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AULA TMR PG 2020 (1)

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Treinamento Muscular Respiratório
Exemplo de um programa de treinamento físico 
Paciente R.T., Pós TX cardíaco, evoluiu com complicações, 
necessidade de VM por 8 dias, sedado (RASS -1/0), em diálise, SNE 
e SNG.
MRC atual: 32 Pimáx -28cmH2O
SEG TER QUA QUIN SEX SAB DOM
MANHÃ EENM MMII + 
TMR
EENM MMSS + 
TMR + treino 
tronco
EENM MMII + 
TMR 
EENM MMSS + 
TMR + treino 
tronco
EENM MMII 
+ TMR 
EENM MMSS + 
TMR + treino 
tronco
EENM 
MMII + 
TMR
TARDE Exs atvs/assist
+ Ciclo MMII
EENM MMII + 
Exs atvs/assist
Exs atvs/assist
+ Ciclo MMII
EENM MMII + 
Exs atvs/assist
Exs
atvs/assist + 
Ciclo MMII
EENM MMII + Exs
atvs/assist
Ciclo 
MMII + 
TMR
NOITE TMR TMR TMR TMR TMR TMR
Considerar:
Exs atvs: Ponte, Isométricos, atvs
livres treino troca de posturas. 
Discutir transf. para poltrona 
programada
Treinamento Muscular Respiratório
CASOS DE APLICAÇÃO
Cada grupo deverá mostrar a resposta 
simultaneamente
5 min para discutir e escolher a resposta
Treinamento Muscular Respiratório
CASO CLÍNICO 1
Pcte J.E.R., 56 anos, 5º PO de Tx Pulmonar Bilateral por Fibrose Idiopática, estável HDN sem DVA,
taquipneico leve em CN 3 l/min, SPO2 98%, nega dispneia ao repouso, cansa aos moderados esforços, FM
grau 3, requer moderado/máximo auxílio para transferências.
Você Fisioterapeuta, irá atender este paciente e tem o objetivo de treinar a transferência para que o
paciente saia do leito com o mínimo de auxílio sem desconforto respiratório. Qual das condutas abaixo
vocês acham que ajudaria mais?
a) TMR com Power Breathe (~ 30% da PImáx, 2x ao dia) após o treino de transferência
b) TMR (~ 50% da PImax, 2x ao dia), antes do treino de transferência e realizaria o treino de transferência
com a paciente no BIPAP
c) TMR (50% da PImax, 2x ao dia) intercalando 1 série com 1 série do treino de transferência
(Sentar/levantar por exemplo)
d) TMR (30% da PImax, 2x ao dia), antes do treino de transferência feita com o paciente no BIPAP.
Treinamento Muscular Respiratório
RESPOSTA: B ou C
• Capacidade respiratória durante o 
exercício
• OFERTA x DEMANDA
• Renovação do gás alveolar e eliminação 
de CO2
• Treinar em contexto de atividade.
Treinamento Muscular Respiratório
Paciente G.B.F., 68 anos, traqueostomizada há 5 anos por sequela de um AVCH, em casa fica em NEBO2
contínua, usa BIPAP somente para exercício, possui cuidadora e serviço de home care. Interna na UTI com
quadro de Sepse de foco pulmonar, necessitando de VM, DVA, sedação profunda/curare para controle da VM
por 4 dias.
Após estabilidade do quadro, retirado DVA, Sedação e curare, paciente permanece em VM. Foram realizadas
algumas tentativas de transição para o BIPAP, a última com sucesso. Paciente já foi de alta para SEMI INTENSIVA,
com MRC de 38, PImax – 28 cmH20 e você irá atendê-la.
Seu objetivo é realizar o desmame do BIPAP-TQT para Nebulização. Porém a paciente não consegue ficar fora do
BIPAP por mais de 10 min, pois refere muita dispneia e piora o padrão respiratório, mesmo em repouso. Qual
seria sua conduta?
a) TMR com 30% da PImax 1x ao dia, associado a curto períodos de NEB e treinamento físico (Cicloergômetro de
MMII, EENM e Cinesioterapia) para aumentar FM
b) TMR com 50% da PImáx, 3x ao dia, associado a fortalecimento muscular com cargas progressivas
c) TMR com 30% da PImax 2x ao dia, associado a períodos de NEB e treinamento físico para aumentar FM
d) Períodos controlados de NEB para treinar a resistência e endurance da musculatura respiratória.
