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APOL II QUARTA TENTATIVA

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APOL II – QUARTA TENTATIVA
Questão 1/10 - Análise de Política Externa
Leia o texto abaixo:
Em 1990 teve início a Virada Ideacional, uma forma crítica às teorias institucionalistas de ciência política que não consideravam o poder das ideias nas suas análises sobre os processos políticos. Keohane e Goldstein (1993 apud Nanci, Pinheiro, 2019, p. 105) foram importantes autores desse movimento ao contribuírem com uma classificação das ideias em três grupos: visões de mundo, crenças de princípio e crenças casuais. Por essa visão, as histórias não poderiam ser vistas como forma de solução para os problemas de escolha durante três momentos: no momento em que as crenças ou princípios auxiliam os atores a ter maior clareza; o momento em que as ideias auxiliam no consenso e; quando as ideias se institucionalizam e passam a fazer parte das instituições públicas.
Fonte: Rota de aprendizagem da aula 4. Análise da Política Externa com a profa. Prof.ª Bruna Leal Barcellos. Tema 5: Perspectivas Cognitivas e a APE.
Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Análise de Política Externa, análise as afirmações abaixo, que discutem as premissas da teoria da interdependência complexa, e, depois, assinale a alternativa que indica apenas as corretas: 
I. Para os modelos cognitivos, a análise da política externa não pode considerar apenas os aspectos concretos do processo de tomada de decisão, uma vez que este também envolve os processos cognitivos dos atores na formulação da decisão.
II. Para as abordagens cognitivas é preciso olhar para a política internacional do mesmo modo que os decisores o fazem. Assim, a compreensão do processo de raciocínio dos decisores internacionais configura-se em um aspecto central desse tipo de análise.
III. As análises cognitivas da política externa podem ser consideradas irracionais, uma vez que se concentram unicamente nas emoções dos decisores e não levam em conta os seus cálculos racionais.
IV. A observação das crenças dos decisores e o favoritismo motivado são aspectos considerados por análises cognitivas.
Nota: 10.0
A	Apenas as afirmativas I e II estão corretas.
B	Apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas.
C	Apenas as afirmativas I e III estão corretas.
D	Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas.
Você acertou!
A resposta correta é aquela que indica que apenas as afirmações I, II e IV estão corretas. A afirmação I está correta porque os modelos cognitivos apresentam uma visão de que, nem toda a suposição, ou modelos previstos pelos atores são necessariamente realizados. Considerando essa situação, a análise sobre política externa não poderia se resumir a somente o campo concreto de acontecimentos, mas também ao campo cognitivo, ou seja, o processo mental do decisor público. A afirmação II está correta porque parte da justificativa para esse tipo de abordagem pode ser vista na fala de Harold e Margaret (1956) que argumentam que uma das formas de compreender a dinâmica internacional, é olhar para o cenário externo da mesma forma que os decisores olham. Para isso, logicamente, teria de se compreender seu processo de raciocínio (Nanci, Pinheiro, 2019, p. 100). A afirmação III está incorreta porque essa abordagem não deve ser vista como um modelo irracional, mas sim como uma interpretação de como a mente humana funcionaria. Os aspectos cognitivos não se resumem somente ao âmbito não físico das ideias, mas também adicionaria às suas discussões pontos como os custos de informação, o tempo, ambiguidade entre outros fatores. A afirmação IV está correta porque não há como explicar as decisões dos atores sem compreender suas crenças, sendo essa variável importante na compreensão de decisões que falham. Além disso, outro ponto que pode ser trabalhado na abordagem cognitiva é o de favoritismo motivado. Essa visão trata sobre como o favoritismo pode ocorrer tanto por necessidades psicológicas, quanto pelo fato de determinada alternativa estar em harmonia com alguma crença já existente. Seria a partir da interpretação das crenças e fatos que se teria uma outra ferramenta de compreensão do mundo.
 
Referência: Rota de aprendizagem da aula 4. Análise da Política Externa com a profa. Prof.ª Bruna Leal Barcellos. Tema 5: Perspectivas Cognitivas e a APE.
E	Apenas as afirmativas I, II e III estão corretas.
 
