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GZO105 - Alimentos para animais UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS DEPARTAMENTO DE ZOOTECNIA Processos de produção de rações Eloiza Lanferdini Lavras, novembro de 2014 PRODUÇÃO DE RAÇÕES Série de processos visando a transformação dos ingredientes em um único alimento balanceado, e que seja adequado as particularidades biológicas de cada espécie e do objetivo almejado na criação. PONTOS CHAVES PARA O SUCESSO DE UMA FÁBRICA Disponibilidade de equipamentos e assistência técnica; Disponibilidade de ingredientes; Controle de qualidade Matérias-primas, processos de fabricação e produto acabado; Capital humano capacitado; Sistema logístico eficiente Distância de fornecedores e consumidores; Certificação SIF, BPF... Sindirações, 2011 Maximizar a produção de ração, em função do tempo de produção e necessidade energética (FETT, 2005). Recebimento Expedição Processamento Fábrica de ração Moegas Transportadores e elevadores Armazenagem 1) RECEBIMENTO DAS MATÉRIAS-PRIMAS Pré-limpeza: retirada de impurezas e restos de culturas oriundas da lavoura. Equipamentos: peneiras cilíndricas ou planas vibratórias acompanhadas de um sistema de ventilação para eliminação da poeira. 1) RECEBIMENTO DAS MATÉRIAS-PRIMAS Secagem: algumas matérias-primas devem passar por esse processo antes do armazenamento para retirar a umidade excedente até valores seguros para a armazenagem da ração. 1) RECEBIMENTO DAS MATÉRIAS-PRIMAS Limpeza: Após a secagem, as impurezas restantes podem prejudicar o armazenamento, as quais devem ser eliminadas. - A operação de limpeza visa, essencialmente, a separação destas impurezas remanescentes da pré-limpeza e as produzidas pelo processo de secagem. 1) RECEBIMENTO DAS MATÉRIAS-PRIMAS O processamento se refere às operações necessárias para que os alimentos ou rações apresentem o máximo potencial nutritivo. Mistura e preparo das rações, que inclui a recepção de grãos e farelos; Alternativa para elaboração de rações granuladas (“pelets”). 2) PROCESSAMENTO 2) PROCESSAMENTO 1) Aumenta a eficiência de utilização. - Palatabilidade. - Digestibilidade. Aumentar a área de superfície para uma maior atividade bacteriana ou enzimática, ou ambos. Alterar a estrutura molecular para melhorar a digestão. 2) PROCESSAMENTO 2) Alterar a densidade da ração ou dieta. 3) Desempenho zootécnico: Muitas técnicas de processamento podem trazer melhorias na eficiência alimentar e na taxa de ganho. 2) PROCESSAMENTO Escolha do processamento da ração e/ou do alimento: - Depende de uma série de fatores, dentre eles: Custo do método Adequação à espécie animal Tipo de grão ou ração Níveis nutricionais – fibra e gordura 2) PROCESSAMENTO VANTAGENS - Melhora a aceitação pelo animal; - Facilita o manuseio e armazenagem; - Em alguns casos podem melhorar o valor nutricional do alimento ou ração; - Evita seleção de ingredientes em alguma espécie; - Elimina microrganismos indesejáveis; - Desativação de fatores antinutricionais. 2) PROCESSAMENTO INCONVENIENTES - Aumento dos custos com energia elétrica - Mão de obra especializada - Redução e destruição de vitaminas (calor) - Alteração da velocidade de passagem pelo trato gastrointestinal 2) PROCESSAMENTO Porque moer??? Moagem 2) PROCESSAMENTO Criar maior área exposta para digestão Maior facilidade para manipulação Melhorar característica de mistura Melhorar a aparência Moagem é uma redução no tamanho das partículas por impacto de cisalhamento ou atrito. Moagem 2) PROCESSAMENTO Aumenta a superfície de contato com os agentes da digestão; Elimina a proteção do tegumento; Elimina as diferenças de granulações peculiares a grãos e farelos. Moinhos de rolo e martelos são os mais eficientes. Moinho rolo opera a um custo por tonelada de grão ligeiramente menor, produzindo partículas mais finas para rações destinadas aos frangos de corte e suínos. Pesagem Pré-misturadores: incorporar quantidades pequenas de microingredientes (vitaminas, minerais e outras substâncias químicas) aos alimentos de forma uniforme. - É aconselhável fazer uma pré-mistura quando são adicionados microingredientes na ração e para reduzir o tempo de mistura. 