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APOL I SEGUNDA TENTATIVA

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APOL I – SEGUNDA TENTATIVA
Questão 1/10 - Análise de Política Externa
Considere o texto a seguir:
O modelo de ciclo político foi um marco na análise de políticas públicas, principalmente por implementar a visão da política pública como fazendo parte de um processo de fluxo contínuo. A partir dessa visão também houve maior compreensão das outras forças sociais presentes na criação da política pública. Não obstante, o ciclo político também recebeu críticas em relação a sua visão, de modo que houve um processo de reformulação dessa teoria. O autor Leonardo Secchi fez uma importante contribuição para o campo da Política Pública ao elaborar como ocorre o ciclo político.
 
Fonte: Rota de aprendizagem da aula 3. Análise da Política Externa com a profa. Prof.ª Bruna Leal Barcellos. Tema 2: O Ciclo Político.
Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Análise de Política Externa, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o ciclo das políticas públicas elaborado por Leonardo Secchi: 
Nota: 10.0
A	Identificação do problema; criação da agenda; formulação de alternativas; decisão; implementação; avaliação e terminação.
Você acertou!
No entanto, o ciclo político continuou e continua como uma das principais abordagens da política pública, sendo frequentemente utilizado para a análise do processo de criação política. Sua relevância e contemporaneidade pode ser visto até mesmo a partir da reestruturação dos momentos do ciclo, como o que foi realizado por Pinheiro (1993 apud Nanci, Pinheiro, 2019, p. 60) que divide os momentos do ciclo em: definição do problema, identificação das alternativas, avaliação das alternativas, decisão, deliberação sobre a decisão, adesão apesar de eventual oposição e, implementação. O ciclo que aqui será adotado para debate é o apresentado por Secchi (2011): identificação do problema; criação da agenda; formulação de alternativas; decisão; implementação; avaliação e terminação.
 
Referência: Rota de aprendizagem da aula 3. Análise da Política Externa com a profa. Prof.ª Bruna Leal Barcellos. Tema 2: O Ciclo Político.
B	Imaginação da política; apresentação à sociedade; elaboração de rascunhos; operacionalização; esgotamento da política e encerramento.
C	Criação de uma necessidade; imposição da agenda; imposição da solução; materialização; condução; finalização.
D	Verbalização do problema; consulta pública; realização de plebiscito; aprovação; execução; acompanhamento; advocacy e arquivamento.
E	Hierarquização das necessidades; defesa dos interesses da elite; formulação; investimento; operacionalização e finalização.
Questão 2/10 - Análise de Política Externa
Leia o trecho a seguir:
O liberalismo tem origem na teoria política idealista-liberal e esteve ligado a várias ilhas teóricas das Relações Internacionais que, em determinados momentos, se afirmaram contra a teoria dominante do realismo, a começar pelo idealismo internacionalista liberal de entre guerras [...]. O liberalismo sempre teve dois pilares básicos, um mais normativo, outro mais empírico. O primeiro diz respeito à teoria política iluminista de raiz kantiana e a uma visão do mundo progressista e otimista da natureza humana. O segundo diz respeito à sua ligação e influência a várias teorias parciais que, tanto na análise da política externa (ape), como na política comparada, como nos estudos sobre a integração funcional dos estados e sobre as comunidades de segurança, sempre tiveram um enfoque explicativo crítico e alternativo ao realismo.
Fonte: MENDES, Pedro Emanuel. As teorias principais das Relações Internacionais: Uma avaliação do progresso da disciplina. Relações Internacionais, no.61 Lisboa mar. 2019, página da citação 101. Disponível em: <http://www.scielo.mec.pt/pdf/ri/n61/n61a08.pdf>
Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Análise de Política Externa, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, qual a visão liberal sobre o comportamento estatal no cenário externo:
Nota: 10.0
A	O liberalismo delimita que o comportamento dos Estados no ambiente internacional é marcado pelo comando das emoções, de modo que a solidariedade entre países com crenças culturais parecidas é maior.
B	O liberalismo defende que o comportamento dos Estados na política internacional é irracional, uma vez que reflete as paixões e opiniões particulares dos líderes e grupos políticos dominantes em um país.
C	O liberalismo delimita que o comportamento dos Estados no ambiente externo é marcado pelas lutas ideológicas entre as nações e pelas disputas ideacionais entre os governos.  
D	O liberalismo defende que o comportamento dos Estados no cenário externo é pautado pela racionalidade, de modo que a busca individual por benefícios próprios conduz ao estabelecimento de benefícios coletivos.
Você acertou!
Parte da compreensão do comportamento estatal no cenário externo, observado pelo liberalismo, se daria a partir da visão de racionalidade inclusa nessa teoria. Para o liberalismo, os indivíduos sempre agiriam de forma racional, e essa racionalidade os levaria a alcançar seus objetivos. Através da racionalidade, cada indivíduo iria prosperar individualmente e, consequentemente, prosperar em grupo. Essa mesma visão pode ser aplicada sobre o comportamento dos Estados, os observando como atores racionais que agem de forma a garantir os benefícios próprios e assim, o benefício geral.
 
