Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Professora: Dra. Rosa Ramirez
Fonte: Psicopedagogia no Brasil: contribuições a 
partir da prática. Nádia Bossa 
5ta Edição.
FUNDAMENTOS DA 
PSICOPEDAGOGIA
FUNDAMENTOS
• A Psicopedagogia nasceu da necessidade de uma melhor compreensão do
processo de aprendizagem.
• Tentativa de explicação para o fracasso escolar. A Pedagogia e a
Psicopedagogia não eram suficiente.
• No Brasil, década de 70
Insucesso escolar Disfunção cerebral
Atualmente problemas de aprendizagem
Problemas neurológicos
OBJETO DE ESTUDO DA PSICOPEDAGOGIA
• Psicopedagogia sistematiza um corpo teórico próprio
define o seu objeto de estudo delimita o seu corpo 
de atuação e para isso recorre à:
• Psicologia
▫ Psicanálise 
 Linguística 
 Fonoaudiologia 
▫ Medicina 
▫ Pedagogia. 
OBJETO DE ESTUDO DA PSICOPEDAGOGIA
• Está se estruturando em torno do processo
de aprendizagem: seus padrões evolutivos
normais e patológicos, e as influência do
meio no seu desenvolvimento ( 1991 p. 24)
Kiguel Sonia 
Moojen
• O ato de aprender e ensinar procurando
colocar em pé de igualdade os aspectos
cognitivos, afetivos e sociais que lhe estão
implícitos. (1991 p. 12)
•
Neves Maria A.
• Estuda o processo de aprendizagem e suas 
dificuldades e em uma ação profissional 
deve englobar vários campos de 
conhecimento integrando-os. ( 1992 p. 2) 
Scoz B.
OBJETO DE ESTUDO DA PSICOPEDAGOGIA
• Deve ser entendido a partir de 2 enfoques:
preventivo e terapêu-tico. Preventivo
considera pessoa em desenvolvimento,
enquanto educável. Terapêutico, considera
a metodologia de diagnóstico e
tratamento. (1985 p. 13)
Golbert Clarissa
• Esteve voltada para a busca de metod. 
atender aos portadores de dificuld. de 
aprendiz. O principal objetivo hoje, é a 
investigação da etiologia da dif. de aprend. 
bem como a compreensão do 
processamento da aprend. (1992 p 103) 
Rubinstein Edith
• A Psicoped. Busca a melhoria das relações 
com a aprendizagem, assim como a melhor 
qualidade na construção da própria 
aprendiz. De alunos e prof. (1991, p 6)
Weiss Maria L.
FUNDAMENTOS
• O movimento da Psicopedagogia no Brasil remete ao seu histórico na
Argentina.
• Nasce na França logo migra para Argentina
• A preocupação com os problemas de aprendizagem teve origem na
Europa, ainda no século XIX
• Foi o enfoque orgânico o primeiro a orientar médicos, educadores e
terapeutas na definição dos problemas de aprendizagem
• A criança que não conseguia aprender era taxada como “anormal,” devido
á interpretação de que a causa de seu fracasso era atribuída a alguma
anomalia anatomofisiológica.
FUNDAMENTOS
• O termo psicopedagogia curativa, (terapêutica) adotado por Janine
Mery (1985), é usado para caracterizar uma ação terapêutica que
considera aspectos pedagógicos e psicológicos no tratamento de
crianças que apresentam fracasso escolar
• Conforme Mery, em 1946 foram fundados e chefiados por
Boutonier e George Mauco os primeiros Centros Psicopedagogicos,
onde se buscava unir conhecimentos da Psicologia, da Psicanálise e
da Pedagogia para tratar comportamentos socialmente
inadequados de crianças, tanto na escola como no lar, objetivando
a sua readaptação
FUNDAMENTOS
• Em 1898, Édouard Claparède, famoso professor de Psicologia, juntamente
com o neurologista François Neville, introduziu na escola pública as
"classes especiais", destinadas à educação de crianças com retardo
mental. Esta foi a primeira iniciativa registrada de médicos e educadores
no campo da reeducação.
• Através dessa cooperação Medicina-Psicologia-Psicanalise-Pedagogia,
esperavam adquirir um conhecimento total da criança e do seu meio, o
que tornaria possível a compreensão do caso.
FUNDAMENTOS
Brasil - década de 50 
Psicólogos através de 
testes realizam 
avaliação da 
deficiência cognitiva 
da criança com 
problemas de 
aprendizagem
Década de 60
Transformação no 
entendimento das 
dificuldades de 
aprendizagem estar 
relacionadas à 
carência cultural da 
sociedade brasileira
O problema de 
aprendizagem passa 
a ser entendido 
como dificuldades 
decorrentes do 
manejo institucional 
inadequado, de 
conflitos não 
resolvidos, etc.
