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Prévia do material em texto

Montes Claros/MG - 2015
Daniela de Azevedo Ferreira
Wanessa Pereira Fróes Quadros
Morfossintaxe da 
Língua inglesa
1ª EDIÇÃO ATUALIZADA
2015
Proibida a reprodução total ou parcial. Os infratores serão processados na forma da lei.
EDITORA UNIMONTES
Campus Universitário Professor Darcy Ribeiro, s/n - Vila Mauricéia - Montes Claros (MG) - Caixa Postal: 126 - CEP: 39.401-089
Correio eletrônico: editora@unimontes.br - Telefone: (38) 3229-8214
Catalogação: Biblioteca Central Professor Antônio Jorge - Unimontes
Ficha Catalográfica:
Copyright ©: Universidade Estadual de Montes Claros
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS - UNIMONTES
REITOR
João dos Reis Canela
VICE-REITORA
Antônio Alvimar Souza 
DIRETOR DE DOCUMENTAÇÃO E INFORMAÇÕES
Jânio Marques Dias
EDITORA UNIMONTES
Conselho Consultivo
Antônio Alvimar Souza
César Henrique de Queiroz Porto
Duarte Nuno Pessoa Vieira
Fernando Lolas Stepke
Fernando Verdú Pascoal
Hercílio Mertelli Júnior
Humberto Guido
José Geraldo de Freitas Drumond
Luis Jobim
Maisa Tavares de Souza Leite
Manuel Sarmento
Maria Geralda Almeida
Rita de Cássia Silva Dionísio
Sílvio Fernando Guimarães Carvalho
Siomara Aparecida Silva
CONSELHO EDITORIAL
Ângela Cristina Borges
Arlete Ribeiro Nepomuceno
Betânia Maria Araújo Passos
Carmen Alberta Katayama de Gasperazzo
César Henrique de Queiroz Porto
Cláudia Regina Santos de Almeida
Fernando Guilherme Veloso Queiroz
Luciana Mendes Oliveira
Maria Ângela Lopes Dumont Macedo
Maria Aparecida Pereira Queiroz
Maria Nadurce da Silva
Mariléia de Souza
Priscila Caires Santana Afonso
Zilmar Santos Cardoso
REVISÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA
Carla Roselma Athayde Moraes
Waneuza Soares Eulálio
REVISÃO TÉCNICA
Karen Torres C. Lafetá de Almeida 
Káthia Silva Gomes
Viviane Margareth Chaves Pereira Reis
DESENVOLVIMENTO DE TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS
Andréia Santos Dias
Camilla Maria Silva Rodrigues
Sanzio Mendonça Henriques
Wendell Brito Mineiro
CONTROLE DE PRODUÇÃO DE CONTEÚDO
Camila Pereira Guimarães
Joeli Teixeira Antunes
Magda Lima de Oliveira
Zilmar Santos Cardoso
Diretora do Centro de Ciências Biológicas da Saúde - CCBS/
Unimontes
Maria das Mercês Borem Correa Machado
Diretor do Centro de Ciências Humanas - CCH/Unimontes
Antônio Wagner Veloso Rocha
Diretor do Centro de Ciências Sociais Aplicadas - CCSA/Unimontes
Paulo Cesar Mendes Barbosa
Chefe do Departamento de Comunicação e Letras/Unimontes
Mariléia de Souza
Chefe do Departamento de educação/Unimontes
Maria Cristina Freire Barbosa
Chefe do Departamento de educação Física/Unimontes
Rogério Othon Teixeira Alves
Chefe do Departamento de Filosofi a/Unimontes
Alex Fabiano Correia Jardim
Chefe do Departamento de Geociências/Unimontes
Anete Marília Pereira
Chefe do Departamento de História/Unimontes
Claudia de Jesus Maia
Chefe do Departamento de estágios e Práticas escolares
Cléa Márcia Pereira Câmara
Chefe do Departamento de Métodos e Técnicas educacionais
Helena Murta Moraes Souto
Chefe do Departamento de Política e Ciências Sociais/Unimontes
Carlos Caixeta de Queiroz
Ministro da educação
Cid Gomes
Presidente Geral da CAPeS
Jorge Almeida Guimarães
Diretor de educação a Distância da CAPeS
Jean Marc Georges Mutzig
Governador do estado de Minas Gerais
Fernando Damata Pimentel 
Secretário de estado de Ciência, Tecnologia e ensino Superior
Vicente Gamarano
Reitor da Universidade estadual de Montes Claros - Unimontes
João dos Reis Canela
Vice-Reitor da Universidade estadual de Montes Claros - 
Unimontes
Antônio Alvimar Souza 
Pró-Reitor de ensino/Unimontes
João Felício Rodrigues Neto
Diretor do Centro de educação a Distância/Unimontes
Fernando Guilherme Veloso Queiroz
Coordenadora da UAB/Unimontes
Maria Ângela lopes Dumont Macedo
Coordenadora Adjunta da UAB/Unimontes
Betânia Maria Araújo Passos
Autoras
Daniela de Azevedo Ferreira
Especialista em Língua Inglesa pela Universidade Estadual de Montes Claros 
– Unimontes. Licenciada em Letras Inglês pelo Instituto Superior de Educação 
Ibituruna – ISEIB. Bacharel em Administração de Empresas pela Universidade 
Estadual de Montes Claros – Unimontes. Atualmente é professora do Departamento 
de Comunicação e Letras da Unimontes e atua também no Ensino Básico da rede 
particular de ensino.
Wanessa Pereira Fróes Quadros
Especialista em Língua Inglesa pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais 
– PUC/MG. Licenciada em Letras Português/Inglês pela Universidade Estadual 
de Montes Claros – Unimontes. Atualmente é professora do Departamento de 
Comunicação e Letras da Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes – e 
revisora da UAB/Unimontes.
Sumário
Apresentação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .9
Unidade 1 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .11
Estrutura da língua: dimensões teóricas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .11
1.1 Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .11
1.2 Níveis de descrição e análise da língua . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .12
1.3 A gramática e seus diversos significados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .14
1.4 A relação entre os componentes sintático, semântico e pragmático . . . . . . . . . . . . . . .17
Referências. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .18
Unidade 2 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .19
Estrutura da sentença: noções introdutórias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .19
2.1 Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .19
2.2 Categorias lexicais (parts of speech) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .19
2.3 Advérbios (adverbs) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .24
2.4 Estrutura e organização dos constituintes sentenciais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
2.5 Constituintes, categorias e funções sintáticas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .28
2.6 Sintagma preposicional (prepositional phrase - PP). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .33
2.7 Sintagma adverbial (adverbial phrase - AdvP) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .35
Referências. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36
Unidade 3 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .37
Estrutura da sentença: coordenação e subordinação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .37
3.1 Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .37
3.2 Períodos (sentences): visão geral. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .37
3.3 Tipos de períodos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40
3.4 Oração substantiva (noun clause) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46
3.5 Oração adverbial(adverbial clause) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .47
3.6 Período composto-complexo (compound-complex sentence) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .51
Referências. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .52
Resumo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .53
Referências básicas e complementares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .57
Atividades de Aprendizagem - AA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .59
9
Letras Inglês - Morfossintaxe da Língua Inglesa
Apresentação
Caro (a) Acadêmico (a):
É com prazer que apresentamos este Caderno Didático da disciplina Morfossintaxe da Lín-
gua Inglesa, pois ele é fruto de muito estudo, pesquisa, encontros e discussões. Gostaríamos, 
portanto, de convidá-lo a conhecer o resultado deste trabalho árduo, mas prazeroso, que obje-
tiva oferecer um caminho para que você possa desenvolver sua habilidade de compreensão e 
análise de estruturas morfológicas mais complexas e dos processos básicos envolvidos no rico e 
complexo sistema sintático da Língua Inglesa.
Em nossa disciplina, vamos falar muito sobre a estrutura da Língua Inglesa, que é comumen-
te considerada uma língua de difícil aprendizado, principalmente por causa das estruturas gra-
maticais complicadas. Mas, como acadêmico do curso de Letras Inglês, conhecer e tentar enten-
der como este sistema funciona é crucial para uma boa formação linguística.
A ementa da nossa disciplina contempla o estudo dos períodos simples e composto, ten-
do em vista as perspectivas tradicional, estrutural e funcional de estudo da língua inglesa. Dessa 
forma, não objetivamos aqui explorar nenhuma teoria gramatical em particular, com riqueza de 
detalhes. Em linhas gerais, faremos um estudo combinado da morfologia e da sintaxe, ou seja, 
da morfossintaxe, apresentando os fenômenos gramaticais básicos que ocorrem no processo de 
construção da sentença em inglês. Para tanto, traçamos os seguintes objetivos:
•	 Familiarizar o acadêmico com os diferentes tipos de gramáticas e suas abordagens;
•	 Introduzir os conceitos e métodos de análise gramatical;
•	 Promover o entendimento da estrutura do Inglês atual e dos princípios gerais da análise 
morfossintática;
•	 Estabelecer um paralelo entre as abordagens moderna e tradicional no estudo da morfos-
sintaxe.
A partir dos objetivos propostos, estruturamos este Caderno Didático em três Unidades, 
cada uma dividida em tópicos ou subunidades.
A Unidade 1, intitulada “Estrutura da língua: dimensões teóricas”, apresenta conceitos im-
portantes para o estudo de aspectos envolvendo a estrutura da língua inglesa, tais como: os ní-
veis de análise linguística, a gramática e seus diversos significados e a interação dos componen-
tes sintático, semântico e pragmático na análise morfossintática.
A Unidade 2, intitulada “Estrutura da sentença: noções introdutórias”, concentra-se nas ca-
racterísticas das principais categorias lexicais do inglês, dando atenção especial às formas e fun-
◄ Figura 1: Syntax
Fonte: Disponível em ello-
andfriends.uni-osnabrue-
ck.de/wp-content/mu-
-plugins/bp-wikis/pmwiki 
2.2.0/uploads/Syntax/
syntax.jpeg. Acesso em 12 
jan. 2010.
10
UAB/Unimontes - 4º Período
ções dos substantivos, adjetivos, advérbios e verbos. Nesta Unidade, muitos termos sintáticos 
são introduzidos, tendo em vista sua relevância para a caracterização das categorias lexicais e 
das frases que elas constituem.
A Unidade 3, intitulada “Estrutura da sentença: coordenação e subordinação”, faz uma breve 
introdução ao período simples e ao período composto, destacando os principais tipos de ora-
ções existentes na língua inglesa e as relações sintáticas e semânticas estabelecidas entre elas.
Ao longo das unidades, optamos por usar o itálico nos termos, expressões e exemplos em 
inglês.
Você perceberá que o conteúdo a ser desenvolvido ao longo do semestre é extremamente 
relevante para todo seu curso. As questões apresentadas para discussão e reflexão, bem como as 
dicas e atividades sugeridas abrem espaço para que você usufrua de forma interativa de todos 
os recursos que o ambiente virtual tem a oferecer. Não tenha o Caderno Didático como única 
ferramenta de aprendizagem e construção de conhecimentos. Faça as leituras complementares e 
realize as atividades propostas nos links indicados. Eles serão uma forma de mantê-lo em contato 
constante com a língua inglesa. Enfim, transite pelo ambiente de aprendizagem e interaja com 
seus colegas, tutor e professor formador.
Agora é com você! Estude um pouco todos os dias. O estudo da Morfossintaxe da Língua 
Inglesa, com certeza, irá contribuir de forma substancial para seu bom desempenho acadêmico e 
profissional. Como disse Aristóteles, o grande filósofo grego, “Somos o que repetidamente faze-
mos. A excelência, portanto, não é um feito, mas um hábito”.
Bom trabalho!
As Autoras.
11
Letras Inglês - Morfossintaxe da Língua Inglesa
UniDADe 1
Estrutura da língua: dimensões 
teóricas
1.1 Introdução 
Esta primeira unidade visa explorar conceitos básicos rele-
vantes para o estudo da estrutura da língua inglesa. Nossa discus-
são envolverá questões acerca dos níveis de descrição e análise 
da língua, da gramática e seus diversos significados e da relação 
entre os componentes sintático, semântico e pragmático. Porém, 
tudo isso não será estudado sem antes compreendermos o real 
significado da palavra ‘estrutura’ no universo da linguística.
Observe a Figura 2. Como você descreveria o que vê? Pode-
ríamos pensar em blocos de tijolos dispostos de uma forma orde-
nada, representando a estrutura de uma edificação, por exemplo.
Isso acontece com qualquer língua. Ela deve ser estruturada de acordo com suas regras de 
funcionamento.
Agora, observe as seguintes construções:
•	 Into the cave the hikers didn’t venture.
•	 Study you do English?
Todos os elementos necessários estão presentes nas orações, mas eles não estão dispostos 
de forma coerente. Daí a importância da estrutura que, tradicionalmente, pode ser analisada em 
diferentes níveis. Por exemplo:
•	 O som das palavras (phonology);
•	 Como as palavras são formadas (morphology);
•	 Classes de palavras (word classes);
•	 Significado das palavras, sintagmas e períodos (semantics); e
•	 Como as palavras são organizadas, formando sintagmas, orações e períodos (syntax).
Não existe um modelo universalmente aceito para estabelecer a estrutura de uma língua, 
porém alguns modelos usam a noção de hierarquia ou níveis.
Segundo Katamba (1993), na primeira metade do século XX, os seguidores da linguística es-
trutural americana consideravam a linguística muito mais um “corpo de procedimentos descriti-
vos e analíticos” do que uma teoria (KATAMBA, 1993, p. 3-4). Daí a noção de que a língua pode ser 
descrita em diferentes níveis hierárquicos, como veremos no item 1.1 desta unidade.
No 3º período, ao estudar as disciplinas Fonética e Fonologia e Morfologia da Língua Ingle-
sa, você teve contato com dois níveis de descrição do léxico usados no estudo da língua inglesa.
Agora, vamos analisar a sequência de palavras da Figura 2, no nível morfológico:
◄ Figura 2: Blocos
Fonte: Disponível em 
t1.gstatic.com/images
?q=tbn:cX0BGfrMT8D
EaM:http://marciarys-
dyk.pbworks.com/f/
castelo%2520matema
tica.JPG. Acesso em 12 
jan. 2010.
DiCA
Para fins de análise, 
ou atualmente no uso 
comum dos termos, 
costuma-se empregar 
equivocadamente a 
palavra sentença em 
lugar de oração e frase. 
Trata-se de uma tradu-
ção imperfeita da noção 
inglesa de período: no 
inglês o termo phrase 
refere-se em português 
ao sintagma; o termo 
clause, à oração, e 
sentence, ao período ou 
sentença.Fonte: Disponível em 
http://www.profis-
sionalizando.org/
ensino-fundamental/
39-portugues/2474-a-
nalise-sintatica-a-ora-
cao. Acesso em 12 jan. 
2010.
Portanto, tenha sempre 
em mente que: 
Phrase  Sintagma
Clause  Oração
Sentence  Período 
/ Sentença
◄ Figura 3: Nível fonético 
Fonte: YULE, 1996, p.73.
12
UAB/Unimontes - 4º Período
A partir do que foi visto, todas as palavras e sintagmas (phrases) da língua poderiam ser des-
critas fonologicamente e morfologicamente. No entanto, as palavras the, lucky e boys só podem 
ser combinadas de forma limitada (YULE, 1996). Observe os sintagmas (phrases) a seguir:
•	 *Boys the lucky
•	 *Lucky boys the
•	 *The boys lucky
Ainda segundo Yule (1996), percebemos facilmente que esses sintagmas são mal formados, 
não fazem sentido, porque não foram estruturados (combinados) de acordo com as regras da 
língua inglesa. O adjetivo lucky deve preceder o substantivo boys, porque a regra diz que adje-
tivos precedem substantivos. O artigo definido the inicia o sintagma, porque define quem são 
os garotos sortudos. Concluímos, então, que as palavras não podem ser combinadas de forma 
aleatória para formar sintagmas.
1.2 Níveis de descrição e análise da 
língua
Tendo em vista o exposto na introdução desta unidade, você já deve ter percebido que a 
estrutura da língua é complexa e que tal complexidade não nos permite visualizar ou dizer em 
quantos níveis a língua deveria ser “dividida”, na tentativa de explicar a forma como ela é organi-
zada. Partindo de uma abordagem bastante simplista, podemos dividir a estrutura da língua em 
dois níveis:
O Quadro 1 representa a estrutura da língua inglesa em três níveis: morfológico, sintático e 
discursivo.
Quadro 1 - Three-part model of English
Fonte: Disponível em http://babelnet.sbg.ac.at/themepark/grammar/intro.htm. 
Acesso em 12 jan. 2010.
DiCA
O termo usado em in-
glês, quando a estrutura 
está gramaticalmente 
incorreta, é ungramma-
tical structure ou 
ungrammatical form. 
Nesse caso, usamos 
um asterisco * antes da 
estrutura, o que é uma 
convenção linguística.
ATiViDADe
Native speakers know 
what is grammatical 
and what is ungramma-
tical in their language. 
What do you have to 
say about it? Troque 
ideias com seus colegas 
no fórum e registre suas 
conclusões.
Figura 4: Nível 
morfológico 
Fonte: YULE, 1996, p.73.

