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7 ESCOLA E COMUNIDADE; UMA PARCERIA QUE DÁ CERTO Aparecida Tais Lima Santos Eloise Santos Teixeira Queila Luz Dos Santos Teixeira Tutor Externo: Roselânia De Brida Centro Universitário Leonardo Da Vinci – Uniasselvi Licenciatura Em Pedagogia (Ped1659) – Pratica Interdisciplinaridade III 30/10/2017. RESUMO Diante do cenário da educação brasileira a participação da comunidade tornasse fundamental nas discussões em torno da melhor educação do educando, levando em conta que a não participação da escola e da família gera problemas para os mesmos. Quando os pais participam ativamente na vida de seus filhos, inclusive na escola o educando tornasse mais dedicado e responsável, além de se sentir amado e protegido. Na medida em que a família obriga a escola e principalmente o professor assumir múltiplas funções compromete a qualidade do ensino, pois para a escola é muito importante ter uma família que se preocupa com o comportamento e o rendimento de seu filho na escola, vale ressaltar que a função de educar não pode ser entendida como um trabalho limitado ao ambiente escolar, o âmbito familiar é de fundamental importância, já que neste espaço também se educa e forma valores. A família ao se desvincular deste processo ocasiona como consequências a falta de comprometimento com a formação do aluno, além de aumentar a pressão sobre a escola. Na mesma medida em que os alunos devem ocupar e aprender com a cidade, a escola deve acolher seu entorno, promovendo concertos palestras e festas. Para realização deste trabalho, utilizou-se a pesquisa bibliográfica. Palavra-chave: Escola e comunidade. Diálogo. Comprometimento. 1 INTRODUÇÃO Uma educação diferenciada com resultados satisfatória só e possível através do desenvolvimento e participação ativa da família dentro da comunidade escolar, no entanto apesar de haver muitas famílias engajadas nesse processo, ainda existem pais que transferem toda a tarefa de educar e formar cidadãos para a escola. É preciso que as escolas juntamente com a comunidade se conscientizem do verdadeiro papel de cada uma. Ciente de que a responsabilidade maior de educar é da família, no entanto a escola tem a responsabilidade de oferecer uma educação formal de qualidade para as crianças. Ainda que com os mesmos objetivos, cada uma deve fazer sua parte para que as crianças se desenvolvam em todos os aspectos. É necessária uma sintonia entre ambos os segmentos, e nessa relação a escola terá oportunidade de conhecer o contexto social da criança e a família de participar dos projetos da escola, conhecendo, e com isso estará consciente do contexto escolar do seu filho. A relação escola e família têm que ter um objetivo comum, trabalhar uma educação de qualidade para as crianças, levando em conta que os primeiros atos educacionais partem da família, os princípios básicos, por isso a importância de uma boa estrutura familiar, onde é necessário que os pais deem aos filhos muito amor, carinho, dedicação, atenção e diálogo. Vejo que a escola tem como sua tarefa de ensinar e formar cidadão, sendo responsável pela educação escolar, mais quando falta ao aluno participação ativa dos familiares na escola, esses mesmos tem o seu desempenho prejudicado, constatando que atarefa dos pais quanto da escola é a formação do ser humano. 2 DESENVOLVIMENTO A parceria Família e Escola sempre é um elo importantíssimo no desenvolvimento da aprendizagem de qualquer criança ou jovem adolescente. Destacamos o fato de que apenas 12% dos pais acompanham o desempenho dos filhos e comparece às atividades escolares, que a educação é um dever de todos e não acontece apenas dentro dos muros da escola; e que a gestão democrática o conceito de cidade educadora são posturas importantes para enfrentar as possíveis tensões entre famílias e escolas. Segundo Rego (2003) ´´Família e escola devem aproveitar ao máximo as possibilidades de estreitamento para que haja melhorias. ’’ Portanto é preciso que a escola procure formas de inserir cada vez mais a família no seu contexto, principalmente para que a mesma