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AP_v2_administraçao de terminais rodoviarios_25042017 - modulo 2

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Administração 
de Terminais 
Rodoviários
MÓDULO 2
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Sumário
Unidade 4 | Conceitos e características do Transporte Urbano 4
1. Preferência em Semáforos 6
2. Influência do Tipo de Bilhetagem 6
3. Influência do Tipo de Parada 7
4. Operação em Comboio 7
5. Modo Ônibus 8
Glossário 11
Atividades 12
Referências 13
Unidade 5 | Linhas e Redes no Transporte Público 14
1. As Linhas do Transporte Público 16
1.1. Tipos de Linhas Quanto ao Traçado 16
1.2. Tipos de Linha Quanto à Função 17
2. As Redes no Transporte Público 18
2.1. Rede Radial 19
2.2. Rede em Malha 20
2.3. Rede Radial com Linhas Troncoalimentadas 20
2.4. Redes de Transporte Semiurbanas, Intermunicipais, Interestaduais e Internacionais 21
Glossário 22
Atividades 23
Referências 24
Unidade 6 | Integração no Transporte Público Urbano 25
1. A Integração no Transporte Público e sua Importância 27
3
2. A Integração Física 27
3. A Integração Tarifária 28
4. A Integração no Tempo 29
Glossário 31
Atividades 32
Referências 33
Gabarito 34
4
UNIDADE 4 | CONCEITOS 
E CARACTERÍSTICAS DO 
TRANSPORTE URBANO 
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Unidade 4 | Conceitos e Características do 
Transporte Urbano 
Como se dá a preferência do transporte público coletivo em 
semáforos? Como o tipo de bilhetagem e o tipo de parada 
influenciam no sistema de transporte público coletivo de 
passageiros? Quais as principais características dos ônibus?
Nada adianta ter um terminal rodoviário de passageiros moderno e confortável se os 
demais aspectos do sistema de transporte público coletivo não atuarem no sentido de 
promover o desempenho operacional necessário.
Nesta unidade, daremos continuidade ao estudo das principais características do transporte 
público, enlaçando a preferência em semáforos, a influência do tipo de bilhetagem e do 
tipo de parada no desempenho operacional, a operação em comboio e os aspectos do 
transporte por meio de ônibus.
Fonte: www.pixabay.com
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1. Preferência em Semáforos
De acordo com Torbi (2014), NTU (2016) e Ferraz (2004), com o objetivo de aumentar 
a velocidade e a capacidade dos coletivos de passageiros, é dada a eles a preferência 
nos cruzamentos semaforizados.
Em linhas troncais das grandes cidades maiores, operadas com 
veículos de maior tamanho ou em comboio, a prioridade pode 
ser total com os semáforos abrindo quando os coletivos se 
aproximam – que são identificados a distância por rede de 
sensoreamento.
Ainda nas interseções semaforizadas, existem outras formas de preferência menos 
radicais, tais como: alocação dos tempos de semáforo aberto com base na estatística do 
número de passageiros, e não de veículos, e a coordenação de semáforos consecutivos 
tendo por base a velocidade dos coletivos.
2. Influência do Tipo de Bilhetagem
Com o intuito de aumentar a velocidade e a capacidade dos modos de transporte 
coletivo urbano, deve-se atentar ao tipo de bilhetagem a ser utilizado no sistema. O 
sistema de bilhetagem pode ser: venda de passagem dentro dos veículos e venda de 
passagens fora dos veículos, em estações ou pontos de venda apropriados. 
Atualmente, a bilhetagem eletrônica, por meio da utilização de 
cartões magnéticos pré-carregados, tem sido a forma mais 
utilizada nas cidades de porte médio e grande, permitindo, 
inclusive, a integração tarifária com outras linhas de ônibus, e 
até com outros modos de transporte (metrô).
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A escolha da estratégia mais eficaz reduz, consideravelmente, o tempo despendido 
nas operações de embarque e desembarque dos passageiros.
3. Influência do Tipo de Parada
O tipo de parada também influencia no desempenho operacional do transporte 
coletivo urbano. Por exemplo, nos corredores em que se opera um grande número de 
ônibus, é aconselhável que os locais de parada sejam dotados de várias baias, ou de uma 
extensão linear de estacionamento capaz de permitir o embarque e o desembarque 
simultâneo de coletivos de linhas diferentes.
