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Caderno de Prótese Parcial Removível 
Aula 2: Indicações das próteses parciais removíveis 
Quando as próteses parciais removíveis são indicadas explicitamos sobre 
todos os aspectos (mecânico, funcional, econômico, estético), viabilizamos a 
indicação e a contra indicação, que são poucas e essa é uma grande vantagem. 
Indicações das PPR: 
• Pacientes desdentados posteriores unilaterais e bilaterais: são pacientes 
que não apresentam um elemento dental pilar na região posterior. Só 
existem elementos pilares na região anterior e não existem elementos 
pilares na região posterior. Vamos ter o apoio dessa prótese praticamente 
sobre fibromucosa, cada vez que o paciente mastigar teremos um ponto de 
fulcro. Há grande influencia da fibromucosa sobre a mecânica da prótese. 
• Braço de alavanca/Prótese de alavanca: pois cada vez que é feita uma 
carga mastigatória a tendência da prótese é de se movimentar, a 
fibromucosa não é um tecido rígido, a fibromucosa é um tecido 
resiliente, algumas vezes até flácida, consequentemente a prótese 
sofre uma movimentação e constantemente ocorre o braço de 
alavanca, sendo esse braço de alavanca: quanto maior a força que é 
aplicada como quanto à distância que é aplicada 
 
Momento de força: m = F x d 
 
 Quanto maior a força que se aplica, maior é o momento de força, 
significa que o braço de alavanca é mais potente 
 Quanto maior a distancia que é aplicada essa força, maior o 
momento de força, porque ele potencializa. Por outro lado, todas as 
vezes, em ppr sempre vamos ter momento de força, cabe a nós 
diminuir esse momento de força. 
Sempre que possível diminuir o braço de alavanca, isso implica 
clinicamente em montar a prótese até 1º molar para diminuir a distância e 
consequentemente diminuir o braço de alavanca. 
Qual outra situação em que diminuímos o braço de alavanca? O intimo 
contato da base da prótese com a fibromucosa, pois se a prótese estiver 
desadaptada ela vai se movimentar mais, se não tiver o intimo contato teremos 
o aumento do braço de alavanca. 
Mesmo com todos os cuidados sempre vai haver braço de alavanca, pois 
trata-se de uma prótese apoiada sobre mucosa. O intimo contato entre a base 
da prótese e a fibromucosa deve ser preservado, isso faz com que o braço de 
força diminua. 
• É uma prótese apoiada mais em mucosa do que em dentes: braço 
de alavanca maior 
• Dente pilar: dente adjacente ao espaço protético 
• Pelo fato da PPR ser uma prótese APOIADA em dentes e em 
fibromucosa, ela precisa de no mínimo três pontos distintos no 
arco para o estabelecimento de um plano, assim vamos ter a 
formação de uma área de retenção e estabilidade. 
• Estabilidade é a propriedade que a prótese deve possuir de evitar 
movimentações no sentido horizontal e rotacional, de tal modo que 
ela fique na boca. Ela tem que ter suporte, fixação e apoio. 
• É necessário que a prótese tenha movimentação para dissipar as 
forças e assim preservar os dentes pilares. Se a prótese for rígida 
formaria o que chamamos de "sistema abridor de garrafas". 
 
• Prótese intercalares com espaço protético extenso: um pilar posterior e 
um pilar anterior, mas o espaço entre eles é grande. 
• Regra dos três pontos para estabilidade 
• Lei de Ante: a área da raiz dos dentes pilares de uma PPF deve ser igual 
ou maior à dos dentes a serem substituídos por pônticos (elementos a 
serem repostos) 
• Lei para indicação de prótese fixa/Lei de Ante: Se a área da raiz 
dos dentes pilares for menor há contraindicação da PPF. 
• Caso a lei não seja respeitada vai haver UMA SOBRECARGA que 
pode acarretar em fratura da prótese, ou pior, fratura dos dentes 
pilares. 
 
• Prótese intercalar anterior onde haja grande reabsorção óssea: 
• Uso de gengiva artificial, perda de suporte labial 
• Prótese bilateral com suporte reduzido ou com mobilidade: mucodento 
suportada ? 
• Correção da MIH 
• Prótese removível a grampo, grampos com função de estabilização, 
não função de retenção 
 
• Como auxiliar de estabilidade de PPF: Nos casos onde haja perda de 
substancia óssea ou de comunicação buco-sinusal: 
• Osso basal (ossos palatinos) não reabsorvem, posso "confiar" e usar 
como suporte 
• Em osso alveolar há reabsorção 
 
• Como trabalho transitório e coadjuvante de tratamento: Nos casos em 
que o fator econômico seja condição preponderante. 
Indicações para PPR: de maneira geral 
• Natureza econômica 
• Natureza mecânica: quando o paciente apresenta extremidades livres 
• Natureza estética: perda de suporte labial 
• Natureza sistêmica: pacientes que apresentam pouca mobilidade 
motora 
• O paciente é saudável? 
• A prótese é necessária? 
• O paciente está preparado? 
Exames necessários para o diagnostico e planejamento de próteses 
parciais removíveis: 
• Exame clínico 
• Radiográfico 
• Modelos montados em ASA: 
• Montagem em articulador para estudo, assim podemos analisar por 
todos os ângulos sem a interferência do sistema 
neuromuscular. Detalhes anatîmicos, análise da oclusão, detecção de 
interferências e análise do plano oclusal, curva de oclusão (curvas de 
Spee e Wilson) e guia anterior. 
• Modelos delineados, análise preliminar do modelo de estudo, 
determinação da via ou eixo de inserção, preparos disgnósticos para 
confecção na boca. 
 
Objetivos do diagnostico: 
• Visão do individuo como um todo 
• Presença ou não de doenças 
• Fatores etiológicos e etiopatogeneticos responsáveis pela doença 
Anamnese: 
• Queixa principal 
• Dados individuais: idade, hábitos alimentares e de higiene, profissão, 
hábitos funcionais e parafuncionais, uso de fumo e/ou álcool 
• Historia medico-odontológica: doenças crônicas, uso de 
medicamentos. 
• Limitações funcionais, história passada de carie e DP, movimentações 
dentarias, perdas dentarias (como e quando). 
• Exame clínico: intra e extra oral 
• Comissura labial, assimetrias, tumefações, trajetos fistulosos, 
hipertrofias 
• Queilite angular: desconfio de perda de DVO. 
• Assimetrias (hábitos parafuncionais) 
• Apalpação muscular e ATM 
• Abertura de boca 
• Homens 53 mm 
• Mulheres 46-48 mm 
• Estética 
• Mobilidade dental: acontece por doença periodontal ou por 
adaptação a função 
• A mobilidade associada a DP acelera o processo de degeneração do 
tecido de suporte. Porem se a DP for tratada e controlada, o dente 
pode permanecer em mobilidade, como forma de adaptação a 
função. 
• O trauma atua como fator destrutivo, acelerando o processo de 
destruição óssea contato prematuro. 
• Quais alterações que o dente tem em função do suporte labial 
• Inclinação do longo eixo do dente 
• Causas da mesializacao: 
• Perda do ponto de contato 
• Pelo rompimento das fibras transeptais 
• Resultante de forcas para mesial pela inclinação do ramo 
ascendente da mandíbula 
• Resposta óssea e das fibras 
• No arco inferior quando se perde um dente vizinho. No arco 
superior não existe essa migração, muitas vezes o dente fica na 
mesma situação ou faz extrusão quando se perde o dente 
antagonista 
• Descobrir quais são as causas da mesialização e corrigi-las 
• Quando há carga mastigatória sobre um dente mesializado a 
carga não será transmitida axialmente, essa carga será 
reabsorvida na região de fulcro do dente, se isso tiver associado 
a DP vai levar a formação de bolsa angular 
• Bolsas periodontais 
• Periodonto: 
• Sangramento 
• Freios e bridas 
• Gengiva inserida 
• Trauma oclusal associado à DP 
• Proporção coroa raiz: o dente no seu alvéolo é uma alavanca em 
que a coroa do dente é o braçode potencia e onde está a 
inserção óssea é o ponto de fulcro e desse ponto para baixo é o 
ponto de resistência. Quem resiste o dente é a parte que esta 
implantada no osso, ou seja, o braço de resistência é maior que 
o braço de potencia, porque o dente não se movimenta. Por um 
motivo qualquer, principalmente por doença periodontal há 
uma perda de tecido ósseo, resultando em um braço de 
potencia maior e o braço de resistência menor, o momento de 
força é maior, levando o dente a mobilidade dental, porque a 
coroa clínica é muito grande e a parte inserida é pequena. 
 
• Exame dental: 
• Espaço protético muito grande não pode fazer PPR (lei de Ande) ? 
• Dimensão vertical: curva oclusal invertida (queilite angular – 
suspeitar de perda de DVO) 
• Mobilidade 
• Faceta de desgaste 
• Erosões, abrasões 
• Manchas brancas 
• Contatos proximais 
• Restaurações existentes e qualidade 
• Pulpite: forcas pesadas nos dentes aumentam a pressão sanguínea, 
com congestão pulpar, podendo levar à necrose. 
 
• Exame dos tecidos moles: 
• Osso basal 
• Rebordo residual 
• Avaliação das radiografias 
• Exame do modelo no ASA: observar detalhes anatômicos por 
vestibular e lingual, observar a oclusal, observar contatos deletérios 
que não são possíveis de serem vistos no paciente. 
 
• Funções dos delineadores 
• Analise preliminar do modelo de estudo 
• Determinação da via ou eixo de inserção 
• Preparos diagnósticos para confecção na boca 
 
 
Aula 3: Classificação dos edentados parciais 
Importância de uma classificação: 
• Finalidade didática 
• Comunicação profissional-profissional e profissional-técnico 
• Sistematização do desenho e do tratamento, embora isso seja muito 
questionado. A prótese parcial removível não segue uma receita fixa, o 
tratamento é individual e varia de acordo com a necessidade de cada 
paciente. 
Existem vários tipos de classificações, usamos a classificação topográfica 
ou classificação de Kennedy: 
As classificações podem ser feitas tendo como bases: 
• A Topografia, ou seja, o posicionamento dos dentes no arco 
• O rendimento do aparelho protético a ser construído 
• A função fisiológica e biomecânica do aparelho protético 
Classificação funcional: 
• Dentossuportadas: vamos ter consequentemente espaço protético 
pequeno, em que os dentes remanescentes vão suportar essa prótese, 
sem praticamente nenhuma intercorrência da parte mucosa 
• Dentomucossuportadas: vamos ter suporte dentário, mas com alguma 
influencia da fibromucosa. Por exemplo: casos protéticos um pouco 
mais extensos 
• Mucossuportadas: são as próteses totais, influencia total da 
fibromucosa. Situações em que o paciente tem um ou dois dentes no 
arco, também caracterizam próteses mucossuportadas, porem apoiadas 
em dentes. 
• Mucodentossuportadas: a influência da mucosa, nesse caso, é maior que 
a influencia dos dentes. Corresponde exatamente aos casos de 
extremidade livre posterior. 
• Prótese mucodentosuportada também pode ser chamada de 
prótese de alavanca posterior 
Classificação de Kennedy (topográfica): sempre parte das áreas posteriores 
para anteriores 
• Classe I - desdentado posterior bilateral: 
• Não temos dentes remanescentes na área posterior. 
• Não temos um espaço intercalar, temos um espaço protético livre. 
• Influencia infinitamente maior da fibromucosa do que dos dentes. 
• Associado a isso, pelo fato de que não termos os dentes pilares 
posteriores, vamos ter uma prótese de alavanca. (o braço de 
potencia, onde os dentes artificiais estão colocados e o braço de 
resistência que é feito pelos dentes remanescentes) 
• Classe II - desdentado posterior unilateral: 
• Não existe espaço protético de um lado e do outro lado existe 
espaço protético com extremidade livre. 
• Classe III - desdentado lateral intercalado 
• Diferente das classes I e II que possuem extremidades livres, a classe 
III possui um elemento pilar posterior. 
• Classe IV - desdentado anterior 
• Uma única área desdentada, mas bilateral e cruzando a linha media, 
localizada anterior aos dentes naturais remanescentes 
 
Modificações da classificação de Kennedy: quem rege a classificação são sempre 
os espações posteriores em detrimento aos espaços anteriores. 
• Quando há apenas um espaço protético modificando, chamamos de 
modificação 1. Quando há dois espaços, chamamos de modificação 2 
• O número refere-se a quantidade de espaços modificadores 
existentes 
• Não existe modificação em classe IV, ou seja, tudo que não for classe I, 
II e III só pode ser classe IV 
• Os terceiros molares não entram na classificação, se não forem 
repostos, como na maioria das vezes não são, não entram na 
classificação. 
As sete regras de Applegate regem a classificação de Kennedy, elas 
sistematizam as classificações e evitam situações de duvidas. 
• A classificação sempre deve ser feita apos as exodontias indicadas 
• Terceiros molares ausentes não entram na classificação, pois não são 
considerados espaços protéticos. 
• Segundos molares ausentes que não serão substituídos também não 
entram na classificação. 
• As áreas mais posteriores regem a classificação 
• Classe I tem prioridade sobre a classe II, que por sua vez tem 
prioridade sobre a classe III e tudo que não for nenhuma delas é a 
classe IV 
• As demais áreas dão origens a subclasses/modificações 
• A extensão não deve ser considerada. 
• Pode ser um espaço intercalar grande ou pequeno, mas a 
classificação é sempre a mesma. 
• É diferente da classificação de rendimento (mucossuportada, 
dentosuportada, mucodentosuportada, dentomucossuportada) 
onde o tamanho, a extensão é importante. Na classificação de 
Kennedy isso não importa 
• Classe IV não há modificação 
Elementos constituintes das próteses removíveis: divididos em cinco sistemas 
• Sistema de Suporte: tecidos do arco do paciente que vão suportar, ou 
seja, não vão deixar que essa prótese tenha qualquer tipo de 
movimentação ou mesmo que se solte da boca do paciente. Elas vão dar 
suporte, fixação e fazer com que a prótese fique no seu lugar. 
• Podem ser em dentes ou em mucosa, depende de cada caso. Se for 
uma classe I muito extensa, vai ser muito mais suportada por 
mucosa. 
• Sistema de Retenção: obtido as expensas dos grampos de retenção. 
• Retenção: é a propriedade que a prótese deve possuir de evitar 
movimentos no sentido gengivo oclusal, tanto no arco superior 
como no arco inferior. 
• Sistema de Estabilização: é feita tanto por grampos indiretos, conectores 
maiores e apoios. 
• Estabilidade é a propriedade que a prótese deve possuir de ficar 
fixada/parada na boca. Evitar que a prótese sofra intrusão dentro 
da fibromucosa, ou seja, vamos ter que colocar dispositivos que 
evitem que toda vez que o paciente morda, a prótese instrua dentro 
da fibromucosa. 
• Dispositivos que evitem movimentos no sentido ocluso gengival e 
movimentos rotacionais 
• Paciente classe IV, toda vez que faz o movimento de apreensão do 
alimento, a tendência da prótese é de rotacionar em torno do 
próprio eixo. No sentido de evitar que isso ocorra, existem os 
chamados grampos indiretos. 
• As dentaduras parciais, não são indicadas como um trabalho 
definitivo, por que toda vez que o paciente morde, não tem nada 
que pare a prótese, permitindo que ela inclua na fibromucosa e 
consequentemente no osso alveolar, provocando reabsorção 
óssea. 
• Resumindo estabilidade: fixar a prótese, evitar movimentos 
rotacionais, movimentos de lateralidade e movimentos de 
intrusão. 
• Sistema de Conexão: sistemaque une o sistema de retenção ao sistema 
de estabilidade. É um sistema de união. 
• Sistema dos Dentes artificias: objetivo final da prótese. 
• Colocação de dentes e gengiva artificial, de tal modo que se devolva 
a função, estética e a fonética para o paciente 
 
• CARA DE PROVA: ele pergunta a diferença e o porquê de retenção e 
estabilização. Pergunta também o sentido das forças que cada uma 
evita. 
 
Sistema de suporte dentário: 
Subdividido em: dentes remanescentes e rebordo alveolar 
• Suporte dentário, sobre duas óticas: 
Aspecto qualitativo: 
• Forma da coroa: 
• Equador anatômico do dente: é a linha de maior perímetro do dente 
em qualquer posição que o mesmo é visualizado 
• Se traçamos tangentes sobre o equador dental vamos observar que: 
as tangentes vão ter um ponto de encontro, vão formar um cone, ou 
seja, o dente é constituído de dois cones superpostos pela base. As 
linhas tangenciais formam ângulos, chamados de ângulos de 
convergência. 
• O cone acima da linha guia equatorial é denominado de cone 
expulsivo 
• O cone abaixo da linha guia equatorial é denominado de cone 
retentivo 
• A inclinação do dente no arco também interfere na linha guia 
equatorial. Ex.: 1º molar inferior mesializado: quando ele 
mesializa a linha guia equatorial muda, porque o dente esta 
dentro do arco, não é um dente isolado. Quando esse dente 
mesializa, em comparação aos dentes do lado ele sofre uma 
alteração, porque a linha guia equatorial se alterou, ou seja, o 
cone retentivo modifica e o cone expulsivo também. Logo, o 
que importa na prótese, não é a guia equatorial anatômica, e 
sim a linha guia equatorial protética. 
• Linha guia equatorial protética: linha de maior perímetro do 
dente, relativa à posição dos outros elementos dentários 
remanescentes do arco, ou seja, o equador muda conforme a 
orientação do modelo de gesso. Isso porque a linha 
perpendicular que vai tangenciar o dente é alterada de acordo 
com a orientação do modelo. Essa tangente faz um traçado no 
dente, esse traçado é chamado de linha equatorial protética. 
Pode ser chamada também de linha guia equatorial relativa 
(porque ela pode sofrer alterações). 
• Divide o dente em duas áreas distintas 
• Plano de inserção: é o plano na qual a prótese entra e sai sempre 
na mesma posição. Para se ter um plano de inserção, precisamos 
ter uma via de inserção. 
• Posso modificar a forma do dente para que todas as 
perpendiculares a serem tiradas nesse dente, sejam paralelas 
ao mesmo plano. 
• Eliminar ângulos mortos que servem como nichos para 
bactérias 
 
• CARA DE PROVA: ele fala para prestarmos bastante atenção à 
explicação de linha guia equatorial. Qual a importância da linha guia 
equatorial? Ela divide o dente em duas áreas distintas, a área retentiva e 
a área expulsiva. 
 
• Integridade da coroa: se a coroa clinica está adequada para receber uma 
prótese removível. 
• Servir como suporte 
• Implantação dos dentes: trauma oclusal associado à doença periodontal 
resulta em aceleração ou acentuação da perda óssea. 
• O dente dentro do alvéolo funciona como uma alavanca. Quando 
temos osso remanescente suficiente vamos ter o braço de resistência 
maior que o braço de potencia e o dente não se movimenta. Quando 
há uma perda óssea muito grande, o braço de potencia é bem maior 
que o braço de resistência e o dente pode entrar em mobilidade. 
• Não se trata de uma mobilidade patológica, se não estiver associado à 
doença periodontal, essa mobilidade pode ser chamada de adaptação 
a função. 
• Próteses magnetossuportadas (ímãs): ela utiliza menos espaço, é 
estável e permite movimentação sem que a prótese saia da boca. 
Podem ser sobre dentes ou sobre implantes. 
• Numero e forma das raízes: 
• É importante saber a biomecânica dos dentes, quais forças cada dente 
suporta melhor. Dentes posteriores, por exemplo, suportam cargas 
axiais, forças horizontais. Forças laterais em dentes posteriores são 
deletérias. 
• Saber a anatomia e implantação dos dentes 
• Dentes uni ou com raízes fusionadas dente lateral por exemplo, não é 
legal para suportar uma prótese, pois sofrendo cargas rotacionais 
pode levar a uma luxação. 
• Dentes multiradiculares e com raízes divergentes são dentes mais 
preparados para suportar uma prótese 
• Posição dos dentes de suporte: 
• Para que serve a axialidade: efetivamente para absorção de cargas, 
pois os ligamentos absorvem essas cargas. 
• Mesialização ou distaluzação: 
• Uma única via de inserção 
• Angulo morto grande: evitar isso 
• Extrusões dentárias: devem ser corrigidos com desgastes e realização 
de coroas protéticas. É uma situação que indicaria "desgaste" dentário, 
por uma questão de funcionalidade. 
 
Aspecto quantitativo: 
• Número de dentes de suporte 
• Exemplo de sala: paciente com um único dente, usamos esse único 
dente como ponto de apoio, não mais como elemento de retenção, e 
sim como elemento de ESTABILIZAÇÃO. Retiramos toda a área 
retentiva do dente, para que esse dente não tenha grampos de 
retenção e não sofra com as cargas excessivas. Assim garantimos 
que ele seja apenas um elemento de apoio, os grampos utilizados, 
são grampos rígidos de estabilidade. Grampos de retenção são 
flexíveis. 
• Ter mais dentes na boca é melhor. 
• Distribuição dos dentes no arco: polígono de Roy 
• Polígono de Roy: 
• Todos os dentes apresentam uma movimentação dentro do seu alvéolo, 
em media de 0,1 mm, mas apresentam também uma movimentação 
lateral e por isso que, uma vez que as nossas próteses são apoiadas, nós 
temos que fazer nas nossas próteses figuras poligonais formadas sobre 
os dentes remanescentes, de tal forma que a gente tenha uma área de 
retenção e estabilidade adequada para que essa prótese fique na boca. 
• Todos os dentes se movimentam e isso tem que ser respeitado 
• É importante formar uma figura poligonal e ter apoios em vários dentes. 
- formação de um quadrilátero 
 
• AMORES, sugiro que pesquisem mais sobre POLIGO DE ROY, ele falou 
que é muito importante, só que não entendi muito bem o que ele falou, 
ficou muito vago. 
 
 
 
