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Prominas Faculdade Única
José Rodrigo Oliveira da Rosa
Falando Sobre a Profissão de Engenheiro de Manutenção
Belém - PA
2019
Prominas Faculdade Única
José Rodrigo Oliveira da Rosa
Falando Sobre a Profissão de Engenheiro de Manutenção
Artigo Científico Apresentado à Faculdade Única de Ipatinga - FUNIP, como requisito parcial para a obtenção do título de Especialista em (coloque o nome do seu curso de Pós-Graduação).
Belém - PA
2019
O PAPEL DO ProfissIONAL de EngenheirA de Manutenção NO MERCADO DE TRABALHO
RESUMO
Com a evolução das indústrias, assim como teve a evolução dos equipamentos e seus quantitativos com isso se fez necessário a demanda de um novo profissional de manutenção. Esse profissional já não basta ser apto a corrigir falhas e sim a minimizá-las, prevê-las e se possível eliminá-las, garantindo maior manutenabilidade, disponibilidade e confiabilidade, assegurando competitividade e lucratividade à empresa. É um profissional que deve estar sempre se atualizando e requer um vasto conhecimento, aplicando inclusive conhecimentos de estatística e probabilidade.
Palavra Chave: O papel do Profissional de Engenharia de Manutenção no Mercado de Trabalho
Introdução
Com o passar do tempo, o trabalho do profissional de engenharia da manutenção vem sendo modificado, de acordo com a evolução das indústrias e equipamentos. Passou-se de um serviço de reparo pós quebra para um serviço cada vez mais especializado e visando a competitividade e excelência empresarial, houve uma necessidade de mudança de postura e mentalidade do profissional e uma busca constante por evolução e atenção para as novas tecnologias e melhores práticas que podem ser empregadas para otimização dos processos de manutenção.
A engenharia de manutenção se transformou, evoluiu e atualmente está voltada para a otimização dos equipamentos, dos processos e dos orçamentos, de modo a alcançar uma melhor manutenabilidade, confiabilidade e disponibilidade dos equipamentos.
A manutenção e, consequentemente, a engenharia de manutenção têm ganhado uma importância crescente devido ao aumento do número de equipamentos, aparelhos, sistemas, máquinas e infraestruturas ocorridos constantemente, desde a Revolução Industrial. O seu elevado número e diversidade requerem um conjunto crescente de profissionais e sistemas especializados na sua manutenção. (KARDEC,2001)
A engenharia de manutenção é uma especialidade multidisciplinar que exige além dos conhecimentos específicos de manutenção, como os de estatística, logística, confiabilidade e previsibilidade, conhecimentos mais específicos relacionados com a área de aplicação, como por exemplo os de mecânica, eletricidade e química. Também requer conhecimentos gerais de higiene, segurança no trabalho, informática, gestão de recursos humanos, legislação, meio ambiente e contabilidade.
A engenharia de manutenção aplica-se à quase totalidade das atividades econômicas e sociais, mas torna-se mais relevante para a operação de organizações complexas.
O engenheiro de manutenção é um profissional qualificado, muito mais pela experiência e interesse em especializações e cursos extracurriculares quase sempre vindo de uma função já existente em certas organizações e não tanto a uma formação específica, uma vez que são raros os cursos superiores de engenharia de manutenção. 
Assim, a maioria dos engenheiros de manutenção têm uma formação superior em engenharia elétrica, engenharia mecânica, engenharia industrial, engenharia eletromecânica, engenharia de telecomunicações ou outra engenharia específica relacionada com a área onde atua.
Entre as funções típicas de um engenheiro de manutenção incluem-se:
· Otimizar a estrutura da organização de manutenção;
· Análise das falhas repetitivas de equipamento;
· Estimativa dos custos de manutenção e avaliação de alternativas;
· Previsão de necessidades de peças sobressalentes;
· Avaliação das necessidades em termos de renovação de equipamentos e estabelecimento de programas de renovação;
· Aplicação de princípios de agendamento e de gestão de projetos aos programas de renovação de equipamentos;
· Avaliação das necessidades em termos de materiais e de mão de obra para uma manutenção eficaz;
· Avaliação das necessidades em termos de qualificação técnica e profissional do pessoal de manutenção;
· Identificação e reporte dos riscos em termos de segurança associados à manutenção.
