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16 AVALIAÇÃO: COMO AVALIAR OS ALUNOS NA EDUCAÇÃO ESPECIAL Joyce Sibelle Provesi Prof. Tânia Margarete de Borba Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI Pedagogia (PED 0725) – Trabalho de Graduação 06/06/2016 RESUMO Avaliação é um processo complexo, que começa com a formulação de objetivos e requer a elaboração de meios para obter evidencias de resultados, interpretação dos resultados para saber em que medida foram alcançados, e formulação de valor para isto. A avaliação diagnóstica, visa determinar a presença ou ausência de conhecimentos e habilidades, inclusive buscando detectar pré requisitos para novas experiências de aprendizagem. Já a somativa avalia o grau em que os resultados mais amplos tem sido alcançados ao longo e ao final de um curso. A formativa é realizada com o propósito de informar o professor e o aluno sobre o resultado da aprendizagem, durante o desenvolvimento das atividades escolares. O portfólio é uma das avaliações utilizadas pelo professor na educação especial, devido a mesma ser uma ferramenta de observar através de fotografias o desenvolvimento do aluno para uma atividade especifica do ensino e aprendizagem. Palavras-chave: Aprendizagem. Avaliação. Portfólio. Educação especial 1 INTRODUÇÃO A prática da avaliação em educação tem seguido paradigmas alguns teóricos derivados de uma tradição psicométrica, reduzindo o processo avaliativo a técnicas estatísticas estáticas para verificação do aprendizado escolar e desempenho dos alunos em determinado conteúdo específico. Os padrões, geralmente, são normativos e estabelecidos pela média do grupo, desconsiderando-se outras variáveis presentes, tanto no processo de ensino e aprendizagem quanto no processo de avaliação. Embora tenha avançado sobre o conhecimento da avaliação, na prática ainda se tem valorizado mais o produto do aprendizado escolar do que o processo pelo qual a aprendizagem se efetiva. A avaliação é um método de adquirir e processar resultados necessários para melhorar o ensino e a aprendizagem do aluno; esta incluiu uma grande variedade de evidencias que vão além do exame usual de “papel e lápis”. A avaliação é um auxílio para clarificar os objetivos significativos e as metas educacionais e é um processo para determinar como os alunos estão se desenvolvendo. Avaliar nada mais é que o processo por meio do qual alguma ou várias características de um aluno, de um grupo de estudantes, de um ambiente educativo, de objetivos educacionais, de materiais, professores, programas que recebem a atenção de que avalia, analisam-se e valorizam-se suas características e condições em função de alguns critérios ou pontos de referência para emitir um julgamento que seja significante para a educação. Outra função da avaliação é de conhecer o aluno, identificar as dificuldades de aprendizagem, determinar se os objetivos propostos para o ensino aprendizagem foram ou não atingidos pelo o conhecimento. Para o professor existe várias formas de avaliar o aluno, dentre as avaliações existem as quantitativa ou qualitativa, formativa, somativa, diagnóstica e o portfólio. Este trabalho tem como objetivo conhecer mais sobre as diferentes formas de avaliação bem como qual a mais indicada para avaliar o processo de ensino e aprendizagem dos aluno com deficiência. 2 EMBASAMENTO TEÓRICO A escola é um espaço caracterizado pela multiplicidade. Experiências, realidades, cosmovisões, objetivos de vida, relações sociais, estruturas de poder, tradições históricas e vivencias culturais diversos se plasmam nos diversos discursos que se cruzam em seu cotidiano, pondo em diálogo conhecimentos produzidos a partir de várias perspectiva. Frequentemente a avaliação feita pelo professor é e se fundamenta na fragmentação do processo ensino/aprendizagem e na classificação das respostas de seus alunos e alunas, a partir de um padrão predeterminado, relacionando a diferença ao erro e a semelhança ao acerto (ESTEBAN, 2004). Para Thorndike e Hagen (apud TURRA et al., 1986, p.177 apud MARTINS, 2011): Avaliação em educação significa descrever algo em termos de atributos selecionados e julgar o grau de aceitabilidade do que foi descrito. O algo, que deve ser descrito e julgado, pode ser qualquer aspecto educacional, mas é tipicamente: (a) um programa escolar, (b) um procedimento curricular ou (c) o comportamento de um indivíduo ou de um grupo. Avaliar é julgar ou fazer a apreciação de alguém ou alguma coisa, tendo como base uma escala de valores e/ou interpretar dados quantitativos e qualitativos para obter um parecer ou julgamento de valor, tendo por base padrões ou critérios. Avaliar é elemento do processo de ensino e de aprendizagem, durante todo esse processo que se deve realizar com critérios de entendimento (MARTINS,2011). A avaliação existe para que se conheça o que o aluno já aprendeu e o que ele ainda não aprendeu, para que se providenciem os meios para que ele aprenda o necessário para a continuidade dos estudos. Avalia-se