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Caderno de Prótese Parcial Removível Aula 2: Indicações das próteses parciais removíveis Quando as próteses parciais removíveis são indicadas explicitamos sobre todos os aspectos (mecânico, funcional, econômico, estético), viabilizamos a indicação e a contra indicação, que são poucas e essa é uma grande vantagem. Indicações das PPR: • Pacientes desdentados posteriores unilaterais e bilaterais: são pacientes que não apresentam um elemento dental pilar na região posterior. Só existem elementos pilares na região anterior e não existem elementos pilares na região posterior. Vamos ter o apoio dessa prótese praticamente sobre fibromucosa, cada vez que o paciente mastigar teremos um ponto de fulcro. Há grande influencia da fibromucosa sobre a mecânica da prótese. • Braço de alavanca/Prótese de alavanca: pois cada vez que é feita uma carga mastigatória a tendência da prótese é de se movimentar, a fibromucosa não é um tecido rígido, a fibromucosa é um tecido resiliente, algumas vezes até flácida, consequentemente a prótese sofre uma movimentação e constantemente ocorre o braço de alavanca, sendo esse braço de alavanca: quanto maior a força que é aplicada como quanto à distância que é aplicada Momento de força: m = F x d Quanto maior a força que se aplica, maior é o momento de força, significa que o braço de alavanca é mais potente Quanto maior a distancia que é aplicada essa força, maior o momento de força, porque ele potencializa. Por outro lado, todas as vezes, em ppr sempre vamos ter momento de força, cabe a nós diminuir esse momento de força. Sempre que possível diminuir o braço de alavanca, isso implica clinicamente em montar a prótese até 1º molar para diminuir a distância e consequentemente diminuir o braço de alavanca. Qual outra situação em que diminuímos o braço de alavanca? O intimo contato da base da prótese com a fibromucosa, pois se a prótese estiver desadaptada ela vai se movimentar mais, se não tiver o intimo contato teremos o aumento do braço de alavanca. Mesmo com todos os cuidados sempre vai haver braço de alavanca, pois trata-se de uma prótese apoiada sobre mucosa. O intimo contato entre a base da prótese e a fibromucosa deve ser preservado, isso faz com que o braço de força diminua. • É uma prótese apoiada mais em mucosa do que em dentes: braço de alavanca maior • Dente pilar: dente adjacente ao espaço protético • Pelo fato da PPR ser uma prótese APOIADA em dentes e em fibromucosa, ela precisa de no mínimo três pontos distintos no arco para o estabelecimento de um plano, assim vamos ter a formação de uma área de retenção e estabilidade. • Estabilidade é a propriedade que a prótese deve possuir de evitar movimentações no sentido horizontal e rotacional, de tal modo que ela fique na boca. Ela tem que ter suporte, fixação e apoio. • É necessário que a prótese tenha movimentação para dissipar as forças e assim preservar os dentes pilares. Se a prótese for rígida formaria o que chamamos de "sistema abridor de garrafas". • Prótese intercalares com espaço protético extenso: um pilar posterior e um pilar anterior, mas o espaço entre eles é grande. • Regra dos três pontos para estabilidade • Lei de Ante: a área da raiz dos dentes pilares de uma PPF deve ser igual ou maior à dos dentes a serem substituídos por pônticos (elementos a serem repostos) • Lei para indicação de prótese fixa/Lei de Ante: Se a área da raiz dos dentes pilares for menor há contraindicação da PPF. • Caso a lei não seja respeitada vai haver UMA SOBRECARGA que pode acarretar em fratura da prótese, ou pior, fratura dos dentes pilares. • Prótese intercalar anterior onde haja grande reabsorção óssea: • Uso de gengiva artificial, perda de suporte labial • Prótese bilateral com suporte reduzido ou com mobilidade: mucodento suportada ? • Correção da MIH • Prótese removível a grampo, grampos com função de estabilização, não função de retenção • Como auxiliar de estabilidade de PPF: Nos casos onde haja perda de substancia óssea ou de comunicação buco-sinusal: • Osso basal (ossos palatinos) não reabsorvem, posso "confiar" e usar como suporte • Em osso alveolar há reabsorção • Como trabalho transitório e coadjuvante de tratamento: Nos casos em que o fator econômico seja condição preponderante. Indicações para PPR: de maneira geral • Natureza econômica • Natureza mecânica: quando o paciente apresenta extremidades livres • Natureza estética: perda de suporte labial • Natureza sistêmica: pacientes que apresentam pouca mobilidade motora • O paciente é saudável? • A prótese é necessária? • O paciente está preparado? Exames necessários para o diagnostico e planejamento de próteses parciais removíveis: • Exame clínico • Radiográfico • Modelos montados em ASA: • Montagem em articulador para estudo, assim podemos analisar por todos os ângulos sem a interferência do sistema neuromuscular. Detalhes anatîmicos, análise da oclusão, detecção de interferências e análise do plano oclusal, curva de oclusão (curvas de Spee e Wilson) e guia anterior. • Modelos delineados, análise preliminar do modelo de estudo, determinação da via ou eixo de inserção, preparos disgnósticos para confecção na boca. Objetivos do diagnostico: • Visão do individuo como um todo • Presença ou não de doenças • Fatores etiológicos e etiopatogeneticos responsáveis pela doença Anamnese: • Queixa principal • Dados individuais: idade, hábitos alimentares e de higiene, profissão, hábitos funcionais e parafuncionais, uso de fumo e/ou álcool • Historia medico-odontológica: doenças crônicas, uso de medicamentos. • Limitações funcionais, história passada de carie e DP, movimentações dentarias, perdas dentarias (como e quando). • Exame clínico: intra e extra oral • Comissura labial, assimetrias, tumefações, trajetos fistulosos, hipertrofias • Queilite angular: desconfio de perda de DVO. • Assimetrias (hábitos parafuncionais) • Apalpação muscular e ATM • Abertura de boca • Homens 53 mm • Mulheres 46-48 mm • Estética • Mobilidade dental: acontece por doença periodontal ou por adaptação a função • A mobilidade associada a DP acelera o processo de degeneração do tecido de suporte. Porem se a DP for tratada e controlada, o dente pode permanecer em mobilidade, como forma de adaptação a função. • O trauma atua como fator destrutivo, acelerando o processo de destruição óssea contato prematuro. • Quais alterações que o dente tem em função do suporte labial • Inclinação do longo eixo do dente • Causas da mesializacao: • Perda do ponto de contato • Pelo rompimento das fibras transeptais • Resultante de forcas para mesial pela inclinação do ramo ascendente da mandíbula • Resposta óssea e das fibras • No arco inferior quando se perde um dente vizinho. No arco superior não existe essa migração, muitas vezes o dente fica na mesma situação ou faz extrusão quando se perde o dente antagonista • Descobrir quais são as causas da mesialização e corrigi-las • Quando há carga mastigatória sobre um dente mesializado a carga não será transmitida axialmente, essa carga será reabsorvida na região de fulcro do dente, se isso tiver associado a DP vai levar a formação de bolsa angular • Bolsas periodontais • Periodonto: • Sangramento • Freios e bridas • Gengiva inserida • Trauma oclusal associado à DP • Proporção coroa raiz: o dente no seu alvéolo é uma alavanca em que a coroa do dente é o braçode potencia e onde está a inserção óssea é o ponto de fulcro e desse ponto para baixo é o ponto de resistência. Quem resiste o dente é a parte que esta implantada no osso, ou seja, o braço de resistência é maior que o braço de potencia, porque o dente não se movimenta. Por um motivo qualquer, principalmente por doença periodontal há uma perda de tecido ósseo, resultando em um braço de potencia maior e o braço de resistência menor, o momento de força é maior, levando o dente a mobilidade dental, porque a coroa clínica é muito grande e a parte inserida é pequena. • Exame dental: • Espaço protético muito grande não pode fazer PPR (lei de Ande) ? • Dimensão vertical: curva oclusal invertida (queilite angular – suspeitar de perda de DVO) • Mobilidade • Faceta de desgaste • Erosões, abrasões • Manchas brancas • Contatos proximais • Restaurações existentes e qualidade • Pulpite: forcas pesadas nos dentes aumentam a pressão sanguínea, com congestão pulpar, podendo levar à necrose. • Exame dos tecidos moles: • Osso basal • Rebordo residual • Avaliação das radiografias • Exame do modelo no ASA: observar detalhes anatômicos por vestibular e lingual, observar a oclusal, observar contatos deletérios que não são possíveis de serem vistos no paciente. • Funções dos delineadores • Analise preliminar do modelo de estudo • Determinação da via ou eixo de inserção • Preparos diagnósticos para confecção na boca Aula 3: Classificação dos edentados parciais Importância de uma classificação: • Finalidade didática • Comunicação profissional-profissional e profissional-técnico • Sistematização do desenho e do tratamento, embora isso seja muito questionado. A prótese parcial removível não segue uma receita fixa, o tratamento é individual e varia de acordo com a necessidade de cada paciente. Existem vários tipos de classificações, usamos a classificação topográfica ou classificação de Kennedy: As classificações podem ser feitas tendo como bases: • A Topografia, ou seja, o posicionamento dos dentes no arco • O rendimento do aparelho protético a ser construído • A função fisiológica e biomecânica do aparelho protético Classificação funcional: • Dentossuportadas: vamos ter consequentemente espaço protético pequeno, em que os dentes remanescentes vão suportar essa prótese, sem praticamente nenhuma intercorrência da parte mucosa • Dentomucossuportadas: vamos ter suporte dentário, mas com alguma influencia da fibromucosa. Por exemplo: casos protéticos um pouco mais extensos • Mucossuportadas: são as próteses totais, influencia total da fibromucosa. Situações em que o paciente tem um ou dois dentes no arco, também caracterizam próteses mucossuportadas, porem apoiadas em dentes. • Mucodentossuportadas: a influência da mucosa, nesse caso, é maior que a influencia dos dentes. Corresponde exatamente aos casos de extremidade livre posterior. • Prótese mucodentosuportada também pode ser chamada de prótese de alavanca posterior Classificação de Kennedy (topográfica): sempre parte das áreas posteriores para anteriores • Classe I - desdentado posterior bilateral: • Não temos dentes remanescentes na área posterior. • Não temos um espaço intercalar, temos um espaço protético livre. • Influencia infinitamente maior da fibromucosa do que dos dentes. • Associado a isso, pelo fato de que não termos os dentes pilares posteriores, vamos ter uma prótese de alavanca. (o braço de potencia, onde os dentes artificiais estão colocados e o braço de resistência que é feito pelos dentes remanescentes) • Classe II - desdentado posterior unilateral: • Não existe espaço protético de um lado e do outro lado existe espaço protético com extremidade livre. • Classe III - desdentado lateral intercalado • Diferente das classes I e II que possuem extremidades livres, a classe III possui um elemento pilar posterior. • Classe IV - desdentado anterior • Uma única área desdentada, mas bilateral e cruzando a linha media, localizada anterior aos dentes naturais remanescentes Modificações da classificação de Kennedy: quem rege a classificação são sempre os espações posteriores em detrimento aos espaços anteriores. • Quando há apenas um espaço protético modificando, chamamos de modificação 1. Quando há dois espaços, chamamos de modificação 2 • O número refere-se a quantidade de espaços modificadores existentes • Não existe modificação em classe IV, ou seja, tudo que não for classe I, II e III só pode ser classe IV • Os terceiros molares não entram na classificação, se não forem repostos, como na maioria das vezes não são, não entram na classificação. As sete regras de Applegate regem a classificação de Kennedy, elas sistematizam as classificações e evitam situações de duvidas. • A classificação sempre deve ser feita apos as exodontias indicadas • Terceiros molares ausentes não entram na classificação, pois não são considerados espaços protéticos. • Segundos molares ausentes que não serão substituídos também não entram na classificação. • As áreas mais posteriores regem a classificação • Classe I tem prioridade sobre a classe II, que por sua vez tem prioridade sobre a classe III e tudo que não for nenhuma delas é a classe IV • As demais áreas dão origens a subclasses/modificações • A extensão não deve ser considerada. • Pode ser um espaço intercalar grande ou pequeno, mas a classificação é sempre a mesma. • É diferente da classificação de rendimento (mucossuportada, dentosuportada, mucodentosuportada, dentomucossuportada) onde o tamanho, a extensão é importante. Na classificação de Kennedy isso não importa • Classe IV não há modificação Elementos constituintes das próteses removíveis: divididos em cinco sistemas • Sistema de Suporte: tecidos do arco do paciente que vão suportar, ou seja, não vão deixar que essa prótese tenha qualquer tipo de movimentação ou mesmo que se solte da boca do paciente. Elas vão dar suporte, fixação e fazer com que a prótese fique no seu lugar. • Podem ser em dentes ou em mucosa, depende de cada caso. Se for uma classe I muito extensa, vai ser muito mais suportada por mucosa. • Sistema de Retenção: obtido as expensas dos grampos de retenção. • Retenção: é a propriedade que a prótese deve possuir de evitar movimentos no sentido gengivo oclusal, tanto no arco superior como no arco inferior. • Sistema de Estabilização: é feita tanto por grampos indiretos, conectores maiores e apoios. • Estabilidade é a propriedade que a prótese deve possuir de ficar fixada/parada na boca. Evitar que a prótese sofra intrusão dentro da fibromucosa, ou seja, vamos ter que colocar dispositivos que evitem que toda vez que o paciente morda, a prótese instrua dentro da fibromucosa. • Dispositivos que evitem movimentos no sentido ocluso gengival e movimentos rotacionais • Paciente classe IV, toda vez que faz o movimento de apreensão do alimento, a tendência da prótese é de rotacionar em torno do próprio eixo. No sentido de evitar que isso ocorra, existem os chamados grampos indiretos. • As dentaduras parciais, não são indicadas como um trabalho definitivo, por que toda vez que o paciente morde, não tem nada que pare a prótese, permitindo que ela inclua na fibromucosa e consequentemente no osso alveolar, provocando reabsorção óssea. • Resumindo estabilidade: fixar a prótese, evitar movimentos rotacionais, movimentos de lateralidade e movimentos de intrusão. • Sistema de Conexão: sistemaque une o sistema de retenção ao sistema de estabilidade. É um sistema de união. • Sistema dos Dentes artificias: objetivo final da prótese. • Colocação de dentes e gengiva artificial, de tal modo que se devolva a função, estética e a fonética para o paciente • CARA DE PROVA: ele pergunta a diferença e o porquê de retenção e estabilização. Pergunta também o sentido das forças que cada uma evita. Sistema de suporte dentário: Subdividido em: dentes remanescentes e rebordo alveolar • Suporte dentário, sobre duas óticas: Aspecto qualitativo: • Forma da coroa: • Equador anatômico do dente: é a linha de maior perímetro do dente em qualquer posição que o mesmo é visualizado • Se traçamos tangentes sobre o equador dental vamos observar que: as tangentes vão ter um ponto de encontro, vão formar um cone, ou seja, o dente é constituído de dois cones superpostos pela base. As linhas tangenciais formam ângulos, chamados de ângulos de convergência. • O cone acima da linha guia equatorial é denominado de cone expulsivo • O cone abaixo da linha guia equatorial é denominado de cone retentivo • A inclinação do dente no arco também interfere na linha guia equatorial. Ex.: 1º molar inferior mesializado: quando ele mesializa a linha guia equatorial muda, porque o dente esta dentro do arco, não é um dente isolado. Quando esse dente mesializa, em comparação aos dentes do lado ele sofre uma alteração, porque a linha guia equatorial se alterou, ou seja, o cone retentivo modifica e o cone expulsivo também. Logo, o que importa na prótese, não é a guia equatorial anatômica, e sim a linha guia equatorial protética. • Linha guia equatorial protética: linha de maior perímetro do dente, relativa à posição dos outros elementos dentários remanescentes do arco, ou seja, o equador muda conforme a orientação do modelo de gesso. Isso porque a linha perpendicular que vai tangenciar o dente é alterada de acordo com a orientação do modelo. Essa tangente faz um traçado no dente, esse traçado é chamado de linha equatorial protética. Pode ser chamada também de linha guia equatorial relativa (porque ela pode sofrer alterações). • Divide o dente em duas áreas distintas • Plano de inserção: é o plano na qual a prótese entra e sai sempre na mesma posição. Para se ter um plano de inserção, precisamos ter uma via de inserção. • Posso modificar a forma do dente para que todas as perpendiculares a serem tiradas nesse dente, sejam paralelas ao mesmo plano. • Eliminar ângulos mortos que servem como nichos para bactérias • CARA DE PROVA: ele fala para prestarmos bastante atenção à explicação de linha guia equatorial. Qual a importância da linha guia equatorial? Ela divide o dente em duas áreas distintas, a área retentiva e a área expulsiva. • Integridade da coroa: se a coroa clinica está adequada para receber uma prótese removível. • Servir como suporte • Implantação dos dentes: trauma oclusal associado à doença periodontal resulta em aceleração ou acentuação da perda óssea. • O dente dentro do alvéolo funciona como uma alavanca. Quando temos osso remanescente suficiente vamos ter o braço de resistência maior que o braço de potencia e o dente não se movimenta. Quando há uma perda óssea muito grande, o braço de potencia é bem maior que o braço de resistência e o dente pode entrar em mobilidade. • Não se trata de uma mobilidade patológica, se não estiver associado à doença periodontal, essa mobilidade pode ser chamada de adaptação a função. • Próteses magnetossuportadas (ímãs): ela utiliza menos espaço, é estável e permite movimentação sem que a prótese saia da boca. Podem ser sobre dentes ou sobre implantes. • Numero e forma das raízes: • É importante saber a biomecânica dos dentes, quais forças cada dente suporta melhor. Dentes posteriores, por exemplo, suportam cargas axiais, forças horizontais. Forças laterais em dentes posteriores são deletérias. • Saber a anatomia e implantação dos dentes • Dentes uni ou com raízes fusionadas dente lateral por exemplo, não é legal para suportar uma prótese, pois sofrendo cargas rotacionais pode levar a uma luxação. • Dentes multiradiculares e com raízes divergentes são dentes mais preparados para suportar uma prótese • Posição dos dentes de suporte: • Para que serve a axialidade: efetivamente para absorção de cargas, pois os ligamentos absorvem essas cargas. • Mesialização ou distaluzação: • Uma única via de inserção • Angulo morto grande: evitar isso • Extrusões dentárias: devem ser corrigidos com desgastes e realização de coroas protéticas. É uma situação que indicaria "desgaste" dentário, por uma questão de funcionalidade. Aspecto quantitativo: • Número de dentes de suporte • Exemplo de sala: paciente com um único dente, usamos esse único dente como ponto de apoio, não mais como elemento de retenção, e sim como elemento de ESTABILIZAÇÃO. Retiramos toda a área retentiva do dente, para que esse dente não tenha grampos de retenção e não sofra com as cargas excessivas. Assim garantimos que ele seja apenas um elemento de apoio, os grampos utilizados, são grampos rígidos de estabilidade. Grampos de retenção são flexíveis. • Ter mais dentes na boca é melhor. • Distribuição dos dentes no arco: polígono de Roy • Polígono de Roy: • Todos os dentes apresentam uma movimentação dentro do seu alvéolo, em media de 0,1 mm, mas apresentam também uma movimentação lateral e por isso que, uma vez que as nossas próteses são apoiadas, nós temos que fazer nas nossas próteses figuras poligonais formadas sobre os dentes remanescentes, de tal forma que a gente tenha uma área de retenção e estabilidade adequada para que essa prótese fique na boca. • Todos os dentes se movimentam e isso tem que ser respeitado • É importante formar uma figura poligonal e ter apoios em vários dentes. - formação de um quadrilátero • AMORES, sugiro que pesquisem mais sobre POLIGO DE ROY, ele falou que é muito importante, só que não entendi muito bem o que ele falou, ficou muito vago. Aula 4: Delineadores O objetivo da aula de hoje é compreender todas as partes que compõem um delineador e para que elas servem além de entender uma sequencia básica de delinamento. Uma PPR ao ser instalada na boca de um paciente tem que ser bem ajustada e ser encaixada em um único movimento. Quando o paciente realiza diferentes movimentos em diversos planos para encaixar a prótese significa que esse modelo não teve um preparo eficiente, ou seja, o planejamento do cirurgião dentista foi falho. Então ao analisarmos no modelo e na boca a infraestrutura metálica esta deve ter uma adaptação perfeita. Essa infraestrutura parece uma peça única mas ela é subdividida em 8 partes. Então em cada uma dessas partes nós temos algumas opções,e a seleção desses elementos vai estar relacionada a classificação da arcada (classificação de Kennedy, com modificações de applegate?) Quando vamos fazer um diagnóstico de um paciente para PPR aparenta ser simples:existem alguns dentes faltando e alguns espaços.Mas não é tão fácil assim, existem fatores quantitativos e qualitativos para analise dos dentes pilares em PPR. Então toda essa parte de diagnóstico é importantíssima e além disso um outro fator que é extremamente comum é o não planejamento da Removível: mais de 80% dos Cirurgiões dentistas não fazem planejamento algum, e na maioria das vezes por falta de conhecimento. Em consultórios comuns é normal o não uso do delineador, até mesmo pela falta de conhecimentode como funciona o equipamento. Então quando fazemos uma PPR sem planejamento algum, daquelas que entregamos para o técnico e ele faz o planejamento, nós teremos algumas consequências. E o próprio planejamento incorreto também traz consequências. A estrutura da PPR é em sua maior parte rígida e se ela entrar fazendo uma força danosa ela vai fazer aquela força de alavanca que vai resultar em uma extração lenta ao longo do tempo, que pode ser a longo ou a curto prazos, mas com certeza em algum momento eu vou ter falha na região dos dentes pilares. Então uma PPR mal planejada vai promover uma irritação dos tecidos, vai começar com problema periodontal e compressão das áreas indevidas. Então essa infraestrutura, quando vocês aprenderem todas as partes que a constituem, nem todas as estruturas vão estar em relação de intimo contato contra o dente e/ou mucosa. Efeito Torque, principalmente o efeito de alavanca no extremos livres. Falta de orientação quanto a higienização, levando a cárie. Muitas vezes causadas por nichos preparados para essas infraestruturas que ultrapassam o esmalte, deixando a dentina exposta. Alterações fonéticas, relacionadas à invasão de áreas que estão vinculadas a formação dos sons palato-linguais ou dento-linguais. Mobilidade e perda do dente pilar, que é o mais comum. O paciente vai perdendo pilar e substituindo próteses. Então esse alto índice de insucesso está relacionado não só a falha no delineamento, que é a falha maior, mas a uma sequência de procedimentos que deveriam ter sido realizados de uma maneira correta.Primeiro a gente vai começar nosso diagnóstico, não só na PPR mas em qualquer área, na anamnese e exame clínico detalhados. No nosso caso iremos olhar os dentes suportes para ver se estão adequados ou não, presença do dente, se está extruido, relação entre dentes, relação oclusal, tratamentos prévios necessários (periodontal, endodontico, cirúrgico, restaurador), para que possamos estabelecer o correto diagnóstico. No nosso caso o diagnóstico consiste em ver se há espaço para uma PPR e quais os dentes viáveis para essa reabilitação. Então nosso diagnóstico consiste em ver quais dentes ainda estão na boca e quais estão viáveis para essa reabilitação. E só então começamos o tratamento/reabilitação com PPR. O planejamento vai ser feito no delineamento associando ao conhecimento dos constituintes dessa infraestrutura metálica. Então, quando eu vou observando no delineamento o posicionamento dentário, a distribuição topográfica e a qualidade dos meus dentes, eu vou pensando nos elementos que eu poderia usar de acordo com o posicionamento que esses dentes estão entre si e no plano que eu determinei para que essa prótese entre e saia. Hoje iremos explorar um pouco mais os conceitos de equador anatômico e equador protético do dente. Então equador anatômico é aquela área de maior convexidade da coroa, já o equador protético não mais respeita essa analise individual da anatomia do dente e sim a relação que ele apresenta na arcada (giroversão, mesialização, inclinação e demais posições que o dente pode ter adotado na arcada). Feito esse planejamento iremos realizar efetivamente o nosso delineamento, que é feito no modelo de estudo. Por meio desse delineamento nos vamos determinar o desenho da nossa estrutura metálica, que seria a seleção dos componentes que irão compor essa estrutura. Em seguida iremos fazer os preparos nos dentes dos modelos, esses preparos serão transferidos para a boca do paciente e ai faremos as moldagens, que pode ser uma única moldagem para obtenção da infraestrutura ou uma moldagem específica da área desdentada nos casos onde eu tenho com suporte mucoso grande(independente dela ser dento-muco ou muco-dento suportada) e dependendo da região a gente opta por uma moldagem diferenciada. E depois que eu terminar e entregar essa prótese pronta eu preciso ter controle ou acompanhar esse paciente. Então ter sucesso nesse tratamento não é fácil. A maioria dos cirurgiões dentistas param