13
Letras Inglês - Morfossintaxe da Língua Inglesa
Bloomfield apud Crystal (1997) propôs uma abordagem através da qual fosse possível tra-
balhar os vários níveis em uma determinada ordem, começando pela fonética e terminando pela 
semântica. Outros linguistas, seguidores de Bloomfield, também desenvolveram modelos de re-
presentação hierárquica da língua.
Hoje sabemos que é possível descrever a estrutura de uma língua em apenas um nível, se 
e somente se estabelecermos relações com outros níveis de análise linguística. Considere, por 
exemplo, o nosso objeto de estudo: a morfossintaxe. O próprio nome da disciplina designa a in-
teração da morfologia com a sintaxe.
Segundo Katamba (1993, p. 13), “No que diz respeito à interação com a sintaxe, a forma de 
uma palavra pode ser afetada pela construção sintática na qual ela é usada”. Vamos ver como isso 
funciona na prática? Tomemos como exemplo o verbo love no Present Simple. A escolha entre 
as formas loves (he, she, it) e love (I, we, you, they) depende da construção sintática na qual elas 
aparecem. Se o sujeito do verbo (questão sintática) está na 3ª pessoa do singular (questão mor-
fológica), a forma usada é loves.
•	 Mary	loves	her	family	above	all.
Crystal (1997) propõe o modelo de seis níveis (6-level model of structure), que se sustenta 
em três princípios básicos:
•	 Meio de transmissão;
•	 Gramática; e
•	 Significado.
O modelo também incorpora a dimensão da língua em uso, que se refere à estrutura da lín-
gua através da pragmática.
Ao analisar a Figura 5, você percebe facilmente os níveis da estrutura da língua e que o obje-
to de estudo da gramática é a morfologia e a sintaxe, daí a disciplina morfossintaxe.
As unidades básicas de significado são as palavras simples (dog, house, por exemplo) ou os 
elementos formadores das palavras complexas (- un, -happi e –ness na palavra unhappiness). Es-
ses elementos básicos, como você já sabe, são chamados de morfemas, e o estudo de como eles 
se combinam para formar palavras denomina-se Morfologia. A Sintaxe se encarrega de estudar 
como as palavras são organizadas formando sintagmas (phrases), orações (clauses) e períodos 
(sentences). Já a Análise do Discurso tem um olhar bem mais amplo sobre a estrutura de uma 
língua; seu estudo também envolve a língua em uso, sua função comunicativa, seja no texto es-
crito ou falado, identificando traços linguísticos que caracterizam diferentes gêneros textuais, 
bem como fatores culturais e sociais que auxiliam na nossa interpretação e entendimento dos 
diferentes tipos de textos (discurso oral ou escrito).
A hierarquia da estrutura da língua inglesa é parcialmente apresentada no Quadro 2 a se-
guir.
GLOSSÁRiO
Semantics: em linhas 
gerais, é o ramo da 
linguística que se ocupa 
do estudo do signifi-
cado.
Pragmatics: estudo da 
língua em seu contexto 
de uso […]. (THORN-
BURY, 2005, p.84).
◄ Figura 5: 6-level 
model of structure 
(O diagrama acima 
representa a estrutura 
da língua falada.)
Fonte: CRYSTAL, 1997, 
p.83.
14
UAB/Unimontes - 4º Período
Quadro 2 - Outline structure of English
Fonte: Disponível em http://babelnet.sbg.ac.at/themepark/grammar/intro.htm. 
Acesso em 12 jan. 2010.
Então, conseguiu entender? Basicamente, o quadro nos mostra que a língua é estruturada a 
partir de sua unidade mínima e significativa, o morfema, que é usado para formar palavras, que 
formam as frases e, assim, sucessivamente.
1.3 A gramática e seus diversos 
significados
Como você define a palavra gramática e que tipos de associações podem ser feitas a ela? 
Burton-Roberts (1986) define gramática como a descrição de uma língua. Mas, podemos pensar 
em outras definições, tais como:
•	 Livro que contém as regras de uma língua (que na verdade é uma ideia do senso-comum);
•	 O estudo sistemático de uma língua;
•	 Um conjunto de regras que lida com a sintaxe e a estrutura das palavras (essas regras geral-
mente são prescritas como auxiliares na aprendizagem de uma língua).
Todas as definições apresentadas são aceitas. Independentemente da corrente teórica se-
guida pelos linguistas contemporâneos, “a gramática é, no mínimo, uma descrição sistemática da 
estrutura de uma língua” (BERK, 1999, p.4, tradução nossa). Isso quer dizer que toda estrutura lin-
guística é passível de análise.
Yule (2006, p.74) define Gramática como “o processo de descrever a estrutura de sintagmas 
e sentenças de forma que consideremos todas as sequências gramaticais de uma língua e exclua-
mos as sequências agramaticais” (tradução nossa).
Como você deve ter percebido, o termo ‘gramática’ apresenta diversos sentidos. Faremos 
aqui a distinção básica entre dois tipos:
•	 Gramática Prescritiva: ou normativa, como o próprio nome diz, dita as regras de funcio-
namento de uma língua. É arbitrária, pois não considera os diferentes contextos em que a 
língua é usada pelos seus falantes;
•	 Gramática Descritiva: estuda e interpreta a estrutura da língua, levando em conta a forma 
como ela é usada pelos falantes.
Vários linguistas se opuseram à Gramática Prescritiva, sendo o mais famoso entre eles Noam 
Chomsky que, em 1957, publicou o livro Syntatic Structures, introduzindo uma nova abordagem 
na perspectiva da Gramática Descritiva. Chomsky chamou essa abordagem de Gramática Gerati-
va-Transformacional, em inglês Transformational Generative Grammar. (TGG). O objetivo era des-
crever as estruturas necessárias para gerar todasas sentenças gramaticais de uma língua, mas a 
abordagem vai além da mera descrição da língua através da formalização do sistema de regras 
que estão no nível do subconsciente. Assim, Chomsky vinculou a linguagem aos mecanismos 
inatos da espécie humana, que ele chamou de universais linguísticos. Em outras palavras, o ser 
humano nasce com uma gramática internalizada, a Gramática Universal (GU): a linguagem é ine-
rente aos seres humanos e todos são capazes de desenvolvê-la, bastando, para isso, que estejam 
expostos à determinada língua, através da interação com outros falantes. Entende-se que nenhu-
ma língua é ensinada ao ser humano, pois sua aquisição não se restringe a adquirir estruturas lin-
guísticas externas. Ao ser exposto à língua, o indivíduo, de posse da GU, começa a ampliar seus 
conhecimentos linguísticos.
DiCA
Quando nos referirmos 
ao ramo da linguística 
que estuda e descre-
ve a língua de forma 
sistemática, o termo 
gramática será escrito 
com inicial maiúscula.
15
Letras Inglês - Morfossintaxe da Língua Inglesa
Portanto, a Gramática Gerativa se ocupa da gramática subjacente, da gramática internaliza-
da, que é responsável pela habilidade que todo falante nativo de uma língua tem de usar a lín-
gua de forma adequada e intuitiva.
Segundo Paiva, outro livro marcante na teoria chomskiana foi Aspectos da Teoria da Sinta-
xe, que apresenta o conceito do dispositivo de aquisição de linguagem (DAL), responsável por 
elaborar “uma teoria da língua”. Segundo Chomsky (1975, p. 140), o DAL “é apenas um compo-
nente do sistema total de estruturas intelectuais que podem ser aplicadas à resolução de proble-
mas e à formação de conceitos”.
Nesse mesmo livro, Chomsky apresenta os conceitos que caracterizam os universais linguís-
ticos estabelecidos na Gramática Gerativa. Observe a Figura 6:
A competência e o desempenho se referem à distinção entre o conhecimento que o in-
divíduo tem da sua língua (competence) e o uso que faz dela (performance). Quanto maior for 
a competência linguística, melhor será a performance. No livro Knowledge of Language (1986), 
Chomsky substituiu o termo competence por I-language - internalized language (linguagem in-
ternalizada) e performance por E-language - externalized language (linguagem externalizada). 
Podemos interpretar linguagem internalizada como o conhecimento que cada indivíduo tem de 
sua língua, enquanto a linguagem externalizada é o conjunto de estruturas partilhadas por uma 
comunidade de fala, ou seja, é a totalidade de enunciados que um indivíduo é capaz de apren-
der numa comunidade de fala (DEUS, 2003).
A gramaticalidade se refere ao uso da língua em conformidade com as regras gramaticais 
estabelecidas através da Gramática Descritiva. Sentenças agramaticais são, na maioria das vezes, 
facilmente identificadas pelo falante nativo da língua. A aceitabilidade se refere não somente à 
estrutura, mas também ao significado, ou seja, a sentença pode estar gramaticalmente correta, 
mas não transmitir nenhum significado.
A criatividade se refere à habilidade que o indivíduo tem em combinar as unidades linguísti-
cas básicas, formando uma série infinita de sentenças gramaticais. A produtividade é resultado da 
criatividade. Quanto maior for a criatividade, maior será a produção de estruturas bem formadas.
Segundo a teoria gerativa-transformacional, todas as línguas possuem dois níveis de repre-
sentação – uma estrutura superficial – estrutura de superfície, representando a forma em que a 
sentença aparece, e uma estrutura profunda, que encerra o conteúdo semântico da sentença e 
forma o corpus gramatical básico que o falante de uma língua possui. A Figura 7 a seguir apre-
senta o esquema básico da Gramática Gerativa-Transformacional:
Para que você possa compreender melhor o esquema da Figura 7, observe o exemplo que 
se segue:
•	 Daniela	and	Wanessa	study	English	every	day.
Essa sentença é considerada a estrutura profunda por ser a estrutura primeiramente for-
mada. É ela que armazena o conteúdo semântico e o conteúdo gramatical básico que o falante 
possui da língua. Note que ela se encontra na voz ativa. Por meio de regras de transformação 
(transformational rules) aplicadas a essa estrutura, que está na voz ativa, o falante pode criar uma 
estrutura superficial (surface structure), que seria a sentença na voz passiva. Veja:
•	 English	is	studied	by	Daniela	and	Wanessa	every	day.
DiCA
“Colorless green ideas 
sleepfuriously.” (Noam 
Chomsky)
Você consegue inter-
pretar o sentido dessa 
sentença? O que há 
de errado com ela em 
termos de estrutura? 
Quais são os universais 
linguísticos aplicáveis a 
ela? Poste as respostas 
no fórum de discussão. 
◄ Figura 6: Universais 
linguísticos 
Fonte: Elaborada pelas 
autoras.
◄ Figura 6: Esquema 
básico da 
Gramática Gerativo-
Transformacional 
Fonte: Elaborada pelas 
autoras.
16
UAB/Unimontes - 4º Período
ATTENTION!!! Nos exemplos dados temos uma sentença na voz ativa (Daniela and Wanessa 
study English every day.) que gerou uma sentença na voz passiva (English is studied by Daniela 
and Wanessa every day.). Você pode estar se perguntando que regras transformacionais foram 
aplicadas para se passar de uma estrutura para outra. Esse questionamento poderá ser feito no 
momento em que você estiver estudando a voz passiva, ok? O nosso principal objetivo aqui é 
estudar sobre as diferentes abordagens acerca do termo gramática, all right? 
Também não pretendemos aqui apresentar um estudo aprofundado sobre o Gerativismo. 
Os conceitos abordados explicam a razão do termo Gramática Gerativa-Transformacional e ser-
viram de alicerce para a maioria dos estudos linguísticos desenvolvidos depois de Chomsky. O 
essencial é que você perceba o quanto essa corrente de estudos suscitou reflexões sobre uma 
gramática centrada na sintaxe que explicasse cientificamente a linguagem.
Outra abordagem que surgiu a partir dos estudos da Gramática Descritiva foi o modelo 
funcional, ou Gramática Funcional, nome dado ao modelo de descrição e análise linguística de-
senvolvido a partir da década de 50 por Michael Halliday. Esse modelo não se limita a identificar 
categorias gramaticais, mas sim a determinar suas funções, pois os componentes essenciais do 
significado na língua são componentes funcionais: o componente ideacional ou reflexivo, que 
manifesta o propósito de compreender o ambiente; o interpessoal ou ativo, que manifesta o pro-
pósito de agir com outros no ambiente; o componente textual, e ainda o contexto, que é impres-
cindível para os demais componentes.
Para Fragoso (2003, p.2), a gramática funcional considera também “a competência comuni-
cativa, isto é, a capacidade que os indivíduos têm não apenas de codificar e decodificar expres-
sões, mas também de interpretar essas expressões de maneira apropriada”.
Há algumas diferenças entre a gramática funcional e a formal, que podem ser resumidas no 
Quadro 3 a seguir:
Quadro 3 - Gramática Formal x Gramática Funcional
GRAMÁTiCA FORMAL GRAMÁTiCA FUnCiOnAL
Orientação primeiramente sintagmática Orientação primeiramente paradigmática
Interpretação da língua como um conjunto 
de estruturas entre as quais podem ser esta-
belecidas relações regulares
Interpretação da língua como uma rede de 
relações: as estruturas como interpretação 
das relações
Ênfase nos traços universais da língua (sin-
taxe como base: organização em torno da 
frase).
Ênfase nas variações entre línguas diferentes 
(semântica como base: organização em torno 
do texto ou do discurso).
Fonte: FRAGOSO, 2003, p.2.
Segundo Berk (1999, p.4), “gramáticas funcionais foram desenvolvidas com o intuito de ex-
plorar as regras que governam a língua em uso em um contexto comunicativo” (tradução nossa). 
Nesse caso, o objeto de estudo da gramática vai além do nível da sentença, estende-se a estrutu-
ras mais complexas quea sentença, às relações que podem ser estabelecidas entre forma e estru-
tura, ou seja, está no nível do discurso.
Concluímos esta seção apresentando algumas características essenciais da Gramática, que 
irão auxiliá-lo bastante no estudo dos tópicos abordados na nossa disciplina. A Gramática:
•	 Determina a propriedade das sentenças;
•	 Gera as sentenças, bem como descreve sua estrutura;
•	 É recursiva, ou seja, pode repetir-se indefinidamente. A propriedade recursiva se refere ao 
princípio de uma forma sintática poder se repetir dentro de uma sentença. 
Assim, uma sentença pode se encaixar dentro de outra, uma oração dentro de outra, um 
sintagma dentro de outro. Por exemplo, na sentença “Ann was the tall, elderly woman”, observa-
mos o processo de recursividade com os adjetivos tall e elderly, indicando que entre as mulheres 
idosas, Ann era a mais alta. Isso quer dizer que a ordem em que os modificadores aparecem na 
sentença (no caso os adjetivos) modifica o seu sentido (KOLLN, 1984, p.181, tradução nossa).
17
Letras Inglês - Morfossintaxe da Língua Inglesa
1.4 A relação entre os 
componentes sintático, semântico 
e pragmático
Como exposto na Apresentação deste Caderno Didático, e tendo em vista a ementa da dis-
ciplina, trabalharemos dentro da perspectiva da gramática funcional. Segundo Kato (1998), “Nos 
estudos linguísticos modernos, podemos identificar duas perspectivas diferentes de se estudar a 
linguagem: a formal e a funcionalista”.
Na perspectiva funcional de análise da língua, os componentes sintático, semântico e prag-
mático se relacionam de forma hierárquica e interdependente.
As análises linguísticas se baseiam na utilização concreta da língua pelos falan-
tes, admitindo que a gramática se molda a partir do uso linguístico que se dá 
em situações comunicativas. [...] As regularidades observadas no uso interativo 
da língua são explicadas com base nas condições discursivas em que se verifica 
o uso. Portanto, os domínios da sintaxe, da semântica e da pragmática são rela-
cionados e interdependentes (CUNHA; COSTA, 2003, p. 62).
A partir do exposto, podemos concluir que Gramática não é apenas um conjunto de formas 
e regras, pois estas expressam um significado dentro de um determinado contexto. Você, como 
acadêmico do curso de Letras/Inglês, deve estar ciente de que saber a gramática do inglês não se 
resume em dominar regras, mas em saber o que significa a estrutura e em que contexto usá-la.
A Figura 7 mostra claramente como a forma (form), o significado (meaning) e o uso (use) in-
teragem. A mesma interação ocorre entre a sintaxe, a semântica e a pragmática nesse contexto? 
Qualquer mudança em um dos componentes gera mudança nos demais.
Vamos ver se você conseguiu entender? Tente traduzir a seguinte sentença:
•	 Keep	your	hands	clean.
Traduziu? Agora, veja se o sentido que você deu à sentença se aplica a todos os contextos 
apresentados a seguir:
•	 Uma mãe se dirigindo ao filho quando ele se senta à mesa para almoçar;
•	 Um policial se dirigindo a um preso que acaba de sair da cadeia;
•	 Um médico cirurgião se dirigindo ao jovem residente que se prepara para participar de uma 
cirurgia.
Percebeu como o sentido da sentença ‘Keep your hands clean’ muda tendo em vista o con-
texto em que é usada? Pois é, ‘manter as mãos limpas’ pode significar ‘lavar as mãos’, ‘ficar lon-
◄ Figura 7: A pie chart
Fonte: CELCE-MURCIA; 
LARSEN-FREEMAN, 1999, 
p. 4, (tradução nossa).
18
UAB/Unimontes - 4º Período
ge de confusão’ e ‘fazer assepsia’, de acordo com os contextos apresentados. Temos, então, uma 
mesma estrutura, que pode apresentar diferentes significados, em diferentes contextos. So far, so 
good? (Até aqui, tudo bem?)
Como dissemos na Introdução desta Unidade, exploraríamos conceitos básicos importantes 
para o estudo sobre a estrutura da língua inglesa. É de suma importância que você reflita sobre 
esses aspectos linguísticos tão relevantes para a ciência da linguagem. Até a próxima unidade!
Referências
BERK, Lynn M. english Syntax: from word to discourse. Oxford: OUP, 1999. 
BURTON-ROBERTS, Noel. Analysing Sentences: an introduction to Englishsyntax. New York: 
Longman, 1986.
CELCE-MURCIA, Marianne; LARSEN-FREEMAN, Diane.The Grammar Book: an ESL/EFL Teacher’s 
Course. 2nd ed. Boston, MA, 1999.
CHOMSKY, N. Knowledge of language: its nature, origin and use. New York: Praeger, 1986.
CHOMSKY, N. Linguagem e Pensamento. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 1971.
CRYSTAL, David. The Cambridge encyclopedia of Language. 2nd ed. Cambridge: Cambridge 
University Press, 1997. p. 82-83.
CUNHA, Maria Angélica Furtado da; COSTA, Marcos Antônio. A interde- pendência dos com-
ponentes sintático, semântico e pragmático. Veredas, Revista de Estudos Linguísticos, Juiz de 
Fora, v. 5, nº 2, p. 61-70. Disponível em <http://www.revistaveredas.ufjf.br/volumes/9/cap05.pdf>. 
Acesso em 18 dez. 2009.
DEUS, Dimar S. de. O objeto de estudo da gramática gerativa e a caracterização de categoria va-
zia. Disponível em <http://www.filologia.org .br/revista/artigo/11(31)07.htm>. Acesso em 16 jan. 
2010.
FRAGOSO, Luane da Costa Pinto Lins. A Gramática Funcional e o Processo de Gramaticaliza-
ção. Revista Eletrônica do Instituto de Humanidades ISSN- 1678-3182 v. 2, nº 6, julho – setembro 
2003, p.1-7. Disponível em http://publicacoes.unigranrio.edu.br/index.php/reihm/article/viewFi-
le/422/414. Acesso em 18 jan. 2010.
HUDDLESTON, Rodney. introduction to the Grammar of english. Cambridge: CUP, 1984.
JACOBS, Roderick A. english Syntax: a grammar for English language professionals. Oxford: OUP, 
1995.
KATAMBA, Francis. Morphology. New York: St. Martin’s Press, 1993.
KATO, Mary A. Formas de Funcionalismo na Sintaxe. DELTA, São Paulo, v. 14, n. spe, 1998 Dis-
ponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-44501998000300011&script=sci_art-
text.> Acesso em 28 dez. 2009.
KIES, Daniel. Modern english Grammar. Glen Ellyn, Illinois. Disponível em <http://papyr.com/
hypertextbooks/grammar/clause.htm>. Acesso em 27 dez. 2009.
KOLLN, Martha. Understanding english Grammar. 4th ed. New York: MacMillan Publishing 
Company, 1994.
RADFORD, Andrew. Syntactic theory and the structure of english. Cambridge: CUP, 1997.
THORNBURY, Scott. Beyond the Sentence: introducing discourse analysis. Oxford: Macmillan, 
2005.
YULE, George. The study of language. Cambridge: Cambridge. University Press, 1996.
ATiViDADe
Acesse o link: <http://
papyr.com/hyper-
textbooks/grammar/
clause.htm> e tente ler 
o texto “Grammar words 
and their arrangement”. 
Neste momento do 
nosso curso, você não 
precisa ler o texto todo, 
apenas a introdução e 
o item SOME PRELIMI-
NARIES. O texto está 
em inglês, mas aborda 
grande parte do con-
teúdo apresentado na 
Unidade 1 do nosso Ca-
derno Didático; portan-
to, seu conhecimento 
prévio sobre o assunto 
será um grande aliado. 
Aproveite para praticar 
a leitura em inglês! 
E lembre-se: a nossa 
língua-alvo é a língua 
inglesa, riquíssima em 
cognatos, quando com-
parada ao português. 
Não tente traduzir o 
texto, decifrando todos 
os códigos linguísticos 
que ele apresenta; 
tente, sim, construir seu 
significado. Observe 
as palavras que você já 
conhece, os cognatos, 
todos os aspectos que 
possam facilitar sua 
leitura, all right?
No final da introdu-
ção, o autor propõe as 
seguintes questões:
•	 What does 
‘grammar’ mean? 
and
•	 What is the place 
of grammar in the 
structure of lan-
guage as a whole?
Escreva um parágrafo 
tentando responder, 
de forma sucinta, as 
questões propostas. A 
que conclusões você 
chegou? Como você 
definiria o termo ‘gra-
mática’ a partir do que 
estudamos na primeira 
unidade? Discuta suas 
impressões com seus 
colegas, tutores e pro-
fessor formador.
19
Letras Inglês - Morfossintaxeda Língua Inglesa
UniDADe 2
Estrutura da sentença: noções 
introdutórias
2.1 Introdução 
Nesta segunda Unidade, vamos apresentar noções básicas sobre a estrutura da sentença. 
Primeiramente, abordaremos as características das principais categorias lexicais: substantivos 
(nouns), verbos (verbs), adjetivos (adjetives) e advérbios (adverbs), destacando suas formas e 
funções. Para tanto, alguns termos sintáticos serão introduzidos à medida que forem relevantes 
para a caracterização das categorias lexicais (lexical categories). Em seguida, analisaremos como 
essas categorias se combinam, formando estruturas mais complexas – porções significativas da 
língua – chamadas sintagmas (phrases). Por que “porções significativas”? Na Figura 8, as peças 
do quebra-cabeça devem ser encaixadas de forma harmoniosa para formar um todo significati-
vo. Isso também acontece ao combinarmos as palavras para formar sintagmas, que se organiza-
das sem respeitar a ordem determinada pelas regras sintáticas formarão estruturas agramaticais, 
lembra-se? Para finalizar, faremos uma introdução aos principais tipos de orações (clauses) e sen-
tenças (sentences), que serão estudadas com mais detalhes na Unidade 3.
Now, let’s get down to work?
2.2 Categorias 
lexicais (parts of 
speech)
Antes de abordarmos o tópico desta se-
ção, questione-se: o que é léxico? Há diferença 
entre palavra e léxico? Em geral, para o falante, 
a palavra é a unidade básica da língua – é per-
ceptível na escrita e é também a unidade em 
◄ Figura 8: Chunks of 
language
Fonte: Disponível em 
2.bp.blogspot.com/_lRx7-
-ylrguQ/StCz5CB7D2I/
AAAAAAAACLU/
Zgm3xH1Zn2c/s320/
chunks+of+language.jpg. 
Acesso em 12 jan. 2010.
◄ Figura 9: Parts of 
speech de acordo 
com a perspectiva 
tradicional. 
Fonte: Disponível em 
http://www.ict4us.com/r.
kuijt/images/en_partso-
fspeech.gif. Acesso em 12 
jan. 2010.
20
UAB/Unimontes - 4º Período
torno da qual os dicionários são organizados (BIBER; et al 1999). Essa noção, já apresentada na 
disciplina Morfologia da Língua Inglesa, é bastante simples para o nosso propósito neste capítu-
lo. Ao levarmos em conta as noções de forma, significado e uso, discutidas no capítulo anterior, 
entendemos que, para o estudo morfossintático, é necessário fazermos a distinção entre:
•	 Palavra ortográfica: formas separadas por espaços na forma escrita e suas formas corres-
pondentes no discurso oral.
•	 Palavra gramatical: palavras que em diferentes contextos mudam de classe gramatical e, 
consequentemente, mudam a função sintática. 
•	 She	likes	red	shoes.	
adjective (red shoes = direct object)
•	 Red	is	her	favorite	color.
noun (red = subject)
As categorias lexicais também são chamadas de:
•	 Categorias sintáticas;
•	 Partes do discurso (termo usado na gramática prescritiva);
•	 Classe de palavra;
•	 Categoria gramatical;
•	 Classe gramatical.
Podemos dividir as classes de palavras em dois grupos: palavras lexicais – substantivos, ver-
bos, adjetivos e advérbios – que são as palavras que “carregam” a maior parte do sentido, do sig-
nificado da sentença. O outro grupo é o das palavras funcionais – preposições, pronomes, deter-
minantes, conjunções – que exercem função mais estrutural, ou seja, indicam a relação entre as 
palavras lexicais num dado contexto e como essas devem ser interpretadas naquele contexto.
Na Figura 10, você pode observar, de um modo geral, como as classes de palavras se rela-
cionam.
Faremos, agora, uma breve exposição sobre as classes de palavras pertencentes ao grupo 
das palavras lexicais.
2.2.1 Substantivos (nouns)
A definição tradicional de substantivo é a de palavra que designa pessoa, lugar, coisa ou 
ideia.
GLOSSÁRiO
Determinantes: Termo 
usado em linguística 
para denominar uma 
classe de palavras mais 
ampla, que inclui arti-
gos, demonstrativos e 
possessivos. Em inglês: 
determiners
Figura 10: Word classes
Fonte: As autoras.