TEORIAS QUE EMBASAM O TRABALHO PSICOPEDAGOGICO
TEORIAS QUE EMBASAM O TRABALHO PSICOPEDAGOGICO
• Do seu parentesco com a pedagogia, a psicopedagogia traz as
indefinições e contradições de uma ciência cujos limites são os
da própria vida humana
• Da psicologia a psicopedagogia herda o velho problema do
paralelismo psicofísico, um dualismo que ora privilegia o físico
(observável) ora o psíquico (a consciência)
• Essas duas áreas não são suficientes para apreender o objeto de
estudo da psicopedagogia – o processo de aprendizagem e suas
variáveis – e nortear as sua pratica
• Os autores brasileiros Neves, Kiguel, Scoz, Golbert, Rubinstein,
Weiss, Barone e outros, assim como os argentinos Fernández,
Paín, Visca, Muller, são unânimes quanto a necessidade de
conhecimentos de diversas áreas que, articulados devem
fundamentar a constituição de uma teoria psicopedagógica.
• Para autores Argentinos: “a aprendizagem
com seus problemas” constituiu-se no pilar-base
da psicopedagogia
TEORIAS QUE EMBASAM O TRABALHO PSICOPEDAGOGICO
TEORIAS QUE EMBASAM O TRABALHO PSICOPEDAGOGICO
• O estudo da psicopedagogia passou por fases distintas, assim como os
demais aspectos dessa área de estudo. O objeto de estudo era o sujeito
que não podia aprender.
• Posteriormente, a psicopedagogia adotou a noção de “não-aprendizagem”
de outra maneira: o não aprender é tido como carregado de significados,
e não se opõe ao aprender.
• Essa fase de psicopedagogia é
fundamentada especialmente na psicanálise
e na psicologia genética.
• O processo evolutivo pelo qual essa nova área
de estudo procurou estruturar-se, entende-se que o
Objeto de estudo é sempre o “aprender” do,
sujeito como se referia Alicia Fernández.
TEORIAS QUE EMBASAM O TRABALHO PSICOPEDAGOGICO
• A pratica psicopedagógica coloca questões ainda discutidas, de manejo
difícil e geradoras de conflito.
• Isto porque seu ‘paciente’, o sujeito com dificuldade de aprendizagem,
apresenta, quase sempre, um quadro de comprometimentos que
extrapola o campo de ação específico de diferentes profissionais,
envolvendo dificuldades cognitivas, instrumentais e afetivas
Devido a complexidade do seu objeto de estudo, são
importantes á psicopedagogia conhecimentos específicos
de diversas outras áreas e teorias, inclusive da
Neuropsicologia.
TEORIAS QUE EMBASAM O TRABALHO PSICOPEDAGOGICO
• Nenhuma dessas áreas surgiu especificamente para responder a
problemática da aprendizagem humana. Elas, no entanto, nos fornecem
meios para refletir cientificamente e operar no campo Psicopedagógico.
• Exemplo:
• Criança encaminhada: será que a metodologia utilizada no processo de
alfabetização é adequada? Visto a luz da teoria Pedagógica
• O processo de leitura e escrita implica em processos cognitivos que
podem ser compreendidos por meio da Psicologia Genética.
• Ou será que o processo se acha inviabilizado na relação entre professor e
aluno? Estaria o aluno ou o professor estabelecendo uma relação
transferencial? uma representação? Cultura Psicanalítica.
TEORIAS QUE EMBASAM O TRABALHO PSICOPEDAGOGICO
• Pode ser que o sujeito tenha sofrido uma anóxia de parto que lhe
ocasionou uma lesão cerebral. Princípios da Neurologia.
• Podemos ainda nos deparar com uma ocorrência em que a dificuldade
advenha de diferenças culturais e de linguagem. Estranheza de
significados do professor para o aluno e vice-versa. Problema na
comunicação comprometendo leitura e escrita. Linguística
• O grupo ao qual pertence o aluno e as interferências socioculturais desse
grupo no sujeito. Psicologia Social.
• Dificuldades na concentração, planejamento, memória. Neuropsicologia
Psicopedagogia: contribuição Argentina
• Ideais Argentinos muito têm influenciado nossa prática. Alguns dos 
autores: 
Sara Paín
Diagnóstico e Tratamento dos Problemas de 
Aprendizagem;Psicopedagogia Operativa; A Função 
da Ignorância
Jorge Visca
Clínica Psicopedagógica e Psicopedagogia: novas 
contribuições.
Alicia Fernández
A Inteligência Aprisionada; A Atenção Aprisionada
Psicopedagogia: contribuição Argentina
• Iniciou-se fazendo reeducação com o objetivo de resolver fracasso 
escolares.
• Focaram nas funções memória
percepção
atenção 
motricidade 
Elaborando planos de tratamento que pudessem vencer as faltas.
• Desde 1940 que se iniciou a psicopedagogia na Argentina, passaram-se 
por várias reformas.
Psicopedagogia: contribuição Argentina
• Década de 70 Criaram-se os Centros de Saúde Mental
• Psicopedagogos realizavam diagnósticos e tratamento 
• Um ano depois ao retornar para o controle haviam “resolvido” seus 
problemas de aprendizagens. Entretanto, surgiram graves transtornos de 
personalidades : fobias, traços psicóticos, etc. tinham afogado o 
único grito que esses sujeitos tinham para se expressar. 