Referência: Rota de aprendizagem da aula 2. Análise da Política Externa com a profa. Prof.ª Bruna Leal Barcellos. Tema 3: APE e o Liberalismo.
E	O liberalismo entende que o comportamento dos Estados no ambiente internacional é delineado pela criação de instituições com capacidades de exercer coerção na política externa e nas relações interestatais.
Questão 3/10 - Análise de Política Externa
Leia o texto abaixo:
“Enquadrado na tentativa behaviorista de aproximar metodológica e epistemologicamente as ciências sociais às ciências naturais, o projeto de desenvolver uma Política Externa Comparada (Comparative Foreign Policy) sob a liderança intelectual de Rosenau (1966, 1974, 1980) foi sem dúvida o motor da subdisciplina por quase 20 anos.
Fonte: SALOMÓN, Mónica; PINHEIRO, Letícia; Análise de Política Externa e Política Externa Brasileira: trajetória, desafios e possibilidades de um campo de estudos. Rev. Bras. Polít. Int. 56 (1): 40-59. 2013, p. 43. Disponível em: <https://www.scielo.br/pdf/rbpi/v56n1/03.pdf>.
Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Análise de Política Externa, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, um dos objetivos centrais à Política Externa Comparada:
 
Nota: 10.0
A	A Política Externa Comparada buscava promover uma análise histórica sobre os relacionamentos interestatais no setor econômico.
B	A Política Externa Comparada se direcionava a analisar comparativamente diferentes países e. a partir disso. identificar os padrões existentes na política externa.
Você acertou!
A Política Externa Comparada nasceria da ideia de recolher dados que poderiam ser obtidos pelos próprios Estados e organizações internacionais, entre outros, com a aplicabilidade de uma metodologia quantitativa ou qualitativa. Seu intuito era promover a análise comparada entre diferentes nações e a partir daí identificar padrões existentes dentro do campo de política externa. A prática de Política Externa Comparada também foi bem vista pelos Estados que conseguiam observar nesse método de análise uma alternativa no campo de tensões internacionais (Nanci; Pinheiro, 2019, p. 9). Voltando a tratar de Rosenau e seu papel no impulso dessa vertente, o autor também traz a abordagem de linkage theory. A linkage theory relata a relação entre o campo doméstico e o externo. Nessa visão, ocorre a influência das políticas domésticas na política externa do Estado.
 
