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Manual Contabilidade de Gestão II

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Disciplina/Módulo: Contabilidade de Gestão II 
 
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1.2.2. Objectivo do Método das Secções: 
 Apurar os gastos de funcionamento inerentes as diferentes segmentações 
organizacionais da empresa para fins de controlo; 
 Determinar o custo dos produtos e/ou serviços, para fornecer informação 
fidedigna a gestão e para efeitos do cálculo da margem de cada produto; 
 Tornar compatíveis as vantagens de dispor de determinada informação com 
os custos inerentes a sua obtenção. 
 
1.2.3. Princípios Para a Criação de uma Secção: 
 Deve Existir de um responsável; 
 Deve corresponder a caracterização de uma tarefa específica ou de um 
conjunto de tarefas específicas revestidas de homogeneidade; 
 Deve ser, sempre que possível, identificada uma unidade de medida da 
actividade desenvolvida que permita, em simultâneo, o seu controlo e a 
imputação dos custos ao respectivo objecto de custeio. Sempre que seja 
possível identificar uma unidade de medida de actividade de uma secção que 
satisfaça, em simultâneo, estes dois objectivos designa-se por Unidade de 
Obra. No caso em que não seja possível definir uma unidade que satisfaça 
simultaneamente aqueles objectivos, proceder-se-á a definição de uma 
Unidade de Imputação cujo âmbito é a repartição dos gastos de 
funcionamento pelos objectos de custeio e uma Unidade de Custeio que 
permita o controlo de custos. 
 
 
Sumário 
Nesta unidade tratou-se essencialmente da relevância do método das 
secções homogéneas para a repartição dos custos indirectos, enfatizando os 
principais elementos a serem observados para a sua criação. O que significa 
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dizer que a não observância daqueles princípios poderá conduzir a uma ma 
alocação de custos e consequentemente uma repetição irrealista. 
 
Exercícios de AUTO-AVALIAÇÃO 
1. Existe distinção entre um departamento e uma secção? Fundamente a 
sua resposta. 
2. Quais os objectivos do método das secções homogéneas? 
3. Aponte os princípios a serem observados na criação de uma secção 
homogénea. 
4. Como se designa a unidade de medida que satisfaz, simultaneamente, os 
objectivos de controlo e da imputação dos custos ao respectivo objecto 
de custeio numa secção? 
 
Solução: 
1. Não existe distinção entre um departamento e uma secção. Ambos 
constituem centros de custos, pois a nomenclatura é que varia de 
organização para organização. 
2. Os objectivos do método das secções homogéneas são os seguintes: 
apurar os gastos de funcionamento inerentes as diferentes 
segmentações organizacionais da empresa para fins de controlo; 
determinar o custo dos produtos e/ou serviços, para fornecer informação 
fidedigna a gestão e para efeitos do cálculo da margem de cada produto 
e tornar compatíveis as vantagens de dispor de determinada informação 
com os custos inerentes a sua obtenção. 
3. Os princípios a serem observados na criação de uma secção são os 
seguintes: existência de um responsável; correspondência a 
caracterização de uma tarefa específica ou de um conjunto de tarefas 
específicas revestidas de homogeneidade e a identificação de uma 
unidade de medida da actividade desenvolvida. 
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4. A unidade de medida que satisfaz, simultaneamente, os objectivos de 
controlo e da imputação dos custos ao respectivo objecto de custeio 
numa secção designa-se por unidade de obra. 
 
 
UNIDADE Temática 1.3. Grupos das Secções 
 
Introdução 
 
A criação de uma secção tem por objecto geralmente identificar o custo 
gerado por cada centro de custos, dai que torna-se fundamental classificar 
as secções de acordo com a sua natureza e a forma como intervém no 
processo de transformação dos produtos. A determinação do custo de 
produção impõe que sejam determinados, primeiramente, os custos das 
secções de modo que a sua soma corresponda sempre ao custo total 
incorrido para a obtenção do produto final. Esta unidade temática foi 
preparada com base no livro Temas de Contabilidade de Gesta, 3ª edição, 
2010. 
 
Ao completar esta unidade, você deverá ser capaz de: 
 
 Classificar as secções de acordo com a sua natureza e a forma como intervém no 
processo de transformação; 
 
Objectivos 
Específicos 
 
 Identificar a unidade de medida mais exequível para uma secção; 
 Elaborar o mapa de custo de uma secção; 
 Determinar o custo do produto pelo método das secções homogéneas. 
 
1.3.1. Grupos das Secções 
De acordo com as particularidades da estrutura orgânica de cada empresa, podem 
ser constituídos os seguintes grupos de secções: 
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A. Secções de Aprovisionamento – armazéns de matérias-primas e de produtos 
acabados e em vias de fabrico. Trata-se geralmente de custos fixos que devem ser 
repartidos pelos bens armazenados e cuja imputação final aos objectos de custeio 
ira depender do sistema de custeio 
adoptado pela empresa e do critério de repartição de custos que tiver sido 
definido. 
B. Secções Industriais – identificam-se com a função de transformação e são 
classificadas em dois grupos a saber: 
 Secções Principais – em que a actividade é directamente afecta a 
obtenção de produtos e/ou serviços. 
 Secções Auxiliares – em que a actividade é o fornecimento de serviços 
as secções principais ou que engloba custos comuns a toda a função 
de produção, cujo montante não justifica a discriminação por 
secções. 
C. Secções de Distribuição, Secções de Administração e Secções de Investigação e 
Desenvolvimento. 
 
1.3.2. Apuramento do Custo das Secções 
O apuramento dos custos de funcionamento de uma secção implica que estes sejam 
ser classificados em duas categorias: 
 Custos Directos: esta componente do custo da secção respeita a 
aquisições de bens e serviços ao exterior, nomeadamente: 
 Consumo de matérias-primas; 
 Consumo de matérias subsidiárias; 
 Remunerações do pessoal da fábrica; 
 Depreciação de edifícios e equipamentos da fábrica; 
 Seguros; 
 Outros custos de fabricação. 
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 Reembolsos: esta componente corresponde a valorização, ao preço 
do custo, das prestações de serviços das secções auxiliares aos 
respectivos utilizadores. 
Para determinar o custo de cada secção deve-se ter em atenção os seguintes 
aspectos: 
I. A identificação da actividade, no caso das secções em que seja 
possível definir uma unidade de obra; 
II. Os custos directos devem ser classificados em variáveis e fixos; 
III. Os reembolsos correspondentes a prestações de serviços das 
secções auxiliares as outras secções; 
IV. O cálculo do custo unitário far-se-á da seguinte forma: 
 
Custo Total 
U.O = 
Actividade 
 
Custo Total 
U.I = 
Base de Imputacao 
 
Custo Total 
U.C = 
Numero de dias 
 
Onde: 
U.O – unidade de obra 
U.I – unidade de imputação 
U.C – unidade de custeio 
 
A existência de uma unidade de unidade de obra pressupõe sempre que a secção 
tem uma actividade definida que normalmente é expressa em horas: 
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