para promover a aprendizagem do aluno, aprendizagem e avaliação andam de mãos dadas (VILLAS BOAS, 2010). O processo de avaliação do resultado escolar, dos alunos e alunas está profundamente marcado pela necessidade de criação de uma nova cultura sobre avaliação, que ultrapasse os limites da técnica e incorpore em sua dinâmica a dimensão ética. Apesar de ser quase unânime a ideia de que a avaliação é uma prática indispensável ao processo de escolarização, a ação avaliativa continua sendo um tema polêmico. Há uma intensa crítica aos procedimentos e instrumentos de avaliação frequentemente usados na sala de aula, que muitas vezes se fazem acompanhar da sinalização de novas diretrizes ou de novas propostas de ação (ESTEBAN, 2004). Para Villas Boas 2010, a avaliação acontece de várias formas na escola. É muito conhecida a avaliação feitas por meio de provas, exercícios e atividades quase sempre escritas, como produção de textos, relatórios, pesquisas, resolução de questões matemáticas, questionários e etc. Quando a avaliação é realizada dessa forma, todos ficam sabendo que ela está acontecendo: alunos, professores e pais; esse tipo de avaliação costuma receber nota, conceito ou menção e é chamada de avaliação formal. O outro tipo de avaliação, é muito frequentemente usada na educação infantil e nos anos iniciais da educação fundamental, é aquela que se dá pela interação de alunos com professores, com os demais profissionais que atuam na escola e até mesmo com os próprios alunos, em todos os momentos e espaços do trabalho escolar conhecida como avaliação informal pois, é ela que dá chances ao professor de conhecer mais amplamente cada aluno: suas necessidades, seus interesses e suas capacidades. A redefinição do cotidiano escolar, visando a construção de proposta de avaliação oscilam três perspectivas que são: a) retorno ao padrão rígido definido pela avaliação quantitativa; que este é assumido pelas propostas vindas do MEC –SAEB e “provão”, no caso da avaliação, complementados pelos Parâmetros Curriculares Nacionais. Visando a “qualidade da educação”, qualidade esta que será avaliada através da quantificação do desempenho cognitivo e das habilidades adquiridas, ou seja, o conhecimento que foi transmitido para os alunos e retido por eles. A avaliação se revela um “mecanismo controle” dos tempos, dos conteúdos, dos processos, dos sujeitos e dos resultados escolares. O estabelecimento de uma avaliação nacional pressiona no sentido de homogeneização curricular, pois, todos os alunos e alunas devem ter acesso a conteúdo iguais para que tenham as mesmas oportunidades num processo de avaliação padronizado. b) Consolidação de um modelo hibrido, esta perspectiva de redefinição do processo de avaliação dá continuidade a uma dinâmica estabelecida a partir do modelo qualitativo e agrupa propostas que, embora possam apresentar intencionalidades distintas e muitas vezes opostas, desencadeiam praticas com consequências semelhantes. Essa proposta afirmam a ruptura com a avaliação à concepção de avaliação como quantificação dos resultados,compartilham a afirmação de que os sujeitos escolares são sujeitos históricos sociais. As alternativas construídas desta perspectiva avançam no sentido de destacar a aprendizagem como um processo, relativizando a dicotomia entre o erro e acerto, indicando a necessidade de que o tempo escolar considere também os tempos e ritmos individuais (ESTEBAN, 2004). Muitas propostas atuais para a reconstrução da prática avaliativa mantem o estabelecimento de parâmetros com os quais as respostas dos alunos e alunas devem ser comparados, e não rompem com a pratica de classificação, ainda que muitas vezes sejam modificados os termos dessa classificação. Algumas vezes se abandona a escala de 0 a 10, ou de A a E, ou deixa-se de utilizar conceitos como “ótimo”, “bom” ou “regular”. Mas frequentemente estes conceitos são substituídos por outras expressões que não deixam de ter sentido de hierarquizar os resultados alcançados (ESTEBAN, 2004). Este modelo hibrido engloba duas perspectivas distintas: uma que não abandonou a ideia de que a avaliação deva ser um instrumento de controle, de adaptação e de seleção, ainda que o controle deva ocorrer por meio de mecanismos cada vez menos visíveis, de modo a adquirir um aparência democrática e a seleção deva ser resultado de um processo que analise o sujeito em sua complexidade, atuando no sentido de adapta-lo ao seu lugar na hierarquia social; a outra perspectiva tem como objetivo romper com o sistema de controle e de segregação, mas ainda não encontrou os aspectos-chaves que devem ser transformados, por isso propõe modificações superficiais, ainda que aparentemente indique mudanças profundas. C) Construção de uma avaliação democrática, imersa numa pedagogia da inclusão. Neste encontra-se alguns processos que não estão consolidados nem completamente definidos, engloba as alternativas de avaliação que estão sendo pensadas como parte de um processo de construção de uma pedagogia