Aula 4: Delineadores 
O objetivo da aula de hoje é compreender todas as partes que compõem um 
delineador e para que elas servem além de entender uma sequencia básica de 
delinamento. Uma PPR ao ser instalada na boca de um paciente tem que ser 
bem ajustada e ser encaixada em um único movimento. Quando o paciente 
realiza diferentes movimentos em diversos planos para encaixar a prótese 
significa que esse modelo não teve um preparo eficiente, ou seja, o 
planejamento do cirurgião dentista foi falho. 
Então ao analisarmos no modelo e na boca a infraestrutura metálica esta deve 
ter uma adaptação perfeita. Essa infraestrutura parece uma peça única mas ela 
é subdividida em 8 partes. Então em cada uma dessas partes nós temos 
algumas opções,e a seleção desses elementos vai estar relacionada a 
classificação da arcada (classificação de Kennedy, com modificações de 
applegate?) 
Quando vamos fazer um diagnóstico de um paciente para PPR aparenta ser 
simples:existem alguns dentes faltando e alguns espaços.Mas não é tão fácil 
assim, existem fatores quantitativos e qualitativos para analise dos dentes 
pilares em PPR. Então toda essa parte de diagnóstico é importantíssima e além 
disso um outro fator que é extremamente comum é o não planejamento da 
Removível: mais de 80% dos Cirurgiões dentistas não fazem planejamento 
algum, e na maioria das vezes por falta de conhecimento. Em consultórios 
comuns é normal o não uso do delineador, até mesmo pela falta de 
conhecimentode como funciona o equipamento. Então quando fazemos uma 
PPR sem planejamento algum, daquelas que entregamos para o técnico e ele 
faz o planejamento, nós teremos algumas consequências. E o próprio 
planejamento incorreto também traz consequências. 
A estrutura da PPR é em sua maior parte rígida e se ela entrar fazendo uma 
força danosa ela vai fazer aquela força de alavanca que vai resultar em uma 
extração lenta ao longo do tempo, que pode ser a longo ou a curto prazos, mas 
com certeza em algum momento eu vou ter falha na região dos dentes pilares. 
Então uma PPR mal planejada vai promover uma irritação dos tecidos, vai 
começar com problema periodontal e compressão das áreas indevidas. Então 
essa infraestrutura, quando vocês aprenderem todas as partes que a 
constituem, nem todas as estruturas vão estar em relação de intimo contato 
contra o dente e/ou mucosa. 
Efeito Torque, principalmente o efeito de alavanca no extremos livres. 
Falta de orientação quanto a higienização, levando a cárie. Muitas vezes 
causadas por nichos preparados para essas infraestruturas que ultrapassam o 
esmalte, deixando a dentina exposta. 
Alterações fonéticas, relacionadas à invasão de áreas que estão vinculadas a 
formação dos sons palato-linguais ou dento-linguais. 
Mobilidade e perda do dente pilar, que é o mais comum. O paciente vai 
perdendo pilar e substituindo próteses. 
Então esse alto índice de insucesso está relacionado não só a falha no 
delineamento, que é a falha maior, mas a uma sequência de procedimentos que 
deveriam ter sido realizados de uma maneira correta.Primeiro a gente vai 
começar nosso diagnóstico, não só na PPR mas em qualquer área, na anamnese 
e exame clínico detalhados. No nosso caso iremos olhar os dentes suportes 
para ver se estão adequados ou não, presença do dente, se está extruido, 
relação entre dentes, relação oclusal, tratamentos prévios necessários 
(periodontal, endodontico, cirúrgico, restaurador), para que possamos 
estabelecer o correto diagnóstico. No nosso caso o diagnóstico consiste em ver 
se há espaço para uma PPR e quais os dentes viáveis para essa reabilitação. 
Então nosso diagnóstico consiste em ver quais dentes ainda estão na boca e 
quais estão viáveis para essa reabilitação. E só então começamos o 
tratamento/reabilitação com PPR. 
O planejamento vai ser feito no delineamento associando ao conhecimento dos 
constituintes dessa infraestrutura metálica. Então, quando eu vou observando 
no delineamento o posicionamento dentário, a distribuição topográfica e a 
qualidade dos meus dentes, eu vou pensando nos elementos que eu poderia 
usar de acordo com o posicionamento que esses dentes estão entre si e no 
plano que eu determinei para que essa prótese entre e saia. 
Hoje iremos explorar um pouco mais os conceitos de equador anatômico e 
equador protético do dente. Então equador anatômico é aquela área de maior 
convexidade da coroa, já o equador protético não mais respeita essa analise 
individual da anatomia do dente e sim a relação que ele apresenta na arcada 
(giroversão, mesialização, inclinação e demais posições que o dente pode ter 
adotado na arcada). 
Feito esse planejamento iremos realizar efetivamente o nosso delineamento, 
que é feito no modelo de estudo. Por meio desse delineamento nos vamos 
determinar o desenho da nossa estrutura metálica, que seria a seleção dos 
componentes que irão compor essa estrutura. Em seguida iremos fazer os 
preparos nos dentes dos modelos, esses preparos serão transferidos para a 
boca do paciente e ai faremos as moldagens, que pode ser uma única 
moldagem para obtenção da infraestrutura ou uma moldagem específica da 
área desdentada nos casos onde eu tenho com suporte mucoso 
grande(independente dela ser dento-muco ou muco-dento suportada) e 
dependendo da região a gente opta por uma moldagem diferenciada. 
E depois que eu terminar e entregar essa prótese pronta eu preciso ter controle 
ou acompanhar esse paciente. 
Então ter sucesso nesse tratamento não é fácil. A maioria dos cirurgiões 
dentistas param no planejamento, poque já há certa dificuldade pra fazer. 
Logo se eu não consigo planejar eu não passo para o delineador e ai todas as 
outras etapas ficam negligenciadas. 
A infraestrutura de uma PPR é uma estrutura praticamente rígida, ela não 
flexiona, exceto na ponta ativa dos grampos de retenção. Quando dividimos o 
equador protético do dente nos temos uma área expulsiva acima do equador e 
abaixo do equador protético uma região retentiva. Se eu tenho uma estrutura 
rígida que não flexiona ela deve estar localizada na área expulsiva do dente. 
Então, em uma prótese que é feita sem planejamento as estruturas que 
deveriam guiar esse eixo da prótese para preservar o tecido periodontal fica 
longe do dente, não guiando. Então eu tenho que ter um eixo que eu vou 
preparar, de inserção, só que o técnico encerra de forma que a estrutura fique 
livre (pois a face que deveria estar paralela ou expulsiva tem algum tipo de 
retenção, ângulo morto, que impede a inserção).O fato dessa estrutura estar 
livre não compromete só a estrutura e o eixo, mas facilita o acumulo de 
alimento e aumenta a força de movimento para entrada e saída da 
prótese,prejudicando toda a biomecânica da prótese.Então esse intimo contato 
entre o dente e a infraestrutura metálica não vai existir, e se eu não tenho esse 
contato eu não tenho eixo e não tenho biomecânica. 
Se o dente for retentivo ou eu vou ter que trabalhar esse eixo, eu movimento o 
eixo de entrada pra fugir dessa retenção,ou seja ,altero o equador protético do 
meu dente, ou eu desgasto o dente (tiro uma fatia do esmalte para que ele 
fique paralelo ao eixo que u determinei). Então, todos esses preparos onde eu 
vou analisar onde está a área retentiva, onde está a área expulsiva e os 
preparos que serão necessários para que a gente tenha essa biomecânica, por 
determinação de uma via correta de inserção, será feita através da analise em 
delineador. 
Então na verdade a infraestrutura é uma estrutura grande e a gente vai 
planejar o número de componentes necessários para a mínima retenção. Então 
nós teremos elementos que estarão em área expulsiva, elementos em áreas 
paralelas e com certeza elementos que estarão em áreas retentivas (os 
grampos de retenção).E todos esses elementos atuando em conjunto irão dar a 
estabilidade da PPR. 
O delineador segundo McCraken “é um instrumento que determina o 
paralelismo relativo de duas ou mas superfícies de dentes, ou outras partes do 
modelo de uma arcada dentária. Ele foi concebido para orientar o 
planejamento das PPRs desde a fase laboratorial até o preparo na boca do 
paciente”. Então a gente prepara o modelo em laboratório e é esse preparo que 
vai guiar toda a adequação da boca pra receber essa prótese dentro do 
principio biomecânico para não causar danos a estrutura periodontal, ao osso 
residual e a mucosa. 
Paralelismo relativo, então, eu tenho áreas paralelas, tenho áreas trabalhando 
no mesmo eixo e é o que chamamos de eixo de inserção e remoção da prótese. 
Provavelmente nós não vamos conseguir todas as faces paralelas, as que 
estiverem expulsivas não precisam ser desgastadas, já as retentivas precisam 
sofrer certo desgaste. Esse desgaste é paralelo ao eixo de inserção determinado 
no delineador. 
Então o princípio básico do delineador é que todas as linhas que são 
perpendiculares ao mesmo plano são paralelas entre si. Então em todas as 
faces proximais dos dentes pilares vizinhos ao espaço desdentado nós vamos 
buscar esse paralelismo. Em muitos livros vocês irão encontrar outro nome do 
delineador: paralelometro (que dá o paralelismo as faces proximais dos dentes 
adjacentes aosespaços desdentados). Então quando a gente determina um 
elemento rígido na PPR, que vai ter que assentar nessa área entre os dentes, se 
uma área convexa nós teremos um ângulo morto, que provavelmente onde está 
tocando é o equador protético (pra cima é expulsivo e pra baixo é retentivo). 
Olha o que acontece com essa estrutura: ela desce, mas olha o que acontece 
aqui, mas ela não consegue tocar essa estrutura, ou seja, ela mantém esse 
ângulo morto senão ela não sai. 
Então, a gente vai planejar desgastes, e esses desgastes são feitos no modelo. 
Quanto menor o desgaste a ser feito no modelo menos o desgaste a ser feito 
no dente do paciente. Então quando eu acho um eixo que desgasta menos isso 
é sucesso, eu não quero achar um eixo que eu tenha que desgastar mais 
estrutura dentária, até porque esse desgastes são só em esmalte (é uma 
ameloplastia, não uma dentinoplastia nem tratamento endodontico.). Então são 
desgastes pequenos só quebrando esse ângulo morto. 
Quando eu consigo o paralelismo quebrando esse ângulo morto, e existe uma 
técnica de fazer isso, ai sim eu consigo um íntimo contato dessa minha 
estrutura rígida. Esses contatos, na inserção e na remoção da prótese irão 
determinar um eixo, e esse eixo mantém a biomecânica e a saúde do 
periodonto. 
Partes constituintes do delineador: 
Agora então a gente vai falar um pouco sobre as partes que compõem esse 
delineador, para então entrarmos na técnica de delineamento. 
O delineador é dividido em três grandes grupos de partes: o delineador 
propriamente dito, a platina ou mesa reclinável e os acessórios que são as 
pontas (que são utilizadas para a análise, em várias fazes da analise em 
delineador). 
O delineador propriamente dito é dividido em base ou plataforma (que é a 
área onde iremos posicionar essa mesinha, e eles tem que deslizar), haste 
vertical fixa (não se movimenta), haste horizontal móvel (se movimenta), haste 
vertical móvel (essa é a que a gente mais vai usar, responsável por formar um 
ângulo de 90º com a base do delineador, então ela é o eixo, é essa haste 
vertical que vai dar o eixo da nossa prótese, então ela que vai marcar onde vai 
acontecer esse desgaste através de acessórios-as pontas-que irão a prolongar. 
Na ponta dessa parte haverá um mandril que será o responsável por acoplar 
esses diferentes acessórios que irão fazer parte da analise). 
A Platina ou mesa reclinável tem uma junta universal (em forma de ginglimo) 
que permite sua movimentação em todos os sentidos. Mesa porta modelos que 
é onde vai o nosso modelo de gesso. Parafuso das garras que abre para arcadas 
pequenas médias ou grandes,ai nós devemos recortar o modelo para ele 
encaixar aqui. Se a base estiver maior eu tenho que melhorar, sempre um 
modelo de base bem recortada e paralela. Base da Platina ou trava, aqui tem 
uma trava em que eu fixo ou solto o gínglimo. Na analise eu vou fazer meus 
movimentos e vai chegar uma hora que eu vou chegar em uma posição ideal e 
não vou mais querer perde-la. Os movimentos que nós vamos são curtos, então 
nós temos que ter um controle muito grande movimento-trava, o que talvez 
seja a parte mais difícil quando se começa a trabalhar com delineador. Então a 
platina vai servir pra fixar nossos modelos e vai permitir os movimentos desse 
modelo em relação ao nosso eixo (o eixo formado pelo plano com a haste nem 
sempre é perpendicular). O ideal seria que a ppr encaixa-se paralelamente ao 
plano oclusal, porém geralmente essa PPR do paciente nem sempre vai 
encaixar certinho em relação a esse plano, podendo haver pequenos 
movimentos laterais, Antero-posteriores ou de trás pra frente para que a gente 
tenha paralelismo com o mínimo desgaste possível da estrutura dentária. 
Os acessórios são os que adquirimos, as pontas delineadoras: faca de corte na 
extremidade (uma faca mais larguinha), faca de corte lateral, ponta analisadora 
(tem ela pontiaguda e tem ela arredondada), calha do grafite(onde vai o grafite 
número dois e vai traçar o equador). Então essa região que é a haste, e na 
ponta tem o mandril, nela vão se adaptar as pontas acessórias para que a gente 
tenha continuidade do paralelismo determinado por essa haste. Qualquer 
ponta dessa que eu coloco no mandril, que é o finalzinho da haste vertical, vai 
prolongar àquele eixo vertical ou eixo que a gente está determinando para 
nossa prótese. A calha com o grafite possui uma proteção lateral deixando 
uma pequena lateral livre para permitir o riscado, que permite que somente 
uma parte fique solta(se o grafite passar da calha quando empurrarmos esse 
grafite ele ira quebrar). As facas vão servir pra cortar o modelo ou para 
verificação do paralelismo dessas proximais dos dentes pilares, isso para o uso 
do cirurgião dentista, em laboratório o técnico utiliza essas faquinhas para 
cortar coroas metálicas ou metalocerâmicas que vão ser usadas juntas com 
uma PPR. Quando a gente faz uma coroa protética que vai estar relacionada 
com a nossa prótese a gente não vai pensar em desgastar coroa depois, a gente 
vai pensar no encaixe da estrutura antes, junto com o delineamento, então o 
técnico vai usar o mesmo eixo do nosso delineador para fazer a fresagem do 
material e o encaixe ou apoio da estrutura metálica na prótese fixa. 
Nós temos também como acessórios os jogos de discos calibradores, que 
podem ser lisos ou modificados (que são milimetrados em 10 mm e tem um 
anel que é espelho do seu disco que está aqui na pontinha). O disco vai ter na 
pontinha o disco propriamente dito, ai tem o corpo do disco que é o que vai 
servir pra análise e a haste que vai ficar presa no mandril. O disco de 
calibragem vai ter também o anel de calibragem, que será explicado mais a 
frente. Então o disco calibrador tem três diâmetros: 0.25mm, 0.5mm e 0.75mm 
(que é o que ele passa aqui da haste) e isso vai medir o ângulo de convergência, 
quanto maior a convexidade dessa área conforme eu vou abaixando eu vou 
aumentando o ângulo de convergência. Então se o disco tem 0.25mm a haste 
encosta na parte mais convexa e logo já encosta,é uma retenção bem 
pequenininha. 0.5mm vai estar um pouco mais baixo com um ângulo de 
convergência maior e com 0.75mm maior ainda. Esses discos foram 
programados para as próteses que podem ser confeccionadas em diferentes 
ligas metálicas, então existem ligas que flexionam mais (que tem um módulo 
de elasticidade menor). Então a função desse disco é calibrar a retenção, então 
em todas as áreas em que eu marquei um pontinho todos esses pontinhos vão 
ter a mesma calibragem ou mesmo módulo de retenção, ai o técnico pode 
esculpir a prótese sabendo que naquele ponto eu vou ter a retenção adequada 
para determinada liga metálica. 
Além disso temos um outro acessório que não é pedido na lista de materiais 
pois pode ser substituído pela faca, mas em algumas situações ele é 
imprescindível. Essa braçadeira ela acopla a haste vertical móvel a peça reta e o 
micromotor,então essa haste vai permitir o desgaste do modelo no eixo que eu 
determinei, eu posso utilizar para isso a faca porém em alguns casos(como 
quando o modelo é vazado com gesso especial) temos dificuldade de desgastar 
o modelo sem lascar ,sendo nesses casos um dispositivo importante. 
Funções: PPR 
A) Análise preliminar do modelo de estudo com vistas à escolha da técnica 
mais conveniente à determinação do eixo e do plano de inserção; 
B) Análise do modelo de estudo para o planejamento de peças unitárias e 
próteses fixas que irão relacionar-se com a PPR; 
C) Preparo dos planos-guia e adequação do contorno axial das coroas no 
momento da ceroplastia em peças unitárias ou próteses fixas, destinadas a 
receber componentes da PPR; 
D) Posicionamento das partesfêmeas dos encaixes pré-frabricados ou de 
estoque ao retentor unitário ou elementos da PPF. 
Então o delineador, como vocês virão, tem como função básica conseguir esse 
paralelismo das superfícies que estão relacionadas a áreas livres para 
conseguir uma trajetória de inserção. Então o objetivo que a gente tem com o 
delineamento nessa etapa da graduação é a analise do modelo de estudo com 
vistas a escolha da técnica mais conveniente para determinação do eixo de 
inserção. 
Entretanto quando a gente faz essa análise ela pode ser também utilizada pelo 
técnico de laboratório na análise do modelo pro planejamento de peças 
unitárias ou próteses fixas metálicas ou metalocerâmicas (em cerâmica pura 
não dá pra ter apoio para PPR) que irão relacionar-se a PPR. Ou seja, o técnico 
vai preparar os planos guia, ou aquelas faces com desgaste, com adequação do 
contorno dessas coroas no momento da ceroplastia no delineador. Então o 
mesmo eixo das estruturas vai ter o eixo dessas coroas fixas. 
E uma última função é o posicionamento das partes fêmeas dos encaixes pré-
fabricados de estoque ao retentor da prótese parcial fixa. Esse tipo de encaixe 
estará sempre relacionado a prótese fixa, tem uma analise diferenciada em 
delineador, e está indicada a confecção para um especialista em prótese 
unitária. 
Além das áreas de encaixe de fresagem, ou de guia, o técnico também vai levar 
em consideração na hora de aplicar a porcelana a calibragem da região 
vestibular do dente e a retenção que ele quer pro grampo. Então uma fixa 
associada a uma removível tem que ser planejada junto no momento do 
delineamento dessa removível, não dá pra fazer antes e depois pensar na 
removível isoladamente. 
E aqui os encaixes, ele faz a inserção dos encaixes com a haste vertical do 
delineador ,então todos os encaixes vão entrar no mesmo eixo (se não ele não 
entram). 
Até aqui nós já vimos as partes e pra que serve o delineador, antes de 
entrarmos na analise propriamente dita. 
Pra vocês então o mais importante é a analise em delineador do modelo de 
estudo da PPR. Esse modelo é o feito após toda aquela fase de adequação do 
meio (perio, dentística, endo, extrações, etc) e só então partiremos para analise 
em delineador. Então a classificação da arcada e o delineamento só serão feitos 
após toda essa adequação prévia. Alguns pacientes tem duas fases de modelo 
de estudo, quando a gente precisa de uma adequação maior, e em outros 
pacientes que precisam de uma adequação mais simples a gente só faz uma 
fase de modelo de estudo, quando não há a necessidade de fazer uma 
montagem prévia em articulador antes da adequação. 
Análise em delineador - Fatores determinantes 
1. Eixo e plano de inserção e remoção da PPR; 
2. Áreas retentivas equivalentes para os dentes pilares principais; 
3. Localizar interferências óssea ou mucosa; 
4. Análise estética. 
Então, esse modelo de estudo vai ser analisado. A análise em delineador 
sempre vai começar pelo eixo e plano de inserção e remoção da prótese, que é 
o objetivo principal do delineador. Só que além desse objetivo principal a gente 
tem que analisar também as áreas retentivas equivalentes nos dentes pilares 
principais. Todo dente que for pilar da prótese, não só os vizinhos ao espaço 
protético, que são todos os dentes que suportarão os esforços mecânicos 
dessa prótese. 
Nós sempre temos que formar uma figura fechada,com pelo menos 3 pontos 
mais idealmente com 4, a fim de evitar movimentos rotacionais. 
Quando vocês vão saber exatamente quais serão os dentes usados na 
reabilitação dependendo da classificação? Isso será visto mais à frente com o 
professor gramani. 
Então nessas primeira aulas quando a gente for fazer o delineamento a gente 
vai desenhar todos os dentes, pra vocês treinarem encontrar esses fatores no 
delineador, independente se aquele dente vai ser utilizado ou não. Então o 
dente pilar é todo o dente que vai suportar, incluindo os que não são vizinhos 
ao espaço desdentado. Então áreas retentivas para os dentes pilares são 
visualizadas/marcadas pelos discos calibradores. 
Além do eixo a gente tem que olhar também interferências do osso ou mucosa 
que possam interferir com essa prótese: torus, inclinação do rebordo(que 
geralmente é corrigida com cirurgia ou mudança do eixo). E por último a 
analise estética, que vai estar mais relacionada com aqueles casos em que eu 
tenho uma modificação ou classificação que envolva perda anterior. 
Eixo de inserção e remoção: O eixo é a direção de entrada e saída da PPR 
promovido pelo paralelismo das faces proximais dos dentes pilares vizinhos 
ao espaço protético e de outras ou todas as outras superfícies dentárias que 
estarão em contato com elemento rígidos dessa prótese. Os dentes que estão 
do lado do espaço protético sempre estarão envolvidos, além deles outros 
podem estar também. Toda a área que possui elementos rígidos precisa ser 
paralela ou expulsiva em relação ao plano/eixo de inserção e a lateral de todos 
esses dentes também. Aonde pode ter retenção ou elemento de forma 
retentiva? Só os grampinhos de rentenção. 
Então quando a gente está fazendo o paralelismo vai depender do desenho 
dessa infraestrutura, e o desenho pode estar relacionado ao desenho e 
posicionamento dentário. Então não é só o dente que está vizinho, outras 
estruturas/áreas dentárias também devem estar paralelas. 
Então o fator principal da removível é a inserção até o assentamento final e sua 
remoção do seu assentamento final nesse eixo único que eu determinei. E os 
movimentos que ela vai fazer durante a mastigação tem um relevância mas não 
é o mais importante, por que geralmente o paciente não está mastigando o 
tempo todo, geralmente ele mais tira e coloca. Então aquela prótese que parece 
uma contenção ortodôntica, que o paciente tira com a língua está errada pois 
ela está solta, não tem retenção. 
O ideal seria que o eixo de inserção fosse paralelo ao longo eixo dos dentes, 
que é onde os dentes posteriores estão mais adaptados a sofrer força de 
compressão.Só que esse eixo nem sempre é paralelo (ele pode ser,mas nem 
sempre é), porque eu não estou pegando uma boca certinha com a curva de 
Spee certinha, esses dentes geralmente já sofreram alterações e quanto mais 
equilibrada as posições dentárias mais fácil vai ser pra gente encontrar um 
eixo favorável ao plano oclusal. Mas nem sempre isso é possível, as vezes vai 
inclinar um pouquinho pra lá ou pra cá, para anterior ou posterior, 
dependendo do eixo da orientação da mesa .E esse eixo vai ser perpendicular 
ao plano ou base da mesa do delineador, mas ele vai formar um ângulo 
específico com o meu plano, que é o movimento que eu vou fazer com a 
platina. Então a platina eu vou ter um eixo e essa mesinha aqui vai determinar 
um plano. 
Então o plano de inserção seria o plano de inserção determinado pela posição 
do modelo na mesa analisadora. Então esse eixo aqui da haste vertical é 
paralelo a platina. O eixo que meu paciente vai botar a prótese nem sempre vai 
ser esse(o paralelo ao plano oclusal,,podendo haver variações.Por isso é 
importante ensinar o paciente como botar e retirar a prótese.Quanto maior o 
número de dentes maior o número de dentes na estrutura metálica e maior a 
elaboração da estrutura rígida,e mais complexa é a inserção e remoção da 
prótese. Então esse plano vai estar vinculado ao posicionamento da platina. 
Então esse primeiro fator foi o plano de inserção e remoção,o segundo fator é 
áreas retentivas, item três interferências ósseas e mucosas e item quatro 
analise da estética. Sempre iremos começar pelo item um, sempre iremos 
priorizar o inicio da analise em delineador pela determinação do plano de 
inserçãoe remoção.Depois os outros itens a gente vai verificando se eles estão 
presentes desse eu determinei. 
Na literatura nós temos 3 técnicas para determinar esse ou eixo de inserção: 
Técnica do método de Roche ou dos três pontos,Técnica da bissetriz (que não 
será dado) e a técnica da conveniência. 
A técnica da analise de Roche é a mais simples e é a que, teoricamente, 
favorece o melhor direcionamento das forças. Só que essa técnica vai ser bem 
aplicada quando eu consigo o posicionamento desses dentes sem esse 
desgaste excessivo. Quando o equador anatômico é muito diferente do 
equador protético eu vou ter dificuldade de acertar esse eixo sem realizar um 
grande desgaste nesse dente por essa técnica de Roche dos três pontos. 
Essa técnica vai ser bem aplicada quando eu consigo posicionamento desses 
dentes sem o desgaste excessivo. Se os dentes estão muito fora do seu equador 
anatômico, se o equador anatômico é muito diferente do equador protético, se 
ele mesializou ou inclinou pra lingual ou extruiu eu vou ter dificuldades em 
acertar esse eixo sem realizar um grande desgaste nesse dente por essa técnica 
de roach dos três pontos, então, associada a essa técnica a gente pode utilizar 
outras técnicas, pode ser a bissetriz ou a conveniência. 
Então técnica de roach: considerada melhor técnica como ponto de partida da 
análise do eixo plano de inserção delineador porque ela vai favorecer o 
direcionamento das forças que vão estar relacionadas aos dentes pilares 
durante essa trajetória de inserção e remoção para o longo eixo desses dentes. 
 A técnica de Roach consiste no equilíbrio do posicionamento dentário por 
meio de três pontos. Se possível, dois pontos posteriores e um ponto anterior. 
Ah, e se não tem dente na frente? Põe uma cerinha simulando essa região. E se 
não tem mais um dente aqui do lado? Eu ponho na lateral uma cerinha 
simulando essa região. 
E quais são as regiões dos pontos? Região de incisivos centrais e primeiros 
molares. Mas eu tenho um segundo molar, posso usar? Pode, a gente vai 
analisar se eles estão na posição razoável. Isso a gente vai discutir lá na 
pratica. Mas eu tenho um segundo pré, dá? Eventualmente, sim. Eu trouxe esse 
exemplo em um terceiro molar e já tá inclinado, o ponto do incisivo e o ponto 
do segundo molar. O que acontece? Não há um alinhamento às vezes desse 
plano posterior porque o Roach ta tentando equilibrar, voltar para um 
posicionamento dessa arcada onde eu tenho um equilíbrio desses dentes que 
já sofreram pequenas movimentações. Então ele vai pegar plano posterior com 
plano anterior por isso que ele usa dois pontos atrás e um na frente, essa que 
foi a idéia do autor. Então, se a gente usa um ponto na diagonal a gente vai ter 
mais dificuldade em equilibrar. Esse eixo posterior não vai ficar numa única 
linha. Ele vai ficar já deslocado. Por isso que quando a gente tem uma situação 
de falha ao invés de usar essas dois dentes aqui em diagonal, eu prefiro 
acrescentar um bloquinho de cera utilidade simulando o dente contralateral. 
Então dois pontos aqui atrás e um ponto aqui na frente. Como é que a gente 
faz esse ponto, hein? Então, eu vou manter essa haste aqui fixa tá? E a ponta 
analisadora vai ser presa aqui. A ponta analisadora é parecida com ponta de 
compasso seco. E eu vou pegar meu modelo e a ponta analisadora, a partir da 
movimentação da haste vertical móvel, ela deve tocar os 3 pontos ao "mesmo 
tempo", no eixo que eu determinei. Esse eixo aqui é retinho? Paralelo ao plano? 
Qual que seria o eixo ideal? Então quando eu pego o plano de roach eu venho 
pra cá toco na pontinha, ai ele tem que tocar aqui atrás nos dois pontos 
posteriores na mesma linha. Então se ele aqui ta tocando aqui na ponta e ali 
não ta tocando eu tenho que inclinar pra frente, até eu acha um equilíbrio 
desse posicionamento. Geralmente o que acontece com o eixo do plano oclusal 
inferior? Ele é ascendente pra posterior, seguindo a curva de spee, então ele é 
ligeiramente inclinado pra trás. Às vezes, quando eu faço o plano de roach, eu 
já não vou conseguir uma área paralela, eu vou ter ângulos mortos. A zona 
retentiva é muito maior que a zona expulsiva e na maioria das regiões eu 
preciso de áreas paralelas ou expulsiva. O plano de roach a gente vai sempre 
correr atrás dele, tentar conseguir a nossa analise final com os quatro itens 
com o plano de roach. A gente vai conseguir isso pra 60% dos casos. Os outros 
a gente não vai conseguir. 
Quanto menor o número de dentes mais fácil é seguir o plano de Roach. 
Quanto maior o numero de dentes e espaços, para um caso classe 3 ele é mais 
difícil pra gente conseguir um plano de roach do que um classe 1. O classe 
três eu tenho um molar aqui inclinado, o outro inclinou e foi pra vestibular, ai 
tem um pré que distalizou, então eu vou ter eixos que vão dificultando a 
analise de roach que visa a trajetória no longo eixo dos dentes. 
Problema da diagonal: a gente não tem uma linha ascendente pra posterior? O 
que acontece com o molar? Ele ta lá em cima e o pré-molar? Mais pra baixo, 
quando eu alinho naturalmente eu já vou jogar pro eixo fora do objetivo que é 
o longo eixo dos dentes. O roach preconiza o não uso das linhas diagonais, a 
gente vai acrescentar em cera. 
Então aqui o modelo, o acréscimo em cera na mesma altura do molar. 
Aqui o modelo posicionado, aqui com a ponta analisadora ta marcado com 
grafite para ilustrar. Aqui simulando distal do molar. E aqui o ponto entre os 
incisivos centrais. 
 