21
Letras Inglês - Morfossintaxe da Língua Inglesa
O substantivo pode ser: comum ou próprio, concreto ou abstrato, contável ou não contável. 
•	 Proper nouns: New York, Cindy, Central Park;
•	 Common nouns: library, restaurant, democracy;
•	 Concrete nouns: house, pen, box;
•	 Abstract nouns: intelligence, environment, friendship;
•	 Count nouns: books, babies, feet;
•	 Nouncount nouns: air, information, advice.
Outra característica básica dos substantivos é que eles são frequentemente precedidos por 
determinantes (determiners). Como vimos, o termo determinante é usado para falar de várias 
classes de palavras, incluindo artigos, possessivos e demonstrativos.
•	 the	boy;	an	engineer;	my	book;	those	cars.
A Figura 12 mostra de forma sucinta as categorias gramaticais que funcionam como deter-
minantes:
Segundo Berk (1999), os determinantes constituem uma categoria gramatical única porque 
sempre ocupam uma mesma posição, ou seja, antecedem o substantivo. Mas também podem 
preceder um adjetivo. Observe:
DiCA
A propriedade gênero 
atribuída ao substan-
tivo não é relevante 
na língua inglesa, uma 
vez que apenas alguns 
substantivos são mar-
cados por essa proprie-
dade.
Ex: actor/actress; prince/
princess; widow/wido-
wer.
◄ Figura 12: Summary of 
determinants 
Fonte: BERK, 1999, p. 
64-65
◄ Figura 11: Nouns
Fonte: Disponível em 
teachertech.rice.edu/
Participants/mtamez/les-
sons/eslfirstweek/images/
noun.jpg. Acesso em 12 
jan. 2010.
22
UAB/Unimontes - 4º Período
•	 Those cars.
•	 Those fancy cars.
No primeiro exemplo, o substantivo ‘cars’ é modificado pelo demonstrativo ‘those’; no se-
gundo exemplo, além do demonstrativo, o adjetivo ‘fancy’ também modifica ‘cars’.
Embora pareça insignificante, a categoria dos determinantes tem a função de transmitir 
informações bem complexas. Todas as palavras em uma estrutura são importantes, por isso dar 
menos importância aos determinantes pode implicar em interpretações errôneas. “Certainly No 
children are allowed means something very different from Children are allowed. All the kids can 
come means something very different from Half the kids can come” (BERK, 1999, p. 67).
Quanto à função sintática, ou seja, a função que exerce na sentença, o substantivo pode ser:
•	 Subject: My sister lives in Belo Horizonte.
•	 Direct object: She likes potato.
•	 Indirect object: Paul gave flowers to the teachers.
•	 Subject predicative: She is a good mother.
•	 Object predicative: They elected Lula president.
2.2.2 Verbos (verbs)
Os verbos mais comuns são palavras que denotam ação ou estado.
•	 run		go		study		watch				action	verbs
•	 feel		stand		bethink				state	verbs
Os verbos podem ser:
•	 Intransitive: The baby slept.
•	 Transitive: Sue loves Bob.
•	 Ditransitive: I sent an email to my friend.
•	 Complex:The jury considered the man guilty.
•	 Linking verbs: We are teachers.
•	 Prepositional: The good results depend on hard work.
Resumindo:
GLOSSÁRiO
Predicativo: é o termo 
da oração que atribui 
uma característica, uma 
propriedade, um estado 
ao sujeito ou ao objeto. 
Pode ser representado 
por um substantivo, 
adjetivo, numeral, 
advérbio, ou por uma 
oração completa.
Fonte: Disponível em 
forum.angolaxyami.
com/lingua-portugue-
sa/99-predicativo-do-
sujeito-em-gramatica
-predicativo-e-o-termo-
da-oracao.html. Acesso 
em 12 jan.2010.
Figura 13: Verbs
Fonte: Disponível em 
http://img4.scribdas-
sets.com/images/
documents/465428/
large/6d98a72ffa. Acesso 
em 12 jan.2010.

