Casos Av2 Pratica V
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Casos Av2 Pratica V


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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR DESEMBARGADOR PRESIDENTE 
DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RIO DE JANEIRO 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nome..., nacionalidade..., estado civil..., Advogado, devidamente inscrito na 
Ordem dos Advogados do Brasil, seção..., sob o nº... com escritório profissional, sito na 
Rua..., onde recebe intimações e notificações vêm mui respeitosamente, perante uma 
das Colendas Câmaras desse Egrégio Tribunal, impetrar o presente: 
 
HABEAS CORPUS LIBERATÓRIO COM PEDIDO DE CONCESSÃO DE 
LIMINAR 
 
em benefício do paciente JOAQUIM BASTOS, brasileiro, solteiro, médico, residente e 
domiciliado na Rua X, RJ, o qual vem sofrendo violenta coação em sua liberdade, por 
ato ilegal e abusivo do r. juízo da 2ª Vara de Família da Capital do Rio de Janeiro, pelos 
motivos de fato e de direito a seguir delineados: 
 
I- SÍNTESE DOS FATOS 
 
O paciente teve sua liberdade privada em razão do não pagamento de pensão 
alimentícia para seus filhos menores, que foi determinada pela 2° Vara de Família da 
Capital. 
Ocorre, Excelência que o paciente não efetuou o pagamento dos alimentos na data 
determinada pelo juízo, porque estava desempregado há seis meses e não tinha condições 
de pagar. Ademais, esta foi a razão pela qual havia passado os últimos quatro meses sem 
efetuar o pagamento. 
Salienta-se que o Débito foi devidamente quitado, depositado de forma integral 
pelo vizinho do paciente na conta bancária da mãe dos menores. Porém ao prosseguir até 
a vara de família para apresentação do comprovante de depósito, o paciente fora 
surpreendido com o mandado de prisão e seu recolhimento à mesma. 
 
DO DIREITO 
Não obstante o fato de o paciente não ter quitado os débitos alimentares em virtude 
da sua impossibilidade financeira, teve decretada a sua prisão por esse motivo. Nota-se, 
que a decisão em questão não levou em consideração o Entendimento da nossa Suprema 
Corte, que entende que a prisão por ausência de pagamento da pensão alimentícia, é 
excepcional, somente sendo aplicada em situação de não pagamento indesculpável, se 
não veja o entendimento firmado em sede do HABEAS CORPUS 121.426/SP, que teve 
como relator o Ministro Marco Aurélio: 
 
PRISÃO CIVIL \u2013 EXCEPCIONALIDADE \u2013 PRESTAÇÃO 
ALIMENTÍCIA X SALDO DEVEDOR. A prisão por dívida de 
natureza alimentícia está ligada ao inadimplemento inescusável 
de prestação, não alcançando situação jurídica a revelar 
cobrança de saldo devedor. 
 
Com efeito, constata-se que decisão pela prisão do paciente não houve 
proporcionalidade e nem razoabilidade, sendo aplicada de forma indiscriminada pela 
autoridade coatora, sem levar em considerações as razões que levaram àquela situação. 
Ao restringir o direito de ir e vir do impetrante, o M.M. juiz da 2° Vara de Família 
da Capital, infringe norma constitucional que assegura o direito à liberdade do indivíduo, 
e uma vez que haja violação desse direito, cabe a concessão de habeas corpus para pôr 
fim a coação da liberdade de locomoção. É o que infere da leitura do Art. 5°, inciso 
LXVIII da CF, in verbis: 
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer 
natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros 
residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, 
à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: 
LXVIII - conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer 
ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua 
liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder; 
 
DO PEDIDO DE LIMINAR 
 
Diante da antijuricidade na decretação da prisão do paciente, é indubitável que, 
seja concedida liminarmente o direito à liberdade dele, por ser medida de justiça. 
Importar destacar a presença dos pressupostos autorizadores da concessão da 
liminar, quais sejam, o \u201cpericulum in mora\u201d e \u201cfummus boni iure\u201d. Que se solidificam no 
comprovante de pagamento dos débitos alimentares e na decisão que decreta a prisão do 
paciente. Sendo a medida liminar asseguradora de um direito do paciente, qual seja a sua 
liberdade, até o julgamento de mérito por esta colenda câmara. 
Cabe citar o artigo 660, § 2º do Código de Processo Penal, que contempla a 
concessão da liminar, haja vista que textualmente impõe: \u201cSe os documentos que 
instruem a petição evidenciam a ilegalidade da coação, o juiz ou o tribunal ordenará que 
cesse imediatamente o constrangimento.\u201d 
Frente ao exposto, a presente ordem de habeas corpus deve ser concedida 
liminarmente com o fim de obstar a prisão do paciente. 
 
