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Professora: Dra. Rosa Ramirez Fonte: Psicopedagogia no Brasil: contribuições a partir da prática. Nádia Bossa 5ta Edição. FUNDAMENTOS DA PSICOPEDAGOGIA FUNDAMENTOS • A Psicopedagogia nasceu da necessidade de uma melhor compreensão do processo de aprendizagem. • Tentativa de explicação para o fracasso escolar. A Pedagogia e a Psicopedagogia não eram suficiente. • No Brasil, década de 70 Insucesso escolar Disfunção cerebral Atualmente problemas de aprendizagem Problemas neurológicos OBJETO DE ESTUDO DA PSICOPEDAGOGIA • Psicopedagogia sistematiza um corpo teórico próprio define o seu objeto de estudo delimita o seu corpo de atuação e para isso recorre à: • Psicologia ▫ Psicanálise Linguística Fonoaudiologia ▫ Medicina ▫ Pedagogia. OBJETO DE ESTUDO DA PSICOPEDAGOGIA • Está se estruturando em torno do processo de aprendizagem: seus padrões evolutivos normais e patológicos, e as influência do meio no seu desenvolvimento ( 1991 p. 24) Kiguel Sonia Moojen • O ato de aprender e ensinar procurando colocar em pé de igualdade os aspectos cognitivos, afetivos e sociais que lhe estão implícitos. (1991 p. 12) • Neves Maria A. • Estuda o processo de aprendizagem e suas dificuldades e em uma ação profissional deve englobar vários campos de conhecimento integrando-os. ( 1992 p. 2) Scoz B. OBJETO DE ESTUDO DA PSICOPEDAGOGIA • Deve ser entendido a partir de 2 enfoques: preventivo e terapêu-tico. Preventivo considera pessoa em desenvolvimento, enquanto educável. Terapêutico, considera a metodologia de diagnóstico e tratamento. (1985 p. 13) Golbert Clarissa • Esteve voltada para a busca de metod. atender aos portadores de dificuld. de aprendiz. O principal objetivo hoje, é a investigação da etiologia da dif. de aprend. bem como a compreensão do processamento da aprend. (1992 p 103) Rubinstein Edith • A Psicoped. Busca a melhoria das relações com a aprendizagem, assim como a melhor qualidade na construção da própria aprendiz. De alunos e prof. (1991, p 6) Weiss Maria L. FUNDAMENTOS • O movimento da Psicopedagogia no Brasil remete ao seu histórico na Argentina. • Nasce na França logo migra para Argentina • A preocupação com os problemas de aprendizagem teve origem na Europa, ainda no século XIX • Foi o enfoque orgânico o primeiro a orientar médicos, educadores e terapeutas na definição dos problemas de aprendizagem • A criança que não conseguia aprender era taxada como “anormal,” devido á interpretação de que a causa de seu fracasso era atribuída a alguma anomalia anatomofisiológica. FUNDAMENTOS • O termo psicopedagogia curativa, (terapêutica) adotado por Janine Mery (1985), é usado para caracterizar uma ação terapêutica que considera aspectos pedagógicos e psicológicos no tratamento de crianças que apresentam fracasso escolar • Conforme Mery, em 1946 foram fundados e chefiados por Boutonier e George Mauco os primeiros Centros Psicopedagogicos, onde se buscava unir conhecimentos da Psicologia, da Psicanálise e da Pedagogia para tratar comportamentos socialmente inadequados de crianças, tanto na escola como no lar, objetivando a sua readaptação FUNDAMENTOS • Em 1898, Édouard Claparède, famoso professor de Psicologia, juntamente com o neurologista François Neville, introduziu na escola pública as "classes especiais", destinadas à educação de crianças com retardo mental. Esta foi a primeira iniciativa registrada de médicos e educadores no campo da reeducação. • Através dessa cooperação Medicina-Psicologia-Psicanalise-Pedagogia, esperavam adquirir um conhecimento total da criança e do seu meio, o que tornaria possível a compreensão do caso. FUNDAMENTOS Brasil - década de 50 Psicólogos através de testes realizam avaliação da deficiência cognitiva da criança com problemas de aprendizagem Década de 60 Transformação no entendimento das dificuldades de aprendizagem estar relacionadas à carência cultural da sociedade brasileira O problema de aprendizagem passa a ser entendido como dificuldades decorrentes do manejo institucional inadequado, de conflitos não resolvidos, etc. TEORIAS QUE EMBASAM O TRABALHO PSICOPEDAGOGICO TEORIAS QUE EMBASAM O TRABALHO PSICOPEDAGOGICO • Do seu parentesco com a pedagogia, a psicopedagogia traz as indefinições e contradições de uma ciência cujos limites são os da própria vida humana • Da psicologia a psicopedagogia herda o velho problema do paralelismo psicofísico, um dualismo que ora privilegia o físico (observável) ora o psíquico (a consciência) • Essas duas áreas não são suficientes