23
Letras Inglês - Morfossintaxe da Língua Inglesa
2.2.3 Adjetivos (adjeticves)
Adjetivos são palavras que descrevem ou conferem qualidades aos objetos ou pessoas. Os 
adjetivos em inglês não variam em gênero e número, ou seja, possuem apenas uma forma tanto 
para o feminino e masculino quanto para o singular e o plural.
 The nice girl. /The nice girls.
 The nice boy. / The nice boys.
Os adjetivos ocorrem entre um determiner e um noun, como nos exemplos anteriores, e ain-
da, depois de um linking verb.
 My sister is beautiful.
 He seemed angry yesterday.
A função do adjetivo é modificar ou complementar o substantivo. Segundo Celce-Murcia e 
Larsen-Freeman (1999), os adjetivos podem ser:
•	 Attributive: são aqueles que precedem os substantivos: 
 Smart kids learn easily.
•	 Predicative: são aqueles precedidos por verbos de ligação: 
 He became angry at me.
Observe a Figura 14. Que tipo de adjetivo o exemplo ilustra?
DiCA
Para aprender mais 
sobre verbos acesse os 
links: 
Complex verbs: http://
www.polysyllabic.
com/?q=navigating/ver-
bphrase/complextrans
Prepositional verbs: 
http://www.sk.com.br/
sk-pdv.html
http://www.uefap.com/
accuracy/exercise/jquiz/
busprvb.htm
GLOSSÁRiO
verbos ditransitivos 
são aqueles que exigem 
dois complementos – 
objeto direto e objeto 
indireto.
Ex: dar algo para al-
guém – He gave a card 
toher.
verbos complexos são 
aqueles que exigem 
um objeto direto e um 
complemento (predica-
tivo do objeto) para o 
objeto direto. Ex: Pensar 
algo de alguém – Wa-
nessa finds her husband 
intelligent.
verbos de ligação, 
como o próprio nome 
diz, ligam o sujeito ao 
predicativo. O verbo to 
be é o mais comum.
Ex: Parecer – He looks 
sad.
verbos preposicio-
nados são aqueles 
formados por um verbo 
e uma preposição e exi-
gem um complemento.
Ex: Acreditar em – We 
believe in God.
◄ Figura 14: Many 
Luscious Lollipops 
Fonte: Disponível em 
uleth.ca/edu/currlab/
handouts/adjetivo.jpg. 
Acesso em 12 jan.2010.
24
UAB/Unimontes - 4º Período
Até então vimos que o adjetivo funciona como complemento ou modificador de um subs-
tantivo, podendo precedê-lo ou ser precedido por um verbo de ligação (posição em que normal-
mente exerce a função de predicativo do sujeito). Contudo, Berk (1999, p. 207) apresenta uma 
questão interessante sobre a função que o adjetivo desempenha, por exemplo, quando precedi-
do por um verbo intransitivo. Veja!
•	 Mary	arrived	drunk.
No exemplo dado, apesar do adjetivo drunk modificar o sujeito Mary, indicando o estado 
em que ela se encontrava quando chegou (bêbada), ele parece atuar como advérbio. Segundo 
Culicover (1988, citado por BERK, 1999, p. 208), podemos perceber claramente essa relação en-
tre o adjetivo e o verbo intransitivo. Parafraseando o exemplo Mary arrived drunk, teríamos, por 
exemplo, Mary arrived while she was drunk, no qual a oração sublinhada na paráfrase é um ad-
vérbio de tempo.
2.3 Advérbios (adverbs)
Os advérbios modificam verbos, adjetivos e outros advérbios. Os advérbios que modificam 
os verbos são:
•	 Direção: Jim pointed there.
•	 Posição (local): Isabel shops locally.
•	 Modo: The girl danced joyfully.
•	 Tempo: Soon Rachel will retire.
•	 Frequência: We usually travel to the beach on vacation.
Como você já pôde perceber, os advérbios não ocupam uma posição definida na oração. 
Eles podem ocorrer no seu início, meio ou fim.
Na perspectiva da Gramática Tradicional, os advérbios que modificam adjetivos e outros ad-
vérbios são chamados de advérbios de grau (degree adverbs). Já na Gramática Funcional, eles 
são conhecidos como advérbios de intensidade (intensifiers), porque sinalizam o grau de intensi-
dade da palavra que modificam (Celce-Murcia; Larsen- Freeman, 1999, p.18).
Os advérbios também podem modificar uma oração.
 Fortunately, she arrived some minutes before the beginning of the meeting.
Resumindo:
◄ Figura 15: What is an 
adverb
Fonte: Disponível em 
<http://ss073.k12.sd.us/
The%20Eight%20
Parts%20of%20Spee-
ch_files/dsld0011_ima-
ge037.gif>. Acesso em 12 
jan.2010.
25
Letras Inglês - Morfossintaxe da Língua Inglesa
Chegamos ao final da seção 2.1 que trata das categorias lexicais (the parts of speech). Abor-
damos aqui apenas as principais classes de palavras, e é de extrema importância que você enten-
da o porquê da distribuição das palavras em classes. O contexto é um critério importante para se 
estabelecer a categoria lexical de uma palavra. Quando dizemos em inglês ‘I feel blue.’ e ‘Blue is a 
beautiful color.’, está claro que a palavra ‘blue’, tendo em vista os contextos apresentados, perten-
ce a diferentes categorias lexicais – adjetivo e substantivo, respectivamente. Do you agree? En-
tão, saber identificar a categoria lexical de uma palavra facilitará o trabalho de identificação das 
categorias frasais e, consequentemente, de análise da estrutura da sentença (sentence structure).
Encerramos, então, com um poema que traz definições simples, mas úteis, sobre as classes 
de palavras. We hope you enjoy it!
2.4 Estrutura e organização dos 
constituintes sentenciais
O conceito de estrutura é fundamental para o estudo da sintaxe. Como já exposto na Uni-
dade 1, esse conceito se aplica a qualquer objeto complexo. Por exemplo, costumamos dizer a 
estrutura da casa, a estrutura da bicicleta, a estrutura organizacional e, também, a estrutura da 
língua.
A Figura 16 mostra as várias partes de uma bicicleta e como elas se organizam na constitui-
ção da sua estrutura.
ATiViDADe
Discutir no fórum 
indicado e tentar com-
preender os fatos com-
plexos de uma língua 
é de suma importância 
para que possamos 
refletir sobre a chamada 
“falácia das regras”.
◄ Figura 16: Poem: The 
parts of speech
Fonte: Disponível em 
happychild.org.uk/acc/
tpr/mne/0011gram.htm. 
Acesso em 12 jan.2010.
26
UAB/Unimontes - 4º Período
Podemos dizer que a estrutura da bike é uma estrutura complexa, right? A língua, da mesma 
forma, também é dotada de tal estrutura. Veja o porquê:
•	 É divisível em partes que são chamadas de CONSTITUINTES;
•	 Existem diferentes tipos de partes, ou seja, CATEGORIAS diferentes de constituintes;
•	 Os constituintes se organizam de forma específica; e
•	 Cada constituinte tem uma FUNÇÃO específica na estrutura (BURTON-ROBERTS, 1986).
É importante ressaltar que os constituintes também são constituídos de outras partes – a es-
trutura hierárquica do objeto, no nosso caso, da língua. Voltemos ao exemplo da bicicleta, as par-
tes de uma bicicleta devem ser unidas de forma que o produto final seja de fato uma bicicleta! 
Não podemos conceber a roda no lugar do guidão! Se tomarmos a roda, por exemplo, ela tam-
bém tem sua estrutura própria, ou seja, também é constituída de outras partes que lhe conferem 
a propriedade de roda. Então, uma bicicleta não é apenas um conjunto de componentes, mas 
sim uma estrutura resultante da combinação harmônica (hierárquica) desses componentes.
Por analogia, quando estudamos uma língua, a noção de estrutura é essencial na distinção 
entre sequências de palavras que formam expressões coerentes e não coerentes. Jacobs (1995, p. 
35) afirma:To understand the internal organization of sentences and the distribution of the units 
forming them, we must consider three major properties of sentence structure:
1. Linearity: Sentences are produced and received in a linear sequence.
2. Hierarchy: Sentences are hierarchically structured, that is, they are not sim-
ply sequences of individual words but are made up of word groupings, which 
themselves may consist of lesser groupings.
3. Categoriality: Sentences are made up of parts which belong to a set of dis-
tinct categories, each with its special characteristics.
Para que você possa entender melhor as propriedades a que Jacobs se refere, analise os 
exemplos a seguir:
Percebemos claramente que a sequência the president pode ser movida para o início da 
sentença sem prejuízo para o significado; isso significa que tal sequência forma um constituinte. 
Já na sentença 3, a estrutura é mal formada, incoerente, porque as palavras foram dispostas de 
forma aleatória, desrespeitando a organização interna da estrutura do período(linearity).
Uma das formas de se analisar o período e seus constituintes, ou seja, de representar a orga-
nização hierárquica de seus elementos (hierarchy), é através de diagramas que lembram a forma 
de uma árvore invertida, daí o nome em inglês TREE DIAGRAM. A Figura 17 mostra como a estru-
tura de uma bicicleta pode ser analisada através de uma árvore em diagrama:
Figura 17: Parts of a 
bicycle
Fonte: Disponível em 
http://t1.gstatic.com/im
ages?q=tbn:NMDJ_8Sd
9wzPrM%3Ahttp://cbbi-
gelow.files.wordpress.
com/2009/10/parts-
-bicycle.jpg. Acesso em 12 
jan.2010.

27
Letras Inglês - Morfossintaxe da Língua Inglesa
Você se lembra que cada parte da bicicleta é formada por outros constituintes? A roda, por 
exemplo, tem como um de seus componentes o raio, que não está diretamente ligado à bicicle-
ta. Por isso, dizemos que a roda, e não que o raio, seja um constituinte imediato da bicicleta.
Agora, observe a Figura 18. Você concorda com a representação do diagrama? Parece sim-
ples demais, não é? Será que podemos considerar as palavras constituintes imediatos da sen-
tença?
Você já deve ter chegado à conclusão de que o diagrama não nos revela nada sobre a es-
trutura da sentença, mas apenas a ordem em que as palavras aparecem nela; e, ainda assim, não 
nos fornece explicações ou pistas do por que as palavras foram ordenadas daquela forma. Então, 
concluímos que as palavras não são os constituintes imediatos das sentenças, mas sim os sintag-
mas (phrases) é que são as unidades estruturais formadas pelas palavras. É nesse momento que 
identificamos as diferentes categorias dos constituintes sentenciais, cada qual com suas proprie-
dades específicas (categoriality).
Mas, como reconhecer os constituintes de uma sentença? Tradicionalmente, existem três ti-
pos de testes que envolvem regras sintáticas e que nos mostram se uma sequência de palavras 
forma um sintagma (um constituinte) ou não.
TeSTe 1: O sintagma deve ter significado independente do resto da sentença:
a. Mary will meet [the President.]
b. Who will Mary meet?
The President 
•	 The e president formam uma unidade, portanto the president é um constituinte.
a. Mary will [meet the President.]
b. What will Mary do?
Meet the President. 
•	 Meet, The e President também formam uma unidade. Meet The President é um constituinte. 
Mas,
a. *will meet 
b. *meet the não formam unidades, porque não apresentam uma 
c. *Mary will sequência lógica. Logo, não são constituintes.
TeSTe 2: O sintagma pode ser movido como uma unidade:
a. Mary will meet [the President.]
b. [The President], Mary will meet.
◄ Figura 19: Sentence – 
Tree Diagram 
Fonte: As autoras
◄ Figura 18: Bicycle – Tree 
diagram 
Fonte: BURTON-ROBERTS, 
1986, p. 9.
28
UAB/Unimontes - 4º Período
•	 The President e Mary Will Meet podem ser movidas como uma unidade para o começo do pe-
ríodo sem prejuízo de seu significado. 
Mas,
a.	*Will meet, Mary the President 
b. *Meet the, Mary President estes movimentos não são 
c. *Friend will, your the President possíveis. 
TeSTe 3: Substituição do sintagma por um pronome:
a. Mary will meet [the President.]
Mary will meet him.
b. Mary will [meet the President.]
Mary will do it.
c. [Mary] will meet the President.
She will meet the President.
A sentença ‘Mary Will Meet Te President’ pode ser representada no diagrama em árvore (tree 
diagram) da seguinte forma:
A partir da próxima seção, você começará a entender melhor a relação de interdependência 
existente entre os constituintes de uma sentença. See you then!
2.5 Constituintes, categorias e 
funções sintáticas
Na seção 2.2, falamos da importância do conceito de estrutura para o estudo da sintaxe. Vi-
mos que as sentenças são dotadas de uma estrutura complexa, rigorosamente organizada, que 
pode ser dividida em partes, chamadas constituintes. Esses constituintes, por sua vez, podem 
pertencer a diferentes categorias e apresentar diferentes funções. Vimos, ainda, que as setenças 
apresentam propriedades básicas que as diferenciam de uma estrutura mal formada. Apresenta-
mos, também, os constituency tests, que envolvem regras sintáticase nos ajudam a identificar se 
determinada sequência de palavras forma constituintes ou não.
Nesta seção, exploraremos a estrutura dos constituintes frasais, identificando os principais 
tipos existentes na língua inglesa. Para tanto, tenha sempre em mente que as sentenças são hie-
rarquicamente organizadas em diferentes constituintes, ok? So, let’s go ahead!
DiCA
CONSTITUENCY TESTS
1. If a group of words 
can stand alone, they 
form a constituent.
2. If a group of words 
can be moved as a unit, 
they form a constituent.
3. If a group of words 
can be replaced by a 
pronoun, they form a 
constituent.
ATiViDADe
Phrases form not only 
SYNTACTIC UNITS, but 
also SEMANTIC ONES. 
O que a afirmativa 
quer dizer? Postes sua 
resposta no fórum de 
discussão.
Figura 20: Tree diagram 
(S=Sentence; nP=Noun 
Phrase; VP=Verb Phrase; 
n=Noun; V= Verb; 
DeT=Determinant)
Fonte: Elaborado pelas 
autoras.

