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APOL I ANALISE DA POLÍTICA EXTERNA 2

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mas também existiria a identidade que representaria a imagem que um Estado tem sobre o outro. Independente disso, como Wendt aponta, a identidade surgiria a partir da relação entre os agentes. Logo, compreende-se que as identidades dos Estados podem se alterar conforme o rumo de suas relações com outros agentes (Salomón, 2016). Uma forma de observar a importância da identidade pode ser a de que “[...] interesses são pressupostos pelas identidades por uma simples razão: se eu não sei quem eu sou, não terei meios de precisar aquilo que desejo.” (Riche, 2015, p. 34). Além de identidade, um outro conceito importante presente no Construtivismo é o de comunidades epistêmicas. Podendo ser vistas como um grupo de interesses, as comunidades epistêmicas representam a união daqueles que tem em comum um determinado objetivo, e a partir de sua união passariam a exercer sua influência sobre o Estado com o intuito de garantir as suas intenções. A inclusão das comunidades epistêmicas sobre a APE auxilia na compreensão das ações Estatais não somente no cenário doméstico, mas também externo. Como argumenta Adler (1999, p. 233) os atores que fazem parte da denominação de comunidades epistêmicas “são significativos para uma compreensão teórica mais ampla da construção social da realidade internacional pelo conhecimento intersubjetivo”.
 
Referência: Rota de aprendizagem da aula 2. Análise da Política Externa com a profa. Prof.ª Bruna Leal Barcellos. Tema 4: APE e o Construtivismo.
D	Comunidade Internacional e Solidariedade.
E	Ideologia e Sistema-Mundo.
Questão 5/10 - Análise de Política Externa
Leia o texto abaixo:
“A Análise de Política Externa (APE) é hoje um campo de estudos bem consolidado dentro da grande disciplina das Relações Internacionais (RI). Numerosos indicadores testemunham essa consolidação, como a existência de revistas especializadas (destacando-se a Foreign Policy Analysis) e de diversos manuais específicos sobre APE e capítulos sobre APE nos principais manuais de Relações Internacionais; a criação de grupos de trabalho ou seções sobre APE nas principais associações acadêmicas nacionais e internacionais de Ciência Política/ Relações Internacionais (ABRI e ABCP no Brasil, International Studies Association nos EUA e British International Studies Association no Reino Unido); e a inclusão de disciplinas com essa denominação nas grades curriculares dos cursos de Relações Internacionais em todo o mundo”.
Fonte: SALOMÓN, Mónica; PINHEIRO, Letícia; Análise de Política Externa e Política Externa Brasileira: trajetória, desafios e possibilidades de um campo de estudos. Rev. Bras. Polít. Int. 56 (1): 40-59. 2013, p. 40. Disponível em: <https://www.scielo.br/pdf/rbpi/v56n1/03.pdf>.
Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Análise de Política Externa, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, um dos objetivos primários da Análise de Política Externa no momento do seu surgimento: 
Nota: 10.0
A	Decorrente da sua conexão com a teoria crítica, a área de Análise de Política Externa, em seus primórdios, tinha como objetivo mais importante o estudo sobre as relações econômicas no plano internacional.
B	Em decorrência da sua relação com o liberalismo, a área de Análise de Política Externa, em seu início, se direcionava à compreensão das relações simbólicas com capacidade de influenciar a política internacional.
C	Devido a sua ligação com o realismo, a área de Análise de Política Externa, inicialmente, tinha como objetivo central abrir a “caixa-preta” do Estado e, com isso, trazer novos elementos para a análise da política internacional.
Você acertou!
Tendo seu início como uma subárea das Relações Internacionais em 1950 (Faria, 2012, p. 102), a Análise de Política Externa (APE) possui raízes teóricas, sendo fundamentada nas investigações com maior empiria e foco no princípio geral, tendo como um dos objetivos primários abrir a “caixa-preta” do Estado. Em relação às teorias já existentes no período, a APE nasce apoiada nos princípios realistas e sistêmicos; ou seja, adota a visão estadocêntrica, sendo o Estado o ator principal em todos os níveis de análise propostos e também dentro do cenário anárquico que envolveria o sistema internacional. De acordo com essa vertente, as ações estatais em campo externo ocorreriam de forma a maximizar os seus ganhos e, consequentemente, minimizar suas perdas. A perspectiva realista para a abordagem de APE acaba ocasionando uma análise muito simplista das relações entre Estados em cenário internacional, negligenciando diversas outras perspectivas que viriam a surgir posteriormente e complementar a visão da APE. James Rosenau apresentou o desejo por uma teoria que pudesse não somente ser empírica e passível de teste, mas que também se caracterizasse de forma mais geral do que aquelas até então praticadas. Com inspiração no trabalho de genética proposto por Gregor Mendel, para Rosenau, a análise de diferentes Estados e seus comportamentos resultariam em maior compreensão das interações interestatais considerando também suas dimensões de poder.
 