para apreender o objeto de estudo da psicopedagogia – o processo de aprendizagem e suas variáveis – e nortear as sua pratica • Os autores brasileiros Neves, Kiguel, Scoz, Golbert, Rubinstein, Weiss, Barone e outros, assim como os argentinos Fernández, Paín, Visca, Muller, são unânimes quanto a necessidade de conhecimentos de diversas áreas que, articulados devem fundamentar a constituição de uma teoria psicopedagógica. • Para autores Argentinos: “a aprendizagem com seus problemas” constituiu-se no pilar-base da psicopedagogia TEORIAS QUE EMBASAM O TRABALHO PSICOPEDAGOGICO TEORIAS QUE EMBASAM O TRABALHO PSICOPEDAGOGICO • O estudo da psicopedagogia passou por fases distintas, assim como os demais aspectos dessa área de estudo. O objeto de estudo era o sujeito que não podia aprender. • Posteriormente, a psicopedagogia adotou a noção de “não-aprendizagem” de outra maneira: o não aprender é tido como carregado de significados, e não se opõe ao aprender. • Essa fase de psicopedagogia é fundamentada especialmente na psicanálise e na psicologia genética. • O processo evolutivo pelo qual essa nova área de estudo procurou estruturar-se, entende-se que o Objeto de estudo é sempre o “aprender” do, sujeito como se referia Alicia Fernández. TEORIAS QUE EMBASAM O TRABALHO PSICOPEDAGOGICO • A pratica psicopedagógica coloca questões ainda discutidas, de manejo difícil e geradoras de conflito. • Isto porque seu ‘paciente’, o sujeito com dificuldade de aprendizagem, apresenta, quase sempre, um quadro de comprometimentos que extrapola o campo de ação específico de diferentes profissionais, envolvendo dificuldades cognitivas, instrumentais e afetivas Devido a complexidade do seu objeto de estudo, são importantes á psicopedagogia conhecimentos específicos de diversas outras áreas e teorias, inclusive da Neuropsicologia. TEORIAS QUE EMBASAM O TRABALHO PSICOPEDAGOGICO • Nenhuma dessas áreas surgiu especificamente para responder a problemática da aprendizagem humana. Elas, no entanto, nos fornecem meios para refletir cientificamente e operar no campo Psicopedagógico. • Exemplo: • Criança encaminhada: será que a metodologia utilizada no processo de alfabetização é adequada? Visto a luz da teoria Pedagógica • O processo de leitura e escrita implica em processos cognitivos que podem ser compreendidos por meio da Psicologia Genética. • Ou será que o processo se acha inviabilizado na relação entre professor e aluno? Estaria o aluno ou o professor estabelecendo uma relação transferencial? uma representação? Cultura Psicanalítica. TEORIAS QUE EMBASAM O TRABALHO PSICOPEDAGOGICO • Pode ser que o sujeito tenha sofrido uma anóxia de parto que lhe ocasionou uma lesão cerebral. Princípios da Neurologia. • Podemos ainda nos deparar com uma ocorrência em que a dificuldade advenha de diferenças culturais e de linguagem. Estranheza de significados do professor para o aluno e vice-versa. Problema na comunicação comprometendo leitura e escrita. Linguística • O grupo ao qual pertence o aluno e as interferências socioculturais desse grupo no sujeito. Psicologia Social. • Dificuldades na concentração, planejamento, memória. Neuropsicologia Psicopedagogia: contribuição Argentina • Ideais Argentinos muito têm influenciado nossa prática. Alguns dos autores: Sara Paín Diagnóstico e Tratamento dos Problemas de Aprendizagem;Psicopedagogia Operativa; A Função da Ignorância Jorge Visca Clínica Psicopedagógica e Psicopedagogia: novas contribuições. Alicia Fernández A Inteligência Aprisionada; A Atenção Aprisionada Psicopedagogia: contribuição Argentina • Iniciou-se fazendo reeducação com o objetivo de resolver fracasso escolares. • Focaram nas funções memória percepção atenção motricidade Elaborando planos de tratamento que pudessem vencer as faltas. • Desde 1940 que se iniciou a psicopedagogia na Argentina, passaram-se por várias reformas. Psicopedagogia: contribuição Argentina • Década de 70 Criaram-se os Centros de Saúde Mental • Psicopedagogos realizavam diagnósticos e tratamento • Um ano depois ao retornar para o controle haviam “resolvido” seus problemas de aprendizagens. Entretanto, surgiram graves transtornos de personalidades : fobias, traços psicóticos, etc. tinham afogado o único grito que esses sujeitos tinham para se expressar. • Surge então no seu trabalho o olhar e a escuta clínica da psicanálise, resultando no atual perfil do psicopedagogo Argentino. Pontos Comuns entre a Psicopedagogia Brasil-Argentina A atividade prática iniciou-se antes da criação dos cursos em