Questão 2/10 - Análise de Política Externa
Leia o texto abaixo:
“Na disciplina de Análise de Política Externa foi possível observar que o método comparativo de política externa não faz uso restrito de somente uma técnica, podendo ser aplicada tanto uma abordagem qualitativa quanto quantitativa. No caso do uso do método quantitativo, observa-se a sua aplicabilidade no caso de pesquisas que utilizem um número maior de casos. Enquanto que os métodos qualitativos são utilizados para pesquisas que trabalham com menos casos de análise”.
Fonte: Rota de aprendizagem da aula 5. Análise da Política Externa com a profa. Prof.ª Bruna Leal Barcellos. Tema 3: O método quantitativo e qualitativo na análise comparada.
Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Análise de Política Externa, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, como os métodos quantitativos e qualitativos contribuem para a pesquisa comparada:
Nota: 10.0
A	Os métodos quantitativos auxiliam na compreensão das ideologias e crenças presentes na pesquisa. Os métodos qualitativos, por sua vez, colaboram com a observação das relações sociais de maneira mais ampla e panorâmica.
B	Os métodos quantitativos auxiliam na compreensão de quais são os efeitos de determinadas causas. Os métodos qualitativos, por sua vez, colaboram com a análise de quais causas geraram determinados efeitos.  
Você acertou!
O método quantitativo auxiliaria na compreensão de quais são os efeitos de determinadas causas. Já o método qualitativo teria foco na compreensão de quais causas geram determinados efeitos, utilizando uma ferramenta de análise que permite encontrar quais as relações causais que produziriam resultados semelhantes.
 
Referência: Rota de aprendizagem da aula 5. Análise da Política Externa com a profa. Prof.ª Bruna Leal Barcellos. Tema 3: O método quantitativo e qualitativo na análise comparada.
C	Os métodos quantitativos auxiliam no estudo em profundidade dos processos políticos e sociais. Os métodos qualitativos, por sua vez, ajudam com a observação dos processos cognitivos.
D	Os métodos quantitativos auxiliam no entendimento da influência cultural no processo de tomada de decisão. Os métodos qualitativos, por sua vez, permitem que se chegue a leis gerais sobre os casos estudados.
E	Os métodos quantitativos auxiliam no entendimento das relações causais presentes na política. Os métodos qualitativos, por sua vez, colaboram com a análise das relações agente-estrutura.
Questão 3/10 - Análise de Política Externa
Leia o texto a seguir:
“Bijian (2004, p. 39), pensador chinês que advoga a favor de poder por meio da paz, coloca o caminho da China e seu desenvolvimento como um caminho tomado rumo a modernização, mas esse caminho sendo realizado de forma pacífica, evitando os rumos que outras nações tomaram de invasão, expansão ou por meio de guerras. Como o autor coloca, “China irá alcançar o capital, tecnologia e recursos para sua modernização através de meios pacíficos”.”
Fonte: Rota de aprendizagem da aula 6. Análise da Política Externa com a profa. Prof.ª Bruna Leal Barcellos. Tema 2: A política Externa Chinesa e os Pontos de Coexistência.
Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Análise de Política Externa, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, dois aspectos constitutivos da postura internacional da China:
Nota: 10.0
A	O confucionismo chinês; e a sua atuação internacional com o objetivo de quebrar as práticas de dominação dos países hegemônicos.  
Você acertou!
Para Bijian, o alcance de seus objetivos por meios pacíficos só é possível pela maior integração chinesa com o restante do mundo, e, com isso, sua abertura a esse mundo de forma a integrar o país à dinâmica internacional, algo perceptívelna reforma de abertura de portas que ocorreu em1978. A busca por essa integração pacífica não é tarefa fácil como Bijian coloca, sendo necessário que o país consiga se integrar ainda mantendo seu socialismo de características chinesas e cuidando para que sua dependência do mercado externo não seja tanto que a coloque em posição de risco (Bijian, 2004, p. 40).  A China, pela visão de Bijian (2004, p. 42), agiria no cenário internacional de forma a quebrar a prática até então existente das grandes nações hegemônicas. A China, para o autor, não estaria atrás de uma posição hegemônica, agindo de forma a propagar uma nova rota de relação com outras nações. “[A China] mantém a paz mundial para seu próprio desenvolvimento, em troca reforça a paz mundial. A China é uma força construtiva – e não destrutiva – para a paz e estabilidade”. Outro ponto que deve ser citado na compreensão da política externa chinesa está no confucionismo. O confucionismo falaria sobre uma relação de harmonia. Essa visão não se limitaria ao ambiente doméstico, também se expandindo e podendo ser observado na política externa chinesa (Oliveira Junior, 2013, p. 125).
 
