A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
54 pág.
Doença de Chron_aluno

Pré-visualização | Página 2 de 5

trombocitose. Há, com frequência,
elevação das provas de atividade inflamatória, em especial da velocidade de
hemossedimentação (VHS), bem como dos níveis da alfa-1-glicoproteína ácida e da
proteína C reativa. Nos casos mais graves, podem ocorrer hipoalbuminemia e
deficiências de ferro. As deficiências de vitamina B12 e ácido fólico ocorrem,
principalmente, na DC que atinge o intestino delgado.
• Os marcadores sorológicos mais estudados têm sido o p-ANCA e o ASCA;
• Na DII, o p-ANCA é encontrado principalmente em casos de retocolite
ulcerativa (RCU), enquanto o ASCA é encontrado predominantemente em
casos de DC. No entanto, o ASCA e o p-ANCA não podem ser considerados,
isoladamente, marcadores sorológicos definitivos para o diagnóstico da DC e
da RCU.
DIAGNÓSTICO
• A endoscopia tem papel-chave no diagnóstico e no manejo da DII. É o
principal método diagnóstico para a obtenção de material para análise
histológica;
• A endoscopia digestiva alta pode revelar alterações semelhantes às
observadas no intestino delgado e no cólon nos pacientes portadores de DC;
• A colonoscopia é o principal exame na avaliação diagnóstica da DII,
permitindo identificar as alterações de atividade das mucosas, determinar a
extensão e o grau de atividade da doença e a identificação de complicações
como displasia e neoplasia. Uma das vantagens da colonoscopia é a
possibilidade de coletar biópsias do reto, dos cólons e do íleo terminal;
• Além de seu papel fundamental no diagnóstico, a colonoscopia é utilizada
para avaliar a resposta terapêutica na DII. O objetivo é a remissão
endoscópica da doença, ou seja, uma mucosa sem sinais inflamatórios.
DIAGNÓSTICO
PRINCIPAIS DIFERENÇAS
Retocolite Ulcerativa 
(RCU)
• Limitada ao intestino
grosso.
• Mais comum ocorrerem
dores nas laterais altas
do abdômen e na parte
inferior esquerda do
abdômen.
• Sangramento frequente.
Doença de Crohn (DC)
• Pode atingir a boca e
ânus.
• Mais comum ocorrerem
dores ao redor do
umbigo e na parte
inferior direita do
abdômen.
• Pouco sangramento.
PRINCIPAIS DIFERENÇAS
Retocolite Ulcerativa (RCU)
• A inflamação atinge a
mucosa e submucosa do
intestino.
• A inflamação inicia-se no reto
e progride de forma
contínua, podendo atingir
todo o intestino grosso.
• Comum ocorrerem
pseudopólipos e abcessos.
Doença de Crohn (DC)
• Inflamação mais profunda,
atingindo todas as camadas
da parede intestinal
• A Inflamação pode ser em
partes descontinuadas do
intestino. (uma área saudável
e entremeada por uma área
afetada pela doença).
• Comum ocorrer fístulas e/ou
estenoses.
TRATAMENTO
• Atualmente, os objetivos do tratamento não são apenas o controle dos
sintomas, mas, principalmente, o controle sustentado da inflamação, por meio
da cicatrização da mucosa, e a prevenção de lesões estruturais irreversíveis e
complicações (p. ex., fístulas, abscessos, estenoses, fibrose, dismotilidade,
displasia, neoplasia), que, por sua vez, levam à hospitalização e à cirurgia.
• Estratégia tradicional (step-up) e uma estratégia mais intensiva e precoce
denominada top-down.
• Na abordagem step-up, inicia-se o tratamento com sulfassalazina oral (casos leves) ou
budesonida oral (casos leves/moderados).
• Aminossalicilatos dissolvem-se no intestino e atuam topicamente sobre a
mucosa intestinal, diminuindo a inflamação local, mas não penetram
profundamente no tecido;
• Corticosteroides sistêmicos (p. ex., prednisona) em DC moderada/grave ou
naqueles não responsivos ao tratamento clínico inicial;
• A terapia nutricional exclusiva, em geral por via enteral (dietas poliméricas
ou oligoméricas), pode ser útil nessa fase. Aliás, em crianças e adolescentes, a
terapia nutricional exclusiva pode ser uma medida primária de tratamento,
evitando-se o uso de corticosteroides nessa faixa etária.
ABORDAGEM TERAPÊUTICA MEDICAMENTOSA E 
NUTRICIONAL
3º PASSO