ambos países As práticas surgem a partir da necessidade de contribuir para a questão do fracasso escolar Inicialmente o exercíc. Psicopedagógico apresentava um caráter reeducativo, assumindo um enfoque terapêutico Nasce com o objetivo de um trabalho na clínica e vai ampliando a sua área até a instituição escolar. Encontram terreno fértil em ambos países, em função da demanda que lhe deu origem. Campo de atuação da Psicopedagogia • O campo de atuação do psicopedagogo refere-se não só ao espaço físico onde se dá esse trabalho, mas especialmente ao espaço epistemológico que lhe cabe, ou seja, o lugar deste campo de atividade e o modo de abordar o seu objeto de estudo; • a forma de abordar o objeto de estudo pode assumir características especificas, a depender da modalidade; clinica, preventiva, organizacional; • No trabalho clínico não deixa de ser preventivo, uma vez que ao tratar de alguns transtornos pode evitar outros. • No preventivo consiste também numa leitura e releitura do processo de aprendizagem e do processo de não-aprendizagem, bem como da aplicabilidade e conceitos teóricos que lhe deem novos significados, gerando praticas mais consistentes ATUAÇÃO DO PSICOPEDAGOGO: olhar dos autores no transcurso do tempo. • Historicamente, a Psicopedagogia nasceu para atender a patologia da aprendizagem, mas ela se tem voltado cada vez mais para uma ação preventiva, acreditando que muitas dificuldades de aprendizagem se devem á inadequada Pedagogia institucional e familiar. Os autores diziam: • Lino de Macedo, o psicopedagogo, no Brasil, ocupa-se das seguintes atividades: orientação de estudos, apropriação dos conteúdos escolares, desenvolvimento de raciocínio, atendimento de crianças; • para Janine Mery, o psicopedagogo é um professor de um tipo particular que realiza a sua tarefa de pedagogo sem perder de vista os propósitos terapêuticos da sua ação; • assim, tanto no seu exercício na área educativa como na da saúde, pode- se considerar que o psicopedagogo tem uma atitude clinica frente ao seu objeto de estudo. ATUAÇÃO DO PSICOPEDAGOGO: olhar dos autores no transcurso do tempo. • Nesse trabalho de ensinar a aprender, o psicopedagogo recorre a critérios diagnósticos no sentido de compreender a falha na aprendizagem • Esse diagnostico consiste na busca de um saber para saber-fazer – O psicopedagogo ensina como aprender e, para isso, necessita aprender o aprender e a aprendizagem. • Durante esse processo de intervenção, o profissional não abandona o olhar interpretativo que caracteriza a pratica psicopedagogica • A leitura do diagnostico pode variar segundo cada profissional, em função de sua formação, dos marcos referenciais que sustentam a sua pratica e a abordagem teórica com a qual ele se identifica • O conhecimento Psicopedagogico não se cristaliza numa delimitação fixa, nem nos déficits e alterações subjetivas do aprender, mas avalia a possibilidade do sujeito, a disponibilidade afetiva de saber e de fazer, reconhecendo que o saber é próprio do sujeito. Documento de intensões para a regulamentação profissional do Psicopedagogo • A escola que deveria ser o local do desenvolvimento das potencialidades de todos, torna-se , para muitos, palco de fracassos ou de desenvolvimento insatisfatório e precário. • Exige revisão de projetos institucionais com o intuito de melhorar a atuação na qualidade do que se ensina e de como se ensina; do que se aprende e de como se aprende. PERFIL PROFISSIONAL – de acordo ABPp • O psicopedagogo é o profissional habilitado para atuar com os processos de aprendizagem junto aos indivíduos, aos grupos, às instituições e às comunidades. • Desde 2002, pela Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a Psicopedagogia foi inserida na Família Ocupacional dos Programadores, Avaliadores e Orientadores de Ensino. • O psicopedagogo é o profissional que deve assegurar: • a) a produção e divulgação do conhecimento científico e tecnológico relacionado com a aprendizagem humana; PERFIL PROFISSIONAL – de acordo ABPp • b) os compromissos éticos e políticos com a Educação de qualidade para todos; • c) a articulação com os demais profissionais da Educação e da Saúde para a construção de uma sociedade justa, respeitando a equidade e a diversidade, onde todos tenham o direito ao aprender. PRINCÍPIOS NORTEADORES DA FORMAÇÃO • A formação do psicopedagogo deve orientar-se pelos seguintes princípios: • a) conscientização da diversidade, respeitando as diferenças de natureza cultural e ambiental, de gêneros, de faixas geracionais, de