Referência: Rota de aprendizagem da aula 6. Análise da Política Externa com a profa. Prof.ª Bruna Leal Barcellos. Tema 2: A política Externa Chinesa e os Pontos de Coexistência.
B	O socialismo chinês; e a sua atuação internacional direcionada ao enfraquecimento da influência dos países ocidentais.
C	O comunismo chinês; e a sua atuação internacional voltada à expansão da sua ideologia para o restante do globo.
D	O confucionismo chinês; e a sua atuação internacional pautada por práticas de universalização da cultura asiática.
E	O comunismo chinês; e a sua atuação internacional vinculada às práticas de questionamento do poder controlador das organizações internacionais.
Questão 4/10 - Análise de Política Externa
Leia o texto a seguir:
“No processo de desmantelamento do socialismo real, as personalidades políticas e os movimentos na União Soviética e do Leste Europeu em favor da restauração do capitalismo foram classificados no Ocidente, pela mídia e meios acadêmicos, como reformistas, a exemplo do governo de Boris Ieltsin, na Rússia. E os opositores, ou seja, os que queriam a permanência do socialismo real, eram chamados de conservadores. É nesse novo contexto internacional que se situam as reformas chinesas, a despeito de suas peculiaridades e de sua oposição ao neoliberalismo. Trata-se da proposição de novos rumos. O Estado deveria ser reorientado para liderar o esforço de modernização econômica, no sentido específico de favorecer, com incentivos e proteção, a atração de capitais privados estrangeiros e, simultaneamente, preservar determinada presença estatal direta na gestão econômica e na esfera produtiva”.
Fonte: RENILDO, S. Estado e capital na China [online]. Salvador: EDUFBA, 2018, 285 p – p. 56. ISBN: 978-85-232- 2002-0. Disponível em: <http://books.scielo.org/id/brq52/pdf/souza-9788523220020.pdf>.
Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Análise de Política Externa, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o nome dado ao processo de reforma da economia chinesa, iniciado em 1989:
Nota: 10.0
A	Processo de Abertura de Portas.
Você acertou!
Foi nesse cenário de interdependência e fortalecimento de instituições internacionais que a China tomou o passo de abrir seu mercado. Em 1989, Deng Xiao Ping deu início à reforma que viria a ser conhecida como abertura de portas, já que “abriu” o mercado chinês para o mundo. A representação dessa mudança econômica também foi no campo político, já que a China passou a exercer e aceitar funções anteriormente não bem recebidas pelo seu regime político (Zweig, 2002).
 
Referência: Rota de aprendizagem da aula 6. Análise da Política Externa com a profa. Prof.ª Bruna Leal Barcellos. Tema 1: Política Externa Chinesa após a Reforma Econômica de 1978.
B	Processo de Dessovietização.
C	Processo de Americanização da Economia.
D	Processo de Retomada da Rota da Seda.
E	Processo de Integração aos Tigres Asiáticos.
Questão 5/10 - Análise de Política Externa
Leia o texto abaixo:
“No fim, cada líder acreditava que o que fazia era no interesse da nação – e provavelmente também no seu próprio interesse, embora nem todos os seus auxiliares concordassem. Entretanto, sem o acordo da Cúpula os líderes provavelmente não teriam alterado (ou não poderiam alterar) as políticas econômicas tão facilmente. Nesse sentido, o acordo de Bonn combinou com sucesso as pressões domésticas e as internacionais. Nem uma análise puramente doméstica nem uma puramente internacional poderia abordar esse episódio [...] Os eventos de 1978 ilustram que, em vez dessas análises parciais, devemos voltar a atenção para teorias de “equilíbrio geral” que deem conta simultaneamente das interações de fatores domésticos e internacionais. Este artigo sugere uma estrutura conceitual para entender-se como a diplomacia e a política doméstica interagem.
Fonte: PUTNAM, Robert D. Diplomacia e política doméstica: a lógica dos jogos de dois níveis. Revista Sociologia e Política. 2010, vol.18, n.36, pp.147-174, p. 149. Disponível em: < https://www.scielo.br/pdf/rsocp/v18n36/10.pdf>.
 
Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Análise de Política Externa, assinale a alternativa que indica, corretamente, um dos conceitos centrais da teoria de Putnam para entender o processo decisório:  
Nota: 10.0
A	O conceito soft power é central para a teoria de Putnam e significa poder brando.
B	O conceito winset é central para a teoria de Putnam e significa conjunto de vitórias.
Você acertou!
Outra contribuição de Putnam para compreender os processos de decisão e negociações é o de winset. O winset seria o apoio que o governo teria proveniente do nível um para o nível dois deve ser visto como um conjunto de vitórias. O número de vitórias influenciaria o sucesso estatal em relação aos acordos pretendidos no nível dois. Um grande número de vitórias contribuiria positivamente para o alcance desses acordos (Nanci, Pinheiro, 2019, p. 79).
 
Referência: Rota de aprendizagem da aula 4. Análise da Política Externa com a profa. Prof.ª Bruna Leal Barcellos. Tema 2: Jogos de Dois Níveis.
C	O conceito self help é central para a teoria de Putnam e significa tendência a autoajuda.
D	O conceito path dependence é central para a teoria de Putnam e significa dependência de trajetória.
E	O conceito problem solving é central para a teoria de Putnam e significa resolução de problemas.
Questão 6/10 - Análise de Política Externa
Leia o trecho a seguir:
“Nesta altura da história, no declínio do século XX e limiar do XXI, as ciências sociais se defrontam com um desafio epistemológico novo. O seu objeto transforma-se de modo visível, em amplas proporções e, sob certos aspectos, espetacularmente. Pela primeira vez, são desafiadas a pensar o mundo como uma sociedade global. As relações, os processos e as estruturas econômicas, políticas, demográficas, geográficas, históricas, culturais e sociais, que se desenvolvem em escala mundial, adquirem preeminência sobre as relações, processos e estruturas que se desenvolvem em escala nacional”
Fonte: IANNI, Octavio. Globalização: Novo paradigma das ciências sociais. Estudos Avançados. vol.8 no.21 São Paulo May/Aug. 1994, p. 147. Disponível em: <https://www.scielo.br/pdf/ea/v8n21/09.pdf>.
Considerando o trecho citado acima e os conteúdos discutidos ao longo da disciplina de Análise de Política Externa, análise as assertivas abaixo, que abordam os efeitos do processo de globalização para as políticas dos Estados:
I. O avanço do processo de globalização e o consequente aumento da interdependência entre os Estados estabeleceu novas dinâmicas interacionais entre os Estados, tornando a adesão ao comércio internacional um aspecto essencial da política internacional
PORQUE
II. com o aprofundamento da globalização, a participação dos Estados no comércio internacional e em organizações internacionais, concentradas nos assuntos econômicos, converteu-se em um ótimomecanismo político para a garantia dos seus interesses e necessidades.
Avalie as assertivas acima e depois assinale a alternativa que faz uma análise correta:
Nota: 10.0
A	As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da I.
Você acertou!
A alternativa correta é aquela que indica que as asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da I. A assertiva I está correta porque, como foi possível observar no decorrer da disciplina, o avanço da globalização e da interdependência em cenário internacional criou uma nova dinâmica para os Estados. Assim, fazer parte do mercado internacional não era mais uma questão de escolha, mas sim de necessidade. A assertiva II está correta porque a adesão ao comércio internacional, de organizações internacionais entre diversos grupos sobre o tema econômico passou também a ser uma forma do Estado garantir seus interesses. Por fim, a assertiva II é uma justificativa da primeira, uma vez que ao dizer que a participação dos Estados no comércio internacional e nas suas instituições é um mecanismo para a garantia dos seus interesses e necessidades ela está justificando de o porquê, com o avanço da globalização, os Estados terem que aderir ao comércio internacional.
 
