Prévia do material em texto
Introdução à Ginástica Localizada Prof. Dr. Fabiano Soares fabianohrsoares@outlook.com LIGA DE ENSINO DO RIO GRANDE DO NORTE CENTRO UNIVERSITÁRIO DO RIO GRANDE DO NORTE Metodologia da Ginástica Ginástica Localizada Histórico da Ginástica Localizada • Esta atividade tão largamente difundida no Brasil teve sua origem na Ginástica de Academia, a partir de 1930, no estado do Rio de Janeiro. • Segundo NOVAES (1996), a primeira academia de ginástica surgiu em meados de 1930 na Rua Duvivier (Copacabana), sob a responsabilidade da Profª Gretch Hillefeld, que se fundamentava no método de Ginástica Analítica, com adaptações às necessidades e características do povo brasileiro. • Como os primeiros professores de Ginástica de Academia no Brasil eram estrangeiros, por muito tempo a tendência foi que os primeiros trabalhos sofressem influências europeias da Ginástica Rítmica de Dalcroze, do ballet e da dança moderna. • Com o passar dos anos, foram fundamentados trabalhos de acordo com as necessidades do povo brasileiro, desenvolvendo-se métodos próprios voltados aos valores estéticos. Histórico da Ginástica Localizada • Alguns métodos de origem estrangeira influenciaram diretamente a Ginástica de Academia até ela tomar o formato atual. • Nos anos 60 e 70 foi a Calistenia. • Nos anos 80 a Ginástica Aeróbica (Alto e Baixo Impacto). • Nos anos 90 pelo Step Training. • Atualmente a Ginástica Localizada tem sua base na musculação. • Vários fatores, tais como cinesiológicos, anatômicos e de melhoria de performance são comuns nestas duas atividades, o que aumenta a correlação entre elas. Organização da Aula de Ginástica Localizada • Existem inúmeras técnicas de trabalho muscular, tais como Agonista/Antagonista, Localizadas por Articulação, Simples ou Alternada, Mista, etc. • O número de séries e de subséries deverá estar de acordo com o que se pretende trabalhar. • Se você quer uma série de força, ela deverá ter poucos repetições com maior carga. • Quando o parâmetro a se trabalhar é a resistência, maior número de repetições e pouca carga. • Por este motivo é muito importante o planejamento para que seja alcançado o objetivo de cada aula. Organização da Aula de Ginástica Localizada • Deve-se estabelecer o número de grupamentos musculares que serão trabalhados para uma melhor distribuição da carga por grupo solicitado. • Pra que isso ocorra é fundamental um bom conhecimento das funções anatômicas e cinesiológicas. • Normalmente trabalha-se no máximo 3 grupos por sessão, duas a três vezes por semana para cada grupamento. • É também fundamental a elaboração coerente do número de séries e repetições que você utilizará em sua aula. • Isso dependerá de algumas variáveis, tais como o objetivo da aula, o número de grupamentos e a duração da aula. Organização da Aula de Ginástica Localizada • Como o próprio título já sugere, os exercícios devem ser adaptados as necessidades anatômicas do grupamento solicitado. • Os exercícios mais comumente utilizados hoje na Ginástica Localizada são coincidentemente os utilizados nas séries de musculação, apenas com a diferença do descanso ativo, mais largamente utilizado nesta atividade. • As variações dos exercícios devem sempre obedecer a posições anatômicas específicas para evitar lesões articulares. Organização da Aula de Ginástica Localizada • Atualmente, a divisão ,mais utilizada em uma sessão de Ginástica Localizada é: • Aquecimento – Geral e Específico • Parte Principal em Pé • Parte Principal no Solo • Volta à Calma – Relaxamento e Alongamento Estrutura da Aula de Ginástica Localizada • Aquecimento • Têm duração de