Referência: Rota de aprendizagem da aula 1. Análise da Política Externa com a profa. Prof.ª Bruna Leal Barcellos. Tema 2: As duas correntes da APE.
C	A Política Externa Comparada objetivava a observação dos diferentes padrões de interação entre Estados e sociedades civilao longo do tempo.
D	A Política Externa Comparada buscava estudar de modo comparativo os atores estatais e os atores subnacionais e, com isso, estabelecer regras de comportamento na arena internacional.
E	A Política Externa Comparada se direcionava a comparar os sistemas jurídicos dos Estados nacionais e das organizações internacionais, com o objetivo de aprimorá-los.
Questão 4/10 - Análise de Política Externa
Leia o texto a seguir:
“Na disciplina de Análise de Política Externa observamos que em um ciclo político a fase de identificação de problemas corresponde a observação de que algum tipo de prejuízo, seja ele em qualquer forma, está ocorrendo e interferindo na rotina dos indivíduos ao seu redor. Entretanto, nem todo problema está relacionado a uma “deterioração”, podendo também corresponder ao clamor de um grupo, ou grupos, pela melhora de algum serviço ou aspecto específico. Por conseguinte, a identificação de problemas como fase inicial de uma política pública está diretamente vinculada aos interesses e à capacidade dos grupos políticos em influenciar as decisões do Estado. Nesse sentido, a identificação de problemas nos leva ao próximo momento do ciclo político, o da definição da agenda. A definição da agenda corresponderia aos problemas que o governo considera como sendo necessários de fazer parte de sua agenda política”.
Fonte: Rota de aprendizagem da aula 3. Análise da Política Externa com a profa. Prof.ª Bruna Leal Barcellos. Tema 2: O Ciclo Político.
 
Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Análise de Política Externa, assinale a alternativa que analise, corretamente, o processo de definição da agenda dentro de um ciclo político: 
Nota: 10.0
A	A definição da agenda no ciclo político envolve o conflito entre os interesses dos diferentes grupos sociais de um Estado, que buscam levar as suas demandas particulares a nível governamental.
Você acertou!
Nesse momento do ciclo político, o de definição da agenda, é possível identificar um ambiente de disputa entre diferentes grupos, em que cada um deles argumenta a favor dos seus interesses. Os questionamentos de Jann e Wegrich (2007 apud Nanci, Pinheiro, 2019) se mostram relevantes nesse momento: “o que é visto como um problema político? Como e quando um problema político entra para a agenda governamental? E por que outros problemas são excluídos dessa agenda?”. Parte dessas perguntas parecem ser passíveis de respostas a partir da análise dos grupos de interesse e sua influência exercida sobre o governo. O problema, pensado sobre essa perspectiva, surgiria a partir do conflito de diferentes grupos sociais que tentariam levar suas demandas a nível governamental (Schatsschneider, 1960). Já por outra visão, o processo de escolha do problema a fazer parte da agenda pode ser observada como uma “filtragem” dos problemas primariamente identificados, em que a escolha por um ocasiona a exclusão de outro. Nesse caso, se considera o ato de não decisão sobre um problema, criando um cenário de exclusão sobre esses não inclusos na agenda (Nanci, Pinheiro, 2019, p. 46).
 
Referência: Rota de aprendizagem da aula 3. Análise da Política Externa com a profa. Prof.ª Bruna Leal Barcellos. Tema 2: O Ciclo Político.
B	A definição da agenda no ciclo político está relacionada com a consolidação de uma defesa judicializada dos interesses dos grupos mais poderosos em um Estado.
C	A definição da agenda no ciclo político envolve o processo de absorção e ressignificação dos tratados e acordos internacionais, estabelecendo uma interface entre externo e interno.
D	A definição da agenda no ciclo político está relacionada com a proeminência das casas legislativas ao poder judiciário, uma vez que a primeira impõe os seus interesses na agenda pública.  
E	A definição da agenda no ciclo político envolve a inclusão de políticas protecionistas aos interesses das elites políticas.
Questão 5/10 - Análise de Política Externa
Leia o texto abaixo:
O caráter autônomo e proativo adotado pelo Brasil, já a partir da década de 1960, criou espaço para as discussões de Relações Internacionais em território nacional. No entanto, o surgimento da área no país seguiu o mesmo caminho que nos Estados Unidos, se aliando à Ciência Política (Faria, 2012, p. 104). As mudanças no cenário internacional, com o reconhecimento da importância de novos atores que não somente o Estado como unitário, se somaram às transformações domésticas vividas pelo Brasil.
 