no planejamento, poque já há certa dificuldade pra fazer. Logo se eu não consigo planejar eu não passo para o delineador e ai todas as outras etapas ficam negligenciadas. A infraestrutura de uma PPR é uma estrutura praticamente rígida, ela não flexiona, exceto na ponta ativa dos grampos de retenção. Quando dividimos o equador protético do dente nos temos uma área expulsiva acima do equador e abaixo do equador protético uma região retentiva. Se eu tenho uma estrutura rígida que não flexiona ela deve estar localizada na área expulsiva do dente. Então, em uma prótese que é feita sem planejamento as estruturas que deveriam guiar esse eixo da prótese para preservar o tecido periodontal fica longe do dente, não guiando. Então eu tenho que ter um eixo que eu vou preparar, de inserção, só que o técnico encerra de forma que a estrutura fique livre (pois a face que deveria estar paralela ou expulsiva tem algum tipo de retenção, ângulo morto, que impede a inserção).O fato dessa estrutura estar livre não compromete só a estrutura e o eixo, mas facilita o acumulo de alimento e aumenta a força de movimento para entrada e saída da prótese,prejudicando toda a biomecânica da prótese.Então esse intimo contato entre o dente e a infraestrutura metálica não vai existir, e se eu não tenho esse contato eu não tenho eixo e não tenho biomecânica. Se o dente for retentivo ou eu vou ter que trabalhar esse eixo, eu movimento o eixo de entrada pra fugir dessa retenção,ou seja ,altero o equador protético do meu dente, ou eu desgasto o dente (tiro uma fatia do esmalte para que ele fique paralelo ao eixo que u determinei). Então, todos esses preparos onde eu vou analisar onde está a área retentiva, onde está a área expulsiva e os preparos que serão necessários para que a gente tenha essa biomecânica, por determinação de uma via correta de inserção, será feita através da analise em delineador. Então na verdade a infraestrutura é uma estrutura grande e a gente vai planejar o número de componentes necessários para a mínima retenção. Então nós teremos elementos que estarão em área expulsiva, elementos em áreas paralelas e com certeza elementos que estarão em áreas retentivas (os grampos de retenção).E todos esses elementos atuando em conjunto irão dar a estabilidade da PPR. O delineador segundo McCraken “é um instrumento que determina o paralelismo relativo de duas ou mas superfícies de dentes, ou outras partes do modelo de uma arcada dentária. Ele foi concebido para orientar o planejamento das PPRs desde a fase laboratorial até o preparo na boca do paciente”. Então a gente prepara o modelo em laboratório e é esse preparo que vai guiar toda a adequação da boca pra receber essa prótese dentro do principio biomecânico para não causar danos a estrutura periodontal, ao osso residual e a mucosa. Paralelismo relativo, então, eu tenho áreas paralelas, tenho áreas trabalhando no mesmo eixo e é o que chamamos de eixo de inserção e remoção da prótese. Provavelmente nós não vamos conseguir todas as faces paralelas, as que estiverem expulsivas não precisam ser desgastadas, já as retentivas precisam sofrer certo desgaste. Esse desgaste é paralelo ao eixo de inserção determinado no delineador. Então o princípio básico do delineador é que todas as linhas que são perpendiculares ao mesmo plano são paralelas entre si. Então em todas as faces proximais dos dentes pilares vizinhos ao espaço desdentado nós vamos buscar esse paralelismo. Em muitos livros vocês irão encontrar outro nome do delineador: paralelometro (que dá o paralelismo as faces proximais dos dentes adjacentes aosespaços desdentados). Então quando a gente determina um elemento rígido na PPR, que vai ter que assentar nessa área entre os dentes, se uma área convexa nós teremos um ângulo morto, que provavelmente onde está tocando é o equador protético (pra cima é expulsivo e pra baixo é retentivo). Olha o que acontece com essa estrutura: ela desce, mas olha o que acontece aqui, mas ela não consegue tocar essa estrutura, ou seja, ela mantém esse ângulo morto senão ela não sai. Então, a gente vai planejar desgastes, e esses desgastes são feitos no modelo. Quanto menor o desgaste a ser feito no modelo menos o desgaste a ser feito no dente do paciente. Então quando eu acho um eixo que desgasta menos isso é sucesso, eu não quero achar um eixo que eu tenha que desgastar mais estrutura dentária, até porque esse desgastes são só em esmalte (é uma ameloplastia, não uma dentinoplastia nem tratamento endodontico.). Então são desgastes pequenos só quebrando esse ângulo morto. Quando eu consigo o paralelismo quebrando esse ângulo morto, e existe uma técnica de fazer isso, ai sim eu consigo um íntimo contato dessa minha estrutura rígida. Esses contatos, na inserção e na remoção da prótese irão determinar um eixo, e esse eixo mantém a biomecânica e a saúde do periodonto. Partes constituintes do delineador: Agora então a gente vai falar um pouco sobre as partes que compõem esse delineador, para então entrarmos na técnica de delineamento. O delineador é dividido em três grandes grupos de partes: o delineador propriamente dito, a platina ou mesa reclinável e os acessórios que são as pontas (que são utilizadas para a análise, em várias fazes da analise em delineador). O delineador propriamente dito é dividido em base ou plataforma (que é a área onde iremos posicionar essa mesinha, e eles tem que deslizar), haste vertical fixa (não se movimenta), haste horizontal móvel (se movimenta), haste vertical móvel (essa é a que a gente mais vai usar, responsável por formar um ângulo de 90º com a base do delineador, então ela é o eixo, é essa haste vertical que vai dar o eixo da nossa prótese, então ela que vai marcar onde vai acontecer esse desgaste através de acessórios-as pontas-que irão a prolongar. Na ponta dessa parte haverá um mandril que será o responsável por acoplar esses diferentes acessórios que irão fazer parte da analise). A Platina ou mesa reclinável tem uma junta universal (em forma de ginglimo) que permite sua movimentação em todos os sentidos. Mesa porta modelos que é onde vai o nosso modelo de gesso. Parafuso das garras que abre para arcadas pequenas médias ou grandes,ai nós devemos recortar o modelo para ele encaixar aqui. Se a base estiver maior eu tenho que melhorar, sempre um modelo de base bem recortada e paralela. Base da Platina ou trava, aqui tem uma trava em que eu fixo ou solto o gínglimo. Na analise eu vou fazer meus movimentos e vai chegar uma hora que eu vou chegar em uma posição ideal e não vou mais querer perde-la. Os movimentos que nós vamos são curtos, então nós temos que ter um controle muito grande movimento-trava, o que talvez seja a parte mais difícil quando se começa a trabalhar com delineador. Então a platina vai servir pra fixar nossos modelos e vai permitir os movimentos desse modelo em relação ao nosso eixo (o eixo formado pelo plano com a haste nem sempre é perpendicular). O ideal seria que a ppr encaixa-se paralelamente ao plano oclusal, porém geralmente essa PPR do paciente nem sempre vai encaixar certinho em relação a esse plano, podendo haver pequenos movimentos laterais, Antero-posteriores ou de trás pra frente para que a gente tenha paralelismo com o mínimo desgaste possível da estrutura dentária. Os acessórios são os que adquirimos, as pontas delineadoras: faca de corte na extremidade (uma faca mais larguinha), faca de corte lateral, ponta analisadora (tem ela pontiaguda e tem ela arredondada), calha do grafite(onde vai o grafite número dois e vai traçar o equador). Então essa região que é a haste, e na ponta tem o mandril, nela vão se adaptar as pontas acessórias para que a gente tenha continuidade do paralelismo determinado por essa haste. Qualquer ponta dessa que eu coloco no mandril, que é o finalzinho da haste vertical, vai prolongar àquele eixo vertical ou eixo que a gente está determinando para nossa prótese. A calha com o grafite possui uma proteção lateral deixando uma pequena lateral livre para permitir o riscado, que permite que somente uma parte fique solta(se o grafite passar da calha quando empurrarmos esse grafite ele ira quebrar). As facas vão servir pra cortar o modelo ou para verificação do paralelismo dessas proximais dos dentes pilares, isso para o uso do cirurgião dentista, em laboratório o técnico utiliza essas faquinhas para cortar coroas metálicas ou metalocerâmicas que vão ser usadas juntas com uma PPR. Quando a gente faz uma coroa protética que vai estar relacionada com a nossa prótese a gente não vai pensar em desgastar coroa depois, a gente vai pensar no encaixe da estrutura antes, junto com o delineamento, então o técnico vai usar o mesmo eixo do nosso delineador para fazer a fresagem do material e o encaixe ou apoio da estrutura metálica na prótese fixa. Nós temos também como acessórios os jogos de discos calibradores, que podem ser lisos ou modificados (que são milimetrados em 10 mm e tem um anel que é espelho do seu disco que está aqui na pontinha). O disco vai ter na pontinha o disco propriamente dito, ai tem o corpo do disco que é o que vai servir pra análise e a haste que vai ficar presa no mandril. O disco de calibragem vai ter também o anel de calibragem, que será explicado mais a frente. Então o disco calibrador tem três diâmetros: 0.25mm, 0.5mm e 0.75mm (que é o que ele passa aqui da haste) e isso vai medir o ângulo de convergência, quanto maior a convexidade dessa área conforme eu vou abaixando eu vou aumentando o ângulo de convergência. Então se o disco tem 0.25mm a haste encosta na parte mais convexa e logo já encosta,é uma retenção bem pequenininha. 0.5mm vai estar um pouco mais baixo com um ângulo de convergência maior e com 0.75mm maior ainda. Esses discos foram programados para as próteses que podem ser confeccionadas em diferentes ligas metálicas, então existem ligas que flexionam mais (que tem um módulo de elasticidade menor). Então a função desse disco é calibrar a retenção, então em todas as áreas em que eu marquei um pontinho todos esses pontinhos vão ter a mesma calibragem ou mesmo módulo de retenção, ai o técnico pode esculpir a prótese sabendo que naquele ponto eu vou ter a retenção adequada para determinada liga metálica. Além disso temos um outro acessório que não é pedido na lista de materiais pois pode ser substituído pela faca, mas em algumas situações ele é imprescindível. Essa braçadeira ela acopla a haste vertical móvel a peça reta e o micromotor,então essa haste vai permitir o desgaste do modelo no eixo que eu determinei, eu posso utilizar para isso a faca porém em alguns casos(como quando o modelo é vazado com gesso especial) temos dificuldade de desgastar o modelo sem lascar ,sendo nesses casos um dispositivo importante. Funções: PPR A) Análise preliminar do modelo de estudo com vistas à escolha da técnica mais conveniente à determinação do eixo e do plano de inserção; B) Análise do modelo de estudo para o planejamento de peças unitárias e próteses fixas que irão relacionar-se com a PPR; C) Preparo dos planos-guia e adequação do contorno axial das coroas no momento da ceroplastia em peças unitárias ou próteses fixas, destinadas a receber componentes da PPR; D) Posicionamento das partesfêmeas dos encaixes pré-frabricados ou de estoque ao retentor unitário ou elementos da PPF. Então o delineador, como vocês virão, tem como função básica conseguir esse paralelismo das superfícies que estão relacionadas a áreas livres para conseguir uma trajetória de inserção. Então o objetivo que a gente tem com o delineamento nessa etapa da graduação é a analise do modelo de estudo com vistas a escolha da técnica mais conveniente para determinação do eixo de inserção. Entretanto quando a gente faz essa análise ela pode ser também utilizada pelo técnico de laboratório na análise do modelo pro planejamento de peças unitárias ou próteses fixas metálicas ou metalocerâmicas (em cerâmica pura não dá pra ter apoio para PPR) que irão relacionar-se a PPR. Ou seja, o técnico vai preparar os planos guia, ou aquelas faces com desgaste, com adequação do contorno dessas coroas no momento da ceroplastia no delineador. Então o mesmo eixo das estruturas vai ter o eixo dessas coroas fixas. E uma última função é o posicionamento das partes fêmeas dos encaixes pré- fabricados de estoque ao retentor da prótese parcial fixa. Esse tipo de encaixe estará sempre relacionado a prótese fixa, tem uma analise diferenciada em delineador, e está indicada a confecção para um especialista em prótese unitária. Além das áreas de encaixe de fresagem, ou de guia, o técnico também vai levar em consideração na hora de aplicar a porcelana a calibragem da região vestibular do dente e a retenção que ele quer pro grampo. Então uma fixa associada a uma removível tem que ser planejada junto no momento do delineamento dessa removível, não dá pra fazer antes e depois pensar na removível isoladamente. E aqui os encaixes, ele faz a inserção dos encaixes com a haste vertical do delineador ,então todos os encaixes vão entrar no mesmo eixo (se não ele não entram). Até aqui nós já vimos as partes e pra que serve o delineador, antes de entrarmos na analise propriamente dita. Pra vocês então o mais importante é a analise em delineador do modelo de estudo da PPR. Esse modelo é o feito após toda aquela fase de adequação do meio (perio, dentística, endo, extrações, etc) e só então partiremos para analise em delineador. Então a classificação da arcada e o delineamento só serão feitos após toda essa adequação prévia. Alguns pacientes tem duas fases de modelo de estudo, quando a gente precisa de uma adequação maior, e em outros pacientes que precisam de uma adequação mais simples a gente só faz uma fase de modelo de estudo, quando não há a necessidade de fazer uma montagem prévia em articulador antes da adequação. Análise em delineador - Fatores determinantes 1. Eixo e plano de inserção e remoção da PPR; 2. Áreas retentivas equivalentes para os dentes pilares principais; 3. Localizar interferências óssea ou mucosa; 4. Análise estética. Então, esse modelo de estudo vai ser analisado. A análise em delineador sempre vai começar pelo eixo e plano de inserção e remoção da prótese, que é o objetivo principal do delineador. Só que além desse objetivo principal a gente tem que analisar também as áreas retentivas equivalentes nos dentes pilares principais. Todo dente que for pilar da prótese, não só os vizinhos ao espaço protético, que são todos os dentes que suportarão os esforços mecânicos dessa prótese. Nós sempre temos que formar uma figura fechada,com pelo menos 3 pontos mais idealmente com 4, a fim de evitar movimentos rotacionais. Quando vocês vão saber exatamente quais serão os dentes usados na reabilitação dependendo da classificação? Isso será visto mais à frente com o professor gramani. Então nessas primeira aulas quando a gente for fazer o delineamento a gente vai desenhar todos os dentes, pra vocês treinarem encontrar esses fatores no delineador, independente se aquele dente vai ser utilizado ou não. Então o dente pilar é todo o dente que vai suportar, incluindo os que não são vizinhos ao espaço desdentado. Então áreas retentivas para os dentes pilares são visualizadas/marcadas pelos discos calibradores. Além do eixo a gente tem que olhar também interferências do osso ou mucosa que possam interferir com essa prótese: torus, inclinação do rebordo(que geralmente é corrigida com cirurgia ou mudança do eixo). E por último a analise estética, que vai estar mais relacionada com aqueles casos em que eu tenho uma modificação ou classificação que envolva perda anterior. Eixo de inserção e remoção: O eixo é a direção de entrada e saída da PPR promovido pelo paralelismo das faces proximais dos dentes pilares vizinhos ao espaço protético e de outras ou todas as outras superfícies dentárias que estarão em contato com elemento rígidos dessa prótese. Os dentes que estão do lado do espaço protético sempre estarão envolvidos, além deles outros podem estar também. Toda a área que possui elementos rígidos precisa ser paralela ou expulsiva em relação ao plano/eixo de inserção e a lateral de todos esses dentes também. Aonde pode ter retenção ou elemento de forma retentiva? Só os grampinhos de rentenção. Então quando a gente está fazendo o paralelismo vai depender do desenho dessa infraestrutura, e o desenho pode estar relacionado ao desenho e posicionamento dentário. Então não é só o dente que está vizinho, outras estruturas/áreas dentárias também devem estar paralelas. Então o fator principal da removível é a inserção até o assentamento final e sua remoção do seu assentamento final nesse eixo único que eu determinei. E os movimentos que ela vai fazer durante a mastigação tem um relevância mas não é o mais importante, por que geralmente o paciente não está mastigando o tempo todo, geralmente ele mais tira e coloca. Então aquela prótese que parece uma contenção ortodôntica, que o paciente tira com a língua está errada pois ela está solta, não tem retenção. O ideal seria que o eixo de inserção fosse paralelo ao longo eixo dos dentes, que é onde os dentes posteriores estão mais adaptados a sofrer força de compressão.Só que esse eixo nem sempre é paralelo (ele pode ser,mas nem sempre é), porque eu não estou pegando uma boca certinha com a curva de Spee certinha, esses dentes geralmente já sofreram alterações e quanto mais equilibrada as posições dentárias mais fácil vai ser pra gente encontrar um eixo favorável ao plano oclusal. Mas nem sempre isso é possível, as vezes vai inclinar um pouquinho pra lá ou pra cá, para anterior ou posterior, dependendo do eixo da orientação da mesa .E esse eixo vai ser perpendicular ao plano ou base da mesa do delineador, mas ele vai formar um ângulo específico com o meu plano, que é o movimento que eu vou fazer com a platina. Então a platina eu vou ter um eixo e essa mesinha aqui vai determinar um plano. Então o plano de inserção seria o plano de inserção determinado pela posição do modelo na mesa analisadora. Então esse eixo aqui da haste vertical é paralelo a platina. O eixo que meu paciente vai botar a prótese nem sempre vai ser esse(o paralelo ao plano oclusal,,podendo haver variações.Por isso é importante ensinar o paciente como botar e retirar a prótese.Quanto maior o número de dentes maior o número de dentes na estrutura metálica e maior a elaboração da estrutura rígida,e mais complexa é a inserção e remoção da prótese. Então esse plano vai estar vinculado ao posicionamento da platina. Então esse primeiro fator foi o plano de inserção e remoção,o segundo fator é áreas retentivas, item três interferências ósseas e mucosas e item quatro analise da estética. Sempre iremos começar pelo item um, sempre iremos priorizar o inicio da analise em delineador pela determinação do plano de inserçãoe remoção.Depois os outros itens a gente vai verificando se eles estão presentes desse eu determinei. Na literatura nós temos 3 técnicas para determinar esse ou eixo de inserção: Técnica do método de Roche ou dos três pontos,Técnica da bissetriz (que não será dado) e a técnica da conveniência. A técnica da analise de Roche é a mais simples e é a que, teoricamente, favorece o melhor direcionamento das forças. Só que essa técnica vai ser bem aplicada quando eu consigo o posicionamento desses dentes sem esse desgaste excessivo. Quando o equador anatômico é muito diferente do equador protético eu vou ter dificuldade de acertar esse eixo sem realizar um grande desgaste nesse dente por essa técnica de Roche dos três pontos. Essa técnica vai ser bem aplicada quando eu consigo posicionamento desses dentes sem o desgaste excessivo. Se os dentes estão muito fora do seu equador anatômico, se o equador anatômico é muito diferente do equador protético, se ele mesializou ou inclinou pra lingual ou extruiu eu vou ter dificuldades em acertar esse eixo sem realizar um grande desgaste nesse dente por essa técnica de roach dos três pontos, então, associada a essa técnica a gente pode utilizar outras técnicas, pode ser a bissetriz ou a conveniência. Então técnica de roach: considerada melhor técnica como ponto de partida da análise do eixo plano de inserção delineador porque ela vai favorecer o direcionamento das forças que vão estar relacionadas aos dentes pilares durante essa trajetória de inserção e remoção para o longo eixo desses dentes. A técnica de Roach consiste no equilíbrio do posicionamento dentário por meio de três pontos. Se possível, dois pontos posteriores e um ponto anterior. Ah, e se não tem dente na frente? Põe uma cerinha simulando essa região. E se não tem mais um dente aqui do lado? Eu ponho na lateral uma cerinha simulando essa região. E quais são as regiões dos pontos? Região de incisivos centrais e primeiros molares. Mas eu tenho um segundo molar, posso usar? Pode, a gente vai analisar se eles estão na posição razoável. Isso a gente vai discutir lá na pratica. Mas eu tenho um segundo pré, dá? Eventualmente, sim. Eu trouxe esse exemplo em um terceiro molar e já tá inclinado, o ponto do incisivo e o ponto do segundo molar. O que acontece? Não há um alinhamento às vezes desse plano posterior porque o Roach ta tentando equilibrar, voltar para um posicionamento dessa arcada onde eu tenho um equilíbrio desses dentes que já sofreram pequenas movimentações. Então ele vai pegar plano posterior com plano anterior por isso que ele usa dois pontos atrás e um na frente, essa que foi a idéia do autor. Então, se a gente usa um ponto na diagonal a gente vai ter mais dificuldade em equilibrar. Esse eixo posterior não vai ficar numa única linha. Ele vai ficar já deslocado. Por isso que quando a gente tem uma situação de falha ao invés de usar essas dois dentes aqui em diagonal, eu prefiro acrescentar um bloquinho de cera utilidade simulando o dente contralateral. Então dois pontos aqui atrás e um ponto aqui na frente. Como é que a gente faz esse ponto, hein? Então, eu vou manter essa haste aqui fixa tá? E a ponta analisadora vai ser presa aqui. A ponta analisadora é parecida com ponta de compasso seco. E eu vou pegar meu modelo e a ponta analisadora, a partir da movimentação da haste vertical móvel, ela deve tocar os 3 pontos ao "mesmo tempo", no eixo que eu determinei. Esse eixo aqui é retinho? Paralelo ao plano? Qual que seria o eixo ideal? Então quando eu pego o plano de roach eu venho pra cá toco na pontinha, ai ele tem que tocar aqui atrás nos dois pontos posteriores na mesma linha. Então se ele aqui ta tocando aqui na ponta e ali não ta tocando eu tenho que inclinar pra frente, até eu acha um equilíbrio desse posicionamento. Geralmente o que acontece com o eixo do plano oclusal inferior? Ele é ascendente pra posterior, seguindo a curva de spee, então ele é ligeiramente inclinado pra trás. Às vezes, quando eu faço o plano de roach, eu já não vou conseguir uma área paralela, eu vou ter ângulos mortos. A zona retentiva é muito maior que a zona expulsiva e na maioria das regiões eu preciso de áreas paralelas ou expulsiva. O plano de roach a gente vai sempre correr atrás dele, tentar conseguir a nossa analise final com os quatro itens com o plano de roach. A gente vai conseguir isso pra 60% dos casos. Os outros a gente não vai conseguir. Quanto menor o número de dentes mais fácil é seguir o plano de Roach. Quanto maior o numero de dentes e espaços, para um caso classe 3 ele é mais difícil pra gente conseguir um plano de roach do que um classe 1. O classe três eu tenho um molar aqui inclinado, o outro inclinou e foi pra vestibular, ai tem um pré que distalizou, então eu vou ter eixos que vão dificultando a analise de roach que visa a trajetória no longo eixo dos dentes. Problema da diagonal: a gente não tem uma linha ascendente pra posterior? O que acontece com o molar? Ele ta lá em cima e o pré-molar? Mais pra baixo, quando eu alinho naturalmente eu já vou jogar pro eixo fora do objetivo que é o longo eixo dos dentes. O roach preconiza o não uso das linhas diagonais, a gente vai acrescentar em cera. Então aqui o modelo, o acréscimo em cera na mesma altura do molar. Aqui o modelo posicionado, aqui com a ponta analisadora ta marcado com grafite para ilustrar. Aqui simulando distal do molar. E aqui o ponto entre os incisivos centrais. Então, quando eu simulo esse movimento aqui na mesa, os três pontos estão tocando no mesmo tempo no eixo que eu determinei. Terminado? Achei meu ponto de roach. Que eu quero olhar em seguida? Se esse meu plano de roach é viável pro meus próximos itens. Para que eu tenha realmente um eixo paralelo sem grande desgaste. Se meu plano de roach eu vou ter que desgastar a metade de um dente, chegar em dentina, ele não vai ser viável, eu não posso fazer esse desgaste, eu vou ter que encontrar esse eixo. Então depois que eu termino de encontrar o plano de roach que é o equilíbrio dos três pontos eu vou pegar a calha com grafite e traçar o equador protético de todos os dentes. Então, quando eu vou traçar esse equador não é com a ponta do grafite é com a lateral do grafite. A lateral toca a área de maior convexidade daquele plano que eu determinei de roach. A definição da coroa dentária que seriam dois cones de bases justapostas traçando seu equador anatômico. Pra cima o cone promoveria a área ou zona expulsiva e, pra baixo, zona ou área retentiva. Então, nossos elementos rígidos precisam estar aqui na área expulsiva, já na retentiva só os nossos elementos de retenção ou ponta ativa dos elementos de retenção. O equador dental ou equador anatômico vai ser a marcação do maior diâmetro do dente quando ele é analisado em função da sua anatomia de maneira isolada. Então quando eu penso na força incidindo perpendicular pelo equador anatômico do dente eu tenho essa força perpendicular paralela ao seu longo eixo. Mudei o plano mudei o equador. Esse equador que leva em consideração o posicionamento final do dente na arcada em relação aos outros elementos ou plano que determinei por a demarcação equatorial é comum a todos os dentes pilares em função de um direção de inserção individualizada para aquele caso da removível que já tem algum desequilíbrio eu percebo que se eu traçar uma