• Surge então no seu trabalho o olhar e a escuta clínica da psicanálise, 
resultando no atual perfil do psicopedagogo Argentino.
Pontos Comuns entre a Psicopedagogia Brasil-Argentina
A atividade prática
iniciou-se antes da
criação dos cursos em
ambos países
As práticas surgem a
partir da necessidade
de contribuir para a
questão do fracasso
escolar
Inicialmente o exercíc. 
Psicopedagógico 
apresentava um 
caráter reeducativo, 
assumindo um 
enfoque terapêutico
Nasce com o objetivo
de um trabalho na
clínica e vai ampliando
a sua área até a
instituição escolar.
Encontram terreno
fértil em ambos países,
em função da
demanda que lhe deu
origem.
Campo de atuação da Psicopedagogia
• O campo de atuação do psicopedagogo refere-se não só ao espaço físico
onde se dá esse trabalho, mas especialmente ao espaço epistemológico
que lhe cabe, ou seja, o lugar deste campo de atividade e o modo de
abordar o seu objeto de estudo;
• a forma de abordar o objeto de estudo pode assumir características
especificas, a depender da modalidade; clinica, preventiva, organizacional;
• No trabalho clínico não deixa de ser preventivo, uma vez que ao tratar de
alguns transtornos pode evitar outros.
• No preventivo consiste também numa leitura e releitura do processo de
aprendizagem e do processo de não-aprendizagem, bem como da
aplicabilidade e conceitos teóricos que lhe deem novos significados,
gerando praticas mais consistentes
ATUAÇÃO DO PSICOPEDAGOGO: olhar dos autores no 
transcurso do tempo. 
• Historicamente, a Psicopedagogia nasceu para atender a patologia da
aprendizagem, mas ela se tem voltado cada vez mais para uma ação
preventiva, acreditando que muitas dificuldades de aprendizagem se
devem á inadequada Pedagogia institucional e familiar.
Os autores diziam:
• Lino de Macedo, o psicopedagogo, no Brasil, ocupa-se das seguintes
atividades: orientação de estudos, apropriação dos conteúdos escolares,
desenvolvimento de raciocínio, atendimento de crianças;
• para Janine Mery, o psicopedagogo é um professor de um tipo particular
que realiza a sua tarefa de pedagogo sem perder de vista os propósitos
terapêuticos da sua ação;
• assim, tanto no seu exercício na área educativa como na da saúde, pode-
se considerar que o psicopedagogo tem uma atitude clinica frente ao seu
objeto de estudo.
ATUAÇÃO DO PSICOPEDAGOGO: olhar dos autores no transcurso do 
tempo. 
• Nesse trabalho de ensinar a aprender, o psicopedagogo recorre a critérios
diagnósticos no sentido de compreender a falha na aprendizagem
• Esse diagnostico consiste na busca de um saber para saber-fazer –
O psicopedagogo ensina como aprender e, para isso, necessita aprender o
aprender e a aprendizagem.
• Durante esse processo de intervenção, o profissional não abandona o
olhar interpretativo que caracteriza a pratica psicopedagogica
• A leitura do diagnostico pode variar segundo cada profissional, em função
de sua formação, dos marcos referenciais que sustentam a sua pratica e a
abordagem teórica com a qual ele se identifica
• O conhecimento Psicopedagogico não se cristaliza numa delimitação fixa,
nem nos déficits e alterações subjetivas do aprender, mas avalia a
possibilidade do sujeito, a disponibilidade afetiva de saber e de fazer,
reconhecendo que o saber é próprio do sujeito.
Documento de intensões para a regulamentação profissional do 
Psicopedagogo
• A escola que deveria ser o local do 
desenvolvimento das potencialidades de todos, 
torna-se , para muitos, palco de fracassos ou de 
desenvolvimento insatisfatório e precário.
• Exige revisão de projetos institucionais 
com o intuito de melhorar a atuação na qualidade
do que se ensina e de como se ensina; 
do que se aprende e de como se aprende. 
PERFIL PROFISSIONAL – de acordo ABPp
• O psicopedagogo é o profissional habilitado para atuar com os processos
de aprendizagem junto aos indivíduos, aos grupos, às instituições e às
comunidades.
• Desde 2002, pela Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) do
Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a Psicopedagogia foi inserida na
Família Ocupacional dos Programadores, Avaliadores e Orientadores de
Ensino.
• O psicopedagogo é o profissional que deve assegurar:
• a) a produção e divulgação do conhecimento
científico e tecnológico
relacionado com a aprendizagem humana;
PERFIL PROFISSIONAL – de acordo ABPp
• b) os compromissos éticos e políticos com a Educação de qualidade para
todos;
• c) a articulação com os demais profissionais da Educação e da Saúde para 
a construção de uma sociedade justa, respeitando a equidade e a 
diversidade, onde todos tenham 
o direito ao aprender.