Fonte: Rota de aprendizagem da aula 1. Análise da Política Externa com a profa. Prof.ª Bruna Leal Barcellos. Tema 4: Análise de APE no Brasil.
Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Análise de Política Externa, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, qual a transformação na política brasileira ao final dos anos 1980 que teve impacto na postura do país nas relações internacionais:
Nota: 10.0
A	O processo de redemocratização do Estado Brasileiro.
Você acertou!
A redemocratização brasileira também alterou sua postura internacional, e tudo isso em conjunto criou uma nova dinâmica em que o país pôde se inserir. Observa-se, nesse caso, que a situação no ambiente real – participação brasileira nos debates internacionais – influenciou o campo teórico ao impulsionar as análises sobre o sistema internacional e considerar a APE como abordagem propícia a esse novo panorama. A emergência da APE foi perceptível no Brasil, e o tema se tornou um dos mais abordados nas pesquisas realizadas entre 1998 e 2006 (Nanci; Pinheiro, 2019, p. 16).
 
Referência: Rota de aprendizagem da aula 1. Análise da Política Externa com a profa. Prof.ª Bruna Leal Barcellos. Tema 4: Análise de APE no Brasil.
B	A criação do Ministério de Relações Exteriores.
C	O início do milagre econômico.
D	A ruptura das relações bilaterais com os Estados Unidos.
E	O estabelecimento do voto censitário.
Questão 6/10 - Análise de Política Externa
Leia o trecho a seguir:
“O artigo seminal de Richard Snyder, Henry W. Bruck e Burton Sapin, “Decision-Making as an Approach to the Study of International Politics” (1954), é considerado a pedra fundamental da APE como subdisciplina ou campo de estudos com identidade própria. A proposta de análise estava fortemente inserida dentro da Ciência Política behaviorista e influenciada, em particular, pelo modelo estoniano de sistema político, nesse momento em pleno auge (Easton 1953). O ponto de partida era a ideia de que a política externa é, antes de tudo, um produto de decisões, e que o modo pelo qual as decisões são tomadas afeta substancialmente seu conteúdo”.
Fonte: SALOMÓN, Mónica; PINHEIRO, Letícia; Análise de Política Externa e Política Externa Brasileira: trajetória, desafios e possibilidades de um campo de estudos. Rev. Bras. Polít. Int. 56 (1): 40-59. 2013, p. 43. Disponível em: <https://www.scielo.br/pdf/rbpi/v56n1/03.pdf>.
Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Análise de Política Externa, análise as afirmações abaixo, que versam sobre algumas características da Análise de Política Externa e, depois, assinale a alternativa que indica apenas as corretas: 
I. A área de Análise de Política Externa insere na discussão sobre a formulação da política externa as dinâmicas e os atores domésticos, aumentando assim as possibilidades de problematização sobre os processos sociais e conjunturais envolvidos.
II. As transformações políticas, sociais e econômicas observadas no mundo na segunda metade do século XX foram fundamentais para que os autores da Análise de Política Externa incluíssem os atores subnacionais como elementos significativos em suas análises.
III. A Análise de Política Externa concede relevância aos indivíduos para o estudo da política externa, uma vez que eles são responsáveis por formular e executar as ações estratégicas de um Estado no cenário internacional.
IV. Por mais que a Análise de Política Externa tenha trazido maior capacidade explicativa para as Relações Internacionais, o seu vínculo com o realismo acabou atrofiando as análises produzidas e fazendo com que essa área não avançasseteoricamente, após a década de 1990.
Nota: 10.0
A	Apenas as afirmativas I e III estão corretas
B	Apenas as afirmativas I, II e III estão corretas
Você acertou!
A alternativa correta é aquela que indica que Apenas as afirmativas I, II e III estão corretas. A afirmação I está correta porque, em suma, Snyder, Brunk e Sapin (1954) vão adicionar à problematização de política externa as dinâmicas domésticas estatais. A agenda externa de Estado não seria somente uma reação aos movimentos e mudanças internacionais, mas também uma representatividade dos próprios movimentos que ocorrem em ambiente interno a esse ator. A afirmação II está correta porque as mudanças observadas no mundo tiveram seu papel na alteração da relação entre essa subárea e essa teoria clássica. O surgimento de atores supranacionais ou até mesmo subnacionais e o importante papel que a União Europeia passou a ter nas relações internacionais – entre outros fatores que fortaleciam cada vez mais o papel de outros atores – foram importantes pontos que aumentaram ainda mais o distanciamento entre a APE e a abordagem realista. Na visão de Salomón e Pinheiro (2013), esse novo cenário possibilitaria até mesmo o uso da APE para a análise de organizações não estatais. A afirmação III está correta porque Para Harold e Sprout (1956, citados por Hudson; Vore, 1995, p. 214), as questões de indivíduo também teriam de ser somadas à análise, aprofundando a pesquisa do autor que agora também teria que levar em conta aquele que executa as ações no cenário externo. A afirmação IV está incorreta, uma vez que com o trabalho desses autores, quebra-se o elo entre a APE e o realismo. Nisso, no entanto, não se deve compreender que ela não mais é realizada à luz realista, mas sim que seu foco se expande, e agora é possível que a APE interaja com outras teorias e abordagens. Esses autores também chamam a atenção para o processo de tomada de decisão dentro da APE e a necessidade de se compreender como ele se dá (Mendes, 2014, p. 6).
 