perpendicular aqui ela não coincide mais com o longo eixo. Quando eu olho esse equador aqui tem uma área expulsiva grande e aqui uma área expulsiva bem pequena, tem mais zona retentiva. Não ta mais com aquela distribuição bonitinha dos dois cones de bases justapostas.Então quando a gente traça a linha equatorial anatômica desse desenho se eu mudo o plano de minha mesa esse desenho muda ele não se mantém, então o traçado da linha equatorial é influenciado pela modificação do plano ou do movimento da mesa. Muitas vezes a gente tem essa situação aqui: perdeu o primeiro molar e o segundo pré. Primeiro pré distalizou um pouco, mas manteve o seu eixo e o segundo molar deitou. Olha o equador anatomico dele e olha o equador protético que é o vermelho. O pré- molar ta perto, ta numa posição legal para analise de roach, mas olha esse aqui, para acertar esse paralelismo, olha o tanto que eu vou ter que cortar. Vai chegar em dentina, não dá. Entao esse eixo pra esse molar é inviavel, o que eu tenho que fazer? Inclinar essa mesinha pra trás, reduzir, mudar meu eixo que está determinado pelo plano de roach. Entao o plano de roach sempre vai ser soberano sobre qualquer outra analise. Ele é a melhor opção, mas em algumas situações o desequilíbrio do posicionamento dentário não permite o uso desse plano com o plano final. Aqui a mesma coisa, zona expulsiva e zona retentiva, e aqui atrás, geralmente na area vestibular dos dentes, e se eu falo geralmente é porque não é uma regra, a gente põe os grampinhos de retenção que são menores, dá pra esconder mais e por lingual e palatina a gente coloca os grampos de oposição. Retenção ele flexiona os de oposição são rígidos então essa aréa do dente palatina ou lingua a gente tem que preparar desgastar não só a proximal ela também ela também tem que estar expulsiva ou paralela para encaixar ele elemento que é o grampo de oposição . Em alguma das situações olha o que aconteceu com esse dente, inclinou para lingual. Aqui atrás vou ter que tirar uma fatia muito grande no plano de roach. O que eu tenho que fazer com esse dente? Inclinar a mesinha pra lateral. Então esses movimentos para compensar o plano de roach inadequado pode ser tanto posterior ou latero ou lateral. As vezes eu inclino pra lá, melhora esse, piora outro. Então a gente vai equilibrar esses desgastes, por isso que eles falam paralelismo relativo, eu não vou conseguir perfeito. E ai, o que faltar? Vou desgastar. Qual que é o sucesso? Menos desgaste possivel. Quase sempre vai ter desgaste numa ppr? Quase sempre. Quando eu sou mais experiente eu acho planos melhores que serão mais conservadores. Quando estou aprendendo posso não achar . Então não tem plano certo? Pode ter vários planos viáveis. Por quê? É uma análise empírica. A gente tem um instrumento pra fazer essa determinação, mas ela não é 100% precisa, posso fazer pequenos movimentos. Quando o plano de roach vai promover um desgaste muito grande para eu conseguir esse paralelismo e vai chegar em dentina, por uma inclinação grande desse dente, quando os dentes sofreram giroversão ou muito inclinação, a manutenção do plano de roach pode levar a desgaste excessivo da estrutura dentaria. Não é so em esmalte. Então eu tenho que a partir do plano de roach para técnica da conveniência. Além disso, eu posso achar um plano de roach legal pros dentes, mas a anatomia óssea ou mucosa, um torus muito grande, por exemplo, interfere com o eixo estabelecido do plano de roach. E as outras situações que eu posso mudar esse plano. Achei um plano bom, não interfere na mucosa nem paralelismo, mas meu grampo de retenção ta bem no meio do canino e eu queria levar ele bem mais pra baixo. O paciente não vai usar a prótese, ele vai achar feio. Ai eu posso também mudar um pouco o eixo para o favorecimento da estética. Então a técnica da conveniência ela contrabalanceia a técnica de roach pra esse fatores: desgaste excessivo, influência da anatomia óssea, mucosa ou estética. A técnica da conveniência são pequenos movimentos a partir do plano de roach. Por quê? Eu ainda tenho que lembrar que esse plano que é o meu plano de partida ele é o melhor direcionamento das forças pro longo eixo dos dentes. Então, um pequeno movimento eu já mudo o equador protético e meu grampo que estava no meio da coroa vai pro terço cervical. Ótimo, vai esconder. Paciente vai poder sorrir e não vai aparecer nada. A gente pode fazer essas pequenas modificações. Por que técnica da conveniência? O nome já diz: Conveniente às alterações do equilíbrio das modificações a partir do plano de roach . Alguns livros chamam de técnica do equilíbrio. Então ainda no item 1,quando eu encontrei o plano de roach mas ele não está adequando ao posicionamento dentário, eu fui então fazer pequenos movimentos a partir desse plano para melhorar um daqueles fatores q eu comentei com vocês anteriormente. Quando eu faço o movimento, se eu jogar ele mais pra frente, olha o que acontece com a linha do equador protetico0 tem uma alteração brusca, então qualquer movimento na platina implica em alteração dessa linha equatorial. Então se eu tinha analisado todo um dente pelo plano de rouch e mexi pela conveniência eu tenho que traçar um novo equador em todos os dentes e re-analisar a estrutura de todos os dentes? Sim. Mas se eu já tinha visto tudo, só aquele dente deu errado? Sim, volto tudo. A partir do momento que qualquer etapa do delineamento justifica uma modificação do meu plano eu volto lá no inicio e analiso todos os dentes novamente. Por quê? Se eu mudei meu equador protético logo todas as análises que eu fiz anteriormente em relação a retenção, áreas expulsivas, isso pode ter sido modificado . O eixo plano de inserção, essa expulsividade e retentividade desse angulo morto a gente alem de traçar um e quadro protético a gente vai usar esse assessório aqui que é a faca de corte da extremidade para olhar essas estruturas em relação a expulsividade e paralelismo. Na ppr o que interessa pra gente é o paralelismo do terço médio e oclusal ou médio e incisal o terço cervical não vai nada apoiado. Ali é uma área de zona alineada(?) Quando eu for analisar o paralelismo eu vou analisar meu dente no terço médio e oclusal ou médio incisal. O terço cervical geralmente deve ser utilizado para o grampo de retenção, ele vai ser quase sempre uma zona retentiva. Quando eu coloco essa faca o que ela mostra pra mim? O angulo morto, o angulo de convergência. Então esse é o objetivo da técnica de conveniência, tentar achar um paralelismo sem nenhum desgaste ou menor desgaste possível e equilíbrio entre esses desgastes. Mas vai ter algumas situações em que eu não vou conseguir o paralelismo? Eu vou ter que desgastar de qualquer jeito. E ai, como é que a gente faz? Então vamos lá, no item 1, plano guia. Comecei pela técnica de roach dos três pontos, achei os três pontos, observei, tem uma distribuição boa, são dois desgastes pequenos, ótimo. Não é perfeito, eu vou ter que desgastar. Segunda opção, eras um desgaste muito grande , fui pra conveniência, movimentei e consegui um eixo sem desgaste, tudo ficou expulsivo ou paralelo, consegui um plano guia adequado e não tenho que fazer nenhuma modificação. E a terceira opção, fui pra conveniência, movimentei e equilibrei esses desgastes, ainda não consegui o plano guia perfeito, então pra maioria dos casos a gente não consegue o plano guia perfeito. A gente quase sempre vai ter na analise do paralelismo com a faca um pequeno desgaste. Como é que a gente faz? Faz esse desgaste no modelo, de acordo com o eixo na nossa haste vertical e em seguida transfere esse preparo pra boca, como que a gente vai fazer isso? Então aqui ó, eu não consegui, vou ter que desgastar mais um pouquinho. Aqui é uma outra situação, essas aqui são as mais freqüentes onde eu tenho vários dentes, vários espaços modificadores. Eu venhocom a faca ou com a broca. Vou mostrar com a faca depois eu volto aqui. Venho com a faca, geralmente a faca é de corte lateral e desgasto um pouquinho no modelo, ta vendo que é bem pequenininho? Uma lasquinha do modelo. A outra opção, quando eu tenho um gesso muito resistente é usado a broca, essa broca é uma broca especial, vocês geralmente não tem, é uma broca cilíndrica, ela não pode ser tronco cônica que é a 1503. Então eu faço esse pequeno desgaste, simulo o desgaste do esmalte no modelo com a broca ou com a faquinha e agora? Vou transferir exatamente esse desgaste para boca do paciente. A gente vai confeccionar uma guia de transferência ou alguns autores chamam de casquete de transferência ou coroa de transferência, o mais comum é casquete de transferência, todos são sinônimos. A gente vai isolar esse modelo preferencialmente com e manipular duralay vermelha, por que vermelha? Pra destacar mais com o modelo. Pode ser a branca? Pode. Preferencialmente a gente vai englobar dois dentes, O desenho da minha guia tem que ser em área expulsiva ou área retentiva? Expulsiva. A gente vai levar a resina acrílica ainda na fase plástica e fazer um casquete. Vocês tão vendo que eu não parei na altura da incisal? Eu continuei. Aqui em cima alem da altura do dente eu vou ter mais 4mm, que vai ser o guia da broca pro desgaste. Posiciono aqui o acrílico na fase plástica e espero dar presa. Depois da presa eu venho com a faca ou broca e ainda na fase plástica eu desgasto. E se é um dente sozinho? Ele vai ter desgaste dos dois lados. Não tem nenhum colar de resina passando aqui embaixo em área retentiva. Tem que ser livre aqui. Essa guia vai ser transferida para boca do paciente, posicionada sobre o dente do paciente. A gente vai pegar a guia e cimentar no dente do paciente. Se ela ficar solta, na hora que eu passo a broca ela mexe porque ela foi feita em área expulsiva. Entoa essa guia vai cimentada e olha o que ficou pra fora, só um pedacinho do dente que eu tenho que desgastar o esmalte, e o que é essa parte aqui em cima? É o paralelismo que eu vou ter com minha broca cilíndrica. Então essa guia ou casquete de transferência que eu fiz no modelo eu cimento no dente do paciente, vai ficar exposto o dente a ser desgastado e eu faço o desgaste paralelo a indicação da minha guia de acrílico, então essa guia tem que ser bem feita. Independente do plano que eu encontrei ou método que usei, terminado esse plano a gente vai pro item 2 que é a analise das áreas retentivas equivalente. Área retentiva ela geralmente vai estar localizada na área vestibular, não é uma regra, se o dente estiver muito inclinado e a superfície lingual estiver mais retentiva a gente pode usar também. Mas como o grampo retentivo tem extremidades pontiagudas a gente evita essas áreas onde tem contato com a língua por que a própria secção transversal do grampo vai ser uma área de incômodo na língua, principalmente. Ela é localizada entre a cervical e o equador protético a área retentiva pode estar localizada no terço cervical, não necessariamente no médio e oclusal. Preferencialmente até no terço cervical porque ele vai ficar mais escondido. Se é na área vestibular a gente quer deixar esse grampo mais escondido, mais pra cervical para que ele não tenha interferência na estética, mesmo nos dentes posteriores. Elas podem ser em dentes naturais ou artificiais, uma coroa metálica, uma coroa metalocerâmica. Onde a ponta do grampo de retenção deverá estar localizada? Nessa área retentiva. Tem a função de impedir o deslocamento cérvico-oclusal da ppr. Então a área retentiva ela vai ser o lugar onde vai estar a ponta ativa do grampo de retenção. Depois que a prótese assentou, ele evita o deslocamento desta prótese. Ela vai ser medida com o acessório disco calibrador. Então aqui tá o equador protético, a haste do disco vai tocar na ponta da convexidade do dente e a gente vai subindo esse disco até ele tocar em um ponto também do dente formando este triangulo. E aqui formar o ângulo de convergência. Então aqui não tocou ainda, se eu levantar mais um pouquinho vai tocar, quanto maior o diâmetro deste disco, mais largo vai ser área e maior o ângulo de convergência. Além da área do grampo de retenção, oposta a essa área geralmente na face lingual ou palatina a gente vai ter a área pro grampo de oposição, ou braço de oposição. Eu vou explicar um pouquinho: aqui é o dente, aqui é o grampo de retenção, esse grampo de retenção ele é rígido, mas a pontinha só dele flexiona. Quando ele chega na área de maior convexidade ele tem que fazer o que? Ele começa a tocar, flexiona e volta e acomoda aqui. Então ele teve que flexionar um trajeto aqui só que esse grampo ele é de metal, ele é forte, então do outro lado dele tem que ter outro grampo que segura o dente pra esse grampo flexionar. Se não tivesse nada aqui atrás ao invés da liga metálica flexionar, quem que iria movimentar? O dente, o ligamento periodontal. Então todo grampo de retenção tem um grampo de oposição que estabiliza o dente com essa ponta flexionada na face oposta, se ele está na vestibular esse grampo de oposição vai estar na lingual ou palatina se ele está na lingual a oposição tem que estar na vestibular. O grampo de retenção ele flexiona, então ele pode estar em área retentiva, já o grampo de oposição ele é rígido, ele não pode estar em área retentiva, ele tem que estar em área expulsiva ou paraela. Vocês não têm três discos calibradores? O de 0,25mm, o de 0,5 e o de 0,75. vocês vão trabalhar só com o de 0,25mm praticamente, por que? Por que nossas pprs vão ser planejadas sempre com a liga de cobalto-cromo. O 0,5 é pra liga áurea que é o outro extra duro, ouro platino ou platino paládio. E o 0,75mm para fio ortodôntico quando fazemos ppr provisória. A maioria molda e não põe nem grampo, se eu for colocar grampo ortodôntico, para ele fazer uma retenção eu deveria delinear com o disco 0,75. Então a calibragem do disco está de acordo com o módulo de elasticidade das ligas metálicas. Se eu aumento as calibragem eu aumento o ângulo de convergência que aumenta a retenção. Quando a gente acha um ponto de retenção toca a haste e toca o disco ao mesmo tempo, se toca a haste e o disco não toca não tem retenção. Tem que ter toque simultâneo da haste e do disco no mesmo dente. Quando eu acho o pontinho de retenção, naquele pontinho o técnico vai planejar o enceramento de um grampo de retenção naquele ponto que eu indiquei. Onde vai esse grampo? Depende do grampo que eu selecionei, tem grampo que vai ficar mais pra distal, tem grampo que vai ficar mais para a mesial, tem grampo que tem duas áreas retentivas no mesmo grampo. Então quando eu for delineando e encontrando essas áreas eu vou direcionando o desenho da minha ppr. Mas geralmente a gente não tem elementos infinitos para aquela situação clínica. Geralmente os grampos de retenção vão estar nos dentes pilares. Então a prótese não tem um grampo de retenção, ela tem no mínimo dois. Pode ter dois, três, quatro, seis. Ah, então vou colocar o máximo, em todos os dentes? Não, é a mínima retenção necessária, senão ela vai ficar muito difícil de inserir e remover. Só que quando eu vou desenhar esses grampos nos dentes pilares, eles estão vinculados ao meu plano de inserção que eu determinei lá por roach ou roach com técnica da conveniência. As vezes eu encontro área retentiva pra dois dentes e um eu não consigo, se eu fizer um movimento contralateral, eu consigo um e vou perder duas, como é que a gente faz isso? Eu mantenho o plano que favoreça o maior número de área e o que faltar eu vou criar. Comoé que eu vou criar essa área? Esse dente aqui foi planejado um grampo que a gente chama de grampo “p” então ele tem duas pontinhas, ele precisa de duas áreas retentivas, só que aqui eu tenho retenção e aqui não toca. Como é que a gente faz? A gente faz enceramento, cria em cera e transfere para a boca do paciente para construir uma área em resina composta. Como é que a gente faz isso? Com pingador de cera a gente consegue a área retentiva, toca o disco toca a área. Então a gente isola com um pincel e glicerina, joga um jatinho de ar, essa película tem que ser bem fininha. O dente em questão tem que estar sobre isolamento absoluto, condicionamento ácido, lava, seca. Adesivo, polimeriza, e a resina composta foi dentro da matriz, não foi direto no dente. Posiciona no dente, foto polimerizo com a guia e depois sem a guia porque essa guia não é transparente, ela é translúcida e permite a passagem parcial dos raios. Terminado eu vou polir com cuidado para não remover. Depois que eu moldar a boca da boca do paciente já trabalhada, esse modelo também será analisado novamente em delineador. A gente terá outra oportunidade de conferir se tudo deu certo antes de enviar ao laboratório. A área retentiva se eu quiser mudar um pouquinho pela técnica da conveniência? Eu tenho que voltar e re-analisar todo meu item 1. Toda vez que mudo meu plano, mexo na mesinha, eu tenho que voltar, traçar meu equador e analisar de novo. Item 3, área de interferência. Onde que a gente pode ter área de interferência? Tudo que interfira no eixo de inserção e remoção da prótese. Tem que ser área que provoca retenção nesse eixo, não vai permitir um assentamento da estrutura. Essas áreas podem ser mucosa, pode ser óssea ou mesmo na área dental que impeça no assentamento da ppr em determinada trajetória. Como a gente vai analisar essas áreas de mucosa e óssea se elas tem ou não interferência? Mesmo que o paciente não tenha tórus, sempre a gente passa a faquinha pra ter certeza que aquela mucosa não está influenciando. Quando o paciente tem tórus, sempre eu vou ter que olhar, aqui vai um conector, ó, imagina se ele entra e raspa nesse tórus? Paciente não via poder usar porque vai causar uma lesão aftosa, necrosar e expor o osso. Qual que é a solução? Criar um alívio ou remover cirurgicamente. Torus superior: muda o conector. Mandíbula: só tem duas opções de conector então geralmente a gente cria alívio ou muda o eixo, pela técnica da conveniência. Outro problema freqüente é nesta área anterior, ou as áreas laterais quando temos túber muito volumoso, esse tipo de rebordo mais estrangulado. Às vezes a gente acha um eixo e olha onde ele vai bater, bate bem em cima daquela área raspando o rebordo. O que eu vou fazer? Inclinar pra trás. Quando eu inclino pra trás eu tenho que tomar cuidado para não perder o eixo ou paralelismo. Ou não criar um desgaste muito grande desnecessário, não adiante eu inclinar pra trás pra acertar o eixo do rebordo e ter que desgastar dentina. Então esses movimentos têm que ser com muito cuidado. E se for um rebordo muito grande vai ter que fazer adequação cirúrgica. Dá mudar o eixo? Dá. Depende do posicionamento do paciente. Às vezes os dentes já se inclinaram então isso vai permitir ou não essa mudança pela técnica da conveniência. E aí se eu movimentar volta nos itens 1 e 2. Então mais comum em interferência óssea e mucosa: tórus e rebordo estrangulado. Esses são os mais freqüentes que levam a alguma modificação. Se você ver que o paciente tem tórus, você não vai fazer tudo e deixar para o final. Você vai fazendo o eixo e vai dando uma olhadinha no rebordo. Tem uma ordem? Tem. Mas às vezes a gente modifica essa ordem para não perder análises mais complexas. O último item é a estética. Porque na removível o fator mais importante é a biomecânica. Não adianta fazer uma prótese bonita que vai estragar o dente, ai o paciente chega depois de um tempo com os dentes com mobilidade, dor, enfim. Então a estética não deve ser o fator mais importante para orientar o desenho da prótese, mas não deve ser fator irrelevante. Trabalhar num método para reduzir grampos ou modificar pelo plano B. Quando eu vejo ausência de dentes anteriores posso justificar análise iniciando ela pela estética, sem interferir na função, então aqui um outro exemplo, uma classe 4 que perdeu os dois incisivos centrais, eu tenho os dois laterais, adianta eu pensar numa configuração de eixo que vai ter dois grampos nos laterais? Não. Então eu já vou direcionando minha análise nos itens 1, 2 e 3 para uma situação que já me reserve na estética, que esconda os grampos nessa área ou que aumente a retenção nos posteriores e que na frente eu nem use grampo. O que esse direcionamento do delineamento estético? Primeiramente relacionado a localização da área retentiva. Ou eu corto o grampo de retenção, mas tem algumas situações que eu não posso tirar o grampo de retenção. Então aqui nesse caso, o plano de roach o meu ponto de retenção com o calibrador 0,25mm é aqui, nesse caso eu optei por manter o plano de roach, o que eu fiz aqui? Desgastei um pouco do esmalte e joguei esse ponto mais para cervical, e como faço? Com uma guia de transferência. Eu poderia mexer um pouquinho no eixo? Se a retenção tá aqui em cima e se eu inclinar um pouquinho pro lado desse canino, o que vai acontecer? O ponto vai descer. Mexi no plano de inserção, logo mudei o equador protético, logo temos dois métodos: desgaste ou modificar. Então era melhor mudar né? Mas às vezes mexer no plano implica em perder retenção aqui, desgastar mais ali, qual que é o sucesso no delineamento? Direcionamento das forças no longo eixo do dente e o menor desgaste possível nos dentes pilares, então às vezes desgastar um é melhor do que desgastar dois. A gente vai ter que medir isso. Como é essa fórmula? A gente não tem, vai ter que analisar pilar por pilar. Só que tem outro detalhe, a gente terminou nosso delineamento, Eu só tenho um delineador, uma mesinha, e estou fazendo ppr superior e inferior, o que eu vou fazer? Eu tiro daqui? E ai? Como eu mando pro técnico? Eu faço tudo de novo no outro dia? Não. A gente tem métodos de perpetuação dessa guia o método mais seguro para enviar pro técnico é a fixação do pino, mas a gente tem outros métodos que são mais delicados. O pino é muito fácil, a gente o põe no eixo e ele já leva a mesinha. Então a gente tem método para não perder esse plano de inserção. Primeiro método são os três pontos internos, então a gente pega aqui, esse é o meu plano final, a gente Poe a pontinha do grafite marco os pontinhos e depois se eu volto a essa mesa eu movimento ela em direção a esses pontos novamente. Outro método parecido com os pontos mas que a gente considera mais seguro é o traçado, que a gente faz com a faca. Pega uma faquinha e passa um traçado de grafite. Então quando eu tenho um ponto eu posso ter uma diferença, quando eu tenho uma linha eu encaixo a faca tanto no eixo látero-lateral e aqui pra marcar essa linha aqui na frente. E o último é a fixação do pino, pode ser um prego ou um pino para troquel. A cabeça do prego fica dentro do modelo. Como que eu faço a fixação do pino? Eu faço um orifício, mas esse orifício aqui na parte central para posterior do modelo ele tem que ser retentivo. Então aqui tem um orifício pequeno, mas lá dentro, com a broca esférica, eu ampliei, ele vai fazendo um cone lá pra dentro para formar uma retenção. Se eu faço o contrário, solta o modelo. Aí eu vou preencher com duralay e inserir nesse orifício um pino para troquel ou prego com a cabeça voltada para o orifício. Quando essa duralay polimerizaresse pino vai estar paralelo com o eixo. Então a fixação do pino vai permitir que o eixo de inserção e remoção da prótese possa ser transferido pro laboratório pro técnico analisar esse eixo no modelo de trabalho, porque esse eixo no modelo que a gente ta analisando é um modelo de estudo, aqui eu vou desgastar, vou criar área retentiva, aí eu vou transferir tudo isso pra boca do paciente, vou moldar o paciente e antes de enviar a infra-estrutura para o laboratório eu quero checar se tudo que eu fiz está correto. Então a perpetuação do eixo ela é essencial não só para gente poder reposicionar o modelo e o pino a gente só fica depois que a gente terminou tudo, e se eu não terminei? Poxa, acabou a aula do laboratório só que eu só olhei até o item 3, eu ainda não vi estética, põe os três pontinhos ou os risquinhos e continuo na próxima aula. Aí na próxima aula eu termino e perpetuo-o fixando o pino. Então a gente tem os métodos de perpetuação temporários. E se eu mudar esse eixo? Apago aqui com a borracha. E esse aqui é fixação final do eixo do plano de inserção (pino). Aula 5: Grampos • Elementos constituintes das PPRs: • Suporte (dentes e fibromucosa) • Retenção (propriedade de se evitar no sentido gengivo-oclusal – grampos de retenção) • Estabilização (elementos constituintes responsáveis a evitar movimentos no sentido laterais, movimentos rotacionais e nos movimento de intrusão – sentido ocluso-gengivais. Apoios, grampos de oposição e indiretos , conectores maiores) • Conexão (liga os elementos de retenção e estabilização – conectores menores) • Dentes artificiais (sela e dentes artificiais) • Retenção em PPR é a propriedade que o aparelho deve possuir para evitar movimentação no sentido gengivo-oclusal. Uma vez que o a PPR é sempre apoiada sobre os dentes pilares, então tem um dispositivo específico extracoronário que faça com que tenham resistência aos movimentos que tentem movimentar a prótese no sentido gengivo oclusal, esses dispositivos são chamados, especificamente, grampos de retenção. Especificamente, pois tem mais tipos de grampos. • Grampo é o elemento extracoronário colocado na área retentiva do dente, pois o objetivo é que toda vez que haja uma força gengivo oclusal que tente deslocar a prótese, esse dispositivo fará com que a prótese não se movimente, então ele tem que ficar na área retentiva. Mas para ficar nessa área, ele tem que, ao ser colocado na boca, ultrapassar a linha equatorial e depois se fecha, ou seja, esse dispositivo tem algum tipo de flexibilidade na ponta ativa e não nele todo, para que quando a prótese for colocada ela passe pela linha equatorial e se assente no dente, na área retentiva. Há várias maneiras de controlar a flexibilidade do braço do grampo flexível. • Grampos são elementos responsáveis pela retenção, assegurando uma posição estável e fixa, impedindo que seja removida ou deslocada do seu lugar nos atos habituais do paciente, atos fisiológicos, mastigação, fonação, deglutição e esforços naturais moderados. Os grampos, genericamente, se prestam a isso, é responsável pela retenção, assegurando uma