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Natália F. de Moraes – R.A.: 001201702735 Responder os seguintes questionamentos com pesquisa, sobre o assunto e deixar dúvidas que por ventura não conseguiram achar respostas: 1. Qual a sequência correta de montagem de mesa cirúrgica para exodontia de terceiro molar na classificação 3C de Pell & Gregori, mésio-angulado ? - Pinças para campo cirúrgico; - Pinças para antissepsia do paciente; - Espelho; - Instrumentos e materiais para anestesia (seringa carpule, agulhas e tubetes de anestésicos); - Instrumentos para diérese (cabo de bisturi, lâminas de bisturi, tesoura Metzembaum); - Instrumentos para divulsão (delocadores de Molt e Freer, sindesmótomo e afastadores); - Instrumentos para osteotomia e odontosecção (peça reta, alta rotação, brocas esféricas e brocas tronco-cônicas, saca brocas, cinzéis e martelo); - Instrumentos para exérese (elevadores/alavancas seldin e apical); - Instrumentos para curetagem (cureta de Lucas); - Instrumentos para regularização do osso alveolar e remoção de espículas ósseas (lima para osso e alveolótomo (pinça goiva)); - Instrumentos para irrigação e aspiração (seringa, agulha, soro fisiológico, cuba, aspirador cirúrgico e gaze); - Instrumentos para hemostasia (pinças hemostáticas); - Instrumentos para síntese (porta-agulhas, agulha, fio de sutura, pinças Allis, pinça Adson e tesoura) 2. Descreva como devemos realizar a exodontia de um primeiro molar superior, como raízes divergentes e proximidade ao seio maxilar. 3. Quais são as diferenças entre uma alveolite seca e por corpo estranho e qual o tratamento de cada uma? As alveolites são quadros de natureza inflamatória que envolvem porções ósseas mais superficiais do alvéolo dentário. Manifestam-se entre 48 e 72 horas pós cirurgia com sintomatologia exacerbada em dor, halitose, gosto metálico na boca, dor irradiada para ouvido ou região orbital, podendo alguns pacientes apresentar ainda, mal-estar geral e hipertermia. A alveolite seca instala-se quando não se verifica a formação do coágulo sanguíneo pós- extração, ficando o interior do alvéolo seco, ou seja, com exposição do respetivo osso e correspondentes terminações nervosas, conduzindo a uma situação de desconforto e dor muito acentuada, na alveolite seca temos exposição do osso e odor. Na alveolite umida, pode-se ver produção de pus e sangramento, o que pode ser causado por reações a corpos estranhos existentes no interior do alvéolo, provocando mau cheiro e dor intensa, mas que, geralmente, não é tão forte como na alveolite seca. TRATAMENTO DA ALVEOLITE SECA: -Irrigação com solução antisséptica morna (água fenolada 1:1.000), sem traumatismo mecânico, para deixar as paredes expostas que formam a estrutura óssea intra-alveolar; -Secagem do alvéolo pelo uso de gaze; -Aposição intra-aveolar de um tampão contendo medicamentos com atividades antissépticas, analgésicas, e de estímulo a granulação. Esse tampão servirá também para obstruir o alvéolo, impedindo a entrada de alimentos onde poderiam atuar como corpo estranho ou, ainda, necrosar-se. O tampão que usamos, de forma rotineira, é uma pasta de oxido de zinco e guaiacol aposta, sem pressão, dentro do alvéolo, que deve estar bem seco (Gregori, 1960). TRATAMENTO DA ALVEOLITE POR CORPO ESTRANHO: -Anestesia; -Acesso ao local do alvéolo onde se encontra o corpo estranho e sua remoção por curetagem; -Obtenção e estabilização de um novo coágulo. 4. Quais são os espaços que os processos infecciosos podem drenar, quais os seus limites e suas consequências quando ocorre uma infecção nestes espaços. 