Treinamento Muscular Respiratório
Resposta A ou C
Para a prescrição do TMR, podemos usar o valor da PImáx para determinar uma
porcentagem de carga para treinamento (entre 30 e 60%), levando em consideração dos
princípios do treinamento físico (Sobrecarga, especificidade e reversibilidade), onde
devemos sempre aumentar as cargas se o paciente tolerar, a prescrição deve ser
específica para a condição do paciente e a importância da continuidade do treino, pois
se não ocorrer de forma sistemática, os pacientes não atingirão os melhores resultados.
Treinamento Muscular Respiratório
Paciente T.G.I., 70 anos, interna na UTI com quadro de exarcebação do DPOC devido PNM. Estável HDN sem
DVA, necessitando de VNI por períodos, FM grau 5, independente nas transferências, porém cansando aos
mínimos esforços, ainda apresentando alguns picos febris. Em casa já usa O2 domiciliar, limitado para as AVD´S
devido a dispneia.
Você como fisioterapeuta irá atendê-lo. Ao realizar os exercícios respiratórios simples, o paciente relata piora da
dispneia e te questiona por que você irá fazer TMR nele. O que você faria?
a) Explica que o TMR dessensibiliza os receptores pulmonares e minimiza a dispneia.
b) Explica que o treinamento da musculatura respiratória auxilia no melhor direcionamento de fluxo sanguíneo
para o restante do corpo, reduzindo a necessidade de oxigênio nos músculos periféricos e reduzindo a falta
de ar
c) Você conversaria com o médico e decide que talvez não seja o melhor momento para iniciar o TMR
d) Explica que o TMR aumenta a capacidade de endurance do diafragma e irá melhorar a dispneia
Treinamento Muscular Respiratório
Resposta C
Os benefícios do TMR são variados e incluem: Menor tempo de VM, menor
tempo de internação em UTI e Hospital, condicionamento respiratório para
as atividades de vida diária (AVD´s) e redução da sensação de dispneia.
PORÉM ......
O paciente internou por PNEUMONIA e ainda está apresentando PICOS
FEBRIS, ou seja, o processo infeccioso ainda está ativo, que já deixa o
metabolismo mais acelerado (Aumento da temperatura, FC e FR), o que
justifica a dispneia aos mínimos esforços.
Os processos infecciosos exarcebam doenças crônicas como DPOC e ICC.
Treinamento Muscular Respiratório
Paciente R.S., 45 anos interna no hospital para realizar Tx Multivisceral. Após o procedimento, a paciente
chega à UTI IOT, instável HDN com DVA, sedada, RASS -5. Ao passar dos dias a paciente vai apresentando
sinais de melhoras, porém sem condições de ser extubada.
No 10º PO, após fazermos a avaliação diária da VM, paciente preenche todos os requisitos para ser
extubada. Porém ao realizar o TER a paciente falha nos primeiros 5 minutos. No 2º teste, realizamos a
medida de PImáx (- 15 cmH20) e avaliamos o MRC (26).
Diante disto, qual a sua estratégia para evoluir o desmame da VM desta paciente?
a) Iniciaria o TMR com carga de 30% da PImax 2x ao dia, associado a treinamento físico
b) TMR com carga possível e número de repetições que a paciente consegue fazer.
c) EENM diafragmática associado a treino com carga (máximo que a paciente consegue fazer), 2x ao dia e
treinamento físico intercalado com o TMR
d) EENM diafragmática 3x ao dia, associado a treinamento físico
Treinamento Muscular Respiratório
Resposta C ou D
A recomendação é de associar treino com carga a EENM (mesmo com
cargas baixas ou a carga que o paciente consegue fazer), pois além do
estimulo elétrico, haverá o estimulo neural agindo sobre o diafragma,
favorecendo os resultados.
É possível aumentar o número de sessões da EENM, pois a utilização de
frequências e correntes baixas não expõe os músculos a fadiga e associado
ao treinamento físico que também favorecerá o ganho da musculatura
respiratória.
Treinamento Muscular Respiratório
Paciente R. R. T., 56 anos, portador de DPOC, deu entrada no hospital com quadro de IRpA grave, sendo sedado e entubado
imediatamente, transferido para UTI com diagnóstico de Pneumonia. Parâmetros ventilatórios: Modo PCV, PC10, PEEP 8, FR
18/29, FIO2 35%, Vc 420ml, SPO2 84%. Após 4 dias de internação na UTI em ventilação mecânica, é discutido em visita
multiprofissional sobre desmame da VM.
Ao realizar o teste de respiração espontânea (TRE) a paciente falha por desconforto respiratório. Ao investigar o motivo da
falha, você realiza uma medida de Pimáx e o paciente apresenta resultado de -30 cmH20. Você submete o paciente a mais 2
testes de respiração espontânea, sem sucesso (Considerado desmame difícil a falha em 3 TRE’s).
Após discussão em equipe,