Com essa prática, é possível reduzir o tempo gasto nas paradas e, ainda, aumentar a 
capacidade de transporte.
4. Operação em Comboio
A operação em comboio visa aumentar a velocidade e a capacidade dos modos de 
transporte coletivo urbano. É comum no modo ferroviário, cujos veículos circulam com 
vários carros engatados.
No modo ônibus, esse procedimento tem sido empregado em algumas cidades grandes 
— os corredores devem possuir baias dispostas linearmente nas paradas, evitando-se 
entradas e saídas independentes. 
No caso de uma única linha operando no corredor, os comboios são, relativamente, 
simples de serem ordenados. Entretanto, para duas ou mais linhas, os comboios devem 
ser conformados de acordo com o destino de cada linha, a fim de evitar perda de tempo 
com o deslocamento dos passageiros nas plataformas de embarque.
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5. Modo Ônibus
Certamente, você já se deparou com a observação de que os veículos do transporte 
público – como é o caso dos ônibus — que se deslocam junto com o tráfego geral, 
precisam ter dimensões compatíveis com a geometria das vias no que concerne à 
largura das faixas e aos raios das curvas.
Por isso, em linhas gerais, respeitadas as diferenças entre fabricantes, os ônibus sem 
articulação apresentam largura entre 2,4 e 2,6 m e comprimento entre 6,5 (micro-
ônibus) e 13 m (ônibus convencionais). E, com a utilização de articulações para realizar 
curvas, é possível operar com veículos de maior dimensão: os ônibus articulados, em 
geral, possuem 18 m de comprimento, enquanto os biarticulados têm 24 m.
A Portaria DENATRAN no 60/2008 apresenta as composições 
homologadas para o transporte de passageiros, destacando os 
ônibus convencionais, articulados e biarticulados, o peso 
máximo por eixo ou conjunto de eixos e o comprimento máximo 
permitido.
Além do comprimento, que é um dos elementos para a determinação da capacidade, 
há de se saber que os ônibus são produzidos com diferentes características, tais como: 
suspensão, caixa de câmbio, número de portas e posição do motor.
A suspensão pode ser, basicamente, de dois tipos: com molas (sistema convencional) e 
a ar comprimido, o qual propicia maior conforto aos viajantes por absorver melhor os 
impactos verticais decorrentes das irregularidades nas vias.
A caixa de câmbio apresenta-se de duas formas: comum, que submete o motorista à 
troca frequente de marchas, e automática, que não obriga a troca manual de marchas, 
colaborando com o trabalho do condutor.
Com relação ao número de portas, nos ônibus comuns, verifica-se que são de duas e 
três portas.
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Destaca-se que a existência de uma porta a mais nos ônibus 
comuns traz maior comodidade aos passageiros, favorecendo o 
desembarque e, nas estações fechadas, também o embarque.
Os ônibus articulados e biarticulados apresentam um maior número de portas. Quando 
operam em faixas segregadas do lado esquerdo da via junto ao canteiro central, em 
que estão as estações de embarque e desembarque, os coletivos são equipados com 
portas do lado esquerdo. Se os coletivos também utilizam vias em que o embarque e 
desembarque são realizados pelo lado direito, então são construídos com portas dos 
dois lados.
A localização do motor na parte dianteira apresenta a vantagem de ajudar o processo 
de refrigeração, uma vez que o ar é canalizado diretamente sobre o mesmo, contudo, 
atrapalha a circulação dos usuários e causa um grande desconforto ao motorista e aos 
usuários que se sentam próximo, devido ao ruído e calor. Por isso, a tendência é o 
emprego do motor na parte traseira ou lateral dos ônibus.
Um aspecto importante relacionado aos ônibus é a altura da plataforma. 
Quanto mais baixa a plataforma do ônibus, maior a comodidade 
dos usuários e mais ágeis são as operações de embarque e 
desembarque. Nos ônibus articulados e biarticulados que 
trafegam em linhas troncais com paradas em estações, as 
alturas das plataformas dos coletivos e das estações devem ser 
iguais, a fim de facilitar o embarque e o desembarque. Alguns 
ônibus