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II Curso de ECG pela LiCardio

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• IC com FE reduzida (< 35%) + BRE com QRS > 150 ms + refratariedade = avaliar ressincronização cardíaca. 
• O que é esperado em um ECG com BRE? Se QRS , segmento ST e onda T tendem a ser , e vice-versa. 
 
 O que pode causar BRE? 
• Idiopático; 
• Degenerativo (doença de Lev – Lenègre; pode levar a BAVT); 
• Cardiomiopatias; 
• Distúrbios eletrolíticos (principalmente hiperK); 
• Isquemia miocárdica; 
• Complicação de IAM anterior extenso com lesão grave na DA; 
• Funcionais (aberrância de condução): 
• Taquicardia - dependentes; 
• Bradicardia - dependentes. 
 
OBS.: Bloqueio de Ramo Esquerdo Incompleto 
• QRS entre 100 a 120ms; 
• Em V1 e V2: Ausência de onda R e presença de onda Q-S pouco espessada e onda T positiva; 
• Em V5 e V6: Ausência de onda Q e presença de onda R pouco espessada e onda T negativa; 
Ainda com dúvida para diferenciar Bloqueio de Ramo Esquerdo ou Direito? 
Observe a sequência: 
1º) QRS largo (sempre!) 
2º) Encontrar o R-R’ 
3º) R-R’ está em V1 e/ou V2? BRD. Está em V5 e/ou V6? BRE. 
 
Entenda: O Bloqueio de Ramo Incompleto 
é um R-R’ em um QRS de duração normal. 
Curiosidade: No BRE, o diagnóstico de infarto no ECG pode 
não ser exato, pois o ventrículo esquerdo se despolariza 
tardiamente, de modo que a primeira parte do complexo 
QRS representa a atividade ventricular direita, e por isso 
podemos não identificar as ondas Q (do infarto), que se 
originam no ventrículo esquerdo. 
 
Bradiarritmias 
(Mariana Serapião Rebelin) 
 
FC<50bpm (Alguns autores utilização a FC normal de 60-100bpm, mas utilizaremos de 50-100bpm). 
 
Bradifuncional ou Bradicardia Relativa: 
É quando a FC é inapropriadamente reduzida, conhecida também como baixa reserva ionotrópica. Exemplo: 
Paciente com trauma automobilístico começa a sangrar, a pressão abaixa. Para compensar, nosso organismo 
faz vasoconstricção (aumento da resistência periférica) e aumenta a FC. Logo, se tivermos um paciente com 
choque e não estiver taquicardico, estamos frente a uma bradicardia funcional. 
 
Fisiopatologia: 
Sistema de condução cardíaco é formado por células especializadas em despolarizar e repolarizar 
espontaneamente, gerando impulsos elétricos em determinada frequência (AUTOMATISMO). Quanto maior o 
automatismo de uma célula, maior será a frequência de despolarização e, assim, maior a capacidade de 
comandar a despolarização de outras células, logo, o ritmo cardíaco. 
As células do sistema de condução têm maior automatismo quanto maior a proximidade com o nó sinoatrial 
(NSA, marca-passo do coração), logo depois células do nó átrio-ventricular (NAV) e as do sistema His-
Purkinje. O ritmo cardíaco ainda sofre influencia do sistema nervoso autônomo, por meio do sistema 
simpático e parassimpático. Eles apresentam a capacidade de aumentar (SIMPATICO) e diminuir 
(PARASSIMPATICO) a frequência. 
 
Causas: 
• Intrínsecas (do coração) 
Processo esclerodegenerativos da idade (principal causa) 
Infarto ou isquemia 
Doença de Chagas 
Doença do colágeno (lúpus, artrite reumatóide) 
Trauma cirúrgico (troca valvar, transplante) 
Doenças hereditárias 
Doenças infiltrativas (sarcoidose, amiloidose, hemocromatose) 
 
• Extrínsecas (relacionadas ao coração) 
Medicação/Droga (Principal causa): Cronotrópicos negativos, exemplos: betabloqueadores, bloqueador do 
canal de Ca, clonidina, digoxina, antiarrítmicos. 
Síndromes neuromediadas (autonômicas): síncope neurocardiogênica, hipersensibilidade do seio carotídeo e 
síndrome situacional. 
Hipotireoidismo 
Hipotermia 
Distúrbios Neurológicos (Exemplo: morte encefálica) 
Distúrbios hidreletrolíticos 
 
 
 
Classificação topográfica: 
NÃO PODEMOS CONFUNDIR UM 
PACIENTE BRADICARDICO COM 
UM PACIENTE QUE FAZ O USO 
DE DROGA CRONOTRÓPICA 
NEGATIVA! Não é recomendado 
dar cronotrópicos negativos para 
bloqueios absolutos e relativo 
quando é bradicardia sinusal. 
 