PRINCÍPIOS NORTEADORES DA FORMAÇÃO
• A formação do psicopedagogo deve orientar-se pelos seguintes princípios:
• a) conscientização da diversidade, respeitando as diferenças de natureza
cultural e ambiental, de gêneros, de faixas geracionais, de classes sociais,
de religiões, de necessidades especiais, de orientação sexual, entre
outras;
• b) priorização de ações que envolvam os direitos humanos visando uma
sociedade inclusiva e equânime, com ênfase nas potencialidades do
sujeito da aprendizagem;
PRINCÍPIOS NORTEADORES DA FORMAÇÃO
• c) valorização do pensamento reflexivo, crítico e transformador;
• d) conscientização do trabalho coletivo pautado pela ética e sigilo
profissional;
e) respeito aos saberes específicos das
áreas áreas afins e dos profissionais;
HABILIDADES E COMPETÊNCIAS
• A formação em Psicopedagogia deve propiciar o desenvolvimento de
habilidades e competências compatíveis com as demandas sociais,
contemporâneas.
• A atuação profissional requer uma formação específica que garanta ao
psicopedagogo a aquisição qualificada de conhecimentos específicos da
área, permitindo a construção de habilidades e competências.
São elas:
• a) planejar, intervir e avaliar o processo de aprendizagem, nos variados
contextos, mediante a utilização de instrumentos e técnicas próprios da
Psicopedagogia;
HABILIDADES E COMPETÊNCIAS
• b) utilizar métodos, técnicas e instrumentos que tenham por finalidade a
pesquisa e a produção de conhecimento na área;
• c) participar na formulação e na implantação de políticas públicas e
privadas em educação e saúde relacionadas à aprendizagem e à inclusão
social;
• d) articular a ação psicopedagógica com profissionais de áreas afins, para 
atuar em diferentes ambientes de aprendizagem;
HABILIDADES E COMPETÊNCIAS
• e) realizar consultoria e assessoria psicopedagógicas;
• f) exercer orientação, coordenação, docência e supervisão em
cursos de Psicopedagogia;
• g) atuar na coordenação e gestão de serviços de Psicopedagogia em
estabelecimentos públicos e privados.
DIRETRIZES DA FORMAÇÃO DE PSICOPEDAGOGOS NO BRASIL
A atuação da Psicopedagogia Clínica
O significado
A causa
A modalidade de 
aprendizagem
Entende-se como atendimento 
Psicopedagógico clínico a 
Investigação
para compreender
Intervenção
A atuação da Psicopedagogia Clínica
A psicopedagogia clinica procura 
compreenderde forma global e integrada os 
processos:
cognitivos, emocionais, culturais, orgânicos e 
pedagógicos que interferem na aprendizagem, e 
resgatem o prazer de aprender.
Incluindo a integração entre pais, 
professores, orientadores e demais 
especialistas. 
A atuação da Psicopedagogia Clínica
Na relação com o 
aluno, busca 
levantar hipóteses 
indicadoras de 
estratégias para criar 
a situação 
terapêutica mais 
adequada
Também 
trabalha a 
postura, a 
disponibilidade e 
a relação com a 
aprendizagem
Com a finalidade do 
aluno se tornar agente 
de seu processo, 
apropriando-se do seu 
saber, alcançando 
autonomia para 
construir seu 
conhecimento e 
autovalorização 
A atuação Psicopedagogia Institucional
A Psicopedagogia assume um compromisso 
com a melhoria da qualidade de ensino
Cabe ao psicopedagogo assessorar a escola
Seja reestruturando a atuação da 
instituição junto a alunos e professores
Seja redimensionando o processo de 
aquisição do conhecimento dentro da 
escola, ou encaminhando alunos para 
outros profissionais 
Como assessor o Psicopedagogo promove:
• O levantamento, a compreensão e a análise das práticas escolares e 
suas relações com a aprendizagem;
• O apoio psicopedagógico a todos os trabalhos realizados no espaço 
da escola;
• A ressignificação da unidade ensino e aprendizagem , a partir das 
relações que o sujeito estabelece entre o objeto de conhecimento e 
suas possibilidades de conhecer, observar e refletir, a partir das 
informações que já possui; 
• A prevenção de fracasso na aprendizagem e a melhoria da qualidade 
do desempenho escolar.
O trabalho psicopedagógico propicia aos professores: 
• A reconstrução de seus próprios modelos de aprendizagem, de modo que,
ao se perceberem também como “aprendizes”, revejam seus modelos de
ensinantes;
• A identificação das diferentes etapas do desenvolvimento evolutivo dos
alunos e a compreensão de sua relação com a aprendizagem;
• O diagnóstico do que é possível ser melhorado no próprio ambiente
escolar e do que precisa ser encaminhado à outros profissionais;
• As intervenções para a melhoria da qualidade do ambiente escolar;
• A percepção de como se processou a evolução do conhecimento na
história da humanidade, para compreender melhor o processo de
construção de conhecimento dos alunos.
Psicopedagogia Institucional
• O Psicopedagogo institucional atua atualmente em:
• Escolas; empresas, hospitais, creches e organizações assistenciais. 