perceba a sua importância na escola, e que os alunos sintam a presença constante dos seus familiares Não há como negar que uma família quando se descuida do desenvolvimento escolar de seus filhos, estes apresentam queda acentuada nos resultados obtidos dos boletins bimestrais. É preciso, portanto, que a família, seja ela que composição tiver, cumpra os seus deveres e que a escola faça valer sua proposta pedagógica como meta, para que ambos possam atingir seus objetivos na formação dessas crianças e jovens adolescentes, o primeiro passo para que isso aconteça é estabelecer regras que fortalecerão essa parceria permitindo que a aprendizagem dos filhos e alunos se efetive claramente através de seus desempenhos, tanto no lar quanto na escola. Muitos especialistas são taxativos quando dizem ser a família a base de toda educação e formação, mesmo estando ela enfrentando mudanças em seu contexto social, econômico e de composição. A família de hoje não é mais considerada a célula da sociedade, pois ela sofreu as transformações da sociedade moderna, mas, não deve ser retirado dela sua responsabilidade no ato de educar. "A mim me dá pena e preocupação quando convivo com famílias que experimentam a “tirania da liberdade” em que as crianças podem tudo: gritam, riscam as paredes, ameaçam as visitas em face da autoridade complacente dos pais que se pensam ainda campeões da liberdade. (PAULO FREIRE, 2000: 29) .´´ A verdade é que a Escola sozinha não conseguirá levar a diante a responsabilidade de educar e ensinar, já que a responsabilidade maior da escola está em ensinar e a da família está em educar. A especificidade da Escola não pode ser desviada para funções que não é sua e o ensino deve ser aplicado para o crescimento intelectual, social e econômico de cada aluno, individualmente. O papel da escola mudou, não se centraliza mais em si mesma, abre-se cada vez mais ao diálogo e abandona conceitos, quanto mais se aproxima dos pais, quanto mais mantém com eles uma parceria afinada, mais alcança a identidade cultural do aluno, os aspectos sociológicos que o cercam e uma aprendizagem real, efetiva. A desmotivação do aluno é consequência da distância entre a sala de aula e o seu cotidiano. A escola deve criar um ambiente que tenha a ver com seu mundo, evitar choque cultural, evitar que ele se sinta “um estranho no ninho”. Busca-se o homem e devolve-o a seu destino, com ampla autonomia. Cada escola deve achar um canal de comunicação com a comunidade, deve estimular os pais a participarem da vida da escola, de sua gestão, transformando-os em aliados. Deve rediscutir suas propostas curriculares, montar projetos, projetos educativos que a referendam na sua comunidade, em termos de atuação social. Projeto educativo em trabalhos coletivos, articulados, envolvendo escola, alunos, pais e comunidade, numa metodologia interativa e de cooperação. E a escola se inserindo em sua realidade, promovendo efetivo desenvolvimento social de sua comunidade mais próxima incentiva, por parte da comunidade, todas as formas de participação, consultas sobre a escolha de temas, entrevistas, palestras, visitas localizadas etc. De acordo com a pedagoga Marcia Argenti Perez que estuda conflitos entre escola e família, a culpa é do tempo maluco em que vivemos. “[...] mudanças que antes ocorriam em cem anos agora acontecem em dez e está muito difícil acompanhar as novas exigências sociais e culturais.’’ Por um lado há uma incapacidade de compressão por parte dos pais a respeito daquilo que é transmitido pela escola. Por outro lado, há uma falta de habilidade dos educadores em promover essa comunicação. Este conflito quando não resolvido cria desacordos constantes que prejudicam o bom andamento do ensino. Pensar que a não participação da família em nada prejudica a formação de umaluno e no mínimo deixar de lado uma questão fundamental no aprimoramento necessário desta assertiva. A integração entre a escola e família tem despertado interesses de vários pesquisadores dentre eles, Paro (2000), pesquisador que realizou um estudo sobre o papel da família no desenvolvimento