Então, quando eu simulo esse movimento aqui na mesa, os três pontos estão 
tocando no mesmo tempo no eixo que eu determinei. 
Terminado? Achei meu ponto de roach. Que eu quero olhar em seguida? Se 
esse meu plano de roach é viável pro meus próximos itens. Para que eu tenha 
realmente um eixo paralelo sem grande desgaste. Se meu plano de roach eu 
vou ter que desgastar a metade de um dente, chegar em dentina, ele não vai 
ser viável, eu não posso fazer esse desgaste, eu vou ter que encontrar esse 
eixo. Então depois que eu termino de encontrar o plano de roach que é o 
equilíbrio dos três pontos eu vou pegar a calha com grafite e traçar o equador 
protético de todos os dentes. Então, quando eu vou traçar esse equador não é 
com a ponta do grafite é com a lateral do grafite. A lateral toca a área de maior 
convexidade daquele plano que eu determinei de roach. 
A definição da coroa dentária que seriam dois cones de bases justapostas 
traçando seu equador anatômico. Pra cima o cone promoveria a área ou zona 
expulsiva e, pra baixo, zona ou área retentiva. 
Então, nossos elementos rígidos precisam estar aqui na área expulsiva, já na 
retentiva só os nossos elementos de retenção ou ponta ativa dos elementos de 
retenção. O equador dental ou equador anatômico vai ser a marcação do maior 
diâmetro do dente quando ele é analisado em função da sua anatomia de 
maneira isolada. Então quando eu penso na força incidindo perpendicular pelo 
equador anatômico do dente eu tenho essa força perpendicular paralela ao seu 
longo eixo. 
Mudei o plano mudei o equador. Esse equador que leva em consideração o 
posicionamento final do dente na arcada em relação aos outros elementos ou 
plano que determinei por a demarcação equatorial é comum a todos os dentes 
pilares em função de um direção de inserção individualizada para aquele caso 
da removível que já tem algum desequilíbrio eu percebo que se eu traçar uma 
perpendicular aqui ela não coincide mais com o longo eixo. 
Quando eu olho esse equador aqui tem uma área expulsiva grande e aqui uma 
área expulsiva bem pequena, tem mais zona retentiva. Não ta mais com aquela 
distribuição bonitinha dos dois cones de bases justapostas.Então quando a 
gente traça a linha equatorial anatômica desse desenho se eu mudo o plano de 
minha mesa esse desenho muda ele não se mantém, então o traçado da linha 
equatorial é influenciado pela modificação do plano ou do movimento da 
mesa. Muitas vezes a gente tem essa situação aqui: perdeu o primeiro molar e 
o segundo pré. Primeiro pré distalizou um pouco, mas manteve o seu eixo e o 
segundo molar deitou. Olha o equador anatomico dele e olha o equador 
protético que é o vermelho. O pré- molar ta perto, ta numa posição legal para 
analise de roach, mas olha esse aqui, para acertar esse paralelismo, olha o 
tanto que eu vou ter que cortar. Vai chegar em dentina, não dá. Entao esse eixo 
pra esse molar é inviavel, o que eu tenho que fazer? Inclinar essa mesinha pra 
trás, reduzir, mudar meu eixo que está determinado pelo plano de roach. Entao 
o plano de roach sempre vai ser soberano sobre qualquer outra analise. Ele é a 
melhor opção, mas em algumas situações o desequilíbrio do posicionamento 
dentário não permite o uso desse plano com o plano final. 
Aqui a mesma coisa, zona expulsiva e zona retentiva, e aqui atrás, geralmente 
na area vestibular dos dentes, e se eu falo geralmente é porque não é uma 
regra, a gente põe os grampinhos de retenção que são menores, dá pra 
esconder mais e por lingual e palatina a gente coloca os grampos de oposição. 
Retenção ele flexiona os de oposição são rígidos então essa aréa do dente 
palatina ou lingua a gente tem que preparar desgastar não só a proximal ela 
também ela também tem que estar expulsiva ou paralela para encaixar ele 
elemento que é o grampo de oposição . 
Em alguma das situações olha o que aconteceu com esse dente, inclinou para 
lingual. Aqui atrás vou ter que tirar uma fatia muito grande no plano de roach. 
O que eu tenho que fazer com esse dente? Inclinar a mesinha pra lateral. Então 
esses movimentos para compensar o plano de roach inadequado pode ser 
tanto posterior ou latero ou lateral. As vezes eu inclino pra lá, melhora esse, 
piora outro. Então a gente vai equilibrar esses desgastes, por isso que eles 
falam paralelismo relativo, eu não vou conseguir perfeito. E ai, o que faltar? 
Vou desgastar. Qual que é o sucesso? Menos desgaste possivel. Quase sempre 
vai ter desgaste numa ppr? Quase sempre. Quando eu sou mais experiente eu 
acho planos melhores que serão mais conservadores. Quando estou 
aprendendo posso não achar . Então não tem plano certo? Pode ter vários 
planos viáveis. Por quê? É uma análise empírica. A gente tem um instrumento 
pra fazer essa determinação, mas ela não é 100% precisa, posso fazer 
pequenos movimentos. 
Quando o plano de roach vai promover um desgaste muito grande para eu 
conseguir esse paralelismo e vai chegar em dentina, por uma inclinação grande 
desse dente, quando os dentes sofreram giroversão ou muito inclinação, a 
manutenção do plano de roach pode levar a desgaste excessivo da estrutura 
dentaria. Não é so em esmalte. Então eu tenho que a partir do plano de roach 
para técnica da conveniência. 
Além disso, eu posso achar um plano de roach legal pros dentes, mas a 
anatomia óssea ou mucosa, um torus muito grande, por exemplo, interfere 
com o eixo estabelecido do plano de roach. E as outras situações que eu posso 
mudar esse plano. Achei um plano bom, não interfere na mucosa nem 
paralelismo, mas meu grampo de retenção ta bem no meio do canino e eu 
queria levar ele bem mais pra baixo. O paciente não vai usar a prótese, ele vai 
achar feio. Ai eu posso também mudar um pouco o eixo para o favorecimento 
da estética. Então a técnica da conveniência ela contrabalanceia a técnica de 
roach pra esse fatores: desgaste excessivo, influência da anatomia óssea, 
mucosa ou estética. A técnica da conveniência são pequenos movimentos a 
partir do plano de roach. Por quê? Eu ainda tenho que lembrar que esse plano 
que é o meu plano de partida ele é o melhor direcionamento das forças pro 
longo eixo dos dentes. Então, um pequeno movimento eu já mudo o equador 
protético e meu grampo que estava no meio da coroa vai pro terço cervical. 
Ótimo, vai esconder. Paciente vai poder sorrir e não vai aparecer nada. A gente 
pode fazer essas pequenas modificações. Por que técnica da conveniência? O 
nome já diz: Conveniente às alterações do equilíbrio das modificações a partir 
do plano de roach . Alguns livros chamam de técnica do equilíbrio. Então ainda 
no item 1,quando eu encontrei o plano de roach mas ele não está adequando 
ao posicionamento dentário, eu fui então fazer pequenos movimentos a partir 
desse plano para melhorar um daqueles fatores q eu comentei com vocês 
anteriormente. Quando eu faço o movimento, se eu jogar ele mais pra frente, 
olha o que acontece com a linha do equador protetico0 tem uma alteração 
brusca, então qualquer movimento na platina implica em alteração dessa linha 
equatorial. Então se eu tinha analisado todo um dente pelo plano de rouch e 
mexi pela conveniência eu tenho que traçar um novo equador em todos os 
dentes e re-analisar a estrutura de todos os dentes? Sim. Mas se eu já tinha 
visto tudo, só aquele dente deu errado? Sim, volto tudo. A partir do momento 
que qualquer etapa do delineamento justifica uma modificação do meu plano 
eu volto lá no inicio e analiso todos os dentes novamente. Por quê? Se eu 
mudei meu equador protético logo todas as análises que eu fiz anteriormente 
em relação a retenção, áreas expulsivas, isso pode ter sido modificado . 
O eixo plano de inserção, essa expulsividade e retentividade desse angulo 
morto a gente alem de traçar um e quadro protético a gente vai usar esse 
assessório aqui que é a faca de corte da extremidade para olhar essas 
estruturas em relação a expulsividade e paralelismo. Na ppr o que interessa 
pra gente é o paralelismo do terço médio e oclusal ou médio e incisal o terço 
cervical não vai nada apoiado. Ali é uma área de zona alineada(?) 
Quando eu for analisar o paralelismo eu vou analisar meu dente no terço 
médio e oclusal ou médio incisal. O terço cervical geralmente deve ser 
utilizado para o grampo de retenção, ele vai ser quase sempre uma zona 
retentiva. 
Quando eu coloco essa faca o que ela mostra pra mim? O angulo morto, o 
angulo de convergência. 
Então esse é o objetivo da técnica de conveniência, tentar achar um 
paralelismo sem nenhum desgaste ou menor desgaste possível e equilíbrio 
entre esses desgastes. 
Mas vai ter algumas situações em que eu não vou conseguir o paralelismo? Eu 
vou ter que desgastar de qualquer jeito. E ai, como é que a gente faz? Então 
vamos lá, no item 1, plano guia. Comecei pela técnica de roach dos três 
pontos, achei os três pontos, observei, tem uma distribuição boa, são dois 
desgastes pequenos, ótimo. Não é perfeito, eu vou ter que desgastar. Segunda 
opção, eras um desgaste muito grande , fui pra conveniência, movimentei e 
consegui um eixo sem desgaste, tudo ficou expulsivo ou paralelo, consegui um 
plano guia adequado e não tenho que fazer nenhuma modificação. E a terceira 
opção, fui pra conveniência, movimentei e equilibrei esses desgastes, ainda 
não consegui o plano guia perfeito, então pra maioria dos casos a gente não 
consegue o plano guia perfeito. A gente quase sempre vai ter na analise do 
paralelismo com a faca um pequeno desgaste. 
Como é que a gente faz? Faz esse desgaste no modelo, de acordo com o eixo 
na nossa haste vertical e em seguida transfere esse preparo pra boca, como 
que a gente vai fazer isso? Então aqui ó, eu não consegui, vou ter que desgastar 
mais um pouquinho. Aqui é uma outra situação, essas aqui são as mais 
freqüentes onde eu tenho vários dentes, vários espaços modificadores. Eu 
venhocom a faca ou com a broca. Vou mostrar com a faca depois eu volto 
aqui. Venho com a faca, geralmente a faca é de corte lateral e desgasto um 
pouquinho no modelo, ta vendo que é bem pequenininho? Uma lasquinha do 
modelo. A outra opção, quando eu tenho um gesso muito resistente é usado a 
broca, essa broca é uma broca especial, vocês geralmente não tem, é uma broca 
cilíndrica, ela não pode ser tronco cônica que é a 1503. Então eu faço esse 
pequeno desgaste, simulo o desgaste do esmalte no modelo com a broca ou 
com a faquinha e agora? Vou transferir exatamente esse desgaste para boca do 
paciente. 
 
A gente vai confeccionar uma guia de transferência ou alguns autores chamam 
de casquete de transferência ou coroa de transferência, o mais comum é 
casquete de transferência, todos são sinônimos. A gente vai isolar esse modelo 
preferencialmente com e manipular duralay vermelha, por que vermelha? Pra 
destacar mais com o modelo. Pode ser a branca? Pode. Preferencialmente a 
gente vai englobar dois dentes, O desenho da minha guia tem que ser em área 
expulsiva ou área retentiva? Expulsiva. A gente vai levar a resina acrílica ainda 
na fase plástica e fazer um casquete. Vocês tão vendo que eu não parei na 
altura da incisal? Eu continuei. Aqui em cima alem da altura do dente eu vou 
ter mais 4mm, que vai ser o guia da broca pro desgaste. Posiciono aqui o 
acrílico na fase plástica e espero dar presa. Depois da presa eu venho com a 
faca ou broca e ainda na fase plástica eu desgasto. E se é um dente sozinho? 
Ele vai ter desgaste dos dois lados. Não tem nenhum colar de resina passando 
aqui embaixo em área retentiva. Tem que ser livre aqui. Essa guia vai ser 
transferida para boca do paciente, posicionada sobre o dente do paciente. A 
gente vai pegar a guia e cimentar no dente do paciente. Se ela ficar solta, na 
hora que eu passo a broca ela mexe porque ela foi feita em área expulsiva. 
Entoa essa guia vai cimentada e olha o que ficou pra fora, só um pedacinho do 
dente que eu tenho que desgastar o esmalte, e o que é essa parte aqui em 
cima? É o paralelismo que eu vou ter com minha broca cilíndrica. Então essa 
guia ou casquete de transferência que eu fiz no modelo eu cimento no dente 
do paciente, vai ficar exposto o dente a ser desgastado e eu faço o desgaste 
paralelo a indicação da minha guia de acrílico, então essa guia tem que ser 
bem feita. 
 
Independente do plano que eu encontrei ou método que usei, terminado esse 
plano a gente vai pro item 2 que é a analise das áreas retentivas equivalente. 
Área retentiva ela geralmente vai estar localizada na área vestibular, não é uma 
regra, se o dente estiver muito inclinado e a superfície lingual estiver mais 
retentiva a gente pode usar também. Mas como o grampo retentivo tem 
extremidades pontiagudas a gente evita essas áreas onde tem contato com a 
língua por que a própria secção transversal do grampo vai ser uma área de 
incômodo na língua, principalmente. Ela é localizada entre a cervical e o 
equador protético a área retentiva pode estar localizada no terço cervical, não 
necessariamente no médio e oclusal. Preferencialmente até no terço cervical 
porque ele vai ficar mais escondido. Se é na área vestibular a gente quer deixar 
esse grampo mais escondido, mais pra cervical para que ele não tenha 
interferência na estética, mesmo nos dentes posteriores. Elas podem ser em 
dentes naturais ou artificiais, uma coroa metálica, uma coroa metalocerâmica. 
Onde a ponta do grampo de retenção deverá estar localizada? Nessa área 
retentiva. Tem a função de impedir o deslocamento cérvico-oclusal da ppr. 
Então a área retentiva ela vai ser o lugar onde vai estar a ponta ativa do 
grampo de retenção. Depois que a prótese assentou, ele evita o deslocamento 
desta prótese. Ela vai ser medida com o acessório disco calibrador. Então aqui 
tá o equador protético, a haste do disco vai tocar na ponta da convexidade do 
dente e a gente vai subindo esse disco até ele tocar em um ponto também do 
dente formando este triangulo. E aqui formar o ângulo de convergência. Então 
aqui não tocou ainda, se eu levantar mais um pouquinho vai tocar, quanto 
maior o diâmetro deste disco, mais largo vai ser área e maior o ângulo de 
convergência. Além da área do grampo de retenção, oposta a essa área 
geralmente na face lingual ou palatina a gente vai ter a área pro grampo de 
oposição, ou braço de oposição. Eu vou explicar um pouquinho: aqui é o dente, 
aqui é o grampo de retenção, esse grampo de retenção ele é rígido, mas a 
pontinha só dele flexiona. Quando ele chega na área de maior convexidade ele 
tem que fazer o que? Ele começa a tocar, flexiona e volta e acomoda aqui. 
Então ele teve que flexionar um trajeto aqui só que esse grampo ele é de metal, 
ele é forte, então do outro lado dele tem que ter outro grampo que segura o 
dente pra esse grampo flexionar. Se não tivesse nada aqui atrás ao invés da liga 
metálica flexionar, quem que iria movimentar? O dente, o ligamento 
periodontal. 
Então todo grampo de retenção tem um grampo de oposição que estabiliza o 
dente com essa ponta flexionada na face oposta, se ele está na vestibular esse 
grampo de oposição vai estar na lingual ou palatina se ele está na lingual a 
oposição tem que estar na vestibular. O grampo de retenção ele flexiona, então 
ele pode estar em área retentiva, já o grampo de oposição ele é rígido, ele não 
pode estar em área retentiva, ele tem que estar em área expulsiva ou paraela. 
Vocês não têm três discos calibradores? O de 0,25mm, o de 0,5 e o de 0,75. 
vocês vão trabalhar só com o de 0,25mm praticamente, por que? Por que 
nossas pprs vão ser planejadas sempre com a liga de cobalto-cromo. O 0,5 é 
pra liga áurea que é o outro extra duro, ouro platino ou platino paládio. E o 
0,75mm para fio ortodôntico quando fazemos ppr provisória. A maioria molda 
e não põe nem grampo, se eu for colocar grampo ortodôntico, para ele fazer 
uma retenção eu deveria delinear com o disco 0,75. 
Então a calibragem do disco está de acordo com o módulo de elasticidade das 
ligas metálicas. Se eu aumento as calibragem eu aumento o ângulo de 
convergência que aumenta a retenção. 
Quando a gente acha um ponto de retenção toca a haste e toca o disco ao 
mesmo tempo, se toca a haste e o disco não toca não tem retenção. Tem que 
ter toque simultâneo da haste e do disco no mesmo dente. Quando eu acho o 
pontinho de retenção, naquele pontinho o técnico vai planejar o enceramento 
de um grampo de retenção naquele ponto que eu indiquei. 
Onde vai esse grampo? Depende do grampo que eu selecionei, tem grampo que 
vai ficar mais pra distal, tem grampo que vai ficar mais para a mesial, tem 
grampo que tem duas áreas retentivas no mesmo grampo. Então quando eu for 
delineando e encontrando essas áreas eu vou direcionando o desenho da 
minha ppr. Mas geralmente a gente não tem elementos infinitos para aquela 
situação clínica. 
 
 Geralmente os grampos de retenção vão estar nos dentes pilares. Então a 
prótese não tem um grampo de retenção, ela tem no mínimo dois. Pode ter 
dois, três, quatro, seis. Ah, então vou colocar o máximo, em todos os dentes? 
Não, é a mínima retenção necessária, senão ela vai ficar muito difícil de inserir 
e remover. Só que quando eu vou desenhar esses grampos nos dentes pilares, 
eles estão vinculados ao meu plano de inserção que eu determinei lá por roach 
ou roach com técnica da conveniência. As vezes eu encontro área retentiva pra 
dois dentes e um eu não consigo, se eu fizer um movimento contralateral, eu 
consigo um e vou perder duas, como é que a gente faz isso? Eu mantenho o 
plano que favoreça o maior número de área e o que faltar eu vou criar. Comoé 
que eu vou criar essa área? Esse dente aqui foi planejado um grampo que a 
gente chama de grampo “p” então ele tem duas pontinhas, ele precisa de duas 
áreas retentivas, só que aqui eu tenho retenção e aqui não toca. Como é que a 
gente faz? A gente faz enceramento, cria em cera e transfere para a boca do 
paciente para construir uma área em resina composta. Como é que a gente faz 
isso? Com pingador de cera a gente consegue a área retentiva, toca o disco toca 
a área. Então a gente isola com um pincel e glicerina, joga um jatinho de ar, 
essa película tem que ser bem fininha. O dente em questão tem que estar sobre 
isolamento absoluto, condicionamento ácido, lava, seca. Adesivo, polimeriza, e 
a resina composta foi dentro da matriz, não foi direto no dente. Posiciona no 
dente, foto polimerizo com a guia e depois sem a guia porque essa guia não é 
transparente, ela é translúcida e permite a passagem parcial dos raios. 
Terminado eu vou polir com cuidado para não remover. Depois que eu moldar 
a boca da boca do paciente já trabalhada, esse modelo também será analisado 
novamente em delineador. A gente terá outra oportunidade de conferir se tudo 
deu certo antes de enviar ao laboratório. 
A área retentiva se eu quiser mudar um pouquinho pela técnica da 
conveniência? Eu tenho que voltar e re-analisar todo meu item 1. Toda vez que 
mudo meu plano, mexo na mesinha, eu tenho que voltar, traçar meu equador e 
analisar de novo. 
Item 3, área de interferência. Onde que a gente pode ter área de interferência? 
Tudo que interfira no eixo de inserção e remoção da prótese. Tem que ser área 
que provoca retenção nesse eixo, não vai permitir um assentamento da 
estrutura. Essas áreas podem ser mucosa, pode ser óssea ou mesmo na área 
dental que impeça no assentamento da ppr em determinada trajetória. Como a 
gente vai analisar essas áreas de mucosa e óssea se elas tem ou não 
interferência? Mesmo que o paciente não tenha tórus, sempre a gente passa a 
faquinha pra ter certeza que aquela mucosa não está influenciando. Quando o 
paciente tem tórus, sempre eu vou ter que olhar, aqui vai um conector, ó, 
imagina se ele entra e raspa nesse tórus? Paciente não via poder usar porque 
vai causar uma lesão aftosa, necrosar e expor o osso. Qual que é a solução? 
Criar um alívio ou remover cirurgicamente. Torus superior: muda o conector. 
Mandíbula: só tem duas opções de conector então geralmente a gente cria 
alívio ou muda o eixo, pela técnica da conveniência. 
 
Outro problema freqüente é nesta área anterior, ou as áreas laterais quando 
temos túber muito volumoso, esse tipo de rebordo mais estrangulado. Às 
vezes a gente acha um eixo e olha onde ele vai bater, bate bem em cima 
daquela área raspando o rebordo. O que eu vou fazer? Inclinar pra trás. 
Quando eu inclino pra trás eu tenho que tomar cuidado para não perder o eixo 
ou paralelismo. Ou não criar um desgaste muito grande desnecessário, não 
adiante eu inclinar pra trás pra acertar o eixo do rebordo e ter que desgastar 
dentina. Então esses movimentos têm que ser com muito cuidado. E se for um 
rebordo muito grande vai ter que fazer adequação cirúrgica. Dá mudar o eixo? 
Dá. Depende do posicionamento do paciente. Às vezes os dentes já se 
inclinaram então isso vai permitir ou não essa mudança pela técnica da 
conveniência. E aí se eu movimentar volta nos itens 1 e 2. 
Então mais comum em interferência óssea e mucosa: tórus e rebordo 
estrangulado. Esses são os mais freqüentes que levam a alguma modificação. 
Se você ver que o paciente tem tórus, você não vai fazer tudo e deixar para o 
final. Você vai fazendo o eixo e vai dando uma olhadinha no rebordo. Tem uma 
ordem? Tem. Mas às vezes a gente modifica essa ordem para não perder 
análises mais complexas. 
O último item é a estética. Porque na removível o fator mais importante é a 
biomecânica. Não adianta fazer uma prótese bonita que vai estragar o dente, ai 
o paciente chega depois de um tempo com os dentes com mobilidade, dor, 
enfim. Então a estética não deve ser o fator mais importante para orientar o 
desenho da prótese, mas não deve ser fator irrelevante. Trabalhar num método 
para reduzir grampos ou modificar pelo plano B. 
Quando eu vejo ausência de dentes anteriores posso justificar análise 
iniciando ela pela estética, sem interferir na função, então aqui um outro 
exemplo, uma classe 4 que perdeu os dois incisivos centrais, eu tenho os dois 
laterais, adianta eu pensar numa configuração de eixo que vai ter dois grampos 
nos laterais? Não. Então eu já vou direcionando minha análise nos itens 1, 2 e 3 
para uma situação que já me reserve na estética, que esconda os grampos 
nessa área ou que aumente a retenção nos posteriores e que na frente eu nem 
use grampo. 
O que esse direcionamento do delineamento estético? Primeiramente 
relacionado a localização da área retentiva. Ou eu corto o grampo de retenção, 
mas tem algumas situações que eu não posso tirar o grampo de retenção. 
Então aqui nesse caso, o plano de roach o meu ponto de retenção com o 
calibrador 0,25mm é aqui, nesse caso eu optei por manter o plano de roach, o 
que eu fiz aqui? Desgastei um pouco do esmalte e joguei esse ponto mais para 
cervical, e como faço? Com uma guia de transferência. Eu poderia mexer um 
pouquinho no eixo? Se a retenção tá aqui em cima e se eu inclinar um 
pouquinho pro lado desse canino, o que vai acontecer? O ponto vai descer. 
Mexi no plano de inserção, logo mudei o equador protético, logo temos dois 
métodos: desgaste ou modificar. Então era melhor mudar né? Mas às vezes 
mexer no plano implica em perder retenção aqui, desgastar mais ali, qual que é 
o sucesso no delineamento? Direcionamento das forças no longo eixo do dente 
e o menor desgaste possível nos dentes pilares, então às vezes desgastar um é 
melhor do que desgastar dois. A gente vai ter que medir isso. Como é essa 
fórmula? A gente não tem, vai ter que analisar pilar por pilar. 
Só que tem outro detalhe, a gente terminou nosso delineamento, Eu só tenho 
um delineador, uma mesinha, e estou fazendo ppr superior e inferior, o que eu 
vou fazer? Eu tiro daqui? E ai? Como eu mando pro técnico? Eu faço tudo de 
novo no outro dia? Não. A gente tem métodos de perpetuação dessa guia o 
método mais seguro para enviar pro técnico é a fixação do pino, mas a gente 
tem outros métodos que são mais delicados. O pino é muito fácil, a gente o 
põe no eixo e ele já leva a mesinha. Então a gente tem método para não perder 
esse plano de inserção. Primeiro método são os três pontos internos, então a 
gente pega aqui, esse é o meu plano final, a gente Poe a pontinha do grafite 
marco os pontinhos e depois se eu volto a essa mesa eu movimento ela em 
direção a esses pontos novamente. Outro método parecido com os pontos mas 
que a gente considera mais seguro é o traçado, que a gente faz com a faca. 
Pega uma faquinha e passa um traçado de grafite. Então quando eu tenho um 
ponto eu posso ter uma diferença, quando eu tenho uma linha eu encaixo a 
faca tanto no eixo látero-lateral e aqui pra marcar essa linha aqui na frente. E 
o último é a fixação do pino, pode ser um prego ou um pino para troquel. A 
cabeça do prego fica dentro do modelo. Como que eu faço a fixação do pino? 
Eu faço um orifício, mas esse orifício aqui na parte central para posterior do 
modelo ele tem que ser retentivo. Então aqui tem um orifício pequeno, mas lá 
dentro, com a broca esférica, eu ampliei, ele vai fazendo um cone lá pra dentro 
para formar uma retenção. Se eu faço o contrário, solta o modelo. Aí eu vou 
preencher com duralay e inserir nesse orifício um pino para troquel ou prego 
com a cabeça voltada para o orifício. Quando essa duralay polimerizaresse 
pino vai estar paralelo com o eixo. 
Então a fixação do pino vai permitir que o eixo de inserção e remoção da 
prótese possa ser transferido pro laboratório pro técnico analisar esse eixo no 
modelo de trabalho, porque esse eixo no modelo que a gente ta analisando é 
um modelo de estudo, aqui eu vou desgastar, vou criar área retentiva, aí eu vou 
transferir tudo isso pra boca do paciente, vou moldar o paciente e antes de 
enviar a infra-estrutura para o laboratório eu quero checar se tudo que eu fiz 
está correto. Então a perpetuação do eixo ela é essencial não só para gente 
poder reposicionar o modelo e o pino a gente só fica depois que a gente 
terminou tudo, e se eu não terminei? Poxa, acabou a aula do laboratório só que 
eu só olhei até o item 3, eu ainda não vi estética, põe os três pontinhos ou os 
risquinhos e continuo na próxima aula. Aí na próxima aula eu termino e 
perpetuo-o fixando o pino. Então a gente tem os métodos de perpetuação 
temporários. E se eu mudar esse eixo? Apago aqui com a borracha. E esse aqui 
é fixação final do eixo do plano de inserção (pino). 
 
Aula 5: Grampos 
 
• Elementos constituintes das PPRs: 
• Suporte (dentes e fibromucosa) 
• Retenção (propriedade de se evitar no sentido gengivo-oclusal – 
grampos de retenção) 
• Estabilização (elementos constituintes responsáveis a evitar 
movimentos no sentido laterais, movimentos rotacionais e nos 
movimento de intrusão – sentido ocluso-gengivais. Apoios, grampos de 
oposição e indiretos , conectores maiores) 
• Conexão (liga os elementos de retenção e estabilização – conectores 
menores) 
• Dentes artificiais (sela e dentes artificiais) 
 
• Retenção em PPR é a propriedade que o aparelho deve possuir para evitar 
movimentação no sentido gengivo-oclusal. Uma vez que o a PPR é sempre 
apoiada sobre os dentes pilares, então tem um dispositivo específico 
extracoronário que faça com que tenham resistência aos movimentos que 
tentem movimentar a prótese no sentido gengivo oclusal, esses dispositivos 
são chamados, especificamente, grampos de retenção. Especificamente, pois 
tem mais tipos de grampos. 
 
• Grampo é o elemento extracoronário colocado na área retentiva do dente, 
pois o objetivo é que toda vez que haja uma força gengivo oclusal que tente 
deslocar a prótese, esse dispositivo fará com que a prótese não se 
movimente, então ele tem que ficar na área retentiva. Mas para ficar nessa 
área, ele tem que, ao ser colocado na boca, ultrapassar a linha equatorial e 
depois se fecha, ou seja, esse dispositivo tem algum tipo de flexibilidade na 
ponta ativa e não nele todo, para que quando a prótese for colocada ela 
passe pela linha equatorial e se assente no dente, na área retentiva. Há 
várias maneiras de controlar a flexibilidade do braço do grampo flexível. 
 
• Grampos são elementos responsáveis pela retenção, assegurando uma 
posição estável e fixa, impedindo que seja removida ou deslocada do seu 
lugar nos atos habituais do paciente, atos fisiológicos, mastigação, fonação, 
deglutição e esforços naturais moderados. Os grampos, genericamente, se 
prestam a isso, é responsável pela retenção, assegurando uma posição fixa. 
Se não ha nada puxando o grampo no sentido gengivo – oclusal, o grampo 
fica passivo. O grampo só deve funcionar quando solicitado, ele deve ser 
passivo e somente ser ativo quando tiver uma forca no sentido gengivo-
oclusal, a principal característica do grampo é ser passivo. Pois se ele ficar 
constantemente ativo, ficar se movimentando, ira ocorrer cargas laterais, e 
se tiver essas cargas, principalmente nos posteriores, pode acontecer 
movimentação dentaria se associado a doença periodontal. 
 