Aproximadamente 10 minutos. • É composto por exercícios de pré-aquecimento musculares de baixa intensidade e alongamentos de baixa intensidade. • Os movimentos devem ser feitos de maneira suave e pouca amplitude, visando uma adaptação músculo-articular e orgânica, preparando-se para elevação gradual da frequência cardíaca e do esforço muscular. • Deve ser direcionado aos grupamentos de maior exigência durante a sessão de treinamento. • O aumento metabólico deve ser lento e gradual. Estrutura da Aula de Ginástica Localizada • Parte Principal em Pé • É a parte mais importante da aula, onde serão trabalhados os grandes grupos musculares. • Têm duração de aproximadamente entre 30 e 40 minutos e caracteriza-se pela alta intensidade e aumento significativo dos parâmetros fisiológicos. • Utiliza implementos como halteres, caneleiras e barras para exercitar os grandes grupos musculares, tais como Membros inferiores, Membros superiores e Tórax. • Parte Principal no Solo • São caracteristicamente exercícios para o Abdômen, Glúteos e Pernas. • São utilizadas normalmente sobrecargas como caneleiras para aumentar a intensidade do esforço e têm em média 15 a 20 minutos. Estrutura da Aula de Ginástica Localizada • Volta à Calma • São exercícios de alongamento de leve intensidade e baixa amplitude articular, também conhecida como parte regenerativa da aula. • Têm em média 5 a 10 minutos e deve obedecer a uma desaceleração gradual dos parâmetros fisiológicos, tais como a frequência cardíaca. • Nesta parte da aula você deverá proporcionar ao aluno uma recuperação lenta e gradual , reduzindo assim o grau de excitação proporcionado pela parte principal da aula. Estrutura da Aula de Ginástica Localizada • Na elaboração de uma aula de Ginástica localizada deve-se levar em conta: • Nível de aptidão inicial e faixa etária dos praticantes; • Métodos de treinamento (sistemas energéticos que se quer alcançar, série de exercícios e número de exercícios por grupo muscular); • Recursos materiais (equipamentos); • Música (velocidade e ritmo). Estrutura da Aula de Ginástica Localizada • Para melhorar e alcançar objetivos propostos pela aula, o professor deve recorrer a estímulos de cargas apropriadas que no conjunto da aula caracteriza a carga total do trabalho. • Deve-se levar em conta: • Intensidade do estímulo (peso); • Densidade dos estímulos (esforço/pausa - entre as partes da aula : ativo e passivo e entre as aulas); • Duração do estímulo (tempo); • Amplitude do estímulo (volume - repetições e séries); • Frequência do estímulo (por semana) • É possível trabalhar com orientação individual numa aula coletiva desde que se conheça previamente as capacidades individuais através da avaliação física e de testes específicos e tendo os recursos necessários. Estrutura da Aula de Ginástica Localizada CAPACIDADE % carga máxima Intervalo de recuperação Repetições Ritmo 1. Resistência Muscular e cardiorrespiratória -45% 30 s +35 rápido 2. Resistência Muscular com pouca força e massa 45- 50% 30 s - 45 s 26 - 35 rápido 3. Alguma massa muscular com pouca força 50-65% 45 s - 1min 16 - 25 moderado/rápido 4. Massa muscular com força 70-80% 1 - 1,5 min 10 - 15 moderado 5. Força e massa muscular possivelmente iguais 80-90% 1,5 - 2 min 7 - 12 lento/moderado 6. Força e alguma massa muscular 90-95% 2 - 3 min 4 - 6 lento 7. Força pura, pouca ou nenhuma massa muscular 95-100% 3 - 5 min 1 - 3 lento PRÓXIMA AULA Variáveis Metodológicas da Ginástica Localizada Prof. Dr. Fabiano Soares fabianohrsoares@outlook.com LIGA DE ENSINO DO RIO GRANDE DO NORTE CENTRO UNIVERSITÁRIO DO RIO GRANDE DO NORTE Metodologia da Ginástica