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TRABALHO DE CIVIL BOA FÉ OBJETIVA

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De acordo com o Carlos Roberto Gonsalves a boa-fé objetiva constitui um modelo jurídico, na medida em que se reveste de variadas formas. Não é possível catalogar ou elencar, a priori, as hipóteses em que ela pode configurar-se, porque se trata de uma norma cujo conteúdo não pode ser rigidamente fixado, dependendo sempre das concretas circunstâncias do caso. No entanto, essa imprecisão se mostra necessária, num sistema aberto, para que o intérprete tenha liberdade de estabelecer o seu sentido e alcance em cada caso. 
A boa-fé objetiva enseja, também, a caracterização de inadimplemento mesmo quando não haja mora ou inadimplemento absoluto do contrato. É o que a doutrina moderna denomina violação positiva da obrigação ou do contrato. Desse modo, quando o contratante deixa de cumprir alguns deveres anexos, por exemplo, esse comportamento ofende a boa-fé objetiva e, por isso, caracteriza inadimplemento do contrato. 
Resumindo a boa fé objetiva é uma regra de conduta, que trata de cláusulas e práticas abusivas em nossa sociedade. Tem como funções a fonte de novos deveres de conduta; limitadora dos direitos subjetivos, vindo da autonomia da vontade; De acordo com o art. 113 do código civil uma norma de interpretação e junção de contrato. Tem aplicação na fase contratual e pós contratual. De acordo com a sumula 308 do STJ, traz que a boa-fé objetiva vence a hipoteca, que deixa de ter efeito erga omnes e passa ter efeitos Inter partes.

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