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APOL I SEGUNDA TENTATIVA

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APOL I – SEGUNDA TENTATIVA
Questão 1/10 - Análise de Política Externa
Considere o texto a seguir:
O modelo de ciclo político foi um marco na análise de políticas públicas, principalmente por implementar a visão da política pública como fazendo parte de um processo de fluxo contínuo. A partir dessa visão também houve maior compreensão das outras forças sociais presentes na criação da política pública. Não obstante, o ciclo político também recebeu críticas em relação a sua visão, de modo que houve um processo de reformulação dessa teoria. O autor Leonardo Secchi fez uma importante contribuição para o campo da Política Pública ao elaborar como ocorre o ciclo político.
 
Fonte: Rota de aprendizagem da aula 3. Análise da Política Externa com a profa. Prof.ª Bruna Leal Barcellos. Tema 2: O Ciclo Político.
Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Análise de Política Externa, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o ciclo das políticas públicas elaborado por Leonardo Secchi: 
Nota: 10.0
A	Identificação do problema; criação da agenda; formulação de alternativas; decisão; implementação; avaliação e terminação.
Você acertou!
No entanto, o ciclo político continuou e continua como uma das principais abordagens da política pública, sendo frequentemente utilizado para a análise do processo de criação política. Sua relevância e contemporaneidade pode ser visto até mesmo a partir da reestruturação dos momentos do ciclo, como o que foi realizado por Pinheiro (1993 apud Nanci, Pinheiro, 2019, p. 60) que divide os momentos do ciclo em: definição do problema, identificação das alternativas, avaliação das alternativas, decisão, deliberação sobre a decisão, adesão apesar de eventual oposição e, implementação. O ciclo que aqui será adotado para debate é o apresentado por Secchi (2011): identificação do problema; criação da agenda; formulação de alternativas; decisão; implementação; avaliação e terminação.
 
Referência: Rota de aprendizagem da aula 3. Análise da Política Externa com a profa. Prof.ª Bruna Leal Barcellos. Tema 2: O Ciclo Político.
B	Imaginação da política; apresentação à sociedade; elaboração de rascunhos; operacionalização; esgotamento da política e encerramento.
C	Criação de uma necessidade; imposição da agenda; imposição da solução; materialização; condução; finalização.
D	Verbalização do problema; consulta pública; realização de plebiscito; aprovação; execução; acompanhamento; advocacy e arquivamento.
E	Hierarquização das necessidades; defesa dos interesses da elite; formulação; investimento; operacionalização e finalização.
Questão 2/10 - Análise de Política Externa
Leia o trecho a seguir:
O liberalismo tem origem na teoria política idealista-liberal e esteve ligado a várias ilhas teóricas das Relações Internacionais que, em determinados momentos, se afirmaram contra a teoria dominante do realismo, a começar pelo idealismo internacionalista liberal de entre guerras [...]. O liberalismo sempre teve dois pilares básicos, um mais normativo, outro mais empírico. O primeiro diz respeito à teoria política iluminista de raiz kantiana e a uma visão do mundo progressista e otimista da natureza humana. O segundo diz respeito à sua ligação e influência a várias teorias parciais que, tanto na análise da política externa (ape), como na política comparada, como nos estudos sobre a integração funcional dos estados e sobre as comunidades de segurança, sempre tiveram um enfoque explicativo crítico e alternativo ao realismo.
Fonte: MENDES, Pedro Emanuel. As teorias principais das Relações Internacionais: Uma avaliação do progresso da disciplina. Relações Internacionais, no.61 Lisboa mar. 2019, página da citação 101. Disponível em: <http://www.scielo.mec.pt/pdf/ri/n61/n61a08.pdf>
Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Análise de Política Externa, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, qual a visão liberal sobre o comportamento estatal no cenário externo:
Nota: 10.0
A	O liberalismo delimita que o comportamento dos Estados no ambiente internacional é marcado pelo comando das emoções, de modo que a solidariedade entre países com crenças culturais parecidas é maior.
B	O liberalismo defende que o comportamento dos Estados na política internacional é irracional, uma vez que reflete as paixões e opiniões particulares dos líderes e grupos políticos dominantes em um país.
C	O liberalismo delimita que o comportamento dos Estados no ambiente externo é marcado pelas lutas ideológicas entre as nações e pelas disputas ideacionais entre os governos.  
D	O liberalismo defende que o comportamento dos Estados no cenário externo é pautado pela racionalidade, de modo que a busca individual por benefícios próprios conduz ao estabelecimento de benefícios coletivos.
Você acertou!
Parte da compreensão do comportamento estatal no cenário externo, observado pelo liberalismo, se daria a partir da visão de racionalidade inclusa nessa teoria. Para o liberalismo, os indivíduos sempre agiriam de forma racional, e essa racionalidade os levaria a alcançar seus objetivos. Através da racionalidade, cada indivíduo iria prosperar individualmente e, consequentemente, prosperar em grupo. Essa mesma visão pode ser aplicada sobre o comportamento dos Estados, os observando como atores racionais que agem de forma a garantir os benefícios próprios e assim, o benefício geral.
 
