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AP_v2_administraçao de terminais rodoviarios_25042017 - modulo 3 (1)

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Administração 
de Terminais 
Rodoviários
MÓDULO 3
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Sumário
Unidade 7 | Elementos dos Terminais Rodoviários 3
1. Conhecendo os Pontos de Parada de Ônibus 5
2. Terminais Rodoviários 7
Glossário 9
Atividades 10
Referências 11
Unidade 8 | Terminais Rodoviários - Classificação 12
1. Classificação dos Terminais 14
1.1. Quanto ao Modo de Transporte 14
1.2. Quanto à Organização Político - Administrativa 14
2. Caracterização Funcional do Terminal Rodoviário 15
Glossário 19
Atividades 20
Referências 21
Unidade 9 | Terminais Rodoviários - Instalações 22
1. Elementos Funcionais Básicos do Terminal Rodoviário 24
2. Instalações Básicas do Terminal Rodoviário 27
Glossário 29
Atividades 30
Referências 31
Gabarito 32
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UNIDADE 7 | ELEMENTOS DOS 
TERMINAIS RODOVIÁRIOS
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Unidade 7 | Elementos dos Terminais Rodoviários 
Quais as principais características de uma parada de ônibus? 
Será que todas têm a mesma função operacional? O que 
caracteriza um terminal rodoviário de passageiros? Como se dá 
o processamento dos passageiros? Quais são as suas funções 
básicas? 
Os pontos de parada de ônibus possuem estreita relação operacional com os terminais 
rodoviários de passageiros – principalmente nos sistemas urbanos. Se não forem bem 
dimensionados e localizados, podem provocar gargalos no processamento de passageiros, 
bem como no fluxo de entrada e saída dos ônibus nos terminais.
Nesta unidade, apresentaremos as características principais dos pontos de parada de 
ônibus e iniciaremos uma introdução acerca dos terminais rodoviários de passageiros.
Fonte: www.freeimages.com
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1. Conhecendo os Pontos de Parada de Ônibus
De acordo com Torbi (2014), NTU (2016) e Ferraz (2004), antes de se adentrar no estudo 
dos terminais rodoviários de passageiros, é importante conhecermos alguns aspectos 
de um elemento básico da infraestrutura de transporte diretamente relacionado aos 
terminais rodoviários, e pertencentes à mesma rede: os pontos de parada de ônibus.
Pontos de parada de ônibus são os locais de embarque e 
desembarque de passageiros localizados nos passeios públicos.
A identificação dos pontos de parada é realizada, normalmente, por meio de simples 
marca em postes de energia ou telefone, com ou sem colocação de placas, podendo 
ter abrigo para os usuários.
Há uma grande variedade de tipos de abrigo para o transporte coletivo de ônibus, tais 
como: abrigo de concreto pré-fabricado com banco para sentar, abrigo com cobertura 
de policarbonato e estrutura metálica e abrigo com estrutura e cobertura metálicas e 
paredes de vidro.
A distância entre paradas possui grande influência na velocidade operacional dos 
ônibus, bem como no carregamento final dos terminais rodoviários e nos seus ciclos 
operacionais. Na definição da distância entre as paradas de ônibus, é importante levar 
em conta alguns aspectos, como por exemplo, a acessibilidade (distância a percorrer), 
densidade de passageiros na plataforma e tempo de parada gasto nas operações de 
embarque e desembarque. Usualmente, adota-se uma distância entre 200 e 600 m 
para a localização das paradas de ônibus (MOLINERO e ARELLANO, 1998).
No que tange às formas de operação nos pontos de parada de ônibus, a mais comum 
consiste na parada dos ônibus de todas as linhas que passam pelo local. Quando o 
escoamento de coletivos é elevado, pode ocorrer congestionamento nos pontos de 
parada e, com isso, deve-se optar por outras estratégias de operação, tais como:
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• Parada seletiva: os ônibus são divididos em grupos e cada grupo para apenas em 
pontos predefinidos;
• Parada de dois ou mais coletivos simultaneamente: o que também envolve 
a ampliação do comprimento das plataformas. As entradas e saídas das baias 
podem ser independentes ou não;
• Comboio de ônibus ordenados por destino: potencializando o aumento da 
eficiência operacional e reduzindo a necessidade de deslocamento dos usuários 
ao longo da plataforma.