2 justificativa
Ao perfil do Engenheiro de Manutenção é exigido não só o conhecimento específico sobre técnicas de manutenção. As demandas por uma alta produtividade requerem do profissional, capacitação e adaptação às novas tecnologias para se manter dentro do novo contexto.
Deve estar antenado a assuntos que antes não recebiam a atenção devida e que hoje são importantes para sua atividade.
Conhecer-se a si mesmo, sabendo quais são seus limites e como ultrapassá-los, possuir visão do cliente e uma nova postura quanto a qualidades humanas e profissionais, fazem parte do atual engenheiro de manutenção. A busca é por um profissional ousado, capaz de obter respostas inovadoras em uma era onde o erro e as falhas buscam ser diminuídos e se possível eliminados. (ZEN, 1996).
3 Desenvolvimento
Ao Engenheiro de Manutenção, é requisitado compartilhar decisões, informações e riscos, uma nova forma de compreender e lidar com o poder e com a competição. Tornar-se mais assertivo, ao dizer o que pensa e o que é preciso fazer, é desafio que exige coragem para enfrentar pessoas de posição hierárquica mais elevada, até então, além de vistas como merecedoras de respeito também de reverência, além de superar velhos conceitos e crenças ultrapassadas, demanda apoio para o autoconhecimento. (ZEN, 1996)
É necessário ser capaz de agir no tempo certo e perceber as oportunidades e dificuldades. Ao Engenheiro de Manutenção é requisitado também criatividade e desenvolvimento da intuição e da percepção, exige aceitação dos erros e capacidade de legitimar, compreender e administrar expectativas próprias e das pessoas envolvidas.
O mundo em que vivemos tem sofrido modificações cada vez mais rápidas, o que exige muito mais do que conhecimentos, e aperfeiçoamentos constantes. É assim, importante desenvolver a flexibilidade. E o aprendizado da flexibilidade pode contrapor com limitações de natureza comportamental, corporal e ambiental. Por tanto, vemos a necessidade de um alto grau de produtividade aliado ao aspecto da administração participativa o que impõe para essa nova era também um novo profissional de manutenção, que deve estar inserido dentro deste novo contexto. É importante considerar a corresponsabilidade de todos nos trabalhos integrados, cabendo aos envolvidos sempre posicionarem-se perante toda e qualquer situação.
3.1 Habilidades necessárias atualmente ao Engenheiro de Manutenção
Conforme figura 1, a prevalência pela necessidade de um determinado tipo de habilidade, varia de acordo com o nível hierárquico do profissional.
HABILIDADES TÉCNICAS
Implica na compreensão e no domínio de um determinado tipo de atividade;
Envolve conhecimento especializado, habilidade analítica dentro da especialidade e facilidade no uso das técnicas e instrumental da disciplina específica
Como mostra na FIGURA 2, há uma curva exponencial de ganho de conhecimento técnico do engenheiro, relacionando-se com o conhecimento do técnico onde há um aumento bem menos acentuado ao longo do tempo.
HABILIDADES GERENCIAIS (HUMANAS)
É a que se refere à capacidade de trabalhar com eficácia como membro de um grupo e de conseguir esforços cooperativos no grupo na direção dos objetivos definidos.
Refere-se às aptidões para trabalhar com pessoas e para obter resultados através destas pessoas.
VISÃO SISTEMICA (CONCEITUAL)
Habilidade para visualizar a organização como um conjunto integrado.
Implica na capacidade de se posicionar no ponto de vista da organização, perceber como as várias funções são interdependentes e como uma alteração em uma delas afeta todas as demais.
3.1.1 Flexibilidade
O profissionaldeverá estar aberto a mudanças, novas ideias e conceitos, independentemente de sua formação. Ele deverá estar empenhado em aprender sempre e estar pronto para as ideias e sistemas existentes, sempre que necessário propondo inovações.
3.1.2 Criatividade
É necessário ser criativo, sugerindo formas alternativas de se resolver um problema, ter interesse em acompanhar a velocidade dos eventos sociais, políticos, econômicos, culturais e simultaneamente, ser capaz de focalizar e “prever” o futuro. Necessita-se estimular a capacidade criativa de forma a gerar processos de mudanças nas das organizações, no comportamento dos profissionais, além de facilitar para uma consequente quebra de paradigmas e formulação de visões futuras.