• O Psicopedagogo pode contribuir em vários contextos:
• Orientando no processo de aprendizagem 
dos filhos; inserindo a família na escola; 
auxiliando nas múltiplas formas de aprender 
respeitando as diferenças dos filhos.
Familiar
• Fortalecendo as oportunidades de 
aprendizagem e as múltiplas inteligências, 
criatividade e soluções de problemas, 
desenvolver projetos de crescimento e 
orientações de carreiras.
Empresarial
Psicopedagogia Institucional
• Possibilitando a aprendizagem, o lúdico
através de oficinas. O adoecimento e a
hospitalização têm consequências no
processo de desenvolvimento, na
aprendizagem da criança e no ciclo de
vida família. Realiza mediação entre
hospital, escola e família e reinserção da
criança na escola.
Hospitalar
• Trabalho em equipe com gestores, 
equipe técnica, professores, alunos, 
pessoal de apoio, família. Propiciar 
recursos para a escola aprender a:
Escolar
Psicopedagogia Empresarial
P
Profundo conhecimento do funcio-
namento de grupos, do histórico e 
cultura da organização, equilíbrio 
emocional, ética. Conhecer os 
colaboradores com vistas à mudan-
ça na estrutura organizacional
A criação de diferentes condições de 
aprendizagem no trabalho; o 
desenvolvimento de funções, papeis e 
capacidades criativas dos aprendizes 
colaboradores, ampliações de cursos e 
dinâmicas para a consciência sobre a 
atuação humana no trabalho, adequações 
de informações e das comunicações 
nas relações interpessoais e inter-setores
As contribuições da 
psicopedagogia dizem respeito ao 
desenvolvimento psico-sócio-
educacional do colaborador, em suas 
diferentes funções e papeis , tendo 
em vista os seguintes objetivos:
Ações que:
busquem garantir a motivação do 
profissional; que contribuam para a 
diminuição do sofrimento, busquem 
a readaptação na função, atuem 
juntos com Sindicatos de Classe e 
Centro de Referência em Saúde do 
Trabalhador 
Empresas
Psicopedagogia Hospitalar
Intervenção com gestantes, mães de 
crianças de alto risco com internação 
prolongada , intervenção com a 
equipe de médicos e enfermagem, 
ambas com desenvolvimento e 
ressignificação das relações de 
aprendizagem, 
Elabora diagnósticos das condições 
de aprendizagem das pessoas 
internadas; elabora e aplica 
programas comunitários de 
prevenção de comportamentos de 
risco e de promoção de 
comportamentos saudáveis
Psicopedagogia escolar, priorizando 
diferentes projetos, intervém nas 
instituições de saúde, integrando 
equipes multidisciplinares, 
colaborando com outros 
profissionais, orientando seu 
procedimento no trato com o 
paciente e sua família
Cria e desenvolve métodos e 
programas psicopedagógicos em 
contextos de reabilitação 
psicossocial, Elabora relatórios de 
condições terapêuticas de 
ensino/aprendizagem e outras 
comunicações
Hospitalar
Propiciar recursos para a escola aprender a:
• Priorizar diferentes projetos,
• Diagnosticar a escola,
• Buscar a identidade da escola,
• Definir papeis na dinâmica relacional,
• Instrumentalizar professores, coordenadores, orientadores sobre práticas 
e reflexões diante de novas formas de aprender,
• Reprogramar o currículo, implantar programas e sistemas avaliativos,
• Realizar oficinas para vivências de novas formas de aprender,
• Analisar conteúdos e reconstrução conceitual,
• Ressignificar sistemas de recuperação e reintegração do aluno no 
processo,
• O papel da escola no diálogo com a família
Alguns questionamentos para a prática clínica
Algumas indagações no trabalho de investigação:
• O que pensar sobre uma criança que não consegue aprender a escrever e 
que, por isso, acaba sendo conduzida ao consultório?
• Será que o método utilizado pela professora, nesse caso, é adequado?
• Será que a criança apresenta condições intelectuais para tal 
aprendizagem?
• Como será que se está se estruturando esse novo objeto de 
conhecimento?
• Acaso a dificuldade está em operar no simbólico?
• Será que está havendo disponibilidade afetiva para um envolvimento com 
o objeto a ser aprendido?
No trabalho clínico em consultório ou em hospital, o psicopedagogo busca 
não só compreender o porquê de o sujeito não aprender alguma coisa, mas 
também o que ele pode aprender e como. 