Referência: Rota de aprendizagem da aula 1. Análise da Política Externa com a profa. Prof.ª Bruna Leal Barcellos. Tema 1: Surgimento e Conceitos Básicos da APE.
C	Apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas
D	Apenas as afirmativas I e II estão corretas
E	Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas
Questão 7/10 - Análise de Política Externa
Leia o texto abaixo:
“O realismo é a teoria, simultaneamente, mais conhecida e contestada na disciplina de RI. Embora atualmente já não exerça, como aconteceu no passado, um domínio hegemônico na disciplina, o realismo continua a ser uma teoria importante. Com o fim da Guerra Fria e do bipolarismo, o realismo sofreu muitas críticas chegando mesmo a ser considerado um paradigma degenerativo. Apesar das críticas, e de mais uma sentença de morte, o realismo no pós-Guerra Fria conseguiu desenvolver novos argumentos teóricos e provar a sua resiliência enquanto uma das teorias principais em RI”.
Fonte: MENDES, Pedro Emanuel. As teorias principais das Relações Internacionais: Uma avaliação do progresso da disciplina. Relações Internacionais, no.61 Lisboa mar. 2019, página da citação 96. Disponível em: <http://www.scielo.mec.pt/pdf/ri/n61/n61a08.pdf>
Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Análise de Política Externa, análise as afirmações abaixo, que apresentam algumas das principais premissas do realismo clássico e, depois, assinale a alternativa que indica apenas as corretas:
I. O Estado é considerado pelos realistas clássicos como o ator mais importante no cenário internacional.
II. Os realistas clássicos entendem que o Estado, com o objetivo de garantir a sua própria segurança e sobrevivência, opera mecanismos específicos, entre eles a guerra.
III. Para os realistas clássicos o comportamento do Estado é pautado por características egoístas e individualistas.
IV. A inexistência de um controle central no cenário internacional fomenta a construção de uma agenda coletiva e redes colaborativas entre os Estados.
Nota: 10.0
A	Apenas as afirmativas I e II estão corretas
B	Apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas
C	Apenas as afirmativas I e III estão corretas
D	Apenas as afirmativas I e IV estão corretas
E	Apenas as afirmativas I, II e III estão corretas
Você acertou!
A alternativa correta é aquela que indicar que apenas as afirmativas I, II e III  estão corretas. No decorrer da disciplina de Análise de Política Externa, observamos que Castro (2012, p. 319-322) estabelece sete premissas do realismo clássico. A partir dessas premissas, podemos ver que a afirmação I está correta, uma vez que o Estado é o principal ator no cenário internacional. A afirmação II está correta, já que para os realistas clássicos o Estado garante sua sobrevivência e segurança a partir de mecanismos, sendo um deles, a guerra. A afirmação III está correta, porque as articulações externas, ou não, do Estado se pautariam em parte pela natureza egoísta e individualista do indivíduo. A afirmação IV está incorreta porque a ausência de controle no cenário externo força a priorização da agenda particular de cada Estado.
Referência: Rota de aprendizagem da aula 2. Análise da Política Externa com a profa. Prof.ª Bruna Leal Barcellos. Tema 2: APE e o Realismo.
Questão 8/10 - Análise de Política Externa
Leia o texto abaixo:
Com efeito, o fim da Guerra Fria proporcionou o desenvolvimento de um novo pensamento em RI, onde a discussão sobre a mudança e sobre o papel das ideias passou a ser central. Esta nova atitude no ambiente disciplinar das RI deu lugar a um espaço de discussão teórica que se foi organizando em torno de um novo grande debate. Este foi inicialmente conhecido por contrapor os racionalistas e os reflexivistas. Este debate desenvolveu-se em torno de questões metateóricas, ou seja, em torno de questões ontológicas e epistemológicas. Basicamente, tratava-se de uma discussão sobre a natureza da realidade internacional e de qual a melhor forma da ciência das RI, ou se quisermos dos seus académicos explicarem esta realidade.
 