classes sociais, de religiões, de necessidades especiais, de orientação sexual, entre outras; • b) priorização de ações que envolvam os direitos humanos visando uma sociedade inclusiva e equânime, com ênfase nas potencialidades do sujeito da aprendizagem; PRINCÍPIOS NORTEADORES DA FORMAÇÃO • c) valorização do pensamento reflexivo, crítico e transformador; • d) conscientização do trabalho coletivo pautado pela ética e sigilo profissional; e) respeito aos saberes específicos das áreas áreas afins e dos profissionais; HABILIDADES E COMPETÊNCIAS • A formação em Psicopedagogia deve propiciar o desenvolvimento de habilidades e competências compatíveis com as demandas sociais, contemporâneas. • A atuação profissional requer uma formação específica que garanta ao psicopedagogo a aquisição qualificada de conhecimentos específicos da área, permitindo a construção de habilidades e competências. São elas: • a) planejar, intervir e avaliar o processo de aprendizagem, nos variados contextos, mediante a utilização de instrumentos e técnicas próprios da Psicopedagogia; HABILIDADES E COMPETÊNCIAS • b) utilizar métodos, técnicas e instrumentos que tenham por finalidade a pesquisa e a produção de conhecimento na área; • c) participar na formulação e na implantação de políticas públicas e privadas em educação e saúde relacionadas à aprendizagem e à inclusão social; • d) articular a ação psicopedagógica com profissionais de áreas afins, para atuar em diferentes ambientes de aprendizagem; HABILIDADES E COMPETÊNCIAS • e) realizar consultoria e assessoria psicopedagógicas; • f) exercer orientação, coordenação, docência e supervisão em cursos de Psicopedagogia; • g) atuar na coordenação e gestão de serviços de Psicopedagogia em estabelecimentos públicos e privados. DIRETRIZES DA FORMAÇÃO DE PSICOPEDAGOGOS NO BRASIL A atuação da Psicopedagogia Clínica O significado A causa A modalidade de aprendizagem Entende-se como atendimento Psicopedagógico clínico a Investigação para compreender Intervenção A atuação da Psicopedagogia Clínica A psicopedagogia clinica procura compreenderde forma global e integrada os processos: cognitivos, emocionais, culturais, orgânicos e pedagógicos que interferem na aprendizagem, e resgatem o prazer de aprender. Incluindo a integração entre pais, professores, orientadores e demais especialistas. A atuação da Psicopedagogia Clínica Na relação com o aluno, busca levantar hipóteses indicadoras de estratégias para criar a situação terapêutica mais adequada Também trabalha a postura, a disponibilidade e a relação com a aprendizagem Com a finalidade do aluno se tornar agente de seu processo, apropriando-se do seu saber, alcançando autonomia para construir seu conhecimento e autovalorização A atuação Psicopedagogia Institucional A Psicopedagogia assume um compromisso com a melhoria da qualidade de ensino Cabe ao psicopedagogo assessorar a escola Seja reestruturando a atuação da instituição junto a alunos e professores Seja redimensionando o processo de aquisição do conhecimento dentro da escola, ou encaminhando alunos para outros profissionais Como assessor o Psicopedagogo promove: • O levantamento, a compreensão e a análise das práticas escolares e suas relações com a aprendizagem; • O apoio psicopedagógico a todos os trabalhos realizados no espaço da escola; • A ressignificação da unidade ensino e aprendizagem , a partir das relações que o sujeito estabelece entre o objeto de conhecimento e suas possibilidades de conhecer, observar e refletir, a partir das informações que já possui; • A prevenção de fracasso na aprendizagem e a melhoria da qualidade do desempenho escolar. O trabalho psicopedagógico propicia aos professores: • A reconstrução de seus próprios modelos de aprendizagem, de modo que, ao se perceberem também como “aprendizes”, revejam seus modelos de ensinantes; • A identificação das diferentes etapas do desenvolvimento evolutivo dos alunos e a compreensão de sua relação com a aprendizagem; • O diagnóstico do que é possível ser melhorado no próprio ambiente escolar e do que precisa ser encaminhado à outros profissionais; • As intervenções para a melhoria da qualidade do ambiente escolar; • A percepção de como se processou a evolução do conhecimento na história da humanidade, para compreender melhor o processo de construção de conhecimento dos alunos. Psicopedagogia Institucional • O Psicopedagogo institucional atua atualmente em: • Escolas; empresas, hospitais, creches e organizações assistenciais. • O Psicopedagogo pode