multicultural, democrática, que vislumbra a escola como uma zona fronteiriça de cruzamento de culturas. Esta percepção implica numa mudança radical na lógica que conduz às práticas de avaliação porque supõe substituir a lógica da exclusão, que se baseia na homogeneidade inexistente, pela lógica da inclusão, fundamentada na heterogeneidade real (ESTEBAN, 2004). É a quantidade de erros e de acertos, que também incorpora o “comportamento”, os “hábitos” e as “atitudes” dos alunos, que orienta a avaliação do professor. Nesta perspectiva, entende-se que o erro é resultado do desconhecimento, revelador do não-saber do aluno, portando uma resposta com valor negativo. O erro deve ser substituído pelo acerto, que é associado ao saber, e se revela quando a resposta do aluno coincide com o conhecimento veiculado pela escola (ESTEBAN, 2004). Para Sant´Anna 2000, a avaliação escolar é o termômetro que permite confirmar o estado em que se encontram os elementos envolvidos no contexto. Ela tem o papel altamente significativo na educação, tanto que nos arriscamos a avaliação é alma do processo educacional. Sugere meios e modos de tornar a avaliação mais justa, mais digna e humana como que a nota, o conceito, ou parecer descritivo, sejam para o professor, para o aluno, para a escola, para os pais, indicadores de uma etapa vencida, de um progresso qualitativo e quantitativo de conhecimento. A avaliação deverá revelar se o conteúdo sistematizado e a autoridade do saber do professor, no intercâmbio com a experiência de vida, o saber até então construído e a capacidade de construir conhecimento do aluno, atingiram o nível pretendido por ambos. Para Bloom et alii apud Sant´Anna 2000, referência a avaliação como “é um processo continuo, sistemático, compreensivo, comparativo, cumulativo, informativo e global, que permite avaliar o conhecimento do aluno”. “Avaliação em educação significa descrever algo em termos de atributos selecionados e julgar o grau de aceitabilidade do que foi descrito. O algo, que deve ser descrito e julgado, pode ser qualquer aspecto educacional, mas é, tipicamente: (a) um programa escolar, (b) um procedimento curricular ou (c) o comportamento de um indivíduo ou de um grupo” (THORNDIKE e HAGEN, 1990 apud SANT`ANNA, 2000). As diferentes etapas da avaliação desempenham um papel decisivo e nenhuma delas exclui avaliador e avaliado do compromisso de ser o seu próprio agente de decisão e o responsável pelo processo educativo. Num primeiro momento, deparamos com a avaliação prognostica, onde devemos detectar se o aluno se encontra na classe em que realmente deveria estar, ou seja se sua bagagem de conhecimento esta adequada ao nível em que irá frequentar. Dependendo da forma como são elaboradas as provas, ou testes, de como são aplicadas, do ambiente, do estado emocional dos alunos ou do professor, de como os alunos são solicitados a participar, do julgamento do professor, se constituirão numa arma altamente nociva. Quando aplicadas de forma continua, com feedbacks permanentes, com caráter incentivador de etapas vencidas e indicador de novos horizontes ou de novas portas abertas, se revestem de um estimulo para concretização do conhecimento e auto realização dos envolvidos no processo (SANT´ANNA, 2000). As diferenças individuais se fazem presente em sala de aula e se faz necessário averiguar em que extensão cada indivíduo atingiu o objetivo estabelecido no início do planejamento, tendo-se por parâmetro o próprio individuo, e não suas dimensões em relação ao grupo. A avaliação dos resultados imediatos da aprendizagem devem ser expressos, segundo nossa reflexão crítica, por palavras que expressem amor, fé, incentivo, coragem, e não rótulos, agressões, muros, grilhões, prisões que impeçam o indivíduo de continuar aprendendo, criando, realizando e realizando-se. O professor deve elogiar o aluno quando este obtiver sucesso na aprendizagem, e demonstrar interesse pelo aluno que não logrou êxito, incentivando-o e dando-lhe liberdade para que com outras alternativas, obtenha o resultado certo. Ao agir assim estará demonstrando interesse pelo aluno, e insto o gratificará; todos precisam de alguém demonstre interesse por eles e oportunidade para manifestar o sentimento de realização. O acerto é importante, mas o fracasso também, no entanto não cometer o mesmo erro duas vezes. O indivíduo precisa tirar vantagem de seus erros, mas para isso é preciso estar livre para errar. O mestre, marcando e criticando os erros, só estará reforçando-os, por isso destaque apenas os acertos e de liberdade ao aluno de refazer as respostas em desacordo com os objetivos fazendo com que o aluno veja o progresso dos resultados de seu esforço (SANT´ANNA, 2000). Para Bloom apud Sant´Anna 2000, a avaliação é classificada em três modalidades a diagnóstica, formativa e a somativa. A avaliação diagnóstica, visa determinar a presença ou ausência de conhecimentos e habilidades, inclusive buscando detectar pré requisitos para novas experiências de aprendizagem. Permite averiguar