Referência: Rota de aprendizagem da aula 6. Análise da Política Externa com a profa. Prof.ª Bruna Leal Barcellos. Tema 1: Política Externa Chinesa após a Reforma Econômica de 1978.
B	A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa
C	A asserção II é uma proposição verdadeira, e a I é uma proposição falsa
D	As asserções I e II são proposições falsas
E	As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II não é uma justificativa da I.
Questão 7/10 - Análise de Política Externa
Leia o texto abaixo:
“Em uma afirmação bastante conhecida, o antropólogo Guy E. Swanson diz que “pensar sem comparar é impensável”, pois, “uma vez ausente a comparação, estarão ausentes também a pesquisa e o pensamento científicos” (Swanson, 1973, p. 145). Não iria tão longe. Há certamente formas de fazer ciência que não invocam diretamente o procedimento comparativo, como os trabalhos de pesquisa essencialmente descritivos e limitados a um único caso que, embora mais modestos do ponto de vista de seu alcance teórico, contribuem para o avanço do conhecimento por meio da observação e da interpretação rigorosa dos fatos. Não há dúvida, porém, de que o procedimento comparativo é o que produz explicações mais robustas do ponto de vista científico, pois fornece ao pesquisador vários casos estratégicos a partir dos quais ele pode controlar a relação entre as variáveis analisadas”.
Fonte: PERISSINOTTO, Renato. Comparação, história e interpretação: por uma ciência política histórico-interpretativa. Revista Brasileira de Ciência Social. 2013, vol.28, n.83, pp.151-165, pág. da citação: 151. Disponível em: < https://www.scielo.br/pdf/rbcsoc/v28n83/10.pdf>.
Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Análise de Política Externa, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, dois aspectos que favoreceram a utilização do método comparado na Análise de Política Externa a partir da década de 1960:
 
Nota: 10.0
A	O surgimento de instituições internacionais e a insatisfação dos pesquisadores da área com os métodos até então disponíveis.
Você acertou!
Pensar em comparar pode parecer uma tarefa difícil quando pensamos o mundo ainda no período pós I Guerra Mundial e durante a Guerra Fria. Assim, compreende-se como esse modelo se fortaleceu com as mudanças do cenário internacional que trouxeram uma dinâmica maior entre os Estados. Os Organismos Internacionais facilitaram ainda mais esse modelo de análise já que se trata de espaços de discussões onde países com aspectos em comum, ou não, se reúnem para discutir assuntos de comum interesse. O avanço do campo da política comparada também se fortaleceu na insatisfação dos pesquisadores sobre os métodos até então disponíveis. A ausência de teorias e métodos que se encaixassem nas novas dinâmicas auxiliou na popularização da política externa comparada como uma alternativa.
 
 
Referência: Rota de aprendizagem da aula 5. Análise da Política Externa com a profa. Prof.ª Bruna Leal Barcellos. Tema 1: Política Externa Comparada: surgimento.
B	A ascensão dos Estados Unidos como superpotência e a consolidação da ciência política como uma área do conhecimento independente.
C	O processo de descolonização do Ásia e da África e a elaboração de teorias críticas sobre as relações internacionais.
D	A aceleração nos processos de integração regional e as facilidades trazidas pela internet para a pesquisa social
E	O crescimento da China e a insatisfação com o modelo liberal de análise da política externa dos países.
Questão 8/10 - Análise de Política Externa
Leia o trecho a seguir:
Mais recentemente, Andrew Moravcsik (1997, 2008) tentou redefinir a teoria liberal de maneira a incluir as principais variáveis com as quais as diferentes correntes liberais tentaram explicar a política externa/internacional: ideacionais (efeitos das ideologias ou identidades culturais na política externa); institucionais (efeitos dos tipos de instituições de representação); e econômico-comerciais (efeitos dos tipos Mónica Salomón; Letícia Pinheiro de políticas econômicas). O Novo Liberalismo de Moravcsik é uma tentativa de formular uma teoria geral das Relações Internacionais, dando precedência às variáveis internas sem desconsiderar, porém, o impacto das variáveis sistêmicas (Moravcsick 2008, 249).
Fonte: SALOMÓN, Mónica; PINHEIRO, Letícia; Análise de Política Externa e Política Externa Brasileira: trajetória, desafios e possibilidades de um campo de estudos. Rev. Bras. Polít. Int. 56 (1): 40-59. 2013, p. 45-46. Disponível em: <https://www.scielo.br/pdf/rbpi/v56n1/03.pdf>.
 
Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Análise de Política Externa, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, qual a contribuição de Andrew Moravcsik para análise de política externa:
Nota: 10.0
A	Para Moravcsik, o Estado é responsável por determinar quais serão as decisões tomadas na política externa. Desse modo, ele acaba impondo os seus interesses ao conjunto de atores domésticos que o compõem.
B	Para Moravcsik, o Estado não possui uma posição importante no cenário internacional, uma vez que são as decisões dos indivíduos que possuem o podem de interferir nas estruturas políticas internacionais.
C	Para Moravcsik, o Estado é o representante dos interesses domésticos no cenário internacional, de modo que as preferências de um Estado na política externa irão se alterar conforme os interesses de grupos e coalizões internas variam.
Você acertou!
Para Moravcsik (1997), o governo acaba sendo uma representação dos anseios dos grupos sociais. O governo e suas políticas então sofreriam restrições relacionadas as “identidades, interesses e poder dos indivíduos e grupos [...] que constantemente pressionam os decisores a criarem políticas consistentes com suas preferências” (Moravcsik, 1997, p. 518). Outro ponto importante que Moravcsik aborda, trata-se da representação social. Segundo o autor, as instituições representativas decidiriam de que forma e como as coalizões sociais seriam representadas na política externa. Nessa dinâmica, duas ações seriam importantes. A primeira delas tem relação com a atitude tomada pelo Estado, podendo essa atitude ser unitária ou desagregada. Como segundo ponto, observa-se que as políticas domésticas podem ser elaboradas de forma que as preferências do Estado atendam a uma condição racional. O pensamento central de Moravcsik, que será importante para essa discussão, pode ser dividido em três pontos sobre o Estado e sua tomada de decisão. O primeiro deles fala sobre como o Estado representando os interesses domésticos no cenário externo; o segundo, sobre como as preferências do Estado irão se alterar conforme os interesses de grupos e coalizões internas; e por último, a visão de interdependência entre Estados que guia e é guiado pelaspreferências do Estado.
 
Referência: Rota de aprendizagem da aula 4. Análise da Política Externa com a profa. Prof.ª Bruna Leal Barcellos. Tema 4: Papel das estruturas domésticas na Política Externa; 4.1: O processo de influência doméstica na definição da política externa.
D	Para Moravcsik, o Estado é responsável por defender apenas os interesses da elite dirigente na política internacional, de modo que a sua atuação no ambiente externo possui baixa relevância para a sociedade civil.
E	Para Moravcsik, o Estado é o representante das necessidades territoriais de uma sociedade no espaço externo. Desse modo, ele possui relevância internacional somente em assuntos que tratam da defesa do território e da circulação de pessoas.
Questão 9/10 - Análise de Política Externa
Leio o texto a seguir:
“A crise dos mísseis em Cuba, que ocorreu durante a Guerra Fria, levantou diversas questões sobre o comportamento dos Estados nas relações internacionais e o processo de tomada de decisão na política externa. Um dos autores que decidiu tentar responder a essas questões foi Graham Allison (1971), que propôs três modelos de tomada de decisão que poderiam ser aplicados com o intuito de compreender o que culmina nas ações estatais”.
Fonte: Rota de aprendizagem da aula 4. Análise da Política Externa com a profa. Prof.ª Bruna Leal Barcellos. Tema 1: Modelos de Allison.
Tendo como base os conteúdos discutidos na disciplina de Análise de Política Externa, assinale a alternativa que indica, corretamente, quais são os três modelos de análise propostos por Graham Allison:
Nota: 10.0
A	Modelo do nível político-nacional; modelo do nível político-internacional; e modelo dos dois níveis políticos.
B	Modelo do ator racional; modelo do comportamento organizacional; e modelo de política governamental.
Você acertou!
O primeiro modelo de Allisson é o modelo de ator racional e observa as decisões tomadas como sendo as mais otimizadas para a situação presenciada (Bignetti, 2009, p. 72). Na visão racional (ou tradicional), se obtêm a concepção de escolha por parte do decisor público. Ou seja, “os acontecimentos são concebidos como ações escolhidas pelos atores” (Fachin, Silva, p. 244). A escolha da ação a ser tomada ocorreria a partir de um grupo de variáveis a serem calculadas, como objetivos e valores. O segundo modelo, o de comportamento organizacional, observa o Estado a partir das lentes de que ele não é individual, mas sim um conjunto de diversas outras instituições. Por essa visão, o governo, em determinado momento, seria a representação de um conjunto específico de instituições, e suas ações nesse período irão ocorrer de acordo as escolhas dessas instituições. O terceiro e último modelo é o de política governamental. Têm-se nessa perspectiva da “ação governamental como resultante política” (Bignetti, 2009, p. 74). Ou seja, as ações governamentais se caracterizam como resultados de negociações, conflitos entre outras dinâmicas entre os atores.
 