posição fixa. Se não ha nada puxando o grampo no sentido gengivo – oclusal, o grampo fica passivo. O grampo só deve funcionar quando solicitado, ele deve ser passivo e somente ser ativo quando tiver uma forca no sentido gengivo- oclusal, a principal característica do grampo é ser passivo. Pois se ele ficar constantemente ativo, ficar se movimentando, ira ocorrer cargas laterais, e se tiver essas cargas, principalmente nos posteriores, pode acontecer movimentação dentaria se associado a doença periodontal. • As partes constituintes do grampo circunferencial (circunscreve o dente): o grampo é caracterizado por ter um braço de retenção (braço que fica por vestibular e apresenta a ponta ativa flexível), diametralmente oposto a esse braço, vamos ter que colocar um dispositivo que faça com que aquelas forcas horizontais causadas pela inserção e remoção da prótese que sempre vão causar um componente de forca horizontal seja diminuído ou, pelo menos, igualado. Então para todo braço de retenção, tem que ter um outro braço, o de oposição ou recíproco. A ponta ativa do grampo deve ficar na área retentiva do dente, que é flexível, mas a parte que fica acima do equador do dente é chamado de corpo e não pode ser flexível, é rígido, pois ajuda na retenção e estabilização. O grampo de oposição não é retentivo, pois ele tem como única finalidade causar reciprocidade as forcas horizontais causadas quando a prótese é colocada, inserida e retirada da boca do paciente, toda vez que a prótese é colocada na boca, a ponta ativa ultrapassa a linha equatorial e vai para área retentiva. Para evitar que as cargas laterais movimentem esse dente, tem que ter um grampo recíproco, para cada contato que o grampo de retenção tenha, o grampo recíproco faz uma reciprocidade para que essas forcas sejam de intensidade igual, mas de sentidos contrários. • Grampos de retenção diretos são grampos com finalidade de manter os aparelhos em posição durante os atos fisiológicos do paciente. Geralmente aplicados a espaços contíguos, vizinhos, ao espaço protético. Se tem um espaço protético com molar e pré-molar, o grampo de retenção direta ficara imediatamente adjacente aos dentes. Quando o braço de retenção atua na zona de retenção de uma das fases do dente pilar, ou seja, abaixo da linha guia equatorial, zona de retenção. O corpo do grampo é a parte rígida do grampo, o braço é mais flexível e a parte mais flexível ainda é a ponta ativa. • Constituição do grampo de retenção: • Ponta ativa – flexibilidade maxima (3/3) • Terço médio – flexibilidade limitada, cruzando o equador protético (2/3) • Terço rígido – junto ao corpo do grampo em zona não retentiva, acima da linha guia equatorial, ou área expulsiva(1/3) • A retenção é dada pela elasticidade da ponta ativa do braço do grampo de retenção. Para dar flexibilidade ao grampo tem que mexer no comprimento do grampo, na largura do grampo e na espessura, afilando a ponta ativa. • Grampo de oposição colocado para neutralizar o componente horizontal gerado pelo grampo de retenção. Toda vez que o grampo de retenção começa a tocar na face vestibular do dente, diametralmente oposto deve haver um contato do grampo de oposição. O grampo de oposição tem que entrar junto com o de retenção. O que pode acontecer é quando o grampo de retenção ta tocando, o grampo de oposição esta em cima, passa a linha equatorial e o de oposição ainda não, ou seja, planejado de forma errado. Caso o dente não esteja numa forma adequada, tem que mexer na anatomia do dente, desgastando o dente, abaixando a linha equatorial e aumentando a área expulsiva. Quando mantém os dentes de maneira adequada para colocar o grampo é o ideal para o encaixe perfeito dos grampos. Se a área retentiva é pequena e a expulsiva é grande, coloca-se resina para aumentar a retentiva e diminuir a expulsiva. Nos dentistas temos que ajudar a natureza. • Principio de funcionamento (braço de oposição): pela reciprocidade proporcionada pelo grampo rígido na área expulsiva do dente. o grampo de oposição tem característica de ser sempre rígido, não tem ponta ativa, é totalmente rígido, só fica na área expulsiva. O angulo de convergência tem que ficar entre o terço médio e o terço cervical. • Grampo indireto: grampo de retenção ou estabilização assentado sobre o dente que não é suporte. Para a prótese ficar no local, tem que ter apoio de 3 pontos, formando uma figura poligonal, o grampo indireto se presta a criaro terceiro ponto, para quebrar a linha de fulcro, dando retenção e estabilidade, evitando que a prótese sofra movimentos rotacionais. Esse grampo serve para evitar movimentos rotacionais da prótese. A prótese a encaixe tem um sistema friccional, encaixe macho-femea. • Grampo com retenção indireta: finalidade de evitar fulcros rotacionais que ocorrem a nível de grampos de retenção direta. Devem formar, se possível, ângulos de 90 graus com o fulcro rotacional. • Angulo de convergência: é a tangente da parede axial com a perpendicular baixada (haste móvel do delineador, quando essa haste é abaixada) apicalmente do equador protético. Pode existir tanto na face proximal, importante quando os dentes estão mesializados, o angulo de convergência estaria grande então tem que fazer um desgaste, quanto na face vestibular, esse angulo que diz onde deve ficar a ponta ativa do braço do grampo. Essa perpendicular é baixada com uma ponta de 025mm que corresponde as ligas de cobalto-cromo, que são ligas que tem tenacidade grande, ligas rígidas e com pequena flexibilidade, se ultrapassar o 0,25mm a liga de cobalto-cromo se fratura. Essa liga não permite deformações maiores que 0,25mm. Se o dente tem uma bossa menor, quase plana, o grampo de retenção acaba ficando muito próximo da gengiva marginal, podendo lesar a gengiva, então tem que aumentar a linha equatorial, para que ela fique entre o terço médio e o cervical. Se não estiver nessa área, não se consegue a circunscrição. • Campo de ação do grampo de retenção: área na qual os grampos de retenção e oposição atuam, desde o inicio da inserção da prótese, em que ha o primeiro toque na superfície dental, ate o seu total alojamento na área retentiva, momento em que se torna totalmente passivo. Todo o caminho que existe, desde o primeiro contato na área expulsiva ate o assentamento na área retentiva é o campo de ação, também ocorre com o grampo de oposição, que é diametralmente oposto ao de retenção. Campo de ação do grampo esta relacionado ao angulo de convergência, se o angulo de convergência esta a baixo o campo de ação também vai mudar. • Fatores que controlam a retenção dos grampos: • Magnitude do angulo de convergência cervical (dente que apresenta uma bossa ou um equador muito proeminente, o angulo de convergência cervical vai ficar mais ou menos no terço médio, no dente com bossa menor, o angulo fica mais embaixo, perto do terço médio e cervical, uma situação mais adequada, fazendo com que haja um aumento do campo de ação no grampo) • Profundidade na qual a ponta ativa do grampo é colocada (nos corrigimos quando é muito grande ou muito pequeno, para que sempre fique entre o terço médio e o terço cervical). A localização adequada da ponta ativa do braço do grampo é aquela que coincidisse a linha media equatorial com o limite entre o terço médio e o cervical que na calibragem resulta o ponto imediatamente a baixo entre o referido limite. • Flexibilidade do braço • Localização do braço de retenção: seria aquela que coincidisse a linha equatorial com o limite entre o terço médio e cervical, na calibragem, resulte em um ponto imediatamente abaixo do referido limite. Um terceiro molar não tem isso, pois não tem área retentiva, tem que criar. A ponta ativa tem que ficar pelo menos 2mm da gengiva para não ter impacção. * As pontas tem 3 calibres: 0,25mm é o especifico para ligas de cobalto-cromo, que é a que nos trabalhamos, 0,50mm par ligas áuricas, que não se utilizam mais, pois são caras e porque a liga de cobalto-cromo são ligas substitutas são aquelas que funcionam tão bem quanto as áuricas, diminuindo custo, trabalho e peso e ainda tem as ligas alternativas, que são aquelas genéricas, ligas que funcionam como as ligas áuricas, mas que não apresentam propriedades muito boas como as ligas áuricas e 0,75mm é para fios trefilados(?), como se fosse fios ortodônticos. • Localização ideal do braço de retenção: quanto mais próximo estiver do eixo de rotação. Se o grampo esta muito na incisal, muito fácil do dente se movimentar, e se enterra mais torna-se difícil. • Fatores que influenciam a retentividade do grampo: • Distancia entre a ponta ativa e equador protético dentro do angulo de convergência. (se tiver um braço de grampo pequeno, ele não terá a retenção adequada, por outro lado, se o braco for muito grande, o grampo ficara muito flexível. Os dois casos prejudicam a retenção) • Flexibilidade do braço do grampo. (depende do ângulo de convergência) • Forma do braço de retenção: uniformemente afilado da origem (junto ao corpo) ate a ponta ativa. Então vai diminuindo, dando flexibilidade, tem que afilar o grampo diminuindo largura, espessura e comprimento, para que quando chegue no ponto marcado ele devidamente menor. • Flexibilidade do braço de retenção: • Comprimento do braço: quanto mais longo o braço, mais flexível será e, portanto, menos retentivo, devido a menor resistência a deformação. Não significa que ele será muito elástico, será mais retentivo. • Diâmentro da secção cervical • Material (liga metálica) • Calibragem • Secção transversal do braço do grampo: da sua origem a ponta devem manter uma relação espessura-largura igual a 0,5, ou seja, em qualquer extensão do braço a largura deve ser igual ao dobro da espessura. Para que a gente consiga afilar o grampo e ele tenha a flexibilidade adequada. Com isso que a gente consegue que um mesmo metal tenha uma parte de flexibilidade, outra parte com pouca flexibilidade e outra parte sem flexibilidade. • Forma da secção transversal dos grampos: • Meia cana (superfície maior na área retentiva do dente. é a ideal. A parte que toca no dente é plana e na parte externa é arredondada, para não machucar língua e bochechas) • Circular (feita com fios trefilados) • Plana (não é boa, pois não da uma acomodação para lingual do paciente) • Diâmetro da secção transversal: quanto maior o diâmetro médio (da origem a ponta do grampo), menos flexível será o braço do grampos, portanto, mais retentivo. • Tipo de liga: • 0,25mm ou 0,10 polegadas– ligas de Co-Cr (liga substituta) • 0,50mm ou 0,20 polegadas– ligas de ouro (ligas de ouro, praticamente não usa) • 0,75mm ou 0,30 polegadas– fios trefilados (fios trefilados, praticamente não usa) • Braço de oposição (ou de estabilização): é a parte do grampo responsável pela reciprocidade. A forma do braço de oposição é bem diferente, pois nao se afila e o de retenção sim. • Principio de funcionamento (braço de oposição): “forcas iguais em modulo e direção, porem, de sentidos contrários, se anulam.” Grampos de oposição podem ser considerados também como grampos de estabilização. A área de retenção do grampo de oposição é diferente do de oposição • Tipos de grampos: • Ação de abraçamento: abraça um dente em mais de 180 graus no sentido ocluso gengival, grampos de retenção e oposição que circunscrevem o dente para exercer sua ação própria., são chamados também de circunferenciais. Características dos grampos circunferenciais: circunscricao (circunscrever o dente em mais de 180 graus), passividade (grampo é ativo apenas quando existir movimento no sentido gengivo-oclusal), contato continuo entre grampo e dente e corpo (área rígida do grampo) acima da linha equatorial (grampo sempre em contato continuo com o dente e acima da linha equatorial). Grampos circunferenciais são retentores em forma de abraçadeira que rodeiam o dente suporte. Não existe grampo semi-circunferencial, ele circunscreve em mais de 180 graus. Os grampos tem que acompanhara movimentação da prótese e não ficar ativo, pois pode gerar sobrecarga no adjacente. • Ação de ponta: grampos diferentes que melhorem a estética e não ultrapassem a face vestibular do dente, atuam sobre a face retentiva no dente no sentido gengivo-oclusal (de baixo para cima), são chamados também de grampos de Roach. Tem um mecanismo de funcionamento completamente diferente, não são de abraçamento e sim de baixo pra cima e quem dá a retenção é uma ação chamada de ação torcional, mais retentivo que o de abraçamento, possuem um braço de retenção e um de oposição independentes Atuam sobre a face retentiva do dente no sentido gengivo-oclusal. • Diferença de funcionamento: • Grampos circunferenciais: flexão • Grampos a barra: torção (torção transmite maior tensão que a flexão) • O grampo de ação embora mais longo que o grampo a abraçamento, terá flexibilidade menor, devido a menor resistência a deformação, pois sua forma semi-circular recai sobre vários planos, o que evita que sua flexibilidade seja proporcional ao comprimento total. O funcionamento é completamente diferente e todo o conceito de maior o braço menor a retenção, não vale nesse caso. • Comparação do grau de retentividade dos grampos de ação de ponta e abraçamento: • Os grampos a barra tem maior retenção, por atuarem no sentido gengivo-oclusal, pela ação de movimento vibratório. • Os grampos em T (tipo de grampo de ação de ponta) e os circunferenciais apresentam o mesmo grau de retentividade nas mesmas condições de estudo. Fisiologicamente, os grampos de ação de abraçamento são melhores ou mais bem distribuidos que os de ação de pontas, pois estes vão em um local apenas. • Indicação dos grampos de ação de ponta: • PPR dento-suportada ou espaços protéticos intercalares • PPR de extremidade livre (T OU 7) • Coroas com pequeno grau de retenção junto ao terço cervical (pouca área retentiva) • Estética (para não aparecer o corpo do grampo de ação de abraçamento, principalmente em anteriores) • Principais tipos de grampos circunferenciais (atua no sentido ocluso- gengival): • Ackers: grampo mais utilizado do mundo, circunferenciais simples, o apoio é colocado por mesial e o grampeamento vem de mesial para distal, tanto por vestibular quanto por palatino • Reverso: apoio por distal e grampeamento de distal para mesial, utilizado quando o dente esta ligeriramente mesializado, a área de retenção é maior na mesial • Ring-clasp ou anel: usado principalmente na situação de áreas retentivas muito pequenas e circunscreve todos os dentes e busca retenção embaixo, em casos quando o terceiro molar é dente de suporte • Half-half (meio a meio): possui dois apoios, de um apoio sai o grampo de retenção e de outro um de oposição, muito utilizado e arcadas intercalares, fazendo com que o dente tenha estabilidade • Back-action: utilizado em casos de classe I de Kennedy, o grampo de retenção e de oposição se unem, começa sendo grampo de oposição, atravessa a mesial e chega na vestibular. Utilizado em faces livres. • Geminado: são dois grampos vizinhos e unidos. Tem algumas restrições, pois tem que fazer um desgaste nos dois dentes, para que os grampos entrem, então desgasta muito o dente do paciente. • Jackson-Crib: é muito volumoso na boca do paciente, grampo meio ação de abraçamento, meio ação de ponta. • Contínuo de Kennedy: é mais um grampo indireto, ocupa todos os dentes anteriores e “amarra“ os dentes anteriores para não movimentarem, usado muito para classe I. • Tipos de grampos de ação de ponta (atua no sentido gengivo-oclusal): • T: mais estético, fica mais abaixo, na área cervical, tem ação torcional, para aumentar a retenção tem um braço para mesial e um para distal e puxa o conector menor em 90 graus. Muito utilizado hoje em dia. Não é recomendado em dentes que tenham bordas proeminentes, principalmente canino superior e inferior. • 7 ou 'S': usado muito para extremidades livres, principalmente, em caso com bossas proeminentes. Como se fosse um braço de grampo. • I: muito utilizado para dentes anteriores, porém tem grande retenção em um ponto só. Vantagens: estético e grande retenção, devido sua forma e pequena extensão. • RPI ou 4/5: não tem grampo de oposição, é uma filosofia de planejamento de PPR, mais que um método de se usar um grampo de ação de ponta em um dente específico. Características: • Apoio oclusal mesial unido a um conector menor • Placa proximal no plano-guia distal do dente pilar • Grampo em I na superfície vestibular • Eliminação do braço de oposição Objetivos: • Redução das forcas de inclinação e torção sobre o dente suporte • Liberdade de movimento para a extremidade livre • Retenção friccional sem grampo de retenção: deixa as duas faces proximais bem paralelas e fazer uma armação em cobalto-cromo que de retenção friccional na região. Porem, não tem a retenção quanto um grampo de ação de ponta ou abraçamento, mas o que manda aqui é a estética. • Objetivo de um grampo: • Fixação (pelos grampos de retenção e oposição) • Retenção (através do braço do grampo de retenção) • Reciprocidade (pelo grampo de oposição) • Estabilidade (pelos grampos indiretos) • Abraçamento adequado • Passividade Aula 6: Sistema de Estabilização Relembrando os 5 sistemas das PPRs: os sistemas de suporte, que é constituído pelos tecidos de suporte da prótese que são os dentes remanescentes e o rebordo alveolar. Nós temos o sitema de retenção, que equivale ao sistema da prótese em evitar movimentos no sentido gengivo- oclusal que é constituído pelos grampos de retenção. Nós vamos ter um outro sistema chamado sistema de estabilização, que como o nome diz, da fixação e estabilidade, que é composto pelos grampos de oposição e indiretos e tem outros sistemas constituintes que são os apoios e os conectores maiores. Nós vamos ter o sitema de conexão que é constituído pelos conectores menores e finalmente, o sistema dos dentes artificiais. Estes são os 5 sistemas que temos. Já falamos de dentes remanescentes eu vou falar ainda de rebordo alveolar, já falamos de grampos e hoje eu vou falar de apoios. Hoje falaremos de sistema de estabilização. Dentre os sistemas de estabilização temos os chamados apoios das PPRs. Os apoios são elementos constituintes das PPRs que possuem como principal finalidade a transmissão de forcas axiais ao dentes suporte e evitar movimentos no sentido ocluso-gengival. Ou seja, os apoios servem para dar fixação a prótese. Ela evita movimentos de intrusão da prótese nos tecidos moles, evita que a prótese adentre nos tecidos moles e cause uma reabsorção, por exemplo. _____________________________________________________________ ***Observação O Zé disse que as partes discursivas da prova eram sobre isso: Ponta ativa do grampo: fica abaixo da linha-guia equatorial. Parte que fica a cima: parte rígida, ou corpo do grampo. Braço de Oposição: evita movimentos de laterais que os grampos de retenção transmitem os dentes durante a colocação e retirada da prótese. Ligando os grampos de retenção aos grampos de oposição temos os apoios (que ficam sobre a parte oclusal do dente) e o conector menor. Na face oclusal quando se trata de dentes POSTERIORES. Se o dente não tiver face oclusal, fica sobre a parte incisal ou sobre o cíngulo do dente. Se esse apoio vai ficar sobre a face oclusal, que que vai acontecer? Ele vai causar uma interferência oclusal. É por isso, que para a colocação de um apoio, faz-se necessário uma concavidade, um receptáculo na cavidade oclusal, parareceber esse apoio. Essa concavidade chama-se nicho. O apoio vai se assentar no nicho e vai evitar as interferências oclusais. _____________________________________________________________ • Funções dos apoios - Primeira função: transmissão de forças que incidam sobre a prótese em direção ao longo eixo do dente, a partir do momento em que tenho uma prótese no dente, ela vai direcionar as cargas mastigatórias ao longo eixo do dente (função extremamente importante) - Segunda função: Manter o grampo em posição correta sobre o dente suporte, ou seja, atua na fixação. - Terceira função: Evita o desalojamento dos braços de retenção e de reciprocidade. - Quarta função: evita a extrusão do dente suporte. Mesmo que seja um terceiro molar, sem dente antagonista, e nós vamos usar esse dente, colocamos grampos e apoios para evitar a extrusão desse dente (isso evita contatos prematuros). - Quinta função: evita a intrusão da prótese no rebordo alveolar. Que é o que diferencia as próteses parciais a grampo das pererecas (dentaduras parciais). As dentaduras parciais não possuem um controle sobre os tecidos de suporte, o paciente morde com tudo sobre o rebordo, sobre fibromucosa. Por isso é muito comum, paciente que usam dentaduras parciais por muito tempo, apresentam hiperplasia de tecido em volta da área desdentada. Essa hiperplasia é uma questão reacional e também uma questão de perda de tecido ósseo. Essa hiperplasia tem uma tendência de cada vez mais aumentar. - Sexta função: conferir resistência aos movimentos laterais da prótese frente a forças tangenciais. Quais forcas tangenciais? Principalmente os movimentos de cisalhamento. É um meio de retenção indireta, em algumas situações. Essa fixação é tanto maior quanto mais profundo for o nicho. Se o nicho for só em esmalte, a fixação é menor. Se for uma coroa, e esse nicho for bem maior, a fixação também será maior. O apoio vai ser oclusal, em dentes posterior. E em dentes anteriores, apoios incisais e preferencialmente, apoios em cíngulo (linguais ou palatina). Porém os dentes anteriores inferiores quase não tem cíngulo. Através das resinas compostas, dos sistemas adesivos atuais, eu posso fazer uma modificação na anatomia deste dente e lançar mão do apoio em cíngulo. Os apoios oclusais estão localizados nas faces oclusais dos dentes posteriores. Só é possível fazer apoio oclusal se o dente tiver face oclusal. Em dentes íntegros, nós fazemos apoios superficiais (não é recomendado expor dentina e muito menos, expor polpa). Os apoios anteriores podem ser feito na incisal ou na região de cíngulo. A preferência é por apoio em cíngulo, que é feito na face lingual/palatal de dentes anteriores. O apoio em cíngulo apresenta uma vantagem muito grande, ele transmite a carga mais em direção ao longo eixo do dente, diferente dos apoios incisais. Os dentes superiores anteriores normalmente tem um cíngulo mais pronunciado, mas quando não for, a gente pode tentar aumentar um pouco o cíngulo, se a oclusão permitir. Os apoios incisais são confeccionados na superfície incisal próximo aos ângulos inciso-proximais. Qual a função dos apoios incisais? A mesma, transmissão de cargas ao longo eixo do dente. Quando não existia a odontologia restauradora, usávamos muito os apoios incisais. Hoje em dia quase não utilizamos devido à estética. Fica horrível. Também biomecânica mas principalmente estética. Ou seja, sempre que possível, nós não utilizamos apoios incisais. Biomecanicamente qual a vantagem de utilizarmos o apoio em cíngulo? Fica mais próximo ao eixo de rotação do dente, quanto mais na cervical ta, mais difícil fica da prótese sair. Pelo fato de estar mais perto do eixo de rotação, maior a fixação, maior a área e mais estético ele é. No caso de dentes íntegros, você não vai desgastar, fazer um nicho grande para fazer um apoio profundo. Nesses casos, você vai fazer um desgaste superficial e um apoio superficial. Você só vai fazer um desgaste maior e um apoio maior no caso de uma restauração de amálgama ou uma coroa. Em relação ao contorno coronário. Nós temos basicamente os apoios intracoronários, ou seja, apoios que estão dentro dos limites do dente, que podem ser apoios superficiais ou rasos (quando feitos em dentes íntegros, apenas em esmalte) ou apoios profundos ou internos (quando feito em dentes não íntegros). E eu tenho também os apoios extracoronários, que tem uma função específica. Intracoronários podem ser superficiais ou profundos ou apoios extracoronários. Os apoios extracoronários são usados em situações específicas em que o paciente tem perda de dimensão vertical de oclusão. Você precisa reestabelecer essa dimensão vertical de oclusal. Você faz um apoio recobrindo todo o dente e ao mesmo tempo reestabelecendo a DVO. Segundo a sua função, nós temos os apoios primários, que são os apoios colocados em dentes adjacentes ao espaço protético (apoios primários ou diretos) e os apoios secundários (indiretos ou auxiliares) ((da mesma forma que temos os grampos)) colocados em dentes mais longes do espaço protético. A função é evitar movimentos rotacionais. Outro conceito importante, para todo apoio tem um nicho. Ou se vocês quiserem de outra lógica: para todo sapato velho tem uma meia furada. Nichos são cavidades preparadas sobre esmalte ou sobre restaurações já existentes ou sobre coroas protéticas tem como finalidade principal o alojamento e assentamento dos apoios em PPRs. Apoio não existe sem nicho. O apoio tem como função principal transmissão de forcas ao longo eixo do dente, se o dente não estiver preparado para receber essas forças, essas forcas podem ir tangencialmente. Principais causas de insucesso das PPRS: apoio sem nicho é um bom exemplo. Prótese ATL: alginato, telefone, laboratório. Não tem nenhum preparo prévio -> insucesso. Boca sem preparo prévio para PPR -> terrível para a oclusão, trauma oclusal primário -> DTM. Funções dos nichos: alojar os apoios, orientar as forcas mastigatórias em direção ao longo eixo do dente e determinar as condições de suporte e estabilização dessa prótese. Nicho mais profundo -> apoio mais profundo -> maior estabilização dessa prótese. Tipos de nichos: Nichos diretos: apenas em esmalte. Como mensurar se nunca chega em dentina, que só vai ser em esmalte? Usa uma broca com 1... 