Referência: Rota de aprendizagem da aula 1. Análise da Política Externa com a profa. Prof.ª Bruna Leal Barcellos. Tema 1: Surgimento e Conceitos Básicos da APE.
D	Em decorrência da sua ligação com o construtivismo, a área de Análise de Política Externa, em seus primórdios, priorizava análises centradas no poder da ideologia para mover as relações entre os Estados no sistema internacional.
E	Em razão da sua conexão com o pós-modernismo, a área de Análise de Política Externa, inicialmente, objetivava a construção de um nicho de análise independente da área de Relações Internacionais e conectada à antropologia.
Questão 6/10 - Análise de Política Externa
Leia o texto abaixo:
“O realismo é a teoria, simultaneamente, mais conhecida e contestada na disciplina de RI. Embora atualmente já não exerça, como aconteceu no passado, um domínio hegemônico na disciplina, o realismo continua a ser uma teoria importante. Com o fim da Guerra Fria e do bipo- larismo, o realismo sofreu muitas críticas chegando mesmo a ser considerado um paradigma degenerativo. Apesar das críticas, e de mais uma sentença de morte, o realismo no pós-Guerra Fria conseguiu desenvolver novos argumentos teóricos e provar a sua resiliência enquanto uma das teorias principais em RI”.
Fonte: MENDES, Pedro Emanuel. As teorias principais das Relações Internacionais: Uma avaliação do progresso da disciplina. Relações Internacionais, no.61 Lisboa mar. 2019, página da citação 96. Disponível em: <http://www.scielo.mec.pt/pdf/ri/n61/n61a08.pdf>
Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Análise de Política Externa, análise as afirmações abaixo, que apresentam algumas das principais premissas do realismo clássico e, depois, assinale a alternativa que indica apenas as corretas:
I. O Estado é considerado pelos realistas clássicos como o ator mais importante no cenário internacional.
II. Os realistas clássicos entendem que o Estado, com o objetivo de garantir a sua própria segurança e sobrevivência, opera mecanismos específicos, entre eles a guerra.
III. Para os realistas clássicos o comportamento do Estado é pautado por características egoístas e individualistas.
IV. A inexistência de um controle central no cenário internacional fomenta a construção de uma agenda coletiva e redes colaborativas entre os Estados.
Nota: 10.0
A	Apenas as afirmativas I e II estão corretas
B	Apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas
C	Apenas as afirmativas I e III estão corretas
D	Apenas as afirmativas I e IV estão corretas
E	Apenas as afirmativas I, II e III estão corretas
Você acertou!
A alternativa correta é aquela que indicar que apenas as afirmativas I, II e III  estão corretas. No decorrer da disciplina de Análise de Política Externa, observamos que Castro (2012, p. 319-322) estabelece sete premissas do realismo clássico. A partir dessas premissas, podemos ver que a afirmação I está correta, uma vez que o Estado é o principal ator no cenário internacional. A afirmação II

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