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Direito Aplicado a Gestão AV1 - O caso 1 e 2

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O caso 1, está configurado o vinculo empregatício, conforme os pressupostos da
CLT Decreto Lei 5452/43 em seu Art. 3º como tomo a liberdade de transcrever:
Art. 3º - Considera-se empregado toda pessoa física que
prestar serviços de natureza não eventual a empregador,
sob a dependência deste e mediante salário.”
Ou seja no caso 1, encontra-se considerado os pressupostos de pessoalidade, não
eventualidade, subordinação e onerosidade:
O serviço é prestado por pessoa física e não por empresa.
Existe a pessoalidade, somente o próprio empregado faz o serviço para o qual foi
contratado, não sendo substituído por outro profissional.
Está evidenciado a não eventualidade, o motoboy trabalha de forma continua, de
segunda a sexta.
Também fica claro a caracterização de subordinação, o motoboy recebe ordens do
superior o gerente administrativo-financeiro e cumpri os horários de entradas e
saídas.
Todo mês ele recebe o salário caracterizando a onerosidade, com informes em seu
contracheque.
O caso 2 não encontra-se todos os pressupostos para a caracterização de vínculo
empregatício com a organização contratante, ser pessoa física, pessoalidade, não
eventualidade, subordinação e onerosidade.
Exemplificando passo a passo cada item:
Não é pessoa física, é um contrato entre pessoas jurídicas.
Não existe pessoalidade, pois sempre que é preciso é enviado um motoboy da
equipe da empresa contratada, ou seja, não é somente uma pessoa e sim
qualquer pessoa da equipe.
Como no texto informa, sempre que é preciso é enviado um motoboy da equipe,
então o mesmo pode ser considerado uma eventualidade ou não, vai depender do
tempo e espaço de tempo que é solicitado o serviço de motoboy, ou seja, a
frequência de solicitação de serviço.
A subordinação esta considerado no caso 2, pois o motoboy reporta-se ao gerente
administrativo-financeiro da organização.
Encontra-se caracterizado a onerosidade com a empresa contratada e não com
um funcionário especifico.

Conclusão
No caso 1 está considerado os pressupostos de vinculo empregatício conforme
Art. 3º da CLT, considerando ser pessoa física, pessoalidade, não eventualidade,
subordinação e onerosidade.
E no meu entendimento o caso 2 não encontra-se os pressupostos de vinculo
empregatício com a organização contratante dos serviços de motoboy, estando
configurado apenas a terceirização dos serviços conforme Lei Nº 13.429/2017,
pois o vínculo é de empresa com empresa. Também no caso 2, não existindo a
pessoalidade pois qualquer pessoa da equipe da empresa de motoboy pode ser
selecionada, conforme determina os pressupostos do Art. 3º da CLT, porem a
organização contratante da empresa de motoboy é responsabilizada de forma
subsidiária, caso seja evidenciado a impossibilidade de pagamento das verbas
trabalhistas da contratada, conforme cada caso em particular.