29
Letras Inglês - Morfossintaxe da Língua Inglesa
2.5.1 Sintagmas (phrases)
Os falantes nativos de uma língua possuem a habilidade inata de reconhecer diferentes ti-
pos de palavras, ou seja, eles conseguem separá-las em diferentes categorias e isto leva à cons-
tatação de que cada uma tem um número restrito de funções e de que, consequentemente, há 
restrições na forma como se combinam para formar sintagmas. Isso quer dizer que os critérios 
sintáticos usados para estabelecer a categoria lexical de um determinado elemento são basea-
dos na sua distribuição, ou seja, existem restrições de co-ocorrência entre os elementos, tendo 
em vista a classe gramatical a que pertencem. Complicado? Leia a DICA e tente entender a rela-
ção entre os termos subordinate/superordinate.
Tudo ainda muito obscuro?!? Então, tente se lembrar do exemplo da bicicleta visto na seção 
2.2. Que relação de dependência podemos estabelecer entre a roda e o raio? Observe a Figura 
21, a seguir:
Em outras palavras, dizemos que o raio é um constituinte imediato (immediate constituent) 
da roda, daí o fato de ser subordinado a ela.
Como vimos na seção 2.3, o sintagma é o constituinte imediato de uma sentença ou de uma 
oração. Os sintagmas, normalmente,
•	 são constituídos de uma ou mais palavras;
•	 são menores do que as sentenças;
•	 não expressam um pensamento completo; e
•	 não têm um sujeito nem um predicado.
Todo sintagma tem um elemento central que não pode ser omitido chamado de núcleo 
(head). Se o núcleo é um substantivo, por exemplo, então o sintagma é denominado sintagma 
nominal (noun phrase). Weeker e Haegeman (1985) apresentam cinco classificações básicas para 
os sintagmas, que se baseiam na categoria lexical da palavra-núcleo. Vamos conhecer, agora, os 
principais tipos de sintagmas, segundo essa classificação.
2.5.1.1 Sintagma nominal (noun phrases - NPs)
Como vimos na introdução, o substantivo é o elemento mais importante de um sintagma no-
minal. Segundo Jacobs (1995), os sintagmas nominais são usados para fazer referência a coisas so-
bre as quais desejamos falar: pessoas, objetos, conceitos, processos e as mais variadas entidades, 
atendendo a uma necessidade básica do falante - a de ‘fazer referências’ (JACOBS, 1995, p. 97).
Vimos, ainda, na seção 2.1.1 que os substantivos participam de estruturas que têm funções 
gramaticais específicas na sentença. Por exemplo:
•	 Morphosyntax is a complex subject. Subject
•	 They study Morphosyntax at university. Direct object
•	 The professor taught the students to be responsible. indirect object
•	 Morphosyntax is a complex subject. Subject complement
•	 The students consider the teacher an intellectual. Objectcomplement
Temos, então, uma categoria frasal (phrasal category) desempenhando diferentes papéis 
(functions). Como você deve ter observado, os sintagmas nominais dos exemplos dados são for-
mados por uma ou mais palavras de diferentes categorias lexicais. Lembra-se das categorias que 
normalmente entram na formação do sintagma nominal? Vejamos!
DiCA
Syntactic criteria for es-
tablishing the category 
of anitem are based 
on its distribution, i.e. co
-occurrence restrictions. 
Each part of speech 
appears in some typical 
environments. There are 
typical elements which 
are subordinate to it (lo-
wer in a hierarchy) and 
typical elements which 
are superordinate to it 
(higher in a hierarchy).
E.g. With Nouns: subor-
dinate elements (what 
depends on N?) are 
Adjectives, Articles, etc.
and superordinate ele-
ments (what does the 
N(P) depend on?) are 
Verbs, Prepositions, etc.
Fonte: Disponível em 
http://web.fhs.utb.cz/
cs/docs/Morphosyn-
tax_Zlin.pdf?PHPSES-
SID=3360b2cbf495f2c-
fed8113e3b880dde6>. 
Acesso em 12 jan.2010.
◄ Figura 21: Bike
Fonte: Disponível em 
<http://www.fatcatscoo-
ter.com/catalog/bike-
-the-urban-current.jpg>, 
adaptado pelas autoras. 
Acesso em 12 jan. 2010.
30
UAB/Unimontes - 4º Período
•	 the students (determinant + noun)
•	 a complex subject (determinant + adjective + noun)
Berk (1999, p. 57), ao se referir ao determinante, afirma que os substantivos raramente apa-
recem sozinhos, sendo normalmente acompanhados por modificadores (modifiers). Além disso, 
como elemento central (head) da NP, é ele quem seleciona o modificador a ser usado. Por exem-
plo, na NP the students, você não poderia utilizar o determinante ‘a’ ao invés de ‘the’, pois o nú-
cleo ‘students’ está no plural. É importante lembrar que, mesmo que a NP apresente determinan-
tes em sua estrutura, é no núcleo que está depositada a carga semântica da NP como um todo.
Ainda segundo Berk (1999, p. 67), as gramáticas escolares tradicionais frequentemente tra-
tam os modificadores como elementos de pouca relevância, o que ela considera um erro. Se 
compararmos o determinante e o adjetivo na função de modificadores, veremos que a omissão 
de um adjetivo em uma NP normalmente não afeta a sua gramaticalidade, o que normalmente 
não acontece com os determinantes. Na sentença “The red book is about war”, se você omitir o 
determinante the, a sentença será considerada agramatical; mas, a omissão do adjetivo red não 
afetará a sua estrutura.
A partir da associação entre o elemento núcleo, que pode ser um pronome ou um substan-
tivo e seus modificadores (determinantes), são formadas NPs de estrutura mais simples. É impor-
tante ressaltar que as NPs de estrutura básica também podem apresentar combinações um tanto 
complexas entre os determinantes. Para Jacobs (1995, p. 98), a quantidade e a variedade de com-
binações possíveis dependem, em primeiro lugar, do tipo de núcleo da NP. Veja alguns exemplos 
de NPs que possuem o mesmo núcleo associado a diferentes determinantes:
•	 students
•	 the students
•	 all the students
•	 all the 50 students
Veremos agora, com mais detalhes, como se organizam os elementos que, normalmen-
te, constituem uma NP básica. Nos exemplos a seguir, as partes sublinhadas das sentenças são 
exemplos de NPs básicas:
Os pronomes são uma classe especial de substantivos que ‘substituem’ NPs inteiras, já que 
normalmente não ocorrem na presença de determinantes. Assim como os pronomes pessoais, 
outros tipos de pronomes (reflexive, possessive, relative, demonstrative, interrogative) são tam-
bém NPs básicas. Veja no Quadro 4, por exemplo, que ‘this’ e ‘that’ ora funcionam como prono-
mes, ora como determinantes:
Quadro 4 - Pronoun / Determinante
Fonte: Disponível emucl.ac.uk/internet-grammar/determin/xdetm2.htm. 
Acesso em 12 jan. 2010.
GLOSSÁRiO
Modifier: função 
gramatical exercida por 
um elemento, que pode 
ser um determinante 
(noun modifier), um 
adjetivo, um advérbio, 
um sintagma ou uma 
oração (exercendo o 
papel de um adjetivo ou 
advérbio).
DiCA
Basic Principle
Modifiers are like 
teenagers: they fall in 
love with whatever 
they’re next to. Make 
sure they’re next to 
something they ought 
to modify!
Fonte: Disponível 
em http://grammar.
ccc.commnet.edu/
grammar/modifiers.
htm. Acesso em 12 
jan.2010.
31
Letras Inglês - Morfossintaxe da Língua Inglesa
Os determinantes sempre precedem um substantivo; os pronomes são mais independentes, 
pois exercem função semelhante a dos substantivos. Observe:
 This is a very boring book.
 ivanhoe is a very boring book.
 That’s an excellent film.
 Witness is an excellent film.
Mas this e that como determinantes não podem ser substituídos por substantivos:
 This book is very boring.
 *ivanhoe book is very boring.
 That film is excellent.
 *Witness film is excellent.
Outra relação interessante a ser observada ocorre entre os pronomes possessivos e os adje-
tivos possessivos. Observe o Quadro 5:
Quadro 5 - Possessive Pronoun X Determinante
Possessive Pronoun Determinante
The white car is mine. My car is white.
Yours is the blue coat. Your coat is blue.
The car in the garage is his/hers. His/her car is in the garage.
David’s house is big, but ours is bigger. Our house is bigger than David’s.
Theirs is the house on the left. Their house is on the left.
Fonte: Disponível em ucl.ac.uk/internet-grammar/determin/xdetm2.htm. Acesso em 12 jan. 2010.
DiCA
Os adjetivos possessivos 
são também conhe-
cidos como determi-
nantes possessivos, 
justamente por terem a 
característica de acom-
panhar um substantivo. 
Isso não ocorre com os 
pronomes possessivos 
(mine, 
◄ Figura 22: Cell phone
Fonte: Disponível em fre-
egracetracts.com/images/
cell_phone.gif. Acesso em 
12 jan. 2010.
32
UAB/Unimontes - 4º Período
Além dos pronomes, os numerais (numerals), sejam cardinais (‘one’, ‘two’, etc.) ou ordinais 
(‘first’, ‘second’, etc.) também formam NPs básicas como em:
 Two is better than one.
 The two of us
Mas, quando aparecem antes de um substantivo, são determinantes:
Como você deve ter percebido, as NPs de estrutura básica podem ser formadas por prono-
mes ou numerais, mas são compostas principalmente por um substantivo-núcleo com determi-
nantes, que podem apresentar combinações complexas. É o que veremos a seguir. Lembre-se 
sempre: o substantivo-núcleo de uma NP é o elemento central e fator decisivo na realização de 
suas funções sintáticas como um todo. É a partir dele que se estabelecem as relações sintáticas 
com os demais elementos da NP.
De acordo com Weeker e Haegeman (1985, p.37), os determinantes podem ser classifica-
dos como pre, central and postdeterminers, dependendo da posição que ocupam antes do 
substantivo.
Quadro 6 - Types of Determiners
Fonte: Disponível em ucl.ac.uk/internet-grammar/determin/xdetm3.htm - 
adaptado pelas autoras. Acesso em 12 jan. 2010.
No Quadro 6, você pode observar a ocorrência dos três tipos de determinantes em uma 
mesma sentença, o que não é comum. Raramente vamos encontrar uma sequência como essa. 
Normalmente, temos o central determiner acompanhado de um pre ou postdeterminer. Reveja a 
Figura 12 da seção 2.1.1, que traz um resumo dos principais determinantes e tente associá-la ao 
Quadro 6.
Segundo Jacobs:
Noun phrases can also be very complex. They sometimes have a possessive 
noun phrase instead of a determiner, like Yeltsin’s in several of Yeltsin’s suppor-
ters, and they may also contain prepositional phrases, adjective phrases, and 
embedded clauses [orações encaixadas]. (JACOBS, 1995, p. 104)
DiCA
“NPs are the actors 
and the influenced in 
human discourse.
Without NPs there 
would be no agents, no 
patients, noexperien-
cers, no recipients. It 
is no accident that the 
first words that babiesacquire are nouns. Our 
world is full of things 
with physical reality and 
nounsallow us to refer 
to those things. But 
while NPs often refer to 
entities, they can also 
refer to abstractions and 
even propositions. The 
grammatical roles they 
play – subject, direct 
object, indirect object, 
subject complement, 
and object comple-
ment – place NPs into 
a complex relationship 
with the verb phrase” 
(BERK, 1999, p. 95).
ATiViDADe
Acesse o link: http://pa-
pyr.com/hypertextboo 
ks/grammar/ph_noun.
htm, e você poderá fa-
zer uma leitura interes-
sante sobre a comple-
xidade dos sintagmas 
nominais. Aproveite e 
faça um estudo compa-
rativo entre o que vimos 
sobre as NPs e o que 
texto online apresenta. 
Poste as comparações 
no fórum de discussão.
33
Letras Inglês - Morfossintaxe da Língua Inglesa
Vamos, agora, conhecer um pouco mais sobre outros tipos de sintagmas (phrases).
2.6 Sintagma preposicional 
(prepositional phrase - PP)
Os sintagmas preposicionais são formados por uma preposição seguida de uma NP. Como 
são usados para mostrar relação, podem ser adicionados ou omitidos sem afetar o significado, 
num dado contexto, ou a estrutura da sentença. Veja nos exemplos a seguir as funções desem-
penhadas por uma PP:
Como você pode perceber, temos a categoria frasal PP exercendo diferentes papéis. Agora, 
analise os exemplos dados na Figura 23 e tente descobrir a função das Pps.
◄ Figura 23: Examples of 
prepositional phrases. 
Fonte: Disponível em 
http://www.towson.edu/
ows/prep1.jpg. Acesso em 
12 jan. 2010.
34
UAB/Unimontes - 4º Período
Hard work? Então, vejamos! After several minutes funciona como advérbio (ideia de tempo) 
e modifica a oração we located the key; for the door funciona como adjetivo e modifica a NP the 
key; of tiny swallows funciona como substantivo e modifica a NP the flock; over the trees (ideia 
de direção) e near the lake (ideia de lugar) funcionam como advérbio e modificam o verbo flew. 
Did you get it?
Vamos, então, conhecer o sintagma adjetivo.
2.6.1 Sintagma adjetivo (adjective phrase - AdjP)
Como o próprio nome sugere, as AdjPs têm como núcleo um adjetivo. Uma de suas funções 
é modificar uma NP, mas, segundo Berker (1999, p. 180), às vezes os adjetivos presentes em uma 
NP têm sua própria estrutura interna. Na NP a large white building, por exemplo, tanto o adjetivo 
large quanto o adjetivo white modificam building; mas uma NP como a light blue dress é poten-
cialmente ambígua, pois a interpretação depende do fato de light modificar blue ou dress. Não 
vamos discutir aqui as possíveis saídas para se evitar a dupla interpretação. Apenas gostaríamos 
de chamar sua atenção para a importância da relação entre outros níveis de análise linguística 
(nesse caso, a semântica e a fonologia) e a sintaxe. A ambiguidade presente na NP a light blue 
dress pode ser evitada no nível da fala aplicando-se algumas regras fonológicas como a acentua-
ção da palavra que se deseja enfatizar.
As AdjPs frequentemente apresentam em sua estrutura advérbios ou outros elementos mo-
dificando o adjetivo-núcleo. Observe:
O adjetivo-núcleo também pode ser seguido de uma PP ou de uma oração, que servem 
como complemento desse núcleo. Observe:
As AdjPs são construções relativamente simples, o que não se pode dizer das construções 
adverbiais, que são complexas e heterogêneas. A tarefa de agrupar os advérbios em categorias, 
sejam elas semânticas ou sintáticas, é extremamente árdua, pois é a classe gramatical que apre-
senta mais variações (BERK, 1999). Portanto, não nos ateremos à complexidade do sistema adver-
bial, mas faremos a seguir uma breve apresentação desse sintagma.
35
Letras Inglês - Morfossintaxe da Língua Inglesa
2.7 Sintagma adverbial (adverbial 
phrase - AdvP)
Você provavelmente já sabe qual categoria lexical funciona como núcleo de uma AdvP, 
right? O advérbio, claro! Mas, nesse momento, é importante que você se lembre do que estuda-
mos na seção 2.1.4, ou seja, a maioria dos advérbios modifica orações e verbos; mas existe uma 
categoria de advérbios cuja principal função é a de modificar adjetivos ou outros advérbios – são 
os advérbios de intensidade (degree adverbs ou intensifiers). Essa categoria jamais exercerá o pa-
pel de núcleo na AdvP, não podendo, portanto, ser modificada por nenhum outro elemento. Veja 
os exemplos a seguir:
Os exemplos dados ilustram estruturas básicas que apresentam o advérbio como constituin-
te, sendo a AdvP um constituinte da sentença e o intensifier um constituinte do sintagma ao qual 
pertence.
2.7.1 Sintagma verbal (verb phrase - VP)
“The verb phrase is the heart of the sentence” (BERK, 1999, p. 97). Você consegue imaginar a 
importância que a VP tem, a partir da afirmativa da Beker? Pense na importância do coração para 
o corpo humano. A estrutura verbal, assim como o coração para o ser humano, pode ser conside-
rada um elemento vital para a sentença, jamais opcional.
Tendo em vista a extensão e a complexidade das questões envolvendo a VP, optamos por 
descrevê-las na Unidade 3, que apresenta um contexto mais adequado (falaremos sobre a estru-
tura da sentença e dos processos de coordenação e subordinação) para tratar deste assunto.
É importante deixar claro que, ao usarmos a expressão verb phrase, estaremos nos referindo 
ao predicado como um todo, que é o papel desempenhado pela grande maioria das VPs em uma 
sentença, ok? Basicamente, as VPs são constituídas pelos verbos da sentença e seus modificado-
res, se for o caso. Observe o exemplo a seguir:
36
UAB/Unimontes - 4º Período
No exemplo dado, o predicado em destaque tem como núcleo apenas o verbo is, que liga 
o sujeito the professor à AdjP very proud of their students, e a PP of their students complementa 
a ideia do adjetivo-núcleo proud. Esse tipo de predicado é bastante simples por apresentar um 
único verbo em sua estrutura. Em Inglês, o predicado de uma oração (clause) sempre contém um 
verbo e, quase sempre, um sintagma (phrase) em torno dele. Na Unidade 3, estudaremos a VP 
inserida em estruturas sintáticas mais complexas, all right?
Encerramos aqui a Unidade 2. Não deixe de revisar os tópicos estudados até então, pois eles 
serão de suma importância para uma melhor compreensão da Unidade 3. Stay tunned!!!
Referências
BERK, Lynn M. english Syntax: from word to discourse. Oxford: OUP, 1999.
BIBER, Douglas et al. Longman Grammar of Spoken and Written english. England: Pearson 
Education Limited, 1999.
BURTON-ROBERTS, Noel. Analysing Sentences: an introduction to English syntax. New York: 
Longman, 1986.
CELCE-MURCIA, Marianne; LARSEN-FREEMAN, Diane. The Grammar Book: an ESL/EFL Teacher’s 
Course. 2nd ed. Boston, MA, 1999.
CULICOVER, Peter. Autonomy, predication, and thematic relations. In: WILKINS, Wendy (Ed.). Syn-
tax and Semantics Vol. 21: Thematic Relations. San Diego: Academic Press, 1988. P.37-60 apud 
BERK, Lynn M. English Syntax: from word to discourse. Oxford: OUP, 1999.
JACOBS, Roderick A. english Syntax: a grammar for English language professionals. Oxford: OUP, 
1995.
WEKKER, Herman; HAEGEMAN, Liliane. A Modern Course in english Syntax. Kent, UK: Croom 
Helm, 1985.
DiCA
Que tal visitar o Jardim 
das Frases?!?
DiCA
A palavra fast, dentre 
outras, pode funcionar 
como adjetivo ou como 
advérbio, dependendo 
da sentença em que 
ocorre. Veja: 
This is a fast car. (ad-
jective – modifies the 
noun car)
He ran fast. (adverb – 
modifies the verb ran)
37
Letras Inglês - Morfossintaxe da Língua Inglesa
UniDADe 3
Estrutura da sentença: 
coordenação e subordinação
3.1 Introdução 
Na Unidade 2 deste Caderno, você teve a oportunidade de entender melhor a relação entre 
as classes de palavras na perspectiva da análise sintática funcional e como as palavras devem ser 
organizadas para formaros sintagmas, que são os constituintes imediatos de uma sentença ou 
de uma oração. 
Nesta Unidade, focaremos na organização interna dos períodos. O primeiro passo para com-
preender tal organização é distinguir sentença ou período de oração destacando os principais 
tipos de orações existentes na língua inglesa e as relações sintáticas e semânticas estabelecidas 
entre elas. Então vamos lá !
3.2 Períodos (sentences): visão 
geral
Oração é a parte do período que contém um sujeito e um predicado. A língua inglesa, assim 
como a portuguesa, é estruturada da seguinte forma:
Portanto, sujeito e predicado são os componentes essenciais de qualquer sentença. Analise-
mos o seguinte exemplo:
 My sister / works at a bank.
 Subject Predicate
Do ponto de vista semântico, isto é, em termos de significado, o sujeito é o componente 
sentencial sobre o qual se diz alguma coisa. Vale ressaltar que a definição para o termo é proble-
mática sob vários aspectos, principalmente quando interpretamos o sujeito como agente ou ator 
de uma ação. Na voz passiva, por exemplo, os papéis se invertem: o sujeito deixa de ser agente e 
passa a ser paciente, o alvo da ação. Mas, essas questões podem ser melhor discutidas na discipli-
na de Semântica.
Do ponto de vista gramatical, podemos descrever o sujeito como o componente que nor-
malmente antecede uma VP (Verb Phrase), e é sempre formado por uma NP (Noun Phrase). Nos 
exemplos a seguir, destacamos o sujeito. Note que ele, como dissemos, é geralmente, mas nem 
sempre, o primeiro elemento da sentença.
•	 John often comes late to class.
•	 My friend and I both have a dog named Spot.
38
UAB/Unimontes - 4º Período
•	 Sitting in a tree at the bottom of the garden was a huge black bird with long blue tail fea-
thers.
•	 On Saturdays I never get up before 9 o’clock.
O predicado nos dá informações sobre o sujeito e tem como núcleo uma VP que geralmente 
se refere à ação praticada pelo sujeito ou ao que está acontecendo. Destacamos agora o predica-
do das sentenças:
•	 John often comes late to class.
•	 My friend and I both have a dog named Spot.
•	 Sitting in a tree at the bottom of the garden was a huge black bird with long blue tail fea-
thers.
•	 On Saturdays I never get up before 9 o’clock.
Gramaticalmente, podemos definir as VPs como o componente sentencial que ocorre de-
pois do sujeito e antes dos complementos (objetos direto e indireto). Diferentemente do sujeito 
e dos seus modificadores, a VP sofre uma variedade de mudanças em relação ao tempo, aspecto 
e modo. O exemplo a seguir é de uma sentença (ou período) simples, formada por apenas um 
substantivo e um verbo.
Neste ponto é necessário que você tenha compreendido que os componentes básicos de 
uma sentença são uma NP e uma VP. No exemplo anterior, a mensagem é claramente interpretada 
pelo interlocutor, sem que haja a necessidade de complementação. Porém, há casos em que a NP 
e VP pedem complementos, que também são considerados componentes sentenciais. São eles: os 
complementos verbais (objetos direto e indireto), os complementos nominais e os adverbiais.
•	 O objeto nos diz para quem ou para que a ação é realizada e vem logo após a VP. O objeto 
pode ser direto ou indireto. São conhecidos também como complemento verbal.
Há dois tipos de complementos nominais:
•	 Subject complement: geralmente é um substantivo ou adjetivo que renomeia ou define o 
sujeito, e é precedido por um verbo de ligação (linking verb).
•	 Object complement: é um substantivo, adjetivo ou qualquer palavra que possa estar na 
função de substantivo ou adjetivo. Refere-se a um objeto direto, portanto segue ou mo-
difica esse objeto. Esse complemento não é tão comum quanto o subject complement e 
acompanha um número restrito de verbos.
DiCA
Esta seção foi baseada 
no arquivo intitulado 
Complex sentences - An 
analytical Grammar for 
advanced ESLstudents. 
Disponível em http://
flesl.net/Grammar/Com-
plex%20Sentences.pdf. 
Acesso em 12 jan. 2010.
DiCA
Uma phrase composta 
de uma única palavra é 
chamada de full phrase.
39
Letras Inglês - Morfossintaxe da Língua Inglesa
O complemento adverbial funciona como modificador e ocorre no nível da VP ou no nível 
da sentença, ou seja, pode modificar uma VP ou uma sentença. Há três tipos de complementos 
adverbiais: adjuncts, disjuncts e conjuncts.
•	 Adjuncts: fornecem informações sobre o verbo: quando, onde, como e porque a ação é pra-
ticada.
•	 Disjuncts: denotam a opinião ou atitude do falante em relação ao que é dito na sentença. 
Modificam a sentença como um todo e são tradicionalmente chamados de sentenças adver-
biais. É opcional.
Nota: no primeiro exemplo, um advérbio de modo funciona como disjunct. Já no segundo, 
temos uma oração para a mesma função.
•	 Conjuncts: são usados para enfatizar as conexões entre os significados das sentenças ou 
orações.
•	 He’s been behaving strangely lately. For example, last night he went straight to his room 
when he came home.
•	 He noticed she was not wearing the ring. Then he realized what had happened.
Agora que você já conhece um pouco sobre os componentes sentenciais, você é capaz de 
compreender a diferença entre período simples (simple sentence) e outros tipos de períodos, 
que apresentaremos nas próximas seções. E não se esqueça! Toda sentença deve ter pelo menos 
uma NP e uma VP, ou seja, um sujeito e um predicado. Exemplos:
•	 He left home early.
•	 She didn’t come.
•	 My parents love country music.
DiCA
Os verbos que pedem 
um object complement 
são chamados de com-
plex verbs (ver Unidade 
2, seção 2.1.2). Alguns 
exemplos de complex 
verbs são: make, wipe, 
consider, find, call, 
name, eat, prefer.
ATiViDADe
Para aprender mais 
sobre os componentes 
sentenciais acesse os 
links:
http://classroom.jc-s-
chools.net/la/activities/
subj- pred_files/v3_do-
cument.htm
http://college.cenga-
ge.com/devenglish/
broughton/focus_flo-
rida/1e/students/dia-
gramming/exer cise_6.
pdf
http://www.mmahler.
com/Asset s/Mahler4.
pdf
Poste seus achados no 
fórum de discussão.
40
UAB/Unimontes - 4º Período
3.3 Tipos de períodos
Uma forma de categorizar as sentenças é através das orações que elas contêm. Nesse ponto, 
a definição de oração (clause) tem que estar clara em sua mente.
É importante você perceber que, de acordo com essa definição, sentenças simples são ora-
ções. Isso porque, conforme você estudou na disciplina Morfologia da Língua Inglesa, a sentença 
simples deve conter um sujeito e um verbo. Toda sentença simples é uma oração, mas nem toda 
oração configura uma sentença simples. Existem diferenças que ficarão claras para você à medi-
da que avançarmos os estudos sobre os períodos compostos por subordinação. Observe:
 Susie sings in the shower  clause/simple período
 When Susie sings in the shower  clause
As sentenças se classificam em:
Simple: período simples. Contém uma única oração independente.
 I don’t like cats.
 Our school basketball team lost their last game of the season 75-68.
Compound: período composto por coordenação. Contém duas ou mais orações indepen-
dentes que são ligadas umas às outras por conjunções coordenadas.
•	 I don’t like cats, and my sister doesn’t like dogs.
•	 You can call me, or you can come here.
Complex: período composto por subordinação. Contém uma oração independente e uma 
oração subordinada ligadas por uma conjunção subordinativa.
•	 I don’t like dogs that bark at me.
•	 You can call me, although I want you to come here.
Compound-complex: período composto por coordenação e subordinação. Contém três ou 
mais orações, sendo que uma delas é uma oração independente.
•	 I don’t like cats, and my sister doesn’t like dogs because they make her sneeze.
•	 You can call me, or you can come here since we have a lot to talk.
Até aquitudo bem? A intenção é que você tenha uma noção bem geral dos componentes 
sentenciais, bem como de suas respectivas funções sintáticas. Também achamos oportuno fami-
liarizá-lo com os tipos de sentenças e as relações estabelecidas entre elas através das conjunc-
tions. A partir da próxima seção faremos uma análise mais detalhada de cada tipo de período. 
Vamos lá?
3.3.1 Período composto (compound sentence)
Uma sentença simples – que também é considerada uma oração – pode ser combinada com 
outra sentença simples (outra oração) para formar um período composto (compound sentence). 
Por exemplo, a sentença simples Susie sings in the shower, ao ser combinada com Jack accompa-
nies her on the piano, forma um período composto.
•	 Susie sings in the shower and Jack accompanies her on the piano.
Quando sentenças simples são ligadas – tornando-se partes de um período composto – 
passamos a chamá-las de orações independentes (independent clauses). Orações independentes 
são aquelas que, apesar de estarem unidas em uma única sentença, são igualmente importantes 
gramaticalmente. Isto quer dizer que a ordem das orações em um período composto pode ser in-
DiCA
O que caracteriza uma 
sentença simples não é 
a sua extensão, mas sim 
o fato dela ter em sua 
estrutura apenas um 
sujeito e um verbo.
41
Letras Inglês - Morfossintaxe da Língua Inglesa
vertida sem que ele se torne agramatical. As orações que formam um período composto são ge-
ralmente ligadas por conjunções coordenativas (coordinating conjunctions) seguidas de vírgula. 
Podemos ainda omitir a conjunção e separar as orações com ponto e vírgula.
•	 Brazil is a rich country.
•	 It has many poor people.