Instrumentos que não podem faltar para um diagnóstico
• Entrevistas com familiares;
• Anamnese,
• Avaliação médicas e outras, a depender da história clínica do avaliado;
• Análise minuciosa das condições familiares e ambientais;
• Questionários para a escola;
• Contato com outros profissionais;
• Análise da rotina do examinado; 
• Análise do material escolar, especialmente as provas escolares;
• Avaliação das condições práxicas e psicomotoras;
• Avaliação da linguagem;
• Avaliação do raciocínio;
• Avaliação das condições pedagógicas;
• Avaliação das condições afetivo-emocionais;
• Avaliação dos recursos psicopedagógicos (provas psicopedagógicas)
Princípios éticos presentes na atuação do 
psicopedagogo
• O psicopedagogo deve:
• Aprender todo o dia, uma vez que a aprendizagem é seu objeto de estudo;
• Ser honesto e leal consigo mesmo e com o próximo, de forma que sua 
conduta na vida seja um modelo a ser aprendido;
• Prestar serviço de qualidade, em condições dignas, baseado nas ciências 
que fundamentam sua prática e respeitando amplamente o próximo;
• Consultar profissionais mais experientes sempre que se impuser a 
necessidade de maiores estudos sobre a situação a seus cuidados;
• Se, por qualquer razão, for substituído fornecerao seu substituto, quando 
solicitado, as informações necessárias à evolução do trabalho;
Princípios éticos presentes na atuação do 
psicopedagogo
• Zelar para que o exercício profissional seja efetuado por ele e pelos 
colegas, com a máxima dignidade e seriedade, recusando-se a usar o 
aparelhamento construído até aqui em benefício próprio, em detrimento 
da vocação original da Psicopedagogia;
• Respeitar a legislação do País no que refere ao código de ética para 
trabalho e pesquisa com seres humanos;
• Zelar cuidadosamente pela confiança que foi depositada nele, mantendo 
o sigilo, preservando a imagem e mantendo inabalável o compromisso 
assumido com aqueles para quem presta serviço;
• Atuar em equipe multiprofissional, mantendo o caráter confidencial de 
suas comunicações, assinalando a responsabilidade de quem as recebe, 
de forma a preservar o sigilo.
Diretrizes de Formação em Psicopedagogia – 2019
• A seguir um conjunto de indicadores, orientações para a construção das 
matrizes curriculares dos cursos de formação em Psicopedagogia nos 
níveis de graduação ou pós-graduação, dentre eles:
• Flexibilidade curricular - matriz curricular com conhecimentos específicos 
prevendo também conhecimentos necessários ao contexto regional;
• Interdisciplinaridade/multidisciplinar/transdisciplinaridade;
• Intervenção psicopedagógica – atuação supervisionada por 
psicopedagogo;
• Pesquisa – intervenção/construção de conhecimento;
Diretrizes de Formação em Psicopedagogia – 2019
• Gestão compartilhada (colegiado de curso) colaborativa, ambiente 
acolhedor (visão sistêmica);
• EaD – modelo híbrido – cuidando da formação pessoal;
• Carga horária: mínima 450 horas para o curso Lato Sensu e para o curso 
de graduação mínimo 3200 horas;
• a carga horária poderá ser assim distribuída, no Lato Sensu:
- conhecimentos específicos – referências teórico-práticas dentro da área 
de conhecimento (360 horas no mínimo)
- atividades de intervenção – 90 horas no mínimo
• https://www.abpp.com.br/documentos_referencias_diretrizes_formacao.html
PONTOS DE INVESTIGAÇÃO PARA ANÁLISE 
PSICOPEDAGÓGICA INSTITUCIONAL
Entrevista de motivo da consulta
A entrevista que denominamos ´motivo da consulta´, é o momento para 
estabelecer hipóteses sobre os seguintes aspectos importantes no 
diagnóstico dos problemas de aprendizagem:
a) significação do sintoma NA família, articulação funcional do problema de 
aprendizagem; 
b) significação do sintoma PARA a família, isto é, as reações 
comportamentais de seus membros ao assumir a presença do problema;
c) fantasias de enfermidade e cura e expectativas acerca de sua intervenção 
no processo diagnóstico e de tratamento;
d) modalidades de comunicação do casal e função do terceiro;
DIAGNÓSTICO PSICOPEDAGÓGICO INSTITUCIONAL
O que fazer:
OLHAR E ESCUTA PSICOPEDAGÓGICA NA INSTITUIÇÃO:
• Parte de uma contextualização maior: da própria instituição e da
comunidade em geral
• Identifica a organização pedagógica da escola
• Analisa as relações com o conhecimento
• Analisa as relações interpessoais e de poder na instituição
• Investiga os diferentes grupos da instituição.
DIAGNÓSTICO PSICOPEDAGÓGICO INSTITUCIONAL
• Identificação da “queixa” institucional: o primeiro contato com a
instituição;
• Levantamento da história institucional e leitura psicopedagógica das
relações de aprendizagem na instituição - diagnóstico:
1 - Dados de identificação da escola (ou outra instituição):
 a) Caracterização da comunidade escolar (nível sócio-econômico-
cultural, escolaridade, profissão, representação da comunidade sobre
educação, formas de organização da comunidade, infra-estrutura da
comunidade, etc... )
 b) Histórico da instituição.
DIAGNÓSTICO PSICOPEDAGÓGICO INSTITUCIONAL
2 - Organização da instituição:
 condições físicas (prédio, espaço, mobiliário, equipamentos,
etc...),
 número de pessoal administrativo,
 equipe de coordenação administrativo-pedagógica,
 número de docentes,
 número de alunos,
 número de funcionários,
 formas de organização (Conselho Escolar, Grêmio de Alunos,
Associação de Pais,...), etc...