contribuir em vários contextos: • Orientando no processo de aprendizagem dos filhos; inserindo a família na escola; auxiliando nas múltiplas formas de aprender respeitando as diferenças dos filhos. Familiar • Fortalecendo as oportunidades de aprendizagem e as múltiplas inteligências, criatividade e soluções de problemas, desenvolver projetos de crescimento e orientações de carreiras. Empresarial Psicopedagogia Institucional • Possibilitando a aprendizagem, o lúdico através de oficinas. O adoecimento e a hospitalização têm consequências no processo de desenvolvimento, na aprendizagem da criança e no ciclo de vida família. Realiza mediação entre hospital, escola e família e reinserção da criança na escola. Hospitalar • Trabalho em equipe com gestores, equipe técnica, professores, alunos, pessoal de apoio, família. Propiciar recursos para a escola aprender a: Escolar Psicopedagogia Empresarial P Profundo conhecimento do funcio- namento de grupos, do histórico e cultura da organização, equilíbrio emocional, ética. Conhecer os colaboradores com vistas à mudan- ça na estrutura organizacional A criação de diferentes condições de aprendizagem no trabalho; o desenvolvimento de funções, papeis e capacidades criativas dos aprendizes colaboradores, ampliações de cursos e dinâmicas para a consciência sobre a atuação humana no trabalho, adequações de informações e das comunicações nas relações interpessoais e inter-setores As contribuições da psicopedagogia dizem respeito ao desenvolvimento psico-sócio- educacional do colaborador, em suas diferentes funções e papeis , tendo em vista os seguintes objetivos: Ações que: busquem garantir a motivação do profissional; que contribuam para a diminuição do sofrimento, busquem a readaptação na função, atuem juntos com Sindicatos de Classe e Centro de Referência em Saúde do Trabalhador Empresas Psicopedagogia Hospitalar Intervenção com gestantes, mães de crianças de alto risco com internação prolongada , intervenção com a equipe de médicos e enfermagem, ambas com desenvolvimento e ressignificação das relações de aprendizagem, Elabora diagnósticos das condições de aprendizagem das pessoas internadas; elabora e aplica programas comunitários de prevenção de comportamentos de risco e de promoção de comportamentos saudáveis Psicopedagogia escolar, priorizando diferentes projetos, intervém nas instituições de saúde, integrando equipes multidisciplinares, colaborando com outros profissionais, orientando seu procedimento no trato com o paciente e sua família Cria e desenvolve métodos e programas psicopedagógicos em contextos de reabilitação psicossocial, Elabora relatórios de condições terapêuticas de ensino/aprendizagem e outras comunicações Hospitalar Propiciar recursos para a escola aprender a: • Priorizar diferentes projetos, • Diagnosticar a escola, • Buscar a identidade da escola, • Definir papeis na dinâmica relacional, • Instrumentalizar professores, coordenadores, orientadores sobre práticas e reflexões diante de novas formas de aprender, • Reprogramar o currículo, implantar programas e sistemas avaliativos, • Realizar oficinas para vivências de novas formas de aprender, • Analisar conteúdos e reconstrução conceitual, • Ressignificar sistemas de recuperação e reintegração do aluno no processo, • O papel da escola no diálogo com a família Alguns questionamentos para a prática clínica Algumas indagações no trabalho de investigação: • O que pensar sobre uma criança que não consegue aprender a escrever e que, por isso, acaba sendo conduzida ao consultório? • Será que o método utilizado pela professora, nesse caso, é adequado? • Será que a criança apresenta condições intelectuais para tal aprendizagem? • Como será que se está se estruturando esse novo objeto de conhecimento? • Acaso a dificuldade está em operar no simbólico? • Será que está havendo disponibilidade afetiva para um envolvimento com o objeto a ser aprendido? No trabalho clínico em consultório ou em hospital, o psicopedagogo busca não só compreender o porquê de o sujeito não aprender alguma coisa, mas também o que ele pode aprender e como. Instrumentos que não podem faltar para um diagnóstico • Entrevistas com familiares; • Anamnese, • Avaliação médicas e outras, a depender da história clínica do avaliado; • Análise minuciosa das condições familiares e ambientais; • Questionários para a escola; • Contato com outros profissionais; • Análise da rotina do examinado; • Análise do material escolar, especialmente as provas escolares; • Avaliação das