A criatividade é um fator importante na diferenciação dos processos e procedimentos, sendo assim, um diferencial ao profissional.
3.1.3 Amplitude e Profundidade
Nem generalista, nem especialista. O novo profissional deve ser multifuncional e entender o complexo relacionamento entre funções tão bem quanto as funções.
3.1.4 Respeito
O respeito mútuo deve ser praticado com profundidade. O reconhecimento de suas potencialidades e de suas limitações, o aproveitamento de suas ideias e sugestões, a demonstração clara e evidente que o mesmo é importante para a empresa, são fatores que devem ser cotidianamente considerados. Não se deve esquecer que uma empresa é uma entidade amorfa, ou seja, não existe por si só, ela necessita do ser humano para ser constituída.
3.1.5 Vontade
A determinação firme e constante de melhorar o atual, buscando cada vez mais o não acomodamento de posições. Procurar desenvolver novas fontes de fornecimento, praticando também aqui a política do ganha-ganha. A criatividade deve ser estimulada, com vistas a novos processos e estruturas organizacionais.
3.1.6 Espirito de equipe
Mais do que nunca este item deve ser incentivado. O desenvolvimento de grupos de trabalho deve ser substituído por trabalhos em grupo. Isto implementado, elimina-se o paternalismo, o artificialismo e o jargão profissional. Deve-se aprimorar o espírito de justiça, o assumir responsabilidade, a participação e o bom relacionamento.
3.1.7 Liderança
A tendência a descentralização, a filosofia das estratégias de negócios e a demanda de autonomia local irão produzir maior necessidade de liderança multifuncional. A liderança hierárquica deve ser substituída pela competitiva, o autoritarismo arbitrário e a forma manipuladora do trabalho deve ser substituída pela participação e desenvolvimento de trabalhos em cogestão. O incentivo e demonstração de comprometimento, com ideias e metas, acreditar nas mudanças e aplicar a política da sinergia através das inovações contínuas, são pontos primordiais para a nova liderança.
3.1.8 Ética
A ética é a teoria ou ciência do comportamento moral dos homens em sociedade. Ou seja, é a ciência de uma forma específica do comportamento humano. Moral entende-se por um conjunto de normas e regras destinadas a regular as relações dos indivíduos numa comunidade social dada. O profissional moderno tem que ser extremamente sensível a questões éticas, morais, sistemas de valores e códigos sociais. Principalmente aqueles que possam causar dilemas éticos ou confrontos. Assim como uma sociedade sucede a outra, também a moral concreta, efetiva, se sucede e substitui uma à outra.
3.1.9 Reconhecimento
Este é um item de difícil implementação, dependendo da empresa, implica em mudanças profundas nas estruturas salariais e comportamental dos superiores hierárquicos. O mérito de um colaborador deve sempre ser reconhecido através de atitudes públicas e oportunas, de forma a encorajar o assumir riscos e a convivência com erros. Aliado ao reconhecimento perante todos, deve estar uma política salarial que saiba recompensar aqueles que mais se destacam.
3.1.10 Orientação Global
Um grande interesse e conhecimento do desenvolvimento em todas as regiões e todas as áreas de atividade é indispensável. Não é mais possível dizer: ” ISSO NÃO ME INTERESSA.” Ou ” ISSO NÃO ME DIZ RESPEITO.”
3.1.11 Capacidade de Decisão na Incerteza
O profissional precisa conviver com a incerteza e com mudanças mais velozes, mas deve estar preparado para lidar com elas de forma mais consistente.
3.1.12 Habilidade de Comunicação.
O profissional eficaz tem grande habilidade em se comunicar dentro e fora do seu segmento/empresa. É frequentemente solicitado a agir, podendo ter que mudar de ideia e lidar com a reação da comunidade.
3.1.13 Habilidade em discernir
Ele precisa discernir entre as mudanças no panorama global que irão afetar diretamente suas necessidades ou empresa e as que terão menos relevância.
3.1.14 Domínio de Tecnologia
É necessária habilidade para entender o significado de mudanças tecnológicas, porque elas poderão ter impacto em todas as áreas, incluindo finanças, marketing, recursos humanos e produção.