escolar de alunos do ensino fundamental e Szymanski, 2001 que diz que a família não é o único contexto em que criança tem oportunidade de experiência e ampliar o seu repertório como sujeito de aprendizagem e desenvolvimento. Buscando compreender as relações entre família e escola, a escola e a família compartilham funções sociais, políticas e educacionais, na medida m que contribuem e influenciam a formação do cidadão. Ambas são responsáveis pela transformação e construção do conhecimento culturalmente organizado, modificando as formas de funcionamento psicológico, de acordo com as expectativas de cada ambiente, a família exerce uma poderosa influencia. Embora um sistema escolar transformador possa reverter esses aspectos negativos face necessário que a escola conte com a colaboração de outros contextos que influencie significada mente a aprendizagem formal do aluno incluindo a família. No ambiente familiar a criança aprende a administrar e resolver conflitos a controlar as emoções a expressar os diferentes sentimentos que constituem as relações interpessoais e a lidar com a diversidade da. Paulo Freire, em seu livro Pedagogia da Indignação (2000, p. 29) inicia sua primeira carta pedagógica com destaque para essa realidade: “A mim me dá pena e preocupação quando convivo com famílias que experimentam a “tirania da liberdade" em que as crianças podem tudo: gritam, riscam as paredes, ameaçam as visitas em face a autoridade complacente dos pais que se pensam ainda campeões da liberdade.” Os pais possuem controle velado de seus filhos e estão tomando consciência disso. Porém sentem-se inseguros e não correspondidos ao colocar limites e regras. A escola pode contribuir com eles construindo uma relação família-escola voltada para a superação dessas dificuldades. Ela pode ajudar a fazer com que os pais sejam capazes de acreditar num futuro para seus filhos, com atitudes de carinho, respeito, compreensão, e principalmente com autoridade, mas não autoritário. Espera-se que pais e agentes escolares estejam aprendendo a viver com lucidez a difícil relação entre autoridade e liberdade, evidenciando que ambas comprometem-se na prática educativa vida. Uma das funções sociais da escola é preparar tanto aluno, professores e pais para viverem e superarem as dificuldades em um mundo de mudanças rápidas e de conflitos interpessoais. ‘’A parceria escola/família, escola comunidade é vital para o sucesso do educando. Sem ela a já difícil compreensão do mundo por parte do aluno se torna cada vez mais complexa. Juntas sem denegar responsabilidades a família, a escola, a comunidade pode significar um avanço efetivo nesse novo conceito educacional: a formação do cidadão". Paulo Freire 2.1 ENVOLVENDO OS PAIS NA ESCOLA A participação dos pais nas escolas não deve ser encarada como sendo debilidade, último recurso quando as coisas não andam bem (mau comportamento ou notas baixas), ou como necessárias apenas nos eventos festivos promovidos pelas escolas. Não podemos deixar de questão do entendimento mútuo. Educadores e pais de alunos podem e devem criar mecanismos de concordância evitando que um assume o lugar do outro. Para tanto, tão somente o mero fato de saber qual educador dará determinada aula não dá credibilidade a atuação dos pais como juízes. É preciso ter em mente que antes de ser um aluno de uma escola, o educando é parte integrante de uma família. Aos pais cabe todo o empenho de acompanhar a formação de seu filho desde o nascimento até a maioridade para que sua educação moral, de caráter e escolar sejam positivas, pois, a família é o fator que mais tem influência na educação. É de suma importância o comparecimento dos pais ao menos uma vez por semana na escola dos filhos, para saber como eles estão indo nos estudos, conversando com os professores e verificando a interação dos filhos com os colegas, não basta apenas olhar cadernos e perguntar como estão, é preciso participar, se fazer presente neste acompanhamento, através dessas ações se efetiva a parceria que a escola precisa para ensinar com qualidade. De acordo com Içami Tiba, a