•	 Brazil is a rich country, but it has many poor people.
•	 Brazil is a rich country; it has many poor people.
COMPOUnD SenTenCe
Vamos abrir um parêntese aqui para falar um pouco sobre as conjunções que, como você já 
deve saber, são palavras de ligação – linking words ou joining words – que conectam uma ora-
ção a outra. São palavras funcionais, mas possuem carga semântica e conferem ideia de adição, 
contradição, consequência, causa e efeito, etc. às orações que são unidas por elas. As conjunções 
usadas nos períodos compostos são:
Coordinating conjunction: é o tipo mais simples de conjunção e conecta duas ideias de 
igual importância. Conecta palavras que são gramaticalmente similares. Por exemplo, dois subs-
tantivos (ball and bat), dois verbos (running and palying), duas sentenças:
•	 Tom was running and playing with his ball and bat, but he did not watch where he was going.
As conjunções coordenativas são:
◄ Figura 24: The society 
for endangered 
grammar
Fonte: Disponível em 
savagechickens.com/
images/chickensemico-
lon.jpg. Acesso em 12 jan. 
2010.
42
UAB/Unimontes - 4º Período
Perceba que as iniciais de cada conjunção em destaque formam um acrônimo – FANBOYS 
– que facilita a memorização. Sem dúvida, as principais conjunções coordenativas são and, but e 
or. Apresentamos abaixo algumas das possíveis relações que são estabelecidas entre as orações 
através destas conjunções:
•	 For estabelece relação de causa entre as orações;
•	 And estabelece relação de sequência, resultado entre as orações;
•	 Nor estabelece relação de exclusão entre as orações;
•	 But estabelece relação de contradição entre as orações;
•	 Or estabelece relação de possibilidade entre as orações, sendo que uma das possibilidades 
elimina a outra;
•	 Yet estabelece relação de contradição entre as orações;
•	 So estabelece relação de consequência entre as orações.
Agora, leia com atenção os exemplos e confirme a relação estabelecida entre as orações 
através das conjunções. Note que, mesmo unidas por conjunções coordenativas, as orações 
mantêm a característica de independência, ou seja, uma não depende da outra para transmitir 
significado.
•	 I’m not eating chocolate, for I’m on a diet
•	 She went away, and everybody got sad.
•	 They didn’t come, nor did they send us a message.
•	 He studied hard, but he didn’t do well in the test.
•	 He can sleep on the sofa, or he can go to a hotel.
•	 She doesn’t like Paulo Coelho, yet she read As Valquírias.
•	 It rained heavily, so I couldn’t go out.
Correlative conjunction: é um tipo de conjunção coordenativa formada por pares de pa-
lavras que estabelecem entre si uma relação de reciprocidade ou complementaridade. As con-
junções correlativas conectam palavras, sintagmas e orações que são gramaticalmente similares 
– substantivo com substantivo; adjetivo com adjetivo; sintagma com sintagma; etc. São sempre 
usadas em pares e conectam ideias de igual valor. É interessante notar que a segunda palavra 
deste tipo de conjunção é sempre uma conjunção coordenativa.
•	 Both	men	and	women	should	have	equal	rights.
A Figura 26 mostra como o período é estruturado com as conjunções correlativas:
DiCA
Ao unir duas orações 
por uma conjunção, use 
vírgula antes dela.
 I Love pancake, but 
my husband doesn’t.
DiCA
A conjunção nor não é 
tão comumente usada 
como as demais. Obser-
ve o seu uso:
 She can’t go out. She 
can’t use the computer.
 She can’t go out, 
nor can she use the 
computer.
verbo auxiliar na 
negativa 
verbo auxiliar na afir-
mativa precedendo o 
sujeito
Figura 25: Coordinating 
conjunctions
Fonte: Disponível em ggu-
ru.com/images/conjnIn-
terj/conjinterf.gif. Acesso 
em 12 jan. 2010.

Figura 26: Correlative 
conjunctions 1
Fonte: Disponível em to-
wson.edu/ows/paral5.jpg. 
Acesso em 12. jan. 2010. 

43
Letras Inglês - Morfossintaxe da Língua Inglesa
Agora observe os exemplos. Você é capaz de identificar a relação estabelecida entre as ora-
ções através das conjunções correlativas?
•	 He watched both lion and tiger.
•	 Neither Sue nor Ammy will come.
•	 Jean is not only intelligent but also polite.
•	 They can either go to the beach or to the countryside.
•	 He did not know whether to exit the freeway at Orange Avenue or to exit the freeway at 
Cherry Avenue.
•	 This perfume doesn’t smell as good as yours.
Confira se suas conclusões estão corretas:
•	 Both...and estabelece relação de adição entre as orações;
•	 Neither...nor estabelece relação de exclusão entre as orações;
•	 Notonly...but also estabelece relação de adição entre as
•	 Either...or estabelece relação de alternância, possibilidade entre as orações;
•	 Whether... or estabelece relação de alternância, possibilidade entre as orações;
•	 As........as estabelece relação de igualdade entre as orações.
Analise períodos compostos da Figura 28:
A. Itried to speak Spanish, and my friendtried to speak English. 
B. Alejandroplayed football, soMariawent shopping.
C. Alejandroplayed football, forMariawent shopping.
Não há dúvidas de que os três exemplos da Figura 28 são de períodos compostos, right? 
Cada período é formado por duas orações, que estão ligadas por uma conjunção coordenativa 
precedida de vírgula. Observe como a escolha da conjunção pode mudar totalmente a relação 
de sentido entre as orações. Os períodos B e C são idênticos, exceto pela conjunção. No período 
B, Alejandro foi jogar bola, e como consequência Maria foi fazer compras. Já no período C, Ale-
jandro foi jogar bola porque Maria foi fazer compras e, provavelmente, ele não tinha nada para 
fazer.
Agora analise os períodos abaixo e responda: de que tipo são?
•	 Judy and Sam went to a party and danced a lot.
•	 Judy got tired, and Sam took her home.
Se você respondeu que o primeiro exemplo é um período simples e o segundo é um perío-
do composto, parabéns! No primeiro período tanto o sujeito quanto o verbo são compostos; o 
segundo período é formado por duas orações independentes.
3.3.2 Complex sentences
Na seção anterior, ao nomearmos as orações que compõem um período composto de ora-
ções independentes, indicamosque elas são de igual importância do ponto de vista gramatical. 
Mas nem todo período formado por duas orações é um período composto. Nos períodos com-
plexos, as orações não têm o mesmo valor, pois sempre haverá uma relação de dependência en-
DiCA
O sentido expresso em 
um período em que 
uma conjunção corre-
lativa foi empregada é 
basicamente o mesmo 
se empregarmos uma 
conjunção coordenati-
va. Quando queremos 
enfatizar que há dois 
elementos ou duas 
ideias de igual valor no 
período, usamos uma 
conjunção correlativa.
ATiViDADe
http://www.bbc.co.uk/
skillswise/words/
grammar/interestsenten 
ces/compoundsenten-
ces/quiz.s html
Resolva a quiz sobre 
períodos compostos e 
poste a resolução no 
fórum de discussão.
Divirta-se!
DiCA
Além das coordinating 
e correlative conjunc-
tions, as clauses de um 
período composto tam-
bém podem ser ligadas 
uma à outra através dos 
conjunctive adverbs 
– advérbios (however, 
moreover, consen-
quently, as a result, 
etc.) que substituem as 
coordinating conjunc-
tions. Esses advérbios 
estabelecem relação de 
comparação, contraste, 
sequência, causa-efeito, 
etc., entre as clauses. 
Para mais informações 
sobre conjunctive ad-
verbs acesse:
http://www.johnsesl.
com/templates/
grammar/conjuncti-
veadv.p hp
◄ Figura 27: Correlative 
conjunctions 2
Fonte: Disponível em 
englishexperts.com.
br/wp-content/ uploa-
ds/2008/11/conjuntions.
jpeg. Acesso em 12 jan. 
2010.
◄ Figura 28: Compound 
sentences and 
conjunctions 
Fonte: Disponível em esl-
bee.com/sentences.htm. 
Acesso em 12 jan. 2010.
44
UAB/Unimontes - 4º Período
tre elas. A oração de “menor valor” é chamada de oração dependente, pois ela é parte de outra 
oração, a principal (main clause).
Por analogia, podemos comparar a estrutura de um período complexo à estrutura familiar. 
Embora os filhos sejam membros que dão àquele grupo a característica de família, eles não são 
sua base, são dependentes dos pais. Um período tem como base o sujeito, o verbo, e as pala-
vras que completam seu sentido (os pais). As informações adicionais, as orações dependentes (os 
filhos), dão um sentido mais amplo ao período, caracterizando-a como período complexo – as 
informações contidas nas orações dependentes precisam da informação contida na oração prin-
cipal. Observe o exemplo. A oração em destaque adiciona informação à oração principal:
•	 If	the	weather	doesn’t	get	better,	we	can’t	drive	to	the	beach	thisholiday.
Se isolarmos as orações que formam esse período, percebemos que ‘we can’t drive to the 
beach this holiday’ tem sentido completo. Porém ‘if the weather doesn’t get better’ necessita de 
um complemento, por isso essa oração é a dependente ou subordinada (subordinate clause).
A partir do que foi exposto acima, caracterizamos o período complexo da seguinte forma:
•	 Um período complexo é formado por uma oração independente (main clause) e pelo me-
nos uma oração dependente (subordinate clause);
•	 Uma oração dependente deve ser combinada com uma oração independente para ter senti-
do completo;
•	 A oração subordinada é introduzida por um termo subordinante, que pode ser uma conjun-
ção subordinativa ou um pronome relativo.
A conjunção subordinativa é o tipo de conjunção que conecta uma oração independente a 
uma oração dependente (que se torna assim por que é introduzida por uma conjunção subordi-
nativa). Uma conjunção subordi- nativa conecta duas ideias: a ideia expressa na oração principal 
(main clause) é mais relevante do que a expressa na oração subordinada (subordinate clause).
As Figuras .31 e 32 resumem as principais características das conjunções subordinativas:
Figura 29: 
Subordinators 
Fonte: Elaborado pelas 
autoras.