as causas de repetidas dificuldades de aprendizagem. A partir da avaliação diagnóstica segura, providências para o estabelecimento de novos objetivos, retomada de objetivos não atingidos, elaboração de diferentes estratégias de reforço (feedback), levantamento de situações alternativas em termos de tempo e espaço poderão e deverão ser providenciados para que a maioria, ou quem sabe todos os estudantes aprendam de modo completo as habilidades e os conteúdos que se pretenda ensinar-lhes. A auto avaliação deve ser uma aprendizagem já explorada nas séries iniciais para que, através da educação, o aluno seja capaz de parar, pensar, concluir e continuar a escalada do conhecimento com pés firmes, consciência tranquila e garantindo o próprio progresso. Afirma-se que o educando é o sujeito, e não o objeto da ação educativa; no entanto, ele próprio não participa do processo de sua avaliação, apenas recebe, direta ou indiretamente, o resultado de sua vitória ou fracasso. A diagnóstica se constitui por uma sondagem, projeção e retrospecção da situação de desenvolvimento do aluno, dando-lheelementos para verificar o que aprendeu e como aprendeu. É uma etapa do processo educacional que tem por objetivo verificar em que medida os conhecimentos anteriores ocorreram e o que se faz necessário planejar para selecionar dificuldades encontradas. Esta avaliação deverá ocorrer no início de cada ciclo de estudos, pois a variável tempo pode favorecer ou prejudicar as trajetórias subsequentes, caso não se faça uma reflexão constante, critica e participativa (SANT´ANNA, 2000). A avaliação formativa é realizada com o propósito de informar o professor e o aluno sobre o resultado da aprendizagem, durante o desenvolvimento das atividades escolares. Localiza deficiências na organização do ensino-aprendizagem, de modo a possibilitar reformulações no mesmo e assegurar o alcance dos objetivos. Para se proceder a avaliação formativa deve-se observar: 1) Seleção dos objetivos e conteúdos distribuídos em pequenas unidades de ensino. As unidades previstas deverão contar com a participação dos alunos. O aluno deverá não apenas conhecer, mas ver os objetivos, para que se engaje no processo. 2) Formulação de objetivos com vista à avaliação em termos de comportamento observáveis, estabelecendo critérios de tempo, qualidade e/ou quantidade. 3) Elaboração de um quadro ou um esquema teórico que permita a identificação das áreas de maiores dificuldades. 4) Correção de erros e insuficiências para reforço dos comportamentos bem sucedidos e eliminação dos desacertos, assegurando uma ótima sequencia do ensino-aprendizagem (feedback de ação). 5) Seleção adequada de alternativas terapêuticas para ajudar o aluno a se recuperar de alguma insuficiência no processo ensino-aprendizagem. Ex. utilização de estudos dirigidos que propicie revisão de pré requisitos. 6) Conforme Erica Grassau, para que se processe a avaliação formativa devemos: a) saber o que se quer avaliar e para que servem os resultados; b) obter as evidencias que descrevem o evento que nos interessa; c) estabelecer os critérios e os níveis de eficiência para comparar os resultados; d) emitir um juízo de valor que sirva de base para ações futuras (Grassau 1975, p.29 apud SANT´ANNA, 2000). A mesma autora descreve tarefas para desencadear que ocorra o processo formativo que são: 1) especificar o que deseja avaliar e a razão por que se avalia; 2) determinar os objetivos que se deseja alcançar; 3) selecionar as variáveis relevantes para se obter uma informação objetiva; 4) traduzir os objetivos educacionais e estabelecer critérios para se emitirem juízos valorativos; 5) construir instrumentos para obter as informações; 6) fixar um amostra que servirá de base para obter as informações relevantes; 7) processar e analisar os dados coletados para obter informações que permitam um diagnóstico do que desejamos avaliar; 8) tomar decisões para executar a ação desejada (Grassau 1973, p.30 apud SANT´ANNA, 2000). Já a modalidade de avaliação somativa, sua função é classificar os alunos ao final da unidade, semestre ou ano letivo, segundo níveis de aproveitamento apresentados. Segundo Bloom et alii, a avaliação somativa “objetiva avaliar de maneira geral o grau em que os resultados mais amplos tem sido alcançados ao longo e ao final de um curso”. No momento atual a classificação do aluno se processa segundo o rendimento alcançado, tendo parâmetro os objetivos previstos (SANT´ANNA, 2000). Outro tipo de avaliação é o portfólio que é um dos procedimentos de avaliação formativa. Porta-fólio ou portfólio para Ferreira (1999, p. 1.612) é uma “pasta de cartão usada para guardar papeis, desenhos, estampas etc”. Já para Houaiss e Villar (2001, pag. 2.266-2.267) o significado de portfólio é de conjunto ou coleção daquilo que está ou pode ser guardado num porta-fólio (fotografias, gravuras etc) e conjunto de trabalhos de um artista (designer, desenhista. O uso do portfólio na escola significa assumir o entendimento de que o trabalho do aluno