3.1.15. Boas condições físicas e emocionais
Lidar com um ambiente mutante vai inevitavelmente criar estresse. Reduzi-lo a níveis administráveis e conviver com ele vai sem dúvida demandar muito preparo físico e emocional.
Figura 3: Conhecimento mais Ação igual Desempenho desejado
Fonte: Vivian Borges _ Organização Industrial
Figura 4: PRODUTOS DA ENGENHARIA DE MANUTENÇÃO
FONTE: http://www.sai-br.com/engenharia-de-manutencao
 
3.2 Perfil Profissional – Engenheiro de Manutenção
O profissional de manutenção deve ter larga experiência industrial, grande experiência administrativa e acentuada abrangência empresarial, uma vez que o núcleo do conhecimento deve ser obtido por meio da prática.  Exige-se escolaridade universitária em engenharia elétrica /eletrônica /mecânica e de preferência pós-graduado em administração de empresas ou economia, Já havendo cursos de pós-graduação também em Engenharia de Manutenção.
Além dos conhecimentos inerentes a escolaridade e prática das matérias ligadas a atividade funcional, deve possuir profundos conhecimentos sobre a programação e controle da manutenção corretiva e da manutenção preventiva e preditiva além de conhecimentos básicos sobre organização e administração do trabalho e de pessoal, planejamento e controle financeiro, gerenciamento de projetos e de planejamento estratégico. É necessário ter visão empresarial e mercadológica, grande espirito de colaboração e integração, iniciativa e criatividade, excelente relacionamento com eventuais subordinados e demais colaboradores, autocrítica e ser motivado.
3.3 Principais Atribuições
Desenvolvimento de estudos e pesquisas, objetivando a otimização das atividades de manutenção, adequando a Mão de obra e materiais para possibilitar a racionalização dos trabalhos. – Auxiliar na elaboração e controle do plano de investimentos e despesas. – Elaborar anexos e justificativas e desenvolver estudos de viabilidade econômica para compras em geral. – Analisar e interpretar as despesas de manutenção identificando as causas e efeitos. – Solicitar a compra de peças de reposição, inclusões em almoxarifados e colaborar junto a coordenação de engenharia de manutenção para a adequação de estoques e racionalização de itens. – Aplicação dos conceitos práticos e técnicos para orientação e direção dos estudos sobre análise de falhas. – Providenciar quando necessário a chamada de assistência técnica, especificando os problemas existentes nos equipamentos, assim como realizando o apontamento das horas efetivamente gastas para a realização dos serviços. – Elaborar/acompanhar cadernos de encargos para concorrências de serviços de manutenção. – Colaborar para o desenvolvimento de novos fornecedores, enfocando principalmente os produtos importados. – Acompanhamento dos serviços de terceiros, providenciando a respectiva aprovação de pagamentos. – Elaborar planos de manutenção preventiva / preditiva. – Efetuar em conjunto com os mestres de manutenção a análise de planos de melhoria das atividades de manutenção. – Elaborar gráficos de disponibilidade para detecção de falhas e propor frequências de manutenção. – Visitar empresas para troca de informaçõestécnicas, programas e métodos de manutenção. Planejar em conjunto com a mestrias e a área de treinamento os diversos cursos internos e externos para os colaboradores das equipes de manutenção. – Elaborar programas de limpeza e conservação das instalações de instalações, máquinas e equipamento em geral. – Estudar e viabilizar as necessidades de serviços de apoio as áreas de produção, planejamento e processo. – Elaborar em conjunto com as mestrias Check-List para instalações, máquinas e equipamentos em geral. – Acompanhar o desenvolvimento dos sistemas de controle de manutenção por computador e sua administração. – Acompanhar os trabalhos de escritório e sistemas informatizados e projetos de manutenção e modificações. – Assistir tecnicamente aos Técnicos Eletromecânicos /Eletroeletrônicos da equipe de manutenção. – Participar de reuniões de planejamento e produção.