Fonte: Mendes, Pedro Emanuel. A (re) invenção das relações internacionais na viragem do século. O desafio do construtivismo. Relações Internacionais, no.36 Lisboa dez. 2012, p. 107. Disponível em: < http://www.scielo.mec.pt/pdf/ri/n36/n36a08.pdf>.
Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Análise de Política Externa, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, três abordagens teóricas críticas das Relações Internacionais que ascendem no pós-Guerra Fria.
Nota: 10.0
A	Neoinstitucionalismo; teoria revisionista; e pós-modernismo.
B	Pós-estruturalismo; teoria feminista; e pós-colonialismo.
Você acertou!
Temos então a ascensão do pós-colonialismo, por exemplo, podendo ser observado como um conjunto de teorias primeiramente aplicadas sobre estudos de cultura, que foram se expandindo para outros campos das ciências sociais. Trabalhando sobre os efeitos gerados pelos processos de colonização do sul global, o pós-colonialismo argumenta sobre como o fim do colonialismo, na prática, não representa o fim do colonialismo como percepção e interpretação sobre o outro (Santos, 2008, p. 16-17). Outro exemplo de teoria que emergiu é o pós-estruturalismo. Nessa abordagem, podemos usar uma visão de Foucault sobre poder. Para o autor, o poder não seria algo natural, mas sim uma prática social. Ou seja, o poder não seria algo que alguns possuem e outros não, mas estaria presente nas práticas sociais. O poder, na visão de Foucault, não se limitaria ao Estado, também estando presente na sociedade a partir de práticas, e até mesmo costumes. Têm-se então o poder como presente no dia a dia, com uma característica de “rede”, moldando comportamentos (Pacífico, Pinheiro, 2013, p. 118). Outras teorias como a Teoria Feminista também surgem como um reflexo do novo cenário de relações entre os Estados, e entre o Estado e a sociedade. O avanço de teorias que passaram a considerar a influência da sociedade nas decisões de política criaram cada vez mais espaço para outras abordagens que se debruçavamsobre essa relação.
 
Referência: Rota de aprendizagem da aula 2. Análise da Política Externa com a profa. Prof.ª Bruna Leal Barcellos. Tema 5: APE e a ascensão de novas teorias.
C	Instrumentalismo; teoria modernista; e pós-coletivismo.
D	Desenvolvimentismo; interdependência complexa; e estruturalismo.
E	Institucionalismo democrático; teoria culturalista; e teoria da dependência.
Questão 9/10 - Análise de Política Externa
Leia o texto abaixo:
“Como visto no Tema 2 da primeira aula da disciplina de Análise de Política Externa, o Realismo tinha seu foco de análise no Estado e seu comportamento. O Estado como sendo ator central teria como maior preocupação sua própria segurança e, para isso, colocava boa parte da sua atenção nas questões de defesa nacional. Essa perspectiva realista guia o olhar do pesquisador para determinados pontos e comportamentos do Estado no cenário internacional. Em contrapartida, o Liberalismo surge em um momento onde se passou a questionar a visão Realista até então predominante, trazendo uma outra forma de observar o cenário externo.
Fonte: Rota de aprendizagem da aula 2. Análise da Política Externa com a profa. Prof.ª Bruna Leal Barcellos. Tema 3: APE e o Liberalismo.
 
Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Análise de Política Externa, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a principal diferença entre a teoria liberal em relação ao realismo:
Nota: 10.0
A	Diferente do realismo, o Estado não é entendido como um ator monolítico pelas teorias liberais, de modo que elas concedem um espaço mais alargado em suas análises a outros atores com capacidades decisórias na arena internacional.
Você acertou!
Uma das principais diferenças entre a visão Realista e a Liberal se dá na concepção de Estado como ator unitário. O Liberalismo dará maior espaço para outros atores que não só os Estados-nação. De acordo com Castro (2012, p. 338), “o liberalismo não desconsidera a importância do Leviatã (Estado), porém, enxerga outras forças pulverizadas juridicamente guiadas no interior e no exterior dos Estados que possuem papel legitimante nas Relações Internacionais”. Compreende-se que o Estado passaria a dar espaço para outros atores, mas sem perder sua importância no cenário internacional. Além disso, o Liberalismo também apresentará outra argumentação em relação aos conflitos internacionais.
 
Referência: Rota de aprendizagem da aula 2. Análise da Política Externa com a profa. Prof.ª Bruna Leal Barcellos. Tema 3: APE e o Liberalismo.
B	Diferentemente do realismo, as teorias liberais defendem que as empresas transnacionais são os atores mais importantes nas relações internacionais, de modo que a atuação dos Estado está inteiramente pautada nos interesses dessas empresas.
C	Contrariamente às teorias realistas, para as teorias liberais as Organizações Internacionais adquirem maior capacidade decisória do que os Estados Nacionais na política internacional e, por conseguinte, são mais relevantes do que esses últimos.
D	Diferente da teoria realista, as análises do internacional propostas pelas teorias liberais privilegiam a observação das ideias e das identidades frente às relações econômicas e as correlações de força entre os Estados na política internacional.
E	Diferentemente do realismo, as teorias liberais se concentram em analisar o caráter hierárquico do sistema internacional, entendendo que os Estados se organizam de acordo com o sistema econômico.
Questão 10/10 - Análise de Política Externa
Leia o texto a seguir:
“Para o realismo clássico, o cenário internacional está amparado na incerteza. Ainda, esse cenário “é estruturado em assimetria de informações por causa da natureza desnivelada do relacionamento entre os Estados e demais atores não estatais. O cenário internacional é amoldado pelo poder, pela força, pelo interesse (Castro, 2012, p. 316). A visão realista clássica não somente reconhece a ausência de igualdade entre as nações, mas também coloca nessa desigualdade observada um dos motivos pelo status de incerteza que consome o cenário externo”.
Fonte: Rota de aprendizagem da aula 2. Análise da Política Externa com a profa Prof.ª Bruna Leal Barcellos. Tema 2: APE e o Realismo.
Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Análise de Política Externa, assinale a alternativa que indica, corretamente, quais são as duas principais características do cenário internacional para o realismo clássico:
Nota: 10.0
A	O cenário internacional é marcadamente caracterizado pela dominação do cosmopolitismo e pela institucionalização da política internacional.
B	O cenário internacional é majoritariamente pautado pelas disputas econômicas entre os atores e pelo seu caráter hierárquico.
C	O cenário internacional é marcadamente caracterizado pela coordenação das relações dos Estados e pela lógica da cooperação internacional.  
D	O cenário internacional é majoritariamente marcado pelo desequilíbrio entre os atores e pelo seu caráter anárquico.
Você acertou!
A incerteza existente no cenário internacional fomenta o desequilíbrio internacional e o caráter anárquico do campo internacional que fariam com que a defesa do Estado se tornasse um ponto essencial. A atenção do realismo clássico se volta para a necessidade de proteção estatal. O Estado precisaria estar a todo o momento garantindo sua própria segurança pois, não sabe qual a ação que outro Estado tomará. A ideia de que o outro está se armando, o faz também se armar a fim de se auto preservar.
 
Referência: Rota de aprendizagem da aula 2. Análise da Política Externa com a profa. Prof.ª Bruna Leal Barcellos. Tema 2: APE e o Realismo.
E	O cenário internacional é marcado pela construção de uma identidade coletiva internacional e pela defesa de uma sociedade global.

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