e o do professor não merecem menos do que isso. Não educação o portfólio apresenta inúmeras possibilidades desde a construção do mesmo que tem como objetivo acumular produções realizadas pelo aluno que evidenciam a sua aprendizagem e avaliar seu progresso. Segundo Arter e Spandel (1992, p. 36), definem o portfólio como: [...] “uma coleção proposital do trabalho do aluno que conta a história dos seus esforços, progresso ou desempenho em uma determinada área. Essa coleção deve incluir a participação do aluno na seleção do conteúdo do portfólio; as linhas básicas para a seleção; os critérios para o julgamento do mérito; e evidencia de autoreflexão pelo aluno” (apud VILLAS BOAS, 2006). Nesse contexto o portfólio inclui três ideias básicas: avaliação é um processo de desenvolvimento; os alunos são participantes ativos desse processo porque aprendem a identificar e revelar o que sabem e o que ainda não sabem; a reflexão pelo aluno sobre sua aprendizagem é parte importante do processo. Os objetivos comuns dos portfolios são: · Procuram motivar os alunos menos capazes ao fornecer-lhes algo para mostrar por seus esforços”, além do que poderia, de outra forma, ser uma série decepcionante de notas e níveis; · Fornecem aos alunos oportunidades de declarar sua identidade, documentar e mostrar coisas que são importantes para eles; · Oferecem aos alunos oportunidade de refletir sobre suas experiências e seus êxitos dentro e fora da escola e, assim, assumir maior responsabilidade por aquelas experiências e por aqueles êxitos; · Estimulam e apresentam alguma forma de reconhecimento dos resultados e êxitos além do domínio acadêmico; · Fornecem evidencias mais diversificadas da competência do aluno e do sucesso ao público externo, como pais e empregadores. Em primeiro lugar, cabe destacar que o uso do portfólio beneficia qualquer tipo de aluno: o desinibido, o tímido, o mais e o menos esforçado, o que gosta de trabalhar em grupo escolar, o que gosta de escrever e até o que não gosta – porque ele pode passar a gostar, assim como pode apresentar suas produções usando outras linguagens. Desenvolvido dessa maneira, o portfólio permite ao aluno a acompanhar o desenvolvimento de seu trabalho, de modo a conhecer suas potencialidades e os aspectos que precisam ser melhorados. Notas, conceitos e menções, se existirem, passam a ocupar lugar secundário e, com o tempo, podem ser abolidos. Em segundo lugar, os alunos declaram sua identidade, isto é, mostram-se não apenas como alunos, mas como sujeitos dispostos a aprender. Sua história de vida e suas experiências são conhecidas e valorizadas. Em terceiro, as atividades escolares levam em conta as experiências vividas pelo aluno fora da escola, dando sentido à sua aprendizagem. Em quarto lugar, o aluno percebe que o trabalho escolar lhe pertence; portanto, cabe-lhe assumir responsabilidade por sua execução, em seu próprio benefício tornando o trabalho escolar prazeroso. O quinto lugar, como o portfólio motiva o aluno a buscar formas diferentes de aprender, suas produções revelam suas capacidades e potencialidades, as quais poderão ser apreciadas por várias pessoas. Amplia-se, assim, a concepção de avaliação, que deixa de ter a função de “verificar” a aprendizagem para incorporam a de possibilitar ao aluno e até mesmo incentiva-lo a mostrar seu progresso e prepara-lo para comunicar o que aprendeu e a defender suas posições (VILLAS BOAS, 2010). A construção do portfólio torna-se um atividade agradável para o aluno, em lugar de ter suas produções isoladas umas das outras e apresentadas ao professor quando ele assim o determina, para serem “corrigidas” e desenvolvidas ou não quando ele quiser, o aluno conserva uma coleção organizada de suas atividades, de modo que possa perceber sua trajetória, assim como suas necessidades iniciais e como as satisfez ao longo do período de trabalho. Para Hargreaves et al (op. cit., p.170) apud Villas Boas 2010, entende que: “o portfólio é um meio valioso de os alunos apresentarem suas produções escolares também a possíveis empregadores. Além disso, reconhecem que ele pode fornecer evidencias mais amplasde êxitos do aluno do que a avaliação tradicional; pode ser “uma fonte de orgulho para o aluno e proporcionar oportunidades para a reflexão sobre o aprendizado e o êxito”, pode ser valioso “ao comunicar os êxitos e as atividades de aprendizado do aluno aos pais, mas tem menos sucesso nesse aspecto no que se refere aos empregadores”. Segundo Barton e Collins (1997, p.2), apud Villas Boas 2010 apontam sete características essenciais para o desenvolvimento do portfólio. Em primeiro lugar, eles incluem múltiplos recursos, porque permitem avaliar variedade de evidencias. Em segundo lugar, são autênticos, porque as produções dos alunos se articulam ao trabalho em desenvolvimento. Em terceiro lugar, o portfólio é uma forma dinâmica de avaliação pelo fato de constatar o desenvolvimento e as mudanças dos alunos ao longo do tempo. A quarta característica é a explicitação dos seus