FIGURA 5: GRAFICO RESULTADO X TIPOS DE MANUTNÇÃO
FONTE: KARDEC E NASCIF (2001)
As tarefas deste profissional são baseadas em indicadores que avaliam o desempenho dos equipamentos: Mean Time Between Failure, ou tempo médio entre falhas (MTBF) e o Mean Time to Repare, ou tempo médio para reparo (MTTR). “A avaliação destes indicadores é feita de forma sistêmica e busca conhecer a causa das falhas dos equipamentos e atualizar seus planos de manutenção. O MTBF maior e o MTTR menor aumentam a disponibilidade dos equipamentos para uma operação”, explica Rorato.
FIGURA 6: FORMULA DA CONFIABILIDADE SEGUNDO A ENGENHARIA JAPONESA
 FONTE: IEAQ 1996
A partir da avaliação desses dados, o engenheiro tem condições de elaborar uma matriz de criticidade dos equipamentos, que considera a perda de produção no caso de falhas de equipamentos; no caso de falha, o que afeta a qualidade; os custos de manutenção; o tempo de intervenção do equipamento; e finalmente os riscos voltados à saúde e meio ambiente dos equipamentos.
“A definição da criticidade dessa matriz é elaborada pelo engenheiro de manutenção”, conta Rorato, “com a matriz consegue-se identificar, daquele universo de equipamentos, quais são realmente críticos para a operação. Faz parte das atribuições monitorar a todo tempo esses indicadores dos equipamentos críticos”.(RORATO, 2011) Ou seja, as avaliações são feitas diariamente.
FIGURA 7: CURVA DA BANHEIRA -– a curva da banheira ilustra o comportamento típico de um equipamento/componente com relação à taxa de falhas ao longo do tempo.
fonte: KARDEC E NASCIF (2001)
Também são realizadas avaliações mais analíticas, que cobrem alguns meses do funcionamento dos equipamentos, para elaboração de planos de médio prazo para melhoria do desempenho.
O engenheiro de manutenção industrial, além de lidar com equipamentos, também lida com pessoas. Quando, por exemplo, ele identifica necessidade de trocas periódicas de alguma peça, deve discutir com o pessoal de suprimentos sobre como atender esta demanda. Também é preciso negociar com um supervisor ou gerente de operação sobre a intervenção dos equipamentos para a realização de uma manutenção programada. “É preciso ter flexibilidade para lidar com eles. A todo tempo estamos em contato, negociando”, afirma Alessandro Rorato, engenheiro de manutenção da Manserv..
Além desses relacionamentos com departamentos, o engenheiro de manutenção lida com quem executa de fato as tarefas, que são os funcionários de manutenção. Eles devem entender bem o que deve ser feito, e como.
Uma dificuldade que existe no trabalho em geral deste profissional é quando o projeto dos equipamentos não está bem adaptado à rotina de manutenção. “Na manutenção elétrica, por exemplo, deve-se considerar alguns aspectos, como a identificação dos cabos da instalação para que o responsável pela manutenção identifique-os com facilidade. Muitas vezes essa indicação não é feita”, conta Rorato.
“São poucas as empresas que têm a preocupação de colocar um engenheiro de manutenção para participar do projeto de um equipamento”, critica o engenheiro, “e em edifícios acaba sendo mais complexo porque o engenheiro de manutenção só é acionado quando o edifício já está pronto, e há toda uma adequação para fazer. Se na indústria é difícil de ver, na área comercial não existe”.
Figura 8: RCM
fonte: KARDEC E NASCIF (2001)
4 Conclusão
São características essenciais ao Engenheiro de Manutenção para que este garanta sua empregabilidade no atual cenário globalizado e de rápidas mudanças: Competência, criatividade, flexibilidade, velocidade, :cultura de mudança trabalho em equipe e pró-atividade e visão de futuro qualidade de produtos e serviços e qualidade total dos processos produtivos. Não deixando de lado questões de Saúde, Meio Ambiente e Segurança.