educação é um projeto, é algo que tem um caminho, que não pode ser simplesmente de qualquer forma “[...] Deve ser muito elaborada, pois é o futuro do filho e da família que estão em jogo.” Por isso, a ação de educar e ensinar devem ser compartilhados entre as duas instituições: família e escola, ambas devem preparar nossos jovens para o exercício pleno da cidadania com dignidade e respeito, para serem pessoas que alcancem a felicidade e autonomia, de forma competente. Mais que nunca, a Escola precisa do apoio da família e a família precisa que a instituição escola seja competente na formação acadêmica de seus filhos, para que o vazio que se estabeleceu nos lares familiares pela falta de muitos pais no crescimento educacional dos filhos em virtude dos avanços da sociedade moderna fique menos arranhado do que está. pais precisam refletir sobre a necessidade de acompanhar os estudos dos seus filhos através de algumas atitudes. “A Cartilha Nenhuma Criança Brasileira Vai Crescer Sem Saber Ler! Ou Sem Gostar de Ler”, lançado pelo Ministério da Educação e Cultura em parceria com instituições como a Conferencia Nacional dos Bispos (CNBB) e ilustrada pelo cartunista Ziraldo, traz algumas sugestões para os pais: - Visitar a escola do filho sempre que puder; - Observar se as crianças estão felizes e cuidadas no recreio, na hora da entrada e da saída; - Observar a limpeza e a conservação dos solos e demais dependências da escola; - Conversar com os professores; - perguntar como seu filho está nos estudos; - Pedir orientação, caso o filho esteja com alguma dificuldade na escola; - Procurar saber o que podem fazer para ajudar, conversando também com a direção e outras pessoas da escola; - Ler bilhetes e avisos que a escola mandar e responder quando necessário; - Comparecer as reuniões da escola e dar a sua opinião. "A mudança é uma constatação natural e da história. O que ocorre é que há etapas, nas culturas, em que as mudanças se dão de maneira acelerada... E dentro dessa conjuntura está a família e a escola, ambas tentando encontrar caminhos em meio a esses novos contextos, sociais, econômicos e culturais que nos impõem." (FREIRE, Paulo. 2006:25) 3 CONSIDERAÇÕES FINAIS Comunidade e escola precisam criar através da educação, uma força para superar as suas dificuldades, construindo uma identidade própria e coletiva, atuando juntas como parcerias facilitadas o desenvolvimento completo do aluno. É impossível colocar à parte escola, família e comunidade, pois mesmo tempo que é aluno, é filho, mais também e cidadão com todos direitos e deveres, a tarefa de ensinar não compete apenas à escola, porque o aluno aprende também através de outros meios como a família, os amigos, as pessoas que ele considera significativas na sua vida, os meios de comunicação, do cotidiano. Sendo assim, é preciso que professores família e sociedade tenham plena certeza que a escola precisa contar com ajuda de todos envolvidos. A escola tem que buscar aliar o útil ao agradável, promovendo dentro do espaço escolar as festividades, como festas juninas, festa da família, promovendo união de pais com diferentes pensamentos tanto na etnia ou religião contribuindo para participação dos pais e da comunidade nas gincanas propostas e, ao mesmo tempo, consegue recursos financeiros para agilizar pequenos projetos ou ate mesmo melhoria para escola que beneficia tanto os alunos como a comunidade.- Encontro com pais e professores na escola; festa da família. Referências ROSSINI, Maria Augusta Sanches. Pedagogia Afetiva. 4. ed. Rio de Janeiro: Vozes, 2001.ZAGURY, Tânia. Escola sem Conflito: Parceria com os Pais. Rio de Janeiro: Record, 200 OSORIO, Luiz Carlos. Família Hoje. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996PAROLIN, Isabel. Relação Família e Escola: Revista atividades e experiências. Positivo, 2008. NOGUEIRA, Maria Alice. Família e Escola na Contemporaneidade: os meandros de uma relação. Versão ligeiramente modificada do Trabalho apresentado na 28ª Reunião Anual da ANPEd, em Caxambu, MG, em outubro2005. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.