PAPER OFICINAS PEDAGÓGICAS
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PAPER OFICINAS PEDAGÓGICAS


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1 Thaise Américo 
2 Juliana Sanches Grichi 
Centro Universitário Leonardo da Vinci \u2013 UNIASSELVI - Pedagogia (PED 1833) \u2013 Prática Interdisciplinar VII \u2013 
07/05/2020 
 
 
 
Thais Silva Lima¹ 
 Juliana Sanches Grichi2 
 
 
RESUMO 
 
 
 
 
 
 
 
Palavras-chave: Oficinas Pedagógicas. Práticas Interdisciplinaridade. 
 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Por melhores que sejam a estrutura física, o corpo técnico e os recursos tecnológicos 
oferecidos por uma instituição. Sua qualidade só será realmente reconhecida devido a excelência 
dos resultados que ela obtém com seus alunos. Para isso, ela precisa se reinventar e buscar 
alternativas diversas que façam com que seus alunos demonstrem interesse em participar, tendo 
em vista o crescente desinteresse e a indisciplina dos alunos, que valorizam cada vez menos, os 
professores e a própria escola. Tudo isso decorrente do acelerado desenvolvimento científico-
tecnológico. O acesso às informações vem com uma velocidade cada vez mais acelerado, o que 
determina uma constante necessidade de aprender e inovar. 
Nesse sentido, o ensino deve ser repensado e renovado didática e metodologicamente, o 
que requer um novo posicionamento do professor em sala, inovando sempre suas aulas. Para que 
este possa proporcionar ao educando condições para conhecimento do conteúdo, sua 
compreensão e a oportunidade de aplicação do mesmo em situações concretas, além de criação, 
desenvolvimento de novos conhecimentos. 
A utilização de oficinas pedagógicas no ensino, pode promover as mudanças almejadas 
pois, trata-se de uma metodologia que pouco tem do modelo tradicional de ensino, pois está 
voltada para realização de atividades coletivas, onde se promove a investigação, ação e reflexão, 
integrando o conhecimento teórico com a prática. 
Este paper caracteriza a oficina pedagógica como forma de construir conhecimento a 
partir da ação e da reflexão sobre as oportunidades práticas que essa metodologia de ensino 
proporciona. 
O objetivo deste paper é apresentar considerações a respeito da importância do uso das 
oficinas pedagógicas como estratégia de ensino e aprendizagem. Busco compreender o que são 
oficinas pedagógicas, entender sua importância e como cria-las de forma interdisciplinar, de 
que maneira essas oficinas acrescentam nas práticas de ensino, por que os alunos aprendem 
mais facilmente e quais são as dificuldades encontradas na realização dessas oficinas. 
 