DIAGNÓSTICO PSICOPEDAGÓGICO INSTITUCIONAL
3 - Organização Pedagógica - concepção pedagógica e epistemológica
3.1.regimento escolar - princípios filosóficos, objetivos, diretrizes, atribuições
da direção, supervisão escolar, orientação educacional, psicopedagogo e
psicólogo, regras de convivência (deveres e direitos, formas de construção
dessas regras), avaliação (quantitativa ou qualitativa, Conselho de Classe,
organização dos critérios e instrumentos de avaliação, coerência com a
proposta político-pedagógica)
3.2 proposta político-pedagógica
3. 3 planos de ensino
3.4 postura político-pedagógica dos professores (relação e coerência entre
discurso e prática, coerência com a proposta político-pedagógica da escola)
4 Relações interpessoais e com o conhecimento em todos os níveis da instituição:
4.1.imaginário e representações sociais e de aprendizagem de todos os sujeitos 
envolvidos (pais, alunos, professores, funcionários, equipe diretiva – análise subjetiva)
4.2 relações de poder em nível institucional (todos os segmentos)
5 -Análise dos grupos de alunos:
5.1. Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino Fundamental: análise da história vital 
dos alunos, observação da evolução psicogenética dos alunos pelo professor e relação 
com a aprendizagem (provas projetivas psicopedagógicas) para definição do “perfil da 
turma” e levantamento de estratégias. Entrevista com os professores.
DIAGNÓSTICO PSICOPEDAGÓGICO INSTITUCIONAL
 5.2 - Etapas Finais de Ensino Fundamental e Ensino Médio: relação com
aprendizagem, questionários com os alunos ( faixa etária, relação com a
escola, vida escolar, dificuldades, desejos, relação familiar, evolução
psicogenética, relação com o grupo, relação com os professores, drogas,
lazer, trabalho, condições sócio-econômico-cultural, questões
metodológicas), entrevista e provas projetivas com os professores
(coerência discurso e prática, adequação metodológica, relação com os
alunos, ...)
DIAGNÓSTICO PSICOPEDAGÓGICO INSTITUCIONAL
 Coleta de dados
 Leitura e análise psicopedagógica

 Definição do foco de intervenção psicopedagógica

 Construção do plano de intervenção psicopedagógica institucional

 Intervenção psicopedagógica institucional propriamente dita
DIAGNÓSTICO PSICOPEDAGÓGICO INSTITUCIONAL
Habilidades para o desempenho acadêmico
Criatividade
(Arruda, 2015, apud Cardoso 2018)
São 
necessárias 
5 
habilidades 
Memória 
de 
trabalho
Para a 
compreensão e o 
entendimento dos 
conteúdos 
acadêmicos -
leitura matemática 
-
Flecibilid. 
cognitiva
Disciplina
Autocontrole
(Controle 
Inibitório)
Funções Executivas
• Memória de trabalho, 
• Flexibilidade Cognitiva, 
• Autocontrole 
• Disciplina 
• Conjunto de habilidades que regulam o comportamento em resposta às 
demandas de tarefas complexas (Diamond, 2015 apud Cardoso 2018). 
• Constituem um conjunto de habilidades que são fundamentais para o 
controle consciente e deliberado sobre ações, pensamentos e emoções.
• Possibilitam ao indivíduo gerenciar diferentes aspectos da vida com 
autonomia, isto é, tomar decisões com independência e responsabilidade. 
INTEGRAN as FE
Controle Inibitório
• (Cardoso; Fonseca, 2018)
Capacidade de inibir um 
comportamento 
em detrimento de outro 
assim como habilidade
de filtrar pensamentos, 
controlar os impulsos e 
resistir às distrações,
tanto externas (ruídos, por 
ex.), quanto internas
(outros pensamentos não 
relacionados). Hábito de 
parar e pensar antes de agir
Exemplos de comportamentos:
Interrompe o professor ou os
colegas; não espera a sua vez de
falar ou jogar; É “impaciente”;
fornece respostas impulsivas,
sem pensar antes em outras
alternativas; Age de forma
impulsiva, sem pensar nas
consequências de seus atos; não
resiste à vontade de ficar
conversando o tempo todo na
aula; Distrai-se comfacilidade,
não consegue controlar o foco
de sua atenção; tem dificuldade
para controlar as emoções
(grita, bate, chora).
Memória de Trabalho
Capacidade de manter e 
manipular informações 
mentalmente, possibilitando 
relacionar e integrar 
informações, lembrar 
sequências ou ordens, projetar 
sequências de ações no futuro, 
manejar duas ou mais 
informações ao mesmo tempo 
que vêm de diferentes 
tipos/sistemas de memórias.
• Memória de trabalho: 
permite armazenar, 
relacionar e pensar 
informações no curto 
prazo. Sem essa 
capacidade, por 
exemplo, o indivíduo 
não se lembraria do 
que estava fazendo 
após ser 
interrompido.