Figura 30: 
Subordinating 
conjunctions
Fonte: Disponível em 
http://www.primaryre-
sources.co.uk/english/
conjunctions.htm. Acesso 
em 12 jan. 2010.

45
Letras Inglês - Morfossintaxe da Língua Inglesa
Analise os exemplos e identifique as orações subordinadas. Fácil, não é?
•	 When he handed in his homework, he forgot to give the teacher the last page.
•	 The teacher returned the homework after she noticed the error.
•	 The students are studying because they have a test tomorrow.
Você acabou de comprovar que é muito simples identificar a oração subordinada de um pe-
ríodo complexo, pois ela é sempre introduzida por um subordinator. Mas não é tão simples esta-
belecer as relações entre a oração principal e a subordinada. Vamos entender por quê?
As orações subordinadas são partes dos períodos complexos. Isso quer dizer que, quando 
analisamos sintaticamente um período, descobrimos que a oração dependente exerce a função 
de sujeito, de objeto ou de complemento desse período. Façamos a análise do período a seguir:
You won’t believe what I’m going to tell you.
main clause subordinate clause
O verbo believe necessita de um complemento – o objeto direto. Nesse caso, a oração su-
bordinada é que exerce a função de objeto direto - what I’m going to tell you.
As orações dependentes podem ser classificadas de acordo com a função sintática que exer-
cem em relação à oração principal:
•	 Orações nominais (noun clauses): exercem a função de sujeito ou de objeto nos períodos 
complexos;
DiCA
Quando a oração 
subordinada anteceder 
a oração principal, é 
necessário separá-las 
com vírgula.
•	 Since he didn’t call 
me, I decided to go 
to the party alone.
◄ Figura 32: 
Subordinating 
conjunctions patterns
Fonte: Disponível em 
http://englishexplora-
tion.files.wordpress.
com/2009/09/sc-2.jpg. 
Acesso em 12 jan. 2010.
◄ Figura 31: 
Subordinating 
conjunctions
Fonte: Disponível em 
http://englishexplora-
tion.files.wordpress.
com/2009/09/sc-1.jpg. 
Acesso em 12 jan. 2010.
46
UAB/Unimontes - 4º Período
•	 Orações adverbiais (adverbial clauses): exercem a função de adjuntos adverbiais nos pe-
ríodos complexos;
•	 Orações adjetivas (adjective ou relative clauses): exercem a função de modificador (mo-
difier) em relação a um sintagma nominal.
Apresentamos, a seguir, informações simplificadas sobre cada tipo de oração, pois nossa in-
tenção aqui é a de que você seja capaz de identificar os tipos de períodos e as relações sintáticas 
que se estabelecem entre as orações que compõem esses períodos.
3.4 Oração substantiva (noun 
clause)
as orações substantivas exercem nos períodos as mesmas funções que o substantivo. Elas 
podem pode ser:
•	 The subject of a verb:
 What	Billy	did shocked his friends. 
•	 The object (direct object) of a verb:
 Billy’s friends didn’t know that he	couldn’t	swim.
•	 The subject complement:
 Billy’s mistake was that	he	refused	to	take	lessons.
•	 The object of a preposition (indirect object):
 Mary is not responsible for what	Billy	did.
•	 Uma oração substantiva (nunca um substantivo) pode ser complemento de um adjetivo:
 Everybody is sad that	Billy	drowned.
Para “descobrir” a função sintática da oração substantiva, use a estratégia de perguntar ao 
verbo ‘o que’, ‘que’, ‘qual’, ‘por que’.
 What	you	are	doing seems very difficult.
What seems very difficult? What you are doing.
 SUBJECT OF THE VERB
 I don’t know where he is.
What don’t you know? Where he is.
 DIRECT OBJECT OF THE VERB
 Billy laughed at what we said.
What did Billy laugh at? What we said.
 INDIRECT OBJECT OF THE VERB
DiCA
Algumas informações 
e os exemplos sobre os 
tipos de clauses foram 
extraídos da home 
page do professor John 
Fleming da De Anza 
College. Disponível em: 
http://faculty.deanza.
edu/flemingjohn/
47
Letras Inglês - Morfossintaxe da Língua Inglesa
 I am certain that	I	posted	the	letter.
What am I certain? That	I	posted	the	letter.
 SUBJECT COMPLEMENT
(I posted the letter. I am certain  note que osdois complementos se referem ao sujeito.)
 He is happy that he is learning English.
Why is he happy? Because of the fact that he is learning english.
 ADJECTIVE COMPLEMENT
(His happiness is related to the fact that he is learning English.)
Voltamos a lembrá-lo que o nosso objetivo é que você seja capaz de identificar os tipos de 
orações e suas respectivas funções no período. Mas, não podemos deixar de mencionar uma re-
gra importante sobre a oração substantiva: ela é sempre uma afirmativa, mesmo que a oração 
principal seja uma pergunta. Observe:
 * Do you know what time is it? (Question word order: is it)  not correct.
 Do you know what time it is? (Statement word order: it is)  correct.
3.5 Oração adverbial (adverbial 
clause)
uma oração adverbial (adverbial clause) estabelece uma relação de tempo, causa e efeito, 
contraste, condição, etc. entre as orações que formam um período. Ela pode modificar um verbo, 
um adjetivo, um advérbio e até mesmo o resto do período em que aparece. Ela ocupa diferentes 
posições no período.
Podemos combinar duas orações independentes para formar um período que contenha 
uma oração adverbial. Vamos aprender como se faz? Siga os passos:
1. Selecione duas orações independentes que possuam alguma relação entre elas.
 Billy couldn’t swim. 
 Billy jumped off the pier. (contrast)
DiCA
As noun clauses são 
sempre introduzidas 
por um subordinator, 
que são chamados de 
noun clause markers:
That; If;
Whether;
Wh-words: How, what, 
when, where, which, 
who, whom, whose, 
why;
Wh-ever words: Howe-
ver, whatever, whene-
ver, wherever, whiche-
ver, whoever.
ATiViDADe
1. Acesse o link http://
www.testyourenglish.
net/english- online/
subjects/nouncl1.html 
e aprenda mais sobre as 
noun clauses. Discuta 
suas dúvidas com o 
professor formador.
2. Acesse o link http://
www.learnenglishfeel-
good.com/lefg1_noun-
clauses1.htm e resolva 
os exercícios propostos.
◄ Figura 33: Adverb 
clauses
Fonte: Disponível em 
http://www.towson.edu/
ows/conj8.jpg. Acesso em 
12 jan. 2010.
48
UAB/Unimontes - 4º Período
2. Adicione uma conjunção subordinativa no início da oração que você quer que se torne de-
pendente.
 Although Billy couldn’t swim.
 He jumped off the pier. 
3. Una as orações em um único período. Geralmente, a ordem das orações não é importante, 
mas se a oração subordinada iniciar o período,separe-a da oração principal com vírgula.
 Although Billy couldn’t swim, he jumped off the pier. 
Viu como é fácil? Tente formar um período complexo com os pares de períodos simples a 
seguir:
•	 George could play the guitar well.
•	 George took guitar lessons. (time)
•	 You must save money.
•	 You want to travel abroad. (condition)
Os subordinators nas orações adverbiais são as conjunções subordinativas. Na Figura 34 lis-
tamos alguns exemplos de conjunções subordinativas e a relação que elas estabelecem entre as 
orações.
A Figura 35 apresenta um resumo sobre as orações adverbiais:
ATiViDADe
Acesse o link e resolva 
os exercícios interati-
vos sobre as adverbial 
clauses.
http://web2.uvcs.uvic.
ca/elc/studyzone/410/
grammar/advcls1.htm. 
Poste as respostas do 
exercício no fórum de 
discurssão.
Figura 34: 
Subordinating 
conjunctions in adverb 
clauses
Fonte: Elaborado pelas 
autoras.

Figura 35: Summary – 
adverbial clauses
Fonte: Disponível em 
http://4.bp.blogspot.
com/_hPaSqNya9QI/
SUb-TehOJ_I/AAAAAAA-
AARY/qqPG6jZC8IQ/s400/
New+Picture+(4).png. 
Acesso em 12 jan. 2010.

49
Letras Inglês - Morfossintaxe da Língua Inglesa
As orações adjetivas possuem a mesma função dos adjetivos, ou seja, elas os modificam. Ao 
combinar sentenças com uma oração adjetiva, o texto se torna mais claro e objetivo, pois evita-
mos a repetição de palavras. Observe e compare:
The teacher has a new car.
adjective that modifies car
The car that she is driving is not hers.
adjective clause that modifies car
Você deve ter reparado que, ao contrário dos adjetivos, as orações adjetivas aparecem de-
pois do substantivo que elas modificam. Observe como podemos transformar dois períodos sim-
ples em um período complexo formado por uma oração adverbial.
1. Selecione duas orações que contenham um substantivo comum entre elas (ou substantivo e 
pronome que estejam substituindo o substantivo).
•	 The book is on the table. + I like the book.
•	 The man is here. + The man wants the book.
2. Exclua o substantivo da oração que você deseja que se torne dependente e substitua-o por 
um pronome relativo.
•	 The book is on the table. + I like which.
•	 The man is here. + who wants the book.
3. Mova o pronome relativo para o início da oração.
•	 The book is on the table. + which I like.
•	 The man is here. + who wants the book.
4. Coloque a oração adjetiva imediatamente após o sintagma nominal (o substantivo repetido) 
que ela modifica.
•	 The book which I like is on the table.
•	 The man who wants the book is here.
Você percebeu que nas orações adjetivas o subordinator não é uma conjunção subordinati-
va? As orações adjetivas são introduzidas por um pronome relativo. Por isso, elas também podem 
ser chamadas de relative clauses. As relative clauses são classificadas em restritivas (defining) e 
não restritivas (non-defining). Entenda o porquê dessa classificação.
Defining relative clauses: contêm informações que são necessárias para identificar o subs-
tantivo que ela modifica. Se a oração restritiva for removida do período, o sentido da oração prin-
cipal muda. Este tipo de oração não pode ser separado da oração principal por vírgulas.
•	 People who can’t swim should not jump into the ocean.
non-defining relative clauses: este tipo de oração fornece informação adicional sobre o 
substantivo que ela modifica. Se uma oração adjetiva não restritiva é removida do período, o 
sentido da oração principal não muda. Esse tipo de oração é separada da oração principal por 
vírgulas.
•	 Billy, who can’t swim, should not jump into the ocean.
Você, com certeza, notou que a relative clause nos dois exemplos é exatamente a mesma 
– who can’t swim – e deve estar se perguntando por que essa oração se torna irrelevante no se-
gundo exemplo. A resposta é simples. Na Unidade 1 deste Caderno Didático apresentamos que 
o estudo morfossintático, na visão funcional, depende da forma, significado e uso. Portanto, a 
relevância da informação é determinada pelo interlocutor ou pelas circunstâncias (contextos) em 
que uma sentença é produzida.
O Quadro 7, a seguir, mostra o uso dos pronomes relativos nas orações adjetivas restritivas:
ATiViDADe
Vamos ver se você 
aprendeu? Propomos 
aqui o mesmo tipo de 
atividade que você 
fez sobre orações 
adverbiais. Transforme 
os pares de períodos 
simples em um período 
complexo.
•	 Bob lives in En-
gland. Bob is my 
boyfriend.
•	 I lost my wedding 
ring. My wed-
ding ring is very 
valuable.
Compare seus períodos 
com os de seus colegas.
50
UAB/Unimontes - 4º Período
Quadro 7 - Relative pronouns in defining relative clauses
PeRSOn THinG
SUBJeCT WHO / THAT
She is the person who/that 
repairs the computers.
WHiCH / THAT
That’s the film which/that I told you 
about.
DiReCT/
inDiReCT
OBJeCT
WHO / WHOM / THAT /
omission
The hunters who/ whom/
that we heard last night have 
left.
or using omission:
The hunters (---) we heard 
last night.
That’s the person (---) I talked 
to.
WHiCH/THAT/omission
That CD which/ that we bought yester-
day didn’t sound well.
or
That CD (---) we bought yesterday didn’t 
sound well.
POSSeSSiVe WHOSe
The boy, whose father works 
at the school library, won the 
Literature contest.
WHOSe
They had to put away all the planes 
whose wings had been damaged by 
the typhoon.
ADVeRBiAL WHeRe: The placewhere I was bornis 
the coldest in Greece.
WHen: Tell me the daywhen you want 
to leave.
WHY: That’s (the reason) why I never 
go out at night.
Fonte: Disponível em http://english.baladre.org/sedaviwebfront/relativegrammar.htm#contactprepos,adaptado pelas 
autoras. Acesso em 12 jan. 2010.
Após a análise cuidadosa do Quadro 7, chegamos às seguintes conclusões:
•	 A escolha do pronome relativo depende do substantivo que o antecede e da sua função sin-
tática no período;
•	 Nas orações restritivas, os pronomes relativos who, which, that podem exercer função de su-
jeito ou de objeto;
Whom só pode ser usado na função objeto. Observe o seu uso quando temos um objeto 
indireto no período:
•	 The person about whom we were talking suddenly appeared in the room.
•	 The person (----) we were talking about suddenly appeared in the room
Observe que, quando não omitimos o pronome relativo, a preposição é deslocada da sua 
posição e antecede o pronome.
Orações adjetivas restritivas fornecem informação relevante sobre o substantivo e o prono-
me relativo pode ser omitido quando exercer a função de objeto:
•	 Those children who / that are running in the first positions don’t belong to our school.
•	 The goats (which / that / --) we saw yesterday evening must have escaped and become wild.
Whose é usado quando existe relação de posse entre os substantivos das duas orações;
•	 The boy won the Literature contest. The boy’s father works at the school library.
Então, quando você une as orações utilizando os passos listados no início desta seção, te-
mos o período ‘the boy whose father works at the school library, won the Literature contest’.
Agora, vamos observar o uso dos pronomes relativos nas orações não restritivas. Não se es-
queça:
DiCA
Para saber se os pro-
nomes relativos who, 
which e that exercem 
função se sujeito ou de 
objeto no período, iden-
tifique a palavra que 
vem logo após eles.
who / which / that + verb 
 função sujeito  
pronome não pode ser 
omitido.
•	 The vase which is 
on the table is a 
gift from my sister.
The vase é o sujeito das 
duas clauses:
The vase is on the table. 
The vase is a gift from 
my sister
who / which / that + 
noun / noun phrase  
função objeto  prono-
me pode ser omitido.
•	 The vase which my 
sister gave me is on 
the table.
The vase é o sujeito da 
primeira clause e objeto 
da segunda:
The vase is on the table. 
My sister gave me the 
vase.
51
Letras Inglês - Morfossintaxe da Língua Inglesa
•	 As orações adjetivas não-restritivas são separadas por vírgula da oração principal;
•	 O pronome relativo não pode ser omitido;
•	 Os pronomes who, whom e which não podem ser substituídos por that.
Quadro 8 - Relative pronouns in non-defining relative clauses
PeRSOn THinG
SUBJeCT WHO
James, who has helped my 
brother with maths for years, 
has left school.
WHiCH
Lobsters, which are really cheap in 
the Caribbean, can be bought now 
for a reasonable price.
DiReCT/inDiReCT
OBJeCT
WHO / WHOM
Witches, who have been consi-
dered like evil for ages, are now 
fashionable.
WHiCH
Mount Everest,which used to be a 
remote place, can now be reached 
on organized trips.
POSSeSSiVe WHOSe
Mary, whose brother helped 
me with the plumbing yester-
day, hasn’t called me for ages.
WHOSe
The Eiffel Tower, whose design was 
revolutionary at its time, is still a 
marvelous structure.
Fonte: Disponível em http://english.baladre.org/sedaviwebfront/relativegrammar.htm#contactprepos, adaptado pelas 
autoras. Acesso em 12 jan. 2010.
A Figura 36 exemplifica as orações adjetivas. Perceba que, no segundo exemplo, a oração 
não-restritiva não vem entre vírgulas. A opção aqui foi colocá-la após a oração principal, separa-
da por vírgula. Na Figura 36, adjectival clause é o mesmo que adjetive clause ou relative clause.
Na próxima seção, que é a última deste capítulo e também encerra este Caderno, aborda-
remos outro tipo de período – o período composto – complexo (compound-complex sentence).
3.6 Período composto-complexo 
(compound-complex sentence)
Além dos períodos compostos e complexos, há uma terceira categoria de período: os com-
postos-complexos, que não são particularmente importantes do ponto de vista teórico; são com-
binações de períodos compostos e complexos em um único período. Portanto, eles são forma-
dos por pelo menos uma oração dependente e duas ou mais orações independentes.
ATiViDADe
Ufa! Quanta informação, 
não é mesmo? Hora 
de colocar em prática 
o que você apren-
deu. Acesse os links 
para as atividades de 
compreensão sobre as 
relative clauses: http://
english.baladre.org/se-
dav iwebfront/relative-
7link.htm http://english.
baladre.org/sedaviweb-
front/relative2.htm
E para descontrair e 
continuar praticando, 
siga o link http://en-
glish.baladre.org/sedav 
iwebfront/atseventeen.
htm
◄ Figura 36: Defining and 
non-defining relative 
clauses
Fonte: Disponível em 
http://www.towson.edu/
ows/AdvAdjNomClause18.
jpg. Acesso em 12 jan. 
2010.
52
UAB/Unimontes - 4º Período
•	 The dog lived in the backyard, but the cat, who knew he was superior, lived inside the house.
Neste exemplo temos:
Duas orações independentes:
•	 The dog lived in the backyard.
•	 The cat lived inside the house. 
Uma oração dependente:
•	 who knew he was superior
A Figura 37 exemplifica as compound-complex sentences:
Encerramos esta unidade, sugerindo que você acesse http://www.chompchomp.com/ter-
ms/subordinateclause.htm. Esse link apresenta um resumo bastante prático sobre orações subor-
dinadas.
Bom, missão cumprida! Nosso objetivo era apresentar os principais aspectos e particulari-
dades da Morfossintaxe da Língua Inglesa. Sugerimos que você retome os pontos que ainda não 
estão claros e refaça as atividades propostas. Conte com o apoio do seu professor e tutor. Espera-
mos, também, que você tenha alcançado os objetivos propostos para a disciplina. Um abraço!As 
Autoras.
Referências
BERK, Lynn M. english Syntax: from word to discourse. Oxford: OUP, 1999.
CRYSTAL, David. A dictionary of linguistics and phonetics. 2 nd edition. New York: Basil Black-
well, 1985.
Complex sentences. An analytical Grammar for advanced eSL students. Disponível em 
<http://flesl.net/Grammar/Complex%20Sentences.pdf>. Acesso em 20 jan. 2010.
FOWLER, H. Ramsay; AARON, Jane E.; LIMBURG, Kay. The Little, Brown Handbook. 6th ed. New 
York: Harper Collins, 1995.
JACOBS, Roderick A. english Syntax: a grammar for English language professionals. Oxford: OUP, 
1995.
QUIRK, Randolph; GREENBAUM, Sidney. A University Grammar of english. Essex, England: 
Longman, 1993.
WEKKER, Herman; HAEGEMAN, Liliane. A Modern Course in english Syntax. Kent, UK, 1985.
ATiViDADe
Na Unidade 2 deste 
Caderno Didático, 
você aprendeu que os 
sintagmas (phrases) 
são os constituintes 
imediatos da sentença. 
Após estudar os tipos 
de períodos na Unidade 
3, você concorda que 
as orações também são 
constituintes imediatos 
de uma sentença? . 
Poste seus achados no 
fórum de discussão.
Figura 37: Complex-
compound sentences
Fonte: Disponível em 
http://www.towson.edu/
ows/compoundcomple-
xsent.jpg. Acesso em 12 
jan. 2010.