2) PROCESSAMENTO Misturadores: existem duas classes de misturadores mais comuns, os verticais e os horizontais. Em todos os tipos de misturadores devem-se fazer provas da mistura, a fim de estabelecer o tempo necessário para obter a composição adequada. 2) PROCESSAMENTO Mistura Misturadores verticais: possuem uma rosca sem fim no centro de um silo ou tulha com fundo cônico. A mistura ocorre com a elevação continua do conteúdo dos tanques do fundo para a parte superior. Tempo de mistura ~ 15 minutos. 2) PROCESSAMENTO Misturadores horizontais: geralmente do tipo hélice. A hélice exterior move o conteúdo para um extremo, enquanto que a correia interior move os conteúdos para outra extremidade. Essa ação resulta em uma mistura muito mais rápida que no misturador vertical. Tempo de mistura: 4 a 5 minutos. Os misturadores horizontais deixam menos resíduos de ração quando as hélices ou pás estão bem ajustadas. 2) PROCESSAMENTO Sequência de adição dos ingredientes nos misturadores 1) Ingredientes de maior concentração na dieta (milho, soja..) – 25 a 35% 2) Vitaminas, minerais, microingredientes 3) Restante do milho e soja 4) Ingredientes líquidos: após a mistura dos demais ingredientes (60-70% do tempo de mistura). Fatores que interferem na homogeneização da mistura: - Tipo de misturador - Sequência de adição dos ingredientes - Tempo de mistura - Forma das partículas - Tamanho e densidade Cuidados da mistura - Evitar contaminação do misturador 2) PROCESSAMENTO Exemplo de uma marca comercial. Esquema básico de etapas, não incluindo pré-misturadores e peletização, por ex. Rações fareladas, prensadas sob alta temperatura, onde são pré-cozidas e, posteriormente, moldadas na forma de pequenos cilindros ou péletes. O sistema de peletização é composto por: - Alimentador; - Acondicionador (vapor d’agua a 120oC) - Prensa (sistema de roletes e uma matriz com orifícios); - Cortador; - Resfriador. 2) PROCESSAMENTO PELETIZAÇÃO Objetivos: - Formação de um pacote nutricional; - Boa estabilidade e durabilidade; - Compactação; - Densidade da ração. 2) PROCESSAMENTO PELETIZAÇÃO VANTAGENS - Redução do volume e espaço de estocagem; - Melhora nas características de digestão; - Reduz as perdas durante o processo alimentar; - Ajuda a evitar uma alimentação seletiva; - Redução de pó. 2) PROCESSAMENTO PELETIZAÇÃO DESVANTAGENS - Altos investimentos em equipamentos e instalações; - Necessidade de mão de obra qualificada; - Maior gasto de energia elétricas; - Uma ração mal peletizada pode acarretar em prejuízos devido ao aumento de partículas desagregadas (finos); - A inclusão de lipídios não deve ultrapassar a 6%, sob o risco de interferir nas propriedades físicas do produto; - Aumento da perda de vitaminas. 2) PROCESSAMENTO PELETIZAÇÃO Tabela 3. Resultados de frangos de corte, sexados aos 42 dias alimentados com rações fareladas e peletizadas dentro dos parâmetros técnicos . FONTE: Butolo (2009) Consiste em submeter os alimentos a variações de pressão abruptas, elevando a pressão interna do alimento e diminuindo a externa, o que causaria uma expansão da matéria. 2) PROCESSAMENTO EXTRUSÃO EXTRUSORAS: - O sistema de extrusão inclui os seguintes mecanismos: a) Sistema de alimentação b) Pré-condicionadores c) Cilindro extrusor. 2) PROCESSAMENTO EXTRUSÃOVantagens em relação à peletização Permite uma alta inclusão de lipídeos sem danificar as propriedades físicas do produto; Melhor valor energético do alimento ao intensificar a digestibilidade; Eliminam microorganismos patogênicos como bactérias, fungos, etc; Reduzem os níveis de fatores antinutricionais; Reduzem a presença de pó e as perdas por esfarelamentos dos pellets; Vantagens em relação à peletização Permite maior flexibilidade na formulação: podem ser utilizados altos níveis de ingredientes que normalmente diminuíam a qualidade dos pellets; A secagem rápida dos pellets durante a extrusão diminui a necessidade de aditivos fungicidas; A inclusão de lipídeos e outros líquidos pode chegar até 20% mantendo a integridade dos pellets; Pode-se aumentar a energia metabolizável em até 4%, devido ao aumento da digestibilidade do amido; Aumento da palatabilidade do alimento. É definida com a destruição irreversível da condição cristalina do grão de amido, de modo que a superfície de toda molécula fique acessível ao ataque de reagentes e solventes. 