• As partes constituintes do grampo circunferencial (circunscreve o dente): o 
grampo é caracterizado por ter um braço de retenção (braço que fica por 
vestibular e apresenta a ponta ativa flexível), diametralmente oposto a esse 
braço, vamos ter que colocar um dispositivo que faça com que aquelas 
forcas horizontais causadas pela inserção e remoção da prótese que sempre 
vão causar um componente de forca horizontal seja diminuído ou, pelo 
menos, igualado. Então para todo braço de retenção, tem que ter um outro 
braço, o de oposição ou recíproco. A ponta ativa do grampo deve ficar na 
área retentiva do dente, que é flexível, mas a parte que fica acima do 
equador do dente é chamado de corpo e não pode ser flexível, é rígido, pois 
ajuda na retenção e estabilização. O grampo de oposição não é retentivo, 
pois ele tem como única finalidade causar reciprocidade as forcas 
horizontais causadas quando a prótese é colocada, inserida e retirada da 
boca do paciente, toda vez que a prótese é colocada na boca, a ponta ativa 
ultrapassa a linha equatorial e vai para área retentiva. Para evitar que as 
cargas laterais movimentem esse dente, tem que ter um grampo recíproco, 
para cada contato que o grampo de retenção tenha, o grampo recíproco faz 
uma reciprocidade para que essas forcas sejam de intensidade igual, mas de 
sentidos contrários. 
 
• Grampos de retenção diretos são grampos com finalidade de manter os 
aparelhos em posição durante os atos fisiológicos do paciente. Geralmente 
aplicados a espaços contíguos, vizinhos, ao espaço protético. Se tem um 
espaço protético com molar e pré-molar, o grampo de retenção direta ficara 
imediatamente adjacente aos dentes. Quando o braço de retenção atua na 
zona de retenção de uma das fases do dente pilar, ou seja, abaixo da linha 
guia equatorial, zona de retenção. O corpo do grampo é a parte rígida do 
grampo, o braço é mais flexível e a parte mais flexível ainda é a ponta ativa. 
 
• Constituição do grampo de retenção: 
• Ponta ativa – flexibilidade maxima (3/3) 
• Terço médio – flexibilidade limitada, cruzando o equador protético (2/3) 
• Terço rígido – junto ao corpo do grampo em zona não retentiva, acima 
da linha guia equatorial, ou área expulsiva(1/3) 
 
• A retenção é dada pela elasticidade da ponta ativa do braço do grampo de 
retenção. Para dar flexibilidade ao grampo tem que mexer no comprimento 
do grampo, na largura do grampo e na espessura, afilando a ponta ativa. 
• Grampo de oposição colocado para neutralizar o componente horizontal 
gerado pelo grampo de retenção. Toda vez que o grampo de retenção 
começa a tocar na face vestibular do dente, diametralmente oposto deve 
haver um contato do grampo de oposição. O grampo de oposição tem que 
entrar junto com o de retenção. O que pode acontecer é quando o grampo 
de retenção ta tocando, o grampo de oposição esta em cima, passa a linha 
equatorial e o de oposição ainda não, ou seja, planejado de forma errado. 
Caso o dente não esteja numa forma adequada, tem que mexer na anatomia 
do dente, desgastando o dente, abaixando a linha equatorial e aumentando a 
área expulsiva. Quando mantém os dentes de maneira adequada para 
colocar o grampo é o ideal para o encaixe perfeito dos grampos. Se a área 
retentiva é pequena e a expulsiva é grande, coloca-se resina para aumentar a 
retentiva e diminuir a expulsiva. Nos dentistas temos que ajudar a natureza. 
 
• Principio de funcionamento (braço de oposição): pela reciprocidade 
proporcionada pelo grampo rígido na área expulsiva do dente. o grampo de 
oposição tem característica de ser sempre rígido, não tem ponta ativa, é 
totalmente rígido, só fica na área expulsiva. O angulo de convergência tem 
que ficar entre o terço médio e o terço cervical. 
 
• Grampo indireto: grampo de retenção ou estabilização assentado sobre o 
dente que não é suporte. Para a prótese ficar no local, tem que ter apoio de 
3 pontos, formando uma figura poligonal, o grampo indireto se presta a 
criaro terceiro ponto, para quebrar a linha de fulcro, dando retenção e 
estabilidade, evitando que a prótese sofra movimentos rotacionais. Esse 
grampo serve para evitar movimentos rotacionais da prótese. A prótese a 
encaixe tem um sistema friccional, encaixe macho-femea. 
 
• Grampo com retenção indireta: finalidade de evitar fulcros rotacionais que 
ocorrem a nível de grampos de retenção direta. Devem formar, se possível, 
ângulos de 90 graus com o fulcro rotacional. 
 
• Angulo de convergência: é a tangente da parede axial com a perpendicular 
baixada (haste móvel do delineador, quando essa haste é abaixada) 
apicalmente do equador protético. Pode existir tanto na face proximal, 
importante quando os dentes estão mesializados, o angulo de convergência 
estaria grande então tem que fazer um desgaste, quanto na face vestibular, 
esse angulo que diz onde deve ficar a ponta ativa do braço do grampo. Essa 
perpendicular é baixada com uma ponta de 025mm que corresponde as 
ligas de cobalto-cromo, que são ligas que tem tenacidade grande, ligas 
rígidas e com pequena flexibilidade, se ultrapassar o 0,25mm a liga de 
cobalto-cromo se fratura. Essa liga não permite deformações maiores que 
0,25mm. Se o dente tem uma bossa menor, quase plana, o grampo de 
retenção acaba ficando muito próximo da gengiva marginal, podendo lesar a 
gengiva, então tem que aumentar a linha equatorial, para que ela fique entre 
o terço médio e o cervical. Se não estiver nessa área, não se consegue a 
circunscrição. 
 
• Campo de ação do grampo de retenção: área na qual os grampos de 
retenção e oposição atuam, desde o inicio da inserção da prótese, em que ha 
o primeiro toque na superfície dental, ate o seu total alojamento na área 
retentiva, momento em que se torna totalmente passivo. Todo o caminho 
que existe, desde o primeiro contato na área expulsiva ate o assentamento 
na área retentiva é o campo de ação, também ocorre com o grampo de 
oposição, que é diametralmente oposto ao de retenção. Campo de ação do 
grampo esta relacionado ao angulo de convergência, se o angulo de 
convergência esta a baixo o campo de ação também vai mudar. 
 
• Fatores que controlam a retenção dos grampos: 
• Magnitude do angulo de convergência cervical (dente que apresenta uma 
bossa ou um equador muito proeminente, o angulo de convergência 
cervical vai ficar mais ou menos no terço médio, no dente com bossa 
menor, o angulo fica mais embaixo, perto do terço médio e cervical, uma 
situação mais adequada, fazendo com que haja um aumento do campo 
de ação no grampo) 
• Profundidade na qual a ponta ativa do grampo é colocada (nos 
corrigimos quando é muito grande ou muito pequeno, para que sempre 
fique entre o terço médio e o terço cervical). A localização adequada da 
ponta ativa do braço do grampo é aquela que coincidisse a linha media 
equatorial com o limite entre o terço médio e o cervical que na 
calibragem resulta o ponto imediatamente a baixo entre o referido 
limite. 
• Flexibilidade do braço 
 
• Localização do braço de retenção: seria aquela que coincidisse a linha 
equatorial com o limite entre o terço médio e cervical, na calibragem, resulte 
em um ponto imediatamente abaixo do referido limite. Um terceiro molar 
não tem isso, pois não tem área retentiva, tem que criar. A ponta ativa tem 
que ficar pelo menos 2mm da gengiva para não ter impacção. 
* As pontas tem 3 calibres: 0,25mm é o especifico para ligas de cobalto-cromo, 
que é a que nos trabalhamos, 0,50mm par ligas áuricas, que não se utilizam 
mais, pois são caras e porque a liga de cobalto-cromo são ligas substitutas são 
aquelas que funcionam tão bem quanto as áuricas, diminuindo custo, trabalho 
e peso e ainda tem as ligas alternativas, que são aquelas genéricas, ligas que 
funcionam como as ligas áuricas, mas que não apresentam propriedades muito 
boas como as ligas áuricas e 0,75mm é para fios trefilados(?), como se fosse 
fios ortodônticos. 
• Localização ideal do braço de retenção: quanto mais próximo estiver do eixo 
de rotação. Se o grampo esta muito na incisal, muito fácil do dente se 
movimentar, e se enterra mais torna-se difícil. 
 
• Fatores que influenciam a retentividade do grampo: 
• Distancia entre a ponta ativa e equador protético dentro do angulo de 
convergência. (se tiver um braço de grampo pequeno, ele não terá a 
retenção adequada, por outro lado, se o braco for muito grande, o 
grampo ficara muito flexível. Os dois casos prejudicam a retenção) 
• Flexibilidade do braço do grampo. (depende do ângulo de convergência) 
 
• Forma do braço de retenção: uniformemente afilado da origem (junto ao 
corpo) ate a ponta ativa. Então vai diminuindo, dando flexibilidade, tem que 
afilar o grampo diminuindo largura, espessura e comprimento, para que 
quando chegue no ponto marcado ele devidamente menor. 
 
• Flexibilidade do braço de retenção: 
• Comprimento do braço: quanto mais longo o braço, mais flexível será e, 
portanto, menos retentivo, devido a menor resistência a deformação. 
Não significa que ele será muito elástico, será mais retentivo. 
• Diâmentro da secção cervical 
• Material (liga metálica) 
• Calibragem 
 
• Secção transversal do braço do grampo: da sua origem a ponta devem 
manter uma relação espessura-largura igual a 0,5, ou seja, em qualquer 
extensão do braço a largura deve ser igual ao dobro da espessura. Para que a 
gente consiga afilar o grampo e ele tenha a flexibilidade adequada. Com isso 
que a gente consegue que um mesmo metal tenha uma parte de 
flexibilidade, outra parte com pouca flexibilidade e outra parte sem 
flexibilidade. 
 
• Forma da secção transversal dos grampos: 
• Meia cana (superfície maior na área retentiva do dente. é a ideal. A parte 
que toca no dente é plana e na parte externa é arredondada, para não 
machucar língua e bochechas) 
• Circular (feita com fios trefilados) 
• Plana (não é boa, pois não da uma acomodação para lingual do paciente) 
• Diâmetro da secção transversal: quanto maior o diâmetro médio (da origem 
a ponta do grampo), menos flexível será o braço do grampos, portanto, mais 
retentivo. 
 
• Tipo de liga: 
• 0,25mm ou 0,10 polegadas– ligas de Co-Cr (liga substituta) 
• 0,50mm ou 0,20 polegadas– ligas de ouro (ligas de ouro, praticamente 
não usa) 
• 0,75mm ou 0,30 polegadas– fios trefilados (fios trefilados, praticamente 
não usa) 
 
• Braço de oposição (ou de estabilização): é a parte do grampo responsável 
pela reciprocidade. A forma do braço de oposição é bem diferente, pois nao 
se afila e o de retenção sim. 
 
• Principio de funcionamento (braço de oposição): “forcas iguais em modulo e 
direção, porem, de sentidos contrários, se anulam.” Grampos de oposição 
podem ser considerados também como grampos de estabilização. A área de 
retenção do grampo de oposição é diferente do de oposição 
 
• Tipos de grampos: 
• Ação de abraçamento: abraça um dente em mais de 180 graus no 
sentido ocluso gengival, grampos de retenção e oposição que 
circunscrevem o dente para exercer sua ação própria., são chamados 
também de circunferenciais. Características dos grampos 
circunferenciais: circunscricao (circunscrever o dente em mais de 180 
graus), passividade (grampo é ativo apenas quando existir movimento 
no sentido gengivo-oclusal), contato continuo entre grampo e dente e 
corpo (área rígida do grampo) acima da linha equatorial (grampo sempre 
em contato continuo com o dente e acima da linha equatorial). Grampos 
circunferenciais são retentores em forma de abraçadeira que rodeiam o 
dente suporte. Não existe grampo semi-circunferencial, ele circunscreve 
em mais de 180 graus. Os grampos tem que acompanhara 
movimentação da prótese e não ficar ativo, pois pode gerar sobrecarga 
no adjacente. 
• Ação de ponta: grampos diferentes que melhorem a estética e não 
ultrapassem a face vestibular do dente, atuam sobre a face retentiva no 
dente no sentido gengivo-oclusal (de baixo para cima), são chamados 
também de grampos de Roach. Tem um mecanismo de funcionamento 
completamente diferente, não são de abraçamento e sim de baixo pra 
cima e quem dá a retenção é uma ação chamada de ação torcional, mais 
retentivo que o de abraçamento, possuem um braço de retenção e um 
de oposição independentes 
Atuam sobre a face retentiva do dente no sentido gengivo-oclusal. 
• Diferença de funcionamento: 
• Grampos circunferenciais: flexão 
• Grampos a barra: torção (torção transmite maior tensão que a flexão) 
 
• O grampo de ação embora mais longo que o grampo a abraçamento, terá 
flexibilidade menor, devido a menor resistência a deformação, pois sua 
forma semi-circular recai sobre vários planos, o que evita que sua 
flexibilidade seja proporcional ao comprimento total. O funcionamento é 
completamente diferente e todo o conceito de maior o braço menor a 
retenção, não vale nesse caso. 
 
• Comparação do grau de retentividade dos grampos de ação de ponta e 
abraçamento: 
• Os grampos a barra tem maior retenção, por atuarem no sentido 
gengivo-oclusal, pela ação de movimento vibratório. 
• Os grampos em T (tipo de grampo de ação de ponta) e os 
circunferenciais apresentam o mesmo grau de retentividade nas 
mesmas condições de estudo. Fisiologicamente, os grampos de ação de 
abraçamento são melhores ou mais bem distribuidos que os de ação de 
pontas, pois estes vão em um local apenas. 
 
• Indicação dos grampos de ação de ponta: 
• PPR dento-suportada ou espaços protéticos intercalares 
• PPR de extremidade livre (T OU 7) 
• Coroas com pequeno grau de retenção junto ao terço cervical (pouca 
área retentiva) 
• Estética (para não aparecer o corpo do grampo de ação de abraçamento, 
principalmente em anteriores) 
 
• Principais tipos de grampos circunferenciais (atua no sentido ocluso-
gengival): 
• Ackers: grampo mais utilizado do mundo, circunferenciais simples, o 
apoio é colocado por mesial e o grampeamento vem de mesial para 
distal, tanto por vestibular quanto por palatino 
• Reverso: apoio por distal e grampeamento de distal para mesial, 
utilizado quando o dente esta ligeriramente mesializado, a área de 
retenção é maior na mesial 
• Ring-clasp ou anel: usado principalmente na situação de áreas retentivas 
muito pequenas e circunscreve todos os dentes e busca retenção 
embaixo, em casos quando o terceiro molar é dente de suporte 
• Half-half (meio a meio): possui dois apoios, de um apoio sai o grampo 
de retenção e de outro um de oposição, muito utilizado e arcadas 
intercalares, fazendo com que o dente tenha estabilidade 
• Back-action: utilizado em casos de classe I de Kennedy, o grampo de 
retenção e de oposição se unem, começa sendo grampo de oposição, 
atravessa a mesial e chega na vestibular. Utilizado em faces livres. 
• Geminado: são dois grampos vizinhos e unidos. Tem algumas restrições, 
pois tem que fazer um desgaste nos dois dentes, para que os grampos 
entrem, então desgasta muito o dente do paciente. 
• Jackson-Crib: é muito volumoso na boca do paciente, grampo meio ação 
de abraçamento, meio ação de ponta. 
• Contínuo de Kennedy: é mais um grampo indireto, ocupa todos os 
dentes anteriores e “amarra“ os dentes anteriores para não 
movimentarem, usado muito para classe I. 
 
• Tipos de grampos de ação de ponta (atua no sentido gengivo-oclusal): 
• T: mais estético, fica mais abaixo, na área cervical, tem ação torcional, 
para aumentar a retenção tem um braço para mesial e um para distal e 
puxa o conector menor em 90 graus. Muito utilizado hoje em dia. Não é 
recomendado em dentes que tenham bordas proeminentes, 
principalmente canino superior e inferior. 
• 7 ou 'S': usado muito para extremidades livres, principalmente, em caso 
com bossas proeminentes. Como se fosse um braço de grampo. 
• I: muito utilizado para dentes anteriores, porém tem grande retenção 
em um ponto só. Vantagens: estético e grande retenção, devido sua 
forma e pequena extensão. 
• RPI ou 4/5: não tem grampo de oposição, é uma filosofia de 
planejamento de PPR, mais que um método de se usar um grampo de 
ação de ponta em um dente específico. Características: 
• Apoio oclusal mesial unido a um conector menor 
• Placa proximal no plano-guia distal do dente pilar 
• Grampo em I na superfície vestibular 
• Eliminação do braço de oposição 
Objetivos: 
• Redução das forcas de inclinação e torção sobre o dente suporte 
• Liberdade de movimento para a extremidade livre 
 
• Retenção friccional sem grampo de retenção: deixa as duas faces proximais 
bem paralelas e fazer uma armação em cobalto-cromo que de retenção 
friccional na região. Porem, não tem a retenção quanto um grampo de ação 
de ponta ou abraçamento, mas o que manda aqui é a estética. 
 
• Objetivo de um grampo: 
• Fixação (pelos grampos de retenção e oposição) 
• Retenção (através do braço do grampo de retenção) 
• Reciprocidade (pelo grampo de oposição) 
• Estabilidade (pelos grampos indiretos) 
• Abraçamento adequado 
• Passividade 
 
Aula 6: Sistema de Estabilização 
 
Relembrando os 5 sistemas das PPRs: os sistemas de suporte, que é 
constituído pelos tecidos de suporte da prótese que são os dentes 
remanescentes e o rebordo alveolar. Nós temos o sitema de retenção, que 
equivale ao sistema da prótese em evitar movimentos no sentido gengivo-
oclusal que é constituído pelos grampos de retenção. Nós vamos ter um outro 
sistema chamado sistema de estabilização, que como o nome diz, da fixação e 
estabilidade, que é composto pelos grampos de oposição e indiretos e tem 
outros sistemas constituintes que são os apoios e os conectores maiores. Nós 
vamos ter o sitema de conexão que é constituído pelos conectores menores e 
finalmente, o sistema dos dentes artificiais. Estes são os 5 sistemas que temos. 
 
Já falamos de dentes remanescentes eu vou falar ainda de rebordo alveolar, já 
falamos de grampos e hoje eu vou falar de apoios. 
 
Hoje falaremos de sistema de estabilização. 
 
Dentre os sistemas de estabilização temos os chamados apoios das PPRs. Os 
apoios são elementos constituintes das PPRs que possuem como principal 
finalidade a transmissão de forcas axiais ao dentes suporte e evitar 
movimentos no sentido ocluso-gengival. Ou seja, os apoios servem para dar 
fixação a prótese. Ela evita movimentos de intrusão da prótese nos tecidos 
moles, evita que a prótese adentre nos tecidos moles e cause uma reabsorção, 
por exemplo. 
_____________________________________________________________ 
***Observação 
O Zé disse que as partes discursivas da prova eram sobre isso: 
Ponta ativa do grampo: fica abaixo da linha-guia equatorial. Parte que fica a 
cima: parte rígida, ou corpo do grampo. 
Braço de Oposição: evita movimentos de laterais que os grampos de 
retenção transmitem os dentes durante a colocação e retirada da prótese. 
Ligando os grampos de retenção aos grampos de oposição temos os apoios 
(que ficam sobre a parte oclusal do dente) e o conector menor. Na face 
oclusal quando se trata de dentes POSTERIORES. Se o dente não tiver face 
oclusal, fica sobre a parte incisal ou sobre o cíngulo do dente. 
Se esse apoio vai ficar sobre a face oclusal, que que vai acontecer? Ele vai 
causar uma interferência oclusal. É por isso, que para a colocação de um 
apoio, faz-se necessário uma concavidade, um receptáculo na cavidade 
oclusal, parareceber esse apoio. Essa concavidade chama-se nicho. O apoio 
vai se assentar no nicho e vai evitar as interferências oclusais. 
_____________________________________________________________ 
 
• Funções dos apoios 
 
- Primeira função: transmissão de forças que incidam sobre a prótese em 
direção ao longo eixo do dente, a partir do momento em que tenho uma 
prótese no dente, ela vai direcionar as cargas mastigatórias ao longo eixo do 
dente (função extremamente importante) 
 
- Segunda função: Manter o grampo em posição correta sobre o dente suporte, 
ou seja, atua na fixação. 
 
- Terceira função: Evita o desalojamento dos braços de retenção e de 
reciprocidade. 
 
- Quarta função: evita a extrusão do dente suporte. Mesmo que seja um 
terceiro molar, sem dente antagonista, e nós vamos usar esse dente, colocamos 
grampos e apoios para evitar a extrusão desse dente (isso evita contatos 
prematuros). 
 
- Quinta função: evita a intrusão da prótese no rebordo alveolar. Que é o que 
diferencia as próteses parciais a grampo das pererecas (dentaduras parciais). 
As dentaduras parciais não possuem um controle sobre os tecidos de suporte, 
o paciente morde com tudo sobre o rebordo, sobre fibromucosa. Por isso é 
muito comum, paciente que usam dentaduras parciais por muito tempo, 
apresentam hiperplasia de tecido em volta da área desdentada. Essa 
hiperplasia é uma questão reacional e também uma questão de perda de tecido 
ósseo. Essa hiperplasia tem uma tendência de cada vez mais aumentar. 
 
- Sexta função: conferir resistência aos movimentos laterais da prótese frente a 
forças tangenciais. Quais forcas tangenciais? Principalmente os movimentos de 
cisalhamento. É um meio de retenção indireta, em algumas situações. Essa 
fixação é tanto maior quanto mais profundo for o nicho. 
Se o nicho for só em esmalte, a fixação é menor. Se for uma coroa, e esse nicho 
for bem maior, a fixação também será maior. 
 
O apoio vai ser oclusal, em dentes posterior. E em dentes anteriores, apoios 
incisais e preferencialmente, apoios em cíngulo (linguais ou palatina). 
Porém os dentes anteriores inferiores quase não tem cíngulo. Através das 
resinas compostas, dos sistemas adesivos atuais, eu posso fazer uma 
modificação na anatomia deste dente e lançar mão do apoio em cíngulo. 
 
Os apoios oclusais estão localizados nas faces oclusais dos dentes posteriores. 
Só é possível fazer apoio oclusal se o dente tiver face oclusal. Em dentes 
íntegros, nós fazemos apoios superficiais (não é recomendado expor dentina e 
muito menos, expor polpa). 
 
Os apoios anteriores podem ser feito na incisal ou na região de cíngulo. A 
preferência é por apoio em cíngulo, que é feito na face lingual/palatal de 
dentes anteriores. O apoio em cíngulo apresenta uma vantagem muito grande, 
ele transmite a carga mais em direção ao longo eixo do dente, diferente dos 
apoios incisais. Os dentes superiores anteriores normalmente tem um cíngulo 
mais pronunciado, mas quando não for, a gente pode tentar aumentar um 
pouco o cíngulo, se a oclusão permitir. 
 
Os apoios incisais são confeccionados na superfície incisal próximo aos 
ângulos inciso-proximais. Qual a função dos apoios incisais? A mesma, 
transmissão de cargas ao longo eixo do dente. Quando não existia a 
odontologia restauradora, usávamos muito os apoios incisais. Hoje em dia 
quase não utilizamos devido à estética. Fica horrível. Também biomecânica 
mas principalmente estética. Ou seja, sempre que possível, nós não utilizamos 
apoios incisais. Biomecanicamente qual a vantagem de utilizarmos o apoio em 
cíngulo? Fica mais próximo ao eixo de rotação do dente, quanto mais na 
cervical ta, mais difícil fica da prótese sair. Pelo fato de estar mais perto do 
eixo de rotação, maior a fixação, maior a área e mais estético ele é. 
 
No caso de dentes íntegros, você não vai desgastar, fazer um nicho grande 
para fazer um apoio profundo. Nesses casos, você vai fazer um desgaste 
superficial e um apoio superficial. Você só vai fazer um desgaste maior e um 
apoio maior no caso de uma restauração de amálgama ou uma coroa. 
 
Em relação ao contorno coronário. Nós temos basicamente os apoios 
intracoronários, ou seja, apoios que estão dentro dos limites do dente, que 
podem ser apoios superficiais ou rasos (quando feitos em dentes íntegros, 
apenas em esmalte) ou apoios profundos ou internos (quando feito em dentes 
não íntegros). E eu tenho também os apoios extracoronários, que tem uma 
função específica. 
Intracoronários podem ser superficiais ou profundos ou apoios 
extracoronários. Os apoios extracoronários são usados em situações 
específicas em que o paciente tem perda de dimensão vertical de oclusão. Você 
precisa reestabelecer essa dimensão vertical de oclusal. Você faz um apoio 
recobrindo todo o dente e ao mesmo tempo reestabelecendo a DVO. 
 
Segundo a sua função, nós temos os apoios primários, que são os apoios 
colocados em dentes adjacentes ao espaço protético (apoios primários ou 
diretos) e os apoios secundários (indiretos ou auxiliares) ((da mesma forma 
que temos os grampos)) colocados em dentes mais longes do espaço protético. 
A função é evitar movimentos rotacionais. 
 
Outro conceito importante, para todo apoio tem um nicho. Ou se vocês 
quiserem de outra lógica: para todo sapato velho tem uma meia furada. Nichos 
são cavidades preparadas sobre esmalte ou sobre restaurações já existentes ou 
sobre coroas protéticas tem como finalidade principal o alojamento e 
assentamento dos apoios em PPRs. Apoio não existe sem nicho. O apoio tem 
como função principal transmissão de forcas ao longo eixo do dente, se o 
dente não estiver preparado para receber essas forças, essas forcas podem ir 
tangencialmente. 
Principais causas de insucesso das PPRS: apoio sem nicho é um bom exemplo. 
Prótese ATL: alginato, telefone, laboratório. Não tem nenhum preparo prévio -> 
insucesso. 
Boca sem preparo prévio para PPR -> terrível para a oclusão, trauma oclusal 
primário -> DTM. 
 
Funções dos nichos: alojar os apoios, orientar as forcas mastigatórias em 
direção ao longo eixo do dente e determinar as condições de suporte e 
estabilização dessa prótese. Nicho mais profundo -> apoio mais profundo -> 
maior estabilização dessa prótese. 
 
Tipos de nichos: 
Nichos diretos: apenas em esmalte. Como mensurar se nunca chega em 
dentina, que só vai ser em esmalte? Usa uma broca com 1... 1,5 de diâmetro. Se 
chegar em dentina não é o fim do mundo, não é desejável mas é possível fazer 
um controle com agente dessensibilizantes. Se mesmo com agentes 
dessensibilizantes a sensibilidade continuar, a gente faz uma pequena 
restauração em resina. 
 
Nichos indiretos: são feitos em restaurações ou coroas. 
 
Como se deve fazer um nicho? O nicho deve ter um formato triangular (vista 
oclusal), totalmente expulsiva (broca esférica) e com a sua parte medial mais 
profunda do que a parte mais adjacente. Ou seja o nicho sempre deve ser em 
ângulo agudo, menor que 90º. Mas quanto o ângulo agudo? O suficiente. 
Depois de fazer esse nicho, você deve fazer outro modelo. O nicho deve 
ocupar 1/3 do dente tanto no sentido V-L como M-D. 
 