5. Como realizamos a técnica anestésica infra-orbitária extra-oral, e quais as estruturas anestesiadas ? O bloqueio do nervo-infraorbital é uma técnica anestésica bem conhecida e muito utilizada por cirurgiões buco-maxilo-faciais em cirurgias orais, no reparo de lacerações no lábio superior em adultos e no manejo da dor pós operatória associada com cirurgias de lábios fissurados. Esse bloqueio pode também ser utilizado para ajudar a diagnosticar neuralgia da segunda divisão do nervo trigêmeo. Malamed (2004) descreveu o bloqueio no nervo infraorbitário como método eficaz para alcançar a profunda anestesia pulpar na área do incisivo central superior até o canino. As polpas do pré-molares e raiz mésio-vestibular do primeiro molar também são anestesiadas em cerca de 72% dos pacientes que recebem bloqueio do nervo infra- orbitário. Marzola (1999) indica essa técnica para intervenções nos incisivos, caninos e pré-molares superiores em uma única etapa, e para intervenções nos tecido moles da hemiface superior (asa do nariz, pálpebra inferior, e lábio superior). TÉCNICA ANESTÉSICA DO NERVO INFRA-ORTIBAL EXTRA-ORAL Deve-se localizar o forame infraorbitário, essa localização é estimada através de uma linha imaginária vertical paralela ao plano sagital que cruza a pupila e outra perpendicular que cruza a espinha nasal anterior. O forame se localiza 6 a 7 mm abaixo do rebordo inferior á órbita. Para o bloqueio pela técnica extra-oral, a agulha é inserida aproximadamente 1 cm inferior ao forame infra-orbital e avança para cima em direção ao forame. A agulha é inserida obliquamente de baixo para cima, para evitar a passagem através do forame para a órbita. NERVOS ANESTESIADOS: nervo alveolar superior anterior, nervo alveolar superior médio e nervo infraorbitário (ramos: pálpebra superior, nasal anterior e labial superior) ÁREAS ANESTESIADAS: incisivos central e lateral superior, caninos superior, 1º e 2º pré- molares superiores e raiz mesio-vestibular do 1º molar superior, tecido gengival vestibular, periósteo, osso alveolar da região , pálpebra inferior, asa do nariz e lábio superior. 6. Quais são as indicações para uma exodontia via alveolar? Dentes com foco de infecção Dentes decíduos que não sofreram exfoliação Periodontites avançadas Razões protéticas Razões Ortodônticas Dentes não restauráveis Raízes residuais Dentes Fraturados Fraturas Radiculares Dentes associados a lesões patológicas Dentes em desoclusão Dentes que traumatizem tecidos moles Motivos Econômicos 7. Quando indicamos uma ligadura de um vaso e como devemos realizar. Ligadura é uma manobra de hemostasia definitiva para grandes vasos cuja saída de sangue seja constante e não ocorra a formação do trombo. Um exemplo de vasos que necessitam desta manobra de hemostasia são as artérias de grande calibre, pois à uma grande quantidade de sangue saindo destes vasos associados com a pressão nas artérias. Este método, consiste na obliteração da luz do vaso por meio de fios de suturas NÃO REABSORVIVEIS. 8. Quando devemos realizar uma exodontia via apicectomia e como devemos fazer este procedimento? A apicectomia, também referida como cirurgia periapical, é um procedimento cirúrgico que se efetua ao nível do ápice da raiz dos dentes (término ou ponta das raízes), tendo como objetivo remover lesões intraósseas de origem infeciosa que se formam junto dessa zona, e que vão destruindo o osso maxilar ou mandibular. Para além da remoção da lesão óssea periapical, é também seccionada e removida a ponta ou ápice da raiz (normalmente os últimos 3 mm). A apicectomia radicular é essencialmente considerada em dentes com uma só raiz (apicectomia unirradicular), pois o sucesso deste procedimento em dentes com mais raízes tende a ser bastante menor, pela maior dificuldade inerente. Na base das indicações para este procedimento cirúrgico na ponta da raiz estão as infecções persistentes, já irreversíveis através de tratamentos mais conservadores, como a