DOS PEDIDOS 
Diante do exposto, resta induvidoso que o paciente sofreu constrangimento ilegal 
por ato da autoridade coatora, o Excelentíssimo Senhor Juiz de Direito da 2° Vara de 
Família da Capital, circunstância \u201ccontra legem\u201d que deve ser remediada por esse 
Colendo Tribunal. Isto posto, com base no artigo 5º, LXVIII, da CF, requer: 
a) A oitiva da Douta Procuradoria de Justiça na condição de fiscal da lei, para que 
apresente parecer; 
b) A requisição de informações ao Meritíssimo Juiz da 2° Vara de Família da Capital, 
ora apontado como autoridade coatora; 
c) A confirmação no mérito da liminar pleiteada para que se consolide, em favor do 
paciente, a competente ordem de \u201chabeas corpus\u201d, para fazer cessar o 
constrangimento ilegal que o mesmo vem sofrendo, como medida da mais inteira 
Justiça, expedindo-se, imediatamente, o competente ALVARÁ DE SOLTURA, a 
fim de que seja o paciente posto em liberdade; 
 
 
Nesses termos, 
Pede e aguarda deferimento. 
 
Local e data. 
 
ADVOGADO 
 
OAB/UF n°.... 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO 
TRIBUNAL FEDERAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
PARTIDO POLÍTICO X, pessoa jurídica de direito privado, regularmente 
inscrito no CNPJ ..., e no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº ..., por meio de seu Diretório 
Nacional, com sede em ..., por seu advogado infra-assinado, com escritório profissional 
localizado ..., vem propor a presente 
 
AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE COM PEDIDO DE 
LIMINAR 
 
com fundamento no art. 102, I, a, da Constituição Federal de 1988 e na Lei nº 9868/99, 
em defesa da Lei Federal nº 0002/00, pelas razões de fato e de direito abaixo expostas: 
 
I- DO CABIMENTO 
 É cediço que a Ação Declaratória de Constitucionalida é remédio utilizado sempre 
que uma lei ou ato normativo federal estiver sendo amplamente debatido, quanto a sua 
constitucionalidade. 
Nesse diapasão nota-se que a pertinência da presente ação para que se ponha fim 
a controvérsias nas decisões judiciais acerca da constitucionalidade ou 
inconstitucionalidade do art. 1° da Lei 11.340/2006. Lei esta que foi decretada pelo 
Congresso e sancionada pelo Presidente da República versando sobre matéria de direito 
material e processual penal. 
Desta feita, forçosa é a constatação do preenchimentos dos requisitos para a 
propositura desta ação, nos termos do art. 14 da Lei 9.868/99. 
 
II- DA LEGITIMIDADE ATIVA: 
 
 O Art. 103 da Constituição Federal dispõe sobre aqueles que seriam partes 
legítimas para ingressar com a Ação Declaratória de Constitucionalidade, dividindo-os 
em legitimados universais que não precisam demonstrar a pertinência temática, e os 
legitimados especiais, que precisam demonstrar a pertinência temática. 
O Diretório Nacional do partido político X possui legitimidade ativa para a 
propositura da presente ação, conforme preceitua o art. 103, VIII, da Carta Magna, sendo 
desnecessária a comprovação de pertinência temática para tanto, haja vista que se trata de 
tema com manifesta importância para o regime democrático, na forma do art. 17, da CF. 
Ademais, possui representação no Congresso Nacional, tendo sido criado de acordo com 
a Lei nº 9096/95. 
 
III- DA RELEVANTE CONTROVÉRSIA JUDICIAL: 
 
Conforme acima mencionado, existe forte controvérsia nas decisões judiciais 
acerca
Natalia
Natalia fez um comentário
Muito bom
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