propósitos. Antes de a construção do portfólio ter início, os alunos conhecem o que se espera deles. Esta conduz à quinta característica-integração. Isso significa que as evidencias de aprendizagem selecionadas estabelecem correspondência entre as atividades escolares e as experiências de vida. O pertencimento do trabalho ao aluno é a sexta característica. Nesse sentido, cada portfólio é uma criação única, porque o próprio aluno escolhe as produções que incluirá e insere reflexões sobre o desenvolvimento de sua aprendizagem. A sétima característica é a natureza multiproposital do portfólio. Os portfolios podem ser uteis como procedimento de avaliação não apensas de uma disciplina ou de um curso, eles criam um elo instrucional importante entre séries, anos disciplinas e temas quando são partilhados com outros professores. “A autoavaliação, a reflexão e a oportunidade de o aluno revelar o processo pelo qual o trabalho é expresso no portfólio constituem a centralidade do portfólio” (Klenowski 2003, p.3 apud Villas Boas 2010). O portfólio serve para vincular a avaliação ao trabalho pedagógico em que o aluno participa da tomada de decisões, de modo que ele formule suas próprias ideias, faça escolhas e não apenas cumpra prescrições do professor e da escola. Nesse contexto, a avaliação se compromete com a aprendizagem de cada aluno e deixa de ser classificatória e unilateral. O portfólio é umas das possibilidades de criação da prática avaliativa comprometida com a formação do cidadão capaz de pensar e de tomar decisões. O portfólio pode ser construído durante um mês, um bimestre, um semestre, um curso, uma disciplina ou a tempo do qual se dispuser e de acordo com os objetivos do trabalho a ser realizado. Pode abranger um tema, uma unidade ou as atividades desenvolvidas durante um determinado período; em qualquer situação sejam os alunos crianças ou adultos, a preparação para o uso do portfólio é necessária. No caso da educação básica, ao ser adotado o trabalho com o portfólio, é importante que todos (escola e pais) entendam que ele representa um procedimento avaliativo de construção pelo aluno e não por seus pais. Dessa forma, ele o desenvolverá segundo suas capacidades e assim será avaliado. Alguns pais têm por hábitos fazer as tarefas pelos filhos ou ajuda-los a faze-las para que se saiam bem na escola. A construção do portfólio é feita por meio da reflexão, o aluno decide o que incluir, como incluir e, ao mesmo tempo, analisa suas produções, tendo a chance de refazê-las sempre que quiser e for necessário. Todas as produções do aluno devem permanecer no portfólio, tanto a primeira versão quanto as outras, sobre o mesmo tema, para que ele e o professor possam analisar o seu progresso. Os princípios da construção e da reflexão favorecem o desenvolvimento da criatividade, outro princípio que se acrescenta, o aluno escolhe a maneira de organizar o portfólio e busca formas diferentes de aprender. A autoavaliação, outro princípio, é então um componente importante. A construção, a reflexão e a criatividade conduzem-no a desenvolver a capacidade de avaliar seu desempenho com o objetivo de avançar sempre. A avaliação feita pelo professor é importante e, conjugada à do próprio aluno, faz com que se amplie a análise das suas possibilidades. O portfólio é um processo pelo qual os alunos próprios selecionam suas melhores produções, o que torna essa habilidade fundamental. Esse tipo de avaliação oferece ao aluno, ao professor e aos pais evidencias da aprendizagem. Para Klenowski (2003, p.116) apud Villas Boas, o trabalho com o portfolio se baseia em seis princípios: 1- Promove nova perspectiva de aprendizagem; 2- É um processo; 3- Incorpora analise do desenvolvimento da aprendizagem; 4- Requer autoavaliação; 5- Encoraja a seleção e a reflexão do aluno sobre o seu trabalho; 6- Considera os professores como facilitadores da aprendizagem. Segundo Villas Boas 2010, os princípios da construção, da reflexão, da criatividade, da parceria, da autoavaliação e da autonomia, formulados e os apontados por Klenowski (2003), indicam que o desenvolvimento do aluno é crucial no trabalho do portfólio. Contudo, é necessário que o professor e toda a escola adotem esse entendimento. “O ideal é que, cedo ou tarde, se invente uma forma pela qual os educandos possam participar da avaliação. É que o trabalho do professor é o trabalho do professor com os alunos e não do professor consigo mesmo” FREIRE 1998, p.71 apud VILLAS BOAS. O portfólio contem evidencias do progresso do aluno ao longo do ano. Mesmo que ele não cumpra as exigências do programa de uma determinada serie, as produções ou amostras selecionadas sempre demonstram avanço. Uma das vantagem do portfólio é possibilitar ao aluno conhecer detalhadamente o processo avaliativo, tornando-o, consequentemente, “dono” do seu trabalho; é uma demonstração de que avaliação é aprendizagem. O portfólio precisa conter evidencias confiáveis do desempenho para ser considerado um procedimento valido. Mesmo as produções mais