endodontia ou o tratamento de canal. Normalmente, estas infecções originam a formação de cistos periapicais e/ou granulomas, algumas vezes associados a fístula consequente da formação de abcessos, resultantes de infecções dentárias crônicas. Outras indicações, menos frequentes, prendem-se coma presença de: Dilacerações nas raízes; Perfurações no último terço das raízes; Fraturas de instrumentos utilizados durante uma desvitalização e que ficam retidos dentro dos canais das raízes. Esta última situação, inclusive, pode colocar em risco a realização de alguns tratamentos ortodônticos. Primeiro, o dentista aplica uma anestesia local, com o objetivo de inibir qualquer sensação de dor ou desconforto que possa ser sentida pelo paciente. Em seguida, é feito uma incisão para descolar um pedaço da gengiva e localizar a ponta da raiz do dente. Geralmente, essa intervenção ocorre pelo lado exterior (vestibular) do maxilar, coincidente com a zona do término da ou das raízes. Os profissionais costumam utilizar um bisturi convencional e até mesmo lasers para realizar a delicada incisão. O próximo passo é “cavar” até encontrar a região da lesão. Para isso, o dentista comumente utiliza um trepanador. Feito isso, o dentista retira toda área óssea machucada, que normalmente constitui cerca de 3mm, implicando para isso no corte dos últimos milímetros da ou das raízes dos dentes envolvidos, sendo o interior dos respetivos canais radiculares, posteriormente obturados com amálgama ou outros materiais obturadores biocompatíveis. Assim, é feita uma apicectomia com retrobturação dos canais dos dentes a intervencionar, correspondendo assim a uma cirurgia endodôntica. Por fim, a gengiva é suturada. A fim de verificar se não há reincidência, o dentista faz o controle por meio de radiografias. Se preferir, ele também pode enviar a um laboratório uma amostra de tecido para averiguar mais sobre o assunto, sendo realizada uma análise anátomo-patológica, para melhor caracterização da natureza dele. 9. Como devemos realizar a drenagem de um abscesso via extra oral na região de primeiro molar inferior? 10. Faça uma prescrição medicamentosa para intervir em um paciente que seja alérgico a penicilina, estressado e diabético controlado e com quadro doloroso e com edema? USO INTERNO 1 - Cefalexina 500 mg – 1 caixa. Tomar 01 (um) comprimido (VO) a cada 6 horas por 7 (sete) dias. 2 – Nimesulida 100 mg - 1 caixa Tomar 01 (um) comprimido (VO) a cada 12 horas por 05 (cinco) dias. 3 – Dipirona Gotas Tomar 40 (quarenta) gotas (VO) a cada 6 horas, enquanto apresentar dor espontânea. 11. Em relação a imagem a seguir, responda as questões 1,2,3. 1) Considerando ser um paciente jovem de aproximadamente 20 anos, sem alterações do seu estado clinico geral, de a classificação de Pell e Gregori? A) Em relação ao Ramo Classe III B) Em relação ao plano oclusal Posição B C) Em relação a posição Mésio-angulado D) Em relação as raízes Raízes convergentes com curvatura normal e próximas ao canal mandibular. 2) Justifique a indicação de exodontia do elemento dentário (terceiro molar) da figura acima? Todos os dentes inclusos devem ser removidos, no caso do paciente, não existe contraindicação para não fazer a remoção, pois o paciente é jovem e não apresenta alterações no seu estado clínico geral. Não são todos os dentes inclusos que causam problema clínico significativo, mas todos têm esse potencial. Por isso a indicação de remoção do dente, para se evitar problemas clínicos futuros, como a periodontite, pericoronarite, cáries e problemas ortodônticos. Quando é necessário realizar a remoção de um dente incluso? - Quando a gengiva está constantemente inflamada (inchada) no local. - Quando a arcada dentária do paciente não tem espaço para acomodá-lo - Quando o dente nasce na posição errada, impedindo a mordida correta - Quando o dente está incluso (dentro do osso) e não há espaço para ele sair - Quando não existe o dente oposto, não havendo mastigação sobre ele - Quando o paciente não consegue higienizar adequadamente, gerando infecções por conta de tártaro e cáries. Se ao menos um destes fatores estiver presente é de extrema importância a exodontia do dente siso pois pode acarretar em diversos outros problemas. 