Em ppr nós fazemos no mínimo 2 modelos. O modelo de estudo, que é aquele 
delineado. Depois de fazer os desgastes nós fazemos outro modelo, o modelo 
de trabalho. 
 
Se for uma restauração metálica fundida, você já encera fazendo um nicho 
mais profundo. 
 
Nicho sobre restauração amalgama: a diferença do amalgama pra resina é que 
o amalgama não se adere ao dente, ou seja, quando você precisa desgastar e o 
amalgama fica muito fino, ele se destaca dodente. Sendo assim, é necessário 
fazer uma restauração adesiva. 
Os nichos podem ser sobre esmalte, restauração ou coroa. O nicho oclusal a 
forma dele deve invadir 1/3 da mesa oclusal tanto no sentido V-L como M-D, 
com profundidade de 1,5 a 2 mm. A gente mede com o diâmetro da broca, 
broca 1014. E ângulo menor que 90º, ângulo agudo. Se você tiver dúvida do 
quanto desgastar, pega o modelo de gesso e divide nele antes. E visto 
tridimensionalmente, como deve ser a forma? Ligeiramente inclinado ao longo 
eixo do dente, em ângulo agudo. Porque o nicho deve estar em ângulo agudo? 
Para garantir que as cargas sejam transmitidas paralelamente ao longo eixo do 
dente. 
Se fizéssemos em ângulo obtuso: vai fazer com que o dente sofra 
movimentação, as cargas vão ser tangenciais, laterais. Como uma 
movimentação ortodôntica. 
 
Um apoio sem nicho forma um plano inclinado, não vai ter apoio. É um tipo de 
maquina simples. Quais os tipos de maquina simples: polia, plano inclinado, 
alavanca. Qual a importância da maquina simples? Ela potencializa cargas não 
axiais sobre esses dentes. Por isso também a fundamental importância de 
fazer os nichos. 
 
Na face oclusal nos temos 1/3, 1/3, 1/3, visto por V ou L nós vamos ter uma 
angulação em ângulo agudo. É difícil fazer isso? Não, é facílimo. Só não pode 
se empolgar. Nós fazemos em 2, 3 minutos no máximo. Um preparo de boca 
toda leva em torno de 10 minutos. Mas você tem que saber o que está fazendo, 
isso que diferencia os dentistas. 
 
Outra coisa extremamente importante: todos os nichos são arredondados. São 
redondos, não são em ângulos vivos. Todas as superfícies são arredondadas. 
Por isso trabalhamos com brocas esféricas. Porque arredondados? Para 
dissipar forcas, e a liga de cobalto-cromo tem um modulo de elasticidade alto, 
ele é muito rígido, consequentemente ao se polir a peça para colocar na boca, 
ele é difícil de se assentar, nós temos que propiciar um assentamento mais 
fácil. A altura é de 1,5 a 2, o diâmetro da broca, em ângulo agudo. 
 
Os nichos podem ate ser em ângulo reto, mas isso deve ser evitado. Porem, em 
ângulo obtuso não podem ser. 
 
Como a gente faz os nichos? Com a broca 1014, 1015 e 3118. 
3118 (broca em forma de pêra, chama de vela). 
1014, 1015 – brocas esféricas. 
 
E, o ângulo cavo-superficial desses nichos sempre deve ser biselado, tirar 
qualquer tipo de ângulo vivo, feito com a broca 1112 F. A gente trabalha com 
a broca em direção ao longo eixo do dente. Depois de fazer o nicho, nós vamos 
dar o acabamento. 
 
Existe uma grande diferença entre os preparos de PPR e de PF. Você pode polir 
em ppr, tem que deixar tudo arredondado. Em PF você não pode polir, deixa o 
término cervical bem marcado ex: ombro biselado. 
 
Grampos geminados, vizinhos: 2 nichos. Muito invasivo! Retirada muito grande 
de tecido. Desgaste tanto por vestibular como por lingual. 
 
 
 
Nicho em cíngulo 
Brocas usadas: brocas tipo roda (1057 KG), broca cone invertido (1035 KG). É 
uma questão de escolha, o cone invertido e a roda funcionam da mesma forma. 
O professor prefere a cone invertido porque o preparo é mais conservador. 
 
O nicho em cíngulo já tem uma forma diferente dos nichos oclusais. 
Observando por lingual, ele tem a forma de um V invertido (uma linguante), 
por proximal também um V, para que ela abrace as 3 faces e dê a fixação 
necessária. Porque não podia ser reta? Para ter mais fixação, quanto mais 
planos, maior a fixação. Além do que, vamos acompanhar a face do dente. 
Quando nós fazemos um nicho em cíngulo, ele vai transmitir cargas paralelas 
ao longo eixo do dente. Se não tivermos cíngulo, se não tiver nicho? Nós vamos 
empurrar esse dente pra frente. Nesses casos, a broca 1034 já da o 1,5 a 2 
mm. Além disso, o preparo é arredondado. 
 
Dentes anteriores inferiores: não tem problema nenhum fazer cíngulo. 
Dentes anteriores superior: se aumentarmos demais, pode ter interferências 
oclusais. 
 
 
Apoio incisal 
Indicado para dentes anteriores quando situações oclusais contra-indicam o 
apoio em cíngulo. É muito raro mas eventualmente usamos. Como deve ser o 
apoio incisal? Deve ocupar 3 faces: uma parte da face palatina ou lingual, uma 
parte incisal e uma parte da face vestibular), por isso é antiestético. 1,5 na 
altura e 2,5 na largura. Que brocas utilizamos? Brocas 3070 e 3071, usadas 
para reduções incisais e broca 3118 para aresta em Y para abrigar o grampo 
em Y. Ele é muito invasivo. Em ângulo menor que 90º e deve ser em 2 faces 
mesiovestibular e distovestibular. 
 
Apoios de nichos profundos 
São utilizados quando ao invés de dente integro, temos um dente com 
restauração (onlay, inlay). 
Apoios profundos são mais internos a superfície do dente (> 2mm). Vai em 
direção a parece cervical e no sentido M-D formando uma caixa, por isso 
possui maior fixação. Limitação pelo volume da câmara pulpar. Contra-
indicado em pacientes jovens. Custo maior, não é qualquer protético que faz. 
 
Localização dos apoios 
Principais: adjacentes ao espaço protético 
Secundários: colocados em dentes não adjacentes ao espaço protético e com 
função de neutralização das forcas que tentam deslocar a prótese. 
 
Localização dos apoios principais 
Prótese dento-suportadas: fossas e cristas marginais adjacentes ao espaço 
protético. 
Prótese muco-dento-suportada: fossas e sulcos distantes do espaço protético. 
 
E porque nas extremidades livres eu coloco apoio por mesial e não por distal? 
Alavanca interpotente, o dente vai acompanhar a direção da força mastigatória. 
O grampo vai ficar passivo. Só vai ficar ativo na remoção da prótese no sentido 
gengivo-oclusal. 
Distal: o grampo de retenção fica ativo sobre cargas mastigatórias. Não é 
indicado. Movimentação da prótese e deslocamento do grampo. 
 
Os grampos devem apresentar passividade mas não devem ser passivos. 
 
Colocação sempre na mesial. 
 
Exceção: situação de mal posicionamento de dentes pilares. 
 
Influencia na localização dos apoios oclusais em PPR de extremidade livre 
inferior através do método de elementos finitos -> tese de mestrado do 
professor. 
 
Aula 7: Princípios Biomecânicos das PPRs 
 
Quanto aos princípios biomecânicos, temos princípios relativos: 
 
Ao arco dental 
- sistema mucoso de suporte como elemento de estabilização ou resistência 
(vamos falar hoje). 
- sistema dentário (nós ja falamos) 
 
Ao aparelho protético 
- requisitos mecânicos de Roach, principalmente ao que diz respeito a grampos 
indiretos, grampos de oposição, apoios e grampos de retenção. 
 
O sistema mucoso de suporte cruza bastante com o tema de prótese total; ou 
seja, da mesma forma que na prótese total existe um sistema mucoso de 
suporte, aqui temos também um sistema de suporte como elemento de 
estabilização ou resistência aos movimentos verticais da nossa prótese. 
Os tecidos de suporte tem como finalidade a resistência aos movimentos 
verticais. 
 
Do que são formados os tecidos edêntulos? 
Os tecidos edentulos são formados por: 
- Osso basal, um osso que não se reabsorve, que na madíbula é extremamente 
fino e na maxila a quantidade é ótima. E o que significa ser ótimo? Significa 
que quanto mais osso basal tivermos, menos reabsorção óssea vamos ter. O 
osso basal não reabsorve; o osso alveolar sim. 
- Rebordo residual, que é formado pelo osso alveolar e pela fibromucosa que 
reveste esse osso alveolar. 
- Tecidos moles adjacentes, que são os tecidos mucosos como lábios, língua, 
freios, e que não tem algum tipo de aderência e se movimentam. 
 
Conformação óssea do rebordo 
O rebordo é compostopor osso alveolar remanescente recoberto pela 
fibromucosa. 
A conformação óssea do rebordo é formada de tecido compacto ósseo, lingual 
ou palatino unindo-se a tábua compacta vestibular, formando com a 
fibromucosa o chamado rebordo residual, com tecido ósseo trabecular abaixo 
do osso compacto. 
Um exemplo simples para compreender a configuração óssea do rebordo é a 
sua comparação a uma pizza de calzone. Existe uma tábua óssea vestibular, 
que é osso cortical tanto por vestibular ou palatino/lingual, recheado pelo osso 
alveolar, e embaixo temos o osso basal. 
Embaixo tem-se o osso basal -> osso alveolar -> tábua óssea vestibular e 
palatina/lingual -> e recobrindo tudo isso a fibromucosa de revestimento. 
Então, essa parte, mais encima, vai sendo reabsorvida. O fim do osso alveolar é 
ser reabsorvido, e ele vive em função do dente. Uma vez que não tenha mais o 
dente, a tendência é que ele sofra uma reabsorção, sendo que essa reabsorção 
pode ser maior ou menor, mais acelerada ou menos acelerada dependendo de 
vários aspectos. Como por exemplo forças mastigatórias excessivas, próteses 
mal adaptadas, próteses de alavanca, que vão fazendo com que todo o osso 
alveolar - todo o recheio da pizza calzone - vá sendo reabsorvido, até ficar uma 
"massa fina". 
Todo esse esquema principal que definine exatamente o que vem a ser a 
fibromucosa e rebordo alveolar. 
Daqui vai partir o suporte fibromucoso. 
Na região aqui encima (azul) vamos ter o suporte principal, e aqui na parte 
lateral o suporte secundário, que vai evitar com que a prótese sofra 
movimentos no sentido oclusogengival como movimentos laterais. 
Por isso que uma prótese massa fina, só tem osso basal, não tem mais rebordo, 
não tem estabilidade, porque ela não tem a zona secundária de suporte, só tem 
a zona principal. Em um rebordo muito reabsorvido, as moldagens anatômica e 
funcional podem ser feitas muito bem, a montagem dos dentes etc, porém ela 
sempre terá essa movimentação, dificilmente não terá. 
É zona secundaria de suporte, que evita o movimento lateral e o gengivo-
oclusal, dando estabilidade à prótese. 
Essas paredes são de extrema importância, quanto ao sistema mucoso de 
suporte. Porque enquanto essas paredes existirem vai existir a zona principal e 
a zona secundária de suporte. 
 
O que acelera a reabsorção óssea são fatores locais e sistêmicos: 
 
Fatores Sistêmicos 
- Bioquímicos: do próprio paciente, ele possui alguma deficiência de sódio 
potássio, e que tem como consequência perda de cálcio. 
 
- Alterações celulares: uma osteoclasia maior que a osteogênese*, absorção de 
cálcio e osteoporose, fator de extrema importância em mulheres idosas. 
* O osso, muito embora ele não tenha uma nutrição do dente, ele vai receber 
algum tipo de nutrição e consequentemente vai ter um turn over. Por um 
motivo qualquer a osteogênese é menor que a osteoclasia, o que vai 
acontecendo é que vai perdendo tecido ósseo. 
 
- Idade: quanto maior a idade do paciente e maior tempo desdentada, maior vai 
ser a reabosrção óssea. 
 
- Sexo: a mulher tem maior tendência a sofrer perda óssea mais rapidamente. 
 
Fatores locais 
- Uso de protese (ou não uso), próteses que são utilizadas durante muito 
tempo, sem adaptacao de extremidade livre, por exemplo, não há uma 
adaptação adequada à fibromucosa adequada na fibromucosa, em que 
qualquer tipo de carga vai levar a movimentacao, e com a consequente 
movimentação dessa prótese vai levando a uma osteoclasia maior; então a 
desadaptação da prótese é um aspecto muito importante na aceleração da 
reabsorção o tecido ósseo. 
- Desgastes das próteses, ou seja, próteses que não tem mais a propriedade de 
transmitir as cargas igualmente a todo rebordo, isso vai levar a areas maior 
reabsorcao (mais carga) e areas de menor rebsorcao (menos carga), e a área que 
vai ter maior reabsorção é a área de maior carga; por isso que muitas vezes nós 
vemos rebordos em extremidade livre que tem na área do 1º a 2º molares uma 
reabsorção muito maior que na área de 1º a 2º pré-molar, que são os rebordos 
descendentes, porque a área de molares recebeu mais carga que a área dos 
prés. 
- Hábitos mastigatórios, ou habitos parafuncionais, pacientes que tem o hábito 
de apertamento, briquismo diurno ou norturno, naturalmente é um fator 
também de aceleração da perda de tecido ósseo 
- Periodontopatias como causas de extraçoes, na medida em que o dente vai 
ser extraído e não há mais condição alguma de ser salvo, de haver algum tipo 
de reversão do quadro, o que vai acontecer com aquele tecido ósseo é que 
muito vezes ele ja vai estar no osso basal, praticamente não há mais osso 
alveolar, de tanto que ja perdeu esse osso; por isso que é uma grande 
discussão dentro da odontologia hoje, quando extrair um dente, existe 
divergência entre os autores; 
- Período desdentado, quanto mais tempo o paciente tem de perda de dentes, 
mais o tecido alveolar foi sendo reabsorvido; quanto maior o período 
desdentado, naturalmente maior vai ser reabsorção do rebordo 
- Distância interoclusal, quanto maior a distancia interoclusal, mais carga/mais 
força ele vai ter naquela regiao; por exemplo, paciente idoso do sexo masculino 
que possui prótese total superior e inferior, mas que tem uma eficiência ainda 
mastigatória grande, ele vai ter uma reabsorção óssea maior que quem tem o 
espaço interoclusal relativamente pequeno, porque menos força vai ser feita 
sobre aquele osso alveolar 
- Concordância entre Relação Central e Oclusão Central (máxima 
intercuspidação); por que é necessário ou esperado que a gente tenha essa 
coincidência? porque se não houver aquele degrau entre RC e OC, menos carga 
vai ser sofrida no osso, menos carga traumatica vai ser exercida sobre o osso. 
Por isso que, quando trabalhamos com pacientes com grandes reabsorcoes 
osseas, tomamos duas atitudes principais, primeira, montar não só na posição 
de relacao central, mas numa posição de RC que possa voltar para a posição de 
maxima intercuspidação habitual e ir para a relação central - Relação de 
Cêntrica longa, uma posição de relação central que tem um espaço de 1,5mm 
para frente e 1,5mm para trás. Mas para que a prótese possa fazer esse 1,5mm 
para frente e para trás repetidamente, as cúspides devem ser bem baixas, 
quase retas. 
 
Sistema de suporte ou de sustentacao 
 
Forma de rebordos residuais 
 
De que é formado o rebordo residual? 
 
Formado por uma crista óssea, que é considerada a região principal de suporte 
da prótese, e duas vertentes: uma vestibular e outra lingual ou palatina, 
consideradas regiões secundárias de suporte. 
Elas são de extrema importância para a estabilidade de uma PT ou uma PPR, 
principalmente estas de extremidade livre. 
Num arco desdentado: 
A parte amarela significa a zona principal de suporte 
O azul significa a zona secundária de suporte 
O vermelho é o selado periférico, que é um tecido mole 
Outra propriedade importante que a fibromucosa e o rebordo alveolar devem 
possuir ou possuem é denominada Resiliência, que é a propriedade de um 
corpo se deformar e, quando cessa carga, quase imediatamente voltar ao 
estado primitivo. 
É o "travesseiro da NASA" - quando você tira a cabeça, imediatamente ele volta 
a sua posição normal. E esse é o esperado da fibromucosa. 
 
Sistema de suporte ou de sustentação 
 
Fibromucosa: 
Constituição: - Epitélio 
 - Córion (tecido conjuntivo fibroso, firmemente aderido 
ao tecido ósseo subjacente). 
 
A viscoelasticidade é outra propriedade que a fibromucosa apresenta, que é a 
propriedade de voltar a sua posição normal. A razão de retorno ou a 
velocidadede retorno da fibromucosa já muda de figura. E por vezes, se a 
deformação for de tal magnitude, grande magnitude e por um longo período, 
já começa a sofrer de formações permanentes. 
A razão de retorno da fibromucosa é diretamente proporcional à carga e 
inversamente proporcional à duracao da mesma. Ou seja, se aplicarmos uma 
carga x durante um minuto, 30 segundos, 40 segundos, e depois de um tempo 
ela volta - a propriedade de resiliência responde muito bem a isso, porque o 
tempo foi pequeno. Agora se eu fizer isso por 40 minutos, 50 minutos, uma 
hora, seis horas, muitas vezes ela volta a sua dimensão original, porém demora 
um tempo maior para tal. 
 
Em um paciente briquista que usa protese total, que aperta os dentes de dia de 
noite, o que acontece é que essa viscoelasticidade se ela tem uma velocidade 
de retorno diretamente proporcional à carga, e inversamente proporcional à 
duração da mesma, vai chegar um determinado momento em que essa volta ao 
estado normal muitas vezes não vai ser mais plena, já vai começar a sofrer 
algum tipo de deformação permanente. Então a prória fibromucosa e próprio 
osso tem uma propriedade viscoelástica, ou seja, no osso alveolar, se apertar 
demais o osso reabsorve, e na fobromucosa se apertar demais ela se deforma. 
 
A resposta da fibromucosa às cargas ocorrem em duas fases principais: 
PROVA 
1ª resposta é a tipica resposta elástica, que é a da resiliência da fibromucosa 
2ª resposta é a viscoelástica, com aumento marcante da resistência dos 
tecidos. 
 
Então muitas vezes o tecido volta a sua dimensão original, mas dependendo da 
quantidade, da magnitude e do tempo da carga, muitas vezes essa deformação 
deixa de ser uma deformação elástica e algumas vezes podem se transformar 
em uma deformação permanente. 
 
"Uma carga elástica por dez minutos deprime o tecido, além da segunda fase 
(viscoelástica), requerendo três a quatro horas para voltar a sua dimensão 
original." 
 
Fibromucosa segundo o grau de resiliência: 
 
- Fibromucosa dura 
- Fibromucosa compressível 
- Fibromucosa flácida 
 
Fibromucosa dura: a fibromucosa bastante fibrosa e densa, apresentando 
pequena alteracão de volume quando submetida a acao de forcas 
compressivas. A fibromucosa muito aderida ao osso. Isso pode prejudicar 
porque não tem o coxin amortecedor da fibromucosa. E quando é muito duro, 
não amortece e a prótese machuca o paciente. 
 
Fibromucosa compressível: quando a fibromucosa funciona como um 
amortecedor, é uma condicao ideal, menos fibrosa e densa que a do tipo 
anterior. Quando submetida à ação de forças compressivas, sofre uma 
alteração de volume um pouco mais acentuada. Já funciona como amortecedor, 
é a fibromucosa ideal. É aderido ao tecido ósseo. É o Filé mignon, beleza. 
 
Fibromucosa flácida: apresenta-se menos fibrosada e consistente que o tipo 
compressível (o que sobra e mais gengiva mole, tecido mucoso nao aderido 
osseo, maior possibilidade de sofrer alteração de volume) e, portanto, com 
maior facilidade de sofrer alteração de volume quando sob a ação de forças 
compressivas. É aquela que sobra, e na verdade não é nem fibromucosa, é mais 
gengiva mole, um tecido mucoso não aderido ao tecido ósseo. Essa é carne de 
pescoço. Muitas vezes para fazer uma prótese nesse paciente é necessário 
retirar esse tecido, ou às vezes só com uma manutenção, só com um preparo, 
conseguimos diminuir aquela hiperplasia gengival que acontece. 
 
Sistema de Suporte ou de Sustentação 
 
Formas de rebordo residual, de acordo com o formato da área de secção no 
sentido vestibulo-lingual 
Aqui já levando em consideração não só fibromucosa mas também tecido 
ósseo. 
Sistema de suporte pode ser alto, com formato de triangulo isosceles, no qual 
a base é menor. Região secundária de suporte mais desenvolvida, e região 
principal é estreita. 
Ele é bom, porque tem a zona de suporte secundário que dá bastante 
estabilidade. 
Suporte normal, tem formato de um triângulo equilátero, boa altura e boa 
largura da região principal de suporte da prótese. 
 
Rebordo Reabsorvido, tem o formato de triângulo isósceles, com a base maior 
que a altura. Tanto a região principal de suporte como a secundária 
apresentam suporte pobre. É a carne de pescoço. Não existe praticamente zona 
secundária de suporte, suporte bem ruim, um dos piores 
 
Estrangulada, acontece principalmente nos pacientes desdentados na região 
anterior superior, apresenta uma area de maior amplitude junta à crista, com 
uma regiao subjacente retentiva. É ruim de trabalhar, pois uma prótese bem 
adaptada nessa região machuca, o paciente não consegue utilizar. Por outro 
lado, se alivia, perde boa parte da zona secundaria de suporte. Resolvemos 
aliviando a a região - mesmo pecando na zona secundária de suporte -, ou 
então, com uma intervenção cirúrgica. 
 
Em Lâmina de faca, rebordo acentuadamente reabsorvido, apresentando na 
crista uma aresta viva que pode ser detectada pela palpação (o paciente ja 
sente dor ao tocar, pois é uma crista muito fina). Situações assim, devem ser 
resolvidas com intervenção cirúrgica, pequena cirurgia; geralmente isso não 
afeta todo o rebordo, e sim partes pequenas do mesmo. Pequena incisão, lima 
de osso arredonda essa regiao, e faz a prótese de novo. Também carne de 
pescoço. É o pior de todos. 
 
Fatores de tecidos moles, que influenciam o Diagnóstico, Construção e 
Prognóstico das PPR 
Compressibilidade 
Mobilidade 
 
Tecidos moles 
 
Apresentam uma mucosa desigual e uma cobertura submucosa. 
Podem apresentar uma camada epitelial grossa e cornificada em algumas arras 
e em outras uma fina área não queratinizada. São compressíveis e deslocáveis. 
 
A deformação apresentada pela mucosa não é igual, variando a cada região da 
maxila para mandíbula. 
 
Vamos agora delimitar a superfície da base prótese. 
Até onde deve chegar a base da prótese 
Extensão da superfície da base da prótese 
 
Na prótese total, aconselha-se que a moldagem da mesma deve chegar até o 
túber, e deve molda-lo muito bem. Porque o túber é uma área de estabilidade, 
onde pode-se até montar um molar mais distal. No arco inferior, trígono 
retromolar também é importante, há uma dificudade de moldar esse local. 
Delimitação da area chapeavel 
Maxila 
 
- Túber e uma área estável, de confiança, local ate onde pode ser montado o 
molar mais distal. 
 
- Sulco hamular, área posterior ao túber, de tecidos moles, onde a prótese deve 
ser finalizada. 
É uma área de alívio mas deve ser recoberta. 
* às vezes o próprio material alivia as regiões que devem ser aliviadas e 
comprime as que devem ser comprimidas, como a pasta zinco enólica. 
 
- Palato 
 
Todo palato pode ser usado como suporte, porque ele é osso basal (pode ser 
comprimido), pois o osso compacto opõe-se melhor às forças compressivas, 
alem de auxiliar na retenção, pela adesão salivar. 
 
Extensao da base da protese 
 
Mandíbula 
 
Mais dificil pois menor quantidade de osso basal, que pode ser utilizado para 
suporte da PPR ou PT, para servir de suporte, pois não há uma área larga na 
qual o stress possa ser distribuído. Por exemplo, no superior tem o palato. 
 
- Trigono retromolar deve ser moldado e muito bem moldado, estrutura 
pequena, oval situada ligeiramente lateral e superiormente a crista do rebordo 
alveolar. Formado por tecido mucoso, glandulas mucosas e por vezes, por 
fibras do tendao temporal e dos musculos masseter e bucinador. 
Por isso que muitas vezes em que instalamos PT inferiores o paciente sente 
dor na abertura, porque há uma sobreextensão, chega até atrás do trígonoretromolar. E a prótese deve chegar ate 2/3 do TR, e o último 1/3 deve ser 
liberado. 
 
Paciente pt e ppr, deve voltar em 24-48h depois, pois se tiver algo 
incomodando, uma sobreextensao, por exemplo deve ser retirada, pois o 
paciente nao usa! 
 
Limites do trígono retromolar 
Inferior: borda anterior do ramus 
posterior: pelo tendao do temporal 
Lateralmente: músculo bucinador 
Medialmente: rafe ptérigo-mandibular. 
 
A cobertura do trigono pela base da prótese, aumenta a estabilidade, 
possibilitando uma parada distal, diminuindo o colapso do osso alveolar, ou 
seja, uma maior sobrecarga sobre o osso, zonas de suporte principal e 
secundária. 
Ele dá uma área de estabilidade maior. se fizemos uma prótese sem o TR, mais 
força sobre o osso alveolar vai acontecer. 
 
A base da prótese não deve ser estendida além do limite, podendo causar 
tendinite do ligamento temporal e mesmo ulceração. 
Moldou o TR, divide em 3 partes e usa apenas até o segundo terço dele, pois se 
alcaçar o final pode causar a tendinite. 
 
A determinação do limite posterior deve ser feita observando os tecidos 
durante a abertura e fechamento, na junção do tecido móvel e não móvel. Vai 
vendo até onde há exatamente do inserção do músculo ou do ligamento 
temporal. 
 
- Fossa retromilohioidea 
 
Espaco limitado anteriormente pelo músculo palatoglosso e posteriormente 
pela borda da língua. 
 
É a parte interna. é uma concavidade, que se chegar com a prótese até aí, vai 
machucar o paciente por ser uma área móvel. 
 
A borda inferior é limitada pelos tecidos moles que cobrem o soalho da boca e 
anteriormente pelo músculo milohióhideo. 
 
A protese nao pode chegar ate ai, ela deve ser aliviada. 
Principalmente em pacientes que apresentam uma regiao mais concavo, e 
machuca muito mais. 
 
- Entalhe lingual 
 
Concavidade confeccionada na borda lingual da base da prótese na área de 
segundo pré a primeiro molar. 
 
Tem-se aí glândula sublingual. Se o paciente usa a prótese há muito bem, essa 
glândula é muito desenvolvida, porque não tinha limites. Deve-se fazer um 
entalhe para que não haja qualquer tipo de lesão. 
"Quando a língua entra em ação, o soalho da boca é levantado acima desta área 
pela suspensão da glândula sublingual quando o milohióideo eleva o soalho da 
boca." 
 
Quando o paciente deglute e levanta o milohioideo, a protese tambem tende a 
levantar. Regiao deve ser aliviada! 
 