condições práxicas e psicomotoras; • Avaliação da linguagem; • Avaliação do raciocínio; • Avaliação das condições pedagógicas; • Avaliação das condições afetivo-emocionais; • Avaliação dos recursos psicopedagógicos (provas psicopedagógicas) Princípios éticos presentes na atuação do psicopedagogo • O psicopedagogo deve: • Aprender todo o dia, uma vez que a aprendizagem é seu objeto de estudo; • Ser honesto e leal consigo mesmo e com o próximo, de forma que sua conduta na vida seja um modelo a ser aprendido; • Prestar serviço de qualidade, em condições dignas, baseado nas ciências que fundamentam sua prática e respeitando amplamente o próximo; • Consultar profissionais mais experientes sempre que se impuser a necessidade de maiores estudos sobre a situação a seus cuidados; • Se, por qualquer razão, for substituído fornecerao seu substituto, quando solicitado, as informações necessárias à evolução do trabalho; Princípios éticos presentes na atuação do psicopedagogo • Zelar para que o exercício profissional seja efetuado por ele e pelos colegas, com a máxima dignidade e seriedade, recusando-se a usar o aparelhamento construído até aqui em benefício próprio, em detrimento da vocação original da Psicopedagogia; • Respeitar a legislação do País no que refere ao código de ética para trabalho e pesquisa com seres humanos; • Zelar cuidadosamente pela confiança que foi depositada nele, mantendo o sigilo, preservando a imagem e mantendo inabalável o compromisso assumido com aqueles para quem presta serviço; • Atuar em equipe multiprofissional, mantendo o caráter confidencial de suas comunicações, assinalando a responsabilidade de quem as recebe, de forma a preservar o sigilo. Diretrizes de Formação em Psicopedagogia – 2019 • A seguir um conjunto de indicadores, orientações para a construção das matrizes curriculares dos cursos de formação em Psicopedagogia nos níveis de graduação ou pós-graduação, dentre eles: • Flexibilidade curricular - matriz curricular com conhecimentos específicos prevendo também conhecimentos necessários ao contexto regional; • Interdisciplinaridade/multidisciplinar/transdisciplinaridade; • Intervenção psicopedagógica – atuação supervisionada por psicopedagogo; • Pesquisa – intervenção/construção de conhecimento; Diretrizes de Formação em Psicopedagogia – 2019 • Gestão compartilhada (colegiado de curso) colaborativa, ambiente acolhedor (visão sistêmica); • EaD – modelo híbrido – cuidando da formação pessoal; • Carga horária: mínima 450 horas para o curso Lato Sensu e para o curso de graduação mínimo 3200 horas; • a carga horária poderá ser assim distribuída, no Lato Sensu: - conhecimentos específicos – referências teórico-práticas dentro da área de conhecimento (360 horas no mínimo) - atividades de intervenção – 90 horas no mínimo • https://www.abpp.com.br/documentos_referencias_diretrizes_formacao.html PONTOS DE INVESTIGAÇÃO PARA ANÁLISE PSICOPEDAGÓGICA INSTITUCIONAL Entrevista de motivo da consulta A entrevista que denominamos ´motivo da consulta´, é o momento para estabelecer hipóteses sobre os seguintes aspectos importantes no diagnóstico dos problemas de aprendizagem: a) significação do sintoma NA família, articulação funcional do problema de aprendizagem; b) significação do sintoma PARA a família, isto é, as reações comportamentais de seus membros ao assumir a presença do problema; c) fantasias de enfermidade e cura e expectativas acerca de sua intervenção no processo diagnóstico e de tratamento; d) modalidades de comunicação do casal e função do terceiro; DIAGNÓSTICO PSICOPEDAGÓGICO INSTITUCIONAL O que fazer: OLHAR E ESCUTA PSICOPEDAGÓGICA NA INSTITUIÇÃO: • Parte de uma contextualização maior: da própria instituição e da comunidade em geral • Identifica a organização pedagógica da escola • Analisa as relações com o conhecimento • Analisa as relações interpessoais e de poder na instituição • Investiga os diferentes grupos da instituição. DIAGNÓSTICO PSICOPEDAGÓGICO INSTITUCIONAL • Identificação da “queixa” institucional: o primeiro contato com a instituição; • Levantamento da história institucional e leitura psicopedagógica das relações de aprendizagem na instituição - diagnóstico: 1 - Dados de identificação da escola (ou outra instituição): a) Caracterização da comunidade escolar (nível sócio-econômico- cultural, escolaridade, profissão, representação da comunidade sobre educação, formas de organização da comunidade, infra-estrutura da comunidade, etc... ) b) Histórico da instituição. DIAGNÓSTICO PSICOPEDAGÓGICO