3) Para exodontia do elemento dentário da figura acima, responda? a) Qual a técnica anestésica deve ser utilizada? Bloqueio regional da mandíbula, técnica pterigomandibular direta ou indireta, ou a técnica do plexo cervical: utilizamos anestesias nesta região quando for realizar a remoção de um terceiro molar inferior muito incluso. Área de introdução: Puncionar sentido ângulo da mandíbula e depositar cerca de meio tubete anestésico. b) Qual tipo de incisão devemos realizar? Descreva? Incisão em envelope ou incisão relaxante Newman. c) Devemos realizar osteotomia? Como deve ser realizada? Sim, após o tecido mole ser rebatido, o osso que recobre a superfície oclusal do dente é removido com broca carbide (Zecrya). Osso oclusal, vestibular e na distal abaixo da linha cervical do dente impactado deve ser removido. Não remover osso na lingual da mandíbula. Osso oclusal é removido primeiro, para expor a coroa, seguida da face vestibular abaixo da linha cervical. Confeccionar canaleta entre o dente e o osso (promove acesso para alavanca-ponto de apoio). A) Quando da remoção de uma impacção mesioangular, osso vestibular e distal é removido para expor a coroa do dente e sua linha cervical. B) A parte distal da coroa é seccionado do dente. C) Após a porção distal da coroa ser liberada, um elevador apical reto é inserido na face mesial do terceiro molar, e o dente é luxado com movimento rotacional e leve movimento do elevador. d) Descreva a técnica de exodontia propriamente dita? e) Descreva a técnica de sutura para esse caso? Sutura simples ou interrompida ou suturas em X. A agulha atravessa 0,5 cm através da borda incisada (IMPORTANTE RESPEITAR ESSA DISTÂNCIA ENTRE A MARGEM LIVRE E O PONTO ONDE A AGULHA TRANSFIXA A PELE, BUSCANDO TAMBÉM MANTER UM INTERVALO DE CERCA DE 1 CM ENTRE UM PONTO E OUTRO) deixa esse espaço entre um tecido e outro para não necrosar. O nó deve ficar fora da linha de incisão, lateralizado. A incisão sempre começa da direita para esquerda ou distal para proximal. Sua colocação deve aproximas as bordas da feria com idêntica altura, evertendo-as discretamente com a mínima tensão. Segurar o porta-agulha na mão dominante em um ângulo de 90 graus. Na mão não dominante, segurar uma pinça como uma caneta. Em seguida, everter, gentilmente, a borda da ferida sem comprimir muito o tecido. Com o movimento de pronação do punho, inserir a agulha na pele em um ângulo de 90 graus. Realizar a supinação do punho para transfixar a agulha em um trajeto curvilíneo através da derme e do tecido subcutâneo. Quando chegar ao centro da ferida, fixar a ponta da agulha com a pinça temporariamente, para montar a agulha no porta-agulha antes de completar a outra metade da ferida. Everter o bordo oposto da ferida e transfixar a agulha com o movimento de supinação do punho, iniciando nos planos mais profundos do centro da ferida até a exteriorização da agulha na pele. Puxar o fio de sutura, deixando 3 cm de cauda no orifício de entrada. Confeccionar o nó de cirurgião, seguido por mais 2 nós simples. ATENÇÃO!! Puxar o nó para um lado da ferida, de modo que este não fique sobre os bordos colapsados. Pois, isto impede que o nó seja incorporado ao coágulo que se forma durante a cicatrização, facilitando a retirada da sutura. Cortar o fio deixando caudas de proximadamente 1 cm.