BRADICARDIA SINUSAL 
Diminui a FC (<50bpm), geralmente sem alteração no ECG (onda P normal e conduz cada QRS). 
EX: Doença do nó sinusal, Situação 
fisiológica (atletas), Síndromes 
neuromediadas (síndrome vasovagal e 
hipersensibilidade do seio carotídeo), Infarto 
agudo do miocárdio (IAM) e Secundária 
medicação (principalmente os cronotrópicos 
negativos). 
 
BLOQUEIO SINOATRIAL E INTRA-ATRIAL 
PAUSA SINUSAL: Ocorre uma dificuldade do estímulo sair da região do nó sinusal e atingir a 
musculatura atrial. O nó-sinusal para de funcionar e depois volta a funcionar, ocorrendo assim uma pausa. É 
diferente do BAV. Diagnóstico: Modificação dos intervalos P-P; Ocorrência da pausa sinusal ou parada 
sinusal. Obs: Podem ocorrer durante o sono, porém NÃO é fisiológico quando a parada >2seg. (Atleta 
vagotônico pode ter pausas mais prolongadas durante o sono). 
 
BLOQUEIO ÁTRIO-VENTRICULAR (BAV) 
Problema na transmissão da onda P para o ventrículo. Acontece no nó AV. Em termos de gravidade, vai 
aumentando de acordo com que vai descendo do 1º, 2º e 3º grau. 
 
BAV 1º 
Prolongamento do intervalo PR (ACIMA DE 
200ms) e os intervalos são CONSTANTES. 
É um bloqueio parcial, pois não bloqueia a onda 
P (toda onda P é conduzida), ela só tem um 
atraso e a relação é 1:1 (1 QRS para 1 onda P). Pode ser fisiológico, ex: atleta vagotônico. Ritmo Cardíaco 
Supra-Ventricular. É uma arritmia “não maligna”, cursa com estabilidade elétrica e raramente evolui para 
formas mais graves. 
 
BAV 2º 
Eles podem ser divididos em: 
MOBITZ I (Fenômeno de Wenckebach): 
Tempo de condução átrio-ventricular AUMENTA 
progressivamente, ou seja, há um aumento 
progressivo do intervalo PR, até ocorrer o 
bloqueio. “TEM A ONDA P, MAS ELA NÃO 
PASSA PARA O VENTRÍCULO.” 
• O distúrbio pode ocorrer em qualquer nível 
do sistema de condução AV. 
Mas, 75% dos casos é pré-hissiano, ou seja, 
estão localizados ao nível do nó-AV, isso 
confere uma característica que nem sempre é patológico e raramente progride para formas mais severas de 
bloqueio (não necessitam de marca-passo). 
• O menor IPR corresponde ao complexo que sucede a onda P bloqueada e o maior IPR ao complexo que 
antecede a onda P bloqueada. 
• Por vezes, pode ocorrer que o impulso atrial que sucede imediatamente a pausa prolongada tem a sua 
condução aos ventrículos alentecida, cursando com IPR maior que 200ms, configurando a associação de 
BAV de 1º grau com BAV de 2º grau Mobitz I. 
• Ritmo irregular 
 
MOBITZ II 
Intervalos PR dos impulsos conduzidos são 
fixos, com PR>200ms. E bloqueio súbito da onda 
P. 
Maioria é infra-hissiano, logo, estão localizados 
no feixe de Hiss ou abaixo dele, e pode evoluir 
para formas mais severas de bloqueio. As causas 
mais frequentes de Mobitz II são: a doença 
aterosclerótica coronariana, o infarto agudo do 
miocárdio (especialmente de parede anterior), a 
doença degenerativa dos feixes de condução e a cardiopatia chagásica. 
RELAÇÃO 2:1 
2 ondas P para 1 QRS. 
Intervalo PR constante. 
As ondas P são iguais (mesma morfologia 
sugere que tem a mesma origem). 
 
 
AVANÇADO OU 3:1 
Relação fixa de 3 ondas P para 1 QRS. 
 
 
BAV 3º grau ou BAVT 
- Impedimento total a que o impulso 
atrial alcance e ative os ventrículos. 
- Não há mais a relação entre o ritmo 
atrial e o ventricular, estando os 
impulsos atriais independentes dos 
ventriculares. 
- O coração é comandado por dois 
marcapassos: o primeiro localizado 
acima da área do bloqueio, 
usualmente sinusal, e o segundo 
abaixo da referida área, em geral 
ventricular. 
- A frequência atrial é sempre superior 
à ventricular, traduzindo-se no ECG 
por ondas P em maior número do que 
os complexos QRS/T. 
- No BAVT com QRS estreito, o distúrbio de condução localiza-se, de preferência, na região nodal AV e 
habitualmente cursa com bom prognóstico. No BAVT com QRS largo, o bloqueio situa-se no sistema His-
Purkinje e cursa com pior prognóstico. 
A amplitude da onda P é constante (regular) = Bloqueio não é no nó-sinusal. 
Onda P é FIXA; QRS é FIXO; Porém os dois não estão na mesma freqüência, batem em tempos diferentes. 
• iPR não se aplica:

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