1,5 de diâmetro. Se chegar em dentina não é o fim do mundo, não é desejável mas é possível fazer um controle com agente dessensibilizantes. Se mesmo com agentes dessensibilizantes a sensibilidade continuar, a gente faz uma pequena restauração em resina. Nichos indiretos: são feitos em restaurações ou coroas. Como se deve fazer um nicho? O nicho deve ter um formato triangular (vista oclusal), totalmente expulsiva (broca esférica) e com a sua parte medial mais profunda do que a parte mais adjacente. Ou seja o nicho sempre deve ser em ângulo agudo, menor que 90º. Mas quanto o ângulo agudo? O suficiente. Depois de fazer esse nicho, você deve fazer outro modelo. O nicho deve ocupar 1/3 do dente tanto no sentido V-L como M-D. Em ppr nós fazemos no mínimo 2 modelos. O modelo de estudo, que é aquele delineado. Depois de fazer os desgastes nós fazemos outro modelo, o modelo de trabalho. Se for uma restauração metálica fundida, você já encera fazendo um nicho mais profundo. Nicho sobre restauração amalgama: a diferença do amalgama pra resina é que o amalgama não se adere ao dente, ou seja, quando você precisa desgastar e o amalgama fica muito fino, ele se destaca dodente. Sendo assim, é necessário fazer uma restauração adesiva. Os nichos podem ser sobre esmalte, restauração ou coroa. O nicho oclusal a forma dele deve invadir 1/3 da mesa oclusal tanto no sentido V-L como M-D, com profundidade de 1,5 a 2 mm. A gente mede com o diâmetro da broca, broca 1014. E ângulo menor que 90º, ângulo agudo. Se você tiver dúvida do quanto desgastar, pega o modelo de gesso e divide nele antes. E visto tridimensionalmente, como deve ser a forma? Ligeiramente inclinado ao longo eixo do dente, em ângulo agudo. Porque o nicho deve estar em ângulo agudo? Para garantir que as cargas sejam transmitidas paralelamente ao longo eixo do dente. Se fizéssemos em ângulo obtuso: vai fazer com que o dente sofra movimentação, as cargas vão ser tangenciais, laterais. Como uma movimentação ortodôntica. Um apoio sem nicho forma um plano inclinado, não vai ter apoio. É um tipo de maquina simples. Quais os tipos de maquina simples: polia, plano inclinado, alavanca. Qual a importância da maquina simples? Ela potencializa cargas não axiais sobre esses dentes. Por isso também a fundamental importância de fazer os nichos. Na face oclusal nos temos 1/3, 1/3, 1/3, visto por V ou L nós vamos ter uma angulação em ângulo agudo. É difícil fazer isso? Não, é facílimo. Só não pode se empolgar. Nós fazemos em 2, 3 minutos no máximo. Um preparo de boca toda leva em torno de 10 minutos. Mas você tem que saber o que está fazendo, isso que diferencia os dentistas. Outra coisa extremamente importante: todos os nichos são arredondados. São redondos, não são em ângulos vivos. Todas as superfícies são arredondadas. Por isso trabalhamos com brocas esféricas. Porque arredondados? Para dissipar forcas, e a liga de cobalto-cromo tem um modulo de elasticidade alto, ele é muito rígido, consequentemente ao se polir a peça para colocar na boca, ele é difícil de se assentar, nós temos que propiciar um assentamento mais fácil. A altura é de 1,5 a 2, o diâmetro da broca, em ângulo agudo. Os nichos podem ate ser em ângulo reto, mas isso deve ser evitado. Porem, em ângulo obtuso não podem ser. Como a gente faz os nichos? Com a broca 1014, 1015 e 3118. 3118 (broca em forma de pêra, chama de vela). 1014, 1015 – brocas esféricas. E, o ângulo cavo-superficial desses nichos sempre deve ser biselado, tirar qualquer tipo de ângulo vivo, feito com a broca 1112 F. A gente trabalha com a broca em direção ao longo eixo do dente. Depois de fazer o nicho, nós vamos dar o acabamento. Existe uma grande diferença entre os preparos de PPR e de PF. Você pode polir em ppr, tem que deixar tudo arredondado. Em PF você não pode polir, deixa o término cervical bem marcado ex: ombro biselado. Grampos geminados, vizinhos: 2 nichos. Muito invasivo! Retirada muito grande de tecido. Desgaste tanto por vestibular como por lingual. Nicho em cíngulo Brocas usadas: brocas tipo roda (1057 KG), broca cone invertido (1035 KG). É uma questão de escolha, o cone invertido e a roda funcionam da mesma forma. O professor prefere a cone invertido porque o preparo é mais conservador. O nicho em cíngulo já tem uma forma diferente dos nichos oclusais. Observando por lingual, ele tem a forma de um V invertido (uma linguante), por proximal também um V, para que ela abrace as 3 faces e dê a fixação necessária. Porque não podia ser reta? Para ter mais fixação, quanto mais planos, maior a fixação. Além do que, vamos acompanhar a face do dente. Quando nós fazemos um nicho em cíngulo, ele vai transmitir cargas paralelas ao longo eixo do dente. Se não tivermos cíngulo, se não tiver nicho? Nós vamos empurrar esse dente pra frente. Nesses casos, a broca 1034 já da o 1,5 a 2 mm. Além disso, o preparo é arredondado. Dentes anteriores inferiores: não tem problema nenhum fazer cíngulo. Dentes anteriores superior: se aumentarmos demais, pode ter interferências oclusais. Apoio incisal Indicado para dentes anteriores quando situações oclusais contra-indicam o apoio em cíngulo. É muito raro mas eventualmente usamos. Como deve ser o apoio incisal? Deve ocupar 3 faces: uma parte da face palatina ou lingual, uma parte incisal e uma parte da face vestibular), por isso é antiestético. 1,5 na altura e 2,5 na largura. Que brocas utilizamos? Brocas 3070 e 3071, usadas para reduções incisais e broca 3118 para aresta em Y para abrigar o grampo em Y. Ele é muito invasivo. Em ângulo menor que 90º e deve ser em 2 faces mesiovestibular e distovestibular. Apoios de nichos profundos São utilizados quando ao invés de dente integro, temos um dente com restauração (onlay, inlay). Apoios profundos são mais internos a superfície do dente (> 2mm). Vai em direção a parece cervical e no sentido M-D formando uma caixa, por isso possui maior fixação. Limitação pelo volume da câmara pulpar. Contra- indicado em pacientes jovens. Custo maior, não é qualquer protético que faz. Localização dos apoios Principais: adjacentes ao espaço protético Secundários: colocados em dentes não adjacentes ao espaço protético e com função de neutralização das forcas que tentam deslocar a prótese. Localização dos apoios principais Prótese dento-suportadas: fossas e cristas marginais adjacentes ao espaço protético. Prótese muco-dento-suportada: fossas e sulcos distantes do espaço protético. E porque nas extremidades livres eu coloco apoio por mesial e não por distal? Alavanca interpotente, o dente vai acompanhar a direção da força mastigatória. O grampo vai ficar passivo. Só vai ficar ativo na remoção da prótese no sentido gengivo-oclusal. Distal: o grampo de retenção fica ativo sobre cargas mastigatórias. Não é indicado. Movimentação da prótese e deslocamento do grampo. Os grampos devem apresentar passividade mas não devem ser passivos. Colocação sempre na mesial. Exceção: situação de mal posicionamento de dentes pilares. Influencia na localização dos apoios oclusais em PPR de extremidade livre inferior através do método de elementos finitos -> tese de mestrado do professor. Aula 7: Princípios Biomecânicos das PPRs Quanto aos princípios biomecânicos, temos princípios relativos: Ao arco dental - sistema mucoso de suporte como elemento de estabilização ou resistência (vamos falar hoje). - sistema dentário (nós ja falamos) Ao aparelho protético - requisitos mecânicos de Roach, principalmente ao que diz respeito a grampos indiretos, grampos de oposição, apoios e grampos de retenção. O sistema mucoso de suporte cruza bastante com o tema de prótese total; ou seja, da mesma forma que na prótese total existe um sistema mucoso de suporte, aqui temos também um sistema de suporte como elemento de estabilização ou resistência aos movimentos verticais da nossa prótese. Os tecidos de suporte tem como finalidade a resistência aos movimentos verticais. Do que são formados os tecidos edêntulos? Os tecidos edentulos são formados por: - Osso basal, um osso que não se reabsorve, que na madíbula é extremamente fino e na maxila a quantidade é ótima. E o que significa ser ótimo? Significa que quanto mais osso basal tivermos, menos reabsorção óssea vamos ter. O osso basal não reabsorve; o osso alveolar sim. - Rebordo residual, que é formado pelo osso alveolar e pela fibromucosa que reveste esse osso alveolar. - Tecidos moles adjacentes, que são os tecidos mucosos como lábios, língua, freios, e que não tem algum tipo de aderência e se movimentam. Conformação óssea do rebordo O rebordo é compostopor osso alveolar remanescente recoberto pela fibromucosa. A conformação óssea do rebordo é formada de tecido compacto ósseo, lingual ou palatino unindo-se a tábua compacta vestibular, formando com a fibromucosa o chamado rebordo residual, com tecido ósseo trabecular abaixo do osso compacto. Um exemplo simples para compreender a configuração óssea do rebordo é a sua comparação a uma pizza de calzone. Existe uma tábua óssea vestibular, que é osso cortical tanto por vestibular ou palatino/lingual, recheado pelo osso alveolar, e embaixo temos o osso basal. Embaixo tem-se o osso basal -> osso alveolar -> tábua óssea vestibular e palatina/lingual -> e recobrindo tudo isso a fibromucosa de revestimento. Então, essa parte, mais encima, vai sendo reabsorvida. O fim do osso alveolar é ser reabsorvido, e ele vive em função do dente. Uma vez que não tenha mais o dente, a tendência é que ele sofra uma reabsorção, sendo que essa reabsorção pode ser maior ou menor, mais acelerada ou menos acelerada dependendo de vários aspectos. Como por exemplo forças mastigatórias excessivas, próteses mal adaptadas, próteses de alavanca, que vão fazendo com que todo o osso alveolar - todo o recheio da pizza calzone - vá sendo reabsorvido, até ficar uma "massa fina". Todo esse esquema principal que definine exatamente o que vem a ser a fibromucosa e rebordo alveolar. Daqui vai partir o suporte fibromucoso. Na região aqui encima (azul) vamos ter o suporte principal, e aqui na parte lateral o suporte secundário, que vai evitar com que a prótese sofra movimentos no sentido oclusogengival como movimentos laterais. Por isso que uma prótese massa fina, só tem osso basal, não tem mais rebordo, não tem estabilidade, porque ela não tem a zona secundária de suporte, só tem a zona principal. Em um rebordo muito reabsorvido, as moldagens anatômica e funcional podem ser feitas muito bem, a montagem dos dentes etc, porém ela sempre terá essa movimentação, dificilmente não terá. É zona secundaria de suporte, que evita o movimento lateral e o gengivo- oclusal, dando estabilidade à prótese. Essas paredes são de extrema importância, quanto ao sistema mucoso de suporte. Porque enquanto essas paredes existirem vai existir a zona principal e a zona secundária de suporte. O que acelera a reabsorção óssea são fatores locais e sistêmicos: Fatores Sistêmicos - Bioquímicos: do próprio paciente, ele possui alguma deficiência de sódio potássio, e que tem como consequência perda de cálcio. - Alterações celulares: uma osteoclasia maior que a osteogênese*, absorção de cálcio e osteoporose, fator de extrema importância em mulheres idosas. * O osso, muito embora ele não tenha uma nutrição do dente, ele vai receber algum tipo de nutrição e consequentemente vai ter um turn over. Por um motivo qualquer a osteogênese é menor que a osteoclasia, o que vai acontecendo é que vai perdendo tecido ósseo. - Idade: quanto maior a idade do paciente e maior tempo desdentada, maior vai ser a reabosrção óssea. - Sexo: a mulher tem maior tendência a sofrer perda óssea mais rapidamente. Fatores locais - Uso de protese (ou não uso), próteses que são utilizadas durante muito tempo, sem adaptacao de extremidade livre, por exemplo, não há uma adaptação adequada à fibromucosa adequada na fibromucosa, em que qualquer tipo de carga vai levar a movimentacao, e com a consequente movimentação dessa prótese vai levando a uma osteoclasia maior; então a desadaptação da prótese é um aspecto muito importante na aceleração da reabsorção o tecido ósseo. - Desgastes das próteses, ou seja, próteses que não tem mais a propriedade de transmitir as cargas igualmente a todo rebordo, isso vai levar a areas maior reabsorcao (mais carga) e areas de menor rebsorcao (menos carga), e a área que vai ter maior reabsorção é a área de maior carga; por isso que muitas vezes nós vemos rebordos em extremidade livre que tem na área do 1º a 2º molares uma reabsorção muito maior que na área de 1º a 2º pré-molar, que são os rebordos descendentes, porque a área de molares recebeu mais carga que a área dos prés. - Hábitos mastigatórios, ou habitos parafuncionais, pacientes que tem o hábito de apertamento, briquismo diurno ou norturno, naturalmente é um fator também de aceleração da perda de tecido ósseo - Periodontopatias como causas de extraçoes, na medida em que o dente vai ser extraído e não há mais condição alguma de ser salvo, de haver algum tipo de reversão do quadro, o que vai acontecer com aquele tecido ósseo é que muito vezes ele ja vai estar no osso basal, praticamente não há mais osso alveolar, de tanto que ja perdeu esse osso; por isso que é uma grande discussão dentro da odontologia hoje, quando extrair um dente, existe divergência entre os autores; - Período desdentado, quanto mais tempo o paciente tem de perda de dentes, mais o tecido alveolar foi sendo reabsorvido; quanto maior o período desdentado, naturalmente maior vai ser reabsorção do rebordo - Distância interoclusal, quanto maior a distancia interoclusal, mais carga/mais força ele vai ter naquela regiao; por exemplo, paciente idoso do sexo masculino que possui prótese total superior e inferior, mas que tem uma eficiência ainda mastigatória grande, ele vai ter uma reabsorção óssea maior que quem tem o espaço interoclusal relativamente pequeno, porque menos força vai ser feita sobre aquele osso alveolar - Concordância entre Relação Central e Oclusão Central (máxima intercuspidação); por que é necessário ou esperado que a gente tenha essa coincidência? porque se não houver aquele degrau entre RC e OC, menos carga vai ser sofrida no osso, menos carga traumatica vai ser exercida sobre o osso. Por isso que, quando trabalhamos com pacientes com grandes reabsorcoes osseas, tomamos duas atitudes principais, primeira, montar não só na posição de relacao central, mas numa posição de RC que possa voltar para a posição de maxima intercuspidação habitual e ir para a relação central - Relação de Cêntrica longa, uma posição de relação central que tem um espaço de 1,5mm para frente e 1,5mm para trás. Mas para que a prótese possa fazer esse 1,5mm para frente e para trás repetidamente, as cúspides devem ser bem baixas, quase retas. Sistema de suporte ou de sustentacao Forma de rebordos residuais De que é formado o rebordo residual? Formado por uma crista óssea, que é considerada a região principal de suporte da prótese, e duas vertentes: uma vestibular e outra lingual ou palatina, consideradas regiões secundárias de suporte. Elas são de extrema importância para a estabilidade de uma PT ou uma PPR, principalmente estas de extremidade livre. Num arco desdentado: A parte amarela significa a zona principal de suporte O azul significa a zona secundária de suporte O vermelho é o selado periférico, que é um tecido mole Outra propriedade importante que a fibromucosa e o rebordo alveolar devem possuir ou possuem é denominada Resiliência, que é a propriedade de um corpo se deformar e, quando cessa carga, quase imediatamente voltar ao estado primitivo. É o "travesseiro da NASA" - quando você tira a cabeça, imediatamente ele volta a sua posição normal. E esse é o esperado da fibromucosa. Sistema de suporte ou de sustentação Fibromucosa: Constituição: - Epitélio - Córion (tecido conjuntivo fibroso, firmemente aderido ao tecido ósseo subjacente). A viscoelasticidade é outra propriedade que a fibromucosa apresenta, que é a propriedade de voltar a sua posição normal. A razão de retorno ou a velocidadede retorno da fibromucosa já muda de figura. E por vezes, se a deformação for de tal magnitude, grande magnitude e por um longo período, já começa a sofrer de formações permanentes. A razão de retorno da fibromucosa é diretamente proporcional à carga e inversamente proporcional à duracao da mesma. Ou seja, se aplicarmos uma carga x durante um minuto, 30 segundos, 40 segundos, e depois de um tempo ela volta - a propriedade de resiliência responde muito bem a isso, porque o tempo foi pequeno. Agora se eu fizer isso por 40 minutos, 50 minutos, uma hora, seis horas, muitas vezes ela volta a sua dimensão original, porém demora um tempo maior para tal. Em um paciente briquista que usa protese total, que aperta os dentes de dia de noite, o que acontece é que essa viscoelasticidade se ela tem uma velocidade de retorno diretamente proporcional à carga, e inversamente proporcional à duração da mesma, vai chegar um determinado momento em que essa volta ao estado normal muitas vezes não vai ser mais plena, já vai começar a sofrer algum tipo de deformação permanente. Então a prória fibromucosa e próprio osso tem uma propriedade viscoelástica, ou seja, no osso alveolar, se apertar demais o osso reabsorve, e na fobromucosa se apertar demais ela se deforma. A resposta da fibromucosa às cargas ocorrem em duas fases principais: PROVA 1ª resposta é a tipica resposta elástica, que é a da resiliência da fibromucosa 2ª resposta é a viscoelástica, com aumento marcante da resistência dos tecidos. Então muitas vezes o tecido volta a sua dimensão original, mas dependendo da quantidade, da magnitude e do tempo da carga, muitas vezes essa deformação deixa de ser uma deformação elástica e algumas vezes podem se transformar em uma deformação permanente. "Uma carga elástica por dez minutos deprime o tecido, além da segunda fase (viscoelástica), requerendo três a quatro horas para voltar a sua dimensão original." Fibromucosa segundo o grau de resiliência: - Fibromucosa dura - Fibromucosa compressível - Fibromucosa flácida Fibromucosa dura: a fibromucosa bastante fibrosa e densa, apresentando pequena alteracão de volume quando submetida a acao de forcas compressivas. A fibromucosa muito aderida ao osso. Isso pode prejudicar porque não tem o coxin amortecedor da fibromucosa. E quando é muito duro, não amortece e a prótese machuca o paciente. Fibromucosa compressível: quando a fibromucosa funciona como um amortecedor, é uma condicao ideal, menos fibrosa e densa que a do tipo anterior. Quando submetida à ação de forças compressivas, sofre uma alteração de volume um pouco mais acentuada. Já funciona como amortecedor, é a fibromucosa ideal. É aderido ao tecido ósseo. É o Filé mignon, beleza. Fibromucosa flácida: apresenta-se menos fibrosada e consistente que o tipo compressível (o que sobra e mais gengiva mole, tecido mucoso nao aderido osseo, maior possibilidade de sofrer alteração de volume) e, portanto, com maior facilidade de sofrer alteração de volume quando sob a ação de forças compressivas. É aquela que sobra, e na verdade não é nem fibromucosa, é mais gengiva mole, um tecido mucoso não aderido ao tecido ósseo. Essa é carne de pescoço. Muitas vezes para fazer uma prótese nesse paciente é necessário retirar esse tecido, ou às vezes só com uma manutenção, só com um preparo, conseguimos diminuir aquela hiperplasia gengival que acontece. Sistema de Suporte ou de Sustentação Formas de rebordo residual, de acordo com o formato da área de secção no sentido vestibulo-lingual Aqui já levando em consideração não só fibromucosa mas também tecido ósseo. Sistema de suporte pode ser alto, com formato de triangulo isosceles, no qual a base é menor. Região secundária de suporte mais desenvolvida, e região principal é estreita. Ele é bom, porque tem a zona de suporte secundário que dá bastante estabilidade. Suporte normal, tem formato de um triângulo equilátero, boa altura e boa largura da região principal de suporte da prótese. Rebordo Reabsorvido, tem o formato de triângulo isósceles, com a base maior que a altura. Tanto a região principal de suporte como a secundária apresentam suporte pobre. É a carne de pescoço. Não existe praticamente zona secundária de suporte, suporte bem ruim, um dos piores Estrangulada, acontece principalmente nos pacientes desdentados na região anterior superior, apresenta uma area de maior amplitude junta à crista, com uma regiao subjacente retentiva. É ruim de trabalhar, pois uma prótese bem adaptada nessa região machuca, o paciente não consegue utilizar. Por outro lado, se alivia, perde boa parte da zona secundaria de suporte. Resolvemos aliviando a a região - mesmo pecando na zona secundária de suporte -, ou então, com uma intervenção cirúrgica. Em Lâmina de faca, rebordo acentuadamente reabsorvido, apresentando na crista uma aresta viva que pode ser detectada pela palpação (o paciente ja sente dor ao tocar, pois é uma crista muito fina). Situações assim, devem ser resolvidas com intervenção cirúrgica, pequena cirurgia; geralmente isso não afeta todo o rebordo, e sim partes pequenas do mesmo. Pequena incisão, lima de osso arredonda essa regiao, e faz a prótese de novo. Também carne de pescoço. É o pior de todos. Fatores de tecidos moles, que influenciam o Diagnóstico, Construção e Prognóstico das PPR Compressibilidade Mobilidade Tecidos moles Apresentam uma mucosa desigual e uma cobertura submucosa. Podem apresentar uma camada epitelial grossa e cornificada em algumas arras e em outras uma fina área não queratinizada. São compressíveis e deslocáveis. A deformação apresentada pela mucosa não é igual, variando a cada região da maxila para mandíbula. Vamos agora delimitar a superfície da base prótese. Até onde deve chegar a base da prótese Extensão da superfície da base da prótese Na prótese total, aconselha-se que a moldagem da mesma deve chegar até o túber, e deve molda-lo muito bem. Porque o túber é uma área de estabilidade, onde pode-se até montar um molar mais distal. No arco inferior, trígono retromolar também é importante, há uma dificudade de moldar esse local. Delimitação da area chapeavel Maxila - Túber e uma área estável, de confiança, local ate onde pode ser montado o molar mais distal. - Sulco hamular, área posterior ao túber, de tecidos moles, onde a prótese deve ser finalizada. É uma área de alívio mas deve ser recoberta. * às vezes o próprio material alivia as regiões que devem ser aliviadas e comprime as que devem ser comprimidas, como a pasta zinco enólica. - Palato Todo palato pode ser usado como suporte, porque ele é osso basal (pode ser comprimido), pois o osso compacto opõe-se melhor às forças compressivas, alem de auxiliar na retenção, pela adesão salivar. Extensao da base da protese Mandíbula Mais dificil pois menor quantidade de osso basal, que pode ser utilizado para suporte da PPR ou PT, para servir de suporte, pois não há uma área larga na qual o stress possa ser distribuído. Por exemplo, no superior tem o palato. - Trigono retromolar deve ser moldado e muito bem moldado, estrutura pequena, oval situada ligeiramente lateral e superiormente a crista do rebordo alveolar. Formado por tecido mucoso, glandulas mucosas e por vezes, por fibras do tendao temporal e dos musculos masseter e bucinador. Por isso que muitas vezes em que instalamos PT inferiores o paciente sente dor na abertura, porque há uma sobreextensão, chega até atrás do trígonoretromolar. E a prótese deve chegar ate 2/3 do TR, e o último 1/3 deve ser liberado. Paciente pt e ppr, deve voltar em 24-48h depois, pois se tiver algo incomodando, uma sobreextensao, por exemplo deve ser retirada, pois o paciente nao usa! Limites do trígono retromolar Inferior: borda anterior do ramus posterior: pelo tendao do temporal Lateralmente: músculo bucinador Medialmente: rafe ptérigo-mandibular. A cobertura do trigono pela base da prótese, aumenta a estabilidade, possibilitando uma parada distal, diminuindo o colapso do osso alveolar, ou seja, uma maior sobrecarga sobre o osso, zonas de suporte principal e secundária. Ele dá uma área de estabilidade maior. se fizemos uma prótese sem o TR, mais força sobre o osso alveolar vai acontecer. A base da prótese não deve ser estendida além do limite, podendo causar tendinite do ligamento temporal e mesmo ulceração. Moldou o TR, divide em 3 partes e usa apenas até o segundo terço dele, pois se alcaçar o final pode causar a tendinite. A determinação do limite posterior deve ser feita observando os tecidos durante a abertura e fechamento, na junção do tecido móvel e não móvel. Vai vendo até onde há exatamente do inserção do músculo ou do ligamento temporal. - Fossa retromilohioidea Espaco limitado anteriormente pelo músculo palatoglosso e posteriormente pela borda da língua. É a parte interna. é uma concavidade, que se chegar com a prótese até aí, vai machucar o paciente por ser uma área móvel. A borda inferior é limitada pelos tecidos moles que cobrem o soalho da boca e anteriormente pelo músculo milohióhideo. A protese nao pode chegar ate ai, ela deve ser aliviada. Principalmente em pacientes que apresentam uma regiao mais concavo, e machuca muito mais. - Entalhe lingual Concavidade confeccionada na borda lingual da base da prótese na área de segundo pré a primeiro molar. Tem-se aí glândula sublingual. Se o paciente usa a prótese há muito bem, essa glândula é muito desenvolvida, porque não tinha limites. Deve-se fazer um entalhe para que não haja qualquer tipo de lesão. "Quando a língua entra em ação, o soalho da boca é levantado acima desta área pela suspensão da glândula sublingual quando o milohióideo eleva o soalho da boca." Quando o paciente deglute e levanta o milohioideo, a protese tambem tende a levantar. Regiao deve ser aliviada! - Vestibulo e sulcos Regiões que também devem ter alívio, principalmente freios labiais, freios linguais. "A extensão até o limite de deslocamento permitida pelos músculos, aumenta a estabilidade da base da prótese, auxiliando na transmissão aos tecidos moles e músculos na área da borda, promovendo a redução de forças ao rebordo residual." *Regiao de alivio, mas a protese deve chegar ate a região, a protese deve chegar até a região de vestíbulo, por mais que seja uma região de tecido mole, deve haver um selamento dessa região. - Sulco massetrerino "Área postero-lateral onde o bucinador atravessa sobre o masseter lateral do trígono retromolar. Na contração do masseter, o bucinador é puxador medial e anteriormente, deslocando a base da prótese." Quando for fazer a base da prótese, ela não deve chegar aí, porque toda vez que ele for fechar a boca, tem-se a