• Calcular o IMC para realizar o diagnóstico nutricional em que o paciente se 
encontra:
• IMC = 49,5kg/2,72 = 18,19kg/m2
• Diagnóstico nutricional:
Perda de peso 
saudável?
Perda de 10% do peso.
Paciente precisa 
ganhar peso?
Sim!
Peso usual: 55kg
Peso atual: 49,5kg
4º PASSO
• Calcular as necessidades energéticas da paciente. Para isso é necessário:
• Peso atual: 49,5kg Altura: 1,65m Idade: 21 anos FA: 1,0 (repouso)
• GEB: 655 + (9,56 x 49,5kg) + (1,85 x 165cm) – (4,68 x 21)
• GEB: 655 + 473,22 + 305,22 – 98,28
• GEB: 1335,16kcal
• GET: 1335,16 x 1,25 x 1,3
• GET: 2169,63kcal ≅ 2200kcal 
4º PASSO
• Calcular as necessidades energéticas da paciente. Para isso é necessário:
• PCT: 4mm PCB: 5mm PCSE: 10mm PCSI: 15mm CB: 22cm
• CMB: 22 – (3,14 x 4/10)
• CMB: 22 – (16,56/10)
• CMB: 22 – 1,65
• CMB: 20,34cm
• Adequação CMB: 20,34 x 100/??
4º PASSO
• Calcular as necessidades energéticas da paciente. Para isso é necessário:
• PCT: 4mm PCB: 5mm PCSE: 10mm PCSI: 15mm CB: 22cm
• Adequação CMB: 20,34 x 100/20,7
• Adequação CMB: 98,26%
4º PASSO
• Calcular as necessidades energéticas da paciente. Para isso é necessário:
• PCT: 4mm PCB: 5mm PCSE: 10mm PCSI: 15mm CB: 22cm
• Somatório: 34mm
• Regra de 3 para saber o valor exato: 34 x 21,5/35 = 20,88%
4º PASSO
• Calcular as necessidades energéticas da paciente. Para isso é necessário:
• PCT: 4mm PCB: 5mm PCSE: 10mm PCSI: 15mm CB: 22cm
• Percentual de gordura: bom
5º PASSO
• Realizar as orientações nutricionais:
Há diferença na dieta no período de crise 
e no período de remissão?
O que vocês sugeririam para a paciente?
ALERGIAS E INTOLERÂNCIAS ALIMENTARES
• Nem a Doença de Crohn nem a Retocolite Ulcerativa são causadas por alergia
alimentar. No entanto, algumas pessoas com DII também podem ter alergias
alimentares. Os alimentos que mais comumente causam reação alérgica são leite,
ovos, amendoim, oleaginosas (por exemplo, nozes, amêndoas, castanha de caju,
pistache e pecãs), trigo, soja, peixe e mariscos.
• As dietas de eliminação (que evitam alimentos desencadeantes) são empregadas
para determinar quais alimentos devem ser evitados ou reduzidos. Isso envolve a
remoção sistemática de alimentos ou ingredientes que podem estar causando
sintomas. É importante fazer isso sob a supervisão de seu médico e de um
nutricionista para ter certeza de que esse procedimento está sendo feito
corretamente, sem causar desnutrição. Ao eliminar alimentos, é importante substituí-
los por outros que forneçam os mesmos nutrientes. Por exemplo, ao eliminar produtos
lácteos, certifique-se de obter cálcio e vitamina D de outras fontes.
• A fibra dietética é encontrada em alimentos vegetais, como frutas, verduras e legumes, além
de grãos. Ela é essencial à saúde e à digestão. Para muitas pessoas com DII, o consumo de
fibra durante os períodos de crise da doença ou estenoses pode causar cólicas abdominais,
inchaço e piora da diarreia. Mas nem todas as fontes de fibra provocam esses problemas, e
algumas podem ajudar nos sintomas da DII.
• A fibra solúvel (com capacidade de retenção de água) ajuda a absorver água no intestino,
diminuindo o tempo de trânsito dos alimentos. Isso pode ajudar a reduzir a diarreia ao
formar uma consistência semelhante ao gel e atrasar o esvaziamento do intestino. A fibra
insolúvel não retém água. É mais difícil de digerir, porque puxa a água para o intestino e faz
o alimento se mover mais rapidamente através dele. Essa fibra é encontrada nas cascas dos
alimentos como maçãs, sementes e grãos, além de vegetais folhosos. O consumo de fibra
insolúvel pode agravar os sintomas da DII por causar mais inchaço, diarreia, gases e dor.
• Quando há inflamação grave ou estreitamento, o consumo de fibras insolúveis pode causar
piora de sintomas e bloqueio no trato intestinal. A maioria dos alimentos contém uma
combinação de fibras, por isso cozinhar, descascar e remover sementes e grãos é importante
para os pacientes que estão em crise e precisam reduzir a ingestão

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.