- Vestibulo e sulcos 
Regiões que também devem ter alívio, principalmente freios labiais, freios 
linguais. 
 
"A extensão até o limite de deslocamento permitida pelos músculos, aumenta a 
estabilidade da base da prótese, auxiliando na transmissão aos tecidos moles e 
músculos na área da borda, promovendo a redução de forças ao rebordo 
residual." 
 
*Regiao de alivio, mas a protese deve chegar ate a região, a protese deve chegar 
até a região de vestíbulo, por mais que seja uma região de tecido mole, deve 
haver um selamento dessa região. 
- Sulco massetrerino 
 
"Área postero-lateral onde o bucinador atravessa sobre o masseter lateral do 
trígono retromolar. Na contração do masseter, o bucinador é puxador medial e 
anteriormente, deslocando a base da prótese." 
Quando for fazer a base da prótese, ela não deve chegar aí, porque toda vez 
que ele for fechar a boca, tem-se a inserção do masseter e a do bucinador, 
deve-se aliviar a região, alivia no modelo e na pós colocação prótese. Por isso, a 
pós-colocação da prótese é até 48 horas, porque muitas vezes a prótese esta 
causando uma lesao nessa região e o paciente não usa mais. 
 
Alivio no modelo e na prótese pronta, se necessário. 
Linha oblíqua externa tem esse sulco. É uma área importante porque é a unica 
área de osso basal que pode ser utilizada na base da prótese. A linha oblíqua 
interna não pode ser utilizada porque existe a fossa retromilohioihidea. 
Por isso que sempre vamos fazer moldagem funiconal, que serve não só para o 
íntimo contato da base da prótese com a fibromucosa, assim como buscar 
áreas de osso basal. 
 
Lado vestibular 
 
Área entre a crista da área desdentada e linha oblíqua externa, sendo 
parcialmente recoberto pela inserção do bucinador. 
 
Linha obliqua externa e uma area importante, e a unica area de osso basal e 
que pode ser utilizada como suporte da protese, pois há mais osso basal. Na 
mandibula, há menos osso basal. 
 
Remodelação óssea 
 
Continua atraves da vida 
Só que existem determinadas situações que às vezes a osteoclasia é maior que 
a osteogênese, principalmente quando há perda de dentes. 
 
Classificação da inclinação dos rebordos no plano sagital segundo Elbrecht 
 
- Rebordo horizontal, aplicado uma carga na mesma posicao em que é feita a 
carga há uma reacao. Não houve perda desses dentes ao mesmo tempo. Perdeu 
primeiro o segundo molar, depois o primeiro e depois o pré. 
 
- Rebordo ascendentes para distal, cuja resultante, acompanhando o ramo 
ascendente da mandíbula, força resultante sempre para mesial. Ou seja, se 
queremos uma equalização de cargas isso não é possível de obter, porque na 
região mais anterior a carga é maior, e esse osso alveolar rebsorve mais 
rapidamente. 
 
- Rebordo descendente para distal, e o que mais acontece, perde o primeiro 
molar e depois o pré, e ha uma deformação desse osso alveolar remanescente e 
o rebordo descendente para distal vai levar a uma resultante tambem para 
distal, isso pode fazer com que a própria prótese movimente os dentes para 
distal. 
Mais uma complicação que temos para as extremidades livres. Que são, não ter 
a componente posterior e ser uma prótese de alavanca (movimentação), a 
intimidade da fibromucosa com a prótese deve ser muito maior, porque se não 
houver essa intimidade a prótese se movimenta mais, e assim ocorre mais 
reabsorção, o tipo de rebordo que estamos trabalhando, o rebordo 
descendente pra distal é mais complicado que a ascendente por distal (por 
mais que transmita as cargas para a região anterior, ele não puxa a prótese 
para trás). 
 
- Rebordo côncavo que é a junção dos outros três rebordos, o ascendente para 
distal, o descendente para distal e o horizontal. 
Pode-se diminuir a alavanca diminuindo o número de dentes, porém a 
movimentação sempre vai ocorrer. 
 
Estudo 
A prevalência de rebordo descendente para distal e muito maior que os outros, 
dai mais uma dificuldade que se tem na hora de confeccionar a prótese, 
principalmente a de extremidade livre. 
 
Aula 8: Conectores maiores e menores 
Sistema de estabilização : evitar movimentos no sentido ocluso gengival, os 
apoios tem essa função; de lateralidade são os conectores maiores e de rotação 
em torno do seu próprio eixo são os grampos e apoios indiretos. 
Conectores maiores 
Os conectores maiores (ou barras tangenciais) evitam movimentos de 
lateralidade. É uma barra metálica rígida que une os retentores e as selas entre 
si e bilateralmente. As próteses devem ser bilaterais porque as próteses são 
APOIADAS; se forem unilaterais terá a possibilidade de rotacionar a prótese 
em torno do seu eixo e sair da boca do paciente. Então, sempre será necessário 
ter o terceiro ponto no outro hemiarco para conseguir a estabilidade da 
prótese. A finalidade principal é que tenha estabilidade da prótese e ao mesmo 
tempo a rigidez necessária para trabalhar, evitando movimentos de 
lateralidade. 
Quais são os requisitos fundamentais do conectores maiores: 
1) Rigidez, as barras não podem ter movimento, não podem ser elásticas. 
Devem ser rigidas. Para que a prótese tenha estabilidade no local. 
 
2) Contato passivocom os tecidos, isso no arco superior. Osso basal 
recoberto por fibromucosa, que apresenta queratina, ou seja, possibilita 
que faça uma justaposição da barra com o tecido. Diferentemente com o 
que ocorre nas barras linguais, porque a mucosa lingual não é 
queratinizada, ela não suporta qualquer tipo de contato, se contatar ela 
ulcera. No arco superior, pode estar justaposta a fibromucosa e no arco 
inferior ela deve ser aliviada. 
 
 
3) Comodidade, a prótese deve dar comodidade ao paciente. A prótese 
sempre que possível tem que deixar a área de rugosidades palatina 
liberada. A rugosidade palatina é importante para a fonética, é uma 
referência para a fonética do paciente. Na rugosidade palatina tem o 
forame nasopalatino. Uma vez atingida, ela pode interferir na 
degustação do paciente. (os pacientes de PT reclamam que não sentem o 
gosto do alimento; não sentem se o alimento está quente ou gelado). 
Sempre que possível deixa a área de rugosidade palatina como uma área 
a ser descoberta. 
 
4) Manter um contorno natural das estruturas adjacentes, ou seja, 
acompanhar a anatomia do palato. Eventualmente, se houver um torus 
palatino, deve ser feito o contorno do torus. Deve contornar os 
acidentes anatômicos para que não tenha desconforto do paciente. 
 
 
5) Bordas distantes da gengiva marginal livre, as barras devem estar 
distante da gengiva marginal livre. Principalmente nas próteses de 
extremidade livre que sofrem algum tipo de movimentação, muitas 
vezes a movimentação pode causar algum tipo de injuria a gengiva 
marginal livre. Preferencialmente, nas próteses inferiores, a barra deve 
ser acomodada aproximadamente de 3 a 4mm distantes da gengiva 
marginal livre e 3 a 4mm distantes do assoalho da boca. Na maxila, de 4 
a 6mm distantes da gengiva marginal livre. 
Na face palatina dos dentes inferiores, tem que ter uma distância de 
3mm da gengiva marginal livre e 3mm do assoalho da boca. E a largura 
da barra lingual deve ser de aproximadamente 3mm. Qual a distância 
que deve existir entre a gengiva marginal livre e o assolho da boca? No 
mínimo 9mm ( 8-9mm). 
 
Conectores maiores (barras palatinas) 
 
 São barras que podem ser unicas ou duplas justapostas à fibromucosa (está 
em contato, mas não está pressionando), que unem os dois hemiarcos. Tem 
como principal finalidade promover a rigidez da armação metálica, evitando 
movimentos de lateralidade. Deve ficar distante aproximadamente 6mm da 
gengiva marginal livre. A barra deve ocupar o tamanho do espaço protético ( o 
tamanho do barra é o tamanho do espaço protético). 
 
 Tipos de conectores maiores: 
- Barra palatina simples (anterior, média ou posterior) 
- Barra palatina dupla 
- Placa palatina, barra palatina que ocupa todo o palato do paciente; pode ser 
totalmente metálica ou pode ser feita em resina acrílica. 
 
 Quais fatores observamos para a escolha dos conectores maiores: 
- Presença de torus palatino e/ou mandibular 
- Necessidade de substituição dos dentes ausentes. A medida que tem perda de 
dentes anteriores, a barra tem que ser anterior. 
- Considerações fonéticas 
- Conforto 
- Tamanho do espaço protético 
 
- Barra palatina anterior juntamente com a sela vai propiciar condições para 
montar os dentes artificiais. Sempre que possível, tem que fugir dela. 
 
- Barra palatina simples ou em forma de U, não utiliza muito para extremidade 
livre. Ela tem muita movimentação. 
 
- Barra palatina média utiliza nas situações que tem que ocupar toda a área 
desdentada. Por uma questão de comodidade utiliza essa, aliviando a 
rugosidade palatina. 
 
- Barra palatina posterior utiliza nos casos mais tranquilos, com espaço 
protético pequeno na região posterior. 
 
- Barra palatina dupla, anterior e posterior. Ex: paciente desdentado anterior, 
fez uma barra palatina anterior e para evitar movimentos rotacionais utiliza 
grampos de retenção indireto e uma barra palatina posterior. A grande 
desvantagem de trabalhar com barra palatina anterior é porque sempre terá 
recobrimento da rugosidade palatina. 
 
- Placas palatinas, são indicadas em situações de suporte ósseo pequeno. Não 
existe tecido alveolar, somente tecido basal. Também para pacientes que 
apresentam comunicação buco-nasal. As placas podem ser de cobertura 
metálica ou cobertura metaloplástica. 
 
Caso clínico: Placa mataloplática porque a perda de tecido ósseo foi grande, e a 
cobertura será plástica. 
 
Placa metálica, recobrindo todo céu da boca. A paciente perdeu todos os 
dentes superiores pela doença periodontal. 
 
Quando usa cada tipo de placa? Depende da situação. 
Sobre o aspecto de comodidade a placa metálica é excelente, porque ela é leve. 
A liga de cobalto-cromo é uma boa condutora de calor, ou seja, o paciente 
sente o que é quente e o que é gelado. (diferente da resina ou placa 
metaloplástica, porque a resina é um isolante térmico e é mais pesada). A 
desvantagem é a confecção, não é todo laboratório que faz a placa metálica, 
porque é mais trabalhosa. E em segundo lugar é a estética, nem todos 
pacientes querem uma placa metálica. Ela não permite reembasamento. 
 
Conectores mandibulares (inferiores) 
 
Podem ser dividos em: Barra lingual e placa lingual. 
 
A barra lingual é um conector maior mandibular, com formato de ferradura 
seguindo a anatomia do arco mandibular lingual, pode ser em forma de meia 
pera ou meia cana. Usa essa barra sempre que possível, pelo lado lingual do 
arco do paciente. 
 
Deve ficar 3 a 4mm acima do assoalho da boca, porque o assoalho não admite 
qualquer tipo de contato, o paciente não consegue usar a prótese porque 
machuca, cria ulcerações. E 2mm de espessura. Para colocar uma barra lingual 
no paciente, tem a necessidade de ter 9mm (7-9mm) entre a borda do assoalho 
da boca até a agengiva marginal livre. A BARRA DEVE SER TOTALMENTE 
ALIVIADA, a barra palatina deve ser justaposta (deve ter um contato). 
 
Única área de osso basal na mandíbula: linha oblíqua externa. 
Extremidade livre, classe I de kennedy é uma prótese de alavanca, sempre vai 
movimentar. Imagina se não der o espaço suficiente para ela se movimentar?! 
Sempre em forma de meia pera, 3 a 4mm do assoalho e 2mm de espessura. 
A quantidade de alívio depende do rebordo. Alívio de 0,5mm para prótese 
classe III; classe I tem que dar um alívio de 1,5mm. Situações que o paciente 
tem dente lingualizado: as vezes tem que inverter, trazer a barra lingual para a 
barra vestibular. 
 
- Barra lingual dupla é uma conjugação da barra lingual com a barra dentária. 
De modo a propiciar reforço... (classe I de kennedy). Em casos que a distancia 
deu 5mm, deve diminuir a distancia da barra lingual e acrescentou a barra 
lingual à barra metálica, que fica sobre a face lingual dos dentes anteriores 
inferiores; Barra dentária, dois conectores laterais e uma barra lingual. Se faz 
isso quando não existe espaço suficiente para medir o modelo, espaço menor 
que os 8-9mm necessários. 
 
-Placa lingual é união com a barra lingual e a barra metalica recobrindo o 
cíngulo dos dentes anteriores inferiores e gengiva marginal (deve ser bem 
aliviada nessa região). Usadas nas situações que não tem espaço suficiente 
para colocação da barra lingual. Não é o ideal, porque vai estar recobrindo área 
de gengiva marginal. Os dentes anteriores inferiores são sempre os ultimos a 
serem perdidos por causa da saliva; abaixo desses dentes tem a glandula 
sublingual, libera saliva o dia inteiro nesses dentes e também o paciente passa 
a lingua o tempo todo (massagem lingual e saliva), faz uma auto-limpeza. 
-Barra circular, para pacientesclasse III de angle (mais mesializado), dente 
posteriores inferiores são lingualizados. É horrivel. 
-Barra telescópia, barras dentárias anterior e posterior. Situações de PF nos 
dentes anteriores, na PF esculpe uma parada para a barra. 
 
 
Sistema de conexão: é a parte que une os elementos de retenção e estabilização 
à partes da PR. Liga grampos e apoios à conectores maiores e/ou a selas 
metalicas, metaloplásticas. 
 
Conectores menores 
Pequenas barras metalicas que unem o grampo à sela e/ou aos conectores 
maiores. Tem como objetivo dar estabilidade, rigidez a prótese. 
 
Função dos conectores menores: 
1) Servir como guia de transmissão das cargas oclusais, resultante da 
mastigação aos dentes suportes, por meio dos apoios e fibromucosa 
através das selas. Transmitir as cargas oclusais para as selas, que 
podem ser metálicas ou mateloplásticas. 
2) Estabilização dos dentes remanescentes com ou sem mobilidade. Utiliza 
como se fosse uma barra dentária. 
3) Une as barras e as selas aos retentores diretos e indiretos, elemento de 
união. 
4) Guia a prótese com os guias proximais, no momento da sua inserção e 
retirada. Quando tem espaço protetico, as faces proximais devem ser 
paralelas entre si para que haja uma única via de inserção e retirada. Os 
conectores menores guiam a via de inserção, são os conectores placa 
proximais. Fica lateralmente e guia a prótese no longo eixo de inserção. 
 
 Os conectores menores podem ser colocados em duas posições 
importantes: 
 
- puxando das ameias dos dentes. Quando tem contato entre um dente e outro, 
a ameia é uma pequena concavidade e o conector menor cabe certinho ali; dá 
um conforto maios para o paciente. 
 
- puxando das faces proximais, funcionando como um plano guia, dando o 
plano guia da prótese. 
 
 As características dos conectores menores: 
 
- Quando por proximal (plano guia, placa proximal), dimensões 3mm no 
sentido VL e 2mm no sentido MD. Secção transversal de forma repercular com 
ângulos arredondados quando localizado por proximal e quando localizado 
entre ameias deve ser triangular porque ameia é triangular. 
Se o conector é puxado entre dentes, ele é puxado das ameias (triangular); se 
for puxado das faces proximais é retangular e acompanha o eixo da inserção 
que a prótese deve assumir; ajuda a inserção da prótese. 
Que tipo de preparo prévio deve ser feito para usar a placa proximal? 
Desgaste, deixando as faces paralelas. 
 
 As conexões podem ser: 
 
- Rígidas, na maioria das vezes 
- Elásticas 
- Articuladas 
 
Elásticas, permitem movimentos entre a base da prótese em relação aos 
retentores. Os dentes vão funcionar de uma maneira distinta com a prótese 
Articuladas, uma barra movimenta, mas os dentes não movimentam. Os dentes 
artificais atuam de modo distinto dos naturais 
 
Caso clínico: Prótese sem via de inserção, ao invés de entrar e sair pelo mesmo 
local, tem um portão que fecha e abre. É feio. 
 
 
Sistema de dentes artificiais: constituído de sela e dentes artificiais. Em PT nós 
vimos os tipos de dentes artificiais (anatomia e materiais- porcelana, resina 
acrílica, resina acrílica melhorada). 
 
Sela 
 
É a parte da PR destinada a fixar os dentes artificiais. Pode ser selas metálicas 
ou metaloplásticas. 
 
Selas metálicas não precisam de gengiva artificial, tem um lugar que encaixa os 
dentes artificais na sela. 
 
o A vantagem em relação à metaloplástica: Não irrita a mucosa; menos 
volumosas; boa condutora de calor; higienização mais fácil; mais 
resistente. 
 
o As desvantagens são: dificeis de serem reparadas, se fraturar deve fazer 
outra armação removível; exige mais trabalho de confecção; não permite 
reembasamento; desvantagem estética, só utiliza quando a estética não 
está envolvida. 
 
Selas metaloplásticas são selas que tem uma infraestrutura metalica e sobre 
ela tem resina, onde são montados os dentes. Por isso que as selas 
metaloplásticas ficam aproximadamente 0,5mm do rebordo (não é justaposto 
ao rebordo, o metal não fica justaposto; somente a resina que fica justaposta). 
 
o As vantagens da sela metaloplástica: coloração natural da gengiva; 
permitir fácil conserto e reembasamento (é necessário o reembasamento 
quando o paciente estiver perdido osso alveolar, alguma quantidade de 
osso alveolar); se adapta a fibromucosa. 
 
o A desvantagem é irritação a mucosa porque a resina sempre é porosa; 
Não pode polir a parte interna da PT. 
 
Aula 9: Moldagem e obtenção de modelos 
 Moldagem – ato clínico de se obter um molde 
 Molde - representação em negativo das estruturas a serem moldadas 
 Modelo - é o positivo do molde 
 
 
o Requisitos fundamentais de uma moldagem e consequente de se obter 
um molde: 
 
o Fidelidade: 
Técnica correta 
Moldeira adequada (deve ser escolhida) 
Qualidade do material 
Tem que ser fiel, exatamente o que tem na boca; tem que ser 
reproduzido os detalhes. Características viscoelástica dos tecidos de 
suporte, principalmente o tecido ósseo; quando a boca está mais aberta 
na moldagem, os musculos da mastigação estão em tensão, e fazem 
uma movimentação do osso, o osso não é totalmente duro, ele 
apresenta uma viscoelasticidade, então ele também sofre uma 
deformação elástica. Quando pega uma régua e vai medir o diâmetro 
mesio distal, em um molde com a boca totalmente aberta e um molde 
com a boca mais fechada, vai apresentar dimensões diferentes 
Fenômeno chamado: DEFLEXÃO MANDIBULAR. 
 
Sempre que possível deve tomar o molde do paciente com ele sentado e 
com a boca aberta o suficiente para colocar a moldeira e depois 
fechando um pouco mais. Tem-se a precisão dimensional com o boca 
não totalmente aberta e fechando um pouco mais, com a precisão do 
que existe na boca do paciente, isso se chama fidelidade. 
 
- A fidelidade se consegue através da técnica correta, se consegue essa 
técnica através da abertura da boca, não deve ser completamente aberta 
e nem fechada. (técnica da boca fechada para PT, molda o paciente 
quando este não possui osso alveolar, praticamente só tem osso basal); 
a técnica correta se consegue com a boca ligeiramente aberta, não muito 
aberta e nem totalmente fechada. 
 
- A moldeira tem que ser adequada, escolhida. Quando for fazer a 
seleção da moldeira, deve estar com todas as moldeiras em mão para 
fazer a seleção. (S1 I1/ S2 I2/ S3 I3/ S4 I4- s4 e i4, paciente com 
extremidade livre, desdentados posteriores). 
- Qualidade do material, nós temos material elástico e anelástico. Os 
materiais anelástico são usados para moldagem de rebordo, áreas 
desdentadas. Os materiais elásticos são para areas dentadas. 
 
Nós usamos o alginato, porque é um material fácil de se trabalhar, não é 
caro, pode ser repetido várias vezes e apresenta precisão dimensional; 
Esse novos, hydrogum, são materiais tixotrópicos (só escoam quando se 
coloca uma pressão, só escoa quando é comprimido). 
 
o Facilidade de trabalho 
Instrumental simplificado 
Tempo operacional compatível 
Facilidade de remoção 
 O tempo do material deve ser adequado e ele deve ser fácil na sua 
remoção. (zetalabu é uma silicona de alta condensação, é para 
laboratório; não usar no paciente). 
 
Paciente com tôrus deve-se utilizar um material mais leve, não pode 
usar material com rigidez como silicone de alta condensação. Sempre 
que possível, principalmnte moldagem anatômica ou mesmo moldagem 
para armação de PR, usa-se alginato, com proporção adequada. 
 
Deve-se fazer a seleção da moldeira lisa (s1,s2,s3,s4,i1,i2,i3,i4); para 
paciente com a boca GG deve-seutilizar moldeiras perfuradas, abrir um 
pouco mais e recobrir com cera as perfurações.; se a boca for pequena 
deve-se comprar moldeiras pediatricas. 
O alginato é utilizado para que ele fique confinado na moldeira e que 
faça compressão, se a moldeira for perfurada, não ficará confinado, 
sairá pela perfuração. (para hidrocolóide reversível, alginato, a moldeira 
lisa é indicada). Moldeiras de plástico tem finalidade ortodôntica. 
 
Como seleciona a moldeira? Coloca no paciente, primeiro de um lado, 
puxa a comissura labial com o cabo do espelho, coloca primeiro de um 
lado e depois do outro; e insere a moldeira na boca do paciente. Depois 
deve-se analisar se a moldeira está ocupando todos os espaços, a área 
chapeavel que nós queremos, a area a ser moldada. 
 
Se faltar um pequeno espaço para a moldeira (area do terceiro molar), 
pode fazer um aumento na região posterior, com cera utilidade ou com 
godiva de alta fusão. (estender a moldeira) 
 
Depois que selecionar a moldeira, deve-se individualizar a moldeira, 
com cera utilidade. Vai colocando cera na borda, para compatibilizar os 
instrumentos na área a ser modelada, compatibilizar a área com a 
moldeira. 
 Finalidade da individualização: 
 
- Compatibilizar os instrumentos com a area a ser moldada. 
 
-Se faz isso para que o material fique confinado, confinação do material 
durante a geleificação(estado sol para gel). 
 
- Para que tenha espessura uniforme de alginato (se tiver locais com 
alginato muito grosso e outras finas, o alginato sofre deformação, 
começa a liberar tensão, e o alginato deforma) 
 
Coloca a cera utilidade na borda e leva na boca do paciente, até o fundo 
de vestíbulo, e aí vai individualizando para o paciente; se o paciente 
tiver um palato profundo, coloca cera também; coloca cera na região 
posterior, se for necessário. Faz isso para que o material fique 
confinado. 
 
Ao mesmo tempo faz retenção adicional na cera, para que o alginato 
tenha retenção na moldeira; pode-se fazer com bolinha de algodão ou 
retenção mecânica, recorte com espatula na cera, para ter retenção 
mecânica e o alginato não deforme. 
 
Sempre deve individualizar a moldeira!! 
 
Proporção agua/pó adequado -> carrega a moldeira para a boca do 
paciente, tem pacientes que a moldeira não vai chegar, em dentes 
vestibularizados, fundo de vestíbulo, região de terceiro molar, região de 
tuber, areas retentivas, aí pega o alginato e passa com o dedo nessa 
região. -> faz o molde (moldar os dentes, as inserções: freio labial, 
inserções musculares, região posterior de túber). Deve secar a boca com 
sugador e gazes antes de moldar. (campo deve estar relativamente seco). 
 
Quando precisa de sobre-extensão (da moldeira) faz com godiva, porque 
a cera deforma. 
 
A moldeira deve ser removida em um golpe só. Não pode ficar fazendo 
movimentos laterais, porque libera tensão, força e consequentemente 
deformações. 
 
Depois de obter o molde, o ideal é que seja vazado imediatamente. Onde 
conservar o molde? Não pode colocar o molde dentro da água porque 
ele sofre embebição, e se deixar em cima da bancada, ele perde agua; o 
ideal é deixar o molde obtido dentro de um recipiente, coloca agua e 
coloca algum parametro(cano de pvc, esponja)para deixar o molde em 
cima; a moldeira não pode ter contato com a água para não sofrer 
embebição. Depois de vazar o gesso, deve-se colocar na vasilha também. 
 
Vazamento deve ser feito mais logo possível; o gesso deve estar em uma 
consistência cremosa, brilhante. E sempre fazer a manipulação sobre o 
vibrador, para tirar as bolhas. 
 
A desinfecção do molde: lavar em água corrente, secar para tirar água e 
vazar o gesso; da região posterior para anterior. 
 
Alginato, usar moldeira tipo aço lisa. Gesso de boa qualidade: gesso tipo 
IV, gesso “veomix?”. 
 
Não esquecer que no arco inferior, deve-se fazer a língua! 
 
 Para PR tem três moldes: 
 
- Estudo, é o que nós vamos delinear. Se faz todos os preparos prévios 
necessários, todos os ajustes para levar na boca; faz as transferências para 
levar na boca; faz os nichos. 
 
- Trabalho, pode ser feito com alginato, pode utilizar silicona (não tem 
necessidade de usar) 
 
- Funcional (em algumas situações), em paciente com extremidades livre ou 
areas desdentadas anteriores grandes. É um procedimento que utiliza material 
anelástico para moldar a area desdentada. 
 
 
Moldagem funcional para PPR (prova) 
 
- quanto ao arco 
- quanto a area a ser moldada 
- quanro ao material de moldagem 
 
Caso clínico: tem dois tipos distintos de tecido de supore, dente e 
fibromucosa. Os materiais para fibromucosa são geralmente anelásticos. 
Fez uma moldeira individual da area desdentada e utilizamos pasta zinco 
enólica para area desdentada (material anelastico para moldar a area 
desdentada). A pasta zinco enólica é um dos melhores materiais que nós 
temos, porque ela é seletiva; alivia as areas que podem ser aliviadas e 
comprime as areas que podem ser comprimidas; a própria pasta faz o alívio 
necessário. Pasta zinco enólica é dificil de sair, coloca um papel sobre a placa 
para fazer a manipulação; essa pasta só sai com xilol. 
 
Coloca o material sobre a moldeira individual, o material anelastico, tira o 
excesso e depois molda com alginato. 
 
Moldou a area desdentada com a pasta zinco enólica e deixou. Sobre ela 
colocou o alginato, com a moldeira individual em posição. -> com isso tem 
mais precisão!! 
 
O nosso problema é extremidade livre. Deve-se moldar muito bem, 
principalmente arco inferior. Por que? 
 
- Para diminuir o braço de alavanca. Quanto maior o intimo contato da base da 
prótese, a sela da prótese com a fibromucosa, menor movimentação teremos. 
 
Usa mercaptana para moldagem com casquete; mas a base é de enxofre, tendo 
um cheiro horrivel. (é caro, e causa desconforto para o paciente) 
Silicona de condensação tem a propriedade de ser hibrófoba, em areas de 
umidade, a silicona não penetra, não copia; as siliconas de adição são 
hidrófilas. Como a fibromucosa é 80% agua, se moldar com silicona de 
condensação não terá grandes vantagens. 
 