inserção do masseter e a do bucinador, deve-se aliviar a região, alivia no modelo e na pós colocação prótese. Por isso, a pós-colocação da prótese é até 48 horas, porque muitas vezes a prótese esta causando uma lesao nessa região e o paciente não usa mais. Alivio no modelo e na prótese pronta, se necessário. Linha oblíqua externa tem esse sulco. É uma área importante porque é a unica área de osso basal que pode ser utilizada na base da prótese. A linha oblíqua interna não pode ser utilizada porque existe a fossa retromilohioihidea. Por isso que sempre vamos fazer moldagem funiconal, que serve não só para o íntimo contato da base da prótese com a fibromucosa, assim como buscar áreas de osso basal. Lado vestibular Área entre a crista da área desdentada e linha oblíqua externa, sendo parcialmente recoberto pela inserção do bucinador. Linha obliqua externa e uma area importante, e a unica area de osso basal e que pode ser utilizada como suporte da protese, pois há mais osso basal. Na mandibula, há menos osso basal. Remodelação óssea Continua atraves da vida Só que existem determinadas situações que às vezes a osteoclasia é maior que a osteogênese, principalmente quando há perda de dentes. Classificação da inclinação dos rebordos no plano sagital segundo Elbrecht - Rebordo horizontal, aplicado uma carga na mesma posicao em que é feita a carga há uma reacao. Não houve perda desses dentes ao mesmo tempo. Perdeu primeiro o segundo molar, depois o primeiro e depois o pré. - Rebordo ascendentes para distal, cuja resultante, acompanhando o ramo ascendente da mandíbula, força resultante sempre para mesial. Ou seja, se queremos uma equalização de cargas isso não é possível de obter, porque na região mais anterior a carga é maior, e esse osso alveolar rebsorve mais rapidamente. - Rebordo descendente para distal, e o que mais acontece, perde o primeiro molar e depois o pré, e ha uma deformação desse osso alveolar remanescente e o rebordo descendente para distal vai levar a uma resultante tambem para distal, isso pode fazer com que a própria prótese movimente os dentes para distal. Mais uma complicação que temos para as extremidades livres. Que são, não ter a componente posterior e ser uma prótese de alavanca (movimentação), a intimidade da fibromucosa com a prótese deve ser muito maior, porque se não houver essa intimidade a prótese se movimenta mais, e assim ocorre mais reabsorção, o tipo de rebordo que estamos trabalhando, o rebordo descendente pra distal é mais complicado que a ascendente por distal (por mais que transmita as cargas para a região anterior, ele não puxa a prótese para trás). - Rebordo côncavo que é a junção dos outros três rebordos, o ascendente para distal, o descendente para distal e o horizontal. Pode-se diminuir a alavanca diminuindo o número de dentes, porém a movimentação sempre vai ocorrer. Estudo A prevalência de rebordo descendente para distal e muito maior que os outros, dai mais uma dificuldade que se tem na hora de confeccionar a prótese, principalmente a de extremidade livre. Aula 8: Conectores maiores e menores Sistema de estabilização : evitar movimentos no sentido ocluso gengival, os apoios tem essa função; de lateralidade são os conectores maiores e de rotação em torno do seu próprio eixo são os grampos e apoios indiretos. Conectores maiores Os conectores maiores (ou barras tangenciais) evitam movimentos de lateralidade. É uma barra metálica rígida que une os retentores e as selas entre si e bilateralmente. As próteses devem ser bilaterais porque as próteses são APOIADAS; se forem unilaterais terá a possibilidade de rotacionar a prótese em torno do seu eixo e sair da boca do paciente. Então, sempre será necessário ter o terceiro ponto no outro hemiarco para conseguir a estabilidade da prótese. A finalidade principal é que tenha estabilidade da prótese e ao mesmo tempo a rigidez necessária para trabalhar, evitando movimentos de lateralidade. Quais são os requisitos fundamentais do conectores maiores: 1) Rigidez, as barras não podem ter movimento, não podem ser elásticas. Devem ser rigidas. Para que a prótese tenha estabilidade no local. 2) Contato passivocom os tecidos, isso no arco superior. Osso basal recoberto por fibromucosa, que apresenta queratina, ou seja, possibilita que faça uma justaposição da barra com o tecido. Diferentemente com o que ocorre nas barras linguais, porque a mucosa lingual não é queratinizada, ela não suporta qualquer tipo de contato, se contatar ela ulcera. No arco superior, pode estar justaposta a fibromucosa e no arco inferior ela deve ser aliviada. 3) Comodidade, a prótese deve dar comodidade ao paciente. A prótese sempre que possível tem que deixar a área de rugosidades palatina liberada. A rugosidade palatina é importante para a fonética, é uma referência para a fonética do paciente. Na rugosidade palatina tem o forame nasopalatino. Uma vez atingida, ela pode interferir na degustação do paciente. (os pacientes de PT reclamam que não sentem o gosto do alimento; não sentem se o alimento está quente ou gelado). Sempre que possível deixa a área de rugosidade palatina como uma área a ser descoberta. 4) Manter um contorno natural das estruturas adjacentes, ou seja, acompanhar a anatomia do palato. Eventualmente, se houver um torus palatino, deve ser feito o contorno do torus. Deve contornar os acidentes anatômicos para que não tenha desconforto do paciente. 5) Bordas distantes da gengiva marginal livre, as barras devem estar distante da gengiva marginal livre. Principalmente nas próteses de extremidade livre que sofrem algum tipo de movimentação, muitas vezes a movimentação pode causar algum tipo de injuria a gengiva marginal livre. Preferencialmente, nas próteses inferiores, a barra deve ser acomodada aproximadamente de 3 a 4mm distantes da gengiva marginal livre e 3 a 4mm distantes do assoalho da boca. Na maxila, de 4 a 6mm distantes da gengiva marginal livre. Na face palatina dos dentes inferiores, tem que ter uma distância de 3mm da gengiva marginal livre e 3mm do assoalho da boca. E a largura da barra lingual deve ser de aproximadamente 3mm. Qual a distância que deve existir entre a gengiva marginal livre e o assolho da boca? No mínimo 9mm ( 8-9mm). Conectores maiores (barras palatinas) São barras que podem ser unicas ou duplas justapostas à fibromucosa (está em contato, mas não está pressionando), que unem os dois hemiarcos. Tem como principal finalidade promover a rigidez da armação metálica, evitando movimentos de lateralidade. Deve ficar distante aproximadamente 6mm da gengiva marginal livre. A barra deve ocupar o tamanho do espaço protético ( o tamanho do barra é o tamanho do espaço protético). Tipos de conectores maiores: - Barra palatina simples (anterior, média ou posterior) - Barra palatina dupla - Placa palatina, barra palatina que ocupa todo o palato do paciente; pode ser totalmente metálica ou pode ser feita em resina acrílica. Quais fatores observamos para a escolha dos conectores maiores: - Presença de torus palatino e/ou mandibular - Necessidade de substituição dos dentes ausentes. A medida que tem perda de dentes anteriores, a barra tem que ser anterior. - Considerações fonéticas - Conforto - Tamanho do espaço protético - Barra palatina anterior juntamente com a sela vai propiciar condições para montar os dentes artificiais. Sempre que possível, tem que fugir dela. - Barra palatina simples ou em forma de U, não utiliza muito para extremidade livre. Ela tem muita movimentação. - Barra palatina média utiliza nas situações que tem que ocupar toda a área desdentada. Por uma questão de comodidade utiliza essa, aliviando a rugosidade palatina. - Barra palatina posterior utiliza nos casos mais tranquilos, com espaço protético pequeno na região posterior. - Barra palatina dupla, anterior e posterior. Ex: paciente desdentado anterior, fez uma barra palatina anterior e para evitar movimentos rotacionais utiliza grampos de retenção indireto e uma barra palatina posterior. A grande desvantagem de trabalhar com barra palatina anterior é porque sempre terá recobrimento da rugosidade palatina. - Placas palatinas, são indicadas em situações de suporte ósseo pequeno. Não existe tecido alveolar, somente tecido basal. Também para pacientes que apresentam comunicação buco-nasal. As placas podem ser de cobertura metálica ou cobertura metaloplástica. Caso clínico: Placa mataloplática porque a perda de tecido ósseo foi grande, e a cobertura será plástica. Placa metálica, recobrindo todo céu da boca. A paciente perdeu todos os dentes superiores pela doença periodontal. Quando usa cada tipo de placa? Depende da situação. Sobre o aspecto de comodidade a placa metálica é excelente, porque ela é leve. A liga de cobalto-cromo é uma boa condutora de calor, ou seja, o paciente sente o que é quente e o que é gelado. (diferente da resina ou placa metaloplástica, porque a resina é um isolante térmico e é mais pesada). A desvantagem é a confecção, não é todo laboratório que faz a placa metálica, porque é mais trabalhosa. E em segundo lugar é a estética, nem todos pacientes querem uma placa metálica. Ela não permite reembasamento. Conectores mandibulares (inferiores) Podem ser dividos em: Barra lingual e placa lingual. A barra lingual é um conector maior mandibular, com formato de ferradura seguindo a anatomia do arco mandibular lingual, pode ser em forma de meia pera ou meia cana. Usa essa barra sempre que possível, pelo lado lingual do arco do paciente. Deve ficar 3 a 4mm acima do assoalho da boca, porque o assoalho não admite qualquer tipo de contato, o paciente não consegue usar a prótese porque machuca, cria ulcerações. E 2mm de espessura. Para colocar uma barra lingual no paciente, tem a necessidade de ter 9mm (7-9mm) entre a borda do assoalho da boca até a agengiva marginal livre. A BARRA DEVE SER TOTALMENTE ALIVIADA, a barra palatina deve ser justaposta (deve ter um contato). Única área de osso basal na mandíbula: linha oblíqua externa. Extremidade livre, classe I de kennedy é uma prótese de alavanca, sempre vai movimentar. Imagina se não der o espaço suficiente para ela se movimentar?! Sempre em forma de meia pera, 3 a 4mm do assoalho e 2mm de espessura. A quantidade de alívio depende do rebordo. Alívio de 0,5mm para prótese classe III; classe I tem que dar um alívio de 1,5mm. Situações que o paciente tem dente lingualizado: as vezes tem que inverter, trazer a barra lingual para a barra vestibular. - Barra lingual dupla é uma conjugação da barra lingual com a barra dentária. De modo a propiciar reforço... (classe I de kennedy). Em casos que a distancia deu 5mm, deve diminuir a distancia da barra lingual e acrescentou a barra lingual à barra metálica, que fica sobre a face lingual dos dentes anteriores inferiores; Barra dentária, dois conectores laterais e uma barra lingual. Se faz isso quando não existe espaço suficiente para medir o modelo, espaço menor que os 8-9mm necessários. -Placa lingual é união com a barra lingual e a barra metalica recobrindo o cíngulo dos dentes anteriores inferiores e gengiva marginal (deve ser bem aliviada nessa região). Usadas nas situações que não tem espaço suficiente para colocação da barra lingual. Não é o ideal, porque vai estar recobrindo área de gengiva marginal. Os dentes anteriores inferiores são sempre os ultimos a serem perdidos por causa da saliva; abaixo desses dentes tem a glandula sublingual, libera saliva o dia inteiro nesses dentes e também o paciente passa a lingua o tempo todo (massagem lingual e saliva), faz uma auto-limpeza. -Barra circular, para pacientesclasse III de angle (mais mesializado), dente posteriores inferiores são lingualizados. É horrivel. -Barra telescópia, barras dentárias anterior e posterior. Situações de PF nos dentes anteriores, na PF esculpe uma parada para a barra. Sistema de conexão: é a parte que une os elementos de retenção e estabilização à partes da PR. Liga grampos e apoios à conectores maiores e/ou a selas metalicas, metaloplásticas. Conectores menores Pequenas barras metalicas que unem o grampo à sela e/ou aos conectores maiores. Tem como objetivo dar estabilidade, rigidez a prótese. Função dos conectores menores: 1) Servir como guia de transmissão das cargas oclusais, resultante da mastigação aos dentes suportes, por meio dos apoios e fibromucosa através das selas. Transmitir as cargas oclusais para as selas, que podem ser metálicas ou mateloplásticas. 2) Estabilização dos dentes remanescentes com ou sem mobilidade. Utiliza como se fosse uma barra dentária. 3) Une as barras e as selas aos retentores diretos e indiretos, elemento de união. 4) Guia a prótese com os guias proximais, no momento da sua inserção e retirada. Quando tem espaço protetico, as faces proximais devem ser paralelas entre si para que haja uma única via de inserção e retirada. Os conectores menores guiam a via de inserção, são os conectores placa proximais. Fica lateralmente e guia a prótese no longo eixo de inserção. Os conectores menores podem ser colocados em duas posições importantes: - puxando das ameias dos dentes. Quando tem contato entre um dente e outro, a ameia é uma pequena concavidade e o conector menor cabe certinho ali; dá um conforto maios para o paciente. - puxando das faces proximais, funcionando como um plano guia, dando o plano guia da prótese. As características dos conectores menores: - Quando por proximal (plano guia, placa proximal), dimensões 3mm no sentido VL e 2mm no sentido MD. Secção transversal de forma repercular com ângulos arredondados quando localizado por proximal e quando localizado entre ameias deve ser triangular porque ameia é triangular. Se o conector é puxado entre dentes, ele é puxado das ameias (triangular); se for puxado das faces proximais é retangular e acompanha o eixo da inserção que a prótese deve assumir; ajuda a inserção da prótese. Que tipo de preparo prévio deve ser feito para usar a placa proximal? Desgaste, deixando as faces paralelas. As conexões podem ser: - Rígidas, na maioria das vezes - Elásticas - Articuladas Elásticas, permitem movimentos entre a base da prótese em relação aos retentores. Os dentes vão funcionar de uma maneira distinta com a prótese Articuladas, uma barra movimenta, mas os dentes não movimentam. Os dentes artificais atuam de modo distinto dos naturais Caso clínico: Prótese sem via de inserção, ao invés de entrar e sair pelo mesmo local, tem um portão que fecha e abre. É feio. Sistema de dentes artificiais: constituído de sela e dentes artificiais. Em PT nós vimos os tipos de dentes artificiais (anatomia e materiais- porcelana, resina acrílica, resina acrílica melhorada). Sela É a parte da PR destinada a fixar os dentes artificiais. Pode ser selas metálicas ou metaloplásticas. Selas metálicas não precisam de gengiva artificial, tem um lugar que encaixa os dentes artificais na sela. o A vantagem em relação à metaloplástica: Não irrita a mucosa; menos volumosas; boa condutora de calor; higienização mais fácil; mais resistente. o As desvantagens são: dificeis de serem reparadas, se fraturar deve fazer outra armação removível; exige mais trabalho de confecção; não permite reembasamento; desvantagem estética, só utiliza quando a estética não está envolvida. Selas metaloplásticas são selas que tem uma infraestrutura metalica e sobre ela tem resina, onde são montados os dentes. Por isso que as selas metaloplásticas ficam aproximadamente 0,5mm do rebordo (não é justaposto ao rebordo, o metal não fica justaposto; somente a resina que fica justaposta). o As vantagens da sela metaloplástica: coloração natural da gengiva; permitir fácil conserto e reembasamento (é necessário o reembasamento quando o paciente estiver perdido osso alveolar, alguma quantidade de osso alveolar); se adapta a fibromucosa. o A desvantagem é irritação a mucosa porque a resina sempre é porosa; Não pode polir a parte interna da PT. Aula 9: Moldagem e obtenção de modelos Moldagem – ato clínico de se obter um molde Molde - representação em negativo das estruturas a serem moldadas Modelo - é o positivo do molde o Requisitos fundamentais de uma moldagem e consequente de se obter um molde: o Fidelidade: Técnica correta Moldeira adequada (deve ser escolhida) Qualidade do material Tem que ser fiel, exatamente o que tem na boca; tem que ser reproduzido os detalhes. Características viscoelástica dos tecidos de suporte, principalmente o tecido ósseo; quando a boca está mais aberta na moldagem, os musculos da mastigação estão em tensão, e fazem uma movimentação do osso, o osso não é totalmente duro, ele apresenta uma viscoelasticidade, então ele também sofre uma deformação elástica. Quando pega uma régua e vai medir o diâmetro mesio distal, em um molde com a boca totalmente aberta e um molde com a boca mais fechada, vai apresentar dimensões diferentes Fenômeno chamado: DEFLEXÃO MANDIBULAR. Sempre que possível deve tomar o molde do paciente com ele sentado e com a boca aberta o suficiente para colocar a moldeira e depois fechando um pouco mais. Tem-se a precisão dimensional com o boca não totalmente aberta e fechando um pouco mais, com a precisão do que existe na boca do paciente, isso se chama fidelidade. - A fidelidade se consegue através da técnica correta, se consegue essa técnica através da abertura da boca, não deve ser completamente aberta e nem fechada. (técnica da boca fechada para PT, molda o paciente quando este não possui osso alveolar, praticamente só tem osso basal); a técnica correta se consegue com a boca ligeiramente aberta, não muito aberta e nem totalmente fechada. - A moldeira tem que ser adequada, escolhida. Quando for fazer a seleção da moldeira, deve estar com todas as moldeiras em mão para fazer a seleção. (S1 I1/ S2 I2/ S3 I3/ S4 I4- s4 e i4, paciente com extremidade livre, desdentados posteriores). - Qualidade do material, nós temos material elástico e anelástico. Os materiais anelástico são usados para moldagem de rebordo, áreas desdentadas. Os materiais elásticos são para areas dentadas. Nós usamos o alginato, porque é um material fácil de se trabalhar, não é caro, pode ser repetido várias vezes e apresenta precisão dimensional; Esse novos, hydrogum, são materiais tixotrópicos (só escoam quando se coloca uma pressão, só escoa quando é comprimido). o Facilidade de trabalho Instrumental simplificado Tempo operacional compatível Facilidade de remoção O tempo do material deve ser adequado e ele deve ser fácil na sua remoção. (zetalabu é uma silicona de alta condensação, é para laboratório; não usar no paciente). Paciente com tôrus deve-se utilizar um material mais leve, não pode usar material com rigidez como silicone de alta condensação. Sempre que possível, principalmnte moldagem anatômica ou mesmo moldagem para armação de PR, usa-se alginato, com proporção adequada. Deve-se fazer a seleção da moldeira lisa (s1,s2,s3,s4,i1,i2,i3,i4); para paciente com a boca GG deve-seutilizar moldeiras perfuradas, abrir um pouco mais e recobrir com cera as perfurações.; se a boca for pequena deve-se comprar moldeiras pediatricas. O alginato é utilizado para que ele fique confinado na moldeira e que faça compressão, se a moldeira for perfurada, não ficará confinado, sairá pela perfuração. (para hidrocolóide reversível, alginato, a moldeira lisa é indicada). Moldeiras de plástico tem finalidade ortodôntica. Como seleciona a moldeira? Coloca no paciente, primeiro de um lado, puxa a comissura labial com o cabo do espelho, coloca primeiro de um lado e depois do outro; e insere a moldeira na boca do paciente. Depois deve-se analisar se a moldeira está ocupando todos os espaços, a área chapeavel que nós queremos, a area a ser moldada. Se faltar um pequeno espaço para a moldeira (area do terceiro molar), pode fazer um aumento na região posterior, com cera utilidade ou com godiva de alta fusão. (estender a moldeira) Depois que selecionar a moldeira, deve-se individualizar a moldeira, com cera utilidade. Vai colocando cera na borda, para compatibilizar os instrumentos na área a ser modelada, compatibilizar a área com a moldeira. Finalidade da individualização: - Compatibilizar os instrumentos com a area a ser moldada. -Se faz isso para que o material fique confinado, confinação do material durante a geleificação(estado sol para gel). - Para que tenha espessura uniforme de alginato (se tiver locais com alginato muito grosso e outras finas, o alginato sofre deformação, começa a liberar tensão, e o alginato deforma) Coloca a cera utilidade na borda e leva na boca do paciente, até o fundo de vestíbulo, e aí vai individualizando para o paciente; se o paciente tiver um palato profundo, coloca cera também; coloca cera na região posterior, se for necessário. Faz isso para que o material fique confinado. Ao mesmo tempo faz retenção adicional na cera, para que o alginato tenha retenção na moldeira; pode-se fazer com bolinha de algodão ou retenção mecânica, recorte com espatula na cera, para ter retenção mecânica e o alginato não deforme. Sempre deve individualizar a moldeira!! Proporção agua/pó adequado -> carrega a moldeira para a boca do paciente, tem pacientes que a moldeira não vai chegar, em dentes vestibularizados, fundo de vestíbulo, região de terceiro molar, região de tuber, areas retentivas, aí pega o alginato e passa com o dedo nessa região. -> faz o molde (moldar os dentes, as inserções: freio labial, inserções musculares, região posterior de túber). Deve secar a boca com sugador e gazes antes de moldar. (campo deve estar relativamente seco). Quando precisa de sobre-extensão (da moldeira) faz com godiva, porque a cera deforma. A moldeira deve ser removida em um golpe só. Não pode ficar fazendo movimentos laterais, porque libera tensão, força e consequentemente deformações. Depois de obter o molde, o ideal é que seja vazado imediatamente. Onde conservar o molde? Não pode colocar o molde dentro da água porque ele sofre embebição, e se deixar em cima da bancada, ele perde agua; o ideal é deixar o molde obtido dentro de um recipiente, coloca agua e coloca algum parametro(cano de pvc, esponja)para deixar o molde em cima; a moldeira não pode ter contato com a água para não sofrer embebição. Depois de vazar o gesso, deve-se colocar na vasilha também. Vazamento deve ser feito mais logo possível; o gesso deve estar em uma consistência cremosa, brilhante. E sempre fazer a manipulação sobre o vibrador, para tirar as bolhas. A desinfecção do molde: lavar em água corrente, secar para tirar água e vazar o gesso; da região posterior para anterior. Alginato, usar moldeira tipo aço lisa. Gesso de boa qualidade: gesso tipo IV, gesso “veomix?”