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Página 1 de 2 Caso Clínico Leia atentamente o caso clínico abaixo e trace o perfil do paciente, sua história social, história clínica e história da farmacoterapia atual. Logo após faça a analise situacional desse paciente através da revisão da farmacoterapia e identificação de problemas e fatores de risco. Identificação: L.M.B.P., sexo feminino, 82 anos, viúva, pensionista, dona de casa durante toda a vida, mora com o filho, natural de Rubiataba - GO. Queixa e duração: paciente com hipertensão arterial apresenta-se à unidade de saúde com história de hipertensão em estágio 1, tratada com vários fármacos diferentes durante os últimos18 anos. A paciente se sente relativamente bem e apresenta eventuais sinais e sintomas relacionados com a hipertensão. No momento nega cefaleia, tontura, mas relata turvamento da visão, fraqueza, torpor, dor torácica, ortopneia, dispneia noturna paroxística e edema nos membros inferiores. Recentemente, ela leu na Internet que o tratamento de hipertensão em pessoas com 80 anos ou mais pode ter mais riscos do que benefícios; por isso, ela parou de tomar seus fármacos há dois meses. Antes de interromper os agentes anti- hipertensivos, sua pressão arterial estava entre 135/50 e 140/55 mmHg. Atualmente, sua pressão arterial tem ficado muito mais alta e, às vezes, chega a 170/60 mmHg. O único fármaco tomado no momento é sinvastatina, 20 mg, por via oral, à noite. Ela relata que faz uso de fitoterápico cavalinha (Equisetum arvense L.) para reduzir a pressão e para diminuir o edema nos membros, relata ainda que as vezes não encontra o fitoterápico e faz uso de chá da mesma planta, que compra com os raizeiros da cidade. Exame clínico: Na hora da consulta, a pressão arterial está 172/65 mmHg e a frequência cardíaca é de 84 batimentos por minuto (bpm). A paciente está bem, alerta e orientada. Não há sensibilidade nem aumento de volume da tireoide; além disso, nenhum sopro carotídeo é audível à ausculta. Os pulmões estão límpidos (claros) à ausculta, e o exame cardiovascular revela um ritmo regular. O abdome não se encontra rígido nem sensível à palpação; também não é apreciado qualquer sopro abdominal à ausculta. Página 2 de 2 A paciente trouxe os resultados de seu perfil metabólico basal feito há duas semanas: ureia 16 mg/dL, creatinina 0,8 mg/dL, sódio 142 mEq/L, potássio 4,0 mEq/L, cloreto 105 mEq/L e bicarbonato 23 mEq/L. Antecedentes pessoais: Hipertensão arterial sistêmica há 18 anos, dislipidemia e osteopenia. Portadora de Doença de Chagas há 32 anos, sem sintomas. Antecedentes familiares: nega antecedentes familiares de nefropatias, cardiopatias e hipertensão arterial sistêmica. Hábitos de vida: nega tabagismo, etilismo e realização de exercícios físicos ao longo da vida. História de peso corporal: A paciente relata que foi uma jovem magra. Porém, após o casamento e, principalmente, ao longo das gestações, ganhou peso. Seu peso habitual é 71 kg. Peso atual = 71,5 kg. Estatura = 1,52 m. IMC = kg/m2 Medicamentos prescritos pelo médico: Sinvastatina 20 mg – 1cp noite, Valsartana 160 mg – 1cp manhã, Propranolol 80mg – 1 cp noite, Furosemida 20mg – 1 cp noite, Clopidogrel 75mg – 1 cp manhã, AAS 300mg – 1 cp após o almoço, Omeprazol 20mg – 1 cp em jejum.