 Resolução protética de próteses com extremidade livre: 
- braço de alavanca, dente se movimenta apenas 0,1mm dentro do seu alvéolo. 
E por outro lado, na fibromucosa, ele se movimenta em média 1,3mm, 2,4mm 
as vezes, dependendo do tipo de fibromucosa, se for flácida ele se movimenta 
mais. Em média é 1,3 (13x mais que dentro do alvéolo). 
 Quais são os procedimentos para diminuição do controle do braço de 
alavanca em extremidades livre: (PROVA!!) 
- Moldagem funcional 
- Maior quantidade possível de area chapeavel, chegando no arco inferior na 
linha obliqua externa e no arco superior na região de túber; aumentando a area 
chapeavel. 
- Diminuição do numero de dentes, sempre que possível deve terminar em 
primeiro molar. 
- Diminuição da mesa oclusal, por exemplo, dentes que apresentam uma mesa 
oclusal muito grande, deixa só as cuspides vestibulares tocando no arco 
inferior. 
 Quais as finalidades da moldagem funcional: 
- Diminuição do braço de alavanca 
- Intimo contato da base da prótese com a fibromucosa 
- Buscar o suporte em osso basal, osso basal no arco inferior está na linha 
obliqua externa; sempre que possivel faz a moldagem do arco inferior 
buscando a area de linha obriqua externa, porque será um area de estabilidade 
(não reabsorve). Não pode usar a linha obliqua interna porque é uma area de 
retenção, machuca o paciente, a fossa retromilohioidea sobe quando o paciente 
deglute. 
Jig- determinar DVO e depoisleva no delineador. 
+ Moldagem funcional pela técnica de Mc Cracken, modelo dividido: 
(no livro do Mc Cracken tem direitinho) 
Os passos para moldagem funcional em extremidade livre inferior: 
- Delimitar a extensão da base protética, até onde vai a base protética. Sobre o 
modelo vai fazer uma moldeira individual; sobre a sela faz a moldeira 
individual. Leva a boca, faz os ajustes e adapta (conjunto armação-moldeira) 
- Molda com pasta de zinco enólica a região da area desdentada, e obtem-se 
um molde. (conjunto armação-molde) 
- Pega o modelo anterior e faz um corte, corta fora (pq nós fizemos outro 
molde); pega uma serrinha ou disco de carborum e tira fora essa parte; faz 
retenção adicional e adapta o conjunto armação molde. Faz um modelo 
dividido, um original e o outro. 
- Faz o encaixonamento depois. E depois vaza o gesso, obtem o modelo 
alterado, obtido; modelo obtido da moldagem funcional. 
- Tem o modelo original, da armação e o modelo alterado. 
- E depois continua na montagem da prótese. Monta os dentes, prova em cera, 
prótese acrilizada... 
- No arco superior o importante é moldar bem o palato! 
- Faz-se moldagem funcional no arco inferior para pegar a area da linha 
obliqua externa. 
- A moldagem funcional se faz no arco inferior, em extremidades livres. A 
moldagem funcional no arco superior se faz antes da confecção da armação 
metálica. 
Qual o objetivo da moldagem funcional? 
Intimo contato com a fibromucosa, diminuindo braço de alavanca e ao 
mesmo tempo conseguindo estabilidade na areas de osso basal. 
 
Aula 10: Preparos de boca para PPR 
 
O que é necessário se fazer na boca do paciente para receber uma PPR? Quais 
os procedimentos, os cuidados? No modelo anatômico, quais são as 
modificações que devemos fazer para transferir essas modificações para a 
boca do paciente? 
 
Preparo de boca é uma série de procedimentos reparadores (coroas mal 
adaptadas, dentes inclinados), modificadores (modificar forma do dente por 
uma questão biomecânica) ou protetores (protetores dos tecidos de 
sustentação, dente e mucosa) com o objetivo de evitar ou modificar a 
direção das forças nocivas que agirão sobre os dentes pilares e o rebordo 
residual. 
 
Os fatores que devem ser levados em conta compreendem uma via de 
inserção única, ou seja, a entrada e saída da prótese em uma única via; 
ausência de ângulos mortos, evitar essas áreas de retenção; acerto no plano 
oclusal. 
 
A importância do preparo compreende a melhoria da bioestática (estática = 
equilíbrio, equilíbrio dos tecidos moles, ou seja, não pode haver forças 
vencendo outras forças, as forças devem ser equilibradas, de tal forma que não 
causem carga no sentido lateral, axial) dos elementos de suporte; 
conscientização do paciente (deve-se falar quando vai fazer e o porquê vai 
fazer); melhor prognóstico (naturalmente, é o que desejamos) 
 
O primeiro ponto a ser analisado é a linha guia equatorial. Deve-se realizar a 
equalização das linhas guias equatoriais. Determina-se a via de inserção e a 
partir desse plano ou via de inserção vai-se trabalhar/determinar a linha guia 
equatorial. 
 
Essas linhas guias equatoriais devem ser preferencialmente iguais, tanto no 
sentido V-L quanto no sentido O-G, tendo quantidade de área retentiva e 
expulsiva mais ou menos iguais. O ideal é deixar equalizado essas linhas guias 
equatoriais. 
 
Para ter uma via de inserção única e adequada, deve haver nas faces proximais 
dos dentes paralelismo entre si, as faces devem ser paralelas entre si; deve 
haver uma via de inserção que toque nas faces proximais desses dentes, que 
são chamados de Plano guia. 
 
Se tiver um dente com inclinação grande, deve-se realizar movimentação 
ortodôntica ou tirar uma fatia do dente, para que essa face seja paralela a 
outra face, tendo uma única via de inserção. 
 
Plano guia 
 
Suas funções incluem: 
 
• Proporcionar um único sentido de direção para inserção e romoção de 
prótese; 
 
• Assegurar a ação dos componentes retentivos e estabilizadores (os 
elementos retentivos são os grampos de retenção e os de estabilização 
são os grampos de oposição, conectores menores, apoios...) - assegurar 
que esses elementos estejam bem posicionados para exercer a sua ação 
própria; 
 
• Eliminar forças tangenciais produzidas pelas pontas ativas dos braços 
de retenção (as pontas ativas dos braços de retenção causam forças 
tangenciais porque é a área que tem maior grau de flexibilidade; tendo 
mais cargas tangenciais, mais forças tangenciais, horizontais nós vamos 
ter) - elimina-se as forças tangenciais pelos grampos de oposição; 
 
 
• Eliminar pontos de impacção alimentar entre os dentes suporte e as 
selas ou conectores menores (os conectores podem sair das ameias ou 
das faces proximais dos dentes, para que não haja impacção de 
alimentos entre a prótese e o dente); 
 
• Proporcionar características retentivas auxiliares (quando se tem 
paredes paralelas entre si, toda vez que se coloca a prótese, ela vai 
raspar naquela região e esse contato mais forte que vai existir, esse 
contato friccional, vai atuar como caracteristica retentiva auxiliar); 
 
• Proporcionar características de estabilização (para que a prótese tenha 
uma fixação no seu lugar); 
 
Delineador 
 
Planejamento de PPR se faz no delineador. 
 
Coloca-se o modelo no delineador. Acha-se o plano de inserção (pela técnica 
dos três pontos) e pelo plano de inserção se acha a via de inserção. 
 
A técnica dos três pontos parte do plano de inserção para determinar a via de 
inserção. A técnica da conveniência parte da via de inserção para determinar o 
plano de inserção. 
 
Depois de achar o plano de inserção através da técnica dos três pontos, faz-se 
o traçado das linhas guia equatoriais, dentro do plano de inserção que nós 
determinamos. Dentro do plano de inserção pode-se ver que o dente é 
mesializado, pode-se observar áreas retentivas maiores de um lado que do 
outro - dá para mensurar a quantidade de área retentiva que vai precisar pelas 
pontas calibradoras. 
 
Quando se passa o delineador e faz um "borrão" ao invés da linha, significa 
que aquela área é retentiva. 
 
Para o dente mesializado: colocar a faca no gesso ou cinzel, realizando o 
recorte. Deixando as faces proximais paralelas, para se ter um único guia de 
inserção. 
 
Na face lingual é bom ter área expulsiva maior que área retentiva, porque é 
onde se localiza o grampo de oposição. 
 
Como transfere o desgaste para a boca do paciente? 
-> Casquete de transferência. 
 
Casquete de transferência 
 
O limite inferior do casquete de transferência é onde inicia o desgaste que foi 
feito no delineador. O casquete de transferência vai nos dizer qual será a 
inclinação da broca, baseado na via de inserção; por isso o casquete tem que 
ser mais alto. 
 
O toque do campo de ação do grampo, a cada contato da face vestibular deve 
ter um contato na face lingual até a hora que ele se assenta totalmente (cada 
contato na face V, deve ter contato na face L) – PROVA 
 
Os planos guias estabelecem o eixo de inserção simples e direto, evitando a 
situação em que o paciente tenha que aprender complicada manobra de 
inserção e remoção do aparelho e que pode ser nociva as estruturas de 
suporte. 
 
Tem que deixar as faces paralelas entre si, para ter uma via de inserção 
adequada. 
 
Plano de inserção -> Via de inserção -> Traçar a Linha guia equatorial (com a 
face lateral do grafite) -> Calibrar as pontas - onde vai ficar a ponta ativa do 
braço do grampo (entre terço médio e cervical). 
 
Casquete:passa o isolante para gesso (cl-ak). 
 
O plano guia é um conector menor que fica nas faces paralelas dos dentes que 
podem estar ligados ao apoio, ou podem estar nas faces proximais dos dentes. 
 
Aula 11: PPR a encaixe 
Outra modalidade de PRR: é a PPR a encaixe. A biomecânica dessas próteses 
são totalmente distintas da PR a grampo. Nas próteses a encaixe, o apoio, a 
felixibilidade do braço não é tão grande. Essa prótese existe para: 1) obter 
retenção e estabilidade maior, fixando melhor a prótese. 2) Questão estética, 
nos casos que se quer esconder grampos de retenção na face vestibular do 
dente. 
Encaixes: é um conector que consiste em duas ou mais partes. Uma das partes 
é conectadas a uma raiz, dente ou implante e outra parte à prótese. È uma 
retenção friccional, é uma conexão, o que chamamos de uma conexão 
macho/fêmea, em que tem um dispositivo colocado na PPR que se encaixa 
pereitamente com outro dispositivo colocado nos dentes remanescentes. Para 
fazer uma PPR a encaixe é necessario que os dentes pilares, ou os dentes que 
vao suportar a prótese, necessitem de coroa protética, próteses fixas, coroa 
unitárias ou coroas unidas entre si. 
Consequentemente é um trabalho mais invasivo, porque vai desgastar dentes; 
ele necessita de mais precisão, principalmente em relação a via de inserção; 
tem um custo maior que as PPR a grampo, porque não é qualquer técnico que 
faz. 
 Componentes: 2 partes que se justapoem intimamente 
Projetadas para fazer parte do dente suporte e da vedação da PPR. (próteses 
intracoronárias), e a outra parte no dente suporte. 
Parte da PPR será soldada a armação. 
Peça fêmea será colocada normalmente na prótese fixa e o macho que vai ser 
soldado a armação na prótese removível, que vai encaixar perfeitamente, 
através de peças fusinadas, com a fêmea que está colocada na PPF. Com o 
objetivo de conseguir: retenção maior e estabilidade maior. 
Na medida que vamos ter uma caixa maior, teremos resistência tanto no 
sentido gengivo-oclusal como no sentido lateral. Vai ter resistência no sentido 
vestibulo-lingual e no sentido mésio-distal. 
 Tipos de retenção em PPR 
- Extra-coronária (grampos de retenção), apoiado no dente 
- Intracoronária (dentro do limite das coroas dos dentes), preso no dente e na 
PF, tendo uma retenção friccional. 
 Como funciona os encaixes: (PROVA) Relação biomecânica das PPR a 
encaixe: 
- Retenção por fricção e travamento antero-posterior. (não acontece com a 
prótese a grampo, pois é mais superficial) Pelo fato de ter uma retenção intra-
coronária, tem um travamento antero posterior e uma retenção friccional. Tem 
uma reteção e estabilidade maior, pelo travemento que existe no sentido V-L e 
M-D. 
Essa é uma grande diferença entre as PPR a encaixe e a grampo -> PROVA 
- Ponto de fulcro localiza-se em uma porção mais central do dente. Se localiza 
na porção mais central do dente, porque o braço de alavanca também vai mais 
para baixo, o braço de potência aumenta e o braço de resistência diminui. Só 
pode fazer prótese a encaixe (primeira limitação), em dentes que tenham 
suporte ósseo adequado, proporção de no mínimo 2:1 (dois de raiz, 1 de 
coroa); suporte pequeno não é indicado para PPR e encaixe. 
Obs: existe o encaixe extracoronário, ele é semi rigido, apresenta algum tipo de 
movimentação. Dentro do encaixe existe uma mola que vai permitir que a 
prótese a encaixe se movimente no sentido ocluso-gengival (esse movimento 
existe para dissipar as cargas para a fibromucosa, não pressionando os dentes 
remanescente). O encaixe utilizado para classe 1, deve ser semi rigido, 
extracoronário. 
- Força direcionada ao longo eixo do dente. (Pelo fato do ponto de fulcro ser 
mais para baixo, as forças serão mais axiais, por isso os dentes remanescentes 
devem ter um bom suporte ósseo, para não entrar em mobilidade) 
 Em relação as PR a grampo, quais as vantagens aos dentes pilares do 
sistema de encaixes 
- Travamento V-L e M-D, evitando forças tangenciais. (A fêmea é uma caixinha, 
ela não permite movimentos no sentido V-L e M-D, ela trava o movimento) 
- Eliminação da ação de cunha dos apoios (os apoios quando não bem 
adaptados, podem fazer ação de cunha, de plano inclinado sobre a face oclusal 
do dente, a prótese a encaixe elimina isso. 
- Maior fixação da prótese (tendo uma fixação maior e melhor, o paciente tem 
mais segurança com a prótese a encaixe quando mastiga alimentos duros, 
porque a retenção friccional é maior que a flexibilidade do braço do grampos 
em uma PPR a grampo) 
- Eliminação do braço de retenção vestibular, não tem comprometimento 
estético. 
 O encaixe necessita de espaço. Necessita de espaço nessas três 
dimensões 
- Vertical, altura vertical. O dente precisa ter coroa clínica adequada. 
- Vestíbulo-lingual, diametro no sentido V-L 
- Mésio-distal, diametro no sentido M-D 
Os preparos para coroa total nesses dentes é diferente do que na PPF, porque é 
mais invasivo, porque tem que dar espaço suficiente, para que o encaixe fique 
dentro do limite do dente, intracoronalmente. (tem uma caixinha na região); se 
tiver uma polpa mais volumosa, faz primeiro o tratamento endodontico e 
depois começa o preparo e continua a prótese. 
 Os encaixes como retentor direto devem prover: 
- Suporte (estabilidade) 
- Retenção 
- Reciprocidade (estabilização e resistência aos movimentos horizontais) 
- Fixação 
É um trabalho mais invasivo, mais caro e deve ser muito bem indicado. 
 O encaixe deve estar dentro do perimetro do dente, deve ser 
intracoronário. 
 
 Como podem ser os encaixes por ordem de resiliência (propriedade de 
se deformar e voltar a posição original): 
 
Nas situações de prótese de extremidade livre utiliza encaixe de resiliência, 
tem que ter uma movimentação 
- Classe I, totalmente rigido (não se movimenta) (sempre será intracoronário) 
- Classe II, movimentação vertical. Utiliza para próteses de extremidade livre a 
encaixe. (encaixe com movimentação vertical, o encaixe não pode ser 
intracoronário, tem que ser extracoronário) (extracoronário) 
- Classe III, dobradiça. Utiliza muito pouco (tem movimentação vertical e 
lateral) 
- Classe IV, próteses que apresentam encaixes rotacionais, normalmente 
encaixes esféricos, que são feitos sobre raizes ou implantes. (rotacionais, 
coloca o encaize sobre a raiz e permite a movimentação) 
 Tipos de encaixe: 
- Encaixes pré-fabricados ou industrializados (encaixes de precisão, vem de 
fábrica, macho e fêmea juntos; a peça vem soldada) 
- Encaixes fabricados no laboratório (encaixes de semi-precisão, não tem a 
quantidade de contatos friccional que existe no encaixe de precisão, são mais 
frouxos, porque permitem um tipo de movimentação) 
Encaixes de precisão: prótese cujo sistema de retenção é dado por dois 
dispositivos perfeitamente adaptados, que através de fricção consegue dar 
retenção e estabilidade. Tem pontos de contato do macho com a fêmea muito 
maior; tendo um aumento da retenção friccional. Compra pronto e depois são 
soldados na peça protética. Podem ser feitos de platina, niquel platina, ouro, 
normalmente os encaixes são feitos de metais nobres, por isso são caros. 
Encaixes de semi-precisão ou encaixes individuais: são encaixes construidos 
pelo próprio profissional ou técnico, por meio de um processo normal de 
fundição, com um braço palatino ou lingual que funciona solidamente com o 
macho, aumentando a superficie de atrito. É um sistema macho/fêmea com um 
braço de oposição. 
Vantagens dos encaixes de semi-precisão: Podem ser utilizados em dentes 
curtos, mais curtos que o normal, mas consequentemente terá menos retenção 
e também podem ser menoresque os encaixes de precisão 
Os encaixes de semi-precisão vem no mercado na forma de plástico. No 
enceramento da peça é colocado no perímetro do dente e fundido tudo ao 
mesmo tempo com a PPR, já vem do fabricante pronto e depois é soldada a 
peça. 
Medida: 4mm para encaixe de semi-precisão e 5mm para encaixe de precisão 
(no sentido ocluso-gengival). E a distancia da gengiva marginal livre de 2mm, 
ou seja, para encaixes de precisão deve ter uma coroa clínica de 7mm e para os 
encaixes de semi-precisão 6mm. -> Para ter retenção e estabilidade adequada. 
Mas as vezes não tem isso. 
Encaixes de semi-precisão (também chamados de Thomson?): 
-A retenção é dada pelo braço individual e a retenção indireta pelo contato de 
descanso com a parede axial. 
- A fêmea é esculpida durante o enceramento ou peça já fundida, associada ao 
delineador. 
- Sempre o grampo de oposição/lingual é adicionado para aumentar a retenção 
friccional e para guiar o paciente para colocar a peça. O braço lingual é o guia 
para a prótese entrar e sair 
- A retenção é obtida pelo abotoamento na região disto-lingual e uma 
depressão esférica é feita com a metade da broca esférica n°4. 
 Ângulo morto: quando o encaixe não fica no perímetro do dente (caso 
clínico: não ficou no perímetro do dente porque o desgaste feito no 
dente foi insuficiente) 
Para remover a prótese existe um pontinho. 
Os encaixes intracoronarios requerem um espaço de no mínimo 4mm e 
espessura vestibular no minímo 3mm, o ideal é que tenha mais, pelo menos 5-
6mm. 
Encaixe de semi-precisão: Chanfrado para coroa total com a broca 2135 e 
depois faz uma caixa, se tiver uma polpa mais volumosa, faz o tratamento 
endodontico antes. O encaixe individual é de plástico, o sistema macho e 
fêmea coloca no delineador (juntos). Passa o isolante para troqueis, coloca em 
posição, dentro da via de inserção, prende com a cera e remove => a fêmea fica 
na posição, dentro da via de inserção. Vai ser fundido a coroa e a parte fêmea 
do encaixe. E atrás faz o espaço para o grampo lingual ou de oposição. O 
macho é soldado com liga de niquel cromo, porque ele vai ser preso, fundido, 
soldado à armação da PPR, que vai ser posteriormente feita. (todos são 
colocados na mesma via de inserção). 
O encaixe de semi-precisão pode ser mais ou menos retentivo, dependendo da 
forma do encaixe proximal e da quantidade de contatos que vai ter no sistema 
macho e fêmea. 
O formato do encaixe atua no controle de rotação, em ordem crescente o grau 
de travamento estão: encaixes retangulares, triangulares, circulares e cauda de 
andorinha. O encaixe retangular dá uma boa retenção, porque as paredes 
proximais dão retenção e estabilidade adequados. Tem um retangular que ele é 
expulsivo, para situações que precisa de pouca retenção, porque o encaixe saí 
mais fácil. A forma básica do encaixe é retangular, porque permite um pouco 
de rotação. Mas pode ser cauda de andorinha, ele tem retenção maior, porque a 
area que vai haver a fricção também vai ser maior. 
 Onde vai se localizar as caixas de suporte: Adjacentes ao espaço 
protético (normalmente), entre dois dentes adjacentes mesial e distal, 
em pônticos (quando está feito uma PPF). 
 
 Quanto a localização dos encaixes: 
- Intracoronária (fica no perímetro do dente) 
- Extracoronária (quando está fora do perímetro do dente; usa em encaixes 
que queremos ter algum tipo de movimentação) 
 
 Outro tipo de encaixe: 
-Radiculares 
-Intra-radiculares (também chamados de encaixes esféricos, ou então de 
coroas teslecopicas) 
A coroas telescópicas são coras intracoronárias, ela funciona como um suporte 
para as PPR. 
Os encaixes esféricos (para raizes ou implantes), o encaixe é feito sobre essas 
raizes, permitindo movimentos rotacionais, ela pode movimentar, mas não sai 
do lugar. A fêmea fica na raiz e o macho na prótese removivel ou na prótese 
total. E também pode ser parafusado no implante (a fêmea) e o macho fica na 
prótese. Esse tipo de encaixe permite movimentos rotacionais. 
Movimento rotacional e ocluso gengival: tem uma borracha -> sistema em anel 
(tipo corin) 
 Desvantagens dos encaixes intra-radiculares: 
- Acumulo de placa bacteriana 
- Falta de auto limpeza (pela saliva e pela lingua) 
- Força deslocamento em varios planos, com cargas laterais e torcionais (uma 
raiz sem ter uma boa implantação, não vai suportar) 
RECAPITULAR: 
Encaixes 
 Quanto ao material utilizado: encaixes de precisão 
 semi-precisão (individuais) 
 
 Quanto ao posicionamento: encaixes intracoronários 
 encaixes extracoronários 
 encaixes intra-radiculares 
 
 Quanto a sua movimentação: encaixes rígidos 
 encaixes semi-rígidos 
 
Os semi-rígidos podem ter: movimentação vertical 
 vertical e horizontal 
 rotacional 
 
 Encaixe de retenção magnética 
Síndrome da combinação (síndrome de kelly): Acontece seis mudanças: 
- perda da DVO 
- discrepância do plano oclusal 
- posicionamento facial anteriorizado da mandíbula 
- desenvolvimento de hiperplasia fibrosa e inflamatória 
- má adaptação da peça 
- mudanças periodontais 
 
Caso clínico: paciente com prótese removível má adaptada, teve uma 
reabsorção muito grande na região anterior, porque ele só mastigava na região 
anterior, o osso alveolar reabsorveu todinho. E teve uma hiperplasia grande na 
região anterior. O tuber do paciente desceu, porque não tinha contato dentário. 
Dentes anteriores inferiores destruiram, e tinha um rebordo descendente por 
distal -> poliesculiambose 
Nessa paciente foi utilizado o encaixe de retenção magnética. 
 