53
Letras Inglês - Morfossintaxe da Língua Inglesa
Resumo
Unidade 1
•	 Toda língua é estruturada de acordo com suas regras de funcionamento;
•	 Tradicionalmente, a estrutura de uma língua pode ser descrita em diferentes níveis: semân-
tico (estudo do significado), sintático (estudo da estrutura do período), morfológico (estudo 
da estrutura da palavra) e fonológico (estudo do sistema sonoro);
•	 Tendo em vista a complexidade da estrutura da língua, não podemos pensar nos modelos 
propostos para sua representação hierárquica como níveis isolados de análise linguística. O 
nível morfológico, porexemplo, interage diretamente com os níveis fonológico, sintático e 
semântico;
•	 Vários são os significados para o termo ‘gramática’: livro que contém um conjunto de regras 
da língua prescritas para seu uso ‘adequado’, regras e princípios com as quais já nascemos 
(Gramática Universal), estudo das regras que governam a língua em uso num contexto co-
municativo;
•	 As diferentes definições apresentadas para o termo ‘gramática’, na verdade, se complemen-
tam. Independentemente da corrente teórica seguida pelos linguistas, toda gramática des-
creve, de alguma forma, a estrutura da língua;
•	 Os termos competence/performance, acceptability/ grammaticality, creativity/productivity re-
presentam os universais linguísticos estabelecidos por Chomsky na gramática gerativa;
•	 Existe uma relação de interdependência entre os componentes sintático (forma), semântico 
(significado) e pragmático (uso) na perspectiva funcional de análise da língua.
Unidade 2
•	 Ao levarmos em conta as noções de forma, significado e uso, entendemos que para o estu-
do morfossintático é necessário fazer a distinção entre:
•	 palavra ortográfica (formas separadas por espaços na escrita e suas formas correspon-
dentes no discurso oral);
•	 palavra gramatical (em diferentes contextos mudam de classe gramatical);
•	 As classes de palavras podem ser dividas em dois grupos: palavras lexicais (substantivos, 
verbos, adjetivos e advérbios), que carregam a maior parte do sentido, e palavras funcionais 
(preposições, pronomes, determinantes, conjunções), que exercem uma função mais estru-
tural;
•	 Saber identificar a categoria lexical de uma palavra facilita o trabalho de identificação das 
categorias frasais e, consequentemente, de análise da estrutura da sentença;
•	 Quando dividimos uma sentença em partes, estamos analisando sua estrutura, ou seja, a 
estrutura dos seus constituintes. Cada um deles pode pertencer a uma categoria diferente, 
que desempenha uma função específica na estrutura da sentença como um todo;
•	 Existem vários processos (constituency tests) que permitem identificar os constituintes de 
uma sentença, isto é, se determinada sequência de palavras forma um constituinte ou não;
•	 A frase (sintagma) é o constituinte imediato de uma sentença ou de uma oração. Ela possui 
um elemento central (núcleo), em torno do qual se organizam os demais elementos que a 
constituem. 
•	 Os principais tipos de sintagmas são:
•	 Sintagma nominal (noun phrase) (NP) núcleo=substantivo
•	 Sintagma preposicional (Prepositional phrase) (PPs) núcleo=preposition
•	 Sintagma adjetivo (Adjective phrase) (AdjP) núcleo=adjective
•	 Sintagma adverbial (Adverb phrase) (AdvP) núcleo=adverb
•	 Sintagma verbal (Verb phrase) (VP) núcleo=verb
Unidade 3
•	 Clause é a parte do período que contém um sujeito e um predicado, que são os componen-
tes essenciais de qualquer período. S = NP + VP (NP subject, VP predicate);
•	 Os complementos sentenciais podem ser classificados em: 
•	 Complementos verbais: direct e indirectobject;
•	 Complementos nominais: subject complement e object complement;
54
UAB/Unimontes - 4º Período
•	 Complementos adverbiais: adjuncts, disjuncts e conjuncts;
•	 Uma forma de categorizar os períodos é através das orações que ele contém. A Figura 38 a 
seguir ilustra bem os tipos de períodos que estudamos na Unidade 3:
•	 Sempre haverá uma relação de dependência entre as orações que formam o período com-
plexo. A oração de menor valor é chamada de oração dependente, pois ela é parte de outra 
oração, a principal. A Figura 38 traz os principais tipos de orações subordinadas que apre-
sentam a relação de dependência entres as orações que formam um período complexo.
Figura 38: Types of 
sentences
Fonte: Disponível em 
http://www20.csueastbay.
edu/library/scaa/files/pdf/
kindsofsentencesandpat-
terns.pdfAdaptado pelas 
autoras. Acesso em 12 jan. 
2010.

55
Letras Inglês - Morfossintaxe da Língua Inglesa
◄ Figura 39: Subordinate 
clauses
Fonte: Disponível emht-
tp://www.chambershar-
rap.co.uk/chambers/lear-
ning/school_dic_panels/
subordinate_clauses.pdf. 
Acesso em 12 jan. 2010.
57
Letras Inglês - Morfossintaxe da Língua Inglesa
Referências
Básicas
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BURTON-ROBERTS, Noel. Analysing Sentences: an introduction to English syntax. New York: 
Longman, 1986.
CELCE-MURCIA, Marianne; LARSEN-FREEMAN, Diane.The Grammar Book: an ESL/EFL Teacher’s 
Course. 2nd ed. Boston, MA, 1999.
JACOBS, Roderick A. english Syntax: a grammar for English language professionals. Oxford: OUP, 
1995.
KATAMBA, Francis. Morphology. New York: St. Martin’s Press, 1993.
RADFORD, Andrew. Syntactic theory and the structure of english. Cambridge: CUP, 1997.
SWAN, Michael & WALTER, Catherine.How english Works: a grammar practice book. Oxford: 
OUP, 1997.
THORNBURY, Scott. Beyond the Sentence: introducing discourse analysis. Oxford: Macmillan, 
2005.
YULE, George. The study of language.Cambridge: Cambridge. University Press, 1996.
Complementares
BIBER, Douglas et al. Longman Grammar of Spoken and Written english. England: Pearson 
Education Limited, 1999.
CHOMSKY, N. Knowledge of language: its nature, origin and use. New York: Praeger, 1986.
–––––---–. Linguagem e Pensamento. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 1971.
–––––---–. Aspectos da teoria da sintaxe. Coimbra: Armênia Amado, 1975. Complex senten-
ces. An analytical Grammar for advanced ESL students. Disponível em<http://flesl.net/Grammar/
Complex%20Sentences.pdf>. Acesso em 20 jan. 2010.
CRYSTAL, David. The Cambridge encyclopedia of Language. 2nd ed. Cambridge: Cambridge 
University Press, 1997. p. 82-83.
–––––---–. A dictionary of linguistics and phonetics. 2nd edition. New York: Basil Blackwell, 
1985.
CUNHA, Maria Angélica Furtado da; COSTA, Marcos Antônio. A interde- pendência dos com-
ponentes sintático, semântico e pragmático. Veredas, Revista de Estudos Linguísticos, Juiz de 
Fora, v. 5, nº 2, p. 61-70. Disponível em <http://www.revistaveredas.ufjf.br/volumes/9/cap05.pdf>. 
Acesso em 18 dez. 2009.
DEUS, Dimar S. de. O objeto de estudo da gramática gerativa e a caracterização de catego-
ria vazia. Disponível em <http://www.filologia.org .br/revista/artigo/11(31)07.htm>. Acesso em 
16 jan. 2010.
58
UAB/Unimontes - 4º Período
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York: HarperCollins, 1995.
FRAGOSO, Luane da Costa Pinto Lins. A Gramática Funcional e o Processo de Gramaticaliza-
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http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-44501998000300011&lng=pt&n 
rm=iso.
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HUDDLESTON, Rodney. introduction to the Grammar of english. Cambridge: CUP, 1984.
KATO, Mary A. Formas de Funcionalismo na Sintaxe. DELTA, São Paulo, v. 14, n. spe, 1998. Dis-
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KOLLN, Martha. Understanding english Grammar. 4th ed. New York: MacMillan Publishing 
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QUIRK, Randolph; GREENBAUM, Sidney. A UniversityGrammar of english. Essex, England: 
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WEKKER, Herman; HAEGEMAN, Liliane. A Modern Course in english Syntax. Kent, UK: Croom 
Helm, 1985.
59
Letras Inglês - Morfossintaxe da Língua Inglesa
Atividades de 
Aprendizagem- AA
1) Qual a importância do conceito de estrutura para o estudo da morfossintaxe?
2) Na Unidade 1 do nosso curso, abordamos vários significados para o termo ‘gramática’. Muitos 
dos conceitos foram estabelecidos para traçar os parâmetros para comportamentos socialmente 
aceitos. Vejamos algumas definições clássicas de gramática:
1. A system of rules governing the conventional arrangement and relationships of words in a 
period (BROWN, 1994, p. 347).
2. The way words are put together to make correct periods (UR, 1996, p.75).
3. A set of rules that define how word (or parts of words) are combined or changed to form ac-
ceptable units meaning within a language (UR, 1996, p.87).
4. An inherent but no necessarily articulated system of rules that determines the manner in 
which the users of a language arrange words into meaningful periods (Academic Press 
Dictionary of Science Technology).http://www.academicpress.com/inscight/11061998/
grammar1.htm
5. A dscription of the structure of a language and the way in which linguistic units such as 
words and sintagms (phrases) are combined to produce periods in the language (RICHARDS, 
PLATT, WEBER, 1987, p.125).
6. The subconscious internal systems of the language user; linguists’ explicit codifications of 
this system to reflect the structural organization of language, normally up to the level of the 
period (CARTER & NUNAN, 2001, p. 222).
7. But, functional grammars were developed in order to explore the rules that govern langua-
ge use in a communicative context (BERK, 1999, p.4).
Com base no exposto, escreva um parágrafo resumindo a importância da relação existente 
entre as duas abordagens: a língua vista como um sistema formal e como parte de um contexto 
social e psicológico mais amplo.
3) Vimos na Unidade 1 do nosso curso que “a gramática gerativa se ocupa da gramática subja-
cente, a gramática internalizada, que é responsável pela habilidade que todo falante nativo de 
uma língua tem de usar a língua de forma adequada e intuitiva”. Seria correto afirmar, então, que 
os princípios da Gramática Universal têm que ser aprendidos pela criança?
4) Analise as sentenças a seguir e indique a classe gramatical a que pertence cada palavra, colo-
cando uma das abreviaturas nos espaços em branco: Noun – N; Adjective – ADJ; Adverb – ADV; 
Verb – V; Pronoun – PRO; Preposition – PREP; Determiner – DET.
a) Humans __________ have __________ always __________exploited __________ nature 
__________.
b) We __________ have __________ always __________ thought __________ the __________ 
biosphere __________was __________ infinitely__________ vast _________ .
c) The __________ moment __________ of _______ awakening __________come __________ in 
_______ the__________ 1980s __________.
d) People __________ have __________ changed __________ the __________biosphere 
__________.
5) Analyze the sentence ‘His mother likes Italian food’, and identify:
a. The subject and the predicate
b. The phrases and their heads
c. The modifiers
60
UAB/Unimontes - 4º Período
6) Provide an original sentence illustrating each of the following terms:
a. A noun phrase
b. A prepositional phrase
c. A modifier
7) Underline the conjunction and then tell what type it is.
a. Karen teaches both judo and karate.
b. The headlights and radio are working.
c. We will stay until they hand out the awards.
d. Even though he has no experience, I plan to hire him.
8) Join the following pairs of sentences using the conjunctions given in brackets.
a. He was in Italy last year. Now he has returned home. (but)
b. The talk on the radio was not amusing. It was not interesting. (neither…nor)
c. I wrote to him several times. I received no answer. (although)
d. We are determined to climb the mountain. We don’t have the necessary equipment. (howe-
ver)
9) Join the following pairs of sentences using the relative pronouns who, whose or which if ne-
cessary.
a. Mr. Jones bought a new house. He has furnished it beautifully.
b. I have been looking for this book everywhere. I have now found it.
c. There were a lot of people at the party. I had not met them before.
d. That is the man. The man’s daughter is my best friend.
10) Use conjunctions to make these sentences more interesting.
a. I can’t go swimming. I have forgotten my swimming trunks.
b. I’d like to go to the park. My mum won’t let me.
c. The old woman wanted to feed her dog. There was nothing in the cupboard.
d. I bought some sweets. I ate them on the way home.

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