. Não esquecer que no arco inferior, deve-se fazer a língua! Para PR tem três moldes: - Estudo, é o que nós vamos delinear. Se faz todos os preparos prévios necessários, todos os ajustes para levar na boca; faz as transferências para levar na boca; faz os nichos. - Trabalho, pode ser feito com alginato, pode utilizar silicona (não tem necessidade de usar) - Funcional (em algumas situações), em paciente com extremidades livre ou areas desdentadas anteriores grandes. É um procedimento que utiliza material anelástico para moldar a area desdentada. Moldagem funcional para PPR (prova) - quanto ao arco - quanto a area a ser moldada - quanro ao material de moldagem Caso clínico: tem dois tipos distintos de tecido de supore, dente e fibromucosa. Os materiais para fibromucosa são geralmente anelásticos. Fez uma moldeira individual da area desdentada e utilizamos pasta zinco enólica para area desdentada (material anelastico para moldar a area desdentada). A pasta zinco enólica é um dos melhores materiais que nós temos, porque ela é seletiva; alivia as areas que podem ser aliviadas e comprime as areas que podem ser comprimidas; a própria pasta faz o alívio necessário. Pasta zinco enólica é dificil de sair, coloca um papel sobre a placa para fazer a manipulação; essa pasta só sai com xilol. Coloca o material sobre a moldeira individual, o material anelastico, tira o excesso e depois molda com alginato. Moldou a area desdentada com a pasta zinco enólica e deixou. Sobre ela colocou o alginato, com a moldeira individual em posição. -> com isso tem mais precisão!! O nosso problema é extremidade livre. Deve-se moldar muito bem, principalmente arco inferior. Por que? - Para diminuir o braço de alavanca. Quanto maior o intimo contato da base da prótese, a sela da prótese com a fibromucosa, menor movimentação teremos. Usa mercaptana para moldagem com casquete; mas a base é de enxofre, tendo um cheiro horrivel. (é caro, e causa desconforto para o paciente) Silicona de condensação tem a propriedade de ser hibrófoba, em areas de umidade, a silicona não penetra, não copia; as siliconas de adição são hidrófilas. Como a fibromucosa é 80% agua, se moldar com silicona de condensação não terá grandes vantagens. Resolução protética de próteses com extremidade livre: - braço de alavanca, dente se movimenta apenas 0,1mm dentro do seu alvéolo. E por outro lado, na fibromucosa, ele se movimenta em média 1,3mm, 2,4mm as vezes, dependendo do tipo de fibromucosa, se for flácida ele se movimenta mais. Em média é 1,3 (13x mais que dentro do alvéolo). Quais são os procedimentos para diminuição do controle do braço de alavanca em extremidades livre: (PROVA!!) - Moldagem funcional - Maior quantidade possível de area chapeavel, chegando no arco inferior na linha obliqua externa e no arco superior na região de túber; aumentando a area chapeavel. - Diminuição do numero de dentes, sempre que possível deve terminar em primeiro molar. - Diminuição da mesa oclusal, por exemplo, dentes que apresentam uma mesa oclusal muito grande, deixa só as cuspides vestibulares tocando no arco inferior. Quais as finalidades da moldagem funcional: - Diminuição do braço de alavanca - Intimo contato da base da prótese com a fibromucosa - Buscar o suporte em osso basal, osso basal no arco inferior está na linha obliqua externa; sempre que possivel faz a moldagem do arco inferior buscando a area de linha obriqua externa, porque será um area de estabilidade (não reabsorve). Não pode usar a linha obliqua interna porque é uma area de retenção, machuca o paciente, a fossa retromilohioidea sobe quando o paciente deglute. Jig- determinar DVO e depoisleva no delineador. + Moldagem funcional pela técnica de Mc Cracken, modelo dividido: (no livro do Mc Cracken tem direitinho) Os passos para moldagem funcional em extremidade livre inferior: - Delimitar a extensão da base protética, até onde vai a base protética. Sobre o modelo vai fazer uma moldeira individual; sobre a sela faz a moldeira individual. Leva a boca, faz os ajustes e adapta (conjunto armação-moldeira) - Molda com pasta de zinco enólica a região da area desdentada, e obtem-se um molde. (conjunto armação-molde) - Pega o modelo anterior e faz um corte, corta fora (pq nós fizemos outro molde); pega uma serrinha ou disco de carborum e tira fora essa parte; faz retenção adicional e adapta o conjunto armação molde. Faz um modelo dividido, um original e o outro. - Faz o encaixonamento depois. E depois vaza o gesso, obtem o modelo alterado, obtido; modelo obtido da moldagem funcional. - Tem o modelo original, da armação e o modelo alterado. - E depois continua na montagem da prótese. Monta os dentes, prova em cera, prótese acrilizada... - No arco superior o importante é moldar bem o palato! - Faz-se moldagem funcional no arco inferior para pegar a area da linha obliqua externa. - A moldagem funcional se faz no arco inferior, em extremidades livres. A moldagem funcional no arco superior se faz antes da confecção da armação metálica. Qual o objetivo da moldagem funcional? Intimo contato com a fibromucosa, diminuindo braço de alavanca e ao mesmo tempo conseguindo estabilidade na areas de osso basal. Aula 10: Preparos de boca para PPR O que é necessário se fazer na boca do paciente para receber uma PPR? Quais os procedimentos, os cuidados? No modelo anatômico, quais são as modificações que devemos fazer para transferir essas modificações para a boca do paciente? Preparo de boca é uma série de procedimentos reparadores (coroas mal adaptadas, dentes inclinados), modificadores (modificar forma do dente por uma questão biomecânica) ou protetores (protetores dos tecidos de sustentação, dente e mucosa) com o objetivo de evitar ou modificar a direção das forças nocivas que agirão sobre os dentes pilares e o rebordo residual. Os fatores que devem ser levados em conta compreendem uma via de inserção única, ou seja, a entrada e saída da prótese em uma única via; ausência de ângulos mortos, evitar essas áreas de retenção; acerto no plano oclusal. A importância do preparo compreende a melhoria da bioestática (estática = equilíbrio, equilíbrio dos tecidos moles, ou seja, não pode haver forças vencendo outras forças, as forças devem ser equilibradas, de tal forma que não causem carga no sentido lateral, axial) dos elementos de suporte; conscientização do paciente (deve-se falar quando vai fazer e o porquê vai fazer); melhor prognóstico (naturalmente, é o que desejamos) O primeiro ponto a ser analisado é a linha guia equatorial. Deve-se realizar a equalização das linhas guias equatoriais. Determina-se a via de inserção e a partir desse plano ou via de inserção vai-se trabalhar/determinar a linha guia equatorial. Essas linhas guias equatoriais devem ser preferencialmente iguais, tanto no sentido V-L quanto no sentido O-G, tendo quantidade de área retentiva e expulsiva mais ou menos iguais. O ideal é deixar equalizado essas linhas guias equatoriais. Para ter uma via de inserção única e adequada, deve haver nas faces proximais dos dentes paralelismo entre si, as faces devem ser paralelas entre si; deve haver uma via de inserção que toque nas faces proximais desses dentes, que são chamados de Plano guia. Se tiver um dente com inclinação grande, deve-se realizar movimentação ortodôntica ou tirar uma fatia do dente, para que essa face seja paralela a outra face, tendo uma única via de inserção. Plano guia Suas funções incluem: • Proporcionar um único sentido de direção para inserção e romoção de prótese; • Assegurar a ação dos componentes retentivos e estabilizadores (os elementos retentivos são os grampos de retenção e os de estabilização são os grampos de oposição, conectores menores, apoios...) - assegurar que esses elementos estejam bem posicionados para exercer a sua ação própria; • Eliminar forças tangenciais produzidas pelas pontas ativas dos braços de retenção (as pontas ativas dos braços de retenção causam forças tangenciais porque é a área que tem maior grau de flexibilidade; tendo mais cargas tangenciais, mais forças tangenciais, horizontais nós vamos ter) - elimina-se as forças tangenciais pelos grampos de oposição; • Eliminar pontos de impacção alimentar entre os dentes suporte e as selas ou conectores menores (os conectores podem sair das ameias ou das faces proximais dos dentes, para que não haja impacção de alimentos entre a prótese e o dente); • Proporcionar características retentivas auxiliares (quando se tem paredes paralelas entre si, toda vez que se coloca a prótese, ela vai raspar naquela região e esse contato mais forte que vai existir, esse contato friccional, vai atuar como caracteristica retentiva auxiliar); • Proporcionar características de estabilização (para que a prótese tenha uma fixação no seu lugar); Delineador Planejamento de PPR se faz no delineador. Coloca-se o modelo no delineador. Acha-se o plano de inserção (pela técnica dos três pontos) e pelo plano de inserção se acha a via de inserção. A técnica dos três pontos parte do plano de inserção para determinar a via de inserção. A técnica da conveniência parte da via de inserção para determinar o plano de inserção. Depois de achar o plano de inserção através da técnica dos três pontos, faz-se o traçado das linhas guia equatoriais, dentro do plano de inserção que nós determinamos. Dentro do plano de inserção pode-se ver que o dente é mesializado, pode-se observar áreas retentivas maiores de um lado que do outro - dá para mensurar a quantidade de área retentiva que vai precisar pelas pontas calibradoras. Quando se passa o delineador e faz um "borrão" ao invés da linha, significa que aquela área é retentiva. Para o dente mesializado: colocar a faca no gesso ou cinzel, realizando o recorte. Deixando as faces proximais paralelas, para se ter um único guia de inserção. Na face lingual é bom ter área expulsiva maior que área retentiva, porque é onde se localiza o grampo de oposição. Como transfere o desgaste para a boca do paciente? -> Casquete de transferência. Casquete de transferência O limite inferior do casquete de transferência é onde inicia o desgaste que foi feito no delineador. O casquete de transferência vai nos dizer qual será a inclinação da broca, baseado na via de inserção; por isso o casquete tem que ser mais alto. O toque do campo de ação do grampo, a cada contato da face vestibular deve ter um contato na face lingual até a hora que ele se assenta totalmente (cada contato na face V, deve ter contato na face L) – PROVA Os planos guias estabelecem o eixo de inserção simples e direto, evitando a situação em que o paciente tenha que aprender complicada manobra de inserção e remoção do aparelho e que pode ser nociva as estruturas de suporte. Tem que deixar as faces paralelas entre si, para ter uma via de inserção adequada. Plano de inserção -> Via de inserção -> Traçar a Linha guia equatorial (com a face lateral do grafite) -> Calibrar as pontas - onde vai ficar a ponta ativa do braço do grampo (entre terço médio e cervical). Casquete:passa o isolante para gesso (cl-ak). O plano guia é um conector menor que fica nas faces paralelas dos dentes que podem estar ligados ao apoio, ou podem estar nas faces proximais dos dentes. Aula 11: PPR a encaixe Outra modalidade de PRR: é a PPR a encaixe. A biomecânica dessas próteses são totalmente distintas da PR a grampo. Nas próteses a encaixe, o apoio, a felixibilidade do braço não é tão grande. Essa prótese existe para: 1) obter retenção e estabilidade maior, fixando melhor a prótese. 2) Questão estética, nos casos que se quer esconder grampos de retenção na face vestibular do dente. Encaixes: é um conector que consiste em duas ou mais partes. Uma das partes é conectadas a uma raiz, dente ou implante e outra parte à prótese. È uma retenção friccional, é uma conexão, o que chamamos de uma conexão macho/fêmea, em que tem um dispositivo colocado na PPR que se encaixa pereitamente com outro dispositivo colocado nos dentes remanescentes. Para fazer uma PPR a encaixe é necessario que os dentes pilares, ou os dentes que vao suportar a prótese, necessitem de coroa protética, próteses fixas, coroa unitárias ou coroas unidas entre si. Consequentemente é um trabalho mais invasivo, porque vai desgastar dentes; ele necessita de mais precisão, principalmente em relação a via de inserção; tem um custo maior que as PPR a grampo, porque não é qualquer técnico que faz. Componentes: 2 partes que se justapoem intimamente Projetadas para fazer parte do dente suporte e da vedação da PPR. (próteses intracoronárias), e a outra parte no dente suporte. Parte da PPR será soldada a armação. Peça fêmea será colocada normalmente na prótese fixa e o macho que vai ser soldado a armação na prótese removível, que vai encaixar perfeitamente, através de peças fusinadas, com a fêmea que está colocada na PPF. Com o objetivo de conseguir: retenção maior e estabilidade maior. Na medida que vamos ter uma caixa maior, teremos resistência tanto no sentido gengivo-oclusal como no sentido lateral. Vai ter resistência no sentido vestibulo-lingual e no sentido mésio-distal. Tipos de retenção em PPR - Extra-coronária (grampos de retenção), apoiado no dente - Intracoronária (dentro do limite das coroas dos dentes), preso no dente e na PF, tendo uma retenção friccional. Como funciona os encaixes: (PROVA) Relação biomecânica das PPR a encaixe: - Retenção por fricção e travamento antero-posterior. (não acontece com a prótese a grampo, pois é mais superficial) Pelo fato de ter uma retenção intra- coronária, tem um travamento antero posterior e uma retenção friccional. Tem uma reteção e estabilidade maior, pelo travemento que existe no sentido V-L e M-D. Essa é uma grande diferença entre as PPR a encaixe e a grampo -> PROVA - Ponto de fulcro localiza-se em uma porção mais central do dente. Se localiza na porção mais central do dente, porque o braço de alavanca também vai mais para baixo, o braço de potência aumenta e o braço de resistência diminui. Só pode fazer prótese a encaixe (primeira limitação), em dentes que tenham suporte ósseo adequado, proporção de no mínimo 2:1 (dois de raiz, 1 de coroa); suporte pequeno não é indicado para PPR e encaixe. Obs: existe o encaixe extracoronário, ele é semi rigido, apresenta algum tipo de movimentação. Dentro do encaixe existe uma mola que vai permitir que a prótese a encaixe se movimente no sentido ocluso-gengival (esse movimento existe para dissipar as cargas para a fibromucosa, não pressionando os dentes remanescente). O encaixe utilizado para classe 1, deve ser semi rigido, extracoronário. - Força direcionada ao longo eixo do dente. (Pelo fato do ponto de fulcro ser mais para baixo, as forças serão mais axiais, por isso os dentes remanescentes devem ter um bom suporte ósseo, para não entrar em mobilidade) Em relação as PR a grampo, quais as vantagens aos dentes pilares do sistema de encaixes - Travamento V-L e M-D, evitando forças tangenciais. (A fêmea é uma caixinha, ela não permite movimentos no sentido V-L e M-D, ela trava o movimento) - Eliminação da ação de cunha dos apoios (os apoios quando não bem adaptados, podem fazer ação de cunha, de plano inclinado sobre a face oclusal do dente, a prótese a encaixe elimina isso. - Maior fixação da prótese (tendo uma fixação maior e melhor, o paciente tem mais segurança com a prótese a encaixe quando mastiga alimentos duros, porque a retenção friccional é maior que a flexibilidade do braço do grampos em uma PPR a grampo) - Eliminação do braço de retenção vestibular, não tem comprometimento estético. O encaixe necessita de espaço. Necessita de espaço nessas três dimensões - Vertical, altura vertical. O dente precisa ter coroa clínica adequada. - Vestíbulo-lingual, diametro no sentido V-L - Mésio-distal, diametro no sentido M-D Os preparos para coroa total nesses dentes é diferente do que na PPF, porque é mais invasivo, porque tem que dar espaço suficiente, para que o encaixe fique dentro do limite do dente, intracoronalmente. (tem uma caixinha na região); se tiver uma polpa mais volumosa, faz primeiro o tratamento endodontico e depois começa o preparo e continua a prótese. Os encaixes como retentor direto devem prover: - Suporte (estabilidade) - Retenção - Reciprocidade (estabilização e resistência aos movimentos horizontais) - Fixação É um trabalho mais invasivo, mais caro e deve ser muito bem indicado. O encaixe deve estar dentro do perimetro do dente, deve ser intracoronário. Como podem ser os encaixes por ordem de resiliência (propriedade de se deformar e voltar a posição original): Nas situações de prótese de extremidade livre utiliza encaixe de resiliência, tem que ter uma movimentação - Classe I, totalmente rigido (não se movimenta) (sempre será intracoronário) - Classe II, movimentação vertical. Utiliza para próteses de extremidade livre a encaixe. (encaixe com movimentação vertical, o encaixe não pode ser intracoronário, tem que ser extracoronário) (extracoronário) - Classe III, dobradiça. Utiliza muito pouco (tem movimentação vertical e lateral) - Classe IV, próteses que apresentam encaixes rotacionais, normalmente encaixes esféricos, que são feitos sobre raizes ou implantes. (rotacionais, coloca o encaize sobre a raiz e permite a movimentação) Tipos de encaixe: - Encaixes pré-fabricados ou industrializados (encaixes de precisão, vem de fábrica, macho e fêmea juntos; a peça vem soldada) - Encaixes fabricados no laboratório (encaixes de semi-precisão, não tem a quantidade de contatos friccional que existe no encaixe de precisão, são mais frouxos, porque permitem um tipo de movimentação) Encaixes de precisão: prótese cujo sistema de retenção é dado por dois dispositivos perfeitamente adaptados, que através de fricção consegue dar retenção e estabilidade. Tem pontos de contato do macho com a fêmea muito maior; tendo um aumento da retenção friccional. Compra pronto e depois são soldados na peça protética. Podem ser feitos de platina, niquel platina, ouro, normalmente os encaixes são feitos de metais nobres, por isso são caros. Encaixes de semi-precisão ou encaixes individuais: são encaixes construidos pelo próprio profissional ou técnico, por meio de um processo normal de fundição, com um braço palatino ou lingual que funciona solidamente com o macho, aumentando a superficie de atrito. É um sistema macho/fêmea com um braço de oposição. Vantagens dos encaixes de semi-precisão: Podem ser utilizados em dentes curtos, mais curtos que o normal, mas consequentemente terá menos retenção e também podem ser menoresque os encaixes de precisão Os encaixes de semi-precisão vem no mercado na forma de plástico. No enceramento da peça é colocado no perímetro do dente e fundido tudo ao mesmo tempo com a PPR, já vem do fabricante pronto e depois é soldada a peça. Medida: 4mm para encaixe de semi-precisão e 5mm para encaixe de precisão (no sentido ocluso-gengival). E a distancia da gengiva marginal livre de 2mm, ou seja, para encaixes de precisão deve ter uma coroa clínica de 7mm e para os encaixes de semi-precisão 6mm. -> Para ter retenção e estabilidade adequada. Mas as vezes não tem isso. Encaixes de semi-precisão (também chamados de Thomson?): -A retenção é dada pelo braço individual e a retenção indireta pelo contato de descanso com a parede axial. - A fêmea é esculpida durante o enceramento ou peça já fundida, associada ao delineador. - Sempre o grampo de oposição/lingual é adicionado para aumentar a retenção friccional e para guiar o paciente para colocar a peça. O braço lingual é o guia para a prótese entrar e sair - A retenção é obtida pelo abotoamento na região disto-lingual e uma depressão esférica é feita com a metade da broca esférica n°4. Ângulo morto: quando o encaixe não fica no perímetro do dente (caso clínico: não ficou no perímetro do dente porque o desgaste feito no dente foi insuficiente) Para remover a prótese existe um pontinho. Os encaixes intracoronarios requerem um espaço de no mínimo 4mm e espessura vestibular no minímo 3mm, o ideal é que tenha mais, pelo menos 5- 6mm. Encaixe de semi-precisão: Chanfrado para coroa total com a broca 2135 e depois faz uma caixa, se tiver uma polpa mais volumosa, faz o tratamento endodontico antes. O encaixe individual é de plástico, o sistema macho e fêmea coloca no delineador (juntos). Passa o isolante para troqueis, coloca em posição, dentro da via de inserção, prende com a cera e remove => a fêmea fica na posição, dentro da via de inserção. Vai ser fundido a coroa e a parte fêmea do encaixe. E atrás faz o espaço para o grampo lingual ou de oposição. O macho é soldado com liga de niquel cromo, porque ele vai ser preso, fundido, soldado à armação da PPR, que vai ser posteriormente feita. (todos são colocados na mesma via de inserção). O encaixe de semi-precisão pode ser mais ou menos retentivo, dependendo da forma do encaixe proximal e da quantidade de contatos que vai ter no sistema macho e fêmea. O formato do encaixe atua no controle de rotação, em ordem crescente o grau de travamento estão: encaixes retangulares, triangulares, circulares e cauda de andorinha. O encaixe retangular dá uma boa retenção, porque as paredes proximais dão retenção e estabilidade adequados. Tem um retangular que ele é expulsivo, para situações que precisa de pouca retenção, porque o encaixe saí mais fácil. A forma básica do encaixe é retangular, porque permite um pouco de rotação. Mas pode ser cauda de andorinha, ele tem retenção maior, porque a area que vai haver a fricção também vai ser maior. Onde vai se localizar as caixas de suporte: Adjacentes ao espaço protético (normalmente), entre dois dentes adjacentes mesial e distal, em pônticos (quando está feito uma PPF). Quanto a localização dos encaixes: - Intracoronária (fica no perímetro do dente) - Extracoronária (quando está fora do perímetro do dente; usa em encaixes que queremos ter algum tipo de movimentação) Outro tipo de encaixe: -Radiculares -Intra-radiculares (também chamados de encaixes esféricos, ou então de coroas teslecopicas) A coroas telescópicas são coras intracoronárias, ela funciona como um suporte para as PPR. Os encaixes esféricos (para raizes ou implantes), o encaixe é feito sobre essas raizes, permitindo movimentos rotacionais, ela pode movimentar, mas não sai do lugar. A fêmea fica na raiz e o macho na prótese removivel ou na prótese total. E também pode ser parafusado no implante (a fêmea) e o macho fica na prótese. Esse tipo de encaixe permite movimentos rotacionais. Movimento rotacional e ocluso gengival: tem uma borracha -> sistema em anel (tipo corin) Desvantagens dos encaixes intra-radiculares: - Acumulo de placa bacteriana - Falta de auto limpeza (pela saliva e pela lingua) - Força deslocamento em varios planos, com cargas laterais e torcionais (uma raiz sem ter uma boa implantação, não vai suportar) RECAPITULAR: Encaixes Quanto ao material utilizado: encaixes de precisão semi-precisão (individuais) Quanto ao posicionamento: encaixes intracoronários encaixes extracoronários encaixes intra-radiculares Quanto a sua movimentação: encaixes rígidos encaixes semi-rígidos Os semi-rígidos podem ter: movimentação vertical vertical e horizontal rotacional Encaixe de retenção magnética Síndrome da combinação (síndrome de kelly): Acontece seis mudanças: - perda da DVO - discrepância do plano oclusal - posicionamento facial anteriorizado da mandíbula - desenvolvimento de hiperplasia fibrosa e inflamatória - má adaptação da peça - mudanças periodontais Caso clínico: paciente com prótese removível má adaptada, teve uma reabsorção muito grande na região anterior, porque ele só mastigava na região anterior, o osso alveolar reabsorveu todinho. E teve uma hiperplasia grande na região anterior. O tuber do paciente desceu, porque não tinha contato dentário. Dentes anteriores inferiores destruiram, e tinha um rebordo descendente por distal -> poliesculiambose Nessa paciente foi utilizado o encaixe de retenção magnética. Aula 12: Procedimentos laboratoriais em prótese parcial removível 1. Tudo se inicia com a anamnese e exame clínico, na prótese que tem suporte mucoso é importantíssimo pois muitos controles sistêmicos vão ter influencia na prótese, no seu prognostico de uso. Com a anamnese bem feita conseguimos ter uma ideia de se vai machucar menos ou mais, já se tem uma ideia em relação a retenção e a estabilidade com relação ao comprometimento. Depois você faz a adequação da boca do paciente( incluindo periodontia, dentistica, exodontias, endodontias...), no prontuário é necessário ter informações sobre o tipo do rebordo, características sistêmicas para além de outras coisas definir o tempo e a duração do tratamento. Para se fazer um plano de tratamento, deve ser levar em consideração a correta sequencia do tratamento: você faz o exame do paciente( intra e extrabucal), organiza o tratamento por sessões. Ao fazer o exame clinico não há apenas a avaliação das condições gerais da boca do paciente, mas também dos seus aspectos psicológicos e sistêmicos. *O plano de tratamento deve ser individualizado. 2. Para avaliação de saúde bucal do paciente, devemos fazer analise dos tecidos moles( lábio, língua, bochecha, palato), alergias por metal, lesões potencialmente malignas, apertamento, presença ou não de cárie, mobilidade. Iremos fazer analise do dente suporte, para ver se ele suporta a estrutura da PPR, ver se esse dente tem mobilidade, se apresenta inclinação maior que 45º, avaliar o grau de destruição da coroa, interferências oclusais, desgastes, restabelecimento da dimensão vertical. É no exame clínico que você analisa a necessidade ou não de ter de montar o modelo em articulador, o exame clínico é complementado com o exame radiográfico e vamosao modelo de estudo. O modelo tem de ser vazado com muita precisão, pois para fazer o delineamento é preciso que o modelo esteja integro, não esfarelando ou quebrado, ou ainda que tenha bolha em alguma região, quando essas falhas estão localizadas nos pilares dentais fica inviável o uso do modelo. Seguindo a sequencia de delineamento, independente da técnica escolhida( roth, rouch ou dos três pontos) vamos estabelecer um eixo, a via de inserção, vamos traçar o equador protético, analisar as áreas retentivas dos dentes pilares principais e marcar esses pontos, observar presenças ou não interferências oclusais, ósseas ou mucosas ou vertentes de bordas que estão estranguladas ou retentivas, você pode alterar o eixo de inserção para melhorar a estética ou a retenção. Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Sticky Note Técnica de Roach - selecionar dois pontos posteriores, alinhados, e um anterior, entre os incisivos centrais, entre o terço incisal e o terço médio. Ana Karla Sticky Note Técnica de Roth ou das bissetrizes: faz-se o traçamento das bissetrizes tanto no sentido V-L quanto MD (dos dois lados) dos dentes mais inclinados da arcada. Cada ponto referir-se-á a um vértice do triângulo equilátero, correspondente ao plano de inserção e remoção. Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight 3. Depois do delineamento vamos fazer o desenho esquemático ou a determinação dos elementos que vão constituir a infraestrutura metálica. A professora Juliana disse que gosta de estabelecer uma sequencia para o desenho da estrutura: classificação da arcada,posicionamento dos apoios , grampos de retenção, grampos de oposição, conector maior, sela, conector menor e retentores indiretos depois que eu analiso a linha de fulcro, se necessário( seguindo essa sequencia você contempla todos os itens). Portanto, vamos classificar a arcada segundo Kennedy e depois definir os elementos da PPR, depois do delineamento você sabe se vai usar o grampo por distal ou mesial, você define o grampo. Temos um rol de grampos para uma única situação clinica, ex: em um ultimo molar com espaços intercalados você aprende que não precisa de um grampo muito retentivo, pode ser um grampo de ação por abraçamento ou circunferencial dos tipos que temos. Se estiver na distal vai ser um circunferencial simples, se for na mesial vai ser um reverso. 4. Terminada a escolha do desenho, iremos fazer adequações se necessário, que é o estabelecimento de desgaste do plano guia, para que não haja interferência dos ângulos mortos na via de inserção que já foi estabelecida, ou se necessário você cria áreas retentivas, acrescentado material no dente, por meio do enceramento e resina composta. 5. Terminado isso no modelo, se faz o preparo de boca, esse preparo pode ser só os nichos, quando eu não tive nenhuma guia para confeccionar áreas retentivas ou transferir essas áreas e também os nichos, nos dentes posteriores eles são nas proximais e também triangulares e nos anteriores eles são na região do cíngulo preferencialmente por meio de acréscimos em resina composta. 6. Moldagem da infraestrutura metálica: na removível a gente sempre vai moldar a infraestrutura metálica, no caso das situações em que temos extremo livre além da estrutura metálica, temos que fazer uma segunda moldagem da área edentula para copiar melhor o tecido ósseo e mucoso, sendo uma segunda etapa na moldagem funcional, quando o espaço edentulo é pequeno ou classe III com pequenas modificações ou classe IV pequenas eu só faço a etapa da infraestrutura metálica. Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight 7. O modelo funcional da estrutura metálica tem de ser delineado novamente, quando fazemos o delineamento fixamos o pino no modelo de estudo ou prego, pode fazer por meio da capa do CD( no HUB El prefere a técnica direta do prego, pq o cd é perdido com frequência), portanto quando perpetuamos esse eixo no modelo de estudo, a gente fixa a mesinha/platina e põe essa platina nesse mesmo eixo no modelo de trabalho ou também chamado de funcional e ai reavaliamos se todos os pontos que encontramos no modelo de estudo, estão presentes no modelo de trabalho antes de ir para o técnico e ele vai fazer a mesma coisa. 