2) PROCESSAMENTO GELATINIZAÇÃO DO AMIDO Comparação entre as principais características dos processos de peletização e extrusão Realidade dentro das granjas Aves – 70% das rações são peletizadas; Suínos – maior parte farelada, há granjas que utilizam peletizada para algumas fases especificas (leitões). 3) EXPEDIÇÃO Local em que as rações já prontas aguardam o transporte para o seu destino. Impedir que a água, o calor excessivo e animais, principalmente roedores, tenham acesso ao material armazenado, garante não só a manutenção da qualidade do produto, mas também desperdícios de material caro e nobre. 3) EXPEDIÇÃO 3) EXPEDIÇÃO Processo de armazenamento dos materiais: a qualidade final das rações depende diretamente da qualidade individual das matérias primas. Manter um arquivo com as análises dos materiais separados por fornecedores: pode-se avaliar qual a variação que eles possuem e classificar os melhores fornecedores de cada material. Moinhos: avaliação da granulometria. Aferição das balanças: manutenção periódica. PONTOS CRÍTICOS NA FÁBRICA DE RAÇÕES Transferência de informação aos operários deve seguir uma rotina: cuidar com trocas de fórmula de ração. Treinar os operários sobre as práticas de fabricação e mantê-los informados sobre os resultados de análises, obtidos das amostras de rações. Identificar corretamente as rações armazenadas em silos ou a granel. Equipamentos: manutenção e/ou regulagem com frequência. PONTOS CRÍTICOS NA FÁBRICA DE RAÇÕES O manejo adequado de fabricação, a manutenção dos equipamentos e o treinamento pessoal garantem a produtividade, tornando-se o ponto de equilíbrio entre o sucesso ou o fracasso do empreendedor. O trio (manejo, manutenção e treinamento) são as bases para que a ração produzida tenha uma qualidade satisfatória, pois ela será o meio de atingirmos a produção esperada dos animais. BOAS PRÁTICAS DE FABRICAÇÃO As Boas Práticas de Fabricação (BPF) abrangem um conjunto de medidas que devem ser adotadas pelas indústrias de alimentos a fim de garantir a qualidade sanitária e a conformidade dos produtos alimentícios com os regulamentos técnicos. GZO105 - Alimentos para animais UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS DEPARTAMENTO DE ZOOTECNIA Testes nos alimentos Teste de Eber - identificar a presença de decomposição em produtos de origem animal - Ex: farinha de carne, farinha de peixe, farinha de ossos, etc. Reação de Kreis - mede a rancidez hidrolítica das gorduras, e avalia a presença de ácidos graxos livres nos alimentos; Testes de peróxidos - verificar a formação de peróxidos. - indicativa da existência de rancidez oxidativa, que rompe os ácidos graxos nos pontos de dupla ligação; Índice de urease - ureia CO2 + AMÔNIA - enzima termolábil indicação do seu grau de tostamento. - A alta urease indica um tostamento adequado (↓ fatores antinutricionais) - Ex: Farelo de soja Teste de Gossipol - medir o teor de gossipol (baixo o índice < 0,04%) - Ex: farelo e semente de algodão Testes Biológicos - valor biológico das proteínas, - valor energético dos alimentos - determinação da digestibilidade Testes microscópicos - analisar o formato das células e das quantidades de amido dos ingredientes; - é possível detectar as falsificações Testes Físicos e Bacteriológicos - qualidade dos alimentos (cor, odor, granulometria, densidade, secagem, excessos de ossos, cascos, presença de cartilagem, sangue, salmonelas, coliformes, fungos, etc). PROVA II Data: 09/12/14 Horário: 18 horas Local: Anfiteatro Zootecnia Obs: 02/12 não haverá aula eloizalanferdini@gmail.com