INSTITUCIONAL 2 - Organização da instituição: condições físicas (prédio, espaço, mobiliário, equipamentos, etc...), número de pessoal administrativo, equipe de coordenação administrativo-pedagógica, número de docentes, número de alunos, número de funcionários, formas de organização (Conselho Escolar, Grêmio de Alunos, Associação de Pais,...), etc... DIAGNÓSTICO PSICOPEDAGÓGICO INSTITUCIONAL 3 - Organização Pedagógica - concepção pedagógica e epistemológica 3.1.regimento escolar - princípios filosóficos, objetivos, diretrizes, atribuições da direção, supervisão escolar, orientação educacional, psicopedagogo e psicólogo, regras de convivência (deveres e direitos, formas de construção dessas regras), avaliação (quantitativa ou qualitativa, Conselho de Classe, organização dos critérios e instrumentos de avaliação, coerência com a proposta político-pedagógica) 3.2 proposta político-pedagógica 3. 3 planos de ensino 3.4 postura político-pedagógica dos professores (relação e coerência entre discurso e prática, coerência com a proposta político-pedagógica da escola) 4 Relações interpessoais e com o conhecimento em todos os níveis da instituição: 4.1.imaginário e representações sociais e de aprendizagem de todos os sujeitos envolvidos (pais, alunos, professores, funcionários, equipe diretiva – análise subjetiva) 4.2 relações de poder em nível institucional (todos os segmentos) 5 -Análise dos grupos de alunos: 5.1. Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino Fundamental: análise da história vital dos alunos, observação da evolução psicogenética dos alunos pelo professor e relação com a aprendizagem (provas projetivas psicopedagógicas) para definição do “perfil da turma” e levantamento de estratégias. Entrevista com os professores. DIAGNÓSTICO PSICOPEDAGÓGICO INSTITUCIONAL 5.2 - Etapas Finais de Ensino Fundamental e Ensino Médio: relação com aprendizagem, questionários com os alunos ( faixa etária, relação com a escola, vida escolar, dificuldades, desejos, relação familiar, evolução psicogenética, relação com o grupo, relação com os professores, drogas, lazer, trabalho, condições sócio-econômico-cultural, questões metodológicas), entrevista e provas projetivas com os professores (coerência discurso e prática, adequação metodológica, relação com os alunos, ...) DIAGNÓSTICO PSICOPEDAGÓGICO INSTITUCIONAL Coleta de dados Leitura e análise psicopedagógica Definição do foco de intervenção psicopedagógica Construção do plano de intervenção psicopedagógica institucional Intervenção psicopedagógica institucional propriamente dita DIAGNÓSTICO PSICOPEDAGÓGICO INSTITUCIONAL Habilidades para o desempenho acadêmico Criatividade (Arruda, 2015, apud Cardoso 2018) São necessárias 5 habilidades Memória de trabalho Para a compreensão e o entendimento dos conteúdos acadêmicos - leitura matemática - Flecibilid. cognitiva Disciplina Autocontrole (Controle Inibitório) Funções Executivas • Memória de trabalho, • Flexibilidade Cognitiva, • Autocontrole • Disciplina • Conjunto de habilidades que regulam o comportamento em resposta às demandas de tarefas complexas (Diamond, 2015 apud Cardoso 2018). • Constituem um conjunto de habilidades que são fundamentais para o controle consciente e deliberado sobre ações, pensamentos e emoções. • Possibilitam ao indivíduo gerenciar diferentes aspectos da vida com autonomia, isto é, tomar decisões com independência e responsabilidade. INTEGRAN as FE Controle Inibitório • (Cardoso; Fonseca, 2018) Capacidade de inibir um comportamento em detrimento de outro assim como habilidade de filtrar pensamentos, controlar os impulsos e resistir às distrações, tanto externas (ruídos, por ex.), quanto internas (outros pensamentos não relacionados). Hábito de parar e pensar antes de agir Exemplos de comportamentos: Interrompe o professor ou os colegas; não espera a sua vez de falar ou jogar; É “impaciente”; fornece respostas impulsivas, sem pensar antes em outras alternativas; Age de forma impulsiva, sem pensar nas consequências de seus atos; não resiste à vontade de ficar conversando o tempo todo na aula; Distrai-se comfacilidade, não consegue controlar o foco de sua atenção; tem dificuldade para controlar as emoções (grita, bate, chora). Memória de Trabalho Capacidade de manter e manipular informações mentalmente, possibilitando relacionar e integrar informações, lembrar sequências ou ordens, projetar sequências de ações no futuro, manejar duas ou mais informações ao mesmo tempo que vêm de diferentes tipos/sistemas de memórias. • Memória