Quanto à localização dos pontos de parada, é aconselhável que eles estejam antes de 
cruzamentos, depois de cruzamentos, ou no meio das quadras. 
Uma das vantagens dos pontos de parada próximos de 
cruzamentos é a redução no número de vagas de estacionamento 
prejudicadas, em relação à sua localização no meio das quadras, 
em face do menor espaço requisitado para os ônibus 
estacionarem. Porém, uma das desvantagens é, justamente, a 
influência dos conflitos na área de interseção.
No que diz respeito aos tipos de pontos de parada em relação à posição da guia, podem 
ser observados: a guia em posição normal, que é o caso mais típico; a guia recuada tipo 
baia; e guia avançada em relação à calçada. 
Cada tipo de posicionamento de guia apresenta vantagens e desvantagens e deve 
ser estudada sua implantação para cada caso específico. Por exemplo, o uso de guia 
recuada auxilia o tráfego normal de veículos, porém, quando o trânsito é intenso, 
atrapalha a volta dos ônibus ao fluxo de tráfego, resultando atrasos nas viagens. No 
caso da guia avançada, os principais aspectos são: o coletivo parado no ponto bloqueia 
a faixa da direita; não há grande empecilho para a volta do coletivo ao fluxo de tráfego; 
o espaço disponível para a espera dos usuários e a passagem de pedestres é maior; a 
implantação de abrigos fica mais facilitada.
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2. Terminais Rodoviários
Terminal rodoviário é uma estrutura física e operacional 
na qual são desenvolvidas as atividades que possibilitam 
deslocamentos internos e se busca a transferência eficiente, 
eficaz e segura do passageiro do modo de transporte utilizado 
até o ponto destinado ao embarque no ônibus e vice-versa 
(SOARES, 2006).
Para Dunham (2008), o terminal rodoviário de passageiros é o principal elemento 
estruturador de uma rede de transporte rodoviário e, por conseguinte, representa 
um apoio ao sistema de transporte por meio do qual se processa a interação entre 
o indivíduo e o serviço de transporte. Pode representar o ponto inicial ou final de 
uma viagem, ou ainda, o ponto intermediário para a transferência a outro modo de 
transporte durante uma viagem. 
A figura a seguir ilustra, de forma esquemática, as principais entradas e saídas do 
processamento de passageiros em um terminal rodoviário.
Processamento em um terminal rodoviário de passageiros 
Fonte: Nascimento (2010)
Entrada Processamento
Terminal
Saída
Insumos
Funcionários
Veículos
Passageiros ou cargas
Resíduos
Funcionários
Barulho
Poluentes Atmosféricos
Veículos
Passageiros ou cargas
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Para que haja o processamento, pode-se verificar que são necessários como elementos 
de entrada, além dos passageiros ou cargas e dos veículos, uma série de insumos para 
a sua operação, tais como energia elétrica, água, mercadorias para abastecimento de 
lanchonetes, materiais de higiene para os banheiros, entre outros. São necessários, 
também, funcionários para operar e gerir o terminal, de forma que ele possa cumprir 
sua função dentro do sistema de transportes. Após o processamento, têm-se, como 
elementos de saída: os resíduos resultantes das diversas atividades realizadas no 
terminal, tais como lixo e esgoto; os funcionários que deixam o terminal após o 
trabalho; o ruído e poluentes atmosféricos oriundos dos veículos; os veículos e 
passageiros ou cargas.
Os terminais rodoviários, do ponto de vista físico, são os nós de 
articulação da rede de transporte onde se processa a organização 
da distribuição das viagens interurbanas por ônibus pela rede. 
Já do ponto de vista funcional, são os pontos de transição entre 
as viagens por ônibus rodoviários nas ligações de média e longa 
distância e as viagens intraurbanas nas cidades (SOARES, 2006).
No que tange às funções básicas do terminal rodoviário de passageiros, podem ser 
enumeradas as seguintes:
• Prover maior eficiência ao sistema de transporte rodoviário de passageiros;
• Possibilitar uma maior acessibilidade ao sistema de transporte;
• Aumentar a mobilidade dos indivíduos dentro da