Referência: Rota de aprendizagem da aula 4. Análise da Política Externa com a profa. Prof.ª Bruna Leal Barcellos. Tema 1: Modelos de Allison.
C	Modelo de bases marxistas; modelo de base neoliberal; e modelo de base sociológica.
D	Modelo individualista; modelo comportamentalista; e modelo das coletividades sociais.
E	Modelo étnico-culturalista; modelo racional-legal; modelo político-econômico.
Questão 10/10 - Análise de Política Externa
Leia o texto abaixo:
A atual discussão sobre as vantagens e desvantagens dos diversos métodos de pesquisa social desenvolvidos na área da saúde requer um exame muito atento acerca de alguns problemas relacionados à integração entre as perspectivas qualitativa e quantitativa. O debate e a contraposição frequentemente registrada entre as duas abordagens não são novos, nem exclusivos do campo das ciências sociais aplicadas à saúde. A discussão vem se desenvolvendo desde a fundação das ciências sociais, e precisamente desde a análise durkheimiana do suicídio. As correntes positivistas e neopositivistas definem como científicas somente as pesquisas baseadas na observação de dados da experiência e que utilizam instrumentos de mensuração sofisticados. Por isso, afirmam que os métodos qualitativos não originam resultados confiáveis. Por outra parte, os teóricos qualitativistas sustentam que os quantitativistas, na medida que não se colocam no lugar do sujeito, não realizam investigações válidas.
Fonte: SERAPIONI, Mauro. Métodos qualitativos e quantitativos na pesquisa social em saúde: algumas estratégias para a integração. Ciênc. saúde coletiva vol.5 no.1 Rio de Janeiro 2000. p. 188. Disponível em: < https://www.scielo.br/pdf/csc/v5n1/7089.pdf>
Considerando o trecho citado acima e os conteúdos discutidos ao longo da disciplina Análise de Política Externa, análise as assertivas abaixo, que tratam as diferenças entre métodos qualitativos e quantitativos nas análises comparadas:
I. Em uma análise comparada é muito importante que se leve em conta quais são as variáveis da pesquisa no momento de escolha do método a ser utilizado – qualitativo ou quantitativo
PORQUE
II. em uma pesquisa existem variáveis independentes, responsáveis por exercer influência nas demais variáveis da pesquisa, e as dependentes, que sofrem a influência dessas variáveis independentes.
Avalie as assertivas acima e depois assinale a alternativa que faz uma análise correta:
Nota: 10.0
A	As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da I.
B	A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa
C	A asserção II é uma proposição verdadeira, e a I é uma proposição falsa
D	As asserções I e II são proposições falsas
E	As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II não é uma justificativa da I.
Você acertou!
A resposta correta é aquela que indica que as asserções I e II são proposições verdadeiras, mas que a II não é uma justificativa da I. Como vimos no decorrer da disciplina, a afirmação I está correta porque o processo de escolha da ferramenta de pesquisa (quali ou quanti) no método comparativo deve considerar as variáveis que serão analisadas. A afirmação II está correta, porque temos as variáveis independentes e dependentes. As varáveis independentes são aquelas que de alguma forma influenciam outras variáveis, enquanto as variáveis dependentes são as que sofrem influência. Todavia, a afirmação II não é uma justifica da I, uma vez que ela não explica por que se deve levar em conta as variáveis no momento da seleção da técnica de pesquisa. Ela apenas apresenta quais são os tipos de variáveis que fazem parte da pesquisa científica.
 
Referência: Rota de aprendizagem da aula 5. Análise da Política Externa com a profa. Prof.ª Bruna Leal Barcellos. Tema 3: O método quantitativo e qualitativo na análise comparada.

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