bem organizadas e completas não serão uteis para a avaliação se não expressarem as expectativas curriculares. A avaliação por meio de portfólio é um processo multifacetado: requer tempo, determinação, planejamento e fundamentação teórica (Easley e Mitchell 2003, p,22 apud Villas Boas, 2010). O portfólio reflete o desenvolvimento individual e pode revelar avanço significativo de aprendizagem durante o ano letivo. Apesar disso, o aluno pode continuar apresentando desempenho abaixo do esperado para a serie/ano em que se encontra. Essa situação deve ser analisada pela equipe da escola e discutida com os pais, para que se estabeleçam novas maneiras de atender às necessidades do aluno. A avaliação por meio de portfólio pode tornar-se mais rica se for desenvolvida de forma colaborativa pelos professores: em lugar de cada um analisar apenas os portfolios de sua turma, a troca dos mesmos entre eles trará avanços para o processo e o trabalho pedagógico. Essa pratica baseia-se na ideia de que a avaliação é investigação: de como os alunos aprendem, o que aprendem, de que maneira, sua compreensão do mundo etc; essa avaliação colaborativa não começa e nem se termina com o registro de julgamentos ela é feita com a leitura cuidadosa das atividades realizadas pelo aluno e com a formulação de questões sobre seu trabalho. A avaliação no contexto político-educacional, fala sobre as necessidades educacionais dos alunos com deficiência é elemento fundamental para subsidiar sua aprendizagem e assessorar o acompanhamento da escolarização desse aluno nas classes comuns, através da oferta dos recursos necessários para viabilizar o seu sucesso educacional. No entanto, a avaliação não pode restringir-se às suas condições de desenvolvimento biopsicosocial, mas também deve estabelecer o seu potencial de aprendizagem, inclusive o nível de competência curricular desse aluno, tendo como referência a proposta curricular da série onde está matriculado (Oliveira, Poker, 2003; Oliveira, Leite, 2000; Sebastian, 1999). Na educação especial, considerada pelo Conselho Nacional de Educação como modalidade de educação escolar, que assegura recursose serviços educacionais “de modo a garantir a educação escolar e promover o desenvolvimento das potencialidades dos educandos que apresentam necessidades educacionais especiais” (Brasil, 2001, 2002), a avaliação deveria assumir características diferentes, uma vez que a proposta é atender as necessidades específicas de cada aluno, tendo como objetivo facilitar, garantir e oferecer oportunidades de escolarização para os alunos que não acompanham, por diversas razões, o ensino comum. No entanto, a avaliação do aproveitamento escolar do aluno com deficiência tem-se caracterizado como um processo complexo devido às especificidades de suas necessidades e de seu desenvolvimento, muitas vezes bastante diferenciado. As características específicas de alguns quadros de deficiência dificultam a avaliação pedagógica e o estabelecimento das adequações ou adaptações necessárias para se garantir a escolaridade desse aluno (OLIVEIRA; CAMPOS) A discussão acerca da avaliação do desempenho escolar evidencia a necessidade de reflexão sobre formas alternativas de avaliar e conhecer o aluno, principalmente quando se refere ao aluno com deficiência, uma vez que outras variáveis estão diretamente relacionadas ao destino escolar desses sujeitos e até mesmo ao sucesso do aluno no ensino comum e ao alcance do término de sua escolaridade. É importante ressaltar que a educação especial lida com diferenças substanciais entre as diversas categorias de deficiência (auditiva, física, mental e visual) e diferenças grandes entre pessoas de uma mesma categoria de deficiência, por exemplo, pessoas com deficiência mental (ou qualquer outra deficiência) possuem tantas diferenças entre si quanto pessoas comuns. Essas diferenças se relacionam a diversos aspectos desde individuais até socioeconômicos e culturais; portanto, estabelecer formas de avaliação comuns a todos os grupos não seria justificável dentro de níveis de desenvolvimento e aprendizagem tão amplamente diferenciados. No contexto da educação especial, o propósito da avaliação do rendimento escolar é percebido como o acompanhamento sistemático do processo de ensino e aprendizagem como na educação comum, mas também com o intuito de diagnosticar dificuldades e diferenças pessoais e a adequação de objetivos educacionais na busca de subsídios para a reflexão da prática do professor, da aprendizagem do aluno e da adequação do contexto escolar. Desta forma, “o processo avaliativo é de suma importância em todos os âmbitos do processo educacional para nortear as decisões pedagógicas e retro-alimentá-las, exercendo um papel essencial nas adaptações curriculares” (Brasil, 1999, p.57). Os aspectos considerados na avaliação dos alunos com deficiência são bastante variados e complementares, uma vez que são avaliados os conteúdos acadêmicos, os aspectos pessoais, as necessidades educacionais específicas relacionadas