como a ​endotelina​, 
(potente vasoconstritor derivada do endotélio). O efeito é, contudo, transitório, e o sangramento poderia 
prosseguir se não houvesse a ativação das plaquetas e dos fatores da coagulação. 
Hemostasia primária: a formação do tampão plaquetário. A descontinuidade do endotélio expõe o fator de 
von Willebrand (vWF) e o colágeno subendotelial, que promovem a aderência e ativação das plaquetas. A 
ativação das plaquetas resulta em uma alteração importante em sua forma (de pequenos disco arredondados 
para placas achatadas, com prolongamentos espiculados que aumentam sua área da superfície), assim como 
na liberação de grânulos secretores. Em alguns minutos o produto secretado recruta plaquetas adicionais, 
que são agregadas e formam um tampão hemostático primário 
 
Fisiologia - Silverton: 
O primeiro passo na hemostasia é a constrição imediata dos vasos danificados, a fim de reduzir o fluxo 
sanguíneo e a pressão no vaso temporariamente. Se você aplicar pressão sobre um ferimento que está 
sangrando, você também diminuirá o fluxo dentro do vaso danificado. A vasoconstrição normalmente é 
causada por moléculas parácrinas liberadas do endotélio. 
A vasoconstrição é rapidamente seguida pelo segundo passo, o bloqueio mecânico do orifício por um tampão 
plaquetário solto. A formação do tampão inicia com a adesão plaquetária, quando as plaquetas aderem ou 
são expostas ao colágeno na área danificada. As plaquetas aderidas tornam-se ativas, liberando citocinas na 
área ao redor da lesão. Esses fatores plaquetários reforçam a vasoconstrição local e ativam mais plaquetas, 
que se agregam ou se ligam umas às outras para formar um tampão plaquetário solto. As plaquetas ativando 
mais plaquetas são um exemplo de alça de retroalimentação positiva. 
Simultaneamente, o colágeno exposto e o fator tecidual (uma mistura de proteínas e fosfolipídeos) inicia o 
terceiro passo, a formação de uma rede de proteína fibrina, que estabiliza o tampão plaquetário para formar 
um coágulo. A fibrina é o produto final de uma série de reações enzimáticas, denominadacascata da 
coagulação. Alguns fatores químicos envolvidos na cascata da coagulação também promovem a adesão e a 
agregação plaquetária na região danificada. Por fim, quando o vaso danificado é reparado, o coágulo retrai 
quando a fibrina é lentamente dissolvida pela enzima plasmina​. 
O corpo deve manter o equilíbrio adequado durante a hemostasia. Pouca hemostasia permite sangramento 
excessivo; muita cria ​trombos​, coágulos sanguíneos que aderem a paredes de vasos não danificados. Um 
trombo grande pode bloquear o lúmen do vaso e interromper o fluxo sanguíneo. 
Embora a hemostasia pareça fácil de se entender, algumas questões permanecem sem resposta nos níveis 
molecular e celular. A coagulação sanguínea inapropriada tem um importante papel em acidentes vasculares 
encefálicos e cardíacos. Mutações herdadas que afetam a função das plaquetas podem levar a coágulos 
inapropriados ou sangramento excessivo, devido a falhas na hemostasia. 
 
Tampão plaquetário 
Quando um vaso sanguíneo é inicialmente danificado, o coláge- no exposto e substâncias químicas 
provenientes das células endo- teliais ativam as plaquetas (FIG. 16.9). Em geral, o endotélio dos vasos 
sanguíneos separa as fibras de colágeno da matriz do sangue circulante. Todavia, quando o vaso está 
danificado, o co- lágeno é exposto e as plaquetas rapidamente começam a aderir nele. 
As plaquetas aderem ao colágeno com a ajuda de integri- nas, proteínas receptoras de membrana que são 
ligadas ao cito- esqueleto . A ligação ativa as plaquetas e elas liberam o conteúdo de seus grânulos 
intracelulares, incluindo serotonina (5-hidroxitriptamina), ADP e fator de ativação plaquetária(PAF). O PAF 
inicia uma alça de retroalimentação positiva, ati- vando mais plaquetas. 
O PAF também inicia vias que convertem os fosfolipí- deos de membrana em tromboxano A2 . A serotonina e 
o tromboxano A2 são vasoconstritores. Eles também contribuem para a agregação plaquetária, juntamente 
com ADP e PAF (TAB. 16.4). O resultado final é o crescimento de um tampão pla- quetário que sela a parede 
do vaso danificado. 
Se a agregação plaquetária é um evento de retroalimenta- ção positiva, o que impede que o tampão 
plaquetário continue se formando e se espalhe além do local da lesão para outras áreas da parede do vaso? 
A resposta está no fato de que as plaquetas não aderem ao endotélio normal. As células endoteliais 
vasculares intactas convertem seus lipídeos de membrana em prostaciclina, um eicosanoide (p. 30) que 
bloqueia a adesão e agregação plaquetárias (Fig. 16.9). O óxido nítrico, liberado pelo endotélio normal e 
íntegro, também inibe a adesão das plaquetas. A com- binação da atração das plaquetas para o local da 
lesão e a repulsão da parede normal do vaso cria uma resposta localizada que limita o tampão plaquetário à 
área danificada. 
 