OFICINAS PEDAGÓGICAS 
 
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2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
No âmbito educacional, a articulação entre teoria e prática encontra na metodologia das 
oficinas pedagógicas um recurso oportuno. 
A junção entre teoria e prática é sempre um desafio. Entre pensar e fazer algo, há uma 
grande distância que, no entanto, pode ser vencida. Um dos caminhos possíveis para a superação 
dessa situação é a construção de estratégias de integração entre teóricos e práticas, o que, 
fundamentalmente, caracteriza as oficinas pedagógicas. 
Por tanto oficina pedagógica é uma forma de construir conhecimento, com ênfase na 
ação, porém, com a base teórica. 
Uma oficina é uma oportunidade de vivenciar situações concretas e significativas, 
baseada no tripé: sentir-pensar-agir, com objetivos pedagógicos. A metodologia da oficina muda 
o foco tradicional da aprendizagem, passando a incorporar a ação e a reflexão. Historicamente, o 
termo oficina foi aplicado a diferentes situações. 
De acordo com Betancurt (2007), esse conceito de oficina estendeu-se à educação pelo 
interesse do desenvolvimento de uma metodologia de aprendizagem colaborativa (em grupo), 
caracterizada pelo aprender fazendo. Segundo Ander-Egg (1991), a ressignificação dessa 
terminologia do ponto de vista pedagógico sofreu e sofre variações. Na América Latina, 
inicialmente, as oficinas eram aplicadas na educação quando se desejava ensinar técnicas e 
habilidades específicas, próprias de um determinado ofício. 
Na história da pedagogia contemporânea, Freinet (apud Ander-Egg, 1991) utilizou o 
termo oficina para referenciar a forma de se estabelecer conexões entre o conhecimento que se 
transmite ao aluno e o seu cotidiano, ou melhor, para que os alunos aprendam habilidades que 
lhes serão úteis no dia a dia. 
Para tanto, Freinet classificou as oficinas em dois tipos: oficinas de trabalho, com ênfase 
em trabalhos manuais, dentre os quais estão a oficina agrícola e a de criação de animal, oficina 
de carpintaria, oficina de costura e cozinha e oficina de construção, mecânica e comércio; 
oficinas com ênfase no trabalho intelectual, dentre as quais oficina de organização e catalogação 
de documentos fichamento, uso de dicionário e enciclopédias, utilização de mapas e bibliotecas, 
oficinas de experimentação, destacando o estudo da fauna e flora, uso de microscópio, 
experimentos químicos e investigações científicas, oficinas de criação gráfica onde se 
preparavam materiais escolares, revistas e livros, oficinas de criação artística onde se formavam 
artistas \u2013 pintores, escultores, atores, modelos e músicos (Ander-Egg, 1991). 
Hoje a utilização do termo oficina é justamente no sentido de se construir espaços 
pedagógicos onde os sujeitos poderão construir, coletivamente, suas aprendizagens, que se 
propõe, como estratégia, método de organização didática as oficinas pedagógicas. Para a 
elaboração de uma oficina, a escolha do tema de estudo é fator determinante. 
Corrêa (2000), aponta como estratégias para a realização desta perspectiva de trabalho, 
as seguintes etapas: decidir o tema de estudo, que se refere à escolha realizada por pessoas que 
se propõe a construir uma oficina, reunir todo o material possível sobre o tema, buscando 
subsídios em materiais como revistas, filmes, livros, mas também nas conversas cotidianas; o 
entendimento do tema que será abordado, que se dará através do estudo desenvolver estratégias 
para poder dizer sobre o tema, podendo referir-se a qualquer meio disponível ou possível de ser 
criado. (CORRÊA, 2000, P.150). 
 
 
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\u201cTodo tipo de educação baseia-se na comunicação, como qualquer interação social, mas 
o modelo de educação comunicativa reforça esta direção e lhe dá, também um sentido mais 
profundo e humanístico\u201d (REYZÁBAL: 2001, p.53-4 
Na oficina surge um novo tipo de comunicação entre professores e alunos. É formada 
uma equipe de trabalho, onde cada um contribui com sua experiência. O professor é 
dirigente, mas também aprendiz. Cabe a ele diagnosticar o que cada participante sabe e 
promover o ir além do imediato. (VIEIRA et al, 2002. p.17). 
 
\u201cO ponto culminante dessa problematização é fazer que o aluno sinta a necessidade da 
aquisição de outros conhecimentos que ainda não detém, ou seja, procura-se configurar a 
situação em discussão como um problema que precisa ser enfrentado. (DELIZOICOV e 
ANGOTTI 2002, p. 200). 
 
Entende-se assim, por oficinas pedagógicas, espaços e tempos de aprendizagem coletiva, 
onde os sujeitos terão oportunidade de produzir conhecimentos a partir das interações grupais. 
Nas oficinas pedagógicas, a sala de aula se transforma em espaços livres, dinâmicos, abertos. 
Local para dizer e ouvir coisas, experiências, vivências as quais serão compartilhadas por todos 
os sujeitos, que efetivamente, tornar-se-ão atores e atrizes sociais das suas histórias e dos seus 
conhecimentos. 
Segundo CORCIONE : \u201cQuem pensa em oficina, lembra logo, por associação de ideias, 
de trocas, peças, trabalho, conserto, reparo, criatividade, transformação , processo, montagem... 
São todas as ideias que compõem o significado da oficina que