à deficiência, os aspectos socioemocionais e afetivos, a preparação para o trabalho e a retenção de conteúdo (OLIVEIRA; CAMPOS) O processo de avaliação utilizado parece subsidiar o trabalho pedagógico do professor de educação especial, pois o motivo da avaliação do rendimento escolar, para as professoras entrevistadas, é o acompanhamento do processo educacional e a partir disso mudar as estratégias e as metodologias de ensino. Apontam a necessidade de ser avaliado todo o processo que envolva o ensino e a aprendizagem: ensino, alunos, professores, profissionais envolvidos e familiares, elemento preponderante na educação especial. Em educação especial poderíamos citar dois eixos importantes no que se refere aos objetivos da avaliação: 1. Avaliação específica: que busca estabelecer a capacidade de desenvolvimento do aluno, mediante a identificação de suas necessidades individuais e específicas para decidir em relação ao encaminhamento para os serviços de educação especial que ele necessita e acerca dos procedimentos ou recursos especiais para aprendizagem. 2. Avaliação compreensiva ou de acompanhamento: que busca a análise do desempenho escolar e curricular do aluno, por meio de um instrumento de avaliação (elaborado pelo próprio professor) para conhecer as condições de aprendizagem dos alunos, a sua competência curricular e Estudos em Avaliação Educacional, v. 16, n. 31, jan./jun. 2005 75 estabelecer estratégias de ensino, recursos e procedimentos de apoio para subsidiar o planejamento pedagógico. Essas duas dimensões da avaliação em educação especial poderão esclarecer a necessidade de procedimentos específicos para o acompanhamento da trajetória escolar do aluno. Ao mesmo tempo em que não podemos dispensar o conhecimento acerca do desenvolvimento biopsicosocial do aluno com deficiência, não podemos negligenciar o acompanhamento pedagógico e curricular, o específico do olhar pedagógico e escolar (OLIVEIRA; CAMPOS). 3 CONCLUSÃO O processo de avaliação é uma ferramenta que os docentes utilizam afim de investigar o processo de ensino e aprendizagem do aluno, no entanto essa “avaliação” está presente no contexto de vida diária, uma vez que o ser humano sempre está em processo de aprendizagem e aquisição de habilidades seja ela no trabalho, grupo de amigos, escola etc... Várias são as formas de avaliação cabe muito ao professor docente adequar ao seu método para a realidade vivenciada em sala de aula, devido a singularidade e especificidade de cada ser humano os processos de aprendizagem são diversificados podendo ter como fator o tempo e velocidade de aquisição do conhecimento, habilidade de compreensão, maturação intelectual com prévio conhecimento e estratégias diferenciadas do professor para ensinar o mesmo conteúdo mas com propostas que aguçam a curiosidade do aluno. As avaliações mais usadas no contexto escolar são usualmente a quantitativa que dão um valor para o conhecimento adquirido, contudo no âmbito da educação o especial o professor tem que ter a habilidade e a perspicaz de observar o processo de desenvolvimento daquele indivíduo sendo que este pode ser diferenciado quando a deficiência intelectual é o fator coadjuvante da aprendizagem uma vez que as estratégias utilizadas para aprendizagem são diferenciadas e adaptadas ao plano de aula afim de desenvolver habilidade significativas para o aluno. A forma mais utilizada para observar o processo de ensino e aprendizagem na educação especial para alguns tipos de deficiências é a avaliação através do portfólio pois através de registros e fotos de atividades que foram significativas para o indivíduo com suas particularidades singulares o professor consegue observar a aprendizagem. Como algumas características específicas de alguns quadros de deficiência dificultam a avaliação pedagógica e o estabelecimento das adequações ou adaptações necessárias para se garantir a escolaridade desse aluno. Contudo, cabe ao professor antes de avaliar conhecer o seu aluno, a sua sala e adquirir a sensibilidade no olhar, acreditar na capacidade a ser desenvolvida pelo aluno afim de estimular o processo de ensino e aprendizagem independendo da deficiência e sim acreditar nas potencialidades, individualidades e especificidade de cada aluno. 4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ESTEBAN, Maria Teresa; et al. Avaliação: uma prática em busca de novos sentidos. DP&A Editora: Rio de Janeiro – RJ, 2004. SANT´ANNA, Ilza Martins. Por que avaliar? Como avaliar? Editora Vozes: Petrópolis – RJ, 2000. VILLAS BOAS, Benigna Maria de Freitas. Portfólio, avaliação e trabalho pedagógico. 7˚ edição Campinas, São Paulo: Papirus, 2010. MARTINS, Josenei; COELHO, Kátia Solange. Didática e a formação do professor. Editora Uniasselvi: Indaial, 2011. OLIVEIRA, Anna Augusta Sampaio; CAMPOS, Thaís Emília. Artigo: Avaliação em Educação Especial: o ponto de vista do professor com deficiência. Disponível em: http://www.fcc.org.br/pesquisa/publicacoes/eae/arquivos/1222/1222.pdf. Acessado em: 04/05/2016