 
 
8 - DEFINIR HEMATÓCRITO E EXPLICAR SUA IMPORTÂNCIA
O sangue coletado por punção venosa, tratado por anticoagulantes (heparina, por exemplo) e em seguida 
centrifugado, separa-se em várias camadas que refletem sua heterogeneidade. O resultado obtido por essa 
sedimentação, realizada em tubos de vidro de dimensões padronizadas, chama-se hematócrito . 
No hematócrito, o plasma corresponde ao sobrenadante translúcido e amarelado. Os glóbulos sedimentam 
em duas camadas facilmente distinguíveis. A camada inferior (35 a 50% do volume total do sangue) tem cor 
vermelha e é formada pelos eritrócitos. A camada imediatamente superior (1% do volume de sangue) tem cor 
acinzentada e contém os leucócitos, que são menos densos do que os eritrócitos. Sobre os leucócitos 
repousa a camada de plaquetas, não distinguível a olho nu. 
O hematócrito possibilita estimar o volume de sangue ocupado pelos eritrócitos em relação ao sangue total. 
Os valores normais são de 35 a 49% na mulher e 40 a 54% no homem. 
 
9 - EXPLICAR A SÍNTESE E O METABOLISMO DA HEMOGLOBINA E O METABOLISMO DO FERRO 
 
Hemoglobina: 
A síntese de Hb começa nos proeritroblastos e prosseguem até os reticulócitos, portanto quando os 
reticulócitos deixam a medula e penetram a corrente sanguínea, continuam formando quantidades pequenas 
de Hb, até que após 1 dia se transformem em hemácias maduras. 
A principal função dos eritrócitos é o transporte de oxigênio aos tecidos e retorno de CO2 dos tecidos 
para os pulmões. Para executar essa troca gasosa, existe uma proteína especializada: hemoglobina. Cada 
eritrócito contém aproximadamente 640 milhões de moléculas de Hb.Cada molécula de Hb A normal no adulto (dominante no sangue depois dos 3 a 6 meses de idade) 
consiste em 4 cadeias polipeptídicas a2b2, cada uma com seu próprio grupo heme. Existe também a Hb fetal 
a qual contém cadeias alfa e gama. O succinilcoA que se forma no ciclo de krebs, se liga a glicina para formar 
a molécula de pirrol, 4 pirais se combinam para formar a protoporfirina IX que se combina com o ferro para 
formar o grupo HEME. O fosfato de piridoxina (vitB6) é uma coenzima dessa reação que é estimulada pela 
eritropoetina. Ao final, a protoporfirina combina-se com ferro no estado ferroso (Fe2+) para formar o grupo 
heme, cada molécula de heme combina-se com uma cadeia de globina feito nos polirribossomos. Forma-se 
assim um tetrâmero de cadeias de globina. 
Quando as hemácias se rompem e liberam Hb, elas são fagocitadas pelos macrófagos que irão liberar 
o ferro para voltar ao sangue. A porção porfiria da molécula de Hb é convertida pelos macrófagos por meio de 
diversas etapas no pigmento biliar bilirrubina, que será decretada pelo fígado na bile. 
 
Ferro: 
A quantidade total de ferro no corpo é, em média, de 4 a 5 gramas com cerca de 65% na forma de 
hemoglobina, cerca de 4% estão na forma de mioglobina, 1% na forma de vários compostos heme que 
promovem a oxidação intracelular, 0,1% está combinado com a proteína transferrina no plasma e 15 a 30% 
estão armazenados, em sua maior parte no sistema reticuloendotelial e nas células paraquimatosas do fígado 
(hepatócitos), sobretudo na forma de ferritina. 
Quando o ferro é absorvido pelo ID, ele imediatamente se combina no plasma sanguíneo com a beta 
globulina apotransferrina para formar a transferrina, que é em seguida transportada pelo plasma. O ferro, na 
transferrina está ligado frouxamente e pode ser liberado para qualquer célula. No citoplasma da célula o ferro 
se combina com a apoferritina, formando a ferritina, esse ferro armazenado na forma de ferritina é chamado 
de ferro de depósito. 
Quando a quantidade de ferro no plasma diminui, parte do ferro depositado como ferritina é 
transportada na forma de transferrina que contém forte ligação aos receptores das membranas celulares das 
hemácias na medula óssea, a seguir, juntamente com o ferro ligado, ela é inferida pelo eritroblasto. Nos 
eritroblastos, a transferrina libera diretamente o ferro para as mitocôndrias, onde o heme é sintetizado. Assim 
que a hemácia termina seu tempo de vida ela é destruída, a hemoglobina liberada é fagocitada pelas células 
do sistema de monócitos-macrófagos, o ferro liberado é armazenado na forma de ferritina e pode ser utilizado 
para formar novas moléculas de Hb.

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