Aula 12: Procedimentos laboratoriais em prótese parcial removível 
 
1. Tudo se inicia com a anamnese e exame clínico, na prótese que tem suporte 
mucoso é importantíssimo pois muitos controles sistêmicos vão ter influencia 
na prótese, no seu prognostico de uso. Com a anamnese bem feita 
conseguimos ter uma ideia de se vai machucar menos ou mais, já se tem uma 
ideia em relação a retenção e a estabilidade com relação ao comprometimento. 
Depois você faz a adequação da boca do paciente( incluindo periodontia, 
dentistica, exodontias, endodontias...), no prontuário é necessário ter 
informações sobre o tipo do rebordo, características sistêmicas para além de 
outras coisas definir o tempo e a duração do tratamento. Para se fazer um 
plano de tratamento, deve ser levar em consideração a correta sequencia do 
tratamento: você faz o exame do paciente( intra e extrabucal), organiza o 
tratamento por sessões. Ao fazer o exame clinico não há apenas a avaliação 
das condições gerais da boca do paciente, mas também dos seus aspectos 
psicológicos e sistêmicos. *O plano de tratamento deve ser individualizado. 
2. Para avaliação de saúde bucal do paciente, devemos fazer analise dos 
tecidos moles( lábio, língua, bochecha, palato), alergias por metal, lesões 
potencialmente malignas, apertamento, presença ou não de cárie, mobilidade. 
Iremos fazer analise do dente suporte, para ver se ele suporta a estrutura da 
PPR, ver se esse dente tem mobilidade, se apresenta inclinação maior que 45º, 
avaliar o grau de destruição da coroa, interferências oclusais, desgastes, 
restabelecimento da dimensão vertical. É no exame clínico que você analisa a 
necessidade ou não de ter de montar o modelo em articulador, o exame clínico 
é complementado com o exame radiográfico e vamosao modelo de estudo. O 
modelo tem de ser vazado com muita precisão, pois para fazer o delineamento 
é preciso que o modelo esteja integro, não esfarelando ou quebrado, ou ainda 
que tenha bolha em alguma região, quando essas falhas estão localizadas nos 
pilares dentais fica inviável o uso do modelo. Seguindo a sequencia de 
delineamento, independente da técnica escolhida( roth, rouch ou dos três 
pontos) vamos estabelecer um eixo, a via de inserção, vamos traçar o equador 
protético, analisar as áreas retentivas dos dentes pilares principais e marcar 
esses pontos, observar presenças ou não interferências oclusais, ósseas ou 
mucosas ou vertentes de bordas que estão estranguladas ou retentivas, você 
pode alterar o eixo de inserção para melhorar a estética ou a retenção. 
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Sticky Note
Técnica de Roach - selecionar dois pontos posteriores, alinhados, e um anterior, entre os incisivos centrais, entre o terço incisal e o terço médio.
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Sticky Note
Técnica de Roth ou das bissetrizes: faz-se o traçamento das bissetrizes tanto no sentido V-L quanto MD (dos dois lados) dos dentes mais inclinados da arcada. Cada ponto referir-se-á a um vértice do triângulo equilátero, correspondente ao plano de inserção e remoção.
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3. Depois do delineamento vamos fazer o desenho esquemático ou a 
determinação dos elementos que vão constituir a infraestrutura metálica. A 
professora Juliana disse que gosta de estabelecer uma sequencia para o 
desenho da estrutura: classificação da arcada,posicionamento dos apoios , 
grampos de retenção, grampos de oposição, conector maior, sela, conector 
menor e retentores indiretos depois que eu analiso a linha de fulcro, se 
necessário( seguindo essa sequencia você contempla todos os itens). Portanto, 
vamos classificar a arcada segundo Kennedy e depois definir os elementos da 
PPR, depois do delineamento você sabe se vai usar o grampo por distal ou 
mesial, você define o grampo. 
Temos um rol de grampos para uma única situação clinica, ex: em um ultimo 
molar com espaços intercalados você aprende que não precisa de um grampo 
muito retentivo, pode ser um grampo de ação por abraçamento ou 
circunferencial dos tipos que temos. Se estiver na distal vai ser um 
circunferencial simples, se for na mesial vai ser um reverso. 
4. Terminada a escolha do desenho, iremos fazer adequações se necessário, 
que é o estabelecimento de desgaste do plano guia, para que não haja 
interferência dos ângulos mortos na via de inserção que já foi estabelecida, ou 
se necessário você cria áreas retentivas, acrescentado material no dente, por 
meio do enceramento e resina composta. 
5. Terminado isso no modelo, se faz o preparo de boca, esse preparo pode ser 
só os nichos, quando eu não tive nenhuma guia para confeccionar áreas 
retentivas ou transferir essas áreas e também os nichos, nos dentes 
posteriores eles são nas proximais e também triangulares e nos anteriores eles 
são na região do cíngulo preferencialmente por meio de acréscimos em resina 
composta. 
6. Moldagem da infraestrutura metálica: na removível a gente sempre vai 
moldar a infraestrutura metálica, no caso das situações em que temos extremo 
livre além da estrutura metálica, temos que fazer uma segunda moldagem da 
área edentula para copiar melhor o tecido ósseo e mucoso, sendo uma segunda 
etapa na moldagem funcional, quando o espaço edentulo é pequeno ou classe 
III com pequenas modificações ou classe IV pequenas eu só faço a etapa da 
infraestrutura metálica. 
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7. O modelo funcional da estrutura metálica tem de ser delineado novamente, 
quando fazemos o delineamento fixamos o pino no modelo de estudo ou 
prego, pode fazer por meio da capa do CD( no HUB El prefere a técnica direta 
do prego, pq o cd é perdido com frequência), portanto quando perpetuamos 
esse eixo no modelo de estudo, a gente fixa a mesinha/platina e põe essa 
platina nesse mesmo eixo no modelo de trabalho ou também chamado de 
funcional e ai reavaliamos se todos os pontos que encontramos no modelo de 
estudo, estão presentes no modelo de trabalho antes de ir para o técnico e ele 
vai fazer a mesma coisa. 
8. Mandamos para o técnico o modelo de estudo desenhado, o desenho no 
papel com observações e o modelo de trabalho, por meio do modelo de estudo 
o técnico reposiciona, coloca em delineador e começa a fazer o enceramento 
para a infraestrutura, ou seja, se eu mandar só o modelo e o desenho o técnico 
não tem como voltar a posição definida por nós, sempre precisa ir o guia do 
eixo determinado. 
*No modelo de trabalho vc não fixa o pino, pois pode haver interferência na 
área de um conector maior. 
*Para fixar o pino, você faz um furinho no modelo de estudo, essa perfuração 
tem que ser retentiva portanto usamos uma peça de mão esférica, faz-se um 
cilindro e depois abrimos a base com um formato piramidal, a cabeça do prego 
deve ir até o final do furo. Com um pouco de resina acrílica o prego é fixado, 
isso permite que o técnico posicione o modelo novamente na mesa flexora na 
posição em que você determinou, se eu não fixo nada, o técnico terá de fazer 
um novo delineamento que dificilmente coincidirá com o que você estabeleceu. 
Portanto além do desenho no papel, mandamos o modelo de estudo 
desenhado e fixado, pode-se fixar com prego, ou pinos pra troquel e ainda tem 
a técnica com CD. 
9. Então o modelo vai para um procedimento laboratorial de fundição da 
estrutura metálica, que é o foco desse aula. 
Processo de fundição do metal 
É pelo método refratário da cera perdida, portanto o técnico inclui a peça em 
um material refratário que é o revestimento, tem partículas de gesso (a base do 
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revestimento é gipsita) mas a maioria dos revestimentos hoje são aglutinados 
por outros minerais, sendo esses sílica ou fosfato, o fato é que ao se injetar 
uma liga metálica liquida dentro do gesso, ele não suporta a temperatura, vai 
esfarelar contaminando a liga. O que se obtém é um molde em negativo do 
enceramento, isso se faz incluindo o enceramento no revestimento, ai 
aquecemos esse molde levando ao derretimento da cera o que gera uma 
cavidade e assim nesse espaço formado a liga liquida é injetada, espera o 
resfriamento depois o conjunto é quebrado e se faz o acabamento e o 
polimento (resumo simplificado). 
É importante conhecer o processode fundição para que o profissional consiga 
analisar a estrutura metálica antes de inserir na boca do paciente. O processo 
de fundição inclui o enceramento da infraestrutura, esse enceramento vai ser 
incluído em um revestimento para se obter o molde em negativo da área 
encerada, ai temos uma etapa importantíssima que é a de fusão da liga, com 
seus métodos e temperaturas diferenciados para as diferentes ligas pois isso 
tem uma grande influencia na qualidade do meu trabalho, a liga tem de ser 
injetada no revestimento, ela vai ser resfriada e esse resfriamento pode ser 
lento ou rápido, as ligas que tem metais não nobres devem ser resfriadas de 
maneira lenta, não pode ser resfriada de maneira rápida pq elas tem maior 
possibilidade de sofrer oxidação, esse conjunto deve ser desincluido sem ser 
danificado e por fim se faz o acabamento e o polimento. 
 Etapa 1: enceramento 
A cera que é feita para a infraestrutura metálica é a mesma cera que utilizamos 
para obter a infraestrutura em fixa, copy, uma restauração metálica. A cera é 
muito friável e frágil, por isso é acrescentado elementos sintéticos de carga 
para melhorar a resistência e também reduz o coeficiente de expansão térmica, 
portanto para o técnico ter uma secção transversal em semicírculo, ele deve 
complementar, vai esculpindo com esculpidores específicos. Para termos 
rigidez e flexibilidade em uma mesma infraestrutura o técnico deve esculpir 
adequadamente. 
*Comparação entre a copia pequena de fixa e a removível: com o copy o 
técnico encera a os dentes ausentes para confeccionar a fixa, depois que ele 
encera não pode tocar mais pq a cerâmica é muito friável, se encostamos com 
a mão ela danifica, então como não se pode tocar, ele remove a peça com um 
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Sticky Note
A elasticidade do grampo de retenção depende da largura , comprimento, secção transversal, tipo de liga, tratamento térmico e calibragem, assim, um bom senso deve ser aplicado no enceramento para que o grau de flexibilidade seja o desejado. 
dispositivo de cera ou plástico chamado de ?, ou canal de alimentação ou 
conduto de alimentação, por esse canal de alimentação é posicionado em um 
anel de função, esse anel de função se pesquisado em livros antigos era uma 
estrutura de metal, contudo hoje usamos uma estrutura de silicone chamada 
de anel de livre expansão, esse tem uma expansão controlada que vai 
compensar a contração de solidificação da liga, quando a gente injeta uma liga 
até ela se resfriar ela contrai, portanto é um processo delicado pois eu tenho 
que controlar o quanto o molde vai expandir e pra compensar o quanto a liga 
vai contrair, isto tudo se não for bem feito a peça não encaixa. O técnico coloca 
um anel em volta do modelo e vasa o revestimento, esse revestimento é um 
material parecido com o gesso mas você não mistura água e sim um liquido 
especial que tem minerais adicionais e apresa dele é bem mais rápida, ainda 
tem a necessidade de ser manipulado a vácuo, não podendo ser manual, a 
presa em média é de 15 a 20 minutos. Terminada a presa, é colocado em um 
forno que deve ser programado no patamar de aquecimento da liga que eu vou 
fundir, ou seja, se a fundição vai ser de níquel-cromo preciso estabelecer um 
patamar de aquecimento que é de 1200 graus celcius e devemos aquecer 
lentamente para controlar a expansão da liga que é de 1.8 a 2%, se for em 
paládio-prata o aquecimento é menor, cerca de 1000 graus celcius, tem outro 
patamar de aquecimento pois o paládio-prata contrai menos, se for em ouro a 
media de temperatura é de 800 graus celcius. Continuando, a liga escolhida vai 
ser fundida e ela vem em forma de lingotes, a quantidade de lingotes que o 
técnico irá precisar para fazer a peça depende da densidade da liga, o técnico 
vai avaliar a quantidade de liga relativa ao trabalho que deve ser feito e de 
acordo com isso ele estabelece o preço do seu trabalho. Quando a liga está 
totalmente fundida, no estado liquido, ela é colocada em uma centrifuga onde 
tem o cadinho que é o local onde vai o lingote, quando a centrifuga gira injeta 
a liga para o interior do molde em negativo, depois de resfriada o técnico 
fratura o revestimento sem danificar a peça e faz o polimento. 
As ligas odontológicas é uma combinação de pelo menos dois metais, contudo 
esses metais precisam ter compatibilidade no que se refere a temperatura de 
fusão, resfriamento e expansão. Se você juntar metais com ponto de fusão 
muito diferenciado o que ocorre é qe aquele que se liquefaz primeiro passa a 
incorporar impurezas. Portanto uma liga boa é aquela que tem intervalo de 
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fusão pequeno. Toda liga tem um intervalo de fusão, na maioria das vezes esse 
intervalo vai de 300 a 100 graus Celsius entre os metais presentes. 
o Ligas 
A classificação correta das ligas inclui as altamente nobres, as nobres e as 
básicas ( classificação da ADA). As altamente nobres são compostas por 40% de 
ouro e pelo menos 20% de algum elemento nobre( na odonto os únicos metais 
nobres que usamos é o ouro, platina e o paladio e o ouro é o mais barato dos 
três), a altamente nobre tem de ter oura na sua composição;as nobres tem pelo 
menos 25% de elementos nobres e liga básica tem menos de 25%de elementos 
nobres ou ainda não tem nenhum elemento nobre. 
*quanto menor a quantidade de metal básico na liga, menor também será sua 
oxidação. A prata não é um elemento nobre. A ordem em que vem o nome de 
uma liga, por exemplo, níquel-cromo que dizer que tem maios porcentagem do 
níquel em relação ao cromo. 
*os metais tem essa duas características: maleabilidade que é a capacidade de 
sofrer compressão e ser transformado em placa e a ductibilidade que é a 
capacidade de formar fios. 
o Ligas para removível 
O que precisamos ter em uma liga para removível? Na sua maior parte a 
infraestrutura tem que ser rígida, o paciente deve poder mastigar sem que a 
estrutura sofra flexão, a única região que deve ser flexível é a ponta do grampo 
de retenção, no resto tudo deve ser rígido. Quando da mastigação do paciente 
há atrito portanto a liga deve ter boa resistência ao desgaste,elevada 
resistência a flexão e em contrapartida boa resistência a fadiga na ponta do 
grampo de retenção pois esse local terá que flexionar. Como se dá essa 
flexibilidade da ponta ativa do grampo de retenção?é o técnico que diminuindo 
a secção tranversal ainda no enceramento, dimuindo a espessura da liga 
consegue isso. Deve ainda, a liga, ter boa resistência a corrosão e ser 
biocompativél (*o níquel tem grande potencial alergênico e alguns pacientes 
tem alergia a ele). 
Para a removível utilizamos três tipos de ligas: 
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1) cobalto-cromo ou cobalto-cromo-niquel que é a que mais usa. Elementos que 
podem está presentes nessa liga: o cobalto é o principal elemento, ele vai dar a 
rigidez do metal contudo o cobalto não sobrevive sem o cromo e sem o níquel. 
É o níquel que forma a camada passivadora que vai estabilizar o cromo e vai 
impedir sua oxidação, ou seja, seu papel é o de resistir tanto a corrosão como 
ao manchamento, não deixando ele oxidar, o níquel também diminui o 
intervalo de fusão da liga e em contra parida aumenta a ductilidade da liga e é 
ai que entra o carbono que é chamado de elemento endurecedor das ligas, 
sendo sempre usado em uma liga para corrigir a ductilidade, mas você não 
pode usar muito pq se não a liga fica quebradiça. O carbono então aumenta a 
rigidez e a dureza. Você pode, ainda, incorporar vários outros metais que são 
os oxidantes (metal de sacrifício, eles tem alto poder de oxidação) e também os 
endurecedores que são fatores secundários. As ligas de cobalto cromo são 
atacadas pelo hipoclorito de sódio, sendo que a água sanitária tem esse 
composto, e quando pensamos em limpeza de PPR, uma das indicações é 
deixar a prótese com água sanitária uma vez na semana para fazer a limpeza, 
portanto deixando a prótese com essa liga em imersão por muito tempo em 
hipoclorito ela vai oxidar e muitas vezes o grampo de retenção pode até 
fraturar. Outro fator é que o uso de hipoclorito para a limpeza em próteses 
novas é desnecessário, as indicações de uso é para aqueles pacientes com 
desequilíbrio da microbiota e que por algum motivo não consegue mais 
controlar a higiene da prótese. O cloro também deixa a gengiva com um 
aspecto amarelado. 
2) ouro extraduro tipo IV que é uma liga nobre, que tem pouco ouro, tem mais 
platina e paladio e é muito cara. Hoje em dia é inviável, caiu em desuso pois o 
tratamento com removível iria ficar muito caro e hoje com os implantes isso 
não se justifica. 
3) titânio e titânio-aluminio-valadio, a liga de titânio foi desenvolvida pra fixa 
mas deu errado, contudo ele é muito biocompativél, é leve e resiste muito 
mecanicamente. O titânio é disponível no mercado, não é caro quando 
combinado em liga (titânio-aluminio-valadio), contudo sua fundição só pode 
ser feita em condições especiais e devido a isso é preciso maquinário 
especifico e caro, o titânio também proporciona a confecção de uma peça 
muito mais leve e para o paciente é muito mais confortável. O problema é que 
é de difícil acesso nos laboratórios do Brasil. 
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* você pode acrescentar carbono em uma liga mas ele tem influencia é na 
mecânica, pois ele compensa a combinação de metais. 
* As ligas para removível, em que a mais usada é a de cobaltocromo, deve ter 
boa resistência a corrosão e ao meio bucal, a densidade deve ser mais baixa 
que a das ligas nobres e isso é bom para o conforto do paciente, deixando a 
secção transversal menor, com estruturas mais leves e menos volumosas. Além 
disso, são adequadas para que a gente tenha a característica da rigidez com 
baixa quantidade de metal e ela é adequada para que se tenha flexibilidade na 
ponta ativa do grampo, conseguindo ter essa dupla função: rigidez e 
flexibilidade dependendo da secção transversal do elemento quando ele é 
encerado. 
Quando a liga tem um intervalo de fusão alto temos uma sequencia 
diferenciada no que se refere ao revestimento e fusão da liga. O revestimento 
que usamos para altas temperaturas são os aglutinados por fosfato ou por 
sílica(os aglutinados por gesso só podem entrar em contato com ligas até 900 
graus celcius. O processo de fusão das ligas pode ser feito com maçarico que 
combina gás oxigênio com acetileno, o maçarico é ligado a cilindros, podemos 
ter o maçarico gás-ar que chega a uma temperatura de até 1000 graus celcius, 
ou o gás-oxigênio que chega em média a 1500 graus celcius e ainda, o oxigênio-
acetileno que chega até 1700 graus celcius. Quando você funde uma liga, ela 
tem que ter pelo menos 200 graus a mais do que a ultima temperatura de 
fusão presente na liga e nesse caso o maçarico de 1500 graus não é suficiente 
para levar uma liga de alta fusão ao estado liquido, portanto o único maçarico 
adequado para essa liga é o oxigênio-acetileno que atinge temperatura 
considerável. O processo de fusão também pode ser feito através da máquina 
de indução é por fusão elétrica, tem um eletrodo que encosta e por indução faz 
a transferência de calor, podendo chegar a até 2500 graus celcius e assim 
funde qualquer coisa. 
*A contração da liga de alta fusão é relativamente alta, de 2,3, é considerada 
alta e vai ser compensada pelo aquecimento do molde de revestimento. 
 Técnica de fundição 
O modelo de trabalho enviado para o laboratório é moldado pelo técnico que 
faz u molde de revestimento e esse molde é incluído naquele anel junto com a 
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peça(pausa= sabendo que na removível tem um monte de areas que são 
aliviadas: a sela, os conectores menores, etc. O técnico pega cera e deposita em 
todas as áreas que devem ser aliviadas). Então para o processo de fundição o 
modelo de trabalho será duplicada para a fase de revestimento e o 
enceramento é feito no modelo duplicado. O revestimento utilizado é o por 
sílica ou fosfato que suportam temperaturas mais elevadas e que sofrem maior 
expansão. Para desincluir essa peça fundida depois, separando do molde, essa 
peça deve ser resfriada em temperatura ambiente ou em resfriamento lento de 
bancada que vai levar em média 48 horas para que a peça não sofra oxidação 
excessiva. 
*Juliana dá um exemplo de um outro tipo de enceramento:em que temos um 
conducto de revestimento principal e cinco condutos secundários, em PPR isso 
é importante para que o metal consiga chegar nos vários locais necessários 
sem sofrer esfriamento, criando falhas. 
*revestimento: vem um pó igual do gesso, vê a proporção em peso e o anel de 
livre expansão tem de 20, 50, 60, 70(vários diâmetros para a gente incluir de 
modelos pequenos a grandes) variando para se adequar aos diferentes 
tamanhos de removível, tem a proporção de pó e liquido e o liquido do 
revestimento não é água é um liquido especial. 
A fusão da liga, como já foi dito, pode ser feito por um método mais empírico 
que é a fusão com maçarico ou por um método mais controlado, que a 
máquina faz, que é a fusão elétrica. 
o Maçarico: quando o técnico liga o maçarico e a mistura de gás entra em 
combustão, a chama tem mais de um metro, só que a parte usável é 
apenas um pedacinho (que é a área azulada),chamada de zona 
redutora ou zona de redução. Isso ocorre pq se trabalharmos antes 
dessa região o gás ainda não sofreu toda a queima e se trabalharmos 
depois que passa a chama azul, temos o gás queimado que se oxidou, 
portanto nas áreas adjacentes a zona redutora não temos temperatura 
adequada para alcançar a fusão. O maçarico tem vários bicos para que 
a chama possa ser direcionada. 
o Elétrica: o primeiro forno desse foi desenvolvido na Alemanha, 
chegando no Brasil muito caro, o que dificultava sua compra. Hoje esse 
forno já é produzido no valor bem mais barato sendo que dificilmente 
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Sticky Note
JUliana está desmaiada!nullnull
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o técnico perde algum trabalho, dando a possibilidade de pequenas 
empresas adquirirem. Quando o método é por centrifuga tende a falhar 
mais, pois pode dá bolhas e falhas. Agora esse método da indução e 
depois pela injeção por pressão não há falha. Então,o forno tem um 
eletrodo de fusão elétrica que aquece e transmite essa temperatura 
para o lingote, podendo o técnico programar essa temperatura até 
2500 graus celcius. O legal é que ele é programado de forma digital, 
não tendo o erro humano, a participação humana é apenas no 
posicionamento do lingote (na parte de cima) e o molde de 
revestimento (na parte de baixo), além do não contado com o oxigênio, 
é feito a vácuo. A professora trouxe um esqueminha pra mostrar pra 
gente, portanto procurem nos slides. Deixando claro, quando a liga é 
fundida em maçarico depois ele passa pela centrifuga( posiciona o 
cadinho, o molde de revestimento, gira o pistão da centrifuga e ela 
injeta), no caso do forno, ele é adequado para qualquer tipo de liga e 
permite a expansão do titânio pq tem a atmosfera inerte, não tem 
oxigênio no momento de fusão da liga, tem um processo de limpeza, 
em duas camaras entra o gás argônio e sai o oxigênio. Nesse forno 
temos um compartimento superior e um inferior, no superior fica o 
lingote( a liga) e no inferior tem uma plataforma que sobe e desce para 
adequar a altura do molde de revestimento, depois da entrada do 
argônio forma vácuo em tudo, descontaminando os dois ambientes, e 
ai passa a entrar argonio somente na camâra superior e na parte 
inferior permanece o vácuo, e é nesse momento que por indução há o 
aquecimento do lingote. Quando a liga fica totalmente no seu estado 
liquido a plataforma abaixa e há um encaixe perfeito com uma região 
da plataforma inferior e assim a liga pode ser injetada por pressão do 
argônio e abaixo o vácuo que puxa, isso é chamado de sistema por 
injeção a vácuo-pressão, sendo mais eficiente que a força centrifuga. 
Essa máquina economiza tempo. 
*O técnico depois tem de desgastar algumas regiões com broca e depois polir 
até ficar brilhante. 
*Relembrar é viver( puta que pariu eu daria essa aula em meia hora): enviamos 
a peça para o técnico, que faz a duplicação em revestimento, encera, inclui, 
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fundi e da polimento. Terminado isso, faremos a prova na boca do paciente até 
chegar a acrilização. 
 Acrilização 
Quando a infraestrutura volta, a gente vai fazer a prova da infraestrutura na 
cavidade bucal, nesse prova devemos avaliar se ela tem a mesma adaptação 
que ela apresenta no modelo na boca do paciente, isto em relação a apoios e 
grampos de retenção e oposição e quando temos uma prótese bimaxilar é 
importante, se montamos o caso em MIH ou em RC, observar se a relação que 
nos estabelecemos é a mesma com a infraestrutura, pois é comum os apoios 
interferirem na oclusão, temos que fazer uma avaliação tanto com o paciente 
de boca aberta como com a boca fechada. Depois de checada a adaptação, 
fazemos a montagem em articulador na posição intermaxilar que nos 
determinamos, seja ela em RC ou MIH. Quando da confecção de uma 
removível, podemos usar, ao invés do arcofacial o plano de camper e para 
montagem do inferior usar a máxima intercuspidação habitual. Depois da 
montagem em articulador, é escolhida a cor, tamanho e forma dos dentes, para 
que o laboratório realize a montagem. Os dentes montados retornam para a 
prova funcional em cera, e ai nos vamos reavaliar todos os fatores ditos 
anteriormente ( dimensão vertical, oclusão, estética, cor do dente) e tudo 
precisa está de acordo com as fases clinicas que realizamos. Nesse momento, 
fazemos a seleção da cor da gengiva para a realização da acrilização. 
o A gengiva tem duas escalas, uma simples que apresenta as colorações 
em rosa claro, rosa médio e rosa escura que hoje pouquíssimos 
laboratórios usam, devido sua estética ruim e temos a gengiva 
caracterizada do sistema Thomas Gomes que imita pigmentação 
melânica, pigmentação especifica da gengiva, vasos sanguíneos, que é 
uma escala personalizada. 
Antes de falar da acrilização, a professora fez um resumo, rápido para falar de 
resina acrílica: a resina acrílica é um polímero, a base dela é o metilmetacrilato 
que é um monômero, na fase de polimerização há a quebra das duplas ligações 
do monômero, levando a formação do polimetilmetacrilato. As resinas são 
classificadas por apresentar polimerização química(autopolimerizáveis) ou 
térmica. 
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Na ativação térmica temos ainda a ativação do modo convencional que é em 
panela ou em polimerizadoras ou ainda em água quente no microondas, onde 
temos um ciclo de polimerização mais rápido pq o calor incide de forma mais 
intensa. Na resina de ativação química temos várias opções, tendo as resinas 
rígidas ou resilientes. A maioria das resinas é sob a forma de pó e liquido, 
sendo eu no pó a gente tem o monômero e o liquido são partículas do acrílico 
triturado, a contração do liquido é muito alta de 7 a 8%, quando misturamos o 
liquido no pó, em relação de 3 de pó para 1 de líquido,a gente reduz essa 
contração de polimerização, é importante um controle dessa contração de 
polimerização pois ela tem uma influencia direta no procedimentos realizados. 
A resina de polimerização química tem um ativador químico, ou seja, o que 
varia nas resinas é o ativador e não o iniciador . as resinas de ativação térmica 
que são sempre na forma de pó e liquido, elas tem no póo monômero e no 
liquido partículas pré-polimerizadas e são resinas de uso laboratorial. 
*As resinas de ativação química tem propriedades mais desfavoráveis, já as 
térmicas por terem um grau de conversão de polimerização maior, elas tem 
propriedades mecânicas melhores e deveríamos, portanto, preferir o uso das 
térmicas nos nossos trabalhos finais para aumentar a durabilidade. 
Resina de ativação térmica convencional: tem como ativador o banho em água 
quente, pode ser na panela ou em um aparelho chamado de 
termopolimerizador onde tem uma cuba com termostato e através de um 
termostato elétrico vc tem o aquecimento da resina. 
*As resinas de ativação convencional não podem ser ativadas com microondas, 
pois se eu uso um liquido convencional em microondas ele vai volatilizar 
rápido e a resina vai ficar cheia de bolinha dentro. 
*Temos dois ciclos de polimerização da resina termicamente ativada, o curto 
tem duração de três a quatro horas, nas primeiras horas deixamos a resina na 
murfla em um banho de água quente variando entre 76 e 78 graus, na ultima 
hora de polimerização a gente vai aquecer até 100 graus celcius e deixar por 
uma hora, já no ciclo longo, dependendo do fabricante é preconizada a 
temperatura variando entre 76 e 78 graus durante oito ou nove horas, isso 
para a resina sofrer uma polimerização lenta, sem a volatização do monômero, 
se o monômero volatiliza menor grau de convenção, menor polimerização e 
isso tem implicações na mecânica do material. 
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Resina de ativação térmica com microondas: são resinas especificas, a 
polimerização em microondas tem vários ciclos curtos, o que economiza 
tempo, no microondas a murfla não pode ser metal, tem de ser de vidro, o 
calor é fornecido para a resina através de microondas que esquentam água da 
cuba onde a resina está inserida, temos uma variedade de ciclos, contudo 
alguns autores preconizam o de 500 watts por cinco minutos. O maior 
problema dessa técnica é o próprio microondas pois não temos como regular 
sua potencia com absoluta certeza, e com o tempo essa potencia vai sendo 
perdida também e isso implica em falha no trabalho laboratorial. 
Quando comparamos uma resina térmica com a química entendemos por que a 
preferência é a resina térmica. A resina térmica polimeriza bem mais, quando o 
material polimeriza mais sobra menos liquido ou monômero, quando sobra 
muito monômero depois de um tempo ele volatiliza e forma um poro no local, 
se eu tenho mais poro, eu perco em resistência mecanica, onde eu tenho 
porosidade também tenho menor estabilidade de cor, mancha mais. Contudo 
quem contrai mais é o mesmo que polimeriza mais, portanto esse é o 
incoveniente da resina térmica, o modelo de gesso inibe a contração da resina. 
Devido a esse incoveniente as resinas químicas são mais favoráveis para os 
procedimentos clínicos, feitos na boca do paciente. Deixando claro que a resina 
química também sofre contração mas é menor pq ela polimeriza menos. 
O processo de inclusão na murfla é essencialmente desenvolvido para evitar a 
contração de polimerização em partes da estrutura e para evitar a desaptação 
significativa dos nossos trabalhos em resina térmica. 
 Acrilização em removível 
Depois que provamos os dentes em cera enviamos para o laboratório para a 
finalização, primeiro você inclui a prótese na murfla, para obtermos uma 
cavidade em negativo das partes que serão substituídas por resina acrílica que 
é a cera e a base de prova, a infraestrutura e os dentes permanecem. 
o A murfla: tem a base, a contra murfla e a tampa. 
Na base colocamos o modelo funcional, preenchemos com gesso, e na 
removível só vai ficar exposto onde tem dentes, o gesso colocado na base da 
murfla é preferencialmente o tipo 2, comum, pois tem que ser um gesso que a 
gente quebre com facilidade, sem danificar o acrílico,entre a base da murfla e a 
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contra murfla é feito um alivio para que essas partes possam abrir depois com 
facilidade, esse selamento pode ser feito com selac que é uma camada mais 
fina, mas pode ser feito com cera uma camada um pouco mais grosso que 
facilita pra prensar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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