Na engenharia constata-se que não existem escolas que visem a formação de Engenheiros de Manutenção. Infelizmente o aprendizado da arte da manutenção inicia-se pela improvisação do engenheiro na sua execução e controle, prossegue com a realização de cursos de aperfeiçoamento de curta duração ou mesmo de pós-graduação, passa pôr estágio em empresas nacionais ou multinacionais e acaba por solidificar seus conhecimentos atuando efetivamente nas empresas, nos seminários e nas associações setoriais e nacionais de manutenção. Infelizmente não é uma atividade bastante atraente para o engenheiro recém formado, visto também não receber informações suficientes sobre a arte da manutenção nos cursos regulares de graduação. Mas com certeza, a Manutenção está crescendo em importância e as escolas que se atualizarem propiciarão um campo de trabalho bastante amplo para seus engenheirandos. Enquanto o acima não acontece é preciso acreditar em treinamento. A empresa ou área prestadora de serviços de manutenção deve investir na ideia de que as pessoas querem colaborar e portanto necessitam ser treinadas.
Atribuições da profissão: no geral, manter os equipamentos funcionando, por meio de avaliação de indicadores de falhas e reparos dos equipamentos; identificação dos equipamentos críticos da operação; elaboração de planos de manutenção preventiva; realização de manutenção programada; além de encomendar peças de reposição, agendar a manutenção com gerente de operações.
Formação necessária: não há graduação específica, pode ser um engenheiro mecânico ou elétrico que faça especialização, como pós-graduação ou MBA em Engenharia de Manutenção Industrial.
Aptidões do profissional: gostar de trabalhar com equipamentos e com pessoas. O engenheiro de manutenção se relaciona e negocia com diversas áreas, como compras, execução de manutenção, suprimentos, recursos humanos, entre outras.
Oportunidades de trabalho: além de indústrias, também há oportunidades em edifícios comerciais, shoppings e hospitais, entre outros.
Remuneração: como em outras profissões, depende do tempo de experiência do profissional e do porte da empresa. Em empresas pequenas com menos de dois anos de experiência, o salário pode variar em torno de R$ 2,5 mil; já o profissional com mais de 15 anos de experiência pode ser remunerado em até R$ 9 mil.
5 Referências Bibliográficas
1. ENGENHARIA DE MANUTENÇÃO. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2015. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Engenharia_de_manuten%C3%A7%C3%A3o&oldid=43293394>. Acesso em: 3 set. 2016.
2. GROOVER, M. P. Introdução aos Processos de Fabricação. Editora LTC, 2014.
3. KARDEC, Alan e NASCIF, Júlio Aquino. Manutenção: função estratégica.  Qualitymark. Rio de Janeiro, Ed., 2001.
4. KARDEC, Alan e LAFRAIA, João Ricardo. Gestão Estratégica e Confiabilidade. Qualitymark. Rio de Janeiro, ABRAMAN, 2002.
5. LAFRAIA, João Ricardo. Manual de Confiabilidade, Mantenabilidade e Disponibilidade. Qualitymark. Rio de Janeiro, 2001.
4. LOSEKANN, C. R. Processos de Fabricação. Universidade do Vale do Itajaí – Curso de Engenharia Industrial Mecânica. Agosto de 2001.
5. NEPOMUCENO, L. X. Técnicas de Manutenção Preditiva ? Volume 1 ? São Paulo: Editora Edgar Blücher Ltda, 1999.
6. RORATO http://techne.pini.com.br/engenharia-civil/176/artigo287886-1.aspx?fb_comment_id=601638603212860_6359115#f271eb10baaf19acessado em 01/10/2016
7. 9. SIQUEIRA, Iony Patriota.  Manutenção Centrada na Confiabilidade. Editora: Qualitymark, 2009.
8. VIVIAN, Borges Martins Notas de aula do curso de Engenharia de Produção -disciplina Organização Industrial – UERJ/Departamento de Engenharia de Produção, 2003/2004
9. ZEN, Milton Augusto Galvão. Fator humano na manutenção. Editora: Qualitymark, 2009.
10. ZEN, Milton Augusto Galvão – O Engenheiro de Manutenção– MAGZEN – artigo apresentado em Este artigo foi apresentado como Contribuição Técnica ao 11º Congresso Brasileiro de Manutenção da ABRAMAN, outubro de 1996, Belo Horizonte
Prominas Faculdade 
Única
 
José Rodrigo Oliveira da Rosa
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ALANDO 
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ROFISSÃO DE ENGENHEI
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2019
 
Prominas Faculdade Única 
José Rodrigo Oliveira da Rosa 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FALANDO SOBRE A PROFISSÃO DE ENGENHEIRO DE MANUTENÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Belém - PA 
2019

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