de trabalho: permite armazenar, relacionar e pensar informações no curto prazo. Sem essa capacidade, por exemplo, o indivíduo não se lembraria do que estava fazendo após ser interrompido. (Cardoso; Fonseca, 2018) Memória de Trabalho • Não segue corretamente as instruções das tarefas; • Não consegue manter as informações em mente, por tempo suficiente, para usá- las em seguida; • Tem dificuldade para fazer cálculos ou solucionar problemas matemáticos mentalmente; • Durante a leitura, apresenta dificuldade em conectar a informação de um parágrafo com o outro e, geralmente, não compreende o que lê; • Numa recontagem de história ou em uma atividade de escrita, tem dificuldade em organizar as informações em uma ordem temporal coerente (começo, meio e fim); • A partir de um início de história, tem dificuldade de criar sobre ela, para continuá-la em uma produção textual Flexibilidade Cognitiva (Cardoso; Fonseca, 2018) Capacidade de mudar o foco atencional, considerar diferentes perspectivas, prioridades ou regras e adaptar-se às demandas do ambiente; habilidade de alternar tarefas e focos, quando necessário. Relacionada à criatividade e à resolução de problemas com diferentes alternativas. Tem dificuldade em lidar com mudanças de planos ou de rotina; - Não demonstra criatividade para resolver problemas; - Apega-se a um detalhe, dificultando o enxergar do todo; - Não consegue pensar em diferentes formas de solucionar um problema; - Mesmo frente a erros, não consegue mudar a forma como executa uma tarefa, empregando sempre a mesma estratégia ou solução; Flexibilidade Cognitiva • Tem dificuldade em mudar a forma como se comporta ou faz qualquer atividade; • Pode ter dificuldade em entender metáforas e abstrair a informação para além do sentido literal; • Pode ter dificuldade em entender perspectivas ou pontos de vista diferentes do seu. • Permite mudar de perspectiva no momento de pensar e agir, e considerar diferentes ângulos na tomada de decisão. Essa capacidade é fundamental para o indivíduo perceber um erro e poder corrigir. Cardoso; Fonseca (2018) Cardoso; Fonseca (2018) Cardoso; Fonseca (2018) Cardoso; Fonseca (2018) Cardoso; Fonseca (2018) Cardoso; Fonseca (2018) Respostas Controle Inibitório Jogo: A procura do alvo. 25 vezes Memória de Trabalho Jogo: Onde estão os animais? 4 abelha, caranguejo, gato, elefante Jogo: Falta um. - Cola - Flexibilidade Cognitiva Jogo: Troca-Troca Desembaralhando os nomes Dificuldades de aprendizagem Dificuldades de aprendizagem (Moojen, 2017) Primárias: Evolutivas: maturacionais. Metodológicos: dificuldades passageiras, relacionadas com metodologia de ensino inadequada, falta de assiduidade e problemas pessoais ou familiares temporários. Secundárias: Repercussão primariamente no desenvolvimento humano em geral (de ordem cognitiva, emocional e/ou neurológica) e secundariamente no desempenho escolar global. Bassôa 2019 Transtorno específico de Aprendizagem – TEAp – DSM-V As dificuldades não são explicáveis por: déficits intelectuais e sensoriais, transtornos mentais ou neurológico, fatores sociais Desempenho abaixo do esperado Persistente Transtorno específico de Aprendizagem Com prejuízo na Leitura - Dislexia • Precisão • Velocidade • Compreensão • Ortografia Com prejuízo na Escrita – “Disortografia” • Precisão na ortografia, gramática e pontuação • Clareza e organização da expressão escrita Com prejuízo na Matemática - Discalculia • Senso numérico • Memorização de fatos matemáticos • Fluência de cálculo • Raciocínio matemático Bassôa 2019 Referências • BASSÕA, N. A Psicopedagogia no Brasil: contribuições a partir da prática. 5 ed. Rio de Janeiro. Walk, 2019 • __________. Bateria de atividades e protocolos de intervenção psicopedagógica. São Paulo: INEPpsin, 2017. • Cardoso C. Fonseca R. PENcE: Programa de Estimulação Neuropsicológica da Cognição em escolares: ênfase em funções executivas. São Paulo: Book Toy, 2018 • Fernández, Alicia. A atenção aprisionada: psicopedagogia da capacidade atencional. Porto Alegre: Penso, 2012 • Funções executivas e desenvolvimento infantil : habilidades necessárias para a autonomia : estudo III - organização Comitê Científico do Núcleo Ciência pela infância. São Paulo : Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal - FMCSV, 2016. • Malloy-Diniz L. Dias Natália. Funções Executivas: modelos e aplicações> São Paulo: Pearson, 2020. Prof. Dra. Rosa Eulógia Ramirez Pós-Doutorado em Educação Pedagoga OE – Psicopedagoga -Neuropsicóloga rosa.eulogia@gmail.com (51)999277339