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Disciplina: Nutrição e Saúde Coletiva Professora: Wanessa Natividade De onde partimos? Atenção Especializada Hospitalar Atenção Especializada Ambulatorial Atenção Básica Doenças Crônicas Agravos por causas externas Doenças Infecciosas e Desnutrição Cenário Epidemiológico Complexo Organização do sistema de saúde: Fragmentada, hierarquizada e centrada em condições agudas Fontes: Mendes, 2010; Pinto, 2014 Redes de Atenção à Saúde Sistema deve ser acolhedor e responsabilizar-se pelo cuidado. Necessidades do usuário devem nortear a coordenação desse cuidado na RAS. Atenção Básica: papel fundamental no processo. A prevalência de excesso de peso triplicou no Brasil nos últimos 20 anos (IBGE, 2008-2009). No Brasil, 33,5% das crianças apresentam excesso de peso e 14,3% obesidade (IBGE, 2008-2009). 17,1% dos adolescente apresentam excesso de peso e 8,4% obesidade. O refrigerante é um dos alimentos mais consumidos pelos jovens (45%) (ERICA, 2016). 57% da população brasileira encontra-se com excesso de peso e 20,8% têm obesidade (PNS, 2013). Cenário Alimentar e Nutricional no Brasil O custo global da obesidade para SUS é de quase 500 milhões/ano. Segurança Alimentar e Nutricional Agricultura e Pecuária Economia Educação Assistência Social Transporte Cultura Justiça e Direitos Humanos Trabalho e Emprego Meio Ambiente Indústria e Comércio Planejamento Ciência e Tecnologia Saúde Setores Públicos Setores Privados Sociedade Civil Garantir a SAN exige ações intersetoriais Política Nacional de Alimentação e Nutrição INTRASETORIALIDADE INTERSETORIALIDADE POLÍTICA NACIONAL DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO Propósito Melhoria das condições de alimentação, nutrição e saúde da população brasileira, mediante a promoção de práticas alimentares adequadas e saudáveis, a vigilância alimentar e nutricional, a prevenção e o cuidado integral dos agravos relacionados à alimentação e nutrição. 9. Articulação e Cooperação para a SAN • Melhoria das condições de saúde das famílias beneficiárias dos Programas de Transferência de Renda • Interlocução: produção, abastecimento e comércio de alimentos • PAAS em ambientes institucionais (ex: Alimentação Hospitalar e PAA) • Articulação: educação e assistência social -> EAN • Articulação com a vigilância sanitária 1. Organização da Atenção Nutricional 5. Participação e Controle Social 6. Qualificação da Força de Trabalho 7. Controle e Regulação de Alimentos 8.Pesquisa, Inovação e Conhecimento em Alimetnação e Nutrição 2. Promoção da Alimentação Adequada e Saudável 3. Vigilância Alimentar e Nutricional 4. Gestão das Ações de Alimentação e Nutrição Diretrizes da PNAN Integração Centro de Atenção Especializada Necessária boa comunicação e estabelecimento de linhas de cuidado Intersetorialidade Rede de Atenção à Saúde - RAS UBS Fluvial Políticas e Programas Nacionais do setor saúde que contribuem com a Segurança Alimentar e Nutricional METAS ESTABELECIDAS NO PLANSAN 2016 - 2019 PARA O SETOR SAÚDE Desafio 2 - Combater a insegurança alimentar e nutricional e promover a inclusão produtiva rural em grupos populacionais específicos, com ênfase em Povos e Comunidades Tradicionais e outros grupos sociais vulneráveis no meio rural •Registro, por meio das condicionalidades de saúde do Programa Bolsa Família (PBF), dados nutricionais de pelo menos 80% de crianças indígenas e quilombolas menores de 7 anos beneficiárias do PBF; Desafio 5 - Promover e proteger a Alimentação Adequada e Saudável da População Brasileira, com estratégias de educação alimentar e nutricional e medidas regulatórias •Reduzir o consumo regular de refrigerante e suco artificial de 20,8% para 14% ou menos da população, por meio de ações articuladas no âmbito da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (CAISAN). •Ampliar no mínimo de 36,5% para 43% o percentual de adultos que consomem frutas e hortaliças regularmente, por meio de ações articuladas no âmbito da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (CAISAN). •Implementação das recomendações do Guia Alimentar para a População Brasileira e do Guia Alimentar para crianças menores de dois anos, reforçando o consumo de alimentos regionais e as práticas produtivas sustentáveis que respeitem a biodiversidade. •Implantação da Estratégia Nacional de Promoção do Aleitamento Materno e Alimentação Complementar no Sistema Único de Saúde em mais 2.000 unidades básicas de saúde. Desafio 6 - Controlar e Prevenir os Agravos decorrentes da má alimentação •Deter o crescimento da obesidade na população adulta, por meio de ações articuladas no âmbito da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (CAISAN); •Suplementar 330 mil crianças de 6 a 48 meses de idade com sachês de vitaminas e minerais, por meio da Estratégia de fortificação da alimentação infantil com micronutrientes em pó – NutriSUS, nas creches participantes do Programa Saúde na