Referência: Rota de aprendizagem da aula 2. Análise da Política Externa com a profa. Prof.ª Bruna Leal Barcellos. Tema 3: APE e o Liberalismo.
E	O liberalismo entende que o comportamento dos Estados no ambiente internacional é delineado pela criação de instituições com capacidades de exercer coerção na política externa e nas relações interestatais.
Questão 3/10 - Análise de Política Externa
Leia o texto abaixo:
“Enquadrado na tentativa behaviorista de aproximar metodológica e epistemologicamente as ciências sociais às ciências naturais, o projeto de desenvolver uma Política Externa Comparada (Comparative Foreign Policy) sob a liderança intelectual de Rosenau (1966, 1974, 1980) foi sem dúvida o motor da subdisciplina por quase 20 anos.
Fonte: SALOMÓN, Mónica; PINHEIRO, Letícia; Análise de Política Externa e Política Externa Brasileira: trajetória, desafios e possibilidades de um campo de estudos. Rev. Bras. Polít. Int. 56 (1): 40-59. 2013, p. 43. Disponível em: <https://www.scielo.br/pdf/rbpi/v56n1/03.pdf>.
Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Análise de Política Externa, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, um dos objetivos centrais à Política Externa Comparada:
 
Nota: 10.0
A	A Política Externa Comparada buscava promover uma análise histórica sobre os relacionamentos interestatais no setor econômico.
B	A Política Externa Comparada se direcionava a analisar comparativamente diferentes países e. a partir disso. identificar os padrões existentes na política externa.
Você acertou!
A Política Externa Comparada nasceria da ideia de recolher dados que poderiam ser obtidos pelos próprios Estados e organizações internacionais, entre outros, com a aplicabilidade de uma metodologia quantitativa ou qualitativa. Seu intuito era promover a análise comparada entre diferentes nações e a partir daí identificar padrões existentes dentro do campo de política externa. A prática de Política Externa Comparada também foi bem vista pelos Estados que conseguiam observar nesse método de análise uma alternativa no campo de tensões internacionais (Nanci; Pinheiro, 2019, p. 9). Voltando a tratar de Rosenau e seu papel no impulso dessa vertente, o autor também traz a abordagem de linkage theory. A linkage theory relata a relação entre o campo doméstico e o externo. Nessa visão, ocorre a influência das políticas domésticas na política externa do Estado.
 
Referência: Rota de aprendizagem da aula 1. Análise da Política Externa com a profa. Prof.ª Bruna Leal Barcellos. Tema 2: As duas correntes da APE.
C	A Política Externa Comparada objetivava a observação dos diferentes padrões de interação entre Estados e sociedades civil

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