(Cardoso; Fonseca, 2018)
Memória de Trabalho
• Não segue corretamente as instruções das tarefas;
• Não consegue manter as informações em mente, por tempo suficiente, para usá-
las em seguida;
• Tem dificuldade para fazer cálculos ou solucionar problemas matemáticos
mentalmente;
• Durante a leitura, apresenta dificuldade em conectar a informação de um
parágrafo com o outro e, geralmente, não compreende o que lê;
• Numa recontagem de história ou em uma atividade de escrita, tem dificuldade
em organizar as informações em uma ordem temporal coerente (começo, meio e
fim);
• A partir de um início de história, tem dificuldade de criar sobre ela, para
continuá-la em uma produção textual
Flexibilidade Cognitiva
(Cardoso; Fonseca, 2018)
Capacidade de mudar o 
foco atencional, considerar 
diferentes perspectivas, 
prioridades ou regras e 
adaptar-se às demandas 
do ambiente; habilidade 
de alternar tarefas e focos, 
quando necessário. 
Relacionada à criatividade 
e à resolução de 
problemas com diferentes 
alternativas.
Tem dificuldade em lidar com mudanças de
planos ou de rotina;
- Não demonstra criatividade para
resolver problemas;
- Apega-se a um detalhe, dificultando o
enxergar do todo;
- Não consegue pensar em diferentes
formas de solucionar um problema;
- Mesmo frente a erros, não consegue
mudar a forma como executa uma tarefa,
empregando sempre a mesma estratégia
ou solução;
Flexibilidade Cognitiva
• Tem dificuldade em mudar a forma como se comporta ou faz qualquer
atividade;
• Pode ter dificuldade em entender metáforas e abstrair a informação para
além do sentido literal;
• Pode ter dificuldade em entender perspectivas ou pontos de vista
diferentes do seu.
• Permite mudar de perspectiva no momento de pensar e agir, e considerar
diferentes ângulos na tomada de decisão. Essa capacidade é fundamental
para o indivíduo perceber um erro e poder corrigir.
Cardoso; Fonseca (2018)
Cardoso; Fonseca (2018)
Cardoso; Fonseca (2018)
Cardoso; Fonseca (2018)
Cardoso; Fonseca (2018)
Cardoso; Fonseca 
(2018)
Respostas
Controle Inibitório
Jogo: A procura do alvo. 
25 vezes
Memória de Trabalho
Jogo: Onde estão os animais? 4 abelha, caranguejo, gato, 
elefante
Jogo: Falta um. - Cola -
Flexibilidade Cognitiva 
Jogo: Troca-Troca
Desembaralhando os nomes
Dificuldades de aprendizagem 
Dificuldades de aprendizagem (Moojen, 2017)
Primárias:
Evolutivas: maturacionais.
Metodológicos: dificuldades
passageiras, relacionadas com
metodologia de ensino inadequada,
falta de assiduidade e problemas
pessoais ou familiares temporários.
Secundárias: 
Repercussão primariamente no 
desenvolvimento humano em geral 
(de ordem cognitiva, emocional e/ou 
neurológica) e secundariamente no 
desempenho escolar global.
Bassôa 2019
Transtorno específico de Aprendizagem – TEAp – DSM-V
As dificuldades não são 
explicáveis por: déficits 
intelectuais e sensoriais, 
transtornos mentais ou 
neurológico, fatores sociais
Desempenho abaixo do 
esperado
Persistente
Transtorno específico de Aprendizagem
Com prejuízo na 
Leitura - Dislexia 
• Precisão
• Velocidade
• Compreensão
• Ortografia
Com prejuízo na 
Escrita –
“Disortografia”
• Precisão na 
ortografia, 
gramática e 
pontuação
• Clareza e 
organização da 
expressão escrita
Com prejuízo na 
Matemática -
Discalculia
• Senso numérico
• Memorização de 
fatos matemáticos
• Fluência de cálculo
• Raciocínio 
matemático
Bassôa 2019
Referências
• BASSÕA, N. A Psicopedagogia no Brasil: contribuições a partir da 
prática. 5 ed. Rio de Janeiro. Walk, 2019
• __________. Bateria de atividades e protocolos de intervenção 
psicopedagógica. São Paulo: INEPpsin, 2017.
• Cardoso C. Fonseca R. PENcE: Programa de Estimulação Neuropsicológica 
da Cognição em escolares: ênfase em funções executivas. São Paulo: Book 
Toy, 2018
• Fernández, Alicia. A atenção aprisionada: psicopedagogia da capacidade 
atencional. Porto Alegre: Penso, 2012
• Funções executivas e desenvolvimento infantil : habilidades necessárias 
para a autonomia : estudo III - organização Comitê Científico do Núcleo 
Ciência pela infância. São Paulo : Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal -
FMCSV, 2016. 
• Malloy-Diniz L. Dias Natália. Funções Executivas: modelos e aplicações> 
São Paulo: Pearson, 2020.
Prof. Dra. Rosa Eulógia Ramirez
Pós-Doutorado em Educação
Pedagoga OE – Psicopedagoga -Neuropsicóloga
rosa.eulogia@gmail.com
(51)999277339

Mais conteúdos dessa disciplina