Escola, anualmente. •Atualizar a regulamentação da fortificação das farinhas de trigo e milho com ferro e ácido fólico, considerando o impacto nos produtores da agricultura familiar, com o intuito de aumentar a efetividade desta intervenção. •04E1 - Reduzir em 50% o número de casos novos de beribéri notificados, por meio de ações articuladas no âmbito da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan). Ações Regulatórias •Pactuação e monitoramento das metas de redução de sódio em alimentos processados no Brasil; •Firmar pacto para redução do açúcar em produtos das categorias prioritárias, construído a partir de discussão ampla com sociedade. GOVERNANÇA GLOBAL: Atuação na implementação do Plano de Ação da 2ª Conferência Internacional de Nutrição (ICN2), com ênfase na formulação e implementação da Década Internacional da Nutrição, com vistas ao reconhecimento internacional e ao enfrentamento concertado das múltiplas causas e consequências da má nutrição. METAS Desafio 1 - Promover o acesso universal à alimentação adequada e saudável, com prioridade para as famílias e pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional •Elaborar procedimentos que orientem os estados e municípios para a redução do número de famílias do PBF não acompanhadas na saúde, utilizando, para análise, os registros dos acompanhamentos individualizados; •Acompanhar na Atenção Básica pelo menos 73% de famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família com as condicionalidades de saúde no Brasil e adotar estratégia para expansão da cobertura de acompanhamento nas grandes cidades. Desafio 5 - Promover e proteger a Alimentação Adequada e Saudável da População Brasileira, com estratégias de educação alimentar e nutricional e medidas regulatórias •Inserção da promoção da alimentação adequada e saudável nas ações e estratégias realizadas pelas redes de saúde, educação e assistência social; •Garantir a realização dos inquéritos nacionais com regularidade para monitorar o estado nutricional, a amamentação, a alimentação e os desfechos em saúde como PNDS, Vigitel, POF, PENSE e inquérito por telefone de práticas alimentares em crianças menores de dois anos; •Aumentar de 18 para 20,7 milhões o número de educandos cobertos pelo Programa Saúde na Escola (PSE); •Divulgação e implementação de materiais de apoio e qualificação das ações de Promoção da Alimentação Adequada e Saudável no âmbito do Programa Saúde na Escola (PSE); •Incentivo às ações de promoção da alimentação adequada e saudável nas escolas públicas e particulares, com ênfase na promoção de cantinas escolares saudáveis. Desafio 6 - Controlar e Prevenir os Agravos decorrentes da má alimentação•Implementação da Estratégia Intersetorial de Prevenção e Controle da Obesidade; •Publicar documentos com orientações para o enfrentamento das carências nutricionais, valorizando receitas e produtos regionais e qualificar os profissionais da atenção básica para abordagem alimentar na prevenção e controle desses agravos valorizando os pequenos produtores; •Estabelecer protocolos de atenção à saúde para crianças e adolescentes com excesso de peso; •Organização do cuidado na rede de atenção à saúde voltado aos pessoas com necessidades alimentares especiais, por meio da elaboração de marcos normativos e instrumentos técnicos específicos que abordem a terapia nutricional. Ações Regulatórias •Regulamentação da comercialização, propaganda, publicidade e promoção comercial de alimentos e bebidas processados e ultraprocessados em equipamentos das redes de educação e saúde, públicos e privados, equipamentos de assistência social e órgãos públicos. AÇÕES RELACIONADAS PRINCIPAIS AÇÕES E PROGRAMAS DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO NO SUS Compreende os cuidados relativos à alimentação e nutrição voltados a promoção e proteção da saúde, prevenção, diagnóstico e tratamento de agravos, que devem estar associados às demais ações de atenção à saúde do SUS, para indivíduos, famílias e comunidades, contribuindo para a conformação de uma rede integrada, resolutiva e humanizada de cuidados. Cuidados em alimentação e nutrição como parte da atenção integral à saúde: articulação na assistência e na gestão. Atenção Nutricional Fonte: Política Nacional de Alimentação e Nutrição, 2012 . Vigilância Alimentar e Nutricional Descrição contínua e predição de tendências das condições de alimentação e nutrição da população e seus fatores determinantes Sistema de informação para acompanhamento do estado nutricional e consumo alimentar da população brasileira na Atenção Básica. ENFOQUE AMPLIADO DA VAN Materiais de apoio Vigilância Alimentar e Nutricional AGENDA DE PAAS EDUCAÇÃO , COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÃO AGENDA REGULATÓRIA AMBIENTES SAUDÁVEIS ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE Promoção da Alimentação Adequada e Saudável Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil Qualificação do processo de trabalho dos profissionais da AB para o fortalecimento das ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno e a alimentação complementar saudável para crianças menores de dois anos no âmbito da AB. Até dezembro de 2016: 3.992 tutores formados Qualificação de 23.226 profissionais de saúde Oficinas de trabalho em 1.753 UBS 53 UBS certificadas Materiais de apoio Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil Instrumento de Educação Alimentar e Nutricional para apoiar e incentivar práticas alimentares saudáveis no âmbito individual e coletivo Subsidiar políticas, programas e ações que visem a incentivar, apoiar, proteger e promover a saúde e a segurança alimentar e nutricional da população Abordagem ampliada sobre alimentação saudável – relação com sistema alimentar sustentável Recomendações baseadas no nível de processamento dos alimentos e valorização da cultura alimentar brasileira Guia Alimentar para População Brasileira Alimentos Regionais Brasileiros - 2015 Resgate, valorização e fortalecimento da cultura alimentar brasileira. Promoção da Alimentação Adequada e Saudável Materiais de apoio Curso Guia Alimentar para a População Brasileira: novos princípios e recomendações • EAD - Autoaprendizado • Gratuito; Folder com os 10 passos para alimentação saudável Desenvolvimento de materiais sobre alimentação e nutrição para apoiar os profissionais da saúde e educação do Programa Saúde na Escola. Promoção da Alimentação Adequada e Saudável Materiais de apoio Materiais de apoio às ações coletivas para promoção da alimentação adequada e saudável no âmbito do Academia da Saúde. - Na Cozinha com as Frutas, Legumes e Verduras; - Instrutivo: Metodologias de trabalho em grupos para ações de alimentação e nutrição na Atenção Básica; - Desmistificando dúvida sobre alimentação e nutrição - Folders Cantinas Escolares Saudáveis Materiais de apoio Promoção da alimentação adequada e saudável nas escolas de educação básica (educação infantil, ensino fundamental e ensino médio) da rede privada de ensino, em âmbito nacional, com adesão voluntária das escolas Portaria de Diretrizes para Promoção da Alimentação Adequada e Saudável no MS – 1274/2016 • Regula a oferta de refeições e alimentos em todas as unidades do Ministério da Saúde • As refeições pagas com recursos da pasta devem seguir o Guia de Alimentação Saudável • A maior parte da oferta deve ser dos seguintes grupos de alimentos: cereais, raízes e tubérculos, verduras e legumes, frutas, castanhas e outras oleaginosas, leite e derivados, carnes, ovos e pescados. • Para ajudar nesse processo, será publicado o Guia para Elaboração de Refeições Saudáveis em eventos. Ambientes saudáveis Agenda regulatória - desafios Aperfeiçoamento das normas de rotulagem nutricional; Sobretaxação de bebidas açucaradas e alimentos ultraprocessados; Regulamentação da publicidade e propaganda de alimentos dirigidas ao público infantil. Programa Saúde na Escola Ações de saúde na escola mediante práticas de promoção da saúde, prevenção de doenças e acompanhamento das condições clínicas dos educandos. 4.787 municípios (86%) 18 milhões de estudantes 79 mil escolas públicas 32 mil equipes Tem como estratégia a articulação entre as equipes de saúde e as escolas do território. Habilitação total: 4.275 Polos com obra concluída: 1.842 Polos custeados: 630 Agosto/2016 Programa Academia da Saúde Contribuir para a promoção da saúde, prevenção de doenças e agravos e produção de cuidado e de modos de vida saudáveis da população a partir da implantação de polos com infraestrutura e profissionais qualificados. Organização da Atenção Nutricional Prevenir a hipovitaminose A e potencializar o pleno desenvolvimento infantil com suplementação profilática com megadoses de vitamina A para crianças de 6 a 59 meses de idade. Prevenir a ocorrência de anemia e potencializar o pleno desenvolvimento infantil, por meio da distribuição de suplementos para todas as crianças de 6 a 24 meses, gestantes e mulheres no pós-parto/aborto imediato. Estratégia para prevenção e controle da anemia e outras deficiências nutricionais em crianças de seis meses a três anos e onze meses. Adição de vitaminas e minerais, em pó, em uma das refeições oferecidas para crianças nas creches do PSE. • Fluxos de referência e contra referência para assistir o usuário com excesso de peso e obesidade • Organizar os serviços e as ações (atenção básica, média e alta complexidade) e nos sistemas de apoio. Linha de Cuidado do Sobrepeso e da Obesidade na Rede de Atenção à Saúde (RAS) das Pessoas com Doenças Crônicas Organização da Atenção Nutricional Iniciativas para Organização da Terapia Nutricional na RAS Necessidades alimentares especiais Materiais de apoio Organização da Atenção Nutricional http://ecos-redenutri.bvs.br/ Comunicação e divulgação das ações da CGAN http://ecos-redenutri.bvs.br/ http://ecos-redenutri.bvs.br/ http://ecos-redenutri.bvs.br/