8. Mandamos para o técnico o modelo de estudo desenhado, o desenho no papel com observações e o modelo de trabalho, por meio do modelo de estudo o técnico reposiciona, coloca em delineador e começa a fazer o enceramento para a infraestrutura, ou seja, se eu mandar só o modelo e o desenho o técnico não tem como voltar a posição definida por nós, sempre precisa ir o guia do eixo determinado. *No modelo de trabalho vc não fixa o pino, pois pode haver interferência na área de um conector maior. *Para fixar o pino, você faz um furinho no modelo de estudo, essa perfuração tem que ser retentiva portanto usamos uma peça de mão esférica, faz-se um cilindro e depois abrimos a base com um formato piramidal, a cabeça do prego deve ir até o final do furo. Com um pouco de resina acrílica o prego é fixado, isso permite que o técnico posicione o modelo novamente na mesa flexora na posição em que você determinou, se eu não fixo nada, o técnico terá de fazer um novo delineamento que dificilmente coincidirá com o que você estabeleceu. Portanto além do desenho no papel, mandamos o modelo de estudo desenhado e fixado, pode-se fixar com prego, ou pinos pra troquel e ainda tem a técnica com CD. 9. Então o modelo vai para um procedimento laboratorial de fundição da estrutura metálica, que é o foco desse aula. Processo de fundição do metal É pelo método refratário da cera perdida, portanto o técnico inclui a peça em um material refratário que é o revestimento, tem partículas de gesso (a base do Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight revestimento é gipsita) mas a maioria dos revestimentos hoje são aglutinados por outros minerais, sendo esses sílica ou fosfato, o fato é que ao se injetar uma liga metálica liquida dentro do gesso, ele não suporta a temperatura, vai esfarelar contaminando a liga. O que se obtém é um molde em negativo do enceramento, isso se faz incluindo o enceramento no revestimento, ai aquecemos esse molde levando ao derretimento da cera o que gera uma cavidade e assim nesse espaço formado a liga liquida é injetada, espera o resfriamento depois o conjunto é quebrado e se faz o acabamento e o polimento (resumo simplificado). É importante conhecer o processode fundição para que o profissional consiga analisar a estrutura metálica antes de inserir na boca do paciente. O processo de fundição inclui o enceramento da infraestrutura, esse enceramento vai ser incluído em um revestimento para se obter o molde em negativo da área encerada, ai temos uma etapa importantíssima que é a de fusão da liga, com seus métodos e temperaturas diferenciados para as diferentes ligas pois isso tem uma grande influencia na qualidade do meu trabalho, a liga tem de ser injetada no revestimento, ela vai ser resfriada e esse resfriamento pode ser lento ou rápido, as ligas que tem metais não nobres devem ser resfriadas de maneira lenta, não pode ser resfriada de maneira rápida pq elas tem maior possibilidade de sofrer oxidação, esse conjunto deve ser desincluido sem ser danificado e por fim se faz o acabamento e o polimento. Etapa 1: enceramento A cera que é feita para a infraestrutura metálica é a mesma cera que utilizamos para obter a infraestrutura em fixa, copy, uma restauração metálica. A cera é muito friável e frágil, por isso é acrescentado elementos sintéticos de carga para melhorar a resistência e também reduz o coeficiente de expansão térmica, portanto para o técnico ter uma secção transversal em semicírculo, ele deve complementar, vai esculpindo com esculpidores específicos. Para termos rigidez e flexibilidade em uma mesma infraestrutura o técnico deve esculpir adequadamente. *Comparação entre a copia pequena de fixa e a removível: com o copy o técnico encera a os dentes ausentes para confeccionar a fixa, depois que ele encera não pode tocar mais pq a cerâmica é muito friável, se encostamos com a mão ela danifica, então como não se pode tocar, ele remove a peça com um Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Sticky Note A elasticidade do grampo de retenção depende da largura , comprimento, secção transversal, tipo de liga, tratamento térmico e calibragem, assim, um bom senso deve ser aplicado no enceramento para que o grau de flexibilidade seja o desejado. dispositivo de cera ou plástico chamado de ?, ou canal de alimentação ou conduto de alimentação, por esse canal de alimentação é posicionado em um anel de função, esse anel de função se pesquisado em livros antigos era uma estrutura de metal, contudo hoje usamos uma estrutura de silicone chamada de anel de livre expansão, esse tem uma expansão controlada que vai compensar a contração de solidificação da liga, quando a gente injeta uma liga até ela se resfriar ela contrai, portanto é um processo delicado pois eu tenho que controlar o quanto o molde vai expandir e pra compensar o quanto a liga vai contrair, isto tudo se não for bem feito a peça não encaixa. O técnico coloca um anel em volta do modelo e vasa o revestimento, esse revestimento é um material parecido com o gesso mas você não mistura água e sim um liquido especial que tem minerais adicionais e apresa dele é bem mais rápida, ainda tem a necessidade de ser manipulado a vácuo, não podendo ser manual, a presa em média é de 15 a 20 minutos. Terminada a presa, é colocado em um forno que deve ser programado no patamar de aquecimento da liga que eu vou fundir, ou seja, se a fundição vai ser de níquel-cromo preciso estabelecer um patamar de aquecimento que é de 1200 graus celcius e devemos aquecer lentamente para controlar a expansão da liga que é de 1.8 a 2%, se for em paládio-prata o aquecimento é menor, cerca de 1000 graus celcius, tem outro patamar de aquecimento pois o paládio-prata contrai menos, se for em ouro a media de temperatura é de 800 graus celcius. Continuando, a liga escolhida vai ser fundida e ela vem em forma de lingotes, a quantidade de lingotes que o técnico irá precisar para fazer a peça depende da densidade da liga, o técnico vai avaliar a quantidade de liga relativa ao trabalho que deve ser feito e de acordo com isso ele estabelece o preço do seu trabalho. Quando a liga está totalmente fundida, no estado liquido, ela é colocada em uma centrifuga onde tem o cadinho que é o local onde vai o lingote, quando a centrifuga gira injeta a liga para o interior do molde em negativo, depois de resfriada o técnico fratura o revestimento sem danificar a peça e faz o polimento. As ligas odontológicas é uma combinação de pelo menos dois metais, contudo esses metais precisam ter compatibilidade no que se refere a temperatura de fusão, resfriamento e expansão. Se você juntar metais com ponto de fusão muito diferenciado o que ocorre é qe aquele que se liquefaz primeiro passa a incorporar impurezas. Portanto uma liga boa é aquela que tem intervalo de Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight fusão pequeno. Toda liga tem um intervalo de fusão, na maioria das vezes esse intervalo vai de 300 a 100 graus Celsius entre os metais presentes. o Ligas A classificação correta das ligas inclui as altamente nobres, as nobres e as básicas ( classificação da ADA). As altamente nobres são compostas por 40% de ouro e pelo menos 20% de algum elemento nobre( na odonto os únicos metais nobres que usamos é o ouro, platina e o paladio e o ouro é o mais barato dos três), a altamente nobre tem de ter oura na sua composição;as nobres tem pelo menos 25% de elementos nobres e liga básica tem menos de 25%de elementos nobres ou ainda não tem nenhum elemento nobre. *quanto menor a quantidade de metal básico na liga, menor também será sua oxidação. A prata não é um elemento nobre. A ordem em que vem o nome de uma liga, por exemplo, níquel-cromo que dizer que tem maios porcentagem do níquel em relação ao cromo. *os metais tem essa duas características: maleabilidade que é a capacidade de sofrer compressão e ser transformado em placa e a ductibilidade que é a capacidade de formar fios. o Ligas para removível O que precisamos ter em uma liga para removível? Na sua maior parte a infraestrutura tem que ser rígida, o paciente deve poder mastigar sem que a estrutura sofra flexão, a única região que deve ser flexível é a ponta do grampo de retenção, no resto tudo deve ser rígido. Quando da mastigação do paciente há atrito portanto a liga deve ter boa resistência ao desgaste,elevada resistência a flexão e em contrapartida boa resistência a fadiga na ponta do grampo de retenção pois esse local terá que flexionar. Como se dá essa flexibilidade da ponta ativa do grampo de retenção?é o técnico que diminuindo a secção tranversal ainda no enceramento, dimuindo a espessura da liga consegue isso. Deve ainda, a liga, ter boa resistência a corrosão e ser biocompativél (*o níquel tem grande potencial alergênico e alguns pacientes tem alergia a ele). Para a removível utilizamos três tipos de ligas: Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight AnaKarla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight 1) cobalto-cromo ou cobalto-cromo-niquel que é a que mais usa. Elementos que podem está presentes nessa liga: o cobalto é o principal elemento, ele vai dar a rigidez do metal contudo o cobalto não sobrevive sem o cromo e sem o níquel. É o níquel que forma a camada passivadora que vai estabilizar o cromo e vai impedir sua oxidação, ou seja, seu papel é o de resistir tanto a corrosão como ao manchamento, não deixando ele oxidar, o níquel também diminui o intervalo de fusão da liga e em contra parida aumenta a ductilidade da liga e é ai que entra o carbono que é chamado de elemento endurecedor das ligas, sendo sempre usado em uma liga para corrigir a ductilidade, mas você não pode usar muito pq se não a liga fica quebradiça. O carbono então aumenta a rigidez e a dureza. Você pode, ainda, incorporar vários outros metais que são os oxidantes (metal de sacrifício, eles tem alto poder de oxidação) e também os endurecedores que são fatores secundários. As ligas de cobalto cromo são atacadas pelo hipoclorito de sódio, sendo que a água sanitária tem esse composto, e quando pensamos em limpeza de PPR, uma das indicações é deixar a prótese com água sanitária uma vez na semana para fazer a limpeza, portanto deixando a prótese com essa liga em imersão por muito tempo em hipoclorito ela vai oxidar e muitas vezes o grampo de retenção pode até fraturar. Outro fator é que o uso de hipoclorito para a limpeza em próteses novas é desnecessário, as indicações de uso é para aqueles pacientes com desequilíbrio da microbiota e que por algum motivo não consegue mais controlar a higiene da prótese. O cloro também deixa a gengiva com um aspecto amarelado. 2) ouro extraduro tipo IV que é uma liga nobre, que tem pouco ouro, tem mais platina e paladio e é muito cara. Hoje em dia é inviável, caiu em desuso pois o tratamento com removível iria ficar muito caro e hoje com os implantes isso não se justifica. 3) titânio e titânio-aluminio-valadio, a liga de titânio foi desenvolvida pra fixa mas deu errado, contudo ele é muito biocompativél, é leve e resiste muito mecanicamente. O titânio é disponível no mercado, não é caro quando combinado em liga (titânio-aluminio-valadio), contudo sua fundição só pode ser feita em condições especiais e devido a isso é preciso maquinário especifico e caro, o titânio também proporciona a confecção de uma peça muito mais leve e para o paciente é muito mais confortável. O problema é que é de difícil acesso nos laboratórios do Brasil. Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight * você pode acrescentar carbono em uma liga mas ele tem influencia é na mecânica, pois ele compensa a combinação de metais. * As ligas para removível, em que a mais usada é a de cobaltocromo, deve ter boa resistência a corrosão e ao meio bucal, a densidade deve ser mais baixa que a das ligas nobres e isso é bom para o conforto do paciente, deixando a secção transversal menor, com estruturas mais leves e menos volumosas. Além disso, são adequadas para que a gente tenha a característica da rigidez com baixa quantidade de metal e ela é adequada para que se tenha flexibilidade na ponta ativa do grampo, conseguindo ter essa dupla função: rigidez e flexibilidade dependendo da secção transversal do elemento quando ele é encerado. Quando a liga tem um intervalo de fusão alto temos uma sequencia diferenciada no que se refere ao revestimento e fusão da liga. O revestimento que usamos para altas temperaturas são os aglutinados por fosfato ou por sílica(os aglutinados por gesso só podem entrar em contato com ligas até 900 graus celcius. O processo de fusão das ligas pode ser feito com maçarico que combina gás oxigênio com acetileno, o maçarico é ligado a cilindros, podemos ter o maçarico gás-ar que chega a uma temperatura de até 1000 graus celcius, ou o gás-oxigênio que chega em média a 1500 graus celcius e ainda, o oxigênio- acetileno que chega até 1700 graus celcius. Quando você funde uma liga, ela tem que ter pelo menos 200 graus a mais do que a ultima temperatura de fusão presente na liga e nesse caso o maçarico de 1500 graus não é suficiente para levar uma liga de alta fusão ao estado liquido, portanto o único maçarico adequado para essa liga é o oxigênio-acetileno que atinge temperatura considerável. O processo de fusão também pode ser feito através da máquina de indução é por fusão elétrica, tem um eletrodo que encosta e por indução faz a transferência de calor, podendo chegar a até 2500 graus celcius e assim funde qualquer coisa. *A contração da liga de alta fusão é relativamente alta, de 2,3, é considerada alta e vai ser compensada pelo aquecimento do molde de revestimento. Técnica de fundição O modelo de trabalho enviado para o laboratório é moldado pelo técnico que faz u molde de revestimento e esse molde é incluído naquele anel junto com a Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight peça(pausa= sabendo que na removível tem um monte de areas que são aliviadas: a sela, os conectores menores, etc. O técnico pega cera e deposita em todas as áreas que devem ser aliviadas). Então para o processo de fundição o modelo de trabalho será duplicada para a fase de revestimento e o enceramento é feito no modelo duplicado. O revestimento utilizado é o por sílica ou fosfato que suportam temperaturas mais elevadas e que sofrem maior expansão. Para desincluir essa peça fundida depois, separando do molde, essa peça deve ser resfriada em temperatura ambiente ou em resfriamento lento de bancada que vai levar em média 48 horas para que a peça não sofra oxidação excessiva. *Juliana dá um exemplo de um outro tipo de enceramento:em que temos um conducto de revestimento principal e cinco condutos secundários, em PPR isso é importante para que o metal consiga chegar nos vários locais necessários sem sofrer esfriamento, criando falhas. *revestimento: vem um pó igual do gesso, vê a proporção em peso e o anel de livre expansão tem de 20, 50, 60, 70(vários diâmetros para a gente incluir de modelos pequenos a grandes) variando para se adequar aos diferentes tamanhos de removível, tem a proporção de pó e liquido e o liquido do revestimento não é água é um liquido especial. A fusão da liga, como já foi dito, pode ser feito por um método mais empírico que é a fusão com maçarico ou por um método mais controlado, que a máquina faz, que é a fusão elétrica. o Maçarico: quando o técnico liga o maçarico e a mistura de gás entra em combustão, a chama tem mais de um metro, só que a parte usável é apenas um pedacinho (que é a área azulada),chamada de zona redutora ou zona de redução. Isso ocorre pq se trabalharmos antes dessa região o gás ainda não sofreu toda a queima e se trabalharmos depois que passa a chama azul, temos o gás queimado que se oxidou, portanto nas áreas adjacentes a zona redutora não temos temperatura adequada para alcançar a fusão. O maçarico tem vários bicos para que a chama possa ser direcionada. o Elétrica: o primeiro forno desse foi desenvolvido na Alemanha, chegando no Brasil muito caro, o que dificultava sua compra. Hoje esse forno já é produzido no valor bem mais barato sendo que dificilmente Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Sticky Note JUliana está desmaiada!nullnull Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight o técnico perde algum trabalho, dando a possibilidade de pequenas empresas adquirirem. Quando o método é por centrifuga tende a falhar mais, pois pode dá bolhas e falhas. Agora esse método da indução e depois pela injeção por pressão não há falha. Então,o forno tem um eletrodo de fusão elétrica que aquece e transmite essa temperatura para o lingote, podendo o técnico programar essa temperatura até 2500 graus celcius. O legal é que ele é programado de forma digital, não tendo o erro humano, a participação humana é apenas no posicionamento do lingote (na parte de cima) e o molde de revestimento (na parte de baixo), além do não contado com o oxigênio, é feito a vácuo. A professora trouxe um esqueminha pra mostrar pra gente, portanto procurem nos slides. Deixando claro, quando a liga é fundida em maçarico depois ele passa pela centrifuga( posiciona o cadinho, o molde de revestimento, gira o pistão da centrifuga e ela injeta), no caso do forno, ele é adequado para qualquer tipo de liga e permite a expansão do titânio pq tem a atmosfera inerte, não tem oxigênio no momento de fusão da liga, tem um processo de limpeza, em duas camaras entra o gás argônio e sai o oxigênio. Nesse forno temos um compartimento superior e um inferior, no superior fica o lingote( a liga) e no inferior tem uma plataforma que sobe e desce para adequar a altura do molde de revestimento, depois da entrada do argônio forma vácuo em tudo, descontaminando os dois ambientes, e ai passa a entrar argonio somente na camâra superior e na parte inferior permanece o vácuo, e é nesse momento que por indução há o aquecimento do lingote. Quando a liga fica totalmente no seu estado liquido a plataforma abaixa e há um encaixe perfeito com uma região da plataforma inferior e assim a liga pode ser injetada por pressão do argônio e abaixo o vácuo que puxa, isso é chamado de sistema por injeção a vácuo-pressão, sendo mais eficiente que a força centrifuga. Essa máquina economiza tempo. *O técnico depois tem de desgastar algumas regiões com broca e depois polir até ficar brilhante. *Relembrar é viver( puta que pariu eu daria essa aula em meia hora): enviamos a peça para o técnico, que faz a duplicação em revestimento, encera, inclui, Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight fundi e da polimento. Terminado isso, faremos a prova na boca do paciente até chegar a acrilização. Acrilização Quando a infraestrutura volta, a gente vai fazer a prova da infraestrutura na cavidade bucal, nesse prova devemos avaliar se ela tem a mesma adaptação que ela apresenta no modelo na boca do paciente, isto em relação a apoios e grampos de retenção e oposição e quando temos uma prótese bimaxilar é importante, se montamos o caso em MIH ou em RC, observar se a relação que nos estabelecemos é a mesma com a infraestrutura, pois é comum os apoios interferirem na oclusão, temos que fazer uma avaliação tanto com o paciente de boca aberta como com a boca fechada. Depois de checada a adaptação, fazemos a montagem em articulador na posição intermaxilar que nos determinamos, seja ela em RC ou MIH. Quando da confecção de uma removível, podemos usar, ao invés do arcofacial o plano de camper e para montagem do inferior usar a máxima intercuspidação habitual. Depois da montagem em articulador, é escolhida a cor, tamanho e forma dos dentes, para que o laboratório realize a montagem. Os dentes montados retornam para a prova funcional em cera, e ai nos vamos reavaliar todos os fatores ditos anteriormente ( dimensão vertical, oclusão, estética, cor do dente) e tudo precisa está de acordo com as fases clinicas que realizamos. Nesse momento, fazemos a seleção da cor da gengiva para a realização da acrilização. o A gengiva tem duas escalas, uma simples que apresenta as colorações em rosa claro, rosa médio e rosa escura que hoje pouquíssimos laboratórios usam, devido sua estética ruim e temos a gengiva caracterizada do sistema Thomas Gomes que imita pigmentação melânica, pigmentação especifica da gengiva, vasos sanguíneos, que é uma escala personalizada. Antes de falar da acrilização, a professora fez um resumo, rápido para falar de resina acrílica: a resina acrílica é um polímero, a base dela é o metilmetacrilato que é um monômero, na fase de polimerização há a quebra das duplas ligações do monômero, levando a formação do polimetilmetacrilato. As resinas são classificadas por apresentar polimerização química(autopolimerizáveis) ou térmica. Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Na ativação térmica temos ainda a ativação do modo convencional que é em panela ou em polimerizadoras ou ainda em água quente no microondas, onde temos um ciclo de polimerização mais rápido pq o calor incide de forma mais intensa. Na resina de ativação química temos várias opções, tendo as resinas rígidas ou resilientes. A maioria das resinas é sob a forma de pó e liquido, sendo eu no pó a gente tem o monômero e o liquido são partículas do acrílico triturado, a contração do liquido é muito alta de 7 a 8%, quando misturamos o liquido no pó, em relação de 3 de pó para 1 de líquido,a gente reduz essa contração de polimerização, é importante um controle dessa contração de polimerização pois ela tem uma influencia direta no procedimentos realizados. A resina de polimerização química tem um ativador químico, ou seja, o que varia nas resinas é o ativador e não o iniciador . as resinas de ativação térmica que são sempre na forma de pó e liquido, elas tem no póo monômero e no liquido partículas pré-polimerizadas e são resinas de uso laboratorial. *As resinas de ativação química tem propriedades mais desfavoráveis, já as térmicas por terem um grau de conversão de polimerização maior, elas tem propriedades mecânicas melhores e deveríamos, portanto, preferir o uso das térmicas nos nossos trabalhos finais para aumentar a durabilidade. Resina de ativação térmica convencional: tem como ativador o banho em água quente, pode ser na panela ou em um aparelho chamado de termopolimerizador onde tem uma cuba com termostato e através de um termostato elétrico vc tem o aquecimento da resina. *As resinas de ativação convencional não podem ser ativadas com microondas, pois se eu uso um liquido convencional em microondas ele vai volatilizar rápido e a resina vai ficar cheia de bolinha dentro. *Temos dois ciclos de polimerização da resina termicamente ativada, o curto tem duração de três a quatro horas, nas primeiras horas deixamos a resina na murfla em um banho de água quente variando entre 76 e 78 graus, na ultima hora de polimerização a gente vai aquecer até 100 graus celcius e deixar por uma hora, já no ciclo longo, dependendo do fabricante é preconizada a temperatura variando entre 76 e 78 graus durante oito ou nove horas, isso para a resina sofrer uma polimerização lenta, sem a volatização do monômero, se o monômero volatiliza menor grau de convenção, menor polimerização e isso tem implicações na mecânica do material. Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Resina de ativação térmica com microondas: são resinas especificas, a polimerização em microondas tem vários ciclos curtos, o que economiza tempo, no microondas a murfla não pode ser metal, tem de ser de vidro, o calor é fornecido para a resina através de microondas que esquentam água da cuba onde a resina está inserida, temos uma variedade de ciclos, contudo alguns autores preconizam o de 500 watts por cinco minutos. O maior problema dessa técnica é o próprio microondas pois não temos como regular sua potencia com absoluta certeza, e com o tempo essa potencia vai sendo perdida também e isso implica em falha no trabalho laboratorial. Quando comparamos uma resina térmica com a química entendemos por que a preferência é a resina térmica. A resina térmica polimeriza bem mais, quando o material polimeriza mais sobra menos liquido ou monômero, quando sobra muito monômero depois de um tempo ele volatiliza e forma um poro no local, se eu tenho mais poro, eu perco em resistência mecanica, onde eu tenho porosidade também tenho menor estabilidade de cor, mancha mais. Contudo quem contrai mais é o mesmo que polimeriza mais, portanto esse é o incoveniente da resina térmica, o modelo de gesso inibe a contração da resina. Devido a esse incoveniente as resinas químicas são mais favoráveis para os procedimentos clínicos, feitos na boca do paciente. Deixando claro que a resina química também sofre contração mas é menor pq ela polimeriza menos. O processo de inclusão na murfla é essencialmente desenvolvido para evitar a contração de polimerização em partes da estrutura e para evitar a desaptação significativa dos nossos trabalhos em resina térmica. Acrilização em removível Depois que provamos os dentes em cera enviamos para o laboratório para a finalização, primeiro você inclui a prótese na murfla, para obtermos uma cavidade em negativo das partes que serão substituídas por resina acrílica que é a cera e a base de prova, a infraestrutura e os dentes permanecem. o A murfla: tem a base, a contra murfla e a tampa. Na base colocamos o modelo funcional, preenchemos com gesso, e na removível só vai ficar exposto onde tem dentes, o gesso colocado na base da murfla é preferencialmente o tipo 2, comum, pois tem que ser um gesso que a gente quebre com facilidade, sem danificar o acrílico,entre a base da murfla e a Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight Ana Karla Highlight contra murfla é feito um alivio para que essas partes possam abrir depois com facilidade, esse selamento pode ser feito com selac que é uma camada mais fina, mas pode ser feito com cera uma camada um pouco mais grosso que facilita pra prensar. Ana Karla Highlight